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-
FOLHA «6
OSA, POLU
IC AA ®S AOTICIOSA.
REDACTORES
—D. Miguel Sotto-Mayor
e
Dr. Custodio Velloso.—DIFECTOR
—Anlonio Joaquim |de Mesquita Pimentel.
PREÇO
DA ASS1GNATURA
PREÇO
DA ASSIGNATUBA
6.°
anno
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
parlic. cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição.................................... 10
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS»
QUINTAS E SARBADOS.
Províncias,
12
mezes
.........................
2&000
»
6
»
.........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&6C0
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$600
Folha
avulso
................................
10
N.« 867
BRACA —
QUINTA-FEIRA
9»
DE
NOVEMBRO
DE
1398
CorretipondeneU
particular
do
sComrneretu
do Minho»
Paris,
18
de novembro
Acaba
de ferir-se
no
senado
uma
gran
de
batalha.
Tratava-se
de
nomear
ires
senadores
inamovíveis,
eleição
a
que se
ligava
muita
importância,
porque
a
direi
ta
possue
na camara
alta
a
maioria
dal
guns
votos,
que
a
esquerda
muito dese
jaria
supplanlar.
Porisso esta
ultima
poz
em
pratica todos
os
recursos
para
fazer
vingar
os
seus
candidatos; tentou
pôr
do
seu
lado
os
orleanistas,
e
os proprios
bonaparlistas,
promettendo-lhes
toda
a
sor
te
de
concessões,
caso
votassem
com
el
la.
Mas
nada
conseguiu;
a
direita con
servou
se
firmemente
unida,
e
graças
a
este accordo
sairam
eleitos
os
seus
ires
candidatos,
ficando
assim
a maioria
do
senado
reforçada
com
mais
tres
votos,
—
resultado
importante,
se snpposermos o
xeque
que
elle
poderia
soflrer
nas
elei
ções
de
5
de
janeiro.
Em
qualquer
caso,
esta
vicloria
obriga
as
esquerdas
á
re
serva,
ao
menos
alé
que
linde
a
legisla
tura,
no
respeitante
ás
leis
financeiras
e
projectos
de
reforma
que
sejam
apresen
tados
á
camara
dos
deputados
Lavra
grande
desanimo-,
porisso,
em
lodos
os
chefes
da
esquadra.
Por
outro lado,
os republicanos
d’
esta
camara
vingam
dignamenle
os
senadores
radicaes
da
sua
derrota,
empregando to
das
as
sessões
em
invalidar
os
diplomas
dos
deputados
conservadores.
N
’
esia
se
mana
tocou
a
vez
aos
snrs.
de Bourgoing,
Laroche-jaquelin,
de
Mun,
etc.
A
perda
d
’este ultimo
é
para
nós
particularmente
sensível,
porque
os
calholicos
e
os
mo-
narchicos
tinham
n
’elle
um representante
dos
mais
zelosos e convictos.
Alem
d
’
isso
o
snr.
de
Mun
possue
um
raro talento
oratorio,
tão
preciso
na
tribuna.
Deu d
’
isso
provas
exhuberantes,
uma vez mais,
ao apresen
tar
a
sua
defesa,
cujo
discurso
produziu
viva
impressão,
mesmo
nos
bancos
dos
seus
adversários,
de
quem
tornou
mui
palpaveis
a
injustiça
e
a
intolerância.
A
reeleição
dos
deputados
invalidados
não
prejudica
a
estes,
porque
tinham
sido
eleitos
por
grande
maioria;
ma-
de
correrão
bastantes
meses
antes
de
serem
reenviados
á
camara,
e
durante
esse
tempo
produzir-se-hão muitas
votações
em
que
elles
não podeni tomar
parte. E
’
ao
que
alveja
a
maioria,
que
sabe
calcular
opti-
mamente
em seu
proveito.
Emquanto
a
camara
sacrifica
assim
os
mais respeitáveis
dos
seus membros,
os
dias
vão
passando,
e
não
se;
dá
comêço
á
discussão
do
orçamento,
que
é
no
en
tretanto
o
unico fim d
’
esla sessão.
Corre
todavia
que
ella
começará
em
breve;
mas
o
habito
de
tratar
á
sobreposse
coisas
verdadeiramente
uteis
fará
c»m
qué
essa
discussão
só
occupe
umas
dez
sessões.
Trabalha-se
muito
para as
eleições
se-
natoriaes
de
5
de
janeiro,
que
devem
ler
uma
grande
influencia
sobre
este
paiz.
Com
effeito, se ellas
forem
favoráveis
aos
republicanos,
estes, desde
então
senhores
das
duas
camaras
poderão
fazer
o
que
lhes
pareça,
e
ninguém
pode prever
onde
pararão.
Para
logo
será
demittido
o
mi
nistério
actual,
porque,
comquanto
elle
tenha
atropellado
todas
as
administrações,
obedecendo
servilmenle ás
ordens
de
Gam-
belta
e de
seus
amigos,
ainda
não o
acham
bastantemente
radical.
Diz-se
que
o
snr.
Gambetla
será
quem
substitua o
snr.
Dufaure,
lido
por
um
tanto
frouxo.
Alé’gora
o
chefe
das
esquerdas contenta
va
se
com
governar d’um
modo
occulto
e
não
queria tomar uma
parle,
mais
visivel
na
segurança
com
receio
de
se
despopularisar,
até
ao
dia
em
que
podesse
aspirar,
com ga
rantias
quasi
certas
de
bom
exito,
á
presidên
cia
da
Republica.
Mas
aífirmam
que
as inten
ções do
celebre
personagem
acabam
de
mudar
subitamente,
e
que
elle
substituirá
o
snr.
Dufaure
no
dia
seguinte
ao
do
escrutinio
senatorial
de 5 de
janeiro.
Naturalmente
os
seus
coilegas
serão
do
mesmo estofo,
e
então
o que
será feito
da
França! Nem
ouso
pensar n
’isso.
Talvez
que
Mac-Ma-
bon,
desgostoso
por governar
com taes
firmas,
dê
a
sua
demissão,
e
desde
logo
ficaremos
abandonados á furia
demagó
gica.
A
não ser
que
Deus,
tendo
pieda
de
de
nós,
nos
envie aquelle
que
é
o
unico
que
nos
póde
salvar:
henhique
v
.
Continuam
as
destituições
de
tudo
o
que
não
é
radical.
A
guerra
é agora
alvejada
aos
nossos
embaixadores.
E’
coi
sa
decidida
a
escolha
do
snr.
de
Choi-
seul
para
embaixador
em
Madrid,
em
sub
stituição
do snr. de
Chandordy.
Este fa
cto
não
é
mais
do
que.
segundo
a
im
prensa
republicana,
«o
preludio
d
’
uma
medida geral,
lendo chegado
o
momento
de
completar
a
inslallação
da republica,
para
dar
ao pessoal
governativo
e
admi
nistrativo
a
unidade d'espirito que
lae
tem
faltado
até
hoje».
Esta
confissão
não
é
muito
lisongeira
para
o
ministério.
Ora
ha
um anno
que se
procura
atropellar
radi
calmente
todas
as
administrações,
desde
os
sub
secretários
d
’
Estado
alé
aos
guar
das
campestres,
e
não
conseguiram
ain
da
a
unidade.
Vê-se
que esla
unidade
é
impossível
de
realisar-se.
O
conselho geral
do
Sena
dá
nos
em
todas
as
suas
sessões
um
ante-gosto
do
que
nos preparam
as
esquerdas.
Um
dos
seus
membros
acaba
de
propor
que
se
jam
dissolvidas
as
congregações
religiosas
não
auclorisadas,
e
se
fechem
os
estabe
lecimentos d
’
instrucção
fundados
e
manti
dos
por ellas.
No respectivo
relatorio
ex
põe,
que o
numero
das
congregações
não
auclorisadas
é
enorme,
e
que
é
necessá
rio
supprimil-as
o
quanto
antes.
Come
çar-se-ia
pela mais
poderosa d’estas
con
gregações-a
dos
Jesuítas,
que
conta
hoje
56
casas.
Na
próxima
sessão
discutir-se-
ha esla
iniqua
proposta,
a
qual
ninguém
duvida
que
será
acolhida
pela
nova
ca
mara
de
1879.
