comerciominho_28061878_804.xml
- conteúdo
-
■^<B
■■■/*. COMMEKCIA.B, HILEMíIÍ»S
V E NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
6.°
ANNO
susoím
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
.......
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repeti;
ão
....................................
830
40
ao
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇÃS,
QIOTAS
E
SABBÃDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes..........................
2&000
»
6
»
.........................
1$030
»
sendo
duas
assignaturas 3&600
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
................................
10
N.o 804
BB1GA
SEXTA-FEIRA «S DE
JUNHO
DE
18Í8
A
*
KedacçAo do «Commereio do
Minho».
Londres,
20
de
Junho,
1878.
Envio
a
primeira
parte
da
minha
pe
núltima
carta
ao
Apostolo, que
tem
inte
resse,
creio,
não
obstante
o saber-se
já
por
toda a parte do
attentado
contra
o
Rei
de Prussia.
etc.
A
necessidade
de
copiar
é que
demo
rou
a
remessa;
creio, todavia,
que
a carta
ainda
contém
interesse bastante para se
fazer
lêr. O
resto
irá
ámanhã.
A.R.
SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—Patriotismo
e
nacionalismo dos
Ca
tholicos
Inglezes;
plagiarismo
vergonhoso
da
Liberangada
Portugueza
—
e
Brazileira
lambem.
II.
—
Os
tiros
no
Rei
de
Prussia,
e
pro
babilidade,
ou
quasi
certeza,
de
não
te
rem
o
resultado
fatal
que
o
assassino
bus
cara.
III.
—
O
assassino,
instrumento
Socia
lista.
Os
progressos
do
Socialismo
e
seus
eíleitos,
devidos
muito á
expulsão
do
ele
mento
Catholico
na
educação
e
doutrinação
Allemã.
IV.
—
As
varias
noticias
do
attentado,
e
ferimento
do
Rei
na
Prussia;
procedi
mentos
e medidas
em
consequência.
V.
—
Saudavel
advertência
á Suissa.
VI.
—
Victor
Hugo,
Voltaire,
e
o
Bispo
d’
0rleans.
VIL—O
Congresso
depois
d
’amanhã
em
Berlim.
VIII.
—
Mina
de Ardozia em
Portugal
aproveitada
por
Inglezes.—
1.
—
(Junho
/y.
—
Faz
hoje
13
dias,
teve
logar
um
facto,
ou
antes
um
conjuncto
de
factos,
que
convém
não
deixar passe
como
desconhecido
lá
por
fóra,
e
princi-
palmente
no
Brazil
e
em
Portugal—
os
dois
paizes
degenerados
e
fátuos,
copiadores
de cousas de
fora,
que tinham, e deviam
ter
caseiras,
e
accommodadas
á
índole
na
cional,
a
que
faziam
tanta
honra.
Os
superíiciaes
e
plagiários
políticos
que
hoje
por
lá
se
empertigam
quando
falam
de
papo
no
seu
«Parlamento»,
nos
esti
los,
formas
e
linguagem
«parlamentares»,
considerando-se
já
uns
Pills,
uns
Fojces;
assim
renunciam
tolamente
a
gloria
pa-
tria,
de
nós
termos
tudo
isso
que
hoje
chamam
«Parlamento»,
em
nossa casa,
setenta
e
tantos
annos
antes
da
Ingla
terra.
Se
as
nossas
Cortes
não
eram exacta-
menle,
em
nome, nas
formas,
na
lingua
gem,
taes
como
se
usam
hoje
no
Parla
mento
Inglez,
também
neste,
ainda
mui
recentemente,
se
usavam,
a
vários
res
peitos,
outros
nomes,
outras
formas,
ou
tra
linguagem.
Mas
ninguém
ouvia
um
Lord
ou
um
Membro
dos
Coramuns, af-
fcctar.uma denominação
ou
linguagem
es
trangeira,
applicada áquillo
que
é
forma,
instituição,
costume
e
lingua
nacional.
O
espirito
macaco
dominante
hoje
em
Portugal
e no
Brazil;
o empenho
de
imi
tar
servilmente
cousas e
formas
estrangei
ras,
denuncia
uma
baixeza,
uma
falta
de
Pundonor
nacional,
que
nos
torna
ridi-
culos
e
despresiveis
aos
olhos
e
na
opinião
daquelles
mesmos
a
quem
nos
esforçamos
e
desvanecemos
de
macaquear.
Oecorreram-me
estas
humilhantes
re
flexões,
ao
lêr a
seguinte
noticia
que
o
Weekbj
Regisler
com
devida
satisfação
re
corda,
nestes
termos,
com
o
bom
senso
que caracteriza
o
seu
principal
e
experi
mentado
Redaclor:
—
«O
Cardeal
Arcebispo
de
Westminister
deu
utlimamente
notável
prova
do
facto,
que
um
Catholico.
bem
que
necessaria
mente
deve
ser
Catholico
primeiro,
tam
bém
pode
ao mesmo tempo
ser
Inglez
de
alma e
coração».
Esta
expressã»,
esta
sentença,
que
eu
proprio tive a
satisfação
de ouvir
quando primeiro
foi proferida
por
Lord
Denbigh;
na
grande
reunião
dos
Catholicos
aqui,
protestando
contra
a
usur
pação
Piemonteza,
ha
8
annos,
de
Roma,
dos
Estados
da
Igreja,
íicou
desde
então
como
um provérbio. «Sua
Eminência»,
continúa
o
IV.
Regisler,
«achou
a
oppor-
tunidade
para
proval-o,
quando,
no
Ban
quete
dado
em
promoção
do
Fundo
da
Imprensa
Periódica,
presidido pelo
Mar
quez
de
Salisbury,
o
Cardeal
propoz,
n
’
um
discurso enlhusiasmado
—
inbuido
em
cada
syllaba
do
mais
verdadeiro
espirito
de
pa
triotismo
—
o
brinde: A’
s Duas
Camaras
do
Parlamento».
O
Cardeal,
nesta
occasião,
não
falou,
como
elle
mesmo
disse,
em nome
de
um
ou
de
outro
lado
das
Camaras
(do lado
do
Governo, ou
da Opposição).
Disse,
«fa
lava
simplesmente,
como membro
da gran
de
communidade
Europea,
da qual
a
In
glaterra
fazia
uma
parte
principal.
«Com verdade
se
havia
dito, que
o
prestigio
da
Inglaterra
se
linha
ultima-
rnente
elevado
á
sua antiga
dignidade».
—
Aqui
houve
grandes
applausos, e o
Mar
quez de
Salisbury,
Secretario
dos
Negó
cios Estrangeiros
achando-se
presente,
deve
lembrar-se
em
sua
capacidide
de Presi
dente,
de
ter
ouvido
as
palavras
de
Sua
Eminência, e
notado
como
foram
recebi
das.
Disse
mais o
Cardeal,
«que
elle
podia
confirmar
o
facto
de como a
Inglaterra
se
tinha
ultimamente
elevado
á
sua
di
gnidade,
e
que
desde
certa
data
a
qual
o
Marquez
de
Salisbury,
que
presidia,
podia
melhor
que
ninguém
conhecer,
li
nha
revivido
pela Europa
o
sentimento,
de
que
a
Inglaterra
não
era
só
nente
uma
ilha,
mas
um
Império».
—A estas
palavras
houve,
como
se
polia
esperar,
grande
ex
plosão
de
applausos.
«Que
um
jornal
em França,
de gran
de
força
moral
e
política»
(o
Jornal
dos
Debates], «linha
dito
isto
em
poucas
pa
lavras,
affirmando,
que
a
uma voz
pro
cedente
da
Inglaterra,
a
Europa,
tinha
de
novo
despertado
á
consciência
de
si
mesma.
«Que
isto
dizia
elle
Cardeal
sem
rela
ção
a
partido
Liberal
ou
Conservador,
mas
como
um
Inglez
simplesmente,
que
dese
java a
boa
intelligencia
e
communidade
das nações,
restabelecida
a
paz;
mas
a
uma
paz
com
as
sós
condicções
e
garan
tias
que
podiam
restaural-a
ou
preserval-a,
isto
é
lei
internacional,
direito
internacio
nal.
(Applausos).
«O
que
tinha
dado
á
Inglaterra
a
sua
grande
gloria
entre
as
nações,
era
o
Par
lamento,
o
qual,
nascendo
do
conselho
do
Rei,
linha,
por
uma
tradição
não
in
terrompida
de
um milhar
de
annos,
des-
envolvido-se
na
maior
e
mais
magnifica
Legislatura do
mundo;
e
que
linha
lam
bem
espalhado
de
seus
ramos
bolotas
da
velha
carvalha
Ingleza,
qu<?
se
tinham
re
produzido,
no
Senhorio
do
Canadá, na
Australia,
e
nos
Estados-Unidos».
