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-
E!LEI.aeJ5OS,%, POLÍTICA SE NOTICIOSA
REDÃCTORES—
I). Miguel Sollo-Mayor e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de
Mesquita Pimentel.
5&:
6.°
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATUBA
Braga,
12 mezes
...............................
1&G00
»
6
».............................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repeti-;
5o
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS, QUINTAS E
SÃBBÃDOS.
PREÇO DA
ASSIGNATUBA
Províncias,
12
mezes............
2&000
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaíuras
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
3&6O0
Folha avulso
...................
10
N.°
855
BR4«A-
TEBÇ
*
.FEia4
89 DE
OVTVBRO
»E 1M5»
Os
eatholicos
accommodalicios
,
os
fieis
seguidores
das
instituições
e
da
dynastia,
sob
cujo
predomínio
a
religião
tem
che
gado
em
Portugal
ao
estado
florescente,
em
que
actualmente
a
vemos,
não
deixam
de
disparar-nos
de
quando
em
quando o
seu
tiro
de
polvora
sêca.
Ainda
ha
pouco
liamos
nós
em
um
jornal, que
não
faz política,
o
seguinte:
«Devemos
advertir
que
a palavra
libe-
ralisiio
não
significa
o
que
vulgarmente
entre
nós
alguns
querem
inculcar,
prin
cipalmente
jornalistas
e pessoas
de má fé.
Não
é
a
fórma de
governo
ligada
a
certa
dynastia;
mas
sim
uma
eschoia
ou
corpo
de
doutrina
política
(então agora já
ha
liberalismo
político?),
social
e
religiosa.
Tal
doutrina
chamada
liberal,
ou libera
lismo,
amolda-se
a
todas
as
fôrmas
de
governo,
quer
seja
monarchia
absoluta,
temperada
antiga,
ou
representativa
mo
derna;
quer
seja republicana,
democrática,
ou
demagógica de
differentes
matizes».
Também
nós
admiltimos
que
o
libe
ralismo
não
seja
propriamente
a
fórma
de
governo
ligada
a esta
ou
áquella
dy-
naslia
E
’ porém fóra
de duvida,
que
exis
tem
em
differentes
Estados
da
Europa
dy-
nastias
e
fôrmas de
governo
introduzidas
ahi
de
proposito
pelo liberalismo,
para
melhor
fazer
vingar
os
seus
princípios;
e
isto
parece-nos
que
nem
o
auctor do
artigo
em
questão,
nem
ninguém
ousará
contestar
em
face
da
historia
contempo
rânea,
e
da
do
nosso
proprio
paiz.
Ora
essas
dynastias
novas,
e
essas
também
novas
fôrmas
de
governo,
sendo
inquestionavelmente
um dos
fructos do
liberalismo,
não
podem
deixar
de
parti
cipar
das
qualidades
da
arvore,
que
as
produziu;
a
qual,
sendo
essencialmente
má.
jámais
póde
dar
bons
fructos.
Arbor
mala
maios
fructos
facit
—(\\i
o
Evangelho.
Cremos que n’este argumento
não
ha
nem
sombra
de má fé.
Ha
apenas
uma|
(leducção
rigorosamenle
lógica
de
princí
pios
incontestáveis.
Também
nos
não
parece
exacto
que
a
doutrina
liberal
se
amolde
a
todas
as
fôrmas
de governo.
Pelo
contrario,
o
que
nos
mostra a
observação
dos
factos
é,
que
o
liberalismo,
em
toda
a
parte
aonde
tem
chegado
o
seu
influxo,
tem
mudado
ou
alterado
os
antigos
systemas de
gover
no,
substituindo-os
pela
chamada
monar
chia
representativa,
que
olha apenas
como
uma
transicção
para
a
republica,
que
é
o seu
bello
ideal.
O
auctor
do
artigo
em
questão
diz-
nos
alguma
cousa
a
este
respeito, que
nos
cumpre
registar
aqui.
Ouçâmos:
«As
intituladas
theorias
e
os
princípios
modernos
liberaes,
sendo
em
parte op-
postos
aos
princípios
fixos,
que
tem
regido
a
humanidade,
pretendem
destruir
estes,
e
quasi
tudo
o
que
a
experiencia,
a
sa
bedoria
e
a
tradição
haviam
consagrado».
Assim
é.
O
liberalismo,
longe
de se
amoldar
a
todas
as
fôrmas
de
governo,
e
muito
particularmente
áquellas,
que
re
pousando
em
princípios
lixos,
eram
o
resultado
da
experiencia
e
da sabedoria
dos
séculos,
pelo
contrario
pretende
destruil-as,
e
effectivamente
as
ha
destruí
do,
substituindo-lhe
o
systema
represen
tativo
moderno,
que
é,
depois
da
repu
blica,
o
que
melhor
se
coaduna
com
a
sua
missão
demolidora
e
desorganisadora.
Assim
foi
que,
ao
apparecer
pela
pri
meira
vez
o
liberalismo
em
Portugal,
na
celebre
datçi
de 1820, longe
de
obtempe
rar
aos
sinceros
desejos
da
nação,
que
lhe
pedia
o
restabelecimento
das
nossas
antigas côrles, foi
buscar
a
constituição
revolucionaria
d
’
Hespanha,
substituindo
a
lusitana
antiga
liberdade
pelo
pandemónio
chamado
parlamentarismo,
que
tem
arras
tado
o
nosso
paiz
ás
circumstancias
de
ploráveis,
em
que hoje
o
vemos,
quer
política,
quer
religiosamente
considerado.
A
’
vista
do
que
fica
ponderado,
per
guntaremos
nós
agora:
De
que
lado
es
tá a uiá
fé?
Será do
lado
dos
que,
ba
seados na
palavra
divina
do
Salvador
dos
homens
—
Por ventura
colhe
alguém
uvas
do
espinheiro,
ou
figos
dos
abrolhos?
—
de
testam
tudo
quanto
provem
da
má
arvo
re
do
liberalismo,
e
repellem
tudo
quan
to
á
sombra
d
’elle
vegeta
e
se
cria,
in
clusivamente as
fôrmas
de
governo
e
as
dynastias,
que não são
senão
outros
tan
tos
instrumentos empregados
por
elle
na
obra
de
destruição,
que
tomou
por
in
fernal
empresa;
ou
do
lado
dos
que,
pa
recendo
reconhecer
a maldade
intrínseca
do
monstro
e
o
criminoso
e
abominável
fim
de
lodos
os
seus
exforços,
o
repel
lem
todavia
só
por
metade, conservando-
se
no
campo
onde
elle
dieta
a
lei, e
abra
çados
ás
instituições
e
á
bandeira
por
el
le
implantadas
sobre
as
ruinas
da
religião
e
da
patria?
O
leitor
imparcial
e
sincero
que
deci
da
entre uns
e outros,
e
que
adjudique
depois
o
affrontoso
stigma
áquelles,
que
mais
o
merecerem.
d
.
m
.
s.
Carta
á
EJevtacçã»»
do
«Cotumereio
do
Minho»
Li
n
’este
jornal
a
censura (que
ou
tro
nome
não sei
dar-lhe),
escripla
pelo
snr.
Sousa
Monteiro, ao snr.
padre Sea-
bra,
por
ter
assistido ao officio,
e
missa
de
defunctos,
mandada
celebrar,
em
uma
das
egrejas
de
Lisboa
pela illustre
viuva
de
Alexandre
Herculano,
por
alma
de
seu
marido.
Respeito o
snr.
Sousa
Monteiro
pelo
que
é,
pelo que tem
sido,
e
pelo
vai
na
republica
das
lettras,
e
no
grémio
dos
christãos;
mas
respeito
ainda
mais
o
cará
cter
sacerdotal
do
clero;
e
não
posso,
nem
devo
ser
indifferente,
vendo-o
aggredir,
po
dendo
eu
defendel-o.
Não
conheço
pessoalmente
o
censurado,
nem
o
censor;
mas
pelas
obras,
que
te
nho
visto
de
um,
e
outro,
merecem
am
bos
a
minha
estima
(que
para pouco,
ou
nada lhes si
rve),
a
minha
veneração,
e
o
meu
culto:
e
sinto
muito
que
o
snr.
Sou
sa
Monteiro
não
procurasse, antes
de
es
crever
o
que
escreveu,
algumas infor
mações
seguras, sobre
a
vida
domestica,
nos
últimos dias, de
Alexandre
Hercula
no,
e
sobre
o
que
se
passou,
durante
a
enfermidade,
que
o
levou á
cova.
O
snr. Sousa
Monteiro
viu
em alguns
dos
escriptos
de Herculano,
taes
como
sobre
o casamento
civil,
sobre
a infalli-
bilidade pontiíicia,
sobre
o
dogma
da
Con
ceição,
o
genio
do anti-christianismo. Ou
tros
muitos
viram
o mesmo; e
entre
es
tes
fui
eu
um
d
’
elles,
que
o
combati no
casamento
civil,
e
na
questão
da inha-
bilidade
dos hospitaes, e
misericórdias
pa
ra
sucçéderem
por
testamento;
questão,
em
que
elle
entrou
por
interesse
de
um
seu
amigo,
com quem
jaz hoje
no
me
smo
tumulo,
e na
qual
esgotou
tolo
o
seu
saber
jurídico (qne
não era
de
es
pantar),
a
sua dialectica,
e
a
sua
oralo-
ria
enfeitada
e ramilhetada,
para mostrar
que as misericórdias,
e
hospitaes
eram cor
pos
de
mão
morta,
e
inhibidos porisso
de
adquirirem
por
herança
testamentaria
Tendo
lido,
e
combatido
áquelles
es
criptos sobre
estes dois assumptos,
admi
rei-me
muito quando
soube
que
o
seu
auctor
se
casara
canonicamente,
ou
ao
uso
e
estillo
da
Egreja
Catholica Apostó
lica
Romana,
e
que,
sendo
um dos
re
visores do
Codigo
Civil,
deixasse
passar
o
principio
contrario
ao
que
elle
tão
te
nazmente
tinha
defendido sobre
a
tal in-
habilidade
dos
hospitaes, e
misericórdias!!