Este
espirito
d
’hostilidade contra o
ensino
religioso
eslende-se
até
ás
nossas
colonias.
Ainda
n
’
esta
semana o
conse
lho
municipal
d’
Alger
emittiu
um
voto
para
suppressão
d’
uma
escola
dos
Irmãos,
sem
se
importar
com
uma
proposta da
administração
superior
que
reclamava
um
inquérito
junto
dos
paes
de
familia.
Des
potismos
similhantes
teem
tido
logar em
muitas
cidades,
assim
como
para
a
dis
solução
das
congregações
náo
auclorisadas,
palavras
com
que se
pretende cohoneslrar
a projectada
infamia.
Novenn
e
festa
da
Imiuaculada
Virgem
do
Sameiro.
Começa hoje
na
egreja do
Po
pulo,
pelas
tres
e
meia
da
tarde,
a
novena
da
Immaculada
Conceição.
E’
a
benemerita
Associação
Catholica,
d’
esta
cidade,
que
a
manda
fazer
para
honrar a
sua
Padroeira,
a
augusta
Virgem
.Maria,
e
escolheu
aquelle
templo
por
estar
alli
patente
a
mais
formosa
imagem
da
Immaculada
que
hoje
possue
esla
cidade,
e
talvez
todo
o
reino.
Os devotos
da
Immaculada
não
dei
xarão
de
concorrer
ao
templo
durante
aquelles
piedosos
exercícios,
para
louvar
a
mais
formosa
das
Virgens
e
a
mais
santa
e
extremosa
das
mães;
e
se
alé
aqui
a
devoção
se
esmerava
em
enfeitar
e ador
nar
o
seu
oratorio,
em
cantar
o
terço
do
rosário
aos
sabbados,
e
nas
horas
mais
coinrnodas
em
a
visitar
e
contemplar,
de-
iciando-se
em
passar
alli,
deante
d’
aquella
formosíssima
Imagem,
algumas
horas
do
dia;
agora que se
approxima
o
dia
em
que
a
Egreja
universal
celebrará
o
sin
gularíssimo
privilegio
e graça
da
Sua
Con
ceição
immaculada,
como poderá
esquecer
ou
desaltender
os
meios
de
melhor cele
brar
esta
festa?
Todos
sabem
qual
o
modo
de
melhor
a
honrar,
e
de
mais
dignamente
celebrar
as suas lestas:
primeiro
as
disposições
interiores,—
o
adorno
d
’alma
pela
virtude
FOLHETIM
A
GUERRA 00 ORIENTE
4
87«-«.8
78
*
D
’
aqui
se
vê quanto as
potências
ha
viam
redusido suas
pretenções
em
relação
ás
garantias
que
a
Porta
devia
oflerecer
aos
súbditos
christãos.
Já
não
fatiavam
da
creação
das
commissões
de
inquérito
que
tinham
produsido
a
ruplura
da con
ferencia
de
Conslanlinopola.
Coutenlavam-
se
com reservar-se
o direito
de
vigiar,
por
intermédio
de seus
embaixadores
e
de
seus
cônsules,
o modo
como
eram
cum
pridas as
promessas
do
governo
otlomano.
Era,
em
verdade,
o
minimo das exigen-
cias
,
possíveis,
porque,
effectivamente,
a
Europa
jámais
cessára,
ha
vinte
annos, de
vigiar,
mais
ou
menos
eflicazmente,
so
bre
a
sorte
dos
christãos
da
Turquia.
O que
se
exigia
da
Porta,
era,
pois,
simplesmente,
a
consagração
de uma
vi
gilância
exercida
ha longo
tempo.
Essa
consagração
não
a
quiz
ella
conceder.
Em
sua
resposta
ao
Protocolo,
em
dacta
de
9
de
abril,
reivindicou,
altaneira,
a
sua
qualidade
de
governo
independente,
e
li
vre
administradora
dos
seus
negocios
in
teriores:
«Quando
o
Protocolo diz
que
—
as
po
tências
se
propoem
vigiar,
com
sollicitu-
de,
por
intermédio
de
seus
representan
tes
em
Constantinopola e de
seus
agen
tes
locaes,
o
modo
como
as
promessas
do
governo
otlomano
são
cumpridas—
;
quando
acrescenta
que—
se
a
sua espe
rança
fôr
mais
uma
vez
frustada,
e
se
a
condição
dos
súbditos
christãos
do
sul
tão
não
fôr melhorada
de
sorte
que
não
voltem
complicações
que
perturbem
perio
dicamente
a
paz
do
Oriente,
ellas
creem
dever
declarar
que
semelhante
estado
de
cousas
seria
incompatível
com
os
seus
interesses
e os
da
Europa
em
geral,
e
que,
em
tal
caso,
se reservam
resolver,
em
commum,
os
meios mais
apropriados
para
garantia
do
bem-estar
dos
povos
christãos
e
dos
interesses
da
paz
geral
—
é
evidente
que
tudo
isto
deve
provo
car
os mais
legítimos
protestos
ao
go
verno
imperial,
e
a
sua
mais
formal
op
posição.
A
Turquia,
na
sua
qualidade
de
es
tado
independente, não
poderia
reconhe-
cer-se
como
collocada
sob
qualquer
vigi
lância,
collecliva
ou
singular.
Mantendo
com
os
outros estados
amigos
as
relações
estabelecidas
pelo direito
das
gentes
e
pelos
tractados, não
pode reconhecer,
nos
agentes
ou
representantes
estrangeiros
en
carregados
de
proteger
os
interesses
dos
seus
nacionaes,
a
missão
de
senlinellas
ou
vigias
oíficiaes.
O
governo
imperial,
não
vê,
finalooen-
le,
em
que
tenha
desmerecido
da
justiça
e
da
civilisação,
a
ponto
de
o
pretende
rem
collocar
em
uma
humiliante
posição,
sem
exemplo no
mundo».
A
Rússia respondeu,
a este
altivo
protesto,
com
uma
declaração
de
guerra.
A declaração de guerra
Tres
dias
antes
da
respota
da
Porta
ao
Protocolo
de
Londres
a
9
de
abril,
em uma conversa que
teve
com
o
embai
xador
d
’Inglaterra,
e.u
S.
Pelersburgo,
lord
Loflus,—
o
príncipe
Gortchakoff
ha
via
claramente
manifestado
que o seu
go
verno
—
estava
farto
de
negociar
e
prom-
plo a
entrar em
campanha,
se
a Turquia
resistisse
aos
últimos
exforços
da
diploma
cia
europea: «A
Rússia,
—
disse
elle
—
não
pode
sustentar
por
muito tempo
os
pe
sados
encargos
pecuniários
que
aclual-
mente
a
assoberbam.
A
mobilisação
do
exercito
custa-lhe
750:000
rublos
diários,
e
ha
muitos
mezes
que
ella
existe.
A
Rússia,
portanto,
não consentiria
que
se
reatasse
o
fio
das
negociações,
que
pode
riam
demorar
longos
mezes
ainda,
para
conseguir
resultados
estereis».
Compromettida
até
este
ponto,
a
Rús
sia
não
podia
responder
á
regeição
do
Protocolo,
senão
com a guerra.
Uma
ul
tima
esperança,
porem, restava
ainda
aos
amigos
da
paz:
em
uma
declaração
ad
junta
áquelle
documento, Schouvaloft, em
baixador
russo em
Londres,
propunha
que
se
enviasse a
S.
Pelersburgo
um ple
nipotenciário
turco
para
tratar
do
des
armamento
das duas
potências.
Era
uma
ultima
porta
aberta
para
as
negociações.
Mas
a Turquia fechou-a
logo.
Com
alti
vez
que
seria
respeitável,
se
não
denun
ciasse
mais
uma
vez
a
absoluta
carência
de
senso
político
e
ignorância
da
situação,
que
tem
caracterisado
os
homens
de
Es
tado
turcos,
durante
toda
esta
campanha
diplomática,
a Turquia
recusou
mesmo
uma
satisfação
ao
governo
russo.
Os
con
selhos
de
Layard,
novo
embaixador
da
Inglaterra
creditado
perante
ella,
não
po-
deram vencer
a
sua
obstinação.
A
guerra
desde
esse momento
era
inevitável.
