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- conteúdo
-
S’
'«BSLMA
B3
TWO^JS^SOSízSk-
UEDACTOHES
—D- Miguel Sotlo-Mayor e Dr. Custodio VeHoso.—
DÍRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pinieiitel.
PREÇO DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA ASSIGNATURA
o.°
ANNO
Braga,
12
mezes.......................... 1&600
»
6
»..........................
&50
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição
....................................
io
PUBLICA-SE
ÃS TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
................
2&000
»
6
»
...............
í|i050
»
sendo
duas
assignaturas
3^600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte. .
3^600
Folha avulso
........................
10
N.°
873
. 7:
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ilí
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VL
_
í^.,.,ii^.r.
^^.r,
SJKÉdAiaaUií
S1BBAD0
28 DE
DEZEMBRO DE 1878
O
A
T
atal
de
Christo
A
paz
oclavian.1
viera
abrir
um
pa-
renthesis
de
repouso
nas
luctas
titanicas
do
velho mundo.
O
império
romano,
dentro
de
cujos
términos
se
encerravam
quasi
todos
os
povos
então
conhecidos,
estava
na
sua
edade
de
ouro.
Era
o
século
de
Augus
to;
o século
dos
grandes
poetas
e dos
prosadores
elegantes; o
século
da
cultura
do espirito
e dos
commodos
e
dos
gozos
da
matéria.
Tudo era
grande,
magesto-
so,
brilhante...
menos
a
religião
e
a
mo
ral,
esses
dous
elementos
principaes
da
vida
social
da
humanidade!
A
religião
era
a
idolatria;
a
moral
era
o
reflexo
das
doutrinas
infames
de
Epicuro; e
lemos
dicto
tudo.
(Jm
gran
de
genio
pintou
n
’um
só
traço
o estado
moral
d
’aquella
epocha,
dizendo
que
o,
povo
moderno
mais
corrompido
é
um
povo
honesto
comparado
com
as
nações
pa-
gans.
O
genero
humano
recostado em
leito
de marfim
e
de
ouro, como
as
commen-
saes
dissolutas
de
Tigellino,
envolvido
em
custosa
purpura
e
coroado
de
festivas
ílo-
res,
ia-se insensivelmente
affundindo
n
’
um
barathro
de torpezas, n
’
um abysmo
de
corrupção
e
de
ascorosidades.
Mais
um
século
d’
aquelle
viver
de
depravações
e
de
crimes
sem nome,
e
c
naufrigio
da
humanidade
seria
inevitável
e
completo.
_E
foi
precisamenle
n
’esta
conjunctu-
ra, n
’
este
momento
decisivo
e
fatal
para
os
destinos
do
mundo,
que
n’
uma
pe
quena
cidade
da Judêa,
José
e
Maria, os
dous
indivíduos,
de
que
se
compunha
uma
familia
modesta
e
feliz
no
seio
da
sua
obscuridade,
procuravam
um
asylo
contra
o
frio
de
uma
triste
noite
de
in
verno,
e se recolhiam
a
uma
arribana
desconfortável,
porque
as
habitações
-dos
homens
lhes
haviam
cerrado
as
suas
por
tas,
e
negado
o
seu
fogo
e
o
seu
pão.
E
foi
ainda
no
meio
do
véu
caligi-
noso
d
’aquella noite
de
dezembro,
per
feita
imagem
das
trevas
que
envolviam
0
mundo
moral,
que
uma luz
descida
do
céu
despertava
os
semi-dormentes
pas
tores,
ao
passo
que
um
côro
de
anjos
entoava
o
hymno
festivo,
que
annunciava
a
salvação
universal:
Gloria
a
fieus
no
mais
alto
dos
céus,
e paz
na terra
aos
homens,
a quem
Elle quer
bem
!
E
’
que
alli, no
humilde
presepe
de
Belem, acabava
de
nascer
o
Desejado
das
nações,
o
Messias períigurado
e
promet-
tido
nas
mais
brilhantes
paginas dos
an-
naes
e
das prophecias
de Israel, Aquelle,
cujo
vívido
fulgor,
rompendo
a
própria
cerração,
em
que
o
paganismo
envolvia
os
espíritos, déra nos
olhos
do
grande
philosopho
de
Academo.
obrigando-o
a
exclamar,
como
que
impulsado
por
uma
inspiração
superior:
«Virtuoso
até
a
mor-
«te, Elle
passará
por injusto
e
perverso,
«e como
tal
será
flagellado, atormentado,
«e
por
firo
posto
na
cruz»
!
Oh!
que
desde
este
dia
para
sempre
memorável
nos
annaes do
mundo,
desde
este natal,
que
ha-de
converter-se
em
ponto
de
partida
de
uma
era
nova,
ado-
ptada
por
quasi
todos
os
povos do
uni
verso,
a
humanidade
refaz-se,
regenera-se,
emancipa-se da
escravidão
do
erro
e
en
tra
affouta
e
segura
no
caminho da
ver
dade,
porque
aquelle
Menino,
cujos
pri
meiros
vagidos
eccoam
sob
o
côlmo
di
pobrissima
cabana,
entre
rudes
animaes,
é
a
Verdade,
é
a
Luz,
é
a Vida,
é
a
Salvação,
é
—
n'uma
palavra
—
o Verbo
Di
vino, o Filho
Unigénito
de Deus
e
Deus
Elle
mesmo,
que
se
revestira
da
carne
hurnana
para salvar
a
humanidade.
Abriram-se
n’
esta
noite
os
trinta
e
tres
annos
da
vida
de
Jesus
Chrislo
so
bre
a
terra,
d
’
essa
vida
admiravel
e
ma
ravilhosa,
epilogada
no
cruento
sacrifício
do
Calvario,
onde
o
Redemptor
consum
ma
a
sua
obra
anniquilando
o
poder
das
trevas e
aggremiando
os
homens
á
som
bra
benefica
do
estandarte
da
Cruz.
«Deus
«se
fez
honaem
—
diz
um
escriptor
emi-
«nente—
para
que
o
homem
se
divinisas-
«se
n
’
Elle
e
por
Elle:
eis
o
alicerce
pro-
«
fundíssimo
e
seguro,
sobre
que
se
le-
«vanta
o
edifício
do
mundo
chrislão.
«Deus
fez-se
homem e
nosso
irmão.
De
«ahi
ávante o
mais
alto
cessa
de
estar
«n
’essas
alturas;
o
mais humilde
deixa
«de
estar
na
sua
baixesa
—
porque
todos
«são
irmãos
em
Jesus
Christo».
Depois
d
’
isto,
como
poderias
tu
pas
sar
desappercebkla,
ó
noite
memoranda
e
divina!
Como poderíamos
hoje deixar
de
felicitar-nos reciprocatnente, nós
os
chris-
tãos, que
tivemos
ein
ti
o
feliz
exordio
da
nossa redempção maravilhosa?! Accei-
tem
pois
os
nossos
leitores
as
cordeaes
boas
festas,
que
d’
aqui
fraternalmente
lhes
enviamos;
c
praza
a
Deus
que,
unidos
na
mesma
fé,
no
mesmo
amor
e
na
mesma
esperança,
possamos
todos
disfru-
ctar
na
terra
a
paz
dos bemquislos
do
Senhor,
e
ir
depois
contemplar
no céu
em
toda
a
sua
gloria
Aquelle,
que
para
nos
adquirir
a
riquíssima
herança
da
fe
licidade
eterna
não
duvidou
nascer
e
vi
ver
como
homem
no
seio
da
pobresa
e
da
humildade.
D.
M.
S.
--------
tr
-
o"-—
iutgboa,
31
<te
dezembro
de
1838.
(Do
nosso correspondente).
Não
correm
galernos
os ventos
lá
pe
la
Italia
ilalianissima.
A
Havas
não
nos
disse
d
’alli
nada
ainda,
mas
a
imprensa
extrangeira
diz
bastante
para
que
possamos
crer
que
gra
víssimos successos
estão
imminentes
nas
terras
italianas.
Os
maiores
inimigos
de
Humberto
não
são os
legitimistas
dos
diversos estados
usurpados
por
Viclor
Manoel,
são
os
pró
prios
liberaes. São
innumeros
os
que
as
piram
á
republica;
junctae
a estes
os
que
hostilisam
os
moderados,
embora
não
republicanos,
e
vède
se
me engano
quan
do
julgo
a
situação
da
dynastia
ilalianis
sima
em
calças
pardas.
Deus
não
dorme.
Mais
algum
tempo
de
provação,
e
crê-Je
que
a
aurora
da
liberdade
para
os
oppriraidos surgirá
percursora
do
sol ex-
plendido
da
emancipação
dos povos,
a
quem
o
domínio
da
revolução
esmaga
ha
tanto.
