comerciominho_27071878_816.xml
- conteúdo
-
c<»s>■
ki
:
i
.
k
;
ios
k
«
s
xoi
iciosa
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes...............................1&600
í
>
6
»
..........................
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetirão
....................................
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS.
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes.....................
s
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso................................
2S000
1&05G
3&600
3&609
16
N.
#
816
BRAGA-SABHADO
99
BK
JVLMO
BK
(queixas
do
precário
estado
ein
que
se
encontram.
Magoam-nos
de
véras
essas
queixas,
mas
não
está
em
a
nossa
mão
dar-lhes
remedio.
Este
só
pela
mesma
classe
póde
ser
applicado;
e
como
se offerece
agora
en
sejo opportuno,
julgamos
dever
pela
nossa
parte
chamar
para
o
assumpto
as atten-
ções
dos
interessados.
Oxalá
que
sejimos
ouvidos
e
verá
o
clero
como
as
coisas
tomam
bem
depressa
um
novo
aspecto.
Já
nos
não
lembra
bem
quantos
annos
ha
que
foi
pela primeira
vez
prometlida
a
dotação do culto
e do
clero.
E
dizemos
pela
primeira
vez,
porque
quasi
todos
os
annos
esta
promessa
tem
sido formalmente
repelida.
Admira-nos,
que
em
vespera
d
’
eleições,
como estamos, ainda
ninguém
se
lembras
se
d
’
entoar
de
novo a
palinodia,
que
era
o
ponto
forçado
dos
programmas
com
que
todos
os
partidos,
alguns
annos
a
esta
parle,
se propunham
á
sympalhia
dos
eleitores.
Mas
porisso
que
ninguém
o
fez,
vimos
nós
preencher esta
falia,
lembrando
ao
clero
e
fieis
uma
questão
importanle
e
que
é
propriamente
sua,
antes que
de
mais
ninguém.
Os
governos esquecendo
lodos
os
de
veres a
que
os
obrigam
os
seus
compro
missos
para
com
a
Egreja,
tem
votado
a
um
completo
desprezo a
classe
mais
digna
e
mais
prestadia
ao
mesmo
estado,
qual
é a
classe
parochial.
Em
quanto
que
uma
parle
dos
nossos
temples, se
não
fosse
a
Bulia
da Cruzada
já
teriam
desabado em
ruinas,
o
clero,
na
sua
maior
parte,
a
quem
se
despojou
de
todos
os
seus
bens,
com
a
promessa
de
se
allender ás
necessidades
da sua
côngrua
sustentação,
quasi
não tem
com
que
viver,
tal
é
o
estado
a
que
se
vê
reduzido
!
Poucos
dias
ha
ainda
que
hm
jornal
se
queixava
das
pequeníssimas
côngruas
que
foram arbitradas
a
dois
parochos
de
uma
cidade importante,
e
que
ainda
assim
nunca
eram
recebidas
na
sua
totalidade
porque
alguns
parochianos
se
negavam
a
pagar
as
insignificanlissimas
quotas
com
que
são
colectados.
Não
é
infelizmenle
caso
unico.
De
factos
similhantes
temos
nós
co
nhecimento
em
larga escala,
e
que
seriam
bastantes
a
mover
os
governos
á
compai
xão
para com
esta
veneranda
classe,
se
de
compaixão
fossem
susceptiveis os go
vernos
que
temos
lido.
Ao
clero,
porém,
cabe
bastante
culpa
d
’
esse
abandono
syslemalico
a
que
eslá
xotado.
Porque
não
faz
prevalecer
a
sua
in
fluencia
eleitoral
em
favor
de
um
candi
dato
catholico?
Para
que
essa
especie
de
servilismo
com
que
tão facilmente
se
presta
a
sa-
lisfazer
os
caprichos
politicos
de
quem só
lhe
liga
importância
quando precisa
que
o
ajudem
a
satisfazer
suas
ambições?
Para
que essa
docilidade
era
acceitar
a
chapa
com o
nome
de
um
homem
que
quasi
sempre
se
serve
da
posição
a que
8
e
via
guindado
com
o apoio
do
clero,
para
melhor
o
hostilisar?
Desculpe-nos
a
respeitabilíssima
classe,
pela
qual
tanto ha
que
pelejamos;
mas
uão
póde
justificar-se
uma
abdicação
tão
completa
de
seus
interesses,
pçtrque
d
’eti-
xolta
com
elles
vêem-se
prejudicados
os
grandes
interesses
da
Egreja
neste
paiz.
Somos
inteiramenle
indiflerenles
aos
Paitidos
politicos,
mas
não
o somos,
nem
®
podemos
ser
ás
necessidades
da
reli
gião
que
professamos
e
da
Egreja
de
que
s
omos
filhos.
Quizeramos
ver
a
ciasse
ecclesiastica
®ais
considerada
pelos
poderes
públicos,
e
para
isso
desejáramos
que o
clero,
pela
sua
parle,
mais
se
fizesse respeitar dos
®esmos.
A
occasião
é
azada
para
que
lodos
Meditem
um
pouco
sobre
a
questão.
De
vários
parochos
temos
recebido
O
fallecido
padre
Beirão.
Quinta
d
’Anta
18
de julho
de
1878.
Meu
caro
D. Jorge:
Bem
vi
que
a
«Nação
pagou
já,
por
si
e
por
outros o
devido
tributo
á
me
mória
do
padre
Beirão;
mas
peço
um
pequeno
logar
nas
suas
columnas
para
eu
lambem o
pagar
pessoalmente.
Tenho
par
ticular
direito
a
isso:
foi
meu
amigo
de
longa
data,
,e
meu
confessor,
nos
últimos
annos
de
sua
vida
Não
venho
fazer
a
biographia
d
’
aquelle
varão
verdadeiramenle
aposlolico.
Fôra
isso
obra
de
maior
fôlego
e
de
maior
espaço.
Quero
só
dar,
como
apontamen
tos
para
ella
—
que
espero se
fará
um
dia
—
certos factos,
de
que tenho
exacta no
ticia,
e
rematar
com
algumas
circumstan-
cias,
na
occasião
da
sua
morte,
que
me
são
hoje
relatadas
em
carta
de
Lisboa,
por
testemunha
ocular
de muitas
d’
ellas,
e
pessoa,
para
mim,
de
inteiro
credito.
Todos
sabem
que o
padre
Beirão
pas
sou
a
vida
a
fazer
bem.
Entre
as
insti
tuições
de
caridade
e
utilidade
social,
que'
fundou,
afrontando,
com o
valor
que
dá
a
bôa consciência,
calumnia
e
embara
ços,
que
(ariam
desanimar
o
mais
ousa
do, merece
especial
menção
essa
utilís
sima
instituição
das
Irmãs Hospitaleiras
Franciscanas,
que
se
dedicam
á educação
de
crianças do
sexo
feminino
e
ao trata
mento
dos
doentes
pobres.
O
que
elle
fez
para
as
introduzir
no
reino,
as
diíliculda-
des,
que
venceu,
os
prejuisos,
que
foi
necessário
destruir,
iuclando
principal
mente
contra
o
injusto
falso
conceito,
de
proposito
creado,
a
respeito
das
Irmãs
de
Caridade
Francezas,
dava
matéria
para
larga
escripta,
e mais
larga
admiração,
ao
vêr
como
Deus
abençoou
a
sua
obra, de
maneira
que
não
só
as
Irmãs
Hospita
leiras
eram
publicamente
bem
recebidas
em
toda
parte,
mas
que o
proprio
governo
as
chegon
a favorecer,
e
os adversários
mais
encarniçados
das
Irmãs
Francezas
lhes
prodigalisaram
elogios
e
se
viram
obrigados
a
curvar
a
cabeça
diante
da
virtude
patente
e
do
proveito
innegavel.