Em
H
de
abril,
o
imperador,
que
tinha
ido,
em
companhia
da
impera
triz,
presidir, consoante
o
costume,
ao
jantar
dado
por
occasião
da
festa do
re
gimento
dos
cavalheiros-guardas,
disse
aos
oíficiaes
que lhe assistiam:
«Senho
res,
meu
muito
querido
e
amado
irmão,
Nicolau
falla-me
com
descernimento
e
bom
senso.
E’
facto:
á vontade
do
meu
povo
e
ao
meu
dever
de
chrislão.
Ireis
vós,
ás
ordens
d elle,
lutar pela cruz grega
na
terra dos martyres
da Bulgaria,
e eu
ficarei
aqui
a
implorar
ao Altíssimo
que
abençoe
as
armas
da
minha
sancta
Rús
sia».
(Centiaúa)
I
rao a
ãi
1
daHe <Te critério se
i mi
ji t
<i ( >■<
j
*
sacramental;
depois
os actos
exteriores,
filhos
da
devoção
interior e consequência
uecessaria
do
jubilo intimo
que
trasborda
ifalma.
A
illustre
Cominissão
do
Sameiro
in
terpretando
fielmeme
os
desejos
da
pieda
de
de
tantos lieis
que
lodos
os dias
vi
sitam
aquella
devotíssima Imagem, resol
veu
fazer
no
íim d
’
esta
novena,
que va
mos
começar,
e
para
honrar
a
SS.
Vir
gem no
mysterio da
sua
Immaculada Con
ceição,
uma
festividade
d’
um
insolito
es
plendor.
No
dia 7,
de
tarde,
cantar-se
hão
ma
tinas
solemnes,
com
exposição
do
SS.,
e
no dia
missa
cantada
a grande instrumen
tal,
e
de
tarde
vesperas
e
sermão.
0 templo
do
Populo,
é
apropriado
para
estas
magnificências
do
culto
catholico,
e
decerto
veremos
renovar-se
o
enthusiasmo
com
que
os
fieis
bracarenses receberam
esta
sagrada
e
perfeita
Imagem
da
Virgem
Immaculada,
que
chegava
da
cidade
dos
Pontífices e entrava
na
Roma
portugueza.
Bem
haja
a
Associação
Catholica
e
a
illustre
Commissão
do
Monumento,
por
tomar
esta
deliberação,
a
lodos
tão
grata
A
Immaculada
Virgem
é
a
Padroeira
do
reino
de
Portugal,
é
por
esta
qua
lidade
a
festa
do
dia 8, é
uma
festa
re
ligiosa e
nacional.
0
voto
d
’
el-rei
D.
João
IV
não
foi
feito
em
seu
nome
proprio
sómente,
mas
no
de
toda
a
nação
fide
líssima,
representada
n
’
aquelle
monarcha;
e
por
este
motivo
a
festividade
da Imma-
culada
Conceição
deve
ser
contada
entre
as
grandes
solemnidades
da
Egreja
por
tugueza.
Está
impresso
um pequeno
folheto
que
contém os
cânticos
á
Immaculada,
pró
prios
para
a
sua
novena,
e
outros
para
o
terço
e
catechese.
Procurem
os
fieis haver este
folheli-
nho,
para
que
lodos
saibam
a
lettra
des
tes cânticos,
e
se
associem
a
este
louvor
em
honra
da formosíssima Virgem
do
Sameiro.
«A
impostura
acabou;
existe
a realidade,
<E
o
mundo
ouve
reverente
a
voz
do
Vaticano.
«A
Cruz
do
Redemptor, o sacro
lenho
invicto
«Prostrou
emfim
no
chão
maçónica
mentira;
•
E,
qual
sol,
dissipando
as
sombras
do Cocyto,
«Como symbolo de
paz
solemne
se
remira
!
"
«E
n
’
essa
mesma
Cruz,
no
supplicio
acerbo,
«Onde
o impio
judeu
poz
Chrislo
á
irrisão,
«Nas
quatro
iniciaes
traduz-se
o
grande
Verbo:
«Inspirada
Na
fé
Realça
a
Illustração».
•••
E
a
pedreiral
canalha,
em
tétricos
lamentos,
Fugindo
de
rondão
em
convulsivo ataque,
Deixa a
trolha,
o
malhete
—
infames
paramentos-
—
P
’
ras
scenas
theatraes
d’
operas
de
Offenbach
!
E
ouve se
no
ar
um
súbito
estampido!
Silencio
!...
E
logo
após
um
grito
sepulchral......
E’
da
seita
nefanda
o
ultimo
gemido!
Votou-a
á
morte
vil
do
Eterno
o
tribunal.
CHRISTUS
VíNGíT!
Resposta
á
poesia «Alleluia»,
ou «Visões do Futuro», publicada
no
n.° 50 do jornal o «Partido do Povo», de 13 de outubro
de
1878
Lá
vae
em
roxo
trapo
envolto
negro esquife
Cercado
de
tições,
em
sujo
palanquim,
Ao
som
da voz
fatal
de
um
Oscar....
de
um
patife,
Que
entôa
o
Ça
ira
vertido
em
mau
latim.
E
segue-o
em
confusão
um
grupo
de tratantes
Sahindo
de uma
loja
em
fúnebre
tristeza,
Emquanto
pela
praça,
em
festas
delirantes,
0
povo
grita
emfim
—
«Abaixo
a
Marselhêza»!
Alli
os
desillusos,
febris, erguem
aos
ares
Canções á
antiga
Luz,
que
vem
das
calhedraes;
A
’
Luz,
que
vem
do
Céo,
e
assusta
os
lupanares,
As
vendas,
os
covis
dos
pérfidos
chacaes.
Mas
segue
o
funeral do
infame liberalismo.
Que
envolto
em
lama
immunda,
inspira nojo
e
medo;
Que,
qual
'spectro
maldito,
surgiu
do
negro
abysmo
Para
tecer
no
mundo
horrendo, atroz
enredo
!
E os
imigos
cruéis
dos
filhos
de
Loyola,
Incensadores
vis
do
infame
panlheon,
Em
alas
vão
também
—
adeptos
d
’
essa escóla
Criada
por
Vollaire
ás
ordens
do
Abaddon
!
E
a
pedreirada vil,
sahindo
das
cavernas
Arrasta
pelo
chão
as
cómicas roupagens!...
E
á
sinistra
luz
das
pállidas
lanternas
Prosegue
a
impia
corja
á busca
das
voragens
!
Vão
na
frente
os
inalsins
dos
homens
da
roupeta
Com
o
facho
na
mão,
e praguejando
os
Céos
Em
nome
da
communa—
essa
matrona
abjecta.
Que
ousara
em
seu
luror
negar
o
proprio
Deus
!
Depois
vão
certos
reis—
os
tôlos legendários
Que
a
seita
converteu
em maquinas
c
’
roadas......
E
os
ministros
ladrões,
das
lojas
operários,
Farpeadores
do
povo
em
liberaes
touradas
!
E
fecha
este
cortejo
a grande mascarada
Dos
condes e
barões
—
mas
não
de
sangue azul—
E
os
fingidos Catões
de
farda agaloada
*
E
as
damas
de
bordel
trajando
seda
e tul.
Eil os
ao
pé da
campa!
0
alento
derradeiro
Dos
homens
do
progresso
alli
findara
inerme....
Em
face
do
enxadão
do
sordido coveiro,
Que
enterra
no
monturo
o
peçonhento
vértne!
0
fúnebre
discurso
ouvio-se
tristonho
De um
liberal lillerato.... Mas
eis
que
estranha
voz
Ousou
interromper
o
histrião
medonho,
E
a
pompa
suspendeu
da impiedade
atroz.
«Foi
se a
Revolução!...
Dissipa-se
a
neblina!
«Não
desvaira
a
razão
a
lógica
farçante,
«Que
os
pérfidos
maçons,
avéssos
á
batina,
«Das
lojas
tem
lançado
á
turba
agonisante,
«P
’
ra
semear
no
mundo
o
mal
e
a
desventura!
«Do
povo
corromper
singellos
corações!
«Deturpar
da
virtude
a
casta
formosura
1
«Escarnecer
de
Deus!...
Malditos
histriões!
