comerciominho_30111878_868.xml
- conteúdo
-
fiTOBJSSAk
iRIír
SÍÍIOSV
Ak.
>2
í
WFISIIOS
z
I
l
.
REDACTORES—
D. Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DíRECTOR—Anlonio Joaquim ;de Mesquita Pimentel.
6?
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..........................
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetrão
....................................
UGOO
850
40
20
10
PUBLIGA.-SE
AS
TERÇAS, QUINTAS
E SABBADOS
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2&000
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3®600
Folha
avulso...................
10
N.’ 868
D.
JOÃO
CHRYSOSTOMO DE
Amorim
Pessoa, por mercê
de
Deus,
etc.
Zo
Clero
e
fieis
da
Nossa
Archidiocese
de
Braga.
Primaz
das
Hespanhas,
saude,
paz
e
bênção
em
Jesus
Christo
nosso Sal
vador.
A
diversidade
dos
tempos
produz for
çosamente
a
necessidade
de differentes
meios
ou
providencias,
para
que
a
socie
dade christã
seja
bem
governada
e
dirigida
com
segurança
nos
caminhos
da
verdade,
da
justiça, da
virtude
e
da
salvação
eter
na,
que
é
o
melhor
e o
mais
proveitoso
progresso,
que
lodo o
homem
n
’
esle
mun
do
deve procurar
semhesilação e
sem
des-
canço,
para conseguir
o
íitn que
Deus
Nosso
St
nhor
se
tem
proposto,
quando
nos
deu
a
vida
e
a
intelligencia.
Tem
sido esta a
política
constante
da
Egreja
Catholica
tanto
nos
seus
Concílios,
como
nas
Bulias
dos
Summos
Pontífices
e
nas
Pastoraes
e
Provisões
dos
seus Pre
lados.
A
historia
universal
da
Egreja
é
a
prova
mais própria
e
convincente
d’
esta
verdade,
que
tem
uma
grande
impor
tância para
a
sociedade
christã. A
força
comprobativa
dos
factos
não
pode
ser
des
truída
pela
rasão
apparente
dos
sophis-
inas.
São
immutaveis os dogmas,
e
inalte
ráveis
os
princípios
da
moral,
que a
Egreja
Catholica,
assistida
pelo
dom
sobrenatu
ral
da
infallibilidade,
tem
solemnemente
declarado
e
proposto
á
crença
dos
fieis e
á
direcçãò
das
suas
acções
;
a
sua
dis
ciplina,
porém,
tem-se
conformado
sem
pre
e muito
sabiamente,
não
só
com
a
mudança
dos
tempos,
das
i léas
e
das
con
dições
da
sociedade
humana,
mas também
coro as
necessidades
especiaes
dos
gran
des
círculos,
em
que n orbe catholico
se
acha
dividido,
tendo
por
seu
centro
a
Egreja
Romana,
nossa
Mestra
e nossa
Mãe,
,
(Ponde
emana o
principio
da
auctoridade
ecclesiáslica
na
soa
applicação,
e o
en
sino
da doutrina,
ou do
complexo
das
verdades,
que
devem
ser
geralmente
se
guidas e
praticadas
por
todos
aquelles,
que
felizmente
militam
debaixo
do
glorioso
estandarte
da Cruz
de
Christo,
que
ha
desenove
séculos
tem
guiado
quasi
lodos
os
povos
em
toda
a
parle
do
mundo
ci-
vilisado.
Não
é,
porém, hoje nosso
intento,
Meus
Filhos
em
Jesus
Christo,
dar-vos
sobre
esta
matéria,
aliás
muito
grave
e
impor
tante,
longa
instrucção
pastoral.
Tempo
virá,
em
que,
se
Deus
Nosso
Senhor
não
nos
fakar
com
a
vida e
saude,
tractare-
mos
com
maior
desinvolvimenlo
a
maté
ria,
qne
agora
apenas lemos
indicado e
offerecido
á
vossa
lembrança.
No
dia
do
quarto
anniversario
da
nossa
confirmação peia
Sé
Apostólica
para Pre
lado
d
’
esla
vastíssima
Archidiocese,
só
temos em
vista estabelecer uma
pratica
salutar
e
muito
louvável
do
culto
catho
lico,
recommendando
com
o
mais verda
deiro
e
decidido empenho
ao
Nosso
III.
mo
e
Revd.
mo
Cabido,
aos
Muito
Reverendas
Vigários Geraes
e
Arciprestes,
assim
como
também
aos Reverendos Parochos
e
mais
clero
d’
este
Arcebispado,
que
em
lodos
os
domingos
do
anno
seja
dada aos fieis,
e
a uma
hora
qne
julgarem
mais
conve
niente,
a
bênção
solemne
<;o
íSantissim-
Sacramento,
na
fórma
usada
pela
Egreja,
e pelo
modo
como
no
fim
d
’esia
Provisão
vae
explicado.
N
’
estes
tempos,
cm
que as idéas do
direito
e
do
dever
parece
andarem
tão
baralhadas
e
confundidas:
r/estes
tempos,
em
que
a própria
rasão
humana
tem
per
dido
a
qualidade
de
critério
seguro
da
verdade,
abdicando
esta
tão
grande
prero-
galiva
na
diversidade
do
modo
de
pensar
de cada
um
d
’
aquelles,
que,
mais
por
in
teresses
particulares,
do
que
por
credito
da
civilisação
e
do
bem
geral,
pretendem,
e
muitas
vezes alcançam,
constituir-se
di-
rectores
da
chamada
opinião
publica: nes
tes
tempos,
em
que
os
negocios
materiaes
da
vida
social
e
os
prazeres
dos
sentidos
occupam
toda
a
attenção
e
são o obje-
cto
mais
altrahente
de
uma
grande
par
le,
ou
da maioria mesmo, dos
chris-
tãos;
não
será
porventura
de grande
con
veniência
chamar
o
povo
fiel
ao templo
do
Senhor
para
que,
prostrado
na
presença
do
Augusto
Sacramento
dos nossos
aliares,
se
não
esqueça
inteiramente,
que
o
fim.
que
o
homem
lem
11
’
este
mundo,
onde
elle
vive
como
simples passageiro, é a
eternidade
feliz,
ou
a
bemaventurança
eterna,
para
onde
Deus
0
chama
e
para
onde
elle
deve
sempre
encaminhar
seus
pensamen
tos,
seus
desejos
e
todas
as
suas
acções?
Não
será
também ulil,
necessário
mes
mo,
que
0
festival
som
do
sino, chamando
os
fieis
para
0
acto
tão
devoto
da
bên
ção
do
Santíssimo
Sacramento,
faça
lem
brar
aos
peccadores
esquecidos
ou
remis
sos,
que,
na
sua
freguezia
e
na
Egreja,
onde
fôra
baptisado
e
recebera
a
soa
pri
meira
Communhào,
0 povo
devoio
e
ob
servante
das
leis
de
Deus
vae receber
a
bênção
de
Jesus
Sacramentado,
que
nas
ceu
e
morreu para
nos
salvar?
Não será
esta lembrança
piedosa
muito
util
e
saudavel
a
todos ?
Quem
poderá
negar
ou
desconhecer
a
sua
importância
religiosa
?
E
’
muito
antiga
em
ontros
paizes. Meus
Filhos
em
Jesus
Christo,
a
pratica
que
desejamos
ver
estabelecida n
’esta
Nossa
Ar
chidiocese.
Na
Ilalia,
na
França,
na
Bélgica,
nas
Missões
do
Egypto,
que
visitamos,
te-
mol-a
sempre
encontrado:
em
Gôa
procu
rámos
estabelecel-a
com
0
Nosso exemplo
durante
0
tempo,
que
residimos
proximo
á
Egreja
de
Ribandar,
e desde
que
che
gamos
a
esta
Archidiocese
de
Braga
se
acha
estabelecida
em
0
Nosso
Seminário
de S.
Pedro.
Desejamos
que
0
povo
christão, can
tando
o—
Bemdilo
e
louvado
seja
0
San-
tissimo
Sacramento
—
,
tome
parte
n
’
este
acto
tão
solemne,
tão
devoto,
tão
cheio
de
encanto
para
um
coração
possuído
de
amor
e
dedicação
pelo
Mysterio
ineffavel
da
Santa
Eucharistia,
onde
debaixo
da
apparència
das especies
Sacramentaes
ex
iste
0
corpo,
0
sangue, a
alma e
a
di
vindade
de Nosso Senhor Jesus Christo
tão
real
e
verdadeiramente
como
está
nos
céos;
porque
desejamos
que
o
povo
chris
tão
se
misture
em
seus
cânticos
e
ado
rações
com
os Anjos,
que, segundo
a
nossa
fé,
assistem
reverentes
ante
0 throno
de
Deus
tio
céo
e
em toda a
parte, que
Eile
sanctilica
com
a
sua
presença
real.
Quando
uma
lamentável
descrença
vae
lavrando e
se
alastra,
como
a
nodoa do
azeite,
na
tela pura
e
nilida
da
fé
reli
giosa
do povo
christão
d
’
este
reino-
fide
líssimo;
quando
uma
certa
doutrina,
con
traria
aos
nossos
princípios
religiosos,
é
professada
pubíicamente,—
oh
,
<iôr!
