comerciominho_30031878_768.xml
- conteúdo
-
4®*!
a
"■
COMMEKCM-I-
REMCIOSA
>5 IVOTICBOS»
EDITOB
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
GOSTA,
RUA NOVA
N.
õ
E
6.° ANNO j
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga, 12
mezes..............................
^0?
Correspondências
partic.
cada
Iinna
Annuncios
cada
linha....................
I
Repetição
....................................
850
I
40
í
20
i
10
i
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
âiãíBãaixK^
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
..........................
■
))
»
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
Folha
avulso..........................
6
»
.
. .
sendo
duas
assignatura
Mooo
Ú050
áôfioo
3&600
10
N.° 768
BBWA
—
SUBBAnO
I
A
palavra
economia,
derivada
de
dois
vocábulos
gregos,
que
significam
casa
e
lei,
não
significa mais,
nem
outra coisa,
do'
que
o
sabio,
e justo
governo
da
casa
tiara
o
bem
commum
de
toda
a familia.
0
sentido
d
’
esta
palavra
eslendeu-se,
com
o
correr
do
tempo,
ao
governo
da
gran
de
familia
que
se
chama
Estado.
>
ara
ois-
tinguir
as
duas
accepções
chama
se
á
pri
meira
economia
domestica,
ou
particu-ai,
e
á
segunda,
economia
geral
ou
poh-
tica.
.
p
Se
podessemos
admitur
entre
o
Lsta-
do,
e
a
familia,
a
relação
que
alguns
escriptores
querem
que
haja;
nao
se
segue
que
as regras
de
condm
ta próprias de
uma,
convenham
á
outra
das
duas
socie
dades;
que,
sendo
d
!
fferentes
em
grande
za,
não
pódem
ser
administradas
da
mes
ma
mamira,
porque
ha
uma
differença
extrema
entre
o
governo
domestico,
onde
o
pae
póde
vèr
tudo;
e o
governo
ci
vil,
ou
do
Estado,
onde
o
chefe
vè
si
sempre
por
olhos
emprestados.
■
ara
que
as
cousas
se
tornassem
iguaes
a
este
respeito,
seria
necessário
qne
os talentos,
a
força,
e todas
as
qualidades
do
pae
au-
gmentassem
na
razão
do augmento
da
familia;
e
que
o
espirito
de
um monarca,
poderoso
fosse
o
de
um
homem
ordma-i
rio,
assim
como
a
extensão
de
çeu im-
'
perio
é
a herança
dc
um
particular.
Como
é
porém
que
o
governo
do
Es
tado
póde
ser
igual
ao
da
familia,
cujo
fundamento é assaz
differenle? O
pae,
é,
na
ordem
hsica,
mais
íóde
do
que
os
filhos
por
muito tpmpo
dependentes
dos
soccorros
paternos;
e
este
poder
do
pae
sobre
o
filho
foi
indubitavelmente
pre-
scripto
pela
natureza:
mas
na
grande
fa
milia,
cujos
membros
são
naluralmente
iguaes,
a
auctoiidade
política,
puramenle
arbitraria na
sua
instituição,
só
póde
ter
sido
fundada sobre
convenções,
e
o
magis
trado
só
póde
mandar em
virtude
das
leis.
O
poder
paterno, fundado
nas
vanta
gens
particulares,
não
póde,
por
sua
na-|
tureza,
eslender-se ao
direito
de
vida,
e
de
morte;
mas
o
poder
soberano,
que
não
tem
outro
objecto,
que
não
seja
o
bem
commum,
nem outros limites,
que
os
da
utilidade
publica
bem
entendida,
estabelece
explicações
que
é
necessário
constatar,
de
modo
que
nào
levantem du
vidas,
e
confusões,
que
tem
sido, e
es
tão
sendo
outras
tantas
causas
dos
ênos
d
’
administração
publica.
Os
deveres
dos
paes
são-lhes
dictados
pelos
sentimentos
naturaes
tão
imperiosa
mente,
que
elles
não
pódem
deixar
de
obedecer-
1
lies
:
elles,
os
chefes
políticos,
não
estão
debaixo
da influencia
d
’
esta
re
gra,
e
não
se
acham
obrigados
para
com
o
povo,
senão
pela
promessa
de fazer-lhe
o
que
lhe
prometleram
e
que
o
mesmo
povo
tem
direito
de
exigir-lhes
que
façam
em
seu
beneficio.
Outra
differença
é
que
os
filhos,
não
tendo
senão
aquillo,
que recebem
dos
paes,
são
a
prova viva
de
que,
todos
os
direitos
de
propriedade
estão
n
elles,
ou
d
’
elles
dimanam:
emquanto que
na gran
de
familia
é
o
contrario,
porque
a
adminis
tração
geral
não
tem
outro
fim
senão
o
de
assegurar
a
propriedade
particular,
que
lhe
é
anterior
na
sua exislencia.
O
objecto principal
de
todos
os
traba
lhos
da
casa
é
conservar,
e
augmentar
o
palrimonio
do
pae,
para
que
possa
um
dia
reparlil-o
com
seus
filhos
sem
os
em
pobrecer;
emquanto
que a
riqueza
do
fis
co
não
passa
de
um
meio,
muitas
vezes
®al
cabido,
para
manter
os
indivíduos
na
paz,
e
na
prosperidade.
Em
menos
pala
j
vras:
a
pequena
familia
tende
a
esten-l»
der-se
e
a
refundir-se
em
muitas outras
iguaes:
mas
a
grande
familia feita para
durar
sempre
no
mesmo
estado
precisa
do
augmento
da primeira,
e
não
basta
que
ella
se
conserve,
pois
que
o
augmen-
lo póde
ser
mais prejudicial
do
que
util.
Por
muitas
razões
tiradas
da própria
natureza
das
coisas,
o
pae
deve
ser
o
commandanle
da
familia;
porque.
_e
em
primeiro
logar
a
sua
aucloiidade não
pô
de
ser
igual
á
da mãe, sendo, como
é,
necessário,
que
o
governo
seji
ti'n
só,
e
qne
na
partilha das
opiniões,
haja
uma
voz
preponderante,
qne
decida;
em
segun
do
logar, porque,
por
mais
ligeiras
que
se
supponham
as
incommodidades
parti
culares
da
mulher,
ellas
geram para
ellas
inlervallos
de
inacção;
e
basta
isto
para
excluil-a
do
primado,
pois
que
todas
as
vezes
que
a
balança
está
pei
feitamente
equilibrada,
basta
uma
palha
para
fazei
a
pender
para
esse
lado:
e
de
resto,
e
so
bretudo,
o
marido
deve
ter
a
inspecção
sobre
a
conducta
da
mulher,
porque
lhe
importa
conhecer
se
os
infantes,
que
ella
te
n
de
alimentar,
são
na
verdade
seus
li-
lhos.
A
mulher,
que
nada
de
igual
tem
a
temer,
não
tem
o
mesmo
direito
so
bre
o
marido:
em
terceiro logar
porque
os
filhos devem obediência
ao
pae;
a
prin
cipio,
porque
a
necessidade
a
prescreve,
e
depois,
por
gratidão,
e
reconhecimen-
,
to;
lendo
recebido
d
’elle
o
provimento
i
para
as
necessidades
de
auielade
da
vida,
i
é
de
justiça que
consagrem
a outra ame-
I
lade
a
prover ás
dos
paes:
em
quarto
lo-
i
gar,
porque,
a
respeito
dos
domésticos,
devem-ihe
os seus
serviços,
em
troca
do
entretenimento
qne
recebem,
e
isto
a
me
nos
que se
não
rompa
o
contracto
feito
entre o
amo
e o
creado,
etc.
Nada
d
’
isto
ha
na
sociedade
política
Longe
de
que o
chefe
tenha
interesse
na
tural
na
felicdade
dos
indivíduos,
nao
é
raro
vèr,
como
estamos
vendo,
que
elle
procure
o seu
proprio,
na
miséria
d
’elles.
Exercendo
uma
magistratura
hereditana,
esta
magistratura
recae
muitas
vezes em
um
rapaz
a
governar
homens! Se
a
ma
gistratura
é
electiva,
ha
mil
inconvenien
tes
na
eleição,
e
em
nenhum
dos
casos
ha
as vantagens
da
fraternidade.