Admirei-me
muito,
repito,
d
’
estas
duas
emendas
era
um
homem
tal,
como efa
lido
Alexandre Herculano;
e
quasi
que
cheguei
a
deixar-me possuir
do
louco
or
gulho
de ter
tido
grande
parte
n
’
esta
conversão!
O certo é
que
na
occasião
que
o
Cod.
Civ.
entrou
nos
revisores,
algnem
me
pediu
todos
os folhetos,
que
eu
ainda conservava
sobre
a
segunda
das
questões;
pedido
a
que
satisfiz
dando
17,
que
me
restavam.
Este
alguém
estava
em
relações
com a
commissão
revisora.
Fosse
o
que
fosse;
o
que é
certo
é,
que
estes
dois
acontecimentos,
estas
duas
differentes
conductas
daquel
e
homem,
que
passou
entre
nós
pelo
mais
distincto,
e
sabio
escriplor
d
este
século,
provam,
no
meu
modo
de
vêr,
que
Alexandre
Her
culano
não
era
sceptico,
e
incapaz
de
co
nhecer,
e
de
ceder
á
verdade;
e
só
or
gulhoso
do
seu
nome
para
não
relractar-
se, escrevendo,
do
que
uma
vez
houves
se
escripto; relractou-se
porém
com
o
exem
plo
na
sua
conducla
nos
dois
casos,
que
deixo
narrados, e que
são
notorios.
Alexandre
Herculano
não
procurou
pa
ra
sua
companheira,
uma
mulher
na
alta
aristocracia,
nem
que
possuísse
riquezas,
e
encantos
exteriores; procurou
uma
mu-
i
lher
virtuosa,
e
dotada de
juízo,
uma
mulher
religiosa,
que
todos
os
dias
ora
va
no
seu
oratorio,
sem
que
o
marido
a
impedisse;
e
este
marido
vendo
a
po
breza
do
seu
oratorio,
foi
a
Lisboa,
com
prar
por
300$000
e
tantos
reis
a
arma
ção
de
uma
capella
e
mandou arnal-a
na
casa,
em
que
estava
o
oratorio,
e
ador-
nal-a
como
ermida
(trabalho,
que
não
viu
concluído),
e
tratava
de
achar
um
ca
pellão
para
ter
missa
em
casa. E
’
este
outro
indicio
de que Alexandre
Hercula
no
mudara
de
crenças, se
as
tivera
di
versas.
Durante
a
enfermidade,
e
depois
da
conferencia medica,
a que assistiu
o
snr.
Moura
Continho
mandado pelo
snr.
D.
Luiz,
fez
o seu
testamento,
e
encarregou
ura
seu
amigo,
que
lhe
assistiu
todos
os
dias,
de
chamar-lhe
um
ecclesiaslico
pa
ra
se
confessar,
e
receber
os
sacramen
tos;
mas
o
ecclesiaslico indicado,
e
que
morava
em
Santarém,
não
ponde
ir
por
impedimento
do
seu
officio
de
parocho.
Sabido
isto
pelo
enfermo,
insistiu
com
o
amigo
para
que
chamasse
outro;
e
foi
então
que
um
sobrinho
d
’
Herculano
se
op-
poz
a
isto,
e
tal
urdidura
de
duvidas
te
ceu
nos
familiares, que
a
morte
pôz
termo
a
tudo!
Se
o
snr.
Sousa
Monteiro
quizer
cer
tificar
se
d’estes
promenores, informe-se
com
a
viuva, e
com
o
snr.
João
Urbano
da
Silveira,
de
Santarém,
que
foi
testi-
munha
occular,
e
de
facto
proprio.
Sabido
isto,
sabido
fica
que
Alexan
dre
Herculano não
morreu
impenitente,
nem
a
morte
do
impio
e do alheu,
para
que
os christãos sejam
relevados
de orar
por
sua
alma.
£’
uma
causa,
de
que
só
Deus póde
ser
Juiz;
e
ainda
quando
po-
desse
o
homem
(que
não
póde)
formar
juizo
do
destino
d
’
aquella alma,
nem
ain
da
assim
é censurável
o
snr.
padre
Sea-
bra
por
se
juntar
com
os
que
foram
orar
por
ella, por
ser
certo
na
Theologia mysti-
ca
que
os
suffragios da
Egreja,
e
dos
fieis,
por
uma
qualquer
alma,
aproveitam
a
todas
as
do
Purgatório
quando
aquella,
por
quem
são
applicados,
os
não
preci
sa,
ou
os
não
póde aproveitar.
E
por
ultima
consideração acho
queé
um
grande
mal
para a
sociedade,
e
peior
no
tempo
presente,
em
que
os
inimigos
da
Egreja,
se
aproveitam
de
todos
os
meios
para
aggredil-a,
metler
em
almoe-
da
a
conducta
de
um
sacerdote
d
’
essa
Egre»
ja,
em
cuja
vida
não
ha,
nem
tem
ha
vido
causa de
escandalo.
Perdoe-me
o
snr.
Sousa
Monteiro,
se
o
offendo
no
que
deixo
escripto.
Santarém,
16 de outubro
de
1878.
José
de Freitas
Amorim
Barbosa.
A
Nei;»j»re:aaK9»
U
om
eonventsg e
a
«lesnmorlisiição
eeelcMiastica,
jul-
yi>dtui
por
lord
Carnavon,
g»ro-
testante.
«Quaesquer
que
sejam
os
efleitos
re
motos da suppressão
dos
conventos
mais
ricos
da
Hespanha
e
Portugal,
apezar
de
isso,
se
se
considera
o
abandono
em
que
jaz
a
agricultura
em
uma
grande parte
da
Península,
a sua
existência
foi
uma
bênção
e
a
sua
abolição,
em
meu
juizo,
um
verdadeiro mal para
o
Estado.
Os
fra
des,
eram,
em
muitas occasiões,
os úni
cos
proprietários
que
residiam
em
suas
propriedades,
e
a sua
benefica
influencia
se
via
ostensivamente
na
melhoria
de suas
terras,
e
nas
commodidades,
cada
vez
maio
res,
da
povoação
estabelecida
em
torno
d
’elles, porque por
sua
parte
punham
grande
capital
e
grande
intelligencia
na
administração
de
suas
propriedades,
e em
pregavam
proíusamente
e
recompensavam
com usura
a
diligencia
do
lavrador;
seus
Estados
eram por conseguinte,
com a
maior
frequência,
os
melhor cultivados
do
reino,
e
a
repent
na
e
irreflexa aboli
ção
dos
conventos
provavelmente
durante
muitos
dos
annos
vindouros
deterá
os
pro
gressos
da
agricultura,
em
vez de
adian-
tal-os.
Qualquer
pessoa
que
atravessasse
a
Hespanha
antes
da
abolição
dos
con
ventos,
deveria observar a
differença
que
existia
entre
a
administração
pratica
dos
Estados
possuídos
pelas
corporações
reli
giosas
e
outras
terras.
Não
póde
o via
jante
ter
deixado
de
observar como
esta
vam melhor reparados
os
caminhos
nos
Estados
do
clero,
as
pontes
cuidadas
com
mais
esmero,
e maior
attenção consagrada
ao
melhoramento
de
seus
bens,
que uo
resto
do
paiz;
leria
notado
lambem
que
muitos
dos
mosteiros
estavam
situados
nas
immediações
de
bens
pessimamente
admi
nistrados
e
frequentemente
por
cultivar;
do
que
se
deduz
que
á falta
de
taes
es
tabelecimentos,
teria
tido
a
sua
terra
sorte
egual
á
das
propriedades
confinantes;
te
ria
sido
mal
administrada
ou
permanecido
completamente baldia.
Estas
corporações
ecclesiasticas
deveriam
ser
conservadas
e
seriam
de
inestimável
valor
alteradas
ou
reformadas,
de
sorte
que
pudessem
ex-
tenderem sua esphera de
acção,
abraçar
outras e
mui
importantes
obrigações, as-
similhando-se,
quiçá,
em
certo
modo,
ás
nossas
instituições
collegiaes
(falia
ura pro
testante,
note-se
bem).
Os
conventos
hespanhoes
muitas
vezes
serviam
de Bancos
locaes,
e
n
um
paiz
singularmente
desprovido
(felles,
eram
de
extraordinário
beneficio,
porque
adianta
vam
o dinheiro
necessário
para
melhora
mentos
agrícolas
e
regionaes,
por
preço
tnodico,
admitlindo
cm
troca
encargos
na
renda
e
hypothecas.
Como proprietários
activos
e
intelligentes,
estim
tilando
o
tra
balho
e
facilitando
os
negocios,
foram
os
frades
uteis
em
quasi
todas
as
occasiões;
como
conselheiros
espiri
uaes
e
têmpora
s
do
povo,
fazendo-lhes
milhares
de
beoe-
ficios
com
suas
admoestações,
sendo
ar-
bilros
em
suas
dissensões,
modificando
suas
opiniões,
exercendo
uma
quasi
illi-
miiada
influencia
em
seu
animo,
occu-
pavam
o
logar das
famílias
solarengas,
as
quaes
havia
muito
tinham
deixado
de
residir
nas
províncias,
e
cuja
deserção
dos
districtos
nativos
houvera
sido
granle-
mente
senetida
a
não
ser
pelos
conventos.
Para
o governo, emquanto
os
tratou
com
bondade
e
consideração,
foram
seus
serviços
de
incalculável
valor nos districtos ruraes
de
Hespanha,
nos
quaes
a
influencia
e
o
costume
levaram
sempre
vantagem
á
lei,
e
onde
a
lei
será
comparativamente
inef-
(icaz
durante
muitos annos.
Contribuições
que facilmente
teriam
podido
illudir-se,
eram
pagas
pela
sua in
tervenção; as dissensões
locaes,
graças
ao
seu auxilio,
eram
com
presteza
apazigua
das
e
mantinham
um
geral
espirito
de
lealdade,
sempre
vivo.
Em
épocas
dif-
ficeis
e desastrosas
para
a
nação,
os
con
ventos
mais
ricos
fizeram
frequentemente
benefícios
da
mais
solida
natureza
ao
Es
tado;
e
por
espirito
de
desinteressada
ad-
hesão,
que
não
se
acha
geralmente
em
corporações
publicas, alliviaram
algumas
vezes com generosas e espontaneaes
dadivas
as
necessidades
do
monarcha.