Dizendo ainda,
que
nas
Camaras
actuaes
Inglezas
havia,
na sua
opinião,
eloquência
e
capacidade
que
não
cediam
ás
de
mais
antigos
e
afamados
oradores e
estadistas,
entendia
que
mantinham
assim
plenamente
as
tradições
do
passado.
Eu
sou
da opinião
do
Cardeal
Arce
bispo
neste
particular;
mas,
para
vergo
nha
dos
Porluguezes,
e
também
dos
Bra-
zileiros,
faz-lhes-hei notar,
como
elle
se
referiu
sempre
com
respeito
e affecto
ao
que
era
nacional,
Inglez,
nas
instituições,
na
Constituição,
em
tudo.
Compare-se
com
isto
a
vileza
baixa
e
servil,
e
sycophanlica
da
nossa
liberan
gada,
rejeitando tudo
o
que era
nacional,
honroso,
respeitável;
e
almejando
só
por
macaquear
o
estrangeiro!
Em
vez
de,
como
os
Inglezes,
reformar,
e
rehabilitar,
e
accommodar ás
circumslancias
e
exigên
cias
da
epoca
e
civilização actual,
os
ele
mentos
e
fundamentos
nacionaes,
tão
no
bres,
. tão
sensatos,
e
tão
Porluguezes,
que
nacionalmente
possuíssemos;
e
que
até
em
auctores
Inglezes
da
melhor
nota
sam
comparados
e
assemilhados
ás
insti
tuições
e
constituição Inglezas.
O almejar
dos
nossos
liberangas
por
tudo
quanto é
estrangeiro,
affectando mes
mo
os nomes
e formas
estrangeiras,
acu
sam
e
denuncciam
a
mais vergonhosa e
miserável
falta
de
patriotismo, pundonor,
e
amor
proprio
nacional,
que
sam
irmãos.
Mas
hoje
a
Liberangada,
que
ainda
para
mentir
em
tudo,
se
quer
dizer
«Portu
gueza»,
até
dá pontapés na
lingua
pitria,
ridiculamente
arrebicando-a
com
importa
ções
mal
adaptados
de
França,
e
peior
ainda
de Inglaterra.
Protestou
a
tal
praga,
de
nada que
fosse Portuguez
deixar
in-
tacto
e
não conspurcado
por
sua
baba im-
munda
e
harpiana.
II
—
Junho 8.—Para
o Apostolo,
e
creio
que
para todo
mundo, moral
e
político,
o
objecto
que
neste
momento
preoccupa
mais
profundamente
a
attenção
e
as
re-
llexões,
é
o
caso
do
segundo
e tão
pro
ximo
attentado
contra
a
vida
do
Rei
de
Prussia,
e
moderno
Imperador
da
Ger-
mania.
Graças
a
uma
das
maravilhas do
nosso
século,
a
telegraphia
mesmo
por
baixa
do
mar,
o
facto da
nova
tentativa
contra a
vida
do
novo
Imperador,
e
antigo
Rei,
foi,
já
se entende,
conhecido
logo
no
Brazil,
como
por todo
o
mundo.
Todo
o
mundo sabe
já,
que
a
2
do
corrente,
indo o
Rei
de
Prussia
e
Imperador
da Germa-
nia,
em
sua
carruagem,
fazer
o
seu
giro
no
principal passeio
de
Berlim,
logo
á
entrada
do
mesmo,
indo
Sua
Magestade
em
carruagem
descoberta,
de
uma
janella
se
aliráram
sobre
elle
dois
tiros,
com
chumbo
de
mais
de
um
tamanho;
com-
prehendendo
mistura
do
de
grossura
mais
avultada,
que
serve
para a
caça
de
veados,
etc.
Felizmente
os
ferimentos
não
foram
mortaes,
bem
que
fizessem
muito
damno
a
Sua Magestade, no
roslo,
nos
braços,
no
pescoço,
etc.
Voltando
logo
ao
Pala
cio,
e
sustido
pelo
caçador,
que
do
as
sento
na
almofada
saltou
para denlro da
carruagem,
prompto
vieram
os
facultati
vos
competentes
cuidar
das
feridas,
ex-
trahindo
quanto
então
se
pode
do
chum
bo
e
applicando
todos
os
soccorros da
arte.
Por
concluirmos
com
o
que
loca
aos
ferimentos
do
Soberano,
direi, que
até
hontem tudo
parecia
annunciar
que
Sua
Magestade,
em
devido
tempo, sararia
das
feridas,
e
apezar
de sua
idade
avançada,
continuaria
ainda,
pelo
tempo
que
Deos
permittisse,
presidindo
aos
destinos
do novo
Império
confederado.
(Continua)
BIBLIOGRAPHIA.
Sermões
Selectos do padre Marti-
nlio
Antonio Pereira da
Silva.
Já
corre
impresso
o
segundo
volume
de
Sermões
d
’
um
dos
nossos
melhores
ora
dores
comtemporaneos
do
púlpito sagrado.
Trata
elle d
’
alguns
dos
mysterios da
nossa
religião
santa
e
divina.
O
Sermão
da Sanlissima
Trindade
re
vela
solidos conhecimentos
da
theologia
dogmatica
e
myslica. Admire-se,
por
exem
plo,
este
trecho
em
que
o orador
falia
ião
precisa
como
agradavelmente
da
uni
dade
de
substancia
na
trindade
de
pessoas:
«Esta
natureza
inellavel
se
communica
sem
divisão
a tres
Pessoas
eguaes,
e estas
Pes
soas
sem
confusão
fazem
um
só e
unico
)eus,
porque
iodas
tem
a
mesma
essên
cia,
divindade
e
perfeições
absolutas.
A
divindade está
toda
no
Pae.
ponto
das mais
^essoas, o
Pae
a
communica
ioda
inteira
ao
Filho,
e
o
Pae
e
o Fdho
a
commu-
nicam
toda
ao
Espirito
Santo.
O Pae
Eter
no
conlemplando-se, conhecendo-se,
en-
lendendo-se
necessária
e
perfeitissimamen-
te
por
toda a
eternidade
gera
um
Filho
consubstanciai
e egual
a
si
mesmo,
Fi
lio perfeito
de
Pae
peideito.
Deus de
Deus,
utiz
de
Luz,
Verbo,
pensamento
do
Pae,
esplendor
da
sua
intelligencia,
Deus eterno,
e
verdadeiro
como
elle.
O
Pae
e
o
Filho
vendo-se
e
comprazendo-se
um
em
outro
wr
toda
a eternidade
com inellavel
goso
amam-se
infinitamente,
d
’
oude
resulta
um
amor
reciproco que
não
é
acc.dentai
nem
imperfeito,
mas
substancial
como
o
seu
pensamento,
e
é
o
Espirito
Santo
que
procede
do
Pae
e
do
Filho,
sua
tercei
ra
Pessoa
consubstanciai,
e
com
um
e
outro
um
só
e
unico
Deus.
O
’
mysterio,
ó
grandeza,
ó
assombro
!
Trindade
sem
divisão,
unidade
sem
com
posição,
tres
Pessoas
sempre
distintas
sem
ser
separadas,
sempre
unidas
sem
se
con
fundirem,
tres
Pessoas
que
são
um
só
Deus e
que
por
admiravel
circumsessão
se
comprehendem,
se
contem
e
se
pos
suem
perfeilamente».
Os
Sermões da
Virgem,
de
quem
era
predileclo
devoto,
respiram
o
suave
aroma
da
piedade
filial
para
com
a
Mãe dos ho
mens.
Notaremos
o
da
Immaculada
Concei
ção,
pregado
na
egreja do
collegio
de
S.
Paulo
d
’
esta
cidade,
por occasião
das
so-
lemnes festividades
em applauso
á
defini
ção dogmatica da
Immaculada
Conceição.
Tomando
para
texto
as
palavras
do
psalmisla
Turris
fortitudinis
a
facie
ini-
mici,
principia
a
discorrer
do
seguinte
mo
do: «Que
protentosa
é
a cidade de Deus,
de
que
David nos
falia
e
refere
cousas
tão
gloriosas!
Elle-vê
seus
fundamentos
as
sentados
nos
montes
santos
pelo
Senhor
Altíssimo
que a ama com
preferencia
a
lodos
os
tabernáculos
de
Jacob;
vê
que
as
nações da terra,
colligando-se
entre
si
para
a
accometterem
e
destruírem,
ficam
atlonitas,
cheias
de
espanto,
penetradas
do
terror,
vê
revolverem
se
as
ondas das
per
turbações
mundanas,
inundarem
toda
a
terra,
sem poderem
aluir
a
cidade do
grande
Rei
á
qual
um
copioso
rio
de
paz
e
felicidade banha,
ferlilisa
e
alegra;
vè
conlubarem-se
os
povos,
cahirem
os
thro-
nos,
extinguirem
as
dynaslias,
desappa-
recerem as nações,
e
a
maravilhosa
cida
de de
Deus
permanecer
sempre immovil
porque
no
meio
d
’ella
habita
o Senhor
Omnipotente
e
para
sua
defeza
elevou
h’
el-
la uma
torre
fortíssima,
uma
cidadella
inexpugnável,
que
resiste
a todas
as
ag-
gressões
do
inimigo: Turris
fortitudinis
etc».
