comerciominho_27041878_779.xml
- conteúdo
-
FOLHA.
RELIGIOSA
332
?^'«5TSCBOS.%.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA, RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga.
12
mezes.................. 1&600
»
6
.......
S50
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
........
20
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS.
QUMAS E SABBABOS.
PREÇOJ gDAfô
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes..........................2&000
»
6
»..........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
................................
10
N.°
779
I8KA.GA—
SzlBBAIM» 91 »M
ABBIL
DK
í
!*?*
recer
a
elle,
mas
promettendo
outras
vir
assistirás
subsequentes
sessões.
Essa
conta
foi
relatada á
face
de
numerosíssimas car
tas
de notáveis
personagens
de
rígida
tem
pera
catholica.
Coube
depois
a
palavra
ao
revd.
nM
co
nego
da
Sé
de
Lamego
o
snr.
dr.
San
tos Monteiro.
Começou
congratulando-se
por
ver
reunido
o
congresso
catholico,
meio
eíficacissimo
para
que
se aproximem
e
conheçam
os
elementos
de
resistência
deffensiva
contra
os
esforços da
Revolu
ção.
Apresentou,
depois,
a
sua
desculpa
e
requereu a benevolência
do
auditorio,
por
que
tendo
sido convidado, apenas
na
vespera,
para
orar
no
congresso,
fôra
de
masiado
curto
o
tempo
para
se
preparar,
ponderando
sempre
que
não
o
deslum
brava a
magestosa
presença
do
Prelado,
pois
que a
Providencia foi
tão
sabia,
que
formou
as
nuvens
para
velar o
sol,
para
que
os
seus
raios
não
calcinassem
a
terra,
e
deu
muita
bondade
ao
coração
do
sar.
arcebispo.
...
E
como
uma
parte
do
programma
do
congresso
era
tratar
da
educação
da
mo
cidade,
eulrou
n
’esse
assumpto,
delinean
do,
a
breves
traços,
o
seu
ideal
de
edu
cação
completa; e
comparando
com
este
ideal
a
educação
que
entre
nós
se
com-
munica
na
familia,
na
escola
e
nos
ou
tros
estabelecimentos
de
instrucção
cili
ciai, fez
sentir
a
distancia
em
que
ella
se
encontra,
d
’aquillo
que
deve
ser
em
relação
áquelle
ideal.
Indicando em
seguida
alguns dos
meios
de
aproximar
o
real
do
ideal,
fallou
lar
gamente
sobre
a necessidade
de
santificar
a
familia pelo respeito
ao
matrimonio;
e
apresentou
as
regras
da
educação
paternal.
Ra,
porém,
um
momento,
proseguiu
o
orador,
era
que
o
filho
tem
de
separar-
se da familia para
completar
a
sua edu
cação,
e
aqui
foi
s.
exc.a energico,
de
monstrando
a
tremenda
responsabilidade
dos
paes
n
’
essa
hora
em
que
se
vae
deci
dir
do
futuro
de
seus
filhos.
Ha
homens,
ha mulheres,
que
renunciam
os
prazeres
da familia
para
dedicar-se
exclusivamente
aos interesses
sociaes,
trabalhando tia
edu
cação
da
mocidade.
Esses
sabem,
esses
querem,
esses
podem
educar
bem.
Não
nos
aterre
um nome.
Não
nos
deslum
bre
um
fantasma.
Se a
educação
tem
de
re^enerar-se
na
sociedade
portugueza,
a
regeneração
ba
de
vir d
’ahi.
S. exc.
a
con
cluiu
lamentando
o
silencio
do
sacerdócio.
iA
voz
do catechista
não se
escuta
na
maxiraa
parle
das
nossas
parochias;
e
nas
orações
sagradas,
o
orador
préga-se
a
si, e
não
préga
a
Jesus
Christo,
e
Je
sus
Christo
crucificado!
E’
necessário
que
o
sacerdote
se
sacrifique;
e,
ensinando,
se
esqueça
de
que é
homem,
p.ra
só
se
lembrar
.de
que
é
padre. S.
exc.
a
, no
correr
do
seu
discurso,
arrancou
since
ros
e
vehemenles
appoiados
de
toda
a
assembleia,
provocada
pela
excellente
fór
ma
que deu
aos
conceitos
e
pelas
pro
fundas
verdades
que
a
todos
fez
sentir.
Nada
mais
dizemos sobre
a
oração
do
snr.
dr.
Santos
Monteiro,
para
não
of-
fendermos
a
sua
delicada
modéstia,
acres
centando
apenas
que.
no
fim,
foi
s.
exc.
a
cumprimentado
e
abraçado,
com
eíTusão,
pelo
ex.
mo
prelado
e por todos.
Tomou
em
seguida
a
palavra
o
snr.
padre
Antonio Couto, do
Porto,
o
qual
com
a
il-
luslração
e
proficiência,
de
lodos
reco
nhecida,
demonstrou
como
a
religião
ca
tholica
sendo
a
unica
verdadeira
é
a
base
indispensável da
vida
social,
começando
a
historiar, posto
que
perfunetoriamente,
o
alvorecer
da
religião
christã
no
meio
da
oppressão
da
Roma
dos
Cezares,
e
continuando
as
suas
vicissitudes
atravez
dos
tempos
mais
ou menos diíficeis,
mas
Abertura
do
eonsregao catliolico.
Inaugurou-se,
ante-bontem,
quinta
fei
ra,
como estava
annunciado,
o
segundo
congresso
dos
oradores
e
escriptores
ca-
thodcos
de
Portugal,
na
salta
chamada—
dos
arcebispos
—
no paço
archiepiscopal
d
’
esla
cidade.
Eram
8
horas
da
noite
quando
s.
exc.3
o
snr. arcebispo
Primaz
entrou na
salla,
acompanhado
de
grande numero
de
mem
bros
do
congresso,
que,
para
esse
fim,
se
haviam dirigido
aos
aposentos particu
lares
de s.
exe.a
em
deputação.
Ao
entrar
s.
exc.a
,
e
sendo
recebido
á
entrada
pelo snr.
governador
civil,
administrador
do
concelho,
e
commissario
geral
de
policia,
que
lambem
já
ahi
se
achavam
presentes,
rompeu
a orcheslra
com
o
hyinno pontifício,
(indo
o
qual
s.
exc.
a
revd.Ilia
entoou
a
oração
Veni,
Sinete
Espirilus,
e
em seguida
foi
tomar
assento
na
cadeira
para
elle
destinada
ao
centro
do
lado
direito
da
salla.
A
’
direita
de s.
exc.
a
revd.
ma
,
também
em
logar
espe
cial,
collocaram-se
os
ex.'
n,s
goverrftdor
civil, administrador
do
concelho
e
com
missario
geral de
policia,
e
á
esquerda
os
dignos
desembargadores
da
relação
ec-
clesiastica,
os
revd.,no
’
abbade
de Sou-
tello
e
abbade
de S
Pedro de Maximinos.
Levantou se
então
s.
exc.
a
revd.
ma
e
tomando
a
palavra,
em
uma
breve oração,
mostrou a
necessidade
do
congresso
ca
tholico,
como
meio
eíficaz
para,
em
ser
viço
da
Egreja.
se
continuar
o
bom
com
bate,
n’
estes
tempos
difliceis,
em
que
a
impiedade,
sob
a
egide
da
liberdade
e
da
razão
humana,
guerrêa
os
princípios
religiosos,
base fundamental da
sociedade
cliristã
e
civil.
Porisso,
s.
exc.a
revd.
raa
em
nome
de
Deus
Padre,
Omnipotente,
Creador
e
Conservador
de todas
as obras
valiosas
e
fecundas,
em nome
de Deus
Filho,
Redemptor
e Regenerador da hu
manidade
decahida,
em
nome
de
Deus
Espirito
Santo,
Vivificador,
e
Inspirador
d<s
beneficos
pensamentos
e
das
acções
meritórias,
em
nome
do
SS.
Padre
o
Papa
Leão
XIII,
Mestre
Infallivel
da
verdade
catholica
nas
matérias
e
assumptos
con
cernentes
ao
dogma
e
á
moral,
—
aben
çoava
o
congresso
nas
pessoas
de seus
membros
presentes
e
não
presentes,
e
a
todas
as
suas
famílias,
regosijando-se
com
a
sua
reunião
n
’aquelle
recinto
em
que
haviam
residido
tantos
arcebispos
emi
nentes
por
suas
virtudes
e
sabedoria,
no
tando
a
coincidência
de
se
verificar
esta
primeira
reunião
com a
festividade
em
que
a
Egreja bracarense
commemora
e
Solemnisa
o
seu
primeiro
prelado
—S.
Pe
dro
de
Rates
!
Terminou
s.
exc
a
revd.ma
,
solemnemente:
está
aberto
o
congresso
!
Entrou depois
a
fallar o
snr.
D.
An
tonio
d
’Almeida, que,
expoz
em um
breve
discurso,
urna
introducção ao
rela
tório
que
ia
apresentar,
íez
ver s.
exc."
que
o
pensamento
capital,
que
presidia
a
lodos
os
trabalhos
do
congresso,
era
a
caridade
ebristã, como
ideia
mãe
em
que
giram
todos
os acios
da
vida
religiosa
e
catholica.
Congratulou-se
com
a
presença
das
aucloridades
civis,
que
felicitou.
Passou
a
ler
o relatorio
dos
trabalhos
da
commissão
permanente
eleita
no
pri
meiro
congresso
dos
oradores
e
escripto
res
catholicos
de Portugal,
reunido
na
cidade
da
Virgem,
no Porto,
e d
’esse
relatorio
faremos
cpportunamente
um
ex-
traclo;
rlando
em
seguida
s.
exc."
conta
das
pessoas
que,
por
escripto.
haviam
adherido
ao
congresso,
comquanto
algu
mas
se
vejam
impossibilitadas
de
compa
sempre
triunfantes,
por
ser
a
depositaria
unica
da
verdade
e
do
bem.
