comerciominho_25071878_815.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.
3
E
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.
.
•
8
„
0
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
Repetição....................................
I
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2^009
1&059
3^609
3&608
16
Provincias,
12
mezes.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha avulso
................................
N.° 815
BBAGA-ÇITXTVFEIRA
«5 »K J
JUJLSIO
OE
187»
'
Crti
t»
de
S.
Santidade
o
Pap»
XIIB
ao
eenhor
cardeat
Hona-
(J
o
la
Valletta
vigário
geral
em
Benta.
iConclusãoJ
E
dizemos
banir,
já
que
a
disposi
ção
q«e
se
tomou
de
dar
a
instrucção
religiosa
unicamen
áquelles
menteinos,
pa-
ra
quem
os
paes
expressamente
a
pedi
rem,
é de
lodo
illusoria.
Com
effeito
não
se
chega
a
intender
como
os
auctores
da
malfadada
disposição não
tenham
reparado
n
a
sinistra
impressão,
que
deve
fazer
no
animo
do
menino
o
.ver
posto
o
ensino
refpioso
em
condições
tão
diversas
dos
outros.
O
menino,
que
para
ser
estimu
lado
a
um
estudo
diligente,
carece
de
co-
nhçcer
a
importância
e
necessidade
d
’
a-
quillo
q«e
lhe
ensinam
;
que
gosto pode-
Pá
ter
n
’
um
estudo,
pelo
qual
a
aucto
ridade
escholastica
se
mostra
ou
fria ou
hostil,
tolerando-o
de
má
vontade? E
de
pois
se
houvesse
paes
(e
não
ha-de
ser
diflicil
achal-osj
que
por
perversidade
d
’a-
nimo,
ou muito
mais
por
ignorância
e
ne
gligencia,
não se
dessem
ao cuidado
de
pedir para
os
filhos
o
beneficio
da
instruc-
çào
religiosa,
ficaria
uma
grande
parte
da
juventude
privada
dos
mais
salutares
prin- <
í
çipios
com
extremo
damno
não
só
d’a-
i
quellas
almas
innocentes.
mas
da própria
sociedade
civil.
E
estando
as
cousas
em
tal
atnmb,
não
seria
um
dever
de
quem
pre
side
á
escola,
remediar
a
malicia
ou
negli
gencia
dos
outros?
Esperando vantagens
sem
duvida
menos
relevantes,
quiz-se
não
ha
muito
tornar
obrigatória
por
lei
a instruc-
I
ção
elementar,
constrangendo
até
com
mul
tas
os
paes a mandar
os
seus
filhos
á
es
cola:
e
agora
como
se
poderia
ter
a
triste
coragem
de
subtrahir os
jovens
catholicos
á
instrucção
religiosa,
que
sem
duvida
é
a
mais
solida
garantia
de
sabia
e
virtuosa
direcção
para
a
vida?
Não
é
crueldade
pre-
tender
que
estes
nrenioos
cresçam
sem
idéas
nem sentimentos
de
religião, até que
chegados
á
fervida
adolescência
se
achem
I diante
de
lisongeiras
e
violentas
paixões,
desarmados,
desprovidos
de
todo
o
fieio,
com
a
certeza
de
perder-se
nos
resvala-
diços
caminhos do crime? E
um
tormento
para
o
Nosso
coração
paternal
ver as
de
ploráveis
consequências
d
aquella insensata
deliberação
e
a
nossa dôr
se
exacerba,
considerando
que
hoje
são
mais
do
que
nunca
energicos
e
numerosos
os
incenti
vos
a toda
a
especie
de
vicios.
Vós, Snr.
Cardeal,
que
pelo
vosso
alto
ofíicio
do
Nos
so
Vigário
seguis
de
perto
o
desenvolvi
mento
da
guerra
que
na
nossa
Roma
se
faz
a
Deus
e
á
Egreja,
sabeis
bem,
sem
que
seja
necessário estar
com
longas
ex
plicações,
quaes
e
quantos
são
os
pvrigos
da
perversão
a
que
está
exposta a
juven
tude:
doutrinas
perniciosas
e
subversivas
de
toda
a
ordem constituída,
ousados
e
violentos
propositos
em damno
e
descré
dito
de
toda a
legitima
auctoridade, íinai-
menle
a immorafidade
que
sem
resguardo
procede
descobertamenle
por
mil
maneiras
«
contaminar
os
olhos
e a corromper os
corações.
Quando
estes
e outros
similhanles
as
saltos
se
dão
á
fé
e
aos
costumes,
pode,
quem
quer,
julgar quanto
seja opportuno
o
momento
que se
escolheu
para
banir
fe
escolas
a educação
religiosa.
Preten-
do-se
por ventura com
estas
disposições,
Oi
logar
d
’
aquelle
povo
romano,
que pela
Su
a
fé
era
celebrado
em
todo
o
mundo
fede
os
tempos
apostdicos,
e
tem
sido
al
é
nos
nossos
dias
admirado
pela
inlei-
e
cultura
religiosa
dos
seus
costu-
mes, formar um
povo
sem
leligião,
dis-
<
soluto,
e
conduzilo
por
este
modo
á con-
<
dição
de
barbaro
e
selvagem
? E
no
meio
d
’
este
povo, pervertido
com
insigne
des
lealdade,
como
poderia
o
Vigário
de
Je
sus
Christo,
o
Mestre
de
todos
os
fieis,
vêr
respeitada a sua
suprema
auctorida
de,
ter
com
honra
a
sua
augusta
Cadeira,
e
dar-se
respeitado
e
tranquillo
ás
incum
bências
do
ministério
pontifício?
Eis
aqui,
Snr.
Cardeal,
a
condição,
na
qual
em parle
já
nos
collocaram, e
que
se
nos
prepara
para
o
futuro,
se Deus
em sua misericór
dia
não
quizer
pôr
um limite
a
esla
se
rie
de altentados,
cada
qual
mais
condem-
naveL
Mas
emquanto
a
Providencia,
pelos
seus
adoraveis
juizos
permitte
que dure
esta
prova,
se
não
está na
Nossa mão
mudar
a condição das
cousas,
é
porém
Nosso
dever
fazer
todos
os
esforços
para
miligal-a
e
para
que
sejam
menos
sensíveis
os
dam-
nos.
E
’
porlanlo
necessário não
só
que
os
parochos
empreguem
duplicada
diligen
cia
e zelo
no
ensino do
calhecismo,
mas
lambem
que
se
suppra
com
meios
novos
e
eíficazes
á
falta
que
existe
por culpa dos
■
outros.
Não duvidamos
que o
clero
de
•
Roma
lambem d
’
esta
vez
não
faltará
aos
i
sagrados
deveres
do
ministério
sacerdotal,
• e
se
occtipará
com
mais affectuosos
cui-
i
dados
de
preservar
a
juventude romana
dos perigos que
ameaçam
a
sua
fé e
a
sua
moralidade. Temos egualmente a
cer-
1
teza
de
que
as
associações catholicas que
1
florescem
n
’esta
cidade
com tanto
proveito
da
Religião,
contribuirão
com
todos os
meios que
lem
nas
suas
mãos
para
esta
santa
empreza
de
impedir
que
esla
nobre
Cidade,
perdendo
o
caracter sagrado
e
au
gusto
da religião,
e
a
gloria
invejada
de
ser
a
cidade
santa,
se torne
victima
do
erro
e
theatro
da
incredulidade.
E
vós,
Snr.
Cardeal,
com a
sagacidade
e
firmeza
que
vos
adornam,
procurae
que
augmen-
tem
os
oratorios
e
as
escolas,
onde se
reúnam
os
meninos
para
serem instruídos
na santíssima
Religião
catholica,
em
que
por insigne
graça
nasceram.
Procurae,
co
mo
já
se
faz
com
fruclo
em
algumas
egrejas,
que
leigos virtuosos
e
caritativos,
sob
a
vigidancia
dum
ou
mais
sacerdotes,
pre
stem
a
sua
obra
para
ensinar
o
calhecis
mo
aos
meninos,
e
fazei
com
que
os paes
sejam
exhortados
pelos respectivos
paro
chos
a
mandar
alli
os
seus
filhos,
e
lhes
seja
lambem
recordado
o
dever, que
todos
tem,
de
exigir
nas
escolas para
os
proprios
filhos
a
instrucção religiosa.
Será
bom
também
que
se
estabeleçam
nos
logares
que
se
julgarem
proprios,
as
catecbesses
para
os
adultos,
a
fim
de
que
mantenham
sempre
vivos
no
animo
os
salutares
pre-
ceitos,
que
aprenderam
desde
meninos.
Não
deixeis
jámais
de fomentar a
piedade,
e
de
avivar
cada
vez
mais
o
zelo
dos
sa-
,
cerdotes e
dos leigos,
pondo-lhes
debaixo
dos
olbos a importância^
da obra,
e os
>
merecimentos
que
ganharão
perante
Deus,
!
perante
Nós,
e
perante
toda a
sociedade,
•
e
que
aos mais
operosos
procuraremos tel-os
■
na devida
consideração.
