comerciominho_30041878_780.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
............................ 1&600
»
6
»
........................ 850
Correspondências
partic. cada linha
40
Annuncios cada linha................... 20
PREÇO^gDAjf ASSIGNATURA
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QIOTAS
E
SABBADOS.
Repetição
10
Províncias,
12 mezes........... 2&000
»
0
»
......... 1&050»
» sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12 mezes, moeda forte. . 3&600
Folha
avulso............................. 10
N.®
780
BRAGA
—
TERÇA-FEIRA 30 ME
ABRIL BE
!>?•<
t.
3
sessão
<io congresso
catliolieo,
em
Braga, no dia IS.
A’s 8
horas
da
noite foi aberta a 2.a
sessão
do
congresso,
pelo
secretario
do
mesmo,
o
ex
snr.
D.
Antonio
d
’
AI-
meida.
S.
e.xc.
a
começou
por
declarar,
que
achando-se
vaga
a
cadeira
da
presi
dência, que
ião
dignamente
fôra
occupada
pelo
preclarissimo
e
venerando
Prelado
Primaz das
Hespanhas,
o
qual
o
aucto-
risára
a
participar
á
assembleia que
por
incommodo
não
podia
assistir áqueila
ses
são;
convidava
porisso
o
ex."
10
snr.
pre
sidente da Associação
Catholica.
d’
esta
cidade,
dr.
Manoel
Joaquim Penha
For
tuna
a
assumir
a presidência.
Anuindo
a
este
convite,
o
snr.
dr.
Pe
nha Fortuna
subiu
ao
estrado e
foi
col-
locar
se
ao
lado
direito
da cadeira da
presidência;
onde
estavam
já
os
ex.
muS
snrs.
governador
civil,
conselheiro
do
dis-
tricto
José
Antonio
Rebello
da
Silva,
e
administrador
do
concelho.
Do
lado es-
qmrdo
achavam-se
os
revd.
inos snrs.
dr.
Oliveira
Guimarães
e
João
Dias d
’
Araujo.
desembargadores
da
Relação Primacial,
e
os
revd.
inos
snrs.
dr. Egydio
Azevedo,
secretario
de
s.
exc.
a
revil.
111
'*
e
padre
João
Rebello
Cardoso de
Menezes,
vice-reitor
do
Seminário
Conciliar.
Aberta
a sessão,
o
snr. D.
Antonio
(1
’
Almeida apresentou
ainda
varias cartas
de
pessoas que
adheriâm
ao
congresso,
e
em
cujos
nomes se
incluem
os
dos
ex.
‘
,l<s
e revd.
mos
snrs.
bispo
de
Lamego,
hispo-
conde
de
Coimbra,
vigário
geral
e
gover
nador
do
bispado
da Guarda,
alguns
len
tes
da
Universidade,
dislinclos
escripiores
catholicos,
e
outras pessoas
respeitáveis
e
gradas.
Depois
apresentou
á
assembleia
o
ex.
m
°
snr.
dr.
Adriano
Joaquim d
’
Al-
meida Ferraz,
que aíli
se
achava como
interpetre
dos
sentimentos
catholicos
dos
povos
de
Proença-a-Nova,
districto
de
Casteilu
Branco,
onde
s.
exc.a
é
delegado
de
saude,
—
honrosa
missão
que
o
illustre
commissionado
corroborou
apresentando
uma
acta
aulhentica,
com
data
de
24
de
abril,
da
camara
municipal
d
’
aquelle con
celho,
na
qual
era-lhe
confiado
tão
nobre
mandato,
e
se
exprimia
a
adhesão
do
al-
ludido
município
ás deliberações
do
con
gresso.
Esta
acta
foi lida,
no
meio
do
mais
respeitoso
silencio,
pelo
ex.
mu
se
cretario.
—
Este cavalheiro
continuou
dizendo
que,
não
obstante
haver já
enviado
a
S.
Santidade
o Papa Leão
XIII
um
lelegram-
ma
da
abertura
do
congresso,
apresentava
mais
para
ser
lavrada
na
acta
e
enviada
ao
seu
destino
a
seguinte
mensagem:
BEATÍSSIMO
PADRE!
0
congresso dos
oradores
e
escriptores
catholicos
de
Portugal
reunidos
no
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
em
segunda
as
sembleia,
nos
fins
do
mez
d’
abril
de
1878,
ao
inaugurar
os
seus trabalhos
no
dia
2a
do
mesmo
mez
e
anno,
depois
de
invocar
e
pedir
o
Divino
Auxilio
sollicitou,
em
sua
primeira
deliberação,
de
Vossa San
tidade
as
graças
de
acceitar-lhe
as
suas
felicitações
e
de lhe
conceder
a
Bênção
Apcslolica,
aproveitando
o
meio rápido
do
telegrafo.
Agora
e por
um modo me-
D
>s
resumido
impetra
os
mesmos
assigna-
ladcs
favores,
beijando
o
pé
de
Vossa
Santidade,
e
protestando
sua
obediência,
amor, e
reverencia
á
Cadeira
da
Verdade
e
á Sacra
Pessoa
de
Vossa
Bèalilude,
qce
approuve
ao
Espirito Santo
assentai
mesma
Cadeira
Inf.tllivel
!
Como
espe-
fãmos
approuverá
:o
Deus Trino
e
Uno
demorar
n’
ella
por
muitos
annos
o
seu
aclual
representante
na
terra!
Beatíssimo
Padre
!
Este
congresso
tem
por
fim
e
só
se
occupa
dos
meios
como
possa
melhor
ser
servida
a
Esposa
Mystica
de Jesus
Christo
Senhor
Nosso;
seus
es
forços e
seu
escôpo
em tal
consistem
e
a
tal
se
destinam
exclusivamente;
sua
bandeira
é
a Cruz,
sua
llammula
é
o
Syllabus
!
Digne-se
Vossa
Santidade
accei
tar
estas,
quanto
possível,
rendidas
ho
menagens
filiaes
em Christo
e
dispensar-
nos
de
novo
a
Bênção
Apostólica,
a
nós
membros
do congresso
presentes,
aos
ausentes
impossibilitados
de
comparecer,
a
nossas
famílias,
e
a
esta
nação,
que
tem
por seu mais
glorioso
titulo
o
t.lulo
de
Fidelíssima
!
Braga,
no
Paço Arcbiepiscopal
na
salla,
dita,
dos
Arcebispos,
aos
28
dias do
mez
d’
abril
de
1878,
em assembleia
plena do
congresso.
Lida
esta
mensagem,
que foi
unani-
memente
approvada,
o
snr.
D.
Antonio
d
’Almeida
começou a
discursar
sobre
a
falia
d'educação religiosa,
respeito
nos
templos,
etc.,
e
com
muitos
e
variados
argumentos
demonstrou
a
.
exislencia
ne
fasta
d
’
exforços
combinados
a
promover
e
sustentar o
KuUurcampf,
isto
é
—
uma
civilisaçdo
sem
Deus
contra
a
verdadeira
civilisação
fundada
no
verdadeiro
Christia-
nismo
e
pelo
mesmo
sustentada.
O
orador
revindicou
gloriosamente
certas
designa
ções
credoras
do maior
respeito
dos
ca
tholicos,
e
das quaes
impiamente
os
ini
migo-'
da
Santa
Egreja
abusam
d
’
um
modo
sacrílego
para
sarcasmos
contra
os
que
são
fieis á
doutrina
catholica,
apostólica,
romana: demonstrou
como
era
mister
em
todas
as
occasiões
despresar
os
respeitos
humanos,
e
em
todas
as
circumslancias
com
firmeza
e
prudência,
e
sempre
com
caridade, alleslarmos
que
não
nos
enver
gonhamos
de ser
chrislãos.
/V
extensão
do
discurso,
sustentado
lodo
em
verda
deira
doutrina,
e
acompanhado
de
narra
ções
incidentaes
mas
estreilamenle
ligadas
ao
assumpto,
não
nos
permilte
dar
d
’
elle
mais desenvolvida
noticia
n
’
esles estreitos
limites.
Seguiu
se
o
ex.
mo snr.
conde
de
Sa-
modães,
que
proferiu
um
discurso
brilhan-
tissirao,
começando
por se
congratular
por
ser
a
primeira
vez
qne
ora
na
cidade
au
gusta
primaz
d
ís
Hespanhas,
primazia
con
sagrada
pela
historia,
e
alteslada
lambem
pela
serie
ininterrompida
dos
eminentes
prelados que
sempre
honraram
esta
séde,
e
cujos
retratos
tinha
deante
dos
olhos.
S. ex.
a
leve
phrases
e
conceitos
ar
rebatadores,
que
muito
impressionaram
o
auditorio,
especialmente
quando
se
referiu,
com
toda
a
vehemencia
da
convicção,
ao
nunca
assaz
lembrado
Pio
IX,
e
quando,
referindo
a
influição
poderosa
da
educa
ção
na
vida
do
homem,
honrou
a memó
ria
de
sua
virtuosa
mãe,
aftirmando
que
o
que
era
e
o
que
sabia,
o
devia
á
edu
cação
religiosa
com
que
sua
mãe
o
guia
ra
em
seus
primeiros
annos.
Sentimos
não
podermos dar
uma
no
ticia
extensa
d
’
esle discurso
magnifico.
E’
esta
a
terceira
vez
que
temos
o
prazer
de
ouvir ao
nobre
orador;
e
de
cada
vez
nos
convencemos
mais
e
mais
que
é
jus
tíssimo
o
renome
de
que
s.
ex.
a
gosa
en
tre
os
nossos homens
de
letlras.
Quando
o
esclarecido
titular
concluiu,
foi
comprimentado
e
felicitado pelo
snr.
governador
civil
e
pelas
pessoas
mais
gra
das
da
assembleia.
Usou
depois
da
palavra
o
revd.
mo
sur.