«Eram
filhos
do
mal,
e
o
mal
os
envolvêra
!
«Fétidos
turbilhões
de
fumo e
de
peçonha,
«Formados
pelo
démo,
e
filhos
de
Megéra,
«Homens
sem
fé,
sem
lei,
sem
alma
e
sem
vergonha!
«Morreu
o
lib
’
ralismo!
Ergueu-se
a
liberdade;
«Mas
a
que
vem
de
Christo;
e
reina
o
desengano;
E
a
voz
—Religião
—estala
retumbante,
Mais
forte
que
o trovão,
que
faz
tremer
os
mundos,
E
o
clarão
da
Fé
já
rasga
deslumbrante
A
noite,
que
abafava
os
rostos
moribundos!
Já
o
labaro
da
Cruz,
divino,
refulgente,
Attrahindo
as
nações
ao vívido fulgor,
Reune-as
n’
um
povo
só,
fiel
e
florescente,
E
o
mundo
todo
abraça a
Lei
de paz
e
amor!
0
povo
desilluso,
á
vista
d
’este
exemplo,
Maldiz
o
sycophanta,
o
malsim
das
batinas;
E
correndo veloz
a
prostrar-se
no
Templo,
E’
fervente christão
no
lar,
nas
olficinas.
«A
impia
Revolução
por
si
se
anniquilára
!
<E
a
terrà já não vérga ao
pezo
d
’
esta
cruz,
«Que
o cruel
Satanaz
ahi
nos
arrojára.
•
E
a
Egreja
d
’
ora
avante
é
nossa
guia
e Luz.
«Nos
abysmos
lá
jaz
o
monstro
emfim
captivo;
«Quebrou-se-lhe
o condão
—
o mundo
não
governa—
«Fé,
Esperança e
Amor!—eis nosso
dislinctivo;
<E
nosso
ultimo
fim
a
Gloria
Sempiterna!»
Mas
será
isto
um
sonho?
um
erro? vã
chimera?
Não
!
E
’
verdade
!
Eu
creio-o.
Eu creio-o.
—
Podem
rir
!
Das
promessas
de Christo
a
luz
lá
reverbera
!
A
Egreja
ha-de
vencer.
Confiemos
no
Porvir.
Novembro
—
22
—de
1878.
D.
M.
S.
liidbaa,
33 <le
nsveinbro
de
tS9
8.
(Du
nosso correspondente».
«Em
tempos
do partido
d’
el-rei
tocar
em
traficancias
é
fallar
de
corda
em
casa
de
enforcado».
E’
do «Diário Popular».
Já
é poupar o Príncipe,
a
quem
el-
les
chamam
rei!
Nada
mais,
e
nada
menos
do
que
che
fe
de
um
partido
de
traficantes.
Ouvis
tes?
Elle
que
lhe
agradeça a
fineza.
A
questão,
porém,
está
no
modo
co
mo
a
Granja
andaria, se
o
Iraficante-mór,
na
phrase
d
’
elles,
se
lembrasse
de
eleger
um
ministério
genuinamente
granjola.
Pois
elles
acceitariarn
as
pastas
da
mão de
um
Príncipe, capitão de
trafi
cantes?
Não
póde
ser.
Mas
o
Personagem, aquem
acoimam
de
cousas
tão horripilantes,
aquem
o
pro-
gressismo
mancha
com a
baba
immunda
dos
seus doestos,
e
expõe
ao
odio pu
blico,
apontando-o
ás
turbas
como
a
i.a
figura
de
um
gremio
corrupto,
seria,
sem
duvida
o
melhor dos
reis conslitucionaes,
o
mais
justo,
o mais
impeccavel,
o
mais
illustrado,
se
chamasse
ao poder
a oppo-
sição.
A
eschola
progressista
é
a
mesma,
que
frequentou
a
situação.
Todos
são
pau
para
a mesma
obra.
Os
chavecos
revolucionários
cortam
facilmente
as
ondas,
encha, ou
vase
a
maré,
sejam
ou
não
galernos os
ventos;
por
que
os palinuros
são
mestres
do
oílicio,
e
navegam
ousados com
todo
tempo,
mas
se
o
porto,
que
demandam,
lhes
é
franco,
embora
na
vespera defenso.
A
sahida
do
snr.
Barjona
é
atlribui-
da ao
registro
civil.
Elle
queria
a
todo
transe
que
vigorasse logo
o
voto; porém,
dos
collegas, foi negativo.
Foi
a
primeira
pedra,
que
se
despren
deu
do
edifício,
que ahi
se
desmorona
a
olhos
vistos.
Atraz
do
ministro
demis
sionário
correu,
ha
pouco,
que
irá
o
das
obras
publicas,
e
lambem
o
da
fazenda.
—
Foi-se
a
Ristori, e
dizem
que
vae
deixar
em
breves
dias
o
palco.
Notável
coincidência!
Também
a
Emilia das Ne
ves
o
deixa.
Foi
aposentada
com
72$U00
reis
mensaes.
A
arte vesle-se,
pois,
de
luto;
toda
via,
resigna-se, porque
ambas
estão
can-
çadas
d’
annos
e
também
fartas
de pal
mas;
e, se
continuassem,
expor-se-iam,
talvez,
a
um
revez,
o
que lhes
iria
ferir
vivamente
o
seu
nobre
orgulho
de
artis
tas
de
não
vulgar
mérito.
Uma
retirada,
meu
amigo,
a
tempo,
e
segundo
as
indicações
dos
princípios
es
tratégicos,
tem,
mais
de
uma
vez, feito
a
reputação
de
um
general,
ainda
sem
renome.
—
Foi condemnado, como
sabeis,
na
I.
a
instancia o
auclor
do malogrado
as
sassínio
de
D.
Affonso.
E
’
de crer que
a
Hespanha
tenha
mais
um
espectaculo
de
sangue,
o
qual
não
evitará,
de
certo,
um
novo
attenlado
contra
a
vida
do
filho de
D.
Izabel.
—
Publicou-se
o
3.°
n.®
do
«Eccle-
siasterium», com
o
retrato
do
Exm.°
Pre
lado
d
’esta diocese.
0
alludido
jornal
é,
eflectivamente, uma
das
uteis
publicações
da
actualidade.
Está,
pois,
prestando um
bom
serviço
á
causada Religião
eda mo
ral
publica
o
rev.°
padre
Luiz
Pacheco.
Um
dos
collaboradores
do
mesmo
jornal
é
o
coronel
Cláudio
de Chaby,
um
dos
militares
do
outro
campo, que
entendem
que
se
póde
ser
simultaneamente
defen
sor
da
Cruz,
e
da
patria.
E’
um
bom
escripior,
e
um bom
auctor,
porque
a
sua linguagem
é,
geralmente, vernacula,
e
a
doutrina
sempre
segura.
—Voltando
á
questão
que
respeita
á
continuação
da
existência
do
ministério,
ha
quem
assevere
que
a
sahida
do
snr.
Barjona
não
influiu
nada
sobre
a
situa
ção,
que
se
mantém
firme,
e
robusta.
Esta
é
também
a
opinião
do
incolor,
fran
camente
annonciada
aos
seus
vinte e
cin
co
mil
leitores. 0
poder
irá,
portanto,
apresenlar-se em
janeiro
ao
parlamento
para
gáudio
da
dynastia,
proveito
dos
com
padres,
e applauso
da
nação. Tudo
no
sen
tir do
«Diário
de
Noticias».
Socegue,
pois, o
paiz,
e estoirem as
cassandras,
que
ahi
teem
apregoado, urbi
etorbi,
que
o
snr.
Fontes
se
aprestava,
com
toda
sua troupe,
a abandonar
o
campo
dos
seus
feitos,
e
por
favor,
et
ccetera
e
tal,
aos
das
Granjas,
ou
a
outro qual
quer corrilho liberal.
Mas, meu
bom
amigo, sabeis
certa
mente,
que
tudo
póde
ser,
menos
que
não
tenhamos
na
gerencia dos negocios
públicos
gente
que abra
a
porta
á
rege
neração
do
paiz,
sob
o
regímen,
e
a
dy-
nasiia
liberal.
Póde
o
ministério
cahir,
e
o
snr.
D.