E
não
era
só
a
Lisboa,
que
se
limitava
a acção
d
’
aquella
grande
cabeça
e
maior
coração,
no
empenho
de
propagar
a
be
néfica
instituição.
O
seu
pensamento
e
ca
ritativo
aftecto
abrangiam
todo
o
nosso
paiz.
Nos
últimos
dias
de
sua
vida
ainda
elle
emprehendeu
crear
uma
casa
filial
das
Irmãs
Hospitaleiras
n’este
districto
de
Coimbra.
Sei-o,
de
sciencia
certa,
porque
fui
eu
o intermédio
de que elle
se
ser
viu
para os
primeiros
passos, que
não
foram
de
todo
infructuosos,
e
promet-
tiam, n’
um
futuro
proximo,
completo
re
sultado.
Eil-as
agora orphãs
essas
bôas
Irmãs
Hospitaleiras!
Quem
lhes
substituirá
o
pae,
o
protector,
que
perderam?
A
quelle
,
que
veste
o
lirio
dos
campos
e
sustenta
as avesinhas
dos
ares!
A
caridade
era,
no
padre
Beirão,
co
mo
que
a
sua
própria
natureza.
Os
actos
particulares
e
secretos póde
bem
suppôr-
se
que
seriam innumeraveis;
ao
certo,
ninguém
os sabia porque
elle
punha
tanto
cuidado
em
os occultar, como
outros
põem
em
apregoar
o
pouco
bem
que
fazem.
Pe
los
que
a Providencia
revelou,
é
que
se
pódem imaginar
os
outros.
Citarei
al
guns.
Sahia,
em
certo
dia,
de
prégar,
e
tra
zia
na
algibeira
a
esmola
do
sermão,
em
brulhada
ainda como lhe
fôra
dada,
e
que
devia
ser
o
seu
pão
do
dia
seguinte;
che
gou-se
a
elle,
na
rua,
um pobre
chefe
de
familia
e
expôz
lhe,
com
lagrimas,
a
sua
grande
necessidade
e
de
sua
mulher
e
fi
lhos;
entregou-lhe,
sem hesitar,
inteira
e
por
desembrulhar
a
esmola
do
sermão,
e continuou
seu
caminho
com aquelle rosto
tão
aberto
e
tão
alegre,
que todos
lhe
conheciam,
como
se
contasse que
o
pão
lhe
desceria
a
elle
do
céu.
E
descia;
por
que
também
são frequentes
na
sua
vida
os
rasgos
providentes
com
que
Deus
acu
dia
inesperadamente
aos
seus
apertos
De
outra
vez,
acercou-se-lhe
(creio
que foi na
antiga rua
Nova da
Palma)
um
pobre.
Não
tinha,
não
levava
nada
com-
sigo,
como sempre
ou quasi
sempre.
En
irou
n’
uma
escada,
tirou
a
camisa, e deu-
lh
’a.
Sahia,
um
dia,
do
Mosteiro
das
Com-
mendadeiras
da
Encarnação;
eis
que
uma
desgraçada,
das
que
habitam
d’
alli perlo,
em
grande
apuro
n’
aquella
hora,
lhe
pede
com que
matar
a
fome;
dá
lhe
o
lenço
d
’
assuar,
dizendo;
toma,
não
tenho
outra
coisa.
Leva,
e
não
peques
mais,
(ilha.
Pouco
distante;
apparece-lhe
novo
pedinte,
alle-
gando
fome,
entra
n
’um
padeiro,
pergunta
se lhe
(iam
um
pão,
e,
com
resposta
af-
firmaliva,
toma
o
pão,
e entrega-o ao
necessitado.
E
como
estes,
muitos
outros
factos similhantes.
Disse,
ha pouco,
que,
ás
vezes,
vinha
a
Providencia,
de
improviso,
em
seu
seu
auxilio.
Vejamos.
Andava o
padre
Beirão
um dia cui-
doso
e
triste
(O
que
n’
elle
era
raro
e
dava
na
vista)
porque
trazia
obras
n
’
uma
das
suas
casas
de
instituição caridosa,
obras
indispensáveis,
e para
as
quaes
es
tavam
esgotadas
as
esmolas.
Lidava
com-
sígo
na
sahida
que
aquillo
poderia
ler,
senão
quando
encontra-se com
um
amigo;
elle
tinha
muitos!...—Que
é
isso, padre
Beirão,
parece-me
triste?
—
Efíeciivamente,
tenho
coisa
que
me
dá
cuidado.
—
Que
é?
—
Faltam-me
tresentos
mil
reis,
para
acabar
as
obras
de
tal,
e nem
trinta
reis
tenho
para elias.
E
fallaram
n
’outra
coisa.
A
’
despedida,
diz-lhe
o
amigo:
—
Quando
apparece
lá por
causa?
—
Quando
quizer.
—
Pois
vá breve,
que precisamos
con
servar.
Dias
depois,
passando
o padre
Beirão
perto
da
morada do
referido
amigo,
e
lembrado
do
pedido,
receiando
que
fosse
alguma
coisa
de consciência, para que
tantos o
procuravam,
decidiu-se
a
ir
vêl-o.
Conversaram
longo
tempo, e,
por
fim,
vendo
o
padre
Beirão
que
o
amigo
não
faltava
na
imaginado
caso
de
consciência,
dispoz-se
a
sahir.
—
Espere,
padre,
diz-lhe
o
outro
E
vae buscar-lhe
um
saquinho,
não
só
com
a
precisa
quantia
dos tresentos
mil
réis,
mas
com
maior ainda,
concluindo-se
assim, como milagrosamenle,
as
começadas
obras.
Sei
muito
bem
o
nome
d
’esle genero
so
bemfeilor,
mas
julgo
dever
occultal-o;
nem me
atreveria
a
ferir
a
sua
christã
modéstia.
Differentes
d
’
estes
soccorros
providen-
ciaes
teve, nas
suas
empresas,
o
padre
Beirão
Era de uma
abnegação
e
renuncia
de
si
proprio,
que
edificava
todos.
Não
cui
dava de
si
em
coisa
alguma;
tudo
lhe
bastava;
tudo
julgava
de
mais.
A batina,
com que
substituiu
o
habi
to,
que
lhe
arrancaram,
andava,
ás
veses,
tão
rola,
que se
não
fôra
seu
irmão, meu
prezado
amigo
e
dislincio
advogado,
que,
cuidadosa
e
aflectuosamente,
lh
’
a
fazia
tro
car
por
outra
nova,
quando
era
preciso,
sumindo
logo
a
velha,
chegaria
a
ponto
de
envergonhar
seu proprio
estado.
Esta
abnegação
e penitencia
não
se
desmentia
nas
dores
lacerantes
dos últimos dias,
por
que
nem
consentia
que,
para
allivio de
posição,
lhe
posessem
uma
almofada,
que
lhe
faria
o
padecer,
porventura,
menos
in
tenso.
Remato
com
as
circumstancias
narra
das
na carta a
que
me referi:
«A
morte
do
nosso
querido
Beirão
tem
«feito
impressão
a
muita
gente;
e eu
logo
«imaginei
quanta
te
faria a
ti!
A
sua
mor-
«le,
ou antes
a
sua
passagem
para
a
vida,
«foi
a
de
um
justo; morreu
como
tinha
«vivido, sempre
penitente e
cheio
de
vir-
«tudes.