Se
o
po-
-j
um
chefe, o
está
á
discrição
de
um
senhor,
que
■
-*
tem
muitòs
“
'chefes,
é forçoso
soffrer
as
suas
tirannias,
e
as
suas
divisões:
n uma
pala
vra
os
abusos
são
inevitáveis,
e
as
con
sequências,
funestas, em
todas
as
socie
dades
onde
o
interesse
publico, e
as
leis
carecem
de
força
natural,
e
onde
sao con-
linuamenle
atacadas
pelo interesse
pessoal,
e
pelas paixões
do
chefe,
e
dos
membros.
O
uue
temos
visto,
e
estamos
vendo,
é
a
jrova
mais que
exuberante
do
que
vimos
de
escrever.
_
Ainda
que as funcçoes do
pae de
ta-
milia
e
do
governante
do
Estado,
devam
tender
para
o
mesmo
fim;
as vias
sao
lia
verdade
distinctas;
os
seus deveres,
e
direitos
distinguem-se
com
tal
clareza
que
é
impossível
confundil-os
sem
ler
ideias
faisas
das
leis
fundamentaes
da
sociedade,
e
sem
cahir
em
èrros
íalaes
ao
genero
lllU
E
U
ná
verdade,
se
a
voz
da natureza
é
o
melhor
conselho,
que
deve
escutar
um
bom
pae para
bem
executar
os
seus
devêres
essa
voz
não
é
para o
magistra
do
mais do
que
um
falso
guia,
que
tra
balha sem descanço
por
se
nvrar
d
elles,
e
que
trará
comsigo
mais tarde,
ou
mais
cedo,
a sua
própria
perda,
e
a
perda
do
(
Estado.
Uiei
I
v»
*
—
-----
tes
na
eleição,
e
em
nenhum
ha
a-
vo
não
tem
mais
do
que
povo
c—
-
.
não
tem
motivos
para
amabo:
se
A
unica
precaução
necessária
ao
pae
de
familia
é
a
de preseverar-se
da depra
vação,
e
de
andar
armado contra
ella,
e
de
impedir que
as
inclinações
naturaes
se
corrompam
no
seu espirito
;
sendo
aliaz
ellas que
corrompem o
magistrado.
Para
obrar
bem
o pae
só
tem
a
consultar
o
seu
coração,
emquanto
que
o
magistrado
será
um traidor
no
momento
em
que
es
cutar
o
seu.
deixando
de
seguir
a
unica
regra
da razão
publica,
que é
a lei.
A
natureza
tem
feito grande
numero
de
bons
paes
de
familia,
emquanto
que,
desde
que
ha
mundo,
só a
sabedoria
humana
tem
produzido
raros
magistrados bons.
Do
que
deixamos escriplo
é
facd de
vèr
a
razão,
e
razões
que
estabelecem
a
distincção
da economia
publica, e
da
par
ticular, e
que
a
cidade
nada
tem
de
com
mum
com
a
familia.
mais do que a abri-
gação
que pcza
nos
chefes,
de
tornar
fe
lizes
uma,
.
direitos
se
derivam
da
mesma
fonte,
nem
as
regras
de
conducta
convenham
a ambas
igualmen’
e.
e
outra,
sem
qne
todavia os
(Conlinúa)
José
de
Freitas
Amorirn
Barbosa.
Sessã» 5ss»pairíai*t®,
Na
assembleia geral
extraordinária
da
Associação
Commercial, d
’esta
cidade,
convocada
pelo
seu
presidente
o snr.
Pej*
nando
Castiço,
para
dar
conta
verbal
da
honrosa
commissão
que
lhe
commeltêra
e
a
outros
cavalheiros,
o
meeting
cele
brado no theatro
de
S.
Geraldo,
apresen
tou
o mesmo
snr.
presidente
um
officio
dirigido
á
Associação,
pelo
digno
director
das
Obras
Publicas do
districto, no
qual
o
mesmo snr.
se
justifica
das
accusações
que
lhe
foram
feitas
por
um
jornal
d
’
esla
cidade.
Entendeu
o
snr. presidente da
Asso
ciação,
que
o
melhor
meio
de
dar
conhe
cimento
do
dito
officio
a
lodos
os socios
e
a
todos
os
interessados,
era
pedir
au
clorisação ao
;
cio
para
o
publicar;
e assim
o
propoz á
assembleia,
que unanimemente
’
■-----
-
proposta.
Para
isto
------
,
e
no
mesmo
dia
respondeu
o
snr.
Branco
affirmativamente.
O
oíficio
é
o
que
se
segue:
lll,mo
e Ex.
m>
Snr.
nneressduua,
cia
pam
~
auctor
do
mencionado
ofli-
espectaes.
n
nccím
n
nrnno? á COITI
unanimemente
votou
a
ciliciou
o
snr. presidente.
Fui
prevenido
que
n
’
um
jornal
d
’
esta
cidade
se
publicou
um
artigo,
a
p-opo- í
sito
do caminho
de
ferro
de
Braga
a
Cha
ves,
em
que
sou
injusta,
violenta
e
ca-
lumniosamente
aggredido,
com
o
fim
re
servado
de me
desconceituar
perante
a
opinião
publica
d
’
esta
cidade,
qne
me
ha
sido
sempre
favoravel,
durante
o
periodo
de
sete
annos
em
que
tenho
exercido
as
íuncções
de director
das
obras
publicas
do
districto, e
especialmenle
para
com
o
corpo
commercial,
que
respeito
o con
sidero,
e
cujos
int
resses
se
suppõem
pre
judicados
por
minha
iniciativa,
no
allu-
dido
escrip’
0.
Concitado
pelos
princípios
de
dignidade
que
desejo
manter,
não é
minha
resolu
ção'
dar
explicações
ao
aulhor
de
tão
alei
vosa publicação,
porem,
em
homenagem
á
respeitável
Associação
Commercial,
a que
v.
exc.a
dignamente
preside,
e
para
es
clarecimento
das pessoas
que desconhecem
as
minhas
intenções,
julgo
dever
dirigir-
me
a
v. exc
a
a
demonstrar, por este
meio,
as
inexaclidões
que,
com
i
----------
má
fé,
se
offerecem
ao
publico no allu-
dido
artigo
com
o
fim
indicado,
rogando-
lhe
o
distincto obséquio
d
’apresentar
esta
minha
franca
exposição, na
primeira
reu
nião
da
Associação
Commercial.
A
base
das
accusações a
que
me
re
firo
é
archilectada
na
declaração
dos di-
reclores
da
Companhia
do
Caminho
de
Ferro
do Porto á
Povoa
e
a Famalicão,
exarada na
segunda
memória
sobre
a
conslrucção da rede
de
caminhos de ferro
na
província
de
Traz-os-Montes,
de
que
me
consultaram
e
lhe
indiquei
que
a
Por-
tella
de
Confurco, ao
norte
da
serra
da
Lameira,
oíferecia
uma
passagem
facd
e
economicamente
praticável
do Vai do
Ta-
mega
para
o
do
Vizelia.
Não fui consul
tado
pela
referida
direcção, e uma
tal
asserção
só
pode
fundamentar
se n’
uma
conversa,
que
casualmente
tive
com
o
snr.
Oliveira
Martins,
chefe
da
explora
ção
do
caminho
de
ferro
do
Porto
á
Po
voa,
na
presença
do
snr.
Visccnde
da
Silva
Monteiro, na
qual
interrogado
sobre
o
ponto
em que
mais
facilmente
se
po
dia
passar
das
aguas do
Vizelia
para
as
do
Tamega,
com
uma
linha ferrea
de
via
reduzida,
respondi,
com a
franqueza
qne
uzo,
que
me parecia
que
a
Portella
do
Confurco
a oíferecia,
ainda
qus
o
terreno
em
seguida se
apresentava
alcantilado
e
abrupto
Esta
minha
opinião,
confirmada
pelo
reconhecimento
do
terreno
executado
pelo
distincto
engenheiro
o
snr.
Antonio
Vasco
da
Gama
Braga,
creio
não
prejudicar,
nem
levemente,
as preienções
dos
habi
tantes
d
’esta
Augusta
cidade.
Não
me
era permiltido
fazer
mudar
a constituição
geologica
do
terreno,
ou
alterar
a
dispo
sição
das
montanhas; e
por
isso
não
po
dia
dar outra
resposta,
quaesquer
que
sejam
as
minhas
simpathias
pelo
progresso
d
’esta
cidade.