Não esquecemos finalmente
que
para
melhor
lograr
o
Nosso
intento
é
necessá
rio
lambem
o subsidio
dos
meios mate
riaes,
os
quaes
não
estão
em proporção
com
as
necessidades.
Mas
se
Nós,
obriga
dos
a
viver do obulo
dos
fieis,
que tam
bém
se
encontram
em
grandes
angustias
pelos
tempos
perturbados
e
luctuosos
que
correm,
não
poderemos
ser tão
largos,
como
desejaria
o
nosso
coração,
nao
dei
xareinos
porém
de fazer o
mais
que
po
dermos,
para
evitar
o
damno
que
do
aban
dono
da
educação
religiosa
vem
primeiro
ao
joven
e depois
a
toda
a
sociedade
civil.
Emfim
a
todos
os Nossos
desígnios
e
cuidados
é
necessário
antepôr
a
invocaçao
do
auxilio divino,
sem
o
qual
é
baldada
toda
a
esperança
de
feliz
resultado.
A
vós, nos
dirigimos
portanto,
Snr.
Cardeal,
recommendando-vos
vivamente
queexhor-
teis
o
povo romano
a
elevar
a
Deus Nos
so
Senhor
fervorosas
preces,
para
que
n
’esta
Cidade
conserve
inteira
a
luz
da
fé
catholica,
que pretenderiam
obscurecer
e
apagar
de
todo
as
seitas
hereticas
aqui
recebidas
com
honra,
e
as
impiedades con
juradas
juntamente
para revolver
esta fir-
missima
Pedra,
contra
a qual,
como
es
tá
escripto,
as
portas
do
mferno
não
pre
valecerão.
No
coração dos
Romanos
é
an
tiga
a
devoção
para com
a
Mãe Imma-
culada
do
Salvador
;
mas
agora,
crescen
do
cada vez
mais
o perigo, recorram
com
mais
frequência
e
com
mais
intenso
fer
vor
áquella,
que
esmagou
a
serpente
e
venceu
todas
as
heresias.—
Nos
dias
que
recordam
a
solemne
memória
dos
glorio
sos
Apostolos
Pedro
e
Paulo,
prostrem-
se
reverentes nas
suas
Basibcas.
e
os
conjurem
a
interceder junto de
Deus pe
la
cidade que
santificaram
com
o
proprio
sangue,
e
que
deixaram
depositaria
das
;
sua
cinzas,
como
em
penhor
da
sua
inces-
.
sante protecção.
Façamos
doce
violência
de
supplicas
aos
celestes
Patronos
de
Roma,
'
os
quaes
ou
com
o
sangue,
ou com
as
!
obras
do
ministério
apostolico,
ou
com
t
os
santos
exemplos,
tornaram
mais
firme
uo
coração
dos
nossos
paes
a
fé
que
se
pre
tenderia
arrancar
do
seio
dos
filhos
;
Deus
terá
piedade
de
nós,
e
não
deixará
que
se torne
ludibrio
dos
homens
perver
sos
a
sua
religião.
Entretanto
recebei,
bênção
aposlohca,
que do
intimo
do
co
ração
damos
a
vós, ao
clero,
e
a
todo
Nosso
dilectissimopovo.
e
Snr.
Cardeal,
a
o
Vaticano,
26
de Junho
de 1878.
LEÃO
PP.
XHI.
Reparos
de
visionário.
O
«Jornal
do
Commercio»
de 28
junho, que
só
agora
podemos
vêr,
com- <
memora
a
seu
modo
o
martyrio
dos San-
<
los
Apostolos
Pedro
e
Paulo,
pondo em
;
duvida
o
seu
martyrio,
que
qualifica
de
i
tsupposlOD
pela
auctoridade
do
seu
noli-
i
ciarista,
cujo
nome
esconde
por
modéstia
ou
por
outro
motivo.
E
’
supposlo,
por
não
possuir d’
elle
noções
tão
seguras
co
mo as
que
o
auctorisaram
a chamar
ci
dade
á
povoação em
que
nasceu
o
chefe
do apostolado,
e
lhe
deu
a
certidão
de
eda-
de.
Se é
sabiol...
Estranha
que
se
chame
príncipe, isto
é
o
primeiro
a
este
Apostolo,
embora a
Escriptura
e
a
tradicção
lhe
assignem
sempre
o
primeiro
logar
fallando
dos
Apostolos,
e
recebesse
do
Salvador
di-
slincções
a
nenhum
outro
concedidas.
Na
turalmente
e
democrata o
articulista
e
em
birra
com
os
príncipes,
apesar
de
contar
um
entre
os
seus
co-redaclores.
Argue-o
de
ter
sempre
vacillado
na
fé;
e
para
”
justificar
este
sempre,
invoca dois
factos
—
únicos
de
que
ha
noticia
—
o de
ter estado
a
pique
de submergir-se
nas
ondas,
e
o
de
ter
negado
no
alno
de
Caiphaz o
ser
discípulo
de
Christo.
Outro
tanto
não
faria
o
noticiarista:
não
o
vê-
mos tão
ousado,
e imperterrilo?
Nega,
servindo-se d
’
uma fórma
dubi
tativa,
”
que
S.
Pedro
tivesse
fundado
a
.
egreja
d
’
Antiochia,
porque
não
vê
isso
au-
.
ctorisado
pela historia
do
Novo
Testamen-
i
to, não
altendendo
a
que
esta
só
linha
por fim contar
a
vida
e
actos
do
Senhor;
!
uão
era
alli
pois,
mas
na
tradição
cscri-
de
pta,
que
deveria
procurar
o
que
a
este
particular
pertencesse.
Esta
negação
es
corada n
’
um
argumento
negativo
tudo
pó
de
ser,
mas
não
é
crítica.
Mais
singular
ainda
é
o
intento
d
’
en-
fraquecer
a
auctoridade
do
Evangelho,
allegando
que
«os evangelistas
S.
Lucas,
S.
João
e
S.
Matheus
apresentam versões
diversas
dos
actos
da vida
de S. Pedro»,
o que
não
é
verdade, quer considere
essa
diversidade equivalente
e
contraria,
quer
simplesmente
como
d’
uma
certa
opposição
entre si.
Convidamol-o
a
que
os
lêa,
se
puder
comsigo
fazel-o.
Não
ha
nenhum
escriptor desde
os
primeiros
séculos
da
Egreja até
ao
XV,
que
attribua «aos
discípulos
de S. Pedro»
a fundação
da
egreja
d
’
Antiochia.
O
arti
culista
quando
recorre
a este
expediente
(que
não
viu
também
auctorisado
na
hi
storia
do
Novo
Testamento),
procurou
fu
gir
a uma
difliculdade,
mas prendeu-se
n
’outras
mais
picantes,
confundindo An-
tiochia
com
Alexandria, que
foi
effecti-
vamente
fundada
por
S. Marcos,
discí
pulo
de
8.
Pedro.
O
que
fez com bastan
te
desatlenção,
pelo menos
com
a
me
sma
com
que
affirmou
que
«os
Actos dos
Apostolas
não
faliam do apostolado»
de
S.
Pedro.
Tanto
faliam, que
logo
no
v.
13
do
cap.
1. e
d
’
ahi
em
diante
até
o
XV
encontram-se provas
d
’
esse
apostolado,
que
aliás
se
acham
também
nos
Evangelhos.
Se
até aqui
uão
foi
feliz na
sua
em-
preza,
sel-o
ha
mais
quando
se
atira
con
tra
«a
fundação
da
Egreja
de
Roma»
pe
lo
mesmo
Apostolo?
Diz
o
articulista:
1.
°
«Tendo
S.
Pedro
fundado
a egre
ja
de
Roma,
quando
alli
foi
no
tempo
de
Cláudio,
entre
os
annos
de
41
e
54
da
i
era vulgar,
como
podia
estar
em
lem
no
anno
de
52
a
disputar
Paulo?»
Em
primeiro
logar,
S Paulo
putou com
S.
Pedro
no
anno
de
disputou,
já
que
lhe
chama
disputa,
em
Jerusalem. N’
esta
cidade
e
n
’
aquelle
anno,
celebrou-se
o Concilio,
presidido
por
S.
Pedro,
que
desobrigou os
gentios
christãos
da
observância
das
prescripções
legaes
moysaicas
a
que
estavam
sujeitos
os
ju
deus
christãos;
e
n
’
este
Concilio
foram
de
perfeito
accordo
os
dois
Apostolos. O
articulista
ouviu
cantar
o
gallo,
mas
não
soube
aonde.
Em segundo
logar
bem
poude
ter
ido
a
Jerusalem
(como
toi)
de
Roma
no intervallo
de 13
annos
que
separa
as
duas
datas.
2.