Hontem
foi o
oílicio
e
enterro.
«
Esteve
um
acto
fúnebre
magnifico;
de
mui-
«ta
tristeza,
é
verdade,
mas
muito
edifi-
«canle.
Concorreram
numerosos
padres;
«quasi todos
os
priores
das
freguezias
da
«capital; os
padres
do collegio
das
Doro-
«theas;
os
padres
inglezinhos;
o
snr.
Nnn-
«cio;
e
as
irmandades
dos
Terceiros
de
«S.
Francisco, entrando
a
do
Campo
Gran-
«de,
onde
vi
teu
cunhado.
A egreja
es-
«lava
cheia
de
gente,
que
parecia
ler
alli
«vindo pagar
tributo
de
amisade
e
res-
«peilo
áquelle
a
quem,
pobres
e
ricos,
«todos,
mais
ou
menos,
deviam benefícios.
«Tudo
respirava
sentimento e
respeito.
A
«muitas
pessoas,
d
’
ambos
os
sexos,
vi
der-
«rainar
lagrimas.
«No
cemitério dos Prazeres,
dizem-me
«que
se
passaram
coisas
bastante impres-
«sivas,
quando
alli
chegou
o saimento.
«Grande
numero
de
ecclesiasticos
tinha
sa-
«hido
da
Egreja, e,
tomando
a
dianteira,
«foram
esperar
o
corpo,
á
porta,
de
cruz
«alçada.
Emfim, não
ha
memória deigual
«manifestação
para
com
um
morto
despren-
«dido
do
mundo, pobre
e
desvalido!
O
’
ma-
«gico
poder
da
virtude!
«Depois
de
morto,
conservou-se
dois
«dias
no
seu
pobre
quarto,
porque
tendo
«
fallecido
na sexta
feira,
á
meia
noite,
e
«não podendo
enterrar-se
sem
passarem
«vinte
e
quatro
horas,
como
se
mettiao
«domingo,
ficou
o
enterro
para
segunda-
«
feira.
«Conservou-se,
pois,
dois
dias,
como
«já
disse,
no quarto,
dentro
do
caixão,
mas
«este
aberto; tinha
o
habito
vestido—
ao
«menos,
toi-lhe
restituído
em
mortalha;
«o
capuz
na cabeça; o
cordão
na cinlu-
«ra;
as
mãos
nas
mangas; os
pés
descal-
«ços;
e
um
Crucifixo
ao pescoço.
Cu
bria-o
«um
pano
preto;
em
dois
grandes
casti-
«çaes,
ardiam
duas
vellas
ao
lado
do cor-
«po;
á
cabeceira,
via-se
um
altar,
de
ban-
«quela
accesa,
com
um
grande
crucifi-
•<xo,
nossa
senhora,
e
S. Francisco.
Acom-
«panhavam-no,
completando este
quadro
«solemne
e
de
magestosa tristeza, em
duas
«bancadas,
as
suas
desoladas
filhas, as
suas
«misérrimas
orphãs,
as
boas
irmãs
hospi-
«laleiras!
«O
numero
de pessoas,
que
concorreu
«a
vêl-o,
a
dar-lhe o ultimo
adeus,
e
a
«beijar-lhe
as
mãos,
e,
até
algumas,
os
«pés,
foi
immenso.
Eu
não
tive
animo
para
«tanto.
—
Edificava
o
vér
a
compostura
e
«resignação
chrislã
das
irmãs;
uma
das
«mais
velhas,
ia
de
quando
em quando
«limpar-lhe
o
sangue,
que
corria
da boca.
«Os
pés,
dizem,
estavam
tão
alvos
e lus-
«trosos,
que
pareciam
de
maríim.
«Quando
o
corpo
sahia
da
egreja,
não
«se
ouviam senão
choros,
e
algumas
vo-
«zes,
dizendo:
morreu
um
santo;
morreu
(0
pae
dos
pobres!
N'esse momento,
ás
«irmãs (porque
são
de
carne)
cortavam
o
«coração.
Era
uma dor
sem
ruido;
mas
«uma
dor que se
via;
pareciam
esmagadas
«debaixo
de
um pezo
enorme.
Apenas
lhes
«escapavam
alguns
soluços,
que
uma
vista
«ao
céo
reprimia
logo
«O
padre
Beirão
succumbiu
a
um cir
no,
que
tinha
no
ventre,
havia
mais
de
«vinte
annos.
—
O
enterro
foi
feito
pelo
ir-
«mão
e
sobrinho:
e
tudo
isto,
que
deixo
«dito,
se
passou
na
egreja
do
convento
«das
Trinas,
convento, de que
era
confes-
«sor,
creio
eu,
e
para
onde
tinha
vindo
«um
mez
antes
de
morrer, na
esperança
«de
passar
melhor
n
’
aquelle
sitio.
Mas
«Deus tinha resolvido
que
elle passasse
me-
«Ihor eUrnamente,
e
julgou
chegada
a
ho-
«ra
do
prémio,
como
creio
piaménle».
O’
querido
e
virtuoso
padre
Beirão!
Se
lá
no
elhereo
assento
onde subiste,
Memória
d'esla vida
se
consente,
Lembra-te
do
teu
Portugal; lembra-te
de
nós
lodos!
E
adeus,
caro
D.
Jorge.
Sou
sempre
seu
do
cor.
J.
de
Lemos.
Alguns
jornaes
liberaes
teem espalhado
a
noticia
de
que
o
partido
legitimista
re
solvera
entrar
na
próxima
campanha
elei
toral,
apresèntando
candidatos
seus
em
vários
círculos
e
designadamente
o exc.
m
°
snr.
dr. Carlos
Zeferino
Pinto Coelho
por
um
dos
círculos
de
Lisboa.
Estamos
auctorisados
a declarar:
1
t
o__Q
(ie
o
partido
legitimista
resol
veu
não
tomar
parte na
próxima
eleição
de
deputados,
e
porisso
não
apresenta
can
didato seu
em
circulo
algum.
2.0
—Que
deixou
a
cada
um
de seus
membros
a
liberdade
de
seguir
na
pró
xima
eleição
o
caminho
que
a sua
razão
lhe
dlctar.
3.°—
Que
o
snr.
dr. Carlos
Zeferino
Pinto
Coelho
não
só
em
conformidade
com
as
deliberações
do
seu
partido,
mas
pelas
prévias
declarações que
linha
feito,
de
que
não
acceitaria
candidatura
algu
ma,
por
lhe
ser
absolutamente
impossi-
veí,
pelos
muitos
trabalhos
de
que
está
encarregado,
se
não
popõe
deputado
nem
em
Lisboa
nem algum
outro
circulo.—
(«Nação»).
FAUUIXITIEVTO
No
dia
2!
do
corrente
falleceu na
villa
de
Caminha,
depois de
penosissimos
soffrimentos
de
quatro
annos,
com
um
scirro
no
peito,
a
snr.
a
D.
Elisa
das Do
res
Dias,
filha
da
ex.
ina
snr.
a
D.
Anna
das
Dôres
Dias
Pinto, viuva
do snr.
José
Caetano
Dias
Pinto,
antigo
director
da
alfaniega,
e
irmã
dos
snrs.
dr.
Pedro
Augusto
Dias,
dislincto
medico
e
lente
na
Escola
Polytechnica
do Porto, e
Illydio
Antonio
Dias,
negociante
na
mesma
ci
dade.
Altíssimos
dotes
do
coração
ennobre-
ciam
esta
senhora,
sendo
realmente
admi
rarei
a
heroica
resignação
com
que
sup-
portou
tão
pertinazes
e
prolongados
pa
decimentos.