Nunca
tive
intenção
de
contrariar
a-
aspirações dos
seus
habitantes,
o
que
ti
nha
e
tenho
é
o
pundonor
preciso
para
nào
trahir a
verdade
nem
subordinar-me
a
outros
princípios
que
não
sejam
os
que
me
aconselha
a minha
razão,
e
al
guns,
ainda
que
limitados, conhecimentos
___
igual
imparcialidade
e lealdade
informei o
governo
era 3
de
fevereiro
de
1876,
ácêrca d
’
um
requerimento
de dous
illustres
engenheiros,
solicitando
anctos
risação
para o
estudo
do
projecto
d
’
um
caminho
de ferro
de
via
estreita
de
Braga
a
Chaves,
que,
julgava d'incontestável
vantagem
para
fomentar
a
riqueza
com
mercial,
agrícola
e
industrial
das
provín
cias
do
Minho
e
Traz-os-Montes,
a
cons-
!
trucção
d
’uma
via
ferrea que
ligue a
ca-
.
pitai
do
Minho
com
a
Villa
de
Chaves.
O
futuro esclarecerá
quem são
os que
.
procedem
com
reclos
intuitos
n
’
esla
pen
dência.
Resta
referir-me
aos
estudos,
e cons-
trneção
da
imnortante
estrada
de Braga
a
Chaves,
que,
merecendo-me
sempre
a
maior
solicitude e desvello,
sou
accusado
de
procurar
prolrahir
o
seu
desenvolvi
mento
!!
Assevera-se,
com
inaudita
falsidade,
que
quando
tomei
posse
da
direcção
das
obras
publicas
d
’este districto,
estavam
os
trabalhos
de
campo
e
gabinete
com
pletados até
Salamonde;
a
conslrucção
entre
o
Fojo
e
o
Pinheiro
próxima
do
seu
termo;
e
abertos
os
trabalhos,
-em
larga
escala
entre
o
Pinheiro
e
a
Egreja
Nova;
não se
conseguindo
construir
em oiti
an
nos
uma
duzia
de
kilometros
d
’
estrada.
Para
destruir
estas
falsas
asserções,
basta-me
ciaes,
ao
alcance
de
quaesquer
pessoas
que
manifesta
oS
queiram
consultar.
Quando
em
setembro
de
1870
tomei
recorrer
aos
documentos
<lli-
conta
da
direcção
das
obras
publicas, en
contrei
os estudos
de
projecto ditinilivo
da
estrada
de
Braga
a
Chaves
executa
dos
sómente
até
a
Egreja
Nova,
tendo
o
projecto
relativo
a
este
lanço
sido sub
mettido
á
approvação
superior
em
31
de
maio
do mesmo
anno.
Mandei
proceder
-ao
estudo
definitivo
do
lanço
da
Egreja
Nova
ao
Penedo,
que
se
completou
em
30
de
outubro
de
1871,
e
foi
approvado
em
portaria
de
18
de
março
de
1873,
e
seguidamente
ao
do
lanç
-
do
Penedo
a
Salamonde
concluído
em
10 de setembro
de
1872 e
approvado
em
portaria de
26
de
fevereiro
de
1875
Executou-se
depois
o
estudo
de
reco
nhecimento desde
Salamonde
á
villa
de
Chaves,
em
2a de
julhu
de
1871, sendo
approvado
em 7
de
janeiro
de
1873;
posteriormente
se
proje
taram
mais
tres
lanços.
•
Eis
aqui
como
os estudos
de
campo
e
gabinete
estavam
completos
até
Salamon
de
em
1870!
No mappa designando
as
obras
de
conslrucção,
effectuadas
nos
ddferentes
lanços
d
’
estra
ias
do
reino
até
30
de
se
lembro
de
1870,
pubhcido no
«Diário
■
'o
Governo»
n.°
67
de
13
de
março
de
1872,
lè
se:
«Estrada
real
n.°
28 de
Braga
a
Cha
ves.
Extensão
construída 4:213,'"5;
em
conslrucção
do
Fojo
ao
Pinheiro
9:192
m
;
não
começa
ia
entre
o
Pinheiro
e
Chaves».
Em
igual
mappa
publicado
no
«Diário
do
Governo»
n.°
294 de
27
de
dezembro
de
1877,
relativo
a
31
de março
d
’esle
anno
encontra-se
na
estrada
de
Braga
a
Chaves
36:321,
"
‘
9
construi
los,
e em
con
strucção
até Salamonde
3:683'",
com
mais
8:236!U
junto
a
Chaves
no
districto
de
Villa
Beal
Por
estes
documentos
oííiciaes
se
ve
rifica
que,
desde
30
de
setembro
de
1870
até
31
de
março
de
1877
se
construíram
32:IO6,'n
4,
os
quaes
no
mez
de
fevereiro
findo
se
elevaram
a
33
893
metros.
Poderá
ainda
objectarse
que
mais
desenvolvimento
poderia
ter
tido
esta
im
portante
via
de
communicação,
se
hou
vesse
mais
actividade
e
mais
profícua
divisão
de
trabalho,
mas
é
facil
demonstrar
a
improcedência
de
la!
asserção
em
face
das
quantias
auclorisadas
com
applicação
a
esta
estrada.
Para
os
annos economicos
de
1871
a
1872
(primeiro
da
minha
gerencia)
até
ao
presente,
tem
sido
requesilados
236
contos
proximamente,
todavia,
ape
ar do
interesse
que
todos
os
illustres
e
nobres
ministros,
que
tem
presidido
á repartição
das
obras
publicas,
teem manifestado
pe
lo
desenvolvimento
dos
irabdhos
d’
a-
quella
estrada,
do
que
dou
testimuuho,
não
tem
podido
applicar
a esta
conslruc
ção,
nas
diíferentes
distribuições
de fun
dos
annuaes, sugeilas
á
sotnma
appravada
peio
poder
legislativo
para
todas
as
es
tradas
do
reino,
mais
que
118
contos
de
reis.
E’
com
esta
quantia
que
se
tem
con
cluído
36
kilometros
aproximadamente.
Este
argumento
demonstra exubcranlemen-
te
a
administração que
tem
presidido
a
es
‘les
trabalhos.
Reconhece
v.
exc.
a
,
sem duvida, que
se
refiro
estes
factos
tenho
sómente
em
vista
patentear
a injustiça
cora
que
fui
aggredido,
e
jámais
encarecer
o
pouco
que valho: permitia
me
comtudo
v.
exc.®
que
eu
lhe
signifique
que
não
me
accusa
a
consciência
de
ter
deixado
de
dar
pio
vas, durante
a
minha
gerencia
de
sete
annos,
de
quanto
sinceramente
me
inte
resso
pelos
melhoramentos
públicos do
districto,
sendo
certo
que
não
é
mais
que
o
cumprimento
d
um
dever que
me
im
põe
o cargo
que exerço;
e
nem
d
’
jutro
modo
poderia
corresponder
á
confiança
com
que sempre
tenho
sido
honrado
pelo
governo.
Dadas
estas explicações,
em
conside
ração
á
Associação
da
digna
presidência
de
v.
exc.a
,
não
tornarei
a
quebrar
o
meu
silencio,
embora
os
meus
insidiosos
detraclores
inventem
novas
calumnias,
re
veiando
ao publico
imparcial
os
seus
in
stinctos.
Termino
esta
minha
exposição
protes
tando
a
v. exc.
a
o
meu
respeito
e
assi-
gnando-me
com
a
maxima
consideração:
Braga,
23
de
março
de
1878.
III.
‘
"
J
e
ex.
rao
snr.
Fernando
Castiço,
presidente
da
Associação
Commercial
de
Braga.
De
v.
exc.a
amigo
muito
affectuoso
e eria-do
obrigado
Henrique
Guilherme
Thomaz
Branco.
(0331
ESPO^OE XCIA
Fetiti vid»(!e
exaltsiçíts
XIII.
em
Tra
viisim,
pela
«le
S.
Santidhide Ijeno
No
dia
19 de março,
dia
do glorioso
Patriarcha
S.
José,
celebrou-se
na
egreja
de
S.
Martinho
de
Travassos,
um
solemne
Te-Deum
em
acção
de
graças
pela
exal
tação
ao solio
Pontifício
do
SS.
Padre
o
Papa
Leão
XIII, ora
reinante.