S.
exc.a
foi
muito
applaudido
e
satisfatoriamente
cum
primentado
por
s.
exc.a
revd.
,na
e
os
membros
do
congresso.
Todas
estas
orações
foram
precedidas
de
uma symphonii,
sendo as
duas
ultimas
vezes entoada
a
vozes
e
instrumental a
Ave,
gruha
plena,
de
commovente
effeito.
A
salla,
além
dos
retratos
conhecidos,
de
todos
os
arcebispos
de
Braga
e
dal
guns
reis
de
Portugal,
eslava lindamente
ornada,
lendo
na
frente
da
porta da
en
trada
o
qu.dro
da Virgem
Immaculada
primorosamente
enflorada
e iiluminada;
e
ao
fundo
do
lado
direito,
o
retrato
do
venerafido
Pontifice
Leão
X1IL
encimado
de
um
docel,
ficando
por
baixo do mesmo
retraio
a cadeira
onde
se
achava
s.
exc."
revd.‘
“
a
A
orcheslra,
que
era
regida
pelos
snrs.
Luiz
Baplista
da
Silva e
Esmerizes,
desem
penhou
muitíssimo
bein
o
papel
que
lhe
foi distribuído
n
’aquella catholica
funeção,
achando-se
collocado
em um
lindo
coreto
levantado
ao lado
esquerdo
da
entrada
principal
da
salla.
Em
differentes
silios
d
’
esta
viam-se
jarrões
com
arbustos mi
mosos
e
florescidos,
e
o
mesmo
nas
es
cadas
da
entrada
do
edifício, o
que
pro
duzia
agradabilíssimo
etledo.
Não
foi
grande,
mas
foi
qualificado,
o
numero
dos membros
da
ãssemblêa,
en
tre
os
quaes
se
notavam
oradores
e
es-
criplores
catholicos,
que
residem
habi-
tualmente
em
Lisboa,
Porto,
Lamego,
Bar
cellos,
e
Villa
do
Conde,
etc.
d
’onde
vieram
a
esta cidade
assistir
ao
congresso.
Es
tavam
também
presentes
algumas
senho
ras.
Eram
10
horas
e
meia
quando
s.
exc.a
revd.
rna levantou
a
sessão, recolhendo-se
aos
seus
aposentos,
acompanhado
de
al
guns
membros
presentes, lendo-se pre-
viamenie
eleito
por
acclamação,
sob
pro
posta
do
snr.
D.
Antonio
d
’
Almeida,
a
mesma commissão
permanente
para
diri
gir
os
trabalhos
nos
intervallos
dos
con
gressos,
e
foram convocados
os
membros
aclivos
para
se
occuparem do
desempenho
do
programma.
Gulla
cavai lapidem,
consumitur annulus
usu.
Dura
tamen
molli
saxa
cavanlur
agua.
Assim hade
acontecer,
porque
assim
lem
acontecido
a
todas
as
obras
humanas.
Estamos
empenhados
em uma
lucta
do
mal
com o
bem,
da
verdade
com a
men
tira, do
justo
com
o
injusto
!
Os
inimigos
que
combatemos lem
cabeça
de Meduza,
envergam
a
túnica
de
Nesso,
e
açulim-
nos
o
dragão
de
Minerva,
e
procuram
atemorisar-nos
com
os
grilos
de
famintas
harpias!
Nada
porém
nos
mele
medo:
nem
um
monstro
nos
fará
voltar
o
rosto,
nem
abandonar
o
campo...
Não:
eliam
si
Lotus
ellabalur
orbis,
impavidum
ferienl
ruince
I
Não:
morreremos
com
as
armas
na
mão,
e
se
o
triunfo não
nos
coroar,
coroará
por
certo
os
nossos
filhos,
e
com
panheiros d
’
armas.
Tomem
os
governos
intrusos
e
injustos
conta
comsigo,
e
no
caminho
que
levam
e
que vae
direito ao precipício!
Us
p-vos
conhecem
o fim
para
que
os
governos
foram instituídos,
toleram-lhes
um
ou
ou
tro
desvio
natural
das
fraquezas
humanas;
mas
em
nenhum
tempo
se
deixarão
es
magar
pelos
pés
dos
déspotas,
dos
s.ber-
bos,
e dos
que
os escarnecem
na
des
graça
.
Nós,
que
fazemos
parle
do
povo
por-
luguez,
oulr
’ora
valente, rico,
e
respe
t
i
do nos,dois
hemisférios;
c
hoje
abatido, e|
humilhado
!
Nós
que
herdamos
o
sangue
e
os
sentimentos
dos
nossos
esforçados
e
illustres
maiores,
não
podemos
ver
de
bons
olhos
e
indiíTerentemenle. o
qne
se
está
passando;
e
por
mais dura
que
a
rocha
se
ostente
gulla
cavai
lapidem,
e
com
esta
agua
negra
iremos
pingando sem
descanço
na
pedra.
Aqui,
é
um
juiz
de direilo feito de
pau
torto,
e
sempre
empenado,
a
fazer
do
direilo
torto,
a
dizer:
sim,
porque
sim;
e
não,
porque
não; a
abrir
as
pernas
para
que
a
justiça
passe
por
debaixo
da
pon
te.
e
elle a esmague em
cima;
ea
unií-as
para
afogal-a;
a
estender
as
geiras
para
matar
os
ocios
e
multiplicar
a ração;
e
a
locar a
viola
da
madre
flieriza
para
fazer
dançar
os
pares!
Alli,
é
um
delegado
a
fazer
resu-icitar
processos
findos,
para
alardear
a
sua
sa
piência
môcha,
e
o
seu
zêlo
pelas
cosas
do
fisco
em ponto
pequeno,
e
deixando
dormir
o somno
dos
mortos
os
p
n
lentes
em
ponto
grande;
a
accusar
os
que são
oflendidos,
e
a
deixar
impunes
cs
que
fo
ram
olfensores
!
Acolá, é
um escrivão,
qne
come
a
dois
carrinhos;
que
divide a
continência
e
unidade
dos processos em
mólhos
se
melhantes
aos
que
se
faziam
para
mechas,
que
leva
vinte
libras
por
fazer
uma
es-
criplura
dotal
(e
acha
quem
lhas
dê!)
e
que
faz
o que
quer
e
lhe sobeja
tempo!
Mais
além,
é
um
contador, que
não
separa
na
conta
as
custas
que
cada
uma
das
partes
dispenden,
carregando
todas
na
conta
do
escrivão,
e
metendo-lhe
no
bolso
a
parte
já
recebida;
e
que carrega
verbas
indevidas,
e
que,
conhecido
o
êrro
por
via
da
opposição
da
parte
prejudicada,
fica
em
pé
como
os
gatos,
porque...
por
que...
é bicho
do mesmo buraco!
E
aquelles, a
quem
a
necessidade,
e
as
circumstancias
obrigam
a
recorrer
á
justiça,
temem
na
mais
do
que
o
diabo
leme
a
cruz;
e
não
é
raro vel-os
cançar
em
meio
caminho,
porque
essa
justiça
lhes
arranca
couro
e
cabello
!
E
o
governo,
que
tem
a
estricta,
e
inexorável obrigação
de
escolher
emprega
dos
hábeis,
zelosos
e
justos;
e
de fisca-
lisar-lhes
a
conducta,
e
de attender
as
queixas
dos
opprimidos,
o
governo
é
co
mo
o pretor,
que
non
curai
de
minimis,
é
cego,
surdo,
mudo,
aleijado,
e
manco.
Que espera
?!
Pensará
que
são
mais as
nozes
do qne
os
cabazes,
ou
mais
as
vozes
do
que
as
nozes
?
Que
são
declamações
vãs,
e
cantigas
de
desabafo,
ou
para
desabafar?
Mande
abrir
syndicancias
por
quem
souber
syndicar.
mas
que
não
seja
lobo
do
mesmo
rebanho,
para
que
não
succeda
que
elle
se
ponha
a
uivar
pelos
compa
nheiros
para
comerem
a
preza
!
Crie
cen
sores
em
todas
as
províncias,
e
rcflicta
por
uma
vez que
isso
de informar
o
juiz
do
delegado,
e
o
delegado
do
juiz,
é
uma
marosca
de
magica
preta,
ou
uma
en
xertia
na
própria
arvore
de
que
sae
o
enxerto, que,
em
vez
de
rnelhoral-a,
a
deteriora;
lobo não
mala
lobo:
ignoram
isto?
Mandem
examinai
’
por
quem Unha
olhos
abertos, o que
se
passa
aqui,
e
saberão
qual
o
gosto
da
nata,
e
papa
fina
que ha
na
patria
do
descobridor do
Brazil,
do
João
AíTonso,
e
doS
Alv
de
Sá,
que
para
cá
nos
mandaram
!
uin
louvar
a
Deus!
Benze-se
a
geote
com
a
mão
canhota
!
Quando
nos
veremos
livres
d
:
:
leira,
e
sairemos
deste
lago
de
;
?
José
de
Freitas
Amorim
fio.
0
.
Irjr^e---4gasfa|
axaac;
A
’
SSedaeçtto do «Coinmereio do
Minho».
Londres,
17
de
Abril,
1878.
[Continuação]
SUMMAR10.
II.
—
Exlraclos
de carta
muito
impor
tante
sobre
a
conjunctura
actual,
em
re
lação
principalmente ao
interesse
da
Italia
Flibusteira
e
usurpadora.
III.
—
0 primeiro
e
excedente
discurso
de
Sua
Santidade
Leão
XIII,
depois de
sua accessão
ao Pontificado.
IV.