Que o
Senhor
tenha a
sua
alma
entre
os
resplendores
da
luz
perpetua
A
’
quella
senhora
e
a
estes
cavalheiros
enviamos
os
nossos
comprimentos
de
sen
tidos pesames,
filhos
não
só
da
amisade,
mas
também
do proximo
parentesco
que
nos
liga.
Xv.-.;*.?.-'
FeMivitlatle
«Io
SS,
em
S.
L»za-
ro.
—
Tem
logar
ámanhã,
em
S.
Lazaro,
a festividade
do
SS., que costuma
ser
mu
i-
to
pomposa.
De
manhã
celebra-se missa
solemne a
grande
instrumental,
havendo
também
sermão,
prégado
pelo
revd.°Luiz
Gomes
da
Silva,
e
de
tarde
a
procissão,
que
seguirá
o transito
costumado.
Republicanos
históricos:
venha
de
lá
mais
esse
beneficio!
—(<A.
do
P.»).
Mulher
de
virtode.
—
Nem
SÓ
nós
cremos
em
bruxas,
—
o
que
mostrámos,
re-
commendando,
ha
dias,
ao
digno
adminis
trador do concelho
uma
santa
mulher
do
miciliada
em
Ferreiros, e
que
se
attribue
virtudes
inauditas:
o
illuslrado
correspon
dente
d
’
esta
cidade para o
«Commercio
Portuguez»
lambem
é
da nossa opinião.
Ora
vejam:
tLa Saludadora!
A
Salvadora!
Tal
é
o
nome
com
que
se
enfeita
a
hespanhola
Mathilde
Palmas,
de
21
annos
de
edade,
moradora
no
logar
da
Estrada,
em Ferrei
ros,
d
’
este
concelho,
e
que,
segundo
diz,
tem
o
dom
de
adivinhar,
dom
este
que
já
tinha
quando
ainda
andava
no
ventre
de
sua
mãe!
La
Saludadora
não
só
adivinha,
mas cura
lambem
todas
as
moléstias;
e
o
povinho,
que,
em
geral,
é
ignorante,
e
propenso
a
acreditar
em
explorações
d
’
es-
ta naturesa, corre
aos
magotes
para
a
porta
da
hespanhola, levando,
já
se
vê,
a competente
espórtula
para
a
competente
consulta.
Ganha,
relalivamenle, quantias
fabulo
sas,
mas
vai-lhe
a
maior
receita,
segun
do
dizem
de
nm remedio que
tem
e
ap-
plica
ás
pessoas
do
seu sexo,
já se
vé,
para
terem
filhos!! E
’
curiosissimo!
E
tan
to
que
tomamos
a
liberdade
de recommen-
dar
a
humanilaria creatura
aos
benefícios
da
auctoridade
competente,
a
fim
de
que
se
não
perca
simiihanle
peça,
que
vale
bem
um
thezouro!
Bom
remedio
para
todas
as
enfermidades, e,
sobretudo,
com
um
para
a
multiplicação
da
humanidade,
La
Salu
dadora,
não
deve
viver
a
vida
ignorada
de
um
logarejo
humilde;
deve, sim
habi
tar
os
grandes
centros,
e
a
auctoridade
não
deixará
de chamal-a
e
aproveilal-a
»!
Festa
niagetiosa.—
Teve
ultima-
mente
logar,
no
jardim
das
Tulherias,
sob
a
regencia
do
snr.
Cressonais,
um
grande concerto
ao
qual
concorreram
todas
as
sociedades
choraes
e
musicaes
represen
tadas
aclualmenle
em
Paris.
Foi
muitíssimo
concorrida
esta
solem
nidade.
Corresponderam
ao
convite
feito pelos
amadores
parisienses
mais
de
700
sociedades,
comprehendendo
22
000
executantes.
A
ceremonia
foi
aberta
por
um
di
scurso
do
snr.
Spuller,
e
em
seguida teve
logar,
antes
do
concerto, a
distribuição
do
vinho
de
honra
aos membros
do
ga
binete.
aos
do
jury
e
aos
presidentes
das
sociedades.
Çisestí®
do Oriente.
—
Os
últimos
telegraminas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são os
que
seguem:
Paris
23
—
Em
consequência
dos
tur
cos
haverem
evacuado Schumla,
é
prová
vel
que
grande
parte
das
liopas russas
se
retirem
dos
arredores
de
Constantino
pla.
As
forças
russas
que
occuparam
Schum
la
são
16
b«talhões
de
artilheria.
Começam
em
agosto
em
Heidelberg
as
conferencias
de
todos
os
ministros
dos
es
tados
da
Allemanha.
Londres
24
—
O
marquez
de
Salisbury
disse
na
camara
dos lords
que
o
exce
dente
a
pagar
á
Turquia,
em
virtude
da
cessão
de
Chypre,
é
baseado
na
media
dos
últimos
5
annos.
Holker,
deputado
conservador,
disse
que
Chypre
fará
parle
das possessões
da
Rainha,
sómenle
como
uma
ilha
occuj.ada
e bem
administrada
segundo
o tractadode
Berlim.
Paris
21
—
0
presidente
da
Republica
assignou
o
tractado
de
Berlim
para
a
tro
ca
da
ratificações
com
os
outros
eslados
visinhos.
Paris
24 -
Os
russos evacuaram
a
Rou-
mania
central.
O
governo italiano
exprimiu
no
gabi
nete
austríaco
o
seu pesar
pelas
demons
trações
realisadas
em
Roma
em
frente
da
legação
austríaca.
A
Grécia
appella
para
a
mediação
da
França,
da
Allemanha
e
da
Italia
na
re-
clificação
das
fronteiras.
Athenas 24
—
Em
virtudes
das
promessas
de
mediação
da
Inglaterra
para
uma
no
va
organisação
política
na
ilha
de Creta,
os insurgentes suspenderam
as
hostilida
des.
Os turcos continuam
a
queimar
as
al
deias
da
Thesalia.
•Tiovimento
«Io
Hospital
de
S.
Marcos
—
Doentes
existentes
em
14
de
julho:
55
homens
e
91 mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
24
homens
e
24
mulhereá
’
.
Sahiram: 10
homens
e
12
mulheres.
Falleceram:
5
homens
e
1
mulher.
Ficaram
em
tratamento
em
20
de
julho
64
homens
e
102
mulheres.
Hoje
de tarde
ha
vesperas
solemnes,
e
á
noite
fogo
d’
artificio
e illuminação,
locando
junto
da
egreja
uma
banda
de
mu
sica.
Promessa.—
O
ex.
mo
snr.
Jnlio
Ce-
zar
Cardoso Lima,
negociante
na
cidade
do
Pará, império
do
Brazil,
e ha
annos
residente
na
de
Lisboa,
satisfazendo
uma
promessa,
que
juntamente
com
sua es
posa
haviam feito
ao Bom
Jesus do
Monte,
mandaram
n
’
este
real
sanctuario
celebrar
no
dia
21
do
corrente,
com
toda
a
solemnidade,
uma
missa
cantada,
acom
panhada
a
vozes
e
orgão,
a
que
ss.
exc.as
assistiram,
bem
como
alguns
amigos,
pan
tal
fim
convidados.
Findo
este
acto re
ligioso,
o
ex.mo
snr.
Lima
deixou
para
o
sanctuario
uma avultada
esmola.
