comerciominho_26011878_742.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
’
o
E.
6."
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»
..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
Repetição
.
...............................
850
10
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
....
DA
ASSIGNATURA
2S000
lâ050
3S600
3&600
10
N.’
742
B
18R«JA — MB3AOI» »K
J ASF.S R®
l»E
ÍS?»
Alexandre
llereulane
úrèrea ita»
venturas de
que
Portugal
é
devedasr
a®
Isbera-
Ihmo.
Achamos
em
um
periodico
portuguez,
Iranscripta
de
outro
brasileiro,
uma
caiD
de
A.
Herculanõ,
datada
de 2 de
julho
da
1862,
e
dirigida
ao
Monsenhor
Pinto
de
Campos,
em
que
se
lêem algumas
phrases,
que
não
podemos
resstir
á
ten
tação de
reprodtisirmos
aqui,
por
que
são
uma
confis'ão
sincera
e insuspeita
do
bello
estado,
a
que
.
Portugal
chegou
sob
o
feliz syslema,
que
nos iége.
Eil-as:
«Era
comigo,
aqui,
n
’este
mesino
hu
milde
aposento
onde escrevo a
v.a
s.
,
que
aquelie
martyr
(fallava
de D.
Pedro
\)
que
esta terra
nem comprehendia,
nem
merecia, vinha muitas
vezes
buscar
lin
tivo,
e
onde muitas
vezes
o
não
en
contrava,
porque
nem sempre podia es
conder-lhe
que
o meu
desalento
ácêrca
do
futuro
era mais
profundo
que
o
d
’
elle
....
Felizmente
aquelia
alma pura,
aquelia
grande
inte
ligência não
podia
querer
senão
o
justo
e
o honesto;
iiifelizmente
Dens
não
quiz
que
esta ul
ima
luz
de
esperança
allumiasse
os
horisontes
de
uma
nação
condemnada
a
morrer».
Uma
nação
condemnada
a
morrer!...
Pense
bem n
’
isio
o
leitor;
que
não
foi
nenhum
caturra pessimista, nenhum
re
trogrado,
que
desadora
o
presente
para
se
embebecer
na
saudosa
contemplação
do
passado,
quem
escreveu
essas
linhas.
Elias
sahiram
de
penna
liberal,
de penna
insuspeita,
ante
a
qual
os
liberalões
por-
tuguez.es
de
todos
os tamanhos
e
de
l
(los
os
feitios
andam
ahi a
curvar
os
joelhos
quasi
que
em
adoração
idolatra.
Pois
bem!
Na
oppinião
de
A.
Her-
culano,
Portugal
agonisa
no
leito
de
uma
morte
certa
!
As
antigas
feridas,
para
as
quaes
se
inculcava
o
systema
liberal
corno
unica
mesinha,
aggravaram-se
com
ella,
e
os médicos
liberaes,
que
promettiam
curar
o
enfermo,
são
uns
verdadeiros
al
gozes,
que
vão malal-o
irremisivelmenle.
Nós
também
já
assim
o pensávamos
ha
muito.
Mas
a
auctoridade
do
vosso
sabio
qual
de
vós
se
recusará
a
accei-
tal-a
?
Outra eanffisBã® preeioHa.
Temos
repetido
ahi
um
cento
de
vezes
que
com
os
governos
e
com
a
dynastia
liberaes
nunca
em
Portugal
ha
de deixar
de
ser
vexada e
opprimida
a Egreja
e
desacatados
e
conculcados
os
verdadeiros
princípios
catholicos.
Havemol-o
repetido
especialmente a
certos
jornaes,
que
sustentam
a
possibi
lidade
do
triunfo
do
catholicismo
em
Por
tugal
com
toda
e
qualquer dynastia.
com
toda
e
qualquer forma
de
governe.
Hoje
é
um jornal
liberal, que
afinando
peio
nosso
tom,
corrobóra
o
que
havemos
aílirmado.
E
’
o
«Commercio
de
Lisboa»,'
que
em
polemica
com
a
«Palavra» (note
se
esta
circumslancia),
se
exprime
do
se
guinte
modo:
«Custa-lhes
a conformar-se com
o
«desengano
de
não
poderem
fazer
em
«Lisboa
o
que
ainda
fazem impnnemenle
«em
algumas
localidades
do
paiz? Te
«nham
paciência:
berrem,
mas curvem-
«se............»
«Antes
de
terem
Henrique
V
em Fran-
«ça,
Carlos
VII
em
Hespanha
e
D.
Miguel
«H
cá
por
casa,
não
pensem
em
dar-nos
ta
lei.
porque
já
sabem
quanto
ganham
<
sempre
com
isso».
A
«Palavra»
mesmo transcreveu
este
trecho
em
suas
columnas,
o
que
deve
ser
de
grande
edificação
para
o
seu
cor
respondente
de
Madrid,
que
adóra
o
ca-
tholicismo
de
D.
AÍIonso
e
do
seu
go
verno.
Oxalá
que
a
lição
possa approveitar
lambem
nos
catholicos cá
de
Portugal,
que
em
lugar
de
ap.miarem
o
unico
par
tido
capaz
de conter as
demasias
da re
volução
anli-christã,
o
combalem
surda
mente,
procurando
rarear-lhe
as
fileiras,
semean
lo
por
entre
ellas
o
desalento,
e
insinuando
a
mentida
esperança de
que
o
paiz
possa
vir
a
ser
um
dia
cathol
ca-
menlè
governado
com
a
Carla
e
com
a
dynastia
constitucional.
Esperança
mentida,
repectimos.
contra
a
qual
nos
havemos
insurgido
sempre,
e
contra
a
qual
protesta
hoje
o
«Jornal do
Commercio»
na
preciosa
contissão,
que
acabamos
de
registar.
D.
M. S.
B
Bifltmcçn® popular.
XI
«E
quer
o
leitor
conhecer
as
palavras
que
servem
para
a
bênção
dos
sinos?
«Qiie
estes
sinos
expulsem
para
longe
as
influencias
malignas,
os
espíritos
ten
tadores,
os turbilhões,
o
raio
e
o trovão
!
Que
dissipem
os
embustes
do
nosso
ini
migo,
a
destruição
do
graniso, os
fura
cões
e as
tempestades».
Já
sabe
o
leitor
como
os sinos
comprem
a
sua
nobre
missão».
Taes
são as
palavras
com
que
o
«Ami
go
do
Povo» remata
o
decantado
artigo
que
ha
tanto
tempo
temos
vindo
analy-
sando.
E
’
,
na
verdade,
um
fecho
digno de
tudo
o
mais
que
ahi
se
diz.
Senão
veja
o leitor
a
tabia d’
cstes
amig
s.
Primeiramente,
tudo a
titulo
de
phe-
nomenos
electricos,
principia
por
negar
o
dogma
da
Providencia,
(como
se
a
phi-
losophia
e a
Revelação,
sempre
irmanadas
por
natureza
não
proclamassem
que
Deus
tudo
dirige
c
governa
pela
sua Providen
cia), mas faz
isto muito insidiosamente
(insidiaberis
calcaneo
ejus,
Gen.
2.°,
IS);
depois,
indo
mais
além
um poucochinho
torna
insidiosamente
a
repisar
na
negação
e
avança
com
um
argumento
dos
de
cabo
d
’
esquadra,
mas
que tem
todo o
valor
para
os
espíritos
levianos
e superficiaes,
que
o
raio
não
é
jámais
um
castigo
de
Deus,
como
se,
sendo
elle
uma
manifes
tação
da
Providencia
Divina,
deixasse
de
ser
ao
meino
tempo uma
manifestação
dos outros
altributós,
parisso
mesmo que
a
Divindade
não
póde
manifestar
um
sem
os
oulios,
a
não
ser que
deixe
de
ser
Quem
é,
o
que
também
é
impossível,
embora
tudo
isso
seja quasi
sempre
para
nós
um
mysterio.
Em
seguida
estriba-se
em
duas
mule
tas,
Aiago
e
Bayle,
dois
physicos insi
gnes,
para
provar
que
o
loque dos sinos
atlrae
o
raio
e
a
tempestade. A
muleta
Bayle
quebra,
porque
Bayle
é
d
’opinião
contraria,
e
elle
roga-lhe
então
uma
pra
ga,
dizendo:
«Que singularíssimo
physico»!
