comerciominho_25051878_791.xml
- conteúdo
-
E^OHÍ-ESLZ®».
BSEÍILaWaWSA
JE
^T<rOC3'4>SA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA
NOVA
N.° 3
E.
6.° ANNO
j
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
1
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..........................
1&600
PUBLICA-SE
Províncias,
12
mezes.....................
2$000
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha.....................
850
40
20
ÁS
TERÇAS,
OUIATAS
E
SABBADOS.
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
1&050
3^600
3^600
Repetição
....................................
10
Folha
avulso
10
N.° 791
brm
;
a
-8
ís
:
íui
>
í
)
es
de
53.4 B O DE
iSSS
Mais
um
escandalo!...
Quem
ha
quarenta
e
quatro
annos
lançasse
os
olhos
sobre
Portugal,
e
dor
mindo
lelhargico
somno
até
hoje, des
pertasse
allim,
não
conheceria
o
mesmo.
Que
mudanças,
que
acontecimentos
em lo
dos
os
seus
confins.
Viria
uma
nação
que
então
era
rica
de
recursos,
expohada
de
seus
bens;
ein-
quanto
que
algumas
dúzias
de
vadios
que
então
esmolavam pelas portas dos ami
gos,
são hoje millionarios
!
Senhores
de
palacios,
e
com
o
luzido
luxo
de
seu
irem,
insultam a
miséria d
’
um
povo
que
ainda
percorre
as
ruas
faminto
e
cober
to
dos
andrajos
da
indigência
1
Em vez
d
’
uma
nação
de
iieroes,
acha
ria um
paiz
de
pigmeus,
no
meio
do
qual
nenhum
direito
é respeitado,
e
só
prevalece
o
domínio
prepotente
do
despo
tismo.
Despotismo, sim
I
porque
o
pobre
povo
não é
mais
que um
bando
de
carneiros
que
os
lobos
conservam
no
redil,
pa
ra
com
elles
satisfazerem
toda
a
qualidade
de
patifaria que lhes
vem
á
ideia.
Os
titulos
e
condecorações
que
anti-
gamenie
só
serviam
para
premiar
os
por-
tuguezes
que
praticavam
gentilezas
nas
armas
e
nas
leltras,
teem
chegado
a
tal
ponto
de
degradação
que
já
são regeitados
por
aquelles
que não querem
manchar-se
com
laes distincções.
Traficantes
de
carne humana,
falsiíica-
dores
de
moeda, analphabelos,
vendilhões
da
honra
da
patria,
juizes
corruptos
e
venaes,
e
emfim
criminosos
de toda
a
especie
por
ahi são elevados
á
ciasse
da
nobreza.
Quem
poderá
hoje
accreditar
que
Af-
íonso Albuquerque
baixou
á
sepultura
com
o
habito
de S.
Thiago
sómenle
e
sem
um
titulo,
tendo
conquistado
para
a
sua pa
tria
um
império no Orinte,
quando
ouve
a
imprensa
publicar
todos
os
dias
que
se
vendem
e
prostituem
titulos
e
conde
corações
a
quem
nenhum
direito
tem
a
elles.
Tem
sido
tal a fornada, que
muitos
caracteres
honestos
da
antiga
nobresa
teem
recusado
uzarem
os
titulos
herdados,
que
representavam serviços
á
patria com
a
es
pada
ou
com
a
penna
em
todas
as
par
tes
do mundo,
para
se
não
confundirem
com
os
fidalguinhos
de
hoje.
Com
eíleilo,
quem
não
ha
de
rir ven
do
passar
deante
de
si
aquelle
a
quem
comprava
bolos
e
assucar,
ainda
não
ha
muito,
e
ter
de lhe
dar
uma
excellència
e
chamar
lhe
snr.
commendador,
ou
snr.
ba
rào?
Ver
passar
um barqueiro seu antigo
conhecido,
e
ter
de
lhe
chamar
snr.
visconde
1
Ir
para
comprar
manteiga
a
um an
tigo
manleigueiro
e
achar-se
com
um
ba
rão
!
Querer
comprar bacalhau
e
ter de
se
dirigir
a
um
visconde
para
que
s.
exc.
a
lh’o
mande
pezar!
Precisar
de
comprar
uma aduella
e di
rigir-se
a
um
conde
!
Ora
o
que
se
dá
com
os
titulos
dá-se
evactamente
com
as
condecorações;
senão
vede:
Quem
é
aquelle
sujeito,
que
ainda
honlem
o
apontavamos
como
um
valde
vinos,
e
um
sevandija,
e
que
hoje
cami-
®lia
com
um
habito
pendente
da
ensebada
sobe-casaca?
é
um
galopim
eleitoral!
Quem
é
aquelPoutro que alem
vae
com
Hiua
fitinha
ao
peito?
é
um
chafari-
ueiro.
Porque
razão
foi
agraciado,
com
aquel-
las commendas
aquelle
bojudo
militar, o
que
significa
aquelle
peito
cheio
de
pendu-
ricalhos
?
Não
quer
dizer
nada,
e se
alguma
cousa
significa
é
que
alguma
occasião se
tornou
notável
em
algumas
eleições, ou
n
’alguma
romaria mandou
espancar
o
povo,
etc.
Mas
tudo isto é
nada,
em compara
ção
do
escandalo
que
ha
dias
se praticou,
condecorando
alguns
dos
da embiixada
de
Marrocos
com o
habito
de
Christo.
Realmente
custa
a
crer
que
tal
se
dê
n’
um
reino
que
se
diz
fidelíssimo
á
re
I
gião
de
Christo.
Um
sectário
de
Mafoma,
um
inimigo
da
Cniz,
condecorado
com
o
augusto
signal
das
nossas
passadas
glorias!!!
Que
ideia
iriam
fazendo
de nós
os
taes
snrs.
mouros?