Antonio
Joaquim d
’
Azevedo Coute,
sacer
dote d
’esle
nosso
arcebispado,
onde
se
ordenou,
e
aclualmente
domiciliado
na
ci
A
’ Redncção
tio «Commereio «tto
iTIinlio».
Londres,
Í7
de
Abril,
1818.
(ConclusàoJ
SUMMARIO.
dade
do
Porto, na qual está prestando
valiosissiinos
serviços
á
causa
religiosa.
Em
rasão
do
adiantado
da
hora,
s
revd
ma
não
poude
expor
integralmente
a
sua oração, da qual
fez
um
succinto
resumo,
mostrando
que
a
verdadeira
li
berdade
é
aqiiella
que
se
firma
nas
cren
ças
religiosas;
e
que
sem
estas
a
liber
dade,
sob
qualquer
governo,
hastardeará
em
licença
e no
mais atroz despotismo:
—
tliesa
que
desenvolveu
com
lições
da
historia
antiga
e
moderna,
em
factos
do
reinado
de
Henrique
VIII,
na
Inglaterra,
e das revoluções
de 93
e
71,
na
França.
Depois
de
haver terminado
este
dis
curso,
o
snr.
presidente
levantou
a ses
são,
tendo
declarado
que
na
quinta-feira,
2,
lerá
logar
a
3
a
e ultima
reunião do
congresso.
Eram
II
horas
da
noite.
N
’
esta
reunião,
que
foi muito
mais
concorrida
que
a
primeira, notava-se
a
presença
de
mais de
vinte
cavalheiros
e
senhoras,
que para
tal
fim
vieram
do
Porto.
A
orchestra
dos
snrs.
Luiz
Baplista
e
Esmerizes
continuou
a
agradar
muitís
simo.
IV.
—Revelações
do
maior
interesse
a
respeito
da
Maçonaria,
que
começam
a
chamar
sobre
ella
considerável
attenção;
pela
indubitável
aulhenticidade
das
mes
mas,
como
pelas
circumslancias
que
lhes
deram
occasião.
V.
—
Considerações
sobre
o
estado
in
deciso
e
delicado da Questão Oriental.
VI.
-
—Celebração
do
dia e
festa
de
S.
Patrício,
Patrono
da
Irlanda,
em Roma,
pelos Cardeaes Inglezes e
Irlandezes;
as
sistindo
o
Americano
de
Nova-York
etc.
—
Varias
noticia®
menores.
IV.
—
Londres,
17
de
Março.
—
Os
lei
tores
deveram
recordar-se
do que
escrevi
em
Dezembro
ultimo,
sobre
as
extraor
dinárias
revelações
maçónicas
feitas,
mui
to
contra
sua
vontade,
por Lord
Car
narvon,
em
5
do
dito mez;
e
da
minha
opinião
então
exprimida,
de
que
a
con-
ducta
da
Maçonaria irlandeza em
rejeitar
toda
communbão
com
a
de
França
des-
que
esta se
descartou
de toda
crença
em
Deos,
ou
na immortalidade, etc.,
foi
o
que
obrigou a
Milord
em suas constran
gidas
declarações,
como
na
occasião ex-
puz.
Admirou-me
o
ver
como
as mesmas,
•tão
explicitas,
tão importantes
declarações
e
revelações,
aqui
se
deixaram
passar
então
sem
delias
se
fazer
mais
caso
que
de
outras
exhibições
maçónicas,
como
aqui
têm
logar,
occasionalmente,
de
jan
tares,
concertos
ou
festas,
ou
negocios
da
Seita.
No
meu
conceito,
aquellas
revelações
é que
occasionáram
a sahida
de
Lord
Carnarvon
do
Gabinete;
pois,
com
effeito;
desde
que o
aclual
Primeiro
Ministro, no
seu
notável
discurso
pronunciado
no
cir
culo
que
representou
por
tantos
annos
na
Camara
dos
Communs,
allribuiu
ás
Sociedades
secretas
(isto
é
á
Maçonaria,
mãi delias
todas,
nesta
ou
n
’aquella
forma)
os
disturbi
s
e
revoluções
que
tanto
em
nossos
dias
têm
agitado
a
Sociedade
por
toda
a
Europa;
era
na
verdade
grande
anomalia,
que
no
Gabinete
continuasse
a
occupar
um
dos
logares
mais
importan
tes
nada
menos
que
o
verdadeiro
Chefe
effechvo
da
Seita,
não
só
na
Inglaterra
mas
em
toda a Europa, ou em
todo o
mundo,
como
elle proprio nos
revelou
ser
no
tal
discurso.
Verdade
seja,
que
elle
falou,
segundo
sua
própria declaração,
em
nome
do
Prín
cipe
de
Galles,
que,
como
é
sabido,
foi
elevado
á tal
dignidade
(como
pao-de-ca-
belleira),
por occasião de
abandonal-a
o
Marquez
de
Ripon. Mas
também
é
bem
certo
e
sabido,
que
o
Príncipe
só
presta
o
nome
e
a
Real
máscara;
e
que
de
res
to,
pouco
se
occupa
da
gerigonça
—
nem
os gerigonceiros
o
queriam
á
sua
testa
senão
para
isso
(para
pao-de-cabelleiru]
.
Naquelle
celebre
discurso,
Lord Car
narvon
nos
fez também
saber,
que
aqui,
na
Inglaterra,
era
o
verdadeiro
Quartel-
general, o Centro
da
Seita.
O
que
ex
plica,
ou
certifica
(aquelles
que
o
não
soubessem
ou
pensassem—não
a
mim,
para
quem
a
cousa
é
desde
muito
indu
bitável),
a
razão
do
facto
que
mais
de
uma
vez.
tenho
ponderado
nesta
corres
pondência
do zelo unico
deste
paiz
em
felicitar quanto
pode
todos
os
outros,
cora
governos
e
constituições
|filsas,
ou
ex
post
fado
semelhantes
á
Ingleza na
for
ma
e
destructoras
das
verdadeiras
e
na-
turaes
dos outros
paizes.
Os
bellos
re
sultados
de
semelhante
perfídia,
obser-
vam-se
hoje por
toda
a
parte
onde
esta
perlida
acção
da
Inglaterra
tem
produzido
seus
fructos
naturaes.
Olhe-se
para
as
Américas
Hispanholas
(para
o
Brazil
mesmo,
em
boa
parte),
para
a
França,
Hispanha,
Portugal,
Italia,
e
negue-se a
minha
proposição!
A
pró
pria
Austria,
desde
que
tomou
o
recipe,
qne ha
40 annos
eu
lhe
vi
d
’
aqui
recom-
mendar
conslantemente,
inculcar,
e ma
quinar,
desceu
da
posição elevada
que
na
Europa
gozava,
deixou
de
ser
Império
Germânico;
partiu-se
era
duas
metades
o
que
do
antigo
Império
lhe
restou;
perdeu
as
bellas
Possessões,
que a
Europa
in
teira
reunida
em
Vienna,
lia
63
annos
lhe
tinha
entregado,
e
pedido
recebesse
e
governasse
bem
—como governou:
A
Prussia,
por
ora,
ou
a Allemanha
Prussianizada,
ainda
não
soíTre,
ou
seflre
pouco,
da
disenteria
constitucional á
In-
gleza;
mas
é
que, por emquanto,
o
sys-
tema
e
a
constituição chama-se
Bismar-
kismo,
e
só
n’
utna
cousa
—
o
seu
antago
nismo
contra
a
Igreja
Catholica—
favorece
as
ideias
maçónicas.
E alem
disso,
como
a
maçonaria é,
provavelmente,
dirigida
sobre
tudo
contra
o
Calholicismo,
accom-
modar-se-ha
facilmente,
com
o
Bismar-
kismo.
nem
lhe
fará
grande
guerra.
Para
que
os leitores
vejam
se
eu
dei
no vinte ou
não,
no
que
escrevi
logo
depois
da
celebre
manifestação
de
Lord
Carnarvon,
e
como
justamente
augurei,
que
do
procedimento
decidido
dos
maçons
Irlandezes,
se
haviam
de
seguir
effeitos
muito
importantes;
eis
aqui
a
confirma
ção
de
meu
dito,
por
factos
e
docu
mentos:
—
Appareceu
em
Dublim
um
escripto,
em 4.®
grande,
ou
folio
pequeno,
com
este
titulo:
—
Irish
and
English
Freema-
cons,
and
lheir
Foreign
Brothers
(«Ma
çons Irlandezes e
Inglezes,
e
seus
Irmãos
EslrangeirossSahiu
primeiro
em
3
Nu
meros
ou
Partes;
mas
logo
se
tez
nova
edição
toda
em
um só
volume,
era
4.°
de
duas
columas
em pagina,
e
assim
destes
contendo
80,
ou
160
columnas.
Na
primeira
edicçã
,
que
vi, tinha,
de
mais
a mais,
a
lista
nominal
dos
Ma
çons
irland.zcs
e
Inglezes,
enchendo
|
muitas paginas, e
dando
até a
dtsignaçào
Jde
suas
moradas
—-e
os
nomes
profanos,
para
se
saber
bem
quem são
os
que
tem
a
honra*
de
enganar,
ou
ser
enganados,
na
gerigonça.
Na
segunda
edicção
(que
comprei)
suppriram
essa
relação
dos
no
mes,
para
diminuir
o
volume;
pois
a
immensa
lista
faria
um
bom
terço,
me
parece,
do
mesmo
volume.
E’
curiosissimo
o
escriplo,
pelos
de
talhes
e
pela
aulhenlicidade.
Tem
estam
pas
illuminadas,
da
recepção
dos
candi
datos aos
diversos
graos,
e
uma com
os
diversos signaes
do
apertar
as
mãos, to
car
em
os
nós
ou
intervallos
á
raiz
dos
dedos, para
se fazer
conhecer,
etc.
