comerciominho_29081878_830.xml
- conteúdo
-
<JOMM.ERCI
z
S
l
L<,
REL.16KOSJL
E
HÍW
r
BdECSOSz%.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.° 4.
6? ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.
.
•.
.
.
.
1&600
»
fi
»......................
Correspondências
partic. cada linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição....................................
850
10
20
10
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes..........................2&000
»
6
»............................ 'j&OSO
» sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$ti0(?
Folha
avulso
................................
ÍO
ãsBrmggflaMBWManM
m
>
immiwiii
—
w
1
N.°
830
BB4GA-^ITIJSTA-FEIÍXA 39 DE
AGOSTO DE
1S98
A
’ ISedacçilo
ilo
«fominereio
do
Minho».
Londres,
21 de
Agosto, 1878.
Essa carlita
para
o
Apostolo
(com
um
breve
appenso
isolado,
que
a
acompanha
va),
leve
demora
a
copiar-se,
pela
ausên
cia de
Londres
do
Amigo
Copista. Espe
ro,
todavia,
que
ainda
se
leia
com
al
gum
interesse;
pois
os
factos e
circum
slancias
que
contem,
formam
annel
im
portante
na
cadeia
de
acontecimentos
que
vara resultar
do
successo.
por que
tanto
se
regozija
este
povo,
a
acquisição
de
Chypre.
A.
R.
SARAIVA.
Razão
tinha
o
Times
em
nos
declarar
na
conclusão
de
um
de
seus
directivos,
ha
mezes
(como
pouco
depois
apontei)
que
a Ingllerra, no
íim
d
’
este
século
ha
via
de
estar
senhora
de
quasi
toda
a
su
perfície
d
’este nosso
Globo
^E
porque
não
hade
ser
assim,
se
vemos por
toda
parle
uma
especie
de
idolati
ia
politica
das
outras
nações,
empenhadas
a
macaquear
em
tudo
este
paiz;
a vestirem-se politi
camente
á
moda
delle;
a
declararem-se,
por
assim
dizer
umas
crianças,
que
até
aqui tinham vivido
na
imbecilidade
polí
tica,
na
ignorância
total
da
arte
de
go
vernar,
e
sobre
tudo
de
chalrar
ou
pal
rar?
Se
ha
300
e
tantos
annos
Portugal
tivesse
um palralorio á
Ingleza
eorao
agora,
em
vez
de
ler
ido
á índia
em
qua
tro
calambeques,
tinha
ido
ao
reino
da
Lua
n
’
um
balão,
e
fundado
ali
um Im
pério
constitucional
magnifico
a
que
ne
nhum
outro havia
de
chegar.
Porem
nesses
mui
rasteiros
tempos
tra-
tava
se
primeiramente
de
fazer:
hoje,
de
que
principahnente
se
trata
é
de falar.
E
assim,
destas
imitações
palralorias
vem
a
resultar
em
summa wx
et
prcelerea
ni-
hil.
Mas
é
que-
os
taes
imitadores
da
In
glaterra não
querem
fazer a imitação
de
graça!
fazem-se
pagar,
inda
por
sima,
do
sermão
que
ninguém lhes
encommendou
—e
sermão
tal,
as
mais das
vezes,
que
a
gente
pagaria
de
melhor vontade
para
o
não
ouvir.-—
;
Que
grande
casa
de
ora-
les fez
de
Portugal o tal
fedorento
Libe
ralismo
immilativo!
O precedente
foi
um
á
—
parte
só
por
si.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMA
RIO.
—
Recepção
exlraordiaaria
de
Bea
consfield
ao’regressar
do
Gongresso.—
Ver
dadeiro
motivo
principal
de
tanta
ovação,
sem
duvida
bem merecida no
interesse
Inglez.
—Esperança
lambem
dos
Judéos,
indicada
por
um
mui
zeloso
Palriarcha
actual.
—
Efleitos prováveis
no
Oriente
do
verdadeiro
*110 da
Inglaterra.
L
—
iQue
razão
haverá
para
que
a
re
cepção
de Beaconsfield.
ao
voltar
do
Con
gresso
haja
sido de um caracter sem
exem
plo,
em
demonstrações
de
satisfação
taes,
que
não
deixam
de
tocar
ura
pouco
no
ridículo
até,
considerando-se
o
caracter
pouco
poético d
’
este
paiz?
Desde
a
sua
chegada
a Dover, come
çou
Miíord
a
receber
taes
comprimentos
como
não
creio que triumphador
militar
—
o
Duque
de Wellington,
por
exemplo
—
aqui
antes
encontrasse.
Logo ao
passar
do
vapor maritinio
para o terráqueo,
a
passagem desde
o.barco
até
á
carruagem
ferrovial
magnifica,
mandada
de
proposilo
para
o
receber,
foi
o
caminho
tapetado
de
vermelho,
foi
alastrado
de
flores,
que
eratn
espalhadas
ante
seu
passo
por
me
ninos;
isto
depois
de
lhe
ter
sido
reci
tado
pelo
Mayor
de
Dover
uma
Adresse
laudatoria
e
congralulatoria.
Eslava
presente
uma
banda
de
musi
ca,
tocando
peças
populares
nacionaes,
e
caracteristicas
do
sentimento
geral,
que
victoriava
o
Chefe
do
Governo
como
um
triumphanle
conquistador.
Pelo
caminho,
a passagem do
trem
era
saudado
com
applausos
altisonanles,
e
ao
chegar
á
grande
estação
de
Charing
Cross,
a
recepção
subiu
de ponto,
em vários
sentidos.
A
plata-forma
do
apear
dfaquella
im
mensa
estação, linha
sido
transformada
n
’
uma
grande
estufa
ou
conservatorio
de
plantas
e
flores.
Festões
de
rosas
pendiam
entre
pilar
e
pilar; e
dos
dois
lados,
aci
ma
de
10,000
plantas
de
estufa,
trazidas
dos
depositos
de
um
dos
principaes
jardi
neiros,
formavam paredes
lateraes,
ao
ca
minho
triumphal
para
a
carruagem,
do
Ministro,
saudado
no
entretanto
com
en-
thusiasticas
acclamações
de immensa
gente,
de
todas
as
classes.
Bandeiras
de
todas
as
nações
fluctua-
vam em
abundancia,
conspícua,
sobre
tu
do,
a bandeira
Ingleza,
ornada
de
louro,
em
signal
de triumpho, e
de haver ga
nhado
uma batalha
incruenta.
O
Lord
Mayor
de
Londres, e
os
Ve-
riadores,
brilhavam
com
seus
trages
oíli-
ciaes,
no
meio
da
massa
de gente
dislin-
cta
que
esperava
a
chegada
do
Pimeiro
Ministro.
Ao
chegar
o
expresso
trem
pontual
mente
á
hora e
minuto,
ergueu-se
uma
enorme
explosão
de
applauso
dfaquella
apinhada
massa
de
povo,
que
resoou
es
trondosamente
na
immensa
arcada
e
abo
bada
de
vidro
da
magnifica
estação.—
O
Ministro,
de
ordinário
imperturbá
vel,
foi d
’
esla
vez
visivelmente
afíeclado,
ao
daretn-lhe
a
mão
os
numerosos
ami
gos
que
tinham
vindo
esperal-o.
Notou-
se
a presença, especialmente,
do
mui
ze
loso
e rico
Hebreu,
Sir Moyés
Montetiori;
em
sua idade
patriarchal
de
noventa
e
cinco
annos,
que
estava
presente, a dar
as
boas
vindas
ao
amigo,
e
Chefe
do
Go
verno.
E’
bem
certo
que
este
zeloso
e
sincero
Israelita,
que
tanto
ha
tido
e
tem
a
peito
a
regeneração
da
sua
raça;
que
tem
feito
varias
viagens
á
Palestina,
com
o
íim
de
promover
o
concorrerem
a
ella,
e
povoal-a, cultival-a
de
novo,
os
seus
correligionários; sentiu
a
mais
viva
satis
fação
pela
acquisição
Ingleza de
Chypre
tão
perlo
da
terra
porque
elle
e seus irmãos
sempre
e
ha
lanlo
suspiram.