Quando
os
Estados
dos
mosteiros
fo
ram
confiscados
em 1820,
marcou
se
aos
frades
um estipendio
inadequado,
compa
rado
com
as
rendas
anteriores,
e
pago
irregularmente.
Finalmente
em
muitas
oe-
casiõ
s
retirou-se-lhes
a paga
estipulada,
deixando se
morrer
de
fome
aquelles
ho
mens
infelizes.
Porem,
simiihanle
medida,
assim e como
foi
apresentada
ás
Cortes,
era
em
si
mesmo
injusta
e impolitica;,
porque
não
se
dava
ampla compensação
aos
indivíduos
em
troca
da
perda
dos
di
reitos
que
possuíam
e
a
opinião
publica
considerava
como
sagrados,
e
que
estavam
garantidos
pela lei
existente
quando
se
fizeram
membros d
’
aquellas
coinmunida-
des,
e
como taes
participantes
dos
seus
benefícios
e
privilégios.
Seus
melhores
annos decorridos
na
rotina
d
’aquella
educação
e
n’aquelles há
bitos
essenciaes á
sua vocação
pelos
quaes
se
tornavam
inhabeis
para
dedicar-se
em
occupações de
natureza
mais
acliva, ha
viam
soffrido directa
e indirectamenle pela
mudança de systema. Suas
esperanças
de
promoção
se.
desvaneceram,
minorou
se
a
sua
influencia,
decrescendo
de
continuo;
cerlamente
tinham
direito
a
maior
com
pensação,
sob o ponto
de
vista do di
nheiro.
Depois
da contra
revolução,
em
1823,
os
conventos
foram
restabelecidos,
porém
foram
snpprimidos utlimamente
pelo
go
verno
christào. As
crueldades
executadas
com
os
infelizes
frades
n
’
aquellas
circum
stancias,
causa
espanto
só
pensar
n
’
ellas.
Abolir
os
conventos
do
modo
que se
fez,
foi.
segundo
creio,
imprudente,
e
o
pro
cedimento
observado
para effectual-o,
foi
seguramente
perverso.
Em
outra
publicação
anterior
insisti
nos actos
circumstanciados
do
governo
n
’este assumpto:
ommito os agora
como
incompatíveis
com
a
extenção
e
plano
de
esta
obra.
Direi
tão sómente
que
as
cir-
cumstancias
que
acompanharam
a
suppres-
são dos
conventos sob
o
governo
da
rai
nha
Christina
foram
nma
repetição
aggra-
vada
das
crueldades
commetlidas
com
os
frades
durante
o
regímen
de
1820.
O
liberal
hespanhol
é
o
mais
estacio
nário de
lodos
os
seres
humanos,
o
mais
incapaz
de
aproveitar-se
das duras
lições
da
experiencia
pratica;
aspirando
as
van
tagens
especulativas
e
sempre
liberal,
nos
escriptos,
porém
nunca
na
pratica,
o
tempo
deslisa
debalde
sobre
a
sua
ca
beça.
O
mundo,
era
geral,
se
fez,
não
só
mais
velho,
senão
lambem mais prudente
desde
a revolução
francèza; porém,
os
democratas
hespanhoes
se
mostraram
com
respeito a seus
conventos,
no
que
se re
fere
a
distribuir
o
paiz
em
divisões
de-
partamentaes,
em
uma
palavra
em
tudo
que
diz
respeito
a
regras,
praticas, os
theoricos,
os
desesperados
lheoricos
de
1789.
Creio,
que
emquanto aos
conventos,
sob
nm
melhor
systema,
poderia
ler-se
feito
com
que
fossem
do
maior
proveito
para
diífundir
no paiz,
conservando
n
’
elle
um
systema
de
educação
popular,
com
binando
os
conhecimentos
uteis
com o
salutar
espirito
religioso, sem
o
qual
im
porta
pouco
o
exilo
ou
desastre
de
qual
quer
instituição
destinada
ao
ensino
da
juventude.
Hei
me detido
n
’
este
assumpto
dema
siada
tempo.
—
Lord
Carnavon».
[Portugal
and
Gallicia).
AOS
NOSSOS
ASSIGNANTES
Rogamos
aos
nossos assi-
gnantes
que
estão em
debito
para
com a administração
de
este jornal
que se dignem sa
tisfazer,
como
lhes cumpre, a
importância
das suas assigna
turas.
Dirigimo nos ainda com
mais
instancia
a alguns
snrs.
que
se
tornam
vergonhosamen
te
notáveis
por serem remis
sos em demazia no cumprimen
to d’este
dever. A
estes
últi
mos
teremos, pelo
menos, de
lhes
suspender
a remessa da
folha no fim do anno corrente,
se
antes não mandarem satis
fazer.
fzíaís
etiidad».—
Os
lypographos
da
«Palvara»,
transcrevendo
a
nossa
local
de
quinta
feira passada,
em
que
resumíamos
o
discurso
que
na
Casa
da
Associação
Calholica
recitou
o
director
espiritual,
fez
dizer
a
este que
a
insolência
caracterisa-
va
os bracarenses;
e
elogiando-se alli
o
caracter
religioso
do
finado snr.
José
Ma
ria D,as da
Costa,
que
não
era calholico
s*ó
no
nome, disseram exactamente
o
con
trario
pondo
um
vão
por
um
não.
A
tro
ca
foi
só
de
uma
lettra,
é
verdade,
mas
o
desproposito
ficou taludo
de
mais,
e
porisso
pedimos
correcção.
Por
cá
lam
bem lemos
lypographos
dormilantes ás
vezes,
mas
quando
assim
calumniarem o
proximo,
hão de
soffrer
a
pena
de
recom
por
o que
composerara
mal.
Primetr» d»
Dezembro.
—
Passa
por
certo
que
a
classe
académica
d
’
esta
cidade
festejará
ruidosamente
este
anno
o
dia
I
de
Dezembro,
anniversario
da
nos-,
sa
restauração.
Honra
lhe
seja.
Desculpem
nos
emíim
como
poderem;
mas
nós
ainda
somos
d
’aquelles
que se
sentem
inclinados
a
estas
manifestações
sinceramenle
patrióticas. E
’
achaque
ve
lho.
Fallecimento.
—
Na
madrugada
de
sexta-feira
falleceu n’esta
cidade
a
snr.
a
D.
Anna
Joaquitia
Candida
Cardoso,
mãe
do
snr.
José
Cardoso
da Silva
Guimarães,
pharmaceulico
e
cavalheiro
por
tantos
tí
tulos
estimado.
A
finada
íoi á
noite
d
’
aquelle
dia
con
duzida
para
a
capella
de
S.
Miguel-o-An-
jo,
e no
sabbado
para
o
cemiterio
depois
dos
ofliciòs
fúnebres.
Acompanhamos
a
familia
enlutada
na
dôr
que
este
golpe
lhe
causou.
—
No mesmo
dia
finou-se
na
sua
casa
do
Passadiça,
na
rua
de S.
João,
o
extn.°
snr.
Antonio
José
Torres
de
Mendonça,
que
por
muito
tempo sof-
freu
d
uma
terrível
paralysia,
a
que
suc-
cutnbiu.
Teve
oflicios
fúnebres no
templo
de
Santa Cruz.
Aos leitores
pedimos
um
P. N.
por
sua
alma.
SiivroH
e
iaispressios.
—
Continuámos
a
ennumerar
as
publicações
recebidas:
O
Ramalhete
do
Povo
—
Fascículo n.°
29.
Recebemos
este
fascículo,
que
conclue
o sujo
romance
Os
estróinas
de
Lisboa, e
contém
ruais
16
paginas
do
Codigo
civil Por-
luguez.
—
O
Mestre
Popular
(O
Francez
sem
mestre).
Distribuiu-se
o
fascículo
n.°
37
d’
esla
publicação
linguística,
de
que
é
redactor
o
snr.
Joaquim
Gonçalves
Pereira.
O
methodo
apresentado n
’
esta
publica
ção
é
excellínte,
e
deve
dar
optimos re-
sultados.
—
Manual
novíssimo
dos regedores
e
juntas
de
parochia, —
por
I.
de
Sousa
Duarte.
E
’
editorado
pela
acreditada
livraria
dos
snrs.
Mattos
Moreira
&
C.
a? Praça
de
D.
Pedro,
n.°
67,
Lsboa.
Respeita
á
administração
parochial,
elu
cidando
a
execução da
ultima
refórma
administrativa
de
6
de
maio
d
’
esle
anno,
pelo
estudo
e
confrontação
d
’
esse
codigo
com
o
de
18
de
março
de
1812,
visto
que
este
não
ficou
absolutanaente
revoga
do,
senão
nas
disposições
contrarias
a
no
va lei.
—
Atravez d’
Africa —
Viagem
de
Zan-
zibar
a
Benguella,
por
V.
L.
Catneron
—
Traduzido
do
inglez
por
Francisco
de
Len-
caslre.
E
’
muito curiosa
esta
obra,
de
que
acabamos de
receber
o fascículo
4.°
Numerosas
gravuras
a
embellesam,
com
petindo
com a
excellencia
da
versão
e
nitidez
da
impressão.
Toda
a
correspondência
deve
ser diri
gida
aos
editores
Mattos
Moreira
$
CP,
Lisboa.
Kegieidin.
—
Madrid
2o. á
tarde.
—
A
’
s
5
horas
da
tarde,
em
frente da
casa
n.°
93, na
rua
Mayor,
foi
disparado
um
tiro
de
pistola
contra
o
rei,
por
um
operário
tanoeiro
chamado
Juan
Oliva y Monca-
si,
de
23
annos
de edade,
natural
de
Tarragona.
U
rei
não
foi
ferido,
nem
pessoa
alguma,
indo a
bala
cravar-se
na
parede
da
casa
n.°
100. O
auclor
do at-
tenlado
foi
agarrado
immediatamente
por
alguns
soldados
e
conduzido
em
seguida
á
prisão;
alli
confessou
o
crime,
com
premeditação.
Oliva
viera
para
Madrid
no
dia
20
do
corrente.
O
rei
seguiu
entre acclamações
para
o pUacio real,
onde
em
breve se reuniu
um
conselho
de
ministros.