—
BevelaçÕes do
maior
interesse
a
respeito
da Maçonaria, que
começam
a
chamar
sobre
ella
considerável
attenção;
pela indubitável
authenticidade
das
mes
mas,
como
pelas
circumstancias
que
lhes
deram
occasião.
V.
— Considerações sobre
o
estado
in
deciso
e
delicado da
Questão
Oriental.
VI.
—Celebração
do
dia
e
festa
de
S.
Patricio,
Patrono
da
Irlanda,
em
Roma,
pelos
Cardeaes
e
Irlandezes;
as
sistindo
o
Americano de
Nova-York
etc.—
Varias
noticias
menores.
lnglez.es
Agora
também,
se
estivesse
já
formada
uma
liga
tal,
que
fosse evidentemente
ir-
restivel
a
heroica
Italia
flibusteira
viria
bizarramente
em
seu
soccorro;
e
assim
faria
jus
a
que
lhe
devolvessem
a
Saboya
e
Nice,
lhe
entregassem
o
Tyrol, Triesle,
alguma
boa
belga
de
território
do
outro
lado
do
Adriático
—
e
até não
faria
care
tas
a que
a conipellissem a tomar
Tunis
debaixo
de
sua
protecçáo
á
franceza
1
—
Continua
o
amigo correspondente:
—
«Em
sua
Moscovita
carreira
de
en
grandecimento,
pensam
os
Italianos,
que
a
Rússia
pode
contar
com
a
àcquiescen-
cia
de
todas
as
Potências
da
Europa,
ex-
ceptuando a
Inglaterra
e
Áustria sómen
te;
e
consideram,
que mesmo
estes
dois
Estados
não
podem
competir
cora a Rús
sia,
pelo
menos,
emquanto
a
Germania
perseverar
em
sua
actitude
de
benevoia
neutralidade
para
cora
seu
grande
visinho
do
Norte.
«Seria
loucura
da
parte
dos
Italianos,
como
eiles
proprios
eslam
convencidos,
mexer-se
neste
negocio,
até
estarem
se
guros
d
»
bel-prazer
do Príncipe
Bismarck.
Por
outra
parte,
se
o
seu
bel-prazer
fosse
parar
o
progresso
da
Rússia,
ou
obri-
gal-a
a retirar;
a
Inglaterra
e
a
Áustria
mal
precisariam
do
auxilio
da
Italia;
o
qual, tal
qual
é,
sem
duvida
lhes
não
seria
recusado.
«Qualquer
que
seja
a
syrapathia,
seja
qual
for a
communliào
d
’
inleresses,
que
os
Italianos
tenham
com
a
Inglaterra;
e
por
mais
que
sejam
isentos
da
toda
hos
tilidade
para
com
a
Áustria,
olham
para
a
Germania
como
seu
alliado
necessário,
e
nunca deixaram
de
accommodar
sua
conducta
á
p
ditica Germanica, antes que
estejam
inteira
mente
seguros a
respeito
da
actitude
des>migavel
da
França.
«Na
opinião
dos
Italianos,
pouco
im
porta
que
o
Duque
de
Broglie
ou
Mr.
Waddington
tenham
a
direcção
dos Ne
gocios
Estrangeiros
de
França.
A
política
Franceza
>erá
sempre antagonisti
á da
Germania;
e
sempre
que
as
complicações
Orientaes
podessem
dar
á
França
uma
opportnnidade
para
a
desforra,
a
sua
guerra
contra
a
Germania
havia
seguramente
de
começar
por
um
ataque
á
Italia.
«Ainda
mesmo
quando
Mr.
Gambella,
ou
o
mais
sympathico
e impulsivo
Victor
Hugo
viessem
ao
poder
em
Versalhes,
o
Poder
Temporal
seria
e
continuaria
a
ser,
para
a
França
questão
pendente;
sempre
um
excedente
pretexto
para
uma
contenda
com
a
Italia.
«Se
a
tal
respeito
podesse
haver
exis
tido
duvida,
tirou-se
pela
recente
con
ducta
do
Barão
de Baude
o
Embaixador
Francez
acreditado
junto
á
Santa Sé;
o
qual,
depois
de
ter
contribuído
para
a
eleição
de
um
Papa moderado,
se
esfor
çou
de
pôr-lhe
ao
lado, como
Secretario
de
Estado,
o
Cardeal
Simeoni;
restabele
cendo
assim
a
ascendência
do
partido
Jesuíta
e
Ultramontano
em
o
Conselho
do
Papa.
O
Barão
de
Baude,
será,
muito
provavelmente,
desapprovado,
e
tirado
do
logar;
mas
esta
tentativa
íicará
em
lem
brança.
Simeoni
houvera
dirigido
a
polí
tica
estrangeira
do
Papa,
e
mantido
aquella
hostilidade
entre
o
Vaticano
e
o Quiri-
nal,
que
podia,
em
qualquer
tempo,
ha
bilitar
a França
a
jogar
o
seu joga,
e
dar-lhe
pretexto
a
resuscilar
a Questão
Ro
nana.
<A
não
ser^
assim,
é diflieil de
per
ceber,
como
é
que
a
Republica
Franceza,
uma
democracia
quasi
athea,
meditando
até
revogar a
Concordata,
haja mantido
aquella
absurda
anomalia,
de
ter
um
Re
presentante
leigo
na
Côrte
d)
Vaticano,
e
dois
estabelecimentos
diplomáticos
anta
gonistas
na
mesma
Cidade».
O
Correspondente
aqui
fala
como
quem
deseja
contentar
o
Times
e
o Protestan
tismo
Inglez;
pois elle
é
demasiado
es
perto
e atilado,
para não
ver
perfeita
mente o
maiorissimo
absurdo
que
seria
ter
o
mesmo
e
só
Representante,
que
houvesse
de
ir
approvar
no
Vaticano
o
que
desapprovasse
no
Quirinal
—
ou
vice-
versa.
Continiíi
dizendo:
—
«Se
a
Françi não
tivesse
algum
si
nistro
designio
contra
eiles,
raciocinam
os
Italianos,
^porque
não
haviam
a
Inglater
ra,
e
a
Áustria
dirigir-se
antes
á
França
mesma
do
que
á
Italia, ou
ao
menos a
ambas,
para
a solução
da
diiTiculdade
Oriental?
A
França
tem
certamente
tanta
razão
de
temer
o engrandecimento
da
Rússia
e
o
estabelecimento
do
seu
poder
marítimo
no
Mediterrâneo,
como
tem
a
Italia,
ou
mesmo
a
Inglaterra;
e
podia
fornecer
soccorro muito
mais
vasto
e
ef-
licaz á causa
comraum.
Mas a
Inglaterra
e
a
Áustria
sabem
muito
bem,
que
não
podem
demover
a
França
de
sua
ac
itude
expectante.
«A
França
regula
sua
conducta
se
gundo
os
movimentos
da
Germania.
Se
esta
se
metesse
em
alguma
acção
reso
luta
que
involvesse
hostilidade
com
a
Rússia,
houvera
chegado
o
dia
da des
forra;
estenderia
ella
a
mão
á
Rússia
atra-
vez
da
Germania,
e
o
primeiro
impeto
do
seu
ataque
teria
de
ser
sopportado
pela
Italia. A política
da
França
pode
parecer
miope
aos
Italianos,
assim
como
egoista, imprevidente,
e
quasi
suicida;
mas
as
paixões
sara
máos
conselheiros
em
política,
e o
rancor
e
a
vingança
os
peíores
de todos».
Era
ainda
bastante
mais
longa
a
carta
de
que
hei
assim
copiado
os
exlraclos
tocantes ao
que
mais
interessa
aos
lei
tores
do
Apostolo;
por
saber,
que,
o
Es-
criptor
da
carta
é
sem
duvida
auctori-
dade
o mais
qualificada
em
assumptos
concernentes
á
Italia
e
á
Inglaterra
jun
tamente;
e
como
sabe
que
é
bera
conhe
cido
como
auctor
destas
correspondências,
não
quer desacreditar-se
com
dizer
cousas
sem
fundamento.
O
só
desconto
a fazer
em
suas
relações
é.
que
não
deseja
ir
contra
o
sentimento
Inglez: para lisongear
o
qual,
aqui
e
acolá
lhe
faz
suis
conces
sões;
como,
por
exemplo,
quando
cha
mava
aflectaçâo
ao
procedimento
de
Pio
IX
em
não
sahir
a
passear
pelas
ruas
de
Roma,
a
ver
as
caricaturas
infames
e
insultantes
que
forravam
as
pireles,
em
desabono
de
Sua Santidade
e
da
Religião;
e receber,
como
de
certo
receberia,
in
sultos
e
escarneos
da
canalha
Buzzura
que
inundou
a
Cidade
eterna
na
enxurrada
da
revolução.
De
unia
cousa
estou seguro,
e
é,
que
se
Pio
IX
tivesse
feito
'ou
fizesse
agora
Leão
XIII)
o
que
o Correspondente
in
culca,
era
elle
mesmo Correspondente
que
os
havia
de
censurar,
e
escarnecer
por
isso.
—
Preso
por
ler,
e
por
não
ler
cão,
diz
o
provérbio.
III
—
[Março
161.
—
Copiei
na
minha
precedente
carta
o
ultimo
discurso
pro
nunciado
pelo
Santo
Padre
Pio
IX
de
saudosa
me
noria,
cinco
dias
antes
de
seu
fallecimenlo; vou
copiar agora o primeiro
do
actual
Santo
Padre
Leão
XIII
pro
nunciado
por
elle
no
l.°
deste
mez,
e
pela
seguinte
occasião:
—
Apresentaram-se
a
Sua
Santidade nesse
dia,
em audiência
particular,
os
represen
tantes
das
Universidades
Catholicas
de
França;
entre
eiles
Mgr.
Sauvé,
Reitor
da
Universidade
d
’
Angers; o
Vice-Reilor
da
Universidade
Catholica
de
Liile; O
Revd."
