comerciominho_26101878_854.xml
- conteúdo
-
REDACTORES—
D.
Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Anloiiio Joaquim de Mesquita Pinientel.
6.°
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATUBA
.
.
1&G00
.
.
850
40
20
10
Braga,
12 mezes.
. .
»
6
»
. . .
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios cada
linha......................
Repetição
.......................................
PUBLIGA-SE
ÁS TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
PliEÇO
DA ASSIGNATUBA
Provindas,
12
mezes............. 2&000
»
6
»
.............
Í&G50
»
sendo duas assignaturas
3$600
Brazil, 12
mezes, moeda forte.
.
3^600
Folha avulso.................... Í0
N.° 854
BRISA—
SABBADO
8®
KJE
OUTUBRO
E»E
ifH?»
UltõMios
mode
Ilonaienhor
Bnpanloup.
A
Egreja
de
França,
as lettras
e
o
ensino
acabam
de soílrer uma
grande
perda.
Monsenhor
Felix
Antonio
Philisberlo
Dn-
panloup,
bispo
d
’
Orleans,
membro
da Aca
demia
_
franceza
(1)
e
senador, falleceu
pelas
7
horas da
noite
do
dia
11
d
’ou-
tubro,
no
palacio
de
La
Combe
no
Delphi-
nado,
em
casa
de
M.
Alberto
du Boys.
Seu amigo
M.
Estevão
Becamièr
deu no
«Français»
estes
tocantes
detalhes
sobre
os
últimos
momentos
do
illustre
prelado.
«A
25
de
setembro deixara
elle
a
casa
de
Saint-Mesmin, e
viera
tornar
algum
descanço
a
La
Combe,
afim
de
se
dis
por
a
voltar
para
Orleans,
e,
se
a
sua
saude
porventura
lh’
o
permiltisse,
empre-
hender
a
viagem a
Roma.
Porém
desde
que
alli
chegou,
os
seus amigos tiveram
os
mais
tristes
presentimentos,
e
um me
dico dedicado
que
mandaram
chamar,
o
(1) E’
sabido
que
por causa
da
elei
ção
de
Liltré,
elle
deu
a
sua
demissão,
a
qual
não
foi
acceite,
mas
que
manteve,
deixando
desde
então
de
comparecer
na
Academia.
dr.
Michaut.
confirmou
os
cuidados
e in
quietações
de
que
elles
estavam
possuídos.
Na
segunda-feira, 30
de setembro,
não
pôde
dizer
missa,
e
fez-se
conduzir
n
‘
uma
cadeirinha
para
assistir
ao
santo
sacrifício,
celebrado
pelo
abbade
Chapon,
da
diocese
de
Orleans.
Nos
dias
seguintes
achon-se
um
pou
co
melhor;
pôde
dar
alguns passeios
com
M.
du
Boys
e
sua
familia,
por
um
cor
redor
ajardinado
que
se prolonga
peio
eirado
ou
terrado
do palacio,
d’onde
se
avista o
pico
de
Chonne-Chaud
e a
gar
ganta do
Sappey.
Fallou
da
obra que
lhe
absorvia
os
dias,
o
traclado
da
Educação
das
donzel-
las,
obra
prestes
a apparecer,
e
cujo
acabamento
havia
de
legar
ao
abbade
de
Lagrange.
Recordou
muito
commovido
as sauda
des
de mais
de
quarenta
annos
que
estes
logares
lhe
despertavam,
os
amigos desap-
parecidos,
as
conversões
obtidas
pela
gra
ça
de
Deus,
a
abjuração
dos
protestantes
que
tivera
logar
havia
alguns
annos
na
pequena
capella.
Hoje, disse
elle
aos
seus
amigos,
nada
mais
amo do
que
o
silencio,
e
como
um
d
’estes
interlocutores
lhe
fallasse
d
’
uma
instituição
que
ia
ter
principio,
respon
deu-lhe:
«Meu
filho,
eu
não
estou
muito
tempo n
’
este mundo».
Fallou
muito
de
Roma,
onde
tencionava
ir
no
mez
de
novembro;
renunciar
a
este
projecto
foi
o
seu
supremo
sacrifício.
No
sabbado, 5 d
’
outubro,
aiministrou
com uma
piedade
tocante,
o
baptismo
a
um
filhinho
de
M.
du
Boys,
do
qual
fi
cou
padrinho.
No
domingo,
6,
um
novo
e
penoso
ataque
de suffocação;
não pôde dizer
missa.
Na
segunda
e
terça-feira
coinmungou
á
missa
do
abbade
Chapon,
e
fazia
pe
nosos
exforços
ao
andar.
A
8
e 9
a
sua conversa tinha
uma
elevação
e
uma
suavidade
ainda
maiores
que
de ordinário.
Encostado
á
sua
banca
de trabalho,
entretinha-se,
apesar
de fre
quentes
ataques,
em
folhear
o
seu
ma-
nuscripto
sobre
a
Educação,
e a
examinar
a sua correspondência:
dictou muitas
car
tas.
Lia-se-lhe
no
«Correspondam» o
ar
tigo
do
duque
de Brogiie,
intitulado
o
Segredo
do
Bei,
leitura
que
elle
inter
rompia
com
espirituosos apartes.
No
dia 11
fez
ainda
uma
oração
no
Espirito
de S.
Vicente
de
Paulo,
livro
que
elle
aífeiçoava,
quasi
todas
as
paginas do
qual
leem
annotações
suas. Mau grado
os
exforços
do abbade
Chapon,
que
o con
jurava
a
tomar
repouso,
concluiu
a
reci
tação
das
Completas
do
seu
Breviário,
terminada a
qual
disse visivelmente satis
feito:
«Ainda
hoje consegui
não
abrir
exce-
pção
á
minha
regra».
Depois
de
ter
lido
uma
carta
de
Roma,
exclamou,
fallando
de
Leão
XIII:
«Ah!
que
ventura
para
a
Egreja
com
este Papa»!
Ordenou
que
fizessem
enliar no
quarto
o
pequeno
José
du
Boys, encantadora
crean-
ça
de
cinco
annos
e
meio,
cujos
dictos
e
intelligencia
precoce linha
em
muito
apreço.
Levaram-no
na
poltrona
para
o salão
e
alli
terminou a
leitura
começada
na
vespera.
Por
cinco
horas,
reconduziram-no
para
o
quarto. M.
du
Boys ahi collocou
um
grande
crucifixo
que
pertencera
ao
abbade
Hartels,
antigo
vigário
geral
de
Orleans,
e
elle
exclamou:
«Ah t quanto
prazer
me
não
dqes»!
Pediu o
prelado
ao
abbade
Chapon
para
lhe
dar
a
sancta Communhão
na
manhã
do
dia seguinte,
prevendo
qne
não
poderia
celebrar
O
abbade
fez-lhe
uma
leitura
de Sainl-Beuve
sobre o
conde
de
Maistre:
elle porém
notou
que
este
tra
balho
era
repassado
d
’uma
certa
impar
cialidade,
mas
que
a
sua
elevação
e
al
tura
de
vistas eram
apenas
artificiaes.
Oppoz
a
eloquência
inspirada
de
de
Maistre
ao
espirito
sceptico
de
Sainl-Beuve
e
recominendou
ao seu interlocutor a
lei
tura
das
Considerações
sobre a
França.
Depois
fez
suspender
a
leitura e pe
diu
que
o
deixaram
só
para
resar o
seu
rosario.
Mal
tinha começado, quando
um
man
cebo,
experimentado
por
grandes prova-
POVOA
DO VARZIM
Ainda
que
ao
desfazer
da
feira,
con
versemos
alguma
cousa,
por
distracção,
amigo
leitor,
sobre
esta
notável
praia de
banhos,
cm que
ora
nos
encontramos.
O
Viageiro curioso
e
investigador,
embora
não
padeça,
por
moda,
do
seu
organis
mo
externo,
nem
da enfermidade
política
interna,
è
não
careça,
porisso,
de
curar-
se
mergulhando
no seio
das
ondas
do
Oceano,
ou no intimo
convívio de
per
sonagens
illustres altamente graduados
na
sciencia
da
salvação
da
patria
—deve
visi
tar
as
praias,
deve
concorrer
ao
grande
centro
das
reuniões
hodiernas,
onde
o
ba
nho sanêa,
o
passeio
avigora,
a multi
dão
distrae,
o luxo deslumbra
e
o jogo
arruina.
Muito ha
que
observar
ahi.
A
huma
nidade
apresenta-se
com
nova
face;
e
cf-
ferece
outro
scenario.
A
’
contemplação
do
espirito
pesquisador
surgem
quadros
ainda
desconhecidos,
que
provocam
o
estudo
e
afiam
a
critica,
e simultaneamente
movem
á
compaixão,
e
despertam
serena
alacri
dade.
Enfermos
do corpo,
enfermos
da
política,
enfermos
do
coração,
enfermos
da
algibeira,
são
os
caracteres
salientes
que
despontam deante
de
nós,
em
serie
ininterrupta.
Alguns
serão
enfermiços
de
lodos
esses
achaques;
que
o
seu
estado
pathologico
é
confuso,
mas
acusa multi
plicidade
de
moléstias
na
variante
dos
symplomas.
isto
em
todas as
praias
de
banhos.
E
assim tem
sido
n
’
esta
em que
nos
acha
mos
agora,
e
d
’onde
começam
já
a
de
sertar
os
milhares
de
habitadores
provi-
sorios,
transformando-se
esta
terra,
que
na
epoca
balnear
se
assemelha
a uma
lin
da
cidadesinha
a
sorrir
sentada
á beira-
mar,
em
um
vasto
cemiterio
guarnecido
de
gárrulos
pescadores.
A
’ parte
a
hygiene.
Que
essa
é
de
testável,
e
não
se" melhora,
porque
a
ca-
mara faz política e não
cura
do sanea
mento
publico da
povoação;
e
a popula
ção
faz redes
e
não
cuida
senão
do
seu
peixe,
que
lhe
dá
o
sustento,
que
lhe
dá
a
prosperidade,
e que
lhe
dá
o
aroma
e
as
moscas,
com
fartura.