°
«Além
d’
isto,
em
Roma
não
se
co
nhecia nem
usava
crucificar
corn a
cabe
ça
para
baixo;
e
no
entanto
diz-se
que
S.
Pedro
soflrera
esse
genero
de marty-
rio,
que
era
sómente
usado
entre
os
Par-
lhos.»
E
’
notável
que,
usando-se
e conhecen
do-se
entre
os
Parthos
este
«genero de
martyrio»,
não se
encontre
no
copioso
numero
de
christãos
que alli
soffreram
martyrio,
uns
abafados
na cinza,
outros
esfollados
vivos,
etc.,
nenhum
que
o
fosse
por
tal
genero
de
supplicio;
e que
em
Roma,
onde
aífirma
que
não
era
conhe
cido
nem
usado,
houvesse
nascido
entre
o povo
chrislão,
não
se sabe
como, a
ideia
de
inventar
uma
tal
especie
de
mor
te
para
S.
Peiro!
Saberá
explicar-nos
o
noticiarista
esta
verdadeira
maravilha,
da
da
a
sua
insinuação?
Não,
não tem ex
plicação.
A
unica
rasoavel
é
a de
que
S.
Pedro
morreu
crucificado
de
cabeça
para baixo,
na
cidade
de
Roma,
como
o
estabelecem
todos
os monumentos
históricos.
3.°
«Por
outro
lado,
interessando
ave-
i
riguar
a
origem do papado, celebrou-se
;
em
Roma,
em
fevereiro
de
1872,
um
congresso
de
catholicos
e
protestantes,
e
Jerusa-
com S.
não
dis-
52,
nem
n
’
e!le
não se
apresentou
prova
alguma
da
estada
sequer
de
S.
Pedro
n
’
aquella
cidade.
»
Isto não
é rigorosamente verdade.
Não
interessava
a
ninguém
averiguar
o
que
desde
ha
quasi 20
séculos
está
averi
guado—a
origem
do
papado.
Esta
encon
tra-se
nos
Evangelistas.
Não
houve
«con-
gresso
de
catholicos
e protestantes»
em
Roma,
mas
um
colloquio,
ou
para
me
lhor dizer,
palestra,
a
que alguns apósta
tas
e
protestantes provocaram
os
calholi-
cos,
sobre
a
estada
de
S.
Pedro
em Ro
ma,
e
seu
marlyrio
n
’aquel!a cidade,
e
que
estes
acceilaram
suppondo que
se
tratava simplesmente
de uma
questão
hi
stórica
a
ventilar.
Assim
mesmo
só
com
offensa
da
verdade
se
diz
que
«não
se
apresentou prova
alguma da
estada
sequer
de
S.
Pedro
em
Roma»,
porque
bastan
tes
provas
históricas
se
apresentaram,
a
que
os protestantes
e
apóstatas
não
po-
deram
responder,
e
refugiaram-se
na
eva
siva
de
exigir que
se
lhes
apresentassem
provas
tiradas da historia
do
Novo
Te
stamento,
como
se
isto
fosse
nina
que
stão
dogroalica,
e
recusando
o
testimunho
da
primeira
epistola de
S.
Pedro
sob
pre
texto
de
que a
Babilónia
que alli
se
no
meia
devia
ser
realmente
Babilónia
e
não
Roma,
no
sentido
figurado
em
que
os
fieis
a empregavam,
e
a
necessidade
em
que
S.
Pedro
estava
d
’esconder
o
seu
retiro
para
escapar
á perseguição.
Isto
fez
com
que
a palestra
durasse
apenas
dois
dias,
e
não
redundou
em
honra
dos
ad
versários,
tanto
porque
não
triunfaram,
segundo
costume,
como
porque
até
vários
jornaes
liberaes
censuraram
esta
tactica
protestante,
e
o
mal
que se
houveram
no
debate.
4. °
«No
anno
44
foi
prezo,
por
ordem
de
Herodes
Agrippa,
S.
Pedro,
em Jeru
salem.
e
ahi
esteve
muito
tempo
encar
cerado,
saindo
por
morte d
’aquelle go
vernador.
E
não
consta
averiguada
e
au-
thenlicamente,
coisa
alguma
ácerca
de
seu
marlyrio,
que
se diz
ter
succedido
em
Roma,
no
anno
64
ou
66,
o
decimo
ter
ceiro
do
império
de
Nero!»
Os
Actos dos
Apostolas
dizem
que «o
rei
Herodes»,
tendo
feito
morrer
á
espada
S.
Thiago,
«passou
lambem
a prender
(S.)
Pedro>;
mas
como
eram
os
dias
da
Pa-
schoa,
quiz
esperar que
elles
passassem
para
também o
fazer
morrer,
e
que
na
vespera
da
sua
morte
um
anjo
livrou
o
Apostolo
do
cárcere.
Quanto
a Herodes,
refere
que
tendo
mandado
justiçar
os
guar
das por terem
deixado
fugir
este
prezo,
«passando
da Judea
para
Cesarea,
ahi se
deixou
ficar.
j
»
A
morte
d’
este
rei,
e
não
governador,
foi
mais tarde.
Se
n
’
esta
parle
abundam
os èrros,
não
são
somenos na que segue.
Está
pro
vado aulhenlica
e
historicamente pelos
mo
dos como,
no
conceito
historico.
se
póde
provar
o marlyrio
de S.
Pedro
em
Roma,
embora
os
chronologistas
lhe assignem,
segundo
os
seus
systemas,
os
annos
de
64,
66, ou
68.
«O
mais
curioso (continúa,
mais
como
observação
chistosa
do
que
como
argu
mento)
de
tudo
é
ajuntar
a
Egreja,
no
mesmo
dia
de
comrnemoração
dois
santos
que
viveram
em
continuas
e
graves
dis-
senções,
e
cujo
dia
de
marlyrio
se sup-
põe
diverso,
e em logar diflerenle.»
E o
que
é
mais
curioso,
no
nosso
pensar,
é
que
só
no fim de
tantos sé
culos
se fizesse
o reparo
da
commemo-
ração,
apesar
de tão
antigo
que
se
encon
tra
em todas
as
lythurgias;
que
affirmas-
se
haver
«continuas
e
graves dissenções»
entre
os
dois santos,
quando não
consigna
a historia
senão
uma—
e
essa
mesma
não
se
nos
afligura
grave, accrescendo
que
alguns
críticos
recusam
se
a
admittir
que
seja
S.
Pedro
o
Cephas
a quem
S.
Paulo
reprehendera
por
se
esquivar
a
conviver
com
os
gentios-christãos, temendo
escan-
dalisar
os
judeus-christãos.
Eoi
liberdade
do
noticiarista
que
não
encontrou na
hi
storia
do Novo Testamento,
e
sómente
em
modernos escriptos
protestantes,
a
aflirmação
de
continuas
e
graves
dissen
sões:
e
finalmenle
que
só
por
elles au-
ctorisado
supponha
«diverso
o
dia
do
marlyrio,
e
differente
o
logar»,
quando
todos
os
monumentos
confirmam ser
o
mesmo
o
dia
do
martyrio,
e
na
mesma
cidade
de Roma
comquanto
em
logares
diflerentes.
As
continuas
e
graves
dissensões
ci
frara-se
no
seguinte:
5.
°
«S.
Pedro
admittia
ao
baptismo
os
geniios,
obrigando
á
circumcisão,
no
que
se
affastava
dos orthodoxos puros, por
isso
Santo
Agostinho
o
accusava
de
ser
o
fun
Jador
de
uma
heresia,
a
elle
o
prín
cipe
dos
Apostolos,
o
fundador
da Egreja
de
Chrislo.»
Nada
aqui
é
verdadeiro
S.
Pedro
não
obrigava
os
gentios
a
circumcisarem-se
nem
antes
nem
depois
do
baptismo,
como
se
póde
vêr
nos
Actos
dos
Apostolos,
tanto
com
os
gentios
baptisados
e
confirmados
na
Samaria,
como
com o
centurião
Cor-
nelio,
nenhum
dos
quaes
foi
por
S.
Pe
dro
obrigado
a
circumcisar-se. Também
não
é
verdade
que
Santo
Agostinho
tives
se
accusado
a
S.
Pedro
de
ser
o
funda
dor
de uma
heresia,
o
que
seria tão
in
sensato
como
a
divisão entre
orthodoxos
puros
e
orthodoxos impuros,
feita
não
sa
bemos
por
quem.
Não fazemos
caso
da
sua citação
de
Potter,
que
diz
ser
da
Histoire
du
Chri-
stianisme;
l.°
porque
contradiz
o
que
es
creveu,
e que
julgava poder
auctorisar
com
ella;
2.°
porque
não
podemos
veri
ficar
a exaclidão
da
passagem;
3.°
porque
é
um
auctor
protestante
do
século
passa
do,
e
porisso
incompetente
e
suspeito.
Agora
quanto
a
S.
Paulo.