Padre
Ramière,
da
Companhia
de
Jesus,
Professor
de
Direito
Natural na
Univer
sidade
de
Tolosa;
M.
Tizon, Professor de
Botanica
na
Universidade
Catholica
de
Paris;
e
ires
estudantes,
dois
de
Lille, e
um
de
Paris.
O
Santo Padre
recebeu
estes
Representantes
com
especial
benevolencia,
e
depois
de
ter
graciosamente
-escutado
a
Adresse
de
aífecto
e
dedicação lida
por
Mgr.
Sauvé,
respondeu
no
seguinte
dis
curso:
—
■
«Profundamente
me commovem
os
sen
timentos
que
acabam
de
ser
exprimidos
etn vosso
nome
pelo
excellente
Prelado,
cujo
merecimento
e virtude
ha
muito
tempo
conheço.
As Universidades
Catho
licas
que representais
sam para
a
Igreja
uma
consolação
e
uma
esperança.
£
Como
podemos
deixar
de
admirar
a
generosidade
dos
Catholicqs
Francezes,
que
podéram
em
tão
pouco
tempo
estabelecer
taes
obras
maravilhosas?
A
Universidade
de
Lille
dis
tingue-se
entre
todas
pela
rapidez
com
que
as
mui
largas
sommas
necessárias
para a
organisação
de suas
cinco
facul
dades
foram
colligidas.
As
Universidades
de
Angers, de
Paris,
de
Lyão, de
Tou-
lons,
vão
de
igual
maneira
progredin
do,
e
promettem
resultados
igualmente
fehzes
.
E'
por
tal
maneira
que
a
França,
a
pezar
de
seus
infortúnios,
fica
sempre
digna
de
si
mesma,
e mostra
não
haver
esquecido
a
sua
vocação.
Ninguém
mais
que
o
Vigário
de
Jesus Christo
tem
ra
zão
de
se
compadecer
das
aiíllções
da
França,
pois
que
nella
achou
sempre
a
Santa Sé
um
de
seus
mais
validos
sus-
tentadores.
«Hoje
a nação
Franceza
ha perdido
uma
parte
do
seu poder;
enfraquecida
por
suas
divisões
de
partidos,
é impedida
de
dar livre curso
a
seus
nobres
instin
ctos.
E
todavia
^que
não
lera
ella
feito
pela
Santa
Sé,
mesmo
depois
de
seus
proprios
desastres?
Antes,
deu
os
jovens
de
suas
mais
nobres
famílias,
sendo
o
pequeno
exercito
do
Papa
composto
em
grande parte
pelos
filhos de
França;
e
desde
o
momento
em
que estes
não
po
diam já
servir a causa do Papado
com
a
espada,
testificou a
França
a
sua
adhesão
á
Santa
Sé
por mil
outras
maneiras;
e
as
offerlas
da
França
foram
sempre
uma
parte
considerável do
dinheiro
de
S
Pedro.
«Tal
generosidade
não
pode
ficar sem
recompensa.
Deos
ha
de
abençoar
uma
nação
capaz
de sacrifícios
tão
nobres,
e
a
historia ha
de
escrever
ainda
formo
sas
paginas
a
relatar
gesla
Dei
per
Fran
cos.
«Encontramos
um penhor
deste
futuro
feliz
nas
Universidades
que
vós
neste
mo
mento
representais
ante
mim.
Será
por
meio
delias
que
as
sãos doutrinas,
primeiros
elementos
da
prosperidade
social,
se
dif-
fundirám
pelos
espíritos.
Os professores
escolhidos pelo
Episcopado,
juntando
a
pureza
da
fé
á profundeza
da
sciencia,
íormarám
gerações
de
Christãos
capazes
de
defender
e
de
honrar
sua
crença.
As
familtas
não
tardaram
a
reconhecer
a
su
peroridatle
destes
ensinos;
e
as
Univer
sidades
Catholicas
bem
que
inteiramente
dependentes
da
caridade
dos
fieis,
susten
tarão)
vantajosamente
a
competência
com
outros
estabelecimentos
providos
de re
cursos
maleriaes
superiores,
e
mantidos
pelo
Governo.
E
’
isto
o
que eu
proprio
hei
visto
na
Bélgica
quando
ali
represen
lei
a
Santa
Sé
na
qualidade
de
Núncio.
A
Universidade
livre
de
Louvaince
tinha
ella
só mais
alumnos
que
todas as
ou
tras
Universidades
juntamente.
«Este
mesmo bom
exilo
é
reservado
para
as
Universidades
Catholicas
de
Fran
ça
Auguro-lh
’
o,
e para
assegural-o,
in
voco
em
toda a plenitude de
meus
po
deres
vindos
do
Altíssimo
Deos, as
suas
copiosas
bênçãos
para
vossos
trabalhos.
«
tBenediclio
Dei,
etc.»
No meu
fraco
entender,
parece-me
seria não
só
diflieil, mas quasi
impossível,
pronunciar
discurso
mais
bello,
e
inais
apropriado
á
occasio,
do
que
fidelissima-
mente
ahi deixo traduzido. Parece-me
que
elle
só
basta para
mostrar
como,
sob
a
direcção
venerável
da Providencia
Divina,
foi
na
occasião
escolhido
para Successor
de
Pio
IX
precisamenle
o
homem,
o
Pon
tífice
que
as
insólitas circumslaneias
da
Igreja
de
Deos,
na
conjunctura
actual
re
queriam.
E’
prova
para
mim,
de
que
di
gitas
Dei
est
hil,
e
que porloe Inferi non
prceualebunt
adversas
Ecclesiam
Suam.
A.
R.
SARAIVA.
EIBLIOGRAPHIÀ.
A
FSas-
slos SPrégadloreg).
Comquanlo
divina
e
summamente
be
néfica,
a
missão
de
evangelisar
é
por
ex
tremo
ardua tarefa
e
espinhoso
labor.
Quão versado
nos
modelos
de
elo
quência
sacra
deva
de
ser
o orador
do
púlpito,
a
quem
corre
obrigação
de con
vencer,
deleitar
e
persuadir,
todos o
sa
bem;
de
poucos,
porém, é
attendida
a
exiguidade
de
meios
com
que
elle
lu-
cta
para haver-se
dignamente
ao desem
penho
de
tão
subido
encargo.
Estudar
as
necessidades
da
época
je
procurar-lhes
r'medi o
opportuno
e
eílicaz;
diagnosticar
os
males
que
devoram,
co
mo lume
de desgraça,
as entranhas
da
sociedade
para
melhor
acertar
com a
the-
rapeutica, são
cousas
que
os entendidos
e
interessados
esperam de
quem
é
luz
do
mundo
e
sal
da
terra.
Mas,
quer
o padre
combata
êrros,
quer
abrande corações,
quer
desentene-
breça
intelligencias,
quer aprume vonta.
des,
ha
mister de
ser
guiado
por
outra
que
não
a
luz
de
seu
espirito,
só
com
a
qual não
póde
vadear
seguro
o
abysmo
dos
problemas
da
humanidade.
Bem
per-
lo
e
assaz
longe
está ella
a
scintilhr
e
a
pedir
communicar-se.
E
como
havel-a
se
a
magreza
da
bcl-
sa
é a
negação
mais teimosa
á
expansão
de seus
desejos
e
ás
exigências
de
sua
po-
sição
’
1
Alam
o
padre
ao
pelourinho do ridi.
culo
quando
não falia
polida
e
scientifi.
camente
a
um auditorio
mais
enfatuado
de
orgulho
que
abarrotado
de
imtrucçào;
e
não se
lembram
que são eiles mes
mos,
os que
lhe
cospem
baldões
e
af.
frontas
e
lhe
voltam
a
face
annojada,
que
regaleam
a
escassa
esmola
com
a
qual
o
padre
ha
de
accudir
ás
necessidades
suas
e
dos
outros!
Largamente
disputada,
e
por
vontade
d
’
elles nunca
concedida,
a
esmola,
que
o
padre
recebe
pelo exercício
de
seu mi.
nisteuo,
deixa-o
ainda
pobre
para
satisfa
zer
ás
primeiras
e*
mais urgentes
con
dições
da
vida, quanto
mais
paia
ser
ri
co em
lhesouros
de
instrucção
adquirida.
Nunca
os
que
do alto
veem
pozeram
olhos
em
necessidades
tamanhas!
Se
o
clero
espera
debalde
que
o
le
vantem
do abatimento
em que
o
prostra
ra uma política
egoista de
mais
e
sensa
ta
de
menos, não
abra
mão
da
acceilação
com
que tem
acolhido
emprezas
que,
so
bre
serem
vantajosas
pela
instrucção
que
derramam,
são
módicas
no
preço
que
exi
gem.
E
nenhuma
cumpre
melhor
esta
du
pla
condição,
nem
mais
proficuamente
sa
tisfaz
aò
intento
que
a
«Flôr
dos
Préga-
dores».
Dizer
que
esta
publicação
é
uma
col-
iecção
selecta
de
sermões
dos
mais
cele
bres
oradores
contemporâneos
feita
pelo
snr.
dr.
Seabra,
o
traduclor
do
«Cathecis-
mo>
de
Guillois, da
«Historia Ecclesiaslica»
de Rivaux,
e
d’
outras
obras
religio-as
de
nunca
assaz
elogiado
alcance,
equivale
o
mesmo
que
dizer
ao
clero:
«Por
tão
avul
tado
preço
correm
impressas
as
obras
ora
tórias
de
tantos
e
tão
preconisados
gigan
tes da
tribuna
sagrada,
que mal
se
póde
haver
d
’
elles
outro
conhecimento
que
a
noticia
em
catalogo.