O que
era
a
Povoa ha
vinte
annos,
e
o
que
hoje
é!
Uma
povoação
constitui-
da,
na sua
maior
densidade,
por
barra-
cas
de
pescadores,
e
por excepção,
for
mando
a
parte
nobre da
villa,
as casas
das ruas
limitrophes
da
matriz
e
dos
pa
ços
do
concelho.
Alastrou-se
epidemica-
mente
a
moda dos banhos,
desenvolveu-
se
prodigiosamente
a
industria
da
pesca,
e
a
Povoa
transformou-se
rapidamente.
Já
não
é
a antiga
viilota
que
se go
vernava
por
antigo
juiz ordinário,
—
que
pagava
ás freiras
ciarinas
de
Villa
do
Con
de
os
quatro
mil
reis
de
tributo
e
o
so
lho,
—
que
por
falha
de
homens
leltrados,
pedia
um
escrivão
emprestado
a
Villa
do
Conde
(terra
d
’
outras
prosapias
aristocrá
ticas,
litterarias,
e
predicados
de
maior
porte
e
valia)
—
que se communicava
por
umas péssimas
estradas
com
a
sua
vizi
nha,
com
Barcellos,
com
Famalicão,
e
ainda
por
mais
detestáveis
vias
com
as
freguezias
ruraes
—
que
elegia
presidente
da sua camara
um
Garrafão
commerciante,
ou
um
regalão
Calafate.
N’
esse
tempo,
o
presidente
da
cama
ra,
para
levantar
os
vivas
oíficiaes, da
varanda
dos paços
do
concelho,
em
dias
de
galla,
mandava
o
seu
escrivão
acoco
rar-se
alraz
de si, para
lhe
ensinar,
pa
lavra por palavra,
o
pregão
festivo
que
devia
inflamar
a
turba embasbacada
que
lhe
estava
por
baixo,
na praça.
O
escri
vão
era
o ponto
d’
aquelle
theatro
demo
crático,
e
o seu
presidente o
actor
obri
gado.
Por
mais
que
o
pansudo
senador
levantasse
o
diapasão
da
sua
rude
voz,
o
povo bem
percebia
que
elle
era
apenas
o
echo
compassado
do
seu
escondido,
mas
sabido
mentor.
A
gargalhada
irreverente
e
zombadora
era
o
epilogo
d
’
aquella
scena
municipal.
N
’
esse
tempo,
os
audazes
e valentes,
mas
ignorantes
pescadores
da
Povoa,
na
vegando
alto
mar,
topavam
a
esquadra
que
levava
a
Arenoza de
Pampolide,
vul
garmente
chamada pelos
indígenas—
Praia
dos Ladrões
—
o
filho
primogénito
de
D.
João
VI,
com
os
seus
sequazes
armados,
e
o
Príncipe,
da nau
almirante,
man
dava
aproximar
o
mestre
de
uma
companha,
para
conversar
aquella
gente.
—Donde
sois?
lhe
perguntou
D.
Pe
dro.
—
Sémos
dá
Poiva,
seôr.
—
Então
são
portuguezes?
—
Não
seôr, sémos
dá
Poiva,
então
vocé
não
sabe?
Não
sabem
mais
nada.
Não
conhecem
senão
o
mar
e
a
Poiva. Mas sabem
tam
bém
ser
valentes,
como ninguém,
na
pe
leja
continua, na
lida
arriscada,
na
fadiga
perpetua
sobre
as ondas.
Coração
impá
vido,
alma excepcionalmente
temperada
para
luctar
com
o perigo
temeroso,
são
dignos da
attenção
dos
poderes
públicos,
e
de todo
o
respeito da
patria
e
da
so
ciedade
que
servem
cegamente.
As
mais
pavorosas
convulsões
da
naturesa, as
va
gas
empinadas,
as voragens
abertas,
os
ventos desencadeados,
as
rochas ameaça
doras,
nem
o
que
assola,
despedaça,
hor-
rorisa e
devora,
nem
o
que
desmaia
as
faces,
e
desalenta
os espíritos, nada
d
’
isso
lhes quebranta
o
animo nem
desfallece
o
braço.
Para
que?
Para
assegurar
a
sua
subsistência,
a das
suas
mulheres,
e
a
dos
seus
filhos.
Abençoada
rudez!
Res
peitável
gente,
digna
de
melhor
futuro!
Dos
deveres
religiosos
são
rigoristas,
quasi
até
o
fanatismo. Quando
o
oceano
embravece, colhendo-os,
de
súbito,
a
na
vegar,
as
mulheres
apedrejam
a
porta
da
capella de
S.
José
de
íliba-mar,
no
meio
de
infernal
vozearia,
e
ás
vezes
trazem
a
própria
imagem do santo
para
a
praia,
e
ahi
lhe
arremessam
punhados
de
arèa
até
que
o
mar
abrande
sua
furia,
e
os
seus
homens
recolham, a
salvo,
á
enseada
Lá
está
a
formosa
capella
da
senhora
da
La
pa,
fundada
por
uns missionários
hespa
nhoes,
e
o
pharol
contíguo,
de
djas
lu
zes, a
servir
de
guia
aos
pescadores.
Mais
ao
longe
está
a
torre
da
capella
da
Se
nhora
das
Dores, de
forma
exagona,
e
logo
perto,
a vasta
egreja
matriz, de
tos-
cana
architectura,
e
a
todos
esses
tres
templos
acodem
os
pescadores,
com
devota
e
recolhida
micção
religiosa,
que
os
en-
nobrece.
E’
outro
o
mundo
fluduante
dos
ba
nhistas.
Desde
15
d
’
agosto,
a
Povoa
trans
forma-se. O
que
predomina
é
a
multidão
forasteira.
Abrem-se
os
cafés,
os
bilha
res,
o
theatro, as
roletas,
as
lojas
de
to
das
as
mercadorias,
as batotas
de
todas
as
especies.
O
bilhar
do
DaviJ,
do
Can-
céllo,
e
sobre
todos
o
do
Guerra
estão
esplendidos de luxo. Regorgitam
de
ama
dores,
principalmente
á
noutinha.
Tam
bém
são
frequentados
por
senhoras.
O
paredão
ao
cahir
da
tarde,
em
dias
sere
nos,
é
o
jardim
favorito
da élile
dos
ba
nhistas;
e
ahi,
o
bello
sexo
vae
ostentar
a
sua
elegancia,
a
sua
frmosura,
o
seu
garbo,
e
segredar
os
seus mysterios,
e
trocar
furtivamente
os
seus
olhares
com
alguém,
e aspirar
os
ares
marítimos
da
tarde, como
se
costuma
mergulhar
nas
aguas
oceanicas
da
manhã.
A
rua
da
Jun
queira,
a
grande
artéria
da
circulação,
está
povoada de
bazares,
onde
os
leiloeiros,
passeando
sobre
o
balcão,
estafam
os
pul
mões
apregoando
o lanço
das
suas fasen-
das.
Agora,
que
o
mez
de
novembro
se
aproxima,
aproximam-se
também
os
ba
nhistas
de
seus lares.
Quantos
terão
apren
dido
n
’esta
cschola de
costumes?
Quan
tos
terão
utilisado
d
’este
hospital
da"
bei
ra-mar?
Quantos levarão
as
esperanças
do
restabelecimento
physico
perdidas
?
Quantos
levarão
o
aguilhão
da
desespe
rança
a
morder-lhes
o
seio,
por
não
te
rem
resistido
á vertigem
temível
do
jogo
devorador?
Entraram
lodos
na
Povoa
com
as
côres
animadas da
esperança
fagueira
das
necessidades,
mas quantos,
ao
reco
lher
ao proprio domicilio,
apresentando-se
em
frente
de
um
espelho,
aílirmarã;)
sen-
tenciosamenle, como
o
nosso
Correia
Garção:
Que
a
desabrida
voz
do
desengano
O
mais
firme
semblante
desfigura
!
M
àríim
R
ibeiro
.
W»
’
ções,
se
apresentou
á
porta
do
seu
quarto
e
pedia
para
se
confessar,
ao
que
o
Bsspo
accedeu
iminédiatarnente.
Continou
de novo
o
rosário,
mas no
meio
da
recitação
foi
surprehendido
por
sua
suffocação
mais
forte,
e n
’esse
mo
mento
levou
anciosamente
aos
lábios
a
sua
cruz.
Então
disse-lhe
o
abbade
Chapon:
«Monsenhor,
vós
soílreis
muito:
offereceis
vossos soílrimentos a Deus?
*
Fez
um
cus
toso
exforço e
respondeu:
«Oh!
sina, meu
amigo».
—Monsenhor,
querereis
que
vos de
a
absolvição
?
—
Oh, sim,
meu amigo, respondeu
o
prelado
em
voz
clara.
Mas vendo
que
os
cuidados que
lhe
prodigalisava
eram
impotentes
para
lae
conjurar
a
crise,
o
abbade
recitou
a
ora
ção:
Lembrae-vos.
pela qual
Monsenhor
Dupanloup
tinha
uma devoção toda
especial
e
á
qual
pôde
ainda
associar-se.
No
entanto
que
se
mandaram
buscar
os
Santos
Oleos, o
abbade
applicava-lhe
as
indulgências
plenárias
e
lhe dava a beijar
o
crucifixo M.
Alberto
du
Boys,
tomava
parte
n
estes
penosos
deveres
com
o
jo-
ven
'igario de
Orleans,
e
assim
Monse
nhor
Dupanloup
exhalou
o
ultimo alento
nus
braços
do
mais
antigo
e
do
mais
novo
dos
seus
amigos».
A
estes
detalhes
sobre
o
passamento
d
’este
heroe
do
Calholicismo,
accrescenta
o
eminente
historiador
J
Gbantrel o
se
guinte:
Por
toda
a
parte
produziu
profunda
impressão
a
inesperada
nova
da
morte
de
Monsenhor
Dupanloup.
