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- conteúdo
-
JBR.S20LM«a.EOSL
,
»L
JE
nmb
3T
a
•'
<f&fts
/■&.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA
N.°
4.
BKAC/1-TIEKÇ.4.-FEIÍ3A
31
Míí
A&OSTO
»K
S87S
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..........................
1&600
6.°
ANNO
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada linha. .
.
.
.
20
Repetição....................................
10
Meu
caro
redactor.
A leitura
do
artigo
publicado
no
nosso
jornal
de
20
do
corrente,
assignado
com
as
iniciaes
D. M.
S.
fez-me recordar
um
dos
episodios,
que
no
dia 18
de maio
de
1834
se
passáram
nesta
terra,
em
que
tive
parte.
Referir-lh
’
o-hei
junctando-íhe
o
que
então
pensei,
para
que
os
leitores
ajuízem
da
importância,
que
eu
então
lhe
ligára.
N
’
aquelle dia,
18 de
maio,
em
que o
exercito
do
cominando
de
Saldanha
entrou
em Santarém
evacuada
pelo
do
snr.
D.
Miguel,
íiz
eu
as
partes
de
ajudante,
de
commissario,
e
de
braço
direito
d
’aquelle
marechal,
com
poderes
discricionários
para
prover
a todas
as
necessidades,
prevenir
todos
os males,
e
tornar
eflectivas
todas
as
disposições
da
amnistia
concedida
na
proclamação
do
duque
de
Bragança, dactada
do
dia
17.
Eu
vivèra
de perto
com
aquelle
ma
rechal
por alguns
mezes,
estudára-o
na
sua
'ida
intima,
em
que
nunca
lhe des
cobri
um
só
vicio,
e
amava-o
como
um
bom
filho
ama
a seu
pae;
e
elle
depo-
zitava em
mim
plena
confiança,
da
qual
todos
os
dias,
colhia
novas,
e
cada
mais
seguras
provas
em
negoeios
assaz
melindro
sos,
de
mnguem mais
sabidos.
Na
noile
do
dia
17
d
’
aquelle
mez,
e
depois
de expedidas
as
ordens
necessárias
aos
commandantes
dos
corpos
que
na ma
drugada
da
seguinte
deviam
marchar
para
Santarém,
e
depois
de
ter
consultado
o
marechal sobre o
assumpto,
escrevi
ao
guardiano
de
S.
Francisco
pedindo-lhe
que
se
não
ausentasse,
e nem
um
dos
fra
des
do
seu
convento,
porque eu
tomava
a
responsabilidade
da
sua
plena
seguran
ça;
e mandei
esta carta
por
um
agente
seguro.
'
Eu era
muito
amigo
d
’aqtieile frade,
assim
como
de
muito'
outros,
com quem
linha
convivido,
a quem
tinha
estudado
dentro,
e
fóra do claustro,
e
d
’
enlre
os
quaes
nunca
descobri
um só
maroto: el-
les
porern
que
sabiam
que estavam
extinctos
pelo decreto
ominoso
de
Joaquim Anlo-
nio
d
’Aguiar,
aterraram-se
com
a
ideia
da
chegada
de
D.
Pedro, abwdonáram
os
seus
conventos,
ficando apenas
dois
de
S.
Francisco, que
se
asylaram
na
casa
das
porteiras
de
Santa
Clara.
Depois
da
minha
chegada,
e
de
dar
as
primeiras
providencias,
que
entendi
necessárias
para
socego,
e segurança
de
alguns habitantes
conhecidos
por
sua
adhe-
são
ao
governo,
e
pessoa
do
snr. D.
Miguel;
e
tendo
noticia
do
asylo
dos dois
frades,
fui
procural-os,
levei-os comigo,
e
apresentei-os
a
D.
Pedro
IV
para
lhes
darem
testemunho
de
obediência.
D.
Pe
dro
recebeu-os,
não consentiu
que
ajoe
lhassem,
nem que
Ibe
baijassem
a
mão,
e
despediu-os
dizendo-lhes:
iVào
semeiam
com
a política;
cumpram
os
deveres
da
sua
regra:
e
os
frades
reliraram-se
satisfeitos,
e
ninguém
os oífendeu.
Vê-se,
e
conheci
eu
por
esta
adver
tência,
que
o
temor
dos
constilucionaes
provinha
de
que
os
frades
se
occupassem
da
política
atacando
a
nos
seus
principies,
uo
seu
desenvolvimento,
e
nas suas
appli-
cações.
Mas
o
que
é
a
política
na
sua
signi
ficação
genuína?!
Não
será
a sciencia, e
a
arte
de governar
os
povos com
justiça,
e
equidade?
E
como
podem
os
povos
ser
instruídos
dos
seus
deveres,
e
da
sua obe
diência
aos
seus
superiores,
senão
pelos
princípios
religiosos,
que
são
a
base
da
verdadeira
educação
social?! E
qual
era
a
missão
dos
frades?
Não
era
o
ensino
desses
princípios
por palavras,
e
obras?!
Elles,
em
cuja
tbeologia
se
tem.
que
toda
a
auctoridade
vem
de
Deus=-nuWa
potestas,
nisi
a
Deu?!
Pois
a
missão
do
frade
e
do
padre
limita-se
sómente
a
fesar nas con
tas?
Não
se
metiam
com
a
política,
disse
D.
Pedro:
mas
quaes
eram
as
funcçõés
po
líticas
que
exerciam
os
frades?!
Que
em
pregos
tinham
elles no
estado?
A
recommendação
de
D.
Pedro
mos
trou-me
que
havia
n
’
ella
pensamentos
re
servados,
e
que
não
fóra
o receio
de
vei
os
frades
involvidos
na
política,
a
verda
deira
causa
da
sua
extincção.
A
ser
ver
dadeiro,
e
sustentável
o
principio,
basta
ria
uma
lei
disciplinar,
e
restrictiva
to
mada
d
’
accordo
com
a
Santa
Sé;
os
mo
tivos porem eram
outros,
como
provaram
as
consequências.
Implantava-se
a
arvore
da
liberdade,
da
tolerância
de
cultos;
uma
derivada
das doutrinas
lulheranas, e
a
ou
tra,
da
vontade
de
abrir as portas
a es
ses,
e
a
quantos
herejes
quizessem esta
belecer-se
no
paiz:
os frades
eram
um
ob
stáculo
a
estas
pertenções,—oremedio
por.
tanto
era
extinguil-os,
arrazar-lhes
os
con
ventos,
e
extorquir-lhes
as
riquezas.
Obra
ram
seguindo
muitos
dos
exemplos
de Ti-
berio,
e
de
Caracala!
Os
frades
eram uns
censores
vivos
dos
vicios
da
sociedade;
a
sociedade
devia
ser
livre
no
pensar,
e
obrar: logo
frades
fóra,
e
venham
os
liceus
com
seus
mestres
Dionisioà
substituir
os conventos,
educar
a
mocidade
na parte material
pervertendo-lhe
o
coração
pela
cabeça.
E
’
isto
o
que
íiseram;
e é
d
’
esla
aber
ração
que procede
o
estado
lastimoso,
em
que
está
e
em
que caminha
a
passos
largos
o
reino
de D.
Aflouso
Henriques.
Um
dia
virá,
porem,
e
este
dia
já
esteve
mais
longe,
em
que
o erro
seja
geralmente
conhecido,
e
remediado.
Deus
nao abando
nará
a
sua
causa.
José
de
Fredas
Amorim
Barbosa.
V
KetUeção d®
aCaiumereie <lo
ÍHLinliOB.
Londres,
16
de
Agosto,
1878.
CConcluaãoj
*
SUMMARIO.
11.
—
A
Inglaterra
Senhora
e
Dictadora
a
maior
e
melhor
parte do
Mundo.
A
Península
Ibérica
cortada
do
mappa da
Europa.
A França
abdicando
sua
antiga
auctoridade
nb Mediterrâneo
e
no
Levante.,
e
transferindo-a
á Inglaterra.
UI.
—O
enthusiasmo
aqui
neste
mo
mento
é
geral no
povo;
peia
ideia
instin-
ctiva,
que
a
posição
de
Chypre
e
suas
consequência
contribue
grandemente
a
se
gurar
á
Inglaterra
a
posse
da
Índia.
II.
_
(Julho,
18).
