comerciominho_30071878_817.xml
- conteúdo
-
COMMEMCIAJL,
ItlíUKí IOSU SS NOTICIOSA,
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes...............................1&600
»
G
»
..........................
850
Correspondências
partic. cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
...............
2^000
»
6
»
...............
Í&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&60Õ
Brazil,
12
mezes, moeda
forte.
.
3&tiílS
Folha
avulso........................
10
N.°
817
BHiGA
rt
RÇl-FlIKl
30
»K
JULHO
OE
1H7H
No
seu
n.°
ISO,
de
28
do
corrente,
o
«Amigo
do
Povo»
insere
o
primeiro
d
’
uma serie
d
’
artigos
que
sob
a
epigra-
de
—Ingratidão
polilica
dirige
ao
partido
realista.
Somos
realista,
pertencemos
á
velha
guarda
do snr.
D.
Miguel,
a
quem
temos
servido
com
fidelidade
desde
1828
até
hoje; somos
catholico
e
porluguez,
e as
sim
pela
Religião
e
pela
Patria
combate
remos
até
ao ultimo
alento.
Porisso
não podemos deixar
de
respon
der
duas
palavras
ao
«Amigo
do
Povo»,
tão-sómente
sob
só
nossa responsabilidade,
e
não
como
partido,
ou
orgão
de
partido:
—isso
pertence
á
«Nação»,
á
qual
nestas
questões leal
e
francamente
seguiremos.
O
pai
tido
legitimista não
póde
ser
accusado
d
’ingrato,
como
o
quer
o
«Ami
go
do
Povo».
A
«Nação»,
orgão d
’esse
partido
publicou,
e
nós
transcrevemos,
o
seguinte,
que
vamos
ainda reproduzir:
«Alguns
jornaes
liberaes
teem
espalhado
a
noticia
de que
o
partido
legitimista
re
solvera
entrar
na
próxima
campanha
elei
toral,
apresentando
candidatos
seus
em
vários
círculos
e
designadamente
o
exc.
rao
snr.
dr.
Carlos
Zeferino
Pinto
Coelho
por
um
dos
círculos
de
Lisboa.
Estamos
auctorisados
a
declarar:
I
o.
—
Que o partido
legitimista
resol
veu
não
tomar
parte
na
próxima
eleição
de
deputados,
e
porisso
não
apresenta
can
didato
seu
em circulo
algum.
2.
°
—
Que
deixou
a
cada
um
de seus
membros
a liberdade
de
seguir
na
pró
xima
eleição
o
caminho
que
a
sua
razão
lhe
diclar.
3. °
—
Que
o snr.
dr.
Carlos
Zeferino
Pinto
Coelho
não
só
em
conformidade
com
as
deliberações
do
seu
partido,
mas
pelas
prévias
declarações
que
tinha
leito,
de
que
não
acceilaria
candidatura
algu
ma,
por
lhe
ser
absolutamenle
impossí
vel,
pelos
muitos
trabalhos
de que
está
encarregado,
se
não
propõe
deputado
nem
em
Lisboa nem
em algum
outro
circulo».
Se
cada
um dos
membros
do
partido
representado
pela
«Nação» tem
a
liberda
de
de
seguir o
que a
sua
razão
lhe
dictar
na
próxima
lucta
eleitoral,
é
claro que
aqui
não
ha
ingratos
nem
renegados.
O
que
o
«Amigo
do
Povo»
diz respeito
ás
eleições
de
1864,
é
tudo
verdade.
Fomos testimunhas
do
que
então
se
pas
sou, e
também
fomos
das
victimas.
Mas
deixemos
essas
recordações
nada agrada-
veis.
Como
dito
fica, se
o
partido
realista
resolveu
não
entrar na
lucta,
claro
está
que
as
illações
que
o
«Amigo
do
Povo»
lira
não
são
justas.
Se
destinasse
entrar
nella deveria
apre
sentar
os
seus
candidatos,
e
para
fazer
vingar
a
eleição
d
’
elles,
decerto
poderia
ligar-se
com
quem
melhores
garantias
lhe
«fferecesse,
sem
que
por
isso
po
lésse
ser
taxado
de
ingrato.
Se
pois
as
palavras
de
desagrado
que
o
«Amigo
do Povo»
dirige
aos legilimistas
leem
relação
com a eleição
da
camara,
*~a
respeito
da
qual
eleição
já
emmitti-
ffios
a nossa
opinião
leal
e
franca
em
o
n.°
813,
de
20
do
corrente
—
dir
lhe-hemos
que
os
que
nella
andam
envolvidos,
n
’um
e
outro
campo
e
são
realistas,
e
nós
como
laes
os
reputamos,
obram
como
meros
Particulares
e
não
como
membros
e
em
no
me
do
partido.
Em
virtude
da
abstenção
d
’
este
fica
sendo
simples
questão
d
’
amigos
que
servem
os
seus
amigos.
Porisso
nós
protestamos
contra
a
ac-
cusação
de
ingratos,
que
o
«Amigo do
Povo»
lança
sobre
o
partido
legitimista.
Não
descutiremos se
áquelles
cavalheiros
a
que
se
quer
referir,
procedem
bem,
ou
mal;
—
isso é
com a
consciência
de
cada
um.
O
nosso
fim, escrevendo estas
linhas,
era
fazer
ver
ao
«Amigo
do
Povo»
que
d’
oravante
se
continuar
a
tratar d
’
esla
questão,
deverá
substituir
as
palavras
—
ingratidões
do
partido
realista,
pelas
de
—
os
amigos
do
snr.
F. ou
os
inimigos
do
snr.
F.
J.
M.
D.
da
C.
Ultraje
a
’
s
cinzas
do
honrado
legitimista
O DUQUE DE GADAVAL
Ao
troar
da
artilheria,
ao
estalido
do
foguetorio,
ao
som
do
hymno
da
carta,
acordou
Lisboa,
ao
raiar
da
aurora
de 24
do
corrente.
Annunciava-se
á
população
da capital,
que
o
partido liberal
commemorava
n’
a-
quelle
dia
a
entrada
do
Duque
da
Ter
ceira
nos
seus
muros,
depois
de
uma
marcha
tranquilla,
inglória
e
muitas
ve
zes cobarde por
entre traidores
e
corru
ptos,
e sob a bandeira ingleza,
desde
S.
Bartholomeu
de
Messines
até
á
Cova
da
Piedade
!
Ao
cabo
de
45
annos de
governos
de
vassos
e
de
esfacelamentos;
depois
de
45
annos
de
decadência
moral
e
de
humi
lhações vergonhosas;
apoz
45
annos
de
pilhagem
e
de
orgia,
ergue-se,
ainda
man
chado
pelo
sangue
dos
assassinatos,
ao
som
do
hymno
da
carta
adorada
o vulto
dá
revolução
e
da
usurpação,
insolente
como
ha 45
annos,
e
mais
provocador,
e
mais
audaz,
e
mais
cobarde,
em
alegrias
selváticas
de
cannibaes
em
redor
da
victima
indefeza e
enfraquecida!!
Vergonhoso
espectaculo
que
dá
ao
mun
do
civilisado,
e
na
maior
parle,
o
servi
lismo
salariado,
a
burguezia
modernamente
engrandecida
pelo
quero
de
uma
côroa
bastarda;
tão
bastarda
como
essa
nobresa
ridícula
!
Testemunho
frisante
de
um espirito
irreconciliável,
e
ferino que
meio século
não
poude
ainda
dulcificar,
e
que
arvo
rando
uma
bandeira
de
duas
cores,
man
tém
com
barreira
de
odios
sempre
vivos
e
de
torpezas
sempre
systemati-
cas,
dividido,
como
em duas nações
de
vencedores
e
de
vencidos, este povo
tão
malaventurado!
• Outra
coisa
não
significa
a commemora-
ção
de
24
de
julho.
A
entrada
de
Duque
da
Terceira
em
Lisboa
não traz
á
memória
nem
um
com
bale,
em
que
os
louros
da
victoria
hou
vessem coroado
o
heróe
do
Caes
do
Sodré.
O
Duque
da
Terceira
entrou
em
Lisboa
sem
disparar
um
tiro,
sem encontrar
em
seu
caminho
nem
um
soldado
do
Rei
le
gitimo
!