Os
embaixadores
estrangeiros foram
fe
licitar
D.
Affonso.
Housèau
e
VoStaire.
—
N’
um
perió
dico
encontramos
este
texto
de Rosseau
a
respeito
de
Voltaire:
«Porque
rasão
man
cha
o
nome
d
’
este
chocarreiro
as
vossas
cartas?...
eu aborcel
o-hia
mais
se
o
des
prezasse
menos...
Não
vejo
em seus
gran
des talentos senão
um
opprobrio
de
mais
que
o deshonra
pelo
indigno usó
que
a
’
elles
faz. Seus
talentos
só
lhe
servem,
assim
como
suas
riquezas,
para
alimentar
a
depravação
de
seu
coração.»
irmita
de
S.
Vieente de
Paulo.
—
Na
capital
da
Turquia
e côrte
do
Sul
tão,
as
irmãs
de
S.
Vicente
de
Paulo
sus
tentam
cinco
hospitaes
onde
ha
2:400
en
fermos,
120
velhos
e
40
alienados;
cinco
escolas
de
meninas
com
110
educandas,
duas
casas
de
asylo para
jovens
orphãs;
tres
para
orphãos
lambem
jovens;
quatro
casas
para
consultas gratuitas, e
uma
casa
para
meninos
recem-nascidos.
«Ide
lá, diz
á
vista
d
’
isto
um
illtis-
tradissimo
collega
de Paris,
ide
lá,
phi-
lanlropos
atheus,
e
no
fim
d
’alguns
me
zes
de
.vossa
direcção
veremos
a
que
fica
reduzida
a
prosperidade
d’
esses
asylos
crea-
dos
pela
fé,
sustentados
pelas
esperança,
e alimentados
pela
caridade».
Cidade
rimnii
ineeudiada
peSos
niltiliiativa,
o
ineumo
<pie
eommu
BiiaSa».
—
Uma
correspondência
de
Moscou
acaba
de
mandar ao
«Globo»
de
Londres
os seguintes detalhes sobre
uma
vasta
conflagração
que
destruiu
o
principal
quar
teirão da cidade
de
Razian.
Na
manhã
de vinte e selte
do
mez
de
setembro
ultimo,
ura incêndio
appa-
receu
n
’
um
grande
armazém
de fructas
na
Perspecliva
Gonshetchni,
que
é
uma
das
principaes
ruas da
cidade.
Duas
horas
depois,
appareceu
segundo
incêndio
na
rua
Astrakan,
onde
estão
si
tuadas
as
mais bellas
lojas,
e
os
bombei
ros
esforçavam-se
para o
apagar,
quando
ao
meio
dia
outro
incêndio
rompeu
na
rua
visinha,
a
cem
metros
apenas.
Finalmente,
a
uma
hora,
um
quarto
incêndio
appareceu n
’
uma extremidade
da
cidade.
A
simultaneidade
d
’
estes
quatro
incêndios
não
deixou
a
menor
duvida
no
espirito do governador
que elles
eram
de
vidos
a
incendiarios,
e
temendo
que
elles
não
fossem
os
signaes
percursores
d’
uma
conspiração,
telegraphou para
Moscou,
a
distancia
de
120
milhas
para
o
norte,
para
pedir
todas
as
bombas
disponíveis
e
para
o
campo
de
Voskresenski,
para
um
regi
mento
de
soldados.
Em resposta
a
este
pe
dido,
o
príncipe Dolgoròucki,
reuniu
e
expediu
immediatamente
de
Moscou, por
Um
trem esprcsso,
para
Razian
trinta
e
nove
bombas
com o
numero
requerido
de
bombeiros.
Ao
mesmo
tempo
chegavam
a
Razian,
mandados
de
Voskresenski.
qua
tro
companhias
de cosacos
e
uma
de sol
dados.
A
conflagração
era
tal
ás
quatro
horas
da
tarde,
que se
descobriam
a
50
verstes
os
clarões
das
chammas
do
incêndio
e
a
20
verstes
as
chammas.
O
fogo
tinha-se
estendido
das
quatro
casas
aos edifícios visinhos,
e
logo
que
chegou
o
expresso
de
Moscou, vinte
ca
sas
estavam
em
chammas.
As
bombas da
cidade
eram
mui
pequenas;
ellas
não
pres
tavam
para
nada,
tanto
mais
que havia
muita
falta
d’
agua.
Era
consequência
de
slo
leve-se
de
se
resignar
a
limitar
si
a-
plesmente
o
incêndio,
demolindo
as
casas
visinhas,
onde
foram
mui
uteis
os
cosa
cos.
Durante este
tempo,
os
habitante
8’
aterrados
com
o
medo
d
uma
conspiração
’
conservaram-se
a
maior
parte
em
casa,
o
que permittiu
aos
bombeiros
de
não
se
rem
incommodados
em
seus
trabalhos.
N
’
aquella
noite,
a
cidade
apresentava
um
aspecto
extraordinário,
as
chammas
ele
vavam-se
até
ás
nuvens
em
quatro
itn-
mensas
columnas,
emquanto
as
ruas
es
tavam
envolvidas
pelo
fumo.
Só
na
noite
do
dia
seguinte,
27,
se pôde
dominar
o
incêndio.
Então
estavam queimadas 23
casas
de
pedra,
31
de
madeira,
e
70
armazéns
e
lojas.
Os
prejuízos
elevam-se
a
mais de 2
milhões
de
rublos.
Quando o
trem postal
deixou Razian,
o
fumo ainda
se
elevava
das
ruinas
e
urna
brigada
de
bombeiros,
acompanhada por
uma
companhia
de
soldados,
percorria
a
cidade
para obstar a
toda
a
nova
confla
gração
Os habitantes
estavam
aterrados
por
estes
actos
de
incendiarios,
e
está-se
con
vencido
que
as
aucloridades encontraram
a
urova
no
meio
das
ruinas,
de
que
os
incêndios
foram
obra
dos
nihilistas.
As
aucloridades
de
Moscou
chegaram
á
mesma
conclusão,
em
consequência
das
numerosas
cartas
que
receberam
do
comité
nihilista,
infor
mando-as
da
sua
intenção
de
destruir
toda
a
propriedade
accumulada
nas
cidades
da
Rússia,
e
fazendo
comprehender
que
o
augmento
extraordinário
dos
incêndios
du
rante
os
últimos
dezoito
mezes,
foi cau
sado
em
comprimento
de
seus
decretos.
S
*
«»r
e»n«l»
se
provn
«
jsib
»♦
ma.
<p®
rb
arí
»»
Garcia
M»r»-
no.—
Lê-se
no
«Tablet»
de 5
de
outu
bro,
o
seguinte
artigo,
cujo
titulo
é:
—
«Os liberaes
do
Equador
e
Garcia
More
no».
—
«Quando
a
imprensa
calholica
altribuiu
o
assassinato
de
Garcia Moreno,
presi
dente
do
Equador,
ás
machinaçôes
do par
tido
revolucionário
e
maçonico
d
’
aquelle
paiz, os
jornaes
da
Europa
liberal
pro
testaram contra
o
ultrage
de
tornar
um
partido
•
inteiro
responsável
de
um
crime
individual.
Porém,
um
jornal
liberal
do
Equador,
o «Espectador»,
acaba
de
reconhecer
abertamente
que
os
liberaes
são
respon
sáveis
do assassino
de
Moreno.
Este
jor
nal
declara
que
se
Garcia
Moreno
ainda
vivesse
a sua
energia,
teria
já
feito
re
construir
ha
muito,
as
tres
grandes
pon
tes,
que
ha
mvis
d’
om
anno
foram des
trui
las
pela
erupção
do Catopaxi,
e
con
tinua
d
’
esta
maneira:
«Porque
razão
pois,
pó
le
alguém
perguntar-nos,
cooperas-
teis
vós
na morte de
Garcia
More
no?..
Nós
matámol-o
por
que estava
ob
stinadamente
pegado
ao
seu
cargo,
cousa
que
é inteiramente
opposla
ao systema
de
governo
republicano.
Matámol-o por
causa
da
infernal ina
nia
com
que costumava
confiar
tudo
aos
estrangeiros.
Matámol-o
porque
procura
va fazer
reviver
as
antiquadas
e
terrí
veis
doutrinas
dos
tempos
de
Fillippe
II.
Por
estas
e outras
muitas
rasões o
matá
mos.
Mas
a
sua
força
e caracter,
o
seu
zelo
pelas
obras
publicas,
a
sua admirá
vel
e
incansável
energia,
a
auctoridade
cotn que
inspirava
medo
á
tropa
e
a
conservava
em
ordem,
a
sua
desinteressa
da dedicação ao
bem
publico,
tudo
isto
nos
enche
de
admiração,
e
não
podemos
deixar
de
approvar
estas
virtudes.
Quão
differente
é
o
procedimento do
general
Vintimilla»!
Archivamos
e pedimos
a
todos que
archivem.—
(«Nação»).
Mifierias
íj aa
rsohbo
®
litteratos.
—
«Ha
poucos
dias
li
um
li
vro
do
snr.
D.
Antonio
da Costa,
sobre
a
instrucção
era
Portugal, que,
salvo
al
gum
prurido
de
linguagem,
o fundo é
todo
inçado
de
erros
e
injustiças.
N’esse livro
da
Historia da
instrucção
em
Portugal,
s.
s.
a
ataca
furiosamente
a
inclyta
Companhia
de
Jesus
e
eleva
o
seu
algoz
até
ao
terceiro
céo.
Se dispuzessemos
de
mais
tempo, pr°'
variamos
que
o
snr.
D.
Antonio cabe
em
muitas
contradicções
a
respeito
dos
Jesuítas,
e,
por
muitas
vezes,
sem
que
rer,
faz
a
mais
victoriosa
apologia
d
a-
queiles
immortaes
educadores
da
moci
dade.
Se
o
snr.
D.
Anlonio
da
Costa
qui-
zer
ver
o
que
foi
a
reforma
do
marquez
de
Pombal
na
instrucção
publica
d
’esta
nação,
lhe
pedimos
encarecidamente que
leia
ao
menos
a
introducção
da
obra
de
Direito
civil
ecelesiastico brazileiro, do
se
nador
Cândido
M
ndes
de
Almeida. q°e
cora
uma
especie
de
orgulho
podemos
chamai
o
a nossa
bibliotheca universal
ambulante.