A
livraria
Ghardron,
publicando
uma collecção
selecta
d
’
esses
primores
de
eloquência
sagrada,
póz
ao
alcance
de
todos
os
que
usam
a
vida
ora
tória,
por
accessivel
quantia,
um
variadís
simo, abundante
e selecto
sermonario,
de
muitíssima
vantagem
tanto
para
o
padre
simples
que
tem
de
faiiar
ás
multidões
on
a
um
auditorio
illustrado.
como
para
o
cura
d
’
almas
ao
qual
está
incumbida
a
cathequese
da
paroebias.
De
longe era
sentida
a
necessidade
d’
es-
ta obra,
e
se
ninguém
mais
cedo lhe
rnet-
tera
hombros não
foi.
de
certo,
por
jul
gar
improfícuo o
resultado,
mas
antes
por
ser
preciso
dispôr
de
bastante
cabedal.
Tudo
appareceu
agora,
e
nas
mãos
de
quem
nada
poupou
pira
que
o
trabalho
fosse
digno
do
assumpto
e
do
clero
a
quem
é
destinado.
Já
temos
na banca
do
trabalho
quatro
volumes
com
que
o incançavel
editor
se
dignou
brindar
esta
redacção;
e
desde
que
começamos
de
lêl-os
não
os temos
dei
xado
por
mais
escassas
e
contadas
que
sejam
as
horas
do
nosso
trabalho
jorna
lístico.
Assumptos
appropriados
ás festas
que
a Egreja
celebra
em
todo
o
anno,
desen
volvidos
e
applicados
ás
differentes
neces
sidades
do
indivíduo,
da
família
e
da
so
ciedade;
conceitos
judiciosos
onde
a
feal
dade do
vicio
vem realçar
o
brilho
da
virtude, as
consequências
desastrosas
do
crime, levam
á
pratica
do
bem;
conside
rações moraes
que
obrigam
o
homem
®
reconcenlrar-se
e
a
emendar
a
mão
tão
desviada
do
que
é
recto,
a
socegar
o
co
ração
tão
inquieto
do
que
é tão
fugiti
vo,
a
determinar
a
vontade
tão
mobií
no
que
é
eterno,
e
tudo
isto
em
attrahenD
linguagem,
respirando
os
doces
perfumes
da
unção
evangélica,
são
.outros
tactos
e; cantos
com
que
nos
prende
a
leitura
da
«Flôr
dos
Prégadores».
Sobra-nos
vontade
declarar
aqui
alguos
especimens
dos
sermões
de
que
imos
fal-
j
lando;
não
o
permilte,
porém
a
esireito-
Iza
do plano
d/este
jornal.
Reservaremos
I
para outra
occasião
a
satisfação
d
’este
de
sejo
se
penna
mais
aparada
não
antecipar
a
apreciação
de
tão
estimável
obra.
GAZETILHA
Associação
Catholica
—
Domingo
/28)
Catechese
popular
na
egreja
do
Hos
pital
ás
4
horas da
tarde.
Catechese
ás
creanças
na egreja
do
Po-
pulo-
Não
ha
praiica
na
casa
da
Associação,
s
m
razão
do
Congresso
Catholico.
Os
snrs. associados
d
’um e outro
se
xo,
'lu
6
quizerem
ter
ingresso
ás
sessões
publicas
do
dito
Congresso
no
Paço
Ar
chiepiscopal,
dirijam-se
ao
snr.
direclor
espiritual,
ou
ao
cobra
lor
da
Associação.
As
sessões
publicas
são
no
dia
28
do
corrente
e
no
dia
2
de
maio
ás 7.
e meia
horas
da tarde.
Casamento.
—
Uniram-se
pelos
víncu
los
sagrados
do mairimonio, na
quarta-
feira,
o ex.
mo
snr.
dr.
Augusto da
Cunha
Pimentel,
digno
delegado
na
comarca
de
Vil
la
Verde,
e a
ex
"
la
snr.
a
D.
Amélia
Mattos.
Um
cordeal
parabém
aos
illustres
noi
vos.
Fallecimento.
—
No
dia
22
falleceu
o
snr.
José Francisco da Costa
Oliveira,
feitor
da casa
do
snr.
conde
de Ber-
tiandos.
Instituiu
por
sua
unica
e universal
hcr-
deira
das
duas
terças
parles
da
sua
he
rança
a
sua
mãe
e
a
outra
terça
a
sua
esposa
Deixa
20^009
réis
para
o
Monu
mento
do Sameiro,
30$000
réis
para
o
Bom
Jesus
do
Monte
e
igual
quantia
ao
Hos
pital
de
S.
Marcos.
Nomeou
testamenteiros a
sua
mulher,
em
primeiro
logar,
e
em
segundo
a
seu
sogro
Francisco
José
Maia.
íSeaíiffieação
d»
5X. —
Diz
a
«Unitá
Callolica»
que
em
breve se
pro
moverá
a causa da
beatificação
de
S.
S.
Pio
IX,
de santa
memória. De
muitas
ci
dades
d
’ltalia
e
do
estrangeiro
chegam
instancias supplicando-o.
Vlact-obia.—
Sepultou-
se
no
cemiterio
Occidental,
em
Lisboa,
na
quinta-feira
pas
sada,
um
amulher da
freguezia
de
S.Mamede,
com
114
annos
de idade,
a
quem
havia
mor
rido
um
filho
na
ante-vespera
d
’
aquelle
dia,
com
89
annos,
deixando
um
outro
gravemente
enfermo
de
não
menos
avan
çada
idade.
Teléísietro ESerdau.
—
Uma
com-
naissão
allemão
ensaiou
ultimamente
pro
ximo
de
Berlin,
no
campo
de
manobras
de
Pampelhof, o apparelho
de
Berdan
pa
ra
medir as
distancias
A
operação
dura
menos
de um
minuto
e
o
erro,
para
uma
distancia
de
2:000
metros,
não
excede
um
melro.
Marte <í’astB poeta.—
Estão
de
lu
cto
as
musas
oiientaes.
Annuncia
se
a mor
te,
em
Alep,
de
Bik-AlIah-Hassoiin-EíTen-
di,
poeta
e
sabio
arabe
muito
popular
no
Oriente.
Invento.
—
Um
lavrador
de
Coronja
(Tarragona),
inventou
um
simples appare-
Iho
para
que
a
luz
do
petroleo
tenha
maior
intensidade
que a
do
gaz
com
eco
nomia
notável
e
grande
vantagem
s>bre
este.
Parece
que
o
auctor
do
invento
ce-
deu-o
a
um
lampeanista
de
Tarragona
me
diante
escriptura
publica,
tendo
recebido
uma
boa
somma pela
cessão
e
metade
dos
lucros
que
este
realise.
Socego d’espirito.—
Lê
se
no
«Uni
verso
Illuslrado»:
As
aves
ficam
prezas
nas
redes
e
laços,
po.que,
achando-se
embaraça
las,
debatem-
se
e
remechem
desregradamente
para
se
soltarem;
porém,
fazendo
isto mais
se
em
baraçam.
Quando
pois
tivermos
pressa
de
nos
livrarmos
de
algum
mal
ou
de conseguir
as
algum
bem,
antes de tudo
ponhamos
o
nosso
espirito
era
socego;
façamos
as
sentar
o nosso
juízo
e a
nossa
vontade;
depois,
devagar
e
socegadamente,
procu
remos
o
expediente
do livramento,
toman
do
por
ordem
os
meios que
forem con
venientes;
equando digo
devagar
não
que
ro
dizer
negligentemente,
porém
sem
pres
sa,
perturbação
e
inquietação;
de
outro
mndo, em
vez
de
obtermos
o
effeilo
do
nosso
desejo,
prejudicaremos
tudo
e
ain
da
nos
veremos
mais
embaraçados.
S*i
‘
«»|>heeàa
pura
—
Lêmos no
«Jornal
da
Noite»:
O
famoso
frade
propheta
inglez
Tran-
quida
Volfango,
fallecido
em
Monaco,
fez
a
seguinte
prophecia
pari
1878:
<Novo
congresso
era
Berlim. Morte.da
rainha
de
Inglaterra.
Nova
divisão
de
ter
ritórios
entre
a
Áustria
e
a
Russia.
Al-
Lrações
em
Portugal,
Polonia
e
Hollan-
da.
Lholera em
França.»
’
ê-se,
diz
a
este
respeito
u:n
jornal
Espanhol,
que
o
bom
do
frade
não
fazia
más
prophecias em
França, quando
a
bsequiava
com o
cholera-morbus, quan
do
não
teria
encontrado algum
fiscal,
que,
á
similhança d
’aquelle
do império,
que
obrigou
a
Mathieu de
la
Drome
a
an
nunciar
no
seu
almanach
peste
em
S.
Pe
tersburgo,
em vez
de
a
annunciar
era
França,
evitaria d
’
esle
modo
as
complica
ções.
Síntatros initritímos.—
Segundo
a
estatística da direcção do
<Bureau
Veri-
las» houve
no
mez
de
fevereiro
ultimo
os
seguintes
sinistros
marítimos:
Navios
á
vela
considerados
perdidos:
28
americanos,
28
inglezes,
14
france-
zes,
8
norueguezes, 7
italianos,
5
alie-
mães,
5 austríacos,
3 gregos,
2
dinamar-
quezes, 2
hespanhoes,
2
suecos,
1
da
republica
de Nicarague, 1 hollandez
e 2
de
bandeira
desconhecia.
N
’
este
numero
são
incluídos
6
navios
que se
consideram
perdidos
por
falta
de
noticias.
Navios
a
vapor
considerados perdidos:
11
inglezes,
1
americano,
1
brazileiro
e
1
de
bandeira
desconhecida. Total
15.
N
’
este
numero
comprehende-se
um
vapor
que
se
julga perdido
por
falta de
noti
cias
PSvarsnaceutieog e pliarmaoian
em
Franç*.
—
Actualmente
existem
em
França
2121
pharmaceuticos
de
primeira
classe
e
4089
de
segunda.