Depois
abriga
a
muleta
Arago
a
servir-
lhe
de
encoslo,
quando
nós,
citando-lhe
.textualmente
no
artigo
anterior
as
pala-
vr.s
de
Arago
sobre
este, poncto,
lhe
tizemos
ver
que
Arago
dissera
que
no
estado
actual
da sciencia
não
eslava
pro
vado
que
o
som
dos
sinos
tornasse
mais
imminenle
e
mais
perigosa a
queda
dos
raios
e
que,
rindo-se
d
’
um perfeito
que
assegurava
que esse
meio
devia
infalli-
velmenle produzir a
queda
do
meteoro,
accrescentára: «
Vê se
que
a
falsa
sciencia
não
é
menos
perigosa
que
a
completa
igno
rância
e
que
ella
conduz
infallivelmente
a
consequências
que
nada
justificam».
Tendo
assim falhado
ambas
as
mule
tas,
uma,
tilo conscio,
outra,
illo inscio,
e
lendo
ambas
portanto
justificado
as
pa
lavras
de
que
a
Egreja
se serve
na bên
ção
dos
sinos,
sem
embargo o
venenoso-
insecto
ferra
na
Egreja
justificando
a
mor
dedura
com um
facto
de campanarios
ful
minados
de
raio,
facto
que,
ainda
assim,
não
diz
«1
’
onde
o
tirou!
Mas
a verdadeira
justificação
está
na
natureza
do
animal.
«O
príncipe
do
Synhedrio
e iodo
o
seu
conselho bem
procuravam
um falso
testimunho
contra Jesus,
para
o
poderem
entregar
á
morte,
e
todavia
não
atinavam
em encontrai-o;
não
obstante
estarem
a
chegar
muitas
lestimunhas para
jurarem
falso: mas
por fim
vieram duas
teslnnu-
nhas
que
disseram:
«Este
disse, etc»
(S.
Matl.
cap.
26
e
seguintes)».
Note
bem o
leitor
como o «Amigo
do
Povo» procedeu
com
cynismo
e
má
fé.
A
maneira
do
venenoso
reptil
que
agachado
entre
a relva
vae
caminhando
insensivelmente
até
poder
ferrar
na
mão
ou
no
calcanhar
do
indivíduo, assim
elle
por
entre
um
estylo,
não
florido,
mas
algum
tanto
sonoro
e
seductor
vae dis-
lillando
ti
estas
e
n’
aquellas palavras,
n
’
es-
tas
e
n
’aquellas
phrases
a
baba venenosa
que
lhe
é
própria
e
isto
sem
que
o lei
tor
o
advirta
á
primeira
vista
até
que
por
fim
ergue
a
cabeça,
bota
o
ferrão
de
fóra
e
pi
a
nos
calcanhares d
’Aquella
que
éo
firmamento
e
a
columna da verdade
(S.
Paulo),
da verdade
que
elle
já
tinha
es-
pesinhado
mais ou menos,
mas
com
certo
receio
de
ser
pressent.do
logo
ao
prin
cipio.......
A
Egreja
Calholica
eslá
bem calçada.
As solas
das
suas
bolas
são
de
tal
tem
pera
que
teem resistido ás
mordeduras
das
mais
venenosas
viboras
que
tem ap-
parecido
no mundo:
e
até
o
dia
d
’
hoje,
louvado
Deus,
se
não
pôde
descobrir,
nem
com
o
auxilio
dos
instrumentos
mo
dernos, do
mtscroscopio. por
exemplo,
na
superfície
do
couro a
mais
leve
arranha
dura,
mas
antes
se
tem
visto,
a
olho
bem nú,
as
víboras
myrradas
e' desfeitas
em
pó!
E,
sendo
assim,
que
v
nha
cá
fazer
o
pobre
«Amigo
do
Povo»,
que
entre
os
anitnaes nocivos,
incommodos
e
mais ou
menos
venenosos
não passa
da
classe
d’
aquelles a
que
nós,
o
povo, chamamos
trombeteiros ? !
Ainda
assim,
a mordedura
d
’
estes,
algumas
vezes, parece
que
traz
demonio!
D
pois
ha
a
circumslancia
aggravante de
que
o inseclo
tem
feito
ha
muito
tempo
e
conlinúa
fazendo
as
suas
gentilezas
deante
d
um
povo, que,
mercê de
Deus,
se
caracterisa
pela
sua
adhesão,
obedien
cia
e
respeito
á
Mestra
Infallivel
da
ver
dade!
E,
por
fim,
embora
as
mordeduras
sejam
sem effetlo
para
Aquelia que
rece
be
direclamente
a
sua
força
e o
seu
po
der
de
Jesus Christo,
a
quem
foi
dado
lodo
o
poder
no céo
e
na
terra
(S.
Matl.
cap.
28,
v.
18),
ainda
assim,
os
filhos
•d
’
Essa
devem
punir
a
pelulaucia
e
o
cy
nismo
dos
mordedores !
E‘
porisso
que
só
por
causa
de
pouco
mais
que
um
artigo
do
«Amigo
do
Povo»
já
vamos
no
undécimo,
pela
simples
iazão
de
que
para morder
basta
ser
cão
ou
ou
tro
irracional
que
abra
e
feche
a
bocca,
arreganhando
a
denluça,
mas
para
curar
é
preciso
um
homem,
um
ente
racional.
Para
ferir
basta
um couce;
para
curar
a
ferida
é
necessário
uma
mao.
E,
se
bem que
já
(enms
feito
ao
nosso
illustrado
mestre
as
convenientes
observações
sobre
a
sue
ultima
gorda
ba
boseira,
não
concluiremos
todavia
o
pre
sente
ariigo,
sem
uma
reflexão
mais.
Lalel
anguis
in
herba,
diz
o
r
Ião;
a
serpente esconde-se pela
herva
para
melhor
fazer
das
suas.
Em outras
jiartes,
no
Porto,
por exem
plo,
não
tem
necessidade
d
’isso,
porque
constituem
um
exercito,
um
esquadrão
bem
formado.
Assim
o
«Serrote»,
por
exemplo,
vibora
venenosa,
d
’
uma
especie
singular,
creada
na
immundicie
e
na
cor
rupção,
nutrida
das
mordeduras
com
que
mimo»eia
a
humanidade
traz
apoz
si um
cortejo
enorme
que
a
não
deixa
matar.
B
poi
assim
dizer,,
a
ultima
parte
do
ferrão
da
imprensa
libertina
ou
liberalesca
d
aquelia
cidade.
Anda
entáo
á
luz
do
dia
muito
á
sua
vontade,
mordendo
quem
lhe
apraz
até
que
um
dia
o
remedio
venha
do excesso
do maÇ
e
o
animalejo
torne
a
entrar
na
jaula
d
’
onde
se
escapou,
ou
na
immun-
dicie
onde
nasceu
e
medrou.
Aqui,
em
Braga,
porém, como
o
«Amigo do
Povo»
entende
(e
não
entende
mal....)
q
(I
e
a
fructa
ainda
não
está
ma
dura,
ou que
os
bracaren
es,
graças
a
Deus,
ainda
não
perderam
o
bom
senso,
ou
atiles o
inslinclo
da
própria
conserva'-
çào
diz
lá
com
os
seus
bolões:
«Vamos-
iios
escondendo pela
herva
e
mordendo
como
quem
não
quer
a cousa»...
Não
era
mau
systema; o
peior
é
que
muitos
já
tem
conliecimenlo
*do
animal
e
nós
estamos
apostados
a
allastar
toda
a
herva
que o
occulte aos
olhos
dos
mais
myopes.
Temol-o
feito
e
continuaremos
a
íazel-o.
Por
ultimo
só diremos
que a
cidade
que
abriga
e
nutre
no
seu
seio um
pe-
nodico
como
o
«Amigo
do Povo»,
revela
claramente
graves
symptornas
do
phyloxera
do
século.
A.
M.
--- --------------------------
Estão
asHiata m,
coiismm
.
Não
ha
crise
commercial,
nem
in-
dusliial,
no dizer
de
alguns,
mas
os
ban
cos
negando
sua
confiança ao commercio
e
á
industria arranjam-na.
Assim,
a
cri
se
Dzem-na
os bancos
de proposito para
fins bem
pouco
honestos.
O
sabio
preleclor, direclor
doBanco
Lis
boa
&
Açores,
que
tão
excellentes
lições
nos
tem
dado
no
«Jornal
do
Commercio»
é
que
nos
pôde
explicar
o
fraco
da
ques
tão.