A
imprensa
amiga
teslirnnnliou
a
sua
dor;
a
imprensa
inimiga
delie
fallou
com
respeito;
aquelles
mes
mos
que
desconhecem
o
que
seja
res
peito
mostravam
por
sua
alegria
indecente
ou
por
um
desprezo
affectado
a
proemi
nência
do
logar
que
o
Bispo
d Orleans
occupava n
’esse
exercito
catholico
que
é
o ultimo
baluarte
da
sociedade.
Com
effeito
Monsenhor
Dupanloup
defendeu
com
vigor
e
êxcelleucia
exlraordmaria
as
mais
sagradas causas:
a
liberdade
do
ensino,
o
poder
temporal do
Soberano
Pontífice, a
liberdade
da
Egreja;
sempre
na
brecha,
sempre
aprestado
para
a
lucta,
elle
ap-
parecia
na
vanguarda
dos
combatentes,
como ainda
n
’esle
mesmo anno
quando
a
impiedade
quiz
celebrar a
apotheose
do
cynico insultador
de
Joanna
d
’
Arc.
Era
essencialmente
militante a
sua
natu
reza:
as
causas
que
abraçava,
sustenta
va
as
com
verdadeira
paixão;
não
olhando
senão ao
fim
a
attingir
e
empregando
na
lucta
toda
a
energia,
todo
o
vigor
que
inspira
o peasamento
d
’
um
grande
dever
a cumprir.
Não
quiz
nunca
sustentar
se
não
causas
justas; mesmo
quando ultra
passava
os limites,
mesmo
nas
questões
em
que
se emrnaranhou
por effeito
d
’
esta
fragilidade
humana
que
lembra
aos
espí
ritos
mais
largamente
dotados
que
a
iu-
failibilidade
não é
seu
privjlegio,
era
a
ver
dade
que
elle
se
persuadia
defender, eram
as
almas
que
elle
queria
ganhar;
bem
o
demonstrou
irrecusavelmente
quando, por
exemplo,
se
subrnetteu ao
decreto do
con
cilio
do
Vaticano
que
definia
a
infallibili-
dade doutrinal
do
Papa,
definição
cuja
op-
portunidade
elle
tão
vivamente
havia
com
balido.
Deante d
’
esse
tumulo
aberto
tao
ino
pinada
mente,
em
presença
de
tantos
tra
balhos
etnprehendidos
para
a
salvação
das
almas,
para
a
boa
educação
da
mocidade,
para
a
liberdade
da
Egreja
e
direitos
do
soberano
Pontífice, para o
resurgimento
da
França,
não
queremos
olhar
senão
aos
serviços
prest
dos,
e
recordar
este
elogio
dirigido
por
Sua
Santidade
Leão
Xlll
ao
iIlustre
bispo:
«As
nossas
felicitações e
votos,
vene
rável
Irmão,
encheram-nos’
de grande.
pra-
ser.
como
vindas d
’
um
bispo
tão
recom-
meudavel
com
>
vós
sois
pelos
dons
d
’
al-
ma
e
pelos
brilhantes
serviços
que
ten
des prestado. D
bom
exilo
das
cartas
por
vós
publicadas
(sobre
o
centenário
de
Vol-
laire)
faz
já
presagiar
a
vicloria
ultiniia-
meate
empenhada
sobre
as
conspirações
das
sociedades secretas».
Ilade
vir
o
dia
da
historia
para
Mon
senhor
Dupanloup;
hoje
é
dia
de
orações
e
luto;
nós
rogamos
pela
alma
do
iilus-
re
bispo,
rogamos
pela
Egreja
que
elle
^efendeu
com
tanto
ardor
e
bom
exito;
á
vista
do
vacuo
que
ora acaba
de
e
brirse
no
episcopado
fr.mcez,
pedim
s
a
Deus
que
inspire
uma
nova
cor.igem
a
asses Pastores
das
nossas
almas,
e
cuja
enlrepidez,
cuja
caridade
e
cujas
virtudes
jaz-iu
a admuação
do
mundo.
1
1li»
v
Ib
fA
dl»ST
.
i ANG
EIRA
XIII
que
gosta
de
animar
os
sábios
e
de
conversar
com elles,
elogiou-o
muito
e
fez-lhe
um
presente
No
dia
10
deu
uma
grande
audiência
a
500
mulheres
do povo romano,
que
faziam parte
d’
nma
associação
fundada
em
1871,
sob
a
prolecção
do
Sagrado
Cora
ção
de
Jesus.
Cabe
ás
senhoras
da
nobreza
o serem
as
promotoras
tanto
d'esta como
de mui
tas
outras
associações, que
sob
diflerenles
nomes estão
aggregadas
á
associação
cen
tra! denominada
As
Boas Obras.
A
multidão
apresentada
a Sua
Santi
dade
pela
rnarqueza Sampieri,
vice-pre-
sidente,
era
apenas
formada
das
mulheres
do
povo
de
quatro parochias
de
Roma.
Tendo
a
cidade
eterna
cincoenla
e
duas
parochias,
por
aqui
se
póde fazer uma
ideia
aproximativa
dos
sentimentos
da
po
pulação
feminina de
Roma
para
com
a
Santa
Sé.
Succedia
isto
quasi
pela mesma
occasião
em
que
um
reu
dizia ao juiz
deante do tribunal:
«Ninguém
ignora....
que
todas
as
mulheres
de
Roma
são
cle-
ricaes».
Leão
XIII
percorreu
as
classes
em
que
estavam
ordenadas
estas
500
romanas,
dan
do a iodas
a
sua
mão
a
beijar,
e
acom
panhando
a
bênção
de
palavras
comino-
ventes
e
edificantes.
Já
foi
também
recebida
ha
dias
pelo
Papa a grande
peregrinação
hespanhola,
de
cerca
de 1500
pessoas.
Os
peregrinos
ao
aportarem
a
Civita-Vecchia
foram
obri
gados
a uma
rigorosa
quarentena
pela
commissão
sanitaria
de Italia, apesar de
chegarem
no
mais
perfeito
estado
de
saú
de
e
de
não
grassar
nenhuma
doença
epidemica
nos
logares
d
’onde haviam
par
tido.
E’
mais
uma d
’essas
inqualificáveis
ca-
villações
revolucionarias
que
já
não
pó-
dem
espantar
ninguém.
—
Debaixo do ponto
de
vista
político,
as
attenções fixam-se
ha
muito
na com
plicadíssima
questão
do
Oriente,
assim
como
no
que se
está
passando
no
par
lamento
allemão.
Sobre este assumpto
pou
co de
interessante
podemos
adiantar
ao
qne tembs
communicado
aos
nossos
lei
tores.
A
occupação da
Herzgovina e
da
Bos-
nia
realisa-se lenlamente;
a
liga
albaneza
não
promette
dissolver
se;
a Grécia mos
tra-se
cada
vez
mais bcllicosa
e
assanha
da;
a retirada
das
tropas
russas
faz-se
com
uma lentidão pouco tranquillisado-
ra
para
a
Turquia
e
para
as
potências
interessadas;
a
Porta,
desconfiada,
aba-
I
tida
e descoroçoada
parece
que
não
ati-
I
na
com saber qual lhe
valerá
mais,
se
A
dominação indirecla
da
Russia,
se
a pro-
!
tecção ingleza;
e
finalmente
os
dois
gran-
|
des
coliossos
russo
e
inglez
observam
se
e
remiram-se raivosos e
odientos
no
Afghanistan,
cuja
questão
não
ha
lá
des
lindar-se.
Deus
permilta
que
as
pequenas
na
cionalidades
não
venham
a
morrer
n
’esse
sangrento
duello,
em
que,
a
realisar-se,
os
padrinhos
e
muitas
das testimunhas
não
ficarão
de
braços
cruzados.
—
Prosegue
no
parlamento
ademão
a
discussão
do
projecto
de
lei
anti-socia-
lista,
obra do
chanceller
do
Império,
que também
sabe
fazer
o mal
e
a
ca-
ramunha,
esquecendo-se
de
que
está
des
truindo
com
uma
mão
o
que
quer
edi
ficar
com
a
outra.
A
discussão,
que
tem
sido
renhida
e
lenta,
tem dado
logar
a
dizerem-se
verdades
como
punhos
da
par
le
dos numerosos
alhletas
catholicos,
que,
em
brilhantíssimos
discursos, leem
descar
regado
golpes
fulminantes
sobre
a
insen
satez
e
iniquidade
de
Bismark
e
seus
sa-
tellites.
E
o
certo
é
que,
embora
o
pro
jecto
passe,
porque
não
ha
iniquidade,
qne
deixe
de
ler
a sancção
da
satanica
e
insensata
política do
liberalismo,
não te
rá,
todavia,
força de
lei,
sem
soffrer
con
sideráveis
emendas
e
delongas,
porque
os
deputados
catholicos,
com
argumentação
cerrada,
mas
firme
e vigorosa,
leem
de
monstrado
invencivelmente
que
não
era
o
direito
da
força,
da violência,
da
intole
rância
e
do
despotismo
o
meio
a
em
pregar
para
debellar
o
socialismo,
mas
sim
a
ausência
da
causa que o
originou
e
fomentou,
que
foi
a
perseguição
movi
da
ao
catholicismo
peio
Nero moderno.
Tencionamos,
se
o
espaço
do
jornal
no!
o
permiltir, dar na
integra,
ou pelo
menos
em
parle,
aos
nossos
leitores,
al
guns d
’
esses
discursos,
d
’
onde
projectam
torrentes de
luz
sobre
a
iniquidade
das
disposições
draconianas
do
snr.
de
Bis
mark .
—
Na
França as camaras
vão
nova
mente
reunir-se,
e
a exposição
vae
findar.
Será
o
termo
dTimas
tregoas,
durante
A
imprensa
libertina oo
revolucionaria
de
todos
os
matizes
inventou ha
pouco
uma
calumnia
atroz, contra
Sua
Santidade
Leã<>
XIII.