—
Continuam
os
titulos
de
divida
pu
blica
a estar
assaz
depreciados
no
mer
cado.
,
Não
mostra,
de
cerlo,
isto
que
o
pu
blico
deposita muita
confiança
no
go
verno.
E
não
só
ha
falta
de
fé
n
’
elle;
no
mercado
monetário
conserva-se
frouxo,
os
capitaes
retrahem-se,
os
commerciantes
queixam-se,
a apathia
nas
transacções
pro
nuncia-se
cada
vez
mais,
deixando
entre
ver
c
receio
geral
de
um
acontecimento
gravíssimo,
mais,
ou
menos
proximo,
cu
jos
resultados
ninguém
póde
prever.
Todavia,
os
numeros
parasytas,
que
teem
talher
á
mesa
do
orçamento,
pro
clamam
que
nunca
a
cousa
publica
es
teve
tão
prospera,
que
nunca
o
povo
te
ve
motivos
mais plausíveis
de
contenta
mento,
çomo
agora,
que
reina
e
não
go
verna,
o
snr.
D.
Luiz,
lá
d
’
elles.
E
como
amostra
da
verdade,
e
da
cons
ciência,
com
que
os arautos
da liberdade
apregoam
as
mil
e uma venturas da
na
ção,
actualmente,
basta
ver
o
modo
co
mo.
emquanto
á
propriedade,
o
Credito
Predial
navega.
As
propostas
de
emprés
timos formigam
alli.
Não
ha
mãos
a
me
dir.
Ora,
se
a propriedade
prosperasse,
como
havia
de
ir
entregar-se
a
lutella
de uma
companhia,
cujos
interesses,
e
quotidiano
desenvolvimento
são
incontras-
laveis
diante
do
preço,
e
affanosa
procu
ra
dos
seus
tilulos
de
credito?
Pois
o
commercio,
e
as
artes,» não
se
acham
em
melhor
situação.
Na
capital
o
luxo
escandaloso,
não
é
senão
a
prova
mais
cabal
da
incessante
marcha
de
um
numero
fabuloso
de famí
lias
para
a ultima
ruína.
E
não
só
na
capital,
senão
em
mui
tas
outras
povoações do
reino.
O
remediado
quer
hombrear
agora
com
o
opulento,
o
proletário
com o
remedia
do;
a
costureira
roja sedas e
brocados;
a
serviçal
não
quer
ouvir
fallar
já
do capote
e
lenço;
vae
á
modista,
encommenda
ves
tidos
de algumas
libras,
e
chapeos
de
ou
tras
tantas,
e
mal
se
diflerença
da
ama
no
passeio,
ou
n
’outro
qualquer
logar
publico.
O
operário,
e
o
caixeiro
trocaram
o
jUeco
ou
o
gabão
pelo
frake,
ou
pela ca-
saca;
calçam
bola
de
polimento, e
luva
de
pellica;
em
vez
de
chinquilho
jogam
o
bilhar,
vão
a
S.
Carlos,
a
D.
Maria.
A
snr.
a
Maria
d
’
outr
’
ora
é
já
a snr.
a
D.
Maria,
recebe
exceílencias;
o
mestre
Jusé
de algum
dia,
é
illustrissimo
snr.
José
de tal
n
’estes
tempos
de
rasgado
dominio
de
mocrático.
Mas,
infeliz
povo!
Elle,
porém,
é
innocente,
não
o
ac-
cusem,
mas aos
que
ahi
o eslão
a
illu-
dir,
aos
que
ahi
o
vão
conduzindo ao
holocausto, como
o
cordeirinho
se
deixa
levar
ao sacrifício.
—
Terça-feira
sepultou-se
a
mãe do
revd.
0
prior
da
Magdaiena.
Era
nma
se
nhora
de
9l
annos,
e
dizem-me
que
de
todo
ponto
virtuosa.
Teve
pomposos
ofíi-
cios,
e
luzido acompanhamento
o
seu
ca-
daver.
—
Ha
por aqui
muita
curiosidade
so
bre
o modo
como
se
resolverá
a
questão,
que
vos
tem
obrigado
a
trazer
amarrado
ao
pelourinho
o
vosso
escrivão
de
fa
zenda.
Oxalá
que
elle
se
desate
com
van
tagem
da
causa
da
moral
publica!
Mas
meu
amigo,
vivemos
ein
epocha
tiberal...
—O
desmoramenlo da
nova
torre
da
Casa
Pia
continua
a
attrahir
as
attenções
geraes. Todos
attribuem
a
erros
de
archi-
tectura
a
terrível
catastrophe
do
dia
18,
E,
effeclivamente
tudo
indica
a
imperícia
da
direcção
da
alludida
obra,
que
a ser
con
struída
segundo
os
meros
princípios
d
’
ar-
te, e
uma vigilância precisa, teria
sido
uma
das
fabricas mais
magestosas,
e gi
gantes
da
actualidade.
Mas
não
admira,
meu amigo.
Nos
tempos
do
obscurantismo
levanta
vam-se
edifícios
sumptuosos,
como
os
con
ventos
de
Alcobaça,
da
Batalha,
e
de
Mafra,
o
aqueducto
das
Aguas
Livres,
os
mosteiros
de
Santa
Cruz,
e de
S.
Vicen
te,
e
elles
lá
estão
a
proclamar
ha
sécu
los
que
nos
tempos
da
monarchia legi
tima
as
artes
tinham
cultores
muito
mais
illustrados
dos
que
ahi
temos,
crea-
dos
sob
a
influencia
da rasgada
liberda
de,
que a
revolução
implantou
no
solo
d
’
esta
pobre
nação.
Dizem que
a
parte
da
alludida
torre
que
ficou
incólume,
segundo
o parecer
de
pessoas
muito
competentes
deve
de
ser
demolida,
porque
não
tem
a
consistência
necessária
para
evitar
um
novo
desmoro
namento.
Veremos
o
que
resolvem.
A
verdade
é
que
se
perderam
algumas
vidas,
e
muitos
contos
de
reis.
—Infelizmente falleceu
a
1.
a
filha
do
snr.
marquez
de
Angeja.
Soffieu
muito,
mas
com
aquella
heroi
ca
resignação,
que
só
uma
vida,
como
a
da
illustre
defuncta, concede
aos
que
foram
como
D.
Maria
Izabel
de
Noronha.
—
A
«Nação»
de
hontemqueixa-se
de
não
ter
incluído
o nome
de
Francisco
Mani-
que,
no
rol
dos
eseriptores
distinclos,
do
nosso
partido,
que
vos
mandei
n
’
uma
das
minhas
mais
recentes
correspondências.
Não
o
fiz,
meu
amigo,
porque
conheço
por
dentro,
e por
fóra
o
soldado
fiel
dos
nossos
arraiaes,
a
que allude
aquella
fo
lha;
e
por
isso
sei
que
elle
não
soffre-
ria
impunemente. que
lhe
envolvessem
o
nome
na relação d
’
aquelles
eminentes
es-
criptores,
a
quem
as
iettras
patrias
devem
mui
relevantes serviços.
O
que
não
tem,
comtudo,
desculpa,
é
não
me
ler
occor-
rido
referir-me
também
ao
actual
redactor
principal
do orgão oíficial do
campo
le
gitimista, D.
Jorge
Eugênio de
Locio,
cu
ja
illustração
todos
reconhecemos.
—
Dias
Ferreira
foi
para
Beja.
Anda
incançavel
na
formação
de
um
novo
partido
liberal.
Por
outra parte
lá
andam
pelo
norte
Braamcainp,
Ennes,
e
Marianno
de
Carvalho.
ToJos,
já
se
sabe,
para
salvarem
a
patria,
cujos
males,
todavia,
são incurá
veis
emquanto
a liberdade
d
’elles
nos
não
favorecer
com
a
sua
ausência,
o
que
de
seja
o
vosso humilde
correspondente
A.
Vizella, ®O
novembro de 18
38.
(Correspondência
particular).
Se
ha factos
que
merecem
ser
regis
tados,
é
sem
duvida o
que
vamos
descre
ver, digno
de
entrar
na chronica
dos
fastos
da
civilisação
e
do
progresso.
O
dia
15
do
corrente
foi
para
os
catholicos
d
’
esta
povoação
(porque
tam
bém os
ha
aqui
dos
da
fresca
data) um
dia
de
enlhusiasmo
e
de
jubilo,
por
verem
seu
seio
mais
um
estabelecimento httera-
rio
e
religioso.