Não
ape
drejou
a
Santo
Estevão;
guardou
as capas
dos
que
o
apedrejaram,
tornando-se por
este
facto
cúmplice
d
’
elles.
As pregações
do
Santo
não
o
oTendiam
a elle,
e
só
mente
o
seu
fanatismo.
S.
Paulo não
abjurou
da
lei
judaica,
porque
Chrislo
não
veio abolil-a;
e
tan
to
é
assim
que
nem
elle,
nem os
outros
Apostolos
e
mais
fieis
de
procedência
moy-
saica,
deixaram
de frequentar
o
Templo
e
as Synagogas, e
de
prégarem
alli;
e
tão
pouco
«foi
aprender
as
verdades
christãs»,
porque
ellas
lhe
foram
revelladas
por
Deus.
Querem
graves escriptores que S.
Pau
lo
só
tivesse
tomado
este nome depois
de
convertido
á
fé
christã
o
pro-consul
Sér
gio
Paulo; outros
porém
affirmam
que foi
logo
depois
da
sua própria conversão.
Duas
vezes
veio
a
Jerusalem,
mas
ne
nhuma
d’
ellas
«para
disputar
com
S.
Pe
dro,
acerca
da
circumcisão,
achando
re-
prehensivel
o
procedimento
do Príncipe
dos Apostolos.»
S.
Paulo
conta
o
facto
assim:
«Ora
tendo
Cephas
a
Antiochia, lhe
re
sisti
em
sua
face,
porque
era
reprehensi-
vel.
Porque
antes
que
chegassem
os
que
eram
enviados
por
Jacob, comia
com os
gentios;
mas
depois
que
chegaram,
sub-
trahia se,
e
separava-se,
temendo
escan-
dalisar
aos
que
eram
circumcidados
(Ga
iatas
II, 11
e
12).»
A
dissidência
manifeston-se
em Antio
chia
e
não
em
Jerusalem;
e
a
causa
uma
questão
de
procedimento
exigido
talvez
pelas
circumstancias, como
a
que
indu
ziu
S. Paulo
a
circumcidar
a
Thimotheo
para
o
poder
levar
em
sua
companhia,
sem
escandalo
dos
judeus.
Tem
aulhenlicidatle
igual as
noticias
que correm
de
S. Paulo, como
as
que
correm de
S.
Pedro.
Se
d’
aquelle
sabe
mos
que
foi
degollado,
é
pelos
mesmos
meios
que
sabemos
ter
sido
este
crucifi
cado.
A
historia
do
Novo
Testamento
não
o
diz
mais
de
um
que
do
outro.
Tendo
acabado
de
mostrar
quanto
são
debeis
e
ridículas
quantas
allegações
faz
o «Jornal
do
Commercio»,
devemos
accrescenlar
que
a
ignorância
a mais
in
crível
é
o elemento
principal que
entrou
na
composição
do
artigo
que
vimos
d’
exa-
minar.
Ha
já um
outro, que
ainda
não
lêmos.
N
’
outra
occasião
trataremos
d’
elle.
S.
M.
CODIGO ADMINISTRATIVO
TITULO VI
camaras
municipaes
[Cvnlinuaçào]
CAPITULO
IV
Dos
empregados
da
camara
SECÇÃO
i
Do
escrivão
e
empregados
da
secretaria
Art.
146.°
A
camara
municipal
tem
um
escrivão
ao
qual
incumbe:
1.
°
Assistir
ás
sessões
da
camara,
la
vrar
as
actas
e
fazer
todo
o
serviço
de
expediente
que
lhe
fôr
ordenado;
2. ® Subscrever
todos
os
actos
ofliciaes
da
camara;
3.
°
Exercer
as
funcções
de
labellião
em
todos
os
actos
e
contratos
em que
a ca
mara
fôr
outorgante;
4.
”
Conservar
sob
sua
guarda
e res
ponsabilidade,
nos
paços
do
concelho,
o
archivo
da
camara;
5.
°
Responder
pela
boa
ordem
e
regu
laridade
dos
trabalhos
da secretaria;
E
em
geral
exercer as mais
funcções
de
que
fôr
encarregado
pela
camara
ou
pelo
presidente.
Art
147.°
O
escrivão
é
nomeado
pela
camara,
precedendo
concurso,
como
fór determinado
em
regulamento
do go
verno.
Art. 148.°
O
escrivão
da
camara
é
substituído
nos seus
impedimentos
tem
porários
pela
pessoa
que
a
camara
no
mear.
Art.
149.°
A
camara
terá
os
empre
gados
de
secretaria
que
forem
necessá
rios
para
o
prompto
expediente
do
ser
viço.
SECÇÃO
II
Do
thesoureiro
do
concelho
Art.
150.°
A
camara
municipal nomeia
livremente
o
seu thesoureiro
nos
mesmos
termos,
e
com
a
mesma
responsabilidade
com
que
o
faz a
junta
geral
a
respeito do
thesoureiro
do
districto.
§
unico.
E’ applicavel
ás
camaras mu
nicipaes
e
seu
thesoureiro
o
que se
dis
põe
a
respeito
da
junta
geral
e
thesoureiro
do
districto
nos
artigos
74.° a
79.°
SECÇÃO
III
Dos
outros
empregados
municipaes
Art.
151.°
Além dos
empregados
men
cionados
n
’
este
capitulo a
camara
terá
os
mais
empregados
que
forem
necessários
para
o
serviço
do
concelho,
ou
que
as
leis
e
regulamentos
determinarem.
Art.
152.°
Os
facultativos,
pharmaceu-
licos,
parteiras
e
veterinários
providos
nos
partidos
municipaes
não
podem
ser
sus
pensos,
nem
demittidos,
nem
se lhes
póde
alte<ar
os vencimentos
e
condições
dos
partidos,
sem
que
sejam
previamente
ou
vidos, e sem
que
preceda
approvação
da
junta
geral
do
districto.
Art.
153.®
Os
partidos
de
que
trata
o
precedente
artigo só
poderão
ser
providos
por
meio
de
concurso annunciado
na
folha
official
do
governo.
Art. 154.°
E
’
da
competência
da
ca
mara conceder
licença
aos
seus
emprega
dos.
TITULO
VII
EJas
juntas
de parochia
CAPITULO I
Disposições
especiaes
sobre
organização
e
reuniões
Art.
155
°
A
junta
de
parochia
com
põe-se
de
cinco membros
eleitos
pela
pa
rochia
ou
parochias
aggregadas.
§
1.°
O presidente
será
escolhido
pela
junta,
de
entre
os
membros
que
a
com
põem,
nos
termos
do artigo
13.°
d’
esta
lei.
§
2.°
O
parocho
toma
parle
e
vota
em
todas
as
deliberações
da junta,
nos
assumptos
que
respeitam
aos interesses
ecclesiasticos
da
parochia,
e
á
administra
ção da
fabrica,
quando
a
junta
fôr
fabri-
queira,
e
toma
logar
na junta
á
direita
do
presidente.
Art.
156.°
A
’
posse
dos
vogaes
da
junta
de
parochia
é applicavel
o
disposto
no ar
tigo
99.°
Art.
157.°
A
junta
de
parochia tem
uma
sessão
ordinaria
de
quinze
em
quinze
dias,
e
as
extraordinárias
que
o
bem
do
serviço
exigir.
Art.
158.°
As
juntas
de
parochia
po
derão
reunir-se
na
sacristia da
egreja
pa
rochial
ou em
qualquer
casa
de
despacho,
mas
nunca
na egreja.
§
unico
As
duvidas
que
a
este
res
peito
se
moverem
serão
resolvidas pelo
administrador
do
concelho.
Art.
159.°
O
regedor
de
parochia
as
siste
com
voto
consultivo
ás
sessões da jun
ta,
e
toma
assento ao
lado
esquerdo
junto
ao
presidente.
SlHTILIi
Atotieins
da
Real
Família
exi
lada.
—
Referem
noticias
de
9
do
corrente
que
o
Senhor
D.
Miguel
e
toda
a
Real
Familia
gosatn,
graças
a
Deus,
boa
saude.
A
Snr.
a
D.
Adelaide
de
Bragança
tem
estado
em Richenau
com
sua filha
a
ar-
chiduqueza
d'Austria,
a
Snr.a
D.
Maria
Theresa,
que
ha
tempos
deu
á
luz u
mj
filha
com
a
maior felicidade.
Tanto
S. A.
I.
como
a recem-nascidj
passam
muito
bem.
Apostasia
do
presbytero
Jlj.
ronda.
—
O
Tribunal
da
Relação
Patriar-
chal,
em sessão
de
II
do
corrente,
de
clarou
o
presbytero
Antonio
Ferreira
de
Miranda
incurso
na
pena
de
analhema
ou
excommunhão
maior
pela
sua
apostasia
da Relig
ão
Catholica
e
outros crimes,
mandando
que
o
seu nome
seja
riscado
da
matricula
dos
presbyteros
d’
aquelle pa-
triarchado.