Saiu-se
d
’
esta vez
com
a
men
tira
inqualificável
de
qoe o
Papa
mandara
organisar
caçadas
nas
dependencias
do
Vaticano,
ordenando que
se
interrompes
sem
os
trabalhos
todos,
incluindo
os
das
Sagradas Congregações,
e
que cessassem
as
audiências,
para
que
todos,
desde
o
Papa
até
o
ultimo
empregado
da
Santa
Sé,
se
entregassem
aos divertimentos
da
caça
e
á
folga.
O
leitor,
ao
ouvir
isto,
julgará
talvez
que,
se nao
mentimos,
pelo
menos
exag-
geramos
demais
o
facto.
Mas
nós
lhe
pro
vamos
que
ainda
podíamos
dizer
mais
sem
fallar
á
verdade.
Para isso
vamos
transcrever,
pedindo
perdão
aos
nossos
leitores,
um
artigo
da
«Capilale»,
intitulado
Ferias
no
Vaticano:
«N
’
esse
palacio
esplendido,
onde
se
quer
fazer
crer
aos_
imbecis que o que
faz
as
vezes
de
Deus
está
prisioneiro,
expenmen-
ta-se
lambem
a
influencia
do
clima,
e
os
que
alli
vivem
sentem-se
impellidos
a
go-
sar
d
’esse
dolce
far niente
que
conslitue
em
grande
parte
o
caracter
italiano.
Leão
Xlll,
o
grande
Lama
do
catho-
licisnio
em
decadência,
decretou que se
suspendessem
as
audiências,
mesmo
as
das repartições ecclesiasticas,
durante
lodo
o
mez
d
’outubro.
Todos
os
adeptos
do
sagrado
estabelecimento
deram-se
pois á
boa
vma n
’este
mez
consagrado
ao
deus
Bacho,
e
quem
sabe se
alguma
noite,
ao
atravessarmos
a
praça
de
S.
Pedro,
o
magesloso
silencio que
reina
alli,
será
perturbado peias
harmonias
e
compassos
d
’
uma
walsa
ou
d
’uma
polka?.......
Serão
os
prisioneiros
a
dançar,
a
cantar,
a
rir
e
a
saltar
nas
barbas
dos
imbecis
que
mandam
o
Dinheiro
de
S.
Pedro, e
nas
barbas
do
governo
que
não
põe
cobro
a
esta
desaforada
chalaça»!
Os
orgãos
coripheus
do
poder
das
tre-
vas,
apregoaram
n
’este
tom
a
infame
ca-
lumnia, e
os
miseráveis discípulos
gague
jaram
soffrtvelmente
a
linguagem
desbra
gada
dos
sectários
da
inaxima
atlribuida
ao
palriarcha
de
Ferney:
Mentons,
men-
tons
toujours;
loujours
il restera
quelque
chose.
O
jornal
a
«llalie»
chegou
a es
crever
um
outro
artigo
a
que
deu
o
nome
de:
Caçadas
de
Leao Xlll
nos
jardins do
Vaticano. Mas
não
haveria
nada
a
que
se
tivessem
agarrado
para
forjar
esla
ca
lumnia
?
Foi
o
caso:
Leão
XIII
foi
dar
um
passeio
aos
jar
dins
do
Vaticano;
alli
encontrou
um
instru
mento
particular
de
caça
em
mau
estado.
Disseram-lhe
qoe
era
d’um
pobre
chefe
de
famiíia
que
d
’
elle
fazia uso
para
sua
subsistência.
Sua
Santidade
ordenou
então
que,
depois de
concertado
o instrumento,
o
caçador
continuasse na
sua
profissão,
com a
clausula de que
uma
parte
do
pro-
duclo
da
caça
fosse
distribuída
pelos
po
bres.
Nada
mais
e nda
menos.
As
Sagradas
Congregações
nunca
in
terrompem
os
seus trabalhos
senão
no dia
2
d
’
outubro
e
11
de
novembro:
e
o
Papa
trabalha
incessantemente
e
só
descança
variando
as
suas occupações, isto
é,
dan
do
audiências
lodos
os
dias.
Na
manhã
do
dia
8
do
corrente
ti
vera
a
consolação
de
o
ver
grande
numero
de
fieis.
Um dia
d
’
estes
deu
audiência
a
mais
de
400
pessoas,
em cujo
numero
estavam
muitos
orienlaes,
o
cônsul
francez
de
Tu-
riu
e
sua
família.
Graças
a uma
visível
assistência
da
Divindade,
Leão
Xlll,
que
parecia
ao
principio
esmorecer sob
o
pezo
do
seu
ministério
universal,
tem
adquirido
novas
forças
e
energia
para
um
trabalho
inces
sante,
forças
e
energia
que
tem
communi
cado
a
todos
quantos cooperam
com elle
ao
governo
da Egreja
Universal.
Além
das
audiências
já
mencionadas,
o
Papa
tem
concedido
muitas
outras
neste
mesmo
a.ez
d’outubro.
Recebeu
em
audiência
particular
Mgr.
Scbiaflim,
a
quem
ha
pouco preconisara
bispo
de
Niza
in
parlibus.
O
novo
prelado
de
Niza
é
um
infati
gável
apostolo,
a quem
Leão
XIII
consa
grava
a
mais
profunda
amisade
pelo
seu
zelo
incançavel
na
salvação
das
almas.
Recebeu
também
em au.iencia parti
cular
o
abbade
Pielro
Balan,
cujo
nome
é
illuslre
em
toda
a
Italia,
assim
pelas
polemicas
que
sustentou
na
imprensa
re
ligiosa,
como
por
seus
valiosos trabalhos
d
’
erudição.
Apresentou
a
Leão
XHÍ
o
primeiro
volume
da
sua
Historia
de
Italia: e
Leão
as
quaes
aliás
os
inimigos
da Egreja e
da
sociedade,
não
tiveram
descanso.
Des
de
que
ha mezes
predominou
alli o
ele
mento
radical,
a França
tem
caminhado
a
passos
agigantados
para
um
ahysmo.
As
scenas
d
’odio
religioso
que
tem
lido
logar
nos vários
departamentos
de
França,
são
hoririveis.
Tem-se
visto
os
prefeitos,
sub-pre-
feitos,
maires
e
adjunctos
expulsar
frades
e
freiras
das
suas
escolas;
contra
a
re
ligião
leem
sido
pronunciados
em
immen-
sos
auditórios os mais
infames
discursos;
os
artigos
dos
periódicos
refinam
no odio
e
na
raiva;
as mais
ignominiosas
cari
caturas
levantam
os
odios
populares
con
tra
o
que ha
de
mais
respeitável
e
de
mais
sagrado;
e
na
maioria
dos
casos
o
governo
deixa
fazer,
quando
não
tem
acir
rado
directamente.
A
sociedade
não
é
defendida pelos
que
tem
a seu
cargo essa missão,
e
a
Fran
ça
apresenta
um
aspecto
que
lhe pro
gnostica
uma
Revolução
tremenda.
Gambetta
envida
exforços
titânicos
por
se
conservar
á
testa
do
movimento
revo
lucionário: e para se
conservar
seu
che
fe,
lança
em
pasto
aos esfomeados
que
o
perseguem
o
padre,
o
frade,
a
freira,
a
Religião,
como acabou
de
mostrar
no
dis
curso
pronunciado
em
Grenobie.
Entretanto
Mac-Mahon
vae
para
onde
o
levam
como
quem
não
sabe
o
que
ha
de fazer,
nem
de
que
freguezia,
e
ao
mesmo tempo
se
vê
obrigado
a
resler,
espera
impassível
e
tranqnillo
que
chígue
o
momento
de
dar
ao
diabo
as
redeas
do
mando.
—
Da Italia
sabemos
que
vão
celebrar-
se
numerosos
congressos
catholicos
em
muitos
pontos, como em
Veneza,
Lom-
bardia,
Piemonte,
Liguria
e
outros.
O
mo
vimento
catholico
vae
se
accentuando
alli
cada
vez
mais
e
deixa
entrever
boas
es
peranças
no futuro
O
arcebispo
de
Nápoles,
a
quem
o
go
verno
recusou
o
exequalur
e
os
rendi
mentos
que
lhe eram devidos,
foi rece
bido triumphantemente
na
sua cidade
epis
copal;
o
arcebispo
de
Chieti,
a
quem
se
pretende contestar a sm
qualidade
de
bispo,
é
objecto
da
veneração
dos
seus
diocesanos;
o
novo
bispo
de
fnrèe,
Mgr.
Riccardi,
foi
recebido
em
triumpho
pelo
seu
povo;
Mr.
Rolleili,
o
novo
bispo
de
Montefiascone,
foi
recebido
com
festas
não
só
pela
população,
mas
até
pelas
próprias
auctoridades,
que
estão
de
perfeita
har
monia
com
elle,
de
sorte
que
o
governo
se
viu
obrigado
a conceder-lhe
o
exequa-
lur.
Terminaremos
com
uma
observação.
Tem-se
escriplo
que
Leão
Xlll,
na
sua
carta
ao
cardeal
Nina
se
mostrara
de
espirito
benigno
para
com todos
os
paizes,
mesmo
os
mais hostis
á
Egreja,
e
que mostrava
reservar
seus
rigores
pa
ra
com
a
Italia;
isso,
porém
é esquecer
qne
ha na
Italia
duas
Italias,
uma
pro
priamente
catholica,
outra
revolucionaria;
Leão
XIII
é
severo
para
com
esla,
do
mesmo
modo
que
o
é
para
toda
a
Re
volução,
mas
com
o
fim
de defender
os
direitos
da primeira,
que é
e
será
sempre
a
verdadeira
Iialia,
e
que
comprehende
a
maioria
da
população.
A &
ô
li
&
X
A
AOS
NOSSOS
ASSIGNANTES
Rogamos
aos nossos
assi-
gnantss
qua
estão em debito
para
com a
administração de
este
jornal que se dignem sa
tisfazer,
como lhes cumpre, a
importância
das
suas assigna
turas.