—
A
Inglaterra
trium-
pha
por
toda
a
parte,
e
tem toda
razão
de
triumphar,
e
de
cantar
allamente
o
seu
triumpho;
pois
que a
praga
do
Li
beralismo,
de .que
ella,
Inglaterra,
soube
fazer
uso
tão
'
habil,
e
tirar
tão
grande
partido,
veio
a pôr
a
Europa,
e.
a
Asia,
e
a
America
(em
sua
maior
parle),
a Au
strália
inteira
e suas
visinhanças,
e
já
hoje
quasi
o
melhor
d
’Africa (nem tardará
a
têi-a
toda),
debaixo
de
sua
auctoridade
e
poder.
Ninguém
tinha
melhores
proporções
que
a
Península
Ibérica,
com as vanta
gens
que
sua
posição
geographica,
sua
prio
ridade nas
descobertas e
acquisições
co-
loniaes,
a introdução
de
suas linguas,
ir
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PUBLIGA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes................ 2&G0Ô
»
ti
»
................
1$(
j
5C
»
sendo
duas
assignaturas
3&608
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&6O0
Folha
avulso
........................
10
N.° 829
mãs,
em
tal
extensão
das
tres
maiores
partes
do Mundo,
para,
pelo
menos,
par
tilhar
com
a
Gram-Bretanha
este dominio
do
melhor
Globo
fóra
da
Europa.
Tal
foi porem
a
fatuidade
Portugueza
e
Hispanhola
moderna
(e
de
Suas
Pos
sessões),
-que
as
duas
nações
e
suas
co
lónias trocaram
por
palavrões
vazios
e
formas,
a
riqueza
nacional,
política
e
mo
ral,
verdadeira,
que
possuíam;
substituin
do-a
por
imitações
estranhas,
phantasti-
cas
e
degradantes,
que
trouxeram
dois
Estados
Peninsulares
á
insignificância
e de
gradação
presentes,
E
ninguém
me
venha
negar
tal
aííir-
mação;
pois
ahi
estão
publicados,
á
vista
e
conhecimento
de
todo
mundo,
os
pro
cedimentos
e
decisões
do Congresso
de
Berlim,
e
suas
consequências;
dispondo
do
Mediterrâneo, do
melhor
da
Asia d
’a-
qui
até
á
índia,
da
Turquia
toda
inteira,
como
pupilla,
e
administrada,
e
aprovei
tada
pela
Inglaterra
—
e
a
aprasimeuto
da
França!...
Nem
se
creia,
que
eu
disto desgosto;
já
que
as nações
a
quem,
por
sua
posi
ção
geographica
e seus
antecedentes,
com
petia
regular
as cousas
do
Mediterrâneo
e
do
Levante,
quizeram
trocar suas
van
;
lagens
e
poder
natural,
por
macaquices,
por
imitações
de
vapél;
cujo
resultado
foi verificar a
sentença (já
me
não
lem
bra
de quem
—
creio de
Napoleão I), que
«a
Europa terminava, nos
Pyrineos».
Não
ha
duvida,
Portugal
e
Hispanha
liberangadas,
já
não
se
contam
hoje
co
mo
nações
Europeas;
passáram
á
cate
goria
de Marrocos
ou
de Tunis;
graças
á
sua
mania
de
se
vestirem
politicamente á In-
gleza,
e á
Francesa
revolucionaria, tor
nando-se
assim
uma
caricatura
ridícula
dessas nações,
própria
só
para
excitar
o
despreso
dos
estrangeiros, e o
lamento
e
o pranto dos Peninsulares
com
juizo
e
ver
dadeiro
patriotismo.
O
Brazil
lambem não
deixa
de
ler
boa
parte
destas
culpas no
cartorio;
podendo
haver
sido
hoje,
á
imi
tação
da
Gram-Bretanha,
um
poderoso
Império
de
Portugal,
Brazil
e
Algarves,
com
suas
Possessões
em
África,
na
Asia,
pelo
Occeauo; e não
seria
então desde
nhado
tal
Império,
como
agora
foi
Por
tuga!
e
a Península
no
Congresso
de
Ber
lim!
Mas
se
a
Península
foi
contada
por
zero
em
todos
estes
arranjos
e
negocia
ções
de
Berlim,
que
poderemos
dizer
da França,
que
ha
30
annos,
sob
o
Go
verno
da
Monarchia
Legitima
e
Catholica,
dava a lei na Grécia,
no
Levante,
no
Egypto, na
Italia,
na Hispanha,
e
na
Airica
do
Norte?...
Hoje,
hmita-se
a
man
dar
o
seu
Plenipotenciário
Protestante e
semi-Inglez,
testemunhar,
e sanccionar
com
sua presença
e
assignalura,
a
abdi
cação
da
mesma
França
como
Potência
predominante
no
Mediterrâneo; depois
de
ler
cavado á
própria
custa
o
Canal
de
Suez,
para proveito
principal
da Ingla
terra,
que
fez
quanto
pôde
para
o
impe
dir
!!!
HL
—
Está
a
Inglaterra
já
de
posse da
Ilha
de
Chypre; que,
sem
duvida,
não
deixará
de
ganhar
em
cultura,
em
civi-
lisação,
em
toda
sorte
de
melhoramentos
materiaes
—
e
moraes
também,
provavel
mente.
Dali
vai,
não sómente
cuidar
de
preparar
e
assegurar
mais
e
mais
o
ca
minho
para a
Índia,
construindo
a linha
ferrovial
pelo
valle
do
Euphrates
até
o
Golfo
Pérsico,
etc.,
mas
vai
empreheuder
o
restituir
á
cultura,
ao
aproveitamento,
á
civilisação,
a
grande
Península
da
Asia
Menor,
ou
Natolia;
que.
com
suas
tantas
tantas vantagens
naturaes,
é
provável
se
toçne
uma
especie
de
grande
pomar
In-
glez
e
jardim,
como
o
era
Romano,
no
templo
em
que
Lucullo,
se bem
me
lem
bro,
de
lá
trouxe
para
a
Europa
as ce
rejeiras,
que
tanto
nesta se
generahzáram
(e neste
momento
aqui
abundam).
A
Opposição
VVhig
agora
naturalmente
gosta
pouco
do triumpho
immenso
que
foi
para
Disraeli,
Lord
Beaconsíield,
o
arranjo
dos
negoeios
Orientaes,
no
Con
gresso;
que
occasionáram
ao mesmo
Mi
nistro
recepção
tal,
ante-hontem,
quando
chegou,
como
não
lembra
que a
ninguém
se
tivesse
feito
antes.
O
Daily
Telegraph,
papél
agora
o
mais
ministeral,
quer
adoçar
o
raao-humor
que
taes
triumphos
Conservadores ou
Torvs,
inspiram
aos
coripheus
da
Opposição
Wlng,
e
lhes
pergunta:
—
«4
Não
ha
por
ventura
no
que
se
con
seguiu
alguma
cousa
que
lhes
contente o
espirito?
Se
valia
a
pena
derramar-se
tanto
sangue para
emancipar
a
Bulgaria,
re
ceiam
elles
que
se
gaste
algum
dinheiro
e
algum
trabalho e cuidado
para
pôr
em
ordem
a
Lycia
e
a
Lydia,
a
Coria,
e
a
Phrygia,
a
Paphlagonia,
o
Ponto,
e
a
Cap-
padocia»?
«Não
será a
sede
das
Seles
Igre
jas
digna de
uma
broxura ou
de
um
mee-
lingf
;Não
sentem
e
acham
zelo
pela
resurreição
da prosperidade
da
Aeolia
e
Dioria? Acaso os
rios
Meandro, Halys
e
Paciolo
da
Natolia,
não
valem o
Maritza
ou
o
Loni;
e não
podem os
furiosos ami
gos
do
Búlgaro
guardar
uma
pouca
de
sympathia para
a
duzia
de
raças
diversas
do
Levante»?
E
conclue
depois,
dizendo,
que
a
cousa
está
feita,
já
não
tem remedio;
o
bem
ou
mal
que
d
’
ahi
se
siga,
tem
a
Inglaterra
de
carregar
com
elle.
Não
ha
duvida
alguma,
que
o instin-
clo
nacional,
incitado
pela imprensa,
e
pela
ideia
fixa
de que
é
preciso,
a
todo
custo
assegurar
a
possessão
da
Índia,
creou
aqui
tal
enthusiasmo
pela
acqnisiçào
de
Chypre
(que
eu
insisto
em pensar virá
mais
tarde.a
ser
seguida
pela
de Creta),
que
já
não
ha
luglez
que
não
considere
o
Mediterrâneo um
Lago
Britânico.