Elle
tem
o
ulos
de
ver
ao
longe
e
os
seus
artigos
tem
chamado
grande mo
vimento
ao
seu
banco,
mas
um impor
tuno
accionista
não
quer
a
reeleição.
-
E
nós
approvainos,
mesmo
sem
ser
accionista, porque entendem
s
que
em-
quanto
os directores
dos bancos
e
com
panhias
negociarem
de
conta
própria
o
capital
é
para
os
seus
negocios,
e
como
não
póde
chegar
p.ira
os
outros
armam-
se
crises tremendas,
como
pavor
s;s,
e
cata
tudo,
mas
fiquem
elles
de pé.
Outro
accionista
é
de
opinião que
a
diretção
deve
sair
porque
tendo
sido
com
parada
á
do
Luzitano
pouco lhe
agrada
o
elogie.
Mas
este
accionista
é
caturra
por
força,
porque
o
Luzitano
tem
sido
o
banco
modelo.
A
maçonaria
argentaria
quer
tudo
para
si,
guerreia
os estabelecimentos
e homens
honestos, sem
se
lembrar
que
a
bala
de
recocliete
é
terrível. Os tratantes
indi-
tiheirados são
os homens
das
suas
boas
graças,
para
lhe
apanharem
o
dinheiro
para
as
suas
emprezas.
Cega-os
a
avareza,
fecha-lhe
o
en-
tendimento
o
orgu-lho,
e
não
pensam
um
momento
no
que
foram,
porque
vão
para
a
cama
cançados
de
commetter
iniquida
des,
dormem
como
ébrios,
não
podem
conversar
com o
travesseiro,
que
é
ura
grande
conselheiro,
nem remover
a con
sciência
para
a
levar
a melhor caminho.
Nada
d
’
isto
os
prende.
As
cifras
e
a
calumnia.
são
os
dois
grandes
elementos
da
sua
grandeza.
Só
ha
uma
cousa
que
ainda
atura
estes
figurões
de
fresca
data,
é
o
socialismo, por
onde
andaram
muitos
d
’
elles,
de
braço
dado
com
o
communis-
ino.
Mas
não
se
lembram
os
miopes,
que
para
elles
ha
um perigo
maior,
que
está
na
acção
dos
homens
illustrados
e
de
coração,
que
não
se deixaram
enxovalhar
sem
sacudir
a mascara
dos
malvados,
e
expol-os
á condeinnação
publica.
E
porque
se
não
tem
perguntado
aos
oppressores
da
honra
e
credito
alheio
«Onde
está
a
crises?
Logo lhe
diriam:
não
existe;
existe
sim
a
infamia
com
o
nome
de
crise,
mas
esta
hade
vir.
porque os
Crassos
a
ar
ranjaram
com
as
suas
violências,
e
com
estas
poderão
accarretar
sobre
si
proprio
o
castigo
bem
iner<eido.
Sim,
porque
poderão
perder n’
um
mo
mento
o
que
accu.<
ularam
em
annos,
vendendo
e
exp<
liando
a
humanidade,
porque
as
violências trazem
comsigo
novas
violências,
e
estas
reciprocidades
pouco
amaveis
podem
trazer
bem
sérias
conse
quências.
EslaS
verdades,
porém,
não entram
na
cabeça
de
tal gente,
mas
o
tempo
é
que
hade
encarregar
de trazer, os
desenganos.
E
porque
não
hade
o
muito illustre
prelector
dos
Açores
dar
lições
de
moral
e
política
neste
assumpto?
Tem
aqui
campo
vasto
pai
a desenvolver
a
sua
gran
de
imaginação.
E’
rico,
é
talentoso,
é
feliz,
deixe
a
inveja
e
o
banco
e
agarre-se
ao
seu
di
nheiro,
ao
seu
talento,
e
á
sua
felicidade,
que
assim
terá
confundido
e
atirado
para
bem
longe
com
aquelles
que
o
olham
ciumentos
de
tantas
fortunas.
Eoi
pena
que morresse
o
talentoso
José
de Brito,
que
foi
outro
ornamento
do
«Jornal
do
Commercio»,
e
que
deixou
saudades
amargas
aquelles
de
seus
desin
teressados
amigos.
E
como
tudo
passa,
como
tudo
desap-
parece
d
’
este
mundo,
os
grandes talentos,
e
os
grandes
tratantes,
não
ficam
por cá,
mas
infelizmenle
a
substituição
dos
últi
mos
é
mais
facil
do que a
dos
primeiros.
Ficamos
por
aqui
até
á
eleição
da
di-
recção
do
Banco
Lisboa
&
Açores,
que
é
agora a
crise
maior
da
praça
e
cidade
de
Lisboa.
A
’
ultima
hora
dizem
que
um
cam
bista, que
fazia
parte
dos
corpos
gerentes
d
’um banco desappareceu,
mas
já dizem,
que se
elle
não
apparecer
cá
no
mundo,
apparecerá
no
inferno
ou
no
céo.
O
homem
foi
victima
d
’
alguma cilada
que
lhe
armaram
os
irmãos.
•
*
*
OUAÇî.
que
se
deve
resar
diariamente durante
o
anno
de
1878,
pedindo
o
triunfo
para
a
Egreja
e
a
conservação
da preciosa
vida
de
Pio
IX:
«Omnipotente
e Clementíssimo
Senhor,
concedei
á
Egreja
lodo
o
auxilio
e bem
assim
ao
nosso Santíssimo Padre
o
Papa
Pio
IX.
opprimido por
tantas
e
tão
graves
necessidades.
Os
annos
e
as
dores affligem o
Santo
Pontífice,
concedei-lhe pela
Vossa
Divina
Providencia,
as
forças
necessárias
para
valorosamente
pelejar
contra os Vossos
inimigos.
Defendei benignamente
a
Egreja
nas
luctas
que
sustenta
contra
o
erro,
e
contra
as
injurias
que
lhe
dirigem
os
seus
inimigos,
e
perdoando
todos
os
nos
sos
peccados,
glorificai
o
Vosso
Santo
No
me,
e concedei-nos
o
dom,
de
uma
boa
vontade,
com o
fructo d
’
aquella
paz
que
os
angélicos
coros,
por
occasião
do
Nas
cimento
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo,
annunciaram
aos
homens.
Amen».
[Com
approvação
do
Ordinário]
.
SAZITILBi
«Swiiea Cosiiinrreial de
Slraga,
—
Foi hontem
a
reunião
geral
dos
accio-
nistas
d
’
esle
Banco
para
atiprovar
ou
re-
geitar o
relatorio
e
contas
e
parecer
do
conselho
(iscai,
da
actual
gerencia
cm
moratoria,
começando
ás
11
e
meia
.horas
da manhã e
terminando
depois
das
4
e
meia
da
tarde.
Houve
vários
discursos
e
falias sobre
o assumpto,
e
procedendo-se
á
votação
nominal
disseram
approvo
96
accionislas,
e regeito
43
Appareceram
varias
propostas
e partes,
entre
estas
uma dos
gerentes
do
Banco,
pedindo
escusa,
a
qual
lhe
não foi
ac
ceite.
Companhia
6eral
arneorenne.
—
E
’ hoje
pelas
II
horas
da
manhã
a
reunião da
asssembleia
dos
snrs
accio-
nistas
da
Companhia
Geral
Bracarense,
para
os
fins
dos
artigos
12
e
14 dos
es
latutos.
O
relatorio
e
parecer,
que foi
distri
buído
e
tem de
ser
discutido, relata
que
a
illuininação
publica
é
feita
por
285
lan
ternas
e
o
numero
dos
consumidores
de
gaz
é
apenas
de 20a com
628
bicos
efle-
ctivos.
O
debito da
camara
é
de
4.549^849,
mais 1.081$65i do
que
no
anno pas
sado.
terminando
em
30 de junho proxi-
ino
o
contracto da
iiluminaçào
publica
d
’
esla
cidade
elfectnado em
19
de
abril
de
1856,
por
20
annos, que tiveram
principio
em
39
de
junho
de 1858,
a
direcção
d
’
esta
companhia
apresentou
já
á
camara
o
projecto para
a
reforma
d’
esse
contracto.
Como
as
matérias
primas
para
o
fabrico
do
gaz custam
mais á
companhia do
que
ás
outras
fabricas,
do
paiz,
é
de esperar
que
a
exc.
ma
camara altenda
ás
reclamações
contidas
no
prospecto.
O
saldo do
balanço
é
de
7.9590710.