Luiz,
resignando-se,
chamar
aos
seus
con
selhos
alguns
caracteres
filiados
n
’
um
ou
n
’
outro
grémio,
ainda
n
’
aquelle,
que
o
tem
prezo á
coluinna
do
sacrifício do
seu
nome
de homem
de
bem.
e
lhe
atira
a
face
o
lodo
das
mais
pungentes
vaias,
dos mais
injuriosos ultrajes, porque
um
rei
liberal não
tem
licença
de
nu
trir,
impunemenle,
o
pundonor
de
lodo
o
caracler, que
se
preza
deveras,
que
cia
realmenle
a
própria
dignidade.
As conve
niências,
as
artimanhas,
e
os
enygmas
do
systema
oppõem-se,
e
a
Carla
não
tolé-
ra
nem
ainda
o
mais
leve
beliscão.
Pó
de,
repilo,
o
ministério
cahir,
mas
não
é possível
fazer
surgir
da
enorme
boce
ta,
onde
o
chefe
do
Estado
conserva
as
camadas
dos seus
ministros
demissioná
rios,
e
a
turba
dos
que
tem
em
reserva,
para
qualquer
eventualidade,
um governo
realmenle
proíicuo á causa
publica.
A
má
arvore
não
produz
bons
fru-
ctos.
O
paiz
não
sahirá nunca
do
labyrin-
tho
de
temerosas
difiiculdades, em
que
o
trazem
emmaranhado
a
inépcia,
e
a
má
vontade
dos
governos
revolucionários,
emquanto
o
sol
da
liberdade,
filha
do
direilo,
com
o
fulgor
dos
seus,
raios
vi
vificantes
não
surgir
no horisonte
da
pa-
tria,
toldado,
ha
muito,
pelas
caliginosas
nuvens
da
intrusão.
O
paiz
tem
sede
de
justiça,
e
o
Ii
r
.
beralismo
não
Ih
’
a
saciará.
O
paiz
carece
de moralidade,
e
o
li
beralismo
continuará
a
sua
nefasta
mis
são
de
corromper
as diversas
classes
na-
cionaes.
O
paiz
pede economias,
e
o
liberalis
mo
responder-lhe-ha
sempre
com
o
des
perdício,
com
o
esbanjamento,
com o
augmento
da divida
publica,
com
o des
barato
d
’
esses
restos
da
fazenda nacional,
de
que a
revolução
tem
feito
roupa
de
francezes.
O
paiz
precisa que
lhe
aliviem
o
pezo
dos
tribulos, que
o
fisco
lhe
exige
com
atroz
violência,
e
o
liberalismo
dir-lhe-ha
constantemente:
paga
mais,
porque
«pódes,
e deves
pagar
mais».
O
paiz
quer quebrar os
grilhões,
que
a
revolução
lhe
faz
rojar,
e
o
liberalis
mo
chama-lhe, por
ironia,
livre;
sauda-o
rei
parodiando
o
escarneo
da
turba
dei-
cida.
Mantenha-se,
ou
não o
governo
actual
na
gerencia
dos
negocios
públicos;
suba,
ou
não
nova gente ao
poder,
não
melho
ra,
porisso,
a
situação
moral,
e
mate
rial
do
paiz,
emquanto
a
obra
da
ini
quidade
fôr.
Não
é
apenas
a
convicção
do
vosso
obscuro correspondente,
é
a
de
todos
os
homens
de
boa
fé,
e
extranhos
á
política
das facções.
Por
hoje
basta.
Todo
vossp
A.
&ÁZETILHÀ
Anniversario.
—
Completa
hoje
16
annos
a
Sereníssima
Senhora D.
Maria
Antonia,
6.
a
Irmã
do
Senhor
D.
Miguel
de
Bragança.
Com
os
mais
sinceros parabéns,
os
nossos
ardentes votos
para
que
Deus
afaste
dos
lábios
da
Real
Familia
Proscripta
o
calix
das
provações.
Fotleeimenio.—
Falleceu
na sua
casa
na
freguezia
de
Panoias,
o
snr.
dr.
Pe
dro
Leite Pereira,
antigo
juiz
substituto
d
’
esta
comarca,
e
cavalheiro
respeitável.
Aos
seus o nosso
pezame.
SuíTragloa.
—
S.
exc.’
revd.
ma
man
dou
hontem celebrar
missa
de
requiem
e
Libera
me.
no
templo
do
Collegio,
para
suffragar
a
alma
do
finado
arcebispo
D.
José
Joaquim
d’
Azevedo
e
Moura.
Assistiu
a
este
acto,
que
principiou
ás
10
horas,
o
corpo
docente
e
estudan
tes
do
Seminário Conciliar.
O venerando
Prelado
assistiu
lambem
da
sua
tribuna
Poesia.—
N’
outro
logar
d
’
esta
folha
publicámos
hoje
uma
bellissima
poesia
em
resposta
a
umas
parvoiçadas em verso
(tontissimo
e
parvalheira e estupidamente
prosaico)
publicadas
pelo
«Partido do
Po
vo»,
de
Coimbra,
periodico redigido
por
um
lente
da
Universidade,
o
snr.
emi
-
GDIO
GARCIA.
O
esclarecido
redactor
do
nosso
jor
nal
que
se
deu
ao enfadonho
trabalho
de
replicar ao
snr.
Oscar
Tidaud
(David
Cas
tro?),
conservou
as
mesmas
palavras
íi-
naes
de
cada
verso
da
oscária
porcaria.
O
snr,
melro
do
fazenda.—
São
geraes,
insistentes,
indignadíssimas,
as
queixas
contra
o
snr.
da fazenda,
que
para
escarneo
d
’
este
importante
concelho,
e
descrédito
do
governo,
ahi
se
conserva
á
frente
d
’
uma
repartição,
onde
nunca
deveria ter
ingresso quem
não
préza
a
sua
dignidade,
e faz
galla
do
seu
desfa-
çameiilo.
Pois
bem;
não
obstante
a
nossa
mon
ção
d
’
infelicidade,
não
cessaremos
de
bra
dar
contra
as
arbitrariedades,
desaforos,
etc.,
etc.,
do
snr.
da
fazenda.
Mas
emquanto
á
berlinda...
sueto
por
hoje.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade
não é
licito
duvidar,
asseveram-nos
que
o
snr.
da
lazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
—
«VIU
PAKA
BRAGA
PARA AR-
RAVJAR
DINHEIRO,
E
VÃO
PA
HA
ARRANJAR
AniGOS»,-
Eis
O
homem.
Ministro
da
justiça.
—
Foi no
meado
ministro
dos negocios
ecclesiasti-
cos
e
de
justiça,
o snr.
Couto
Monteiro,
em
substituição
do
snr.
Thomaz
Ribeiro,
que
exercia
interioamente
aquelle
cargo.
Contribuição
induatrlal,
e
pre
dial.
—
Estão
patentes
na
repartição
de
fazenda
as
matrizes
•
da
contribuição
in
dustrial,
e
predial:
a
primeira desde
5
a
40
de
dezembro,
e
a
segunda
desde
lo
■a
20
do
mez
indicado.
«Leontina».-
Assim
se
intitula
um
bonito
livro,
que lemos
sob
os
olhos.
Escriplo
por
M.me
Bourdon,
é
traducção
em
vulgar
do
snr.
M.
de C.,
iniciaes
com
que
costuma
subscrever
os
seus
trabalhos
lilterarios
um talentoso
e
piedoso
cavalheiro
d
’esta cidade.
E’
uma
singela
narrativa,
que
se
não
pode
dizer
um
labor
de
primeira
ordem;
mas
todavia
atrahenle
pelo
enredo, e
pela
sã
doutrina
que
mira
a
inocular
no
es
pirito do
leitor.
A
traducção
é
esmerada.
Agradecemos
0
exemplar
com
que
fo
mos
brindados.
O
exm.°
e
Mvn».° »nr.
areehia-
po
vigário
apostolieo
de
Caleuttá
em
Uombaím.
—
Lêmos
na
«Índia
Ca
lhai
i ca
»:
Chegou
aqui
ante-hontem
pelo vapor
da
mala
«Kaisser-i
Hind»,
com
feliz
via
gem,
e
em
goso
de
perfeita
saúde,
s.
ex.
a
revm.
