comerciominho_26061878_803.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA
N.
”
3
E.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1^600
»
6
»..-•••
Correspondências
partic. cada linha
Annuncios
cada linha
.....................
Repete
...........................................
«BAGA
—
Qt um-FEIIHA SO »E
JUSHO
»E
1S9»
Jião
damos
hoje artigo
directivo,
por
motivos
imperiosos,
mas
prehencheremos
esta secção
com
o
seguinte
que
lemos
na
«Nação»;
Um
granule jesuíta.
Quando
se
tem apresentado
a
occasião,
temos
sempre
desafiado
a impiedade li
beral
a
apresentar-nos
um jesuíta em
c
orpo
e
alma,
contemporâneo,
ou
de
idades
passadas,
que seja
a
encarnação
do
ideal
jesuita.
segundo
a
ideia corrente
entre
a
liberaleria
de
hoje
e
os
seus
nrogenitores
de
hontem.
Tem
sido
debal
de;
nem
póde deixar
de
ser,
pois
que
este
é
um jesuita
de
fantasia
sem reali-
dade
nos
factos.
A
verdade
attestam-na
os
povos
mos
trando
uma
veneração
pelos
eminentes
religiosos,
que
se
podem
considerar
como
a
Companhia feita homem.
Entre
------
-
“
“
.
de
Santo
Iguacio,
o apostolo
da
Allema-
nha
e
da
I
-------
,
,
.
.
.
tantismo
para
o norte, conseguindo
as-
,
signaladas
viclorias
com
a
palavra,
a
es-
cripla
e uma
vida de
santo.
Assim
é
natural
o
testimunho
de
gra
tidão,
que
lhe
prestam
ainda
os catholi-
cos
d
’aquelles
paizes,
nem
admira
que a
4
do
corrente
de
Friburgo
(Suissa) tele
grafassem
ao
«Monde»
de
Paris
o
seguinte.
<A
peregrinação
nacional
ao
tumulo
do
beato
Pedro
Canisio,
por
occasião do
sétimo
anniversario
secular
da
fundação
de
Friburgo,
fez-se
admiravelmente.
Foi
organisada
pela
commissão
das
peregri
nações
suissas,
com
o
concurso
do
jornal
<A
Liberdade»
da
Associação
de
Pio
IX.
e
da
obra
de 8. Paulo.
Concorreram
23:000
peregrinos
e
delegações
de
todos
os
cantões
catholicos.
No
préstito
figura
vam
os
membros do
governo, as aucto-
ridades
municipaes,
o bispo, o
clero e
10:000
homens
cum
suas
bandeiras
e
ban-
|
das
de
musica;
troava
a
artilheria.
O
I
sermão
foi
prégado
pelo
padre
Wintener,
deputado
da
ALacia
no
Reichslag».
Assim, depois
de
mais
de
tres
sécu
los
um
povo inteiro
com
suas
auctori-
dades, deputações de
vários
cantões,
1
25:000
peregrinos,
uma procissão
de
10:000
'
homens
celebram
a
santidade
e
os
servi
ços
de
um
jesuita,
de
um membro
de
uma
corporação
que não
tem
ainda
uma
reforma;
que
morreu
como
nascera,
para
resurgir
sempre
a mesma,
sem
alteração,
. nem desfallecimento.
Não encerra
este facto
a
mais
com-
k
plela
apologia?
.
Nós
lemos
sempre
dito
á
impiedade
e
á
sua
fórmula
política,
o
liberalismo,
1
que
nos nomeiem
o
seu
jesuita.
Se
o
seu
ideal
não
é
uma
monstruosa_
calum-
nia,
a
realidade,
a
personificação
deve
existir.
Nós
nomeamos
os
Ravignan,
Fe-
lix,
iMarchi,
Perrom.
Taparelli,
Liberato-
re,
Secchi,
os Bollandisias
actuaes,
os
redactores
da «Civiltà»
e
dos
«Eludes»,
os
missionários,
lodos
dos
nossos
tempos.
E
elles,
os
inventores
do jesuitismo,
não
nos
podem
apontar
um só
nome, que
signifique
a
encarnação
do
ideal creado
pela
calumnia
mais
infame;
por
isso
mesmo
que
assalta um grupo
escolhido
de
homens
que
vivem
sob
a
regra
de
vida
que
formou
os
Xavier,
os
Canisios,
os
Gonzaga,
os
João
de Brito,
os Soares, os
Viena,
myriada
esplendida
'
de
santos, de
missionários, de sábios, de
operários
in
fatigáveis
em todos
os
ramos
do saber
e
do
sacrifício.
Nisto
está
a
qual o
faz
Ignacio.
1
0
5
S
PUBLICA-SE
830
40
20
10
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBÁDOS.
a regra
de
um
genio, Santo
Lei sobre a instrucção primaria.
esses
avulta
um
companheiro
Suissa,
que
repeiliu
o
protes-
a
es-
(Conclusão)
CAPITULO
XI
Dispesições
geraes
Art.
62.
A
dotação
pela
presente
lei.
'
posta
a
cargo
dos
districtos,
camaras
municipaes,
e
juntas
de
parochia
para
a
!
instrucção
primaria e
normal,
constitue
despeza
sua
obrigatória.
Art. 63.
O
governo, de
cinco
em
cinco
annos, abrirá
concurso para
os
li-
vros
destinados
ás
escolas
de instrucção
primaria
elementar
e
complementar,
e
li
xará
os prémios.
.
§
unico. O
preço
dos
livros
preteri
dos
pelo
jury
será taxado
pelo
governo.
Art.
64. O
governo
é
auclorisado
a
conceder
um
prémio
de
2
!
0$000
reis
e
outro
de
100$000
reis,
em
cada
circum-
scripção
escolar,
aos
alumnos
que
em con
curso
derem
provas
de
mais
distincta
ca
pacidade
e aproveitamento
§
unico.
O
concurso
será
aberto
de
tres
em tres
annos, e
conforme
as con
dições
prescriptas
nos regulamentos,
e só
mente
será
conferido
a
alumnos
que
du
rante
este periodo
tiverem
concluído
o
curso
de instrucção
primaria,
e
feito
os
respectivos
exames,
e
em
virtude
da
sua
1 pobreza
necessitarem
d'esle
auxilio
para
1
continuar
os
seus
estudos.
Art.
65.
O
governo
constituirá
annuaf-
mente,
nos
logares
em
que
julgar
oppor-
tuno,
jurys
para
examinar
os
candidatos
ao
professorado
primário
elementar
e
com
plementar.
As épocas,
methodos
e pro-
grammas
para
estes
exames
serão
deter
minados
pelo
governo em regulamentos
especiaes.
§
unico.
A
approvação
em
qualquer
curso
de
instrucção
secundaria
ou
supe
rior é habilitação
sufliciente
para
o
ma
gistério
elementar
ou
complementar.
Art.
66.
As
escolas
primarias
serão
providas
de
bibliothecas,
contendo
os li
vros
necessários para o estudo das
disci
plinas
de
instrucção
primaria
elementar
e
complementar,
que
forem
superiormen
te
approvados.
Art 67. O
governo
apresentara
biennal-
mente
ás camaras
legislativas
um
relatório
sobre
o
estado
da
instrucção
primaria
em
todo
o
paiz.
.
Art.
68.
As
juntas
geraes
do
districto
e
as
camaras
municipaes
promoverão
a
creação
de asylos
de
educaçao.
como
auxiliares
da escola primaria,
para
reco
lherem
as
creanças
de
tres até
seis
an
nos.
,
.
§
unico.
O governo
proporá
annual
i
mente
ás
côrtes
uma verba
destinada
a
■
auxiliar estes
estabelecimentos.
_
Art.
69.
São
objectos de
disposições
i
regulamentares
todas
as províncias
neces-
,
sarias para
o
exaclo
cumprimento
desta
•
lei.
Art 70.
As
intimações
e
processos
exe
cutivos
a
que
esta
lei
se refere
para
a
cobrança
das
multas
escolares
sao
gratui
tos
e
isentos
do
imposto
de
sêi.o. Igua
-
mente
são
isentos
do
imposto
do
sello
as
certidões
de
facultativos
e
attestados
dos
parochos,
a
que
se
refere
o
artigo
12,
exigidos
para
justificar
a
fada
de
fre
quência.
Disposições
transitórias
Art.
7L
Nos
dois
primeiros
annos,
a
'
i,
o
pagamento
do
I
atu
n.
r
contar
da
data
d
’
esta lei
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
.........................
2&000
»
6
»
.........................
l$050
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12
inezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
...............................
10
ordenado fixo
dos
professores
estabelecidos
nos
artigos
31 e
32
continuará
a
ser
fel-
1
lo
pelo
estado.