Receberam-n
’o
um
bando
de
miseráveis
parasitas
e
assassinos,
que
com
uma
das
mãos
apertavam
a
de
seu
heróe,
e
com
a
outra
assassinavam
a
punhal
os
habi
tantes
de
Lisboa,
sem
poupar
velhos nem
crianças,
em
quem
cevaram
a
sede
de
vin
ganças
e
de
ouro !
Eis
a
gloriosa
entrada
dos
liberaes
em
Lisboa!
Á
esses uniram-se
os
que buscaram
em
uma
revolução
libertar-se
dos
cárceres,
onde
os
haviam
lançado muitos
crimes e
muitas
infancias
!
Livre
era
o
povo
portuguez:
elles,
os
bravos,
não. Conquistaram
para
si
um
paiz:
saudosos
dos
crimes
que
não
podiam
pra
ticar
nas
masmorras,
saciavam-se
em
plena
pilhagem.
Lisboa
foi
um
grande
manan
cial
As
alegrias da
commemoração
são
pois
para
elles
só.
Seria
um
ultrage
á
honrada
nação
portugueza fazel-a
cubiçosa
de
uma
liberdade
igual
á
que
acclamavam
septe
mil
e
quinhentos
a
quem
se
uniram
muitos
foragidos
das
gallés
e
outras
prisões
do
estado,
de
Portugal
e
do
estrangeiro!
Não.
a
família
portugueza não
quer,
não
pode
querer, como
festa
nacional
esse
foguetoiio
que
recorda
rnais
de
quatro
mil
assassínios
praticados
na
vossa
passagem
para
a
capital,
a
golpes
de
punhal,
nas
províncias
de alem do
Tejo.
Não, não
pode
festejar
a
liberdade
do
crime
que
trouxestes
representada
por
uma
bandeira
de
duas
cores,
e
garantida
por
uma
carta,
cuja
lettra,
entregue
á
vossa
guarda,
é
tão
real
como
a
vossa
honra.
Nos
registros
das
cadeias
existem
mais
de
quatorze
mil
nomes,
que
foram
outras
tantas
victimas dos
punhaes
e
do
trabuco
dos
carrascos
da
liberdade!
Erguei
essas
ossadas:
ellas
serão outros
tantos
monu
mentos
da
vossa gloria!
Cercae
d
’ellas o
tocheiro
onde
pozestes
como
pavio o
im-
mortal espancador
dos
Portuguezes,
o
im-
mortal separador do
Brazil,
o immortal
profanador
dos
templos
e
dos
conventos,
esse
immortal
que
vós
mesmos
matastes
com
o
veneno
maçonico,
depois
de
o
haverdes
victoriado
e
arrastado
no
carro
triumpbal
em
que
o
erguestes.
Fazei
como
vos
agrade
a
vossa festa
de
bandidos;
levai
pelas
ruas
em
charo-
la
o
vosso
rei,
no
seu
corcel
alazão,
acom
panhado ainda,
no
seu
estado-maior,
por
a'guns
dos
que
se
venderam
outr’ora
ao
ouro
inglez
para trahirem
as
bandeiras
que
haviam
jurado;
erguei
monumentos
e
estatuas
aos
vossos
cabecilhas,
aos
que
desembainharam
a
espada
para
matar
irmãos,
mas
que
nunca
a
souberam
tirar
da
bainha
para
vingar
as
aíTrontas
do
estrangeiro
á
paina
que
hoje
chamam
sua!
Andai,
an
dai,
e
levai comvosco,
para
que
vos
vi-
ctoriem,
atraz da cornocopia
das
graças,
o
rapazio
a
quem prometeis empregos,
e
os
paspalhões
com
quem
repartis
a
grande
fa
lia;
gastai
os
dinheiros
do
estado
n
’essas
folganças,
n’
esses
aparatos
militares, nas
sas
tranferencias
de tropas,
e
vinde áma
nhã
pedir
ao
povo
novos
sacrifícios
para
acudirdes
ás
urgências
de
vossas
dissi
pações...
oh!
mas deixai
em
paz
a
honra
da
nação,
e
a
honra
d
’
aquelles
de seus
homens
dignos,
cujo
nome
é
sagrado
no
coração
dos
verdadeiros
filhos
d’esta
terra
Pendurai
as
vossas luminárias nasjanel-
las
dos
poucos
que
se
enthusiasmam
com
as
lamparinas
liberaes,
mas
não
ultrageis
a
memória
d
’
aquelles
que,
longe
do
paiz,
aqui
conservam
em
cada
pedra"da
sua
pro
priedade
um
padrão
glorioso
de
honra
e de
brio.
A’
uma
hora
da
madrugada
de
24
de
julho
de 1833,
um
fidalgo
portuguez,
o
duque
de
Cadavai,
era governador
de
Lis
boa.
Dentro
das
sallas
do
seu
palacio
reuniram-se
a
essa
hora
os
principaes
func-
cionarios
militares
e
administrativos,
para
resolverem
em
conselho
qual o
procedimen
to
que
deviam tomar em
frente
das
tropas do
duque
da
Terceira,
que
n
’
aquelle
momen
to acabavam
de
assassinar
em
Cacilhas
o
valente
general
Telles
Jordão,
e
se
pre
paravam
a
bombardear
Lisboa
com
a
es
quadra
ingleza.
Ouvido o
parecer
dos
do
concelho;
lu-
clou
o
coração
honrado
e
leal
do
enér
gico
e
fiel
servidor
do
Rei legitimo,
com
as
necessidades,
que mais
graves
torna
va
a
cobardia
de
alguém
a quem esta
vam
entregues
importantes
postos. Lucta
aquella
gigantesca,
para uma alma
tão
grande
e tão nobre,
como
a
do
duque
de
Cadavai!
Venceu
a
necessidade,
venceu a
quasi
coacção,
que
muitas
pessoas qualificadas
exerceram
no
animo
do
intrépido
gover
nador.
e
E cedeu.
N
’
aquella
madrugada
a
guar
nição
de
Lisboa
deixou
a
cidade
livre
ao
inimigo.
Desde
esse
dia
nunca
mais
o
duque
de Cadavai
transpoz
as
portas
da
capital,
que,
fóra
forçado
a
abandonar
por
um
acontecimento
tão
funesto,
que
pôz
em
ruina
a
causa
que
jurára, e
ia
pondo
em
risco
a
sua
honra
que
conservou
sempre
iminaculada,
e
morreu no
exilio, sem
nunca
voltar
a
Portugal.
Seu
irmão
e
genro,
e
também
duque,
seguiu
a
mesma
vereda,
e
se
algumas
ve
zes
da
sua
emigração veio
a
Portugal,
pas
sados muitos
annos, ao chegar
ao
Tejo
embarcava
em
um
escaller,
e
desembar
cava
em
qualquer
povoação
das margens
do
rio;
e
sem
entrar
na
cidade,
seguia
para as suas
propriedades.
Conta-se
que
em certa
occasião
fugin
do
das
suas
manadas
um
cavallo
que
cos
tumava
montar,
viera parar
o
animai
a
Lisboa,
onde
foi
apanhado
pelos
serviçaes
que
lhe
seguiram
na
pista.
Ao voltarem
com
o
cavallo,
que
ousára
entrar
os
mu
ros
da
cidade
profanada,
o
duque, apesar
da
muita
estimação
em
que
linha
o seu
ginete,
mandou-o malar.
Tal
era
o
espirito
escrupuloso
d
’aquel-
les
homens
singulares!
Por
estes,
e por
muitos
outros
factos,
o
nome
do
duque
de
Cadavai tem
sido
sempre
pronunciado
pelo
povo
de
lodo
o
paiz com
uma veneração
verdadeira-
menie
religiosa.
O
seu
palacio
em
Lisboa
tem
sido
alugado
á
Associação
de agricultura, e a
particulares,
sempre com
condições
ex-
pressas
de
se
não
poderem
fazer
reuniões
de caracter
político
dentro
das
paredes
onde o
governador
de
Lisboa
jurára
pela
ultima
vez
em
21
de
julho
de
1833
defender
os
direitos
do seu
Rei, e a
honra
da
sua
bandeira.
Estão
amda
quentes
as
cinzas
do
du
que
de
Cadavai.
Sobre
a louza
que
as
cobre estão
ainda
vivos
os
vestígios
das
lagrimas
de amor
e
gratidão
que por
elle
verteu
um
partido
fiel
e
honrado
co
mo esse
symbolo
que
além
descança
Pois essas
cinzas
venerandas
acabam
de
soflrer
lambem
um
ultrage,
que
seria
a sua
deshonra,
se
se
podesse
impôr
a
ellas
a responsabilidade
de
um
facto
que
indignou
até
os
proprios
liberaes
de
Lisboa
e
que
nos
é
comraunicado
com
iu-tà
estranheza.