O
con-elho
fiscal
é
de
parecer
qtie se
d
stri-
bua um
dividendo de 5
°/
0
ou
1250
reis
pelas
3910
acções
emittidas,
na
importância
de
4.887050-
\
Que
se
destine
1.0000000
para
amorti
sação
do
custo
da
fabrica,
e
5000000
reis
para
augmenlo do fundo
de
reserva;
e
que
se
separem
1200000
reis
para
fazer
face
ás
contas
em
liquidação.
1300000
reis
para
a
conta
da
reparação
-800000
para
re
muneração
de serviços extraordinários,
e
que
o
saldo
de
1.2420210
passe
á
nova
conta
de
ganhos
e
perdas.
SífôtieiuM
de
Hoina.
—
Sua
Santida
de,
graças
a
Deus, goza
boa
saude,
e
no
meio da
agitação
política, que
abala
a
Ita-
lia o
velho Pontífice,
tranquillo
e
con
fiado,
sente
renascer as
suas
forças
lisicas
e
moraes.
«Deus
conserve
por
muitos
annos o
illustre
Pontífice,
para
gloria da
Egreja
e
consolação
dos
affliclos
catholicos».
laes são as
noticias que de
Sua
San
tidade
nos
dá
o
excellente jornal
de
Ma-
urid
«La
Fé»;
emquanto
á
política,
são
concordes
lodos
os
jornaes. que
recebe
mos,
em
que
o
estado
da
Italia
mudou
com
a
morte
de Victor Manuel;
seu
filho
não
tem
o
preslijo
que
elle
linha,
e
os
republicanos nào
teem
por
elle
a
consi
deração
que
unham
pelo
defunclo
monar-
cha.
No
exercito
também parece
não
po
der
contar
com
muitas
sympalhias
o
Bei
Humberto,
á
ponto
^ue
se
crê
que
no
dia
em
que
os
republicanos
se
resolvam
a
proclamar
a
republica,
elle
deixará
de
reinar.
E
esse
dia tudo
induz
a
fazer
acreditar
que não
vem
tarde.
O
município
de
Rimini
decidiu
abster-
se
de
toda
a
manifestação
de
pena
pela
morte
de
Victor Manuel.
Em
Bolonha
houve
no
dia
15
grandes
manifestações
em
frente
do
palacio
do
Arcebispo,
da
redacção
do periodico
«L’
Ancora», cujas
vidraças
foram que
bradas
á pedrada,
e
em
frenle
do
gabi
nete
de
leitura
catholico
e
das
casas
Malvezzi
e
Acquaderni
que
lambem
fica
ram sem
vidraças.
E’
assim
que
os
liberaes
italianos
sau
dara
a
exaltação
do
novo
Rei
ao
throno.
Nada
mais
natural.
Titutares
failecidos
em
19??.
—
Duque
de
Cadaval
e
maiquez
de
Fer-
reira,
marquez
de
Ponte
do
Lima,
conde
dos
Arcos,
condessa
de
Santo
Antonio,
condessa
da Torre
condessa
de
Bobone,
condessa
de Basto,
visconde
de
Figuei
redo,
visconde
da
Costa,
visconde
do
Cercal,
visconde
do
Baireiro,
visconde
de
Monlariol,
visconde
de
Vai
da Gama,
vis
conde
de
Milhundres,
visconde
de
S.
Jus
to,
visconde
de
Bessone,
viscondessa
de
Algés,
viscondessa
de
Oliveira,
viscondessa
de
Menezes,
viscondessa
de Alcácer
do
Sal,
viscondessa
da
Graça,
barão
da Re
torta,
baroneza
de Alvaiazere
e baroneza
de
Torre
de Pero
Palha.
s
S
ohm
5tunrios).
—
Recebemos
o
numero 5
d
’
esta
excellente
illustração.
A
gravura
Expedição
Africo-porlugueza,
representa
aquelles
bravos rapazes,
que.
fanaticos
da
sciencia,
trocaram
as doçu
ras
da palria,
pelas
amarguras
d
’
uma
re
gião
luxuriante
e
quente onde
teem
suc-
CUnibido
arrojados
talentos.
Dolce
far
uienle
—
é
outra
gravura.
Que
mysterioso
desejo,
que
sentimento
na
en
tre-aberta
bocca
d’
aquella
gentil
e
robusta
italiana
!
A
taça
envenenada.—
Salvas!
—
A
cata
rata
de
Sarskill
e
Alexandre
2°,
czar
de
todas
as
ílussias,
são
outras
tantas
gravu
ras
dignas
de
observação.
Alem
d
’islo c nlétn
esta
illustração
magníficos
artigos
de Bulhão
Pato,
Ramalho
Ortigão e
outros.
Aíosteias de
Eisboa.—
Foram
extre
mamente
concorridos
os
oflicios
fúnebres,
que
no
dia
21
se
realisaram
na
egreja
de
Santa Justa de
Lisboa
para
suffragar
a
alma
do marquez
de
Castellõ
Melhor
Houve
missa
e
Libera
me
a grande
instru
mental.
O
templo
estava
ornado
de prelo,
tendo
ao
centio
uma
grande
eça
com
a
corôa.
Entre
os
milhares
de pessoas que
assitiram a
esia
solemni
lade
fúnebre, tes
temunho
de
respeito
e
saudade
á
memória
do
nobre fidalgo,
via-se
grande
numero
de senhoras e
representantes
de todas
as
classes.
—
A direcção
do
banco
Lusitano
re-
melteu
á
camara
municipal
uma
conta
corrente,
mostrando
que
a mesma camara
em
31
de
dezembro linha
um
saldo
a
seu
favor
de
11:9720855
reis.
—
Parece que
será
nomeado
comman-
danle
do
corpo
do
estado
maior
o
snr.
general
de b
igada
Luiz
de
Almeida
Ma
cedo.
—O
vapor
«D.
Antonia»
trouxe
de
África 4
volumes de
objectos
para
a
ex
posição
de
Paris.
—
Chegou
a
Lisboa
a
machina
do
cami
nho
de
ferro
americano.
C«st»4s-a
a
hydrophobia.—O
pro
blema da
hydrophobta
tem
causado
sérias
dores
de
cabeça
á
sciencia e
cremos que
continuará
a
nào
ser
que
seja verdadeiro
o
caso
seguinte,
narrado
pelo
«Times»;
Um
chinez
que fôra
mordido
por
nm
cão
damnado,
estava
dominado
pela
crise
originada
pela
terrível
enfermidade,
quando
se
lhe
fez
tomar
agua
na
qual
havia
co
sido
de
dalura
slramonium
até
a
reduc-
ção
da
metade
do seu
volume.
Uilo
dias
depois
estava
o
chinez
completamente
cu
rado.
E’
rrvoltisntr.
-Falia-se
muito
n’
uma
intr
ga que
se
urde
em
Guimarães
contra
o
actual
director
do
correio.
São
trinta
e
sete
os
patuscos
que
lhe
querem
o
logar;
inventaram
uma
trapa
lhada
a
seu
respeito, íiseram
que
o
fiador
lhe
retirasse
a
caução
e
tratam
por
estes
meios
tão
nobres
de
lhe
tirar
o
logar
que
querem
para
afilhados.
Aeto
hiiinnnitiirio.—
Segund«-feira
pelas
3
horas da
tarde,
estava
atracade
um bote ao
vapor
«D.
Maria
Antonia»,
em
Lisboa; um
indivíduo,
que descia
para
bordo
do
catraio,
escorregou
e
foi
levado
ua
grande
corrente
do
Tejo.
O
catraeiro
do
caes
do
Sodré,
Luiz
Carlos,
desamar
rou o seu
bote
e
com
muito
custo
pôde
deitar
as
mãos
aos
cabellos
do
afflicto
ho
mem
e
liral-o
para
bordo.
Algumas
pessoas
que
presencearam
este
facto
louvaram
muito
a
coragem
e
dedica
ção
do moço catraeiro.
A
esposa
do
sujeito
que
caiu
ao
mar
estava
dentro
do
bole que
havia
de
rece
bei
o.
Wutieiat»
«le
lloçnmbiqiie.—
Com
data
de
9
de
dezembro
findo,
dizem
que
o
snr.
governador
geral
de
Moçambique
ordenou
a
ida
a
Tete
do
snr. Antonio
Maria
da Silva Valente,
governador
de
Quilimane,
para
syndicar
dos actos
pra
ticados
pelo
snr.
capitão
Antonio
Maria
Barreiros
Arrobas,
governador
do
disln-
clo
de Tete. aclualmente
suspenso
do
dito
cargo.