Esta
introducção
que
só
bas-
ava
para
immortalisar
seu
auctor,
con
sta
de
424 paginas.
■
Esta
obra
do
ilíuslre
senador Candi-
dido
Mendes,
devia
ser
o
manual
de to
dos
os
ecclesiasticos
e leigos
do
Brazil
e
Portugal.
A
abominável
seita
do
regalis-
mo
ahi
foi
crucificada,
morta
e
sepultada
para não
mais
resurgir».
E
n’outra
parte:
«O
snr.
Pinheiro
Chagas
tem
atacado
os
milagres
de
Lourdes
com
a mesma
pobreza
de
argumentos
com
que
o
illus-
tre
A.
Herculano combateu
o
dogma
da
Immaculada
Concieção
Combater cousa
tão
seria
tão levianamente,
snr.
Pinheiro
Chagas,
é
dar
uma triste
idea
de si.
Vá
o
snr.
Pinheiro
Chagas
ganhar
o
dinhei
ro
do
snr.
Arlus,
provando
a
falsidade
dos
milagres
de
Lourdes.
Deixe
este
systema
péssimo
de
decla
mar sem
provar
nada.
S.
s.a
foi
viclima
uma
vez
d
’este
seu
proceder
irreflectido.
S.
s.
a
avançou
proposições
falsas
a
respeito
dos
jesuítas
uma
vez,
e
tendo-o
provocado solemnemente
o
snr.
dr. Reis
para
urna
discussão
histórica
sobre
elles,
o
snr.
Pinheiro
Chagas
metteu
a
viola
no
sacco
até hoje.
O
mesmo
succeden
a respeito
do Dic-
cionario
Popular.
Estas
quedas
são
bem
significativas
em um lilteralo
da ordem
de
s.
s.
a
S.
s.
a
tem
períodos
de
logua
e
meia
para
louvar
o
Moloch
porluguez.
na
ex
pressão energica de
José
Bonifácio
e
do
ilíuslre
snr.
Cândido
Mendes,
e
entretan
to
para
Nossa
Senhora
de
Lourdes
s.
s.a
só
tem
a
zombaria
e
o
escarneo
nos
bicos
da
pena.
Lastimamos
que
um
escriptor
da
or
dem
snr.
Pinheiro
Chagas,
se
misture
com
a
rapaziada
illuininada
de
Coimbra,
feitas
as
devidas
excepções,
era
obra
tão
in
digna
de
um homem
serio. Onde
irá
pa
rar
uma
litteratura,
cujos
representantes
são
d
’
este
quilate»?
—
(«Apostolo»,
do
Rio
de
Janeiro).
Noticias
externas.—
Foi
enviada
ás
potências
uma
nota pela
Rússia,
em
que
pede
que
tenham
mais
energia
con
tra
a
Turquia,
ou
que
novamente
se
reú
nam
em congresso
para
deliberarem
o
que
for
mais conveniente.
Eíta
nota
parece-nos
ser
a
formal
e
absoluta
condemnação
do
tractado de Ber
lim, já
de facto
condemnado
por
alguns
actos
das
diflerentes
potências,
mas
que
todavia
ainda
tinha
um
tal
ou qual cara
cter
de
lei
internacional.
Accrescenta-se
que
a Áustria
e a
Inglaterra
não
deram
resposta
á
nota da
Rússia,
e
não
se
diz
como
lhe
responderá
a
Allemanha.
Os
periódicos
estrangeiros
faliam
lam
bem
de
uma circular enviada
pelo
gover
no
turco
ás
nações,
queixando-se
das
tro
pelias
commetlidas
pelos
soldados
austría
cos
na
Bosnia. Circular
a que
as
potên
cias
não
deram importância alguma.
—
Do
conflicto
anglo-russo
pouco
se
sabe.
O
emir
de
Cabul respondeu
á
nota
in-
gleza,
mas
por
modo
pouco
satisfatório,
o
que
faz
crer
que
a
guerra
do
Afgha-
nislan
é
inevitável.
E
nem
só
alli
a
Inglaterra
pretende
atacar
a Rússia;
os
seus
manejos
políti
cos
contra
esta
nação
teem
por
séde
prin
cipal
Constantinopla.
ct)í»à«o.
—
Falleceu
ha
dias
em
Villa
Nova
de
Gaya,
o
snr.
visconde
de Val
le
de
Piedade,
pae
do
snr.
visconde
de Cas
tro
e
Silva.
Circu9<»r.
—
Pelo
ministério
do
reino
tem
sido expedida
uma circular
a
todos
os
governadores
civis, acompanhada
de
exemplares
do
regulamento
geral
de
sani
dade
urbana e
rural;
que
foi
mandado
fazer e
imprimir
por
portaria
de 6 de
de
zembro
de
1876.
O
regulamento
hade
ser
distribui
lo
ás
administrações
dos
concelhos
e delegações
de
saude,
etc.
Orilem
publiea
de
Hespawha.
—
Summario:
—
Prisão
dos
officiaes
da
armada
em
Ferrol.
—Desordem em
Madrid.
—
Prisão
de
Py
Margall.
—
A
guerrilha
de
Almeria.
—
A
quadrilha
dos
portos
de
Receite.
—
Roubo
d
’
um
trem.
—
Tentativa
de
assassinato
na
pessoa
de
D.
Affonso
XII.
O
®LuI«urfci»tnj»f
e
«»
pr®te»tí4M-
tisu»».—
E
’ interessantíssima
e
grande
mente
insuspeita
a
seguinte
confissão
do
Reichsbote de
Berlim,
um
das
mus
no
táveis
periolicos
protestantes
aliemães:
«A
Egreja
evangélica
tem
soffrido
mui.
to
por occasião
d
’
esta lucta.
Muitos
pro
testantes
julgavam
dever
mostrar
ao
Es
tado
sua
fidelidade
associando-se
aos
actos
de
perseguição
e
ás injurias
que
a
im
prensa
liberal
vomitava
contra
a
Egreja
Catholica,
sem
fallar
das leis
relativas
ao
estado
civil
e inspeeção
das
escolas,
a
imprensa
liberal do
Kullurkampf
teem cau
sado á
nossa
Egreja
evangélica
os
maiores
damnos.
A
indifíerença
e
o
odio
contra
a
Egreja
e
o
Christianisrao
tem
crescido
de
um
modo incrível,
e
as
multidões
des-
christianisadas
dos
pobres
tem-se
abalado,
lançando-se
nos
braços
do
socialismo.
Por
occasião
do
afastamento
da
Egre
ja
e
do
Christianismo
e
pela impia
divi
sa
—tudo é
natureza,
—que foi d
’isto
con
sequencia,
a
immoralidade cresceu
desme
suradamente
e
os
delidos
multiplicaram-
se
de
ura
modo
aterrador.
Os
vínculos
sociaes
foram
dissolvidos,
pela
razão
de
que
os
factores
moraes
—
a
auctoridade
e
a
piedade
—
foram
abandonados
e
substi
tuídos
pelo mercantilismo
racionalista;
de
modo que
nos
encontramos
em
frente
de
mil
difliculdades
sociaes,
moraes e
eccle-
siasticas.
De todas
as promessas que nos
foram
feitas
no
principio
do
Kullurkampf,
não só se não
manteve
nenhuma,
mas
aconteceu
por
toda
a
parte
o
contrario
exactamenle
de quanto
se nos
prometieu,
e
em
vez
de
paz,
havemos
recolhido
a
discórdia
e
a
dissolução».
Não será
por
isto
mesmo que o libe
ralismo
de
todo o
mundo
tem
applaudido
Kullurkampf,
essa
injustíssima guerra de
morte
declarada
por
Bismark ao
Catholi
cismo?
E
não
será
ainda
por
isso
que o
dito
liberalismo
olha
de
travez
para
o
Chancelier
prussiaiw,
desde
que
elle,
ar
rependido
da
sua
obra,
parece
procurar
algum
meio para pôr
côbro
aos
males
que
desencadeou
sobre
a
Allemanha?
Responda-nos
algum
liberal
sincero,
se
é
que
existe
entre
mações
ou
maçoni-
santes.
A proposito:
—
a
maçonaria
está
furio
sa
contra o Chanceller,
desde
que
admit-
tiu
em
sua
casa,
para conferenciar,
Mon
senhor
Masella, Núncio
de
Munich;
e
ju
ra
aos
seus
deuses
que
se
não
virá
a
nenhum
accordo.
Depois manda
espalhar
que são
os jesuítas
os
que
o
estorvam!
Mas
ninguém
lhe
dá
credito,
nem
os
mais
lorpas.—(«Esperança-).
Felizes
tempas!—
Escreve
um
cor
respondente
de Lisboa:
Dizem
de
Lagos
(África)
que
o
rei
de
Dahomey
mandara
capturar
a
2a
d
’
a-
gosto
o commerciante porluguez
de
Aju-
dá,
Ignacio
de
Sousa
Magalhães,
sendo
vi-
ctiraa
de
maus
tratos.
Do
nosso
forte
nada
se
fez
em
favor
do
nosso
compa
triota,
porque
não temos
alli
força
neces
sária
para
que
a
nossa
bandeira
seja res
peitada.
Missões
da
Alia
Zamhezii
*
.
—
A
Santa
Sé
confiou
á
inclyta
Companhia
de
Jesus
as
missões
da
Alta
Zambezia
(África).
O
superior
designado
é
o
Padre
De-
pelchim,
que desde
a
edade
de desoito
annos
se
consagrou
ás
missões
da
índia.
A
missão
da
Alta
Zambezia
estende-se
desde
o
parallelo
23
a
26
sul
e
desde
o
grau
18
a
30
do
merediano
de
Paris.
Desde
o
Transwaal
e
Cabo
da
Boa
Esperança chegou
até
aos
fortes
da
Zam-
bezia
e
do
Lauza,
iramediatos
ao
lago
Bagwelo.
O
território
comprebendido
dentro
des
tes
limites
abarca
uma
extensão
approxi-
madatnente
quatro
vezes maior
que
a França.