Essa
raça
nefasta
que
para
o
verda
deiro
portuguez,
isto
ã,
pira
o homem
era
cujo
peito bata
apressado
o
santo
amor
da
patria,
será
sempre
objeclo
de
despreso, e desdem,
porque
ainda
goteja
sangue
a
profunda
ferida que
elles
trai
çoeiramente
abriram
no
peito
do
Grão-
Mestre
d
’Aviz martyrisando-lhe
seu
filho,
o
Santo
Infante
D.
Fernando,
nos presídios
de
Ceuta
!
Na
pessoa
do
rei foram
offendidos
to
dos
os porttiguezes,
e
d
’
então
para
cá
o
portuguez
que se
préza
de
homem
de cren
ças
fortes
e robustas, nunca
pôde
encarar
com
bons
olhos
um
mouro, um
sectário
de
Mafoma.
»
Portugal,
minha
pobre
e
infeliz
patria,
ergue-te, ancião
venerando,
mira-te
no
Tejo, verás
como
ainda
são grandes
esses
ossos
desconjuntados
que
restam.
Ergue-te,
Portugal,
e
diz
ao
revolucio-
narismo
que
deixe
em
paz
as
valiosas
dadivas
de
nossos
bons
reis,
que
ha
muito
dormem
o
somno
da
morte,
na
fria
campa
do sepulchro,
que
as
não
profanem,
que
as
não
vendam
a
troco
de
uns
mizeraveis
ceitis,
e
que
não
insultem
a
religião santa
da
Cruz,
á
sombra
da
qual
tantos
rasgos
de
heroísmo
praticaram,
quer
no
seio
da
patria,
quer
fóra
d’
ella
nas
plagas
aflri-
canas.
Terra
da
rainha
patria,
diz
a
esses de
generados
portuguezes que
o
teu
seio
é
um
sacrario
de relíquias
veneran
las,
e a tua
historia
um
codigo
de
tradições
gloriosas.
Diz
que
já
que
te
leem arrastado
ao
abysmo,
ao
menos
te
respeitem
as
vene
randas
cãs.
Portuguez
pelo
nascimento,
pela
educa
ção,
pelas
lembranças do
passado
e
pela
fé
no
futuro,
perdoa,
se,
atrevido,
ouzei
interromper o
teu
lelhargico
silencio;
mas
a
grande
dor
que
nos
vae
n
alma
ao
ver
ludibriada as
tuas
venerandas
relíquias,
fui
quem
a
tal
nos
moveu.
E
como
não?
Se
em
ti,
cercado
sem
pre
dos
teus
agrados,
impressionado
sem
pre
de
luas
bellezas
cresceu
o
meu
cor
po,
e
cresceu
ainda
mais
a
minh
’alma,
porque
cm
ti
logrei
alegremenle
os
pri
meiros
brinquedos
infantis,
e
as
primei
ras
sensações
suaves
da
adolescência,
porque
em
face
de
luas
verdejantes
cam
pinas,
dos
teus
floridos
vergeis
e
de tuas
perfumadas
brizas
senti
alvorecer
e
medrar
a
minha
juventude.
E
’
porque
os
meus
olhos,
abrindo-se
á
luz
do mundo
aprenderam
logo a
em
beber-se
nos
teus enlevos, porque o
teu
benelico
ar, odoraudo-se
das
fragancias
de tuas
mimosas
flores,
foi
o
prim~ ro
sustento
de minha
vida,
e
finalmt
>
porque
as
tuas
cryslalinas aguas
sacia.,
>
a
minha
primeira
sede,
me
regeneraram
ante
o
ceo
e
a
terra.
Como
podia
eu
amar
outro
paiz?
A
li
pois
a
minha
penna para te
defender,
e
a minha
voz
para le
exaltar.
J.
M.
R.
Valente.
A’
26e<liscçsío do
«Comniereio
XMtnlao».
Londres,
12
de
Maio,
1878.
(Conclusão)
SUMMARIO.
I
—
Caracler
das
noticias
de
Roma,
dadas
por seus
correspondentes
ás folhas
Liberangas
e
Protestantes;
devida
e
au-
thenticamente
caracterisadas
pela
resposta
do
nosso Cardeal-Arcebispo,
a
uma dis-
tincta Reunião
de
Catholicos,
que foram
receber
Sua
Eminência,
á sua
chegada
a
Londres,
no
dia
do
10
corrente.
Traducção
fiel
do
discurso
do
Cardeal, que
é
de
grande
importância
histórica,
em
relação
ao
Conclave,
e
á eleição
do
Pontífice,
na
conjuoctura
actual.
II.
—
A
Exposição
do
SANTÍSSIMO ho
je
aqui
nas
Igrejas
Calholicas
III.
—
Continuam
aqui
grandes
preparos
de
guerra.
«O
Cardeal,
que
parecia
em
fraca
saú
de,
e
cuja
voz
era
nimiamente
debil,
dis
se,
em
resposta:
—
«Que
os
ditos
Senhores
tinham
tão
ciaramenle
indicado
as razões
que
haviam
tornado
o
presente momento
de
gravida
de excepcionai
para
todos
elles,
que ape
nas
carecia
repelil-as.
«Que
em Novembro
tinha
sabido
de
Inglaterra
obedecendo
á
intimação da
von
tade
de
Pio
IX,
pouco
prevendo
que
a
sua
ausência se
havia
de
prolongar
até
perto
de
seis
mezes.
Que
devia
agrade
cimentos
aos
que
tinham
mandado
sustar
a
sua
tenção
de
voltar
a
Inglaterra em
Dezembro
ultimo.
Que
a
elles
devia
a
ven
tura
de
haver
estado
constanteinente ao
lado
do
nosso
Santo
Padre
durante
as
ul
timas
semanas
de
sua
evenluosa
vida,
e
de
receber-lhe
a
ultima bênção
á
hora
da
sua
morte.
