comerciominho_26111878_866.xml
- conteúdo
-
btoilmíab
.
JE
noticiosa
.
REDÀCTORES—D.
Miguel Sollo-Mayor e Dn Custodio Velioso.—DIRECTOR—
Antonio Joaquim de Mesquita Pimeutel.
_______
t
______
/
JnTi»
IHU
——
rmr
ijhil
:.-—-.
---
------
-wi
----------------
--------------
_
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................1&600
»
ti
»..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repetição....................................
10
PUBLIGA-SE
ÃS TERÇAS,
QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
..........................
2&00G
»
6
»..........................
1^950
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.’
.
3^600
Folha
avulso
. .■
......................
16
----
N.« 866
B«AG
A
—
TEHÇA-FEIBA 20 Blí'
XOVEMBRO
ÍSSi i
*
?S
A
Revolução,
a
exemplo
dos
vagabun
dos
e
dos
caloleiros,
apparece
agora
a
querer
disfarçar-se
sob
um nome sup-
posto.
Faltando
mais
claramente:
Os
revolu
cionários
fingem
hoje
repudiar
a Revo
lução;
bem
entendido
que
só
o
nome,
porem
não
os
princípios,
as
doutrinas,
a
ideia,
que
èlle representa.
Tão
terrível
é
em
si
mesma
essa
ideia,
e
tão
antipathica
se
ia
ella
tornando
pe
los
seus desastrosos
effeitos,
que
se
jul
ga
indispensável,
não
diremos
manifes-
tal-a.
mas
antes
encobril-a
debaixo
de
outro
nome,
para
aSsim
continuar
a
illu-
dir
e
a dominar
as
nações,
proseguindo
na
obra
da
desorganisação
da
sociedade.
A
mudança
porem
consistiu
em
mui
to
pouco;
apenas
na
subtracção
de
uma
lettra!
Com
a
mesma
facilidade
com
que
a Revolução
tem
supprimido tanta
cousa
boa.
como
a
virtude,
a
justiça
e
a
hon
ra,
supprirne
também
hoje
um—
r—
no
seu
proprio
nome,
e
chama-se Evolução!...
—
Mas
o
que
significa
Evolução?—
vae
perguntar-nos
agora
o
leitor
pouco
versado
na
giria revolucionaria.
Para
responder
a esta
pergunta
não
iremos
revolver
os
diccionarios,
nem
nos
soccorreremos
ás
succolentas
dissertações
dos
publicistas
da
moderníssima
escola
evolucionisla
sobre
a
accepção
do
vocá
bulo,
que
a
caracterisa,
e
por
ella re
centemente
introdusido na
terminologia
♦
philosophico-politica
do liberalismo.
Inter
rogaremos
simplesmente
os
factos
ultima-
menle
occorridos,
e estes
nos
darão
uma
definição
do
termo
tão peremptória
como
terrivelmente
clara
e
evidente.
A Evolução
é
a
escopeta
de
Iloedel
e
de
Nobiling;
é
a
pistola
de
Moncasi,
é
o
punhal de
Passavanli.
A
Evolução é
a
hypocrisia revolucionaria
condemnando
á
luz
do
sol o
regicídio,
mas
decidindo-o
nas
trevas,
e
mandando
em
segredo
exe-
da
mentira
contra
a
verdade e
da des
ordem
contra
a
ordem.
E
’
a
mesmíssi
ma
Revolução,
mutilada
apenas
n
’
uma
lettra,
mas
trazendo
sempre
nas
dobras
do
manto côr de
sangue
um
acérvo
de
horrores,
que
continuará
a
vasar
sobre
o
mundo
emquanlo
tiver
por
cúmplices
go
vernos
mal
intencionados
ou
imbecis,
ou
emquanlo
á
Providencia
não
approuver
aferrolhar
de
novo
o
monstro nos antros
infernaes,
d’
onde
sahiu
ha
quasi
um século
para
flagellar
a
humanidade.
E
virá
proximo
este dia?
E
’
o
segredo
impenetrável
de
Deus.
Os
cálculos
humanos em
vão
forcejariam
por
descortinal-o.
Mas
se
não
somos
ain
da
chegados
aos
últimos
tempos,
em
que
a
humanidade
céga
se
precipitará
no
abys-
mo
de
uma
geral
apostasia,
o
remedio á
infermidade
terrível,
que
lavra
pelo
mun
do,
não
poderá
vir
longe,
porque
o
mal
chegou
a
uma
tal
crise, que
só
nos
resta
a
salvação
ou
a morte.
Confiemos
porem
na
Providencia,
e
es
peremos.
D.
M.
S.
---- --------------------------------
Li>«boa,
99
de
novembro
de
1S18.
(Do
nosso
correspondente).
Mais
outro
convento
passou
ás
mãos
do
governo,
peio
fallecimento
de
uma
única
religiosa,
que
alli
restava.
Foi
o
de
Chellas.
Vão-se
extinguindo,
pouco
a
pouco,
todas
as
corporações
regulares,
que
es-
capáram
ás
garras
aduncas
da
liberdade.
em
1834;
mas,
em
compensação,
avolu
ma-se incessanlemente
mais
o numero dos
lupanares
n
’
esta
capitai
do
reino
fidelís
simo.
Se
isto
continua
por
mais
dous,
ou
j
Ires
annos.
não restará
no
paiz
um
uni-
J
■
co
asylo,
onde
as
dcnzellas,
que
se
queiram
I
I
votar
de alma,
vida e coração
á
prati-1
[ca
dos
conselhos
evangélicos,
possam
se-
!
culal-o
pelos
seus
agentes,
e
declinando
depois
vil
e
covardemente
a
responsabili
dade
do
crime.
E
’
que
a
Evolução
não renega
nada
da
Revolução,
a
não
ser
uma
simples
lettra
inicial.
Do
mais acceila-lhe
tudo,
desde
a negação de
Deus
até
á
negação
da
propriedade
individual,
desde
a gui
lhotina
até
ao
estilete,
desde
a
theoria
mais
altrevida
e
infame,
desinvolvida
pelo
socialismo, até
á
pratica
mais
horrivel
mente
barbara,
exemplificada na caldeira
de
petroleo,
em
que
se
embebe
o
facho
incendiario
dos
novíssimos
obreiros do
progresso
!
Deixae
passar
os
apostolos da Evolu
ção;
deixae-os
prégar
ás
turbas
a
sua
doutrina,
que
elles
mesmos
dizem
ser o
verbo
da
Revolução; e
tereis o
comple
mento
das tenebrosas
tramas do
libera
lismo
e
da
maçonaria
—a synlhese
pavo
rosa
das
pragas,
que
affligem
a
socie
dade
moderna
—
o commnnismo
e
anar-
chia
!
As
tentativas
de
regicídio
utlimamente
repetidas
com
tão
assustadora
insistência,
são sem
duvida
um grande crime,
po
rem
ainda
não
o maior
dos
crimes.—
Mais
preciosa
que a
vida
do
indivíduo
—
seja elle imperador,
rei
ou
príncipe—
é
a
vida
da
sociedade.
Acima
dos reis
está
o
principio
da
auctoridade,
que
elles
re
presentam.
E
é
contra
este principio
que
se
dirigem
os
esforços
da
seita;
e
o
braço
do sicário,
que
ella
arma
com
a
pistola
ou
com
o punhal,
procura
não tanto
a
vida
dos
mònarchas
como
o
symbolo
da
ordem
publica,
que se pretende
anniqui-
iar
para substituir-lhe
a
desordem,
a des
organisação
social,
a
eliminação
do
bem
e
a
implantação
do
império do
mal
sobre
toda
a
face
da
terra.
Eis
ahi
o
que
é
a
Evolução.
E’
uma
palavra atirada
ao meio
das
turbas
para
illudii-as
e
desvairal-as.
No
fundo
porem
é
a
continuação
da
liiela
j
titanica
do
mal
contra
o
bem,
do
diabo
;
contra
Deus,
do
inf-rno
contra
o
ceo, I
I
guil-os
a
coberto
dos
perigosos
attraclivos
do
mundo,
cada vez
mais
corrupto,
ca
da
vez
mais
povoado de
attrictos
para
os
espíritos,
que
antepõem
a
vida
ascé
tica
á
mundana
com
todo
seu cortejo
de
seducções
deleterias
A
liberdade
permitte
mais
ainda;
sopra
tudo
quanto
é
eflicaz
para
obliterar do
co
ração
do povo
o
amor
da Religião,
e
da
moralidade;
não
admira,
pois,
que
fo
mente
a
indifferença
religiosa,
e
ponha
lodos
os
meios
possíveis para
que
se
sumam
na
voragem do>
nada
todos
os
vestígios das crenças,
e
dos
bons costu
mes
nacionaes.