Ordenou
também
uma
syndicancia
á
delegação
da
fazenda
de Sofolla,
e,
para
este
fim,
mandou o
snr. coronel
Gourgell
para
reconhecer
do
estado
cala
mitoso
d
’
aquella delegação.
Mandou
egual-
rnente
syndicar
das
irregularidades
prati
cadas pelo snr.
major
José
Maria
Rodri
gues
no
exercício
do
seu
cargo
de
go
vernador
do
districto
de Angoche,
e
fi
nalmente,
encarregou
o
snr.
Augusto
Sarmento, secretario
geral
do
governo
de
Moçambique,
de
syndicar
dos
actos
gra
víssimos
de
que
é
accusado
o
snr.
al
feres,
da
guarnição
da
província, Luiz
Joaquim Vieira
Braga,
actualmente
com-
mandanle
militar
da
villa
de
Sena.
fâMKsrs*!»
«!«»
®M*ieníe.
—
Os
últimos
lelegrammas
relativos
á
guerra do
Oriente,
são
os que
seguem:
Paris 22
—
No
dia
21
entraram
500
cossacos
em
Adrianopla.
Os
russos avan
çam
sobre
Gallipoli.
Noticias
ofliciaes
de
Constantinopla
annnnciam
que
começaram
as
negociações
em
Kasanlik.
Se
forem
màllogradas,
já
estão
tomadas
todas
as
disposições
para
a
defeza
até
á
ultima
extremidade.
Londres
22—Northcot,
respondendo
na
camara
a
uma
interpellação
do
deputado
Childers,
disse
que
em
julho
houve
troca
de
commumcações
entre
o
governo
e
as
potências
neutras
e
o
gabinete
russo so
bre
as
condições
possíveis
para
a
paz;
mas
sendo
confidenciaes
esses
documentos,
era-
lhe
impossível
communical-os.
Voltando
á
questão levantada
hontem
por
Di
ivim,
disse
que
a
rainha,
tendo
recebido
um
appello
directo
pessoal do
sultão, enviou
ao
czar,
depois
de
con
sultados
os
ministros,
o
seguinte
tele-
gram
ma:
«Recebi um
appello
directo
do
sultão,
que
não quero
deixar sem
resposta:
co
nhecendo
o
vosso
sincero desejo
de
paz,
não
hesito
em vos
communicar
este
facto,
na
esperança
que
poderei accelerar
as
negociações
do
armisticio
para
que
possa
annunciar
uma paz
honrosa».
(Applau-
sos;.
Northcot
recusou
commun
cir
o appello
do
sultão
e
a
resposta
do
czar,
por
serem
documentos
direclos
e
pt'8soae<.
Berlim
23
—
Os
jornaes
oíliciosos espe
ram
a
paz
reconhecendo
porem
que
as
condições definitivas
precisam
do
assenti
mento
das
potências.
Declaram
lambera
que
contam
com
a
moderação
do
czar, com
precedencia
de
Inglaterra.
AUnanneli Cntívolico EegitibiitH-
ts».—
Recebemos,
e
sstá
á
venda em Lis
boa
no
escriptorio
da «Nação»,
na
livra-
lia
do
snr.
Lavado,
e
na
Livraria Catho-
lica;
no
Porto,
na
Livraria
Portuense;
em
Coimbra,
em
casa
do
snr
João
Marques
Perdigão;
na
Covilhã,
em
casado
snr.
Luiz
Antonio de
Carvalho;
cm
Braga, em
casa
do
snr. José
Vieira
da
Rocha
;
em
Vian-
na,
em
casa
do
snr.
José
Antonio
de
Bar-
ros;
em
Lamego,
em
casa
do snr.
José
Rebello;
em
Aveiro,
em
casa
do
snr.
José
Ribeiro Marinho;
em
Evora,
em casa
do
snr.
Arnaldo Antonio Peixoto;
em
Tor
res
Novas,
em
casa
do
snr.
José
R.
dos
Santos
Gomes.
Preço,
130
rs.
C«ii»una. —
Está
aberto
concurso
pa
ra
o
provimento
do
logar
de
guarda
do
gabinete
de physica
e
chimica.
no
lyceu
nacional
d
’
esla
cidade.
Amtrinopuli*. —
Esta
cidade,
onde
acabam
de
entrar
os
russos
e
querem
ne
gociar
o
armistico,
está
situada
no centro
da
Roumelia,
sobre
o
rio
Maritza,
a
230
kilometros
de
Const
inlinopla
:
é
a
segunda
-
capital
do
império.
Conta
109:000
habitanies,
é
séde
d’
um
arcebispado
grego, tem
bellos
monumen
tos,
soberbas
mesquitas
e
palacios,
anti
guidades
numerosas.
Esta
cidade
foi
embellezala
pelo
impe
rador
Adriano
no
segundo
seeulo.
e
por
isso
se
denomina
cidade
d’
Adriano
ou
Andrinopla.
Foi
já
occupada
pelos
russos
em
1829,
e
alli
foi assignado
um
tractado
que
en
tregou
aos russos
as
boccas
do
Danúbio,
a
livre
navegação
do
Mar Negro,
e
re
conheceu
a
independencia
da
Grécia,
fi
xando
ao
mesmo
tempo
a
sorte
da
Mol-
dvia,
da
Valachia
e
da
Servia.
<J»si resi^seitado.—O
jornal
a
«Fran
cês
noticia
o
seguinte
facto:
«Deu-se
ultimamenle
em
Lyon
o
caso
de
estar
prestes
a
ser
enterrado
um
in
divíduo
que
ainda não
tinha
contados
os
seus
dias.
«No
dia
8
do
corrente
tractava-se
de
levar
para o
coche
mortuário
o
cadaver
de
um
indivíduo.
Os
que
se
occupavam
n
’
esta
missão
pareciam
ouvir
gemidos
de
dôr,
sahidos
do
inter or do
caixão.
Todos
os
assistentes
e
a
familia
do pretendido
defunclo
concordaram
em
que
se
devia
examinar
o
esquife.
Assim
se fez.
O
po
bre do
homem
que por
pouco
não
esteve
sujeito
ao maior dos
supplicios,
exhalou
um
suspiro
e
exclamou:—
«Ah!
meu
Deus!
ainda
bem
que
já
po?so
respirar!»
—
Ima
gine
se
a
commoçào
que
este
facto
pro
duziu
em
todos
os
circumstantes.
Appelo
á
e«r»«l*tie.
—
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da Moita,
ollicial
de
sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo,
pelo
seu
mau
estado
de saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência, de
sua mulher
e
filhos.
A
’ai pessoas
caritativus.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S
Pedro
de
Ma-
ximinos.
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paer
exlremamente
pobres,
que
continuamenle
soífre
dôres
tão
acervas, que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum allivio,
soccorrendo a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
t ®
Alma® e«»•
i4<»
m
ag
.
—
Recominen-
dainos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão}.
Tendo
80
annos
d
’
edade.
8
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com a
miséria
extrema.
THEATRO
DE
í.
GERALDO
Domingo,
27
de
janeiro
de
'1878
BAILE
DE
MASCARAS.
Principiará
ás
8
heras da noite.
SáOb
Â
T3DÔS
sem
■uedicma
pur-
ganles,
nem
despezas,
com o uso
da
•elicio-
sa
farinha
de
saúde,
blJ
BARRY
de
Londres
34> annon
d’
invítriavel Hsteeeisiso
o
Combatendo
as
indigestões
(di-pe-
psia)
gastrica,
gastralgia,
llegmi,
airoto-,
finos,
amargor
na boeca,
pituitas, nauseas,
vomito-.,
irritações
iuteslmaes,
bexigas,
diat-
téa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asihma,
fal
ta
de
respiração,
op
t
>ressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
to
das
as
desordens no
peito,
tu
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga, d
i
li
gado,
dos rins,
dos
intes-iuos
da
muco
sa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85:O(.'O
coras
entre
as
quaes
contam-se
a
do
duque
de
Pluskow, da
exm.
a
snr.
a
marqueza
de
Ibe-
hao,
de Lord Stuart
de
Decies,
par
d
’ln-
glaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
63:476.
—
Mr.
Compan
t, cu
ra,
de
dezoito
annos de
gastralgia,
de
sof
frimentos
d
’
estomago, dos nervo-,
fraque
za
e
suores
nocturnns.