§
1°
Os
direitos
adquiridos,
em
vir
tude
das leis
vigentes,
são garantidos,
para
todos
os
effeitos,
aos professores,
quer vitalícios,
quer temporários,
que
exer
cem
o
magistério.
li
2.°
Conta-se
para
a
jubilaçao ou
aposeniação,
o
bom
e
effectivo
serviço
prestado
na
qualidade
de
professor
vita
lício,
ou
temporário,
até
ao
tempo
fixa
do
n
’
este
artigo.
N’
este
caso
o
estado
con-
tribue
para
o
vencimento
de
professor
jubilado
ou
aposentado
pelas
camaras
mu
nicipaes,
com
um
terço, se
o
serviço
an
terior
ao
praso
indicado
fòr
de
dez annos
completos; um terço
e
o
augmenlo
pro
porcional
ao numero
de
annos,
se
o
ser
viço
fòr de dez
até
vinte;
dois
terços,
se
o
serviço
fòr
de
vinte
ou
mais
an
nos.
Art.
72.
A
obrigação
do
ensino
co
meça
desde
o
dia
em que
na
parochia,
ou
parochias
reunidas,
se
estabeleça
es
cola
primaria
para
cada
sexo,_
ou
escola
mixta,
segundo
o que
dispõe
o
artigo
19,
e que
se
ache
constituído
serviço
de
inspecção
no
respeclivo
circulo
escolar.
Art.
73.
Nenhuma
escola
actualmen-
le
em
exercício
póde
ser
supprinaida.
§
unico.
As
juntas de
parochia
são obri
gadas
a
dar
casa
para
aula,
e
habitação
aos
professores
das
escolas
actuaes,
nos
,
lermos
d’
esta
lei.
Art.
74.
As
disposições
d'esta
let,
em
relação
á
creação
das escolas,
devem
es
tar
em
execução
no
fim
de
dez
annos,
a
contar
da
data
da
sua
promulgação.
§
unico.
As
camaras
municipaes
e
as
,
untas
de parochia
darão
conta
annual-
mente
ao
governo
das
escolas
que
tive
rem
fundado,
para que no
praso
indica
do
possa
ter
completa
execução
a
dispo
sição
d'este
artigo.
Art.
75.
As
camaras
municipaes,
con-
untamente
com
as
juntas
escolares,
pro
cedem
á
elaboração
do
plano
geral
provi-
sorio das escolas,
e
á sua
distribuição
nos
mesmos
concelhos.
N
’este
plano serão
ex
pressamente
indicadas
a
reunião
de
paro
chias
e
a
constituição
das
escolas
mixlas,
e
entregue
aos inspeclores,
no fim
do
primeiro
semestre,
e
por
estes
remeltido
ao
governo,
a
fim
de
servir á
formação
do
plano
provisorio
das escolas
do
reino.
§
unico
Este plano
póde
ser
succes-
sivamenle modificado pelo
governo,
ouvi
do
o
inspeclor
da
circumscripção
e
as
camaras
municipaes,
todos
os
annos, até
á
completa
execução
da
lei,
segundo
as
.
regras
estabelecidas.
Art.
76. O
governo
durante
o
primei
ro
triennio,
não
havendo
pessoal
habilita
do,
nos lermos
d
’
esta lei,
para
os
car
gos
da
inspecção,
póde
nomear
estes
func-
cionarios
de
entre
os
professores
de
ins
trucção
primaria,
secundaria
e
superior,
de
indivíduos
com
o
curso
das
escolas
normaes,
ou
com
algum
curso
superior.
Estas
nomeações
poderão
lornar-se
vita
lícias,
se
ao fim
do
triennio
se
provar
que
estes
cargos
foram
desempenhados
com
zelo
e
capacidade.
8
unico.
Os
professores assim
nomea
dos conservam os
seus
actuaes vencimen
tos,
quando
sejam
superiores
aos
dos
car
gos'
que
vão
exercer;
se
esses
vencimen
tos
forem
inferiores
aos
dos
logares
pa
ra
que
são
nomeados,
recebem
um sup-
plemento
de ordenado
igual á
differença.
Art.
77.
Logo
que
esteja
organisada
a
inspecção
nos
lermos d
’
esta
lei,
ficarão
exlinctos
os
actuaes
logares
de
commis-
sarios
dos
estudos.
Art.
78.
Fica
revogada
a
legislação
eml
i
contrario.
•
N.9
803
Mandamos
portanto
a
todas as
aucto-
ridades, a
quem
o
conhecimento
e
execu
ção da
referida
lei
pertencer,
que
a
cum
pram
e
façam cumprir
e
guardar
tão
in
teiramente
como n
’
ella
se
contém.
O
ministro
e
secretario
d
’
estado
dos
negocios
do
remo
a
faça imprimir,
publi
car
e
correr.
Dada no
Paço
da
Ajuda,
aos
2
de
maio
de 1878.
—
REI
—
Antonio
Rodrigues Sampaio.
Carta
de
lei
pela
qual
Vossa
Magesta-
de,
tendo
sanccionado
o
decreto
das
côr-
tes
geraes
de
30
de
abril
ultimo, que
refórma
e
reorganisa
o ensino
primário,
manda
cumprir
e
guardar
o
mesmo
de
creto
como
n
’
elle
se
contém,
pela fórma
relró
declarada.
Coimbra 89 de junho de 189S.
(Do
nosso
correspondente).
Universidade.
Terminaram
l.°
anno
de
Direito.
O
cur-
d’
oilenla estudantes, fica
re-
ou
menos,
porque
mais
de
adiada.
Ha
muito
qne
não
anno
o
da
do
era
Eccos
os
aclos
so,
que
dusido
a
40,
metade
ticou
fica
um
curso
tão
pequeno no
1.°
de
Direito!
Quando
elle
chegar
ao
5.
anno,
estará redusido
a
menos
de
30, por
que
no
espaço
de
cinco
annos
muitos
abandonam,
outros
fallecem, e
outros,
por
differentes
motivos, não
acompanham
o
curso,
ficando
alrazados
um
ou
mais annos.
E’
o
costume.
Porisso
quem chegar
ao anno
da
graça
de
1882
verá
sair
da
nossa Universi
dade
apenas
duas dusias
de
bacharéis
forma
dos.
Mas
antes
poucos
e
bons;
pois
é
certo
que
d
’
essa
alluvião
de
doutores,
que
to
dos
os
annos
d
’aqui
sae,
bem
poucos
estão
no
caso
d
’
acredilar
a
Universidade
e
des
empenhar
com
dignidade
os
elevados
car
gos
da
magistratura e a
missão
de
guiar
os
povos
na
senda
da
justiça.
Não é pelo grande
numero
de
bacharéis
que
se
ha
de
acreditar
a
Universidade
de
Coimbra,
mas sim
pelos
talentos que
apre
sentar
bem
disciplinados,
e
que
em
toda
a
parte
a
engrandeçam.
Em
Theologia
fez
aclo
do
4.°
anno
o
snr.
Eduardo
Augusto
Nunes,
conhecido
■
já
no
paiz,
como
um
dos
seus
primeiros
i
oradores
sagrados.
Dizem-nos
que
o seu
i
acto
foi
o
mais
brilhante,
que
se tem
. feito
este
anno.
A
sala
estava
cheia
d’a-
■
cademicos
de
todas
as
faculdades, e
de
muitos
doutores.
Ao
conferir-lhe
o
grau
dis
se-lhe
o
Decano,
entre
outras
palavras
de
louvor,
que
«o
seu acto
de bacharel
era
o
mais
brilhante
triunfo,
que,
ha
mui
tos
annos,
se
tinha
alcançado
na
Univer
sidade
de
Coimbra».
Entre
tantas
nullidades
pretenciosas,
que
por
ahi
pnllulam,
alegra
ver
d
’
estes
talentos
dedicados
ao
amor
do
estudo,
que
mais tarde devem
manter
o
antigo
brilho
d
’este
estabelecimento,
que aquellas tem
empanado,
por
não
haver
uma
rigorosa
selecção
nos
candidatos
ao
magistério uni
versitário. Têm-se
excluído
desgraçada
mente
notáveis
homens
d
’esludo,
escripto-
res
notáveis,
como
(áparte
certos
pendo
res.
.
.
políticos) Theophilo
Braga,
Jú
lio
Vilhena,
e
outros,
que
podiam
elevar
esta
Universidade á plana
das primeiras
e
obstar
a
qne
se
dissesse,
que
as
ca
deiras
são
providas
por
empenhos,
que as
borlas
doutoraes se conquistam,
pela
maior
parle,
por
influencias
partidanas
e
pelas
,
individualidades
dos
padrinhos.
Não teria
podido dizer, como
ha
pouco
vimos,
o
jor
nal
democrata
da capital,
qne
ellas tem-
apagado
o
senso
commum
da
Universidade,
lornando-a
muito
pequenina,
verdadeiro
py-
gmeu da
sciencia.