Porque não
será
então
dia
de festa
nos
arraiaes
revolucionários,
o
da
exlinc-
ção
de
cada
um
dos
conventos
que
a
revolução
consentiu
que
sahissem
incólu
mes
da
tempestade
de
34,
embora
desde
então
votados
ao extermínio?
0
liberalismo,
meu
amigo,
domina
hoje
na
quasi
totalidade
da
Europa;
mas
em
todas as
nações
sujeitas
áquelle
flagello
dos
povos,
são
auctorisadas,
ou toleradas,
as casas
regulares
d
’
ambos
os sexos;
o
liberalismo
porluguez,
porém, não
per-
milte
as
profissões
religiosas,
a
despeito
de proclamar
como
Religião
do Estado
a
que
não
só
acceita, senão
declara alta
mente
úteis
á
sociedade
os
conventos!
Deixa
que
a
devassidão
dos
costumes
se
propague,
e
se desenvolva,
e
faça to
dos
os dias
conquistas;
Deixa
que
a
imprensa corrupta
pro
pine
ás
multidões
ignaras
a
cicuta
das
ideas
mais
impias,
e
attenlalorias da
sã
morâl
publica;
Deixa
que
o
protestantismo abra
pu
blica
mente
os seus
templos,
e
as
suas
es-
cholas
á
concorrência
dos
filhos
do
povo;
Deixa que
as
allandegas
despachem
fardos
e
fardos de
livros
heterodoxos;
Deixa,
dando
também
permanentes
exem
plos,
que
ao
domingo,
e
nos
outios
dias
de
guarda.
se
façam
escandalosa
oente
tra
balhos
servis;
Deixa
que
os
jornaes
façam
prosely-
FOLHETIM
A
GORA DO
ORIENTE
As
negociações
com
a
Serbia
continua
ram,
não
obstante
o
mallogro
da
conferen
cia;
e
em
28
de
fevereiro
assignou-se
a
paz,
conlraçtando-se
que
tudo
ficasse
no
estado
em
que
existia
antes
da guerra.
0
Montenegro,
não
foi
possível com
binar-se. c m
a
Porta.
Esta,
fundando-se
nas
decisões
do
parlamento
ottomano,
reunido
pela
primeira
vez,
teimou
em
não
ceder territórios,
em
que nunca
go-
sou
senãe
uma
ephemera
aulhoridade,
porque as
tribus que lá
demoram,
jámais
reconheceram
outro chefe
senão
o
prín
cipe
do
Montenegro;
e
d
’
est‘
arte,
a
Porta,
na
própria
occasião
em
que
a
Rússia
se
preparava para
lhe
declarar a
guerra,
commetteu
o
erro
dê
deixar,
na
sua re-
ctaguarda.
um-inimigo
que
devia immobilisar
grande
parte
do
seu
exercito,
O Protocolo de Londres
Estava
a
Rússia
assaz
compromettida;
e
não
podia
de
modo
algum
conformar-
se
e
contentar-se,
apenas,
com
que
fosse
promulgada
uma
constituição,
que não
offerecia
garantias
algumas
de
ser
appli-
cada.
Solemnemente promettera
o
impe
rador
o
melhoramento
da
sorte
dos
chris-
tãos
da Turquia; grande parte
do
seu
exercito
fora
mobilisado
no
meio
do in
verno;
a
propaganda
slava
produsiu,
en
tre
seus
súbditos,
um
movimento
de
opi
nião
a
que
não podia
subtrahir-se;
e
a
honra
do povo russo exigia
que
o
czar
empregasse
lodos
os
meios,
como
annun-
ciára.
Sem
embargo, determinou-se
uma
der
radeira
tentativa
diplomática.
Provocou-a
o
imperador;
que, tendo
sempre
traba
lhado
perfeitamente
accorde
com
as
po
tências
emqoanto
duraram as
negociações,
devia,
antes
da
sua
acção
isolada,
palen
tear
esta
ultima
prova
do
seu
desejo
de
não
perturbar
a
paz,
senão
na
derradeira
extremidade.
A
21
de
janeiro,
o príncipe Gorlscha-
koff
enviou
ás
potências
uma circular,
em
que
interrogava:
«A
recusa
do
governo
turco
affecla
a
Europa
na sua
tranquili
dade.
Cumpre-nos
iudagar
o
que
pensam
faz-r
os
gabinetes,
cora
quem
temos
até
agora obrado
em commum, para
.respon
derem
áquella
recusa,,
e
assegurarem
a
execução
de
suas determinações».
Não
teve
immediata
rgsposla
esta
cir
cular.
A
Inglaterra,
protestando o
seu
desejo
de
acolher
amigavelmente
os
fins
do
imperador
da
Rússia, resolveu
demo
rar
a
sua
resposta
até
que
se
podesse
observar
o
efleilo
das
recentes
modificações
no
governo
de Constantinopola.
Havia,
então,
uma
manifesta
opinião,
entre
os
inglezes,
em favor
da
Turquia
Passadas
seis
semanas,
o
governo
russo
tomou
a
iniciativa
de
um
protocolo,
cujo
projecto
snbmetteu
ao
governo
inglez,
em
11 de março,
e
que este
acceitou,
em
principio.
Os
embaixadores
das
seis
po
tências
garantes
reuniram-se
no
Fòreing-
Office
em
Londres,
em
31
de
março,
para
discutir
o
seu
texto.
Ahi
Vae a
passagem
mais imp.
rlante
do
que
elles
adopla-
ram:
«As
potências
consideram
as
negocia
ções
entre
a Porta
e
os
dous
principa
dos,
coroo
utn
passo dado
no
senfido
da
pacificação que é
o
objecto
de
seus
com-
muns
desejos.
Convidam
a
Porta
a
consolidai-o,
re
pondo
os
seus exercitos
em
pé
de
paz,
á excepção
do
numero
de
tropas
indis
pensável
para
a
manutenção
da
ordem,
e
effecluando,
no
mais
breve
espaço
de
tempo,
as
reformas
precisas
para
a
tran
quilidade
e
bem
estar das
províncias,
d>
cujo
estado
a
conferencia
se
tem
preoc-
cupado.
Reconhecem
que
a
Porta
se tem
promptificado
a reãlisar
uma
importante
parte
d
’
ellas.
Tomam
em
consideração,
principalmente
a
circular da
Porta,
de
23
de
fevereiro
de
1876,
e
as declarações
do
governo
ottomano
na
Conferencia
e
depois
por
intermédio
de
seus represen
tantes.
Vistas
estas
boas
disposições
da
Por
ta,
e
o
seu evidente
interesse
em
as
tor
nar eífectivas,
as
potências
pensam
ter
fundamento
a
esperar
que
ella
aprovei
tará
a
pacificação
actual
para
applicar,
com
energia,
as
medidas
azadas
a
levar
a
condição
‘das
populações
christãs
o
pro
gresso
effectivo
uuanimemente
reclamado
como
indispensável á
tranquilidade
da
Eu
ropa,
e que,
ao
passo
que
entrar
n’
esta
senda,
irá
comprehendendo
que
é
d;
sua
honra
e
do
seu
interesse,
perseverar n
’
esse
caminho
com
lealdade
e
eflicacia.
As potências
propõem-se
a
vigiar,
cora
soll.ciinde,
por
intermédio
de seus re
presentantes
cm Constantinopola,
e
de
seus
agentes
locaes, o
modo como
as
promessas
do governo ottomano
são
cum
pri
las
Se
a
sua esperança
fôr
mais
uma
vez
frustrada,
e
se
a
condição
dos
súbditos
do
sultão
não
fôr
mdhorada
de
sorte
que
não
voltem
complicações
que
pertuibmii
periodicamente
a
paz
do
Oriente,
ellas
creem
dever
declarar
que
semelhante
es
tado
de
cousas
seria
incompatível
com os
seus
interesses
e
os da Europa,
em
geral.