A
cousa
é tão
extraordinária
e
ridí
cula,
que
eu
eslava
na
verdade
em
duvida,
se
aqoillo
seria
authenlico.
Eis
que,
neste
mesmo
serão,
casualmente
um
Amigo
veio
visitar-me,
que
já
antes
me
linha
dito,
que pertencera á
sociedade
maçóni
ca,
como
meio
de
certa
influencia
polí
tica.
Apresentei-lhe
o
escripto,
que
tinha
na
minha
meza,
e
de
que
elle
não
sabia;
começou
a folheal-o, a
examinar
o
con
teúdo,
e
as
estampas;
e
com
sur^reza
minha,
foi
vendo-as
e explicando tudo
com
o
maior
desembaraço,
como
cousa
que
lhe
era
inteiramente
familiar!
Este
facto
tirou
me
todas
as
duvidas,
e
deixou
me
fazendo da
gerigonça
a
mais
triste
ideia;
admirando-me sobre
tudo,
de
que
haja,
com
efleito,
gente,
e tanta gen
te,
e
gente
graúda,
e
que
deseja
passar
por
sensata,
que
se
preste
a
semelhantes
e
degradantes
ridicnlarias.
Ainda
nào
li
todo
o
escripto,
que
é
longo;
mas
li
já
o
bastante
para
reco
nhecer
a
perfeita
conformidade do
qne
já
li
nelle,
com
o
que
tinha
lido n
’uns
Annaes
ou
Registro da
Maçonaria
France-
za, ha
muito
tempo.
Heide
voltar
mais
de
vagar
a
este
assumpto,
até
por
que
tenho
a presumpção,
de
ter
visto
logo
de
principio,
pelo
discurso
de
Lord
Carnar-
von,
em
5
de
Dezembro,
de
que
então
ninguém
parecerá fazer
caso,
a
cadea
de
importantes
consequências
que
d
’
ali
tinham
que
resultar
—
procissão
que
me
parece
começa
ainda
sómente
a
sahir.
Não
esperava
porem
a boa fortuna
de
casualmenle
haver
tido,
este
mesmo
serão,
uma
tão
explicita
e
aulhentica
prelecção.
que, sem
eu
fazer
uma só
pergunta,
me
explicasse
pontos
duvidosos,
e
me fizesse
apreciar
de
maneira
decisiva
o
valor
da
exposição
Irlandeza
do
assumpto.
Um
amigo
Inglez
me
dizia hontem.
que
este
assumpto
da
maçonaria
e
soas
cousas,
começava
a excitar
aqui
na
so
ciedade
considerável
interesse
e atten-
ção.
V.
—
Março
18.
—
Não
esperem
os
lei
tores
do
Apostolo
que
eu lhe
vá
dar
no-
tias
da
questão
Oriental,
que
muito
pouco
lhes
toca,
salvo
em
relação
ás
influen
cias
que
pode
exercitar
nos
interesses
Catholicos.
Direi,
comttido,
em
geral
que,
verdadeiramente
parece
tudo
ainda
bas
tante
indeciso a
tal
respeito.
A
Inglater
ra,
sempre
mui
desconfiada
de que
haja
estipulações
secretas,
mesmo
fora
do
tra
tado
entre
a
Rússia
e
a
Turquia.
A
Rús
sia
dizendo,
que
subrnetterá
todo
o
Tra
tado
(ratificado
já
pelo
Czar)
ao
Congres
so,
quando
se
reúna;
mas
a
Inglaterra,
lendo
sempre
suspeita
de
que
latel
anguis
in
herba,
em todas as
declarações
Mos-
covitas
continúa
pondo
condições
á
sua
participação
no
Congresso
proposto,
e
di
ficultando
o.
Ao
mesmo
tempo,
continúa
com
a
maior
aclividade
fazendo
preparativos
bel-
licos
da
mais
avultada
magnitude,
espe
cialmente
em
relação
á
marinha,
ou
an
tes
em
combinação
desta
com
operações
em
terra,
segundo
as
circumslancias
pos
sam
exigir.
Por
outra
parte,
annunciara-se,
e
a
probabilidade
disso
parece-me
mui
grande,
qne
se
trata
aqui
de
concerto
ou
con
venção
com
a
Áustria
para
acção com-
mum
eventual
das duas
Potências,
se
gundo
as
circumslancias
possam
exi-
gil-o.
A
mim
parece
me,
que
Bismark
em
cujas
mãos
está
o
fiel
desta
balança,
ha
de
fazer
de maneira
que a
cousa
passe
sem
tempestade maior
pôr agora.
O
sentimento
geral
aqui,
é
de
muita
irritação,
muito
antagonismo,
contra
a
Rússia,
e
o
Governo
encontraria
da
parte
do
povo
actualmente
toda
especie
de
sympalhia
e
de
apoio
n
’
uma
guerra
con
tra a
Rússia.
Acredita
a
multidão,
que,
em
vista
especialmente
de
duas
cousas;
em
qne
sem
duvida
as
forças
e
recur
sos
da
Inglaterra
excedem
os
da
Rússia
e
de
outra
qualquer
nação
na actualidade,
isto
é,
em força
naval
e
meios
pecuniá
rios,
ou
credito;
nada
poderia
deixar
de
ceder
e
succumbir ao
poder
Britânico.
IO
Governo
porem,
ainda
que
se
precave
e
prepara
de
todas
as maneiras,
não
creio
partecipe
de tão grande
confiança
de
triumpho,
sem
que
mais
alguém
tomasse
com
elle
parte
na
lucta.
O
que a
nós
Catholicos
importa
é,
que destas complicações
e
condidos,
ve
nha,
como
espero,
a
resultar
algum,
e
talvez
muito, proveiio
para
a
Igreja
e
para
a
Religião,
que
bastante
carecem
do
favor
da
Providencia
quando
todas
as Po
tências
humanas
lhes
parecem,
e
se
lhes
mostram,
desfavoráveis.
VI.
—De
Roma
noticiam,
que
no
dia
17,
dia
de
S.
Patrício,
o
nosso
Cardeal
Manning prégara
na
Igreja
de
Santo
Isi
doro,
pertencente
aos
Franciscanos
Irlan-
dezes.
Vários Cardeaes,
Arcebispos
e
per
sonagens
assistiram
á
solemnidade
e
ao
sermão
do
Cardeal
Arcebispo
de
Westmi-
nisler;
sendo
o audilorio,
segundo o
te-
legramma
ao
Times,
composto
«de um
vasto
numero
de
Inglezes
principalmente
Protestantes».
No
Collegio
Irlandez
celebrou-se
tam
bém com
festa
de
Igreja
e
banquete,
o
mesmo
dia
do
Patrono
da
Irlanda;
assis
tindo
igualmente
vários
Cardeaes,
como
Cuilen,
Arcebispo
de
Dublim
(que antes
foi
Reitor
do
mesmo
Collegio);
o
Arcebispo
de
Nova-York,
o
Cardeal Mac
Closkey,
os
Arcebispos
e
Bispos
d
’
Escossia
(onde
o
Santo Padre acaba
de
formalmente
res
tabelecer a
Hmrarchia
regular, como
Pio
IX
tinha
determinado
e
ia executar
quando
a
morte
o
surprehendeu);
e
muitas outras
personagens
assistiram
a
estas
solemni-
dades.
Ao
restabelecer
a
Hterarchia
na
Escos-
sia,
o
Pontifice
confirmou
todos
os
Pre
lados
que
tinham
sido
nomeados
por
Pio
IX;
e
no
primeiro
Consistorio
que vai
ce
lebrar,
annunciará
formal
e
solemnemente
o dito restabelecimento.
No
dia 16, o Papa
recebeu
solemne-
mente
o
Conde
Paar,
Embaixador
Aus
tríaco jiincto do
Vaticano
ou
do
Pontifice.
O
Fanfulla,
jornal
dos
Flibusteiros,
diz,
que
não
é
verdade
o
ter-se
o
Imperador
da
Rússia
mostrado
favoravel
a
melhorar
a
condição
dos
Catholicos
na
Pplonia;
e
qne
só é verdade
o
ter
o
Czar
cortez-
mente
recebido
a
Carta
que
o
Pontifice
lhe
escrevera
annunciando
sua
accessão
ao
Pontificado,
e
respondido
a
Sua
San
tidade
com a
mesma
cortezia
Como
a
tal
Fanfulla
é
da
raça
Buzzurra
e Flibus-
teira,
é
licito
não
tomar
por
evangelhos
as
suas
asserções
a
tal
respeito.
Um
artigo
no
Times,
copiando
da
Ga
zela
de
Colonia, diz,
que,
por
noticias
de
Christiania,
consta,
que
o Slorlhing
(ou
Conselho Legislativo)
passara
uma
lei,
concedendo
liberdade
religiosa
a
toda
a
gente,
excepto
aos
Empregados
do
Go
verno,
aos
Ministros
e
aos
Juizes.
Apre
cia-se
isto como
uma
concessão
conside
rável,
em
vista
de
que
eis
leis sam
na
N^rwega
muito
intolerantes
em
matéria
pertencente
á
Religião.
Bom
é que
prin
cipiem
de
abrandar.
A.
R.
SARAIVA.
nenionstrnçôew de
Beníimento pe
la
morte s8»
SS. 1’adre
IX.
Valle
Passos.
—
No
dia 30 tiveram
lo
gar
na
egreja
matriz
da
villa
de Valle
Passos,
a expensas
do
clero
do
concelho,
pertencente
á comarca ecclesiaslica
de
Chaves, solemnes
exequias,
feitas
com
a
maior
pompa
e
apparato.
A
egreja
achava-se
ricamente
adorna
da.