—
por
sacerdotes
infelizes, que,
recebendo
a
sa
grada ordenação
das
mãos dos
prelados
catholicos,
e
sem
respeito
ou considera
ção
alguma
pelo
seu
proprio
decoro,
pela
p,z
das
consciências
dos
seus
amigos,
e
conhecidos,
e
de
tantas
pessoas,
que
no
Sacramento
da
penitencia
lhes
confiaram
os
segredos
da
vi
la
intima
; que
a
des
peito
mesmo
das
lagrimas
de
seus
paes,
mães
e
parentes
têem
abandonado
pelo
vil
interesse
do
ouro,
por
que
se
vende
ram,
ou
pelo desregramento
da
vida,
a
que
se
entregaram,
estão
dando
0
tristíssimo
escandalo
de
seguirem
uma
seita
religiosa,
onde
este
divino
e
augusto
Sacramento
é
absolutamente combatido,
ou
pelo
menos
reconhecido
por'
um modo
inteiramente
contrario
á doutrina
da
Egreja
Catholica
nossa
Mestra
e
nossa
Mãe;
não
será
con
veniente,
Meus Filhos em Jesus
Christo,
que
nós
por
todos
os
modos
possíveis
aflirmemos
a nossa
crença
n
’
este
subli
me
Mysterio
de
Jesus
Sacramentado?
Não
tein
a
Santa
Egreja
dado
0
ex
emplo,
instituindo
tres
grandes
solemni-
dades annuaes para
commemorar solem
nemente
este
Mysterio
Sacrosanlo,
em
que
Jesus
Christo
antes
da
sua
morte,
quiz
dar-nos
a maior
pro^a
do
seu
amor,
ficando
em
nossa
companhia
até
á
consum-
mação
dos
séculos
?
Querereis
vós
ser
similhantes
aòs Ím
pios
e
aos
herejes, que,
pela
sua
impie
dade
ou
pela
sua
ingratidão
abominável,
são os
únicos ,
inimigos
declarados do
Mysterio augusto
do
Santíssimo
Sacramento
dos
nossos
altares
?
Nós
somos
testimunha
ocular
do
res
peito
e acatamento,
que
os
gentios
e
ido
latras
mostram
para com este
altíssimo
Mysterio.
Reverendos
Parochos
Nossos
coopera-
dores,
vós todos
Sacerdotes
catholicos,
que
vos conservaes
firmes
e
inabalaveis
na
vossa
fé,
dae
ao
povo
christão
das
vossas
freguezias
um
testimunho
publico
da
vossa
piedade,
dando
ou
assistindo á
bênção
do
Santíssimo
Sacramento.
Mus-
trae
por
este modo
que
tendes
em
subido
apreço a
dignidade
sacerdotal,
de que
pela
graça
de Deus
vos
achaes
revestidos,
e
que
por
motivo
ou
conveniência alguma
abdicaes,
desprezaes,
deshonraes
0
nome
e
0
emprego
de
.sacerdote,
trocando-o
ver-
gonhosamente
pelo
nome
e
emprego
de
mi
nistro
de
um
culto,
onde,
se
ainda
ha
templo,
não
ha altar
netn
sacrifício.
Por
Deus,
Meus
Filhos
em Jesus Chris
to,
vinde
ao
templo
do
Senhor
visitar
0
Santíssimo
Sacramento
e
adorar a
Deus
no
santo
Mysterio
da
Eucharistia;
vinde,
vinde
receber
a
sua
bênção
durante
a
vida,
para que
na
hora
da
vossa
morte
possaes
digna
e fructuosamente
receber
lambem
a
sua
visita,
a
sua
bênção, e
alcan
çar
a
vossa
salvação
eterna.
E
para
que da
Nossa
parte
não
falte
meio
algum,
que
possamos
empregar
para
conseguir
tão
piedoso
intuito
e
tão
lou
vável
fim,
concedemos
a todos
os
fieis,
que,
em
cada
um
dos
domingos
do
anno,
conlrictos
e arrependidos
de
seus
pec-
cados,
assistirem
devotameote
a
este
acto
do
culto
religioso,
quarenta
dias
de
ver
dadeira
indulgência,
que
poderá
lambem
ser
lucrada
nos
Sancluarios
e
Egrejaç
de Religiosas e
Ordens
Terceiras exis
tentes
n
’
este
Nosso
Arcebispado.
Os Reverendos
Parochos não
só
deve
rão
ler
á
estação
da Missa
conventual
esta
Nossa
Provisão
;
mas
também
expli-
cal-a
do
modo
que julgarem
mais
con
forme
ás
condições
das
suas
parochias,
e
registal-a
no
livro das
suas
Egrejas,
na
forma
do
eslylo.
Dada
e passada nVste Paço
Archie-
piscopal
de
Braga aos
17
dias
do mez
de
novembro
de
1878,
sob
0
Nosso
signal
e
sello
das
Nossas
armas.
Logar
£3
do
Sello.
João,
Arcebispo
Primaz.
HÍCACSA
— S1B3ABO SO
NOVEJI8KI)
ME
1S39
SALVE
DIA I DE DEZEMBRO DE <640!
Lugubre
e
triste
nasceu
para
esta
terra
de
heróes
o
anno
de
1578.
As
hostes
das
Quinas
afogavam
se
n
’
um
mar
immenso
de
desventura.
Trinta
uiil
cadaveres
de senhores
e
de
escravos,
nivelados
pelo anjo da mor
te,
juncam
o areal africano, ou deslisam
pelas
aguas
da
antiga
Siris;
a
flôr
da
aristocracia
portugueza
eil-a
sepultada
em
sangue.
A bandeira santa
d
’
Ourique, sacu
dida
pelo
tufão
que
rugia
no
deser
to,
brilhava
sempre
atravez
a
onda
impetuosa
de
uma
lucta
encarniçada.
Depois
de
mil
gentilezas
d
’
armas,
o
infeliz
e
desejado
rei
D.
Sebastião,
se
entranhou
com
a
espada
na
mão, pelas
cohortes
mouriscas;
similhante
ao
anjo
do
extermínio,
levava a
morte
áquelles
que
topava
na
sua
vertiginosa
carreira.
Mas
para
logo
desappareceu
entre
mi!
alfanges, e
com elle
a
victoria.
A
nova
fatal
da
perda do
rei,
e
do
exercito,
que
a
olhos
vistos
sepultava
a
independencia
e
a
gloria
de
Portugal,
che
gou até
á
humilde
pousada
do
antigo
guerreiro
d’Africa e do
Oriente,
e
eile
esque
cendo
as
ingratidões
de
príncipes
e
novos,
para
só
se
lembrar
da perda
do
seu
rei.
e
da
sua patria,
de
puro
despeito
se
finou,
exclamando
como
o ultimo
romano:
Pa-
Iria,
ao menos
morreremos
juntos!
.
Que
perdasl... D.
Sebastião...
Camões...
eram as
armas
e
as
lettras
personificadas.
Eram
os
génios
da
cavaILria
e
da
es
pada.
LisbtTa,
a
mais
bella
pérola
da
Euro
pa,
a
senhoril
cidade,
que
se
reclina
n
’
uin
leito
de
mármore
e
de
llôres,
e
se
es
preguiça
com
indolência pelas
suas
praias,
desde
Xabregas, até
á
Torre
de
Beiem,
vergava
sob
o
ferino
jugo
da
usupação
estrangeira!
Por
morte do
Cardeal
D.
Henrique,
passara
o
throno
ás
mãos
de
Phdippe
II
de Caslella. Agrilhoada Lisboa
ao
poste
infame
de
uma
vil e
tyrannica
conquis
ta
—
deixava,
sem
soltar
sequer
um
quei
xume
açoitar-lhe
as
faces,
o
infortúnio
dos
tempos.
Pobre
e
abatida,
nem
sequer
em
desafo
go podia enxugar
as
lagrimas
que
lhe
resvalavam
das
descóradis
faces.
Mas
a
cada
novo
golpe,
nova
coragem
lhe entumecia
o
animo
varonil.
Olhava
para o
passado,
e via
as
suas
prestinas
grandezas.
E
no desassombro
sublime,
impossível
a
tanta
vilania
e
audacia,
apenas
sorria
do
seu
throno de
rainha,
revendo-se
no
seu
bei
lo
Tejo.
E
no
meio
de
suas
agonias,
não
des
filava
os
olhos do
ceo.
Bem
sabia
ella
que
tinha
sido
o
Deus
d
Ourique
e
a
Virgem
das
viclorias,
quem
ajudara
a
Affonso
Henriques
e
a
D.
João
1,
a
um
a
fundir
a
monarchia
portogue-
za,
e
ao
outro
a
sustentar
e
firmar
a
in
dependencia
da
mesma.
No ceo depositara
pois
todas
as
suas
es
peranças.
E
o
cco
reaiisoo
lhas.
Despontára
risonho
o
dia
1
de
dezem
bro
de
1640.