E’ n’
este
sentido
que
uma
reforma
hem
concebida é
urgente
para
remoçar
um
pouco
a
velha
instituição universitária
de
D.
Diniz,
e
pol-a
de
posse do
antigo
brilho,
que
ella gosou
no
mundo
das
let-
tras,
quando
os
sábios
estrangeiros,
cha
mados
por
D.
João
IH,
suppriam
e
diri
giam a
educação
scientiíica
dos
génios da
nação, e
os
formavam
para
mais tarde
rivalisarem
com
elles.
E’
certo que
do
an
tigo prestigio nada
lhe
resta.
Os
seus
primeiros
ornamentos têem
sido
utlima
mente
fulminados
pela
morte
e
pela
doen
ça,
emquanlo
que
outros
se
abysmam
nas
especulações
da
política,
abandonando
as
cadeiras.
E’
ainda
n
’
este
sentido
que
é
mister
a
reforma.
Não uma reforma
em-
prehendida
com
ligeireza, como
todas
as
nossas
ultimas
reformas
d
’instrucção.
Deve
fazer-se
de
modo que
Portugal
não
es
teja
no
ensino abaixo
das
outras
nações
da
Europa;
que
a
nossa
Universidade
não
seja
inferior
á
de qualquer
paiz
igual
ao
nos
so. Para
chegar
a
este
resultado
é
pre
ciso
saber
bem
o
que
se
passa n’
esses
paizes,
fazer
e
utilisar
as
experiencias
e
tentativas,
que
se
realizam
em
.
volta
de
nós.
E,
visto
que
já
sabemos,
que
nada
se
pode
esperar,
n
’
este
sentido,
da
adminis
tração
publica,
parta
essa
reforma
da ini
ciativa
particular,
dos
mesmos
filhos
da
Universidade, dos
verdadeiros
homens
de
lettras,
amantes
da
sciencia.
Imitemos
n
’
isto a França, que reconhecendo
a
ne
cessidade
de acompanhar
o
século
nas
suas
tendências
evolutivas,
vae
tratar
d
’uma
reforma
universitária.
Contam-se
entre
os
fundadores d
’essa
sociedade
re
formadora
nomes
taes
como:
II.
Taine,
Pasteur, Gaston
Pâris, Paulo
Janet,
Ja-
ceoud,
e
outros
muitos
de
todas
as
ideias
e profissões.
E’
esta
sociedade
de sábios, que
se
propõe
recoperar
outra
vez
á
universida
de
de
Paris
a
sua
reputação d
’
ontr
’
ora;
de
modo
que
se
veja
de
novo concorrer
ás
suas
escolas
a
elite
da mocidade
das
na
ções
estrangeiras.
(Continua)
as
is
.
jl
.
tt
«
j
hl
jl
.
i
1HISERIA
Era
já
noute cerrada
Diz
o
filho:
O’
minha mãe!
Debaixo
d
’
aquella
arcada
Passava-se
a
noite
bem...
A
cega
que
todo
o
dia
Tinha
levado
a
andar,
A taes
palavras do
guia
Sentiu-se
reanimar.
Mas
saltam
dois
cães
de
gado.
Que
eram
como
dois
leões.
Tinha-os
no
paleo
ura
morgado,
Para
o
guardar
dos ladrões.
Metlem-se
de novo á estrada.
E
aonde
haviam
de
ir
dar?
Ao
palacio
da
ta-pada,
Onde
o
rei
ia
caçar.
A’
ceguinha meio
morta
Torna o filho:
O’
minha mãe
!
Alli
no vão d’uma porta,
Passava-se
a
noite bem.
—
Se
os
cães
deixarem!...
diz ella,
A
triste,
n
’ura
riso amargo.
Com
efleito,
a
senlinella:
—
Quem vem
la
?
passe
de
largo !
Então
ceguinha e
filhinho.
Vendo
a
sua esperança
vã,
Deilaram-se
no
caminho,
Até
romper
a
manhã.
II
A
fiSTCíElTAUiaílIA
—
De
que
choras tu.
anjinho ?
—
Tenho
fome e tenho
frio.
—
E
só
por
este
caminho,
Como
a
ave
que
cahiu
Ainda implume
do
ninho
!
A
tua
mãe
já
não
vive?
—
Nunca
a
vi
em
minha
vida;
Andei
sempre
assim
perdida.
E mãe
por
certo
nao
tive.
—E's
mais feliz
do
que
eu,
Que
tive
mãe
e morreu.
João
de Deus.
GAZETILHA
.XI ez.
Enebariatico.—
Concluem
no
domingo
os
piedosíssimos
exercícios
do
Mez
Eucharistico,
em
todos
os
templos
onde
.
se
teem
feito
durante
o
mez
de
junho. No
Salvador
haverá
comtnunhão
geral
ás 6
horas
da
manhã,
e
ás
II
missa
solemne
com
Exposição:
de tarde,
ás
4
e
meia,
sermão
prégado
pelo
snr.
padre João Rebello,
e no
fira
Te-Deum,
terminando
com
a bênção
do SS.
Sacra
mento.
Festa do SS. na
Sé.—
Depois
d’um
eloquentíssimo
sermão prégado pelo
notá
vel
e
sympathico
orador,
o
snr.
padre
Marnoco
e
Sousa,
concluiu
na
tarde
de
domingo
a
pomposa
festividade
do San
tíssimo,
na
Sé,
com
uma
apparatosa
pro
cissão,
que
além
do
giro
costumado
des
ceu
pela
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo
e
Pra
ça
da
Alegria.
Todos
os
sermões
do
tri
luo foram
bel-
lissimos.
S.
Joio.—
Correu tudo
como
se
es
perava,
.em
razão
do
bom
tempo
e
da
reunião
de
dois
dias
sanclificados.
Concur
so
enormíssimo,
ruidosos
festejos,
e
ordem
constante
O
arraial
da
vespera,
no
bellissirao
local
da
Ponte,
altraiu
tão
extraordinária
affluencia de
povo,
que
quasi
se
tornava
de
lodo
impossível
a
passagem,
não
ob
stante
as
duas
pontes, sobre
o
Déste,
que
para
alli
dão
passagem.
Os
bailados
do
rei David,
e
dos
pas
tares agradaram,
como
sempre. E
’
usan
ça que
não
conhece decrepitude;
pelo
con
trario,
de
anno
para
anno
remoça
a
ponto
de parecer
desconhecida
para
o
bom povo
das
nossas
aldeias,
e
não
menos
para
o
da
cidade.
O
vestuário
dos
pastores
era
novo,
bem
como
a
decoração do
carro,
da
uual
sobresaía
a
casinha de
Santa
Isa
bel,
e
a palmeira.
A
procissão
de
tarde
ia
lindíssima,
e
levava
grande numero
d
’anginbos,
muito
bem
vestidos,
assim
como
os
córos
de
pastoras.
Eínzas
*
.
—
Não
obstante
a
concorrência
que
teve
3
noites
o
bazar
a
que
no
jar
dim
publico
do
campo
de
SanPAnna
se
procedeu
em
beneficio
do
Collegio
de
Re
generação,
continuará
ainda
n»s
noites
se
guintes
a
arrematação
de
muitas
e valiosas
prendas.
í-rande festividade.—
Nos dias
28,
29
e
30
do
corrente festeja-se
no
campo
das
Carvalheiras
a devotíssima
Imagem
de
N.
Senhor
da
Saude,
alli
venerado
Nas
tardes
dos
tres
dias
haverá
bazar
de
pren
das
nos quarteirões
das
Carvalheiras,
e
nas
ires
noites,
brilhantíssima
illuminação
e
fogos
d'artificio.
No
domingo
haverá
na
capella
de
S.
Miguel-o-Anjo missa
cantada
a
instrumen
tal,
Exposição todo
o
dia,
e
sermão.
Theatro
—
Sobe
hoje
á
scena
o
dra
ma
em
um
prologo,
5
aclos
e
dez
qua
dros,
O
Trapeiro
de
Paris.
Hontem re
presentou-se o
drama
em o
aclos--o
Pa
lhaço.
Exposição
zooiogiea. —
Começaram
no
domingo,
nò
barracão
onde
está
ex
posta
uma
notável
collecção
zooiogiea,
á
entrada
da
rua
de
Andrade
Corvo,
os
curiosos
exercícios
da
familia
quadruma-
na
composta
de
cães,
macacos e
cabras
amestradas.
São
dignos
de
se
admirarem.
Todas
as
noites
ás
8
e
meia
continuam
estes
espectaculos,
no
inlervallo
dos
quaes
é
dada
a
comida
ás
feras.
O
iberitms e a propaganda
protestante.
—
A
propaganda protestante
começou
entre
nós,
quando
o
iberismo
se
convenceu
de
que
não
era
pela
per
suasão
nem pela
força
que nos
poderia
tornar
castelhanos.