*
0
snr.
dr. Paulo
Goethals
S.
J.,
arcebispo de Hierapolis,
vigário
Apos-
tolico
de
Caleuttá.
S.
ex.
a
demora-se
alguns dias,
antes
de
seguir
viagem
pa
ra
a
metropole,
theatro
dos
seus
futuros
trabalhos
em
favor,
da porção
do
reba
nho
de
Jesus
Christo
a elle
confiada
pe
lo Summo Gerarcha,
cuja
bênção
apostó
lica.
momentos antes
de partir
da
cidade
eterna
com
destino
á
índia,
teve
a
gran
de
ventura
de
receber,
sendo
ella acom
panhada
de
palavras
cheias
de
ternura
e
calculadas
para
servir
dè
grande
alento
a
quem,
largando
0
paiz
natal,
vae
para
terras
longínquas
com
0
fim
de
dedicar-
se
todo
a
promover
a gloria de
Deus
e
da
sua
Egreja.
Ha «alguns
mezes
que
uma
mão
des
conhecida
nos
enviou
da
Europa
um jor
nal,
0
«Courrier
de
Courtrai»,
em
que
vinham
descriptos
os
festejos
que a
ci
dade
natalícia
de
s.
ex.
a
fizera
em
sua
honra
no
dia
da sua sagração
episcopal.
Entre
os
riquíssimos
adornos
com
que
se
realçava
a
belleza do
magestoso
templo
de S.
Martinho,
de
Courtrai,
n’
esse
dia,
sobresahiam
uns
bellissimos
chronogram-
mas...
Acompanham
s.
ex.
a
0 rev.°
padre
Van
Impe, S.
J.,
0
escholastico noviço
mr.
Koch, S.
J.,
e
0 irmão
coadjutor,
C.
Goubert,
S.
J.,
que
é
tão
bem
conhe
cido
n
’
esta missão onde
esteve
por al
guns
annos.
O
Catliolieismo
triunfa.
—
Uma
folha ingleza,
0
«Moraing
Post»,
diz
que
«entre
os
recentes (conversos) para
a
Egreja
de Roma», contam-se
0
rev.°
E.
Grindle,
M.
A.
ne
Oxford,
cura
de
S.
Paulo
era Brighton; 0
rev.°
W.
Lovell
M.
A., cura
de
Wantage;
e
0
rev.°
F.
Willis
M. A.
de
Oxford.
Lord Carlos
Hanielton
converteu-se
ao
catholicisrao.
E
’
hoje
padre
e
exerce
0
seu
ministério
na
pro-calhedral de
Ken-
sington.
0
|oven
barão
de Zedlitz,
filho
da
condessa
de
Ziellen,
d
’uma das
princi-
paes
famílias
prussianas,
abjurou
a
he
resia
e
entrou
na
Egreja calholica.
Hnvimento
do
Hospital
de
S.
Mareos.
—
Doentes
existentes
em
17 de
novembro:
66
homens
e
98
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
34
homens
e
19
mulheres.
Sahiram:
10 homens
e
18
mulheres.
Falleceram: 3
homens
e 3
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
23
de
no
vembro 87
homens
e
96
mulheres.
Preço
doa
eereaea.—
Na
terça-feira
ultima, n
’
esta
cidade,
0
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo................................................
800
Centeio........................................
500
Cevada.............................................
560
Painço
..............................................
480
Milho
branco................................
520
»
amarello
...............................
520
Milho
alvo.......................................
600
Feijão
branco
................................
800
»
vermelho..............................
800
»
amarello.
....
600
»
rajado................................
500
»
fradinho
...............................
480
Batata..............................................
560
Azeite.
......
6$000
Abertura
de
botequim.
—
No do
mingo,
1
de
dezembro, tem
logar
a aber
tura
d
’
um novo
botequim, na
rua
Nova
de
Souza,
n.°
I,
pertencente
ao
snr.
Ga
briel
José
Vieira
da
Silva.
Este
novo
estabelecimento
acha-se
montado
com
todas
as
commodidades
e
decencia.
Do
exc.
rao snr.
delegado
do
thesouro
recebemos
ha
dias 0
ollicio que
abaixo
publicamos.
Não lhe
dêmos
logar
mais
cedo,
por
que
temos
sempre
luctado
com
falta
de
espaço,
—em
attenção
á abundancia
de
matéria
forçada.
Agradecemos
ao
snr.
delegado
do
the-
souro
mais
esta
prova
de
consideração
e
deferencia
para
comnosco;
certificando
a
s,
exc.
a
, que
depois
de
concluída
uma
serie
de
factos,
que
os
proprios contri
buintes
lesados teem
vindo
apresentar
ao
escriplorio d’esta
redacção,
será
levada
perante
s. exc.a
uma
reclamação
em
fôr
ma,
para
que
sejam
dadas
as
providencias
necessárias.
Segue
0
ofiicio:
...Snr.
Braga
18
de
novembro
de
1878.
N’
um
dos
numeros
do
seu
acreditado
jornal
chamou
v
a
minha
attenção
sobre
um
certo
procedimento
do escrivão
de
fazenda
d
’este concelho. Acudi ao
seu
convite,
e
quiz saber
como
as
coisas
se
passaram.
O
documento,
que
me
escla
receu,
enviei-o
a
v.
que
lhe
deu
publi
cidade.
A
opinião
publica,
perante
a
qual
se
pleiteou
a
questão,
ficou
assim
habi
litada
a
decidir
de
que
lado
estava
a
ra
zão
apreciando
devidamente a
accuzação
e
a
defeza.
Em
seguida
outros
casos
tem
sido
expostos
por v.
com
0
intento
de
ex
probrar
ao
mesmo
funccionario
procedi
mentos
que
a
v.
parecem
injustos
e
ir
regulares,
e
sôbre
elies
chamou
de
novo
a
rainha
attenção.
Estou
attento;
como,
porem, v.
promette
continuar,
irei toman
do
conhecimento
ofiicial de tudo
quanto
possa
habililar-me
a
proceder
convenien-
teraente
se
acaso
tiver
de
ser
chamado
a decidir,
dentro
das
minhas
allribuições.
qualquer
reclamação
em
lórma,
que
por
ventura
haja
de
me
ser
apresentada.
A
omissão
dos
nomes
das
suppostas
vicli-
mas,
das
epochas
em
que
os
casos
se
deram,
e
de
outros
detalhes
indispensá
veis
para
se
pòder
formar
a
tal
respeito
uma
opinião segura,
inhibir-me-hia,
só
de
per
si,
de
poder discutir
tal
assumpto
na
imprensa,
quando
mesmo
a
minha
posi
ção
olíicial
m
’o não
prohibisse.
Releve-
me,
pois, v.
pelo que
deixo
exposto,
que
me
abstenha
de
volver
a tratar
do
as
sumpto
nas
columnas
da
sua
folha.
Como
Delegado
do
Thesouro ter-me-ha
v.
sem
pre
prompto
a
cumprir
os
meus
deveres.
Quando
entender
que deve
recorrer
a
mim,
faça-o
com
toda a
confiança,
que não
terá
de
ver
affronlada
a justiça por
quaes-
quer
conveniências.
Não
terminarei
sem
lhe agradecer
muito
cordialmente
as
expressões
benévo
las
e
obsequiosas
com
que
se
dignou
distinguir-me
no
n
0
862
do
seu
illuslrado
jornal. Em
consciência não
ousaria
espe-
ral-as
pelo
simples
cumprimento
de
ura
dever.
Farei por
as não
desmerecer,
ou
antes
por
as
poder
justificar.
Sou
com
toda a
consideração
De
v.
etc.
Eduardo Tavares.
TELEGRAMMAS.
Londres
23
—
O
sultão
dirigiu
uma car
ta
ao
czar agradecendo-lhe
a
sua
declaração
relativa
ao
cumprimento
do
tratado
de Ber
lim.
O
representante
da
Allemanha
em
Co
penhague
sahiu repenlinamente
d
’
aquella
cidade
em
consequência
de
ter
alli
che
gado
o
duque de
Cumberland.