S. exc.“ não
consentiu
que
os
seus
amigos
se
retirassem
d
’
aquelle aprasivel
e
pittoresco
local,
senão
á
noite,
lendo-
lhes
antes
sido
servido
um
abundante
e
opiparo
jantar
no
Hotel
Franqueira,
onde
ss.
exc.as
estão
hospedados,
e
tencionam
demorar-se
alguns
dias.
Rumaria.
—
A
’manhã
e
segnnda-feira
faz-se
no
monte
da Falperra
a
grande
romaria
de
Santa
Martha.
Da
assomada d
’
esle
monte
descobre
se
um dos
mais
bellos
panoramas
d’
esta
en
cantadora
província;
porisso
é sempre
enormi-sima
a afluência
alli
de
romeiros,
especialmente
d’esta
cidade
e
da
de
Gui
marães.
Donntivo.—
Ha
dias
o
exc.
m0 snr.
Henrique
Freire
d’Andrade deu
para
o
sanctuario
do
Bom
Jesus
do
Monte
dois
lustres
de
prata
e
18$000
reis
em
di
nheiro.
«l>
Tareco
de botas».
—
Assim
se
denomina
um
conto agora
publicado
pela
Bibliotheca
d'instrucção
e
recreio, de
que
é
proprietário
o snr.
David Corazzi,
da
Empreza
Horas
Românticas.
E
’, como
osl
antecedentes publicados
por
aquella
bibliotheca,
impresso
em
bom
papel e
typo
novo,
e adornado
com
seis
bonitas gravuras
coloridas.
O seu preço
é
de
200
reis,
e
está
á
venda
no
escri-
ptorio
da
empreza,
rua
da
Atalaia,
42,
l.°—
Lisboa.
Ultimas
fnneçSes
na
exposiçdo
zoolagica.
—
Realisam-se
ámanhã
e
se
gunda-feira as
ultimas
funcções
da
Fa
milia
quadrumana,
no barracão
da
expo
sição
zoologica.
iteeurso.—
Tendo
o
cidadão
João
An
tunes
Machado
Moreira
feito
uma
recla
mação
á
camara municipal
contra
a de
cisão
das assembleias
eleitoraes,
que
a
mesma mandou publicar
por
edital, e
sendo
desallendido;
levou recurso
para
o
conce
ho
de dislricto, o
qual
lhe
deu
provi
mento
em
sessão
de
23.
Vae
a respectiva
resolução
no
edital
que
hoje
damos
á
es
tampa
na
quarta
pagina
d
’
esta
folha.
Logar
«
eoneurto.—
Por
edital
do
do
snr.
delegado
do thesouro, do
dia
22,
mandou-se
abrir
concurso,
por espaço
de
40
dias,
para
o
logar
de
aspirante
de
2
a
classe na
repartição
de fazenda
d
’esta
co
marca.
Aeçâe
louvável.
—
No
dia 14 do
corrente foi
collocado
na
torre da
egreja
parochial
de
Grimancellos,
concelho
de
Jarcellos,
um
novo sino
que
importou
em
500^009
reis.
Foi dadiva
importante,
fi
lha
da
generosidade
do
iil.1"
’
snr. Fran
cisco
José
da
Costa
Lima,
natural da
mesma freguezia
r
e
que
longe
da
sua
ter
ra,
pois
reside
no
Rio
de
Janeiro,
ainda
se
lembra
da
sua
patria,
onde
viu
a
luz,
e da
egreja
onde
renasceu
pelo
baptismo:
é
que
a
recordação
da
terra
que
nos
foi
berço
é
a
ultima
que
se
apaga
do cora
ção;
e
amamol
a
tanto
mais,
quanto
é
maior
a
distancia
que d’
ella nos
separa.
O
mesmo
benemerilo
snr
também
do
tou
a
torre
da
sua egreja
com
um
relogio,
ue
ainda
não
está concluído.
Bem
haja
o
generoso
doador
que
tão
ouvavelmente sabe empregar
o
fructo do
seu
trabalho.
Oxalá
esta
nobre
acção
sirva
:e
incentivo
a
tantos
outros,
que
tendo
aprendido
na
escola
a
lêr,
escrever
e
con
tar,
parece
que esqueceram a conta
de
repartir.
Caminho
«le
ferro
para
Chaves.
—
Chegou
no
dia
19
a
esta cidade
o
snr.
Sousa
Brandão,
coronel
de engenheiros,
encarregado
pelo
governo
de
reconhecer
a
direclriz
do
caminho
de
ferro
de
Braga
a
Chaves
pelo
valle
do
Cavado.
S.
exc.a
exa
minou
o
terreno
entre
Braga
e
Chaves
e
no
domingo
partiu
para
a
Portella
do
Va-
de,
afim
de
reconhecer
o terreno
n
’
aquel-
la
direcção.
Pedimos
aos
histéricos
e
aos
illud
idos
que
continuem a
hostilisar
o
governo,
pa
ra
que
a
velha
Guimarães
possa rir-se
de
nós.
Extraeto.
—
Que direi
dos
meios
e
dos
remedios,
das industrias,
das artes
e
instrumentos
que
os homens
teem
inven
tado
para
que
cada
um
podesse
possuir
e
lograr
o
seu segura
e
quietamente,
mas sem
proveito?
Para
guardarem
as
ca
sas,
inventaram
as
portas
e
as
fechadu
ras;
mas
pela
mesma
abertura por
onde
entra
a chave, deixa também
aberta
a
entrada
para
a
gazua
Para
signalar
os
direitos
de
cada
um.
inventaram
os
mar
cos;
e
para
guardar
a
vinha
e
o pomar
inventaram
os
vallados.
as
silvas, asse-
bes,
e
as
paredes
de
pedra
ligada ou
solta,
mas
indo
isto
se
rompe
e
se
escal-
la.
Para
guardar
as
cidades
inventaram
os
muros,
os
fossos,
as
torres,
os
ba
luartes,
as
fortalezas,
os
presídios,
a
pol-
vora;
mas
nào
ha
cidade
tão forte,
que
por
bateria
ou
assalto, ou minada
por
baixo
da
terra
ou
pelo ar
se
não ex-
pugne
e
renda.
Para
guardar
os
reinos
e
os
impérios
inventaram
as
armadas por
mar
e
os exercitos
por
terra,
tantos
mil
soldados
a pé,
tantos
mil
a
cavallo,
cora
tanta
ordem
e
disciplina,
com
tanta
va
riedade
d’armas,
*
com
tantos
arlificios
e
machinas
bellicas: mas
nenhum d’esses
apparatos
tão
estrondosos
e
formidáveis
tem
bastado,
nem
para
que
os
assírios
guardassem
o
seu império dos persas,
nem
os
persas o seu
dos
gregos,
nem
os
gregos
o
seu
dos
romanos, nem
os
ro
manos
finalmente
o
seu
d
’
aquelles
a
quem
o
tinham
tomado; tornando
a
ser venci
dos dos
mesmos
que tinham
vencido
e
dominado. Mais
inventaram
e
fizeram
os
homens
a
esse
mesmo
fim
de
conservar
cada
um
o
seu.
inventaram
e firmaram
leis,
levantaram
tribunaes
; constituíram
magistrados,
deram varas
ás
chamadas
justiças
com
tanta
multidão
de
ministros
maiores
e
menores;
e
foi
com
efleilo
tão
contrario,
que
em vez
de
desterrarem
os
ladrões,
os
melteram
de
portas
a
dentro;
e
em vez de
os
extinguirem,
os multipi-
caram,
e
os
que
furtavam
com
medo
e
com rebuço,
furiam debaixo
de provisões
e
com
immunidades.