A
natureza
revestira
todas
as
suas
ga
las
de formosura.
A
manhã
corria
serena
e
formosíssima.
No relogio
da
Sé
tinham soado
9
ho
ras.
Havia chegado
a
hora
da
justiça.
Quarenta
fidalgos
heroicos,
tendo-se
todos
confessado
e
commungado,
na
vespera,
implorando
os
auxílios
de
Deus
e
da
Virgem,
e
tendo
avisado aqtieiles
de quem
precisavam,
determinaram
li
bertar
a patria.
A
um
tiro
de
pistola,
dado
por
João
Pinto
Ribeiro,
os
conjurados
pozeram-se
em
acção
pela
maneira
seguinte:
Jorge
de
Mello,
Antonio d
’Athayde
e
Esteváo
da
Cunha,
com
alguma
gente
que
os se
guia,
detiveram
os
soldados
castelha
nos
que
estavam
de guarda.
D.
Miguel
d’
Almeida,
inda
que
velho,
subiu
arreba
tadamente á
salla dos
tudescos,
e
dispa
rou
uma
pistolla,
signal
que
se
havia ajus
tado, para
que
se
repartissem
pelos
lo-
gares
de
que cada,
um
fòra
encarregado.
O
porteiro
mór
Luiz
de
Mello,
e
João
de
Saldanha
e
Sousa,
ganharam
o
logar
on
de
estavam as
alabardas
dos
soldados. D.
Affoiíso
de
Menezes,
Gaspar
Brito
Frei
re,
e
Manoel
Antonio d
’
Azevedo,
lança
ram
nas
todas
em
terra,
impedindo
que
os
soldados
as
podessem
tomar.
Alguns
castelhanos,
intentaram
impedir
o
passo
da
porta onde
morava
Miguel
de
Vascon
cellos,
mas o
valor
de
Pedro
de
Men
donça
e
Thomé
de
Sousa, carregou-os,
de
sorte
que
elle
desampararam
essa
porta,
e
querendo
ganhar
uma
que
ia
dar ao
quarto
da
duqueza
de
Mantna,
já
a
acharam
oc-
cupada
por
Luiz
Godinho
Benavente,
crea-
do
do
Duque
de
Bragança,
e
por
outras
pessoas
que
o
acompanhavam.
A
este
tempo
o
respeitável
velho
D.
Miguel
d
’Almeida,
de
perto
de 80
an-
nos,
com
a
espada
na
mão
exclamou
:
«Valorosos
portuguezes,
viva
El-Rei
D.
João
IV,
até
agora
Duque
de
Bragança. Viva!
Morram
os
traidores
que
nos
arrebata
ram
a liberdade!»
Outros,
buscando
Mi
guel
de
Vasconcellos, entraram
pelo
corredor,
e
encontrando
Francisco
Soares
d
’AIbergaria
,
corregedor
do
civel da ci
dade,
lhe
gritaram
lodos:
viva
El-Rei
D.
João
IV
’
E
elle
arrebatado,
tirando da
espada
respondeu:
«Vivael-rei
D. Philippe»,
a
que
se
seguiu
darem-lhe
um
tiro
de
pistola,
que
em poucas
horas
lhe tirou a
vida.
Pouco
depois,
Miguel
de
Vasconcellos
era
precipitado
d
’
uma
das
janellas
do
pa
ço
para
a
rua,
e arrastado
pelas
roas de
Lisboa
pelo
povo
amotinado.
A’ frente
do
povo
delirante
de
en-
thusiasmo
um
sacerdote
erguia
na mão
esquerda
um crucifixo
e
na
mão
direita
uma
espada,
ao
grito
de
—
Liberdade!
por
Deus
Liberdade!
........
......
*
........................
A
vingança
foi
tremenda, mas
justa
e
merecida.
A
mutação
fôra
completa.
A
Lisboa
d
’
aquelle
dia
já
não
era
a
Lisboa
captiva.
Mas
era
a
cidade
dos
encantos,
das
folias,
das
saudações
e
das
felizes
recor
dações
do
passado.
Hymnos
e
hosannas
eram
da
gloriosa
revolução
o
prémio.
Liberdade,
gloria,
triumpho
e
alegria
eram
do
povo
os louros.
O
som
do
bronzeo
sino,
confundia-se
no espaço
com
os
hymnos
das
acções
de
graças
que
de
lodos
os
peitos
agra
decidos
sahiam; a vozeria do
povo aturdia
o
espaço,
e
a
satisfação, a
santa alegria
divisava-se
em
todos
os
corações,
onde
pulsava
forte
o
santo
amor
da
patria,
da
religião
e
do
rei.
Oh!
como foi
grandioso o
espectaculo
d’aquelle
dia,
para
sempre
memorável!
E’ que os
descendentes
d’
aquelles
he
roicos
portuguezes de
1139
e
1385 já
não
tinham
que
implorar
a
rei
estrangeiro, o
bocado
de
terra
da
patria,
onde
repou
sassem
para
sempre
as
suas cinzas.
Contemplando
agora
aquelles
felizes
tempos
com
os
modernos,
oh!
como
nos
sentimos
esmorecer
ao
contemplar
tanta
decadência
e tão
pouco
amor
peia
pa
tria!
E
’
que
os
portuguezes
de
hoje
já
não
são
educados
n
’
aquellas
robustas
e
solidas
doutrinas.
E’
que
a
religião
e
a
patria, não
são
os
dois
pontos
de
mira
para
a felicidade
d
’este
fidelíssimo
reino.
E
’
que.
finalmente,
ao
ouro
e
á
con
veniência
própria
se
sacrificam
as
mais
nobres
aspirações da
almji,
resultando
d
’ahi
mil
fraudes
e
enganos
para
conseguir
aquelle,
e
outras
tantas
torpezas
para
con
seguir
aquella.
Que infelizes
tempos
os
nossos!
Mas
esqueçamos n
’este
dia
tanta
de
cadência,
e
elevemos
ao
ceo
um
grito
de
jubilo
por
tão
glorioso
anniversario.
Portugal,
velho
venerando
e decrepito,
exulta!
Praza
a
Deus,
que
tu,
livre,
e
só
li
vre,
encerres no meu
ultimo dia,
no
tu
mulo,
as
minhas
cinzas,
porque
só
tu,
oh
Portugal,
és
a doce
realidade
de meus
sonhos,
e
a
minha
nobre
aspiração,
de
pois
de
Deus,
da
minh
’
aima,
e
a
suave
e
santa
alegria
de
minha
vida!
Salvè pois, mil vezes
salvè,
dia
1
de
Dezembro
de
1640!
R.
VALENTE.
Ltabna,
91
de
novembro
de
ISIS.
(Do
nosso corresppndtnte).
A
honra,
e
o
bem
da patria
esteve
sempre muito
acima
dos
maiores interes
ses
da
familia,
para
os
nossos
Reis legiti
mes. O
Príncipe,
herdeiro
dos
direitos
do
nobre
Rei,
que se
finou nas
terras
do
exilio,
não
aberra,
pois,
dá
estrada
de
seus
augustos
ascendentes.
Ha
pouco
um
motivo
do
maior
mo
mento
para
todo
o
pae, que
deveras
es
tremece
os
seus,
chamou
para
junto
da
Esposa,
nas
vesperas
de
ser
mãe
pela
primeira
vez,
o
nobre
Filho
do
Snr. D.
Miguel
I.
Elle, porém,
alistado
n
’
um
dos
regimentos
austríacos,
achava-se
na fron
teira da
Bosnia,
resolvido
a seguir a
sorte
dos
seus
camaradas
ao
serviço
do
impé
rio
austríaco. A
augusta
Princeza,
dese
jando
ter
o
Esposo a
seu
lado
na
cc-
casião
em
que
Deus
lhe
désse
um
filho,
pediu
ao
Imperador
Francisco
José
que
concedesse
ao
Sor. D.
Miguel
II
licença
para
deixar,
temporariamente,
o
seu
regi
mento, para
o ter
junto
de
si
no
mo
mento,
em
que
fosse
mãe.
O
imperador
concedeu
logo a
licença
pedida,
a
in-
sciencia
do
Snr.
D.
Miguel
II,
o
qual,
ao
annunciarem-lhe
a
prompta
annuencia
do
Imperador,
respondeu:
«Não!
O
dever
antes
de
tudo!
Elle
quer
que
eu
esteja
aqui, que
partilhe
da
sorte
dos
meus
ca
maradas.
Não
irei
pois,
vêr
o
meu
Fi
lho,
senão
quando
a
honra
do
soldado
m’o permitia.
Amo
perdidamente
a
mi
nha
familia,
mas
não
tanto
que vá
agora
beijar
o
primeiro
fructo
do meu
casamen
to,
esquecendo-me
de que logo
poderão
ordenar-me
que
monte
a
cavallo
para
ir
medir
a
minha espada
com
a
do
ini
migo»
.
E ficou!
Orgulho-me,
meu amigo,
de
pertencer
a
um
partido,
em cujo
campo
se procla
ma
um
Príncipe
de
tão
nobres
sentimen
tos.