Dizem
de
Jamrod que
a
guarnição
de
Alimonsdjid
retirou-se
precipitadamen
te
abandonando
viveres,
21 peças
e
50
feridos,
entre
elies
0
commandante
af-
gharií
Lahore
23—
0
relalorio
do
general
Bro-
wne
certifica
que
durante
a
canhonada de
quinta-feira
os
tiros
afghans
eram
bera
dirigidos.
Paris 24—
O
«Temps»
publica
um
te-
legramma
de
Roma
datado
d
’
hoje,
dizen
do
que
foram
presas
em
Roma
360
pes
soas.
O
governo
possuia
provas
da
existên
cia
de
uma
vasta associação
contra
a
vi
da
dos
reis.
Regressou
de
S.
Petersburgo
0
embai
xador
russo.
Dizem
de
Paris
que
se
desmente
o
boato
de ler
a Rússia
reclamado
a
es
trada
militar permanente
atravez
de
Du-
broudscha.
Londres
23
—O
«Times»
diz
que
0
go
verno
inglez
exprimiu
á
Rússia
a sua
sa
tisfação
pelas
seguranças
que
deu
era
cumprir
0
tractado
de
Berlim.
Espera-se porém que os
seus
actos
respondam
ás
palavras
aceleradas da
eva
cuação.
Londres
24
—O periodico financeira
«Stalist»
julga
que
brevemente
se
realisa-
rá
a
emissão
dos
consolidados cujo
pro-
ducto será
para
as despezas
da
guerr»
contra
0
Afghanistan
e
cobrir
a
despes»
ffuctuanle.
Berlim
25.—
Diz
0 «Tablatt», de Ber
lim,
que
0
governador
russo
Furtaestan
recebeu ordem
de
estar
prompto
para
qualquer
eventualidade.
Londres
25.
—
0
«Standart»
diz qu»
o
quartel
geneial da
divisão
de
Robert
apoderou-se
do
desfiladeiro
Tioran
e
pro
curou
suprehender
a
guarnição
de
Ma-
homedasin.
A
divisão Browne
passou
0
desfila
deiro
de
Kiber
e
marcha
sobre
Lebaly
Datiko.
Continúa
a
avançar, vencendo
gran
des difficuldades.
Dizem
de Solia
ao «Daily News»
que
um jornal búlgaro annuncia
que os
re-
difs
turcos
expulsaram
d
’uma viila
da
Macedonia
320
habitantes
búlgaros.
Asseguram
ao
«Daily
Telegraph»
que
entre
os
prisioneiros
em
Ali-Mousdjid
es
tá
Midhat, chefe
da
cavallaria
do emir»
e
mais
um
infante
inimigo
dos ingle
zes.
Reuniu-se 0
conselho
de
ministros.
Peslh
25.
—A
commissão
do
orçamen
to
da
delegação
austríaca
propoz
que
se
ja rejeitado
0
credito
suppiementar
pedi
do
para
a
occupação
da
Bosnia,
pois
que
é
insufficiente
a
justificação
das
des-
pezas.
Não
é
verdade
que
0 reichstag
ad-
herisse
ao tractado de
Berlim
e
é pro
vável que 0
governo addie
as
delegações
e
convoque o
reichstag para
lhe
pedir
»
approvação
do
tratado.
Bucqarest
25.—
O
príncipe
Carlos
par
te
para
a
Ibraila
afim de
assistir
á
pas
sagem
das
tropas
romanias
para
De-
brudscha,
a
qual deve realisar-se
átna-
nbã.
Se
os
russos
se
opposerem
á passa
gem,
0
príncipe
regressará immediata
mente
a
Bucharesl
e
uma
nota
será
en
viada
ás
potências
signalarias
do
tratado
de
Berlim.
Paris
25. —
Dizem
de
Bucharesl
que
&
a
quaiwauê Oe
critério
seguro
dajram
ou
pelo desregramento
da
vida
a
quej
oflicial
o
accordo
entre
a
Rússia
e
a
Romania,
relalivamente
a
Dobrudscha,
da
qual
as
tropas
romanias
começarão
a
to
mar posse
ámanhã.
SAÚDE
1 TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
R
E V ALESCIÈRE
DE
BARRI
de
Londres.
80 »nao» «Tinvnriavei
auee««so
4 Combatendo
as indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgias,
flegmas,
arro
ios,
ventos,
flatos,
amargor
na
bocca,
pi-
tuilas,
nauseas,
vomitos,
irritação intesti
nal.
bexigas,
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma.
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal dos
nervos,
diabethes,
de
bilidade»,
todas
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do
alilo,
dos bronchios,
da
be
xiga.
do
fígado, dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:000
curas,
entre
as
quaes
contam-se
a
do du
que
de Pluskow
e
da
exm.
a
snr.a
mar-
queza
de
Brehan, da
snr.
*
duqueza
de Cas-
llestoard,
do
Lord
Stuard
de
Decies,
par
d
’Ioglaterra,
do
doutor
e
professor
Wur-
ier,
etc.,
etc.
Cura
n.°
48:614.
—
h
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
de
seie
annos
de doença
do
ligado,
d
esiomago,
emmagrtcimenlo,
pal
pitações
nervosas
em
lodo
o
corpo,
agita
ção
nervosa
e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986
—
M'
e
Martin,
de
sup-
pressão
da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável,
perfeilamente
curada
pela
Bevwleseière.
Cura
n.°
65:112.
—
E.
Payard, de
gas-,
iralgia
e
vomitos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
tendo
sempre
a
cavida
de
do
estomago
inlumecida.
Cura n.°
62:845.
—M.
Boillet.
cura,
de
36
annos
de asthma
com suflocações
du
rante
a
noite.
Cura
n.
0
70:421.
—
M.
A. Spadaro,
de
uma
constipação
obstinada
de
nove
annos.
Era
terrível,
e
distiuctos
médicos
tinham
declarado
que
não
havia meio
de
cu-
ral-a.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
4
kilo,
500
;
de
*
/ t
kilo 800
rs
;
de um
kilo,
10400
reis;
de
2
*
/ t kilos,
30200
reis; de
6
ki-
ios,
60400;e
de
12 kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor chocolate para
a
saúde
é
a
RevaleMcière
ehoeolatada
;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
«s
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800 reis; de 48
chavenas,
10400
;
d«
120
chavenas, 30200
reis,
ou
25
reis
cads
chavena.
»V
BARRY dS
C.a LlffilTED.-
Place
Vendôme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc., das
provincias
devem
diri-
^ir
os seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
-snr.
Serzedello & C.
a
Largo
do Corpo
Santo 16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D. Pedro, 31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Áurea,
12
—
Por
«o,
J.
de
Sousa
Ferreira
A
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.—
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.—
Boreelloe,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
irmão,
rua
do
Souto.
—
Vi«nn»
dotai-
tello,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
duimariei,
A.
J.
Pereira
Martins,
>harm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho, Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Rainha,
29
e
33.
—
Penaftel,
Miranda,
pharm.
—
Perto,
M.
I.
de
Sou
sa
Ferreira
<5c
Irnaão,
Rua da Banha
ria,
77;
J.
R.
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
l,oyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
Jc
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro, 105 a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Outra!,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—Pontw
d»
Li
me,
A. J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
P
ovíjvv
do
Varsím,
P.
Machado
de
Oliveira,
pbarma.
—
lalrnça
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Vill»
de
Conde,
A.
L. Maia
Torro.
pharm.
ANNUNCIOS
Arrematação
de
medidas
Domingo,
terá
logar á
bastião
das
dos
foros
mandade
Sebastião,
(2111)
por
10
horas
da
manhã,
porta
da
capella
de
S.
Se-
Carvalheiras,
a
arrematação
medidas
pertencentes
á
ir-
N.
Senhora
d
’
Ajuda
e
S.
e
de
vencidos no presente
anno.
C0S1NHEIR0
No
Collegio
dos Orphãos
precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
Dinheiro
a
juro
Ha
na
confraria
de
Santo
Antonio
da
Praça
Municipal
a
quantia
de
6500000
reis
para
mutuar.
O secretario
—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
DECLARAÇÃO.
Ludovina
Roza
Mendes
de
Sá,
viuva
que
íicou
de
Manoel
José
Gomes
de
Sá,
negociante
que
foi, na
rua
da
Boa-Vista
d’
esta
cidade,
declara
pelo
presente
an-
nuncio,
que
de
hoje para o
futuro
vai
assignar
a
firma
de
Viuva Gomes
de Sá.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
faz a
presente
declaração.