P
r
2
horas
da tarde
entrou
no
tem
plo
que
se
achava
ricamente
decorado,
um
numeroso séquito
de sacerdotes
para
mentados,
que
de
differentes
freguesias,
a
convite
do
revd 0
parodio
encommen
dado,
padre
Manoel
Joaquim
da
Silva
Macedo,
para
alli
tinham concorrido, afim
de tornarem,
com
a
sua
assistência,
aquelle
religioso
acto
mais
imponente
e
appara-
toso.
Chegados ao
altar-mór.
em cujo
throno,
esplendidamenle
adornado
com
vasos
de flores,
e
scintillante
de
luzes
symetricamente
dispostas,
se
achava
ex
posto
o
SS.
Sacramento,
ahi
0
adoraram,
subindo
ao
Céo
nuvens
de incenso em
honra
e
gloria
do Filho
de
Deus sacra
mentado.
Depois
de cantado
o
Tantum
ergo
acompanhado
de
uma
escolhida
e excel-
lente
orchestra,
subiu
á
cadeira
da
ver
dade
o
revd.'"0
snr
Manoel
J. Mrtins
Capela, abbade
da
Carvalheira,
o
qual,
escolhendo
para
thema
do
seu discurso
as
palavras
Non proevalebunf,
não
hão
de
prevalecer,
principiou,
com
aquella
facún
dia
que
lhe
é
própria,
e
como
se
tivesse
diante
dos olhos
toda
a
historia
eccle-
siastica,
a
mostrar—que
a
Egeja,
desde
a
sua
fundação,
sempre
em
luta
mais
ou
menos
porfiada,
havia triunfado e
alcan
çado
consecutiveis
victorias
contra
os
seus
mais
acérrimos inimigos.
Demorou-se
um
pouco
em narrar
as
perseguições,
e
os
soffrimentos
por
que
passara
durante
os
tres
primeiros
sécu
los
chamados
dos
«mártires»
em
que os
imperadores
romanos
juraram,
por
assim
dizer,
afogal-a
no
proprio
sangue
de seus
defensores;
e
fazendo
ver
que quando ini
migos
tão
cruéis
e
poderosos
nada
pu
deram
conseguir, antes
o
contrario do
que
deseja,
vam
jámais
a impiedade
de
nossos
dias,
por
maiores
que
sejam
os
seus
es
forços,
poderá
destruir e anniquilar esta
inst
tuição
divina.
E
assim
discorrendo,
e
mostrando
os
relevantes
serviços
prestados,
em
todos
os
tempos,
pelos
Pontífices
Romanos, á
humanidade
opprimida,
chegou
a fallar
do
longo
Pontificado do
grande
e
immortal
Pio
IX,
o
maior
vulto
do
século
XIX,
fazendo
uma
resenha
abreviada
dos
acon
tecimentos que
tiveram
logar
em
lodo
o
tempo
do
seu
governo,
e
do modo
como,
pela
sua
prudência,
e
intrepidez,
soubera,
em
circumslancias tão
difliceis,
manter
a
sua
alta
dignidade, protestan
lo
com
o
seu
Non
possumus
contra todos os
ata
ques
dirigidos
á Santa
Sé
pelos
seus
ini
migos.
E
ultimamente
faltando
da eleição
do
novo
Ponlitice
Leão
XIII,
entendia
que
a
rapidez
com
que fôra
elevado
á
cadeira
de S
Pedro,
contra
toda
expectação
da
impiedade, era
isto
mais
uma
prova
de
que
Deus
não
cessa
de
vigiar
sobre
a
sua
Egreja,
e
em
consequência
que,
sendo
o
aclual
Pontífice
escolhido
por
Elle,
muito
temos
a
esperar
no
desempenho
das
altas
funeções do
seu
sagrado
ministério, á
imitação
do
seu
venerando
Predecessor
que
Deus
tenha
em
gloria.
Terminado
este eloquente
discurso,
com
que
o
illuslre
orador
soube captar
a
attenção
e
benevolencia
d
’um
numeroso
e
lusido
anditorio,
seguiu-se
o
7e
Deum
que foi
entoado
pelo
doutor
em
Theolo-
gia pela Universidade
de
Coimbra,
Fr.
Florentino
de
S.
Thomaz
Alhaide
e
Bri
to,
e
harmoniosamente
cantado
a
grande
instrumental.
No
fim
saiu
da
egreja
a
procissão,
acompanhada
de
grande
numero
de
eccle-
siasticos,
e
de
immenso
povo,
no
qual
se
divisava
a maior
devoção
e
acatamento,
indo
debaixo
do
pallio o
SS.
Sacramento,
e
subindo
ao
ar,
durante
o
transito, mui
tos
foguetes,
em
signal
d
’
alegria
e
jubilo
pelo
fausto
motivo
que
determinara
a
celebração
desta
grande
e
esplendida
festa.
A
’
noite
houve
uma
linda
illuminação
no
frontispício
da
egreja,
musica,
fogue
tes,
tiros
de morteiros,
e
emíim,
enthu-
siasticos
vivas
ao
novo
Ponlitice
o
SS.
Padre
Leão
XIII.
E
agora,
antes
de
acabar
esta
ligeira
descripção,
não
posso
deixar
de tecer
os
devidos
elogios
ao
digno
parocho
encom
mendado
da
dita
freguesia,
pela iniciativa
que
tomou
etn
promover
esta
pomposa
demonstração
de
amor
e
adhesão
ao
Su
premo
Pa-tor,
Vigário
de
Jesus
Christo
na
terra,
não esquecendo
os
valiosos
au
xilias
que,
para
este
fim,
lhe
foram
prestados
por
vários
cavalheiros,
seus
fregueses,
e
cora
especialidade
por
um
exemplar
ecclesiastico
de
nome
pa
dre
José
de
Vasconcellos,
pois
que todos
concorreram,
e
trabalharam
com o
maior
zelo,
para
que tudo
se
fizesse
com
aquella
decencia
e
apparato
que
exigia
um
acto
tão
solemne.
Não devendo,
pois,
uma
tal
solemni-
dade
ficar
sem ser
publicada,
visto
que
pode
servir
de
incentivo
a
que,
em
dif
ferentes
parles,
se
celebrem
muitas
ou
tras
no
mesmo
sentido,
rogo-lhe,
snr.
redactor,
o
obséquio
de
dar
cabimento
a
estas
maí
traçadas
linhas
n
’
um
canto
do
seu
mui
li
io
jornal
o
«Commercio
do
Mi
nho»;
pelo
que
se
confessará
summamcnte
penhorado
o
Seu
constante
leitor
*
*
*
UZOILBi
lausperenne.
-Expõe-se
segunda-
feira no
templo
do
Populo.
Utanc» Coramereial de
Oraga.
—
Como
dissemos
em
o n.°
antecedente,
a
eleição
da
commissão
liqnidataria do
Banco
Commercial,
no
dia
27,
no
ihea-
tro
de
S.
Geraldo,
fot
muito
concorrida
e
disputada,
entrando
nas
urnas
343
listas.
Deu
o
resultado seguinte:
Direcção
—
Os
snrs
dr.
desembargador
Antonio
J.
Pinto
da
Costa Rebello,
para
pre
sidente;
Manoel
Marques
da
Silva
Pereira,
para
vice
presidente;
Maciel
Duarte
Goja, e
Antonio
José
Pereira
de
Magalhães
Jú
nior,
para
secretários.
Obtiveram
174
votos,
levando
apenas
4
ou
3
votos
de
maioria
aquella
etn que
era
eleito
presidente
o
snr.
José
Alves
de
Moura.
Commissão
liquidalaria
—
0
snr.
Ma
noel
Simões
Braga,
que
na
l.a
votação
obtivera
unanimidade
de
votos
para
mem
bro effeclivo
e
os snrs:
João
Luiz
Pipa,
com 173
votos,
e
Manoel
Joaquim Gomes
com 169.
Supplentes
—
Os,
snrs.
Manoel José Fer
nandes
Pereira, com 170
votos,
e For-
tunato
Jorge
Guimarães,
com
169.
Afóra estes,
os
que
obtiveram
maior
votação
para
a
commissão
foram
os
snrs.
Antonio
da
Silva
Pereira
de
Magalhães,
168
votos,
e
Manoel
José
Lopes
dos San
tos,
164.
AcerSre
sla nasueaçãt».