U
padre
Martinho
tendo em
vista
o
fim
do
orador
sagrado,
rião
despresou
nem
a
fórma
nem
a
matéria.
Desviou se
d’
esses
oradores
que
se
incarnaram
na eschola
ro
mântica,
e
não
se
confundiu
com
os
apo
logistas
da
doutrina
nua
e
descarnada.
Seguiu um meio
termo;
e
com tão
bom
exito
e
applauso
que
é
por
todos
consi
derado
como
um
dos nossos
melhores
ora
dores
contemporâneos.
Tem
muito
que
aprender
em
tal
modelo o
orador
novel.
A
livraria
Chardron
fez
um
relevante
serviço convidando
o snr. dr.
Ramosacol-
ligir
tão
preciosa
colleção
e
editando-os
em
nitida
impressão.
Fallaremos
mais
vagarosa
mente
do
volume
que
se
acha
publicado,
e
cuja
edição,
segundo
ouvimos
dizer,
está
em
vesperas
de se
esgotar.
Tem
ricos
Ser
mões sobre
a Eucharistia,
mysleriosda
Vir
gem e
mysterios
de
Jesus
Christo.
Todo
o
elogio
fica
inferior
á
obra.
Leiam;
e
se
não
acharem
a
obra
muito
superior
ainda
ao
que
levamos
dito,
aqui
estamos para
accei-
tar
o
desmentido
e
o protesto.
Carta de lei.
D.
Luiz, etc.
Artigo
1.®
E'
approvado o
Codigo
Ad
ministrativo que
faz
parle
da
preseule
lei.
Art.
2."
Fica
revogada
a
legislação
em
contrario.
Mandamos
portanto
a
todas
as
aucto-
ridades,
a
quem
o
conhecimento
e
execu
ção
da
referida
lei pertencer,
que
a
cum
pram
e
façam
cumprir
e
guardar
tão in-
leiramente
como
n
’
eda
se contém.
O
ministro
e
secretario
d
’
estado
dos
negocios
do
remo
a
faça
imprimir, publi
car
e
correr. Dada no
Paço
da
Ajuda,
aos 6 de maio
de
1878.
—
REI
—
Antonio
Rodrigues
Sampaio.
Carta
de
lei
pela
qual
Vossa
Magesta
de,
lendo
sanccionado
o
decreto
das
côr-
tes
geraes
de
27
de
abril
ultimo,
que
approva
o Codigo
Administrativo
que
faz
parte do
mesmo
decreto,
o manda
cum
prir
e
guardar
como
n
’elle
se
contém,
pela
fórma
retiò
declarada.
CODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
I
Ui
*
«liviaão
do território
Artigo
1.®
O
reino
de
Portugal
e
Algar-
ves
e
as
ilhas
adjacentes
dividem-se
em
districtos
administrativos,
os
districtos
em
concelhos, e
os
concelhos
em
parochias.
§
unico.
Os
concelhos
de
Lisboa e Por
to subdividem-se
em
bairros.
Art.
2.°
São
reconhecidos
para
todos
os
effeitos
da
presente
lei
os
districtos
e
concelhos
actualmente
existentes.
Art.
3.°
Qualquer
alteração
que
de
fu
turo
haja
de
fazer na
circumscripção
dos
districtos
ou
dos
concelhos
só
póde
ser
determinada
pelo poder
legislativo.
§
l.°
Póde
todavia
o
governo,
para
to
dos
os
eITeitos
administrativos,
annexar
duas
ou
mais freguezias, que
em
separado
não
tenham
os
elementos
necessários
pa
ra
a
administração
parochial.
§
2.®
A
circumscripção
das
parochias
póde ser
alterada
pelo
governo,
de
accor
do
com
a
auctoridade
ecclesiastica.
Art.
4.°
As
duvidas suscitadas
ácerca
da
demarcação
e
limites das
circumscri-
pções
administrativas
serão
resolvidas
pelo
governo,
ouvidas
as
corporações
interes
sadas
nas
mesmas
circumscripções.
TITULO
li
ÍJ
oh
eur|iOH
«lectivoH, magigtrndoH
e trihunae
*
que funeeionam nas
eircuanseripçõt-B
administrati-
vas.
Art.
5.°
Os
corpos
administrativos
são:
no
districto
a
junta
geral;.no
concelho a
camara
municipal;
e
na
freguezia a
junta
de
parochia.
§
unico.
No
dislriclo
íuncciona
tamhem
uma
commissão
executiva delegada
dajun
ta
geral.
Arl.
6.°
Os
magistrados
e
funccionarios
administrativos
são:
no
districto
o
gover
nador
civil;
no
concelho o administrador;
e na freguezia
o
regedor
de parochia.
Arl.
7.
“
Em
cada
districto funcciona
um
tribunal
administrativo
denominado
con
selho
de
distiicto.
TITULO
111
3?>Mp»«iiçue«i
commniia á orgnniaa-
çdo
e
modo
de
funeeioaar
doa
eorpus
isdtiiiiniut
rativos.
CAPITULO
I
Da
organisação
dos
corpos
administrativos
Art.
8.°
As
funccões
dos
corpos
admi
nistrativos
são, em
regra,
gratuitas
e
obri
gatórias.
§
unico.
São
todavia
motivos de
escusa:
1.
°
Idade
superior
a
sessenta
e
cinco
annos;
2.
a
Moléstia
chronica,
de
que
resulte
impossibilidade ou
grave
dilficuldade
para
o
exercício
das
funcções;
3.
°
O
exercicio
de
funcções
de
vogal
effectivo
no
mesmo
corpo
administrativo
no
quadriennio
immediatamente
anterior.
Art.
9.®
O
serviço dos
corpos
adminis
trativos
é
quadriennal,
havendo
porém
re
novação
dos
vogaes de
dois
em
dois
an
nos,
pela fórma
seguinte:
§
1.®
No
segundo
anno
de
todos
os
biennios,
sempre
que
lodos
os
vogaes
em
exercicio
tiverem
sido
eleitos
na
mesma
eleição,
o
respectivo corpo
administrati
vo,
no
primeiro
do
domingo
do mez de
outubro,
procederá ao sorteio
dos
vogaes
que
no
fim
d’
esse
biennio
devem
*
retirar-
se
da
administração,
e
que
hão
de
ser
metade
do
numero
par
immediatamente
inferior
ao
numero
impar
que
constituir
o
quadro
pleno
da corporação.
§
2.®
No
mez
de
novembro
seguinte
proceder-se-ha
a
eleição
dos
vogaes
que
hão
de preencher
os
logares
dos
vogaes
cessantes.
§
3.
”
No
fim
do
biennio immediato
serão
substituídos,
independentemente
de
sorteio,
os
vogaes
restantes;
e assim
suc-
cessivamente
de
dois
em
dois annos.
Art
10.
Não
pódem
pertencer
ao mes
mo
corpo
administrativo
parentes por
con
sanguinidade
ou
affinidade
dentro do ter
ceiro
grau da
linha
recta
ou
transversal,
contado segundo
o direito
civil.
§
unico.
Se
forem eleitos
para
o
mes
mo
corpo
administrativo
dois
ou
mais
ci
dadãos,
entre
os
quaes
haja o
parentes
co
declarado n
’
este
artigo, lerá
a
prefe
rencia
o
mais
votado,
e
o
mais
velho
no
caso
de
igualdade
de
votação.
Art.
11.
Para
cada
corpo
administra
tivo
serão
eleitos
tantos
substitutos,
quan
tos forem
os vogaes
effeclivos.
Arl.
12.
Ninguém
póde
pertencer
ao
mesmo
tempo
a
mais de
um
corpo
admi
nistrativo.
§
unico.
Quando algum
cidadão
fôr
eleito
para
diversos
corpos
administrati
vos,
prevalecerá a
eleição
pela
circumscri
pção
superior.
Arl.
13.
Os
corpos
administrativos
teem
presidentes
e
vice-présidentes,
eleitos
an-
nualmenle
pelos
vogaes.
§
1.®
Nos impedimentos
temporários
e
simultâneos
dos
presidentes
e
vice-pre-
sidentes
presidirão
os
vogaes
mais
vota
dos.