Cura
n.°
74.422.
—
Prostração.—fí.Aã-
win,
da
mais
completa
decadência
de
sao
de,
de
paialysia
dos
membros
por
efl-ito
e
excessos
da
mocidade.
Cura
n."
76:448.
—
Verdu
n,
16 de
ja
neiro de
1872.—
Havia cinco
an
os
que
soíláa
giaves
incommodos
no
la lo
direito
e
na
cavidade
do estomago,
mis
diges
iões etc.
Nào
hesito
em
certificar
que
a
sua
ãXevalegcièi-e
me
salvou
a
vida.
—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63
rfe
linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.'
e
Martin,
de
amenorrhea.
Suppressâo
de
menstruação
e
dança
de
São Guido,
declarada
incurá
vel,
perfeitamente
curada
pela
Revuln-
cière.
E
’seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a car
ne, sem esquentar, economia
■
ciqcotnla
vezes
o seu
preço
em remedios.
—
Preço»
fixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
‘
/4
kilo
500
;
de 1
/
1
kilo
800
rs
;
de um
kilo.
1540Í
res;
de
2
‘
/,
kilos,
35200
reis;
de
6
ki
los,
6^400;
e
de
12
kilos,
125000
rs.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
rendem-se
em
caixas
a
800
e
1-5400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
;
elia
res
•
titue
o
appettite,
digestão,
sornno.
energ
a
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
cieançar
as
mais
fracas, e
sustenta
dez
vezes
maii
que a carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de folha dt
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de 24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
I54OO
; dt
120
chavenas,
35200
reis,
ou
25
reis
cada
chaveiu.
sêaj
SAK«if
«te
c.a
i«i
miras». _
Pia.ee
Veadôme,
26,
Paris.
77
Regent-
Siresti,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmacciiticos,
droguista»,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pe
lidos
ao
ieposito
Centrai
;
snr,
Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
sasfroa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32;
barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Par
ti»,
J
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.—
Aveiro,
F.
E.
da
Lnz e
Costa,
pharm.
—
Sareeltos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
phaun.,
Largo
da
Ponte.
—
SrffiQn,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia, Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
à
Irmão,
ru<»
do
Souto.—
ViRiine
eS®
ttass-
teiÃo,
Aflouso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
149.
—
Gtaiatarã««
A J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araojo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva,
drog.,
Rua
da Bamba,
29
e
33. —
Penaftel,
Miranda,
pharm.
—
Pori»,
M.
J.
deSoo-
sa
Ferreira
& Lraãò,
Rua
da
Banha
ria,
77,
J.
R.
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36; Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedoleita,
169;
Fontes
&
C.
a
,
drcg-..
Pra
ça
ae
D.
Pedro,
fuõ
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pha>macia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
223
a
227.
—
Pont«
do
£>i-
«**..
v.
J.
Rodrigues Barbosa,
pharm.
—
4
“
av»«
P.
Machado
de
Olivcra,
pliauna.
—
Valença
do
íffinlto,
Fiancisco
José
de
Sousa,
pharm.
—Vílla
íjo-adc,
a
. L.
Maia
Torra,
pharm
Tendo
a
Direcção
d
’
Associação
Com-
mercial
de
Benefieencia
resolvido
em
sua
ultima
sessão mandar
celebrar
a
expen-
sas
suas
uma missa para
suffragar
as
al
mas
dos
socios
fallecidos,
por
isso
con
vida
nào
só
as
famílias
dos
mesmos,
co
mo
lambem
a
todos
os
socios
e
mais
pes
soas
que
queiram
concorrer
a
este
acto
de
piedade, a
comparecerem
na
egreja
dos
Terceiros
no
dia
28
do
corrente
pelas
9
horas
da
manhã, pagando
por esta
fórma
um
tributo
de
saudade
para
com os
fina
dos,
conb-ssando-se
desde
já
agradecida
pe
la
sua
assistência.
Braga,
secretaria d’
Associação
Coin-
mereial
de
Benelieencia,
25
de
janeiro
de
1878.
O
secretario
(718)
José
Maria
Gomes
Bello.
AGIOECIMSITOS
M
-Usíàá
Ys
Yiâá&s
tíi
Yk
xá
cá
fcS
iss
isá
Antonio
Domingues
Alvim,
e
sua
espo
sa
Antoma
da
Graça
da
Moita
Abreu
e
Alvjm,
sincera
e
eternamente
penhorados,
para
com
lodos
os
illm
BS
e
exm
os
snrs.
que
se
dignaram
dirigir-lhes
suas atlen-
ções,
e
assistir-lhe
aos
oflicios fúnebres
na
tarde
do
dia
14
do
corrente,
na
capella
do
cemitério publico
d
’esla
cidade,
por al
ma
de
seu
muito
querido
lilho José
Au
gusto
da
Moita
Alvim;
agradecem
por es
te
meio,
e
pedem
a
devida
desculpa,
na
impossibilidade
de 0
fazerem
pessoalmen
te
como
desejavam,
consignando
aqui
0
mais
positivo
e
inRelevei
reconhecimento
a
todas
as pessoas.
Anua
Roza
Louzada,
sua
mãe,
irmã
e
irmão,
agradecem,
penhoradissimos,
a
to
das as pessoas
(-speciahnenle
á
classe ty-
pographica),
que
por
occasião
do
falleci-
mento
de
seu
presado
e
nunca
esquecido
esposo,
genro
e
cunhado, João
José
da
Silva Braga,
lhes
prestaram
seus
serviços,
e
renderam
a
ultima homenagem
ao
fi
nado.
A
todas
tributam
o
mais
profundo
re
conhecimento
e
indelevel
gratidão.
■
a
--
■
‘
Por
ordem
do
Exc.
m9 Snr.
Presidente
da
Meza
da
Associação Commercial
d’
esla
cidade
são
convidados
lodos os Ill.
nios
Snrs.
Socios,
a
comparecerem
na
salla
da
mesma Associação,
no
dia
30
do
cor
rente
pelas
4
e
meia
horas
da
tarde
para
se
proceder á
Eleição
não
só
da Meza
como
da
direcção
de
conformidade
com
0
art.
12
do
nosso
Regulamento.
Braga 24
de
Janeiro
de 1878.
O
Secretario
da
Meza
(716)
Antonio
Joaquim
Moreira.
NOVO
HORÁRIO
Manoel
Antonio
da
Costa
Figueiredo,
com estabelecimento
de trens,
na
rua
da
Sé d’
esta
cidade,
faz
publico
que
a
sairia
da
sua
diligencia,
que
diariamente
tem
de
Braga
para
0
Penedo
e
Salamonde,
principia a sair
no
dia
27
em diante de
pois
da
chegada
do
primeiro
comboio.
Os
bilhetes
estão á
venda
na
casa do
bem
conhecido
Ribeiro
Braga, na Praça
do Ba
rão
de
S.
Martinho,
n.*
29.
Braga
25
de
janeiro
de
1878.
(717)
Pelo annunciante
—
Ribeiro
Draga.
BANCO
DO
MINHO
Divides»:!®
d» ®.° semrctre de !8!t
A
gerencia
d
’este
Banco
annuncia
que
0
dividendo do
2
0
semestre
de
1877,
na
rasão de 3
p.
c.
ou
35900
reis
por ac-
ção,
principiará
a
pagar-se
no
dia 23
do
corrente,
continuando
em
todas
as
se
gundas
quartas
e sextas
feiras
desde
as
10
horas da
manhã
até
á
1
da
tarde.
Os
snrs.
accionistas
de
Lisboa
pódem
recebel-o
na
respectiva
agencia
Banco
Lis
boa
&
Açores e
os
do Porto
na Caixa
Filial.
Braga, 21
de
janeiro
de
1878.
Os
gerentes
Domingos
Jo<é
Soares
Francisco
Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
(714)
Tendo
0
abaixo
assignado
sido
um
dos
que
mais
promoveu
uma
reunião
dos
seus
collegas
de
ourivesaria
que se
eflectuou
no
dia
22
de
maio
de
1875,
em
casa
do
snr.
José
Mana
da
Silva,
em
que
se
ac-
cordou
dar
um
testimunho
perpetuo
da
guarda
dos
domingos
e
dias
santificados,
fechando
os
seus
estabelecimentos
á
venda,
0
que
todos
acordaram
por
um
assigtia-
do,
que
mais
tarde
foi reduzido
a
escri-
ptura
que
os
mesmos
ratificaram,
menos
um,
que
declarou
com
sua
palavra que
cumpriria,
0
que
não
obstante
faltou
a
ella
sendo
0
primeiro
a
transgredir,
ar
rastando
mais
tarde
outro
seu
visinbo.