Dirigimo nos ainda com
mais
instancia
a alguns
snrs.
que
se
tornam
vergonhosamen
te
notáveis
por serem remis
sos
em
demazia no cumprimen
to
d’este dever. A estes últi
mos
teremos, pelo
menos, de
lhes
suspender a remessa
da
folha
no fim
do anno corrente,
se
antes
não mandarem satis
fazer.
Tfeeatro.
—
Dizem-nos
que
a
direcção
do theatro
de S.
Geraldo
tracta
de
con
trariar
uma
companhia
de
zarzuella
pa
ra
{dar
alguns
espectaculos
durante
o inver-
'
no, n
’
esle
theatro.
H-ssyitai.
—
Amanhã
verifica
se
em
I
Villa
Nova
de
Famaiicão
a
abertura
do novo
■
hospital.
Procede
a abertura
do
hospital
a
ben-
ção
e
a
transferencia
dos doentes,
que
estiverem
no
hospital
provisorio.
Na
capellinha
da
Lapa,
fronteira
ao
novo
estabelecimento,
haverá
missa
so
lemne
e de
tarde
Te-Deum
seguindo-se
uma
procissão
apparatosa.
Orará
n
’
estqt
festividade
o
snr.
abba
de
de
Requião,
prégador
notabilíssimo.
Chegada.—
Está
entre nós
o
ex.
mo
snr.
Bartholomeu
José
de Paiva, distin-
cto
ollicial
do
nosso exercita, e
cunhado
do
a
iministrador
d
’esta
folha,
o
snr. Aguiar.
Sua
exc.a
chegou
a
Lisboa,
vindo
de
Loanda,
onde
estivera
para
cima
de
vinte
annos.
Vae-se
restabelecendo
sensivelmente
dos
grandes
incommodos
que
o
obrigaram
a
voltar
á
patria.
Damos-lhe
os
nossos
parabéns.
Kpopei». —
h
Empresa
Editora d
’
Obras
Classicas
e Illuslradas,
vai
reproduzir
uma
epopeia
rara,—
o
«Theatro
da
Maior Fa
çanha
e
Gloria Portugueza»
,
de
Diogo
Ferreira Figueiroa.
Consta de seis
cantos
em
oitavarima,
formando
um volume
em
4°, e
vai
ser
agora reproduzido
em
edi
ção
imitativa.
Será
prefaciada
pelo
nosso
amgo,
o
sabio
dr.
Pereira-Caldas,
um
dos
nossos
mais
eruditos
bibliophilos.
Preço
por
assignalura 400
reis,
e
avul
so
500
reis
Os
pedidos
devem
ser
dirigi
dos
ao
snr.
José
Antonio
Caslanheira,
gerente
da
empresa—
Porto.
Faferiea
de
papel
tóe
ÍKsaíãea.
—
No
dia
27
do
corrente
voltam
á
praça
pela
segunda
vez o
editieio
e
mais
depen
dências
da
magnifica Fabrica de Papel
de
Ruães.
A
arrematação,
que
foi
requerida
pe
lo
snr.
visconde
de
Fragosella,
far-se-ha
n
’
esta
cidade.
ftívroB
®
iisips-en.voM.
—
Continuámos
a
ennnmerar
as
publicações
que
temos
recebido:
—
Revista
de
direito
administrativo
(Publicação
mensal).
Redige
esta
ulil
revista,
que
tem
a
collaboração
de abalisa los
jurisconsultos,
o
snr.
dr.
José Caetano
Prelo
Pacheco,
advogado
nos
auditórios
do
Porto.
Publica
uma
desenvolvida
secção
dou
trinal,
utna
outra
de
jurisprudência
e o
fase.
7
da
legislação
administrativa.
—
Jornal
das
Damas
—
Proprietário
J.
J.
Bordallo
—Redactor
Barbosa
Nogueira.
Recebemos
o n.°
142 d’esta
revista
de modas, que
contém
a
descripção
das
ultimas
modas.
Acompanha-a
uma estampa
colorida
e
uma
folha
de debuxos e
moldes.
—
O Universo
Illuslrado,
—
semanario
de
instrucção
e
recreio.
Publicou-se
o
fascículo
9,
correspon
dente
a
setembro.
Comprehende 5 folhas
de
oito
paginas
de
variada leitura,
ador
nadas
com
dez
excellentes
gravuras.,
—
Diccionario
Popular,
historico,
geo-
graphico,
mythologico,
etc.
Publicaram-se
os
fascículos 111
e
112
d
’
este
diccionario,
editado
pela
empresa
Bibliotheca
dos
Dois
Mundos.
Mesiitsísção
em
grande,
--Ha
pouco
tempo
um
ptdre
catholico
de
New York
foi
incumbido
por
um
seu
penitente
de
fazer
uma
restituição
da
mais
de
quinhentos
contos
de
reis;
e
assim
o
executou
immediatamente,
imagine-se
com
que
admiração
da
gente
protestante
e
li
vre-pensadora
d
’
aquelie
paiz
(Vej.
a
«Uni-
lá
Cattoliea».
de
12
de
outubro).
Se
os
nossos commercieiros,
positivistas
e
maca
queiros
sabem
d
’
isto,
o que
dirão
no
seu
interior?
porque exteriormente,
calluda!
E
’
dos
livros,—
são
/avns
contadas.
A
flth®
de
Alexandre
íhmas.
—
Falleceu
in
osculo
Domini
a
filha
de
Alexandre
Dumas,
notável
escnptora
e
pintora.
Havia
entrado
na religião
catholiç
a
ha
já
alguns
annos.
Febre
aaiarrell»
—
São
ainda
hor
ríveis
os
quatros
que
os jornaes
america
nos
pintam
do
teírive!
íiigeilo.
Nos
ar
redores
de
Hickeuam
vêmn-sa
brilhar
á
noite
a
cala
instante
fogueiras
de alca
trão,
ouvem-se
de
dia a
cada
instante
ti
ros
de
peça.
Em
Granada
os
combojrps de cami
nho de
ferro
passam
a
todo
o
vapor,
e
o
aspecto
da
cidade
é
horrível:
as
ruas
desertas,
e
na
cemiterio,
cheio,
uma
fo
gueira
a
arder,
de
dia
para
purificar
o
ar,
de
noite
para
allumiar
os coveiros.
Em Memphis
os coveiros,
se
não
mor
rerem,
ficam
millionarios.
O
preço
de
cada
enterro, pago
pelo
governo
quando
as
famílias
não
podem
pagar,
é
uma li
bra;
ha
coveiro
que
ganha
por
dia
75
libras.
Wova
expedição
inglena.—
No
dia
14
de
novembro deve
sahir
de
Londres
para
a
África
uma
nova
expedição ingle
za,
que
vae
explorar
o
lago
Nyassa.
E’
commandada
pelo
snr.
Johnston,
e
leva
como
iramediato
um
geologo distincto,
Mr.
Thompson,
que
vae
estudar
o
paiz
entre
a
costa oriental
e
o
lago Nyassa
debaixo
do
ponto
de
vista
geologico.
Vocaçõ®»
ecctesi
aetieas.—
Parece
que
se
vae
sentindo
em
França,
ainda
que
não
mais talvez
do
que
em
Portugal,
uma
grande
falta
de vocações
para
o
es
tado
ecclesiastico.
Um illustre
bispo
d’
aquelle
paiz
de
clarou
ha
pouco
haver
encontrado
o
meio
de
as
suscitar
na
sua
diocese.
Consiste
esso
meio
em
ser
generoso
e
nada mesquinho
com as
Ordens
religio
sas,
não negando
licença
a
nenhum
dos
seus
padres—ainda
dos
qne mais
falta
lhe
façam
—
para
entrar
em
qualquer congre
gação
regular
on
nos
seminários
de
mis
sões.
Declarou
além
d’
isso
o
venerando bis
po
que a principio
foi
-de
opinião
contra
ria;
mas
que
agora
a
experiencia
o
tem
amestrado;
que não ha
semente
mais
fe
cunda
de
vocações
ecclesiasticas do que
a
realisação
n
’
uma
diocese
de
vocações
religiosas; que
Deus
lhe
tem enviado
dous
e
tres
padres,
não
raras
vezes,
por
cada
um
que
cede
aos iazaristas.
franciscanos,
jesuítas
etc.
Peio
que.
e
por
outras
ra
zões
de
consciência, está resolvido
a
já
mais
negar
stta
licença
e
beneplácito a
todo e
qualquer
ordinando
ou
sacerdote
da
sua diocese,
que
se
queira
dedicar
á
vida
mais
perfeita
seguindo
os
conselhos
evangélicos.
Deus
Nosso
Senhor
é
generoso
com
os
generosos,
e
nunca
se
deixa
vencer em
generosidade.
Nas
próprias
Ordens
religiosas
tem-se
feito
a
mesma
experiencia:
quanto mais
ellas
são
generosas
em
sacrificar
os
seus
membros
em
missões
espinhosas
ou
óiíTi-
ceis,
e
até
mortíferas,
mais
crescem
as
vocações
e
se
augmenta
o numero
de
seus
filhos.
E
’
um
mysterio
para
a
gente
do
mundo,
mas
mysterio
que
se
deixa
comprehender
pelos
homens
de fé.
«Dae,
e
recebereis:—
Date
et
dabitur
vobis».
—
<«
E>).
ttaterilidadeg.
—
Não
só
o
mar
tem
sido
avaro
este anno, deixando
de
ala
gar
as
praias
com
as
riquezas
que
encer
ra
na
grande variedade
dos
seus
peixes
e
deixando
na
mais
dura
penúria
os
que
exploram
seus
produclos;
mas
também
nos fructos
da
terra
se nota
esterilidade
crescente,
que
d
’
anno
para
anno
tanto
mais
sensível se
vae
tornando,
enthisi-
cando
as
fontes da
riqueza publica d’
um
modo
assustador.