§
2.°
Nas
faltas
e
impedimentos
perma
nentes
e
simultâneos
dos
presidentes
e
vice-presidentes,
proceder-se-ha
a
nova
eleição
para
os
respectivos
cargos.
§
3.°
Emquanto
houver vogaes
eilecli-
vos
os
presidentes
e
vice-presideotes não
serão
tirados
dos
substitutos.
Art. IL
Perde
o
logar
no corpo ad
ministrativo
a
que
pertencer,
o
vogal que
acceitar
cargo que
o
torne inelegível
pa
ra
os
cargos do
mesmo
corpo,
ou
exercer
funcções
que
o obriguem
a
residência
fóra
da
área
da
respectiva
circumscripção,
du
rante
todo
o
anno ou
a
maior
parle
d
’
elle.
§
unico.
O
logar de qualquer
corpo
administrativo
não
se
perde pelo
exerci
cio
das
luncções
de
deputado
ou
par
do
reino.
(Continua)
e
de tarde
será
o
sermão
prégado
pelo
snr.
dr.
Luiz
Maria
da
Silva
Ramos,
se
guindo-se
o Te-Deum
e
a
bênção
do
SS.
Sacramento.
—
A
conclusão
dos
mesmos
exercícios
piedosos
no
templo da Penha
fica
transfe
rida
pera
o
dia
7
do
proximo
julho.
Exposiçdo zoolugica.
—
E
’
realmen
te
digna
de
ver-se
a
exposição
de
feras,
na
praça
da Alegria.
Os
trabalhos
da
familia
quadrumana
são
surprehendentes.
Vão
lá,
e não
sairão
arrependidos.
Inaugurarão
—
Ficou
transferida
ainda
para
depois
d
’
ámanhã
a
inauguração
da
linha ferrea
do
Minho
entre
a estação
de
Darque
e
Caminha,
em
consequência
de
ser
necessário
concluir alguns
traba
lhos
indispensáveis
para
ser
aberta
á
ex
ploração
aquella
parte
da
linha.
Aiiigiiea
*
póde
fozer bem
mui
tos
offlcioa.—
Não
era
christão
Platão
e
mandava
na
sua
republica
que
nenhum
oíficial
podesse
aprender
duas
artes.
E
a
razão
que
dava
era:
porque
nenhum ho
mem
póde
fazer
bem
dois
oílicios.
Se
a
capacidade
humana
é
tão
limitada
que
para
fazer este
barrete
são
necessários
oito
homens
de
artes
e
oílicios
differenles:
um
que
crie
a
lan,
outro
que
a tosquie,
outro
que
a
carde,
outro
que
a
fie,
outro
que
a
teça,
outro
que
a
tinja,
outro que
a tose
e
outro
que
a
córte e cosa;
se
nas
cidades
bem
ordenadas
o
official
que
molda o
ouro
não
póde
lavrar
a prata,
se o que
lavra
a
prata
não
póde
bater
o
ferro,
se o
que
bate
o
ferro
não
póde
fundir
o cobre,
se
o
que
funde
o cobre
não
póde
moldar
o
chumbo nem
tornear
o
estanho;
no governo
dos
homens
que
é a arte
das
artes,
como
se
hão de
ajuntar
em
um
só
homem,
ou
se hão de
confundir
n
’
elle
tantos
oílicios?
Se um
mestre
com carta
de
examinação
dá
má
conta
d
’
um
oílicio
mechanico,
um
homem
(que
muitas
vezes
não
chegou
a
ser
obreiro)
como hade
dar
boa
conta
de
tan
tos oílicios
políticos?
E
que não
faça
d
’isto
consciência
este homem!
Que
se
confesse
pela
quaresma
e
que continue
a servir
os
mesmos
oílicios,
ou
a
servir se
d
’
elles
depois
da
paschoa!
Isto me
admira
—
fO
Chrysostomo
Portuguez).
slieutro,
—
O
drama
O
Trapeiro
de
Paris,
representado
pela
compinhia do
Baquet,
na
quarta-feira,
atraiu
ao
theatro
concorrência
apenas
regular.
Contribuíram
para
isso varias causas,
a menos
forte
das
quaes
não
foi
por
certo
a
continua
ção do bazar,
no
jardim publico, onde
tem
aflluido
tudo
o
que
ha
de
mais
grado
na
cidade.
Além
d
’essa,
a
crescente
migração
para
as
caídas
e
praias,
os
diabólicos
tra
balhos
da Famiaa
quadrumana,
o
calor,
etc.
Pois o
drama
é
atraente,
e
desempe
nhado
com
aquella geral
irreprehensibih-
dade
que
estamos
afeitos
a
appiaudir
na
excelleule
companhia
do
Baquet.
Todos
os
adores
foram
victoriados
no
final
dos
ados.
liiceiuiio,
—
Na
madrugada
d
’
honlem
pegou
fogo
n
’
um prédio
á
entrada
da Tra
vessa
das
Therezas.
O
incêndio começou
n
’
uma
sala
do
segundo
andar,
que ardeu inteiramente,
assim
como
quasi
todo o
telhado.
Ao
regularíssimo
serviço
dos
bombeiros
voluntários
se
deve
a
extincção
do
fogo.
Os
prejuízos
calculam-se
em
209^000
reis.
Jauíar,-
Os
empregados da repaiti-
ção
de fazenda
uíiereceiam no
domingo,
no
Bom Jesus,
um
jantar
de
despedida
ao
delegado
do
lhesouro,
snr.
Henrique
Francisco
Bizarro.
Asylo tle í*
ed»-o V.
—
Por
ser
ámauha
a festividade
do
Padroeira
do
Asyio
de
D.
Peuro
V,
estará
este
caridoso
estabelecimento exposto ao
publico.
Ti-an^fereiicíi».
—
Foi
transferido
pa
ra
Vianna
do
Caslello
o
chefe
da estação
do caminho
de
ferro
nesta cidade.
Collegio de ».
Luiz.—
Esteve
bri
lhante
e
muito
concorrida
a
academia
re
ligiosa e
litteraria,
que
teve
logar
na
sexta-feira
passada
no
collegio
de
8.
Luiz,
em
honra
do seu angélico
Protector.
Os
jovens alumnos
d
’este
esperançoso
Instituto
deram,
mais
uma
vez,
inequívo
cas
provas
da
sua illustrada
e
beiu
deri-
gida
educação,
e
por
certo
que são
bem
felizes
os
paes,
que abrigam
seus
íilhos
do
contado
des<noralisador
do
século,
n
’
a-
quelle
auspicioso
paladio
da
sciencia
e
da
virtude.
Sem
duvida, o
collegio
de
S.
Luiz
nada
deixa
a
desejar
e
não
nos
il-
ludimos
presagiando-ilie
um
futuro
es
plendido,
se
o
não
deixarem morrer
á
min
gua,
de
protecção.
como
desgraçadatnenie
succede
com
todas
as
nossas
empresas
GAZETILHA
Festividade.
—
Celebra-se
hoje
no
magestoso
templo
do
Collegio
a
festivida
de do SS.
Coração
de
Jesus,
feita
pela
respectiva
irmandade
coadjuvada
pelos
de
votos
agregados,
que
concorreram
para
que
este
anno
se
fizesse
uma
novena
e
fosse
a
festividade
mais
pomposa.
Os
mesmos
agregados
são
especialmente
con
vidados
para
uma communhão
geral.
Depois
da
Exposição,
cantar-se-ha
Tertia,
antes da
missa
solemne,
e de tar
de haverá sermão
prégado
pelo
revd.
mo
snr
conego
Figueiredo,
e
no
(ira
Ladai
nha
e bênção
do
SS.
Sacramento.
Mez
Euehariutieo.—
Celebra-se
no
domingo
a
conclusão
do
Mez Eucharistico,
na
capella
das
Therezinhas.
Amanhã
de
tarde
haverá
vesperas
solemnes.
Neste
mesmo
dia
haverá
confessores
no
templo
de
S.
Vicente,
para
a
preparação
da
communhão
geral
que
lerá
logar
na
ma
nhã
de
domingo,
(indo
o
exercicio.
A
’
s 10
horas d’
esle
ultimo
dia prin
cipiará
a
missa
solemne,
a
instrumental,
nacionaes.
Quiséramos
que
todos
os che.
fes
de
familia
fossem
alli
e
vissem
com
os
proprios
olhos
aquelle
magnifico
pala,
cete,
com
seus
vastos
e
riquíssimos
salões
para
dormilorios,
com
suas
varandas
e
de-
licioso
jardim
para
recreios,
com
todas
as
condicções higyenicas,
reunidas
a tudo
quanto
pode
tornar
aprasivel
uma
vivenda;
a
boa
ordem,
com que
tudo
se
acha
disposto
e
o
abundante
e
bem
preparado
alimento,
que se ministra
aos
alumnos
e
os
cuidados
verdadeiramente
paternaes
que
lhes
dispensam;
qne
assim
se
persuadiriam
todos,
de
que
falíamos
desapaixonadamen-
te,
reconrmendando
o
collegio
de S.