Por
estes
motivos
houve
nova
reunião
em
que
os
seus
collegas
deliberaram
tor
nar
a
abrir
os
seu:
estabelecimentos,
a
que
0
abaixo
assignado
se
vê quasi
for
çado
a fazer
0
mesmo,
não
pelo
inte
resse
que
possa auferir n’essas
poucas ho
ras
que terá
0
seu
estabelecimento aber
to,
mas
sim
por
se
não
tornar
só
elle
saliente,
para
com os
seus
collegas e
mes
mo
aos
transeuntes
que
poderão
interpre
tar
0
casa
de
differente
modo.
São
estes
os
motivos
porque
faço
a
presente
declação,
abstendo-me
de
narrar
varias peripécias
e circumstancias
que
se
deram,
durante
mais de
dous
annos
de
corridos,
sohre
este
incidente;
0
que
nao
faço
para
não oflender os
melindres
dos
meus
collegas.
Braga
e
Largo
do
Paço
n.°
3,
18
de
janeiro,
de
1878.
(712)
Antonio José
da
Silta
Mello.
CimjRGaÃD DEBÍTISTA
DA
-
Escola
Americana
Consullorio
a
toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(687)
Banco
Mercantil ae Braga
Da
parte
do
exm.°
presidente da As
sembleia
geral
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco
a
reunirem-se
ern
sessão
ordmaria
no
dia
31
do
corrente
pelas
12
horas
na
casa do
Banco para
se
discutir
o
relatorio
e contas
da di
recção
e
votar
0
parecer
do
Conselho
Fiscal,
e bem
assim
para
se proceder á
eleição
d’
um
vogal
do
Conselho
Fiscal.
Braga
23
de
janeiro
de
1878.
1
.°
secretario,
Domingos Moreira Guimarães.
Venda de bens de raiz
Por
deliberação
da
Commissào
liqui
datária
do
casal
do
exm."
Manuel
Gomes
da
Silva Mattos, creada
por
escriptura
em
7
de
dezembro
ultimo
feita
na
Nota
do
Tabelião
João
Marcos
d
’
Araujo
Ribeiro,
tem de
ser
arrematadas
e entregues
a
quem
mais
der,
convindo
os preços,
a
casa
nobre
n.°
7
do
Campo
de.
Sant An
ua,
as t»es
quintas
bem
conhecidas
de
Gualtar,
proximo
á
estrada
de
Chaves
e
da egreja d
’aquella
freguezia,
com
a
de
nominação
de
quintas
da
Pia, da
Bouça,
e
de
Villar,
e
finalmente
0 campo junto
ao
I-ido
do
Padre
com
frente
para
am
bas
as
ditas
estradas.
Esta
arrematação
terá
logar
no
salão
do
Theatro
de
S. Geraldo
ás
11
horas
do
dia
27
do
corrente
mez.
Em
casa
do snr.
Paolo José
da
Cos
ta,
no
largo
do
Baião
de
S. Martinho,
estão
patentes
os
esclarecimentos
que
for
possivel
obter
não só
dos
encargos
de
cada
um
dos
ditos prédios,
como
dos
fo
ros
e
bens
que
pertencem
a
cada
um.
Braga 7
de
janeiro
de 1878.
Henrique
Freire
d'Andrade
Manuel
Luiz
Ferreira Braga
Antonio
dos
Santos
Azevedo
Magalhães
(693)
Quem quizer arrendar
a
casa n.°
7,
no campo das
Carvalhheiras,
falle com
Joaquim
Antunes Alves, na
rua
do
Cam
po,
d’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este fim.
(713)
RAPHAEL
ou
o
ISeiiinw devotn
e inatruido
Collecção
de
orações
e
meditações,
com
um
dialogo
entre
um
sacerdote
e aquelle
me
nino;
exlraclus
d
is
abras
de vários
aucto-
res
sábios
e
piedosos,
COORDENADOS
PELO
PADRE
J.
J.
C.
DE
SEQUEIRA
Acha-se
á
venda
unicamente no
escri-
plorio
da
«Palav
a»,
Cim.»
de
Viila
n,°
25.
Preço,
120
íeis
—
peio
correio,
140.—
Encardernado,
220
—
pelo
correio,
240
rs.
E
’
pago
adiantado.
FILIAL DA CAIXA
r.ceva.viECA
peivhohista
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Cniiita!................ SOOiOOO^DOO
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entrada
pela
rna
do Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro sobre
ouro,
praia,
joias,
papeis
de
credito,
ceieaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e sob
e
tod»-
e qnal
quer
objecto
do
valoi
não inferioí
a
10G
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra-
so
ou
á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis
A
raixa
está
aberta
todos
os
d
as
des
de a'
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio
dia.
O
gerente
-A.
G.
Ferreirinn.
1.
Dinheiro
a juro
Na
Real
Confraria do Senhor Bom Je
sus
do
Monte,
ba
dinheiro para
dar
a
ju
ros,
sob
hypolheca
e
fiadores.
Requerimento
á
Commissào
administra
tiva,
entregues ua
tua
do
Souto
n.
1
30,
ao
thesoureiro
dos
legados
e
da
Casa.
João
Augusto
d
’
Oliveira
Braga.
(710)
HOGG
OLE
O
armaoia
de HOGG, 2, rue de
Gastiglione, Paris
Único
proprietário').
----------------------------------------
D1
HIGADOS
FRESCOS
DI
BAGALAO de
Prescripto por
todos os
médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as enfermidades do peito, aífeíçsies escrofu
losas,
tosses ehronlcas, rlieumatismos,
magreza
crianças, das
impigemes,
fluxos
brancos, debilidade geral, etc.,etc.
Agradavelefacil de tomar.
—Desconfiar das
falsificações,
-s es >
Exigir-se-ha
a
marca
da Fabrica juntó
que encobro 7^
a
capsulo de cada frasco de feitio triangular, e
a firma "
HOGG
e Cia, que
devera achar-se sobre o rotulo.
H
?aa
Depositos
nas principaes
Pharmacias e em
Lisboa, nas casas
rua
do
Loreto, 28 e
30. A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
; em Porto,
nas*casas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
4'oimbra, Salvador F
erraz
.
de B
abketo
.
(42-H-)
GOTTA
E RHEU BATISMO
Licor
p pílulas
cio
dr. Larille
Esta
medicina anli-goltosa
e
anli-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos.
coutra
os
ataques,
e
as
recaídas. Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
ires
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E
a
única
scientifica
e
officialmene
reconhecida
e
que
oíTerece
todas as garantias.
Veja-se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$Ó00
rs.
Para
evilar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
deve-se
exigir
a
assignatura do
dr.
Lavdle.
Deposito
geral
em Paris :
pharmacia
central
de
França,
7.
Rua de
Jony.
Premiado* com medolba de
í «elM8e na
Exposição Snternaeiou»!
P»rtuen«e
de
ig®3, e na Phi8adeipbia de 18í«.
Tendo
es
proprietários
desta
fabrica sido
victimas
das
mais
cruéis
e
vis fal
sificações,
l.izem
saber
aos
snrs.
consumidores
de
seus
productos. que
leem
altera
do a
inscripção
e
desenho
dos
invólucros
ou
cintas
que
cingem
os
seus
bem
con
ceituado-
e
to
hecid'is
=
4.'i.;»r«-<n»
espremeu
hi»van«e--<»,
em massiuhos
de
8
cigaios,
e
poi
isso
chamam
a
intenção
dos
mesmos
snrs.
<
onsumuiores,
para
que
não
sejam
lilu
;
dos
n<
sua
boa
fé
scieniilicando-os
de
que
os
lotulos,
alem
d
’
um
leão
idisiinciivo
e
marca
desta
fabrica
em
maiores
proporções,
legenda
da
iirma
dos
pi
opi
ielai
ii>s
ííijjus-i
tuçjuht»,
F«5»B«jerj»
«S?
Cardoso—
,
levam
ao
lado,
eseripto
em
caracteres
nem
legíveis
e
em
sentido
transversa!
.Ti
4B<L
’
i
LHÁO;
e
pe
dindo
lhes
pua
que
se
dignem
bem
atleotar
na
inscripção
e
marca
que
acima
re
produzem.
evitando
assun
o
serem
ludibriados.