—
Emquanto
ao
que
vae
cá por
casa,
meu
excellente
amigo,
se
isto
continua
mais
alguns
annos,
poucos
que
sejam,
havemos
de vêr
tantos corrilhos
liberaes
quantos
actualmenle
são
os
conselheiros,
e
os viscondes. Conhecidas
ha
já
seis
fac-
ções:
a
do
Fontes,
a
do
Braamcamp,
a
do
Dias
Ferreira,
a
do duque
d’Avila, e
duas
republicanas.
E
todas
querem
salvar
a patria!
Porisso
já
muitos
dos
homens
hones
tos,
e
cordatos
do
partido
liberal
dizem,
sem rebuço,
que
a
cousa
não
vae bem;
que
o
descrédito
do
systema
ganha
todos
os
dias
terreno,
e
que
o
modo,
como
se
lazem
as eleições acabará por
dar
com a
obra
de
34
em
vasa
barris.
Deixal-a
ir, que não
faz
falta
nenhu
ma.
—
Já
lá
vos
chegou
de certo
a
nova
de
atlentado
contra
a
vida
de Humberto
italiano;
pois,
além
de
voi-a
ter
commu
nicado
pelo telegrapho,
no
dia
18,
lodos
os
jornaes
d
’
aquelle dia
o déram.
Foi
mais utn
aviso
aos
Príncipes que
apertam
a
mão
ao
liberalismo.
A
revo
lução
faz
d
’
elles
gato-sapato,
e
logo
que
lhe
parece
que
as
peras
estão
maduras,
engatinha a
rewolver,
ou
alça
o
punhal,
descarrega,
pondo-lhes
a
vida
em
perigo,
para ámanhã o repetir,
e
com
melhor
exito
talvez.
—
A
«Nação» publicou
no
seu
n.°
de
20
do
corrente,
um
necrologio,
muito
bem
escripto,
á
memória
da
virtuosa
es
posa
de
D.
José
Machado;
o
auclor, po
rém,
que
supponho
legitimista,
mas não
da
velha
guarda,
esqueceu-se
das
praxes
da
redacção do
jornal
orgão
oíficial do
partido.
A
coherencia
politica
acima
de
tudo.
Louvo
que
o
jornal
a
«Nação»
pres
tasse
toda
homenagem
ás
indisputáveis
virtudes
da
finada
esposa
de
um dos fi
dalgos
portuguezes,
mais vetdadeiramente
fidalgos;
mas
porque
a
intrusão occupa
o logar
da
legitimidade
ha
quasi 50
an
nos,
não
é
de
certo
menos
illegitima...
Para
bom
entendedor,
meia
palavra
basta.
Não
estamos
proscriptos.
na
própria
patria,
ha cerca
de
meio
século,
por
mar
charmos
de
braço-dado
com
a
iilegitimi-
dade.
—
Estive
ha
dias
com
um
dos
ca
racteres
mais
familiarisados
com
as
emi
nências
da
opposição
liberal,
e
muito
re
lacionado
com
a
gente
da
Ajuda.
Elle
é
de
opinião
que
o
ministério
se
não
sus
tenta
muito
tempo,
e
que
subirá
ainda
mais
uma
vez
ao
poder
o
duque
d
’
Avila.
Estou
que
não
se
engana,
embora
haja
quem
diga
que
a herança
irá
cahir
nas
mãos
do
Dias
Ferreira,
hoje ligado,
se
gundo
a
voz
publica,
com
o
Barjona.
Acliaes-lhe
graça,
não
é
assim?
Mas não vos
admiraes,
certamente,
porque
n’
estes
tempos
de
liberdade
nada
deve
de
surprehender,
nem
ainda
os
mais
espanladiços.
E
para
prova,
mais
uma
prova,
tem
o
paço
d
’Ajuda
sido muito
visitado.
n
’estes
últimos
dias,
por
caracteres
de tolos
os
matizes,
inclusive
os
melhores
amigos
da
dynastia,
os
que
ahi
a
leem
arrastado
pelo
lodo dos
seus
impropérios,
ou me
nos
malcreados
Todos
alli
tem ido
felicitar
a
snr.a
D.
Maria
Pia
por
ter
seu
irmão
escapa
do
do
perigo,
que
correu
a sua
vida.
E
’
inútil
dizer-vos
que a
oílicialidade
da
guarnição
foi
intimada,
mui
civilmente,
pelas auctoridades
superiores,
para
não
faltar
aos
éumprimentos
palacianos.
Decidamente
vivemos
na
epocha
dos
Proleos.
O
Roque do Gymnasio
methamorpho-
sea-se
em
scena
dez vezes,
com
vivo ap-
plauso
das plaleas;
o
liberalismo
não
lhe
fica
atraz;
peio contrario,
deita-lhe
a
bar
ra
muito
adiante,
mas
vicloriado
pelos
homens
honestos
com
a
mais
estrondosa
pateada.
Elle,
porém,
impassível,
cynica-
mente
impassível,
vae
indo
á
soa
guarda-
roupa,
fabulosamente
provida
de
todos
os
costumes possíveis,
e
veste
a
libré
que a
opportunidade
lhe segreda. Hoje
realista,
átnanha
constitucional,
no
outro
dia
de
mocrata, depois
devoto, mais
tarde
livre-
pensador,
agora
republicano,
logo reaccio-
nario,
etc.
ele.
Comtudo,
graças
a
Deus,
são
já
pou
cos
os papalvos.
A
nação
soffre,
mas
estou
que
perde
rá um dia
a
paciência,
como
a tem
per
dido
ha
muito o vosso
amigo.
—
Continua a
mania
do
suicídio.
Ma
tou-se
outro
cabo
do
16,
e
a viscondessa
da
Covilhã.
E
’
uma
grande
calamidade,
mas
natu
ral, porque
o liberalismo, isto é,
todas
as
facções
revolucionarias,
tem
posto
todos
os
esforços
possíveis
no
intuito
de
elevar
o homem
á
allura
da
besta.
Desde
que
a
imprensa
barata, e
cara,
a
que entra
nos
salões
dourados,
e
a
que
visita
as
tavernas
pretende
corromper
a
sociedade,
extinguir as crenças
calholicas,
tornar
in-
diílerenle, ou
francamente
impio
o
povo
porluguez;
que
admira
que
tenham
logra
do
muitas
conquistas
entre
as
multidões,
mais
ou
menos
ficticiamente
illustradas,
mais
ou
menos
ignaras?
—
A
nova
de
mais
interesse,
que
hoje
vos
posso dar
é
que
a dynastia
se
pre
parava
para
as caçadas em
Villa
Viçosa;
suspendeu,
porém,
a
partida,
em
virtu
de
do
atlentado
liberal
contra
Humberto.
Estes
últimos
dias
leem
sido
para as
felicitações.
Depois,
vae-se
á
caça,
come-
se
bem.
bebe-se
melhor,
embora
o
povo
se
queixe,
em
geral
das
grandes
diflicul-
dades,
com
que
lucla.
Le
roi
s
’
amuse;
que
imporia
que
os
escravos
sorvam
a
largos
tragos
o
calix
da
amargura?
Mas...
rira
bien
qui
rira
le
dernier...
Todo
vosso
A.
fiiZETILHl
Dia
1°
de
Oezembro.—
Festejos
em Hroçta.—
Faz
amanhã
238
annos,
que Portugal, quebrando
a humilhante
grilheta
da
escravidão,
com
que
Caslella
nos
havia
subjugado
por
espaço
de
ses
senta
annos,
se
levantou
nobremente,
e
proclamou
a sua independencia,
expul-
Isando
o
governo
tyrannico,
que
o
esma-
■
gava!
Faz
amanhã
238 annos,
que
um
pe
queno
numero
de denodados
campeões
da
nossa
liberdade,
agrupando-se
junto
ao
throno
porluguez,
a
que elles fizeram
subir
a
sereníssima
casa de
Bragança,
conclamaram
unisonos:
«abaixo o
despo
tismo, e
viva a
nossa
independencia
com
o
Senhor
D.
João
IV!».
Por
isso
a
briosa
classe
académica
d’
esta cidade,
movida
por
sentimentos
patrióticos,
resolveu
festejar
com
toda a
pompa
este
glorioso
anniversario
da
pa
tria
independencia,
conforme
o
seguinte
programma:
Hoje
á
noite
percorrerá
as
ruas da
cidade
uma
tocata
de
estudantes,
execu
tando
hymnos
nacionaes,
e
subindo
por
essa
occasião
ao
ar
grande
numero
de
fogueies.
A
’
manhã,
ao
romper d
’
alva uma
sal
va
de
21
tiros,
e
4
bandas de
musica
annunciarão
o
despontar
d’
esse
dia
cheio
de
recordações
patrióticas.
Ao
meio dia,
ao
som
dos
hymnos
tocados
por
as
quatro
bandas,
subirá
ao
ar,
no local
do
campo
de Santa
Anna,
um
magnifico balão,
e
em
seguida
have
rá
um solemne
Te-Deum
na
cathedral,
com
sermão
adequado
ao
dia,
recitado
pelo reverendo Porphyrio
Antonio
da Sil
va, fâmulo
de s. exc.
a
revd.
ma
o
snr.
arcebispo.