Crescidissimo
numero
de
lumes
cer
cavam
a
urna
fnneraria,
de grandes
pro
porções,
em
cujos
lados
se
viam
as
insí
gnias pontifícias,
e
no
centro
o
retrato
de
Pio
IX.
Não
obstante o
tempestuoso
do
dia,
assistiram
uns
-10
clérigos,
camara muni
cipal,
auctoridades
administrativas
e
jiidi-
ciaes,
e
muito povo.
Orou o revd.0
reitor
de Mascarenhas.
Todo este
acto
correu
com
a maxima
re
gularidade.
Villa
do Conde.—No
dia
6
do
corrente
Abril,
celebraram-se
pomposas
e
solemnes
exequias,
na
egreja
matriz
de
Villa
do
Conde
a
expensas
de
seus
habitantes
do
concelho
tendo-se
organisado
para
esse,
fim uma
commissão
presidida
peio
rev
l.°
prior
Antonio
José
Pereira
d
’
Andrade.
A
concorrência
foi
selecta
e
numerosa.
Lá
estiveram
todas
as auctoridades
judiciaes
e
administrativas,
com
seus
subalternos,
o
digno
presidente
da
camara
da
Povoa
de Varzim,
e
alguns
funccionarios
públicos
d
’aque!la
villa,
bem
como
a commissão
que
lá
promoveu
egual
solemnidade.
Tam
bém
concorreu
grande
numero
de
cavalhei
I
ros
d
’esta
villa, muitas
da
Povoa,
muitas
senhoras
e
muito
povo.
Os
ecclesiasticos
eram
mais
de
50,
e
maior
numero
compareceria,
se
o
tempo,
constamemente
chuvoso
n
’esse
dia,
não
impedisse
a jornada
dos
das
aldeias
mais
distantes.
O templo
estava
todo
coberto
de
cre
pes
;
e
ao
fim
da nave
central,
logo
em
frente
da capella-mór,
descia
do tecto
um
grandioso
docel
Iticluoso,
d
’
onde
saiam
em
curva
quatro
cortinas
negras
franjadas
de
setim
branco.
Este docel
era
encimado
por
uma
cruz
dourada,
em
cuja
base
se
via
o
brazão
da
familia
do
defuncto
Papa.
Por
baixo
estava
a
eça.
Era
uma
obra
prima
dos
armadores
d
’aquella villa,
e
que
resistia a
qualquer
confronto
com
as
me
lhores
que se
tem
feito
nas
cidades
de
primeira
ordem.
As
cortinas
do
pavilhão
vinham
prender-se aos
quatro
lados
em
oito
columnas
de
ordem
composita,
duas
a
duas,
sobre
cujas
cornijas
viam-se
re
clinadas
quatro
figuras
representando
a
Fé
—
a
Esperança
—a
Caridade
—e
a
Religião.
Para
o
pavimento
da
eça
subia-se
por
quatro
escadorios,
um
por
cada
banda,
ladeados
por
corrimões
abalaustrados
de
madeira
dourados,
e
jarras douradas
nos
ângulos.
A
eça,
que
era
a
principal
peça,
con
sistia em um
pedestal
sobre
que
assentava
uma
tarima,
pela
maior
parte
de
rica
talha
dourada,
lendo sobre
ella
o
retrato
de
Pio
IX.
O
pedestal
era
faceado por
todos
os quatro
lados,
por
um espaço
longitudinal
de
talha
dourada,
do
mesmo
estylo
do
resto
do
monumento
semelhando
entradas,
tendo
no
centro
da
face,
assen
tando
em
fundo
negro,
o
báculo
e
a
cruz
pontifícia
entrelaçada
com
os
Evangelhos,
livro
de
luxuoza
encadernação
de veludo
vermelho,
emoldurado
e
fechado
a prata,
com
altos
relevos.
Por
baixo
o
distico
—
A
Pio
IX Pontifice
Máximo
—
em letras
douradas.
Nas
outras
faces
havia
corôas
de
perpetuas.
Na
frente
do
pavimento
da
eça,
em
logares
proprios,
havia
dous dís
ticos,
com
as
datas
de
nascimento e
fal-
lecimenlo
do
Pontifice.
A
grande
profusão
de
luzes,
reflectindo
sobre
os
dourados,
deslumbrava.
Nos
arcos,
que
separavam
a nave
cen
tral
das
lateraes,
e
do
lugar das alampa-
das
dos
altares,
que
se
estendem
dos
dous
lados
das
naves
lateraes,
até
quasi
ao
fim
do
templo,
havia
fogachos
de
quatro
lumes.
As
ceremonias
principiaram
ás
9
e
meia
da
manhã
e
acabaram
ás
2
horas
e meia
da
tarde.
A
musica
era
da
capella
do
snr.
Sil
vestre
da
ci
lade do
Porto
A
oraçao
fúnebre
foi
prégada
pelo
revd.0
conego
da
Sé
de
Lamego
e
pro
fessor
do
Seminário
diocesano,
o
snr.
dr.
Santos
Monteiro.
Quem conhece os
elevados
dotes
orato-
rios,
e
o
notável
talento
e
erudicção
do
orador
é
que
póde
avaliar
do
mérito
do
sermão,
em
que
elle tomou
por
pontos
principaes
as relações
de
Pio
IX
com
o
bera,
a
verdade
e
a
justiça.
Não
vos posso
resenhar
o
seu
contexto
e
desenvolvimento
porque
me
é isso
impossível,
auxiliado
sómente
pela
fugitiva
memória;
mas
sem
pre
vos
direi
que
Santos
Monteiro,
em
meu
conceito
e
de
quantos
o ouviram
e
poderam
enlendel-o,
é
um
orador
sagrado
de primeira
ordem.
Uncção
evangélica,
palavra
facil,
phrase
correcta,
rigorosa
de
monstração
que
convence,
a
energia
elo
quente
que
persuade,
a
aproslrophe
vigo
rosa
que
intima,
tudo
alliado a dotes ex
teriores
que
altrahera,
prendem
e
não
são
vulgares,
—
eis
os
predicados
mais
salientes,
que
todos,
sem discrepância,
admiraram
no
distinctissimo
orador,
que
se
desempe
nhou
brilhantemente
de
sua
missão,
re
velando-se
profundo
philosopho,
sabio
theo-
íogo,
terrível
polemista
e
habil
phraseologis-
ta, que
soube
tráctar
cora summa delica-
desa
assumptos
simultaneamente
irritantes
para
uns,
e
agradaveis
para outros
de
seus
ouvintes.
As
absolvições
e
orações
finaes
foram
feitas
por
quatro
parochos,
sendo
a
pri
meira
pelo
revd.'no
arcypreste
d
’
este
dis
tricto
ecclesiastico,
o
digno
prior
da
Povoa
do
Varzim,
e
a ultima
pelo ofliciante o
revd.
0
prior
de
Villa
do
Conde.
Gandra,
ar
cyprestado
de
Valença.—No
dia
10
do
corrente
Abril,
celebraram-se
na
egreja
de
Gandra,
residência
do
revd."
vigano geral da
comarca
de
Valença,
fú
nebres
exequias
pelo
nosso
constantemente
chorado
Pio
IX.
O
templo
estava
vestido todo
de
um
rigoroso
lucto, e no meio
d
’
elle,
rodeado
de
im;
ensos
lumes,
que
ardiam
a
maior
parle
em
casliçaes
de
prata,
erguia-se
um
magnifico
catafalco
encimado
por
uma
vis
tosa
cupula
sustentada
por
quatro
colum
nas, em
cujos
pedestaes
da
frente se
liana
em
grandes
caracteres
brancos
em
campo
preto:
dilexil
jus-liliam
—odiit
iniquitalern.
Ao
lado
esquerdo
da
cupula
pendia ho.
risontalmente
uma
larga
tarja
preta
em
que
se
lia em
leiras brancas
—
O
clero
valendano—
concluindo
no
lado
direilo-â
memória de
Pio
IX.
No
cimo
do catafalco
estava
collocada
sobre
um
rico
tumulo
a
theara.
elevando,
se
na
sua frente
a
cruz
de tres
braços.
Na
frente
proximo
ao
tumulo,
estava
collocado
um
pequeno busto
de
cryslal
e
mais
abaixo
um bello
quadro
oleogra.
phico
que
ambos
representavam o
—
Grande
Vulto
—a quem
era
dedicado
o
acto.
Eram
10
horas
quando,
reunido
o
clero
do
concelho, que,
infelizmente,
não
excele
o
numero
de
41,
e
d
’estes
não
poucos
estropiados
e
que
ainda
assim
mesmo,
com
indisivel
sacrifício
d
’
alguns, concorre
ram
36,
rompeu
o
silencio,
dando começo
ao
acto com
o
—
Regem
cui
omnia
vivunl
—uma
bem organisada
philarmonica
com
posta
dos
mais
escolhidos
músicos
da
ca-
thedral
de
Toy,
das
philarmonicas
de
Mon-
são e
Caminha,
uque
debaixo
da
direcção
do
maestro
Covello,
de
S.
Julião
da
Silva,
desempenharam
magistralmente
os
respon.
sorios
grandes
de
Varella, cuja
musica
está
tão
acommodada
á
letra
que
parece
a
vae
traduzindo
em
vulgar.
A
musica
foi
regida
pelo
padre
Bar
reiro
de
Monsão,
a
quem
coube
o
princi
pal
papel;
nos
seus
solos
arrebatava
os
que
o
escutavam.
Ao
officio
seguiu-se
a
missa,
que
es
tando
combinado
ser
cantada
pelo muito
revd.
0
e
bondoso
vigário
geial,
que
a
pesar
da
sua
edade,
muita
satisfação
tinha
em
presidir
a
tudo,
na
vespera
se
achou
bas
tante
incommodado,
foi por isso
cantada
pelo revd.
0
abbade
de
Arão,
acolytado
pelos
revd.
08
encomraendados
"de
S.