Em
semelhante
caso,
reservam-se
resolver,
em
commum,
os
meios
mais
appropria-
dos
para
garantia
do bem-estar dòs
po
vos
chrislãos
e
dos
interesses
da
paz
^e-
1
’
©
Feito
em
Londres,
em
3
de março
de
1
877-—
Assignados —
Munsler.
—
Beusl.—
L.
D
’Harcourl.
—
[)eiby.—L.
F.
Menabrea.
—
Scliou
vala ff.—
»
(Couf iniía)
tos,
que
vão
engrossar
o numero
das
associações
maçónicas,
embora
prohibidas
pelos
Pontífices.
e
pela
própria
Carta;
Deixa
que
os
suicidas,
e
o3
duellistas,
sqain
soterrados
como
qualquer
catho-
lico;
Deixa
que
as
casas
de
pgo
d’
azar
sub
sistam.
e
se multipliquem
cada
vez
mais;
Deixa
que
os
thealros
sejam
conver
tidos
n
’ouiras
lautas
escholas
de
corru
pção;
Deixa
tudo,
emhm,
quanto
lodo
go
verno,
que
deveras
cia
a
causa
da
mo
ralidade, que
não
pactua
com
a
propa
ganda
dos
princípios
infestos
aos bons
costumes,
que
não
soiíre
a
difusão
das
ideas
dissolventes,
condemua,
em
vez de
tolerar,
e
fomentar.
Para
o
liberalismo,
meu
caro
amigo,
o
dia,
em
que
morre
mais'
uma
freira,
é um
dia
festivo.
Fecha-se
um
mosteiro
ou um
conven
to;
a
Religião
padece,
a
causa
da
mora
lidade
soiíre;
porisso
mesmo
exulta-se
no
campo
revolucionário.
Grila-o
a
maxima
liberal
—
enforcar
o
ultimo
rei
com
a
tripa
do
ultimo frade.
Para lá se
caminha
prestesmente.
Espero,
porém,
muito das misericór
dias
divinas.
Para
mim
é
de lé
que se
ha de
ope
rar
necessariamente
a regeneração
das so
ciedades.
A
revolução
caminha; lem
effectiva-
mente
avançado muito;
mas
avança
pa
ra
o
sorvedouro,
onde
se
tem
sumido,
para
bem
dos povos,
a
obra
da
iniqui
dade
nas
diversas
nações,
em
que
o
gé
nio
do
mal
lograra
levanlal-a.
—Temos
tido
no
thealro
de
S.
Carlos
a
celebre
tragica
Ristori,
com
a
sua com
panhia.
O
publico
tem
concorrido
alli,
mas
nem sempre
em
grande
numero.
Querem
alguns
que
aquella
eximia
actriz
se
vae
aproximando
assaz da decadência.
Toda
via
é
ainda
admiravel
em
scena.
O
res
to
da companhia
não
enlhusiasma
de cer
to
as
plateas.
—
Realisaram
se
no
dia
14
na
egreja
pa
rochial
dos
Anjos os
ollicios
fúnebres
por
alma
do
Rei
finado
nas
terras
do
exilio.
Foi
um
acto
imponente.
A
concorrência
de
ecclesiasticos foi
assaz
numerosa,
bem
como
a
dos indiví
duos
seculares
do
campo
legitimista,
des
de
o
fidalgo
até
o
mais
humilde
filho
do
povo,
aquem,
de certo,
todo
o
partido
realista
quer
tanto
quanto
a
qualquer
membro
da
mais
illuslre
ascendência.
E’
que nos
annaes
da
legitimidade
conhece-se
que
o
povo
é
um
dos
ires
braços
do Estado,
ao
qual
a
monarchia
legitima
considerou
sempre
muito,
embo
ra
o
liberalismo
lhe
(aça
muitas
corle-
zias,
mas
para o
opprimir,
e
escarnecer
simultaneamente.
—
Senão
receiára
ser
acoimado
de in
discreto,
dir-vos-ia
que
se
espera
n’
esta
cidade
um casamento,
que de certo
ap-
plaudiremos lodos.
Mas
não
posso ainda
revelar
o segredo; o que
farei
logo
que
me
seja
licito
communicar-vol-o.
Ide,
comtudo
entretanto,
vendo
se de-
cifraes
o
eoygma.
Vosso amigo
A.
GAZETILHA
A....
babilónia
fazen
daria.—
Con
tinuemos
com
a nova
tactica.
E
’
possível
que
assim
nos
façamos
comprehender.
E
’
,
ou
não
verdade
—
que
no.
dia
14
do
corrente
foram
um
empregado
e um
ciliciai
de
diligencias
fazer
penhora
a
An
tonio Vieira
Velloso,
da
freguezia
de
S.
Pedro
d’
Este,
conslíluindo-o
(elles,
fazen
deiros)
lulor
de Rosa
Maria
Vieira,
que
ERA
MAIS
VELHA DO QUE ELLE E JÁ
fallecida
**
e
qne
Antonio
Vieira
Vello
so
nunca
foi
tutor
da
devedora,
mas
sim
de
.Maria
Alves,
solteira,
menor, que
não
deve
um
real ao
snr.
da
fazenda
**
e
que
não
obstante
as
suas
explicações, o
supposto
executado
leve
de
dar
á
penho
ra
a quantia ds
8$0í)0
reis
**
e
que
por
conseguinte
os
taes emprégados
que
lhe
violaram
o
domicilio,
comraelleram
um
crime,
que
não
póde
ficar
impune?
e
que
tudo
isto
é
anarchico,
babilónico,
incrí
vel?
E
que
tudo
isto são
ventos
que
an-
daes
semeando,
para
colherdes
tem
pestades
?
Documentos
aqui
mesmo
á
beirinha
desta
lira.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade não é
licito
duvidar,
asseveram-nos
que
o
snr.
da
fazenda
costuma dizer
amiudadas
vezes:
—
«VIVE P.iUIA
BIllUl
K».4SEA
AH-
«IMAK
IMN1IEIEW,
H
SÃO
PA-
glA
ARKASJAB
AífEEG
Eis
O
homem.
cosivesitíial
«lo
Seminá
rio
e
«sermões
n»
egreja
«lo
Col-
íegsa.—Continuam
na
egreja
do
Collegio
em
lodos
os
domingos
e
dias
santos,
com
toda
a
magestade do
culto
catholico
a
Ter-
cia, missa
cantada,
e
bênção
com
o
SS.
Sacramento
só
aos
domingos.
Quando
alli
se
entra
e
se
ouve
o
psalmodear
de
cerca
de
tresentes
clérigos
acompanhados
pelo orgão,
e
se
vê
uma
immensidade
de
ministros
executar
com
toda
a
gravidade
o
symbolico
e
poético
ceremonial
da Egreja
Romana,
sente-se.
uma
tal
impressão,
que
os
joelhos
curvam-
se,
as lagrimas borbulham
nos
olhos,
o
espirito
eleva-se
a
Deus,
e
o
homem
fi
ca
como
fóra
do
mundo,
em
sublime
extasis.
No
domingo,
l.°
de
Dezembro,
no
fim
da
missa
haverá
sermão
prégado
pelo
col-
legiai—
Manoel
Antonio
Borges
—
e
no
fim
terá
logar
a
bênção
com
o
SS.
Sacra
mento.
.Vãs»
é
veralaíle.
—O
facto
narrado
pelo
«Amigo do
Povo»,
com
relação
ao
que
se
passou
entre
um
certo
cavalheiro
de
industria
e
o snr. Apparicio,
não
é
absolutameote
exacto.
A
ordem
apresen-
taz
pelo
modesto
larapio
era
de
9$000
reis
e
não
de
500$000
reis,
como
diz
o
collegi,
e
o
facto
deu
se
com
um
rapa-
sito
do
snr.
Silva Braga
e
não
com
o
caixeiro.
Importa
accrescentar
que
o
ra
paz
peccou
por
ingénuo,
e
accedeu
ao
pedido do larapio,
emquanto
o
snr.
Bra
ga e
o
caixeiro
almoçavam.
Nada
mais
simples,
nem
mais
natural.
Th«i«»ro.
—
O
espectaculo
annunciado
para hontem,
dado
pela
grande
tragica
RISTORI,
ficou transferido para
bojo
com
a
Maria
Sluarl.
Ms»Bica
no
jurilsm.