—
Sabemos
por
pessoa
fidedigna
que foi
nomeado
chefe
da
secção
militar
da secretaria
do
governo
geral
em
Loanda,
o nosso palricio
o
snr.
capitão
Barlholomeu
José
de Paiva,
cunhado
do
nosso
empregado
o
snr.
Do
mingos
José
de
Souza
Aguiar.
Felicitamos
o
nosso
patrício.
FHlleeimento.—
Por 8
horas da
noi
te
d
’ante-hentem
falleceu
o
revd."
padre
fr.
João
da
Cruz,
que era
capellão da ir
mandade
do
Populo,
e
egresso
de Santo
Agostinho,
vulgo
Graeianos.
Contava
7(1
annos
d
’edade.
0
seu
cadaver
foi
hontem acompanha
do pela
irmandade de
Santa
Cruz
pira
a
capella
de
S.
Miguel-o-Anjo, d
’onde
por
10
horas
da
manhã
d
’hoje
será conduzi
do para
o
cemiterio
com acompanhamen
to
das
irmandades
de
que
o
finado
era
irmão.
rsesnusíado rigor.—
Com
esta
epí
grafe,
o
«Amigo
do
Povo»
d’
ante-hontem
escreve
algumas
palavras
em que
stigma-
tisa a
sentença
que
condemnou
o
cabo
Mello,
n.°
16,
do
corpo
de
policia.
Não
seremos
nós
quem
elogiará
a
de
masia do
rigor
na
condemnação
de
um
reu
qualquer; comtudo
é
praxe seguida
que
quando
o
castigo
é
infligido
a
um
ignorante,
aquelle
deve
ser
menos
duro
do
que
o
infligido
ao
que
conscientemenle
abusou
do
poder.
Isto
em
casos
analogos.
E’
com
estas
palavras que
hoje
res
pondemos ao
«Amigo do Povo»
ácêrca
de
ter
o
collega
dicto
que
nós
estavamos
mal
informados
quando
neste
jornal
se
referiu
o
facto,
que
motivou
a
condemnação
do
poiicia Mello.
A’
fx.lua easnacis, —
Ha
muito
que
o
interior
da
arcada
da Praça
Municipal
e passeios
exteriores d
’esta
estão
servindo
de
armazém
de
louça,
não
só
nos
dias
de
semana
como
nos domingos e
dias
sancli-
ficados.
Lio,
que
a
nosso
ver
não
passa
d
’um
abuso,
torna-se
incommodo não sá
a
alguns
moradores
d’aqu
dle local, como
também
aos
transeuntes,
que,
ou
hão
de
abster se
de
passar
alli,
on
se
o
fizerem
terão
de
ir
com
o
credo
ni
bôcea para
não
fazerem
cacos!
Lembramos
á
ex.'"
a
camara
a
neces
sidade
de
pôr
côbro
a
este
abuso,
que
nos
parece
intolerável,
e
esperamos
ser
attendidos;
pois
entendemos
que
só
po
deria
ser
tolerado
o
vão
entre
as
colum-
n
s,
mas
alternadamente,
e
nunca
de
fór
ma
que
obstrua
o transito.
*
*
*
—
P
ir
determi
nação
superior
é
declarado inficionado
de
febre
amareila,
desde
23
de
fevereiro
ul
timo, o porto
da
Bahia,
e
são
considera
dos
suspeitos
da
mesma
moléstia,
e
desde
egua!
data,
os
demais
portos
da
referida
província
Reforma 4® ensino seeun<larie,
—0
illustrado
correspondente
de
Lisboa
pa
ra
o
«C.
Portuguez»
diz
que
a
commissão
encarregada
de
apresentar
a
reforma
do
ensino secundário
já
organisou
esse
tra
balho. Falta
agora
escrever
o
relalorio
que
o
precede e
formular
os
necessários
regu
lamentos.
Esta
consulta
será
brevemente
publicada,
no
«Diário»
para
que
seja
dis
cutida
e
a
commissão
possa
saber
a
opi
nião
do
publico
para
depois
se
fazer
o
pro-
jecto
ditinilivo.
Segundo
a
nova reforma,
haverá
ly-
ceus
de
duas
ordens—
os
centraes
o
os
dis-
trictaes.
Os
centraes
são
3.
em
Lisboa,
Perto
e
Coimbra.
Os
segundos
nas
cabeças
dos
ou
tros
districtos.
A
duração
do
curso
é
de
seis
annos
nos
primeiros
e
de
4
nos
segundos
Os
quatro
primeiros
annos
são
analo
gos
em
todos,
estabelecendo
portanto
um
curso
geral.
Os dons
annos
restantes
são
como
um
curso
supplementar
de
humanidades
e scien-
cias,
que
habilitam
para
os
altos
estudos.
Sem
esse
curso
não
se
poderá
frequentar
as
escbolas
superiores.
Em outras
terras
poderá
haver
lambem
lyceus
secundários
com
um
curso
de
dous
annos—r,s
dous
primeiros
dos outros
ly
ceus.
Serão,
porém,
sustentados
pelos
mu
nicípios,
concorrendo
apenas
o
governo
com
um
terço
de
despeza.
Cada
lyceu
dislri
tal
terá
10
cadeiras,
onde
se professarão
as
seguintes
maté
rias:
Portuguez,
francez,
arilhmetica,
geo
metria
e
ensino
commercial;
desenho,
la
tim;
geographia,
historia,
princípios
de phi-
sica
e
chiinica,
inlroducção
á
historia na
tural,
lógica
e
moral.
0
curso
complementar
comprehende
as seguintes
matérias:
Litteratura
portu-
gneza;
lati
nulade;
algebra
e
trignometria;
phisica
e
chimica;
philusophia;
inglez,
al-
lemão
e grego.
Os
exames
em
qualquer
lyceu
serão
feitos
por
anno
em
duas
secções,
podem-
se
fazer
por
disciplina,
mas
não
valem
pa
ra o
curso
geral.
Podem-se
tirar
cartas
de
curso
geral
e
de
curso
superior.
Não
haverá
professores
substitutos.
Haverá
angmento
nos
ordenados.
Os
professores que
ensinarem
parti
cularmente
poderão assistir
aos exames
dos
alumnos
internos,
mas
não
farão par
te
das
mezas
onde
se
examinem
os
ex
ternos.
Ficarão
á
disposição
do
governo
para
irem
examinar
a
qualquer
outro
ly
ceu,
sendo-lhes
apenas
abonadas
as
despe
zas
da
viagem.
p.«gtna
«5
m
«-
í
®
sí
».
—
N
’
um
albutn
do
conde
Ensemberg
encontra-se uma
d
’
essas
paginas.
Guizot
escrevera:
—
«Na
minha
vida
aprendi
duas maxi-
mas:
—a primeira
perdo;r
muito,
a
segunda
não
esquecer
nunca».
Thiers
escreveu
em
seguida.
—
«Para
o
perdão
ser
sincero
não
seria
mau
um
pouco
d
’
esquec
mento».
0
celebre
Bismaik
concluiu:
—
«
Tenho
aprendido
a
esquecer
muito
e
a
pedir
que
me
perdoem
bastante».
® aireísía-o do
paquete
ílio-»oil-
ro.~
tViiina carta
d
’
Anvers,
datada de
16,
e
publicada
ti’tim
jornal
francez, lê-se
o
seguinte:
0
paquete
portuguez Rio-Douro,
a bor
do
do
qual
houve,
hontem
ás
5
horas
da
tarde,
a
explosão
annunciada
pelo
telegra-
pho,
eslava amarrado ao
cáes
oriental
da
grande
doka
de
Kaltendyk,
e
devia
par
tir
para
Lisboa,
com
escala
pelo
Havre.
Estava
carregado
com
10 toneladas
de
sa
litre,
3
caixas
de
cartuxos
melallicos,
e
outras
mercadorias. I
ma
grande
chamma
devorando-o
no
meio
d
uma
espessa
co-
|umna
de fumo branco,
precedeu
a
enor
me
exploro
que
pôz etn
alarme
tolo
o
bairro
septentrional
da
cidade.
Os
soccor-
ros
chegaram
immediatamenle:
Mr.
de VVael,
burgomeslre,
o
capitão do
porto
e
o
chefe
d
a
estação
das
dokas
de
Ativer»
(Anvers
Bassíus)
(oram
os
primeiros
a
chegar
ao
looar
do
sinistro.
O incêndio
foi
prompla-
mente extincto.