«Ninguém
podia
ler
observado
a avi
dez
com
que
os
adversários
da
Igreja
Ca-
tholica
e
da
Santa
Sé
esperavam
o
deces
so
de
Pio
IX,
sem
provar
a
convicção,
de
que
a
vacatura
di
Santa
Sé
poderia
ser
chea
de
vastos
perigos,
abraçando
o
mun
do
inteiro
Era
vital
para
a
paz da Igre
ja, que
aquella
vacancia
fosse
prehenchi-
da
o
mais
depressa possível;
que a
elei
ção
do
futuro
Pontífice
não
só
fosse ab-
solutamente
livre,
e
que essa
sua
fran
queza
ficasse
fóra
de
toda
duvida
no
animo
dos
fieis,
e
fóra
de
toda disputa
da
parte
dos
adversários
da Igreja.
Para
eífeiluar
isto
nada
menos
se
precisava
que
a prolecção
Divina;
uma
Providencia
Di
vina,
só
um
auxilio
Divino
podia
bastar.
«As
severas
e
unidas
deliberações do
Sacro
Collegio,
e
a
decisiva
rapidez
da
eleição
de
Leão
XIII.
manifeslamente
mos
trou, que
a
Divina
Prezença e
auxilio
es
tavam
com
a
Igreja
no
momento
supre
mo
da
sua
provação.
«Sem
o
inundo
se
divertira
descrever
as
determinações
do Sacro
Collegio
e
da
eleição
do
Pontífice,
no
dialecto
pária
menlar
de «grupos»,
e
de
«secções»,
e
de
«partidos»,
dirigidos
um dia
por
este
cardeal,
outro
dia
por
aquelle;
a
decisão
prompta
do
Conclave,
a unanimidade
do
protesto
em
defensa
dos
direitos
da
Santa
Sá,
e
a
rsroidez quasi
sem
exemplo
da
eleição,
r
tm,
sem
necessidade
algu
ma
de
p-ta»-s,
o nenhum
fundamento
d aquelles
diários
e elaborados
relatórios.
«Que
a
bondade
dos presentes Senho
res em
apresentar-lhe
aquella
adresse lhe
dava
opportunidade,
apropriada
para
falar,
até
onde
seus
deveres sagrados
ih'o
per-
miltiam,
da
parle
que
elle
proprio tinha
tomado
naquelles
grandes
acontecimentos.
«Dia
por dia
tinha
ido
sabendo,
pri
meiro
pelos
papéis
Italianos,
e
periodica
mente
pelas
correspondências
de
Roma
nos
principaes
jornaes
Inglezes,
os
con
selhos
que
elle proprio
tinha
dado,
os
partidários
de
quem
elle
era
chefe,
o
nu
mero
dos
que
o
apoiavam,
a
vehemen-
cia
de
sua
própria
linguagem,
e
o isola
mento
em
que seus
eminentes
e indi
gnados
collegas
o
tinham
atinai
deixado.
«Nenhuns
leitores
de
tal
historia
con
temporânea
eram
com
ella
mais
diverti
dos
do
que
os
ditos
seus
proprios
colle
gas,
que
diariamente
se
condoíam
com
elle
mesmo
d
’
este
mao
procedimento
da
sua
pessôa.
«Entendia
ser
um
dever
seu
para
com
o
Sacro
Collegio,
o
dizer,
e
julgava
que
as
pessôas
presentes
tinham
direito
de
saber,
tudo o
que
elle,
sem
infracção
do
seu
juramento
podia
publicar.
Se,
n’
um
tal
momento,
em
presença
de
taes
acon
tecimentos,
sob
responsabilidades
taes.
e
rodeado
por
tal
assemblea,
a
mais
alta
e
a
mais
augusta
da
terra,
elle
podesse
haver
esquecido
seu
dever
até
o
ponto
de
proceder e
falar
ainda
por
ura
só
momento,
como
os
jornaes
o
disséram;
teriam
seus
amigos
direito
de
se
enver
gonharem
d
’elle,
e
elle
proprio
estaria
obrigado
em consciência
a
se
envergo
nhar
o
mais
pr<fundamente
de
si
mesmo.
«Não
violava
obrigação
alguma
em
fa
zer
as
duas
seguintes
declarações,
—
i.
a,
que
nem
uma
só
proposta
sua
foi
ja
mais nem
mesmo
contestada
por
seus
col
legas;
e2.
a
,
que leve
a
fortuna
de
achar-
se
sempre
unido
á maioria,
e
quasi
po
dia
dizer,
á
unanimidade,
do
Sacro
Col
legio.
«Deixaria
aquelles
aquem
eslava
falan
do o
applicar estas
doas
provas
ás
miú
das
e
confidentes
historias
que
haviam
estado
lendo,
emquanto
elle
proprio
era
por seu
dever
obrigado
a
calar-se.
«Não
acreditava
por
um só
instante,
que
Inglezes
descrevendo
aquillo
que
ou
viam em Roma,
relatassem
semelhantes
absurdos
com
má
vontade
alguma
pes
soal;
porém,
se
tivessem
exercido
mais
algum
discernimento,
seu
bom
senso
In-
glez
os
houvera
preservado
de
desfigura
ções
que justamente
se
haviam chamado
ridículas.
»
O
Times
teve
razão
em
reduzir estas
palavras
ás
minimas
proporções
de
miu
deza
(em
lypoj;
visto
que
lambem
elle
proprio
linha
de
tragar
uma
boa
dose,
á
conta
das
noticias,
que
nos
communicou
sobre
a fé
do
seu Gallenga;
sendo
isso,
mais
uma
razao
para
o mandar
sahir
da
Cidade
eterna,
e
ir
dar
trevas
a
outra
freguezia.
O
Apostolo
e
seus leitores
deveram
agra
decer-me
a
fiél
transcripção
d
’este impor
tante
documento;
que,
além
do
seu
valor
e
préstimo
em
si,
serve
para
caracterizar,
por paridade,
o
credito
que
merecem as
noticias
e
relações
da
liberangada,
sempre
que
se
trata
de
causa
em que
se
possa,
á
força
de
mentira
e
desfiguração,
pre
judicar,
de
qualquer
sórle,
o
Calholicismo
e
a
sua
Igreja.