Espera-se
que
esta
tarde
e
serão, dará
o
Governo,
nas duas Camaras,
explica
ções
a
respeito
da
conducta
de seus Re
presentantes
no
Congresso; e
provavel-
velmenle
lambem
a
respeito
do
novo
tra
tado
com
a
Turquia,
e
suas
esperadas
consequências.
A.
R.
SARAIVA.
CODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
IX
£Jos
esiigeShoa
de
dislrict.}
[Continuação)
CAPITULO
I
Organisação
e
reuniões
Art.
231.°
O
conselho
de
districlo
é
composto
do governador
ci'il, presidente,
e
de quatro
’
vcgaes
nomeados
pelo governo
sobre
lista
tríplice
proposta pela
junta
geral.
Art.
232.°
Dois,
pelo menos,
dos
vo-
gaes
do
conselho
de
districto serão
bacharéis
formados
em
direito.
Art.
233.°
Haverá quatro
substitutos
orneados
pela mesma
fórma
que
os
vogaes
effectivos.
Art.
234.
0
Os
vogaes
do
conselho
de districto vencem de.gratificação
annual
210$'.)
;0
réis,
pagos
peio
cofre
de
distri
cto.
§
unico.
Os
substitutos
vencem
a
gra
tificação
correspondente
ao
Urnpo
por
que
servirem.
gZ.-UU3^.A1
Art.
23a.0
Os
vogaes do
conselho
de
districto
servem
por
quatro
annos,
findos
os
quaes
podem
ser
reconduzi
dos.
Art.
236.°
O conselho de
districto
póde
ser
dissolvido
pelo
governo,
Ait.
2d7.°
O
cargo
de
vogal
do
con
selho
de districto é
incompatível
com qual
quer
outro
cargo administrativo
de
eleição
ou
nomeação.
Art.
238.°
Junto
do
conselho
de
dis
tricto
exercerá
as
funeções
de
ministé
rio
publico
o
secretario
geral
do
governo
civil.
Art.
239.
”
O
secretario
do
conselho
de
districto
é
o
ciliciai da
secreta
ria
que
o
governador
civil
designar.
Art.
240."
O
conselho
terá
uma
ses
são
ordinaria por
semana
e
as
ex
traordinárias
que
o
serviço
publico
exi
gir.
CAPITULO II
Competências
e
atlribuições
Art.
24 i®
As
atlribuições
do
conse
lho
de
districto
são
consultivas
e
contencio
sas.
...
Art.
242.°
Como
corpo
consultivo
in
cumbe
ao
conselho
de districto
emitlir
o
seu
parecer
em
todos
os
assumptos
so
bre
que
as
leis
exigem
o
seu
voto,
ou
em
que
fôr
consultado
pelo
governador
civil.
Art.
2í3.° Como
tribunal
de
conten
cioso
administrativo
compele
ao
conselho
de
districto
conhecer
ejulgar
em
primei
ra
instancia:
1.
"
As
reclamações
contra
as
posturas,
remiiamenlos
e
deliberações das camaras
municipaes
e
juntas
de
parochia;
2.
”
As
reclamações
lelalivas
ás
eleições
das
diversas
auctoridades,
dos
corpos
ad
ministrativos,
confrarias
e
administrações
de
estabelecimentos
pios
e de
beneíicen-
cia,
salvo o disposto n
’
este
codigo ares-
peito
das
eleições
dos
procuradores
á
jun
ta
geral;
.
,
3.
°
As
reclamações
em
maleria
de
contribuições
direclas
do
estado,
nos
ter
mos
das leis
especiaes;
4.0
As reclamações
sobre
o
lançamen
to,
repartição
e
cobrança
das contribuições
municipaes;
5."
As
questões que
sobre
o sentido
e
execução
das
clausulas
dos
contratos
se
suscitarem
entre
a
administração
do
dis
tricto, município
ou
parochia,
e os
ern-
nreheudedores
e
arrematantes
de qttaesquer
rendi s.
obras
ou
fornecimentos
públicos;
6
"
O
contencioso
da
administração de
todos
os
estabelecimentos
de
piedade
e
beueficencia;
7. "
As
reclamações
para
escusa
dos
car
gos
dislrictaes, municipaes, ou
paro-
chiaes;
*
8. °
As
reclamações
sobre
questões
de
servidões, distribuição de aguas
e
usufru-
clo
de terrenos baldios ou
arvoredos
e
pastos
de
logradouro
commum
dos
visi-
nhos
do
concelho, que
tiverem
por (ima
utilidade
geral
e
por fundamento
algum
acto da auctoridade
publica,
ou
em
que
esta
seja
parte;
salvo
quando
se
tratar
da
verificação
e
liquidação
de indemnisa-
ÇÕes;
9. "
As
contas
das
camaras municipaes,
juntas
de
parochia,
irmandades,
contrarias,
hospitaes,
e
quaesquer outros estabeleci
mentos
de
piedade
ou
beneficencia,
cujo
rendimento
annual,
calculado
pela
media
da
receita
ordinaria
cobrada
nos
últimos
tres annos,
fôr inferior
á
alçada
do
tribu
na!
de contas;
10. °
Finalmente
todas
as
questões
que
tiverem
por causa a
oílensa de
direitos
fundados
nas
leis
e
regulamentos de
admi
nistração
publica,
ou
a
mera
violação
d
’
essas
leis
e
regulamentos.
CAPITULO
III
Fórma
do
processo
e decisões
Art.
244.v
Aos
membros
do
conselho
de
districto,
como tribunal
do
conten
cioso
administrativo,
podem
ser
opposlas
as
mesmas
suspeições
que
são applica-
veis
aos
juizes
dos
tribunaes civis.
Art.
245.®
Ao julgamento
das suspei
ções
são applicaveis
as
regras
estabeleci
das
tio
livro
3.°, titule
4.", capitlo
I.°do
codigo
do
processo
civil
AH.
246.®
Quando
fôr
julgada
pro
cedente
a
suspeição
com
relação
a
tantos
membros
do
conselho
de
districto,
efle-
ctivos
e
substitutos,
que
este
não
possa
iuigar
a
causa
principal,
será
competen
te
para a
julgar
o
conselho
de
districto
cuja
séJe
fôr
mais
próxima.
Art.
247.®
A
suspeição
é
considerada
como
impedimento
para
os.
effeitos
das sub
stituições.
Art.
248.°
As
partes
que
contende
rem
perante
o conselho
de
districto
podem
fazer-se
representar
por
advogados
nos
processos
e
nas
sessões
de julgamento.
Art.
249.°
São permiltidas
as
aile-
gações
oraes
nas
sessões
de
julgamento.
Art.
230.®
As
decisões
do
conselho
de
districto
serão
tomadas
em
conferencia secre
ta, escriplas
e
publicadas
até
á sessão
itn-
medialo.
Art. 231.®
0
conselho
de
districto
não
póde
recusar se
a julgar
nenhuma
causa
da
sua
competência,
com
o
fundamento
da falta
da
lei
applicavel,
ou de
obscu
ridade
ou
omissão
d
’el!a.
Art.
252."
As
questões
sobre
titulos
de
propriedade
Ou
de
posse
pertencem
exclusivamente
aos
tribunaes
de
justiça.
Art. 233.° 0 conselho
de
districto
não pode proferir
accordão
definitivo
so
bre
nenhum negocio
contencioso
sem
que
tenha
precedido audiência
contradictoria
das
partes
interessadas.
Art. 254
°
Quando
se
reclame
contra
o
acto
ou
deliberação
de
qualquer
aucto
ridade ou
corpo
administrativo,
cuja
exe
cução
possa
trazer
damno
irreparável
ou
de
ditiieil
reparação, poderá
o
conselho
de
districto,
quando
o
reclamante
assim
o requeira,
mandar
por uma
decisão
inter
locutoria
sobreestar
na
execução
do
acto
ou
deliberação
contra
que se
reclamar.
Art.
255.®
Nos
casos
em
que
a
ins-
trucção
das
negocios
contenciosos
póde
ser
esclarecida
por
inforpiação
das
aucto
ridades
locaes
ou
por
exame
de
peritos?
o
conselho
de
districto
ordenará
estas
di
ligencias.
§
unico.
Os
peritos
empregados n
’
es-
tas
diligencias
vencerão
por ellas
os
emo
lumentos
que lhe
c inpetirem,
como
se
fossem feitas
por
mandado
da
auctoridade
judiciai.
Art.
230.°
Os
accordãos
dos conselhos
de
districo
em maleria
contenciosa
devem
conter;
o
objeclo
da
contestação,
os
no
mes
e
qualidades
das
partes,
o
extracto
das
suas allegações
e
os fundamentos
da
decisão.
Art.