Ha doze annos,
a
França
tinha
5803
pharmaceuticos.
Houve
portanto
um
au-
ginenlo
de
401 pharmaceuticos.
Desde
1
de
janeiro de
1803
até
igual
dia
de
1870,
as
escholas
superiores,
os
jurys
médicos
c
as
escholas
preparatórias
de
pharmacia, conferiram
16650
gráos
pharmaceuticos.
Hoje,
o termo
medio
de
pharmacias
em
França, é
uma
para
10000
habitan
tes
e para
uma
extensão
territorial
de
2000
hectares
Só
o
departamento
do
Sena,
onde
está
Paris,
contém
820
pharmaceuticos.
Com
esta
medicina
tola
não
ha
tempo
para
estar
doente.
Inaugtiraçiln <!a exposição de
Parss.
—
Esta
ceremonia
deve
ter
lugar
no
primeiro
de
maio,
pelas 10
horas
da
manhã,
no
Trocadero.
O
marechal
de
Mac-Mahon,
de
grande
uniforme
de
marechal
de
França,
acom
panhado
do
sen
estado
maior
e
seguido
dos
grandes
dignatarios
do
Estado
e
dos
membros
do corpo diplomático,
tomará
lugar
no estrado
levantado no
meio
do
terrasso
que domma a
cascata.
Por
de
traz
d’
este
estrado
serão
reservados
perlo
de
quinhentos
lugares
para
os
personagens
de
dislincção e
suas esposas.
Devem,
alem
d*isto
estar
reservados
cinco
a
seis
mil
lugares,
ao
lado
do
es
trado
ou debaixo
da
columnata
das
galerias
lateraes
do
palacio.
A
tropa.
de
grande
uniforme,
deve
formar
alas
de
ambos
os
lados
da
cascata,
e
estas alas
devem prolongar-se
até
a
entrada
do
palacio
do
Campo
de Marte.
Por
delraz
da
tropa,
de
ambos
os
la
dos
da
cascata,
nos
baixos
do
palacio
de
Trocadero
e
no
campo
de
Marte,
pode
rão
tomar
lugar
20:000
convidados,
que
de
sejem
assistir
ao
desfilar
do
cortejo.
Emtim,
os
commissarios
das
secções
estrangeiras,
acompanhados
do
alto pes
soal
das
suas
repartições,
estarão
posta
dos
ao lado
direito
do
grande
terrasso do
campo
de
Marte.
Aos
chefes
dos
differentes serviços
da
secção
franceza
será
reservado
o
lado
es
querdo
do
dito
terrasso,
os quaes
se
reu
nirão
aos
grupos
das
secções
estrangei
ras
para
saudar o
marechal
na
occasião
de
sua
chegada.
Esta
disposição
faz
suppor
que
seja
de 27 a
30:000
o
numero de convida
dos
que
hão-de
ser
admittidos
a
esta
solemnidade.
A
’
s
10
horas
o
chefe
de
Estado
pro
nunciará
um
discurso, depois
do que
pro
clamará
em
.
alia
voz, aberta
a
exposi
ção.
No
mesmo
instante
começará
a
repu
xar
a
agua
da
cascata,
a musica
militar
executará
uma
symphonia,
e
uma
tríplice
salva
de artilheria annunciará
ao
publico a
abertura da
exposição.
O
marechal,
seguido
do
seu
pomposo
cortejo,
dirigir-se-ha
em
seguida
para
o
campo
de
Marte;
percorrerá,
em
primeiro
lugar
a
fileira
das
fachadas
typicas das
nações
estrangeiras,
e
depois,
a
secção
franceza
das
bellas
artes;
e,
emfim,
o
cor
tejo,
dividindo-se
em
dotís
grupos,
percor
rerá
de
nm
lado
a
secção
franceza
e
do
outro
as
secções
estrangeiras.
Ao
meio
dia,
abrir-se-ha
ao
publico
o
recinto
da
exposição.
Devemos
acrescentar
que
o
jornal
«A
France»
não
consagra
as
probabilidades
de
verdade a
esta
nova e reserva-se
para
mais
tarde
fazer
conhecida
a
abertura
do
grande
certame parisiense.—
(cGommercio
do
Porto»)
O
mez de fevereiro e os Papas.
—
Dia
1
do
anno
de
772
morre
o
Papa
Es
tevão
IV.
2
de 1769 morre o
Papa
Clemente
XIII.
2
de
1143
morre
o
Papa Lucio
II.
6
de
1740
morre
o
Papa Clemente
XII.
7 de
1878 morre o
Papa
Pio
IX.
10
de
1828
morre o
Papa
Leão
XII.
12
de
1049
sobe
ao
throno Leão
IX.
13
de
731
morre
o
Papa
Gregorio
II.
44
de 1130
morre
o
Papa
Honorio
II.
14
de 1775 é
sagrado
Pio
IV.
15
de
603
morre
o
Papa
Sabiniano.
15
de
708
morre o
Papa
Sisinnio.
18
de
999
morre
o
Papa
Gregorio
V.
20
de
1481
morre
o
Papa Martinho
V.
21
de
1830
morre o
Papa
Bento
XIII.
22
de
1261
é
sagrado
Clemente
IV.
23
de
1347 morre
o
Papa Eugênio
IV.
23
de
1513
morre
o
Papa Julião II.
23
de
492
morre
o
Papa Felix III.
25
de 1388
é
sagrado
o
Papa
Nico-
lau
IV.
28
de
1
1
15
é
sagrado
o
Papa Eugê
nio
III.
28
de
1430
morre
o
Papa
Felix V.
o
aeragmplio.—
Inventou-se
recen
te
na
America
um
apparelho
notável,
di
gno
successor
do phonographo
e
do
tele-
phono.
Tem
o nome de
aerographo
e
é
destinado
a
substituir
o
silvo
vulgar
do
apito
de
arame.
Collocado
sobre
a chaminé
da
locomo
tiva,
ao
primeiro
signal
do
machinista
o
novo
apparelho
pronuncia
em voz
alliso-
nante
e
que
póde
ser ouvida
a
muitas
mi
lhas,
as
palavras
que
se
queiram.
Mevimento
áo
tlompital de S.
Marcos.
—
Doentes
existentes
era
14
de
abril:
92
homens
e
J03
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
13
homens
e
9
mulheres.
Sahiram:
18
homens
e
13
mulheres.
Falleceram:
1
homem
e
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
20
de abril
88
homens
e
99
mulheres.
Jants«r
monstro.
—
Em agosto
de
1880
haverá
em
Chicago um
jantar
mons
tro,
o
maior
banquete
dos
tempos
mo
dernos.
Tomarão
parle
10:000
convidados,
que
serão
servidos
por
1:000
criados.
Pensa-se
que
importará
em 48
contos
de
réis aproximadamente
este
sumptuoso
festim.
8*ort»
sujo.
—
Em
vista
de
informa
ções
olliciaes
foi
declarado
infeccionado
de
cholera
morbus.
o
porto
de
Calcutá,
des
de
18
de
fevereiro
ultimo, e suspeitos da
mesma
moléstia,
e
desde
igual
data,
os
demais pontos daquella
piocedencia.
.As
írmâs enridaite,
—
As
irmãs
da
caridade
hesp.inholas
elevam
se
ao
nu
mero
de
2:660
que
dirigem
328
estabele
cimentos
de
beneficência na
península,
ilhas
adjacentes e ultramarinas.
Temperues
na
eosta
risnUliri-
ca.—
Um
telegramma
de
Madrid
refere
o
seguinte:
São
descutisoladoras
as
noticias
dos
lem-
poraes
em
toda
a
costa
Canlabrica.
Ha
14
barcos
perdidos
e
139
pescadores
afoga
dos.
Noticias
de
S.
Sebastião,
Santander,
e
outros
muitos
portos
dizem
que
faltam
mui
tas
lanchas
de
pesca,
ejulga-se
que
ha
tam
bém
numerosas
mortes
de pescadores.
O
governo
e
o
banco
hespanhol
mandaram
5:000
duros
para
soccorrer
as
famílias das
viclimas.
Foi
também
aberta
uma subs-
cripção
pelas
ruas
com
o
mesmo
iniudo.
Ura
telegramma
oflicial
eleva
o
nn-
mero
dos
afogados a
200!
«áafasjlioSos.
—
Por
noticia
telegrapbi-
ca
de Madrid
consta
que
appareceram
os
gafanhotos
era
53
freguesias da
província
de Badajoz.
FíiySoxes-ss.
—
O
secretario
do
congres
so
inte' nacional
do
phyloxera,
que
tanto
tem
damniíicado
as vinhas,
declarou
que
havia
invasão
em
tóda
a
Italia,
a Hespanha
e.
a
ilha
da
Sardenha,
descobfindo-se
focos
de
inlecção
em
Dublin,
Londres,
Portugal,
Hamburgo,
Áustria.
Hungria,
Bélgica
e
Russia.
stesgraça.—-
Refere
a «Aurora
do
Ca
vado»,
de
Barcellos,
que
no
dia
20
do
corrente
indo
d
aquella
villa
para
a
sua
fre
guesia
de
Santa
Eugenia
de
Rio
Covo. o
snr.
Francisco
Antonio
dos
Santos,
irmão
do
revd.
0
José
Gomes
dos
Santos,
paro
dio
da mesma
freguesia,
para
encurtar
ca
minho
e
na
fórma
do seu
costume,
entrou
no
barco
proprio que
tinha
o
açude
de
Sa
ta
Eugenia
no
rio
Cavado
a
fim de
a-
travessar
este;
em
tão
mi
hora
por
m,
o
fez,
que
impellido
o
barco
pela
corrente
sobre
o
açude, vollou-se
com
a forçadas
aguas,
e
n
’estas
lhe
abriu o
tumulo.