Foi,
porem,
quando
a
carruagem
des
coberta
do
Ministro
sahiu
da
Estação
com
elle, e
atravessou
a
multidão
immensa de
povo
que tinha
concorrido
a
esperar
sua
chegada,
que
os
applausos
os
mais
estron
dosos,
o
sentimento
o
mais
ardente
de
satisfação
geral,
e
de
favor
com
Disraeli,
se
deixou
ver
em toda
sua
força
e
signi-
licancia.
Convém
reíleclir
um
lanlo
so
bre
esle
facto
e
seus
verdadeiros
moti
vos.
Um
dos
primeiros
—
e
talvez
o
prin
cipal—
-fazendo-Itie
por
certo
honra
a
elle
assim
como
aos
que
o
admiram
e
applau-
dem
por
tal
razão,
é
o
ter
subido
áquella
ewinencia, desde
grao
muito inferior da
sociedade,
por
seu
talento,
seu
trabalho,
sua
industria.
E’ isso
especiaimente
o
que
lhe grangea,
e
com
razão,
lanlo lavor
nas
classes
baixa
e
media;
emquanto,
seus
serviços
ao
paiz,
seu
apoio
constante
dado
á
Aristocracia—de
quem
elle, plebeu, foi
robusto
suslentamento,
não
podia
deixar
le
ganhar
lhe
a benevolencia
da
classe
Aristocrática, a
que
íinalmente
subiu
cora
tão
justos
títulos.
Circumslancias
muito
notáveis
em
seu
caracter
sam
lambem
as seguintes;
uma
das
quaes,
a
segunda, é
hoje
mesmo
me
morada no
1
Times,
ao
annunciar.
com
de
vida
approvação, o ler a
Rainha
honlera
conferido
a Beaconsfield
a
Ordem
pr.in-
cipesca
da
Jarreleira;
e
d’
esla
vez
prohibin-
do-lhe
que
rejeitasse.
.
A
primeira
das
ditas
circumslancias,
foi
o
ter
Disraeli,
quando
a
Rainha
lhe
quiz
dar
um
titulo,
estando
elle
ainda
en
tão
na
Camara
dos Communs
(e
quando
fez
a S.
M.
Imperatriz
da
Índia],
pedido
á
Soberana,
que
desse
o
titulo
antes
a
sua
Esposa
(a
quem elle
era
muito de
vedor,
porque,
a
fortuna
delia o
linha
ha
bilitado
a
subir
onde
já
então
linha
su
bido)
A
segunda
foi
o
ter
elle já
rejeitado
(isto
é.
pedido
á
Rainha
lhe
permitisse
deixar
de
aceitar)
esla
mesma
Ordem
preeminente
que
acaba
de receber.
Direi
agora
uma
cousa
que
talvez
muita
gente
não
imagine,
e
que
é
içda-
via
verdade, e da maior importância. To
das
esias
honras
e
applausos
têm
muito
pouco que
fazer
com
o
que
foi
maleria
verdadeiramente
do
Congresso;
salvo
que
o
mesmo
Congresso
é
que
deu
occasião
ao
aclo
que
excita
aqui
tanta
alegria
e
enlhusiasmo—
a annexação
de
Chypre
ás
possessões
Brilanicas
(ás
quaes
não
tarda
rá
muitos
annos que
Rhodes
e
Creta
se
jam
igualmente
annexadas).
Isto
que
acabo
de
dizer
de Chypre,
nenhum
Inglez o
diz;
mas
não
ha
um
só,
que
conheça a
posição
geographica
da
Ilha,
que
secretamente
não
pense
e julgue
como
acabo
de
expressar.
Como
Gibraltar
e
Malta,
é
Chypre
mais
um
pilar
construído
da
ponte
na
estrada
ferrovial,
ha muito
delineada,
dfaqui
até
á
índia,
sem
dependencia
do
Egypto
e
do
Mar
Vermelho;
continuando
por
terra
atravez da
Syria
e
ao
longo do valle
do
Euphrates.
Pela
minha parte,
a
unica
objecção
que
tenho
ao
negocio
(que
vai
acordar
de
longo sornno
os
paizes de
Palmyra
e
de
Ninive)
é
que
o dinheiro dos
mil e
uma
seitas do
Protestantismo
Inglez.
vai
semear
a
matizada
heresia
nfaqueilas
ador
mecidas
regiões.
Mas
espero,
com
tudo,
que
a Providencia
Divina,
a
qual,
já
desde
que
habito
este
paiz,
aqui
lera
obrado
visíveis
e
tantos milagres
no
augmento
e
propagação do Catholicismo e
suas
insti
tuições,
achará
meio
de
esterilizar
os
es
forços d
’
esle
chrislianismo
novo,
como
vai
fazendo
murchar o
joyo
do
chrislianismo
velho
por
Doeling
e
Ranke
semeado
na
Seara
do
Senhor.
A.
R.
SARAIVA.
-
——
Collegiiois
e
aulas
gswrtieulare»
Tendo
o
governo,
depois
de
183
1,
dei-
xado
correr
no
maior
abandono
os es-
ludos
pairnarios
e
secundários,
os
chefes
de
familia
tiveram
de
lançar
mão
de
in
divíduos
particulares
para
dar
inslrucção
a
seus
filhos.
Apoz
a
educação
individual
veio
a
de
collegio,
e alguns destes esta
belecimentos
começaram
a
apparecer,
com
mais
ou
menos
credjlo,
em geral fundado
no
da
pessoa,
ou
pessoas
que
dirigiam,
quasi
sempre
frades,
lentes
expulsos
da
Universidade,
ou
de
outras
escolas,
etc.
Correram
os
tempos e
outros
d
’
estes
estabelecimentos
appareceram,
mais
ou
menos
concorridos
de
alumnos,
segundo
a
fama
de
que
os
seus
professores eram
os
que
os
approvavam
nos
iyceus
etc.,
e
co
mo
se
olhava
já
então,
como
ainda hoje,
mais
para
o
fim
da
approvação,
do
que
para
a
solida
e
verdadeira
inslrucção
e
educação;
tudo
foi correndo
cora
grave
escandalo
publico,
mas
com
manifesto
pro
veito
dos
interessados
na
coramunação.
Os estabelecimentos
particulares,
que
tenham
tido
em
vista
elevar-se
para
nm
fim
realmente
licito,
tem
soffrido
uma
guerra
cruel
da parte
dos
commnnados,
e
com
grave prejuizo
do
paiz, que
podia
obter, ainda
melhores
resultados
d’esses
estabelecimentos
como
os estão obtendo
a
Fiança,
a
Allemanha,
e
outras
nações
muito civilisadas,
e
onde
serviços
taes
tem
sido
por
vezes
recompensados
larga
mente,
por muitas
e
diversas fôrmas.
E
’
por
tanto
fora
de
duvida,
que a
maior
parte
dos
collegios
particulares
tem
sido
creados,
como
um
meio
de
rdeançar,
por
relações
n
’
elles
adquiridas,
algum em
prego
ou
beneficio,
motivo
este
de
sua
pouca
duração
e
estabilidade, e
poucas ex-
cepções
tem
havido
n
’
esta
regra
geral
que
lemos
observado.
E
porque
a
mira
commercial
tarabera
tem
em
parte
supplantado
a
grande
ideia
da
utilidade
social,
que
devia
sempre
pre
sidir
á
creação
d
’
estes
institutos
com pre
ferencia
á
de
unica
e exclusiva
acquisição
de
recursos
pecuniários,
essa
ambição
tem
alé
certo
ponto
desconeeituado
taes casas,
começando
se a
ver
n
’
ellas,
não o
fim
gran
dioso
da
sociedade,
mas
nma ambição
sór
dida.
em
que
muitos
vão
feitos,
com
gra
ve dainno
do
bem publico.
Mas
se o
governo
fosse
governo
para
governar,
seria
o
primeiro
a
olhar
para
algum d
’
esses estabelecimentos
particulares
onde
encontrasse
as condições exigidas
para
a
educação
physica,
e
para
a
moral
e
iu-
strucção,
e
protegendo
os
com algum sub
sidio,
que
lhes
auxiliasse
os
vai-vens
da
concorrência,
para
poder
sustentar
as
le
gitimas
despezas
na
segurança
e
desenvol
vimento
de
seus
estabelecimentos,
estes
poderiam
ser
uma
cousa
de
grande
valia,
de
grande
auxilio
para
o Estado,
seria
a
creação
e
viveiro
de
professores
para
con
correrem
ás
cadeiras
do
ensino
oílicial,
e
tinalmeute
seriam oflicinas
de
uma
utilida
de
incalculável
para
o
bem
do paiz,
em
lugar
de o
prejudicar,
como
muitos
pre
judicam,
e continuarão
a
prejudicar,
em
quanto
as
cousas correrem assim.