Ma-
mede,
de
Verdoêjo.
Finda
a
missa,
subiu
ao
púlpito,
o
sympathico
orador
padre
Conslanlino
José
de
Barros
digno abbade
de
Fontoura,
que
n
’um
excelienle
discurso,
accommodado ao
audilorio,
provou
quanto foi
pranteado
no
mundo
a
morte
de
Pio o
Grande, que
pMas
suas
grandes virtudes
soube
grangear
o
respeito
aié
de
seus inimigos.
O
audilorio,
que apesar
do tempo
chu
voso,
foi
muito
numeroso,
tinha-o
elle
suspenso
da
sua palavra
fluente;
e
não
me
pejarei
de
confessar
aqui, que
as
la
grimas
me
correram
abundantes,
e
a
todo
o
audilorio, sobre
tudo
quando
elle, ex
tremamente
commovido, disse
por
entre
suspiros
abafados
:
«Aquella vida tão
pre
ciosa
extinguiu-se;
a
sua
lingoa
já
não
póde
pronunciar
aquellas
vozes
da
doçura
que
suavisaram
tantas
magoas: mas
o
seu
braço,
tremulo
já,
porque
a
vida
se
lhe
esvae,
está
levantado
ainda
no
ar
para
abençoar
os filhos que
tanto amara
..
mas
ai!...
esse
braço
cabe!...
Pio IX não
é
já
d’
esle
mundo!...
Grande
Pio
! não
es
queças teus
íilhos;
abençoa-os
ainda
lá
de
cima
e...
adeus.... adeus....
adeus
Pae
querido...»
N
’
este
momento
o orador
su
miu-se;
e
o
pranto
foi
então
geral!...
Seguiram-se
as
cinco
absolvições ao
tumulo,
que
fòram
feitas
a
primeira
pelo
muito
digno
vigário
geral, que
apesar de
bastante
incommodado,
não
deixou de as
sistir
a
todo
o
acto.
A
segunda
pelo
revd.
0
abbade
de
lanfey.
A
terceira
pelo
revd.
0
reitor
de
Boibão.
A
quarta
pelo
revd.
0
reitor
de
Gondomil.
E
a quinta
pelo
revd.
0
celebrante,
abbade
do
Arão,
con
cluindo-se
o acto
ás
3
horas
da
tarde.
Todo
o
clero,
salvo
alguma
excepção
contribuiu
gostoso
com
a
sua
presença
«
com
a
sua
bolsa para
esta
funcçào,
q
|!e
com
orgulho
posso
asseverar
que
foi po®-
posa.
Villa
Real.—Do
meio
da
geral
indiffe-
rença
que
atrophia
as
crenças
dos
povos,
é
grato
e
consolador
ver
como
os
catholkM
de
todos
os
paizes
manifestam
a sua
uni
dade
na
fé,
n
’
essas
solemnes
demonstra
ções
de
luto
e
de
dôr,
com
que
pranteiai
0
a morte
do
grande
Pontifice
Pio
IX,
d
’
esse
inclyto
Varão
que
sustentara
com
corage®
mais
que
humana,
uma
lucta
de
32
antio
’
,
com
os
pharisens da civilisação,
em
i
‘
e‘
feza
do
deposito
que divinamente
lhe
f°
rl
confiado.
Villa Real
não
podia
deixar de
tomar
parte
em tão
geral
manifestação.
Como
estava
annunciado,
tiveram
iog
at
no
dia
3
de
Abril as
exequias,
que u®
’
commissão
presidida pelo
digno
vigário
g
era
da
comarca
fez
celebrar
na
egreja de
!»■
Francisco
pelo eterno descanso
d
’
aq't
e"
e
Pontifice.
A
egreja
toda
coberta
de negros
crep
eS
>
achava-se
singela
mas
elegantemente
de
corada.
No
centro
do
arco
cruzeiro
viam-
s
as
armas
pontifícias
cobertas
com crepe,
tendo
por baixo
a
data
da
elevação
ao
pontificado,
e
aos
lados
do
arco
as
datas
do
nascimento
e
da
morte.
Pelo
corpo
da
eareja achavam-se
destribuidas
entre
ra-
(n^os
de
cypreste
as
datas
mais
memoráveis
da
sua
vida
:
do lado
do
evangelho as
da
sua
elevação
a bispo,
a
arcebispo
e
a car
deal
;
do
lado
da
Epistola,
as
da definição
dogmática
da Immaculada Conceição,
da
publicação
do
Syllabus
e
da
infallibilidade.
No
centro
da
capella
mór
via-se
uma
eça
de
bonito
effeito,
rodeada
de
cincoenta
tocheiros
dourados,
tendo no
cimo
involta
em
crepes
e
Jrodeada
de
cyprestes
a
thiara
e
as
chaves,
symbolo
do
poder
apostolico.
Rematava
a
decoração
um
grande
cru
cifixo
arvorado
no
topo
do
altar
mór.
Etam
11
horas
quando
começáramos
oflicios
assistidos
por
65
ecclesiasticos.
Compareceram
as
anctoridades
admi
nistrativas,
o
delegado do procurador
régio,
o
delegado
do
thezouro,
o
commandante
do
destacamento,
as
irmandades
da
Miseri
córdia,
de
S.
Francisco,
do
Carmo,
do
Coração
de
Maria,
muitas outras pessoas
de
distincção,
e
um
numeroso
concurso
de fieis.
Aos
oflicios
seguiu-se
a missa
celebra
la
pelo
revd.
0
vigário
geral,
no fim
da
qual
subiu
ao
púlpito, o
revd.0
conego
Santos
Monteiro
que,
por
espaço
de
mais
de
uma
hora,
soube
conservar
o
audilorio
profun
damente
attento
á
sublime
exposição,
que
fez
das
virtudes
do grande
Pontífice,
a
cuja
memória
era
dedicada
a
solemnidade.
Sua
S.a
veio
corroborar
o
conceito
em
que
esta terra o
tinha
tradiccionalmente,
dando-lhe
um
dos
primeiros
logares
entre
os
melhores
oradores
que
com a
sua
elo
quência
tem
honrado
os
nossos púlpitos.
Seguiram-se
as
ultimas
absolvições
sendo
as
primeiras
quatro lançadas
pelos
revd.
08
abbades
de
Parada
do
Pinhão,
de Folha-
della, de
S
Thomé
do
Castello
e
da
Cam
peã,
e
a
quinta
pelo
celebrante
vigário
geral.
Está
pois
cumprido
um
dever
sagrado.
Não
precisava
das
nossas
orações
o espirito
de
Pio IX
para
tomar o
seu
logar
na
patria
dos
justos,
como
não
precisava
dos
nossos
louvores
a
sua
memória
para
deixar
o
seu
nome
gravado
com
letras
aureas
nos
annaes
do
século
XIX.
Uma e
outra
cousa
eram
consequência
forçada
do
complexo
de
virtudes
que
constituíam
o
fundo
do
seu
caracter,
e
cujo
resplendor
deslum-
bravaos
seus
mais
ardentes
adversários.
Mas
precisávamos
nós
de
dar
publico
testimunho
do
nosso
affecto
e
da
nossa
saudade,
e
implorar o
seu
auxilio
perante
Deus
para
sempre
e
em
todas
as
occa-
siões poderemos
affirmar
as
nossas
crenças
e
prmcipios,
e
com
ellas a nossa
adhesão
á
cadeira
de
Pedro,
que
elle
tão
digna
mente
occupou.
ttollegio «Se
Joné em
Villa «1»
Cende.
Se
ha uma
empreza
que
é
de
todos,
porque
a
todos interessa,
desde
o
throno
até
ao
albergue,
é
a
educação
das ge
rações
nascentes.
Consubstanciam-se
n
’
el-
la
o
porvir
da
familia
e
da
patria,
a
feli
cidade
domestica
e
a
prosperidade
so
cial.
Â
ninguém,
pois,
deve
ser
indifferen-
te
o
estabelecimento
d
’
uma
casa
de
edu
cação,
quando
ella
reune
as
condições
que
offerece
o
collegio
para
meninas,
ha pou
co
inaugurado
em Villa
do
Conde,
sob
o
titulo
eegide
de
S.
José.
Sabemos
que
a
direcção
d’este
espe
rançoso instituto
está
confiada
ao
escla
recido
zêlo
de
eminentes
educadoras,
que
alliam
á
mais
solida
virtude,
uma
cul
tura
d
’
espirito, pouco
vulgar
e uma
já
longa
e
provada
experiencia
nas lides
do
ensino.
Muito
seria
para
desejar que
os
paes
de
familia
preferissem
este
estabelecimen
to,
onde
se
proporciona
a
suas
filhas
uma
educação
esmeradamente
religiosa,
a
ou
tro
qualquer,
em
que
se
cure unicamen
te
do
desenvolvimento
do
espirito,
dei
xando-se
o
coração
com
todas
as
suas
fraquezas
e
sem
ancora
salvadora
para
os
embates
das
paixões
procellosas,
que
mais
tarde
hão de
accommelter
a
donzella,
quan
do
ella
fizer
a
sua
entrada
solemne
no
inundo.
Importa
sobremaneira
influir
bem
no
amago da
joven
edutanda
o
senti
mento
religioso,
e
as
nobilissi
nas
virtudes
do Evangelho,
que
salvaguardam
a
sua
co-
rôa
de
virgem,
dão
lhe
a
belleza
d’
uma
flôr
do
céo,
e
fazem
d
’
el!a
un
verdadei
ro
anjo sobre
a
terra.
D'sventur
idos
os
pie,
ainda
adoles
centes,
beberam
ms
lábios
d’
um
prece-
<ptí)r
sem
crenças,
o
toxico
que
lhes
ha
de
envenenar
a
existência
inteira;
mas
desventurada
sobretudo
a
mulher,
que
é
victima
de similhanle
desventura!