Para
que
possamos
dizer al
guma cousa
ácerca
d
’
este
seu
trabalho
oratorio, esperamos
com
anciedade
ou
vir
o joven
levita, cujo
talénto
e
virtu
des
são
um
seguro
fiador dos
seus
futu
ros
trophéus
que
brilhantemente alcan
çará
na
tribuna
christã.
A
’
noite
haverá
espectaculo
de gala
no
theatro
deS.
Geraldo,
estando
este perfeita-
mento
adornado
e
o
frontispício
illumina-
do;
á porta
locará
uma
bania
de
musi
ca
nos intervallos
dos
aclos
Fentrjoa
do
l.
u
de
Uezrmliro,
em Kjiaboo.
—
Em differentes
pontos
de
Lisboa
constituem-se
commissões,
para
fes
tejar o
palriotico
dia
1°
de dezembro,
e
a
commissão
central
tambera
este
anno,
como
nos
anteriores,
tem
resolvido
com-
memorar
solemnemente
essa
memorável
data
para
os portuguezes.
Featejos
do
l.°
de
Dezembro,
mo
Porta.
—
Ao
toque
da
alvorada
ha
verá uma
salva
de
21
tiros e percorrerão
a
cidade
bandas
de
musica,
tocando
hym
nos
nacionaes.
A
’s 11
horas
terá
logar
na
Sé
Ca-
thedral
um
solemne
Te-Deum,
a
grande
instrumental,
a
que
assistirão
o
digno
pre
lado
da
diocese
e
lodo o
cabido.
Uma
força
da
guarda
municipal,
com
a
respectiva
banda,
fará a guarda
de
honra.
E,
finalmente,
á
noite
haverá
uma
salva
de
21
tiros
e
as
bandas
nacionaes
percorrerão
as
ruas
principaes
da
cidade.
Festejos
«lo
l.°
de
Dezembro,
em
SBareetlos.
—
Preparam
se
n
’
aqiiella
villa festejos para
commemorar
condigna
mente
o
1.°
de dezembro.
Haverá
Te-Deum
na
egreja
dos
Terceiros,
e
oração
congra-
tulaloria,
por um dístincto
orador.
A
’
noute
abrirá
o theatro
Mendes
Leal
com
o
drama—
Oppressão
e
Liber
dade.
O
«nr.
escrivão
de
fazendo do
coneellii»
de
JSrnga.
A
PRESUMPÇÃO
DA
LEI
É
QUE
SÓ
PAGA
QUEM
DEVE
PAGAR,
E
O
QUE
DEVA
PAGAR.
(Circular
do
snr. delegado do
thesouro
aos
escrivães
de
fazen
da,
em Í7
d
’agosto de
1.878).
Como
hoje
é
vespera
d
’um dia que
recorda
a
expulsão
d
’
uns
grandissimos
tratantes,
nós,
fazendo votos
para
que
lodos
os
tratanlões
sejam
por
igual
ex
pulsos
para
onde
não façam
mal
a
folego
vivo,
daremos
meio
sueto
ao
pedaço
do
nosso
amigo,
e
só
perguntaremos:
E’
,
ou
não verdade que
urr.
indivíduo
da
rua
da Conega
se
dirigiu ha
tempos
ao
snr.
da
fazenda,
expondo-lhe
—que
um
seu
inquilino,
habitando
na
mesma
casa
de que aquelle
paga
a
respectiva
con
tribuição,
não
podia
ser
contribuído
por
esse
motivo,
e
mesmo
porque
não
paga
d
’aluguer
a
quantia
que
a
lei
declara?
e
que
o
snr.
da
fazenda
lhe respondeu
todo
assanhado:—
«Não
quero
saber
d
’isso,
ha
de pagar»...?
e
que
logo
o despediu
á
franceza
ou
á
turca?
e
que
isto
deno
ta,—
além
de
várias
cousas
que
ficarão
para
os
commentarios
opporlunos,
—
que
o
snr.
da
fazenda se
persuade
de
que
os
contribuintes
não
são
mais
do
que
um
rancho
de
servos
de
gleba,
-e que
ainda
lhe
devem
ser
muito
agradecidos
pelos
seus
favores
e
pelo
modo
grossei
rão
com
que
os
trata?
O
snr.
da
fazenda
é
um
funccionario
impossível.
Continuarão
as
provas.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade
não é
licito
duvidar,
asseveram-nos
que
o
snr.
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
—«vri I'1!U
BRISA
pam
4R-
RlWHi
DÍVHEIKO,
E
.WÃO
PA
RI
ARStAlíJAR
A.UIGOS».
—
Eis
O
homem.
compõe-se
de
4:000
homens com
18
bo
cas
de
fogo
e avança
de
Qnelta
para
oc-
copar
a
importante
praça
de
Kandabar.
Além
d’
estas
forças,
ha
tres brigadas
de
cavallaria
e
dois
batalhões
de
engenharia,
divididos
em
diversos
pontos,
que
devem
formar
a
guarda
avançada.
O
estndo
dn
Madeira.
—
Eis
a
pin
tura
que
um jornal
da
localidade,
a
«Li
berdade».
faz
do
estado
<l’
aquella
ilha:
A
agricultura
estorce-se
n’
uma
derra
deira
e
fatal
agonia:
as vinhas
desappare-
ceram,
e
até
hoje
nem
um
ensaio,
nem
uma
experiencia,
nem
um
remedio
se
tem
feito,
ou
ensaiado,
tendente
a
debellar
o
mal.
Os terrenos
despovoados,
para
ahi
vão
ficando
incultos
por
falta
de
aguas,
e
nem
sequer
se
pensa
nos meios
de
as
obter.
O
commercio,
ahi
o
vemos
paralysa-
do.
A
crise monetaria
aggrava-se
dia
a
dia.
Que se tem
feito?
Que
alvitres
se
tem
apresentado?
Que
medidas
se
tem
to
mado?
Nenhumas.
Os
rendimentos
públicos
decrescem
ra
pidamente
e
o commercio, principalmente
o
pequeno,
mirra-se
lenlarnente.
A industria,
entre
nós,
náo está
me
lhor do que
qualquer
dos
outros
ramos
da
riquesa publica.
Vemos
todos
os
dias
muitas
industrias
accusarera
perdas
enor
mes.
As
industrias
na
Madeira,
que
pou
cas
eram,
ainda
assim estão quasi mor
tas
Emfim
a
Madeira
atravessa
uma
crise
aguda,
para
que
se
deve lançar os
olhos,
e
que
urge
debellar.
A
T
»va
ilha.
—
Noticias
de
Tronsoe,
segundo
um jornal francez, dão alguns
detalhes
acerca
de uma
nova
ilha
des
coberta
nos mares polares
do
norte.
O
capitão
Johannessen,
que
acaba
de
chegar
a
Tronsoe,
avançou
a
uma
considerável
distancia
para
além de
No-
va
Zembla.
na direcção
de
leste,
e
a
3
de
setembro,
por
66°
de
longitude
leste
e
77°
35
’
de
latitude
norte,
descobriu
uma
ilha
a
que deu o
nome
de Ensom-
lieden.
Tem
a
ilha
cerca
de
dez
milhas
de
comprimento;
é
quasi
uma
planície, de
que o
ponto
mais elevado
não
excede
a
cem
pés
acima
do
nivel
do
mar.
Não
estava
coberta
de
neve,
mas
a
vegetação
era
muito
pobre.
Havia
comtudo
uma
grande
quantidade
de
passaros.
O
mar estava
livre
de
geios
a
oeste,
ao
norte
e
ao
sul; a
leste
porém
viam-
se
alguns
bancos
de
gelo.
E
’
evidente
que
o
Gulf-Slream
toca
a
costa
Occidental
da
ilha
e
fórtna
uma
fórte
corrente
em
volta
da
costa do
nor
te, dirigindo-se
para sudoeste.
Perlo
dos
geios
é
favoravel
á
navegação
tanto
quan
to
o
navegador
não
se
approximar
das
costas
da
Sibéria.
A
ilha novamente descoberta
está
um
pouco
ao sudoeste
da
região
visitada
pe-
a
expedição
austríaca
de
1873-74.
Prejtiiao»
m»
ria
«1’
Aveiro.—
Lê-Se
no
«Campeão
das
Províncias»
de
27:
Tem
havido
estas
ultimas
noutes
gran
des
prejuízos
na
ria.
Os pescadores,
que
haviam
lançado
alli
as suas
redes,
perde
ram
parte d’
ellas.
Houve
barcos
virados
quando
seguiam
á
vela para
diílerenles
pontos;
houve
ou
tros
que
a tempestade
metteu
no fundo
com grande
perigo
dos
tripulantes,
mui
tos
dos
quaes
chegaram
a
considerar-se
mteiramente
perdidos. Proximo
da
barra,
uma
bateira
de
pescadores
ia já
na
cor
rente
quando,
por
fortuna,
os
tripulan
tes
poderam
ainda
abeirar-se
da
terra
sal
vando-se
por
milagre.