—
Pedem-nos
varias
pessoas
que
façamos
sentir
ao
ex.'n
'
commandante
d
’
infanteria
8
a
necessidade
de
ser
mudada
para
desde
a
1
hora
ás
3
a
musica
no
jardim,
como
tem
sido
sem
pre na
epoca
do
inverno.
Effectivamente
a hora
a que
começa
agora,
não
se
com
padece
muito
com
os
que
desejam
apro
veitar
aquelle
recreio,
p
>r
varias
causas,
sendo a
principal o
coincidir
com
a
missa
do
meio
dia.
líeSegaslo
de sawile.
—O
nosso
pre-
sado amigo
e
amigo
condiscípulo,
o
snr.
dr.
Bernardino
Passos,
foi
nomeado
dele
gado de
saude
para
a
Ilha
das Flores.
O
snr.
B.
Passos
foi
sempre
um
dos
mais
brilhantes
talentos
do
seu
curso.
Parabéns.
Xomeação.—
O
revd.0
padre
Fran
cisco
José
Pereira,
irmão
do
nosso
amigo
o
snr.
José Maria
Pereira,
acaba
de
ser
nomeado
capellão
do
Bom
Jesus
do
Monte.
Aquelle considerado sacerdote
paro-
chiou
durante
muitos annos
a
freguezia
de
Frossos.
sempre
com
exemplar
digni
dade;
porisso
foi
muito
acertada a
sua es
colha.
Faliencia.
—
O
snr.
João
d
’
Assum-
pção,
negociante da
rua
dos
Capellistas,
foi
declarado
em
estado
de
quebra
desde
o
dia
22
do
acluai.
Fniieeiinient».
—
Falleceu
ha
dias
o
snr.
Augusto
Cesar
Leite Borges,
moço
muito
estimado,
que
frequentava
a Esco
la
Polylhecnica do
Porto.
Era filho
do
snr.
Antonio José
Bor
ges, a
quem
comprimenlâmos.
Outro.-
Na
sexta
feira
de
manhã
íalleceu
a
snr.a
D.
Anlonia
Dias,
esposa
do
snr.
João
Dias,
proprietário
do hotel
Est
relia
do
Norte.
A
finada
foi
na
tarde
do
mesmo
dia
condusida
para
o
templo
do
Carmo,
onde
no sabbado
teve
oílicios,
antes
de
ser
dada
á sepultura
no cemi
tério
publico.
Xoven».
—
Na
quinta-feira,
pelas
Ires
e
meia
da
tarde,
começará na
egreja
do
Populo
a
novena
da
Immaculada
Concei
ção,
que
todos
os
annos
manda fazer a
Associação
Calholica
d’
esta
cidade.
Academia
religiosa.—
A
Junta
Di-
rectora
da
Associação
Catholica,
tem
re
solvido
fazer
uma
solemne
academia
re
ligiosa
no
dia 8
de
dezembro,
em
honra
da
sua
Padroeira.
Cremos
que
será
no
salão
do
Paço
archiepiscopal
por
genero
sa
concessão
do
digníssimo
Prelado,
que
muito
gosta
de animar
estes
aclos
da vida
religiosa
dos
seus
súbditos.
Jtis-y.
—
O
«Diário»
de
22
publica
uma
portaria
nomeando
os
jurys
que hão
de
presidir
ao
exame
dos
candidatos
ao
magistério
primário.
O
do
lyceu
d
’
esta
cidade
fica
assim
composto:
Vice-presidente
Alves
Passos;
vogaes
Alves
de
Castro,
Lopes
Cardoso,
Silva
Bár
ios.
Manoel
José
Pereira,
João
Alves
Araújo,
Maria Pinto,
Anna
Souza
e
Maria
Maia.
ISjlãgesaeis
*
polsclaí
importante.
—
Refere
o
«Jornal
da
Noiie»
que
a
po
licia
prendeu
no
dia
22,
no
Hotel
Cen
tral,
um
estrangeiro,
que se
dizia
súbdi
to
britannico
e
que
viajava
com
passa
porte
concedido
pelo
ministério
inglez
e
passado
em
nome
de
R.
V.
Seymour,
nome
que
também
deu
ao
entrar
no
ho
tel,
onde
habitava
os
quartos
ultimamen-
te occupados
pelo
general
Grant.
Descobriu-se porém
que
o
homem
não
era
ingtez,
mas
sim
amaricano,
e
que
o
governo
inglez
fôra illudido
ao
conceder-
lhe
passaporte.
0
seu
verdadeiro
nome
é
Charles
W.
Angell,
era secretario
da
Pullman
Pala-
ce
Car
Company,
em
Nova-York, d
’
onde
fugira
em
julho
ultimo roubando
á
dita
sociedade
a
quantia
de
120
dollars
(réis
f
12:3fi0^000).
Logo depois
do
commettimento
do
rou
bo,
Angell
partiu
para
Londres,
onde
a
policia
ingleza,
apezar
do
seu
renome,
não
lhe
poude
deitar
mão.
De
Londres
partiu
para
o
Rio
de
Ja
neiro,
d’onde
veio
para
Portugal,
chegan
do
aqui
no
dia
27
de
outubro,
fazendo
quarentena
no
Lazareto,
e
entrando
para
o
h
tel em
4
d
’
este
mez.
A
policia
estava de
posse dos
signaes
do
criminoso,
mas
este
sendo
interroga
do
no
hotel
pelo
snr.
Moraes
Sarmento,
c
'inmissario
geral
de
policia,
aflimou
ser
súbdito
inglez,
o
que
comprovava
com
o
seu
passaporte.
Sendo
porém
conduzido
ao commissa-
riado
geral,
confessou
ser
a
pessoa
qne
a
policia
procurava,
fazendo
também
es
ta
declaração
ao
snr.
Drinan,
cônsul
da
America.
Em
seguida
o
snr.
Moraes
Sarmento
ordenou
rigorosa busca
no
quarto
que
o
prezo
habitava
no
hotel,
assistindo
á
busca
tanto
o
snr.
cônsul
como o
prezo.
Os
valores
apprehendidos,
e
qne
se
àcham
em
poder
da
policia,
montam
a
umas
18
mil
libras.
Sendo
o
roubo
na
importância
de
25
mil
libras
vem
a
fal
tar
7
mil,
que
é
provável
Angell
gastas
se
á
larga
11’
estes
últimos
4 mezes.
O
prezo
vae
ser
remettido
para
o
Li
moeiro,
sendo
em
tempo
opporluno
en
tregue
ao
governo
dos
Eslados-Unidos,
satisfazendo-se
assim
o pedido de
extra-
dicção
que fez
ao nosso
governo.
Até
á
entrega
do
prezo,
parece, que
os valores apprehendidos
serão
deposita
dos
no
Banco
de
Portugal.
Um
prémio
de
4:700^1)00
reis
e
10
0|0
dos
valores
apprehendidos
haviam
sido
oííerecidos
pela
apprehensão
e
detenção
de
Charles
Angell.
s-.xj»Iosão.
—
Em
Carvin,
França, hou
ve
ha dias uma
horrível explosão
n’
uma
fabrica
de
assucar, produzindo
a
morte
a
oito
pessoas
e
ferimentos
a
outras
mais.
A
labrica
foi
complelamente
destruída,
assim c
mo
algumas
casas
que
lhe
esta
vam próximas.
tibíto.—
Falleceu
ha
poucos
dias em
Setúbal
o
ultimo
dos
freires
da
ordem
militar
de
S.
Thiago,
o rev.°
Francisco
Anlonio
Barbosa
du
Bocage.
Este
presby-
tero
foi
com
ouiros
freires
residir
para
Setúbal, depois
da
extincção
das
ordens
religiosas.
Oondemnafão.-
O
cardeal
Ledocho-
wski,
primaz
da
Polonia,
foi
de
novo
con-
demnado
por
um
tribunal
prussiano.
Sua
eminência
foi
condemnado
em
18:000
mar
cos
de
multa
e
evenlualmenle
a dous
an
nos
de
prizão,
por
contravenção
ás
leis
de
maio.
Bom
!
Teaiisnusalio
insuspeita».—
A
«Slel-
la
dTtalia»
diz
o seguinte,
que
merece
registrar-se:
«Em
verdade
este
Papa
aristocrata
e
palaciano
é
muito
para
ser
temido.