Alguns
apaixonados
do
ensino
oílicia
’
,
unico
e
exclusivo,
são
de
opinião
que
o
governo
deve
acabar
cem
o
-ensino
parti
cular
em collegios
ou
domestico,
com
o
fundamento
de
que
as aulas
dos
Iyceus
estão
desertas
por
causa
dos
collegios
par
ticulares,
e
que
o
governo
deve
fazer
o
ensino
uniforme
e
seu.
Sem
negarmos
o
facto
de
que
os
collegios
particulares
tem
tirado
a
concorrência
aos Iyceus,
não
con
cordamos
com
o
fim
a
que
os taes
apolo
gistas
do
ensino
do
Estado
querem
che
gar,
fazendo
o
um
e
exclusivo,
a que
se
oppõe
as
leis
do
paiz,
e
as da
natureza,
porque,
tendo
eu
um filho,
ninguém me
póde
tolher
que prefira
a
educação
d’
elie
em
minha
casa,
debaixo
de
minhas
vis-
las,
ou
em
estabelecimento
particular,
que
me
póde
merecer completa
confiança,
sem
que
se
possa dar
o
mesmo
caso
para
o
mais
auctorisado
lyceu publico.
A causa
da
falta
de
concorrência
acs
Iyceus
tem
explicações
mm
diversas
d
’a-
quellas
que
a
alguém
temos
ouvido
dar.
Urna
dfallas
é que
os
professores do
ly-
ceus.
que
exercem
o
ensino
particular
em
sua
casa,
ou
em
collegios
em
que tenham
interesse
por
estipendio
certo,
ou
por coii:-
munação
e
sociedade occulta,
lem
nor
es
se
facto
inleiesse
em
que
o ensino ofL-
cial
seja
mau,
que
$
policia
seja nuihu-
ma,
e
que sobre
o
ensino
ofíicial
recaia
o
maior
descrédito
possivel,
fazendo
por
outro
lado
correr,
como em
pregão
pu
blico,
e
até
por
cem
trombeteiros
de
fa
ma, que
não
ha
onde
se
ensine
melhor
do
que
no
collegio
de
tal,
que
não
ha
professor
mais
habil que o
snr.
Fulano,
que
dando
lições
com
elle,
dando
pelo
seu
livro
ou
livros,
melhor,
porque
a
appro-
vação
é segura, e
ainda mesmo
que
as
sim
não
seja,
a
concorrência
é
certa
e
infallivel,
e
por consequência os proven
tos
inherentes.
Estes
factos,
que
são
tão
verdadeiros,
e
tão
conhecidos
de toda
a
gente,
são el
les,
que
tem
desacreditado
o
ensino
ofíi
cial,
e
porque tem-se
observado,
que
com
raras
e
honrosas
excepções,
o
professor
que
vai
para
lyceus
já
vai
contando
com
os
interesses
do
ensino
de
fóra da
cadei
ra,
como
os principaes,
sendo a
cadeira
o
fim
para
alcançar
o meio,
que
é a
im
portância
para
o
caso.
E’
portanto certo
que
com
taes
dados
podemos
concluir
que
os
lyceus
jámais
serão
concorridos
emquanto
os
seus
pro
fessores
leccionarem
fóra d
’e.!les,
e
que
os
collegios
particulares
serão
igualmen
te
maus
ou
de
pouca
utilidade, emquanto
n
’
elles
ensinarem esses
professores
dos ly
ceus,
e
dominar
o
egoismo,
em
logar
da
nobreza
de
coração,
e
dos
sentimentos
da
honra
acima
de
todas
as
cousas.
(Continua)
GODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
X
Das
eleiçõe»
dos
corpos
wtrtiíi
vs
>
h
admiili-
[ Continuação]
CAPITULO I
Disposições
geraes
Art.
264.°
Os corpos administrativos,
dislrictaes, municipaes
e
parochiaes
são
eleitos
directamente
pelos
cidadãos portu-
guezes
que
teem
direito
a
votar.
Art.
265.°
As
eleições
são
feitas
nas
epochas
determinadas
no
artigo
9.°,
de
vendo
ser
no
primeiro
domingo
do
mez
de
novembro
as
dislrictaes
e
municipaes,
e no
terceiro
domingo
as
parochiaes.
§
l.°
Quando
os
corpos
administrati
vos
forem
dissolvidos
on
as
eleições
an
nulladas, as
novas eleições
serão
feitas
nos
dias
que
forem designados
no decreto
da
dissolução,
ou
na
decisão
que tiver
julgado a
nullidade,
§
2.°
Na primeira
hypothese
do
pa-
ragrapho
antecedente,
o
dia da
eleição
deve
ser
designado
para
dentro do
praso
fixado
no
artigo
17.°,
e
na
segunda
hy
pothese
mandar-se-ha
proceder
immediata-
mente
a
nova
eleição.
Art. 266.u
As
eleições
parochiaes
serão
feitas
por
freguezias;
as
municipaes
e
dis-
triclaes
por concelhos.
CAPITULO
II
Dos
eleitores
e
elegíveis
Art.
267.°
São
eleitores
para
os
car
gos
dislrictaes, municipaes
e
parochiaes
todos
os cidadãos
porluguezes residentes
nos
respectivos
conselhos e parochias, que.
tiverem
o
direito
de
votar
nas
eleições
de
deputados.
Art.
268.°
São elegíveis
para
os
cargos
dislrictaes
os
eleitores
do
respectivo dis-
tricto,
para
os
municipaes
os eleitores
dos
respectivos concelhos,
e
para
os
parochiaes
os
eleitores da
respecliva
freguezia,
com-
tanto
que
saibam
ler,
escrever
e
contar.
Art.
269."
Não
podem
ser
eleitos:
f"
Os
ministros
e
secretários
d
’
estado;
2
o
Os
conselheiros
d
’
estado;
3.
°
Os
empregados
no
corpo
diplomá
tico
ou
consular;
4.
°
Os
militares
em
activo
serviço
no
exercito
ou
na
armada,
salvo
sendo
pro
fessores
ou
exercendo
emprego
civil
legal
mente
compatível
com
as
fnncções
admi
nistrativas;
5.
°
Os
clérigos
de
ordens
sacras;
6.
°
Os
magistrados
do
ministério
pu
blico
e
ofíiciaes
de
justiça;
7.
"
Os
juizes
e
membros
dos tribunaes
jmiiciaes,
administrativos
e
íiscaes;
8.
°
Os
empregados
administrativos
de
n
meação
do
governo
e
os
da
fazenda
nacional;
9. °
Os empregados
dependentes
das
corporações,
de
cuja
eleição
se
tratar;
10.
°
Os
que
tiverem
contractos
de
ar
rematação
de rendimentos,
de
empreitadas
ou
fornecimentos
com
a
corporação
de
cuja
eleição
se
tratar, e
os
respectivos
fiadores;
11.
°
Os
accionistas
de companhias
or-
ganisadas
para
tomarem
de empreitada
quaesquer
obras,
serviços
ou
fornecimen
tos;
12.
°
Os
cidadãos
privados
ou
suspen
sos
do
uso
dos
seus
direitos
políticos
por
sentença
ou
despacho
judicial
passado
em
julgado.
Art.
270
°
O recenseamento
eleitoral
para
as
eleições
de
deputados
servirá
lam
bem
para a
inscripção
dos
eleitores
e
elegíveis
para
os
cargos
administrativos.
CAPITULO
III
GAZETILHA
Da
eleição
Art.
271.°
As
assemhléas
eleiloraes
são
convocadas
por
alvará
do governador
civil
dirigido aos administradores
dos
concelhos
e
ás
commissões recenseadoras.
Art.
272.
0
Para
as eleições
parochiaes
cada
parochia
constituirá
uma
só
assem-
bléa
eleitoral
na
séde
da
freguezia.