11.-
—
Abril,
18,
á
noite.
—
Acabo
de
ir
visitar
ires
das
Igrejas
Calholicas
que
;„e
ficavam
menos
longe,
a saber:
a
Cai.el
la
Franceza
antiga,
de
King
Street, Porl-
man-squarê;
a
dos
Jesuítas,
em
Farm-
slreel;
ea
H-spauhola,
perlo
de
Manche
sler-square.
Em
lodos
os
tres
templos,
eslava
de-
vidamenle
exposto
o
SANTÍSSIMO,
segun
do
a
solemnidide Augusta do
dia;
e
con
fesso
me excitou
um
nobre
e
profundo
sentimento,
de
prazer,
por
um
la
lo,
e
de
magoa
por
outro.
Foram as
minhas
Ires visitas das 8
ás
10
da
noite;
em
todos
os
tres
Sanclua-
rios
estava
o
SENHOR
Exposto,
segundo
o
ritual,
desde
o
meio dia,
com a
conveniente
decencia
e
solemnidade.
Em
todas
as
tres
Igrejas,
onde
havia gente
que
orava,
e
que
se
ia
revezando
gra
dualmente
uma
sahindo
e
outra
entran
do
—mas
a
que
entrava
demorando-se
sem
pre
por
tempo
considerável,
orando,
no
maior
e
mais
devoto
recolhimento;
e
até
no
andar
e
mover-se,
os
que
entravam
apenas
deixavam
perceber
o
mais
leve
rui-
do
de
seus
pés
e
movimentos.
Nem
ainda
nos bons
tempos
de Por
tugal,
de
que
bem
me
recordo,
como
de
minha
mocidade,
havia
nos
icmplos,
por
tal
occasião,
o
respeito,
o decoro,
a
de
voção,
que
aqui
se
guarda
nas
Igrejas,
e
no serviço
Divino.
Não
ha
duvida; o Catholicismo,
a
Re
ligião,
a
devoção
verdadeira,
espantada
pelas
impiedades
e
blasphemias
do
libe-
ranguismo,
em
paizes otitr
’
ora
tão
Catho
licos
como
Portugal
e
Brazil.
refugiam-se
na Protestante
Inglaterra,
na
Escossia
(mes
mo
agora),
nos
Estados-Unidos
d
’
America,
e
nas
Colónias
Britanica-.
A
differença
dos
paizes
está
bem ca-
racterisada
na
exhibição
da toleirona fo
lhetinista
do
depravado
Jo
r
nal
do Commer
cio
de
L
sboa,
e
na
bem
merecida
tosa
e
licçào,
que
á
tal
m
íd.mia Lisboeta
sa
be
tão
aptamente
administrar
a Senhora
Ingleza
Catholica,
no
Apostolo.
111.
—
A
julgar-se
pelas
medidas
e
pre
parativos
que aqui se continuam
em
gran
de
escala;
parece
inevitável
tremenda
col-
lisão
e
guerra,
entre
a
Inglaterra
e
a
Rús
sia.
A.
II.
SAKAIVA.
OmiLBA
Sanít»
Maria
Magjlatena. —-A’s 4
e
meia
horas
da
tarde
d
’
ámanhã
será
con
duzida
procissionalmenle para o
templo
da
Misericórdia,
onde
(içará
exposta
á
veneração
publica,
a
devota
Imagem
de
Santa
Maria
Magdalena
venerada na
ca-
pella
da
Falperra.
«ierniõe« seleetoH <Eo
íalleeido
paiis-e Martinho.
—
Recebemos
os
dois
primeiros
volumes
d
’
estes sermões,
dados
agora
á
estampa
pela
casa
Chardron.
Precede-os
uma
noticia
biographica
do
auctor,
de saudosa
memória, escripla
pelo
snr.
dr. Luiz
Maria
da
Silva
Ramos, il-
lustrado
lente
calhedratico
da
faculdade
de
Theologia
na Universidade
de
Coimbra.
Como
não
queremos retardar
a
noticia
da publicação
d
’
esta obra;
emquanto
sobre
ella
não
emittimos opinião própria,
offe-
recemos
ao
leitor
a
seguinte
apreciação
do snr.
dr.
Ramos:
«Os
sermões
do
padre
Martinho
se
não
se
tornam
recommendaveis
pelo
bri
lhante
colorido
do
estylo,
pela pompa
e
enfadonha
profusão
d
’imagens,
pela
elo
quencia
verdadeiramente
alheniense,
que
converte
a
tribuna
sagrada
em
cadeira
académica,
por
essa
eloquência
profana,
imprópria,
elliminada,
contra
a
qual
tão
energicamente
bradava
o nosso
grande
pa
dre
Vieira,
se
não
tem
essa
falta
de
uni
dade
sacrificada
aos
ademanes
da phrase
por
vezes
indigna
da
cadeira
evangélica;
ostentam
riqueza
de
erudicção
bíblica
e
patrística,
fontes
inexhauriveis
para
o
ora
dor
sagrado,
e
traduzem
altíssimos
con
ceitos
e sublimes
ideias
em
phrases
sin
gelas
e
sem
affectação».
«O
padre
Martinho
na
profunda
hu
mildade
da
sua
bella
alma,
prégava
para
a
gloria de Deus,
e
não
olhava
para
os
elogios
dos
homens;
os
seus
sermões
eram
verdadeiramente
evangélicos,
a intenção
com que
os prégava
profundamente
sa
cerdotal».
«Aconselhamos
ésta
preciosa
collecção
de
sermões
aos
jovens
oradores
para
que
aprendam
n
’
elles
a verdadeira eloquência
sacra,
aos
pastores d
’
almas,
como
muito
uteis
para
illuslração
de
suas
ovelhas,
e
ainda ás
pessoas
piedosas
como
utilíssima
I
lição
espiritual».
O 3.°
volume
deve
estar á
venda
por]
estes
dias.