E
’
notável
esta
coincidência,
eigualmenle
notável
que
os
primeiros
propagandistas
fossem hespanhoes.
Durma,
ou
finja
dormir,
quem
quizer
em presença de
factos
dignos
de
ponde
ração.
Nós
protestamos estar
de
atalaia,
por
que
sabemos
que
para
aquelles
que
aban
donam
as
crenças
de
seus
paes,
nenhuma
significação
póde
ter
a
palavra
patria.
Esses
poderão
facilmente
abraçar
o
ibe
rismo,
por que
já
os não
liga
aos
seus
concidadãos
o
laço
sagrado
de
uma
reli
gião
commuin.
Como
poderão
elles
amar
aquelles
de quem
a
crença
religiosa
os
separa?
—(C.
L)
«ii>
Miar, padre
Antiiniw iãonorati,
di
* Contpa
r>
!*■«
*
de Jesii», e o neti
«riirysostoma
Portuguez».—
D
’uma
chronica,
publicada
pelo
snr.
Manoel
Ber-
nardes
Branco,
em
o
«Jornal
do
Porto»,
transcrevemos
os
seguintes períodos:
...Todos
sabem
que
o
padre
Vieira,
apesar
de ser
um
dos
maiores
talentos
que
Portugal
produziu,
não deu
de
mão
(di
zem
que
por causa
de
agradar
e
attrair
seus
ouvintes)
ao
mau
gosto
predominante
na
sua epocha,
ao
gongorismo,
tão
vali
do
n
’aquelle
tempo, mas
hoje
tão
insup-
portavel.
Pois o
snr.
padre Honorati
emprehen-
deu
publicar
os
sermões de
Vieira
isen
tos
de
lodos
aquelles
senões,
que
não
agradam
hoje
aos
leitores
d’
aquelle
tão
grande
homem.
Pouco
s«i a
respeito
do
snr.
padre
Honorati.
Dizem
ser
italiano,
que
mis
sionara,
e
se
entregára
por
longos
annos
á
educação da
mocidade
na
America,
que
sabe
a
fundo
a
lingua
portugueza, e
que
é professor
na
casa
dos
jesuítas
de
Barrô.
Emprehendeu
uma obra
intitulada
O
Chrysostomo
Portuguez,
da qual
a
casa Mat
tos
Moreira
já
publicou
o
primeiro volume,
e tem o
segundo no
prelo.
Os
fins
que
o
snr.
padre
Honorati
teve
em
vista
com
uma
tal
publicação,
elle
mesmo
o
diz
no
prefacio:
(Aqui
transcreve
alguns períodos
do
prefacio).
O
snr.
padre
Honorati
passa
depois
a
descrever
por miudo
o
seu
trabrllio,
os
fins
que
leve
em
vista
e
a
utilidade
d
’
elle.
O
Chrysostomo
Portuguez
mereceu
os
encomios de
um
juiz
incomparavelmente
mais
competente do
que
eu—o snr.
Ca-
millo
Castello
Branco,
e
perante
elles
a
minha
voz emraudece.
Mas
permilta-se-
me dizer
que
hei
de
considerar
o
padre
Vieira
como
o
primeiro
mestre
da
lingua
era pontos
de
vernaculidade
não
só
para
o século
presente,
mas
também
para
os
futuros.
A
familia imperial d’Allema-
nha
—
De
Berlim
escrevem
ao
«Standard»
que
alli
é
crença
geral
que
existe
uma
machinaçào
internacional
para
a
destrui
ção
da familia
imperial, e
que esta
crença
ganha
terreno
todos
os
dias.
Convém
lambem
notar
uma cousa
que
admira
muito,
e
—
é
a quantidade
das
condemna-
ções que
alcançam
os
indivíduos
que tes-
limunham
bem alto
o
seu
pezar
pelo mau
exilo
do
altentado
contra o
imperador.
Aova applieação do telephono.
—O
celebre
inventor
americano
Edison
acaba
de
imaginar
o
seguinte
apparelbo:
Ura
telephono ]é
collocado
junto
do berço
d
’uraa
creança;
esta
grila
ou
chora;
as
vibrações da sua
voz
fazem
vibrar
a
la
mina
do
telephono,
a
corrente
produzida
atravessa
uma
pilha, um electro-iman
e
assim
augmenta
consideravelmente,
adqui
rindo
força
bastame
para
deslocar
uma
alavanca
de
um
mechanismo
que
princi
pia
logo
a embalar
o berço.
Apenas
a
crença
acaba
de
chorar, as
vibrações
ces
sam,
a corrente
acaba,
a
alavanca
retoma
a
sua situação
normal,
e
cessa o
balouço.
0 que
o Snnto Padre pensa
di
* Ordem Terceira
de S. Fran-
eíaeo.
—
O
«Echo
de
S
Francisco»,
de
Sorrento,
dá
conta
de
uma
conversação
havida
entre
Leão
XIII
e
uma
deputação
de
55
indivíduos,
d'Assis,
que
foram
vi
sitar
o
Santo
Padre,
e
apresentar-lhe
uma
supplica
assignada
pelo
bispo
d
’
aquella
ci
dade.
O
Santo
Padre
recebendo
aquella
de
putação
em o
seu
gabinete
particular,
dis-
se-lhes:
«Assis
foi
sempre
para
mim
de gran-
«de
predilecção.
Sabeis
perfeitamenle
que
«todos
os
annos
eu
ia
passeiar
alguns dias
«junto
dos
tumulos
de
S.
Francisco
e
«santa Clara.
Tive
a
honra
de me
achar
«lá
na
occasião
em
que
se
encontrou
o
«corpo
d
’
esta
santa,
e
de
levantar
com
«estas
mãos
essas
preciosas
relíquias,
que
«durante seis
séculos
haviam
repousado
«n
’
aquelle
logar;
tive
também
a
honra
de
«pontificar
quando
d’
eilas
se fez
a
trasla-
«dação
solemne,
para
o
novo
subterra-
«neo.
«Assis
é, pois,
para
mim
de
grande
«vaba,
por
ser
a
cidade
dos
santos,
que
«nos
alcançarão, segundo
espero, as
gra-
«ças, de que
necessito, para
com
digni-
«dade
cumprir
as
obrigações
do
alto
car-
«go,
a
que,
sem
méritos
proprios,
fui
«elevado
E assim
como
S.
Francisco
foi
«por
Deus chamado
para
regenerar
o
mun
ido
pela
sua
Ordem
Terceira,
assim
não
«duvido que
a
mesma
Ordem
Terceira,
«por
vós aqui
representada, levará
este
«século
ao
conhecimento
e
pratica
do
«Evangelho.
Foi animado
com
esta
espe-
«rança
que
na
diocese
de
Perugia
me
es-
«forcei
pela
propagação
d
esia
Ordem,
de-
«signando
em
cada
cidade
uma
egreja,
em
«que
os
padres
terceiros,
a
seu
turno,
«viessem
fazer
conferencias.
Nutro
ainda
«os
mesmos
desejos
de
a
propagar
pelo
«mundo
inteiro,
estando
disposto
a dis-
«
pensar-lhe
todos
os
favores,
conducentes
«a
tal
fim.
Dizei,
pois,
o
que
julgaes
ser
«ulíl que eu
faça».
A
estas
palavras,
o
Padre
Anlonino,
caindo
de joelhos
aos pés do Santo Pa.
dre,
lhe diz:
«Santo Padre,
escutae
a
mi-
«nha
supplica.
Conjuro-Vos
para
que
m
’
«deíiraes;
tanto
mais
por
ser o ultimo
«acto
do
meu ministério
na
Italia.
(Partia pa-
«ra
o
Brazil). Nós
lodos
pediraos-Vos
um
fa.
«vor,
que
elernisará
entre
nós
a
memo-
«ria de
Pio
IX
e
a
da
vossa
exaltação
«ao
Supremo
Pontificado;
que
dará utn
«novo
élan
á
diffusão
da
Ordem
Ter-
«ceira.
«Que favor?
lhe
diz
o
Papa.
«Santíssimo
Padre;
o
Vosso
illustre
«predecessôr
era da
Ordem
Terceira;
S.
«Francisco
o
sustentou
e
o
ajudou
a
cum-
«prir grandes
cousas.
O
mesino
será
Com-
«vosco.
«Esta
extraordinária
circnmstancia de
«subirem
em
seguida
dois
terceiros
ao
«Supremo
Pontificado é
própria
a
excitar
«a
attenção do mundo
sobre
esta
Ordem
«tão
util.
Vimos,
pois,
pedir-Vos
uma
in-
«dulgencia
plenaria.
ou
uma Bênção
Pa-
«pal.
para os dias,
7
de fevereiro,
anni-
«versario
da
morte
de Pio
IX,
e
20
do
«mesmo mez,
dia
da
Vossa
Eleição.