J
Nos
festejos
de
21
de julho
appareceu
cheia
de
luminanas
teda
a
fachada
prin
cipal
do
palacio
Cadavai,
no
largo
d-
Camões,
sendo uma
das
doas
únicas
ca"
sas
que
n
’aquella
praça
se
illuminaram '
Nunca
aquella
casa
soffrera
profana
ções
d’
este
genero,
porque
em
todas as
épocas,
mesmo
nas de
maior
intolerância
mereceram
veneração
os
esciupuíòs
dò
duque
de
Cadavai.
Escapou
aquelle
lem-
pio
da
honra
aos enlliusiasmos do
capitão
Bastos,
ao
liberalismo
do Pomada
Florestal
ao
maçonismodo
dr.
Troni,
mas
não
esca
pou á conscienciosa
alegria do
snr.
conde
de
Cavalleiros,
n
esse
dia em
que
se
me
morava
um
facto
político
que
teve
tão
estreita
relação
com
aquella
casa
e
até
mesmo
com
o
snr
conde
de
Cavalleiros,
então
Lçanhudo
soldado
legitimista,
e
hoje
bajulador
dos
vencedores,
thuribulario
da
dynastia
Coburgo,
e inquilino do
novo
du
que
de
Cadavai
!
Os
Palmeirins,
os
Tabordas,
os
Felix
de
Campos
e
tantos
outros
vei
■
ram-se
aos
liberdadeiros
de
1833;
mas
nenhum
d
’
elles aflronlou
a
memoria
dos
trahidos
sobre as
cinzas
de
sens
irmãos
abatidos
na
lucta,
que
elles protejeram
com a
sua
traicção
nefanda.
Quarenta
e
cinco
annos
depois que
sobre
os
nomes
dos traidores
corruptos
o
paiz
gravou
uma
indelevel
anathemi,
o
enlhusiasmo
liberal
do
snr. conde
de Ca
valleiros
é
digno
dos
otios
com que
os
valentes
do
vjvorio
e
das luminárias
en
sinam
á
moderna
geração como
se mantém
abertas
feridas
que
vertem
novo sangue.
Esse sangue
continuará
a
ser
sangue
de
martyres
Ha-de
enchugal
o
ainda
o
sol
da
justiça,
quando
raiar
o
dia
do
ajuste
de
contas.
Pelo
facto
qne
registramos,
em honra
das
cinzas
dos
venerados
duques
de
Cada-
val,
aqui
deixamos,
em
nome
do
partido
legitimista,
uma protestação solemne;
já
que
das
terras
do
exilio.
onde
seguindo os
nobres exemplos
de
seu
pae, e avôoactual
representante
d
’
aquella
illuslre
familia,
não
pode
tão
de
súbito
como
certamente
dese
jará,
apagar da
fronteria
d
’
aquella
casa
co
n
uma palavra
sua as
manchas
qne
alli
deixaram
as
lanternas
da
festa liberal.
Sobre
aquelles
vestígio-
seria
irrisão
ostentarem
se
com
desleixo,
esculpidos em
mármore
e
defumados
pelas
luminartas
dos
liberaes
os
brazões
nunca
conspurcados do
mais
nobre
ramo
da
antiga
fidalguia
por-
tugueza.
e
parente das
casas reaes
de
Portugal
e
França.
Da
«Nação»
transcrevemos
com
a
de
vida
venia
a
seguinte
carta:
«Que
me
diz a esta?!
Qne
me
diz
á
significativa,
tremenda
bofetada
que
o
fa
moso congresso
de
Berlim
pespegou
nas
nedi
ts
faces
da
Italia
das usurpações
e
ra
pinas
’!
Fiquei
pasmado,
quando li
os
jornaes,
que
me
trouxe
o correio
de
hontem!
Pas
mei;
e
dei
graças
a
Deus,
cujo
dedo
vi
claramente nessa
grave
lição,
escripla
na
fronte
illuslre
do
conde
Corli,
e
subscri-
ptada
á
augusta
fronte do
rei
Humberto,
de
quem
o
conde
era
representante
no
congresso.
Ò
conde
Corli,
não
só
foi
burlado
em
suas
pretenções,
mas
o
Principe
de
Ferro,
que
n
’
elias o
tinha
animido,
e lhe
pro
mettera
auxilial-o,
virando
a
casaca.
vol
tou-lhe as
costas
no
melhor
da
festa!
Po
bre
Corli!
Mas
a
importância
do
caso
não está
n
’
isto.
que
é uma
reviravolta diplomá
tica.
similhante
a
ouliasde
todos
os
dias;
a
importância
está
na
natureza
das
pre
tenções
italianas
e ilalianissimas.
Eis o
que
se
lê
n'uma
correspondên
cia
<le Roma, dirigida
á
«Gazzela
d
’
ltalia»,
e
transcripta
no
«Osservatore
Romano»-
«Uma
pessoa,
de
elevada
cathegoria
e
«collocação,
qne
está em
frequentes
rela-
.ções
com
Berlim
e
com
a
corte
da
AI
«lemanha,
recebeu
d
’
oulra,
que
vive
em
«intimidade
com
o
grande
Chanceller
uma
(interessante
communicação
confidencial
«sobre
as
diligencias
do
conde
Corli
no
«congresso.
Parece,
pois,
que
o
represen-
«tante
italiano,
em
vez
de
pedir
compen-
«sações
territoriaes,
na
presença
da
anne-
«xação de Chypre
a
Inglaterra,
da
Bes-
«sarabia e
de
Baloum
á Rússia,
da
Bos-
«nia
e
da
Herzegovina
á
Áustria,
fez,
ao
«areopago
europeu,
uma proposta
apparen-
«lemente
muito
modesta,
mas qne
cau-
«sou
geral
admiração:
declarou
que
a
Italia
«acceilaria
e
reconheceria
todas
estas
an-
«nexações
de territórios, lodo este
mer-
«caiio
de
regiões
e
povos,
de
encontro
aos
«precedentes
tractados
e
aos
desejes
dos
«habitantes,
mas
com
a
condição de
que
«o
congresso
reconheria
explicita
e
solem-
«nementea
anoexação
dos
Estados
da
Egre-
«ja
á
Italia
e
lhe
garantiria
a posse de
«Roma
por
um
acto
internacional
contra
«qualquer
rei-indicação
do
actual sobera-
«no
Ponlilice
e
dos
seus
soccessores
D
’
es-
«te
modo
o
congresso
sanccionaria
a
par
ida
de
tolos
os
direitos
temporaes
do
Pa-
«pa.
Parece
que
esta
idea,
que
a diplomacia
«italiana
se
regosijava
muito
de ter
acha
ndo
e
com
que muito contava,
agrada-
«va
extremamente
ao
principe
de
Bis-
«mark
e
ao
principe
Gortschak
tff,
que
vi-
«vamente
a
apoiaram;
porém,
os
repre-
«sentanles
de
França,
da
Inglaterra
e
d
’
Aus
«tria,
depois
de
haverem
interrogado
seus
«respectivos
governos,
declararam
que
nun-
«ca
assigna
i.im
similhante
convenção,
e
«que
-e
a
Italia
insistisse, antes
deixariam
«o congresso,
do
que
consentiriam
n’
is-
«so Vendo
então o
snr.
Bismark
tal
op-
«pnsição
por
p-rte
de
duas
potências
ca-
«tholicas
e
uma
protestante,
elle,
que
a
-
•■.dj
cujto
queria
u:n
accordo,
aconselhou
«ao
conde
Corli
a
que
abandonasse
o
in-
«tento.
Este,
depois
de
muitas
diligencias
«e
tentativas,
acabou retirando
o
seu
pedi-
«do,
mas
não
pôde
retirar
a
sua
adhesão
«ao
que
os
outros
haviam
combinado.
«0
conde
Corli
confessa,
pela boca
pe-
«quena,
que
fôra
enganado
pelo snr.
Bis-
«mark,
que
formalrnente
lhe assegurara
«que
as
condições
da
Italia seriam lavo-
«ravelmente acolhidas
por
todas
as
poten-
«cias;
depois,
em
vez
de
o
apoiar,
aban-
«donou-o.