Romaria
—
E
’
hoje a romaria
de
S.
Thiago
da
Cruz,
a uns 8 kylometros
de
distancia
d
’
esta
cidade,
na
estrada
d
’
aqui
a
Villa
Nova
de
Faraalicão,
em
local
for
mosíssimo.
OÍTertn.
—
O
snr.
Manoel
Lopes
de
Azevedo
offertou
ao
sanctuario do Bom
Jesus do
Monte
a
quantia
de
562$5(X)
reis.
s.
Thiago.
—
Faz-se
hoje em
Santa
Cruz
a
festa
a
S. Thiago,
havendo
missa
e
sermão
de
manhã.
Historia
Popular
dos
Papas.—
Está
publicado
o
fascículo
10
da
Historia
Popular
dos
Papas,
de
J.
Chantrel,
edi
ção
do
snr.
Teixeira
de
Freitas,
estimado
proprietário
da
Livraria
Internacional
de
Guimarães.
Começa
n
’este
fascículo
o
tomo
II.
A
boa
educação tios
filhos,
re
compensada
n
’
este
mundo.
—
Quando
os
paes se
applicam
seriamente
á
educa
ção
dos
filhos, não trabalham
só
para el
les,
grangeiam
lambem
para
si.
A
incon
stância
das
cousas
humanas
é
bem co
nhecida; os
que
ainda
honlem
eram
opu
lentos,
hoje
se
veem
pobres;
os
que
agora
tem
alguma
cousa,
logo
se
verão
em
mi
séria;
só
a
virtude
persiste,
e
sem
educação
não
ha virtude.
O
exemplo
seguinte
é
prova
manifesta
do
quanto
rende
aos
paes a
educação
es
merada.
Na
cidade
do
Stanning, em
Inglaterra,
Colhumann,
desde
a
infancia
empenhou-se
em
corresponder
á
educação, que
rece
bera,
mostrando-se
sempre
submisso
e
hu
milde.
Os
meios
de
vida
eram
poucos,
e
menos
se
tornaram,
por
morte
de
seu
pae.
Dentro
em
pouco
esta
perda
accarrelou
sobre
os
dois-mãe
e
filho
a
mais
des
pregada
miséria,
ou
privação
das cousas
mais
necessárias
á vida.
Ainda
assim
por
algum
tempo
lutaram,
contra
tamanha
in
felicidade,
entregando-se
a
excessos
de
trabalho:
outra
porém
surgiu,
cahindo
em
parylisia
a
virtuosa mãe.
E aqui se
vê
Colhumann
em angustia a
mais
pungente:
se
se
dá
a
trabalho
para
haver
pão
para
a
sua
mãe,
esta
não
tem
quem
lhe
acuda
no
seu
estado;
se
se
presta
a
assistir-
lhe,
ficam
privados
elle
e
ella
de
todos
os
meios
de
subsistência.
N
’
estas
dolorosas
circumstancias
em
que
a
Cothmann
faltava
luto,
não
lhe
faltou a virtude:
construiu
um
carro,
collocou, n
’elle um
xergão,
e
ahi
sahe
o
bom
filho
pela
cidade
puchando ao
carro,
e
ao
mesmo
tempo
pedindo
esmola
para
sua
mãe.
Espectactilo
commoveute
era
este;
exem
plo
extraordinário
de
dedicação
filial
dava
Cothumann
a
quantos
supplicava
vali
mento
necessário,
de
que
mais
não
teve
precisão,
porque
a
par
de
tanta
indigên
cia
caminíiava
a
virtude,
que illustrando
o
filho
reílectia
sobre
a
mãe,
que
o
tinha
educado.
Passado
tempo
a
morte
veiu
pôr
ter
mo
aos dias
da
mãe
de
Cothumann,
que
d
’
aqui
em
deante
só cuida
em
Deus
e
em
si.
Com
esmolas,
que
pôde
grangear,
construiu
uma
capella,
e
desempenhando
assim
o
voto
que
fizera,
n
’
ella
se
entregou
ao
exercício
de
virtudes
heroicas,
que
lhe
valeram
a
honra
dos
aliares.
Por
'aqui
se
vê
quanto
rendeu
á mãe
de São
Cothumann
a educação
que lhe
déra.
Ella
deu-lhe
a
vida,
elle
sustentou
lh
’a.
— («Familia»).
Ainda
o
iitteniíiilo
conunettido
na
prssoa
do
revi!.
0
J.
tí.
Pacheco.
—
Escreve
a
«Palavra»:
Em
additamento
á
noticia
que
hontem
dêmos
ácerca
do attentado
commetlilo
na
pessoa
do
revd.° José
Gomes
Pacheco,
pro
*
curador
do
Seminário
d
’
esta cidade,
temos
a rectificar, que
o
malvado
não
fôra
ex
*
pulso do
Seminário;
saiu
elle
de
muito
li
vre
e
expontânea vontade, estomagado
P»
r
uma
severa
e
merecida
reprehensão,
q
ue
lhe
déra
o
exc.m°
prelado.
O
snr.
padre
Pacheco em
nada fig
u
‘
rou
em
tal
negocio,
a
não
ser
para
dizer
á
familia
que o não
deixassem
sair; q
ue
com
o tempo
se
corrigiria,
etc.
Vê-se
agora que
nada
se
perdeu
comi
a
sua
saida,
e
que
a
reprehensão
do prelado
foi
merecida:
com
taes
sentimentos,
que
piedoso
levita
não
sahiria
d
’alli!
0
snr.
padre
Pacheco
já
recolheu
ao
Seminário
onde
está
em
tratamento de
um
ferimento bastante
grave
na
cabeça
e
de
uma
contusão
na
face
que
lhe
alcança
quei
xos,
dentes,
etc.
0
offendido,
possuído
do
espirito de
caridade,
deseja
que se não
procedesse
contra
o
desgraçado;
mas
não
o
entende
assim,
e
com
muita
rasão,
o
nosso
exc.
m0
prelado.
E’
preciso
castigar
os
que
erram,
quanto
mais
os
que
accinlosamente
pre
varicam.
A
mansidão
evangélica
e
o perdão das
injurias
não
deve
levar
se
ao ponto de
garantir
a
impunidade
dos
malvados;
isso
era
o
que
elles queriam
e
d’
aqui
a nada
não
poderíamos
pôr
pé
fóra
de
casa.
Nada,
nada.
Temos
reito
de
justa
d
’
elle.
Pela
nossa
posito,
e
não
os
tnbunaes,
lemos
o
di-
defesa,
é
preciso
pois usar
parte
estamos
n
’
esse
pro-
julgamos
que
com
isso
of-
fendemos
na
mais
pequena
virgula
o
pre
ceito da
caridade.
Ora
pois,
os tribunaes
vão
proceder;
esperamos
que se
fará
justiça.
Cirande
festividade
esn Rareel-
108.
—
Publicamos
em seguida
o
program-
ma
da
procissão
de
N.
Senhora
do Carmo,
que
vai
ser a
mais
esplendorosa
de to
das
as
que
tem sahido
n
’aquella
villa
Pa
ra
isso
o respeitável
Definilorio
d
’aquella
Ordem,
ha
feito
os
maiores
esforços
e
sa
crifícios.
No
dia
27, vespera,
haverá
fogo
pre
so
e
solto,
illuminação
e
duas bandas
de
muzica;
e
dia
28
missa
solemne
a grande
instrumental
e
sermão
pelo
distincto
pre
gador
regio
o
snr.
abbade
de
Requião
—
José
Vieira
de
Sousa
Coutinho.
Eis
o
programma referido:
Abre
a
mageslosa
procissão,
que
deve
sair
no
dia
28 do
corrente
da
Venerável
Ordem Terceira,
d
’
aquella villa,
uma
banda
de
musica,
seguindo-se
a
Cruz
da Ordem
no
meio
de
dous
irmãos
com
lanternas.
Depois
as
alas
dos
irmãos.
Em
seguida
irá um
grupo
com
as
insignias
da Ordem
do
Carmo
e
duas
ban
deiras.
No
meio
das
alas
irão
as
seguintes figu
ras
e
anjos:
Santo
Elias
com
uma
espada
na
mão
di
reita
e
na
esquerda
uma egreja.
Santo
Eliseu com
um
corvo
na
mão
es
querda.
A
figura
symbolica
da
Sabedoria
Di
vina.
Um
grupo
de
dous
anjos
com o
anagram-
ma
da
Avé
Maria.
A
figura allegorica
da
Stella
Matutina,
acompanhada de
dous
anjos;
o
da
direita
levará
um
dislico
dizendo—
Estreita
Matuti
na,
e
o
da
esquerda
outro
com
a
lettra
—
Quasi
stella
matutina.
Um
grupo
allegorico
a
—
humildade
de
Maria
Santíssima; o
anjo
da direita vai
a
oíferecer-lhe
uma
coroa
de
rainha,
e
o
da
esquerda
leva
o
dístico—
Respexil
humili-
talem
anciloe
suoe.