Imaiadas.—
Vae
ter
uma
nova
edição
nos Estados-Unidos o
immortal
poe
ma
do
nosso
epico.
Será
feita
a versão
pelo editor
e proprietário
da
«Bnlish
and
Americain
Mail».
Triste
a»iaiversi
*
rio.
—
Hoje,
85.°
anniversario da morte
da
rainha
Maria
An-
loniela,
diz
«L’
Univers»,
celebraram-se
missas
na
capella
expiatória,
desde
as
7
ho
ras
da
manhã
até
ao meio dia.
O
peditorio
foi
feito
em proveito
da
egreja
do
Sagrado
Coração.
A
assistência
foi
das
mais
numerosas.
O
senhor
conde
de
Chainbord
foi
repre
sentado
por
M.
de
Breux Brezé.
Da
fa
mília
real
assistiram
o
senhor
duque
de
Nemours,
a senhora
duqueza
de Madrid
e
D.
Luiz
de
Bourbon
de
Nápoles.
D.
Carlos
foi
representado
pelo
marquez
Ponce
de
Léon.
Notamos,
além
d
’
isto,
na
assistência,
senadores,
deputados,
generaes
e
numerosas
pessoas
de
distincção.
A imprensa catholica
e
realista de
Pa
ris
e
das
províncias
estava
em
grau
com
pleta.
Nuíteio
para o SrBZil.—
Refere
um
periodico francez
que
Monsenhor
Ma-
tera,
novo
internuncio
para
o
Brazil,
vae
proximamente
occupar o seu
posto.
Elle
é
portador
de
uma
carta
do
Papa
para
o
imperador e
d’
uma carta
de
Monsenhor
Nina
para
o
governo
brazileiro.
Estas
cartas
agradecem
ao
imperador
e
ao
seu
governo
o cuidado
com
que
elles
teem
procurado
aplanar
as
differen-
ças
existentes,
e
o acolhimento
feito
ao
internuncio.
Pelo
menos
é
isto
o
que
diz
um
periodico
francez.
Keeente»
appnrições.
—
As
corres
pondências
aliemães
faliam
muito
das
re
centes
apparições da
Santíssima
Virgem
em
Gertzwald
(Polonia).
A
ultima
teve
logar
a
8
de setembro.
Sabe-se
que
a
Mãe
de
Deus
se
tinha
manifestado,
no
ul
timo
anno,
a
4
mulheres.
Elias
deviam
achar-se
em
Gertzwald,
este
anno,
na
mesma
epoca,
mas
sómente
duas
alli
fo
ram.
Sessenta
mil
fieis
alli
concorreram
e
40
padres
prezentes
não
poderam
sa
tisfazer
a
todas as
confissões.
A
Santís
sima
Virgem
appareceu,
e
respondeu
a
muitas
perguntas apresentadas
pelos
pa
dres A
recomraendação
de pedir,
a
cer
teza
de
protecções
providenciaes
e a
apro
ximação
de
melhores tempos.
Tal
é
um
dos
effeitos
d
’
estas
manifestações
divinas.
As
curas
operadas
sobrenaturalmente,
tal
é
uma
outra
face
d
’estes
benefícios
das
misericórdias
do alto.
Em
Gertzwald,
como
nos
outros
logares
onde
desceu
a
Mãe
do
Salvador,
ha
a
certeza
que
a
volta
para Deus
é
o
meio
seguro
da
felicidade
publica
e
da
renovação
próxima
dos
po
vos
na
prosperidade
e
na
paz.
Livrea
—
Por decreto
de
16
de
setembro
de
1878, a
Sagrada
Con
gregação
do
Index
c.ondemnou
e
proscre
veu
as
seguintes
obras:
Exposição
critica
do Geneze
(em
ita
liano),
por
o
professor
João
Baptista
Givia
—
Roma
1877.
O
processo
de
Jesus
Christo,
por
Au-
reliano
Schall.
—
Paris.
Religião
e
política,
estudos
supplemen-
tares
e
cartas
precedidas
d
’
uma
noticia
bio-
graphica,
por
Patrício Laroque.
—
Paris
1878.
Novo
ensaio
sobre
a
acção
de
Deus
na
liberdade
do
homem,
segundo
a
verdadeira
doutrina
de
S.
Thomaz,
por
o
P.
Giaco-
tno,
do
Sagrado
Coração
de
Maria
(em
italiano).—
Nápoles.
O
novo
ensaio
sobre
a
acção
de Deus,
etc. defendido
pelo
auctor
(em
lingua
ita
liana).
—Nápoles
1878.
O
auctor
submetteu-se
lovavelmenle
e
reprovou
estas duas
obras.
PropaifAii
Jm
socialista.
—
A
pro
posito
das farinhas avariadas que a
au
ctoridade
de Chatelleraut mandou
deitar
ao
rio,
diz
um
periodico
francez,
passou-
se
o
seguinte
dialogo.
«M. B.
observando
que a
multidão cor
ria
para
ser
teslimunha
d
’este
triste
espe-
claculo,
desceu
á
rua
e
misturou-se
com
os
curiosos.
«Um
indivíduo
de
má cara, tornan
do-se
notável
por
sua
altura,
vendo M.
B.,
bem
conhecido
por um
clerical,
diz
bem
alto
para
que
todos
o ouvissem,
sa
cudindo
o
seu
cachimbo»:
eis
ahi
o
que
fazem
os nobres
desde
ha
muito
tempo
para afaimar
o
pobre
povo; deixam
apo
drecer as
suas
farinhas».
M.
B.
dirige-se
ao
homem
que assim
fallava,
e
que
era
um
commissario
vi-
giador
da
internacional;
e
na presença
de
muitos
curiosos
que
tinham
ouvido
o
seu
proposito,
trocou
com
elle
o
seguinte
dia
logo:
—«Conhece
o nome
de
quem vendeu
essas
farinhas?
—
«Não; mas dizem
que
é
um
no
bre.
—
«Eu
conheço-o
parlicularmente.
Aquelle
que
forneceu a farinha á
inten-
ilencia
chama-se
G
;
habita N.; e
é
o
mais
fogoso
republicano
d
’
este
districto.
—
«Tinham-me
dito
que era
ura
no
bre.
—
«Sim,
v.
m.
o
linha
dito
para
o
repetirem.
Acontece
com
esta
calumnia
o
mesmo que
com
todas
as
infamias
que
o
encarregam
de
espalhar».
Durante
esta scena,
grupos
de
obrei
ros
aproximaram-se,
e,
diga-se
a
verdade,
para
sua
honra,
elles
não
hesitaram
em
se
pôr
do lado
de
M.
B.
E
’
para
desejar
que
o
exemplo
d
’
este
seja
sempre
seguido,
e que as
excitações
demagógicas,
por
toda
a parte
onde
el-
las
se
produzirem
com
tal
cynismo,
em
favor
das menores circumstancias, encon
trem
contradilores
sabendo-lhes
tão
bem
fazer
justiça.
SECÇÃO DÊ
COMUIICÀDDS
Pedem-nos
para
publicar
a
seguinte
Resposta
á
t
Nação»
de
6
de outubro.
A
«Nação»
dignou-se
aproveitar,
ou
achar
«aproveitáveis»,
trinta
emendas
fei
tas
por
mira
na
primeira
parte
da
traduc-
ção
anonyma
dos
Jesuítas
de
Féval.
Já
é......
Se
publicasse,
como
lh’
as
enviei,
as
restantes
que
perfaziam
o
numero
de
cin
coenta
e
duas,
o
publico
desinteressado
as
acharia
tão aproveitáveis
(traduza-se
—
in
dispensáveis)
como as trinta
primeiras.
Mas
não
tinha
espaço
para
tanto:
ficáva
mos
privados
por dous
ou
tres
dias
das
importantes noticias do Jockei-Ctub,
drama
Familia Daniheff,
testamento d'um
doido,
da
poesia Teus
olhos.
Revalesciere
du
Barry,
etc.
etc.
Por
tanto,
não
lhe
le
vemos a mal
a
ommissão
involuntária.
Os
erros
que publicou,
já
não
foram
poucos,
benza-a
Deus!
Lá
que,
para
curar
as
cabeçadas for
tes
demais
do
seu
cliente,
lhes
appliqtie
a
arnica
da
TRADUCÇÃO
LIVRE,
que
havia
ella
de
fazer?
que
melhor
panacea
poderia
escolher?...
Em
vez
de
—volumes
fastidiosos,
mas
cheios
de
fel
—
,
está
na traducção
—
fulmi
nantes
mas
cheios
de
fel
—,
ideias
que
se
não
contrapõem
e
apenas
se
parecem
com
uma
certa cousa chamada
inépcia?
Tra
do
cção
Livre
!
Em
vez de
—
talismsn
que
levara
com-
sigo para o ceu
—
,
está
na
traducção
—
que
linha
alcançado
do
ceu
,
cousas
muito
diflerentes?
Traducção
Livre!
Em
vez
de
—
vendem
jesuítas
em pos
tas
—
,
está na
traducção
—fazem
consumo
de
jesuítas—
,
como
se
consumir
ou
co
mer
fosse
o mesmo
e
não o
contrario
de
vender?
Traducção
Livre!
Et
reliqua
por
ahi
fora.
Mas
por
Deus
!
Nem
sou tão
myope
que não
tivesse
visto
no
rosto
da
tal
ver
são
—
Traducção
Livre
—
,
nem
é
d'isso
que
a
accuso,
porque
toda
a
boa
traducção
ha
de
ser
necessariamente
mais
ou
me
nos
livre;
do
que
eu
a accuso,
é
de
ser
infiel
em lugar
de
livre,
é
de
só
ser
li
vre
para descarrilhar do sentido
(não
digo
das
palavras,
attenda
bem)
do
auctor,
mostrando
se no
restante
tão
litteral,
qne
cessa
por
vezes
de
ser
portugueza,
como
quando verte
gardien,
que
está
no
sentido
de
guarda,
por
guardião
de
convento.
À
este
erro
chama
o
nosso
meio
conlradi-
ctor
«gracioso
lapso».
Oh!
este
gracioso
do
collega
é
graciosíssimo!
Porém
querem
os leitores?