Sa
bendo
o
infeliz
como
sabia,
nadar
mui
to
bem,
suppõe-se
que ao tempo de
cahir
á
agua
lhe sobreviesse
alguma
congestão,
o que
era natural
pois
acabava
de
jantar.
Questfto do Oriente.—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Constantinopla
21
—O
general
Ignalieíl
voltou
a
S.
Stefanio
como
commissario
po-
litico.
Diversas informações
da
Bulgaria
annunciam
qtieos
búlgaros
praticam
cruel
dades
contra
os musulmanos,
sendo
os
rus
sos
impotentes
para
a
impedir.
Estão
che
gando
muitas
tropas
russas
a
S.
Stefanio,
onde
segunda-feira
será
passada
revista
a
60 mil
homens.
Londres 24
—
Um
telegramma
de
S.
Petersburgo,
publicado
pelo
«Times»,
diz
que
avançam
lentamente
as
negociações
re
ferentes
á
retirada
da
esquadra
ingleza
e
das
tropas
russas.
Corre
o
boato
de que o
principe
de
Bismark
pensa
em
abandonar
qualquer
nova
tentativa
de
conciliação.
Nos
círculos
bem
informados
não
pres
tam credito
algum
a
este
bo-to,
ainda
que
é
bem pouca
a
confiança
do
bom
re
sultado
das negociações
definitivas.
Constantinopla
23
—
Em
resultado
da
oppressão dos
russos,
rebentou
uma
for
midável
insurreição era
diversas
aldeias
musulmauas
da
Bulgaria.
Houve
no dia 18
um
combale
sangui
nolento
em Bemotica,
perdendo
os
russos
509
homens,
entre
elles,
80
olliciaes. De
Andrinopla
foram
expedidos
reforços
aos
russos.
Londres
24
—Um
telegramma
de
S.
Pe
tersburgo
para
o
«Daily
News»
annuncia
que
parece
assegurado
o
accordo
sobre
a
questão
do
tempo
que
será
necessário
á
esquadra
ingleza
e
ás
tropas
russas
par
a
voltarem
ás
posições
evacuadas,
mas
se
a
Inglaterra
levantar
novas
dilliculdades
os
russos
submetel-as-hão
ao congresso.
O
«Times»
publica
um
despacho
de
S.
Stefanio,
dizendo que
a
Russia
faz
gran
des
preparativos
militares na Asia e
que
está
organisando
uma
expedição
sobre
Ta-
ckenal
(?;.
S.
Petersburgo
24
—
Diz a
agencia
rus
sa
que
prosegue
activamenle
a
mediação
da
Allemanha
para
o
congresso
e
sobre
os
promenores da
retirada
simultânea
das
tropas
russas
e
da
esquadra
ingleza.
Constantinop'a
24
—
Assegura-se
que
são
150:000
musulmanos
insurgentes
da
Bul
garia
que
estão
bem
armados.
Lond<es
25—
Chegou
a S.
Stefanio
o
general
Tolleben.
Dizem
de
Vienna
ao
«Stan
lar
I
»
que
a
Allemanha
recusa garantir a
linha
de
de
marcação
depois
da
retirad
i
da
esquadra
ingleza
e
forças
russas.
Conversões recentes em Sngli»-
terra.—
Lemos
na
«Esperança»:
«Uma
parle
dos
freguezes
da
egreja
de
S.
Barlbolomeu
em
Brighlon,
sele
alum-
nos
da universidade
de
Oxford,
Lord
Jor
ge Gordon
Lennox,
irmão
do
duque
de
Ri-
cliemond
abjuraram
o
protestantismo».
(Correspondência
na
«Union»
de
6
do
corrente).
«O
movimento
das
conversões
no
cor
po
dos
pastores protestantes
não
cança.
Contam-se
entre
as
abjurações
notáveis
a
do
revd.
0
Jorge
Whileíield
Beijamin,
que
ainda ha
pouco
fóra
em
Roma
ordenado
ministro
protestante.
Outros
ministros da
egreja
protestante entraram
para exercí
cios
espirituaes
d
’onde
sãhirão calholicos,
e
são
os
revd.cs Graene
e
Fletcher,
cu
ras
da
paroebia
de Brighlon».
(Da correspondência
de Londres
no
«Univers»
de
10
do
corrente).
Cabe aqui
a curiosa
estatística
que
segue:
Resumo
do
quadro
do
movimento
calholi-
co
na
Inglaterra
propriamente
dita,
is
to
sem
a Irlanda
e
Escossia,
desde
a
con-tituição
da
Jerarchia Catholica
em
1831
até
1875
—isto
é,
no
espaço
de
24
annos.
1831
1875
Sacerdotes
823
1:171
Egrejas
e
oralorios públicos
583
1:048
Communidades
de
homens
16
59
Ditas de
mulheres
53
237
Coll
gios
10
20
Escolas
dos
pobres
Escolares
que
as
frequen
0
1:397
tam
0 133:823
D
’
esle
quadro re-uila
que
as ordens
religiosas
são,
guardada
a
proporção
da
população
c-tholica,
mais
numerosas em
Inglaterra
do
que
na
Bélgica, e
nem
ad
mira.
Sen
lo
a
população
caih.dica
pelo
ge
ral
pobre,
as
ordens religiosas,
os
conven
tos
são
o
meio
mais fácil
e
mais
ener-
gico
de
lhe
remediar
as
necessidades
de
lodo
o
genero.
As ordens
religiosas
não
gosain
de
nenhum
privilegio;
estão
no
di
reito
commum,
e
isso
basta
para
os
in
glezes
se
não inquietarem
nem
as
inquie
tarem.
Ah!
se
os
liberaes
do
continen
te
fossem
buscar
á
Inglaterra lições
de
li
berdade
!!
Servem
estas
notas
para
fazer
apreciar
melhor
a
importância
do
acto
pontifical,
pelo
qual
foi
restabelecida
a Jerarchia
Ca
tholica
na
Escossia.
Póde-se
dizer
que
em
um
quarto
de
século
a
Jerarchia da
Ingla
terra
propriamente
dita
fez
duplicar alli,
e
mais
ainda,
todas
as
forças e
elemen
tos
catholicos.
E’
de
esperar
que
o
mesmo
succeda
na
Escossia.
Pio IX
e a rainha Vietoria.—
Escrevem
de
Roma
aos
«Tablettes
d
’
un
Spectateur»;
A
rainha
Victoria, que
aprecia
as
lem
branças
dos
soberanos
fallecidos,
mandou
telegraphar
ao
cardeal
Manning
para
que
pedisse
ao
cardeal
Carmelengo
uma relíquia
do
Santo
Padre.
Decidiu-se
que
Sua
Ma-
gestade,
sendo
protestante, não
acceitaria
medalha
ou
crucifixo. Mas,
sabendo
que
o
Santo
Padre
costumava
ler
entre
as
mãos
uma
bola
de
metal
inglez
conten
do
agua
quente,
o
cardeal
Manning
pe
diu este
objecto
para
S.
M.
a
rainha
Vi
ctoria
A.
hoiiioeo|i«tliia a provara
sua
erneacía.—
Lê-se
na
«Correspondência
de
Hespanha»;
Desde
que
se abriu o
hospital
homoeo-
palhico
de S.
José,
em
Madrid,
fundado
pelo
dintincto
professor
o snr.
mar-
quez
de
Nunhez,
ainda
não
houve
um
úni
co caso
de
morte,
apezar
do
grande
nu
mero
de
enfermos
que
n
’
elle
teem
sido
traciados,
muitos
dos
quaes
atacados
de
doenças
de
caracter
muito
grave.
JIortoM de fome.
—
Escrevem de
Imuidem
(Hollanda)
que o
mar arrojou
á
costa
uma
cabaça,
contendo
o
seguinte
bi
lhete:
«A
equipagem
do
navio
«Constan-
tinoplas
está
moribunda.
O
capitão
e
a
mulher
morreram já;
a
tripulação
compõe-
se
de
oito
homens.
O
contra-mestre
cha
ma-se
Gardieux,
e
ocommandante
chama
va-se Valoise.
Adeus
!
A
esperança
desam
parou-nos. Tempestade leva-nos
para
a
costa
da
Inglaterra.
Não
ha
tempo
a
per
der,
porque
estamos
aqui,
estamos
tam
bém
mortos
—
de
fome
!
29
de
março de
1878i>.
Mermúo.
—
O
prégado
nas
exequias
de
Pio
IX,
no
dia
23
de
março,
na
egreja
parochial
de
S
Julião
de
Lisboa
pelo eminente
orador
calholico
padre
Sea-
bra,
vende-se
no
escriptorio
da
adminis
tração
d’
esle
jornal
pelo
preço
de
100
reis.
SECÇÃO
S£
COMUNICADOS
A G
24 A H
ECI .W E Ai T O
Ao
dislinclo e
illustrado
facultativo
d’esta
cidade,
o
exc.mo
snr.
João
Baptis-
ta
da
Silva
Ramos,
venho
agradecer, do
íntimo
d
’
a‘
ma,
o
inestimável
carinho,
sol-
licitude
e
desinteresse
cem
que
me
tra-
tou
na
grave
enfermidade,
de
que
feliz-
menle
vou
convalescendo.
Em
que
peze
á
modéstia
de
s.
exc.a
, apraz-ine
con
fessar
bem
alto
que o
snr.
dr.
Ramos
é
o
lypo
do
verdadeiro
medico;
e
n
’esta
aflirrmliva
me acompanha
toda a
cidade,
onde
aquelle
prestantíssimo
cavalheiro
go
za
dos
mais
alevantados
e
justos
crédi
tos
Cumprindo
este gratíssimo
dever,
aper
to
aíleciuosamente
a
mão
do
snr.
dr.
Ri
mos,
com
cuja
amisade
muito
me
honro
e
desvanesço,
e
a
quem
sempre
votarei
reconhecimento
o
mais
profundo.
Braga,
26
(Fabril.