Póde
assim
chamar-se,
porque
n
’
eile
se
distribue,
por
modico
preço,
a
instrucção
e
o
ensino
religioso
a
todas
as
pessoas
sem
excepção.
E
um
estabelecimento
com
a invocação
de
S.
Luiz
Gonzaga, casa
d’
instrucção
particu
lar, onde
se
ensina
a
lêr
pelo
celebre
methodo
de
João
de
Deus, dirigido pelo
esperançoso
mancebo,
o
reverendo
padre
Firmino
da
Silva
Bravo,
ex-professor
do
acreditado
collegio
Académico d’
essa
ci
dade.
E
’
este
estabelecimento
uma honesta
e
elegante
casinha
novarnente
edificada
para
este
'fim,
na residência parochial
de
S
João;
e
posto
que
não
seja
de
gran
des dimensões,
está
comtudo
decente
mente
mobilada
com
quanto perten
ce
a
uma
casa
d
’
instrucção,
sendo
re
matada
no
fundo
com
um altar, onde tem
de ser
collocada
a
Imagem
do
Santo
da
sua
invocação.
Ao
longo das
paredes
la-
teraes
sobresahem
as
tabellas
em
cartão
d
’
esse
milagroso
methodo,
cujo
auctor
eternisará
seu
illustre
nome
pelo
grande
serviço que
veiu
fazer á
instrucção
na-
cional
e
estrangeira.
Nós
apellidamos
de
milagroso
este
melhodo,
porque
tivemos
occasião
de
ver
os
primeiros
ensaios,
e
com
grande
admiração
notnnos que al
guns
alumnos
analphabetos, já
liam
vários
nomes
á 3/ lição.
Se
fosse
da
naturesa
d
’
uma
correspondência,
prolongal-a
ao
nosso
desejo,
teriamos
immenso
gosto
de
ex
pender
a
nossa
opinião
sobre
este
pro
digioso
metbodo;
no
entanto
só
nos
con
tentamos
em
pronunciar
com
respeito
e
admiração
o
nome
do auctor
de
tão
util
invento.
No
dia
da
inauguração,
acima
indica
do, pelas 6
horas
da
tarde,
tivemos
a
honra
d
’
assistir
a
ella
por
convite do
seu
digno
director, o
virtuoso
padre
José
Joa
quim
Gomes,
que
fez
um
tocante
discur
so,
no
qual expoz
a
necessidade
e
van
tagens
da
instrucção, e as
funestas con
sequências
da
ignorância.
No
mesmo sen
tido
discursou
o
snr.
padre
Firjnino
e
outros
cavalheiros
para
isso
convidados.
Este
acto
terminou
com
uma hem
chis
tosa
satyra
em
verso
contra
o
pedantismo
e
charlatanismo
dos
que
presumem
ser
instruídos
só
com a
leitura
dos
roman
ces
e
jornaes
anti-moraes
e
com
a
fre
quência
dos
cafés,
bailes
e
lhealros,
sendo
certo
que
a
verdadeira
sabedoria
assenta
na
observância do
temor
e
lei
de
Deus.
Durante
este
acto
solemne
s.
rev.'na
leu
na
presença
do
numeroso
audilorio
o
programma
e
regulamento da
nova
escola,
que'
será
de
noute
para adultos do
sexo
masculino,
e
de
dia
para
meninos,
e
ás
quintas-feiras
e
dias
santificados,
para
to
das
as
pessoas do
sexo
feminino
que
não
forem escandalosas
Como
sincero
catholico
não
deixamos
d
’acreditar
que
o
Todo
Poderoso
tem
para
esta
terra
particular predileeçi.o,
porisso
qne
lhe
ha
enviado
dons
exemplares
sa
cerdotes,
s.
revd.
1
"’ o snr. Gomes,
e
seu
digno
irmão
e
abbade
em
S. João;
dons
hábeis
facultativos,
uma junta
iliustrada
na mesma
freguesia
(e
outra não
menos
em S. Miguel),
zeloso professorado
oflicial,
e
por
ultimo
mais
um
estabelecimeto
lit-
terrrio
para
aquelles
que
nem por
sua
edade,
nem
por
suas
occupações,
não
po
dem
frequentar
as escolas
officiaes
da
povoação.
Ao
muito
exemnlar
e
virtuoso
padre
Joaquim
é
que
Visella
deve
este
grande
melhoramento,
pois
condoendo-se
da
vida
licenciosa
dralguns
mancebos,
da
ignorân
cia
d
outros
e
da
precisão
de
muitos,
concebeu
a
feliz
ideia
de crear
aqui
uma
escola
para
adultos,
embora
os
primeiros
a
não
procurem
pela
sua obsecação;
não
obstante
a
mocidade de
s.
revra.
’
vemol-o
em
tudo
desinteressado
e
sem
affecto
aos
bens
terrenos,
porque
nenhum
!
icro
reserva
para
si
das
mensalidades
dos
alumn
is,
dizendo
que
bem
pago
ficará
só
com
o
resultado
e
aproveitamento
dos
me
smos
alumnos,
e
por
esta
abnegação
que
em
tudo
manifesta,
eis a
razão
porque
nada
tem
de
seu.
Mas
o
seu
decidido
amor
pela
caiidade, que a
todos
se
es
tende,
não
só
o
priva
de
possuir
cousa
alguma,
mas
até
não
o
fez declinar
do
seu
plano, o qual
revelou
ao
seu
amigo
e
compadre,
Boa
ventura
da
Costa
Caídas,
honrado
negociante.
Este
snr.
vendo
o
intimo
desejo
que
s.
revrn.a
tem
d
’
ensi-
nar
e
instruir, promptificou-se
a
fazer to
das
tis
despezas
da
construcção
da
casa
e d
’
utna grande
parte
da
mobília
escolar,
emprestando
o
dinheiro
preciso
sem
ju
ros
nem condições,
—
acção
que
é
bem
si-
inilhante
ao desinteresse
de
s.
revm.
a
Um
tamanho
rasgo
de generosidade, attenden-
do
ao
seu
fim
só um
verdadeiro
catho
lico é
capaz
de o
praticar;
porisso tor
na-se
o
snr.
Boaventura
credor
dos
maio
res
elogios
e
da
admiração
geral.
Nossos
parabéns,
pois,
a
estes
dous
cavalheiros
e
a
todas
as pessoas que
con
correram
para
uma
tão
util
e
profícua
in
stituição.
Brasa
a
Deus
que
esta
casa
conte
uma
longa
exislencia,
e
qne
os
suores
e
trabalhos
de
seus
iniciadores
sejam
compensados
com
os
mais
lisongei-
ros
resultados
de
seus frequentadores.
Também
aqui se. falia
que
a
juma
de
parochia
de
S.
João
vae
emprehender
a
edificação
de
uma
casa para
escola
de
meninas,
pela
planta
das do
fallecido
Conde
de Ferreira,
visto
que
a
casa
actual
está
muito arruinada
pela
sua
má
edifi
cação. Para o
conseguir
diz-se
que
vae
requerer
um subsidio
do
governo
por
se
rem
os seus
rendimentos
insuíficientes
para
occorrer
a
tão
subida
despeza. E’
justíssima
a
resolução
da
iliustrada
jun
ta
e
digna
dos
maiores
encomios,
por
saber
d
’
este
modo resolver
o
problema
da instrucção
da
freguezia,
a
cujos
desti
nos
preside;
pois que
a
actual casa,
que
é
propriedade
da mesma
junta,
está
im
possibilitada
de
n’
ella
se
poder
funccionar,
principalmente
na
estação
que atravessa
mos,
e
além
d
’isso
a
saude
da
professo
ra e das alumnas
seria
prejudicada
se na
mesma casa
continuassem
a
permanecer.
Para
evitar
este
inconveniente,
foi
mudada
a
escola
para
outra
casa
com
melhores
condições.
—Com
o
inverno que
tem
estado
estes
dias,
ficaram
interrompidos
os
trabalhos
do
novo
estabelecimento
thermal, que
ha
mezes
a
esta
parte
teem
caminhado
com
grande desenvolvimento;
e
agora
andam
era
preparativos,
dizem,
para
explorar
uma
nascente
d
’
agua
sulfurica que
está
no
meio
do rio, a
leste
da
nova
ponte.
Esta
aclividade
no
novo
estabelecimento
thermal contrasta
bem
com
a
da
rua
que
abriram
entre
as
duas pontes,
velha
e
nova, na
margem
esquerda
do‘
rio:
ha
quasi
dous
annos
que
só
se
vêera
mon
tes
de
pedra
e
terra,
e
hoje
ainda
mal
se
póde
transitar. E’ Utn
dos
bons
me
lhoramentos
de Visella, mas não sabemos
quando
ficará concluida esta
rua.