Síoítçwíj
a S. SahtiiSftífe.—
Os
bens
’
que
foram
doados
pela
snr.a condessa
de
!
No
concelho
de Evora,
a
herdade
de
nominada
da
Torre
da
Gustara;
compõe-
se
de
quinti,
pomares,
casa
de
habitação,
horta,
terras
de
semeadura
e
montado;
a
herdade denominada
da Carvelha,
com-
põe-se
de
casas
de
habitação,
terras
de
semeadura
e
horta;
e
a
herdade
deno
minada
da
Figueira,
compõe-se
de
casas
de
habitação,
horta e
terra
de
roça.
Eestividade
ao
Santismimo
J3os-
to do Senhor.—A
veneranda Effigie
do
Santíssimo
Rosto
do Senhor,
erecla
no
seu
oratorio
na
rua
de
N.
Senhora
do
Leite,
é
este
anno
festejada
no
R.
tem
plo
da
Misericórdia,
no
dia
2
de
junho,
na
fórma seguinte:
A
’s 10 ’/
2
horas da
manhã,
feita
a
Exposição
do
SS.,
que
durará
todo
o
dia,
dar-se
ha
principio á
missa
solemne,
a
grande
instrumental.
Pelas
4
horas
da
tarde
prégará
o
revd 0
abbade
de S.
Thiago de
Sabariz,
seguindo-se
o
Te-Deum,
lambem
a
instrumental.
Findo
o
Te-Deum
será
a
veneranda
Effigie
condusifa
procissionalmenle para
o
seu
oratorio,
acompanhada
pela irmandade
das
Almas da Sé. A procissão seguirá
peia
rua
Nova,
praça
da
Alegria,
largo
de S.
Miguel-o
Anjo,
rua
da
Sé,
e
Rocio
de
Traz-da-Sé.
No
dia
1
á
noite
haverá
uma
vistosa
illuminação
desde
a
Misericórdia
até
á
rua
do
Forno, e
Rocio
de
Traz
da
Sé,
onde
se
fará
um
basar
de prendas
du
rante o
qual
tocará
uma
bania
de
mu
sica.
Mwspedes.—
Estiveram
n
’
esla
cidade
os
snrs.
marquez
de
Monlãlim,
c
conde
de
Margaride.
Pinho JLeal.—
Um
collega dá-nos
a
gratíssima
nova
de
estar
já
restabelecido,
depois
de
oito
mezes
de
constante
soffri-
mento,
o
nosso
amigo,
o
snr. Pinho
Leal,
auctor
do
Portugal
antigo
e
moderno,
e
escriplor
indefesso.
Damos
cordeaes
parabéns
ao nosso
amigo.
A
distribuição do contingente
de
4:000
reerutas para o exer
cito.
—
A
distribuição
do
contingente
de
4
000
recrutas
para
o
exercito,
no
anno
corrente,
é
a
seguinte:
Aveiro
588, Beja
315,
Braga
743,
Bra
gança
377, Gastello
Branco
381,
Coimbra
653,
Evora
235,
Faro
414,
Guarda
504,
Leiria
419,
Lisboa
1:028,
Portalegre
228,
Porto
976,
Santarém
462,
Vianna
475,
Villa Real
509,
Vizeu
854,
Angra
169,
Funchal
258,
Horta
152, Ponta
Delgada
260.
Para
a
armada:
Aveiro
8, Braga
16,
Coimbra
16,
Faro
57, Leiria 27,
Lisboa
93,
Porto
74,
Vianna
62,
Angra
16,
Funchal
9,
Horta
14,
Ponta
Delgada
8.
Proposti
*
8.
—
Na
sessão
de quarta-
feira
da
Junta
Geral
deste
dislricto,
o
snr.
Rodrigo
de
Menezes propoz
que
se
jam
angmentados
200
reis
mensaes
ás
mães
que
recebem
subsidio
por
a
creação
dos
filhos illigilimos, e
igual
quantia
ás
amas
creadeiras.
Exuneraçiio.
—
Pediu
a
sua
exone
ração
o
regedor da
freguezia
de
S. Pe
dro
de
Maximinos.
Ponte
nobre
o JLima.
—
Está
con
cluída
a
nova ponte ferrea
sobre
o
Li
ma,
em
frente
de
Vianna,
construída
pela
casa
Eiffei
e
C.
a
Um
collega
apresenta
os
seguintes
da
dos,
para
mostrar
a
actividade que
aquel-
ia
casa
desenvolveu
na
construcção
da
ponte:
O
estaleiro
de
toda
aquelia grande
fa
brica
installou-se
em 3
de outubro
de
1876;
os pilares
principiaram
a
assentar-
se
em
10
de
março
de
1877;
e,
apesar
do inverno
desastroso
de
1876-1877
que
assolou
todo
o
paiz, os
nove
pilares
e
os
dois
pegões
encontros em que
se
ba
seia
a
ponte
estavam
terminados
a
20
de
agosto
de
187«.
O
grande taboleiro da
ponte
que
tem
cerca
de
550
melros
tinha
corrido
de
lado
a
lado
em
12
de
março
de 1878,
e
no
dia
23
do
corrente
ficaram
com
pletamente
montados
os
dois
viaductos
la-
teraes
para a
via
ou
taboleiro
superior,
porque,
como
sabem,
a
ponte
tem
dois
laboleiros,
para
as
locomotivas
e
para
os
peões.
O
taboleiro
e
os
dois
viaductos
fazem
uma
superfície de 670
metros,
que
tan
tos
se
póde
dizer
que
couta
a
ponte
de
extensão.
ça
de
que
as
negociações se
conduzam
a uma solução
pacifica.
O
«Daily
News»
affiança
que o
impe-
rador
Guilherme.
Bismark
e
o
principe
im-
perial instaram
com
o
czar
em
sentido
pacifico.
S.
Petersburgo
22
—Diz
o
jornal
de
S.