O
solicitador
com
a
diligencia,
o escrivão com
a
penna,
a
testimunha
com
o
juramento,
o
advoga
do
com
a
allegação, o
julgador com
a
sentença,
e
até
o beleguim
com
o
chuço,
lodos
foram
ordenados
para
conservar
a
cada
um
no
seu,
e
lodos
por
differente
modo
vivem
do
vosso.
—
[
O
Chrysostomo
Portuguez).
Arrem tação
Pelas
10
horas da
manhã
do
dia
28
do
corrente
mez,
á
porta
do
Tribunal Ju-
dicial
d’
esta cidade
e comarca de
Braga,
que é
silo no largo
de
Santo
Agosti
nho,
se
tem
de
proceder
á
arrematação
e hasteação dos
bens
moveis
e de raiz,
penhorados
a
José
da
Maia,
casado, pro
prietário,
da
freguezia
de
S. Mamede
d
’Este,
d
’
esta
comarca,
para
pagamento
da
execução
que
Domingos
José
Pereira
da
Motla,
solteiro,
de
maior
edade,
da
mesma
freguezia,
na
qualidade
de
ces
sionário
dos
empergados
do
juizo,
lhe
mo
ve,
entrando
os
bens de raiz
em
praça
com
o
abatimento
de
ametade
do
uso-
fructo,
que
pertence
a
Maria
Rosa
Viei
ra,
viuva,
moradora
na sobredita
fregue
zia,
mãe
do
executado;
os quaes bens,
e
seus
valores,
deduzido
o
dito
usofructo,
são os seguintes:—Uma
caixa
de casta
nho,
usada,
louvada
ná
quantia
de
600
rs.
Outra
caixa igual,
louvada
na
quantia
de
600
rs. Outra caixa, louvada na
quan
tia de
400 rs.
—Outra
caixa
louvada
na
quantia
de
400
rs. Um caixão,
louvado
na
quantia
de 160 rs.
Outra
caixa >«e
castanho,
louvada
na
quantia de
500
rs.
Outra
caixa
de
castanho,
louvada
na
quan
tia
de
500
rs.
Um
casco,
louvado
na
quantia
de
2$40íJ
rs.
Uma
dorna
usada,
lou
vada
na
quantia
de
1$
‘
00
rs.
Um
lagar
de
pau aparelhado,
louvado
na
quantia
de
7$200
rs.
Uma morada de casas
com suas
pertenças,
sita
no
logar
de
Quintella,
fre
guezia
de
S.
Mamede
d’
Esle,
d
’
esla co
marca,
louvada
na quantia
de
130^000
rs.
Uma
leira
de
lavradio,
sita
no me
smo
logar
e
freguezia,
louvada na
quan
tia
de 10$500
rs.
Uma
leira
denomina
da
de
Sobre
Pedra,
sita
no
logar
assim
chamado,
da
mesma
freguezia,
louvada na
quantia
de
12$750
rs.
Uma
bouça
deno
minada
da
Arnella,
sita
no logar
de
Sar-
nados,
da
mesma
Ireguezia,
louvada
»a
quantia
de
157^500
rs. O
campo
do
Ser-
nadello,
sito
no
logar
assim
chamado,
4a
mesma
freguezia,
louvado
na
quantia
<je
198^800
rs.
O
campo
do
Pinheiro Ve
lho,
sito
no
logar
do mesmo
nome,
da
dita
freguezia,
louvado
na quantia de reis
|93$6OO
rs.
A leira
da Cancella,
sita
no
logar
assim chamado
da
mesma
fregue-
zia.
louvada
na
quantia
de
48$000
rs.
Leira
de
Lamas,
sita
no
logar
da Deve-
Mi
da
mesma
freguezia,
louvada
na
quan
tia
de
15$000
rs. A
leira
de
Cima
pegada
ao
Campo
do
Bacello
e
Horta,
sito
no
logar
de Quintella,
da
dita
freguezia,
lou
vada
na
quantia
de
5$25(J
rs.
A
leira
de
Baixo
pegada ao
Campo
do
Bacello,
sita
na
dita
freguezia,
louvada
na
quantia
de
21^000
rs.
O
campo
do Bacello, sito
no
logar
de Quintella,
da dita
freguezia,
lou
vado
na
quantia
de 130$500
rs.
A leira
lavradia,
denominada
a Horta,
sita
no me
smo
logar
e
freguezia,
louvada
na
quan
tia
de
16$500
rs.
Uma
morada
de
casas
e
eido,
sita
no
logar
de
Quintella
de
Ci
ma,
da
mesma
freguezia,
louvada
na
quan
tia
de
168^000
rs.
A
bouça
denominada
de Arnella,
sito
no
logar
de
Sarnados,
da
mesma freguezia,
louvada
na
quantia
de
2$IOO
rs.—
Cinco
carvalhos
no
logar
de
Pancarelhos,
da mesma
freguezia,
lou
vados
na
quantia
de
1$600
reis.
Oulro-
sim são
citados,
pelo
presente
annuncio,
todos
os
credores
desconhecidos
que
se
julgarem
com
algum
direito
ás
proprie
dades
a
arrematar
para
que
(iquem
scien-
tes
do
dia
da
praça
e
venham
ahi
dedu
zir
e
allegar
seus
direitos,
sob as
penas
da
lei.
Braga
18
de
julho
de
1878
e
oito.
O
escrivão
do
i.°
officio
Gaspar
Augusto
d
’
Oliveira
Faria Bastos.
Verifiquei
a
exactidão.
(1007)
Pereira
Lobato.
0
presidente
da
junta
de
parochia,
de
Fonte
Arcada,
concelho
da
Povoa
de
La-
nhoso,
faz
publico
que
no
dia
28
do
corrente
julho
por
11
horas
da
manhã,
no
logar
da
Costa,
da
referida
freguezia,
se
ha
de
arrematar
em
hasta
publica
pelo
menor
lanço
que
se
offerecer,
a
construc-
çâo
d
’
uma
casa
de
escola,
do
sexo
ma
sculina,
nas
condições
da
planta
que
se
rá
presente
no
acto.
E
para que
chegue
ao
conhecimento
dos
interessados
se
faz
publico
d
’esta
lórma,
tendo-se
já
affixado
outros,
n’
esta
data
de
igual
theor
nos
logares
mais
públicos.
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
(fKiXHE
«
erucção
»
e
PREÇOS
N
A
3.a
Cl,
ASSE.
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo
e Buenos-Ayres
Mosteiro
de Fonte
Arcada,
7
de
ju
lho
de
1878.
O
Prior
João
Albino
Pereira
de Sampaio.
(1005)
Acceítando
lambem
passageiros
de
3.3
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de Janeiro,
para
SANTOS
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE.
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORIt,
MACEIÓ, e
outros
pontos
do
litoral e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PErO
MES.no
PREÇO
QUE
P
’
Ki
RIO
5SE
JANEIRO
No
Conservalorio
das
Órfãs
da Ta-
manca,
em
Braga,
precisa-se
d
’
uma
re
gente
com
obrigação
de
ensinar
instruc
ção
primaria,
e
de
uma
mestra
do
lavor,
também
habilitada
para
o
ensino
primário,
afim
de
poder
substituir
a
primeira.
As
senhoras
que se
acharem
em
cir-
cumstancias
de
exercer os
referidos
car
gos,
e
os queiram occupar
com
residen-
cta
no estabelecimento,
on
ie lerão ali
mento
e
roupa
lavada,
além
de
ordena
do,
pódem
dirigir-se
ao
secretario
da
commissão
administradora,
Custodio
Men
des
da
Silva
Braga,
na
mesma
cidade,
campo
de D.
Luiz I,
n.°
40.