Segue
se
um
anjo com
um
espelho,
no
qual
se
lê—Speculum
sine
macula.
Uma
figura
allegorica
da
—Rosa
mysti-
ca;
leva
na mão
direita
uma
rosa
branca
grande.
Esta
figura é
acompanhada
por
dous
anjos,
cada
um
com sua
torre;
n’
uma
lê-se—Turris
Davidica
e
na
outra
Turris
eburnea.
Um
anjo coma
figura do
sol, e
o
dís
tico
—
Elecla
ul sol.
Outro
anjo
com
a
lua,
e
a
inscripção
—
Pulchra
ul
tuna.
A
figura da—
Innocencia, coroada
de
rosas
brancas;
levará
na
mão
esquerda
um
ramo
de
flores.
E’
acompanhada
por
dous
anjos,
um
offerece-lhe
uma
açucêna,
o
outro
uma
corôa
de
louro.
Ura
grupo
de
quatro
anjos;
dous
sus
tentam
a
corôa
de
Nossa
Senhora,
e
os
outros
pagam nas
extremidades
do
escapulá
rio
que
sae
da mesma
corôa.
Um
anjo
com
dous
corações
unidos
e
o
distico
— Vive
em
mim
e eu
vivo
n
’
elle.
Um
grupo,
allegoria
da
—
Caridade;
esta
agazalha
debaixo
do
manto
duas
criancinhas;
uma
offerece
lhe
uns Bentinhos,
a
outra
um
pão.
Seguem-n
’a
dous
anjos
que
lhe
apanham
o
manto
e
um
outro com
um
escudo
no
qual
se
lê
—Ego
maler
pulchra;
dileclionis.
Ura
anjo,
representando
o
—
Archanjo
Gabriel, com
uma açucêna
na
mão
esquerda
e
no
braço direito
ura
escudo,
com
o
se
guinte;—
Avé
gratia
plena.
Um
grupo;
um
peregrino
que
leva
na
utão
uni
bordão
e
no
hombro
o
letreiro
peregrino
de
Maria; e uma
pastora
e
com
um
cordeirinho
após
ella,
e
no
hombro
o
rotulo;
—
A
boa pastora.
Um
côro
de
12
freiras da Ordem do
Carmo,
entre
o qual
irá a
—
Espoza
dos
Cantares, cantando
alternadamente
com
el-
las
o
Tota
pulchra.
0
andor da
Virgem do
Carmo.
Depois
d
’este seguem-se
as
figuras
anjos
seguintes:
Uma
freira
com
o
báculo.
Um
anjo
com
um
ramo d’oliveira.
Outro
anjo
com
uma
bandeira
branca
com
as armas
de Portugual,
e
a inscri-
pção
—
Protectora
da
paz.
No
cimo
da
haste
pouza
uma
pomba,
sustentando
no
bico
um ramo
d’
oliveira, alludindo
á reconci
liação
feita
pela
rainha
Santa
entre D.
Di
niz,
seu
espozo,
e
D.
Affonsoseu filho.
C
orte
da
rainha
S
anta
I
zabel
.
ta;
Ufna
figura
representando
a
rainha
San-
leva
pela
mão
um
menino,
filho
na
tural
de
El-Rei
D.
Diniz,
tomado
pela
rai
nha
como
filho
adoptivo.
E’
acompanhada
por
dous
anjos
aos
lados;
um cora
a
co
rda
da
rainha,
outro
com
o
sceptro,
e
lambem por uma
aia,
que
leva
pães
ben
tos,
e
um
caudatario
que
lhe
sobraça
o
manto
real
Um
menino
S.
João.
Uma
figura,
levará
na
mão
esquerda
um
escudo
com a letra
— Bulia
Sabatina.
C
orpo
ecclesiastico
representando
o
Baplista
symbolo
do—
Purgatório,
direita
uma
ancora e
na
Virá
no
meio
d’
este
uma
figura
repre
sentando a
—
Fé
Eucharislica.
Outra
a
—
Egreja
com
a
cruz ponti
fical.
Outra
a
—
Rainha
das
Virgens.
Outra
a
figura
da—
Gloria.
12
meninas
vestidas
de
Virgens
can
tarão
o
Pange
lingua.
Dous
anjos
com
taças
cheias
de
flo
res.
Além d’
estes
mais
13
anjos com diversos
emblemas.
Pallio.
Commissario, Ministro e
vice-Ministro
da
Ordem.
Banda
de musica
barcellense.
Fechará
o
imponente
e religioso
préstito
a
força destacada
n
’aquella villa.
Instrucção
primaria.
—
Foi
jubila
do
com
o
ordenado
annual
de
90$000
réis,
o
professor
vitalício
da
cadeira
de
ensino
primário
de Villa
Nova
de
Passos,
con
celho
de
Alvaiazere,
Joaquim Antonio
La-
gôa-
Foi
promovido
á propriedade
da
cadei
ra
de
Paranhos
de
Baixo,
concelho
de
Ceia, o
padre,
Francisco
Henriques
da
Cruz
Coelho; e
foram providas
por
tres
annos
na
escola
de meninas
da
villa
de Cerlã,
Delphina Maria
Adelaide
da
Silva;
e
na
escola de
meninas
das
Arcas,
concelho
de
Macedo
de
Cavalleiros,
Joaqtiina
Deolinda
da
Costa
Teixeira.
Foi exonerada
pelo
requerer,
de
logar
de
professora temporária
da
escola
de
me
ninas
da
villa
de
Certã,
Maria
do
Carmo
da
Fonseca
e
Cunha.
E
foi
transferida
pelo
requerer,
para a
escola
de
meninas de
Mascarenhas,
con
celho
de
Mirandella,
Chrislina
Amélia
Tei-
xeira
Homem,
que era
professora
vitalícia
da
escola
de
meninas
das Arcas,
conce
lho
de
Macedo
de
Cavalleiros.
Livros
approvados.
—
Em confor
midade
do
parecer
da
junta
consultiva
de
instrucção
publica,
foram
approvados
os
seguintes
livros:
PARA
USO
DAS
AULAS
DE
FRANCEZ
Grammalica
moderna da
lingua
fran-
ceza,
por José
Miguel
dos Santos, Lisboa,
1878.
PARA
USO
DAS
AULAS
DE
INSTRUCÇÃO
PRI
MARIA
O
Arrieiro,
3.
a edição,
1875.
O
Cabazinho
de
flores,
1875.
Deus
não
dorme,
6.
a
edição
1874.
Duas viuvas,
(terceiro
mandamento
do
decálogo),
1873.
A
Herança
de
Francisca,
1872.
Hislorielas,
1878.
A
Lampada
do
Sancluario.
A
Mendicidade
e
o trabalho,
1877.
As
Obras
de
misericórdia
ou
A
carida
de,
1878.
Senhora
de
Nazarelh,
1878.
Todos
editados
pelo padre
Luiz
Bernar-
dino
de
Carvalho
Pacheco.
Vendn
de
diamantes
—
Como já
é
sabido,
aex-rainhade
Hespanha,
D.
Isabel,
SECÇÃO
DE
COMMUMICADOS
procedeu
ultimamente
em
Paris á
venda
dos
seus
diamantes.
Tem já havido
sete
leilões
e no
ultimo
leilão
as
sommas
obti
das
foram
as
seguintes:
Um bracelete de
ouro,
marchetado
de
diamantes. 2:500
francos;
um
dito
orna
do
com
rubis
e
brilhantes,
11:000
francos;
um
d
to
de
ouro
não
polido,
com
duas fi
leiras
de
brilhantes^
2:750
francos;
um
di
to.
composto
de
uma
pulseira
de
flores,
folhas
e
ornatos
de
brilhantes.
8.009
fran
cos;
um
broche-dragona
ornado,
de
uma
pérola
e
de
um
pingente
de
esmeralda,
20:500
francos;
um
dito
do
mesmo
mo
delo,
mas com
menor esmeralda,
17:100
francos;
um
broche
composto
de
um
bou-
quel
de
brilhantes
reunido
por
uma
fita
egualmeote de
brilhante, ten
lo
no centro
de uma
flor
um
grande
brilhante,
81:500
francos,
etc.
A
quantia
a
que
se
attin-
giu n’
este
leilão
eleva-se
a
214:020
fran
cos.
O
total
produzido
pelos
seis primeiros
leilões foi de 1.595:290
francos.
Questão
do
Oriente.
—
Os
últimos
tetegrammas
relativos á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
22
—Dizem de
Berlim
ao
«Standart»
que
informações
exactas
de
Vienna
asseguram
que
a
Áustria
está
re
solvida
a
tomar
brevemente
as medidas
ne
cessárias
para
prevenir qualquer
aggressão
italiana.