O
paquete
soffreu
pouco
exteriormente,
mas,
por
desgraça,
não
succedeu
o
mes
mo
á
equipagem.
O
carpinteiro
morreu,
quatro
marinheiros
foram horrivelmente
queimados
e
tres
outros
leveijiènle
feri
dos.
A
vida
de
duas
vielimas
está
em
grande
perigo.
A
causa
do
sinistro
é
ainda
desconhe
cida.
imíftUa.
—
A
respeito
da
pateada
que
deram
alguns
fedelhos
e
creauças
mal
educados,
que
ainda
ha pouco andavam
du
coecas,
capitaneados
por
tres ou
qua
tro
mais
matreiros, alguns
dos
quaes
os
seus
nomes
estão
no
catalogo
da
policia,
e
que
já
deveriam
ter
mais
juiso,
não
nos
conformamos
com
o
que a
simiihante
res
peito
diz
o
«Jornal
Académico»,
n."
48,
tanto
no
que
chama
desaffronta
da
maio
ria
da
classe
académica,
a
qual linha
a
saldar
contas
com
a actriz
Josepha
d
’Oh-
liveira,
não
era
no
theatro,
e
no
bom
desempenho
da
sua profissão,
porque,
co
mo
actriz.
andou
perfeitamenle,
e melhor
do que
algumas
estrangeiras,
a
quem
le
mos visto
essa
mesma classe
prestar-lhe
fa
náticas
homenagens;
e
menos
quanto
á
censura
que
faz
á
auctoridade,
que,
fazen
do
entrar
na
ordem
10
ou
12
creanças
desordeiras,
que
estavam a
encommodar
o
resto
dos
espectadores, que
eram
cente
nas,
foi
por
estes
louvada.
Braga
porora
não
é
Coimbra,
onde
as
aucloridades
se
vêem
muitas
vezes
força
das,
por
poder
occullo,
a
contemporisar
com
as
demasias
da
Academia.
Cumpre
que
a
policia de
Braga
faça entrar
nos
justos
deveres
de educação
esses
jovens
imberves,
que,
seus
paes,
sabe
Deus
com
que
sacrifícios,
os
sustentam
em
Braga,
para
estudarem,
e
não
para
irem
para
os
lupanares,
botequins
e
lheatros;
n
’estas
casas
a
policia tem
rigoroso
dever
de
os
vigiar;
emquanto
elles
são
menores,
deve
até
cumprir o
dever
de seus
paes
au
zentes.
Giierrn
«l«
Oriente.—
Os
ullinus
telegrammas
relativos
á guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
26
—O
«Times
publica
um des
pacho
de
S.
Petersburgo
annunciando
que
o
general
Ignaliefl
partiu
para
Vienna
de
Áustria.
Esta
viagem
—
accrescenta
a
mes
ma
folha—
foi
motivada
pel
>s
inquietações
e
prese
itimentos
da
Rússia
com
referencia
á
altitude
da
Áustria.
A
Rússia
e
a
Alle-
manha,
diz
ainda
o
«Times»,
redobram
de
exlorços para ganhar
a
c
mfiança
da Áus
tria
e isolar
a
Inglaterra.
Constantinopla
26
—Entrou
hoje
n
’
esla
cidade
o
gran
duque
Nicolau, que
depois
sultão
foi
visitar
a
mo-
norle
com-
arma-
da entrevista com
o
embaixada
allemã. O
gran
duque
almoça
ámanhã
com o
sultão.
Londres
27
—
O
«Morning Post»
diz
que
se
mallogrou
a
nova
tentativa
da
Áustria
para
trazer
a
Rússia
a
ideas
mais
ileradas.
0
«Daily
Telegraph»
publica
um
des
pacho
de
Vienna
assegurando que
a
Áus
tria
adopton
a
idea da
annexação. Parece
que
pedirá
não
só
a
annexação
da
Bmsnia
e
Herzegovina
senão
também
do
da
Albania
e
parte
da
Macedonia,
prehendendo Salonica.
Paris
27
—
A
Rússia
activa
os
mentos.
Já
foram
chamados
a
fileiras 200:000
homens
da
2.
a
linha.
Paris
27
—
As
ultimas
informações
de
monstram
os
esforços
que
a
Rússia
em-
Ptega
para
separar
da
acção
a
Áustria
da
Inglaterra,
buscando
pôr
em
accordo
os
mteressès
austríacos
com
o
texto
do
tracta-
<lo
de
S. Stefanio
Este
ultimo ponto
con
sidera-se dtflicil.
Entretanto
Andrassy con-
lirma
a
idea de
que
dado
o
caso
de
con-
Hicto entre
a
I
;glaterra
e
a
Rússia
o
in
teresse
da
Áustria
será
guardar
a
neutra
lidade.
Do
conjnncto
das
informações
aqui
re
cebidas
dep:ehende-se
que
a
situação
con-
tinúa
inquietadora.
Não
se
annuncia
por
?
ra
nenhum
accordo
entre
a
Rússia
e
a
Inglaterra;
julga
se, comtudo, que
a
col-
llsao
não
será
immediata
a
não
ser
que
a
Rússia
não
p^
1
ndo
snpporlar
o
arma
mento
prolongado, tomará
a
iniciativa na
neta.
Um
despacho
de
Constantinopla,
da-
ndo
de
h
je,
men
ti
ma
o
boato
de
que
a
Porta
vai
dirigir
á
Inglaterra
uma
nota
concebida
em termos moderados,
lembran-
°
’lhe a convenção,
no
que
diz
respeito
308
estreitos
e
pedindo
que
retire a
es
quadra.
O
mesmo
despacho
menciona
o
boato
de
um
tractado
de alliança defen
siva e
offensiva
entre
a Turquia
e
a Rús
sia,
a
qual
modificará
favoravelmente
as
condições
do
tractado
de
S.
Stefanio,
so
bretudo
a indernnisação
pecuniária.
Noticia de
Ceará. —
Até 24
de
fe
vereiro
haviam
emigrado
do
Ceará 8,747
pessoas
para
o
sul
e
4,296
para
o
nor
te;
total
da
emigração
13,043.
O
estado
sanitario
da
província
continua
a
ser
péssimo.
N<o
capital
morreram desde o dia
1
até
lo
nada
menos
de
49
pessoas.
No
Aracaty a
mortandade diaria
era
de
70
a
<30,
mas
no
dia 9 e
12
subiu
a
101.
No
mez
de janeiro o
numero
de
obi-
tos
f
i de
2,114.
Na
cadeia
tem
morrido
muitos
presos
atacados
de
beribeii.
Como
medida
hygie-
nica Inandaram
transferir
24, que estavam
atacados
d’
este
mal,
para
as
cadeias
de
Ma-
ranguape
e
Palacuba.
Em
Missão
Velha,
dizemjao
«Cearense»,
morrem
diariamente de
12a
16
pessoas á
fome,
e
é
tal
a
miséria
que
muitos
ficam
insepultos
e
são
devorados
pelos cães.
Um
gigante
escoccz.
—
Um
escocez,
fidalgo da
aldeia,
chamada
Wilson,
diver-
le-se
desde
algum
tempo
a
admirar
os
bons
camponezes seus
visinhos,
com
suas
proezas
musculares.
Algumas
vezes,
levanta
com
os dentes
pezos
de
109
kilogrammas
e
leva
sobre
seus
hombros
cargas
de
meia
tonelada,
outras
faz
parar
carretas
e
charruas
com
uma mão
e
caminha
com
um
shelladd
po-
nej
d
baixo
de
cada
braço, que leva
com
a
mesma
facilidade
como
se
levasse
duas
cadellitas.
A proposilo
d
’
este alheleta, que
se
sus
tenta
principalmente
com
farinha
d
’aveia
fervida
—
o
prato
nacional
dos
higlanders
—e
que
tem
mais
de
dois
melros
d
’
altura,
póde
citar-se
o talho
d’algumas celebrida
des
históricas
Sesostris
o
Egypcio
tinha 2
ni36;
o
im
perador
Maximino,
2.ra
43;
Artacheu
2,m
53
e
Cabbara,
2.m
87.