Não
encarecem
os
proprietários
a
mais
pro
un
tos
saludos
da
sua
fsbrica,
de
sob.jo
p
ra
os poder
ui
avaliar;
e
SCHpçao
e
servindo
se,
da
publicidade,
é
Irimento
seu
e
dos
snrs.
consumidores
a
qual
diligenciarão
fa/er sempre
por
íeiçcar
os
seus
productos.
(694)
exeellencia
da qualidade
d
’
esles
cigarros
e
porque
os
snrs.
consumidores
os
conhecem
ao
que
visam,
tendo feito
a
alteração
na
in-
evitar
o
descrédito
da
sua
fabrica
em
de-
qoe
os
obsequeiam
com
a
sua
preferencia,
merecer,
primando
cada vez mais
em
aper-
Miguel Augusto,
Fonseca 8c Cardoso
FLUIDE
IATIF
de
JONES
<
Por suas
propriedade» bene/ica»,
goza este pro-
ducto de alta
e merecida
reputação.
Suaviza e ama
cia
a
pelle, allivia
as irritaçõe» causadas pelas mu
danças
de
clima, pelos banhos do mar, impressões
desagradaveis
do
vento ou
do calor,
etc, etc.
1
Uma
simples applicaçSo faz desapparocer as ra
chaduras das mSos
e dos beiços. Preço 650
reis.
PARA
OS CUIDADOS DO
TOUCADOR
t multo
digno-
de
«er
recommandado ó
Sabão
latir,
que
posaue todas as
propriedades suavlzan-
tes
do
Fluide, e um a
roma delicadíssimo. Preço 500 r"
23, Boulevart
des
Gapucines, Paris,
De
Fronte
da entrada
do Grand-Hotel.
Fabricante
de Escovas
Inglesa»
Perfumeria,
Loja
de
papel,
Objetos
de
Fantasia,
Estojos
diversos,
Cutelaria,
Artigos
de
Luxo,
Luva»,
etc.
Deposito em Lisboa, snr.
Barreto, Lorêto
n
0
28-30
(26
*)
O
1
BANCO COMMERCIAL DE
BRAGA
\,3
V
fí
4.
à J
CIRVR6IÃ9 MfCNXISTA
XPPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGl
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos n.°
19.
BR
a
G
a
.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
i
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
8
Idados.
;688)
BAGANHA
<fc
VIEIRA,
de
Vianna
do
Castello,
tem
a
descargo n’aquelle Porto
um Brigue
com
Carvão de
pedra
Inglez
de
.
I.
a
qualidade,
para
forja,
que
vendem
por
preços coinmodos
tanto
a
bordo
como
no
armazém.
<708)
Os
snrs.
accionistas
que
nã>
tenham
recebido
relalorio
i
<>r
se
ignorar
as
suas
jnoradas queiram
ler
a
bondade
de
mandar
procurar
na
tbcsoiiraria do
mesmo
Banco,
e
no
Porto
na
sua
caixa
Filial.
Braga
18
de
Janeiro
de *878.
O
PROFESSOR
de
cuminercio
mudou
para
a
rua d&s
Palhotas
n.°
83.
(7l5)
DINHEIRO
A
JURO
A Confraria
de Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hvpo-
theca.
(706)
Solicitador—
A..Lopes
da Gama
Escriptori»
—Taypas
n.°
3 — Porto
(613)
MJwfAlJ
iiLÒJUÍjí
»
êà
(INCORPORADA
POR CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
CHAMIE HEíH tÇÃO VKLÇOW WA 3 a
CLASSK.
Para
S.
Vicente, Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
tambcm
passageiros
de
3.a
classe,
com
Irasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ.
SANTA
CATARINA.
RIO GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPI \
AS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTOR1A,
MACEIÓ,
e
outros
pontos do litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco
PELO
UKF.SnO
PKEÇO QUE P.AWA O HSO ME JAXEIRO
PAQULTLS
A
S
aí
K
PE
LISBOA
NEVA..........................
13 de
Janeiro
I
ELBE .
7 .
.
.
13
de
Fevereiro
MONDEGO.
.
.
28
de
Janeiro
|
MINHO
....
1
de
Março
PREÇOS
COMMODOS
Caita paquete <i’«Mta companhia
leva
a
bordo
criatSo»
e
cosinheiroa
portuguezea
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
a«
elataea.
Sendo
as
passagens
pagas
na Agencia
Central
no Porto
ou
em
qualquer
Agencia
proiincial, a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros cora
trasbordo
no Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter trasbordo.
A
bordo o« paaaiajjeis*:»*
teem qratis cama, roupa de eama, co
mida
feita por coainiaeiro* p«i>rtu0uezes, -vinho
d«a» vezes por dia,
awsiwtesscia
medica, nerviço
de
erindos
e outras desgiezas.
A EXPER1ENCIA
de
mais
de um quarto de
século tem
feito com
que
os
paquetes
d’
esla
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcionai;
além
d
’
isso
pela
limpCsa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
a bordo, e
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene
como
para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
ma
‘as do
correio, e por este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
do
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
Inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
TAIT;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaes
cidades
e vilias.
Agente
em
Braga
o
snr. João
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua do Souto.
DllhiiM-;?
CAÍX* PAH.4 AMWFK
No
largo
de S.
Miguel-O-Anjo.
n.°
14,
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
?7()0)
MSCUliS i
«?<» líejiulailo írt-.neer.
crttholic-o
O
CONDE
ALBERTO
DE
MUN
Proutireiailn
aso
eneerrantentn
OMseiaibJein gernl
«mentara»»
da
iiíira <lo« citeulos talimlico.
de
opernriAg
TRADBZIDO
PILO
PAmiE
SfcSA
»
FMFIST a. S
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
<lo
Porto
e
Braga.
Vende-se
u
’esta redacçào
por
6i>
rs.
L1VKAB1A
BUHDALJ
Travesta da
Victoria u.°
í®, S.°
andar,
Sjlebaa
N
’
este
estabelecimento
ha
um
variado
sortimento
de
differei.tes
obias,
Roman
ces,
Historias,
t.omedias.
Dramas,
Scenas
Cómicas
e
Almanachs
para
1878,
e
faz-se
abatimento
para
negocio,
e
reinetlem-se
os
catálogos
grátis,
e
qualquer
das
obras
abaixo
mencionadas
são
remetlidas
francas
de
porte
aquém
enviar
o seu importe
em
estampilhas.
MANUAL
DAS
DAMAS, tratado
de
fa
zer
flôres
artificiaes
ornado
de estampas
500.
MANUAL
DO
COS1NHEIRO,
modo
de
preparar
as
melhores
iguarias
da cosi-
nhà
poriugueza
e
franceza,
arte
de co
peiro
e
pasteleiro
240, MANUAL
DO
PRESTIDIGITADOR,
livro
de sortes
di
vertidas
tanto
de
mãos
como
de
carta»
e
phvsica
recreativa,
ornado de 80
estam
pas
500,
MANUAL D0
CONSERVEIRO
E
CONFEITEIRO,
modo
de
fazer
bollos
pas
teis,
doces,
gelados,
240,
MANUAL
DE
DANSA,
arte
de
aprender a dansar
sem
mestre
120,
MANUAL
DAS
SINAS,
ex
plicação
das
sinas
e sonhos
120.
BRAGA
i»zabIseações
.OPRAS
COMPLETAS)
PADRE
RIVAUX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3.,,vol
...................................
3^000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza da
rebgião
chrislào,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol..................................................... I$200
BALMES
0
Protestantismo
comparado
com
o
Culholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol.
2$400
PADRE
MACH
Moiiá
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cari..............................................
$600
Ancora
de
Salvaçao,
I
vol.
br.
5<t0
cart...............................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
A ei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go. I
vol
.
... ........................
.
$500
DR.
LUIZ
M
\RIA DA
SILVA
RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso,
Se-
nhor
Je.'US
Christo, recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço.
.....
200
rs
LADRE
SENNA
FREITAS
’’
1
-’
i
l\
í
'I
'
-O.v
j
’
■
?
’
»5
lmí
.-
b
J
rò
LlhiuLnvô
li
Ho.íJj.h
.... &OO reis
A’
venda
na
Livraria
Calholica
Puituen-
se,
praça
de
D.
Pedro,
131.
BRAGA,
sYPOGBÁPHIA LUalTAhA— <8
’8.
Parte de Comércio do Minho (O)