(1004)
VENDEM-SE
duas moradas
de
casas,
uma
na
rua
do Anjo, com
os
n.os
11
e
^1
A,
e
outra
na
rua
de
D.
Pedro,
com
0
n.°
1;
quem
as
pertender procure o
dono
n
’
esla
todos
os
dias,
(exceptuando
Os
dias
sanctiíicados),
desde
as 8
até
ás
10
horas
da
manhã.
(978)
ALUGAM-SE as
casas
n.°
21,
no
Lampo
Novo
do
Beduto,
nobres
e
com
uauitos
commodos.
Trata-se na casa imme-
diata
n.°
22.
(981)
PAQUETES
a
SAIR
BE
LISBOA
.
13
de
Julho
I
ELBE...................................13 de
Agosto
.
28
de
Julho
|
MINHO...........................
28
de
Agosto
PREGOS
COMMODOS
Caía
paquete
d’
e«<n
ewmpanhia
leva
a
bordo
criados
portiaguezes
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
at
classe».
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria gratuit?
durante
a
demora precisa
para
obter
trasbordo.
A
horda
os
passageiros
teem
grátis
eama,
roupa
de
cama,
eo-
mida
feita por
eosinheiros
portugaezea,
vinho
duas
vezes
por
dia,
assistência medica,
serviço de criados
e
outras despesas.
A EXPERIENCIA
de
mais
de
ura
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
estí
comnanhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
o
sesuranca
excepcional;
além
d
’
isso
pela limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodaçõe:
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para a
hygiene
como
para
a commodidade
d°s
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu
meros
agradecimentos
que ha
archivados
em
varias
agencias.
__
SÃO ESTES OS PAQUETES preferidos pelo
Governo
Inglez
para a
conducção
das
sua:
nnGs
do
correio
e
por
esie
serviço recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES PAQUETES a
honra
de
conduzir Suas
Mageslades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
m
rua
dos In
a
lezes
23
de
GUILHERME
C. T
AI
T.
Para esclarecimentos
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
e
eosinheiros
ARKEXDAU-SE
Desde
o
proximo
S.
Miguel,
tres
®oradas de
casas
de
2
andares,
construi-
dJ
s
de
novo,
com
quintal e agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0
18,
20
e 22
Trata
se
na
‘
“esma
rua
n.«
17.
(943)
HOGG
farmacêutico,
2,
rua
de
Castiglione,
Pariz, unico preparador.
•
P
,.U LAS HOGG
Debaixo.
forma
especial a
pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar; desta maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as suas proprie
dades,
e
a sua efficacia he então
certa.
As
Pilulas de
Hoog são de trez preparações differentes:
1®
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
pura,
contra
as
máes digestões,
as
azias,
os
vomitos
e outras
affecções especiaes do estomago.
2»
FILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida
ao
ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as
aflecções
do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são egualmente
muito fortificantes.
A
Pepsina
pela
sua
união ao ferro e ao iodureto
de ferro modifica o
que estes dois
agentes
preciosos tinham
de muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los,
fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios do
seu emprego
M
ichrl
,
pharnia-
TÍ'
______
x
*--------
O----
—
mrunni..
Ullclf lll X—
ceutico em
A«x (na
Provença) França. —
Preço
1,000
reis. —Em
Lisboa
o
snr
Barreto,
Loreto, n
0
28
—
30.
OURIVESARIA
DE
INDUSTRIA
NACIONAL
As
Pilulas de Hogg vendem-se somente,em frascos triangulares, nas principaes pharmacias.
Deposito em
7
’
orlo,
Ferreira
&
Irmão,
Banharia,
77
—
79.
(34'1
3®
PILULAS
DE
HOGG
com
pepsina
unida ao
iodureto
de
ferro
inalterável,
para as
doenças
escrofulosas, lymphaticas e syphiliticas, na phthisica, etc.
Já
proveniente
de
algum defeito de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.27,
rueMon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-H-)
DB
ANTONIO CASIMIRO DA COSTA
MAGASIN
DES
DEAIO1SELLES
ENSAIAD08
VISUAL
E REAL D0 OURO, APPROVADO
1‘BLA
CASA
DA MOEDA
Publica-se
a
10
e
25 de
cada
mez,
por
fascículos
in-8.° grande
ftravurns
de modti»
e
modelos de
tapeçaria
coloridos;
a
agua;
gravados »«
preto;
novidades
para
piano
e
canto;
álbuns
de
lavores;
folhas
de
confecções; eroehet
e rendas;
riscos,
etc.
O
Magaain
des
Ilenioiselles
inaugura,
com
importantes
reíórmas,
o
34.°
anno
da
sua
publicação.
E
’
hoje
o
mais
elegante,
o
unico
que
dá mensalmente
um
trecho
de
musica,
e
renne
o
duplo
attrartivo
de
um
periodico
litlerario
interessante
e
um
periodico
de
modas completo,
inteiramenle
independentes um do
outro.
Preço
para
Portugal
(as assignaluras
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
í.°
de
janeiro)
4$'l00
rs.
Também
se
acceitam
assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,—
1^700
rs.
Subscreve-se
na
administração
d
’este
periodico.
5
—
Rua Nova
de Sousa—3
BRAGA
N
’
este
novo
estabelecimento
vendem-
se
e
compram
se
pedras
preciosas
e
ob-
jecto
de
ouro e
prata.
Concérta
e
encar
rega-se
de
mandar
fazer toda
a
obra
da
sua
arte,
com
a
maior
perfeição
e
gos
tos
mais
recentes.
A
maior
parle
dos
objectos
são
man
dados
manufacturar
com
toque
fixo,
e
ga
rantido
com
marca
especial,
particular,
e
pelo ensaio real.
3,
Rua Nova de Sousa, 3.
(923)
Aluga-se
a
casa
n.° 88
da
rua
'IDâ da
Boa-Visla.
(906)
Quem
quizer arrendar a
cisa
n.° 7,
no
campo das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves, na
rua
do
Cam
po,
d’
esta
cidade,
que
está auctorisado
para
este
fim.
(1006)
NEVA.
.
MONDEGO.
S
g"
I
fl
IMA
j
LI
LIO
94,
RUA DE
D. PEDRO V,
94 E
Tem
para
vender
cal
branca,
1.®
qua
lidade
a
600
rs.
cada
60
kilos
a corres
ponder
um
quintal; dita
de
2.
a
qualidade
(a
qne
alguém
chama
de
1.
a
) a
550;
cal
parda.
1.
“
qu
lidade, a
480;
dita
de
2
a,
450.
Para
grandes
encommendas
é ne
cessário
os
snrs.
consutnmidores
fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para
serem
bem
servidos com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’
esla
cidade
qoern
possa
fazer mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dosgeneros,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas
obras, n
’
esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs.
consutnmidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
TYPOGflÂPHIA
Vende-se
a
lypographia
UNIÃO,
que
se
compõe
de
prelo
e
tinteiro
de
ferro,
20
caixas
com
lypos
de
diflerentes
cor
pos
—
8,
10,
12, 18 e
outros,
alguns
em
muito
bom
uso,
letlras
de
phanlasia,
vi
nhetas
e
alguns
emblemas, finalmente
do
necessário
para
poder
funccionar.
Tracla-se
no largo de
Santo
Agosti
nho,
com
o
seu
dono,
e alli
póde ser
vista,
desde
as
9
da
manhã ao
meio
dia,
e
das
3
da
tarde
á
noite.
/ps
fl
«V?
O
\
O
®
®
TS
Os
Hebuçadot
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
peclorante,
são o melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos nas doenças tossicolosas.