Mas
os
outros
plenipotenciários
«teriam
respondido
que
a
Italia
linha
«feito
mal
em
jogar
n
’uma carta,
e tão
«incerta,
todas
suas compensações.
«Repito vos
que
a
fonte
d
’estas
infor-
«inações
não
póde ser
taxada
de
inexa-
«ctidão.
E
que
tal?!
Que lhe
parece?!
Não
se
está
vendo
aqui
a
mão
de Deus
e
a
in
tercessão
de
Pio
IX, o santo?
A
França,
repubdeana, gambettista
e
volleriana;
a
Áustria,
ha
tanto
em
po
der
de
judeus;
a
Inglaterra, protestante;
dão-se
as
mãos
estas
tres
potências para
se
opporem
energicamente
á
consagração
for
mal,
á
legalisação
internacional
e
garanti
da
da
expohação
da
Egreja
Calholica na
pessoa
do
Pontífice
e
seus
successores,
sol-
licilada
pelo
representante
da usurpação
dos
bens
e
direitos
temporaes
do
mes
mo
Pontífice, dando
para isso
de
barato,
tudo
quanto
as
outras
potências
quizeram
da retalhada
Turquia
e
não
exigindo para
si
nenhuma
outra
gorgela!!
E
ser
o
poprio
Bismark,
o
perseguidor
implacável
da
Santa
Egreja,
o
mesmo
que
diz a
Corli que
metia
a
violla
no
saco
e
retire
o
seu
pedido!!
Creio
que
é
caso
de
dizer:
—
digitus
Dei
hic
esl.
Adeus.
21
de
julho.
Seu
do cor.
J.
de Lemos.
CODIGO ADMINISTRATIVO
TITULO
VII
Das
juntas de
pnroeltia
|CmitÍnuaçào]
CAPITULO I
Disposições
especiaes sobre organização
e
reuniões
CAPITULO
II
Attribuições
Art.
ICO.0
A’
junta de parochia
per
tence:
1
.
”
A
administração
da
fabrica
da
egreja;
2.
®
A
administração
dos
bens
e
interesses
da
parochia;
3.
°
0
desempenho
de todos
os
actos
que na
qualidade
de
commissão
de
benefi-
cencia
lhe forem
incumbidos.
§
unico.
Não
são
sujeitos
á
admi
nistração
da,junta
de
parochia as fabri
cas:
1.
°
Das
calbedraes;
2.
u
Das
egrejas
em
que as
collegia-
das ou
irmandades
forem
ou
se
prestem
a
ser
fabriqueiras;
3.
° Dos templos
que, por
serem mo
numentos
de
arte
ou
de
gloria
nacional,
estão
a cargo
do
estado;
4.
°
Dos
templos que,
sendo
parochiaes
são lambem
destinados
a
outros
usos re
ligiosos.
Art.
161.°
Como
encarregada
da
fabrica,
compete
á
junta:
1.
®
A
administração
de
lodos
os
bens
e
rendimentos da
fabrica;
2.
°
A
administração
dos bens
e
ren
dimentos
doados
á
freguezia
com
applica
ção
geral
ou
especial
para
despezas do
culto
ou
para
obras
pias;
3.
®
A
administração
dos
bens
e
rendi
mento
das ermidas
ou
capellas
dependentes
da
egreja
parochial
e das
irmandades
ille-
galmente
ereclas.
Art.
162.®
São
excepluados
da admini
stração
da
junta
de
parochia:
l.
°
Os
bens e
rendimentos
das ir
mandades
e
confrarias
legitimainente
ere-
ctas;
2
’
Os
bens
e
rendimentos
de
qual
quer
ermida
pertencente a
algum
particu
lar,
ou
aos
visinhos
ou
moradores
de
algum
logar
de
parochia;
3.
°
Os
bens
e rendimentos
dos
hospitaes
e
albergarias;
4.
°
Os passaes
e
casas
de
residência
dos
parochos
ou de
quaesquer
outros
em
pregados
no
serviço
do
culto;
5.
°
Os
rendimentos,
benesses
e quaes
quer
emolumentos
applicados
á
sustentação
dos
parochos.
Art.
0
163.°
Como administradora
dos
bens
de
parochia pertence
á junta:
1
,
°
Administrar
os
bens
communs
da
parochia;
2.
’
Regular,
nos
termos
das
leis,
o
modo
de fruição
dos
bens,
pastos
e
quaes
quer
fructos
do
logradouro
commum
e
exclusivo
dos
moradores
da
parochia.
Art.
164.° 0
moío
de
fruição
dos
lo
gradouros
que
pertencerem
em
commum
a
mais
de
uma
parochia
ou a
moradores
de
alguns
logares
de
diversas
parochias,
será
regulado,
quando
haja
desaccordo
entre
as
respectivas
juntas,
peia
camara
municipal
se
as
ditas parochias
pertencerem
ao
mesmo
concelho,
e
pela
junta
geral
de
districto,
ouvidas
as
respectivas
camaras,
se
as
parochias
ou
logares
pertencerem a
concelhos
differentes.
Art.
165.®
Como
commissão
de
bene-
íicencia,
incumbe
á junta
de
parocia.
con-
junctamente
com
o
regedor,
em conformi
dade
com
as
leis
e regulamentos:
1.
°
Promover
a
extineção da
mendi
cidade;
2. °
Arrolar
os
que
merecem
de
ser
soc-
corridos
pela
beneíicencia
publica;
3.
°
Promover
e
sollicilar
os
soccorros
de
que
carecerem;
4.
°
Fiscalisar
a
creação
dos
expostos,
informando
a aucloridade
competente
d<
s
abusos
que
notar;
E
em
geral praticar todos
os
actos de
beneíicencia
e
de
piedade,
que
lhe
forein
in
cumbidos
por
lei
ou
por ordem
das
aucto
ridades
superiores.
Art. 166.°
E
’
da
obrigação
da
junta
de
parochia:
1.
°
Inventariar
todos
os bens
e ren
dimentos
pertencentes
á
parochia
e á
fa
brica
da
egreja quando
a
junta
íòr
fabri-
queira;
2.
®
Inventariar
separadamenle
os
pa
ramentos,
vasos
sagrados,
alfaias e
quaes
quer
utensílios pertencentes
á
fabrica
da
egre
j
a-
§
I.°
Nos
inventários se
Iara
menção das
escriptnras,
sentenças,
títulos
ou
quaesquer
documentos
que
digam
respeito
aos objectos
inventariados.
§ 2.°
Os
inventários
serão
escriptos
em
um
livro especial.
§
3.°
Os
inventários
serão
revistos
e
con
feridos
logo
depois
de
inuallada
a
nova
junta,
e
das
alterações
que
n
’
elles se
notarem
se
lavrará
auto
no
livro.
§ 4.°
0
regedor
de
parochia
assiste
á
feitura
e á
revisão
dos inventários.
§
5.°
Tanto
os
inventários
como
o auto
da
revisão
serão
assignados
pelos
vogaes
da
juma,
pelo
regedor,
pelo
thesoureiro
e
pelo
escrivão.
§
6.®
Uma
copia authentica
de
ambos
os
inventários
e
do auto
da
revisão
será
enviada
ao
governador
civil
por
via
do
administrador
do
concelho.
Art.
167.°
A
junta
da
parochia
também
delibera:
1.
°
Sobre
contrahir empréstimos
e
esta
belecer-lhes hypothecas;
2.
°
Sobre
Lzer
contratos para
se
effe-
cluarem
obras
do
interesse
da
parochia;
3.
°
Sobre
a
aequisição,
alienação
e troça
das
propriedades
da
parochia;
4.
°
Sobre
a
acceilação
de
donativos,
doações,
heranças
e
legados
feitos
á
parochia;
5.
°
Sobre
a conveniência
de
intentar
ou
defender
algum
pleito
para
interesse
da
parochia
e
transigir
sobre
elles;
6.
®
Sobre a
conveniência
de
ser
de
clarada
de
utilidade
publica
a
expropria
ção
de
prédios
necessários
para
o
serviço
da
paiochia;
7.
°
Sobre
o
lançamento
de
contribuições
directas
parochiaes;
8.
®
Sobre
a
nomeação
dos empregados
parochiaes;
9.
°
Sobre
o
estabelecimento
de
cemi
térios
parochiaes,
na conformidade
dos
res-
peclivos
regulamentos;
10. ®
Sobre
a
construcção,
conservação
e
repsração
dos caminhos
vicinaes
do
uso
exclusivo da
parochia.