257.°
As
decisões
do
conselho
de
districto
serão
intimadas
ás
partes
pelos
agentes
da
administração.
Art
258.®
As
decisões
definitivas
do
conselho
de
districto
em
assumptos
con
tenciosos
teem
força
de
sentença
com
exe
cução
appàrelhada.
Art.
239.®
De
todas
as
decisões
defi
nitivas
do
conselho
de districto ha
recur
so
para
o
supremo
tribunal administra
tivo.
§
l.°
0
recurso
será
interposto
para
o
tribunal
de
contas,
quando
as
deci
sões
do
conselho
forem proferidas
sobre
as
contas
da competência
do
mesmo
con
selho.
Art. 260.° De
todas
as
decisões
pro
feridas
pelo
conselho
de
dbtriclo
contra
o
estado
recorrerá
sempre o
ministério
publico,
nos termos
do
artigo
antece
dente.
Art.
261.®
Nos
processos instaurados
perante
os
conselhos
de
districtos
é
admis
sível
todo
o
genero
de
provas
reconhe
eido
no
direito
civil.
Art
262.°
Os
recursos
para o
tribu
nal superic
r
serão interpostos
nos
proprios
autos, perante
o
conselho
de
districto,
no
praso
de
quinze,
dias
contados
da
in
timação.
§
l.°
E’
livre
ás
parles
instruir
os
re
cursos,
até
final,
perante
o
conselho
de
districto.
ou
reservar
a
defeza
para
de
pois
dos
autos subirem
ao
tribunal
su
perior.
§
2.® Os processos
serão
remettidos
pelo
governador
civil,
devidamente
infor
mados
pelo
tribunal
recorrido.
§
3."
Os
interessados
podem protestar
perante
o
tribunal
superior
contra
as
demoras,
que houver
na
decisão
das re
clamações
contenciosas,
na
instrucçâo ou
na
remessa
dos
processos,
eomlanto
que
se
prove
haver
expirado
o
prazo
assigna-
do
para
o
julgamento,
para a
instrucçâo
ou
para
a
remessa: no primeiro
caso,
con
sidera-se
indeferida
a
reclamação
e tem
logar
a instrucçâo
immeduta
do
recurso;
no segundo
e
terceiro
caso,
o
tribunal
superior
ordenará qne
os
autos
subam
im-
mediatamente.
Art. 263."
Lm
regulamento
do
gover
no
estabelecerá,
em
conformidade
com
o
que
acima
fica
disposto,
o
modo
pelo qual
as partes
devem
deduzir,
justificar
e se
guir as
suas
reclamações
e
recursos:
o
processo
das
informações
e
diligencias,
com
audiência
de
terceiros
interessados,
ha
vendo-os,
os
prasos que leem
de
ser
as-
signados
a cada
um
d
’
esles
actos
e
ao
julgamento
das
reclamações;
e
a
fórma
das
decisões,
notificação
e
execução
d
’
ellas.
&
M
ã
Ã
í
&
k
;a £
5Som«<jeas».—
-Teve
logar
ante-hontem,
na
fórma
annunciada,
a
romagem
e
festi
vidade do Monumento
do
Sarneiro.
Como
o
dia
se
apresentou
quasi
sempre
borras
coso,
a
concorrência
foi
muito
menor
do
que a
havia
a
esperar.
Comtudo
no
real
templo
do
Bom
Je
sus
do
Monte celebrou-se
a festividade
com
Exposição,
missa
solemne
e
sermão,
sendo
orador
o revd.«
João
Manoel
Tei
xeira.
Sahiu
o clamor
para
o
monte
Sarneiro,
cantando a
ladainha.
Junto
ao-Monumento
o
revd.
0
João
Antonio
Veiloso
fez d
’
impro-
viso
um bello
discurso,
que
muito agra
dou.
Transferencia
<ie
festiviiiaStuj,
—
Em
rasão
de
se
verificar
no
domingo
passado
a
festa do Monumento,
ficou
trans
ferida,
como
nos últimos
annos,
para
o
o
domingo
1
de
setembro,
a
festividade
ao
Santíssimo
e
Immaculado Coração
de
Maria,
que
n
’
aquelle
dia
tinha
de
cele
brar-se
nos
Remedios, e
que é
sempre
muito
apparalosa.
MeSluuíft
João
<Se
Deti».
—
Vamos
aventurar
um
pedido
á
ex.'
“
a
carnara,
e
fiámos
da
illuslração
dos
cavalheiros
d
’
essa
corporação
e
do
intuito
que
nos
move
a
dirigir-lhes
estas
linhas, que
elle
será
al-
tendido
opporlti
na
mente.
Premie-se
com
a
instrucçâo
popular
o
nosso
pedido,
—
e
tanto
basta
para
sobre
elle
chamar
a
altenção
dos
que verdadei-
rameote se interessam
pelo
progresso
sem
adjeclivos.
Todos
os
dias
a
imprensa
registra
os
maravilhosos
resultados
d
’um
novo
metho
do
d
’
eosiuo, inventado
pelo insigne
poeta
o
snr.
dr. João
de
Deus.
Pessoas
respei
tabilíssimas
os
attestam,
com
assombro.
Ao
fechar
da
legislatura
finda,
uns
dois
ou
tres
deputados
não
se
dedignaram
de
chamar
a altenção
rio governo
para
a
grande
revolução
que
a
Cartilha
Maternal
de
João
de
Deus
está
causando
n
’
um
en-
*ino
rotineiro
e
embrutecedor,—abençoada
revolução
que se
desentranha
em
fructos
salutares
e vivificantes. Muitas
camaras
resolveram
subsidiar
pessoas
para
irem
leccionar-se
com
o illustie
auctor do
me-
lhodo, para
depois
o
explicarem
aos ou
tros
professores
dos
seus
concelhos:
e
não
ha
muito,
a
Junta
Geral
do
districto
de
Vianna
do
Caslello
votou
que
um
profes
sor
e
uma professora fossem
a
Lisboa
para
esse
mesmo
fim. Quizt-rarnos
que
este
exemplo
fosse
seguido, não
só
pela
ca-
mara
de Braga,
corno
pelas
de
todo
o
remo
que
ainda
o
não
imitaram.
Embora
facílimo,
essencialmente
logico,
o
Melhodo
João
de
Deus;
de
poucos
a
sua
interpretação
será
perfeita,
seta
um
breve
aprendisado
com
o
seu illustie.
auctor,
—
mórmente
de
grande parle
dos
professores
primários
oíliciaes,
pelo affêrro
quu
teem
a
systemas
irracionaes
que só
por
espaço
de
cinco,
seis
e
mais
annos
reaiísam
o
milagre
da «agoa
moile
em
pedra
dura,
tanto bate até
a
lura»;—
isto
sem
(aliar
mos
n’outros
grandíssimos
inconvenientes,
que
mais
e mais
põem
em
relêvo
o
ines
timável
serviço •jue
João
de
Deus
prçsta
á
nessa
patria,
—antes,
á
humanidade
in
teira.
E
não
nos
digam
que
a Cartilha
Ma
ternal
tem
tido
impuguado'es:—
o
contra®
rio
é
que
sei
ia
para
admirar.
Mas
se
to
dos
os
impugnadores
forem
da
força
d’
uns
que ba
tempos
disparataram saloiamenle
em
dois
jornaes
de
Lisboa;
’
é
certo
que
João
de
Deus
tem
alcançado
o
mais
esplen
dido
triumpho
entre-os beneméritos
da
in-
strucção
popular.
Por
agora
ficamos aqui.
U
nosso
pedido é,
pois,
para
que a
exc.
II,a
carnara,
seguindo
o
exemplo
já
dado,
se
empenhe
em mandar
pessoa
idó
nea
a
leccionar-se
com
João
de
Deus
no
seu
melhodo
admiravel.
E
assim
prestará
valiosissimo
serviço
a este
importante
mu
nicípio,
que
se
honra
com
a
ter
elegido.
Veseividad®.
—Na
capella
do
reco
lhimento
de
Santa Maria
Magdalena
(Con
vertidas’
,
.
festejou-se
ante-hontem
o
Sa
grado
Coração
de
Maria,
com
missa
can
tada,
e
sermão
préga-Jo
pelo
distincto
orador
dr.
Constantino
Ferreira
tfAlmeida.
Xr^nsfereneiai».—
Acabam
de ser
transferidos
muluamenle
os
snrs.
secre
tários
geraes
dos
governos
civis
d
’esta
cidade e
d
’
Evora,
voltando
para
Braga
o
ex.
li10
snr.