Emfim,
o
temporal
foi
por
aqui
co
mo
poucos
se
teem
presenceado. Feliz
mente
não
consta
que houvesse
mortes,
cumprindo
nos
por isso
dar
louvores
a
Deus.
Chroniea
fúnebre. —
Refere
um
correspondente
de Tanger,
com data
de
21:
«Recebi
noticias
directas
de
Mogador.
Acham-se
n’aquella
cidade
milhares
de
mouros
procedentes
do
Sus,
dos
quaes
succumbem
á
fome
uns
vinte
a
trinta
por
dia,
apresentando-se
os
mais
terrí
veis
casos
de
miséria
que
podem
imagi
nar-se.
Chegou
aqui
hoje
um vapor
d’
aquelle
porto,
certificando
haver-se
declarado
alli
em
fins
do
mez
passado a
mesma
enfer
midade
que
tivemos
em
Tanger,
e
que,
por
isso
que
houve
o
cólera
no
interior,
alguns
tímidos aprofiam
em classificar
como tal.
Desde o l.°
de
novembro
alé
ao dia 15
deram-se 60
casos,
sem
que
fallecesse
nenhum
dos
atacados.
E-les
da
dos
apenas
dizem
respeito
á
população
fi
xa
de
Mogador,
pois
entre
os
citados
mou
P.
S.
—
Fiquem
certos,
que
nem
as
ameaças
quixotescas,
nem
as
esperas
que
as pretendam
traduzir
em
factos,
nos
demoverão
do
nosso
proposito.
A
bon
entendeur...
Mais
uma
injustiça.
—
Os empre
gados
addidos
ao
quadro
interno
da al-
fandega
de Lisboa, por
decreto
de
23 de
dezembro
de
1869,
furam mais uma vez
victimas
da
incapacidade
e
cynismo
do
fe
liz
svstema
que
rege
os destinos
d
’esle
reino íidelissimo.
Estes
pobres
homens
eram dignos
de
melhor
sorte,
porque
os
serviços
que
dia
riamente
prestam
ao
paiz,
podem
equi
parar-se
aos
de empregados
mais
gradua
dos;
mas
emquanto
estes
são
remunera
dos
com
boas
gratificações
áquelles nem
justiça
lhe
fazem.
Isto
é
revoltante,
e
necessariamente
deve
acabar.
Só
o
systema
liberal
nos
podia
offe-
recer
factos
d
’
esta
ordem.
Segundo consta,
os
ditos
empregados
estão
resolvidos
a
apresentar
perante
o
parlamento
as
suas
justíssimas
queixas,
para
verem
se dal
gum
modo
’
suavisam
os seus
soffrimen-
tos;
digo
soílrimentos,
porque
muitos
de
elles teem
que
fazer
grandes
sacrifícios,
para
se
apresentarem na repartição
lim
pos
e
aceados,
e
sustentarem
suas
fa-,
milias,
porque
o
seu ordenado,
vergonha
é
dizei-o,
é
egual ao
dos
trabalhadores
da
alfandega.
Faça-se
pois
justiça a
estes emprega
dos,
que
bem
o
merecem,
e
não
prati
quem
os poderes
públicos
vilanias
para
com
elles,
preterindo-os
para
collocar
os
affilhados
e
meia
duzia
de
parlapatões,
que muitas
vezes
nem
as
regras
da
ari-
thmelica
sabem.
Por
hoje
ficamos por
aqui.
—
V.
—
A
da
Grã-Bretanha,
em
30
de
junho ultimo
accusava
a
cifra
de
33.881:966
almas,
pertencendo
á
In
glaterra
e
Galles 24.854:397
á
Escócia
3.593:929,
á
Irlanda,
5.433:640.
Roubo.—
Um
pescador
da
Povoa de
Varzim
foi
uitimarnente
victima
de
um
grande
roubo.
Recolhei)
em
sua
casa
um
mendigo,
que
lhe
pedira
pousada,
e
o
meliante,
de
noite,
aproveitando
o
profundo
somno
do
seu
bemfeitor,
com quem
dormia,
tirou-
lhe
as chaves do bolso
e
abrindo
a caixa
onde
estavam
todas
as
economias
de
muitos
annos.
inclusive
uma
grande por
ção
de
pintos,
do
bondoso
pescador,
fru-
clo
do
seu
arriscado trabalho, roubou-lhe
tudo o
que
alli encontrou e
que se
diz
montava
a mais
de
600$000
reis,
fugindo
em
seguida,
sem
que
até
hoje
tenha
sido
possível enconiral-o.
O
pobre
pescador
ao
sentir-se roubado,
ficou
meio
idiota.
Estatistien.
—
0 «Moniteur»
dá
aos
seus
leitores
a
seguinte
estatística:
O
exercito
russo,
que
entrou
em
cam
panha
e
invadiu
a
Roumania,
compunha-
se
de
homens
594:000
e,
incluindo
os
pahonski
e
os
judeus,
ascendia a
610:000.
Agora
vejamos:
feridos,
reconduzidos
á
palria
pelas
vias
ferreas,
soldados
58:000,
oíficiaes
800.
Doentes
reconduzidos
pela
mesma
via,
soldados
62:070,
oíficiaes
150.
Mortos:
em
Fralesli,
16:000;
etn
Giugevo,
4:500;
em
Jossy,
2:000;
em
Braila,
3:500;
em
Galatz,
1:100
e
em
outras
localidades,
4:000;
somma total—31:000.
Na
Bulgaria,
feridos
e
doentes,
80:000;
gelados,
19:000;
somma
total—
99:000.
Doentes
reconduzidos
por
mar
de
S.
Stefano
a
Odessa
31:000.
Nos
hospitaes
29:000.
Guerra
com
o
Afçjlmnistan.—
As
tres
divisões inglezas
que
avançam
sobre
o
Cabul
compõem-se
de
16:500
homens,
com
84
peças
de
artilheria.
A
primeira
divisão,
coinmandada
pelo
general
Brown,
avança
pelos
desfiladeiros de
Khyber
e
compõe-se
de
8:000
homens
e
42
bocas
de
fogo. \
segunda
divisão,
comtnandada
pelo
general
Roberts,
avança
pelos
desfi
ladeiros
de
Kuram,
e
compõe-se
de
4:500
homens
com
24
bocas
de
fogo.
A
terceira
divisão,
commandada
pelo
general
Biddulph,
ros
as
defuncções
guardam
a
mesma
pro
porção
que
d
’
antes.
Dos
certificados
tnedicos
deprehende-
se
de
um
modo
terminante
e
formal
que
não
é
o
colera-morbus
asialico,
porque
este
afasta-se
de todas
as enfermidades
em
não
ter
preferencias
absolutas,
fazen
do
victimas
tanto
n
’mnas
como
n
’
oulras
classes».
Nomeaftie.—
Foi
nomeado
escrivão
de
fazenda
do concelho
da Gollegã
o
snr.
João Maria
Calheiros
de
Miranda,
dislincto
escriplurario
do
escrivão
de
fazenda
d
’esta
comarca.
O
Veiuvio,—
Escrevem
de
Nápoles,
em
4
de
novembro,
á
«Italia».
Decididamente,
a
grande
erupção
do
Vesuvio está principiada
e
parece que
tomará
porporções
consideráveis.
No
domingo a
lava
corria
n
’
uma
lar
gura
de
25 a
30 metros,
e
descia
pa
ra
o
terrapleno
do
Atrio
del Carvalho.
Pelas
sele
horas,
desceu
o
rio
seguin
do
a
direcção
do
norte-nordeste,
sempre
pelo
caminho
de
1872.
Das
cinco
e
meia
para
as
seis
e
meia,
rugia
a
tormenta
por
baixo dos nossos
pés
e
rebentára
sobre
Gastellamare
e
aldeias
visinhas.
A
cratera
occultava-se
com
as
nu
vens, e
do
observatorio mal
se
via
o lon
go
rastro
do
fogo,
que poucos
minutos
antes
se
differençava
perfeitamente
a
olho
desarmado.
De
repente,
muda-sa
a
scena:
desfa
zem
se
as
nuvens,
o
grande
monte
appa-
rece
coberto
de
neve,
e
por
cima
d
’
esse
lençol
branco
e
luzidio,
já
o
rio de
la
va
tinha
avançado
60 melros.
As
pare
des
externas
da
calha
apresentaram
um
muro
de
fogo
que
linha
pelo
menos
5
metros
de elevação,
e
que, desabando
á
saida,
se
espalhava
e
não tardava
a
di
vidir-se
em
cinco ou
seis
raios,
que
um
pouco
mais
longe
tornavam
a juntar-se.
A
lava
corre por
cima
das
cinzas,
e
a
areia
enterra-se
um
pouco,
amontoa-se,
depois
espalha-se
como
pequeno
lago
de
fogo.
O
aspecto
é imponente,
e
o singular
contraste
d
’esta
violenta
ignição
rodeada
de
neve,
produz
um
effeito
dos
mais
no
táveis.