Art.
168.°
Todas
as
deliberaes
das
jun
tas
de parochia
são
execulorias
indepen-
dentemente
da
approvação
superior.
§
unico.
Excepluam-se
as
de
que
tra
tam
os
n
®
s
1.®,
e
3.®,
5.° e
7.°
do
ar
tigo
antecedente,
as
quaes
carecem
da
approvação da junta
geral
do
districto.
Art.
169.°
E
’
applicavel
ás
deliberações
das
juntas
de parochia
com
as modifica
ções
necessárias,
o
que
em
relação
ás
das
camaras
municipaes
se
dispõem
nos
artigos
106.°,
107.°,
108.°
e
109.°
Demonstrações
«le
sentimento
pela
morte
do
SS.
Padre
Pio
IX.
Povoa
de
Lanhoso
e
Vieira.—
Fizeram,
se
solemnes
exequias
pela
alma
do sem
pre
chorado
Pontífice
Pio
IX,
no
dia
17
do
corrente mez,
an
parochial
egreja
de
S.
Pedro
de Serzedello,
a
expensas
de
quasi
todo
o
clero do
arcypreslado da
Po.
voa de
Lanhoso,
e
Vieira.
Já
no
dia
16
os
sinos
de
varias fre.
guezias
das
duas
comarcas
deram
signal
da
grande
solemnidade
funebre, que
ha
via
de ter
logar
no
dia
seguinte,
no
qual
sendo
1
i
horas
da
manhã
compareceram
87
ecclesiasticos, todas
as
auctoridades,
e
cavalheiros
das
duas
comarcas,
e muito
povo
religioso.
A
egreja
estava ricamente
coberta
de
crepe,
com
vários
dísticos
das
épocas
mais
notáveis
da
vida
do fallecido
Pontífice.
No
meio
«los
altares
lateraes
estava
um
elevado cenotaphio,
assente
em
um
qua
drado
pedestal,
sobre o
qual firmavam
quatro
columnas,
no
meio
das
quaes
es
tava
o
retrato
do finado
P<
ntiíice,
coberto
com
um
veo
de filó
preto,
suspenso
por
dous
anjos,
e cercado
de
velas
pelos
quatro
lados,
todas
em
castiç>es
de
prata.
No
cimo das
columnas
eslava
uma
cornija,
que
sustentava
muita
cera
:
dos
quatro
ângulos
da
referida
cornija firma-
vam-se
uns
ss,
que
sustentavam outra
cor-
nija
sobre
a qual estava
o
tumulo
cercado
de
luzes.
Por
fora
d
’
este
cenotaphio
estavam
ou
tras
quatro columnas
magestosas,
cada
uma
sobre
seu
competente
pedestal, e
do
cimo
dos
capiteis
das
mesmas
saiam
ou
tros
ss,
que
sustentavam
a
copula
que
cobria
o
tu
mu
lo.
Sobre aquelle
via-se
a
figura
da
Fé,
com
a
custodia
na
mão
direita,
e a cruz
na
esquerda,
estando
sobre
as
columnas
da
frente
as
figuras
da
Esperança,
e
Cari
dade,
tudo
vestido
ricamente,
e
com um
gosto
tal,
que
agradava
a
lodos,
e causava
admiração
por ser obra
de
um
artista da
aldeia.
Fôra desenhada
pelo a
snr.
Oliveira
Júnior,
da
comarca
de
Vieira.
Cantou
a
missa
o muito
revd
®
snr.
arcypresle,
sendo
acolytado
pelos
abbades
do
mosteiro
de
Vieira,
e
de
Oliveira;
foi
presbylero assistente
o abbade
de
Rossas,
e
mestre
de
ceremonias
o abbade de
S.
João
da
Cova
As
lições
foram
cantadas
pelos
paro
chos collados, sendo
os
do
primeiro
no-
clurno
pelos
reitores
de
Looredo, Guiiho-
frei,
e
abbade
de
Rendufinho.
As
do
se
gundo
pelos
abbades
de
Gerás,
Viiarchem,
e
S.
Bartholomeu.
As
do
terceiro
peles
abbades
de
Soutello,
Ventosa,
e
S.
João
de
Bei.
No
fim
das
laudes
e
inissa
subiu
ao
púlpito
o
snr. dr. Domingos
Moreira
Gui
marães,
reitor
do lyceu e
professor no
Seminário,
que
no
seu
elevado
discurso
mostrou
as
muitas
virtudes,
que
adorna
ram o
fallecido
Ponlilice,
que
se
tornou
notável
pela
duração
de
seu
pontificado,
pela
íirmesa
de
seus
princípios,
pela
sua
sabedoria,
e
pela
definição
de
dogmas
tão
importantes
da
nossa
santa
Religião.
0
dislincto
orador
foi
ouvido
com
muita
atenção, deixando satisfeitos os co
rações
de
seus
ouvintes.
A
orcheslra
foi
a
dos
snrs.
padres
Argainhas,
que
desempenhou
como
sem
pre
costuma.
Foram
absolventes
os
abbades
de
S.
João
de
Rei,
Ventosa,
Gerás,
e
Rendu
finho.
Tudo
correu
como
devia
ser,
e
me
recia
aquelle
bondoso
Pae
espiritual,
por
quem
se
fizeram
aquelles
suffragio.s,
e a
quem
do
coração
hoje
digo
—
fíequieseal
in
pace,
el
memenlo
noslri.
SiZSTILBÂ
Festividades.
—
Verificou-se
no
do
mingo
a
de Santa
Anua,
no
real
templo
de
Santa
Cruz, com
vesperas,
exposição,
sermão
e procissão
em
volta-
da
campo
dos
Remedios.
—
Na
egreja
de
S. José
de
S.
Lazaro,
celebrou-se
a
de
Corpus
C/irisli,
da
pa
rochia,
com
grande explendor,
tanto no
templo como
na
procissão,
que ia
muito
apparatosa,
levando
grande numero
do
anginhos,
alguns
ricamente
vestidos.
0
juiz da confraria
o
snr.
commeoda-
dor José
Antonio
Vieira
Marques
e
a
Meza
tomaram
a
iniciativa
de
convidar
os
irmãos
das
outras confrarias
do
SS.
pa
râ
acompanharem
a
procissão,
ao que anoim
ram
a
da
Sé e de
S.
Victor,
tornando-
se
esta
muito
saliente
pelj
grande
numeto
innios
que
levava,
fazendo
desta
fór-
iU
a
um
boa
confraterni
la
le
em
desmen-
ll
(fo
da
antiga
rivalidade
que
havia
entre
es
tas
duas ultimas
confrarias.
tdminiatrador
substituto.—
Foi
nomeado administrador
subslito
d
’
este
con
celho o
snr.
João
de
Mello
Falcão.
niccionario
Popular.
—Recebemos
,
jS fascículos
98, 99,
100
101
do
Diccionario
popular.
Correm
de
pagina
217
a
280
do
volu
me iv.
0
seu
escriptorio
é
na
rua
do
Carvalho,
^
—
Lisboa.
i
’
xf<|uí»n.
—
A
colonia hespanhola
mandou
celebrar
no
dia
26,
em
Lisboa
solemnissimas
exequias
por
alma
da
íinada
p,
Maria
de
las
Mercedes,
mallograda
es
posa
de
D
Affonso.
Foi
um acto
imponentissimo.
pubitençfto.
—
Recebemos
e
agrade
cemos
um volume intitulado
Collecção
com
pleta da
legislação
sobre
a
contribuição
e
registro
—
Annolada
e
editada
por
j
.
c
.
preto
P
acheco
,
advogado
nos
auditorias
do
Porto.
D
’
esta
simples
indicação
se
deprehende
evidentemente
a
importância
d’este
livro.
Vende-se
em
casa
do
seu
illustrado
auctor,
na
rua
do
Calvario,
n.
’
3o
—
Porto.
importante
—
Da
correspondência
de
Paris
para
o
«C.
do
Porto
*
,
extractamos
as
seguintes
linhas:
«Uma
correspondência
particular
que
re
cebemos
de Londres, e
cuji
origem
de
safia
toda
a
ambiguidade,
demonstra-nos
cotnpletamenle
os
sentimentos
de
Bismark
em relação
ao
Vaticano.