Ponham-se
no
lugar
da
«Nação»,
ou
do
articulista
(do
Porto?)
para
a
«Nação», e
digam-me:
responderiam acaso mais habilmente
que
ella,
entalada
entre
a
evidencia e
a
obri
gação
de
não
dar
o
bracinho
a
torcer?
Deixar
pois,
a
«Nação»
em
paz, que
não
pleiteou
na
ia
mal
pro
domo
sua.
Não
é
dado
a
ninguém atirar-lhe
a
primeira
iedra
n
’
esta
epocha venturosa
em
que os
feixes
[fascesl
do
liclor
romano
estão
sub
stituídos
pelo
molho
das
circumstancias
attenuantes,
que
fazem
desapparecer
as
culpas
do
carlorio, como
o
caminho
de
ferro
as
distancias.
Se também
lhe
passou
pela
mente
al
cunhar
as minhas
correcções
de
escrúpu
los
de inexorável e
nirnia
severidade,
e
a
custo
encontrou
quatro,
ou
cinco,
notá
veis,
tudo está
no
sentido
que
se
liga
á
palavra
—
notável.
Para
o
articulista,
notável
é
o
que
é
gravíssimo,
uma
especie
de
culpa
supre
ma
de
codigo
penal;
para o
resto
da hu
manidade
simplesmente
o
que
é
digno de
nota,
reparo,
ou
censura.
Veja-se
Moraes,
Constancio
e
Roquette.
Ora
realmente
não
é
digno
de
cen
sura,
é
insignificante,
traduzir
—
levar
al
guém
ao
cauto—, que
quer
dzer
confun
dir
alguém
por
palavras,
em
logar
de
—
chamar
alguém
de
parle
—
.
E’
insignifi
cante
verter—
cortar as
aguas
do
mar
—
,
em
lugar
de —
exercer
a
p
rateria—
,
quan
do nem
pelos
antecedentes,
nem
pelos
consequentes,
se
torna
patente
esté
sen
tido.
E
’
insignificante
apresentar
uma
tra-
ducção
tão
ininlelligivel
como
esta: «to-
«das
as
mulheres
de
todos
ess
a
s
infelizes,
«a
quem
se
ha
arrancado
o
coraç
o
com
«a
crença
em
Deus,
e que
por
isso
se
•
detetn
un
camente,
até
o pio
secco
de
seus
filhos,
ire
agradeceriam».
Urna
boia por
piedade!
Porem cç
quatros
ou cinco erros no
táveis?..
Esperem
um
bocadinho
os
leitores.
A
porta
trazeira
da
Traducção
Livre, ainda
qne
constiuida com
arte,
e
larga
que
nem
portão
de
cocheira,
não
pôde
deixar
fugir
esses
desgraçados
qne
lá
foram
agarrados
pelo iiberalão do
meirinho,
como
crimino
sos
de pena ultima?
Pela
janella
dos
meus
escrúpulos
menos
também
poderam
eva
dir
se?...
Quanto
é
fer.il
a
imaginação
do
homem!
Ao
lado
d
’
aquella
porta
tra-
zeira
rasgou-se outra
aiada
mais
engenho
sa,
mais
artística,
mais
desafogada,
e
eil-os
que
se
poem
ao
fresco
com
armas
e
bagagens.
Querem saber-lhe
o
norne?
E
’
a
dos
erros
d
’
imprensa
ou
de
caixa,
Era
apuros,
os
pobres
dos
typographos
sobem
á
la
lonlerne,
e está
salva
a palria!
E
que
responder
a
lembrança
tão
há
bil,
tão
graciosa,
tão longe
de
toda
e
qualguer
patacoada
?
Está
um
futuro
por um
presente?
Erro
de
caixa.
E
’
aflirmativa
a
phrase,
quando
devia
ser
negativa?
Erro de
caixa.
Lê-se
branco
em
vez
de
preto?
Erro
de
caixa.
Erro
de caixa, e grande,
commetteu
o
arrecadador
do
meu
artigo,
que,
como
caixa
bem pouco
consciencioso,
o
guar
dou
para
jazer
nas
trevas,
ou
só
apparecer
perante
algum
novo
tribunal
de
inconfi
dência, quando
eu
lh
’o
mandei
para
sair
á
luz publica
a
desafírontar
o
seu
auctor.
Se
d
’elle
alguma
cousa
se
publicou,
foi
apenas
o
que
ruuito bem
se
quiz, sup-
primindo-se
o resto
e
principalmente
os
commentarios
de
que
iam
forradas
as
emendas,
para
serem
suppridos
por
ou
tros de
proposito engenhados
para
armar
ao
effeito
e
debilitar
o
alcance
das
ar
mas
do
adversário.
E
viva
a boa
fé
I
!
Contra
isto,
...
batatas.
Em
semelhan
tes
condições
toda
a
discussão
é
impos
sível.
Sempre
ha
meio
de
sophismar,
uma
vez
adoptado o systema
de o
fazer,
e
para jogar
o
jogo
das escondidas
com a
má
fé
entendo
que
já
é
ora
pouco
tarde
aos
25
annos
d
’
edade.
Porisso,
nem
en
tro,
como
a
principio
tencionei,
na
ana-
]yse
minuciosa
de
cada
uma
das
partes
do artigo
de
6
d’outubro.
da
«Nação»,
que
só
muito
tarde
conheci.
Para
que?
que
ganharia
com
isso?
Abrir-se
mais
alguma
porta
trazeira
para
as
evasões.
Outro
ofíicio.
O
collega sabe
pescar á
li
nha?
E'
um
divertimento
innocente.
Da
minha
parte
está
conduida
a
ques
tão,
e
concluída
para
sempre.
Felgueiras,
23
d’oulubro de
1878.
(2072)
José
da
Cunha
Gonçalves.
TELEGRAMMAS.
Paris
24
—
O
snr.
Chiezi
foi
eleito
pre
sidente
da
camara
dos
deputados
da
Hun
gria
por
206
votos
em
360
votantes.
Esta
eleição
é
considerada
favoravel á
política
do
governo
de
Berlim.
Foram
condemnados
a
varias
penali
dades
desde
6
mezes
de
prisão
até
ás
muitas
de
200
ou
16
francos,
21
indi
víduos
processados em
consequência
do
congresso
socialista
de
Paris.
Dizem
que
Savfet-Pachá
informou
os
embaixadores
que
a
Porta
tomou
as
dis
posições
necessárias
para
o
cumprimento
do
traclado
de
Berlim
e
ordenou
que
Podgoritza
seja
entregue
aos
montenegri-
nos.
Londres
24
—Falleceu
o
cardeal
Cullen,
arcebispo de
Dublin.
Assegura-se
que
o exercito
do
emir
do
Afghanislan
se
compõe
de
60:000
homens
armados
com espingardas
moder
nas.
O
sultão
ractificou
a
convenção
de
Creta.
Dizem
de
Alexandria
que
os
agentes
diplomáticos
da
Italia
e Grécia
protesta
ram
contra
o
pagamento
da
divida
uniíi
cada
emquanlo
não
forem
executadas
as
sentenças pronunciadas
contra
o
governo
egypcio.
i
Crê
se
que
a
Áustria adherirá a este
protesto
.
Tondres
24—
Diz o
«Golus»
que
se
a
Inglaterra
sómente
exigir
do
emir
Cber-
Ali
uma
reparação;
é
negocio
entre
dois,
mas se
quer
estabelecer-se
no
Aígbanis-
tan,
impondo
condições
contra
os
russos,
então
será
inevitável
a
intervenção
da
Rússia,
que
não
deixará
de
mudar
coisa
alguma
na
Azia, sem
a
sua
cooperação.
Constantinopla
24
—A
Porta
referendou
as
reformas asiaticas.
Uma
circular
da Porta
ás
potências
^enuncia
que
a
insurreição na
Roumelia
na
Macedonia
é
fomentada
pelas
juntas
búlgaras
e
annuncia
que
procederá
a
nergica
repressão.
O
governo
turco
rejeitou
o
projecto
russo
de
administração
especial.
Lonlres
25
—
Assegura-se de Bombaim
qne
a
resposta
do
em
r
é
polida,
mas
recusa
absolulamente
receber
ou
admittir
a
missão
ingleza.
Não
deseja
ter
negó
cios
alguns
com
a
Inglaterra.
Um telegramma
da
Alexandria
diz
que
a
inundação
do
Nilo
cobre
120
mi
lhas
quadradas
de
terreno
em
20
aldeias.
Calcula-se
em
perto
de 1:000
o
nu
mero dos afogados.
Caneia 25
—
São muito
alarmantes
as
ultimas noticias do Epirio
e
da
Thessaha.
A
liga
albaneza,
que
conta
cem
mil
combatentes
decidiu
por
unanimidade
re
sistir
até
ao completo
extermínio
dos al-
banezes
no
caso
de que
a
Porta
ceda
pela
pressão
das
potências
ou
por
outra
fórma
ás
exigências.
Constantinopla
25
—
Tendo
o vice-cçn-
sul
inglez
em
Burgos
ido
a
um
café
in
dagar
a causa
d uma
desordem
que
houve
entre
os
inglezes e
os
russos, foi
brutal
mente
atacado
por
alguns
ofliciaes
russos,
e ferido
gravemente.
VARIEDADES
Da
nossa
illustre
assignante
que
o
sub
screve,
recebemos
o
artiguinho inserto
abaixo.
São
vinte
e
duas
primaveras
a
bra
dar—
guerra!—
contra
o
pobre deus
venda
do,
que por aquellas
edades
ridentes
lo
gra muitos
carinhos... e
lambem
alguns
repellões.
Que
se
console
o
travesso
filho
de
Vé
nus. O
mundo
é
assim,
meu amigninho.
Deixasses-te
ficar
lá
por
essas
luminosas
paragens
do
olympo,
e
não
terias
o tra
balho
de
vigiar
pela
integridade
das
luas
costellas.
A Europa
está sobre
um vulcão. Ter
minada,
ou espaçada, ou
transferida,
a
guerra
do
Oriente,
atea-se
agora a
guer
ra
a
Cupido!...
Pois elle
rouba
flores, mala
corações,
deixa
espinhos
e
luclo;
morte
cruel
ao
so
bredito!