Manoel
Justino
Marques Mur
ta,
e
para Évora
o
ex.
m
®
snr.
Custodio
Joaquim
Freire.
Este
cavalheiro deixa
aqui
verdadeira
saudade,
pois
gosava
de
muitas sympathias.
grangeadas pelas
suas
qualidades
de
perfeito
cavalheiro.
Cotno
funecionario,
ei:a
dos
mais babeis
e
distin-
ctos,
affavel
para
com
todos
sem
distinc-
ção
alguma,
quer
de
posição quer
de
po
lítica.
D
’
aqui
lhe
enviamos
os
nossos
adeuses.
Ao
ex.
n
’
°
snr. Marques
Murta
os
nos
sos
cordeaes
parabéns
por
de
novo se
ver
no
seio
da
sua
familia
e
dos
amigos.
Por
effeito
de
vis
e
infames
intrigas
d
’
in-
gratos
e
invejosos, fôra
s.
exc.
a
transferido
ha
tempos,
e
por
esse
motivo
muito sof-
freu
a
sua
deteriorada
saude,
chegando
a
perigar
a
sua
vida.
Repetimos
os nossos
parabéns.
A
ssimp
,
G,3Ȓ5r
s®
l>rr?Ji».
-Os
nossos
ilhistrados coilegas
do
Progresso ti-
veram,
ha
tempos,
a
delicadeza
de
nos
suspenderem
a
remessa do
seu
jornal,
_ _
isto
sem
que
nós
dessemos
o
mais
des
culpável
motivo
que,
ao
menos
apparen-
teraente,
pudesse
justificar
ura
tal
proceder.
Continuámos
todavia
a
enviar-lhes
a nossa
folha
por
largo
tempo,
na
esperança
de
que
seriam apenas
irregularidades
no
ex
pediente
do
coliega
as
faltas
havidas;
mas
conhecendo
que.
era proposito,
mandamos
suspcnder-íh
’a
lambem.
Era
justíssimo,
pa-
rece-nos.
Um
d’
estes
dias
recebemos,
com
es
panto.
um
n
”
d
’aquelle
jornal.
Compre-
liendemos.
Pois,
só
por
delicadeza, lhe
enviaremos
este
n.°,
e
nenhum
mais
até
que
o
coliega
se
digne
dar-nos
as
devidas
explicações.
E’
com
mágoa
que
assim
pro
cedemos,
pela vez primeira;
mas
a
nossa
dignidade
não consente
o
contrario.
Po
deremos
ser
accusados
do
que
quizerem;
—
menos
de indelicados.
licença.
—
Foi
concedida
licença de
60
dias
ao
snr.
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
digno
escrivão
e
tabelião
nesta
cidade.
«íbiío.
—
Falleceu
em
Lisboa
o ex.
m
®
snr.
D.
Pedro
de
Portugal,
sogro
do
ex.
m
®
snr.
conde
de
Bertiandos,
a quem
cum
primentámos.
Mova
iinEaa
j
»?
b
5
cu
.
—
Vae
ser
estabelecida
uma
nova
linha
telegra-
phica
directa entr^
esta
cidade
e
a
do
Porto.
Para
este
fim
já
se
acha
entre
nós
o
snr.
João
Carlos
Forte
de
Sousa,
chefe
da
i.
a
secção
telegraphica,
que
veio
para
dar
começo aos
trabalhos
da
collocação.
fatteeimenío. —
Por
10
horas da
manhã
de sabbado,
falleceu
o
snr.
José
•Valerio
Capella,
antigo
professor
nesta
cidade,
e
irinão
do
snr.
dr.
Raymundo
Capella.
O
pobre
moço
linha
sido
ha
tem
pos
atacado
de
alienação
mental,
que
se
lhe
repetiu
mais
violentamenle
ha
dias.
Os
cavalheiros
do centro
regenerador
d
’
esta
cidade
resolveram
appiicar
a
quan
tia
restante
d
’
aquella
com
que
se
tinham
cotado
para
os
festejos,
aiim
de
se
eífecluar
o
enterro
do
infeliz
moço,
sendo
o
déficit
rateado
entre
alguns
membros
do
mesmo
partido.
Além
d
’isso também
promovem
pela
ci
dade
uma
subscripção
para
alliviar
as
tristes
circumstancias
da
familia
do
finado.
KccJeairtsieriuas
*
.
—
Com
muita
sa
tisfação
annunciàmos
o
apparecimento
do
primeiro
n.®
do Ecclesiasteríum,
jornal
lit-
terario
luso-brazileiro,
de
que
é
redactor
principal
o
illustrado
e
indefesso sacerdo
te,
padre
Luiz
Bernardino
de
Carvalho
Pa
checo,
redactor também
das
excellentes
Leituras
Populares.
Abre
este
n."
com
o
retrato
photogra-
phico
de
S.
S.
Leão
XIII,
e
contém
o
seguinte:
Ecclesiasteríum,
por
Luiz
Ber
nardino
de
Carvalho
Pacheco;
45d’a'joslo.
pelo dr.
Garcia
Diniz;
O
Papa
Leão
XIII.
por
Luiz
Pacheco;
Autobiographia
de
S.
Santidade
Leão
Xill
—
original
latino
de
S.
Santidade,
e traducção
de J.
B.
Rossa;
â
rainha
Eslefania,
magnifico
artigo
de
F.
G
Fonseca;
Sepultura
de
Fr.
Luiz
de
Sousa,
um
conto moral,
traduzido
da
laureada
escriptora
castelhana
D.
Angela
Grassi,
por
C.
de
Lhaby.
Esta publicação
é, por
todos
os
titulos,
excellente
e
digna
da
coadjuvação
de
w
*
das
as
pessoas
honestas.
Pura
Ser
deppesss,
—
Fundou-se
em
Barcelona
um
Centro
antidinacosmopolill^‘
rápeutico.
A
este
proposito
escrevia
o
«Dia-
rio
de
annuncios»,
de
Saragoça:
«Rogo
aos
compositores
que
ponham
um
teles
cópio
ern
cada
olho,
a
fim
de
procurar
as
vinte
e
nove
letras
de
que
se
compoe
esse
ditoso
adjectivo
e
recorro
aos
meus
leitores
que.se
persignem,
que
bocejem
e
loiíiem
a
respiração
antes
de
começarem
a
soletrar
essa nova
aequisição
dos
nossos
modernos
piiilosophos.
«Se
ha
entre
os
leitores
alguma
p?
8
*
soa
antidinacosmopolil/ierapeuUca
que
qtiei-
ra
curar-se
anUdinacosmopolítherapeutica-
nieiile
ilo
seu
insupportavel
antidinacosmo-
polilherapeuticisrno. recorra
ao
centro an-
lidinacosmopdilherapeutico
de Barcelona,
qne
ficará
dentro
de
pouco
momentos
de-
S
anlidinacosmopolitlierapeulisada.—
D.
N.
Aviso
ao
elero
e
prevençía
eo
nti
*
a
ratoneiros.
—
Anda
ahi
um
ra
tão
pertencente
ás
sociedades
do
olho
vivo,
que supposlo não
seja
despecie
no
va,
porque
d
’
estes
já
reza
a
Arte
de
Mar
do
nosso
padre
Antonio
Vieira,
para
muitos
tem
sido
salteador
d
’especie
jnteirainente
nova.
Finge-se
o ratão,
beato,
e
d
’
uma
con
sciência
a
tal
ponto
escrupulosa,
que
illu-
de
os
mais
circumspeclos
e
cautelosos.
Principia
por
pedir
aos padres,
e
em
primeiro
logar
aos
parochos,
uma
con
sulta
sobre
o
destino
a
dar
a
um
achado
de
37
libras
na
feira
de
Villa
Nova
de
Famalicão, ha
tres
annos.
Diz
que
já
fez
publico
este
thesouro
por meio
de
pregões
deitados
na
mesma
feira,
por éditos
nos
logares mais públi
cos,
e
até
no
«Comraercio do
Porto» e
n
’
oulros
jornaes
dos
mais
lidos
tem
pu
blicado
e
gasto
um
rúr de
dinheiro
(do
seu
bolso,
que
no
achado
ainda não
bo-
liu!
!•••)
Diz
mais
que
já
o
dava
ao
seu
pa
rocho
(de
Amares,
me
disse a
mim)
e
que
lho
não
acceitou
nem
acceita
sem
que
oiçã
os
moralistas
de
maior
(ama
—
inclusive
o
snr.
arcebispo.