Braga 25
de
novembro
de
1878.
(2119)
Viuva
Gomes
de
Sá.
DECLARAÇÃO
O
abaixo
assignado morador
na
rua
do
Anjo
d’
esta
cidade,
faz
publico
para to
dos
os
effeitos,
que
tendo
sido
adminis
trador
da
Quinta
denominada
da
Tojeira
em
Santa Tecla,
freguezia
de
S.
Victor,
deixou
de
o
ser
em
22
do
corrente,
co
mo
consta
da
carta
de
participação
por
elle escripta
ao
proprietário
da
mesma
quinta.
Braga
25
de
novembro
de
1878.
(2120)
Joaquim
Antunes
Pereira.
Banco Commercial
de
Braga
em
liquidação
A
Commissão
liquidataria
d’este
Ban
co,
tendo
resolvido
por
maioria
pagar
os
juros
aos
credores
por
promissórias,
desde
o
vencimento
das
mesmas
até
30
do
cor
rente,
convida-os
a virem
receber
a
im
portância
dos
ditos
juros,
cujo
pagamento
lerá
principio no
dia 2
do
proximo
mez
de dezembro,
e
continuará
todas
as se
gundas,
quartas
e
sextas-feiras,
desde
as
1
1 horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde,
na
caza
do
Banco;
podendo
os
credores
rezidentes
na
cidade
do
Porto,
dirigir
se
para
o
mesmo
fim
a
caza
do
snr
José
Joaquim
de
Souza
Azevedo
Júnior,
na
rua
das Flores,
agente
d
’este Banco
na
mesma
cidade.
E
se
qualquer
dos
mesmos
credores,
desejar
liquidar
mais
promptamente
o
res
tante
das
suas
promissórias
em
papeis
de
credito,
dos
que
o
mesmo
Banco
possue.
poderá
fazel-o
dirigindo-se
á
séde
do
dito
Banco.
Braga
25
de
novembro
de
1878.
(2122)
DINHEIRO
A
JURO
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre
tem 1:0000000
reis
para
dar
a
juro.
O secretario
—padre Luiz
Gomes
da
Silva.
(2114)
COFRE DE FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
ARREMATAÇÃO
PERANTE 0 MINISTÉRIO
DA FAZENDA
Xo
din
11
de
dezembro
de
ItVS,
ao
meio
dia
LISTA N.° 1914
5
a
FORMA
Reforma
da
lista
n.°
1:822
BIOTKICTO
BE
RR1SA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
Fóros
pertencentes
ao
cabido
da
insigne
e real
collegiada de
Nossa
Oliveira,
da
cidade
de
Guimarães
Numero
*
16
Fôro
annual
de
550
reis,
194,18
de
trigo,
184,471
de
centeio,
184,471
de
milho
alvo,
29,376
de
tnarrã,
duas
gallinhas
e
um carro
palha
painça,
imposto
no
casal
do
Picouto
e
Por-
telinha,
sito
na
freguezia
de Cominhães; laudemio
da
terça
parte. —
Emphyteulas,
os herdeiros
de
João
Ribeiro
da
Costa
Sampaio
—
1:7430613
reis
17
Fôro
annual
de
270
reis. 169,907
de
trigo
e
quatro
gallinhas,
imposto
em
metade
do casal
do Rego
da Torre
de
Rebadaes,
sito
na
freguezia
de S.
Martinho
de
Armil;
laudemio da
terça
parte
—Empbyteuta,
Simão da
Rocha
—
5810680 reis
18
Fôro
annual de
550
reis,
194.18
de
pão
meiado, 29,376
de
marrã.
duas
gallinhas
e
um carro
de
palha
de
trigo
ou pain
ça,
imposto na
quinta
do
Passo
de
Baixo,
freguezia
de
San
to
Estevão
de
Urgezes;
laudemio
da
sexta
parte.—
Emphyteutas,
os
herdeiros
do
visconde
de
Roriz—
9130893
reis
19
Fôro
annual
de 155,314
de
pão meiado, 58.254
de
trigo,
um
carneiro, 360
reis,
293,76
de
marrã
e
um carro de
pa
lha
de
trigo
e
dois carros de
lenha,
imposto
no
casal
do Pas
so
de
Cima,
freguezia
de
Santo
Estevão
de
Urgezes;
laudemio
da
terça
parle.
—Emphyteulas,
os
herdeiros
do
visconde
de
Roriz
—
1:4720806
reis
(2:123)
Senhora
da
Avaliaçóe
*
com
aba<imenlo
de
40 por cento
1:0460174
3490062
5480437
7830685.
OLEO
HOGG
!
Farmacia
de HOGG, 2, rue de Castiglione, Paria
(Unico
proprietário). P
HIGADOS
’
FRESCOS
Dl
BAGALAO de
Prescripto
por
todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades
do
peito,
aífeiçôes
escrofu
losas,
tosses
ehronieas, rheumatismos,
magreza
crianças,
das impigemes
,
„
fluxos
brancos,debilidadegeral,
etc.,ete.
9
nOGQ
Agradavel
e facil de tomar.—Desconfiar das falsificações,
s
*
4
Exigir-se-ha
a marca
<
a
<
HOGG e
Depositos
nas principaes Pharmacias e em
Lisboa,
nas
casas de B
arreto
—Desconfiar
das falsificações.
3
a
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que encobro
\
capsulo
de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
0GG
e Cia, que devera achar-se sobre
o rotulo.
nua
pinivipuvc
■
nui
ujuviuo
v
liuo
Uv
DAultI.lv,
rua
do
Loreto,
Í8
e
30.
A
zevedo
e
Filhos, B
arrai
,
e
I
rmão
; em
Porto,
nas
*
casas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador F
erraz
.
_____________________
GOTTA 1
RIBUSATI8M0
Licor
e
pílulas
do
dr.
Laville
Esta
medicina
anti-gottosa
e
anti-rheumatica
é de
justo
titulo
o reputada
infalli-
vel desde
30
annos,
coutra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eflicacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E
’
a
unica
scienlifica
e
officialmente reconhecida e
que
oferece
todas
as
garantias.
Veja-
se o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
20000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
a
quil,
em
vista
da
alta
repu
tação
de
nossos
productos
augmenla
cada
dia,
deve-se
exigir
a
assignalura
do
dr.
Laville
e
o
sello
de
garantia
(estampado
em
tinta
azul)
do Governo
Francez.—
Venda
por
maior.
F.
COMAR
28
rue
St.
Claude
—Deposito
no Porto
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia
77
e
79.
142
—
\
Paquetes a vapor
para os
portos do BRAZIL e RIO
DA PRATA
MTNTTO
sahirá.
em
29 de
Novembro,
de
Lisboa
para
Pernambuco,
Ma-
ceió,
Bahia, Rio de Janeiro e Santos.
TAMAR
sahirá em 29 ou 30 de
Novembro,
de
Carril e Viao
em
di-
reitura
a
Montevideo
e Buenos-Ayres.
TAÍ
t
TTS
sahirá
em
13
de
Dez
embro,
de
Lisboa
para
S.
Vicente Per-
ixiuuu
nambuco, Bahia,
Rio
de Janeiro
e Santos.
Acceilam-se
passageiros
com
trasbordo
para
muitos
outros
portos.
Para
mais
esclarecimentos,
o
agente
GUILHERME
L
TAIT,
PORTO,
rua
dos
Inglezes,
23,
ou
nas
diflerentes
correspondências
em
todas
as
principaes cidades
e villas.
DINHEIRO
A JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S. Vicente,
lem
em
ser
a
quantia
de
8000000
reis
para
mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
(1056)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
lem
para
mutuar,
a
quantia
de
5000000
reis.
(2065)
ALUGA
SE
um
excellente
pian-
no Por
40500
reis
mensaes por
tempo
de
tres
annos,
ficando
no
fim
d
’
esle
praso
proprietária
do
pian-
no a pessoa
que
o
allugar.
Trata-se
na rua
Nova
n.°
5—
E.
(2092)
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplista da Silva.
BRAGA,
TYPOGHA.PHIA LUSITANA
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