Este
anno
foi limitadíssima
a
colheita
do
vinho,
.como
é
sabido,
sendo geraes
o> queixumes;
a
do
milho
foi
pouco
mais
que
mediana;
as
fructas
foram
geralmen
te
poucas
e
estas
de
má
qualidade;
não
appareceram
no
mercado
peras
perfeitas
e
sazonadas,
nem
pecegos
e
ou
ros
fru
ctos
de
caroço
e
apenas
apparecem
ma
çãs,
mas
lambem
em
pequena
quantidade
e
por
conseguinte
por
preço
elevado.
A
colheita
do
azeite
será
lambem limitadís
sima,
pois
que
olivedos
ha,
que
se
acham
plenamente
despojados
de
fructo,
achan
do-se
como
qne se tivessem sido
já
va
rejados!
Vê-se
em
tudo
a
penúria
e
a
esteri
lidade,
que
substituíram
a
abundaacia
d
’e-
ras
mais
felizes
e
qne
hoje
se
recordam
com saudade e com assombro,
ao
fazer-
se
o
confronto
entre
a profusão
dos
fru
ctos
com
que
a
natureza
fertiiisava
òulr
’
ora
o
espaço
que occupamos, levando
a
con
solação
e
a
alegria
a
todos
os
lares,
e
a
penúria
do presente,
em
que
tudo
pa
rece vergar ao peso
dos
anathemas
e
mal
dições
de
Deus!
E’
triste
e
desgraçada
a
epoca
que atravessamos.
O
Senhor
se
compadeça
da
infeliz
humanidade.
—
(«Cam
peão
das
Províncias»;.
A,
jcroj»asíii<»
<?e
«Saraixí» e
Caí-
íslhso».
—
Lêmos
no
«Apostolo»;
«O
livro
do
illuslrado prosador
e
poe
ta
portuguez,
não
é
só
um
reposilorio
do
que
ha
de
anais
bello
e
precioso
nas
tradições
do
velho
Portuga),
é
lambem
um
compendio
da
língua
de
Camões,
da
sã
litteratura
e da
verdadeira
política.
Como
em
um espelho,
vê-se
no
livro refhctir
o
caracter
altivo
e
nobilíssimo
do
seu
auctor.
O
eslylo
é
o
homem.
A
correspondência
trocada
entre o
snr.
Visconde
de
Castilho
e
o snr. Ri
beiro
Saraiva,
está prenhe
de lições sobre
a
lingua,
a
litteratura
e
a
política
da
epoca.
Ahi
falla-se
com
franqueza,
sem
subterfúgios;
a
verdade
brilha
em
todo
o
seu
esplendor.
Castilho
photographa-se
nas
suas
cartas
e
outro
tanto
faz
o
snr.
Saraiva,
que n’
ellas
dá
nos
até
promeno-
res
da
sua
vida intima.
Não
é
um
livro
escripto
a
esmo
e
atirado
aos
ventos
de
um
dia,
não;
é
um livro
destinado
a
ser
lido
e
consul
tado
no
futuro.
Ha n
’elle revelações
tre
mendas
sob
o
ponto
de
vista
político,
que
a
historia
ha-de
tomar
na
considera
ção
devida.
Não
queremos
encaral-o
sob este
as
pecto.
Pensamos
que
sobre
o
reinado
de
D.
Pedro
I
do
Brazil,
ha
no
livro
do
il-
histre
snr.
Saraiva
paginas irrespondiveis,
paginas
horrorosas.
Peza-nos
o
dizermos,
como
brazileiros que
somos,
mas
a
ver
dade
irapôe-se;
é
como
o
sol
que
rompe
os
nevoeiros
e
illumina
as
montanhas
e
os
valles.
Os
que
duvidarem
do nosso
asserto,
leiam
attentamente
o
livro
«Sa
raiva
e
Castilho»,
sem
prevenção
e
só
mente
com
o
fim
de achar a
incógnita.
O
argumento
(que
já
ouvi)
de
que
o
illustre
snr.
Saraiva
exagera,
porque é
in
transigente
com
os
seus
princípios
e
re
trogrado,
prova
de
mais
e
por
isso
na
da
prova. Outro
tanto
póde-se
dizer
dos
que
o
refutam
por
negação,
sem
desce
rem
á
analyse
dos
factos.
Para
nós,
áparte
a nossa
humildade
litteraria
e
política,
é
fó
a
de
questão
que
o
livro
de
que
tratamos
é
um
sub
sidio
importantíssimo
para
a
historia
de
Portugal
e
do
Brazil.
Oxalá
continue
o
seu
illuslrado auctor
a mimosear
aos
dois povos
irmãos
com
os fructos
do
seu
estudo,
da
sua
experiencia
e
do
seu
ta
lento
brilhante,
fecundo
e
investigador».
Cólera.
—
Consta
que
se
declarou
a
cólera
em
Mellila,
Hespanha.
Tornam-se
as
maiores
precauções.
Assaêsainír».
—
Foi
assassinada
no Rio
de Janeiro a
pianista
portugueza
snr.a D.
Maria
Sanches
Mello
de
Queiroz. O
crime
é
attribuido
a
uma
sua
escrava
que já
está
presa.
Parece
que
esta
assassinára a
ama
para
lhe
roubar
as
joias,
que,
se
gundo
constava,
eram
de valor e
náo
foram
encontradas
See?ea
n:>
Ceará.—
No
Ceará
conti
nua o
teirivel
flagello
da
secca.
Houve
algumas
chuvas
no sertão,
mas
cessaram
repentinamente,
perdendo-se
assim
a
ulti
ma
esperança
de
melhorar
de
estado
tio
anno
presente.
Já
sobem
á
cifra
de
reis
6.214:498^642
as
somrnas
levantadas
nos
últimos
cinco
mezes
para
soceorrer
os
desgraçados
cearenses,
não
se
fallando
nos generos
que
são
remeilidos
polo
go
verno
e
nas
despesas
não
processadas,
que
montam
a
mais de
dois
mi! contos.
O
obituário
na
capital
tem
diminuído;
en
tretanto,
no
mez passado,
ainda morreram
2:273
pessoas.
Entrada
solemne.
—
No
dia
10
de!
outubro
fez
a
sua
entrada
em Rennes
(França)
o
novo
arcebispo
Monsenhor
Pia-
ce.
A
recepção
foi
brilhantíssima.
Espe
ravam
a s.
exc.
a
rev.
‘
ni
o
general
de
la
Mariense,
commandante
do
corpo
d
’
exer
cito
alli estacionado,
á
frente
do
mesmo,
que
prestou
ao
Prelado
as
honras
devi
das
á
sua elevada
posição.
S.
exc.a tomou
as
vestes
pontificaes
e
foi
acompanhado
de
seu
cabido
e
de
mais
de
700
presby-
leros.
Um
arco
triumphal
estava armado
dian
te
da
Egreja
cathedral;
ahi
se
achavam
entrelaçadas
as armas
de
S. Santidade
Leão
X1H
com as do novo
arcebispo;
as
da
França
com
as
da
Bretanha.
A alegria
dos
habitantes da
cidade,
onde
os
reis
de
França
costumavam
re
ceber
a
unção
sagrada,
foi mdescriptivel.
<9
eardeal
Sina,—
S.
etn.
ma
o
car
deal
Nina,
secretario
de estado
do
Sobe
rano Pontífice,
é
respeitado
como
um
dos
mais
sábios
e
mais eruditos
canonistas
e
theologos
de
Roma.
Pio
IX,
de gloriosa
memória,
leve-o
sempre
em
grande
conta
e tendo-o
encarregado
de
muitas
e
rae-
-lindrosas
commissões,
por
fim o nomeou
membro
da
commissão
preparatória
do
concilio.
A
divisa do
cardeal
Nina
é:
—Forliter,
suaviter
el
perseveranler.
Forliter
in
re
—quer
dizer: resistência
completa
no
que
toca
á
doutrina.
Suaviter
in
modo--
isto
é:
maneiras
de
licadas
no
tratamento
de
toda a ciasse
de
adversários.
Perseveranler-
— isto
é;
andando
sempre
pausadamente para
não
se
ver
obrigado
a
parar
para
descançar,
e
não deixar
de
caminhar
até
se
obter
o
triumpho
comple
to
do
catholicismo.
Devia
ser esta
a
devisa
de todos os
catholicos.
iKovisnento
do
Hospital
de
S.
viareos.
—
Doentes
existentes
em
13 de
outubro: 81 homens
e
114
mulheres.
Entraram
durante a
semana finda:
9
homens
e
11
mulheres.
Sahiram:
31
homens
e
21
mulheres.
Falleceram:
2
homens
e
3
mulheres.
Ficaram
em tratamento em
19
de
outu
bro
57
homens
e
101
mulheres.
KSesappareeimento
do
apoítata
pndre Antonio Ferreira
de
IfEi-
raml.v
e
companheira.—
No dia
2
do
corrente mez
de
outubro,
muito
de ma
drugada,
sem
precedencia
de
despedida,
nem
presenlimento
algum na
visinhança,
de que
podesse
resultar
suspeita,
desap-
pareceu de
sua quinta
de
Algés
o
após
tata
e
excommungado
padre
Antonio
Fer
reira
de Miranda
e
juntamente
a
compa
nheira.
Não
se sabe
para
onde
se
retirou;
o
que
parece
até
ignorar
o
mesmo
caseiro
ou
feitor,
que
tem
na
quinta.
Eis
o
facto,
segundo
referem
os
visi-
nhos.
Explica-se.
A
pena
mais
grave,
de
que
póde lançar
mão
a
Egreja
contra
seus
filhos
rebeldes—
a excommunhão
vilanda,
pesava
sobre
elle:
todas
as
relações
so-
ciaes
lhe
foram
vedadas;
todas
as
portas
lhe
foram
fechadas;
um
simples
cumpri
mento
na
rua,
na
estrada,
não era
per-
miltido
;
nem
ainda
a
singela
saudação
tanto
em
uso.
N
’estas
pungentes circumstancias
o
in
feliz
apóstata,
degradado
no
meio
da
so
ciedade, aitendendo,
talvez,
ás
vozes
da
consciência,
viu-se
como
abysmado
sob
o
pezo
da
excommunhão
vitanda,
e
prefe
riu
retirar-se,
como
póde
presumir-se,
para
onde
nem
elle
nem
a
companheira
fossem
conhecidos.