E
’
o
grilo
d
’
alarma
da
nossa
amavel
porta-bandeira,
que
vae entrar
na liça
com o
garbo,
com a
galhardia,
com o
de
nodo
dos
tempos
cavaleirosos.
Passagem
á
illustre
guerreira!
Donzellas,
morra Cupido!
Se
desejaes,
leitora,
saber
com
quem
ides
travar
conversação,
segui-me
por
mo
mentos
com
o
vosso
pensamento:
N
’
uma
aldêasita,
distante
10
kilome-
tros,
pouco
mais
ou
menos,
de
Chaves,
n
’
uma
casa
de
singela
apparencia,
entre
as
10
e
I
I
horas
da
noite,
estava
eu,
só,
pensativa,
e triste.
A
unica
janella
do
aposento
em
que
me
acho
está
entreaberta;
os
reflexos
da
escassa
luz
que
me
aliumia,
penetrando
por
ella,
vão
esclarecer
debilmente,
e
em
pequena
distancia,
as
densas
trevas
da
noite,
e
torna
viziveis
as
sombras
do
an-
noso
carvalho que altivo
se
eleva
aqui
pro
ximo.
Repilo,
leitora,
estou
só;
porém
nem
aguardo
entrevista
d’
amores,
nem
amores
me
preoccupam a
alma.
Contando
apenas
22
primaveras,
n
’
essa
quadra
mais riso
nha
e flórida
da
vida,
eu poderia
amar,
poderia sentir no
peito
esse
calor
voraz
das
paixões
mais
doces;
mas
que?!
que
prestes
não
iria
murchar
em
botão
a
flòr
da
vida!
qne
prestes
não
sentiria
n
’
alma
o
espinho
acerbo
d
’
um cruel desenga
no!...
A
flór
da
esperança é atlrahenle
e
bella
;
mas
tão
cruel
o
vento
da
desillusão
que
a
desfolha
e
séccal...
Deixae,
pois,
leitora,
que
os
meus
sus
piros
silenciosos
se percam n
’
este
acanha
do
recinto;
que
as
minhas
lagrimas
se
jam
ignoradas, e que
não
encontrem
uma
flòr
d
’
amores
para
orvalhar;
que
os
meus
sonhos,
promettedores
da
fruição d
um
sympathico
ideal,
não
cheguem
a
reali-
sar-se,
e
sabeis
porque?
porque
é
grato
dizer:
Cupido,
não
temo
as
tuas
settas!
for
mada
do
mizeravel
pó, pude
arrostar
com
essa itrmensidade
de desejos, de thesou-
ros,
de
carinhos,
de
meiguices,
que
me
assopravas
ao
coração!
pude
vencer-te
na
lucla
da
vida!
Eia!
donzellas,
á
porfia
contra
Cupi
do!
vestir
as
armas, montar
o
corcel,
donzellas,
eia! correr, correr!
guerra,
guer
ra
a
Cupido!
Elle
nos
rouba
flores,
mata
corações;
deixa
espinhos
e
lucto!
eia!
morte
cruel
a Cupido.
Ervededo 13
—
10
—78.
Humilde
trasmonlana
Adozinda
Moraes
Soares.
ASWECIMSraS
Os
abaixo
assignados
summamente pe
nhorados
para
com
todos
os
ill.
m
°
s
e
revd.
mos
snrs.
que
no
dia
23
de
outu
bro,
se
dignaram
assistir
ao
oflicio
de
corpo
presente, por
alma de sua filha
e
prima,
Elvira
Augusta
da
Costa
Murta,
que
teve
logar
na
egreja
de S.
Victor
e
bem
assim para
com as pessoas
de
sua
estima
e
amisade
que
assistiram
e
se
di
gnaram
cumprimental-os
por essa
occasião
veem,
por
este
modo
patentear
a
todas
a
sua
roais
reconhecida
gratidão
por
o
não
poderem
fazer
pessoalroente.
Braga
23
de
outubro
de
1878.
Francisco
Joaquim
da
Costa
Murta
Carlos Augusto
da
Costa
Murta.
Antonio
José da Rocha
Francisca
Joaquina
Ferreira
Gomes
(2067)
•Ãx
rijei
J
ANNUNCIOS
NOVO
HORÁRIO.
Antonio
Garcia,
de Villa
Verde,
par
ticipa
ao
publico
que
o
carro
que d
’
es-
ta
cidade
sae
para
Villa
Verde
ás
3
ho
ras
da tarde,
principia a
sair
no
dia
3!
do corrente ás
2
horas,
chega
a Villa
Verde
ás
4
da
tarde,
sae
de
Villa
Ver
de
ás 6
da
manhã,
e
chega
a
Braga
ás
8.
Braga
28
d’
outubro
de
1878.
(2071)
Antonio
Garcia.
CAPÍSLIAO
*
Achando-se
vago
no Hospital
de
S.
Marcos o
logar
de
segundo
capellão,
que,
conjunctamente
com
o capellão
mór,
tem
de
fazer
o
serviço
alternadamente por
se
manas,
convidam-se
os
revd.
Os
Sacerdotes
que
pertenderem
o
dito
logar
a
requere
rem
á
Mesa da
Santa
Casa
da
Misericór
dia.
Prestam-se
esclarecimentos na
secreta
ria
do
mesmo
Hospital.
Braga
24
de
outubro
de 1878.
O
escrivão
(2'>31)
Domingos
Moreira
Guimarães.
Banco Commercial de
Braga em
liquidação
Em
virtude
da
resolução
tomada
hoje
pela
maioria
da
commissão
liquidataria,
e
approvada
pela
commissão
consultiva,
são
convidados todos
os
snrs.
credores
d
’este
Banco
a
virem
liquidar
os
seus
créditos,
recebendo
10°/
0
em
metal
e
90
°/
0
em
pa
peis
de
credito,
pelos
preços
que
nova
mente se
estabeleceram.
Braga
23
d
’outubro de
1878. (2070)
Theresa
da
Graça
Domingues
de
Lima,
solteira,
sui
juris,
da
rua
de
S.
Vicente,
d
’
esla
cidade,
declara,
para
todos
os
ef-
feitos,
que
é
sem
fundamento
e menos
exacla
até,
uma
prevenção
que
nos
jor
naes d
’
esta cidade
fez publicar,
ha
poucos
dias,
João
Manoel
Antunes,
da
freguesia
de
Sobreposta, sobre
a
herança
de
D.
Narcisa
de
Sousa
Araújo
Menezes,
falle
cida
em
15
do
corrente,
e
moradora,
que
foi,
na
rua de S.
Vicente
d
’
esta
cidade.
A
annunciante
por
elleito
d’
uma
es-
criptura
publica
de
26
de fevereiro
q
e
1877
é
a
unica
e
exclusiva
herdeira
fj„
dita
fallecida
D.
Narcisa,
em virtude
,]
0
que
se
acha
de
posse
dos
bens,
qn
e
a
finada
lhe
deixara,
por aquella cilada
es
criplura,
dos
quaes
foi
judicialmente
em
possada
sem
contradicção
de
pessoa al
guma,
o
que
faz publico
para
conv
encer
em
contrario
os
crentes
d
’
aquella
ailudida
prevenção,
se por
ventura
os
houver.
Braga
23
de
outubro
de 1878.
Theresa
da
Graça
Domingues
de Lima.
VINHOS
DA BfilRRADA
Armazém
largo de St.° Agostinho
BAIXOS
DO TRIBUNAL
JUDICIAL
N.°
3.
BRAGA
Manoel Martins
Canellas
participa
aos
snrs.
negociantes
de
retalho,
e
aos
snrs.
particulares,
que
já
chegou
uma
remessa
(a primeira),
dos
generosos
vinhos
da
Bair-
rada, da
presente
novidade,
e
previne
que
o
seu deposito
é
o unico
que
existe
n
es
ta
cidade,
pois
que
alguns
negociantes in
culcam
vinhos
de ouiras procedências co
mo
vinhos
da
Bairrada,
isto
em
detrimen
to
do
annunciante.
Braga
24
de
outubro
de
1878.
Pelos
annunciantes
(2068)
J. (7.
Moreira.
APPAKiCIO
27,
Praça
do
Barão de S. Mar-
linho,
27
C.
Recebeu de
Paris:
grande
variedade
de
flôres,
plumas,
fivellas
e
formas
para
cha
péus.
Tudo
proprio
para
a
estação
de
inverno.
Pregos
sem competidor.
CHAPÉUS
MODELLOS E CASACOS
Apparicio, previne
as
suas
exm
as
fre-
guezas
que
nos
primeiros
dias do mez
de
novembro
recebe
de
Paris
grande
sor
timento
de chapéus modellos
para
senho
ra e
creanças,
casacos,
e
muitos
objectos
de
novidade.
Coroas
e ramos para Cemiterio
Na
loja
de
Apparicio,
ha
grande
va
riedade
de
coroas,
ramos
e medalhões
para
ornar
mausoleos.
Preços
de
300
a 4$500
cada
um.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Marlinho,
27 C.
(2053)
DOENÇA DOLHOS
No
palacete
da
rua
do
Cabo,
n.°
25,
a
Santa
Izabel,
em
Lisboa,
recebem-se
doentes
para
se
tratarem
da
moléstia
de
olhos,
com
o
especialista
o
exm."
snr.
dr.
Wander
Laon.
Torua-se
de
vantagem
este
estabelecimento,
por
ser
cornmodo
no
preço
e
estar ao
lado
do
mesmo
o
snr.
dr.,
o
qual
póde
ver
seus
doentes
a
qualquer
momento.
(2069)
BELLAS
ARTES
Um
professor
de
desenho,
pintura,
e
gravura,
lecciona
na
sua
casa
e fóra
de
ella;
na
rua do
Anjo
15.
(2059)
J.
F. de
Salles.
Declaração
D.
Maria
Julia da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada para
negociar, por
escriplura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Gom-
mercial
d
’
esta
cidade, passou
procuração
com
todos
os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
também
se
acha
registada
para
a
representar em
to
dos
os negocios
que
achar convenientes;
e
delara
mais
que
já
abriu o seu
estabele
cimento
de
sola e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos concernentes ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços mais
resu
mido
possível.
(1026)
RESPOASAVEL —
Luiz Baplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—-1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