Um
telegramma
de
Belgrado,
publicado
pelo
«Times»
diz
que
a
Skuptina
tenciona
dirigir
ás potências uma
memória
pro
testando
contra
a occupação
austríaca,
da
Bosnia
e da
Herzegovina, sustentando
que
estas
duas
províncias
fazem
historicamente
parle
do
lerrilorio
servio.
O
ministro da guerra
ordenou
que
se
jam
licenceadas
todas
as reservas.
Asseguram
<le
Constantinopla
que
se
es
perava
favoravel
solução
das questões
da
Bosnia e
Grécia.
Londres
22
—
Diz
o
«Times»
que
as
asserções
da
opposição
não
assustam
e
que
se
executará
a
convenção
anglo-turca sem
despezas
alarmantes.
A
Porta
oppõe-se
á
cessão
de
Jami-
na
á
Grécia.
Os habitantes
de
Batoum
communica-
ram
que,
junctamente
com
os
musulma-
nos de
Kars,
Ardahan, Oiti
e
Trebison
*
da,
estão
resolvidos
a
combater
até á
ultima
a
dominação
russa.
Londres
23—
A
rainha
Victoria
confir
mou a
lord
Beaconsfield
a
ordem
da
Jar-
reteira.
Uma proclamação
da
rainha
promette
aos
habitantes
de
Chypre
a
melhoria
da
agricultura
e
do
commercio
A
Porta
projecla
convidar
os
capita
listas
europeus que
apresentem
as
propos
tas
para
melhorai
o
desenvolvimento
dos
recursos
da
Turquia.
Um
telegramma
de
Vienna
para
o
«Stan
dard»
aflirma
que o
principe
de
Bismark
informou
o
embaixador
de
Italia
que
é in
teresse
supremo
para
a
raça
allemã
que
Trentino e
Trieste
não
venham
jámais
a
ser
italianas.
O
deputado
liberal
Rencaly
declarou
na
camara
que
proporá
as resoluções
do
Harlinglon
e
uma
emenda
eomfemn.indo
a
agitação
que
animou
a
Rossia
a
atacar
a
Turquia.
O deputado
conservador
Planketle
pro
porá
outra
emenda
favoravel
ao
ministé
rio.
A
discussão
da
interpellação
Hartinglon
foi
fixada
para
segunda-feira.
Perguntou-se se
as
estipulações
do
tra-
ctado de
S.
Slefanio
foram
derogadas
pe
lo
traclado
de Berlim.
Nortcothe
respondeu
que
era
uma ques
tão
internacional
sobre
a
qual
as
duas
po-
tenci
s
interessadas
exprimem
a sua
opi
nião.
Harcourt
annunciou
que
ámanhã
per
guntará
se
a
administração
civil
de
Chy
pre
será
turca
ou
ingleza.
Os
russos
occuparam
Chumla.
Está
próxima
a
evacuação
de
Varna
logo
depois
dos
russos
retirarem
para
Tschatalischa.
Também
está
para
breve
a
assignatu-
ra
da
convenção
anglo-turca.
Deram-se
ante-hontem
á sepultura
os
restos
mortaes
do
snr.
José
Valentim,
um
dos
socios
instailadores
do Monte-pio
de
S.
José, do qual foi
lambem
durante
muitos
annos
cobrador
gratuito.
Foi necessário
abrir-se
uma snbscripção
para
lhe
fazer
o
seu pobre enterro.
Não
posso
deixar
de estranhar
que a
actual
Direcção
do
Monte-pio
tanto
se
deslembrasse
daquelle
infeliz,
a
ponto
de
nem
ao
menos
concorrer
com
5
reis
—
como
Direcção—para
o
enterro
d
’
elle.
Se
o
Estatuto
não
previne
estes
casos,
é
certo
que
a
Direcção
devia
seguir o
louvável
exemplo
d
’
outras Direcções,
que
em
conjunctura
idêntica nenhuma
hesita
ção
tiveram em
concorrer
com
a
quantia
de
6$000
reis. D’
uma
de
que fiz parte,
como
membro
do
conselho
fiscal,
assina
procedeu,
e
estavamos
resolvidos
a
repor
do
nosso bolso
aquella
quantia,
quando
porventura
algum
socio
viesse
a
estranhar
a sua
applicação,
—
o
que
para
honra
de
todos nunca
aconteceu,
nem
creio
acon
tecerá jámais.
O
Monte-pio
não
fica
arruinado
com
tão
fáceis
(e
devidas)
generosidades.
Braga
24
de
julho
de
1878.
Luiz
Pinto
Martins.
Banco Commercial de Braga em
liquidação
Sociedade anonyma —
responsabi
lidade
limitada
A
Commissão liquidataria
d
’
este
Ran
ço,
tendo
modificado
a
tabella
dos
preços
dos
papeis
que
o
Banco
possue
aclual-
menle,
e
querendo
auxiliar
a
liquidação
quanto
em
si
possa,
propõe
aos snrs.
cre
dores
que
quizerem liquidar
já as
suas
promissórias
pagar-lhes
90
0(0
em
papel
ao
preço
estabelecido, e 10
0(0
em
dinheiro,
para
cujo
fim
poderão
dirigir-se á
casa
do
mesmo
Banco
em
todos os
dias
uteis
a
contar
do
l.° d
’
agosto
em
diante.
Braga
22
de Julho
de
1878.
A
commissão
liquidataria
Manoel
Simões
Braga.
Manoel
Joaquim
Gomes
.
João
Luiz
Pipa.
Manoel
Ignacio
d
’
Oliveira
Braga.
Manoel
Antonio da
S.
a
Pereira
Guimarães.
Antonio
José
Antunes
Reis.
O
presidente
da
junta
de
parochia, de
Fonte
Arcada,
concelho
da
Povoa de-
La-
nhoso,
faz
publico
que no
dia
28
do
çorrente
julho
por
11
horas
da
manhã,
no
logar
da
Costa, da
referida
freguezia,
se
ha
de arrematar
em
hasla
publica
pelo
menor
lanço que
se
offerecer,
a construc-
ção
d
’utna casa
de
escola,
do
sexo
ma
sculina,
nas
condições
da
planta
que
se
rá
presente
no
acto.
E
para
que
chegue
ao
conhecimento
dos
interessados
se
faz
publico
d
’
esta
fórma,
tendo-se
já
aflixado
outros,
n
’
esta
data
de
igual
theor
nos
ogares
mais públicos.
Mosteiro
de
Fonte
Arcada,
7
de
ju
lho de
1878.
O
Prior
João
Albino
Pereira
de
Sampaio.
(1005)
No
Conservatorio
das
Orfãs da Ta-
manca,
em
Braga,
precisa-se
d'uma
re
gente
com
obrigação
de ensinar instruc-
ção
primaria,
e
de
uma
mestra
do
lavor,
também
habilitada
para
o
ensino
primário,
afim
de
poder
substituir
a
primeira.
As
senhoras
que se
acharem
em
cir-
cumstancias
de
exercer
os
referidos
car
gos,
e
os
queiram
occupar
com
residên
cia
no
estabelecimento,
onde
terão
ali
mento
e
roupa
lavada,
além
de
ordena
do,
pódem
dirigir-se
ao
secretario
da
commissão
administradora,
Custodio
Men
des
da
Silva
Braga,
na
mesma
cidade,
campo
de
D.
Luiz
I,
n.°
40.
(1004)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
da Boa
Visla.
(906)
Quem
quizer
arrendar a
casa
n.°
7,
no
campo das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d
’
esta cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
VENDA
DE
TB
EM
Vende-se
um
com
os
competentes
ar
reios,
e
3
cavallos
do
mesmo
trem.
Pódem
vêr-se
e
tratar-se
na
rua
do
Souto
n.°
55,
d
’
esta cidade.
(995)
Ã
J.
Alli
VENDEM-SE
duas
moradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com os
n.°
s
11 e
11
A,
e
outra
na
rua
de
D.
Pedro,
com
o
n.°
1;
quem
as
perlender
procure
o
dono
n’
esla
todos os
dias,
(exceptuando
os
dias
sanclificados),
desde
as
8
até
ás
10
horas
da
manhã.
(978)
Arrematação
voluntária.
Licor
c pílulas do dr. Laville
Esta
medicina anti-gottosa e
anti-rheumatica
é
de
justo
titulo
o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos, coulra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eflicacia
é tão
grande,
que duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E
’
a
unica
scienlifica
e
officialmende
reconhecida
e que
offerece
todas
as
garantias.
Veja-
se
o
livrinho.
que se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias. Preço
2$00ti
rs.
Para
evitar
se
os
graves
perigos
da
falsificação,
a
qud,
em vista
da
alta
repu
tação
de nossos
produ
tos
augmenla
cada
dia, deve-se
exigir a
assignalura
do
dr.
Laville
e
o
sello
de garantia
estampado
em
tinta
azul)
do
Governo
Francez.
—
Venda
por
maior,
F.
COM
AH
28
me
St.