Petersburgo
que
a
conspiração
abortada
em
Constantinopla
é
obra
do
partido
que
quer
impedir
o
accordo entre
a
Rússia
e a
Inglaterra.
Londres
22
—Chegou
esta
tarde
a
Lon.
dres
regressando de
S. Petersburgo
Schou-
valoff.
Londres 23
—
O
conde
Schouvaloff
tem
hoje
uma
conferencia
com
o
marquez
Sa-
lisbury.
Segundo
um
telegramma
de
Vienna
para
o
«Daily
Telegraph»
o
conde
Schou.
valoff
embora
traga
comsigo
elementos
para
a
paz
não
obsta
porém
tudo
quan
to
queria,
pois
achou
a
agitação russa
mais
séria do
que
elle
pensava.
O
czar
estava
impressionado
com
isso.
Diz
o
«Times»
que o
conde
Schouvaloff
declarou
era
Ber
lim
a
pessoas
auclorisadas
que
trasia
com
sigo
elementos
para
se
poder
reunir um
congresso.
O
«Standard»
annuncia
queo
príncipe
Gortschakoff está melhor
e es
pera
ir
ao
congresso
no
caso
de
o
haver.
S.
Petersburgo
22—
Foi
nomeado
go
vernador
da
Bulgaria
o
general
Gusjakofl
que
recebera
instrocções
do
governo
para
ser
elevado
a principado.
O
governo
re-
commendou-lhe
lambem
que
mantenha
jus
tiça
imparcial
entre
as
diversas
religiões
e
que
se
empregue
os
russos
como
admi
nistradores.
Lenda
«lo
Judeu Errante.—
Alias-
vero
é
o
verdadeiro
nome
d
’
este
perso
nagem,
condemnado á vida errante
até
á
consuminação
dos séculos.
Tem
sempre
cinco soldos na
algibeira,
encontra
sempre
esta quantia, mas
não
póde termais, nem
gastar
mais.
Em
continuo
movimento
e
sem
achar
termo
ás
suas
cruéis
fadigas,
este des
graçado
em
vão
procura
a
morte p
r
to
da
a parte,
nos
abysmos
da
terra
e
do
mar,
em
vão
affronta
as
guerras
das
fe
ras,
o
ferro
e metralha
das
batalhas, o
cutello
do
algoz;
uma
ordem
supeiior
o
livra
de qualquer
d
’
estes
flagellos
e
o
dei
xa
em
outro
muito
maior
—a
conVnua
vida
errante
e
immortal.
Ahasvero
nasceu
na
tribo
de
Nephtali
em
Jerusalem
no
anno
3992,
sele
ou
oito
annos
antes
de
Jesus
Christo,
—seu
pae
era
carpnteiro.
Aos
oito annos
de
edade,
epoca
em
que
começou
já
a
revelar
uma
certa
mal
dade,
serviu
com
a eslrella do
Oriente,
de
guia
aos reis
magas
que
iam
a
Be-
lem
adorar
o
Salvador
do
Mundo,
com
binando
logo
previamenle
com elles
que
iria
com a
condição
de
ser
bem
tracta
do
no caminho.
Chegando
a
Belem
viu
em
uma
po
bre
manjedoura
um
menino,
que
acaba
va
de
nascer,
e
reconheceu
a
seu
lado
o
carpinteiro
José
que fóra
companheiro
de
seu
pae.
De
volta
de
Jerusalem contou
tudo
o
que
vira,
o
milagre
da
eslrella,
cami
nhando, a
pompa
e
ricos
vestuários
dos
tres
reis
Magos,
os
valiosos presentes,
ouro,
incenso
e
rayrra
que
os
tres
do
Oriente,
dois
brancos
e
um
negro
oíle-
reciam
ao
recem-nascido, que sua
mãe
acabava
de dar
á luz com
tanta alegria.
Esta
noticia
chegou
aos
ouvidos
de
He-
rodes,
que
logo
fez
chamar
o pequeno
Ahasvero,
o
qual
confirmou
tudo,
sendo
esta
declaração
seguida
da
terrível
ordem
que
mandava
degolar
os
inn
cenles.
Ahasvero
seguiu
depois
as prégações
de
S.
João Baplista,
e
foi
mesmo
teste
munha
no
seu
niartyrio.
Achando-se
po
rém
em Jerusalem
na occasião
em que
começou
a
paixão
de
Jesus
Christo,
deu
causa
ao
facto
que
lhe
promoveu
a
sorte
tormentosa
a
que
eternamente
foi
con
demnado
da
maneira
seguinte: conta-se
que
quando
Jesus
levando
a
sua
pesada
cruz
para
o
Calvario, passou
deante
da
oíficina
de Ahasvero,
os
soldados
que
escoltavam
a
Augusta
viclima
do
Golgo-
tha,
movidos
por
um certo
sentimento
de
piedade,
por
causa
do
afilitivo
marlyrio
de
Jesus,
pediram
ao sapateiro,
que
lhe
concedesse repousar
um
pouco na
mesma
oíficina.—
Ahasvero porém,
a quem
os
sentimentos
de
piedade
e misericórdia eram
alheios,
não
só
recusou,
mas
aproximou-
se
do
Salvador
e
disse-lhe
com
brutali
dade
—
Caminha
!
Caminha
!—
Caminha, tu
também,
lhe
respondeu
uma
voz
celeste.
Tu
precorrerás
toda
a
terra
sem
poderes
parar
em
parle
alguma,
e
isto
àté
á
con
sumação
dos
séculos.
E
no
dia
seguinte Ahasvero,
impellid°
por
uma
força
sobrenatural,
começou
a
Sarmento
a S.
S.
Leão XIII,
como
noti
ciámos,
foram:
—
No
concelho
de
Monlemór-o-Novo,
a
herdade
denominada
da
Carvoeira,
que
se
compõe
de casas
de
habitação, horta,
la
ranjal,
terras
de
semeadura,
olival
e
mon
tado.