E
parece
que
não
tem
tenção
de
vol
tar, porque, segundo se
diz,
arrendára
as
casas,
ou
parte
d
’
ellas,
onde
vivia.
Vê-se
portanto,
que
o
apóstata se
ma
nifesta
acabrunhado
sob
a
pena,
que
lhe
foi
imposta,
o
que
póde
dar
alguma
es
perança
ácerca
de
sua
conversão
á Reli
gião
verdadeira,
que tão escandalosamen
te
abandonara.
Deus
o
permitta;
seja
accessivel
ás
inspirações
divinas,
como
já
o
foi por
meado
do
século
16
um outro padre
portuguez, altamente
collocado,
porque
era
provincial
da
companhia
de
Jesus
no
Japão,
e
administrador
d
’
aqueile
Bispado
—o
Padre
Ferreira.
Depois
de
apostasiar,
de trocar
o nome,
que
tinha,
por
outro
japonez—
Ydo
Tsua,
e
de
se
casar
com
uma
viuva
rica,
seguindo
o
rito
japonez,
dezenove
annos decorreram,
bem
fartos
de
remorsos,
e
de
miséria,
a que
se
viu
reduzido,
esmolando
para
ir
vivendo.
Assim
a
graça
de
Deus o
tocou
efii-
canlemente,
converteu-se;
e
elle
que
tan
tos
annos
antes
não
linha
podido
sup-
portar
tres
horas de
manyrio
tormento
so,
agora
tão
velho,
que
não
poude
ca
minhar
a
pé
para
o
logar
do
supplicio,
soffreu-o
p
r
tres
dias
contínuos
no
meio
dos
quaes
expirou para
subir
á
mansão
da
gloria
eterna.
Eis
aqui
temos
um
exemplo,
não
úni
co
na
historia
ecclesiastica
portugueza,
o
qual
offerecemos
ao
padre
Antonio
Fer
reira
de
Miranda.
Embora
a
postaeia,
embora
a
heresia
que
abraçou,
embora
a
excommunhão,
o
padre
Antonio
Ferreira
de
Miranda,
co
mo
o padre
Ferreira
no
Japão, não
está
fóra
da
acção
da
graça
de
Deus.
Espe
re,
confie,
e
póde
ainda,
como
o
seu
col
lega
do
Japão, dar
grande
gloria
a
Egre
ja, e
mais
ainda
a
Deus,
voltando
a
seus
braços, dos
quaes tão ingratamente
se
desprendera.
Largue,
calque aos
pés essa herezia
hypocrita,
que
não
tem
servido,
nem
ser
ve
senão
para
desmoralisar
e
destruir.
Attenda
bem
ao
que
se
está
passando
na
Inglaterra, onde uma grande
parte
do
clero
Catholico,
ainda
ha
poucos
annos
era
protestante: desenganou-se
do
que
valia
essa
chamada religião, ou
reforma,
e
sa
cudiu-a
para
entrar
na
verdadeira
Egreja,
que
por
tantos
sectros
fóra
seguida
ad.-
uiravelmeote
pelos
seus antepassados.
—
I
Familia/.
©asísmíseír®
enorme.
—■
O
casta
nheiro
gigantesco
do
Monte
Etna tern
4:900
annos
pelo
menos
e 50
metros
de
cii
cumfereneia.
No
interior
do
tronco,
exeavado
pelo
tempo,
construiu-se
uma
choupana,
qus
serve
de
habitação
a
um
pastor
e
de
curral
a
um rebanho.
Foi
n
’elle
que Lamartine
se
inspirou,
quando,
na
Flor
d'Aliza,
agrupou
uma
fa
mília
de
camponios
italianos
em
redor
de
um
castanheiro
hereditário,
que
sustenta
e
abriga
o
avô
e
os
netos.
Exploração
africano.—
Consta
ao
«Times»
que
morreu
o
tenente
francez
Sémélé,
commandante
da
expedição
fran-
ceza
que
devia
atravessar
a
África.
Sémé-
lé
saiu
de
Lisboa
em abril
ou
maio d’
es-
te
anno,
demorou-se
algum
tempo
em
S.
Luiz
do Senegal,
depois
dirigiu-se
pa
ra
a cidade
de Boni
no
delta
de Níger.
No
dia
29
de
julho
embarcou,
subin
do o
Niger,
e
não
houve
mais noticias
da
expedição
até
que
chegou
agora
a
no
ticia
da morte
do
seu
intrépido
comman
dante.
SECÇÃO
D£
COMMUMKABOS
Snr.
redaclor.
Um homem
entrega um
de
posito,
de
que elle
só
linha
o
segredo;
esta
acção
lhe
faz
honra,
e
lh’
a
deve
fazer; jul
ga-se
que,
o
que
não
faz
mal,
em
certas
circumslancias
é
capaz
de
fazer
o
bem;
em
um
acto simples
de
probida
de é a
virtude
que
se louva.
D
uclos
.
Tive a infelicidade
de
perder
no
dia
12
do
corrente,
em
Villa
do
Conde,
a
quantia
de
120^500
rs.
que
trazia
em
uma
sacca, quantia
esta
que moita
falta
me
fazia, porque sou
pouco
favorecido
da
fortuna.
Quiz
porém,
a
minha
boa
estrella
que
o
meu lhesouro
fosse
encontrado
pelo illrn.
0
snr.
Domingos
Alves
d
’
Almeida,
da
fre
guezia
de
Rendufe,
comarca
de
Amares,
e,
emquanto
eu
annunciava
a
perda
d
’
a-
quella
quantia,
annunciava
ao
mesmo
tem
po
aquelle
snr.
o tel-a
achado.
Dirigi-me
a
Amares e recebi o
meu
thesouro.
Acceite,
pois, o
illm.
’ snr.
Almeida
os
meus
sinceros
agradecimentos, e
pe
ço-lhe
que
transmitta
ao
seu
amigo
o
snr.
Giestas
o
meu
reconhecimento
pelos
serviços
que
por essa
occasião
me
pres
tou.
Publicando-me
estas
linhas,
snr. re
dactor,
não
só
me
obrigará,
mas
dará
aos
meus
conterrâneos
uma
prova
de
que,
não
obstante
a
corrupção
da
época,
ainda
se
encontram homens
honrados.
Sou
de
v.
etc.
Gemunde,
concelho
da
Maia,
22
de
outu
bro
de
1878.
(2066)
Joaquim
Francisco
da
Silva.
TELEGRAMMAS.
Roma
22
—
Estão
quasi terminadas
as
consultas
com
os
governos respeclivos
para
a
substituição
dos
núncios
em
L sboa.
Pa
ris
e Madrid.
O
Papa
communicará
em
breve
confidencialmente
a
esses
governos
a
escolha
dos
núncios.
Sua
Santidade
vae
dirigir
um
Breve
aos
bispos
de
Hespanha,
ácerca das
de
monstrações
qne
lhe
deram,
animando-os
para
que
promovam
novas peregrinações.
Londres
23
—Dizem
de
Bombaim
que
se manifestaram as
febres
entre as
tropas
que
se
acham
na
fronteira.
E’
-Ihes
diílicil
avançar.
Um
telegramma
de
Constantinopla an-
nuncia
que
esfriaram
as
relações
entre
os
russos
e
turcos.
Nota-se
grande
movimento
nas
tropas
russas
nos
Balkans.
Straiord
pronunciou
um
discurso em
AVoolwechampton.
Disse
que não
podia
affirmar
que
não
tenhamos novamente
guerra.
A
questão
é saber
se
os
accor-
dos
do
tratado
de
Berlim
serão
cumpri
dos.
E
’
impossível
desconhecer
que se
le
vantam
difliculdades
contra
a
execução de
certas
clausulas.
Madrid
23
—
Em
resultado
das
energi
cas
reclamações
de Hespanha,
as
aucto
ridades
de
Marrocos
castigaram
severa
mente
no
dia
21,
em
presença
do cônsul
hespanhol,
os
guardas
encarregados
da
fis-
calisação
do
lazareto,
d>a
em
que
foi
assas
sinado
o
snr.
Liano.
Bombaim
23—Assegura-se
que
a
mar
cha sobre
Caboul
foi adiada
para
o
pro
ximo
mez
afim
de
que
as
forças
inglezas
estejam
completamente
organisadas.
Vienna
23-0
i
ovo
ministério
das
fi
nanças
o
snr.
Depretis
pronunciou-se
por
que
a
occupaçao
da
Bosnia e
Herzegovína
seja
limitada,
cessando
depois
da Áustria
ter
sido
reembolsada
das
despesas
que
fez
com
ellas.
Paris
23
—
Assegura-se
que
estacionam
nos
Balkans 80:000
russos.
E
’
possível
que a
Rússia reclame
da
Porta
e
pagamento
immediato
dos
300
milhões
de
rublos
da indemnisação
de
guerra.
'
Londres'
24
—
Dizem
os
periódicos
in
glezes
que
a
febre
flagela
as
tropas
in
glezas
nas
índias.
Um
terço
do
regimento
de
Lexhavar
está
doente.
A
Romelia
recusa
conservar
a
estrada
militar
para
o
serviço
dos
russos
através
do
território romanio.
Um
telegramma
de
Alexandria
annun-
cia
uma
inundação
em
Domilio.
As
per-
das
são
avaliadas
em 500$000
libras
ster-
linas.
Morreram afogadas
300
pessoas.
O
«Times»
noticia
a
fallencia da
casa
Malew
Brehan,
com
o
passivo de
1:250$000
libras.
Paris
24
—
Dizem
de
Berlim
que
a
po
licia
prohibin
a
publicação do
periodico
«A
Imprensa
Livre»,
orgão
socialista
de
Berlim.
Sabe-se
por
noticias
de
Copenhague
que
se
manifestou
a
febre amarella
na
ilha
de
S.