Leão
XIII
é
dotado
d’
uma
natureza
tal
que
sa
be
dirigir
a
sua
companha
com uma
es
tratégia
muito
meditada. Com
um
Papa
assim
não
se
brinca.
A
Italia, hoje
mais de que
nunca,
ca
rece
de
ministros babeis».
O testimunho
da
folha
italianissima
é
insuspeito.
SS.
Frunsiseo
Xavier.
—
N'este an
no,
que
em
Goa
se
faz
com
explendor
a
exposição
das
relíquias
de
S.
Francisco
Xa
vier,
em
Lisboa
também
alguns
devotos,
como
em outros
annos,
desejam
solemni-
sar
a
festa
do
apostolo
das
índias,
no
dia
3
de
dezembro,
na
egreja
do Colleginho,
antiga
casa
onde
diz
a
tradicção
qne
vi
veu
o
santo.
Os
snrs.
tenente
coronel
Malaquias,
.revd,
’
Guimarães,
da
Sé,
e
revd.0
Brito
estão
colligindo
esmolas
para
que
a
festa seja
feita
com a
maxima
pom
pa
e
devoção.
Curiós»
«atatssSsea.
—
Morrem an-
nualmente
333.333.363
pessoas
A
cada
pulsaçao
humana
fallece
uma
e
nasce
outra.
A
quarta
parte
da população
morre
antes
de
altingir os
7
annos,
metade
an
tes
de
completar
27. De
mil
pessoas
só
uma
chega aos
100
annos.
A
vida
dos
homens
casados
é
mais
ex
tensa
que a
dos
celibatários.
O
maior
numero
dos
casamentos
effe-
ctua-se
nos
mezes
.de
dezembro
e
junho.
Um
oitavo
da população inclina se
á
carreira
militar.
Os
qne
mais
longa
vida
desfructam
são
os
ecclesiasticos,
os
lavradores,
ne
gociantes
ou
operários,
militares
ou
em
pregados
públicos,
advogados
ou
enge
nheiros.
Os
médicos
são
os que menos
vivem.
Ha
335
milhões de
christãos,
5
de
israelistas,
60
de
religiões
asiaticas,
160
de
mahometanos
e
200
de
pagãos.
A
quem duvidar
da
sua
exactidão
aconselha
o
jornal,
que
publica esta
noticia,
o
verificar
por
sua
própria
conta.
EClOLOHà
Alma,
perfume
dos
jasmins
dos
ceos,
Subiu
aos
pés
de
Deus.
(JEV.
MONTEIRO)
Desceu
á
sepultura,
com
59 ann
os
d
’
idade.
em 5 de novembro
corrente,
a
exc.
ma
D.
Anna
Rosa Martins
de
Freitas>
mãe
do
meu
particular
amigo
dr.
Pa
(1
|
y
Marceliino
Dias
de Freitas,
intel!igenti
ss
j_
mo facultativo
da
cidade
do Porto, e
esposa
do
snr.
Anlonio
Dias
de
Erei
las,
honrado
proprietário
da
freguezia d
e Car
valheira,
e
que
por muitos
annos
exerceu
dignamente
o cargo de
sub-delegado
do
julgado
de
Terras
de
Bouro,
Não
conseguiram
revogar
os
decretos
do Senhor,
nem
os
cuidados
de
seus
fi
lhos,
e
esposo,
nem
a
sciencia
e
soilici-
tude
do medico, que
por
muitas
vezes
correu
a
mitigar
e
combater
os
soffrimen-
tos
d’
aquella
que
lhe
déra o
ser.
iNem
as
orações
dos
pobres
que
com
tanta
ca
ridade soccoria,
nem
as
lagrimas
dos
fi
lhos
que
com
tanto amor
estremecia,
nem
a
profunda
dor,
que
o
inconsolável
espo
so confessava a
Deus,
puderam
sustel-a
á
beira
da
sepultura!
Bemdiclo
seja Deus!
E
eu
que
me
habituára
desde
a
in
fância a
venerar
aquelle
coração generoso,
aquella
intelligencia
clara,
aquelle
animo
varonil,
não
podia
conformar-me
com
a
ideia
’ da
morte,
que
para
sempre
me
privaria na
terra de
tão
sincera amisade!
Bem me dizia ella, ha
dous
mezes,
que
não
vinha
longe
a sua
derradeira
ho
ra.
E
’
que
ás
almas
que
vivem
perto
de
Deus,
são
conferidas
luzes
mais
brilhantes,
para verem
o
caminho
do
ceo,
do que
a nós
ouiros
que
andamos
engolfados nos
miseros
cuidados
do
mundo,
que terra
são,
para
muitas
vezeg
nos esquecermos
d-a
vi
da eterna.
Não
ha
muitos
annos,
viu ella dous
filhos seus,
no
vigor
da
vida,
sumirem-
se,
um apoz outro, no pó
do
tumulo,
por
que,
não
estando
bem
na terra,
que
não
era
patria tfelles,
se
alaram
ao
ceo.
Era
mãe,
chorou.
Era
christà, ajoelhou-
se
aos
pés
d
’
Aquella
que
viu
lacrimosa
o
Filho
expirar
na cruz,
e
que
o
cora
ção
humano
agradecido
intitula
consola
dora dos affliclos.
Orou
junto
da
campa
de
seus
filhos; enxugou
depois
as
lagri
mas
que
lhe
innundavam
as
faces
e
le-
vanlou-se
d
’
alli
corajosa para
cumprir
os
deveres
de esposa
e
mãe.
’
Bemdito
seja
o
Chrislianismo,
que
nos
deu
tão
consoladoras
convicções,
tão
ar
reigadas
crenças
na immortaíidade!
A
’
medida
que
via
approximar-se
o
seu
ultimo
dia,
cresciam
suas esperanças
na
bondade
de
Deus.
Repetidas
vezes
pediu
os
Sacramentos,
com
que
a
Egreja
Calho-
lica
sabe
fortalecer
os
espiriros
nos
tran
ses
mais
doloiosos
da
vida;
e
a
piedade
edificante
com
que
recebia
o
Sagrado
Viatico,
commovia
sempre
até
ás
lagrimas
aquelles
que presenceavam
a immensida
de
da bondade
do
Senhor
para
com
a
mí
sera
humanidade.
Como
se tratasse de
determinar
cou
sas
das
vida
quotidiana,
recommendou
com
toda a
serenidade
as
ininudencias
do
seu
funeral.
Deus
concedera-lhe
aquella
paz
que
nunca
recusa
na
hora
extrema
áquelles
que
passaram
na
terra
fazendo
o
bem.
Depois, chamou
para
junto de
si
os
filhos,
abènçoou-os,
e expirou
no
osculo do
Senhor.
Seu
funeral
foi
um
dos
mais
concor
ridos
que
se
tem
feito
em Carvalheira.
Alem
da
numero
a
cleresia
que
se
api
nhara
em
yoha
do athude, viam-se
alli
os
snrs. administrador
do
concelho,
pre
sidente
da
camara,
e os
drs.
Aarão,
Mar
tins
Paredes,
e
Leite
Ribeiro.
Eram
as
ultimas
homenagens
esponta
neamente
prestadas
á
virtude,
eram
tri
butos
de
saudade,
que
os corações expe
rimentam
ao
separarem-se
de
quem
ama
ram
na
terra.
Aconseln r
a
resignação
chrislã, e a
conformidade
com
a
vontade
divina
áquel
les
que
experimentaram
lam
sensível per-
da,
seria
o
primeiro
dos
meus
deveres,
se
não
tivesse
plena
confiança
nos
sen
timentos
de
que
a
finada
senhora
lhes
deu
constantes
exemplos, nas
horas
amargas
da
vida;
mas
porque
é
lenitivo para
a
nossa
dor
a
certeza
de
que
ella
não pas
sa
desapercebida
para
os outros,
d
’aqni
envio
meus
sentidos
pezames
á
illustre
familia
da
caritativa
alma
que
tanto
nos
amou
na
terra,
e
com
todos
a
Deus
pu
lo eterno
descanço
d’
ella.
E'
dever
que
o
meu
coração
agradecido
não
póde
deixar
de
cumprir,
é
dolorosissimo
tributo
que
a
minha
profunda
saudade
vem
pagar.
Perlo,
17
de
novembro
de
1878.
(2118;
J. A.
Pereira.
TELEGRAMMAS.