Que ha
de ser
da
frágil
canna, se
a
Religião
não
lhe
ampara
a
fragilidade?
Mimosa bonina
sempre
em
vesperas
de
desmaiar
e
perder
os
seus
encantos,
tão
debil
ser,
que
n
’
um
momento
sorri
e
n’
outro
morre,
quetn
o
sustentará
se
a
sua
esperança
não
mira
além d’uma
existência
ephemera?
E
qual
será
o
hoinem
de
sensatez
que
queira
associar-se
a
uma
companheira,
embora
adornada
com
todas
as
prendas
d
’uma edu
cação
brilhante, mas
com
a
alma
vasia
de
crenças
e
de
virtudes?
Esposa,
cheia
do espirito
do
século
e
alheia
ao
espiri
to
de
Deus,
mal
póde
amar
aquelle,
a
quem
Deus
a
unira,
e
raro
é
que
tenha
ideia
dos
seus
deveres:
passa
os
dias a
raciocinar
ácerca da
virtude,
sem
prati-
cal-a;
escrava
dos
seus
prazeres,
põe
de
lado
o
diadema
de
rainha do
lar
domes
tico
e
engrinalda-se de
rosas,
para ir
dis
sipar
o
tempo,
no
turbilhão
do
mundo.
A
sua
cabeça
é
ôca,
a alma
inane;
devora-a
o
tedio;
não
tem
Deus,
nem
cuidados
de
familia
para
encher
o
abysrno dos
seus
momentos
Quão
diversa
é
a
mulher
religiosa! Sem
pre
altenta
á missão
sublime, que a
Pro
videncia
lhe
confiára,
os
seus
maiores
pra
zeres
são as
fadigas
e
os
sacrifícios,
que
se
impõe
para
o
bom
regimen
da sua
casa.
Os
seus dias são
enflorados
d
’
ale-
grias
santas,
a
sua
vida
rescende
o per
fume
da
virtude,
e
as
suas
palavras
são
acórdes
ineffaveis
d
’
uma
lyra enlevante
que
fazem
esquecer
todas
as dôres.
Ama
e
desvella-se
para
tornar
feliz
o
seu
espo
so;
os
seus
filhos
e
servos
respeitam-n
’a
e
acarinham-n
’a; todos n
’
ella
fiam
uma
cega
confiança,
porque
firmemente
crêem
na
fidelidade
d
’
aquella, que
é
fiel
a
seu
Deus.
A
sua
fé
christã
fortifica-se
pela
fe
licidade,
e
a
felicidade
pela
fé;
crê
em
Deus,
porque é feliz,
é
feliz,
porque
crê
em
Deus.
Se
querem
a
mulher
assim
enriqueci
da
com
todas
essas graças
e
inapreciáveis
dotes,
que
só
a
Religião
lhe póde
dar,
com
todos
esses
anjelicos
predicados,
que
fulguram
na
terra,
como
resplendores
do
céo,
mandem-n
’
a
educar ao
collegio
de
S.
José,
em
Villa
do
Conde.
Estamos
certos
que
é
este
o
grande
ideal,
que
se
tem
em
vista
realisar,
n
’
a-
quella
promeltedora
escola
d
’
inslrucção
e
moralidade
christã.
De resto,
quanto
á parte
material,
tam
bém
nada
nos
parece
faltar
alli
O edi
fício
possue
as
melhores
condições
hy-
gienicas,
situado,
como
está,
á
beira-mar;
o
alimento
é
abundante
e
substancioso,
apesar
de
ser
das mais
reduzidas
a
pen
são
que
se
exige
das
alumnas
n
’este
col-
iegio:
nem
deve
causar
isto
estranheza,
porque
estamos
bem
informados,
para po
dermos
assegurar,
que
as
virtuosas
dire-
ctores
d
’
aquelle
estabelecimento
não
se
de
dicaram
a
tão
nobre
como
espinhosa
ta
refa,
para
se
locupletarem
especulando,
mas só
no intuito
de
aprimorarem
a
in
strucção
e
a
moralidade
do
seu
sexo.
Deus
abençoe
e
faça prosperar
o
col
legio
de
S.
José
em
Villa
do
Conde,
e
oxalá
que
todos
os
homens
de
boa
von
tade
se
empenhem,
para que
se
sustente
e
floresça
uma
empreza
de tão
elevado
alcance
religioso
e
social.
È1ZETIU1
Mtea
«te
Mm-ía.
—Esta
encantadora
e
tocante
devoção
será
feita
nos
templos
se
guintes:
N.
Senhora
Branca
—
5
horas
da
manhã;
Remedios-
6
1/2
da
manhã;
Con
vertidas
—6
da
tarde;
Tamanca
—
5
da ma
nhã;
S. Vicente
—5
da
tarde;
na
capella
dos
Órfãos
de S.
Caetano,
e
na
do
Asylo
dMnfancia
de D.
Pedro V.
Na
Senhora
Branca
haverá
hoje,
por
5
horas
da
tarde,
preparação
em
que ora
rá
o
revd.0
dr.
Constantino Ferreira d
’
Al-
meida,
e
em
todos
os
domingos
se
farão
praticas.
Nos
Remedios também
hoje
de tarde
tem
logar
a
preparação.
Falleclmento.—
No
dia
21
do
cor
rente
falleceu
n
’esta
cidade
o
snr.
Anto
nio
Pereira Cardoso
Portugal,
negociante
de
fazendas brancas,
na
cidade
do
Porto,
onde
gosava
do
maior
credito.
Era
cunhado
do
snr.
João
Esmeriz
e
sobrinho
do
revd.
0
José
Francisco
da
Sil
va,
aos
quaes
cumprimentamos.
«íiits-o.
—
Por
I
hora
da
tarde
de
sabbado,
falleceu
a
exc.
ma
snr.
a
D.
Ma
ria
Lucia
Taveira
Catalão,
parenta
do
levantou
honlem
ao meio-dia
n’
esla
cos
ta,
causou
terríveis
desgraças.
Sabe-se
de
14
lanchas
de
Bermeo
e
4
de
Elan-
chove
que naufragaram,
morrendo
100
homens
nas
primeiras
e
39
nas
outras.
<0
vapor
«Italia»,
que
vinha de
San
tander,
avistou
uma
lancha
perdida e al
guns
de
seus
tripulantes
naufragos,
a
quem
não
poude
salvar.»
«Santander,
21.
—
Ofiicial.
—
A
altitude
hostil
das
famílias
dos
naufragos
contra
o
capitão
do
porto
era
infundada,
pois
elle,
segundo
as
leis
vigentes,
não
podia
ob
star
a
que
sahissetn
as lanchas. Demais,
o
tempo
era bonançoso,
durando
a
borras
ca
meia
hora
apenas
e
reapparecendo
ern
seguida
a
calma
que
reinava
antes
do
si
nistro.
Das
informações
recebidas
em
La-
redo,
sabe-se
de
tres
lanchas sessobradas
com
12 homens
cada
uma.
«Dos
portos
de
Suances,
Castro, S.
Vicente
de
la
Barquera
c
outros, não
ha
noticias
por
emquanto.
Promoveram-se
subscripções
a favor
das
famílias
das victimas.»
«Bilbao,
21.
—Ofiicial.
—Segundo
um
te-
legramma
do
alcaide
de
Bermeo,
perde
ram-se
honlem
14
lanchas
de pesca por
causa
d
’
ura
fortíssimo
temporal,
pere
cendo
uns 88
homens.
Faltam noticias
de mais
7
embarcações.
«Trata-se
de
suavisar
a aíITctiva situa
ção
das
pobres
famílias
das
victimas.»
Curioso.—
0
«Ruski
Mir» publica o
seguinte
em
francez,
e
que symbolisa,
mais
ou
menos
exactamente,
o
estado
actual
da questão
do
Oriente:
No
palacio
de
Dolma-Bagatche existe
um
ecco
fatídico,
que
os
sultões
vão
con
sultar
nas
occasiões de
extremo
perigo.
E
’
o
que
fez
utlimamente
Abdul
Hamid.
L
’
Anglelerre!
(a
Inglaterra),
grilou
elle
—
Erre
(erra),
respondeu
o
ecco.
Les
aulrichiens
(os austríacos)
—
Chiens
—
(cães).
La
Prusse
(a
Prussia)—Russe
(russa).
Mes
principautès
(os,
meus
principiados)
—
(Jlées
(subtraídos).
Mais
cuirassés
(os
meus
couraçados)
—
Assez
(bastantes).
Mes
pachás
(os
meus
pachás)
—
Achats
(compras).
Et
Suleyman(e Suleyman)
—
Ment
(men
te).
Mais
j'ai
Mvukhlar
!
(mas
possuo
Mou-
khtar)
—Tard
(tarde).
Qu
’
ai-je
pour
payer
ces
milliards
? (que
tenho
eu
para
pagar
estes
milhões)—Liards
(liards,
quarta
parte
do
soldo
francez).
Toul
est
perdu
alors;
mais
il
me
res
te
l
’Asie,
(está
pois
tudo
perdido,
mas
ainda
me
resta
a
Asia)—
Vas y
(vai
pa
ra
lá).
Qwesíã® d«»
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do Oriente,
são os
que
seguem:
S.
Pelersburgo
25—
As
negociações
pro-
seguem
amigavelmente
por
intermédio
da
Allemanha.
Londres
23
—
Dizem
de Vienna ao
«Ti
mes»
que
no
caso da retirada simultâ
nea
da
esquadra
ingleza
e
forças
russas
a
Porta
recusa
obrigar-se
a
não
impedir-lhes
o
regresso
ás
actuaes
posições.
Predominam
nos
periódicos
impres
sos
pessimistas.
Asseguram
que as
difíictilJades
actuaes
provem
da
declaração
do
marquez
de
Sa-
lisbury
que a
Inglaterra
não
soflrerá
que
o
tractado
de
S.