Art. 273.°
Para
as
eleições
parochiaes
farão
os
administradores
do
concelho
pu
blicar
por
editaes, afíixados
á
entrada
das
respectivas
egrejas parochiaes
e nos
mais
logares
do
costume,
o local,
dia
e
hora
da
reunião
das
respectivas
assemhléas
eleitoraes.
Art.
274.°
As
assemhléas
parochiaes
serão
presididas pelos membros
da
com
missão
do
recenseamento do
concelho,
e
não
sendo estes
sufíicientes,
ou
na
falta
de algum,
pelos
cidadãos
que
a commissão
escolher.
*
Art.
273.°
Haverá
o
numero
de
as-
sembléas
que
fôr
necessário
para
commo-
didade
dos
povos.
§
1.°
As
camaras
municipaes
designa
rão,
com approvação
da
junta
geral,
o
numero
das
assemhléas eleiloraes
que
deve
haver
em
cada concelho,
a
séde
d
’
ellas
e
a
área
eleitoral
que
devem
abranger,
a
qual
em
nenhum
caso
deve
conter
menos
de
duzentos eleitores.
§
2.°
Esla
designação,
depois
de
feita
pela
primeira
vez,
ficará permanente,
e
só
poderá
ser
alterada,
se
fôr
necessário,
em
razão
de
considerável
alteração
na
den
sidade
da
população
do
respectivo con
celho,
ou
nos meios de
communicação
d
’
el!e,
ou
de
augmento
ou
diminuição
da
sua
área.
§
3.°
A
designação
das
assemhléas
será
publicada
por edital
com
a
antecipação
de
quinze
dias,
pelo
menos,
do acto
eleito
ral,
sob
pena
da
nullidade
da
eleição.
Art.
276.° A
convocação
das
assem-
bléas
eleitoraes
para
as
eleições
municipaes
e dislrictaes será
feita
pela
fórma
decla
rada
no
artigo 273.°,
devendo
lambem
o
administrador
do
concelho
dar
conheci
mento
do
facto
com
oito
dias
de
anteci
pação,
pelo
menos,
ao
presidente
da
com
missão
de
recenseamento.
§
l.°
Havendo
no
concelho
uma
só
assembléa,
preside-lhe
o
presidente
da
commissão
recenseadora.
§
2.°
Havendo
mais de
uma
assembléa,
o presidente
da
commissão
recenseadora
preside
á
que se
reunir
na
parochia
prin
cipal
do
‘
concelho,
e
ás
entras
assemhléas
presidem
os
respectivos
vogaes
e
seus
substitutos.
Se
estes
não
forem bastantes,
presidirão
cidadãos
idoneos
nomeados
pela
commissão
recenseadora.
§
3
0
A parochia principal
do
concelho
é
a
da
cathedral, e
onde
a
não
houver,
a
da
egreja
matriz
da
cabeça do concelho.
Art.
217"
As
commissões recenseado
ras
remellerão
aos
presidentes
das
assem-
bléas
eleitoraes,
pelo
menos
dois
dias
an
tes
do
designado para
a eleição,
cadernos
em
duplicado, contendo
o
recenseamento
dos
eleitores
das
respectivas
assemhléas,
e
lambem cadernos
em
duplicado conten
do
o
recenseamento
dos elegíveis
para
os
cargos
municipaes
ou
parochiaes
sómente
quando
se
trate
da
eleição
d
’
esses
cargos.
’
§
1.°
Estes.cadernos
serão
fielmente
trasladados
do recenseamento definitivo,
terão
termos
de
abertura
e
de
encerra
mento
assignados
pela
commissão,
e
serão
por
ella
rubricados
em
todas
as
suas
fo
lhas.
§
2.°
Podel-os-ha
também
rubricar
e
assignar
o
respectivo
administrador
do
concelho.
§
3.°
As
mesmas
commissões enviarão
também
aos presidentes
das
assemhléas
dois
cadernos
com
termo
de
abertura
e
rubricas,
na
conformidade
d’este
artigo,
para
n’
elles
se
lavrarem as
actas
ia
eleição.
Festividade.—
No
proximo
domingo
festeja-se
na
capella
de Guadalupe
o
glo
rioso
S. Marçal,
advogado
comra
os
in
cêndios, a
expensas
da
companhia
de
bom
beiros
municipaes,
havendo
missa
solem-
ne
a
grande
instrumental.
Exposição
do
SS.
lodo
o
dia,
e
no
fim
Te-Deum
e bên
ção.
Pnrtidn.
—
O
exc.ra0
visconde
de
Ne-
grellos
parte
por
estes
dias
para
a Italia,
em
viagem
de
recreio.
Juiz
ordtBinrio.
—
Em
consequência
de,
pelo seu despacho, o
snr.
dr.
Fran
cisco
Barata
Marinho
de
Falcão
estar
im
pedido
d
’
exercer o cargo
de
juiz
ordiná
rio dos
tres
julgados
da
Sé
Primaz,
S.
Pedro
de
Maximinos
e
S.
Victor,
d’
esta
cidade,
acha-se
em
exercício
effectivo
o
1.°
substituto
o snr.
Bernardino
José da
Cruz,
morador
na
rua
Nova, defronte da
Misericórdia.
Prefoti
reduzidos
nu
eaiiiinlio
de
ferro.
—
Nos
dias
7
e
8
de
setem
bro,
por
motivo
do
arraial
e
festivi
dade
do
SS.
Coração,
que
n
’
aquel!es
dias
se
faz
na
freguesia
de
Lousado,
proximo
á
Trofa,
haverá
comboios
a
preços
redu
sidos,
podendo
os
passageiros
com
bi
lhetes
de
ida
e
volta
entrarem
e
sairem
no
entroncamento
da
linha
de
Bougado,
com
demora
de tres
minutos.
Priaíio.
—
Foi
ante-honlem
preso
e
recolhido
á cadeia
um
garoto
vendedor de
jornaes,
que
andava
a
apregoar,
d
’
um
mo
do
infame, uns pasquins
repellentes
onde,
segundo
nos
dizem,
é insultado
um
cava
lheiro
d’
esta
cidade.
furte
offflcial.
—
Pedindo
a
compa
nhia
dos
banhos
de Visella
que
o
plano
do
estabelecimento
thermo-mineral,
elabo
rado
pelo
engenheiro
Dejante,
e
approva-
do
em
14
de'
dezembro
de
1875,
seja
substituído
pelo
que
foi
feito
pelo
enge
nheiro
Cesario
Augusto Pinto;
e tendo si
do
ouvida
a
junta
consultiva
de
obras
pu
blicas
e
minas,
que approva
a
substitui
ção do
anterior
plano
pelo
agora
apresen
tado, reservando apenas
o
seu
voto
quan
to
a
lotação
das
aguas
thermaes,
ponto
este
sobre
o
qual
entende
que
devem
ser
ouvidos os
clínicos
da localidadee
a
junta
consultiva
de
saude
publica:
Sua
Mageslade
EI
Hei,
conformando-se
com
o
parecer
d
’aquella
junta,
ha
por
bem
ap-
provar
o
novo
plano do
estabelecimento
thermal
das
caídas
de
Visella,
elaborado
pelo
engenheiro
Cesario
Augusto
Pinto,
no
que a
camara
de
Guimarães
concorda;
ficando,
porém,
reservada,
para
ulterior
resolução
a
parte
do
plano
que
diz
respei
to
á
lulaçào
das
aguas,
que
não
será
exe
cutado
sem
nova
determinação
do
governo,
ouvidas
as
repartições
techmcas compe
tentes.
O
que
se
participa
ao
governador
civil
de
Braga
para
seu
conhecimento,
da
ca
mara
e
da
empreza.
Paço,
em
21 de agosto
de
1878.
—
Anlonio
Rodrigues
Sampaio.
Ingtrueçfto
primaria.
—
Foi
provi
do
por tres
annos, na
cadeira
de
ensino
primário
do
logar
das
Gaias, freguezia
de
S.
Marlinho
de
Sande, concelho
de
Gui
marães,
o
snr
Francisco
Emílio Pedrei
ra
e
Mattos.
E foram
promovidas
á
propriedade
das
suas
cadeiras
as
snr.
as
Maria
José
da
Ro
cha,
na escola
de
meninas
de Monsão; e
Rosa
Augusta
da
Silva, ga
escola
de me
ninas
de
Crato.
Festividade.
—Hontem
a
Meza
da
irmandade
da
.SS.