Improvisa,
depois
de
ouvida
a
consulta
do
padre,
uma
urgência
de dinheiro,
para
ir buscar
uns
bois que
vendeu
e
lhe
re
cusam
pagar
por
supposlos
defeitos,
e
eil-o
que
entra
na
-sua
principal
missão,
que
desempenha
cora parva
e
apparenle-
mente
estúpida
delicadeza,
desfazendo-se
em
lisonjas
e
cortezias
para
pedir
de
empréstimo
4
libras,
93000 reis,
algumas
vezes
63OOO,
e
já
algumas
vezes
tem
in
stado
por
23000
reis
que
íica
de trazer
na
volta
para
baixo,
ou
no
domingo
mais
proximo,
com
algumas
garrafas
do
ma
duro
para
remunerar
a
hospitalidade
e
a
caridade
de
o
aturar
com
tão
bons modos;
mas... que
nunca
mais
se
tornam
a
ver,
bem
como
o
homem
da
capa
preta.
Acautele-se
pois
o
clero,
esteja
de
sobreaviso
para não ser
victima
do
lôgro,
como
muitos já
o
tem
sido.
Nestas
consultas
de
restituição
tenha
o
clero
em
vista
o
que
diz
o
nosso
clás
sico
Vieira
na
sua
Arte
de
furtar,
para
não
ficar
embasbacado.
Se
não
fôra
o
receio de
fazer
dema
siadamente
longa
esta
massada,
aqui
re
produziria
o
que
aquelle
judicioso escriptor
disse
coin
referencia ao assumpto
em
questão.
Fique
porém
para
outra
vez
Fonte
Arcada
22 do
agosto
de
1878.
*
*
*
«ríesate.
—
Últimos
lelegrammas:
Paris
22
—
0
ministro
Wadington
dis
se
botitem n
’
um
banquete,
em
Lyon,
que
são
injustos
os
ataques
contra
o
tractado
de
Berlim,
pois
quando
for
iolegralmente
comprido
ver-se-ha
que
é
a única solução
duradoura
da
questão
do
Oriente.
Londres
22
—Corre o
boato
de que
a
Inglaterra
convidará
as
potências
para di
rigirem
as representações
á Rússia,
ácerca
da
administração
da
Bulgaria.
O
ministro
Cross
faltando n
’
um
ban
em
Liverpool
exprimiu
a
esperança
de
que
a
paz
seja duradoura, entretanto que
o
dever
do
governo
é
meditar.
Paris
23
—
Ctegou
a
Berlim
a
circular
da
Turquia.
Concorda
na rendição de
Ba-
loum, mas
recusa
entrar
em
discussão
ácerca
das prelenções
da Grecía.
Cm
telegramma
de Serajevo
annuncia
que
foram
descobertas
as
provas
de
cum
plicidade
da
Servia
e
do
Montenegro
com
a
Bosnia.
Dizem
de
Athenas
que
o ministro
Coto-
mondouros
projecla
enviar
um
ullimatom
á
Porta
depois
de consultar
as
potências
signatarias
do
tratado.
Londres
23
—
Ha
certa
frieza
entre
o
snr.
Layard
e
o sultão
por
causa
das
re
formas asiaticas.
Os
austríacos
depois
de
vivo
combate
8poderaram-se
das
posições
insurgentes
á
volta de
Slolals.
Foram
consideráveis as
perdas
dos
in-
surgenles
pue
tiveram
mortos
vários
che
fes.
Vienna
23
—
Os russos
tentaram
apoie-
r
ar-se
das
posições
dos insurgentes
de
Ro-
dope,
mas
foram
batidos
e
perseguidos.
As
perdas
lolaes
do
exercito
aulriaco
da
occupação
da Bosnia e
llerzegoviaa
tem
sido de
776
soldados
e
olliciaes.
Londres
24
—
Diz
o
«Times»
que
vai
Ser
emiiiido
um
novo
empréstimo
turco
de
5
milhões
de
libras
sterlinas,
sob
a
garantia
da
Inglaterra,
que
reorganisaria
as
finanças
na
Asia
Menor.
Os
arnauias
preparam-se
para
defender
o seu
território
contra
os
servios
que
aglomeram
tropas
nas
proximidades
de
Vragnia.
E’
provável
o
conílicto.
U
*
«siríníjnez
*
-M
falleBídos.
—
No
Rio
de
Janeiro
falleceram
os
seguintes:
Maria
Ignacia, 37 annos
casada;
Ma
noel
Nogueira
Seabra,
15
a.; Manoel
Mo
reira
da
Rosa,
70
a.,
s.;
Isidora Ferreira
Jardim,
70
a.,
v.;
José
Lopes
da
Silva,
36
a.,
c.; G^todio
José
Antunes
Pereira.
21 a.,
s.;^òsé
Bernardino
Ribeiro.
-47
a.,
c.;
Manoel Fernandes
da
Costa
21
a.,
s.;
Antonio
Pinto de
Sousa,
75
a.,
v.;
José
Lopes
Lisboa.
60
a
,
s.; José
Ber
nardo
de
Oliveira,
66
a.,
s.;
Joaquim
José
Pereira
da
Silva.
22 a.,
s.;
Maria
de
Je
sus
Borges,
22
a.,
v.;
José
da
Costa
Oliveira Martins,
23
a.,
s.;
Manoel Mo
reira
Seita,
43
a.,
s.;
Rodrigo da
Sdva
Ferreira,
20
a.,
s.;
José
Martins,
28
a.,
c.;
Joaquim
Coelho
de
Sampaio,
24
3•
y
8*
S5»
ssb
alSae
t»
s!<>
Favo,—
Esta
publicação
que
leve
começo
em
10
de
janeiro
do
corrente
anno,
tem
publicado
14
romances
e diversos
artigos
de inte
resse,
e
distribuído
aos
seus
assignantes
e
compradores
por
occasião
de todas
as
loterias,
18
que
tem
sido
até
ao
presen
te,
611
brindes, na
importância
de
7893000
réis,
sendo todos
entregues
de
prompto
em
casa
do snr.
Antonio
A.
Moraes,
—
Rua
dos
Fanqueiros,
104.
E
continua
em
cada
loteria
a
dar
em
brinde
200 escudos
de
fundos
hespanhoes
no
valor
representativo
de
943090
réis.
Os
livros
são
todos
numerados,
e o
que
obtiver
o
numero
da
sorte
grande
recebe
o
brinde.
Começa
no
n.°
20
a
publicação
do
in
teressante
romance
original
—
Os
Estróinas
de
Lisboa,
pelo festejado escriptor Henrique
Peres.
A
empresa resolveu
dar
aos
seus
lei
tores,
leitura
ulil
e
agradavel; a
parte
utii,
é
em
cada
livro 16 paginas
de
todas
as
leis
civis, criminaes,
administrativas
e com-
merciaes,
para
-que
o
publico
menos
co
nhecedor (Delias
fique
ao
alcance
das
leis
que
nos
regem;
a
parte
agradavel, é
em
romances de
bons auctores,
que
compre-
henderá
32
paginas.
Aos
que
assignarem
até
ao
fim
do
mez de
agosto, ser-íhe-ha
entregue'em
janeiro
um outro brinde
que
é um
romance
com 66
paginas
em
pa
pel
asselinado,
contendo 463200
leiras.
Condições
da
assignatura
tanto
etn
Lis
boa
como
nas
províncias:
—6
numeros
340
réis,
9
ditos
520
réis,
12
ditos
660
réis.
Preço
avulso
60 réis.
Assigna-se
e
ven
de-se
na
rua
dos
Lagares,
44—
3.°
—Lis
boa.
As
obra»
<I
í
»
irmassdssile
de Nossa»
'Sesshora
da
Ejíi-pa.
A
Meza da
irmandade
dos
Clérigos
de
Nossa Senhora da
Lapa,
d’
esta
mesma ci
dade,
constituída
na
urgente
necessidade
de
fazer
obras
nas
casas,
e
faltando-lhe
os
meios
pecuniários para
as
poder
con
tinuar e concluir,
appelia
para
a piedade
dos
fieis,
e
especialmente
dos
seus
Irmãos,
na
esperança
de
que
não
deixarão de
concorrer
para
o
indicado
fim
com
suas
esmolas,
as
quaes
serão
entregues
ao
respectivo thesoureiro o
muito
revd.0 snr.
José
Luciano
Gomes
da
Costa.
Braga
19
de
agosto
de
1878.
O
secretario
da
irmandade
Padre
João
Luiz
Affonso
da
Mouteira.