Roma
21
—Hontem,
em
Geza,
na
oc-
casião
do anniversario
da
rainha
e
durante
a
manifestação
dos estudantes
e
cidadãos
rebentou uma bomba
sem
occasionar ne
nhum
accidenle;
foi
preso
um
indivíduo
como
supposto
auctor
do
delicio
e
diffi-
cilmente
pôde
escapar
á
multidão
fu
riosa.
Londres
22
—
Dizem
de
Calcuttá
que
todas
as columnas
das
tropas
inglezas
re
ceberam
ordem
de passar
a
fronteira.
As
auctoridades
apprehendem
despachos
que
annunciam
movimentos das
tropas.
O
ministro
do
interior
referindo
hoje
aos
deputados
o
atlentado
commettido
em
Nápoles
contra
o
rei,
disse
que
o
governo
manterá
firme
os
princípios
de
liberdade,
mas
sem
por
forma
alguma
transigir
com
os
assassinos.
O
governo
durante
o
pe
rigo
que
ameaça
a
sociedade
é
e será
inexorável.
Confia
em
que
terá
a
approvação
de
todos
cs
homens de
bem.
Lahore
20—
A
columna
das
tropas
de
Koran
occupou
o
forte
de Ahamas em
Doria.
Rerlim
21
—
Assegura
um
despacho de
origem
russa
que
o
general
Kanfinann na
occasião
de
dar
a
espada
de
honra
ao
enviado
do
afghan
para
entregar
ao
emir
Cher-Ali,
dissera
estas
palavras:
«Todo
aquelle
que
está
de
accordo
com
a
Rússia
nada
tem que
receiam.
Peslli
21—
Alfirraa
um
telegramraa
de
Constantinopla
que
é
provável
que Said-
Pachá
substitua
em
breve
Savfel-Pachá.
Bucharest
21
—0
commandante das
for
ças
russas
na
Romania
recebeu
ordem
de
adiar
a
sua
partida.
Londres
22
—
Houve em
Mauchester uma
reunião
convocada
pelo maire,
a
qual
ap-
provou
por
grande
maioria
a
resolução
de
protestar
contra
a
guerra.
Dizem
de
Funrood
ao
«Times»
em
data
de
hoje
que
tendo as tropas
inglezas
occupado
o
desfiladeiro
de Trazalli
ou
Monsdjid,
os
afghans
evacuaram
aquelle
forte,
que
foi
occnpado
esta
manhã
pelos
inglezes.
Lahore 22
—
Foi
publicada
a
proclama
ção
do
vice-rei. Expõe
a
longanimidade da
Inglaterra
com
o
emir
Chere-Ali,
. cujo
procedimento
o
tornou
provocador.
Ac-
crescenta
que
a
Inglaterra
não
combate
o
povo
afghan
mas
sim o emir,
que
é
o
unico
culpado.
Affirma
que
a
Inglaterra
é
a
inde
pendência
do
Aíghanistan.
Roma
22
—Segue
rapidamente
a in
strução
do
processo
do
regicida.
Tem
sido
ouvidas
muitas
testemunhas
e
conti
nuam
os
interrogatórios
dos suppostos
cúmplices.
SAUDE
A TODOS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha de
saúde,
VAI3 CIÂRE
Í)IJ
BARlAí
de
Londres.
3® nnauni
«l’iravwi,ií»veS s«a®<s®sa®>
3
Combatendo
as indigestões
(despe-
psias)
gastrica, gastralgia ,
flegma,
ar
rotos,
ventos,
flatos,
amargôr
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
voinilos,
irritações
inles-
tinaes,
bexigas,
diarrea,
dizenteria,
cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de respiração,
oppressão.
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexi
ga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa, do
cerebro
e
do
sangue.
85.000
curas
entre
as
quaes
contam-se
a do
du
que
de
Pluskow,
da
exm.a
snr.
a marque
sa
de
Brehan,
de
Lord Stuart
de
Decies,
par
d’
inglaler;a
,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311
.—
Vervanl,
28
de mar
ço
de 1866.
—
Senhor.
—
Bendito
seja
Deus!
a
sua
ss®vaí»s®sèro
salvou-me
a
vida
*
O
meu
temperamento,
naturalmete
fraco,
estava
arruinado
em
consequência
de
um-
horriv
I
dispepsia
que
durava
ha
oito
an
nos, tratado sem
resultado
algum
favoras
vel
pelos
médicos, declaravam
que
algnna
mezes de
vida
me
restariam,
quando
a
eminente
virtude da
sua
Kevalescière
me
restituiu
a
saúde.
—
A.
B
runeliére
,
cura.
Cura
n.° 45:270. — Tisica.—
M. Ro-
berts,
d’
uwa
constipação
pulmonar
com
tosse,
vomotos,
constipação
e
surdez
de
2o
annos.
Cura
n.°
74:442.
—
Courmes,
por
Ven
ce
(Aipes-Maritimos),
julho de
1871.
—
«De
pois
que
fiz
uso
da
sua
beoefica
Ueva-
lescãère, sinto
novo
vigor;
a
lacyngite
de
que
soffro
ha
dois
annos
tende
a
desap-
parecer
assim
como
os
iucomrnodos
que
sentia
em
todos
os
membros.
E’ seis
vezes
maisnutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economiza cincoenla
vezes
o seu preço
em
remedios.—
Preços
fixos
da
venda
por
miúdo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*
/
â
kilo,
500
; de
1/,
kilo
809
rs
; de
ura
kilo,
14400
reis;
de
2
*
/, kilos,
34200 reis; de
6
ki-
los,
64409;
e
de
12
kilos, 124000 rs.
Os
biscoitos da
Pevalesciére
que
se po
dem
comer
a
qualquer
hora,
venderas-se
era
caixas
a 800 e 14400
reis.
O
melhor
chocolate
partj a
saúde,
é
a
itt®vale»®ière efetae-oltttada j
ella
res-
titce
o
appeltila,
digestão,
somno,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas.,
e
ás
creanças
a
*
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mis
que a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó e
em
paus,
era
caixas
de folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave-
aas,
800
reis;
de
48
chaveaas,
14400;
dt
120
chavenas,
34200
réis,
ou
25
reis
cadt
chaveua.
»aj
B
j
I.
vmte
».
-
Oiaee
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devera
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
:
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
SL»si
*®s»,
(por
grosso
e
miúdo);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro, 31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea, 12
—
4®,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
OEPOSÍTOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=A,vesru,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
3íareei!»n, Anlonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
íSragn,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—-Pipa
&
Irmão,
rm
do
Souto.
—Vianiia
«Io Cas-
tallo,
Aftonso
drog.,
rua
da
Picota;
.1.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—®«aâasiarãea
, A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio d
’
Araujo
Carvalho.
Cam
po
da
Feira,
1;
José, J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29 e
33.
—
Miranda,
pharm.
—M. J.
de Sou
sa
Ferreira &
Innão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E. J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Dasirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila, 160;
Fontes
&•
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108; Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
A
a
ton
10,
225
a
227.
—
Foiate
á®
B
jí
-
sa»a,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm
—
Prjvoa
«3o
%r
arzína,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valewça
do
Mãniio,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Vííls
4-w
C«nde, A. L.
Maia
Torras
pharm.
iGl&BKCUffitNS
A abaixo
assigoada,
extremamente
pe
nhorada
para
com
todas
as
exc.
m:,s snr.
as
e
exc.
in
°5
snrs.,
que
se
dignaram
visitai
a
e
assistiram
ao responso
de
sepultura,
que
no
dia
19
do
corrente se
celebrou
na
capella
do
ceiniterio
publico
d
’
esta
cida
de,
por alma
de meu
muito
querido
e
sempre
chorado
esposo João
Pereira
Coe
lho Braga,
vem
por
este
meio
patentear-
lhe
o seu
mais profundo
e
perenne
re
conhecimento.
Braga
21
de
novembro
de
1878.
(2112)
Francisca
Maria
de
Jesus Braga.
ANNUNCIOS
LECCIONAÇÀO
Na
rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra,
n.°
28
lecciona-se
PHIL0S0PH1A,
RHETO-
RICA e
FRANCEZ.
Habilita-se
para
exame.
Dinheiro
a
juro
Ha
na
confraria de
Santo
Antonio
da
Praça
Municipal
a
quantia
de
6504000
reis
para mutuar.