Trindade
e
N.
Senhora
da
Consolação
da
Correia,
fez
celebrar
no
magestoso
templo
do
Popuio,
aonde
se acha
erecla,
a
festa
ao
Patriarcha
da
extincta
ordem
daquella
casa,
Santo
Agos
tinho,
que
se
achava
decentemenle
collo-
cado
no
altar-mór.
Houve
missa
cantada,
e
sermão
préga-
do
pelo
distincto
orador
o
dr.
Constantino
Ferreira d’
Almeida.
No
domingo,
l.° do
corrente, celebrar-
se-ha
no
mesmo
templo
a
festa
de
N.
Senhora
da
Consolação,
com
grande
explen-
dor,
exposição
do
SS.
etc.
C'at
3u
’t'i«tno
Fxeinpnfâendo.
—
A
respeito
do
Calhecismo
Exemplificado,
tran
screvemos
da
«Semana
Religiosa
Bracaren
se» a seguinte
provisão
do
exc.
ms
e
revd.
“
10
arcebispo
de Braga:
«Tendo
Ernesto
Chardron
mandado
pu
blicar pela imprensa
uma traducção
do
Calhecismo
Exemplificado
da doutrina
christã,
que
fôra
composto
por D. Miguei
Pralmans,
bispo
de
Tortosa, e accrescen-
tado
pelo
padre José
iMach;
e
considerando
Nós
que
esla
traducção
é
fiel
e
exacta,
e
que
o
methodo
d
’
este
Calhecismo,
apesar
Ide
não
ser
novo,
é
não
só
conforme
ao
methodo
seguido
pelo
Divino
Fundador
da
Religião
Christã,
mas
tambepa
muito
pró
prio
para o
ensino
dos
fieis, tanto
pela
sua
clareza,
como
pelos
exemplos,
q
Ue
refere,
e
que
admiravelmente
comprovam
a doutrina,
que
no mesmo
Cathecismo
se
expende;
Havemos
por
bem
dar-lhe
a Nossa
approvação,
e
recommendar a
sua
leitura
ao
clero
e
fieis d’
este
N
qsso
Arcebispado.
Paço
Archiepiscopal
de
Braga,
17
d
’Agosto
de
1878.
João.
Arcebispo
Primaz».
O
íinnilo
39.
Pedro
de
Portu
gal.—
Escreve
a
«Esperança»;
O
ill.mo e
exc.
m
°
snr.
D.
Pedro de
Portugal
e
Castro,
filho
dos
quintos Mar-
quezes
de
Valença,
nasceu
a
16
de
abril
de
1830. Querendo
aperfeiçoar
pelo
estu-
do o talento
de que era
dotado,
cursou
com
grande
aproveitamento
a
faculdade
de
direito,
obtendo
n’ella o
grau
de bacharel
formado.
Mudando
de
estado
casou
em 27
de
setembro
de
1833
com
a
ill.ma
e
exc.‘na
snr.
a
D.
Maria
Carlota de
Bragança.
4?
duqueza
de
Lafões,
6.
a
marqueza
de
Ar-
ronches,
8.
a
condessa
de
Miranda,
e
34,a
senhora da
casa
de
Sousa.
Poucos
annos
gosou
a
companhia
d
’es-
ta
respeitabilíssima
senhora,
que
falleceu
em
1863.
D
’esle
matrimonio
houve
tres
filhos,
os
exc.
rnos
snrs
D.
Caetano
de
Bragança,
D. José de Bragança
e
D.
Segismundo de
Bragança
e
uma
filha
a
exc
Ina
snr.
a
D.
Anua
de Bragança, hoje
casada
com
o
exc.
in
°
snr.
conde
de
Bretiandos.
Morreu
novo,
e todavia
soffreu
muito
nos
últimos
annos
da
exislencia,
atormen
tado
por
assíduos
padecimentos.
Foi
um
meio
talvez
de que
Deus
Senhor
Nosso
se
quiz
servir
para
purificar
aquella
alma:
respeitemos
os
decretos
da
Providencia.
Era
geralmenle
estimado
e
não podia
deixar
de
o
ser
pela
nobreza
e
lealdade
do
seu
caracter,
e pela
a
fiabilidade
com
que
a
todos recebia.
Foi
por
isso
geral
mente
sentida a
sua morte.
Qu«
ps>s»ie!
—
Diz
um
jornal
de
Ba
hia:
Em Jaraguá existe
um retirante
de
nome
Joaquim
de
Sá
Monteiro,
que
tem
passado
a
terceiras
núpcias.
A
primeira mulher chamava-se
Leonor,
de
quem teve 19
filhos;
a segunda,
Ma-
rianna,
de
quem
leve
12;
e
a
terceira,
Jo-
sepha, de
quem
teve
13.
D
’
estes,
existem
vivos
33,
e
fóra
a
por
ção
de netos,
que
diz
elle
não
saber
quantos
são pela
quantidade
que
existe.
Este
homem
ainda
é
moço,
robusto
e
tem
um
ou
outro
cabello
branco.
Nove
mil
endnveret!—
No
dia
11
de
abril
foi
devastado
o
districto
de
can
tão, na
China,
por
um furioso
vendaval
a
que
se
chama
ciclone.
Em
poucos
mi
nutos, diz
o
«Daily
Presse»,
de
Hong-Kong,
ficaram
arrasadas
2
006
casas,
e
destruí
das
1:000
embarcações,
resultando
d
’esse
espantoso
cataclismo
nove
mil cadaveres
humanos!
...
Polvo
monstro.
—
O
aquario
de
New-
York, foi
favorecido
com
em
polvo
enor
me,
agarrado
pelos
irmãos Keels
na
costa
da
Terra
Nova,
onde
foi
arrojado
por
um
temporal.
O
monstro
de que
dá
ideia
um exem
plar
de cartão
exgibido
no museu
Harp-
kofl,
tem 18
tentáculos
(pernas)
de
11
pés
de
cumprido
cada
um
e
18
pollega-
das
de
circunferência.
Os
da
parle
poste
rior
chegam
a
31
pés:
a
cabeça
tem 2
e
meio
pés
de
circunferência
e
a
cola
2
e
meio
de
comprido.
Os
buracos
chupa
dores
são
guarnecidos
de dentes
aguça
dos.
Novas
expedições
ao
polo.—
As
expedições
ao
polo
do
norte
despertam
novamente
a
attenção
publica
nos Estados-
Unidos.
O
snr.
James
Gordon
Bennett,
dire-
ctor
do
«New-York
Heral»,
a
quem
a
sciencia
é
devedora
de
importantes
em-
prezas
geographicas,
deliberou
enviar
uma
dupla expedição
ao
polo
norte:
um
navio
seguirá
pelo
estreito
de
Behring,
outro
pe
lo
de
Sptizberg.
O
mez
passado
saiu
de
Nova
York
pa
ra
S.
Francisco
o
vapor
«Jeannetl»,
Ire
*
lado
e
equipado
pelo
snr.
Bennett
Atravessará
o
estreito
de
Behring
no
principio
do
proximo
anno.
O
outro
navio
que
o
snr.
Bennett
in
tenta
enviar
ás
regiões o
seu hiate «Dauc-
cless,
navio
s-dido
e
de excellente
marca.
Exige, porém, que
o
departamento de
marinha
dos
Estados-Unídos
forneça
a
equipagem,
os
ofíiciaes
e
os
mantimentos,
ficando
a
seu
cargo
o
resto.
O
hiate
será
munido
de uma
machi
na
e
de
uma
helice
auxiliares,
e prepara-
do
convenientemente
para explorar
pelo
estreito
de Spitzberg
as
regiões
polares.
O
h
sinos
da
egreja
do
Coração
de
Jesus.—
No
dia
17 d
’
agosto
de
1788
benzeu,
em Lisboa,
I). José
Maria
de Mello,
bispo
do
Algarve, em
presença da
côrte,
o
s
onze
sinos
do
real
mosteiro
do
Cora
ção
de
Jesus
(Estrella).
Estes
sinos leem
os
nomes
e
pesos
seguintes:
1.
°
Coração
de
Jesus
190
arrobas,
e
16
arrateis.
2. a
Nossa
Senhora
135
arrobas,
e
23
arrateis.
3.
°
S. José
95
arrobas,
e
30
arra
teis
4. °
Santa
Thereza 80
arrobas,
e
1 ar
rátel.