Dias
Freitas.
mntKrr
rrrnnmrrn
r
—
11
m
■
mu
ÂGBÍDICIUITOS
...
O
padre
José
Francisco
da Silva,
agra
dece
aos
illm.°
s
e
reviu.
08
snrs.
ecclesias-
ticos,
e
mais
pessoas,
que
o
obsequiaram
pela
oceasião
da
sentida
morte
de
seu
so
brinho,
Antonio Pereira
Cardoso
Portu
gal.
(860)
INJECÇÃO
HIGIÉNICA
BALSÂMICO
PROPHITATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
efificaz
que
cura
em seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de de purgações tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharinacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra, pharmacia
Barata
Di-
niz, rua
de
S. Bartholomeu.
Deposito
principal no
Porto na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Christal.
Preço
década
frasco—
100
rs.
(861)
Cobrança de contribuição.
Acha-se
aberto
o
cofre
do
concelho
para
o
pagamento
da derrama municipal,
de 1877-1878
por
espaço
de
trinta
dias
que
começaram
em
22
do
corrente
e
fin
dam
em
22
de
Maio
proximo
futuro.
(859)
O
Escrivão
.4.
Jí.
Alves
Costa.
DJIISO
PiiATICO
E
GRA
WTICU
DA
Segundo
o
plano do professor Ahn
POR
ALBINO
A. COELHO
Vende-se
em
Coimbra,
e
no
escriptorio
d
’
este
jornal,
e
nas
principaes
livrarias
do
re»no.
Preço......................
500
rs.
PIANO DE MEZA
Vende-se um
de 7
oita'as
de
muito
bom
aticior.
Trata-se
com
Antonio
Fernandos
Gomes
de
Campos,
no
campo
de
Sanl
’
Anna
d
’
esta
cidade.
(824)
RETRATOS
DE
S. SANTIDADE
LEAO
XIII.
No
escriptorio
da
administração
d
’
este
jornal vendem-se
duas
magnificas
foto
grafias
de
S. Santidade Leão
XIII.
Própria
para
quadro
—
209
reis.
Miniatura
—140
reis.
C. H. NOBLE & MURAT
Vianni* do
Fazem
publico
para
os
devidos
effeilos
que
despediram
do
seu
serviço
o
seu
cai
xeiro,
snr.
Manoel
Fernandes
Familiar.
Vianna
I8d
’
abrilde
1878
(856)
«Miro™
Já
proveniente
de
algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente, curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.27,
rue Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-H-)
LE
CONSEILLER
DES
DAMES
ET
des
DEMOISELLES.
ANNO
XXIX.
I
3
erió«Iie» ilustrado.
ANNO
XXIX
Publica-se
no
dia
l.°
de
cada
mez.=Não se recebem
assignaturas
por
menos
de
um anno.
Graças
aos
innumeraveis
melhoramentos successivamenle
introduzidos,
é
hoje
este
jornal de
modas
uma
verdadeira
inciclopedia de
todos
os
lavores proprios
para
senhoras.
A
utilidade
e
esmerado
eslillo
de
sua
redacção,
as
preciosas
gravuras
de figurinos,
já
em
preto,
já
a
côres,
os padrões
riscados
em
tamanho
natural,
de
modo
a
permitlirem
a
qualquer
pessoa
executar
todos
os
toiletles
publicados;
os
modelos
de
tapeçaria,
coloridos
com
admiravel
mestria,
e
de
facil
reproducção;
grandes
tiras
de bordados
com
as
iniciaes
das
suas
assignantes; numerosos
traba
lhos
de
crochet,
guipure,
tricol,
etc.;
penteados,
chapéus,
rouparia,
musicas,
agua
relas,
rendas,
enigmas
piltorescos, guarnições
para
vestidos,
e
desenhos
de
passama-
nería,
tornam
esta
publicação
a
mais
sedutora
e
completa,
que
uma
senhora
ou
uma
menina
podem
desejar.
Le
Conseiller
des
Dames
et
des
Demoiselles
é
o
unico periodico
que póde,
pela
ex
tensão
de
seu
texto,
dar
uma
explicação
minuciosa
dos
desenfies
e
padrões,
com
tal
clareza,
que
possam
copiar-se
com
a maior
facilidade.
PREÇO
PARA
PORTUGAL,
POR
ANNO
20400
REIS.
Para
facilitar
as
assignaturas, o
director
do
Le
Conseiller
des
Dames
et
des
Demoiselles,
entendeu-se
com
a
administração
d
’
este
jornal,
em
Braga,
rua
Nova,
3,
para
onde
podem ser
dirigidas,
acompanhadas
do
seu importe.
Também
se
encarrega, mediante
pequena
retribuição,
de
remetler
ás
senhoras
assignantes
os
brindes
que escolherem.
Arrematação
de
bens
de raiz
Por
deliberação da commissão liquida
tária
do
Casal
do
iilm.
0
snr.
Manoel Go
mes
da
Silva
Mattos,
da
rua
d
’
Agua
(Fes
ta
cidade, creada pela
escriptura
publica
celebrada
na
nota
do
Tabellião
Ribeiro,
aos
7
de
dezembro
de
1877,
tem
de
ser
vendidos
em
praça
no
salão
do
theatro
de
S.
Geraldo
ás
11
horas
do
dia
28
do
corrente
mez.
a
casa nobre
numero
7
do
Campo
de
Sanl
’Anna,
as
quintas
e
bens
situados
nas
freguezias
de
S.
Victor,
e
de
Gualtar,
e
bem
assim
os
fóros
pertencen
tes
ao
mesmo
casal.
Em
casa
do
snr. Paulo
José
da
Costa,
no
largo
do
Barão
de S. Marlinho
podem
ser
examinados
os mappas
descriptivos
com
os
esclarecimentos
precisos
e
respeitantes
aos
bens
do
casal
em
liquidação.
O
pagamento
dos
bens
e
foros
que
fo
rem
arrematados
deverá
ser
feito
dentro
de
oito
dias,
mediante
um
recibo interino,
com
dedução
do
importe
dos
laudemios
re-
lativamenle
áquelles
bens,
que
tendo a na
tureza
de
praso,
a
commissão
não
te
nha
podido
distinguir
dos
bens
allu-
diaes,
devendo
celebrar-se
as
escriptura
d’cssas
compras
dous mezes
depois,
den
tro
de
cujo
periodo
os
re-pectivos
dire-
ctos
senhorios
são
convidados
a
designar
aos compradores,
á
face
dos
títulos,
os
bens
de cujo valôr
tenham
direito
a
lau-
demio.
Os
directos
senhorios
suppõe
a
com
missão
serem
o
Arcediago
de
Braga,
a
Casa
dos
Bravos,
a
exm.
a
Camara,
a
con
fraria
de
Nossa Senhora da Abbadia
da
Porta
do
Souto,
a
confraria
do Subsino
da
freguezia
de
Gualtar,
e
o
exm.°
snr.
Francisco
Falcão,
a
exm.
a
snr.
a
D.
Ma
ria
Ignacia
de Faria
Machado,
e
o
snr.
João
Leite
de
Magalhães
da
freguezia
de
Lamaçães
d
’
esle
concelho.
Braga
3
de abril
de 1878.
A
commissão liquidataria
Henrique
Freire
d
’Andrade
Manuel
Luiz Ferreira Braga
(837)
Antonio
Santos
d
’
Azevede
Magalhães.
ií
i
i
I
CIHIJKGIÃO DENTISTA
DA
Escola
Americana
Consultono
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite. Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(845)
DINHEIRO A
JURO.
A
Iimandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena,
da
Falperra, tem
para
dar
a
juro
1:350^000
reis.
Braga
2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
Vendem-se
os
prédios
20
a
20
B,
2]
a
21
A,
22
a
22
C, sitos
na rua dos
Ca.
pellislas.
Para
tractar-se,
entrada
da
mes.
tua rua,
22
C.
(838)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo Amaro
da
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0 sobre
hyp0
.
theca.
(706)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.° 7
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves, na
rna
do
Carn-
po,
d
’
esta
cidade,
que está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—5
Rua
Nova
de Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es.
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas a$
dimenções.
(813)
RETRATOS
DE PIO IX.
Na
administração
d’
este jornal
ven
dera-se
bellos retratos
oleograficos,
em
ponto
grande,
do fallecido
Ponliíice
Pio
IX.
Com
caixilho
em
preto
com friso doi«
rado
—
700
reis.
Só
0
retrato
—
200
reis.
LÍNGUA
FRANGEZA.
Ensina-se
na
rua
de
S.
Victor
n.°
1,
em
Braga.
(828)
Linimento 80
YEli-MIGUEL
para caval-
los.
lazendo
as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do seu emprego
M
ichbl
,
pliarmv
ceut;em
Aix
(na Provença) França. -
Preço
l.ono reis.
—
Era
Lisboa o snr Barreto, Lcreto, n ° 28—30. (25)
Fabrica a
vapor d ■ fiinFção dê
ferro
e
metaes
Travessa
de S. «Soão
—ISroga,
Nesta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de ferro
como
de
metal.
0
proprietário da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual
genero do
Porto
e outras
loca
lidades,
e
em
parte
o
tem
conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos, e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés para
me-
zas
de
mármore
ou
de
madeira, bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
lampeões,
prensas
para copiadores,
fuzos
de
novo
sysfema
para
lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras.
Tam
bém concerta
todas
as
obras
deste
gene-
ro.
—
Preços
do
Porto.
Braga, Fundição do
Minho.
O
Proprietário—
Antonio
Germano
Ferrer
rinha.
PADRE
SENNA
FREITAS
Preço
....
5019
reis
A
’
venda na
Livraria
Catholica
PortueD*
se,
praça
de
D.
Pedro,
131.
BRAGA,
i
YPOÇRAPHIA
LU.S1TAKÀ—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