Caixa 200 reis.—Meia caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de Santo Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
Vende-se
para pagamento
de
dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
roa
da
Sé,
antiga
de Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.
os
16 e
17,
bem
como
lam
bem
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de
Te-
nões,
subúrbios d
’
esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada da Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
E DITAL
JOSÉ
JOAQUIM DE ARAÚJO
CORRÊA, ADMINISTRADOR DO CONCELHO DE DRAGA, 1 OR SUA MAGESTADE
FIDELÍSSIMA
QUE
DEUS
GUARDE, ETC.
TT
aço
saber, que
tendo
de
se
proceder
no dia 4
de
Agosto
do
corrente
anno, por 9
horas da
manhã n
’
este
Concelho,
á
eleição
dos
Procuradores
á
Junta
Geral,
e
Gamara
Municipal,
como
é
ordenado
em
Decreto
de
27 de
Junho ultimo,
foi resolvido pelo
Conselho
de
Districto
em
seu
accordão
proferido em
sessão
de
23
do
corrente mez,
que a
divisão
das
assembleias
eleitoraes fosse
na
fôrma
seguinte
:
l.
a
Assembleia
Sé.
.
.
.1
Sé
.............................
S.
João
do
Souto.
505
628
eleitores
>
4:133
Eleit.
2.
a
»
Congregados
.
(
S.
Lazaro
....
823 eleitores
823
»
S.
a
»
S.
Victor. . .
[
S. Victor
.
.
1:143
eleitores
1:143
4.a
»
Collegio
.
.
Cividade
....
Maximinos
....
Gondizalves
. .
.
S. Jeronymo . .
.
277
306
20
330
eleitores
»
>
>
933
»
5,
a
»
Bom
Jesus
.
Fraião.......................
Nogueiró
....
Tenões
.......................
Espinho.......................
Sobreposta
....
Pedraiva
....
S.
Mamede
d’
Este
.
S.
Pedro
d
’Este . .
Lamaçães ....
Gualtar.......................
40
86
71
61
82
63
130
124
65
96
eleitores
>
5
D
>
818
»
6.
a
»
Adaufe
.
.
.
Santa
Lucrecia
.
.
Crespos.......................
Ponzada
....
Navarra.......................
Adaufe.......................
88
163
92
75
372
eleitores
n
>
»
790
»
7.
’
»
Palmeira.. .
Palmeira
....
S.
Pedro
de
Merelim.
Dume.......................
268
215
330
eleitores
D
813
»
8.
a
Assembleia
Mire
.
»
Tadim.
.
.
Lomar
.
.
Frossos
.......................
118
eleitores
Parada
.......................
63
>
Semelhe
....
70
»
Panoias
.......................
135
>
910
Eleit
Mire.............................
178
>
Graça
.......................
107
>
S.
Paio
de
Merelim
.
239
>
Cabreiros
Sequeira
Passos
.
Villaça
.
Tadim
.
Ruilhe
.
Cunha
|.
Arentim
Priscos
.
153
eleitores
176
»
27
>
40
>
103
>
109
>
98
>
77
»
79
>
Celleiroz
....
49
eleitores
Vimieiro
....
32
Ferreiros
....
134
>
Lomar
.......................
115
Arcos
e
Nogueira.
.
120
»
Teboza
.......................
42
>
Avelleda.......................
73
>
S.
Pedro
d
’
Oliveira .
35 eleitores
Guizande
....
50
j>
Escudeiros
....
108
>
Morreira.......................
90
>
11.
a
»
S.
Estevão
de
Penso
S. Vicente
de
Penso.
S. Estevão
de
Penso.
57
66
>
j
>
Figueiredo ....
69
Trandeiras
....
45
>
Lamas
.......................
44
Esporões
....
122
862
>i
686
»
e
O
que
se
nos
Jogares
publica
por
este
edital,
e
outros
do
costume,
como
determinam
os
de
igual
theor,
que serão
affixados
á
porta
das
egrejas
parochiaes,
artigos
273
e 276 do
Codigo
Administrativo,
o
o
Braga
25
de
Julho
de
1878. E
eu
Antonio
Maria
Peixoto
Vieira,
escrivão
o
subscrevi.
José
Joaquim d
’Araujo Corrêa.
COLLECIO BE
IV.
SENHORA
ISA
CONCEIÇÃO
Lisboa, iua
da
Esperança,
224
Estabelecido n
’um
vasto
edifício,
bem
situado,
com
bom
recreio,
e
quartos
se
parados
para
os
alumnos.
A
recommendação
d
’esta
casa
de
edu
cação
faz-se
pela sua
existência
de
qua
renta annos,
com
créditos
reconhecidos.
Os
Estatutos
e
mais
esclarecimentos
dão-se
no
Collegio.
No
proximo
anno
lectivo
precisa-se
d
’
um
ecclesiastico
para
o internato,
como
ca-
pellão
e professor.
O
Director
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes
Carreira
de
Mello.
â
Vende-se
uma
morada
de
casas
t
sita
na
rua
da
Cruz
de Pedra n.°
G
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
ARRENDA-SE o
2.°
andar
da
casa
n.°
11
em a
rua
das
agoas
d
’esta
cidade.
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
Arrematação voluntária.
Na rua de
S. Marcos e casada
Assembleia Bracarense,
ha
para
vender
em
hasta
publica um
magnifico piano
vertical, de se
te oitavas, da acreditada casa
de
Paris Maugeot
Frères &
C.
a,
e quasi
novo. Póde ser visto e
experimentado todos os
dias até
1
do proximo mez d agosto, em
que terá
logar pelas
doze horas
do dia a arrematação na refe
rida
casa, e será entregue,
quan
do convenha
a quem maior lan
ço offerecer.
(.999)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’
esta
cidade.
Undo
em
consideração
a
avulladissima
despeza que
está
cussan-
do
o
fornecimento de pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha n'este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber-
nardes.
(1002)
Muita
attenção
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo,
com
os
n.
cs
27
e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V,
com
quintal
ajardinado
todo morado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.
ís
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé da porta
o
americano. A
tratar
com
o
seu pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas
todos
os
dias,
das
4
horas
da
tarde
por
diante.
(919-Q)
VENDA
DE CASAS
No largo
da
Ponte
de
S. João
ao
entrar
na rua
do
Paemanle
(la-
do
esquerdo)
vendem-se
as duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Anlonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
Banco
Commercial de Braga em
liquidação
Sociedade
anonyma
—
responsabi
lidade
limitada
A
Commissão
liquidataria
d
’
este Ran
co,
tendo
modificado
a
tabelia
dos
preços
dos
papeis
que
o
Banco
possue
aclual-
mente,
e
querendo
auxiliar
a
liquidação
quanto
em
si
possa,
propõe
aos snrs. cre
dores
que
qnizerem
liquidar
já
as
suas
promissórias
pagar-lhes
90
0[0
em
papel
ao
preço
estabelecido,
e
10
0|0
em
dinheiro,
para
cujo fim
poderão
dirigir-se
á
casa
do
mesmo
Banco em lodos os
dias uteis a
contar
do
1.® d
’
agosto
em
diante.
Braga 22
de
Julho
de
1878.
A
commissão
liquidataria
Manoel
Simões
Braga.
Manoel
Joaquim Gomes
João
Luiz
Pipa.
Manoel
Ignacio
d
’Oliveira
Braga.
Manoel
Anlonio
da
S.a
Pereira
Guimarães,
Anlonio
José
Antunes
Beis.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITAKA
—1878,
Parte de Comércio do Minho (O)