Luiz,
como
uma
das
nossas
primeiras
casas
de
educação.
Os
peregrinos hezpznhoe».—
No
dia
27
de
tnaio
foram
recebidos
por
Leão
XIII os
peregrinos
hespanhoes.
A
Fé
de
Madrid
diz
a
este
respeito:
Todos
os
peregrinos se
prostaram
dian
te
de
Leão
XIII
logo
á
sua
entrada.
Tendo
pedido
licença
ao
Santo Padre,
o
director
da
academia
de Maria, presidente,
da
pe
regrinação,
pronunciou
um
breve
discurso
em latim, felicitando
o Santo
Padre
pela
sua
exaltação
á cadeira
apostólica,
e pe
dindo
lhe
a bênção
para
todos
os
pere
grinos,
para
os
membros
da
academia
men
cionada
e
para
toda
a
Hespanha,
afim
de
que
ella
volte
o
mais
depressa
á
unidade
da
fé
catholica.
O
Santo
Padre
enternecido
até
ás
la
grimas,
ouvindo
algumas
das
phrases
affe
*
ctuosas
que
se lhe
dirigiam,
respondeu
em
italiano
por
outro
discurso,
lambem
breve,
em
qne
elle
testemunhou
o
seu
afTecto
es
pecial
para
com
os
hespanhoes,
fazendo
o
grande
elogio
pela
sua
constância
na fé,
em que
elles se
sabem
conservar
firmes
e
unidos,
apesar
da
impiedade
que
reina
por
toda
a
parte.
Elle
louvou
a piedade
hespanhola
para
com
a fmmaculada
Conceição,
cuja
crença,
disse
elle.
era
como
de
fé na
Hespanha
an
tes
da
definição
dogmatica.
Ao
mesmo tem
po
expressou
os
pezares,
de
não
poder
entreter
se
por
mais tempo
com
os
seus
queridos
hespanhoes,
sendo esperado
por
centenas
de
peregrinos.
A
audiência
durou
28
minutos.
Pegando
no
magnifico
album
que
lhe
foi
apresentado,
o
folheou,
e
disse que
teria
prazer
em mostrar
alli
os
sentimen
tos que
lhe
expressavam
por
escripto
os
melhores
hespanhoes
que
o
não unham
podido visitar pessoalmente. Depois
en
treteve
se
com
alguns
peregrinos, conce-
dendo-lbes
as
graças
que
elles
lhes
pediam,
ou
abençoando
os
rozaros
e
medalhas
que
elles
traziam.
Sua Santidade
deu
uma
prova
do seu amor
pela Hespanha.
lho
oíficial
do regimento
de
Lucliana,
ajoelhou-
se
a
seus pés,
dizendo
que pertencia
a
um
corpo
que
tinha
ido
a
Roma
p
ra
a
restau
ração
da
Santa
Sé.
O
Santo Padre
poz
affectuosamente a
mão
sobre
a
cabeça do
oíficial,
pedindo-
lhe
noticias
do seu
batalhão
e
dando-lhe
a
bênção para
elle e
seus
camaradas.
S.
G.
o
bispo
de
Urgel acompanhava
os
peregrinos.
Os dons
oílerecidos
ao
Santo
Padre subiam a
novecentos
mil
reis.
A
twisa mais forte do muíido.
—
Um
dia
os
cortezães de
Dario
tiveram
uma
grande
disputa
sobre
qual
era
a
coisa
mais forte
que
havia
no
mundo.
O
monarcha
persiano tomou
interesse
pela
discussão,
e
declarou
que
a
pessoa
que
resolvesse
a
questão
em
certo
espaço
de
tempo
seria
revestida
de
purpura,
be
beria
por
uma
taça
de
ouro,
e
dormiria
em
um
leito
de
seda,
que
teria,
enifim,
immediatamente
logar
depois do
rei
A
questão
loi
proposta
aos
mais
sá
bios
do
paiz.
No
dia
aprazado
apresentaram-se
tres
homens
para
dar
as
suas
respostas-
O
primeiro
declarou
que
o
vinho
era
a
coisa
mais
forte
do
mundo,
opinião
pouco snsceptivel
de
ser
sustentada, que
ainda
assim
pareceu de
algum peso
á
gra
ve
assembleia
convocada
pelo
rei
Parl
julgar
do
caso.
O
segundo
disse
que
a coisa
mais forte
que
havia
no
mundo
era
o rei
Dario,
pro
posição
só
íilha
da
lisonja, mas que antes
da
conquista
de
Alexandre
poderia
pare
cer
plausível
aos
persas, acostumados
a
adorarem
o
seu
monarcha.
Emíiin.
Zorobabel,
prineipe
hebreu,
que
então
eslava
captivo
na
corte
de
Bá
rio,
levantou-se
e
disse,
que
as
mulheres
eram
sem
duvida
mais fortes
que
o
vinho
e
o rei,
pois
que
elle
tinha
visto
uma
das
esposas
de
Dairo
arrancar
a
este
pr>°'
cipe
a corôa
que tinha na
cabeça,
e
pôl-a
na
sua
própria,
sem
que
o
iiionarciia
ousasse impedir-lho.
E
comludo,
acrescen
tou
Zorobabel,
ha
ainda
tuna
coisa
nnn
t0
mais
forte
q
ue
tu
'ío
<l
ue
se
acaba
de
di-
ze
r:
—
É
a
verdade
!...
Toda
a
assembleia
ficou
em silencio
nor
alguns
instantes, e
a
justeza
do
que
o
hebreu acabára de
dizer
foi
(Fahi
a
pouco por
lodos
reconhecida
e
confessada.
Zorobabel
recebeu
as
recompensas
pro-
mettidas pelo
rei.
CseoHsit».
—
A
proposito
da
restauração
da
jerarchia
escosseza,
que
foi
o remate
apostolico do
glorioso
pontificado
de
Pio
IX,
são
interessantes
as
informações
com
respeito
aos
progressos da
Egreja
no
an
tigo
reino
de
Maria
Sluart,
desde
1823
até
4877.
Em
1828,
o
numero
dos
sacerdotes
eII1
toda
a
Escossia
não
passava
de
50;
e
ra
1877
contavam-se
236.
As
egrejas,
capellas,
estações
chega
vam.
na primeira
data,
ao
numero
de 45;
hoiecontam-se
252.
Em
1828, a
Escossia
não
tinha
uma
só
casa
religiosa;
actualmente
conta
22
casas
de religiosas
e
13
de religiosos.
Escholas
religiosas
não
se
encontravam
quasi
em parte
alguma;
hoje hâ 174.
Emfim
a
população
catholica
tem
pro
gredido
de um
modo
adiniravel.
Contava
em 1828
80,000
almas,
e
hoje,
segundo
os
cálculos
mais
resumidos,
tem
360,000
almas,
sendo, como
se
segue
repartidas
porás
novas
dioceses:
Santo
André
e
Edin-
burgo,
50,000;
Glasgow, 230,000;
Aber-
deem.
14,000; Dunkeld,
40,000;
Galloway,
16.000;
Argyil
e
as
ilhas,
10,000.
O
Santo
Padre
Leão
Xlll, nas
suas
feltras
Apostólicas
de
4
de março
do
cor
rente
anno, restabelece
definitiva
e
ler-
minantemente
a
jerarchia
catholica na Es
cossia,
completando
assim
a
obra
ence
tada
pelo
seu
predecessor
de
gloiiosa
ine
moria,
o
immortal
Pio
IX.
Aíotieims da
llesgmiihn.—
Madrid
2o—
No
ultimo
boletim
de
saude
os
mé
dicos
annunciam
que
a
rainha
Mercedes
está
tranquilla
e
que
não
houve
outra
hemorrhagia.
O
congresso
de
deputados as
sociou
se ás
palavras
de
pesar
pronuncia
das
pelo
conde
Almenas,
lastimando
o
estado
grave
da
rainha.
O
congresso
resolveu
suspender
todas
as
discussões.
Madrid
26
á
tarde.
—
Falteceu
a
rai
nha
de
Hespanha
D.
Maria
de
las
Mer
cedes;
estão
fechadas todas
as
repartições
publicas
e
lambem
a bolsa
official.
Madrid
26
—
O
presidente
da
camara
dos
deputados
tendo
recebido
uma
com-
municação
official do
fallecimento da
rai
nha
pronunciou
um
discurso
manifestan
do
unanime
sentimento
por
esta
perda
ir
reparável
e
suspendeu
as
sessões
até no
vo
aviso.