Estes
sentimen
tos
são
agora
melhores,
e
se
não
foram
claramente
declarados,
comtudo
não
dei
xam
de
ser
menos
reaes:
o
interesse do
império fórma
a
base
d
’
elles,
e
o
odio
contra
o
catholicismo
mudou-se
na
con-
dticta
do
chanceller,
em
uma
sympathia
insullicientemenie
lodos
os rumores
que
teem
corrido
a
respeito
de
uma
reconci
liação
entre
o
imperador
e
o
Papa,
entre
o
principe-chanceller
e
o
Vaticano».
Exposição
de
Paris.
—
Eis
OS
indi
víduos
de
’ste
districto
que enviaram
pro-
duclos
á
exposição
de Paris.
Braga:—
Custodio
José Rodrigues
Bahia
—
Chapéos.
Fabrica
Social
Bracarense—
Chapéos.
José
da
Cunha
Alves
de
Sousa—Cal
çado.
Commissão
industrial
do
Porto
em Braga
—
Tecidos
de
seda
e
velludos.
Francisco
Gomes
Pacheco—
Pregos.
Manoel
José
Francisco
da
Silva
—
Teci
dos
de
seda.
Commissão
industrial
do
Porto
em
Braga
—
Cobertores.
Fabrica
de
papel
de Rtiães
—
Papel.
Diiecção
das
obras
publicas
—
Materiaes
de construcção.
Guimarães:
—
José
da Costa Nogueira e
Sousa
—
Toalha
de
linho
bordada.
Christovão
João
Fernandes
da Silva
—
Pelles
preparadas.
Manoel
Mendes
Ribeiro
Guimarães
—
Toalhas
e
guardanapos.
Antonio
Pinto Mattos
Chaves--Pelles
preparadas.
Commissão
industrial
do
Porto
em Gui
marães—
Calçado.
Augusto
Menezes
da
Cunha—objeclos
de
culilaria.
Antonio
da
Costa
Guimarães
—
Meias.
Antonio
José
Barbosa
Reis
—
Damas
cos.
Barcellos:—
Escola
de
instrucção
pri
maria
em
Ba
cellos
—
Trabalhos
dos
alum-
DOS.
Villa
Verde:
—
Commissão
industrial
do
Porto
em
Villa
Verde—
Lenços
ordinários.
Despstelios
«eclesiásticos.
—
Foram
apresentados:
0
presbytero
José
Luiz
Alvares
de Sou
sa,
parodio
collado
na
egreja
de
S.
Cy-
priano
de
Villa
Nova
da
Cerveira
—
na
egreja
parochial
de
S.
Cypriano
de
Pinheiros,
da
diocese
de
Braga.
0
presbytero
Francisco
de Almeida
Sampaio
—
precedendo concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
Santa Ma
ria
Magdalena, de Aldeia
da
Ponte,
no
con
celho
do
Sabugal,
diocese
de
Pinhel.
0 presbytero
José
Guilherme
Ferreira
—precedendo
concurso
por
provas
publi
cas,
na
egreja
parochial
de
S. João
Ba-
plista
de
Gatão, no
concelho
de Amarante,
diocese
de
Braga.
0
presbytero
Estevão
Coelho
Dias
—
na
egreja
parochial
de
S.
João
Evangelista
de Guilhufe,
no
concelho
de
Penaíiel, dio
cese do
Porto.
0
presbytero
Manuel Pires
de
Almei-
na,
parocho
collado
na
egreja
de
Nos-a
Senhora
da
Conceição
do
Manigoto,
dio
cese
de Pinhel
—
na
egreja
parochial
de
S.
Baptista da
Granja,
no concelho
de
Tran
coso,
da
mesma
diocese.
0
presbytero
Manuel Pires
Gonçalves
—
na
egreja
parochial
de
S.
Domingos
de
Malpica,
no
concelho
e diocese
de
Castello
Branco.
0
presbytero Antonio
Diniz Curado—na
egreja
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Graça
de
Monlalvão,
no
concelho
de Niza,
dio
cese
de
Portalegre.
0
presbytero
Venceslau Gabriel
Dias
Gallas
da
Costa, parocho
collado
na
egreja
de
Santa Marinha
de
Amares,
diocese
de
Braga
—
na egreja
parochial
de
Santa
Maria
do
Prado,
no
concelho
de Villa
Verde, da
mesma
diocese.
E
foram providos:
0
presbytero
Antonio
de
Almeida
—
na
thesouraria
parochial
de
S Paulo,
da cidade
de
Lisboa.
0
presbytero
Luiz
Nunes
Morão—na
thesouraria
parochial
de
Nossa
Senhora
da
Lapa,
da
cidade
de
Lisboa.
0
presbytero
José Maria
de
Mello,
lhe
soureiro
da
egreja
de
S.
Jorge
de
Arroios,
da
cidade
de
Lisboa—
na
thesouraria
da
egreja
parochial
de
Santa Engracia,
da
mesma
cidade.
Ima
heroína,
—
Findara
a
guerra
da Criméa
!
Eu
ia
de
Bale
para Strasburg:
em
Colmar
o
meu
wagon
foi
invadido
por
um
cardume
de
religiosas:
entre
ellas,
e
ao
lado da
superiora,
tomava
logar
uma
religiosa
muito nova e
d
’
uma
modéstia
exlrema.
E’
provavelmente
alguma
noviça,
disse
eu
com os
meus
botões,
e
o
caso
é
que
vae
bem guardada.
Acabava
de
fazer
esta reflexão,
quando
a pretendida
noviça
se
voltou
e
lhe
vi
brilhar
sobre
o
peito,
a
par
do
seu
cru
cifixo,
a
cruz
de
legião
d’
Honra.
Ao
mesmo
tempo reparei que
lhe
fal
tava
um braço:
esta
deformidade
e
esta
cruz
fallaram-me
logo
do
heroísmo
das
Irmãs
de
Caridade
nos
campos
de
batalha.
—A
minha
noviça era
um
d
’
esses
anjos
de amor
c
de
abnegação
que se sacrifi
cara
pelos que soílriam.
Questão
do
©ciente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á questão
do
Oriente,
são os
que
seguem:
Athenas
26
—
Um
periodico,
orgão
mi
nisterial,
publica uma
nota
inteiramente
contraria
ás
asserções
dos
outros
jornaes
gregos.
Segundo
a
referida
nota,
a Por
ta
está
decidida
a
ouvir
a
Grécia,
relati-
varaenle
á
questão
de
limites das
frontei
ras,
e resolver
pacilicamente
os desejos
una
nimes do
congresso
de
Berlim.
Londres
27
—
0
marquez
Salisbury
de
fendeu
na
camara
dos
deputados
o
«me-
morandum»
anglo-russo;
disseque o
pon
to
essencial
emitlido
na
copia
publicada
pelo «Globo»
éa
manutenção
da
suprema
cia
do
sultão
na
Bulgaria
do
sul.
A
In
glaterra
não
tem
outro
compromisso
alem
do
tractado
de
Berlim
e
da
convenção de
4
de
junho.
Os
periódicos
inglezes
annunciara que
todas
as
potências,
excepto
a
Turquia,
já
ratificaram
o
tractado
de Berlim.
A
Áustria notificou
á
Turquia que
as
suas
tropas
começariam
a
marchar
em
26
de
julho
para
occupara
Bosnia
e
a
Her-
zegovina.
A
Turquia
insiste
em
qué
seja
fixado
o
termo
da
occupação.
Portwgwesses
faltecislas, —
Desde
30
de
junho
a
6
de julho, fallecerara no
Rio
de
Janeiro, os seguintes
súbditos
por-
tuguezes:
João
Ferreira,
26
annos,
casado;
João
Maria da Rocha,
47 a.,
c.;
Sebastião
Ta-
que Braga,
37
a.,
solteiro;
Rita
de
Jesus,
30
a.,
s ;
Manoel
Ferreira dos
Santos,
10
a.