5.
°
Santo
Elias
56
arrobas,
e
20
ar
rateis.
6.
°
Santa
Barbara
40
arrobas,
e24
ar
rateis.
7. °
S.
João
da
Cruz
32
arrobas,
e 30
ar
rateis.
8.
°
S.
Noberlo
23
arrobas,
e
30
ar
rateis.
Tres
sinos
do
relogio:
Santíssimo
Sacramento
(horas)
275
arrobas,
e
1
arratel.
S.
Miguel
(meias horas)
134
arrobas,
e
20
arrateis.
ISanto
Antonio
(quartos)
79
arrobas,
e
6 arrateis.
Total
do
peso 1:139
arrobas,
e
201 ar
rateis.
O
auctor
d
’
esles sinos,
que
se
ouvem
a
grande
distancia, foi
José Domingues
da
Costa,
estabelecido
então,
na
rua
do Ar
senal,
nas casas
do
desembargador
Rubim.
—
-«R.
de
S.».
Notieiaa
da
Madeira.
—
A subscri-
pção
promovida
no Funchal, em
favor
dos
habitantes
do Porto
Santo,
montava
a
160$000
réis.
—
A
concordata, apresentada
por
parte
do
Banco
de
Portugal
aos
credores
da
casa
bancaria
J.
J.
Rodrigues
Leitão &
Filhos,
é
a
seguinte:
*
eO
Banco
de Portugal
garante
aoscre^-
dores
o
pagamento
de
50
por
cento
de
seus
créditos
(liquidados
os
juros
até
á
da
ta
da
suspensão
de
pagamentos),
em
3
prestações,
a
l.
a logo
que
seja
assignada
por
todos
os
credores
a
concordata;
a
2.
a
a
4
mezes,
e
a
3.
a
a 9
mezes.
O
Ban
co
encarrega-se
da
liquidação
do activo
da
casa
Leitão
&-
Filhos;
e
do
producto
d
’essa
liquidação
se
embolsarão
das
som-
mas
adiantadas
para
o
pagamento
do
cre
dores,
como
(ica
estipulado.
Se
houve
rem sobras,
depois
de
satisfeito
o
que
o
Banco
garante,
reverterão
em
beneficio
dos
credores.
Se
porventura
os
vinhos,
que
são penhor
do
Banco,
obtiverem
mais
elevado
preço
á
importância que
garantem,
e
suas
despezas,
os accrescimos
reverterão
em
favor
dos credores
Todos
os
bens
da
casa
de
J.
J. Bodrigues
Leitão
&
Fi
lhos
constituem
hypotheca
ao
Bancos.
Os
credores
acceitaram.
Oriente.
—
Últimos
telegrarnmas:
Constantinopla
21
—
A
Porta
adiou
a
entrega
de
Batoum
para
12
de setembro,
afim
de
poder
serenar
a
excitação
dos
ânimos
da
população d
’aquella
praça.
Paris
5
—
A
Áustria
recusa
admittir
que
a
bandeira
turca
seja
arvorada na
Bos
nia
ao
lado
da
bandeira
austríaca,
mas
ac-
ceila
que
o
pavilhão
ottomano
fluctue
so
bre
as
mesquitas.
Vienna
25
—
Um
telegramma do
gene
ral
Isapary de
hontem,
diz
que
os in-
surgenle
atacaram
de
novo
os
austríacos
na
margem
direita
do
Bosna;
o
combale
durou
9
horas
e
os
insurgentes
foram
repeilidos
a
bayoneta
até
ao
norte
de
Gradaschatz,
onde
o
combale tinalísou,
sendo
repeilidos
os
insurgentes
era todos
os
pontos.
Londres
26
—
Dizem
de Calcutá
ao
«Ti
mes»
-que
o
emir
da
Afghanistan,
se
con
tinuar
na sua
altitude
hostil,
o governo
das
índias
preparará
a
passagem
de
Chy-
bea
e rectificará
as fronteiras
do no
roeste.
Os
lazes consentem
na rendição
de
Ba
toum
com
as
seguintes
condições:
A
ci
dade
pagará
um
tributo
annual
ao
czar,
e
será
mantida a
actual
administração lo
cal
da
policia
ou
miiicia,
que
serão
indí
genas.
Paris
27
—A
esquadra
ingleza não
sai-
f
á
do
mar
da
Marmora
senão
quando
os
russos
hajam
retirado
para
os
limites
da
Roumelia
oriental.
Avançam
para
Batoum
10.090
lazes
*.
0
relatorio
dos
c
am
nissarios
que
foram
a
Rhodope propõe
que
seja
nomeada
a
comuiissão
internacional da
fiscalisaçao do
íOgar
da
administração
russa.
O
relatorio
aecusa os
russos
de
incendiarem
as
aldeias
que
recusaram
desarmar-se
e
de
terem
de
vastado
os
arredores
de
Dennotica.
Vienna
26
—0
principe
do
Montenegro
ordenou
que fossem
internados
em
Nika-
sik
muitos
insurgentes
da Bosnia.
Preço
<1
oh
eereaeo.—
Na
teíça-feira
ultima, n
’esta cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo................................................
740
Centeio........................................
500
Cevada
.............................................
500
Painço.............................................
480
Milho
branco
................................
600
»
amarello...............................
580
Milho
alvo.......................................
540
Feijão
branco
...............................
750
» vermelho
.............................
820
»
amarello. ....
740
»
rajado
................................
610
»
fradinho...............................
440
Batata
..............................................
500
Azeite.
......
5$600
As
obras
da irniutidatle
de
Nossa
Senhora
da
lapu.
A
Meza
da
irmandade
dos Clérigos de
Nossa
Senhora
da
Lapa, d
’esta
mesma ci
dade,
constituída na
urgente
necessidade
de
fazer
obras
nas
casas,
e
faltando-lhe
os
meios
pecuniários
para
as poder
con
tinuar e
concluir,
appella
para
a
piedade
dos
fieis,
e
especialmente
dos
seus
Irmãos,
na
esperança
de que
não
deixarão
de
concorrer
para
o
indicado
fim
com suas
esmolas,
as
quaes
serão
entregues
ao
respectivo
lhesoureiro
o
muito revd.0 snr.
José
Luciano
Gomes
da
Costa.
Braga
19
de
agosto
de
1878.
O
secretario
da
irmandade
Padre
João
Luiz
Affonso
da
Mouteira.
ISospital
<1
e
S.
Marcos.
Ao
convite
feito
pelo
Hospital
de
S.
Marcos,
á caridade
publica em
beneficio
dos
pobres
feridos,
que
necessitam
de
panno
e
fios
para seu curativo,
tem
acu
dido
até
hoje
as
exc.inas
snr.
as e
snrs:
D.
Maria F.
Pereira
do Lago
Porto
Carrero
2.700
k.
de
fios.
Francisco
Joaquim
Garcia
2,200
de
pan
nos.
Religiosas
do
convento
dos
Remedios
1,500
de
pannos
e
2,500
de
fios.
D.
Maria
Gracinda da
Luz
Teixeira
2
lençoes.
D.
Francisca
Xavier
da
Veiga
Cabral
da
Camara
2,00o
de fios.
Conego
José
Gomes
Martins
2,250 de
pannos.
D
Joanna
d
’
Araujo
e
Castro
Neves
2,000
de fios.
João Ferreira Monteiro
0,750
de
fios.
Machado
1,200
de fios.
Anonymo
0,400
de
fios.
Antonio
Silverio
de
Paiva
0,520
de pan
nos.
Anonyma
0,200
de
fios.
D.
Preciosa
0,250
de
pannos.
Anonyma
0,500
de
pannos.
Cunha
Bandeira
0,250
de
pannos.
Anonyma
0,450
de
pannos.
Domingos
José
Vieira Machado
2,000
de
pannos.
Braga
27
d
’
agosto
de
1878.
O
Escrivão
da
Meza
Domingos
Moreira
Guimarães.
BEPEDIOA.
O
visconde
de
Negrellos,
tendo
de
re
tirar-se
por algum
tempo
para o
estran
geiro,
em
viagem
de
recreio,
e
não
po
dendo
despedir-se
dos'seus
amigos,
como
desejava, o
faz
por
este
meio, oílerecendo
a
todos
o seu
préstimo.