Thomaz (Antilhas).
ilBÀBCHIITOS
Os
abaixo
assignados
summamente
pe
nhorados
para
com todos os
ill.
m
°
s
e
revd.
mos snrs.
que
no
dia
23
de
outu
bro, se dignaram
assistir
ao
officio
de
corpo
presente,
por
alma
de sua
filha
e
prima,
Elvira
Augusta
da
Costa
Murta,
que
teve
logar
na
egreja
de S. Viclor e
bem
assim
para
com as
pessoas
de
sua
estima
e
amisade
que
assistiram
e se
di
gnaram
cumprimental-os
por
essa
occasião
veem,
por
este
modo
patentear
a
todas
a
sua
mais
reconhecida
gratidão
por
o
não
poderem
fazer
pessoalmente.
Braga
23 de
outubro
de
1878.
Francisco
Joaquim
da
Costa
Murta
Carlos
Augusto
da
Costa Murta. (2067)
Os
abaixo assignados,
extremamente
penhorados
para
com
lodos
os
ill.
mos e
exc.mos
snrs.
e
snr.
as
que
se
dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do falleci-
mento
de
seu
extremoso
pae
e
sogro
An
tonio
Emílio
da
Fontoura, assistir
ao seu
funeral,
a
acompanhal-o
ao
cemiterio,
bem
como
a uma
missa
resada
que
passados
dias
foi
celebrada
por
alma
do
finado,
aproveitam
esta
occasião
para
agradecer
tão
distinctos
obséquios
e
manifestar
a
lodos
a
sua
indelevel
gratidão.
Ao
mesmo tempo
pedem desculpa
de
alguma
falta
involuntária
que
por
ventura
hajam
commettido.
Braga
20
de
outubro
de 1878.
Simão
Augusto
da
Fontoura
Madureira
Ramos.
Maria
d
’
Assumpção Calheiros e
Castro
Fontoura.
(2062)
ANNUNCIOS
CAPELLÃO
Achando-se
vago
no Hospital
de
S.
Marcos o logar
de segundo
capellão,
que,
conjunctamente
com o capellão
mór,
tem
de
fazer
o serviço
alternadamente
por
se
manas,
convidam-se
os
revd.°
9
Sacerdotes
que
pertenderem
o
dito
logar
a requere
rem á
Mesa
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia.
Preslam-se
esclarecimentos
na
secreta
ria
do
mesmo
Hospital.
Braga
24
de
outubro
de
1878.
O
escrivão
(2031)
Domingos
Moreira
Guimarães.
Banco
Commercial
de Braga em
liquidação
Em
virtude
da
resolução
tomada
hoje
pela
maioria
da commissão
liquidataria,
e
approvada
pela
commissão
consultiva,
são
convidados
todos
os
snrs.
credores
d
’este
Banco
a virem
liquidar
os
seus
creditoS-
recebendo
10°/
0
em
metal
e 9O°/
o
em
pa
peis
de
credito,
pelos
preços
que
nova
mente
se
estabeleceram.
Braga
23
d
’outubro
de
1878.
(2070)
VINHOS
DA
BAIRRAOA
Armazém
largo de
St.° Agostinho
BAIXOS DO
TRIBUNAL JUDICIAL N.°
3.
BI11GA
Manoel
Martins
Canellas
participa
aos
snrs.
negociantes
de
retalho,
e
aos
snrs.
particulares,
que
já
chegou
uma
remessa
(a primeira),
dos
generosos
vinhos
da
Bair-
rada,
da presente novidade,
e
previne
que
o
seu
deposito
é
o unico
que
existe
n
’
es-
ta
cidade,
pois
que
alguns
negociantes
in
culcam
vinhos
de outras
procedências
co
mo vinhos
da
Bairrada, isto
em
detrimen
to
do
annunciante.
Braga
24
de
outubro
de
1878.
Pelos
annunciantes
(2068)
J.
A
C.
Moreira.
DOENÇA
D
OLHOS
No
palacete
da
rua
do
Cabo,
n.°
25,
a
Santa
Izabel,
em
Lisboa,
recebem-se
doentes
para se
tratarem
da
moléstia de
olhos,
cora
o
especialista
o exm.° snr
dr.
Wander
Laon.
Torna-se
de vantagem
este
estabelecimento,
por
ser
commodo
no preço e
estar
ao
lado
do
mesmo o
snr.
dr.,
o
qual
póde
ver
seus
doentes
a
qualquer
momento.
(2069)
JESUÍTAS!
POR
PAUJL0
FEVAI
a
Obra
traduzida
livremente
do
francez,
e
annotada
pelo
P.e SENNA FREITAS.
(Precedida
do
retrato
e d
’uma
carta
do
auctor
e
d
’
outra
do
traductor).
VOLUME
i
Preço.............................
500
rs.
A
’
venda
na
Livraria
Chardron.
APPAineiO
27,
Praça
do Barão de S. Mar
tinho,
27
C.
Recebeu
de Paris:
grande
variedade
de
flôres,
plumas,
fivellas
e
formas
para
cha
péus.
Tudo
proprio
para
a
’
estação
de
inverno.
i
*
reços
sem
competidor.
CHAPÉUS
MODELLOS E CASACOS
Apparicio,
previne
as
suas
exm
as
fre-
guezas
que
nos
primeiros
dias
do
mez
de novembro
recebe
de
Paris
grande
sor
timento
de
chapéus modellos
para
senho
ra
e
creanças,
casacos, e
muilos
objectos
de
novidade.
Coroas
e ramos para Cemiterio
Na
loja
de
Apparicio,
ha
grande
va
riedade
de
coroas, ramos
e
medalhões
para
ornar
mausoleos.
Preços
de 300
a 4$500 cada
um.
27,
Praça
do
Barão
de S. Martinho,
27
C.
(2053)
Na
rua
de
S.
Vicente
desta
cidade de
Braga,
vendem-se
as
casas_
n.
08
34
—
34
A,
e
as
de
n.°
35,
com
seu
quintal,
com
sa
bida
para
a
rua
da
Escoura.
<2016)
Saccas
d’
algodão
americano
Vendem
se
na
Companhia
Edificadora,
Cruz
de
Pedra,
n.°
6
a
12.
(2054)
BECLâBiCiO
Theresa
da
Graça Domingues
de
Lima,
solteira,
sui juris,
da
rua
de S. Vicente’
d’
esla
cidade,
declara,
para
todos
os
ef-
feitos,
que é
sem
fundamento
e
menos
exacta
até,
uma
prevenção
que
nos
jor
naes d
’esta
cidade
fez
publicar, ha
poucos
dias,
João
Manoel
Antunes,
da freguesia
de
Sobreposta,
sobre
a
herança
de
D.
Narcisa
de
Sousa
Araújo
Menezes,
falle-
cida
em
15
do
corrente,
e moradora,
que
foi,
na
rua
de
S.
Vicente
d
’
esta
cidade.
A
annunciante
por
effeito
d
’uma
es-
criptura
publica
de
26
de
fevereiro
de
1877
é a unica
e
exclusiva
herdeira
da
dita
fallecida
D.
Narcisa,
em
virtude do
que
se
acha
de
posse
dos
bens,
que a
finada
lhe
deixára,
por
aquella
citada
es-
criptara,
dos
quaes
foi
judicialmente
em
possada
sem conlradicção
de
pessoa al
guma,
o
que
faz
publico
para
convencer
em
contrario
os
crentes
d
’aquella alludida.
prevenção,
se por
ventura
os
houver.
Braga 23
de
outubro
de
1878.
Theresa
da Graça
Domingues
de
Lima.
(2064)
Arrematação
A
Meza
da
Santa Casa
da
Misericór
dia
d
’
esla
cidade
faz
publico,
que
no
dia
3
do
proximo
mez
de novembro,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
na
anle-
sala das sessões
da
mesma
Santa
Casa a
arrematação
dos foros,
censos
e
pensões,
em
generos
vencidos no
S. Miguel
do
corrente
anno,
pertencentes
á mesma
ir
mandade e
ao
Hospital
de
S.
Marcos,
que
administra,
sob
as
condições
que
serão
patentes
no acto da arrematação.
Braga
18
de
outubro
de
1878.
O
provedor
Henrique
Freire d’
Andrade
Coutinho
Ban
deira.
(2057)
ATTENÇÃO
Aluga-se
ou
vende-se
o
magnifico
pa
lacete
do
fallecido Visconde
de
S.
Laza-
ro,
sito
na
rua
de
S.
Lazaro,
d
’esta ci
dade,
com
frente
para
a
rua
do
Raio.
Tem
cocheira,
jardins,
pomar,
quintal,
agoa
em todos
os
andares,
excellentes
vistas
e
commodos para
uma numerosa
familia.
Também se
arranda
ou
vende, junto
ou
separadamente
d
’
este
prédio,
como mais
convier,
o prado
contíguo
ao
quintal
d
’
el-
le;
o
que
tudo
póde
ser
visto
a
qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar,
na
Gerencia
do
Banco
do
Minho,
ou
na
rua
do
Alcaide,
n.
8
23.
(2055)
BELLAS
ARTES
Um
professor
de
desenho,
pintura,
e
gravura,
lecciona
na
sua
casa e
fóra
de
ella;
na
rua
do
Anjo
15.
(2059)
J.
V.
de
Salles.
VENDA
DE
QUINTA
Vende-se
a quinta
de
Cima,
na
fre
guezia
de
Caires,
concelho
de
Amares-
Tem
montados
sufficientes,
e
agua
abun
dante
que
póde
regar
mais
propriedades.
Trata-se
em
Braga no
Campo
Novo
n.°
1.
(2063)
DINHEIRO A JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro da Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500^000
reis.
(2065)
CASA
Arrenda-se
nma na
rua
de
S.
Marcos
n.°
12;
trata-se
na
mesma
rua,
casa
n.°
5.
(2058)
DROGAS
E TINTAS
Vendem-se
algumas
baratas
para
liqui
dação,
na
rua
Nova n.°
5
D.
(2056)
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RESPONSÁVEL—Luiz Baplista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