Stefanio
receba
começo
de execução.
A
Inglaterra leria
aconselhado
a
Tur
quia
a
não
evacuar
as
fortalezas
do
qua
drilátero.
Londres
26
—
Um
telegramma
de
S.
Pe-
tersburgo
para o
«Times»
diz
que
tendo
a
Inglalera recusado
a
primeira
base
da
formula
do
congresso,
tracta-se
de
uma
nova
base,
dizendo
que
as potências
reti•
nir-se-hão
para considerar
as
relações
que
leem
os
tractados
de
1856
e
71
com
o
tramado
de
S.
Stefanio.
Os
despachos
dos
jornaes
inglezes
di
zem
que
o
gran-duque
Nicolau
ameaça
tor
nar
a Porta
responsável
das
desordens
da
Roumelia.
A
população
de
Batoum
pegou
em
ar
mas
protestando
contra
a cessão
á
Rússia.
0
príncipe
da
Roumania
recusou
ace
der
á
exigencia
da
Rússia
de
demittir
o
ministério
roumanico.
0
governo
servio
em
resultado
do
ac-
cordo
com
a
Rússia prepara
uma
procla
mação
para
nova
guerra,
Buctiarest 26—
Uma
circular do
minis
tro
do
interior
recorda
que
a
convenção
russo-roumanico permanece
cm
vigor
e
recomenda
que
se evitem
os
conllict'
s
que
seriam
desastrosos
para a
Roumania.
Constantinopla
23
—
Concentra-se
em
Si-
listria
grande
numero
de
tropas
russas.
revd.rao
parodio
da
Sé.
O
seu cadaver
foi
ante-hontem.
ás
6
horas
da tarde,
dado
á
sepultura
no
cemiterio
publico
A
finada
senhora
contava 53
annos,
e
era
solteira.
Cumprimentamos
a illustre
familia
a
quem este
acontecimento
enluta.
Tiro.
•—
Das 8
para
as
9
horas
da
manhã
do
dia
20 um
rapaz
de
13
an
nos,
da
freguezia
de
S.
Mamede d
’
Este,
disparou
um
tiro
de
pistola
em
uma
ra
pariga chamada
Thereza.
filha
de
Manoel
Joaquim
Rodrigues,
d
’
aquella
freguezia.
A
rapariga
ficou
ferida
cora
duas
ba
las
no
horabro
direito,
e
acha-se
em
tratamento
desta
cidade.
Ignoramos
se
a
aucloridade
competen
te
tem
conhecimento
d
’esle
facto,
que
nos
afiançam
ser
verdadeiro.
Concursos.
—
Por
decreto
de
23
do
corrente
acha-se
aberto
concurso
por
pro
vas
publicas
para
provimento
das
egrejas
parochiaes
de
S. Thiago
de
Poiares,
no
concelho
de
Ponte
do
Lima,
e
S.
Pedro
de Serraleis,
no
concelho
de
Vianna,
dio
cese
primaz
de
Braga.
'f
rasladação.—
O nosso
amigo,
O
snr.
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães Ju
nior,
resolveu
trasladar
amanhã,
por
9
horas
da manhã, os
restos
mortaes
de
seu
lio
Francisco
José
Pereira
de
Magalhães,
para
o
jazigo
de
familia
que
aquelle
ca
valheiro
possue
no
cemiterio
publico
d
’
esla
cidade.
Exísmea de sadmissã» nos
lyceus.
—
Pela
reitoria
do
lyceu
d
’
esta
cidade
foi
mandado
affixar
o seguinte
edital,
respei
tante
aos
proximos
exames
de
admissão
aos
lyceus;
1.
° As
provas
escriptas
dos exames
de
ad
missão
aos lyceus terão
logar nos
dias
1,
2
e 6
de maio,
ás
9
horas,
sendo
exa
minados
60
candidatos
em
cada
dia;
2.
°
As provas
oraes
serão
dadas
no
dia
7
e
seguintes do mesmo
mez
e
á mes
ma
hora,
sendo
examinados
36
candi
datos
era cada
dia;
3.
°
A composição dos
jurys
será
a
se
guinte:
1.
a
José
Joaquim
da
Silva
Pereira
Caídas,
presidente.
João
Manoel
Moreira
João
Manoel
Corrêa.
2.
a
Joaquim
Maria
Lameqo da Maia,
presi
dente.
José
Alves de
Moura
José
Joaquim
Lopes Cardoso.
3.
a
Julio
Celestino
da
Silva,
presidente.
Manoel
Joaquim
Penha
Fortuna
Manoel
Alves
de
Castro.
4.
°
Faltando
um
ou
mais
candidatos
no
dia
que
lhes
for
designado, serão
cha
mados
peia
ordem
da
inscripção
os
que
se
seguirem
até
perfazer
o
numero
dos
que
devem
ser
examinados
em
cada
dia
perante
o
mesmo
jury.
Os
que
faltarem
devem
apresentar na
secretaria do
lyceu
documento
justifica
tivo
da
falta,
sob
pena
de
não
poderem
ser
mais
adrailtidos
a
exame
na presente
epoca.
•
•
Candidatos
ao magistério pri
mário,
—
Nos
exames
dos
candidatos
ao
magistério
primário,
na
presente
epoca,
as
provas
escriptas lerão
logar
no
dia
3
de maio
para
os
candidatos
do
sexo
fe
minino,
e
para
os
do
masculino
no dia
4;
e
as
oraes
no
dia
6 e
seguintes.
Maufrag
los
terríveis.
—
Os
tele-
grammas
recebidos
de
Santander
e
Bil
hão communicam
varias
noticias
desola
doras
sobre
os
sinistros
occorridos
no
lit-
toral
canlabrico,
por
motivo
do ultimo
temporal.
Ignora-se
ainda
quantas
foram
as
vi
ctimas
e
desconhece-se
toda
a
extensão
da
catastrophe;
cada
novo
despacho
que
se
recebe
annuncía
mais
e
maiores
desgra
ças.
Até
agora
só
se
sabe
dos
pontos
mais
consideráveis
da
costa,
embora
haja
a
triste certeza
de
que
foi
geral
o
sinis
tro
em
toda
ella.
Os
promenores
aterram:
as
famílias
dos
naufragos percorrem
os
arredores
de
Btlbao
e
Santander,
soltando
gritos
cor
tantes
com
um
desespero indescriptivel
.
Em
Santander
uniram-se
em
hostil
mani
festação
contra
o capitão
do
porto,
al-
tribuindo-lhe
a
desgraça
em
parle, por
ter
deixado
sair
as
barças
pescadoras.
Abriram
se
as
subscripções
para
soc-
correr
tantas
famílias,
perdidas
repentina
mente
na
miséria
e
na
orfandade.
Eis
alguns
dos
sobreditos
despachos:
«Bilbao,
21,-Uma
tempestade,
que
se
Ha
noticia
de
novos
combates
entre
os
russos
e
os
musiilmanos
S.
Pelersburgo
26
—
O
«Jornal
de
S.
Petertburgo»
parece
estar
actualmente
con
vencido
da
opporlunidade
de
trocar as ne
gociações
para
o
accordo
que
deve
con
duzir
ao
congresso.
O
general
Tolleben
foi
nomeado
com-
mandante
em chefe
do
exercito
russo.
Londres
26—
O
vice-rei
da
índia asse
gura
que
poderá
fornecer
á
Inglaterra
um
exercito
de
170
mil
homens.
Sahiu
de
Bucliarest
o
ultimo
regimen
to
roumanico
que
ainda alli permanecia.
Londres
27—A
Inglaterra
prepara
uma
esquadra
de
20
navios
destinada ao
Bálti
co.
O
ultimo
contingente
de tropas
indias
parte
para Malta
no
dia
29
do
corrente.
Uns
despachos
de
S.
Pelersburgo
e Ber
lim
para
o
«Times»
dizem
que se
mallo-
graram
as
negociações
para
um
compro
misso
militar.
Os
jornaes
russos
conside
ram
que a
situação
do exercito
é tene
brosa;
parecem
indicar que
foram
balda
dos
os
exforçosda
mediação
da
Allemanha.
Um
despacho
da
agencia
russa
con-
demna
o
pessimismo
dos periódicos
rus
sos,
affirmando
que
a
Allemanha
mantém
a
sua
mediação,
que
as
negociações
con
tinuam,
e
que
a
Áustria
e
a
Allemanha
convidaram a Inglaterra a
fazer conhecer
os
seus desígnios
para
o
futuro.
Paris
27-
Um
despacho
de Berlim
pa
ra
o
«Morning
Posl»,
e
confirmado
pelo
«Debats»,
assegura
que
os
russos
prepa
ram
um
movimento
retrogrado
de con
centração
sobre
Andrinopla,
para
onde
vae
ser
transferido
o quartel
general
russo.
Desse
arco
da
Porta
Nova.
—
Dormirei então
em
paz?
O
que
fôr
depois
verás.
.
.
.
Olha,
escreve
um
aqui
jaz
Quando
eu
morrer
de
tal sóva.
E’
melhor
descer
á
terra
Que
ter
d
’aturar
por fim
Esta
lenta
e
dura
guerra
Que
me
vão fazendo
assim.
Os
do
Porto
meus
franguilos
Commern,
mandam-me
palitos
Eu,
remetto
lhe
manguitos
Muito
bem
feitos
por
mim.
E’
demais!
Até
p
’ra
festas
Tenho
filhos
tam
ratões
Que p’
ra
tapar
quatro
frestas
Vai
ao
Porto
ás
armações
!
—
E’
demais
!
E
tu,
ó
Braga,
Não
lhe
rogaste
uma praga?
—
A
mãe
seus
filhos
afiaga,
Eu
deixo-os
c
’
os
seus
botões!