(1049)
Maria
da
Conceição
Gomes
Pereira
da
Rocha,
muito
penhorada
para
com
todas
as pessoas,
que
por
qualquer
modo a
ob
sequiaram
no
doloso
transe
porque
acaba
de
passar
com
a
morte
de
seu
estremoso
marido Manoel
José
Gomes
da
Rocha,
vem
por
este
meio
agradecer
taes
provas
de
affecto
e
protestar
o
seu
mais
profundo
agradecimento.
(1046)
Thereza
de
Jesus
Pinto,
Rosa
Maria
da
Conceição
Pinto
e
Anna de
Jesus
Pinto
mulher, filha
e
cunhada do
fallecido Ber
nardo
José Pereira
Pinto,
agradecem
por
esta
fórma
a
todas
as pessoas
de
sua
amizade e
relações,
que
os
cumprimenta
ram e
lhes
prestavam
serviços por
tão
infausta
occasião.
A
todos
se
confessam
penhorados.
COLEE&IO
B»E
IV.
SFVHOKA
CONCEIÇÃO
Lisboa,
rua
da
Esperança,
224
Este
collegio está
estabelecido
n
’
um
vasto
edificio, bem
situado,
com
bom
re
creio,
e
quartos
separados
para
os
alum-
nos.
A
recommendação
d
’
esta
casa
de
edu
cação
faz-se pela
sua
existência
de
qua
renta
annos,
com
créditos
bem
reconhe
cidos. E’
um
estabelecimento
completo.
Os exames
d
este
anno
fôram,
como
sempre,
bem
succedidos.
A
direcção
con
tinuará
zelosa,
no
cuidado
dos
seus
aluro-
nos
e
na
admissão
dos
seus
professores
e
empregados.
Os Estatutos
e
mais
esclarecimentos
dão-se
no
collegio.
No
dia
1
de
outubro
abrem
se as
aulas
para
o
novo
anno
le-
ctivo.
O
Director
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
Banco
Commercial de Braga em
liquidação.
Sociedade nnoiiyiiia
—
responsabi
lidade
limitada
Por
ordem
do
exc.
in}
snr.
vice-
presidente,
e
a
requerimento
da
commis
são
liquidataria
do
Banco Commercial
de
Braga,
são
convidados
lodos
os
accio-
nistas
d
’este estabelecimento a
compare
cerem
no
dia
11
do
proximo setembro,
na
casa
do
Banco,
pelas 11 horas
da
ma
nhã,
afim de
ser discutido
um
projecto
de
regulamento
para
3
continuação
da
li
quidação,
e
tratar-se
de outros
assumptos
concernentes á
mesma
liquidação
do
Ban
co,
conforme
as
circulares
d
’
esta
data
dirigida
aos
mesmos
snrs.
accionistas.
Braga
23
d
’agosto
de
1878.
O
secretario
Manoel Duarte
Goja.
S.
Torquato
de Guimarães.
A
pessoa que
por
occasião
da festi
vidade
de S.
Torquato
no
corrente
anno,
perdesse um
anel
d
’
ouro,
dando
os
si
gnaes
certos
e
pagando
o importe
d
’estes
annuncios,
pode
procural-o
no
capellão
do
mesmo
Sanctuario,
ou
em
casa
de José
Teixeira,
lugar
de
Peilimão em
Celorico
de
Basto.
(1048)
Acções
dos
Bancos de Villa Real, Douro,
Commercial
de
Guimarães,
Mercantil
de
Braga
e
do
Minho,
rua
de
S.
Victor
n.°
64.
Acções
de
Villa
Real
até
60
a
31$000
Acções
Douro
até
30
a
70$000
Acções
Commercial
de
Guima
rães
até
60
a
27$000
Acções
Mercantil
de
Braga
até
60
a
20$000
Acções
do
Minho
até
30
a
(1047)
80$000
|
'
'
5
L
•
|
Precisa-se
d
’
um
homem
com
pratica
d
’escripturação.
Quem estiver
nas
condi
ções
falle
na
rua
de
S. Vicente
n.°
17.
(1050)
CARNE
SECIEA
DO BRAZIL
Chegada
recentemente do
Rio
Granle
e
muito
superior.
Vende-se
na
praça
do
Anjo
n.
es 49
e
50
Porto.
(1051)
CASA
DE
SAUDE
EM
BKACl
Pua
de
S.
João
n.°
10
Alfredo
Alves Passos,
que
por
favor
de Deus
conseguiu
vencer
a
perigosa
e
longa
doença,
que
o
prostrou,
reabriu
já
a
sua
Casa
de
Saude,
tão
feliz
como
bem
conceituada
no
publico.
O
annunciante
continua
a
dirigir
a
dita
sua
Casa
de
Saude,
assistindo
dia
e
noite
aos
enfermos,
sendo
operador
e visitante
seu
pae
Manoel
Joaquim
Alves
Passos.
Dinheiro a
juro
de
5
°/
0
com hypoleca
de
um
a
dois
contos
de
reis, Vicente
Francisco
da
Silva Braga,
rua de
S.
Vi
ctor
n.°
40,
diz
quem o dá.
(1045)
A
CAIXA
PENHORISTA
BRACAREN
SE,
que
acaba
de
se
constituir
na
Tra
vessa
de
D. Gualdim, n.°
1
A,
da
ci
dade
de
Braga,
dá
dinheiro sobre penho
res
de
ouro,
prata, joias, moveis
e
rou
pas,
todos
os
dias
não
santificados, desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás 10
da noite;
recebe
fazendas
de
toda
a
especie
para
vender
á
consignação
e
adianta
sobre
as
mesmas
algum
dinheiro
mediante as
con
dições
que
dá
no
seu
escriptorio
e
muito
breve
annunciará
outras
vantagens
ao
pu
blico.
Braga 21
d
’
agosto
de
1878.
O
gerente,
(C.)
L.
J.
Gomes
da
Costa.
LETRA
Quem
perdesse
uma
letra
da
quantia
de
1:050^000
reis
vencida
em
13 de
ju
lho
ultimo,
pode dirigir-se
a
Felippe
Joa
quim
de
Sousa,
morador na
rua
de Santa
Maria,
casa
n.°
1,
d
’
esta
cidade,
que,
dando
signaes
certos,
a
entregará.
(1041)
Declaração
D.
Maria
Juiia
da
Silva
Braga,
declara
para
os devidos effeilos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriplura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com
mercial
d
’esla
cidade, passou
procuração
com
lodos
os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
lambem
se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os negocios que
achar
convenientes.
(1026)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata n.°
22.
(981)
PROMISSÓRIAS
do Banco Com
mercial
de Braga
Compram-se
em casa
de
Valença,
Fi
lho
&
C.
a,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
Quem
quizer
arrendar
a casa n.°
7,
no
campo
das Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po, d’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(1006)
ARRENDA-SE
o 2.°
andar
da casa
n.®
11
em a
rua
das
agoas
d’
esta
cidade.
Tra
ta-se
com
seu
dono
n?l
mesma.
(984)
y,
Aluga-se
a
casa
n.° 88
da
rua
'
da Boa-Vista.
(906)
JOSÉ
ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5 Dua
Nova
de
Souza 5
—
Com estabelecimento
de mercearia,
pregagens e
objectos
para
flores
e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de
araine
de todas
as
dimençôes.
(843)
DINHEIRO
A JURO
Até
á
quantia
de
250:0'!0 réis
dá-se
sobre hypoleca
na
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
Trata-se
com
o
secretario da
mesma,
padre Francisco
Lobo,
na
rua do
Poço
d
’
esla
cidade.
1014
PHARMACIA
A.
D.
ALVIM
’
Tem
deposito,
das aguas mineraes do'
Gerez,
em
garrafas
de
8/0
e
vidros de
4/0;;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
asoavel.
Pomada
sympathica,
para
destruir
de
prompto
o pello da
cara
e
mesmo
cabel
lo
em
grande quantidade,
sem
causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA
—Especifico
por
excellencia
para
tirar
toda
a
qualidade
de
sardas
e
panno
do
rosto,
seja
qual
fôr
a
sua
origem.
A FLOR
DA
MOCIDADE
—Infallivel,
para
restabelecer
aos
cabellos
e
á
barba
a
sua
côr
primitiva.
O vigor
do
Cabello
de
Ayer.