Com
esta
é
a quinta
ponte
ferrea
que
a
casa
EiíTel
conclue
em
Portugal
a
sa
ber:
a
ponte
Maria
Pia
sobre
o Douro,
a
do
Cavado
a
Barcellos,
a
do
Neiva,
a
do
Lima
e
a
de
Ancora;
tendo
mais
em
construcção
e
quasi
a
terminar
o
grande
viaduclo
de
Villa-Meã
e
a
ponte
sobre
o
Tamega
—
outros
tantos
documentos
que
evidenceiam
a
pericia
e
excellencia
da
casa
constructora.
E
’
provável
que
a
inauguração
di
li
nha
até
Caminha
se
effectue
no
dia 16
do
proximo
junho.
Roubo
saerilegn.—
Na quarta-feira
passada,
roubaram
a
Nossa
Senhora
das
Dôres,
que
se
venera
no templo
da
Pe
nha,
d
’
esta cidade,
um
par
de
brincos
e
os
anneis
que
a
mesma
Senhora
tinha.
Ainda não
foi
descoberto
oa
auctor
des
te
roubo.
f
eatividasle.
—
Tem logar ámanhã
a
festa
da
Virgem
de
Guadalupe,
que
se
venera na
sua
capella
situada
no
pittores-
co
monte
de
Santa
Margarida.
De
manhã
cantar-se-ha
missa
solem
ne com
exposição
do
SS.;
e
de
tarde
ha
verá
sermão,
e
Ladainha
de
Nossa
Senhora.
E'
orador
o
revd.0
Luiz
Gomes
da
Silva.
Audiências
gerara.—
No
dia
22
fo
ram
julgados Florencio Antonio
Gomes,
José
Anlonio
Gomes,
filho
d
’
aquelle,
do
logar da
Ventosa,
e
Manoel
Ferreira,
to
dos
do
logar
da
Gandra,
da
freguesia
de
Santa
Maria
de
Ferreiros,
por
crime
d’es-
pancamento:
foram absolvidos.
Missão em
Rebordelle.—
Com
mui
ta
satisfação
damos
hoje
publicidade
a
um
communicado
respeitante
á
missão que
recentemente
teve
logar
em
Rebordello,
importante
povoação
do
bispado
de
Bra
gança.
Apraz-nos
fazer
notar
que
os mis
sionários
que
a
realisaram
são
filhos
d
’
es-
te
arcebispado,
cujo clero
foi
o primeiro
a
abrir
as
missões,
e
ametade
do qual
anda
em
to
lo
o reino
empenhado
em
tão
arduas
como
proveitosas
empresas.
Com
e-ta
consoladora
verdade
ante
os
olhos, é
facd
presumir
o
immenso
ferro
dos
livres-pensadores
quando
alcunham de
jesuítico,
reaccionario,
etc.,
etc,
um
cle
ro
que
tanto
se
compadece
com
os
delí
rios
d
’
elles.
ijosirdes.
—
Da
«Nação» transcrevemos
com
gosto o seguinte:
Gloria
in
excelsis
Deo.
—No
mez
das
flores,
no
mez
que
a
Egreja
especialmen-
te
consagra
á
Santíssima
Virgem,
dignou-
se
a
Mãe
de
Deus honrar
o
seu
Portu
gal
com
duas novas
mimosas
flores da
sua
protecção.
No
dia
13sairqm
em devota
peregri
nação
a Lourdes
alguns
romeiros
portu-
guezes.
como
jã
tivemos occasião
de
no
ticiar
n
’
esle
jornal.
Formavam
parte
da
peregrinação
alguns
doentes,
ed
’estes
quinze
pobres,
que foram
á
custa
de
uma
subscripção
que,
para
esse
fim,
promoveu
a
commissão, que
to
mou a
iniciativa
e dirigiu
a
peregrinação.
E
acabamos
de
receber
um
lelegram-
ma
de Lourdes
que
diz
o
seguinte:
«O
PADRE
CEGO
JÁ
LE, E A PA-
RALYflCA
ANDA».
Rendamos,
pois,
fervorosas
graças
a
Maria
Santíssima.
«Jwestãs»
«lo
féí-ãeníe.
—
Os últimos
lelegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
21—
O
attorney
geral,
sir
John
Holker,
respondendo
a
uma
inlerpellação
na
camara
dos
deputados,
disse
que
não
houve
rasão alguma
para
crer
que
os
na
vios
comprados
na
America
pela
Rússia
sejam
destinados
a
corso,
nem
que
o
go
verno
americano
esteji
disposto
a
violar
o
tractado
de
Washington.
Fracilt,
sustentando a
moção
do
mar
quez
Hartinglon,
atacou
o
gabinete
e
an-
nunciou
que,
quando
se
discutir
o
orça
mento
das
Índias, ha-de propor
a
reducção
do
effectivo
de tropas indianas.
Gladslone
atacou
vivamente
o
governo,
exprovando
a
violação
das
leis.
(Applau-
sos
dos
liberaes).
Salisbury
escreveu
ao
duque Westinus-
ter,
anounciando-lhe
que
não
póde rece
ber
a deputação
que
pretende apresentar
as
declarações
do
meeting
a
favor
da
paz.
Londres
22
—
0
«Times»
desmente
que
a
Inglaterra
haja
variado
ácerca
das
suas
exigências.
Se
a Rússia
quer
avançar
um
passo
para
a
paz
deve
admittir
o
interes
se
commum
de
todas
as
potências.
A
esquadra
ingleza
do mediterrâneo
vae
ser
brevemente
augmentada
com
mais
2
navios.
O
«Standard»
diz
que
a
reunião
do
congresso
é
mais
que
provável.
Accrescenta
que
o
conde
Schouvaloff
exprimiu
ao
embaixador
inglez
a
esperan
cumprir
aquella
terrivel sentença
por
mar
chas
intermináveis.
Diz
um
escriptor
de
1618,
que
nunca
mais
o
viram rir;
que
em
qualquer
parte
onde
se
achasse,
(al
iava
sempre
a
lingua
do
paiz.