O
secretario
—Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
J3ECi«AMAÇî.
Ludovina
Roza Mendes de
Sá,
viuva
que
ficou
de
Manoel
José
Gomes
de
Sá,
negociante
que
foi,
na
rua
da
Boa-Vista
d
’
esta
cidade,
declara
pelo
presente
an-
nuncio,
que
de
boje
para
o
futuro
vai
assignar
a
firma
de
Viuva Gomes
de
Sá.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
de
todos
faz
a
presente
declaração.
Braga
25
de
novembro
de
1878.
(2119)
Niuva
Gomes
de
Sá.
O
abaixo
assignado
morador
na rua
do
Anjo
dfosta
cidade,
faz
publico
para
to
dos
os
eífeitos, que
tendo sido
adminis
trador
da
Quinta
denominada da
Tojeira
em Santa
Tecla,
freguezia
de
S.
Victor,
deixou
de
o
ser
etn
22
do
corrente,
co
mo
consta
da
carta
de
participação
por
elle
escripta
ao
proprietário da
mesma
quinta.
Braga
25
de
novembro
de
1878.
(2120)
Joaquim Antunes
Pereira.
Aos
snrs.
contribuintes
do
conce
lho
de
Draga
Contando
ao
recebedor
d
’
esta
comar
ca,
ter-se
propalado
n
’ellà, a
noticia,
de
que
era
prorogado
o
praso
voluntário
pa
ra
diversas
contribuições,—e
não
tendo
recebido
até
ao
presente
nenhumas
instruc-
ções
a
tal
respeito,
julga
do
seu
dever
e
conveniência
dos
snrs.
contribuintes
pro
testar
contra
a falsidade
d
’
esse
boato,
con
vidando-os
a
virem
satisfazer
seus
débitos
até
ao
dia
i.°
de
dezembro
proximo,
em
que
segundo
a
lei
expira
fatalmente o
mesmo
praso.
Braga
25
de Novembro
de
1878.
O
recebedor
(2121)
Antonio
Vieira
d'Araujo.
Banco Commercial
de
Braga
em
liquidação
A
Commissão
liquidataria
d
’este
Ban
co,
tendo
resolvido
por
maioria
pagar
os
juros
aos
credores
por
promissórias,
desde
o
vencimento
das mesmas até
30
do cor
rente,
convida-os
a
virem
receber
a
im
portância
dos
ditos
juros,
cujo
pagamento
terá
principio
no
dia 2 do
proximo
mez
de
dezembro, e continuará
todas
as se
gundas,
quartas
e
sextas-feiras,
desde
as
11
horas
da manhã
até
ás
2
da
tarde,
na caza
do
Banco;
podendo
os
credores
rezidentes
na
cidade
do
Porto, dirigir
se
para
o
mesmo
fim
a
caza
do
snr
José
Joaquim
de
Souza
Azevedo
Júnior,
na
rua
das
Flores,
agente d’este
Banco
na
mesma
cidade.
E
se
qualquer
dos
mesmos
credores,
desejar
liquidar
mais
promptamente
o
res
tante
das
suas
promissórias
em
papeis
de
credito,
dos que
o
mesmo
Banco possue.
poderá
fazel-o
dirigindo-se
á
séde
do
dito
Banco.
Braga
25 de
novembro
de 1878.
(2122)
MOINAS
PAltA COSER
BRAGA
DA
Companhia fabril SINGER
tç
—mn
áe S. Vieente—i 1
As
melhores
machinas
para costura
que
todo
o
mundo
conhece
e
que-
nunca
tive
ram
rival.
Vendeu no
anno.
de
1877,
3^8:81®
machinas de
costura!!!
mais
®®:A9s que
em
1876.
A Companhia
Fabril
Vende
as
suas
magnificas
e
sempre
acreditadas
machinas, ao ale,ince
de
todas
as
fortunas,
a
prestações
de
st»®
reis
BeniíiniiM
sem
prestação
de
entrada
ou
10
por cento
a
menos
a
prompto.
paga
mento.
MACHINAS
LEGITIMRS
Para
famílias, alfaiates, coslíireiras,
chapeilciros
e sapateiros
4
COMPANHIA
FABRIL
Garante
todas
as
suas
machinas
não
só
no seu bello
trabalho,
como
na
sua
immensa
duração,
com
séria
garantia.
Avisamos o
publico
quo te
nha
todo o cuidado
para não
ser enganado com as machinas
imitações,
como
algumas pes
soas.
por infelicidade d’ellas, o-
tem sido.
As
machinas»
legitimas
SSWSJEK só
se
encontram
á
venda
na
Sub-succursal
da
C05ÍPMA FABRIL SliWER
17,
RUA DE
S. VICENTE, 17
BRAGA
e
nas
casas
estabelecidas
em
todas
a ca
pitães
dos
districtos
de
Portugal
e
His-
panha.
Ensino
esmerado
e
grátis
em
casa
do?
comprador
Peçam
calhalogos illustralos
com
lista
de
preços, que
se
enviarão GRÁTIS.
GRANDE
E VARIADO
SORTIDO
GANDARELIA &
C?
Citinpo
«le
NanVAiina
—
Braga
Acabam
de receber um completo
e
variado
sortido
de
fazendas
próprias
para
a
estação de
inverno,
sendo:
lindíssimas
cazimiras
inglezas
próprias
para
fatos
com
pletos,
cazimiras
francezas,
idem,
lindís
simos
cortes
de cazimiras
inglezas,
fran
cezas
e nacionaes,
para
calças,
pannos
sedões
pretos
e
de
cores,
ílanellas
ingle
zas,
ratinas,
rnontanhacs,
etc.
etc. Além
d
’
isto os
seus
numerosos
freguezes
en
contrarão
n
’
este
estabelecimento,
um gran
de
sortido de manias
chalinas
próprias
para
a
estação,
gravatas
de
seda
preta
e
de
cores,
cazimiras
brancas
e
de
cores,
camizollas
colletes
de
malha,
ceroulas
e
muitos
outros
artigos
que
seria
fastidioso
enumerar.
(2110)
Domingos
Antonio
Gonçalves,
espin-
gardeiro,
morador que
foi
na
rua
dos
Éiscainhos.
laz
publico aos
seus
amigos
e
freguezes
que
mudou
o
seu
estabelecimen
to
para
a
entrada
da
rua
da
Cruz
de
Pe
dra,
n. 83,
e
tem
para
vender
espingar
das
paia
caça
e
defesa.
(2113)
"
dinheiro
a
juro
A
irmandade
de
Nossa
Senhora
da
Torre
tem
1:000$000
íeis
para
dar
a
juro.
O
secretario
—padre
Luiz
Gomes
da Silva.
(2114)
COFRE
DE FERRO
Quem
o tenha para vender,
falle
na
rua
Nova
u.°
4.
Aluga
se ou
vende-se
’
o
magnifico
pa
lacete
do
fallecido visconde
de S. Laza
ro,
silo
na
rua
de
S.
Lazaro
d
’esta
ci
dade, com
frente
para
a
rua
do
Baio.
Tem
cocheira,
jardins,
pomar,
quin
tal,
agua
em
todos
os
andares, exceden
tes
vistas
e
ccmmodos
para
uma nume
rosa
familia.
Também
se
arrenda
ou
vende,
junta
ou
separadamente
d
’este
prédio,
como
mais
convier,
o prado
contíguo ao
quintal
d’
elle;
o
que
tudo
póde
ser
visto
a
qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar na
gerencia
do
Banco
do
Minho
ou
na rua
do
Alcaide,
n.°
23.
(2089)
Na
rua
cie
S.
Vicente
d
’
esta
cidade
de
Eraga,
vendem-se
as
casas
n.
os 34
—34 A, e
as
de
n.°
35, com seu
quintal,
com sa
bida
para
a
rua
da
Escoura.
(2016)
GRANDE RIFA LOTERICA
QUE SE EXTRAHIRÁ POR MEIO DA
LOTIRIA
EÀTBA0RDINARIADE1IE8PAXHA
m
o
w ira
PROSPECTO
DOS
PRÉMIOS
1
de Um
piano,
novo
e
garantido,
do
conhecido
auctor
«Gaveau»,
modelo
n.°
1, com
o
n.°
8612,
comprado
e
depositado
no
muito acreditado
armazém
da
viuva
de
José
de
Mello
Abreu,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o
primeiro prémio
de
2.500:000
pesetas.