F.
..
«
o H
í
ili
ã
À
Thentro.
—
Realisou-se
na
quarta-fei
ra
o
espectaculo
em
beneficio
do
grande
e
infeliz actor
josé
CAttLOS
»os
santos
.
Representaram-se
as
comedias
O
camaro
te
da
Opera,
a
Roca
de
Hercules,
e Os
sinos
de
Corneville.
Na
primeira
d
’
estas
peças,
fez o
pa
pel
de
Henrique
Darcy
o
beneficiado,
que
foi
recebido
cora
uma
enthusiastica
e
prolongada salva
de
palmas.
Do
modo
como
elle
o
desempenhou,
só diremos
que
o
logar
vago
na
scena
portugueza
por
José
Carlos
dos
Santos,
quando
elle
de
todo
a
abandonar,
tarde, muitíssimo
tarde
será
prehenchido.
N
’
aquelle
pequeno
papel,
duplamente
simpathico,
bem
se
mostra
ainda
que
estava
alli
o
actor
inimitável,
o
verdadeiro
genio.
A
plateia
escutou-o
admirada
e
commovida.
Amélia
Vieira é uma
actriz de
pri
meira
ordem,
e
como
tal
soube
atrair
irresistivelmente
a
attenção
e
os
applati-
sos
dos
espectadores.
Carlos d’
Almeida sempre
bem,
e
ver-
dadeiramente distineto
na scena
cómica
O
snr.
Narciso
e...
os
banhos
de
mar.
Rematou
o espectaculo
com
a poesia
As
visões do
actor,
escripta
expressatnen-
te
para
o actor
Santos
e
por
elle
reci
tada,
como
só
elle
sabe
recitar.
Esta
pequena troupe
-pequena
em
nu
mero
—
volta
ainda
brevemente
ao
nosso
theatro dar
uma
recita
em
beneficio
d
’
um
estabelemenlo
pio,
para
o
que foi
solli-
citada
por
um
cavalheiro
d
’
esta
cidade.
Naufrágio.
—
Ao
norte
do
Cabo'de
S.
Vicente,
naufragou
o vapor
inglez
í
«Rangos».
Morreram
10
pessoas.
Aeademin
infantil
no coiiegio
«le
5®isa
Thereza
!SKess«s«y.
—
Rece
bemos
um
convite
para
assistir
no
sab-
bado passado,
pelas
6
horas
da
tarde
a
esta
interessante
divdrsão,
que
teve
logar
no
coiiegio de
meninas
dirigido
n
’
esta ci
dade
pela
talentosa
e
prendada
Miss
He
nessy.
Agradecendo
mui
cordealmeute a
fineza
recebida,
cumpre-nos
dizer
sobre
a
fegla.
£
’
o
que
mais
noa custa
pela simples
razão
de
que,
tendo
de
obedecer ao
es
pirito
de
justiça
que
nos
deve
nortear
nas
nossas
appreciações, não
podemos
sa
tisfazer
conjunclamente
ao
desejo
sincero
que
abrigamos
de
fazer
uma
critica
lison-
geira.
A
’
iningoa d’ura
salão
appropriado
para
o caso, duas
salas,
que
tinham
ape
nas
comraunicação
por
uma
porta
situada
ao
meio
da grossa
parede
que
as
dividia,
serviram
para
fazer
a
festa.
N
’uma
estava
levantado
o
palco
e
re-
gorgilava
de
damas.
A
outra,
commuuicavel
com
o
pateo
e
com
a
primeira
sala,
por
uma
porta,
ao
meio,
era
destinada
aos
cavalheiros.
D
’
aqui
resultou
que, apezar
de
não
sermos
dos
mais
infelizes
no
logar
que
occupavamos,
durante
algumas horas
de
lento
martyrio, só
podemos
ouvir
duas
palavras
francezas:
amour
e chal. A
’
pri
meira,
se frios
estavamos,
mais
frios
fi
camos.
Demais
era
franceza.
A
’
segunda
erguemo-nos
sobre
a
caleira,
como
os
mais,
e
eflectivamente
espreitando
pela
porta
lá
vimos
ao
fundo
um
gato
acariciado
por
uma
menina.
Tornamos
a
sentar-nos,
e
observamos
que tres
cavalheiros
ao
nosso
lado
dor
miram
academicamente
um somno
acadé
mico....
Felizes
por
não
saberem
o
que
per
diam
.......
De
quando
em
quando,
todos,
como
que
obedecendo
a um movimento
combinado,
esfregavam
fortemente
as
mãos
uma
na
outra,
naturalmente,
dissemos
nós, para
afugentar
o
frio
do
corpo e
o
frio
da alma.
Não
tivemos
esse
incommodo,
porque
ao
menos poupávamos
as
mãos.
Esse
castigo
ficava
mais
bem applicado
aos
pés,
que
tiveram
a
culpa
de nos
levarem
alli
......
Para
o fim
alguns
assim
o
iam
entendendo
.......
A
’
medida
que
os
graus
de
paciência
e
resignação
se
iam esgotando,
alguns
davam
lambem
a funeção
por
terminada.
Outros
porém,
e
foi
a maioria,
que
tinham
as
damas
na
outra
sala
em perfeita
in-
communicabilidade
tiveram
de
vêr
o
fundo
ao
calix
......
A
alguns
vimos nós
fazer
caretas
que
não
fariam
se
bebessem
o
absintho..........
Eram
pouco
soffredores..........
Alguns
ca
valheiros
perguntaram-nos
se se
teriam
disposto
telephonos
para
podermos
appre-
ciar....
Levamos
ingenuamente
a
pergunta
a
quem
julgamos
que
nos
podia
satisfazer,
e recebemos
em troca
uma
gargalhada,
que
transmittimos
aos
que
nos
interro
garam
Entretanto
bemdissemos
mil
vezes
um
dogma
da
religião
dos
mahometanos.
Se
gundo
estes,
as
mulheres
verão
a
felici
dade
dos
homens
por
um
boraco, emquanto
alli
os
homens
viam
a felicidade
das
mulheres
por
uma
porta.......
e
as
mulhe
res
riam
da infelicidade
dos
homens ba
tendo
as
palmas....
Acima d’
aquillo,
só
o
supplicio
de
Tantalo.
e
abaixo
d
’
aquillo..
.
aquillo
mes
mo,
juncto
ao
frio
que
apanhamos
e
ao
tempo
que
perdemos.
Alas
também,
diga-se
tola
a
verdade.
Se
nada
mais
podémos
appreciar,
comtudo
sabemos
por
vias
seguras
que
as
gentis
educandas
de
Miss
Henessy
nas diversas
representações
era
francez
e
portuguez
em
que
entraram, deram
o
mais
solemne
e
inequívoco
testimunho
de
receberem
uma
educação
litteraria
primorosa
e
esmerada
o
mais que
é
possível.
Nem
era
preciso
que
nol-o
dissesse
quem
nol-o
podia as
severar
com
verdade,
pois estamos
de
ha
muito
intimamente
convictos
de
que
o
coiiegio
da
Immaculada
Conceição
de Ma
ria,
dirigido
em
Braga
por
Miss Thereza
Henessy
não
só
é
o
melhor
da
capital
do
Minho,
mas
que
tarde
aqui
terá
ri
val.
A
falta
de
salões
appropriados e
de
outros
melhoramentos,
estamos
certos
de
que
cora
o
tempo
será
remediada cabal
mente,
pois
não
se vae
n
’
um
dia
a
Roma
e
o
que
no
curto
prazo
d’
um
anno,
que
lera
o
coiiegio, se
ha
conseguido,
só
o
conseguiria
a
aclividade,
o
tino,
o
zelo, o
talento
e
o
genio
de
tão
illustres
educa
doras.
Publicações.—
Agradecemos
as
se
guintes:
—
Diccionario
de
geographiu universal.
por Uma
Sociedade
de
homens
de
scien-
cia.
Publicou-se
a
caderneta
contendo
os
fascículos n.
os
63
e
64
deste
excellente
diccionario,
em
publicação
pela
estimável
em
preza
das
Horas
Romanlicas,
com
es-
criptorio
na
rua
da
Andava,
n.°
42.
1°
—
Lisboa.
—Diccionario
Popular
historico, geogra-
phico,
mythologico,
etc.
Temos
presentes
os
fascículos
n.os
119
e
120
do
Diccionario
Popular,
edi-
lorado
peia
em
preza
Bibliolheca
dos
Dois
Mundos.
—Agricultor
do
Norte
de Portugal.
Distribuiu-se
o
n.°
2
do
volume
II.