HIGIENE
Y
SÁLUD
DELA
BOCA
Elixir y
Polvos
Dentrificos
MEDALHA
•
PARIZ
d
’
ouho
Preparacion
dei
Dr.
1875
JO
HN EVANS
NADA
mais
delicado
do
que estas
especialidades
destinadas
a conservar
os
dentes,
bocca
e
garganta
em
perfeito
estado.
O nome
do
doutor,
graças
á sua
uni
versal
reputação,
offerece
uma
segurança
indiscutível.
Agua,
frasco
gr.
600
reis;
frasco
peq.
300.
Pó»,
caixa
gr.
600 reis;
caixa
peq.
300
No
Porto,
Ferreiro
«ft
Irmão,
Banharia,
77 e
79
—Depositários
da
agencia
franco-hispano-portugueza.
OLEO
DA
PÉRSIA
para
fazer
nascer
e
crescer
o
cabello. fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os
referidos
preparados
na
pharmacia
A.
D.
Alvim.
AGUAS
MINERAES
Vçndem-se
na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d
’
Alegria—
de
Vidago,
Verim,
d
’
Entre-os-Rios,
de
Sei-
dlitz,
das
Caídas
da
Rainha,
do Gerez, das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e
de
Vichy.
(996-T)
MIMK
MS miKW
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regimenj
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das enfermidades
das
mulheres,
inilammações,
ulceras,
consequên
cias
do parto,
desarranjo dos
orgãos,
causas frequentes e ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças nervosas, enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os meios
de
cura
que
emprega
Mad.
La
.
chapelle,
simples
e
infalliveis.
são
o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pr
a
_
ticas.
Consuhações das
3
ás
5—Rue
Monlhebor,
27.
perto Tolherias,
Paris. (40-^-)
ULTiNIA
DESCOBERTA
O
vinlio
e
oleo
de flgalo de
l»ae»-
Ihau
ereozotndu»
de (ainbert e
Henehurd,
moili
fletido».
São
hoje
applicados
com
optimo
rezul-
lado
por médicos
de
todos
os paizes para a
cura
da
phtysica
pulmonar,
bronchites
chronicas,
tosses
rebeldes, catarrhos
de
bexiga,
etc.,
etc.
Preparados na pharma
cia
de
H.
J.
Pinto
&
G.a
Largo
dos
Loyos,
36
—
Porto
Deposito
em
Braga—pharmacia
dos
Ór
fãos.
(1029-T)
INJECÇÃO
HYGIENICA
MAGAS1N DES
DEMO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25 de
cada
mez,
por
:
fascículos
in-8.°
grande
Cinviirn»
de
inodo»
e
modelo»
de
(apeçnriu
colorido»;
a agua;
gravado»
a preto;
novidade» para
piano
e
canto;
albun» de
lavores;
follin»
de
eonfecçSea;
croehet
e
renda»;
risco»,
etc.
O
Magasín <ie»
Ilemoiaelle»
inaugura,
com
importantes
refórmas,
o
34.°
anno
da
sua
publicação.
E
’
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
reúne
o
duplo
atlractivo
de
um
periodico
lillerario
interessante
e
um periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Frefo
para
Portugal
(as
assignaluras
fazem-se
por
um
anno principiando
no
í.°
de
janeiro)
4$000
rs.
Também
se
acceitam
assignaluras
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,
—
í$700
rs.
Subscreve-se
na administração
d
’
esle
periodico.
DO
ALTO DOURO
»A
CASA
IBE
VB3.B.A P®leA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vtuho
unto
de
rneza.
(sem
garrafa) igQ
»
.
.
»
»
»
•
190
»
Lagrima........................................
20()
»
Branco
de
meza............................
210
»
tinto
de
meza
fino. .
.
.
270
>
de
prova secca. ....
3()()
»
Malvasia
de 2.“
............................
360
>
»
velho
....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
>
Roncão........................................
700
>
Alvaralhão....................................... 650
>
Velho
de
1854
.... 600
>
a
retalho
p»r&
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e branco 120.
Responde-se e
garante-se
a pureza
e
boa
qualidade
de
lodos
estes
vinhos, po-
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
’
(
tv
41)
LECCIONACÃO
o
EM
BRAGA
NA RUA DO POÇO
N.° 15
Ensina-se
—
Escripluração
commercial
por
partidas
simples
e
dobradas,
segundo
o
melhodo
de Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros
entre
as
diffe-
renles
praças
commerciaes.
Também se
leccionatn
candidatos
ao
magistério
primário
em
todas as
disciplinas
do seu programma.
MS
MIUHKE-S
•
Já
proveniente
de
algum
deleito
de
constituição, já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo tratamento
de
Mad.
Lachapelle. Consultas
das 3
ás
5.27,
rueMon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris. (39
-H-)
CIRI
RGIÃil DE.MISTA
XPPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRCRGI-
CA
DO
PORTO
BALSAMICO
PROPHITATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
efiicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmat
ia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Trionlo
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Christal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(861)
GÔTTA
1
MMATISMO
Licor
e pílulas do dr. Laville
Esta
medicina anli-gottosa e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli
vel
desde
30
annos,
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas on
Ires
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E
’
a
unica
scienlifica
e
ofíicialmeiite
reconhecida
e que offerece
Iodas
as
garantias.
Veja-
se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço 2$00<l rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
a
qu
d,
em
vista
da
alta
repu
tação
de
nossos
produdos
augmenta
cada
dia,
deve-se
exigir a
assígnatura
do
dr.
Laville
e
o
sello
de garantia
estampado
em
tinta
azul)
do
Governo
Francez.
—
Venda
por
maior,
F.
GOMAR.
28
rue
St.
Claude
—
Deposito
no
Porto Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia
77
e
79.
(42
-jr)
Rua
de
S. Marcos
n.°
19.
braga
.
Os
Itebuçndo»
tnytilico»,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS, praça
Municipal.
(994)
94,
RUA
DE D. PEDRO V, 94
E
Tem
para
vender
cal
branca,
1.
3
qua
lidade
a
660
rs.
cada
60
kih s
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.
a
qualidade
(a
que
alguém
chama
de 1.a
)
a
550;
cal
parda.
1.®
qualidade, a 480; dita
de
2
a,
450. Para
grandes encommendas
é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores
fazerem
as suas
requisições
com 8
dias
de antici-
pação,
para
serem
bem servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
aclia-se
nas
condições
de
não
ter
n
’esta
cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dos
generos,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos os
generos serão postos
nas
obras,
n
’esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais
de
660
kilos.
(054)
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres
e
íoldados.
(801)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAKA
—“
1878.
DE
HOGG,
Pharmaceutico,
2, rua
de
Castiglione,
Pariz,
unico
preparador.
I
oe
EB^
»
Debaixo desta
forma
especial
a pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta
maneira
este precioso medicamento
nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e a
sua efficacia he
então
certa.
As
Pilulas
de lloog são de trez preparações differentes:
1»
PILULAS
DE
HOGG com
pepsina
pura,
contra
as
máes
digestões,
as
azias,
os
vomitos e outras
aífecções especiaes do estomago.
2°
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as
aífecções
do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são
egualmente muito
fortificantes.
3*
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
iodureto
de
ferro
inalterável,
para as
doenças
escrofulosas,
lymphaticas e syphiiiticas, na plithisica, etc.
A
Pepsina
pela
sua
união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham de muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
As
Pilulas
de Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares,nas
principaes pharmacias.
Deposito
em porto. Eetreira &
Irmão, Banharia, 77 — 79.
(34»1
Fab
ica a
vapor d -
fun-hção de
ferro
e
metaes
Travesaa
de
S. Joãu
—
Rraga.
Nesta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de ferro
como
de
metal.
0
proprietário
da
mesma
não se
tem
pou
pado
a sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
competir
cm
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
o
tem conseguido,
pois
que no
seu
estabelecimento
se fazem
obras
de
todos
os tnnanhos
e
qualidades
pelos
preços que possam,
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundcm-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras fundidas, co
mo
são:
buxas para eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins, boinbas de qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
Iam
peões, prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
syslema
para
lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapetes e venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas as
grossuras.
Tam
bém
concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços
do Porto.
Braga, Fundição
do
Minho.
O
Proprietário—
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
Parte de Comércio do Minho (O)