1
de
Uma
nova
e
excellente
machina
de costura,
para
familia,
do
afamado
auctor
«Singer»,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir o
segundo
prémio
de
1.250.000
pesetas.
1
de Um
relogio d’ouro,
experimentado,
para
bomem,
do
fabricante
«Jnlien
Gene-
ve»,
com
uma
excellente
caixa
d
’
ebano,
para o
bilhete
que
contiver
o
nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro
prémio
de
750:000
pesetas.
2
de Um
par
de
castiçaes
de
prata,
para
cada
um dos
bilhetes
que
contiver
qual
quer
dos
numeros
em que sahirem
os
2
prémios
de
250:000
pesetas.
4
de Uma
duzia
de
colheres
de
prata,
para chá,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros em que
sahirem
os
4
prémios
de
125:000
pesetas
20
de
Um
talher
de
prata, composto de
faca,
garfo
e
colher,
com
a competente
caixa,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver,
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
20
prémios
de
50:000
pesetas.
30
de
Uma
bolsa
de
prata,
para
homem ou
senhora,
para
cada
um
dos
bilhetes
que contiver qualquer
dos
numeros
em que
sahirem
os
óO
prémios
de
25.000
pesetas.
40
de
Uma
entrada
para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a
uma
cautela
de
600
reis,
em
séries
de
6
loterias,
no
valor
cada entrada,
de
3$6O0
reis, para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer dos 40
numeros
cujas
3
ultimas
lettras
sejam iguaes
ás
3
ultimas
leltras
do
numero
em
que sair
o
prémio
de
2.500:000
pesetas
99
prémios.
CADA
BILHETE PARA ESTA RIFA CONTÉM 20
NUMEROS
E
CUSTA
700 REIS
Os prémios
annunciados n’
este
prospeclo,
acham-se desde
já
patentes
no
Es
tabelecimento
de
Loterias,
de
Lourenço Marques d
’
Almeida, na rua das
Flores
n.°
112,
para
onde
deve
ser
dirigida
qualquer
encommenda
de
bilhetes.
M.
B.
A
<jtiesta
eomprnr
de
5 billiete»
para
cima, euneede-ae
o
abatimento
<Ie 10
por
eenio.
(2100)
VELOUTINE
GH
Ies FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dá al cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende
en
las Farmacias, Perfumerias, Peluquerias y tiendas
de quincalla.
y
k
oc
venae en ias rarmacias, reiiumenas, reiuquma» y m
Desconfiar
de
las
falsificaciones.
I
'
HÍGIENÊ
É
SAÚDE
DA
BOCCA
medalha
Elixir
y Polvos
Dentrificos
paiuz
Doutto
1875
—
Pi
eparacion
del
lir.
—
JO
HN EVA
NS
NADA
mais
delicado do
que
estas
especialidades
destinadas
a conservar
os
dentes,
bocca
e
garganta
cm
pet
leito
estado.
O
nome
do
doutor,
graças
á
sua
uni
versal
reputação,
oílerece
uma
segurança
indiscutível.
Agu»,
frasco
gr.
COO
reis;
fi asco
peq.
300.
Fé»,
caixa
gr.
COO
íris;
caixa
peq.
300
No
Porto,
Ferreir»
Irmgo,
Banharia.
77
e
79—Depositários da
agencia
franco-hispano-portugueza.
MAGASIN
DES DEMO1SELLES
Publica-se
a
10
e
25
década
mez,
por
fascículos in-8.° grande
CravuriíK
tie
ir.<
d.
a e
in
*
nle-íes»
tíe
tupeçurií
*
eoSorsdtis;
n
agua;
grevni!ts
prec®;
«»«■vigiurn
piano
e
albung
lavores;
foibas
de
ecmfeeçSe»;
ereehet
e
renda»;
rirsete»,
etc.
O
ffistgafein
tle»
lr.e
*
ts«i»eiien,
graças
ás
importantes reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é hoje
o
mais
elegante,
o
único
que
dá
mensalmente
urn
trecho
de
musica,
e
reúne
o
duplo attractivo
de
um
periodico
lillerorio
interessante
e
um
periodico
de
modas completo,
inteiramenle
independentes
um
do
outro.
Freço
par
»
Fcrtugal
(as assignaluras
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
í.°
de
janeiro)
4$!.i00
rs.
Também
se
acceitam
assignaluras
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10,
—
2^800
reis;
edição do
dia
25,—
í^7G0
rs.
'
Subscreve-se
na
administração
d
’esle periódico.
ALUGA-SE
um
excellente
pian-
no
por 4$5O<) reis
mensaes
por
tempo
de
ires
annos,
ficando
no (im
d
’
esle
praso proprietária
do
pian-
no
a
pessoa
que
o
allngar.
'
Trata-se
na
rua
Nova
n.°
5—
E.
(2092)
AIT.IBICIO
i
BALIlliHÔ
S1
?,
Pessça
d<»
ÈSaríío tíe §.
BSarti-
nlio,
8
9
Receberam grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.
a
e
creatiça.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de bretanha
de
linho
para
militares,
duzia
a
1^000
e
l$200
rs.
Meias
de lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a barba,
a
700 rs.
Chavenas
e pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendai»
w
dinheiro.
A
QUEM
INTERESSAR.
Sub-aluga-se
o
primeiro
andar
da
casa
n.°
32
do
campo
de
1)
Luiz
I,
o
qual
se
compõe
de
quatro boas
salas
na
frente,
e
um
bom
gabinete
nas
trazeiras.
Quem
o
perlender
póde dirigir-se
á
commissão'
liquidataria
do
Banco
Commercial
de
Braga.
(2083)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
lem
em ser
a
quantia
de
800$000
reis
para
mutuar
por
hvpolheca
de
raiz.
(1056)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para mutuar,
a
quanUa
de
500$000
reis.
(2065)
/a
®
As
Verdadeiras
í
PÍLULAS j
£
SÃO
AS
ÚNICAS
@
©APPROVADAS
PELA
ACADEMIA DE
MEDICINA®
/>/•;
pauis
@
Por sua Pureza e inalterabilidade (gj
fã
CURAM as escrófulas, a insufliclencia do
j
sangue, a anemia paludosa,
JZ
FORTIFICAM as constituições fracas
•
ou
arruinadas,
®
AJUDAM a formação das jovens, etc., etc. ®
A
Exigir
nossa firma,
A/
®
•
aqui juncta, posta na
)
ã»
parte
inferior de
um
rotulo verde.
w»
Pharmacwn,
40,
r.Bonaparw,Paris (g
•
inuis
de 40
annos
por a maior parte
aedicos
por
curar a chlorosis (fluxo
>!
doançã das mancebas
filhas e to-
iprcgudus
com o
mais
grão successo,
is
i ~:
-
I
dos
médicos
branco)
.
_______
___
das
as moléstias chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem
experimentado
:
«
Depois 35 annos que exerço a medicina,
« lenho
reconhocido
a este medicamento
«
(Pílulas de
Blaud) vantagems incontesta-
<<
veis sobre
todos os outros ferreos e eu
«
o mi
o como
o melhor anti-chlorótico.
»
F
D>- DOUBLE, ex-présidente
da Academia
§
iie
Medicina.
b «
De todas
as preparações ferreas que.
«
nos hão dado bons resultados no trata-
<
mento das affeições chloróticas, as pilu-
las de . land parece-nos
devem
estar na
«
primeira fila. » — Diccionario unir, de
p
edicina, t. n,
page 99.
Corno
prova da authentlcidade,
oi
K
nome do inventor está gravado sobrei
Ç< cada pílula
como aqui junto ‘
Depositos
: Paris,
8, r.Payenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèlo
n.0
—30
<b^UD
Linimento
BOYER-MICHEL para caval
los,
fazendo
as vezes
de fogo
e não deixando
vestígios do
seu emprego M
ighel
,
pharma-
ceutico
em
Aix
(na Provença) França. —
Preço 1,000 reis. —
Em
Lisboa
osnr
Barreto, Loreto, n 0
28 -30.
<
"5)
.
•cesfr?»:.i-.w.-
■
z'
'r.
vaifragy
RESPOx^SAVEL
—Luiz Baplisla da Silva.
ERAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITAKA-—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