Domingos
Men
les Guimarães, 44 a.,
c.;
Anna
Barbosa da
Silva,
'22
a,
s.;
Jo
sé
Lopes
Traches,
34
a.,
c.; Maria
dos
Anjos
Costa,
21
a.,
s.;
Francisco
de
Oli
veira
Queiroz,
43 a.,
s.; Salomão
José
33
a.,
c.;
Maria
Carmen
isola,
43.;
Rosa
Bra
zil
d’
Oliveira, 56
a.,
c.;
José
da
Costa,
28
a.,
s.; José
Fernandes
de
Oliveira,
36
a.,
c.;
João
da
Cruz Guerra,
53
a.,
c.;
José
Domingos
de
Carvalho,
32
a.,
s.;
João
Ribeiro
Neves,
24
a.,
c.;
Julio
Gonçalves,
14 a., s.; Genoveva
Maria
da
Silva,
48
a.,
c.,
Antonio
José
da
Silveira,
59
a., s.;
Manoel
Correia
d
’Araujo,
21
a.,
s.; Bi-
biana
da
Conceição
e
Oliveira,
70
a.;
Ma
noel
Pereira
de
Faria,
36
a.,
s.;
Izabel
Maria,
110
a., v ;
Manoel
Gonçalves,
24
a.,
s.;
Francisco
da
Silveira
Pascoal,
12
a.,
s.; Manoel
Joaquim
de
Souza
e Silva,
38
a.,
s.;
Francisco
Cardoso
Mancebo,
48
a.,
s.:
Christovão
José
Pereira, 36
a.,
c.;
Antonio
Pereira
da
Silva,
30
a.,
s.; Ben
to José
Ribeiro, 44 a.,
s.
Aviso
aoa
bons
estudantes e
noa
paes
de familia.
Abre-se
novamente
no
anno
leclivo
1878-79 o Quartel
de
S.
Luiz
Gonzaga,
na
rua
dos
Chãos
de
Cima,
n.°
22.
Es
te
quartel
tem
por
fim
offerecer
aos
bons
paes
de
familia
e
aos
bons estudantes
uma
casa onde
possam
viver
christãmente
e
no
meio
de
bons
companheiros.
E
’
destinado
exclusivamente
aos estudantes
que
se
de
stinam
ao estado
ecclesiastico
e
será
vi
giado
principalmenle
pelo
Director
da
As
sociação
de
S.
Luiz
Gonzaga,
o
snr.
padre
Meli
e
por
outro
padre
que
viverá
no
me
smo
quartel.
A pensão
que
n
’
elle se
pa
ga
é
a
mesma que
se
costuma
pagar
nos
quartéis
mais baratos. Os
estudantes
d
’
es-
te
quartel lião de subraelter-se
a
um
re
gulamento
do
qual
os pontos principaes
são
—
ter
bons
costumes,
recolher-se
a
ca
sa
a
horas
certas,
resar
em
commum
pela
manhã
e
á
noute,
frequentar
os
Sacra
mentos,
não
incommodarem
uns
aos
ou
tros,
já
no
tempo
d
’
esludo,
já
fóra
d
’
elle.
Não
é
necessário
encarecer
a
impor
tância
d
’
esta
nova instituição,
que
serve
para
aífastar
os
estudantes,
que
se
dedi
cam
ao
estado
ecclesiastico,
da desmora-
lisação
que
costumam
encontrar
nos
mais
quartéis.
Quem
quizer
aproveitar-se
d
’
este
novo
quartel
poderá
dirigir-se
ao
snr.
padre
João
B.
Meli,
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
16.
Companhia Edificadora e Indu
strial
Bracarense.
Sociedade
annnynin
de
respotiHa-
lidade
limitada.
Por
ordem
do
Exc.
‘
no
Presidente
do
Conselho
Fiscal
são
convidados
os
Snrs.
Accionistas
d
’esta
companhia
a
reunirem-
se
em
assembleia geral
ordinaria
no
dia
8
do
proximo
mez
de
agosto
pelas
10
ho
ras
da
manhã,
no
escriptorio
da
compa
nhia
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.
cs
6
a
12,
para
os
fins
designados
nos
art.
27
e
28
dos
Estatutos.
Braga
e
escriptorio
da companhia
25
de julho
de 1878.
O
secretario
(1009)
José
Pinto
Barbosa.
CÃO DA
TERRA NOVA
Quem perdesse
um
nas
estações
do
ca
minho
de
ferro
de
Braga
ao
Porto;
dando
os
signaes
certos
e pagar
o
importe d
’
estes
annuncios pode procural-o,
no
latoeiro,
João
Maria Louzada.
na
rua
Nova
de
Souza
d
’esta
cidade
de
Braga.
(1011)
Manoel Maria
da
Costa
Leite,
do
Con
selho
de Sua
Magestade,
Director
da
Es
cola
Medico-Cirurgica
e Presidente das
Commissões d
’
exaraes
íinaes
da
3.
a
Cir
cumscripção.
Para
conhecimento
dos
interessados faço
publico que
os
exames dTnstrucção
Se
cundaria
requeridos
perante
o reitor
do
Lyceu
Nacional
de
Braga,
começarão
ap-
proximadaraente
nos
seguintes
dias;
Por-
tuguez
em
7,
Francez
em
16,
Inglez
em
11,
Latim
e
Lalinidade
em
7,
Mathema-
lica
l.
a
parle
em
3,
Malhematica
2.a
parte
em
17,
Geographia
em
8,
Philoso-
phia em
5,
Introducção
em
7,
e
Dese
nho
em 22
d
’
Agosto
proximo
futuro;
de
vendo os
alumnos
respectivos
appresentar-
se
no
Lyceu
do
Porto
pela orlem
das
listas
aflixadas
no
atrio
do
mesmo
Ly
ceu.
Os
examinandos
extranhos
ao
Lyceu
são
obrigados
a
appresentar
ao
presidente
do
jury
do
primeiro
exame,
que
fizerem,
e
no acto d
’
este,
o
atteslado
da
frequên
cia declarando
onde
estudaram
e
com
quem,
devendo
este
altestado
ser
assignado
pelo
alumno,
e
por
seu
pae,
tutor
ou pessoa
encarregada da
sua
educação,
e reco
nhecidas
ambas
as
assignaturas
por
tabel-
lião.
Os
alumnos
internos são obrigados
a
appresentarem,
em
vez d
’
aquelle
atteslado,
nota
do
secretario
do
Lyceu,
com
a
assi
gnatura
do
alumno
lambem
reconhecida.
Os
que
por
motivo
de
doença
faltarem
á
chamada
no dia
designado
para
exame,
serão
obrigados
a
appresentarem
n
’
esse
dia
documento
justificativo
da
falta
ao
pre
sidente
das
commissões,
e durante
o
tem
po
em
que
funccionar
o
jury
onde
falta
ram.
Porto
e
secretaria
da 3.
a
circumscripção
d
’exames
28
de
Julho
de
1878.
O
presidente
(1010)
Manoel
Maria
da
Costa
Leite.
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’
esla
cidade,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está custan
do
o
fornecimento de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha n
’este
acto
de caridade
a
devoção
de seus
concidadãos.
O Escrivão
Dr.
Domingos Moreira Guimarães.
(1002)
Arrematação voluntária.
Na rua de S.
Marcos e casa da
Assembleia
Bracarense, ha para
vender em hasta publica um
magnifico
piano vertical, de se
te
oitavas, da
acreditada casa
de
Paris Maugeot
Frères & G.a,
e
quasi novo. Póde
ser visto e
experimentado
todos
os dias até
1
do proximo
mez dagosto, em
que terá
logar pelas
doze horas
do dia a arrematação na
refe
rida
casa, e será entregue, quan
do convenha a quem maior lan
ço offerecer.
(999)
Banco Commercial de Braga em
liquidação
Sociedade
anonyina
—
responsabi
lidade
limitada
A
Commissão
liquidataria
d
’este Ran
ço,
tendo
modificado
a
labella
dos
preços
dos
papeis
que
o
Banco
possue
aclual-
mente,
e
querendo
auxiliar
a
liquidação
quanto
em si
possa,
propõe aos
snrs. cre
dores
que
quizerem
liquidar
já
as suas
promissórias
pagar-lhes
9í)
OjO
em
papel ao
preço
estabelecido,
e
10
0|()
em
dinheiro,
para
cujo fim
poderão
dirigir-se
á
casa
do
mesmo
Banco em
todos
os
dias
uteis
a
contar
do
1.® d’
agosto
em
diante.
Braga
22
de
Julho de
1878.
A
commissão liquidataria
Manoel
Simões
Braga.
Manoel
Joaquim
Gomes
João
Luiz
Pipa.
Manoel
Ignacio
d
’
Oliveira
Braga.
Manoel
Antonio
da
S.
a
Pereira
Guimarães.
Antonio
José
Antunes
Beis.