Portugiiezeti
falleeiilo
*
.
—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceram desde
o
dia
31
até
6
de novembro,
os
seguintes
súbditos
portu-
guezes:
Manoel
Martins
de
Andrade,
43 an
nos,
casado;
Joaquim
José
Dionizio,
2
8
s;
Maria
Julia, 36
c;
Antonio
Pacheco
Pimentel, 24 s; Felix
Anlonio
da
Cos
ta,
26
s;
Thereza
de
Jesus,
70
c; João
Gon
çalves
Pereira,
39 s:
Joaquim
Martins,
20;
Antonio
José
Moreira,
51
c;
Poly-
carpo
dos Santos,
26
s; Leonor Luiza
Vieira
da
Silva,
48
c;
José
Gonçalves
Duarte, 28
s;
Rosa
Jacintho,
76
c;
Mi
guel
Domingos
Vaz,
23
s;
José
Bento
Martins
da
Costa,
33
s;
Joaquma
Ascen-
ção
da
Cunha, 55
c;
Emilia
da
Concei
ção
Ferreira,
29
c;
Agostinho
da
Silva
Ferreira,
15;
Florinda Maria
de
Jesus
Ei
ras,
35
c;
João Barcellos
Sluart, 24;
Ro
sa
Candida
Pereira,
77
v;
Manoel Maria
de
Araújo
Guimarães,
44
s;
Manoel
Ra
poso,
19
s.
Desde
28
de outubro
a
8
de novem
bro,
falleceram
em
Pernambuco
os
seguin
tes:
Antonio
José
da
Silva,
40
c;
Anlo
nio
Luiz
d
’Aguiar,
11
a;
Antonio Gon
çalves,
30
v;
José
Martins
de
Amorim,
28
s.
SECÇÃO
S£ COMUMICADOS
TELEGRAMMAS.
Ao«
amigou
e
a
quem
interrggar.
Tendo
chegado
ao conhecimento
do
abaixo
assignado
que
alguns
indivíduos
se
teem
occupado
da
sua
pessoa,
e
que
an
dam
propalando
noticias menos verdadei
ras,
e
que muito
gravemente
pódem
re-
flectir
sobre
o seu
crédito,
que
preza ain
da
mais
que a
própria
vida,
vem
sem
perda
de
tempo,
e
por
este
meio, decla
rar
muito
solemnemente
que
os
compro
missos
em
que está
envolvido
para
com
seu
primo
o
snr. Manoel
Joaquim
da
Cu
nha
Vieira
de Carvalho,
apenas
montam
a
um
conto
e
tanto.
Braga
28
de
novembro
de
1878.
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho.
Londres
26
—
0
«Daily Telegraph»
des
mente o
boato
de
haver
desaccordo
entre
os
ministros,
ácerca
das
resoluções
que
cumpre
tomar.
Diz
o-
«Daily
News»
que
em conse
quência
da attitude
da
Rússia e
da China,
o
ministro
inglez
em
Pekim
partiu
para
Lahore
afim
de
conferenciar
com o
vice-
rei
da
índia.
Um
telegramma de
Berlim
para
o «Ti
mes»
annuncia
o
boato
de que
o
corpo
do
exercito
russo
de
Dommakine
se
apro
xima
de
Horat.
Londres
26—A
columna
Brouwne
oc-
cupou
Daleka.
A
columna
Redolph
apoderou
se
de
Pishen.
Os
afghans evacuaram
Jallahbad,
fugin
do
em
direcção
a
Caboul.
Os montanhezes conduzem
provisões
para
os
inglezes
e despojam os fugitivos
afghans.
A
aucloridade
do
emir
sobre
as
tri
bos
da fronteira
desappareceu.
Lahore
25
—
A
divisão
de
Guetlah,
sob
o
commando
do
general
Redolph,
occu-
pou
hoje
Pishen.
SAUDE A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
DE
BARRY
de
Londres.
30
annos
«Finvarinve!
aueieeãwe
5
Combatendo
as
indigestões (dispe
psia)
gastrica,
gastralgia,
llegmi,
airotos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pituiias,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
fal
ta
de
respiração, oppressão.
congestões,
mal dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
to
das as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
fí
gado,
dos
rios,
dos
intestinos,
da
muco
sa,
do
cerebro
e
do sangue.
85
000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
exm.a
snr.
a
marqueza
de
Bre-
han,
de
Lord
Sluart
de
Decies,
par
d
’
In-
glaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc., etc.
Cura
n.°
63:476.
—Mr.
Comparei,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de
gastralgia,
de sof-
frimentos
d
’eslomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.°
74:422.
—
Prostração.
—
Bald-
win,
da
mais
completa
decadência
de
sau
de,
de
paralysia
dos
membros por
effeito
e excessos
da
mocidade.
Cura
n.°
76:448.
—
Verdum,
16
de
ja
neiro
<íe
1872.
—
Havia
cinco
annos
que
soflria
graves
incommodos
no lado direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más diges
tões
etc.
Não hesito em certificar
que
a
sua
Hevaleaetère
me
salvou
a vida.—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63
de
linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.'
e
Martin,
do
amenorrhea.
Supprtbsão
de
menstroaçãe
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurá
vel.
perfetlameote
curada
pela
Kevaleg-
oière.
E
’
seis
vezes mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
l
/
4
kilo,
500
; de
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
1-3400
reis;
de
2
i
/t
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$400;
e
de 12
kilos,
12$00Ó rs.
Os
biscoitos
da Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
1$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é a
Revaleaeière
ehoenlatndla;
ella
res-
titue o
appeitite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
pie
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas,
800
reis
,
de
48
chavenas, l$400
;
de
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cada
chavena.
»fl
’
RARlttY
«S!
<D.a
I.Í
METE».
—
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street, Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmacenticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao deposito Central
;
snr.
Serzedello
&
G.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
(por
grosso
e miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Anrea,
12
—
Per-
fio,
J.
de
Sousa
Ferreira
<à
Irmão,
rua da
Banharia,'
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Ave»ro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa.
pharm. —
Bareellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos 31
—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.
—
Viannis
do
Ãffonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—SuimsrSez.
A J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio
d
’Aranjo
Carvalho, Cam
po da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29 e
33.
—
Peuwftel,
Miranda,
pharm.—
Perto.
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua de
Cedoleila,
160;
Fontes
&
C.a, drogs., Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte do
KA-
naa
A,
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
Pev«n
do
Vorziiu,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.—
Vwleuçw
do
.flinlie,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
ViiBa
d»
itonde,
A.
L.
Maia
Torr.
s.
phsrra.
ANNUNCIOS
AiiTIA
»E
FII6O
A
quem
a
perdesse,
dando
os signaes
certos,
e
pagando
as
despezas
feitas,
en
trega
se na
residência
do
abbade
do
Sal
vador
de Trandeiras
do
concelho de Bra-
«a.
(2125;
.
CYSNES
Quem
quizer
comprar
um
casal de
cysnes
pretos, creação d’
esle
anno,
póde
dirigir-se
pessoalmente,
ou
por
carta
a
caza
de
N.
Senhora
da
Aurora
em Ponte
do
Lima.
(2126)
Quem
perdesse
um
botão
de
ouro,
de
camisa,
dirija-se
á
rua
de
S
Vicente,
n.°
5.
Dando-se
os signaes
certos
e
pagando
o
importe
d’
este
annuncio,
se
entregará.
(2127)
AVISO
No
dia
19 do
corrente mez
foi
diri
gida
ao Banco
Commercial de
Braga,
pelo
seu
agente
no Porto, uma
carta
incluindo
uma
promissória
do
mesmo Banco
n.°
"2480
de
n.°
405^000,
e uma
letra
de
n.°
100^000
datada
de
16
do
corrente,
tuja
carta
com
a
referida
letra
e
pro
missória
se
desencaminhou;
previne
se
pois,
para
que
senão
faça
transaeção
al
guma a
tal
respeito;
e pede-se
o
especial
favor
á
pessoa
que
por qualquer
circura-
stancia
a
tenha em seu
poder,
de
a
fa
zer
entregar
no Banco
ou
na
agencia
do
mesmo,
na
rua
das
Flores
n.°
144
no
Porto.
Banco
Commercial
de
Braga
em
liquidação
A
Commissão
liquidatária
d
’
este
Ban
co,
tendo
resolvido
por
maioria
pagar
os
juros
aos
credores
por
promissórias,
desde
o
vencimento
das
mesmas
até
30
do
cor
rente,
convida-os
a
virem receber
a
im
portância
dos
ditos
juros,
cujo
pagamento
lera
principio
no
dia
2 do
proximo
mez
de
dezembro,
e
continuará todas
as se
gundas,
quartas
e
sextas-feiras,
desde
as
11
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde,
na
caza
do
Banco;
podendo
os
credores
rezidentes
na
cidade do
Porto,
dirigir se
para
o
mesmo
fim
a
caza
do
snr
José
Joaquim
de
Souza
Azevedo Júnior,
na
rua
das
Flores, agente d’
este
Banco
na
mesma
cidade.