Desce
á
campa,
velha
honrada,
Que
Deus te
faça a
mercê
De
tornar-te
cinza
e
nada
E
que
bom
prémio
te
dê!
Quem
por
ti
hoje
aqui passa
Lamenta
a
tua desgraça.
.
.
.
E
diz
com
muita
chalaça:
»Quem
te
viu, e
quem
te
vê»
!
Merelim,
18—i
—
78.
J.
Azevedo.
VARIEDADES
CONVITE
Quem
te viu, e quem te vê!
Quem
te
viu, Braga venusta,
E
te
vê
tam
demudada.
Chora
por
ti,
cara
Augusta,
Com
dor
fórte,
amargurada.
Onde
os
teus
bêcos
escuros?
Onde
os seculares
muros,
Tão fórtes
e
tão
seguros
Em
que
estavas
encerrada
?
Onde
pára
a
crivaria
D
’
essas
antigas
janellas
Do
largo
da Galeria,
Rua
do
Souto
?
As
donzellas
Que viam sem
serem
vistas
Passar
janotas
fadistas,
E
cadetes
realistas
Com
as
goias
amarellas!
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães
Jú
nior,
resolvendo
trasladar no
proximo
dia
2
de
maio,
pelas 9
horas
da
manhã,
os
restos
mortaes
de
seu
tio
Francisco
José
Pereira
de
Magalhães,
para
o
jazigo
de
familia
que
possue
no
ceraiterio
publico
d’
esta
cidade, convida
por
este modo
tan
to
os
amigos
do
finado,
como
os
seus
proprios
amigos para comparecerem n
’
a-
quelle
acto,
e
por
tal
modo
o
acompa
nharem
no
devido
tributo
de
saudade
e
gratidão,
pago á
memória
d
’
aquelle
seu
sernpre lembrado
e respeitado
parente,
cuja
alma
Deus haja em
sua
santa
glo
ria.
(865)
der
compral-as pode
dirigir-se
a
seu
pro
curador
constituído
(864)
João Lopes
dos
Santos.
A
mEGKMÇÃO
miTOZA
A
ROMA
Itnpressões
de viagem
POR
MANOEL
MARINHO
OFFERECIDO
E
DEDICADO
PELO
AUCTOR
A
S.
Exe." Itevm,’
0
Snr.
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua Nova
n.°
4
e
nas
principaes
livrarias
do reino.
Preço.....................
100 rs.
MOBÍLIA
antiga
Vende-se,
na
rua
do
Souto
n.°
39,
duas
mezas
de
jogo,
de pau
prelo
com embu
tidos,
um
sofá
e
oilo
cadeiras
com
braços
e
assento
de
estofo,
e onze cadeiras
de
pau
preto
com
assento
de
palhinha.
(866)
INJECÇÂO
HYGIENICA
BALSAMICO PROPHITATIGO
Esta
injecção
é
a
umea
e
ellicaz
que
cura
em
seis ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de
purgações
tanto antigas como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes. Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz, rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira,
rua do
Triunfo
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Christal.
Preço
de cada frasco
—
400
rs.
(861)
DINHEIRO A JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hyn
0
.
theca.
(706)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
corò
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d’
esta
cidade,
que está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
—
.
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de Souza
5—
Com
estabelecimento
de
mercearia
pregagens
e
objeclos
para flores
e
de
es^
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
‘
o
As
Verdadeiras
SAO AS ÚNICAS
g
©APPROVADAS
PELA
ACADEMIA
DE
MEDICINA©
@
VE
PARIS
$
0
Por
sua Puroza e inalterabilidade
@
CURAM
as
escrófulas,
a Insufflciencia do
@
«I
sangue,
a anemia paludosa,
@!
a
’
fortificam
as
constituições fracas
ou arruinadas,"
@
AJUDAM
a
fonnacão das jovens, etc., etc.
®
&
«a
Exigir nossa
firma,
Jj/T
Q- @
aqui
juncta,
posta
na
@
parte
inferior
de um
e
—-
—
@
rotulo
verde.
c
V)
Pharmacia,
40,
r. Bonaparie, Paris
g)
e®©©®®©®©®®®©£
’
0&©
PIANO DE
MEZA
Cobrança de contribuição.
Acha-se
aberto
o
cofre
do
concelho
para
o pagamento
da
derrama municipal,
de
1877-1878
por
espaço
de
trinta
dias
que
começaram
em
22
do
corrente
e
fin
dam
em
22
de
Maio
proximo
futuro.
(859)
O
Escrivão
.4.
M.
Alves
Costa.
Vende-se
um
de
7
oitavas
de
muito
bom
auctor.
Trata-se
com
Antonio
Fernandes
Gomes
de
Campos,
no
campo
de
Sant
’
Anna
d
’esta
cidade.
(824)
CHURflIÃO VE3TIST&
DA
Escola Americana
Onde
estão
essas
mantilhas
De
côcas
tam
engraçadas,
Adorno
de
luas
filhas,
Formosas,
encucaradas?
Onde
os
calções
de retina,
Onde
a
casaca
tão
fina,
Onde
o
chapeu-barretina
l)
’
aq
uellas
eras
passadas?
Trocaram
por
negras
capas
Encarnado
capotinho,
Já
não
vê
pernas guapas
Pyramidal
tamanquinho
!
Já
não
tens
moças
córadas
Rechonchudas,
engraçadas
Alegres,
vivas,
folgadas,
Mais
gordas
do
que
touchinho
!
Ai,
Braga,
Braga
querida
’Slás de
iodo
esfarrapada;
Pareces
mulher
perdida,
Esconde-te
envergonhada.
Tuas
filhas
’
slão
sem
côr
Tem
nas
faces
o
pallor
D
’
anemia,
sem
calor
No
sangue,
mãe
desgraçada
!
Diz-me cá: quem
te
roubou
O
teu
campo
de
Sant
’Anna;
Que
maroto
ajardinou
Essa
veiga
alemtejana
?
Anda cá; falia
commigo;
Que
é
do
arco
do
Postigo
E
tanta
casa
de
abrigo?
Quem deu
com
isso
em pantana
?
Não
chores,
que
não
ha briga
Leve o
diabo
teu
pranto;
Foste
linda
rapariga
Hoje
és
velha,
estás
a
um
canto.
Quem
é
boje
o leu
senhor?
—
«Progresso,
fio,
vapor!
Sem respeito
á
minha
dor
Rasgaram
meu velho
manto»!
Tenho
pena! Pudibundo
Foi
teu
viver, mas
á
cova
Cedo ou tarde
vaes
dar
fundo,
AmDECIffilTOa
Maria
das
Maravilhas
Maia. Francisco
José
Maia
e
Thereza
Maria
Dias,
agrade
cem
a
todas
as pessoas
tanto
ecclesiasti-
cas
como
seculares
que
lhes
prestaram
ser
viços
por
occasião do
fallecimento
de
seu
chorado
esposo
e
genro,
José
Francisco
da
Costa Oliveira.
A
lodos protestam
sua
gratidão
indelevel.
—
Braga
27
—
4
—78
(863)
O
padre José
Francisco
da
Silva, agra
dece
aos
illm.°s
e
reviu.
os
snrs. ecclesias-
ticos,
e mais
pessoas,
que o obsequiaram
pela
occasião da
sentida
morte
de
seu so
brinho,
Antonio Pereira
Cardoso
Portu
gal.
(860)
—
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
g
a
g
a
,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
Venda
de casas
João
Lopes
dos
Santos,
da Villa
de
Bar-
cellos,
na
qualidade
de
procurador
do
111.
mo
Snr.
Francisco
Augusto
de
Miranda,
d
’esla
cidade
;
faz
publico
para
os
devidos
effei-
tos,
em
como
seu
constituinte
pretende
vender
7
moradas
de
casas
que possue na
Rua
de S.
Victor,
ou
de
D. Pedro
5.°,
d
’
esta
cidade
n.
‘
9
99,
Wt
!
, 101,
102
e
102
A,
103
104
e
-104
C;
quem
preten
■
w
o
0)
Consultono a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S. Francisco)
n.°
22.
(84a)
A
QUEM SE QUIZER ESTABE
LECER
Lucro
certo
PASSA-SE
um
estabelecimento situado
no
melhor
sitio
de Braga,
muito amplo
com
armação
nova
que
serve,
sem
fazer
mais
despesa
alguma,
para
loja
de
fazen
das,
de
modas,
de quinquilherias
ou
para
0
ramo
de negocio
que
actualmente
tem.
Está
forrado
exleriormente
a pedra
már
more
e
é 0
mais
vistoso
da
cidade. Fa
cilita-se
0 pagamento
a
praso por
leiras,
que
oílereçam
solbabilidade. Em
Braga
carta
com
as
eniceaes
G.
C.
rua
de
Jano
n.°
2,
no
Porto
á
redação do
jornal
«
Pri-
meiio
de
Janeiro».
(849)
Vende-se
uma
morada
de
casas
•
de
dois andares
na
rua
do
Campo
-
"'(antiga
Porta
de
S. Francisco),
disignada
pelo
n.°
2!
e
2!
a
.,
é
alu-
dial,
pode
ser
vista
a
qualquer
hora
do
dia
trata-se
no Banco
Mercantil.
(850)
CIKlTRGlãÃO
OE&TISTÀ
DINHEIRO A JURO.
A
Irmandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena,
da Falperra,
tem
para dar
a
juro
1:350^000
reis.
Braga 2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
—Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
APPROVADO
pela
escola
médico
-
cirúrgi
ca
DO
PORTO
Rua de S. Marcos
n.°
19.
B1UGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
a
sua
arte
e
conlinúa
operando
grátis,
pobres
6
soldados.
(801)
■*<.-«
-■exxf-.-u*
4..*
BRAGA,
TYíOGKAPSIA LBSITÀRA—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