Esta
«graça
será
como
um
monumento
eterno,
«elevado
á
memória do
illustre
Pio
IX,
e
«perpetuará
a
lembrança
do
seu
digno
«Successor.
O
Santo
Padre respondeu:
«Ficae
certos
de
que
tomo
a
peito
a
«supplica,
que
acabaes
de
fazer-me,
pro-
«raettendo
fazer-vos
o
que
esteja
em
meu
«poder.
E
’
uma
bella
occasião
de
dar
um
«grande
impulso
á
Ordem Terceira,e,
de
«certo,
não a deixarei
de
mão».
Depois,
o Santo
Padre abençoou
os
membros
da
deputação,
que
sairam
cheios
de
esperança
e
alegria.
A
justiça em Portugal.—
No
«Dis-
tricto
da
Guarda»
lê
se
o
seguinte:
«Ainda
se
conserva
preso
na
cadeia de
esta
cidade o
infeliz Manoel
Malote,
con-
demnado
a
tres
mezes
de
prisão
em
de
zembro
de
1876!!
Appellou-se
da
sentença
por
se
jul
gar
insuficiente
a pena
de
tres
mezes
im
posta
a
um menor
de
quinze
annos,
que
commetteu
o
horroroso
crime
de atirar
com
uma
pedra
a
um
menor
da
mesma
edade,
e
as
consequências
de
tal
proceder
ahi
es
tão.
Jaz
entre
ferras
o
orfão
desprotegido,
emquanlo
meliantes
engravatados
passeiam
impunemente.
E
para
aggravar
mais
as
consequên
cias d
’
um
rigor injustificado,
interpoz
ain
da
o
recurso
de
revista
o procurador
ré
gio
da
relação,
como
se
traclasse
d
’
algom
João
Brandão ou José
do
Telhado.
Já
não
chamamos
a
attenção do
tri
bunal
a
que
está
affecto
o
recurso
para
tal
assumpto;
mas
não deixaremos
de
pro
testar
energicamente
contra
uma organi
sação
judicial
que
produz
tamanhos
ma
les,
e
principalmente contra
a
má
appli
cação que
se
dá
ao
disposto
no
artigo
145
§
12
da
Carta
Constitucional
que diz:
A
lei
e
egual
para todos,
quer
proteja,
quer castigue».
descoberta
lunar.—
Annuncia a
«Gazeta
de
Colunia»
que
um
aslronomo
d
’
aquella
cidade,
M
Hermann
J.
Klein,
descobriu
uma
grande
cratera
de
forma
ção
recente
na
superfície
da
lua.
A
nova
cratera,
segundo
o
mesmo
as-
tronomo,
acha-se
situada
n
’
uma
vasta
pla
nície
do centro
do
disco
lunar,
ao
oeste
de
outra cratera conhecida
pelo nome
de
Hyginus,
e
apresenta
o
aspecto
d
’
uma
con
cavidade
cheia
de sombra,
cujo
diâmetro
tem
aproximadamente
4
kilomelros.
A
descoberta
de
M.
Klein
foi
confir
mada.
Expedição
ro
palio
norte.—
o «D.
de Portugal» que
M.
James
Gor-
don
Bennett,
do
Mew
York
Herald
pre
para
uma
expedição
para
as
regiões po
lares.
O
«Pandora»,
navio
inglez que
ex
plorou já
os mares
arclicos,
será
emp
re
’
gado
n
’esta
expedição,
estando a
ser re
parado
nos
estaleiros
Walker
do
Tamisa-
O
congresso
americano,
concedeu
a
este
navio
a bandeira
da
republica
e
encarre
gou o
presidente
de
recrutar
a
sua
equi
pagem
na maunha federal;
os
officiaesse-
rão
escolhidos
entre
os que
teem nave
gado
no
norte
e
o
navio
tomaria
o nome
de
«Jenete».
M.
Bennett
tenciona
ie
*
af
instrumentos
e
pessoal
habilitado
para
fa
zer
observações astronómicas,
meteoroló
gicas
e
outras.
Conta
sahir
de S.
F
ra
“
*
cisco
em junho
de
1879
e
seguir
peltf
Paeifico
na
direcção
do
estreito
de
Beh-
'catinl de
Bnltiiunre.—
Acabi
de
se
cOnstiiuir
uma
companhia
americana
des
tinada
a ligar
entre
si
as
bahias
de
De-
lawaie e
de
Chesapeake,
por
meio
d
’um
canal
que
terá
110
kilometros
de
compri
da
30
metros
de largura
e
7
de
altura
jÇcrua.
Este
canal
encurtará
de
360
ki
lometros
a
viagem
dos
navios
que
da
Eu
ropa
vão
a
Baltimore
por
New-York. A
companhia conta gastar
46
milhões
de
francos,
sendo
auctorisada
a receber
1 fran
co
por
tonelada,
de
direito
de
transito,
Cidade de
K
*
liiiadel|»hia.
—
A
ci
dade
de
Philadelphia
tem
de
area
120 mi
lhas
quadradas.
500
milhas
de
ruas
cal
çadas,
410
egrejas
e 421 escolas.
Em
4875
houve
n
’
essa
cidade
632
in
cêndios.
O
seu
jornal
mais
importante
era em
1876
o
«Public
Ledger»
e
a
sua
tiragem
de
88,000
folhas
diarias.
proeessu curioso.—
Corre
um
pro
cesso
curioso
em
França.
A commissão
parlamentar,
veriíicando
as
contas
de
1870-
1871
viu
qoe
o imperador
Napoleão
III
recebera
adiantada
a
prestação
mensal
da
sua
lista
civil
correspondente
ao
mez
de
setembro
de
1870,
no
valor de
374:940^000
réis.
Agora o
Estado
quer que
os
her
deiros de Napoleão III
restituam
esta
som-
ma,
visto
o
imperador
ter
sido
deposto
no
dia
4
de
setembro,
e
a
imperatriz
Euge
nia
quer
que
se
lhe entreguem
o
museu
de
armas
de
Pierrefonds
e
o
museu
chi-
nez
de
Fontaineblau.
A
cultura
da
vinha
em França.
—
Eis,
sobre
a
cultura
e
sobre a
produc-
ção do
vinho,
alguns
detalhes
d
’
uma
per
feita
exacudão,
que exlractamos d
’
umjor-
nal
francez:
A
cultura
da
vinha
eslende-se
era dois
milhões
600:000
hectares.
A
producção
media
do
vinho
por
anno,
ha
dez
annos,
foi
de
59 milhões
388:000
hectolitros
de
vinhos
de
toda
a
natureza,
ou
21 hecto
litros
e
meio
por
hectare.
A colheita
de
187o
deu
83:362,000 hectolitros. E’
a
mais
considerável
que
a
França
tem
tido.
Os
vinhos
do
Bordelais,
isto é
os
que
são
produzidos
n
’
um
departamento
unico
da
Gi-
ronde,
tem
uma
media
annual
de
2,400,000
hectolitros
A
Bourgogne,
representada
pe
los
departaraentoo
da
Cóte d’
Or. do
Rho-
dano,
de
Saône-el-Loire
e
do
Yonne,
pro
duz
annualmente,
na
media
3;87,000
he
ctolitros de
vinhos.
Os
mais
afamados são
os
de
Chamberlin,
de
Clos-Vougeot,
de
Romanée-Conli, de
Corton,
de
Pomard,
de
Meursault,
de
Montrachel
de Beaune,
de Nuits,
etc.
Os
vinhos
de
Champanhe
proveem
do
departimenlo
unico
de
Marne.
Sua
producção
media
por
anno
é
de
443,090
hectolitros.
Está
calculado
exa
clamente
o
numero
de
garrafas
de
vinho
de
Champagne
que
foram exportadas
de
1867
a
1877
E’
de
147
milhões
!
Apezar
d
’
esta
producção considerável,
a França
consome uu.a
certa
quantidade de
vi
nhos
extrangeiros,
vindos
pela maior
par
te
d
’Hespanha,
u’
Italia
e de
Portugal.
A
quantidade recebida
no
ultimo
anno
loi
elevada a
676,401
hectolitros.
Por
seu
tur
no
a
França
expediu
para
o
estrangeiro
pe
lo
menos
300,000hectolitros
d’
estes
mes
mos
vinhos.
agricultura.-
De
um
nosso collega
de
Valença
transcrevemos
o
seguinte:
«São
estas
pouco
agradaveis.
Ainda
ha
15
dias
noticiamos que o
aspecto
dos
tri
gos
não
era
desanimador;
hoje
aífirmamos
que
é
lamentável porque
as
cearas
d
’
esle
pão
de pragana, como
que
se
enferrojaram
eseccaram
antecipadamente, e
muitas
apre
sentam
um
grão
rachilico
e
engelhado. Tal
loi
a
influencia
das
chuvas
n
’esta
primeira
quinzena
de
julho;
do
frio
e
sol
de
trovoa
da
alternadamente,
que
destruiu
a
maior
parle
do
fruclo
dos
vinhedos,
que
na
crise
da alimpaçào; se
moeu
e
como
que
desapp
treceu
em
grande
parle.