E
se
qualquer
dos
mesmos
credores,
desejar liquidar mais promptamenle o
res
tante
das
suas
promissórias
em
papeis
de
credito, dos
que
o
mesmo Banco
possue.
poderá
lazel-o
dirigindo-se
á
séde
do
dito
Banco.
Braga
25
de
novembro
de
1878.
(2122)
Arrematação de
medidas
Domingo,
por
10 horas
da
manhã,
lerá
logar
á
porta
da
capella
de
S.
Se-
bas
tião
das
Carvalheiras,
a
arrematação
•dos
foros
e medidas
pertencentes
á
ir
mandade
de
N. Senhora
d
’
Ajnda
e
S.
Sebastião,
vencidos
no
presente
anno.
(2111)
llâ&A
BB
AI
HGIBIA
(INCORPORADA
POR
CARTA REAL EM 1840)
PAQUETES
A
VAPOR
ENTRE
Lisboa,
portos
do
Brazil
e Bio
da
Prata
O
paquete
de
13
faz
escala
por
W. Vicente,
Pernambuco,
EBahin,
Bio
de
Janeiro
e
Santo».
O
de
28
vae de
Sd»bea
a
Fernanbnco,
TSweeió, BaSiía,
líio
de
Ja
neiro
e
Sontu».
Ambos
estes recebem
lambem
passageiros
de 3.a
classe
para
muitos
outros
por
tos
com
trasbordo.
Etn
29 ou
30
toca
em
Carril
e
Vigo
também
um
paquete
d
’
esta
companhia
e
de
lá
segue
em
direitura
para
Moutevideu
e
Buenos
Ayre»,
para
evitar
quarentena.
PAQUETES
A
SAiK
l)E
LISBOA
MINHO
..............
TAGUS..............
GUADIANA
.
.
em
29
de
Novembro
NEVA
.
.
em
13
de
Dezembro
MONDEGO
em
28
de
Dezembro
ELBE.
.
•
em
em
em
«E
CAKíHL E
VS(
*
C>
TAMAR,
em
29
ou
30
de
Novembro
Os
paquetes
d
’esla
Companhia
que
sahem
de
Lisboa
a
13
e
28
levam
a
bor
do
criados
e
cosinheiros
portuguezes,
e
os
que
sahem
de Caml'e
Vigo
a
29
ou
30,
levam-os
hespanhoes para melher
commodidade
de
todos
os
passageiros.
Sendo
as
passagens pagas
na
Agencia
Central
no
Porloou
em
qualquer
correspon
dência
provi
ncial, a
conducção
para
Lisboa
e
Vigo
e
por
conta
da
Companhia.
A.
bordo
os
gmagageiros tieem grátis
eamu,
roupa
de
cama,
eo-
nnida feita por
eoainheiro»
portuguezes
e
heMjsuii
hoeu,
vinho íhitt»
ve-
zes
por
dia, nusiuteneia
ntedõea,
serviço
de
ermdou e
mitra» deapezas,
A
EXPERIENC1A de
mais
de
27
annos
tem
feito
com
que
os
paquetes d’
esta
companhia
(a mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
a
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo,
e pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a hygiene
como
para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para a
conducção
das
malas do
correio, e por
este
serviço
recebe
a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Mageslades
o
Imperador
e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
Para
mais
informa^Se»
e
bilhstes
de
passagem:
agente
no
Perto,
Guilherme
C.
Toit,
rua
dos
Inglezes.
23;
e
nas
províncias
nas
correspondências
estabelecidas
em
Iodas
as
principaes
cidades
e
villas.
^OIOX>X>I<X<XOXX<
Gran
êxito
en
Paris
<
VELOUTINE GHles FAY
--------
“
1
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dá ai cútis frescura y trasparencia,
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende
en las Farmacias,
Perfumerias, Beluquerias y tiendas de quincatla.
x
POLVO
DE
ll\
BISMUTO
X
I.
X
£
Se
vende en
ias f armacias,
reriumenas, reiuquenas y uenuas ae qumcaua.
y
Desconfiar
de
las falsilicaciones.
COSINHEIRO
No
Collegio
dos
Orphãos
precisa-se
de
um cosinheiro
e
de
um
ajudante
<
’e
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
Dinheiro
a
juro
Ha
na
confraria
de
Sanlo
Antonio
da
Praça
Municipal a
quantia
de
650$000 reis
para mutuar.
O
secretario—Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
zsEcaj/iM.içÃo.
Ludovina
Reza
Mendes
de
Sá,
viuva
que
ficou
de
Manoel
José
Gomes
de Sá,
negociante
que
foi,
na
rua
da
Boa-Vista
d
’
esta
cidade,
declara
pelo
presente
an
nuncio,
qne
de
hoje
para
o futuro
vai
assignar
a
firma
de
Viuva
Gomes
de
Sá.
E para
que
chegue
ao
conhecimento
de
lodos
faz
a
presente
declaração.
Braga 25
de novembro
de
1878.
(2119)
Viuva
Gomes
de
Sá.
A
QUEM
INTERESSAR.
Sub-aluga-se
o
primeiro
andar
da
casa
n.°
32 do
campo
de
D.
Luiz
I,
o
qual
se
compõe
de
quatro
boas
salas
na
frente,
e
um
bom
gabinete
nas
Irazeiras. Quem
o
pertender
póde
dirigir-se
á
commissão
liquidataria
do Banco Commercial
de Braga.
(2083)
13
de
Janeiro
28
de
Janeiro
14
de Fevereiro
APPARICIO
â
M
á
LHEIRO
«7,
Praça
do
BarSo
de
S.
Ylarti-
nho,
87
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para snr.
a
e creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para chapéus.
Malhas
de lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de bretanha
de
linho
para
militares,
duzia
a
l$000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differenles qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas
a
dinheiro.
LriNIiPT
tuJ A JUílU.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
tem em
ser
a
quantia
de
800^000
reis
para
mutuar por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Pr.imaz.
lem
para mutuar,
a
quantia
de
500^000
reis.
(2065)
Na
rua
Direita
da
Cruz de Pedra,
n.°
38
lecciona-se
PHILOSOPH1A, RHETO-
RICA
e
FRANCEZ.
Habilila-se
para
exame.
Aluga-se
ou
vende-se o
magnifico pa
lacete
do
fallecido
visconde
de
S.
Laza-
ro,
sito
na
rua
de
S.
Lazaro
d
’
esta
ci
dade,
com
frente
para
a rua
do
Raio.
Tem
cocheira,
jardins,
pomar,
quin
tal,
agua
em
lodos
os
andares,
excellen-
tes
vistas
e
commodos
para
uma
nume
rosa
familia.
Também se
arrenda
ou
vende,
junta
ou
separadamente
d
’
este prédio,
como
mais
convier,
o prado
c<>nliguo
ao quintal
d’
elle;
o que
tudo
póde
ser
visto
a
qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar
na
gerencia
do
Banco
do
Minho
ou
na rua
do
Alcaide,
n.°
23.
(2089)
DINHEIRO
A
JURO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora da
Torre
tem
1:000^060
reis
para dar
a
juro.
O
secretario
—
padre Luiz
Gomes
da
Silva.
(2114)
COFRE DE FERRO
Quem o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
ALUGA-SE
um excellente pian-
no
P
or
re
*
s mensaes
por
tempo
de
tres
annos,
ficando
no
fim
d’
esle
praso
proprietária
do
pian-
no a
pessoa
que
o ailugar.
Trata-se na
rua
Nova
n.° 5
—
E.
(2092)
Na
rua
de
S.
Vicente
desta
cidade de
Braga,
vendem-se
as
casas
n.
os
34
—
34
A,
e
as
de
n.°
35,
com
seu
quintal,
com sa
bida
para
a
rua
da
Escoura.
<2016)
_______________
A
t
HO
V
EIT
EM-SE
Vende-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na rua
de
S.
Marcos
n.°
53,
bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão
de seu
dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
íicar
com
a
ametade
do
preço
a
juro
de 4
p. c.
com
hypotheca
na mesma
casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã, das
9
ás
11
—
e
de
tarde,
das
4
ás
6
—
podendo
tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo do
Reduto,
nobres
e
com
rnuitos
commodos.
Trata-se
na
casa imme-
diata
n.°
22.
(981)
OOlâ
TSS®,
Os
Rebuçados
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL, rua
de
Sanlo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA DOS
ORPHÃOS,
praça
MunicipaL
(2080)
CURSO
PRATICO
E
GRAMMATICAL
DA
LÍNGUA FRANCEZA
POR
ASbãwo
Coeíh®.
Esta nova grammalica
franceza,
qoe
ha
pouco
saiu
á
luz,
está
approvada
peio
go
verno
para
uso
dos
lyceus
e
escolas
do
reino,
e
vende-se
por
509
reis
etn
todas
as
livrarias,
em
casa
do
auctor,
rua
da
Boa-Vista,
em
Coimbra,
e
no
escriptorio
da
administração
d’
esle
jornal.
RESmSAW-Luiz Baptisla
da
Silva.
BRAGA, TY?0GR4PHIA LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