A
população
de
Madrid
mostra-se
pena-
lisada.
(tonsellao
<le
«Sigtrictn. —
Em
ses
são
de 19
do
corrente
o conselho
de
dis
tricto
tomou,
entre
outras,
as
resoluções
seguintes:
Eoi
de
parecer
q-.ie
estavam
nos
ter
mos
de
ser
approvados
os
orçamentos das
seguintes
corporações
respeitantes
a
1877-
1878:
Na
cidade
de Braga,
da
Senhora
do
Parto,
Senhora d
’
Ajuda
e S. Vicente.
—
No
conselho
de
Celorico
de
Basto,
do
San
íssimo
Sacramento,
das
freguezias
de
Britello
e
Ourilhe:
Almas,
da
freguezia
de
S.
Clemente
—
No
concelho
de
Guimarães,
da
Senhora
das
Dòres,
da
freguezia
de O i-
veira
e
Santo
Antonio,
da
freguesia
de
Santa
Christina
de Cerzedello.
—
No
conce
lho
de Tertas
de
Bouro,
da Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
de
Brufe;
Senhora
do
Livramento,
da
freguezia
de
Villar;
Sanlissim
>
Sacramento
da freguezia
de
Cliurense,
Almas
da
freguezia
de
Villar.
—
No
conselho
de
Villa
Verde,
do
San
tíssimo
Sacramento
e
Senhora
do
Rosário,
da
freguezia
d’
Atheãés.
Eoi
de
parecer
que
estava
nos
ter
mos
de ser
approvada
a
postura
da
cama
ra
de
Vida
Verde, auctorisando
a
derra
ma
de
2
10
)0d
réis
pelos
parochianos
de
S.
Miguel
de
Carreiras.
Foi
ainda
de
parecer
que
estava
nos
termos
de
ser
attendida a
representação
da cintara
de Braga,
pedindo
se
decrete
a
continuação
do
contracto
da
illuminaçào
a
gaz.
Approvou
a
arrematação
feita perante
a
camara
de
Cabeceiras
de
Basto
do
for
necimento
das
carnes
verdes
para
1878-
1879.
Atíclorisou
a
camara
de
Lanhoso,
a
fornecer
por
a
IministraçãO
o
petroleo
pi
fa
a
illumináção
da
villa,
no
futuro
‘
auno
econo.ni
-.o
—
Approvou
o
termo d
’
expro-
Priaçãa
de
terreno,
pira
a
elitkaçàa
da
c
asa
de
eschola
de
meninas,
feito
entre
a mesma
camara e
João
Baptista
Antu
nes Guimarães.
Em
cumprimento
do
disposto
noart.
0
6.°
do
decreto
de
30
d'outubro
de
1869,
o
concelho
procedeu
ao
arbitramento
da
quota
com que
deve contribuir
cada
con
celho
jd
’
esle
districto
no
corrente
anno
economico, na
importância
de
1:8950490
réis,
com
applicação
ao
pagamento
da des
peza
com
o pessoal,
material
e
expedien
te
da
repartição
do
logar
districtal.
Amares
...................
270417
Barcellos
..............
2300968
Braga.................... 3550720
Cabeceiras
de Basto.
.
.
530862
Celorico
de Bisto.
.
.
.
820460
Espozende.............
3150888
Fafe........................
4480823
Guimarães
.............
4570373
Povoa
de Lanhoso.
.
.
360619
Terras
de
Bouro.
.
. .
130054
Vieira..................................
560 )54
Villa
Nova
de
Famalicão.
870242
Villa
Verde.........
1340010
2:2990490
QueatAo
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são os
que
seguem:
Londres 24
—Continuam
as
impressões
satisfatórias,
mas
ainda
se
receia
que
sur
jam
algumas difliculdades por
causa
da
questão
grega.
Dizem
de
Vienna
ao
«Daily
News»
que
a
Roumania
concentirá
em
ceder
á
Rússia
toda a
Bessarabia,
exceptuando
o
território
marginal
do
Danúbio
e
que
a
Áustria
approvará
este compromisso.
Um
telegramma
de
Berlim
dirigido
ao
«Times»
diz
que
é provável
que
o
con
gresso
fixe
25:000
homens,
cifra
da
guar
nição
turca
nos
Balkans;
Sofia
será
com-
prehendida
na
Bulgaria
ao
norte
da
Roti-
mêlia;
a
Grécia
obterá
da ilha
de Creta
o
golfo
Volo
Ligura,
e
rectificação
das
fronteiras
da
Thesalia
e
Epiro.
Os
principados
da Servia
e
do
Monte
negro
serão
separados
por
uma
faxa
de
ter
reno
minimum
de 22
kilometros.
Paris
24
—
E’
inexaclo
que o
congres
so
se
haja
pronunciado
definitivamente ácer
ca
de
Sofia
para
que
fique
pertencendo
á
Bulgaria.
Espera-se
com
impaciência
o
resulta
do
da
sessão
de
hoje.
Constantinopla
21
—
A
restricção
da
Bul
garia
produziu
descontentamento
no
exer
cito.
Os
preparativos
e
movimentos
não
ces
sam
nos
dais
exercitos.
Berlim
25
—Na
sessão
de hontem
o
congresso
fixou
os
limites da
Bulgaria,
e
Sofia
será
definitivamente
comprehendida
na
Bulgaria
do norte
e
Roumelia.
Os
dis
cursos
foram
agitados,
mas ainda
assim
era
conciliadora a
altitude
de
lodos
os
de
legados.
Segundo
o
programma do
con
gresso
terminaram
hoje
as
grandes
ques
tões
da
Bulgaria
e
da
Roumelia.
Londres
25
—
O
«Times»
diz
constar-lhe
que
o congresso
concedeu
á
Rússia
o
praso
de 9
mezes
para
evacuar
a
Bul
garia
e
a Roumelia. Acrescenta
o
mesmo
jornal
que,
respondendo
a
Bismak
que
con
vidava
a
fazer
concessões,
lord
Beacon-
stieid replicara
que não
fôra
a
Berlim
pa
ra
fazer
concessões.
Dizem
de
Berlim
ao
«Morning Posl» que
está imminenie
um
compromisso
militar entre
a
Rússia
e
a
Turquia,
em
virtude
do
qual
o
exercito
russo
concentrar-se-ha
em Andrinopla
e
os
turcos
evacuariam
Schumla
e
Varna.
Paris
25
—
0
congresso
regulou
hontem
definilivamente
as
disposições geraes,
re
ferentes
ás
questões
das
fronteiras
e
or-
ganisação da
Bulgaria
e
costa
da
Roume-
ha.
A
Bulgaria
será
governada
por
um
príncipe
búlgaro,
eleito
pelo
congresso.
Os
trabalhos
do
congresso
parece
que
pro
gridem,
o
.
Preço fio» eereaeg.—
Na terça-feira
ultima,
ifesia
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo
................................................
800
Centeio........................................ 530
Cevada
.............................................
480
Painço..............................................
480
Milho
branco................................ 420
»
amarello...............................
410
Milho
alvo
.....................................
540
Feijão
branco
...............................
800
»
vermelho
............................
850
»
amarello.
....
700
i>
rajado
...............................
600
»
fradinho.
.
.
.
.
680
Balata.
.
.
.
.
•
480
Azeite
......
50100
vjixis
surti»
eunspirttçÃo.
—
Dados
conti
ienciaes
d
’
elevada origem, recebidos
no
dia 18 em
Paris,
preoccupam
muito
o
munlo
político
e
diplomático
francez.
Tracta-se
d
’uma
grande
conspiração
que
parece
existe em
Constantinopla
para
des-
thronar o
sultão
Abdul-Hamid
e
elevar
ao
throno
seu
irmão
Izzedin.
Os
conspirado
res,
dizem
as
noticias
recebidas,
são
os
softas
e
o
partido
da
Joven
Turquia,
e
propõem-se
«cortar
muitas
cabeças»
pira
«purificar
o
islamismo,
corrompido
hoje
nas
regiões
officiaes.»
O
sultão não se
atreve
a pôr
os
pés
fóra
do
palacio,
e
o
governo
tem
tomado formidáveis
pre
cauções
militares.
Se
esta
revolução
re
bentasse,
o
tratado
de
S.
Stefanio e seu
corolário,
o Congresso
de
Berlim,
desappa-
receriam,
e
os
interesses
encontrados
de
certas
potências
que
com
tanta
difficulda-
de
se
deixam discutir
hoje
em
Berlim,
se
fariam
valer
e
quereriam
dominar
Horroroso.—
Noticias
de
Macau,
di
zem que
a
cidade
do
Cantão
e
suburbios
foram
assaltadas
por
um
tornado
que
cau
sou
espantosa
mortandade e
gravíssimos
prejuisos.