Se
escassa
foi
por
aqui
a
colheita
do
vinho
no
anno
passado,
mais
escassa
será no
corrente.
Os
centeios
soílreram
menos
e
são
me
dianos.
Tanto
a primavera tem
sido
anor
mal,
qne
dos
balataes
plantados
de
janei
ro
até maio
nenhum
tem
sido
poupado
ao
terrível
llagello.
Os
teraporãos
tem
pro
duzi
ío
muilo
pequenas quantidades de
tu
bérculos;
os
serodios
nada
produziram,
que
as
folhas
e
caules
desapparecerarn
tisnadas
e
melladas
peia
chamada epiphitia. Hoje,
que este
fructo
tem
logar
na
meza
do
ri
co
e
do pobre,
a carestia
d
’
este
precio
so
tubérculo
será
muito
sensível
para
as
classes
trabalhadoras.
Sensível
tem
sido
lambem
a
carestia
de
peixe,
ha muilo
tempo
sentida
e
lamentada,
faltando
so
bretudo
o peixe
do
pobre,
a sardinha,'
fornecida
dos
portos
da
Galiza.
Álbum.
—O
Album,
que
um
grande
numero
de senhoras.
legitimistas,
de
Por
tugal
offereceu
á
Esposa
do Senhor
Dom
Miguel,
já
foi
entregue,
em Ralisbonne,
á
Princeza
de
Thurn e
Taxis, pois
que
Sua Alteza
Real se dignou
incumbir-se
de
o
enviar
a
Sua Augusta
Filha.
Sabemos
que
o Album
tem
sido alli
objecto
da maior
admiração
pela
sua
opu
lência
e
primor
arlistico,
e
principalmen-
le
pela quantidade
e
qualidade
das
assi-
gnaturas,
que
cobrem
as
suas
esplendidas
quarenta
e
oito
folhas.
E, na
verdade,
a
manifestação foi
tão
significativa, que não
póde
deixar
de
pro
duzir
impressão
em
quem
souber
com-
prehendel-a.
(«Nação»)
QuestAo
<ln
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á questão
do
Oriente,
são
os
que seguem:
Paris
19
—
As
ultimas noticias
de
Ber
lim
exprimem plena
confiança no
bom
re
sultado
do
congresso,
o
qual
saberá
re
mediar
as
difficuldades
provenientes
da
ri
validade
que
existe
entre
as
diversas na
cionalidades
da
Turquia.
Tem
havido
importantes
conferencias
entre
os
plenipotenciários
russos,
inglezes
e
austríacos.
Berlim
20
—
A
sessão
de
hontem
no
congresso
decidiu
que
a
Grécia
será ad-
mittida
por
voto
consultivo,
quando
se
tractar
das
questões
que
lhe
digam
res
peito.
Resolveu
lambem
que
a
Bulgaria
será
dividida
era
2
províncias,
uma
ao
norte
dos
Balkans,
chamada Bulgaria,
e
oulra
ao
sul,
que
provavelmente
ficará
com
a
denominação
de
Romelia.
O
regimen da política
de
administração
e
delimitação
das 2 províncias da
Bulgaria
está
sendo
discutido
em
negociações
espe-
ciaes
entre
os
delegados
russos, inglezes
e
austríacos.
Sómente
sabbado
se
reabrirá a
seguinte
sessão.
Paris
20
—
Corre
o boato
de
que
se
estaria
ventilando
a
questão
de se ele
var
o
duque
de
Edimburgo
ao
throno
da
Bulgaria.
Não
tiveiam
importância
os
combates
em
Creta.
A
porta
ordenou
a
suspensão
de
hosti
lidades.
O
cônsul
inglez
tem
dado
conselhos
conciliadores
e
propoz
a
protecção
da
In
glaterra
para
sustentar
os direitos dos
cre
tenses.
Londres
21
—Dizem
de
Berlim
ao
«Ti
mes»
que
a
Inglaterra
e
a Áustria
exigi
ram
que
tão
depressa
esteja
concluída
a
paz,
os
russos
evacuem
a
Bulgaria
e os
turcos
occupem
os
Balkans,
acquiescen-
cia
esta,
exigencia
e
uma
das
condições
para
o
bom
resultado
do
congresso.
Assegura-se
que
está
iinminente
uma
revolução
em Constantinopla contra
o
sul
tão.
Chegaram
15:000
russos
a
S.
Slefa-
nio.
Os
russos
insistem
para
que
lhes
seja
entregue
Schoumla.
Berlim
21
—
Em
conformidade
com o
desejo
dos
delegados
das
potências
in
teressadas,
os
quaes
proseguem
hoje
nas
negociações
referentes
á
questão
da
Bul
garia,
a
sessão
do
congresso
foi
transfe
rida
para ámanhã.
Londres
22
—Consta ao
«Morning
Post»
e
«Standard»
que
o
marquez
de
Salisbury
não
assignou
o
memorandum
e
que
apenas
poz
as
iniciaes
no
fim
do
documento.
Dizem
ao«Times» que os
delegados
da
Rússia,
Inglaterra
e
Áustria
estão de
ac
cordo
sobre
os seguintes
pontos
que
serão
submetlidos hoje
ao
congresso:
A
linha da
demarcação
da
Bulgaria
se
rá
fixada nos
Balkans e
collocar-se-ha
a
guarnição nas
praças
fortes
de
Sofia
e
Pirol;
toda a
parte da
Roumelia,
Varna
e
uma
parte
da
Bulgaria
permanecerão
turcas;
as
fronteiras ao norte do
Monte-
negro
e
da
Servia
serão
restringidas,
mas
reservando
compensações
ao
sul.
Berlim
22
—
Os
plenipotenciários
envia
ram
a
S.
Petersburgo
um
mensgeiro
especial
para
submetter
á
decisão
do
im
perador a
difficuldade
pendente
ácerca
da
guarnição
que
deverá
ser
collocada
na
li
nha
dos Balkans.
A
resposta
não
é
es
perada
antes
de
ámanhã.
Consta ti li
no
pia
22
—
Parece que
os
rus
sos
collocaram
torpedos
entre
Rodosto
e
San
Slefanio.
Depois de
ler
uma audiência com
o
sultão,
partiu
para
Berlim
o
príncipe
egypcio
Abdel-Halim,
conduzindo
uma
me
mória
em
que
a Porta
pede
que
não se
jam
marcados
os
Imailes
da
Bulgaria
se
não
depois
d
’um
inquérito
local
e
con-
tradictorio, estabelecendo a
nacionalidade
dos
habitantes
e
a
producção,
como
con
ste
dos
documentos
estatísticos.
Londres
22
—Diz o «Times» que
a
Rússia
aceitou
as
condições
inglezas
re
lativamente
á
fronteira
meridional
da
Ro-
mania
e
ás
guarnições
turcas das
linhas
dos Balkans,
pois que
lord
Beaconsfield
fazia
depender
da
acceitação
d
’
essas
con
dições
a
continuação
do congresso.
Horrível tragédia. —
Escrevem
a
uma folha
do
Maranhão:
«No dia
25
de
abril,
pela
manhã,
no
logar
Jatobasinho,
da
lagôa
de
Santo
Agostinho,
n
’
este
termo
de
S.
Bernardo,
dois
homens
Vicente
e
Alexandre
e
ura
«neninode
11
annos.
filho
do
primeiro
di
rigiam-se
para
a roça
acompanhados
de
tres
cachorros.
Estes,
em caminho,
acharam
uma gran
de
onça
pintada,
que era
o
terror
do
lo
gar.
Os moradores
da
circumvisinhança
co-
nheciam-n
’
a
pela
grandeza
do
rasto, e de
ram-lhe
o
nome
de
«Mamã».
Chegando
os
dois
homens e
o
meni
no
perlo
dos
cachorros
não
poderam lo
go,
pelo
emmaranhado
do
matto,
desco
brir
a
onça
que
eslava
trepada
a
uma
arvore,
d
’
onde, arrojando-se
sobre
aquel
les,
alcançou
o
de
nome
Vicente,
genro
do
seu
companheiro
Alexandre.
Com
o
impulso
que
trazia
e
a fúria
que
a
dominava,
subjugou
rapidamente
o
infeliz,
arrancando-lhe
com
um
sopapo
um
dos
olhos
e
parte
da
pelle
que
lhe
cobr-ia
a
cabeça.
Vicente,
n
’
esta
apertada
situação
e
ten
do
por
unica
arma
uma
faca
de
ponta,
deu ainda
na
fera
uma
facada
e
caiu
des-
fallecido.