SECÇÃO SOMUmm
Snr.
redactor.—
Exemplo
digno
d’
imita-
ção
deram
os
habitantes
da
freguesia
de
Fervença,
do
concelho
de Celorico de
Basto,
pela imponente
procissão
de
penitencia
qne
no
dia 20
d’
este
mez
eífecloaram,
—
pira
que
Deus
Nosso
Senhor,
por
inter
cessão
do
glorioso
Martyr
S.
Sebastião,
afaste
de
nós
os ílagellos
que
nos
amea-
çarn.
Logo
na
manhã
d’
aquelle
dia,
não
ob-
stanle de
trabalho,
os
povos
d
’aqui
dirigi
ram-se
ao
templo
parochial
a
assistirem
a
uma
missa
solemne.
Depois
do
Evange
lho subiu
ao
púlpito
o
revd
0
Bernardino
1
Romariz,
que,
tomando
para
texlol
as
pa-
í
lavras
do
Evangelho
do
dia—
vos
eslis
lux
i mundi,
discursou
largamente
sobre
a.
vida
KH BRAGA
Pua
de
S.
João
n.°
ÍO
Alfredo
Alves
Passos,
que
por
favor
de
Deus
conseguiu
vencer
a
perigosa
e
longa
doença,
que o
prostrou,
reabriu
já
a
sua
Casa
de
Saude,
ião feliz
como
bem
conceituada
no
publico.
e
virtudes
de
S.
Sebastião.
Concluída
a
missa,
saiu
a
procissão,
para
a
qual
foram
dados
tres
lindo
*
!
andores,
nos
quaes
ia
N.
Senhor
Crucificado,
Nossa Senhora
das
Dores,
e
S.
Sebastião.
O
clero
e
o
povo
cantaram
allernamenle
as
Litanias
de
To-
dos-os-Sanctos
até
ao cume
do
elevado
outeiro do
Calvello.
onde
está
erecla
uma
ermida
dedicada
a
N.
Senhora
do
Cal
vello,
distante
da
egreja
mais
de
2
kilo-
metros.
Quasi
todo
o
povo,
sem distinc
ção
de classes,
ia
descalço.
Chegada
que
foi
a
procissão,
o mesmo
snr.
padre
Ro-
mariz,
tomando
para
texto
as
palavras
dos Provérbios
—
Justitia
elevai
genlem;
mí
seros
aulem
facil
populos
peccalum,
mo
strou
que
o
peccado
era
causa
das
grandes
calamidades
—
fome,
peste
e
guer
ra,
e
que
a
virtude alrae as
bênçãos
do
ceo.
Os
ouvintes, não
só
d
’
esta
freguesia
mas
também das
circumvisinhas,
estavam
debulhados
em
lagrimas, especialmente
quando
o
pregador
pediu,
em
nome
dos
fieis,
perdão
a
lodos
os
peccados a
N.
Senhor
Crucificado
e
a
N.
Senhora
das
Dores,
e
pediu
com
fervor
a
S.
Sebaslião
que
afiaste
as
calamidades
que
nos
amea
çam.
No
fim
lodo
o
audilorio,
composto
de
3
a
4
mil
pessoas,
ajoe
hou
e
pediu
clamorosamente
perdão
e
misericórdia
ao
Omnipotente. Quando
a
procissão
reco
lheu
á
egreja,
eram
2
*
/,
horas
da
tarde.
Louvo muito os revd.08
reitor
d’
esta
freguesia,
que promoveu este
acto
religio
síssimo,
o
da
de
Moreira
e
mais eccle-
siasticos
que
prestaram
os seus
serviços,
e
não
menos
aos
snrs.
José
Marques
da
Fonseca,
e
Agostinho
de
Carvalho
do
Souto,
que
se
não
pouparam
a
esforços
afim de
se
realisar
esta
procissão,
para
que
Deus
nos
livre
da
carestia,
e
af-
faste
as
doenças
que
nos
estão
accom-
mettendo.
Fervença,
em Celorico
de
Basto,
23
d
’
agoslo
de
1878.
Padre
Francisco
Alves
de
Carvalho.
Os abaixo
assignados
agradecem,
pe-
nhoradissimos
aos
muito
revd.
os
ecclesias-
ticos,
e a
todas
as
pessoas,
que lhes fi
zeram
a
honra
de
generosamente
os
ob
sequiar,
e cumprimentar,
por
occasião
do
■fallecimento
de
seu
presado
pae,
irmão,
cunhado,
e
tio.
Joaquim
Carlos
da
Sdva
Pereira;
e pedem
desculpa
de
não fazerem
individualmenle
este
agradecimento,
por
lerem
de
retirar-se
cora a
maior
brevidade
para
banhos
de
mar.
Braga
24
d
’agosto de
1878.
Antonio
Carlos
da Silva
Pereira
Pila
Delfina
da
Cunha
Gomes
d'Araújo
José
Joaquim
Gomes
d
’Araújo
Alvares
Joaquim
Gomes
d
’Araújo
Alvares
Miguel
Gomes
d
’
Araujo
Alvares.
(1042)
Maria
da Conceição Gomes
Pereira
da
Rocha,
muito
penhorada
para
com
todas
as pessoas,
que
por
qualquer
modo a
ob
sequiaram
no
doloso
transe
porque
acaba
de
passar
com
a morte de
seu
estremoso
marido
Manoel
José
Gomes da Rocha,
vem
por
este
meio agradecer
taes
provas
de
aííecto
e
protestar
o
seu mais
profundo
agradecimento.
(1046)
Thereza
de Jesus Pinto,
Rosa
Maria
da
Conceição
Pinto
e
Anna
de
Jesus
Pinto
mulher,
filha
e
cunhada
do
fallecido
Ber
nardo
José
Pereira
Pinto, agradecem por
esta
fôrma
a
todas
as
pessoas
de
sua
amizade
e
relações,
que
os
cumprimenta
ram
e
lhes
prestavam
serviços por
ião
infausta
occasião.
A
todos se confessam
penhorados.
,■
t
Y
'
O
fr.
r : y. >;
'a.
O
a
A
-V
O
UÀW
CASA
DE
SAUDE
O
annunciante continua
a
dirigir
a
dita
soa
Casa
de
Saude,
assistindo
dia
e noite
aos enfermos,
sendo
operador
e
visitante
seu pae
Manoel
Joaquim
Alves
Pas<os.
Dinheiro
a
juro de
5
°/
0
com
hvpoteca
de
um
a
doze
contos
de
reis,
Vicente
Francisco
da
Silva Braga, rua
de
S.
Vi-
ctor
n.°
40,
diz
quem
o
dá.
(1045)
A
CAIXA
PENHORISTA
BRACAREN-
SE,
que
acaba
de
se
constituir
na
Tra
vessa
de
D.
Gualdim,
n.°
1
A,
da
ci
dade
de
Braga,
dá dinheiro
sobre, penho
res
de
ouro, prata,
joias,
moveis e
rou
pas,
todos
os
dias
não
santifica
ios, desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás 10
da
noite;
recebe
fazendas
de toda
a
especie para
vender
á
consignação
e
adianta sobre
as
mesmas
algum
dinheiro
mediante
as
con
dições
que
dá
no seu
escriptorio
e
muito
breve
annunciará
outras
vantagens
ao
pu
blico.
Braga
21
d
’agosto
de
1878.
O
gerente,
(C.)
L.
J.
Gomes da
Costa.
■
LETRA
Quem
perdesse
uma
letra
da
quantia
de
1:0303000
reis
vencida
em
13 de
ju
lho
ultimo,
pode
dirigir-se
a
Felippe
Joa
quim
de
Sousa,
morador na rua de
Santa
Maria,
casa
n.°
1,
d
’esta cidade, que, dando
signaes
certos,
a
entregará.
(1041)
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga, declara
para
os
devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar, por
escriptura
que
se
acha registada
no
Tribunal
Com
mercial
d
’esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
também
se
acha registada para
a
representar
em
to
dos
os negocios que
achar
convenientes.
(1026)
PHAKMAC1A
A. D. ALVIM
Tem
deposito,
das
aguas
mineraes
do
Gerez,
em
garrafas
de
8/0
e
vidros
de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
rasoavel.
Pomada
sympathica,
para
destruir
de
prompto
o
pello
da
cara
e mesmo cabel
lo
em grande
quantidade,
sem
causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA
—
Especifico
por
excellencia
para
tirar
toda
a
qualidade
de
sardas
e
panno
do
rosto,
seja
qual
fôr
a
sua origem.
A
FLOR
DA
MOCIDADE—
Infallivel»
para
restabelecer
aos
cabellos
e
á barba
a
siia
côr
primitiva.