O
numero
dos
mortos
eleva-se
a
16:000,
e
o
de
casas
completamente
destruídas
a
perto
de
3:000.
O
tornado
animado
de
espantosa
velocidade
avisou
ludo
no
seu
percurso,
e
no
seu
diâme
tro,
accusado
distinctamente
pelo
caminho
que
traçou o meteoro
no
seu
trajecto,
e
a
isto
se
deve
não ser
compleiamente
arrasada
aquella
grande
cidade.
Os
jornaes
de
Hong-Kong estão
de
accordo etn
ad-
mittir
o diâmetro de
500
jardas,
e
afiir-
inam
que
é
facílimo
assegurar-se
da
verdade
d
’esla
asserção,
porquanto
a
h
nha
de
curso
está
perfeitamente
defi
nida.
O famigerado
Villão. —
São
inte
ressantes
as
seguintes
informações
que
um
nosso
correspondente
de
Taboaço
di
rigiu
ao
nosso
collega
da
«Opinião»,do
Porto,
a
respeito
das
diligencias
da
auctoridade
para
prender
José
Cardoso
Villão,
que
no
dia
14
de
maio
se
evadiu
da
cadeia
d
’
aquella ci
dade.
Chegados os
policias
á
Balsa,
disse-
lhes
uma
pobre
velha,
que
o
Villão,
depois
de
curar
as
feridas,
lhe
entregára
uma
carta
e
lhe
pedira
que
a
fizesse
chegar
ás mãos
da
sua
amazia Eulalia
Marão,
porém, que
ainda
a
tinha
em
seu
poder.
Os policias
exigiram
a
carta,
e
n
’ella dizia
o
Villão á
sua
amante
que
fosse
ter
com
elle
a
S. Christovão, a
casa
do
snr.
Guedes;
então
os
policias
marcharam
em
direcção
á
referida
casa,
e
uma
vez
lá
deram
busca,
mas
não
o
encontraram.
E
onde
havia
de
estar
o
Villão?!...
Debaixo
de
um
banco
pregui-
ceiro
que
havia
na
cosiuha! Quando,
de
pois,
os policias
se
convenceram
do
lo
gro
que
haviam soffrido
na
soa
diligencia,
ficaram
desapontados.
Passados
poucos
dias
foi
cercada
a
ca
sa
do
Calhorada
de
Covellinhas,
mas
es
tando
o
Villão
n
uma
vinha
acima
da
casa,
e
observando
tudo,
abandonou
aquel
le
sitio
e
seguiu
caminho
até
á
quin
ta
do snr.
padre
Bravo,
do
Cima
Corgo
(suburbios
da
Regoa)
e
alli
pernoi
tou
dentro dos
muros
que
cercam
a ca
sa da
quinta;
mas
por
altas
horas
da
noite
viu-se
dentro
de um
cerco
de
ca
bos
de
policia
e
outros
homens
das
po
voações
circumvisinhas.
Então julgou-se
o
Villão capturado, mais
não
desanimou!
Levantou-se
de
cima
de uma moreia
de
vides onde
estava
deitado,
e
a
passos rá
pidos
com
uma espingarda
nas
mãos
cor
re
para
os guardas que lhe
ficam mais
perto
e
com
voz
abafada
e
pouco dislin-
cta,
fingindo-se lambem
po
icia,
diz-lhe:
—
Cá
para
baixo!... O
melro
está
den
tro
da casa!... Mesmo
agora
estive
a
es
cutar
á
porta
da
cosinha
e
ouvi-o
fallar;
guardem
aquella
porta,
que
é por onde
elle
póde
sair.
Cheguem-se,
cheguem
se,
que
eu
vou
chamar
o
regedor!
Os
guardas
puzeram-se
logo todos
em
movimento,
e
quizeram
ainda
de noite
entrar
dentro
da
casa,
e
assim
o
fariam
se
o snr.
Bravo
os
não
ameaçasse
de
morte.
Depois
de
sol
nado deram busca
á
quinta
e
não
encontrando
o
Villão,
de
ram
então
pelo
engano
que
elle
lhes
fi
zera,
e
queixavam-se
do
modo como
elle
se
havia
despedido
dos
hospedes
que
tão
cavalheirosamente
o
queriam
mudar.
Ha
poucos
dias
foi
preza
a
amasia
do
Villão,
na
Foz
de
Mil Lobos,
por
uma
praça
de
infanteria 9, e
chegando
com
ella
a
Lamego,
foi
mandada
pôr
em
liberdade
peio exrn.
0
snr.
juiz
de
direi
to;
fez
bem
o
magistrado,
porque
ella
é
a
isca
que
chama
o
Villão
á
ratoeira.
Na
noite
de
18
para
19
do corrente,
passou
o Villão
em
S.
Martinho
de
Ado-
ligo,
com
uma
espingarda
debaixo
do
braço,
e
em
direcção
a
Thedo.
Sou
informado
por
diversas
pessoas
de
que
os
factos
narrados
se
deram
assim,
bem
como
de
que
os
ferimentos
dos
ti
ros
já estão
sarados,
tendo-se
extraída
ao
Villão
uma
bala
que
lhe
ficára
n
’
mn
hombro.
ÃUABECIimOS
Antonio
José
Lopes,
Rosa
Maria,
Fran
cisco
José Lopes, Jacintho
Fernandes
Lo
pes,
Manoel
José
Lopes,
João
Gregorio
Lopes,
penhorados
para
com
todas
as
pes
soas
que
os procuraram
por
occasião do
fallecimento
de
seu presado
filho
e
irmão
José
Manoel
Lopes
bem
como
para
com
lodos
áquelles
que
assistiram
aos
respon
sos
que
por
alma
do
mesmo
se
celebra
ram
na capella
do
cemiterio;
agradecem
por
este
meio
a
todas,
protestando-lhe
o
seu profundo
reconhecimento.
(948)
Sendo
tantas
as
manifestações
de
com-
moção
e
interesse,
e
tão
geralmente
dis-
tinctos
os
obséquios,
dispensados
n
’esta
cidade
aos
abaixo
assignados,
paes
irmãos
e
cunhado
do
moço
Miguel Eduardo
Pe
reira
do
Lago
Freire
de
Andrade por
oc
casião
da
sua
doença,
e
no
dos
actos
religiosos
celebrados
em serviço
de
sua
alma
na
egreja
da
Misericórdia, e
na
ca
pella
do
cemiterio
no
dia
16
do
passa
do,
e
sendo
aos
mesmos
difficilinao pro
curarem
a.
tantas
pessoas
que
todas
as
classes
porfiaram
em acompanhal-os na
sua immensa dôr,
aproveitam
este
meio
para
lhes
confessar suas innumeras
obri
gações,
protestando
a todos
o
seu pro
fundo
e
eterno
reconhecimento.
D.
Maria
F.
Pereira
do
Lago Porto-Carrero
Henrique
F.
d
’Andrade
Coutinho
Bandeira
Baroneza
de
Pombeiro
D.
Erneslina
A.
Freire
d
’
Andrade
José
Antonio
F.
d
’Andrade
Pereira
do
Lago
Henrique
Carlos
Freire
d’
Andrade
Barão
de
Pombeiro.
(930)
AO PUBLICO BRAGARENSE
Uma
senhora
pertencente
a uma fa
mília
distincta
e
bem
conhecida
no
paiz,
obrigada
pela
falta
de
saude
de
seu
pae
a retirar
da
capital,
acaba
de
abrir
n
’
es-
ta
cidade
o
seu
altelier
de costura
no
largo
da
Sé,
(esquina
da
rua
de D.
Gual-
dim),
ti.0
1,
aonde
se
encontram
toillets
completos,
para senhoras
e
meninas, as
sim
como
se encarrega
d
’enxovaes
para
missas,
e
creanças
recemnascidas; também
se
fazem
casacos, capas, chapéus,
e
tudo
pelos últimos figurinos.
A
casa
acha-se
decentemente mobilada
para
receber
as
senhoras
da
itnis
elevada
sociedade,
e
to
das
que
se
lembrarem
d
’
esla
casa,
en
contrarão
n
’
ella
promptidão
na
execução
das
obras,
bom
gosto,
elegancia,
e
econo
mia
nos
preç.s.
(953)
94, RUA DE D. PEDRO V, 94 E
Tem
para
vender
cal
branca,
l.
a
qua
lidade
a
600
rs.
cada
60
kilos
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.
a
qualidade
(a
que
alguém
chama
de l.a)
a 550;
cal
parda.
1.
a
qudidade,
a
480;
dita
de
2
a,
450.
Para grandes
encommetidas
é
ne
cessário
os
snrs. consummidores
fazerem
as
suas
requisições
com
8 dias
de
antici-
pação,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
nas condições de
não
ter
n
’esta
cidade
quem
possa
fazer mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dos
generos,
por
ser
seu domno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos
os
generos serão
postos
nas
obras, n
’
esta
cidade,
sem
augmenlo
de
preço,
quando
<>s
snrs.
consummidores
gastem
mais de
600
kilos.