Claude
—
Deposito
no
Porto Ferreira &
Irmão,
rua
da
Banharia
77
e
79.
(42-^-)
Na rua de S. Marcos e casa da
Assembleia Bracarense,
ha para
vender
em
hasta publica um
magnifico
piano vertical,
de se
te
oitavas,
da acreditada casa
de Paris Maugeot Frères & C.a,
e
quasi novo. Póde
ser visto e
experimentado todos os dias até
1
do
proximo mez d’agosto, em
que
terá logar pelas doze horas
do dia
a arrematação
na refe
rida
casa, e será entregue, quan
do
convenha a quem
maior lan
ço
offerecer.
(999)
.
MfijJK
MS
TRATAMENTO
(sem necessidade
de
repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres, inílammaçôes,
ulceras,
consequên
cias
do
parto, desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações, debilidade,
doenças
nervosas,
enlraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—Os
meios
de
cura
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis.
são
o resultado
de assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consuhações das
3
ás
5
—Rue
Monlhebor, 27,
perto
Tulherias,
Paris. (40-H-)
AVISO IMPORTANTE
O
gerente
da
Caixa Penhorista
das
Pa
lhotas,
previne
as
pessoas
que
alli
tive
rem
penhores
ha
mais
de 3,
4
e
5
mezes
sem
terem
pago os
juros,
os
queiram sa
tisfazer até
ao
fim
do
corrente
mez,
do
contrario
mandar-se-hão
vender,
por
se
julgarem
abandonados.
Braga,
19
de
julho
de 1878.
(1000)
M.
J. P.
AOS SNRS. OURIVES
Na
rua
do
Forno
n.
’
12,
vendem-se
cadinhos de
primeira
qualidade,
a
40
rs.
o
terno.
(1001)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’esta
cidade,
ttndo
em consideração
a
avultadissima
despeza
que está
custan
do
o fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n’
este
acto
de caridade
a
devoção
de seus concidadãos.
O
Escrivão
Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber-
nardes.
(1002)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diala n.°
22.
(981)
AHíSF.^í»
in-s
i:
Desde
o
proximo.
S. Miguel,
tres
moradas
de
casas
de
2
andares,
construí
das
de
novo,
com
quintal e
agua,
na
rua
de
S. Geraldo
n
0
18,
20
e
22
Trata
se
na
mesma rua
n.°
17.
(943)
Muita
altenção
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios receutemente
reconstruídos
de
no
vo,
com
os
n.
”s 27 e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V, com quintal ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.!S
andares
gosam-se
os
pontos
mais
impor
tantes de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
0
americano.
A
tratar
com
o
seu pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas
lodos
os
dias,
das
4
horas
da
tarde
por diante.
(919-Q)
VENDA
DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemanle
(la
do
esquerdo)
vendem-se as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se uma se
nhora
de
probidade
com
creada, ou eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
HIGIENE
Y SALUD DELA
BOCA
Elixir
y Polvos Dentrificos
MEDALHA
PARIZ
d
’
ouho
Preparacion
del
Dr.
1875
JO
HN EVA
NS
NADA
mais
delicado
do
que
estas
especialidades destinadas
a
conservar
os
dentes,
bocca
e
garganta
em
perfeito
estado.
O
nome
do
doutor, graças
á
sua
uni
versal
reputação,
oflerece
uma segurança
indiscutível.
Asisca,
frasco
gr.
600
reis; frasco
peq.
300.
Fóis,
caixa
gr.
600
reis;
caixa
peq.
300.
No
Porto,
Ferreirs»
»£•
Ermã»,
Banharia,
77
e
79
—
Depositários da
agencia
franco-hispano-portugueza.
’
OURIVESARIA
DE
INDUSTRIA
NACIONAL
P
ILULAS
de
Proto
carbonato
de
ferro
inalterável
DOITBLAUD
Empregadas com
o mais
grão successo,
depois
mais de 40 annos por a maior parte
dos
médicos
por curar
a (Morosis (fluxo
branco)
doança das mancebas filhas e to
das
as moléstias chloróticas.
Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem
experimentado:
«
Depois 33
annos
que exerço a medicina,
«
tenho
reconhocido
a este
medicamento
«
(Pilulas de
Biaud)
vantagems
incontesta-
« veis sobre
todos
os outros ferreos e eu
«
o
miro como
o melhor
anti-chlorótico. »
Dr
DOUBLE,
ex-présidente da
Academia
de
Medicina.
«
De todas
as preparações ferreas que
«
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento
das affeições chloróticas, as pilu-
« las
de
Biaud
parece-nos
devem
estar na
« primeira
fila. » — Diccionario unir, de
Medicina,
t. n,
page 99.
Como
{trova
da
authenticidade,
o
nome
do
inventor
está
gravado
sobre
cada
pílula
como
aqui
junto
Depositos:
Paris,
8, r.Payenne.
Ein
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorèto
n.°
ah
—30
(27
*
)
.
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da
casa
n.°
11
em
a
rua
das
agoas
d
’
esta
ei
Jade
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
QUEM
QUIZLR
ARRENDAR
as
terras,
de
que
se
compõe
a
quinta
da
Ireguazia
de Dadim e
Nogueiró,
pertencentes ao
Collegio
dos
Órfãos
de
S.
Caetano
d
’
ts!a
cidade,
póde
tractar o
seu
arrendamento
com o
Director
do
mesmo
Collegio.
(988,
IHJECÇÃO
HYGIEKIilA
BALS
AMIGO PROPHITATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
eíficaz
que
cura
em
seis
ou oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas, ainda
as
mais rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharma»
ia
Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Baitlmlomeu.
Deposito principal
no
Porto na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
142,
proximo
ao Palacio de
Cmistal.
Preço
década
frasco
—
100
rs.
(861)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Bua
Nova
de
Souza
5
—
Com
estabelecimento
de mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de todas
as
dimençôes.
(813)
DE
ANTONIO CASIMIRO DA
COSTA
ENSAIAD0R
VISUAL
E REAL
D0 OURO, APPROVADO PELA
CASA
DA MOEDA
5
—Rua
Nova de Sousa—5
BRAGA
N
’este
novo
estabelecimento vendem-
se
e
compram
se
pedras
preciosas
e
ob-
jecto
de
ouro
e
prata.
Concérla
e
encar
rega-se
de mandar
fazer
toda
a
obra
da
sua
arte,
com
a
maior
perfeição
e
gos
tos
mais
recentes.
A
maior
parte
dos
objectos
são
man
dados
manufacturar
com
toque
fixo, e
ga
rantido
com
marca
especial,
particular,
e
pelo ensaio real.
3,
Rua Nova
de Sousa, 3.
(923)
®W0
94, RUA DE D. PEDRO V,
94
E
Tem
para vender
cal
branca,
l.
3
qua
lidade
a
600
rs.
cada
60
kiks
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.a
qualidade
(a
que alguém chama
de
l.
3)
a
550;
cal
parda,
l.
a
qualidade,
a
480;
dita
de
2
a
,
450. Para
grandes
encommendas
é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores
fazerem
as
suas requisições
com
8
dias
de antici-
pação,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito estabelecido ha 20 an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n’
esta
cidade
quem possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dosgeneros,
por
ser seu domno
estuca
dor
com
pratica
de
32 annos.
Todos
os
generos serão
postos nas
obras, n
’
esta
cidade, sein
augmento
de preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
O
se
AGUA
DO GERBZ
Na
pharmacia
do
Hospital
de
S.
Mar
cos
ha
deposito
d
’
aquellas
aguas,
das
quaes,
se
garante a
genuidade
e
pureza,
por
se
rem
colhidas
na
presente estação
pelo
pro«
prio
pharmaceulico.
Preço
de cada
garrafa
(com
garrafa),
100
rs.
Sómente
a
agua,
60
rs.
De
6
dúzias
para
cima,
desconto
de
10
1/0.
Além
d
’estas
se
encontram á
venda,
na
mesma
pharmacia. as
seguintes
aguas
mi-
neraes
todas
chegadas
recentemente,
e
co
lhidas,
n
’
esta
quadra,
por
emprezas
aucto-
riosadas—
de
Vidago,
Verim,
Pedras
Sal
gadas,
Entre-os-rios,
e
outras.
(928)
Vende-se
uma
morada
de
casas
S1,a
na rua
^a
^
ruz
Pe
^ra
n,°
q
a
g
a
,
de
2
andares, aguas,
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo, morador na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7, contígua
áquella.
(862)
Os
ISebuçados
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS ORPHÃOS,
praça
Municipal»
(844)
LECCIONAÇÃD
EM
BRAGA NA RUA DO POÇO
N.°
15
Ensina-se
—
Escripluração
commercial
por
partidas
simples
e
dobradas,
segundo
o
methodo
de Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros
entre
as
diffe-
rentes
praças
commerciaes.
Também se
leccionam
candidatos
ao
magistério
primário
em todas
as
disciplinas
do
seu programma.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITÁKA
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