VENDA DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la-
do
esquerdo)
vendem-se
as duas
moradas
de
casas
construídas
de novo,
juntas
ou separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S. Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no campo das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(1006)
Vende-se
para pagamento
de
dividas,
uma
morada
de
casas, edificada
de
novo,
na
rua
da
Sé,
antiga de
Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.°
s 16
e
17,
bem
como
tam
bém
se vende,
em
Santa
Eulalia
de Te-
nões,
subúrbios d
’esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica, chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trala-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
PHARMACIA
A.
D.
ALVIM
Tem
deposito,
das
aguas
mineraes
do
Gerez,
em
garrafas
de
8/0
e vidros de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com abatimento
rasoavel.
Pomada
sympalhica, para
destruir
de
prompto
o
pello
da cara
e
mesmo
cabel
lo
em
grande
quantidade,
sem
causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA—
Especifico
por
excellencia
para
tirar
toda
a
qualidade
de
sardas
e
panno do rosto,
seja
qual
fôr a
sua
origem.
A
FLOR
DA
MOCIDADE
—
Infallivel,
para
restabelecer
aos
cabellos
e
á
barba
a
sua
côr
primitiva.
O
vigor
do
Cabello
de
Ayer.
OLEO DA
PÉRSIA
para
fazer
nascer
e
grescer
o
cabello.
fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os referidos
preparados
na
pharmacia
A.
D.
Alvim.
AGUAS
MINERAES
Vendem-se
na pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim, na
praça
d
’
AIegria
—
de
Vidago,
Verim,
d’
Entre-os-Rios,
de
Sei-
dlilz,
das
Caídas
da
Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e
de
Vichy.
(996-T)
VENDEM-SE
duas moradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com
os n.°s
11
e
11
A,
e
outia
na
rua
de
D.
Pedro,
com
o
n.° 1;
quem
as
pertender
procure o
dono
n’
esta
lodos
os
dias,
(exceptuando
os
dias
sanctificados
),
desde
as 8
até
ás
10
horas
da
manhã.
(978)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21, no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa imme-
diala n.°
22.
(981)
arrertdam
.
se
Desde
o
proximo
S.
Miguel, tres
moradas
de casas de 2
andares, construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0
18,
20
e
22
Trata-se
na
mesma rua
n.°
17.
(943)
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de Pedra n.°
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Tiata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
n.orador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
d
a
Boa-Vista.
(906)
DA
COMPANHIA FABRIL SINGER
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
BRAGA
SINGEB—
Vendeu
no
anno
de
1877
a
enorme quantidade
de
282:812
ma-
chinas
de
coser!!!
mais
20:496 que
em
1876.
—
E
’
a
machina
que
todo
o mundo
reconhece
como superior a
quan
tas
invenções
tem
apparecido.
SINGER-
E
’
a
unica
machina
de
costura
que
tem obtido
em
todas
as
ex
posições
os primeiros
prémios
e
medalhas,
não
só
pela
sua
boa
construcção
e
duração
como
lambem
pelo
seu
bellissimo
trabalho.
SINGER-
E
’
a
machina
que
está
mais conhecida
e
introduzida
em
todas
as
parles
do
mundo
e
a que offerece maiores
vantagens
em
economia
de
tempo
e
dinheiro.
—
E
’
a
que
se
garante por
7
annos,
fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando
difliculdades.
JSBrUíírEMft.—
E
’
a
unica
machina
que
se
vende
a
prestações de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de entrada,
para
assim
favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
Bd
BB
—
Tão
boa
tem
sido
que
mais
de 60
imitadores,
vendo
o
bom
resultado
d
’
esla
machina,
a
fabricam
e
a vendem
como legiti
mas
SINGER,
illudindo
assim
a
boa
fé
do
publico.
S11UGE»-
Finalmente
é
a machina que
mais
acceilação tem
lido,
devido
sempre
á sua
boa
costura;
tanto
nas
fazendas
tinas
como
nas
mais
encorpadas, á
sua rapidez
no
trabalho
e
a
sua
immensa
duração,
supplantando
assim todas
as
invenções
modernas,
que
jamais
poderão
compelir
com
a machina
SINGER.
Não
se
illudam
com
essas
novas
machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com
listas
de
preços
na
coukpjlwhijl
j
^
aahbhbsw
^
ssmpwche
».
17,
RUA
DE S.
VICENTE,
17
BlâAMwA
«Ai
OURIVESARIA
DE INDUSTRIA NACIONAL
Ê
DE
ANTONIO
CASIMIRO DA COSTA
ENSAIAD0R
VISUAL E
REAL DO OURO, APPR0VAD0 PELA
CASA
DA MOEDA
5
—
Rua
Nova
de
Sousa—5
BRAGA
N
’
esle novo estabelecimento
vendem-
se
e
compram
se
pedras
preciosas
e
ob-
jecto
de
ouro
e
prata.
Concérta
e
encar
rega-se de mandar
fazer
toda
a
obra
da
sua
arte,
com
a
maior perfeição
e
gos
tos mais recentes.
A
maior parle
dos
objectos
são
man
dados manufacturar
com
toque
fixo,
e
ga
rantido
com
marca
especial,
particular,
e
pelo
ensaio
real.
3, Rua
Nova de Sousa,
3.
(923)
Os
Rebsiçados
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectoranle,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200 reis.
—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
ARRENDA-SE
o 2.°
andar
da casa n.°
11
em
a
rua
das
agoas
d
’
esta
cidade.
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma. (984)
94, RUA DE D. PEDRO V, 94 E
Tem
para
vender cal
branca, 1.®
qua
lidade
a
600
rs. cada
60
kiks
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.
a
qualidade
(a
que
alguém
chama
de
l.
a)
a
550;
cal
parda.
1.®
qualidade,
a
480;
dita
de
2 a
,
450. Para
grandes encommendas é
ne
cessário
os
snrs. consummidores
fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido ha 20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’esta
cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos preços,
como
na
esco
lha dos
generos,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32 annos.
Todos
os
generos
serão postos
nas
obras,
n
’
esta
cidade,
sem
augmento de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e objectos
para
flores
e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
Instrucçâo Primaria e
Francez
Na
rua
Nova
de
Santa
Cruz,
n.°
9,
será
aberto
no
dia
15
do
corrente
um
curso de
Instrucçâo
Primaria
e
Francez,
que
será regido
pelo
ordinando
Antonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimentel,
e por
seu
pae, bacharel
formado
em
direito
pela
Universidade
de
Coimbra.
INJECÇÂO
HYGIENICA
BALSAMICO
PROPHITATIC0
Esta
injecção
é
a
unica
e
eílicaz
que
cura
em
seis
ou oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto
antigas
como
mo.
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia Alvim,
á
Pon
a
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz, rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
142
proximo
ao Palacio
de
Christal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(861)
.MOURA?
KJ
8gIlA.GA
$
f
RUA DE S.
MARCOS,
N.°
5.|
Vende papeis
pinta-
§
dos
para
guarnecer
sallas,
J
lindíssimos gostos, a
prin- gf
cipiar
em 80
reis
a
peça.
í
X
Vende
olio,
tintas
e
g
vernizes
para
pinturas
de
È
casas,
tudo
de
boa
quali-
g.
dade.e
preços
muito
resu-
midos.
$
0
Vende cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
MSMíÇlO.
Rua
dos CafielliHtaH,
13
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
*
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
panno.
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha linda
len-
çaria
de
seda
e
setim,
tanto
para senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana; agoas
de
colonia; collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crús;
lenços
de
cambraeta
de
linho
para
bolso; jarras
pra
teadas,
em
diflerentes
tamanhos;
adere
ços
e brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão,
largas, para homem, modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
melim,
e
d’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo de
tudo
e barato.
(858)
B
ANCO MERCANTIL
DE BRAGA
í.°
Dividendo
de
d
878
A
Direcção
d
’
este
Banco
annuncia
estar
aberto
o
pagamento
do
dividendo
de
suas
acções,
a
rasão
de
2
0/0,
desde
o
dia
22
em
diante,
e
das
10
horas
da
manhã
ás 2
da
tarde.
Em
Braga
na thesouraria
do
Banco,
e
no
Porto
em casa
do
seu
agente
o
snr»
J.
dos Santos,
largo
de
S.
Domingos,
39.
Braga
10 de
julho
de
1878.
Os Directores,
José
Atononio
Rebello
da
Silva
José Joaquim
Lopes
Cardoso.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAKA
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