O
vigor
do
Cabello de Ayer.
OLEO
DA
PÉRSIA
para
lazer nascer
e
crescer
o cabello.
fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os
referidos
preparados
na
pharmacia
A.
D.
Alvim.
AGUAS
MINERAES
Vendem-se
na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d’
Alegria
—
de
Vidago,
Verim,
d’
Entre-os-Rios, de
Sei-
dlilz, das
Caídas da Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e
de
Vichy.
(996-T)
ALUGAM-SE
a
começar do
S.
Mi
guel
em
diante,
as
casas
n.°
16
e
17,
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas,
com
boas
accommodações,
construídas
de
novo;
tem
saida
para
a
nova
rua
das
Carvalheiras. Trala-se
com
João da
Costa
Palmeira.
(1017-T)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres e
cora
muitos
commodos.
Trala-se
na
casa
imme-
diata n
.°
22.
(981)
CA1XEEB5O.
Perteiide
arrumar-se
inn
n
’esta
‘
idade,
com
pratica
de mercearia, pode
tomar-se
informações
do
mesmo
na
rua
de
S.
Do
mingos
n.°
38.
(1033)
ULTIMA
DESCOBERTA
O
vinho
e
oleo
de
íiya.ío
de
baca
lhau
ereozotadoa
de
Giiibert
e
Bttuchurd,
modíGeadon,
São
hoje
applicados
com
oplimo
rezul-
tado
por
médicos
de
lodos
os
paizes
para
a
cura
da phtysica pulmonar, bronchites
chronicas,
losses
rebeldes,
calarrhos
de
bexiga,
etc.,
etc.
Preparados
na
pharma
cia
de
H.
J.
Pinto
&
C.
a
Largo
dos
Loyos,
36
—Porto
Deposito
em
Braga—pharmacia
dos
Ór
fãos.
(1029-T)
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO
PROPHITATiaO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eflicaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais rebeldes. Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmaria
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito principal no
Porto
na
Phar
macia Madureira, rua
do
Triunfo
n.°
142,
proximo ao
Palacio de
Christal.
Preço
década frasco—
400
rs.
(861)
TôSSíl.
Os
Rebuçadoa
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito no Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de Santo
Anlonio,
227.
Unico
deposito em
Braga, PHARMA
CIA
DOS ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
CIRURCIIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURG1-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
i9.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito á
sua
arte
e continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’
esta
cidade,
tsndo
em
consideração
a
avulladissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha ireste acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos Moreira
Guimarães.
(1002)
VENDA DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de S.
Marcos,
o
andar superior da
casa
que habita Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se uma se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se a
qualquer
hora.
(916)
Vende-se
uma morada
de
casas
l
”
ísL
sila na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
&»i.aSHa.
0
a 0
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva Araújo,
morador na mesma rua,
ca
sa
n.°7,
contígua áquella.
(862)
DINHEIRO
A
JURO
Até
á
quantia
de 250:000
réis
dá-se
sobre
hypoteca
na
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
Trata-se
com o
secretario da
mesma,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua
do
Poço
<l
’esta
cidade.
1014
PROMISSÓRIAS
do Banco Com
mercial de Braga
Compram-se
em
casa
de
Valença,
Fi
lho
& C.a
,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
DA COMPANHIA FABRIL SINGER
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE,
17
singer
—
Vendeu no
anno
de
1877
a
enorme quantidade de
282:812
ma-
chinas
de
coser!!!
mais
20:496
que
em 1876.
SIKGHU
a
machina
que
todo
o mundo
reconhece
como
superior
a quan
tas
invenções
tem
apparecido.
SINGEB—
E
’
a
unica
machina
de
costura
que
tem
obtido
em todas
as
ex
posições
os
primeiros
prémios
e medalhas,
não
só
pela
sua
boa
conslrucção e duração
como
lambem
pelo
seu
bellissimo
trabalho.
SINGER—
E
’
a
machina
que
está
mais
conhecida
e
introduzida
em todas
as
partes
do
mundo
e
a
que
offerece
maiores
vantagens
em
economia
de
tempo
e
dinheiro.
«SUIWCwlESE.—E’
a
que
se garante
por
7
annos,
fazendo
sempre bom
trabalho
e
nunca
apresentando
difliculdades.
SSttWCw-ISSS.
—E
’
a
unica
machina
que
se
vende
a
prestações
de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de
entrada,
para
assim
favorecer
mais as classes menos
abastadas.
Tão
boa tem
sido
que
mais
de
60
imitadores,
vendo
o
bom
resuliado
d’
esta
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas
SINGER,
illudindo
assim
a
boa
fé
do publico.
BB».
—
Finalmente
é
a
machina
que
mais
acceitação
tem
tido,
devido
sempre
á
sua
boa
costura;
tanto
nas
fazendas
tinas como nas
mais
encorpadas,
á sua
rapidez
no
trabalho
e
a sua
immensa
duração,
supplantando
assim
todas
as
invenções
modernas,
que
jámais
poderão
compelir
com
a
machina SINGER.
Não
se
illulam
com
essas
novas
machinas.
Peçam
catalogos
illuslrados
com
listas
de
preços na
17,
RUA
DE
S.
VICENTE, 17
BRAGÂ
jii/à
C
m
.%
94, RUA DE D. PEDRO V, 94 E
Tem
para
vender
cal
branca,
l.3
qua
lidade
a
600
rs.
cada
60
kilos
a
corres
ponder
um
quintal; dita de
2.
a qualidade
(a
que
alguém
chama
de
l.
a)
a
550;
cal
parda.
l.a
qualidade,
a
480;
dita
de
2
a
,
450.
Para
grandes
encommendas é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido ha 20 an
nos,
acba-se
nas
condições
de
não ter
n
’esta
cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dos generos,
por ser
seu domno
estuca
dor
com
pratica
de 32
annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas
obras,
n
’
esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de
Souza
5—
Com estabelecimento
de mercearia,
pregagens
e
objectos
para flores
e
de
es
criplorio.
Vende
pregos
de arame
de todas
as
dimenções.
(843)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po, d’
esta
cidade,
que
está auctorisado
para
este
fim.
(1006)
ATTESÇÃO.
Passa-se
o
Café AGUIA
D’
OURO.
Tra
ta-se
com
o
proprietário
do
mesmo,
rua
das
Aguas,
n.°
2.
(1032)
|.RUA
DE S.
MARCOS,
N.°
5.|
Vende
papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
saUas,
$
lindíssimos
gostos,
a
prin-
cipiar
em 80
reis
a
peça.
9,
________
py
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas de
M
casas,
tudo
de
boa quali-
íS
dade.e
preços
muito
resu-
àâ
S
midos.
>
|
- - - 1
||
Vende
cimento
roma-
$
no
para
vedar
aguas,
ges-
b
so
para
estuques
de
ca-
4
sas,
tudo
de
primeira
qua-
g
lidade.
|
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da
casa
n.°
11
em
a
rua
das
agoas
d’esta
cidade. Tra-
tase
com
seu dono
na
mesma.
(984)
Aluga-se
a
casa n.°
88
da
rua
da
Boa*-Vista.
(906)
«lo»
Capellista»,
13
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível,
a
saber:
chilas
largas
bem
sortidas,
finas
em
côr, e
bom
panno.
a
80,
90.
100
e
110 o
covado;
ha linda
len-
çaria
de
seda
e
selim, tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para homem
e
se
nhora;
casliçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem; madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crús;
lenços
de
cambraela
de linho
para
bolso; jarras
pra
teadas,
em
diflerentes
tamanhos;
adere
ços e brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão.
largas,
para
homem, modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d
’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para cama;
pós d
’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
’
um
sortido
completo
de
tudo
e
barato. (858)
ob
iifc
miiiw
DO ALTO
DOUKO
»A
CASA
SíHi Wfi&JLA
JPGUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a
retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de meza.
(sem
garrafa)
»
D
>
>
.
»
Lagrima
....................................
»
Branco de
meza
........................
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
»
de
prova secca.
....
d
Malvasia
de
2.
a
........................
»
»
velho................................
t
Malvasia
Bastardo
eiMoscatela
a
Roncão
....................................
»
Alvaralhão...................................
»
Velho
de
1854
.
.
.
.
j
>
a
retalho
pari
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade de
lodos
estes vinhos,
po
dendo
todo
e qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(
tv
^-)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUS1TAMA
—<8/8.
150
190
200
210
270
300
360
400
500
700
650
600
Parte de Comércio do Minho (O)