—
Promptuario
Commercial,
ou
collec-
ção
de
tabellas
para
a
redução
das
medi
das
de
peso,
e
preços
do quintal,
arroba,
arraiei
e
kilogramma
—
por
Porphirio
Pe
reira
da
Costa.
E
’
muito
util
esra
livrinho,
onde
se
encontra
com
a
maxima
facilidade
resol
vido
qualquer
problema
respeitante
á
equivalência
entre
pesos
modernos
e
an
tigos,
bem
como
á
correspondência
dos
preços
entre
estes
e
aquelles.
Vende-se
nas
principaes
livrarias
de
Braga, Porto, Coimbra, Lisboa,
Vizeu,
Vi:’
Real
e
Vianna,
pelo preço
de
300
reis
«i» districto
d®
ga.-~
ação
do
districto
de
Braga,
segon:
o
ultimo
recenseamento
é
de
330:111
:
.
1
’
•
iduos.
As
terras
mais
populosas
são:
Co
.
”
o
d
’
Amares
—
Bouro
em
1:011.
C
'?!
’ R
o
de
Barcellos—
Barcellmhos
1:035
ellos
3:087,
Fragoso
1:047,
Vdla
Cova
1:090.
Co
r.o
de
Braga—Adanfe
2:017,
Braga
2
ò:
PS,
Dume
1:663,
S. Pedro
de
Merelim
i:>)iO,
Palmeira
2:040,
Real
1:315.
Concelho
de
Cabeceiras
de
Basto
—
Arco
de
Baulhe
1:053,
Cabeceiras
de Basto
1:175,
Cavez
1:550,
Refoyos
de
Basto
2:787. Rio
de
Ouro
2:067.
Concelho
de
Celorico
de Basto
—Ar-
guilde
1:018,
Arnoia
1:942,
Basto
(S.
Clemente)
1:802. Borba
de
Montanha
1:363,
Bntello
1:733,
Fervença
1:292,
Ribas
1:042.
Concelho
de Espnzende—
Apulia
1:503,
Espozende
1:483,
Fão
2:012, Forjães
1:241, Marinhas
1:617.
Concelho
de
Fafe
—
Fafe
2:582,
Mo
reira
de Rey
1:434.
Quimadella
1:047,
Quincliães
1:204,
S.
Gens
1:481,
Traves-
sós
1:068.
Concelho
de
Guimarães
—
Azurera
1:081,
Caídas
(S.
Miguel) 1:341,
Creixomil
1:839,
Guimarães,
8:235,
Lordello
1:003,
5.
Torquato
1:776.
Concelho
da Povoa
de
Lanhoso
—Fonte
Arcada
1:737,
Povoa
de
Lanhoso
1:262,
Serzedello
1:009,
Thaide
1:137.
No
concelho de
Terras
de
Bouro
não
ha
povoação
qne
chegue
a
1:000.
Concelho
de
Vieira
—
Mosteiro
1:630,
Bossas
2:336, Ruivães
1:393
Concelho
de
Viila
Nova
de Famalicão
—
Antas
1:136,
Calendaria
1:296,
Fradellos
1:127,
Joanne
1:296,
Lamlnn
1:060,
Re-
quião
1:150.
Ribeirão
1:143,
Viila
Nova
de
Famalicão
1:793.
Concelho
de
Viila
Verde—
Aboim
da
JNobrega
1:139,
Cervães
1:109,
Duas
Egrejas
1:274,
Lage 1:200,
Moure
1:120,
Prado
(Santa
Maria)
1:853,
Soulello
1:074,
Vsldreu
1.060.
Vallões
1:013.
Horna
dl®
em
líaBíslr®».—
O
observatorio
de
Greenwich
verificou
por
meio
de
um
engenhoso instrumento
o
nu
mero
de
boras
em
que o
sol
brilhou
em
Londres
durante o
periodo
de
4
mezes,
de
15
de
maio
a
13
de
setembro ultimo.
Na
qninzena
qne
terminou
no
dia
1
0
de
junho
houve
65,7
horas
de
so
!
; nas
quatro
semanas
findas
a
27
de julho 148,9
horas;
nas
6
semanas
findas
a
27
de
agosto
175,3
boras;
e
na
quinzena
fiada
em
24
de
setembro
71,3
horas.
O
total,
é
de
642
horas
e meia,
o que
dá
uma
média
de
38
horas
por
semana,
ou de
5
horas
e
meia
por
dia. Na
semana
que
fin
dou
a
29
de
junho
houve
73,9
horas
de
sol,
quasi
dois terços
do
tempo
que
o
sol
esteve
acima
do
horisonte.
Foi
a
se
mana mais
quente que
se
tem
observado
em
Londres
depois
da que
findou
em
19
fie
agosto
de
1878.
tncea&dia
cí».
—
À
egreja
na
Irlanda
soíTreu
um
gravíssimo
prejuí
zo:
foi
consumida
pelas
chammas
uma
grande
parte
do
Seminário
de
May-
noolli.
Esta
cãs» d
’
educação
religiosa
foi
fun
dada
era
1790
e
preparam-se
alli
atraual-
mente
quinhentos
aspirantes
ao
sacer
dócio.
Fas-ra
««rve
o dàa®heâ-P4» sâe
6.
E®«-;Ss"o.
O
Santo Padre,
apenas teve
conhecimento
das
desgraças
causadas
em
Roma pela
cheia
do
Tibre,
mandou
sub
sídios
aos
revd."
3
parochos
para
distri
buírem
rações
de pão
aos
pobres
per
tencentes
ás
freguezias
de
S. Pedro,
no
Vaticano,
de
Santa
Maria,
em
Transpon-
tina,
do
Eipirito
Santo,
in
Sassia
e
a
al
gumas
outras
paroebias.
A’e®í-e»
s
o
«latis
mo.—
O
«Bem
Publico»
de
Gante,
jornal catholico,
fal-
lando
d’
nraa
santa
alliaaça
contra o socia
lismo,
diz:
Quando
era
1816
S.
Santidade
Pio
IX
publicou
o Syllabus, o
liberalismo.
cosmopolita
não
encontrou
sarcasmos
bas
tantes
para
dirigir
ao
Papa, que
em
pleno
século
XIX
se
atrevia
a
condemnar
as
doutrinas
do
89.
Esqueciam-se
que
em
28
de
setem
bro
anterior,
dois
mezes
e
meio
antes
do
Syllabus,
se
havia
celebrado
em
Lon
dres
um
congresso
obreiro
da
presidên
cia
de
Carlos
Marx:
no
qual
se
haviam
traçado
as
bases
de
uma
associação,
cujo
nome
terá
triste
importância
na
historia
dos
nossos
tempos:
tinha-se
crea.io
alli a
—
Internacional.
zxtx;
Muitos
d
’
aquelles
que
riam
ha
quatorze
an
nos
ja
não
riem hoje.
As doutrinas
denunciadas
pelo
Sylla-
bus
leem
progredido,
e
a
lógica
do
erro
e
do
mal
tem
vindo
dar
rasão
á
lógica
da
verdade
e
do
bem.
A
questão
do socialismo
está
primeiro
que
tolas
as
outras:
—a
santa
alliança
já
concluída
entre
a
Rússia,
a
Allemanha
e
a
Ilalia,
e
na
qual
vão
brevemeate
en
trar
a
Áustria
e a
Hespanha
não faz
mais
do
que
prestar
a
certas
condem-
nações
de
1861
o
concurso
do
braço
se
cular.
JJwãK» na
ífespanh».—
A
7
d
’
a-
goslo partiram
de
Bordeos
para
Buenos-
Ayres
sete
religiosos
da companhia
de
Jesus:
os
padres
Agostinho
Muro,
José
Civil,
José
Vives,
é
José
Mollo,
e
os Ir
mãos
Silvestre
Vais,
Manuel Molina,
e
Antonio
Mas,
lodos
da Província
do
Ara-
gão.
Como
vemos,
na
Hespanha
ha
muitos
padres
da
companhia
de Jesus,
e
mais
do
que
em
uma
província.
Abundam
tanto
alli,
que
já
podem
dispensar entre
pa
dres
e
Irmãos
sete
jesuitas
para
uma
de
suas
antigas
colouias,
hoje
indepen
dente.
Por
este
modo a
companhia
de
Jesus
na
Hespanha
vae
concorrer
para
estrei
tar
as
relações
entre
os
dois Es'ados da
mesma
origem,
o
que
traz
comsigo
gran
des
vantagens
temporaes
para
os
dois
po
v
os
>
Em
Portugal
de nada
d’
isto
se
cuida;
nem
para
tantos
povos
das duas
Africas,
oriental
e
Occidental
ha
um só
missionário,
em
circumstancias,
como
n
’
ouiro
tempo
havia
I
E
não
admira,
que
Portugal
esteja
pas
sando
por
esta
vergonha,
quando se
não
encontra
um
jesuíta
para
a
necessidade
mais
urgente
do
paiz!