O
animal, sentindo-se
ferido,
atira-se
enraivecido
contra
Alexandre,
testimunha
d
’
aquella horrível
scena,
o
qual,
achando-
se
apenas munido
de uni
pequeno
cace
te,
foi acto
continuo
cruelmente
mutilado,
ficando
portanto
fóra
de
combale.
O menino
de
onze annos, de
que
aci
ma
fallei,
revesltndo-se
de
coragem,
vae
a
Vicente,
seu
pae,
que
jazia
alli pros
trado,
e
que
tinha
com força
segura
na
mão
a
faca
que
trazia
e
tenta
tomal-a,
o
que
coin
difficuldade
conseguiu.
Assim
armado
o
menino
approxima-se
da fera pelo
lado
das
costas,
na
occasião
em
que ella
dilacerava
a
Alexandre, avô
do
mesmo,
e dá-lhe
uma
facada,
ataque
a que
o
animal
respondeu
atirando-lhe
um
salto que, pegando
em
falso, deilou-o
não
obstante
por
terra.
Levantando-se
o
intrépido
menino, cra
va
segunda
vez a
faca
e
d
’esta
com
gol
pe
certeiro,
penetrando-lhe
os
intestinos.
Mortaimente
ferido,
não poude
o
animal
resistir por
mais
tempo e
o
menino
heroe
viu
em
breve
estendido
no
campo
da
iu-
cla
o
seu
feroz
contendor.
Ganha
a acção,
corre o
vencedor
á
casa
de
seus
infelizes
paes
a
dar
parte
do
occorrido,
voltando
acompanhado
por
di
versas
pessoas que conduziram as
vicli-
mas
para
ministrar-lhes
os
precisos
soc-
corros,
e
a
pelle
do
animal
como
tro-
pheu
da
victoria
alcançada
por uma
creança.
Espalhando-se
a
noticia,
e
sendo
infor
mada
d
’
elia a
snr.
a
D.
Lima
Carlola de
Jesus
Pires,
mãe
do
snr.
dr.
Pires
Fer
reira,
mandou
immediatamente
aquella
ca
ritativa
senhora,
corno
sempre
costuma,
fornecer
a
Vicente
e
Alexandre
lodos
os
recursos
de
que
carecessem
—
remedios
e
alimentos
para
salvar-lhe
a
vida.
Tudo,
porém,
foi
debalde, porque no
segundo
dia
do
acontecimento
falleceu
Vi
cente
e
no
terceiro Alexandre,
deixando
ambos
suas
famílias
cada
uma
composta
de
mulher
e
seis
filhos
na
mais extrema
pobreza.»
A&UD
ê
CIMMTOS
Anlonio
José
Lopes,
Rosa
Maria,
Fran
cisco
José
Lopes,
Jacintho
Fernandes
Lo
pes,
Manoel
José
Lopes,
João
Gregorio
Lopes,
penhorados para
com
todas as
pes
soas
que
os
procuraram
por
occasião
do
fallecimento
de
seu presado filho
e
irmão
José
Manoel
Lopes bem como
para
com
lodos
aquelles
que
assistiram
aos
respon
sos
que
por alma
do
mesmo
se
celebra
ram
na
capella
do
cemilerio;
agradecem
por
este
meio
a
todas,
protestando-lhe
o
seu
profundo
reconhecimento.
(948)
Sendo
tantas
as
manifestações
de com-
moção
e
interesse,
e
tão
gcalmenle
dis
tinctos
os
obséquios,
dispensados
n
’esta
cidade
aos
abaixo assignados,
paes
irmãos
e
cunhado
do
moço
Miguel
Eduardo
Pe
*
reira
do
Lago
Freire
de
Andrade
por
oc
casião
da
sua
doença,
e
no
dos
actos
religiosos
celebrados
em
serviço
de sua
alma
na
egreja
da
Misericórdia,
e
na
ca
pella
do
cemiterio
no
dia
16 do
passa
do,
e
sendo
aos
mesmos
diíficilimo
pro
curarem
a
tantas
pessoas
que
todas
as
classes
porfiaram
em
acompanhal-os
na
sua
immensa
dôr,
aproveitam
este
meio
para
lhes
confessar
suas
innumeras
obri
gações,
protestando
a
todos
o
seu
pro
fundo
e
eterno
reconhecimento.
D.
Maria
F. Pereira do
Lago
Porto-Carrero
Henrique
F.
d
’Andrade
Coutinho
Bandeira
Baroneza
de
Pombeiro
D.
Ernestina
A.
Freire
d
’
Andrade
José
Anlonio
F.
d
’
Andrade
Pereira
do Lago
Henrique
Carlos
Freire
d’
Andrade
Barão
de
Pombeiro.
(930)
Arrematação
O
conselho
administrativo
do regimen
to
de
infanteria 8,
faz
publico,
que no
dia
7
de
julho
proximo,
pelas
11
horas
da
manhã,
e
na
salla
das
sessões
do
mes
mo
conselho,
tem
de proceder
á
arrema
tação
dos
maleriaes abaixo
mencionados
que tem
de
ser
consummidos
nas
obras
do
quartel: 1:000
tijolos de
O‘n
,22xO!tt
,li
X<l'".O3;
23:000
ditos
de
0in
,22x0'
n
,ll
X0
m
,05
Quartel
em
Braga,
22
de
junho
de
1878.
O
secretario
do
conselho
Bernardo
Osorio,
(950)
Alferes
d
’infanteria
8
VESBA
DE
CASAS
No
logar
da
Cavalgada, e
no
logar
da
Ponte
Nova
do
Bico,
estrada
e
freguezia
de
Palmeira,
vendem
se
duas
moradas de
casas sobradadas,
com
muito
bons
com-
modos
e
feitas
de
novo.
Trata-se
com
João
Dias
Correia
Braga,
no
mesmo
logar.
(951)
Arrematação
No
dia
28
do
corrente,
ás
9
horas
da
manhã,
na
sala das
sessões
da con
fraria
de
Nossa
Senhora
d
’
Apresentação,
se
ha
de
proceder
á
arrematação
do
dou-
ramento
do
altar
da
mesma
Senhora,
pre
cedendo
propostas
por cartas
fechadas,
me
diante
as
condições
que
desde
já
estão
patentes
em
casa
do
illm.®
snr.
Manoel
Gomes
da
Rocha
Graça,
rua
do
Souto.
As
cartas
devem ser
dirigidas
até ao
dia
27
ao
padre
Luiz
Gomes da
Silva,
secre
tario
da
confraria,
declarando-se
nos
sub-
scriptos,
o
fim
da
carta
e o
nome
da
pessoa
que
a
dirige.
Braga 22 de
junho
de
1878.
(952)
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
Asylo de
D. Pedro V.
Em
conformidade
com o
disposto no
artigo
53
dos
estatutos
do
Asylo de
D.
Pedro
V,
no
dia
29 do
corrente,
desde
a
1
hora
da
tarde
estará
aberto
ao
pu
blico
o
mesmo
asylo.
A
’s
11
horas
da
manhã
celebrar-se-ha
uma
missa
pelas
almas dos
bemfeitores
e
mais
associados
fallecidos, com
assis
tência
da Direcção,
procedendo-se imme-
diatamenle
á distribuição dos
prémios
ás
asyladas
que
este anno
fizeram
exame d
’in-
strucção
primaria.
Braga 24
de
junho
de
1878.
O
secretario,
Padre
Luiz
Gumes
da
Silva.
Tendo-se
no
dia 24
do
corrente
desen
caminhado
uma
jumenta, côr
castanha,
com
um
jumentinho
d’
um
anno,
a
pes
soa
que
a
entregar
na
rua Nova
n.° 49,
receberá
alviçaras.
Aluga-se
a
casa n.°
88
da
rua
da
Boa-Visla.
(906)
OURIVESARIA
DE
INDUSTRIA NACIONAL
DB
ANTONIO
CASIMIRO DA
COSTA
ENSAIAD0R
VISUAL
E
REAL
DO
OURO,
APPROVADO PELA
CASA DA
MOEDA
3
—
Rua
Nova
de
Sousa
—3
BRAGA
N’
esle
novo
estabelecimento
vendem-
se e
compram-se pedras
preciosas
e
ob-
jecto
de
ouro
e
prata.
Concérla
e
encar
rega-se
de mandar fazer
toda
a
obra
da
sua
arte,
com
a
maior
perfeição
e
gos
tos mais recentes.
A
maior parte
dos
objectos
são
man
dados
manufacturar
com loque
fixo,
e
ga
rantido
com
marca
especial,
particular,
e
pelo
ensaio
real.
3,
Rua
Nova de Sousa, 3.
(923)
MUITA ATTENÇÃO
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruidos de
novo,
com
os
n.
os
27
e 28,
eitos
na
rua
<le D.
Pedro
V
com
quintal
ajardinado
todo
murado,
e
com
agua.