Por outra
parte,
Milon
de Crelona
pe
gava
n
’
um
boi
ás costas;
Polydamus
fa
zia
parar
um
carro
cora
uma
mão pu-
chado
por
dois
fortes
cavados;
Maurício
de
Sace
quebrou
n
’
um
dia,
em
casa
d’
um
ferrador,
todas
as
ferraduras
que este
lhe
apresentava;
Barsabas
fazia
o exercício
da
espingarda
com
uma
grande
peça
d
’
arti
llieria;
Augusto
II,
rei
da
Polonia,
leva
va
um
homem
na
palma
da
mão
como
quem
leva
um
pião,
e
Bouffers
era
tão
valente
que
quatro
homens
robustos
não
p
aliam,
empurrando
o,
fazel
o
adiantar
um
palmo: dava
algumas
vezes
a
volta d
’
uma
praça
com
um
cavalio
ás
costas.
NOVO HORÁRIO
Alexandre
José
Pereira
Calheiros,
da
villa
do
Pico,
participa
ao
respeitável
publico, que
o
seu
carro
diário
que
sae
desta
cidade
ás
2
horas
da
tarde,
em
di
reitura
á
villa
do
Pico, principia a
sahir
ás
3
horas
da
tarde
no
dia
31 do
cor
rente.
O
seu
escriptorio
é
na
esquina
dos
Uhãos
de
Baixo,
em
casa do snr.
Ma
noel
Barros,
loja
de funileiro.
Promette
o
bom
tratamento
aos
seus
freguezes,
co
mo
até
aqui,
e
espera
o
procurem.
Preços
os
do
costume.
Braga
29
de
março de 1878.
Alexandre
José
Pereira
Calheiros.
O
encarregado
—
José Joaquim da Silva.
(819;
CONVOCAÇÃO
ME CHEMORES.
Pelo
respectivo
juiz
commissario
foi
designado
o
dia
10
do
futuro
mez d’
abril,
ás 12
horas
da
manhã,
na
casa do
tri
bunal
commercial
d
’
esta
cidade,
para a
convocação
dos
credores
do
Banco
Com
mercial
de
Braga.—reunião que
terá
por
tira
a
eleição
da
commissão
liquidataria,
a
qual
será
composta
de
tres
membros
eflectivos,
e dois
substitutos,
—
tendo
os
mesmos
credores
d
’
apresentar,
no
acto
da reunião,
os
litulos
comprovativos
dos
seus
créditos;
e,
quando
representados
por
procuradores,
deverão
estes
apresen
tar,
não
só
a
competente
procuração,
como
também
os
litulos comprovativos
dos
créditos
de
seus
constituintes.
Braga 27 de
março
de
1878.
O
escrivão
do tribunal
commercial,
(829)
José
Firmino
da
Cosia
Freitas.
ARREMATAÇÃO
O
conselho
administraclivo
do regi
mento
de
infantaria
n.°
8,
faz
publico,
que
no
dia
13
de
Abril
proximo,
pelas
11
horas
da
manhã
e
na
salla
das
sessões
do
mesmo conselho, tem
de
proceder
á
arrematação
dos
maleriaes
necessários
para
a
continuação
das
obras
do
quartel
do
Pop
u
lo.
Os
maleriaes
a
arrematar
são
os
se
guintes.
Madeira de
pinho
de
Flandres,
Pinhei
ros
medianos
para
andaimes,
ferragens,
cal,
areia,
cestos,
vassouras
de
piassaba,
chumbo,
oleo
e
differentes
tintas.
As
condições
e
quantidade
dos
ditos
maleriaes
estarão
patentes
no
mencionado
conselho
todos
os
dias
não
santificados
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás 2
da
tarde.
Quartel
em
Braga
29
de março de
1878.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio.
(821)
Alferes
d’
infanleria
8
REUNIÃO
DE CREDORES
São
convidados
todos
os
credores
da
massa
fallida
de
Sebastião
Ramos Barros
Pereira,
morador
que foi
n
’
esta
cidade,
areunirem-se no
dia
13
de abril
futuro
pelas
10
horas
da
manhã
na
casa
do
Tri
bunal
Commercial
d
’
esta
mesma,
situado
no
largo
de
Santo
Agostinho,
para
lhe
serem
apresentadas
as
contas
que da sua
administração
vem prestar os
administra
dores
da
mesma
fallencia
abaixo
assigna-
dos
e
para
lhes
ser
prgo
no
mesmo
acto
o
que
lhes
pertenceu
em seu
dividendo.
Braga
29
de
março
de
1878.
Os
administradores
Antonio
Manoel
Agres d’
Oliveira.
Bernardo
José
Fernandes
Carneiro.
(822)
ÉDITOS DE
30 DIAS
Pelo
Juizo
de
Direito
d
’esta cidade
e
comarca
de
Braga
e
cartorio
do escrivão
do
4.°
ollicio
Gaspar
Augusto d
’Oliveira
Faria
Basto,
correm
éditos
de 30
dias,
citando,
chamando
e
requerendo
todas
as
pessoas
incertas
quaesquer
credores
e
le
gatarios
desconhecidos ou
residentes
fora
da
comarca,
que se
julguem
com
algum
direito
e
acção
ao
cazal
da
finada
The-
reza
de Jesus Soares,
morada que
foi
no
logar
da
Lage,
freguezia
de Gualtar,
d
’
esta
comarca,
para que
venham, n
’aquelle
prazo, deduzir
e
allegar
seus
direitos
ao
inventario
a
que,
por
este
Juizo
e car
torio
do referido
escrivão, se
anda
pro
cedendo por
seu
fallecimento,
sob
pena
de
revelia
e
lançamento.
B
aga
15
de Março
de
1878.
O
Escrivão
do processo
Gaspar
Augusto
d'Oliveira
Faria
Basto.
Verifiquei
a
exactidão.
(817)
Antonio
Brandão
Pereira.
DE
ALFAIATE
Manoel
José de
Lima
(vulgo,
Ginda-
relia),
annuncia ao
respeitável publico,
e
aos
seus
amigos,
que
acaba
de
se
esta
belecer na
rua
de
S. Marcos,
n.°
11.
Pede,
pois,
a
todos,
para
irem
alli
utilisar-se
dos
seus
serviços.
As
suas obras
serão
feitas
com
esme
ro,
e
rasoaveis
em
preço.
dinheiro
a
juro
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
VENDE
SE
Uma
morado
de casas de
um pri-
jilOÈ.
meiro
andar
com
muitos
commodos
p
ara
f
an)
j|j
ai
[
)oas
lojas,
poço
com
muito
boa
agua,
c
grande
quintal,
já
bem
plantado
e
muito
a
vinhado,
na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra
n.°
55.
Para
tratar no
n.°
57
C.
VENDE-SE
12
Cadeiras
2
Consolos
com
pedra
2
Cadeiras
de
Braço
um
Sofa
e
um
Alma-
rio
troz Camas
tudo
novo
inda
empalhado
como
veio
do
Porto
na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra
n.°
57 C.
(818)
»
Vendem-se
trez
moradas
de
ca-
sas
’ contíguas
umas
ás
outras,
na
rua
|)j
re
i(
a
<j
a
Q
ruz
(j
e
Pedra com
os
n.
os
22, 23,
e
23
A.,
lendo
um
bom
e
grande
quintal
poço,
e
ontras
casas
no
fundo
do
referido
quintal
com
frentes
para
o
Beco.
Quem
pertender
dirija-se
ao
vendedor,
nas
casas
n.°
23
A. (816)
VENDE-SE
,^5,
Em
uma
das
melhores
ruas d
’
es-
.la cidade
urna
morada
de
casas,
em
muito
bom
estado.
No
escri
ptorio
da
administração
d
’este
jornal,
se
diz
com
quem
se
trata.
(787)
DINHEIRO A JURO.
A
Irmandade
de Santa
Maria Magda-
lena,
da
Falperra,
tem
para dar
a
juro
1:350^000
reis.
Braga
2
de fevereiro
de
1878.
O
secretario
—Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
Pio IX em Miniatura ou liesumo
da
Historia de l io IX.
Pelo
Padre
Luiz B.
C.
Pacheco.
A
’
venda
no
escriptorio
d
’
esle
jornal.
Preço
300
reis.
Dicciunario
Prosodico
dc
Por
tugal
e
Prazd por Antonio
José
de Carvalho
e João de
Deus
1
vol.
—
I
j
JOOU
reis.
Remette-se
pelo
correio
a
quem
man
dar
1$t)50.
Todos
os
pedidos
devem
ser
feitos
a
Pacheco
&
Barbosa
—
Lisboa.