(954)
Vende-se
a
casa n.°
5
da
roa
.
/
da
Sé.
Para
tratar na
rua
dos
Capei-
listas,
n.°
15.
(901)
HOGG,
Pharmaceutico, 2, rua de Castiglione, Pariz, unico preparador.
DE
PEPSINÀ
DE
Debaixo
desta forma
especial a pepsina
he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar;
desta maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e a
sua efficacia he então -certa.
As
Pilulas de lloog são de trez preparações differentes :
1°
PILULAS
DE
HOGG
com pepsina
pura,
contra as
máes
digestões,
as
ázias,
os
vomitos e outras aífecções especiaes do estomago.
2o
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as
aífecções do estomago complicadas de
fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc. :
são
egualmente muito
fortificantes.
3
*
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
iodureto
de
ferro
inalterável,
para as
doenças escrofulosas, lymphaticas e syphiliticas, na phthisica,
etc.
A
Pepsina
pela
sua união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham
de
muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov.
irritáveis.
As
Pilulas de Hogg vendem-se somente,em
frascos
triangulares, nas principàes pharmacias.
Deposito
em
Porto, Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
—
79.
(34->
>
MAU
IlEAL
INGLEZA
(INCORPORADA POR CARTA REAL)
MAGASIN
DES DEMOISELLES
Publica-se
a 10
e
25
de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravuras
de modas
e modelos de tapeçaria eoloridos; a agua)
gravados
a preto; novidades
para piano e canto; álbuns de lavores;
folhas de eonfeeções; eroehet e rendas; riscos, etc.
0
Magasin des Demoiselles
inaugura,
com
importantes refórmas, o
34.°
anno da sua publicação.
E
’
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá
mensalmente
um
trecho
de
musica,
e
reune
o
duplo
altractivo
de
um
periodico
litlerario
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente independentes um
do
outro.
Preço
para Portugal
(as assignaturas
fazem-se
por
um anno
principiando
no
í.°
de
janeiro)
4$000
rs.
Também se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada edição:
ediçáo
do
dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,
—
í$700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’
este periodico.
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A VAPOR
GRANDE
ME1S1CÇÃO
DE PREÇOS 1ÍA ».a CLASSE.
Para
S. Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Acceitando também
passageiros
de
S.
a
classe,
com
trasbordo
no
Rio de Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA CATARINA.
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS, VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PELO
MESMO
PREÇO Q1TE PARA O HIO I>E
JANEIRO
PAQUETES
A SAIR DE
LISBOA
NEVA
...................................
13
de
Julho
I
ELBE..................................
13
de
Agosto
MONDEGO
..........................
28
de
Julho
|
MINHO
...............................
28
de
Agosto
PREÇOS
COMMODOS
KTIffilMMiIM
MS
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas das 3
ás
5.27, rue
Mon-
thabor,
perto
Tolherias,
Paris.
(39
-H-)
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17,
RUA DE S. VIGENTE, 17
BRAGA
SINGEB
—
Vendeu
no
anno
de
1877
a
enorme
quantidade
de 282:812
chinas
de
coser!!!
mais 20:496
que
em
1876.
SIBGEB —
E
’
a
machina
que
todo
o
mundo
reconhece
como
superior
a quan
tas
invenções
tem apparecido.
ma-
SIKIGEft
—
E
’
a
unica
machina
de
costura
que tem
obtido
em
todas
as
ex
posições
os
primeiros
prémios
e
medalhas,
não
só
boa
construcção
e
duração
como
também
pelo
seu
trabalho.
pela
sua
bellissimo
SINGER—
E’
a
machina
as
partes
do
economia
de
que
está
mais
conhecida
e
introduzida
em
todas
mundo
e
a
que
offerece
maiores vantagens
em
tempo
e
dinheiro.
—
E’
a
que
se
garante
por
7
annos,
fazendo
sempre
bom
trabalho
e nunca
apresentando
diíliculdades.
ní
<«
—
E
’
a
unica
machina
que
se
vende
a prestações
de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de
entrada,
para
assim
favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
SI1%'
—Tão
boa
tem
sido
qne
mais
de
60
imitadores,
vendo o
bom
resultado
d
’
esta
machina, a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas
SINGER,
illudindo assim
a
boa
fé
do
publico.
SlEttCUER.—
Finalmente
é a
machina
que
mais
acceitação
tem
tido,
devido
sempre
á
sua boa
costura;
tanto
nas fazendas
tinas
como
nas
mais
encorpadas,
á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a
sua
immensa
duração,
supplantando
assim todas as
invenções
modernas,
que
jamais
poderão
competir
com
a
machina
SINGER.
Não
se
illudam
com
essas
novas
machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com listas
de
preços
na
17,
RUA
DE
S.
VICENTE,
17
JBâS- /4.G
. A
841
Quem
tiver uma
casa
que
queira
imprasar, annuncíe
pelo
«Diário
do
Minho».
(924;
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
da
Boa-Vista.
(906)
Cftãa paquete
d’
eota companhia
leva
a
bordo
criados
e
eosinheiros
portugueze»
para
commodidade dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia Central
no
Porto
ou
em qualquer
Agencia
proiinçial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta da
Companhia.
Os
passageiros
com trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo os passageiros teem grátis cama, roupa de cama, co
*
mida
feita por cosinheiros portuguezes, vinho duas vezes por dia,
assistência
medica, serviço de
criados e outras despezas.
A
EXPERIENC1A
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com que
os
paquetes
d’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil) sejam
conhecidos pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional;
além d
’isso
pela limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo,
e
pelos melhoramentos mais
modernos
tanto
para
a hygiene
como
para
a
commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
ma!as
do
correio, e
por
este
serviço
recebe a companhia
ura
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
À.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para
esclarecimentos
em
Braga
o
snr. João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
MUITA
ATTENÇAO
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
novo,
com
os
n.
08
27
e 28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V
com
quintal
ajardinado
todo
murado,
e
com
agua.
Tem
commo-
dos para
numerosa
familia,
e
dos
2.
0S
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos
baixos
dos mesmos
onde
po
dem ser
vistas
todos
os dias,
das
4
horas
da
tarde
por
diante.
(949)
VENDA
DE
CASAS
No
largo
da Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.,
Arrenda-se na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em frente
ao
con
vento
dos
Remedios. Prefere se
uma se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde ver-se
a
qualquer-
hora.
(916)
Narciso
José
Marques,
annuncia
ao
publico
que continua
com suas
carreiras
diarias
entre
Braga, Guimarães e Caídas
de Vizella,
e
vice-versa.
Horário:
Sae
de
Braga
ás
4
e
4
1
/J2
horas
da manhã
e
2
da
tarde,
em
direitura
a Vizella,
e
volta
de
Vizella ás 3
horas
da manhã
e
ao
meio
dia,
e
de
Guimarães
para
Braga
ás
5
horas
da manhã
e ao
meio
dia
e
2
da
tarde.
Preço
para
Guimarães
240
reis
e
em
direitura
a
Vizella
400
reis.
Escriptorio
em
Braga
em
caza
de José
Antonio
Mar
ques & C.a
,
largo
do
Barão
de
S.
Mar-
tinho
n.°
5,
em
Guimarães
em
caza do
snr.
João
de
Mello,
no
Toural
e
em
Vi
zella
em
caza
do
snr.
Francisco
da
Costa
e
Silva
Guimarães.
OSfifflS»
Para
uma
casa
de bastante
familia
pre
cisa-se
d
’
um
que
seja
diligente
e
activo.
No
escriptorio
d’
este
jornal se
indica
rá
quem
é
o
pretendente.
(93o)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalheiras, falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
Testa
cidade,
que
está
auclorisado
para
este
fim.
(713)
Braga
6
de
Junho
de
1878.
(921)
Vende-se
uma
morada
de
casas
.•
;
;
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a 6
A,
de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins da
Silva
Araújo,
morador na
mesma
rua.
ca
sa n.°7, contígua
áquella.
(862)
Vende-se
para pagamento
de
dividas,
uma morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
rua
da
Sé,
antiga
de
Maximincs,
desi
gnada
pelos
n.cs
16
e
17,
hem
como
lam
bem
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de
Te-
nões,
subúrbios
d
’
esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda
morada sobre
si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
ARRENDAM-SE
Desde
o
proximo
S. Miguel,
tres
moradas
de casas
de 2
andares,
construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo n
0 18,
20
e
22
Trata-se
na
mesma
rua
n.°
17.
(943)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—<878.
Parte de Comércio do Minho (O)