Certo: na Hespanha ha
mais juizo.
E
nté
na
Franca
h»
jwiK».— A
7
de
novembro
embarcaram
em
Marse
lha
d«ze
religiosos
da
companhia
de
Je
sus.
1.
°
Para
Kiang
nar
(China)
o
padre
Beaugondre
e
os
Irmãos
Eugênio
Bollot,
Emilio
Gorbonnel,
Julio
Crochet,
Augusto
Bureau,
João
Maria
Gourand,
Eduard
Gril-
lon,
e
Bernard
Ooms,
todos
da
província
de
França.
2.
°
Para
Bengala
Occidental
(Hindos-
tão)
os
padres
Victor
de Champigneulies
e
Julião
Bankaert,
e
os
Irmãos
Pedro
Vanderlanden,
e
Edouard Rombaut,
todos
estes
da
província
da
Bélgica.
—
(«F.»)
Foríuguezet
falie«i<3os.
—
No
Rio
de
Janeiro,
falleceram
desde
o
dia 21
até
29
de
novembro,
os
seguintes súbditos
por-
tugoezes:
Serafim
Fernandes
da Moita,
30
annos,
solteiro;
Manoel
Nunes
Pereira, 75 s.;
Cleniencia
de
Jesus, 24
s.;
Maria
Felici
dade,
40
s.;
Joaquim
Coulinho
Ferreira,
54
s.;
Manoel
da
Fonseca
Brito, 28
s.;
José Narciso
Gomes
Machado,
38
s.;
Ma
noel
Martins
dos
Santos,
41
s.;
Domin
gos
de
Oliveira
Barcellos,
33
s.;
Fran
cisco
Rodrigues,
28
s.;
Custodio
da
Con
ceição,
40
s.;
Antonio
Damião
da
Silva,
50
s.;
José
Maria
Vaz
Geraldo,
42
c.;
Anua
de
Simas,
26
s.;
Manoel
Leite
de
Rezende,
23
s.;
Manoel
Soares
de
Aze
vedo,
60
s.;
Emilia
Gonçalves, 29
c
;
Domingos
José
Viilaça,
53
c.;
Antonio
Mineiro,
35
c
;
Manoel
Lopes
da
Silva,
20
s.;
Manoel
Baptista,
19
s.
a
pise
3
h
»-4.
—Por
decreto
de
21
efle-
cluaram-se
os
seguintes:
O
presbytero
José
Pereira
Duarte,
apre
sentado,
na
egreja
parochial
de
Nossa
Se
nhora
dos Milagres, no
concelho
e
ilha
do
Corvo,
diocese
de
Angra.
O
presbytero
João
Carlos
do
Miranda
Paiva,
parocho
na
egreja
de
Santo
An
dré
de
Machinlrala
de
Seiça,
diocese
de
Aveiro,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Salvador
de
Covão
do
Lobo,
no
concelho
de
Vagos,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
José
Ferreira
dos
San
tos,
parocho
collado
na
egreja
de
Santiago
do
Préstimo,
diocese
de
Aveiro, apresen
tado
na
egreja
parochial
de
S.
Alameda
da
Caslanheira
do
Vouga,
no
concelho
de
Agueda,
da
mesma
diocese.
G
presbytero
João
Gomes
dos
Santos,
parocho
collado
na
egreja
de
Santa
Ma
ria
de
Lamas,
diocese
de
Aveiro,
apre
sentado
na
egreja
parochial
do
Salvador
de
Trofa,
no
concelho de
Agueda, da
mesma
diocese.
O presbytero
Antonio
dos Santos
Pe
reira
e
Casíio,
apresentado
na
egreja
pa
rochial
de
Nossa
Senhora
da
Assumpção
da
forre
de
Mõncorvo,
no
concejho
de
Moncorvo;
diocese
primaz
de
Braga.
O
presbytero
João
José
de
Mattos
Fer
reira,
apresentado
na
egreja
parochial
do
Santa
Maria
de
Achete, no concelho
de
Santarém,
diocese
de
Lisboa.
Saião
americano.
—
Acha-se
expos
ta n
’este salão, na
rua
Nova,
n.°
24,
uma
collecção
de
vistas
representando o
nas
cimento
e
factos mais
notáveis
da
vida
e
morte do
Salvador.
A.
Ordem
Terceira
de
S.
Fran
cisco,
por
Mgr.
de
Ségur
—
Tradicção
da
decima
oitava
edicção
augmentada
e
publicada
em Paris
em
1876
por
um
Michaelense
—
offerecida
ás
Ordens
Ter
ceiras
Açorianas
com um
appendice
pelo
mesmo
—
primeira
edicção
Portu-
gueza.
Acha-se
á
venda
na
rua
Nova
n.°
4
—
Preço—
200
reis.
TELEGRAMMAS.
Berlim
23
—
Um
telegramma
de
Cra-
covia
diz
que
o
governo
austríaco
prin
cipia
a
preoccupar-se
com
a
propaganda
socialista
entre
as
populações
agrícolas
de
origem
slava.
Londres
23
—Dizem
de Vienna
ao
«Standard»
que
está
abalada
a
posição
do
gran-visir
Khereddine-Pachá,
sendo
provável a
reintegração
de Sabiet-Pachá
do
visiriato.
Roma 25
—
A
agitação
em
favor
da
an-
nexação
da
Albania
á
Italia
é
desanimada
pelos
cônsules
de
Madrid.
Londres
26—
Um
despacho
de
Copenha
gue
ao
«Standard»
diz
que
foi
preso
um
taberneiro
por
ameaçar
matar
o
rei.
Dizem
de Serajevo
ao
«Daily
News»
•que
as
aucloridades
receberam
varias
car
tas
ameaçadoras
dos
chefes mahometanos
declarando
que
querem
reunir
400:000
combatentes
para
retomar
Serajevo.
O
«Daily
Telegraph»
publica
um
lele-
gramma
de Constantinopla annunciando
que
a
commissão
da
Romelia
contrabiu
um
empréstimo
de
20:009 libras
sterlinas
com
o
Banco
Ottomano
para
soccorrerem
as populações.
Dizem
de
Vienna
ao «Times»
que
o
Sultão
perdoou
a
Suleyman-Pachá.
Fala-se
na próxima
substituição
do
gran-visir Hereddine
por
Said-Pachá.
Madrid
26—O
supremo
tribunal
de
justiça
confirmou
a
sentença
de
morte
con
tra
Moncasi.
Snr.
redactor.
Permuta
v. que no
seu
jornal
venha
mos
levantar
um
brado de
profunda
ma
goa,
pelo golpe
que,
evidentemenle
sof-
Irerá
breve
a
liberdade
de
imprensa.
A
liberdade satisfaz
tão
plena
e
har
moniosamente
ás
mais
sublimes
aspirações
humanas
que
jamais
devera
ser
suppri-
mida
da
face
da
terra.
Quando,
porém,
por
virtude
das
con
dições
de
accomodação,
a
indole
humana
se
desvia
de
seu
typo
hereditário,
essa
bem querida liberdade
passa
a
licença
e,
desde
então,
lorna-se
urgente
supprimir
esse
desequibrio.
Ora,
como
geralmente, quando
se
pre
tende
cortar
o
mal
pela
raiz
se
talha
por
largo,
em
vez
de
se
condemnar
só
a
li
cença,
a liberdade, é
também
eoarctada.
E’
isto
que
lá
fóra
está
succedendo
e
que
lamentamos
em
breve
por
cá
suc-
ceda.
O
communicado
inserido no
«Amigo
do
Povo»
de
domingo
22
do
corrente,
não
é só
a
apologia
fiel
e
caracteristica
de
seu
signatário,
é
a
deshonra
d’
aquella
ga
zeta,
seu
preludio
de
um
anatrema
emi
nente,
uma
nouoa,
arremeçada
a
paes
do
povo
bracare.nse,
um agente
infeccioso
na
imprensa
nacional
e
u<na vergonha
para
lodo
o
porluguez.
Este c
mmunicado
resume
um
archivo
de palavras
torpes
e
obcuras;
uma
serie
de
caiumnias
a
um
grupo
de ascendentes
de um
cortejo
de
famílias
honestas
d
’
es-
la
terra;
um
arramado
bombástico
e
or
gulhoso
de
balofa
riqueza
e illustrada
erudição de
seu
auctor;
e
uma
assignatu-
ra
—
Antonio
José
Cerqueira da
Silva
Braga.