Tem
commo-
dos
para
numerosa
familia,
e dos
2.us
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes
de Braga.
Passa
ao pé da porta
o
americano.
A
tratar
com
o seu
pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos onde
po
dem
ser
vistas
todos
os dias,
das
4
horas
da tarde
por
diante.
(949)
Quem,
na romaria
do
Espirito Santo,
perdesse
algum
dinheiro
no
território
do
Bom
Jesus
do
Monte,
póde
dirigir-se
ao
rev.°
Capellão-Mór
do
mesmo
Sanctuario,
que,
dando
indícios
certos
o
entregará.
(846)
Narciso
José
Marques,
annuncia ao
publico
que
continua
com
suas
carreiras
diarias
entre
Braga,
Guimarães
e
Caídas
de
Vizella,
e
vice-versa.
Horário:
Sae
de
Braga
ás
4
e
4
1/2
horas
<la
manhã
e
2
da
tarde,
em
direitura
a
Vizella, e
volta
de
Vizella
ás
3
horas da
manhã
e
ao
meio
dia,
e
de
Guimarães
para
Braga
ás
5
horas da manhã e ao
meio
dia
e
2
da
tarde.
Preço para
Guimarães
240 reis
e
em
direitura
a
Vizella
400
reis.
Escriptorio
em
Braga
em
caza
de
José
Antonio
Mar
ques
&
C.
a,
largo
do
Barão
de S. Mar-
tinho
n.°
5,
em
Guimarães
em
caza
do
snr.
João
de Mello, no
Toural
e
em
Vi
zella
em caza
do snr.
Francisco
da
Costa
e
Silva
Guimarães.
Biaga
6
de
Junho
de
1878.
(921)
VENDA DE
CASAS
No
largo
da Ponte de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se as
duas
moradas
de
casas
construídas de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da casa
que
habita
Anto-
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso. Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
Truspasse
de
negocio
O
abaixo
assignado,
negociante
que
foi
•de
carnes
de
porco,
verdes e
seccas,
bem
como
de
mercearia,
na
rua
de
S.
Marcos
d
’
esta
cidade,
vem
declarar, para
todos
os
effeitos,
que
passou
o
seu
negocio
ao
snr.
Lucas José
de
Andrade,
d’
esta
mesma
ci
dade,
ficando
o annuncianle
como
seu
cai
xeiro
percebendo
ordenado
annualmente.
Braga 18
de
junho
de
1878.
(945)
José
Alves
de
Araújo.
Vende-se
a
casa
n.°
5
da
rua
da
Sé.
Para tratar
na
rua
dos
Capel-
listas,
n.°
15.
(901)
HIGIENE v SALTO DE Li BOCA
MEDALHA
d
’
ouiío
Elixir
y Polvos
Dentrificos
Pieparacion
dei
»r.
PARIZ
1875
JO
HN EVANS
NADA
inais delicado
do
que
estas
especialidades destinadas
a
conservar
os
dentes,
bocca
e
garganta
em
perfeito
estado.
0
nome
do
doutor,
graças
á
sua
uni
versal
reputação,
offerece
uma
segurança indiscutível.
Agua,
frasco
gr.
600
reis;
frasco
peq.
300.
pób
,
caixa
gr.
600
reis;
caixa
peq.
300
No
Porto,
Ferreira <fe
Irmío,
Banharia,
77
e
79
—
Depositários
da
agencia
franco-hispano-portugueza.
MS
HTOriHS
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de repoiso nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres,
inllammações,
ulceras, consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações, debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os
meios
de
cura
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consubações
das
3
ás 5
—
Rue
Monlhebor,
27.
perto Tulherias,
Paris.
(40-^-)
SELLOS
PARA COLLECÇÕES.
Faiistinn
Antonio Martins
52
—Rua
do Lorelo—52
LISBOA.
N’
este
estabelecimento,
o primeiro
na
sua
especialidade
em
Portugal,
encontram
os
snrs.
colleccionadores
grande
sortimen
to
de
sellos
antigos
e modernos de
todos
os
paizes do mundo,
a
preços
muito
con
vidativos
e sem
competência.
Pacotes
para
os principiantes,
com
30,
40,
50,
60, 70,
100
e
150
sellos differentes
a 100.
200,
300,
400,
500,
1^000
e
2^000
reis,
de
muita
conveniência
e
novidade.
Recebem-se
encommendas de
todos
os pontos,
sendo acompanhadas
de
sua
importância
em
sellos
ou
valles do
correio.
(929)
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMIGO
PROPHITATIGO
Esta
injecção
é
a unica
e
efficaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira, rua do
Triunfo
n.° 142,
proximo
ao
Palacio
de
Christal.
Preço
de
cada
frasco—400
rs.
(861)
Rua <1
ob
Capellistas,
13
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguiu-
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível,
a
saber:
chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
panno,
a
80,
90.
100
e
110
o
covado; ha
linda
len-
çaria
de
seda
e
selim,
tanto
para senho
ra, como
outros
proprios
para
assoar-
guardasoes
de
seda, para homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crus;
lenços
de
cambraeta
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
diflerentes
tamanhos;
adere
ços
e
brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão.
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
melim,
e
d
’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este
estabelecimento ha
um
sortido
completo
de
tudo
e
barato. (858)
f
RUA
DE S. MARCOS, N.°
õ.f
Vende papeis pinta-
fe
dos para
guarnecer sallas, g
lindíssimos
gostos,
a prin- »
.jS cipiar
em 80
reis
a peça.
cf
a
©
a.
WSffiS»
-
Para
uma
casa
de
bastante familia
pre
cisa-se d
’
um
que
seja
diligente
e
activo.
No
escriptorio
d’
este
jornal
se
indica
rá
quem
é
o
pretendente.
(935)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo das
Carvalheiras,
falle com
Joaquim
Antunes Alves,
na
rua do
Cam
po, d’esta
cidade,
que está auctorisado
para
este
fim.
(713)
Na
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Mar
cos
ha
deposito
d
’aquellas
aguas,
das
quaes,
se
garante
a
genuidade
e
pureza,
por
se
rem
colhidas
na presente
estação
pelo pro
prio
pharmaceutico.
Preço
de cada
garrafa
(com
garrafa),
100
rs.
Sómente
a
agua,
60
rs.
De
6
dúzias
para
cima,
desconto
de
10
1/0.
Além
d
’estas
se encontram
á
venda,
na
mesma
pharmacia.
ás seguintes aguas
mi-
neraes
todas
chegadas
recentemente,
e
co
lhidas,
n
’
esta
quadra,
por
emprezas aucto-
riosadas
—
de
Vidago,
Verim,
Pedras Sal
gadas,
Entre-os-rios,
e
outras.
(928)
Os
Rebuçados
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(844)
C1HURWIî
UENT1STA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando grátis, pobres
e
soldados.
(801)
Quem
tiver
uma
casa
que
queira imprasar,
annuncíe
pelo
«Diário
do
Minho». (924)
Vende-se
uma morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de Pedra
n.°
6
a 6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7, contígua
áquella.
(862)
i
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de boa quali-
dade.e
preços muito resu
midos.
Vende cimento
roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques de ca
sas, tudo
de primeira qua
lidade.
-5/
k
Vende-se
para
pagamento
de
dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
rua
da Sé,
antiga
de
Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.°
s
16
e
17,
bem como
lam
bem
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de Te-
nões, suburbios d
’
esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica, chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trala-se no
Banco
Mercantil.
(927)
depois
m.tis
de
4o
annos
por a maior parte
dos
médicos por curar a chlorosis (fluxo
branco,
doança
das mancebas lilhas e to
das
as moléstias
clilorólicas. Eis aqui a
opinião
dos
mais eminentes médicos que as
tem
experimentado :
« Depois 35 rimos
que
exerço a medicina,
«
tenho
reconhocido
a este medicamento
« (Pílulas de Hlniid.i vantageins iticotilesta-
«
veis sobre lodos os outros
ferreos e eu
■<
o
mi
o
como o melhor anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE,
ex-présidente
da Academia
de
Medicina.
« De todas
as preparações ferreas
que
<
nos
hão
dado
bons resultados no trata-
«
mento
das
alTeiçòes
chlorólicas,
as
pdu-
•< las de
.'Saud parece-uos
devem
estar
na
«
primeira
tila. »
— Diccionario
vr.‘
Medicina,
t. n. page 99.
Como
prova
<ia authenticidade
nome do inventor está gravado ao
cada pílula como aqui
juuio
Depositas: 1-aris,
s, r.JPayenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—
30
_____________________
(27
*)
ARKFXMAYI-Si:
Desde
o proximo
S.
Miguel,
tres
moradas
de casas de 2
andares,
construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n.°
18,
20
e
22 Trata
se
na
mesma
rua
n.°
17.
(943)
Parte de Comércio do Minho (O)