No
Brazil,
a
Lopes
do
Couto
&
Filhos
—
Rio de
Ja
neiro.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS HIISSIONARIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
conecta
e
muito augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas, e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
8.
Exc.*
Eev.
m
*
o
Snr.
D.
João Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
3
E,
e nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Catbolica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de
Manuel
Malheiro,
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
.
.
.
160
reis
»
encadernado
....
240
»
DISCURSO
do
depulailA
frnnerz catholieo
O
CONDE
ALBERTO DE MUN
Pronuneiado
ito eniet-rrsmento da
ROHembkU
<jea*al
mrnbroa
<!« obra circulo»
catholieoa
de
ojserftriog
TRADUZIDO
PELO
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se n
’esta
redacção
por
60
rs.
_ -----
Gran
êxito
en Paris
f
VELOUTINE
GH
les
FAY
X
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
COM
BISMUTO
INVISIBLE
Y ADHERENTE, dá al cútis
frescura y trasparencia.
x
I
nventor
CHARLES FAY, 9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
S .
Se
vende en
las
Farmacias,
Peifumerias. Peluquerias y
liendas
d - ipiincalla.
Desconfiar de las falsificacioncs.
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
ORANOE HEBIICÇÃO
RE PREÇOS NA 3.a CEASSE.
DA COMPANHIA
FABiUL
S1NGEK
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE,
17
BRAGA
Cr<«nde
redueção ie preços esti toiSas as
itiae^iinas <!e eostuia da
COMPANHIA FABRIL SINGER
Os
únicos
fabricantes
de
machinas,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal,
para
fornecer
direclamentea
ao
publico,
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universa!
de
Philadelphia.
GRANDE
FACILIDADE DE PAGAMENTOS
PARA
ADQUIRIR
AS
MELHORES
MACHINAS
CONHECIDAS
MAiS
DE
UM
ANIW
DE
PR
à
ZO
Em
prestações de £500
SS.5S- semanais, em
todas as machinas
USEM
ENTRADA ALGUMA!!
Ou IO
por cento d’nbatimcnto a prosnpt» pagamento
EiVSINO
CtRATIS EM CASA »O COMPRAOOR
Peçam catalogos illuslrados
Com listas cios preços e condições na SUB-SUCCURSAL
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de
S.
a
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO, CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ, e outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PEEO
MESMO PREÇO <JVE
P.í.R.1 O RI» OE JANEIRO
TAGUS
GUADIANA
PAQUhTLS
A
S-UR
DE
LISBOA
.
.
.
13
de
Março
I
NEVA...........................13 de
Abril
.
.
.
29
de
Março
|
MONDEGO.
.
.
28
de
Abril
PREÇOS COMMODOS
Cada
paquete
d’esia eampaahia
leva
a
bordo
eríados
e
eaginheiroí
pertuguezea
par*
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as eSasseia.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
proiincial,
a conducção
para Lisboa
é
por
conta
da
Ctmpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A.
borde
oh
passageiros trem
grátis cama, roupa de eanaa, co
mida
feita
por eoaiesheiroo portugiBezea, vinlao duas vexes por dia,
; ua^iateneia
medica, serviço de eriadoa e outras deapezns.
A
EXPER1ENCIA
de
mais
de
ura
quarto
de
século
tem
feito
com
que os
paquetes
d
’
esta
í
companhia
(a mais
antiga
na carreira
do
Brazil) sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
I
o
segurança
excepcional;
além d’
isso
pela
limpesa, boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
:
a
bordo,
e*
pelos melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygicne como
para a
coiumodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos
que ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção das suas
ma
‘
as
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe-
’
ratriz
do Brazil,
como
também
S.
A.
o Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
?
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TA1T.
Para esclarecimentos
em
Braga
o
snr. João
Manoel da
Silva
Guimarães,
rua do Souto,
í
DA
C»Mi*AIWHS81E-áO.
17,
RUA
DE S. VICENTE, 17
Fabrica
a vapor di fundição de
ferro e metaes
Travessa
«le S. João—SSraga.
Nesta
fabrica,
unica
na
provincia
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro como
de
metal. O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios para
poder
elevar
este
melhoramento
de industria á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
’
em parte o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os tamanhos
e
qualidades
pelos
preços que
possam ser
encontradas
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para eixos de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira,
bancos
para jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
systema
para
lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapeies
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras.
Tam
bém
concerta
todas
as obras
deste
gene
ro.—Preços
do Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
O
Proprietário—
Anlonio
Germano Ferrei-
rinha.
?
hh
.
Os
Rebuçados mytilievs,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são o
melhor
dos
remedios
até
noje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL, rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(621)
A
BELLEZA
DAS SENHOR ÁS
Pomada
sympalhica,
para destruir,
de
momento,
o
pello
da
cara
e
mesmo
cabel-
!o
em
quantidade,
sem
causar
o menor
damno
á
pelle.
Xarope
peitoral de Rei
Empregado
com
os
melhores
resulta
dos
nas moléstias
pulmonares,
tosses
an
tigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e
chronicas,
broncorrhea, catharro
pulmonar
seja
qual
fôr o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
resia,
lisica,
catharro
suílocante,
angina
nervosa,
tosse
asthmatica,
escarros
de
san
gue,
etc.
etc.
Os
effeilos
d
’este
verdadeiro
especifico
são
seguros
e rápidos
e é
considerado
na
opinião
publica
o melhor medicamento
pa
ra
taes
padecimentos.
A
’
venda
em
Braga
1
nas
pharmacias Pipa &
Irmão,
Oiphàos
e
Alvim.
Em
Guimarães
na
pharmacia
de
Pereira
Martins.
Deposito
principal
na
phar
macia
Lisbonense, Largo
do
Corpo
Santo
-LISBOA.
(762)
4$
M
1
RUA
DE S.
MARCOS,
N
5.
v
Jt
Vende papeis
pinta-
ff
H
dos
para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
postos, a prin-
W
cipiar
em
80
reis
a
peça.
i
“
x |
||
Vende
olio, tintas e
pi
vernizes
para
pinturas
de
|f
4
casas,
tu
io
de
boa
qtudi-
>
-*■
C
j
jU
$
dade.e
preços
muito
resu-
B
midos.
8
.
g
g
Vende
cimento
rorna-
âj
no
para
vedar
aguas,
ges-
A
so
para
estuques de ca-
í|
g
sas,
tudo
de primeira
qua-
W
lidade.
B
CIRURGIÃO
SSÍÍSTSSTA
DA
Escola
Americana
Consnitorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(800)
JOSÊ ANTONIO FERREIRA.
GOMES.
5,
K'
um
Nov»»,
5
BRAGA
Cora
estabelecimento
de
pregagem
de
todas
as
qualidades,
mercearia,
papei
e
chá—
cartonagem
para
dezenho,
íloragem
e
aprestes
para
ílôres
—
slearina,
pós
finos
para
gomina,
etc.,
etc.
N
’
este
antigo
e acreditado estabeleci
mento
se encontra
um
completo
sortimen
to
de livros
em
branco,
proprios
para
escripturação
mercantil,
bem
como
papeis
e
artigos
para escriptorio.
Também
se
encontra um
sortido de
chá
hyson
desde
800
a
l$400
rs.
459
gram.,
e muitos
ou
tros
artigos
proprios
de seu
negocio que
tudo
vende
por
preços
commodos.
(72S)
ESTEIRAS PASSA
FORRAR
SAE
AS.
Manoel
Dias
da Silva,
premiado
na
exposição
de
Braga
em 1863,
na Inter
nacional
Portuense
em
1875,
na
de
Vien
na de Áustria
em
1873
e
na
de
Phiia-
delphia,
em
1876,
faz
publico
que
tomou
conta
do
estabelecimento
de esteiras
da
rua
do
Souto
n.°
40
e
40
A, d’
esla
ci
dade,
aonde
o
fabrico
das
esteiras
prin
cipia a
ser
no
systema de
Lisboa
e
Porto-
Também
lava
e
compõe
sendo
precizo.
No
mesmo
estabelecimento
ha
sortimento
de
capachos
de
esparto.
(
”
61)
Quem
quizer
arrendar
a casa n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
faile
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do
Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está auctorisado
para
este
fim.
(713)
CASA A PARA A5BE1TE
No
largo
de
S. Miguel-O-Anjo,
n.°
D,
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva
cinco pipas,
e toda forrada
de
castanho.
(700)
Parte de Comércio do Minho (O)