Aos
que
o
não
conhecerem
damos
os
nossos
parabéns;
aos
demais
pedimos
de
diquem ao
facto
a
moralidade
que
elle
re
quer;
aos
poderes
competentes
implorá
ramos
para
tempo
opporluno,
sua
costu
mada imparcial
justiçq
ao
governo
de
S. Magestade rogamos opponha
um
antí
doto
a
esta
tendencia
destnoralisadora.
P
’
insersão
d
’
estas
lilhas
lhe
ficamos
sue
.
•'
te
agradecido.
Um.
descendente.
Braga
25
de
dezembro
de
1878.
(2179)
ÁCIâCTCHIOS
Os
abaixo
assignados
não
lhes sendo pos
sível
agradecer
pessoalmente
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
presta
ram
seus
serviços
por
occasião
do
falle-
cimento
de seu muito
prezado
marido,
pae,
genro
e cunhado,
Trislão
da
Silva,
e
se
dignaram
assistir ao
oílicio
de
se
pultura na
real
capella
de
Santa
Cruz
d
’
esta
cidade,
veem
por este
meio
pro
testar
a lodos
o
seu
profundo
e
indelevel
reconhecimento
de
gratidão.
Braga
19
de
dezembro
de
1878.
Joaquina
Rosa
da
Silva.
Maria
Benigna
da
Silva.
Maria
da
Graça
da
Silva.
Francisco
José
Alves
Júnior.
Anlonio
Jo°é
Henriques
de
Mtllos.
Manoel
José
Carlos.
(2175)
A
NN UNGI
03
FOLHINHA
DO
RITO
BRACA-
RENSE
Já
se
acha
á
venda
na
typographia
Lusitana,
rua
Nova
n
0 4
—
Preço
com
orficio
de
S.
Francisco
de
Salles—
220
reis.
DINHEIRO
A
JURO
Ha
na
confraria
de
Santa
Luzia
da
Sé 700$000 reis
e
na
capella
de
S.
Pe
dro
de
Ratis
2755000 para
dar
a
juro
de
5 »/..
O secretario
(2180)
Padre Anlonio
Lopes
Coelho.
A
g
snr. direclor
geral
dos
cor
reios.
Antonio
Manoel
Ayres
d
’01iveira,
ne
gociante
d
’
esta
cidade
de Braga,
tendo
remettido
no
dia 13
do
corrente,
a
fe-
lial
de
Anlonio
Ignacio da
Fonsecca,
no
Porto,
vários
prémios
da
Misericórdia
de
Lisboa
entre
os
quaes
2
bilhetes
intei
ros
n.
os
3677,
3665,
e
não
tendo
estes
chegado
a
seu
destino
pede
ao
exc.
m°
snr.
direclor
gera! dos
correios,
as mais
rigorosas
providencias porque
já
não
é
a
primeira
carta
com
valores
que
lhe
falta,
pede
egualmente
á pessoa
que
tal obje-
clo
possue
a
fineza
de
o
restituir.
(2176)
ACUDAM
Chegou
á
rua
do
campo
22
o
verda
deiro Bacalhau,
aturtulhado
proprio
para
a
occasião,
á
annos que
não
veio
tão
bom.
(2177)
ALUGAM-SE as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
Dinheiro
a
juro
Ha
na confraria
de
Santo Antonio
da
Praça
Municipal a quantia
de
650$000
reis
para
mutuar.
O
secretario—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500^060
reis.
(2065)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdira,
ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais
objectos
que
tenham va
lor
de cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
COSINHEIRO
No
Collegio
dos
Orphãos
precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha. Quem pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
AIT
à
RICIO
â
JltLllEIRO
8
7,
Praça
do
iOarão
de
S. .YSnrti-
Btlio,
8
7
Receberam grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.
a
e
creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de bretanha
de
linho
para
militares,
duzia
a
1-5000
e
l$200
rs.
Meias de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas
a
dinheiro.
LECCIÍINACÃO
Na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
38
lecciona-se
PHILOSOPHIA,
RHETO-
RICA
e
FRANCEZ.
Habilita-se
para
exame.
1DKÍISUB8GBî
EÍENTISTA
A.PPROVADO
PELA ESCOLA MEOICO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
49.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
soa
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(2159;
CONTRA
A
TOSSE
O
Progressivo
consummo,
que
diaria
mente
vão
obtendo
os
re!j®çnd«s
E»ei-
toraes
haisamieos,
é
a
mais evidente
prova
da
sua
eííicacia.
Preço:
—
caixa,
100
reis
—
pelo
correio,
140.
Deposito
principal,
Fhrortnaeia-BMe-
en—
rua
do
Bomjardim,
370,
á
Cancella
Velha
—
Porto.
(2166)
JODE
1
DA
SILVA
IA
A
D
AO
Osni
loja
de
fatio
feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—
13
®
>ar!
'c
'P
a
aos
Peus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d esta
cidade
como
m
T
w
^as
r
,rov
'
,,c’8S
'l
,ie
tem um bonito
4
0
1
e va,
*
a<*°
sortimento
de fato
fei-
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
15300,
2$000
e
25500
reis
;
tudo
fazendas modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de
alpa-
qoes
inglezes, roupa
branca,
assim
como
camisas de
600
reis
para cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets de gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas as qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos
os
lei
lios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que lhe
seja
eucommendada,
e
prompti-
tica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
EXCELLENTE
CONSOADA!!
A
FORMOSA
LUS1TANIA
POR
Calharina
Carloía Lady Jackson,
versão
do
inglez,
prefaciada e ainiotada por
Eamiiio
€J«steEI«»
ílrancu
Obra
de
luxo,
adornada
com
23
bellissi-
mas
gravuras,
representando
as
mais
nolaveis
vislas
e
os
mais
dislinclos
mo
numentos
de Portugal,
com
uma
linda
encardernação
em
percalina
dourada.
1
grande
e
elegante
volume
—45^00
rs.
A
’
venda em
todas
as
livrarias
do
reino.
Requisições
á
LIVRARIA
MALHEIRO,
editora.
123
—
rua
do
Almada,
123
—
Perto.
Os
snrs.
assignantes
d
’
esta
obra
que
desejarem
a
cartonagem
para
a
mesma,
custar lhes-ha
50u reis.
A
’s
reJacções
dos
jornaes,
a
quem
foi
enviada
a
obra, e
por
descuido não
houver
sido
enviada
a
cartonagem,
roga-se
o
favor
de
a reclama
rem
á
LIVRARIA
MALHEIRO.
(INCORPORADA
POR CARTA REAL EM 1840)
paquetes
a
vapor
entre
Lisbco,
portos
do
Brazil e
Bio
da
Prata
0
paquete
de
43
faz escala
por
8.
Vicente, Pernambuco,
Wahin,
Rio
de
Janeiro
e
Santo».
0 de 28
vae
de
lishoa
a
Pernanbueo,
Maceió,
B«hia,
E&io
«e
Ja
neiro
e
souto».
Ambos
estes recebem
também
passageiros
de
3.a
classe
para
muitos outros
por
tos
com
trasbordo.
.
.
Em 29
ou
30
loca
em
Carril
e
Vigo
também
um
paquete
d
esta
companhia
e
de
lá
segue
em
direitura
para
Montevitfeu
e
Eweno»
Ayres,
para
evitar
quarentena.
______
______
MINHO
..................
TA
CUS..................
GUADIANA
.
.
.
PAQUKTES
A
SA1B
DE
LISBOA
.
em
29
de
Novembro
NEVA
.....................
em
em
13
de
Dezembro
MONDEGO
................
em
em
28
de
Dezembro ELBE................................
em
43
de Janeiro
28
de Janeiro
i
t
de
Fevereiro
SUBSCRIPCÔES ESTRANGEIRAS
Bem conhecidas
são
a pontualidade
e
economia
com
que
as toma
em
Paris, Lon
dres
e
demais capitaes
da
Europa
e
America,
desde
4845,
A
AGENCIA
FRANCO-HISPANO-PORTUGUEZA
»
e
C.
A.
SAAVEDRA, 55—Rua Taitbout, Paris.
Citemos alguns
periódicos:
Charivari,
Blaily
New»,
Bebais,
Figuro,
Franee,
Galignanis,
Mes-
suttgrr,
Gazette
<Se
Franee,
Sazette
Tlédicale,
Onxette
des
Tribunaux
Kilustration
fruncuise,
í
llustraticsi
n
1
leuiande,
Indépendmice
belge,
Juuritai
de»
eeoaiomiMteH,
ILiberté,
JVfoiaiteur
<ie
la
coifure,
TIoruing
Chronieie,
TÍeruissg-Herald,
Ríord,
Patrie,
hevue
britanique, Sieele,
Sport.
Cssiose,
<J«sivera.
Recommenda
também
os
amenos
e
uteis
jornaes
de
moda
Eíegauce Paríaienrae.
Primeira
edição:
dois n.
os
cada
mez
com
numerosas
gravuras,
tres
bellas
aguarellas
e
moldes cortados
em
papel.
—
Um
anno
400
rea
tes,
ou
4^500
reis;
seis
mezes,
56
reales,
ou
2$520.
Segunda edição:
um
n.®
cada
domingo,
illustrado
com
numerosas gravuras,
se
te
a
nove
bellas
aguarellas,
e
moldes
cortados
em
papel
cada
mez.
—
Um
anno
236
reales,
ou
10$620
reis; seis
mezes
108
reales,
ou
4$860
rs.
Modes
nosxveiies,
Cougeiller
des
Mames
ANNO
XVI
ANNO XXIV
0
melhor
elogio
que
se
lhe
póde
fazer
é referir
a
época
da sua
fundação. O
seu
preço
por
anno
é
de
2^100
rs.
Também
se
encarrega
a
Agencia
Franco-Hispano-Porlugueza
da compra de
li
vros
estrangeiros
e
em geral
de toda
a
classe
de
commissões. Os
particulares,
Atlie-
neus,
Casinos,
Círculos,
Gabinetes
de
leitura,
encontrarão n
’esta tarifa
os
titulos das
melhores
folhas
periódicas
que
se
lêetn na
Europa.
ME CARKIL
E
VIGO
TRAMES em 3<i»
de
Dezembro
corrente
Os
paquetes
d
’esta
Companhia
que
sabem
de
Lisboa
a
43 e
28
levam
a
bor
do
criados
e
cosinheiros
poiluguezes,
e
os
que
sahem
de
Carril
e
Vigo a
29 ou
30,
levam-os
hespanhoes
para
melher
commodidade de
todos
os passageiros.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualguer
correspon
dência
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
e Vigo
é
pur
conta
da Companhia.
A
bordo
«rs passageiro»
teem
grátis
cassaa, roupa
de cama,
e®-
ratiía
feita
por
cosinheiros portciguexes
e
hespanhoes,
vinho
duns
\e-
zes
por
dia,
assistesaeia
medica,
serviço
de
eriados
e
outras
«iespezíigs.
A
EXPER1ENC1A
de
mais
de
27
annos
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do Brazil) sejam conhecidos
pela,
regularidade,
velocidade
e segurança excepcional;
além
d
’
isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a
bordo, e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
peio
Governo
Inglez para
a
conducção
das
malas do
correio, e
por
este serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES a
honra de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como lambem
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
.
MAGASIN DES DEMO1SELEES •
Publica-se
a 10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
CIraviiras
de modas
e
medeies
de
tapeçaria
coloridos;
a
agua;
gravados
a
preto;
novidades
para
piano
e
cante;
aibuns
de
lavores,
folhas
de
eonfecções;
erochet
e
rendas;
riscos,
ete.
0
IHagRKin
de»
Memoiselles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmente um
trecho
de
musica, e
reune o duplo
attractivo
de
um
periodico
lillerorio
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preço
para
Portugal
(as assignaluras fazem-se
por
um
anno principiando
no
l.°
de
janeiro)
4$900
rs.
Também
se
acceitam
assignaluras
separadamente
de
cada
edição:
edição
do dia
10,
—
2$8i)0
reis;
edição
do
dia
25,
—
í$700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este
periodico.
................... ...
.
------------------
—
jt
—
■
——
v-rr
—
mr
—
---------
Tr~
tti
—
■-irrrT
m.imwniniiiiiiiiri~mimii«Twi
—
rv
iri.ri
nm>wrri.tir»BMDiWM
Para
mais
informações
e bilhsles
de
passagem:
agente
no
Porto, Guilherme
C.
'Ifaít,
rua
dos
Inglezes,
23;
e nas províncias
nas
correspondências
estabelecidas
ern
todas
as
principaes
cidades
e
villas-
Licor
c
pilulas
do dr.
Laville
<>
Gran
êxito
en
Paris
VELOUTINE
GHles FAY
POLVO
OE ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dA a/
cútis
frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende
en las Farmacias,
Perfumerias, Beluquerias y tiendas
de quincalla.
Desconliar
fle
las
falsificaciones.
LCOX>X>X>X>X>X
♦
Esta
medicina
anti-gottosa e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30 annos,
coutra
os
ataques,
e as
recaídas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
ires
pequenas colheradas
são bastante para curar
as
dores
mais
agudas.
É’
a
unica
scienliftca
e
officialmenle
reconhecida
e
que
offerece
todas
as
garantias.
Veja-
se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$000
rs.
Para
evitar-se
os
graves perigos
da
falsificação,
a
qu
d,
em
vista
da
alta
repu
tação
de
nossos
produ los
augmenla
cada
dia, deve-se
exigir
a
assignalura
do
dr.
Laville
e
o
sello
de garantia
(estampado
em
tinta
azul)
do
Governo
Francez.
—
Venda
por maior.
F.
GOMAR.
28
rue
St.
Clamle
—
Deposito
no
Porto
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia
77
e
79.
(24-H-)
PERIODICO
O
MAIS
ELEGANTE
E
MAIOR
DE
TODOS
OS
DE
MODA
O
L
EO
HOGG
Farmaoia
de HOGG, 2,
rue de Castiglione, Paria
{Único proprietário).
DB
HIGADOS
FRESCOS
Dl
BACALAO de
Prescripto
por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades
do peito,
aíleiçôes
eserouu-
gj
losas,
tosses
ehronieas,
rheumatismos,
magreza
crianças
,
das
impigemes,
fluxos
brancos,debilidadegeral.ete.,ete.
3
íiOCJCj à
Agradavelefacil
de
tomar.—Desconfiar das falsificações.
3
E
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica
juntó que
encobro Çk
»
a
capsulo de cada frasco de
feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que devera achar-se sobre o rotulo.
<**
8a®
*
l.
a Edição
—
Dois
numeros
por mez:
numeros
gravados,
aguadas
e
tncddes.
—
Um
anno,
o$20(>
reis
—
-seis
mezes.
2$900
reis.
NOTA
—
Edição
especsis!
para
c
moldes
cortados
de
tamanho
natural.
-
A
administração
do
Commercio
do
Depositos
nas principaes Pharmacias e em
I.ishoa,
nas
casas
de
B
arreto
,
rua do
Loreto,
28
e
30.
A
zevedo
e
Filhos,
B
arral
e I
rmão
;
em
Porto,
nas®casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
1
•;«
.•gsa
■
íp
’
•?
"u
thi
t
r
>
c
‘
'
1
li?
Th
n
■?
w
■
nir
*
n
totq
to
il
_aJÍAiLl4xLU/AUJAÍa o) J.dl Jj
LU
à
LLLÍÍ
aLErJj)
Já
proveniente
de
algum
defeito de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo tratamento de
Mad. Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5. 27, rue
Mon
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-H-)
S.
“
Edição—Ciucoenta
e
dous
nume
ros
por
anuo: numerosos
gravados,
aguadas
e moldes cada
mez. —
I
in
anno,
li$30'>
reis
—seis
mezes.
5^700
reis.
«iureirati
96
figurinos
e
numerosos
t
m
anno,
14^360
reis
Minho
recebe
as
assignaluras.
As Verdadeiras
i
filLULAs
«
0
SÃO AS ÚNICAS
@
©APPROVADAS
PELA
ACADEMIA DE MEDICINA®
g
DE
PAK1S
©
•
Por
sua Pureza e inalterabilidade
í&
CURAM as escrófulas, a insuffleiencia do @
X sangue,
a anemia paludosa,
Si
FORTIFICAM as constituições
fracas gs,
«3
ou
arruinadas,
©
ajudam
a
formação das
jovens, etc., etc. ®
rà
Exigir nossa firma,
•aqui juncta, posta na
parte
inferior de
um
rotulo verdo.
Pharmacien,
49,r.Bonaparu,
Paris gg
COFRE DE
FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
Os
ISebuçadoa
niytilieog,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante, são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.—Meia
caixa
400
reis.
Unico
deposito
uo Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de Santo
Antonio,
227.
Unico deposito~em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
ÍMOUBM
~
,|
rua
de
s
.
MARCOS, N?
5
H Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
salias,
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em
80
reis
a
peça.
s
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
le
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e preços
muito
resu
midos.
■IPW
jb
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
RESPONSÁVEL
—Luiz
Baptista
da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—4878.
Parte de Comércio do Minho (O)