—
Havia
muita
gente
bem
considerada
e
distincta
que
o
tinha
visto
em
Inglaterra,
França, Italia,
Hungria,
Pérsia, Suécia,
Dinarmarca,
na
Escossia
e
vários
outros
paizes,
como
também
na
Allemanha,
em
Rostok. em
Weiman,
em
Dantzig,
e
em
Kajnigsberg.
No
anno
de
1575
dois
embaixadores
de
Holstein
o encontraram
em Madrid,
em
1599
achava-se
em
Vienna,
e
em
1601
em
Lubeok;
em
1610
foi visto
na
Livo-
nia,
em
Cracovia
e
Moscow
por
muitas
pessoas
que
conversaram
mesmo
com
el
le,
ouvindo-lhe
os
seus
terrores
de
tan
tos
séculos e diversas
aventuras
do
seu
interminável
infortúnio,
(«Jornal
da
Noi
te»).
EXPEOIENITE
Pede-se
aos
assignantes
d
’
este
jornal
o
obséquio
de
mandarem
pagar
a
impor
tância
de
suas
assignaturas
em
debito,
para
não
soífrerem
interrupção
na
remessa.
SECÇÃO
D£
COMMUmCADOS
Míssil»»
em RebordeiIo.
Os
habitantes
de
Bebordello,
povoação
importante
do
concelho
de
Vinhaes,
alvo-
raçaram-se
de contentamento
na tarde
do
dia
27
d’
abril,
para irem
sahir
ao
encon
tro
a
dois
varões
aposloiicos, que
estavam
prestes
a
entrar
os
limites
da
sua fre
guezia.
Foram
estes
recebidos
com
todas
as demonstrações
de
regosijo,
como
—
re
piques
de
sinos,
foguetes,
lindos
arcos,
casas
embandeiradas,
cobertores
nas
ja-
nellas,
d
’
onde
lançavam
sobre
elles
e
con
curso
de
povo
açafates
de
flores.
São
el
les
os
bem
conhecidos
missionários
snrs.
padre
Manoel
José
Gonçalves
Couto,
a
quem
cora
justa causa
se
póde cognomi
nar
o
«apostolo
transmontano»
pelos
re
levantes
serviços
que
tem
prestado
a
esta
província,
de
que
é
filho,
que
a
enobrece,
e
a
quem
jamais
deixaremos
de
admirar
por
sua
sciencia,
rigidez
de
costumes
e
genio
trabalhador.
Igualmente
acatamos
ao
seu
companheiro
e
conterrâneo,
o
snr.
padre
Agostinho
de
Sousa
Gonçalves,
de
Souto,
freguezia
de Tólóes,
que
durante
os
exercícios
que
em
18
dias
deram
em
Rebordello,
soube
por
vinte
e
oito
vezes
que
subiu
á
cadeira
da
verdade
fazer-se
admirar
por
um
concurso
de
muitas
ve
zes attingente
a
duas mil
pessoas,
a
quem
em
praticas
e
sermões
repartia
o
pão
da
palavra
divina,
explicando-lhes
com
pro
ficiência
e
clareza
os
mandamentos
e
pre
ceitos da
Egreja,
e
sempre
á
altura de
seu
ministério:
aqui
lhe
lavramos
um
testimunho publico
da
nossa admiração,
não
duvidando
asseverar
que
se
o
snr.
padre
Agostinho não
tivera
um nome
já
tão
vanlajosamente
conhecido,
o
poderia
ter
d
’
aqui
em
diante;
mas
é
que
a
sua
reputação
está
fundada
em
mais
de doze
annos,
que
se
dedica
a
estes trabalhos,
de
que
só de
Deus
esperam
paga.
O
snr.
padre
Manoel
Couto,
depois
de
dizer
missa muito
cedo
e
fazer
oração,
dedicava
todo
o
tempo
ao
confissionario
até
ao cahir
da
tarde
em
que
fechava o
dia
com
a
corôa,
leitura
d
’
um exemplo,
ladainha
e
cantoria
de grande
variedade
de
versos,
que
canta
com
mimo e
gosto.
0
snr. padre
Agostinho
Gonçalves
con
sagrava
todas
as
sobras
do tempo,
gasto
fl
as
praticas e
sermões,
ao
confissionario,
sem
ter
mais
que
um
pequenino
descanço
depois
da
refeição
do
meio dia. Assim
o
resultado
d
’estes
exercícios
corresponda
as
rectas inlençò s,
empenho e
aturados
trabalhos
d’estes
bons
sacerdotes,
que
ao
deixarem
esta
terra
souberam arrancar
lagrimas
de
reconhecimento
e saudade
aquelles
a quem
por
18
dias
instruíram
nos
seus
deveres,
para serem felizes
no
tempo e na
eternidade.
Oxalá
que
as
ba-
gas
de
suor
do
snr.
padre Agostinho
não
^ahissem
em
terreno
esteril,
e
as
lagrimas
dos
seus
ouvintes
fossem
abendiçoadas
por
ueus:
temos fé
que
assim
será,
pois
esta
gente
não
é
da
mais
mal
morigerada,
e
®
muito
docil,
circumstancia
bastante
para
íu.
e,
ainda
assim,
os
fructos
da missão
Sejam
copiosos.
Antes
de
concluir
esta
noticia,
não
dei
temos
de
lavrar
também
um
voto
de
0Uvor
ao
digno
parocho
d’esla
freguezia,
’
Ue tanto
se
empenhou
para
que
viessem
stes
obreiros
do
Senhor,
e
se
não
pou
pou
a
nada
para
ver
se
trazia ao bom
caminho
algumas
ovelhas
desgarradas,
co
mo
infelizmente ha
por
toda
a
parte.
Não
deixaremos
sem
honrosa
menção
ao
snr.
fr.
Agostinho,
d’
Espinhoso,
ulti
ma
reliquia
no
concelho
de Vinhaes,
sa-
hida
dos conventos,
que
depois
d
’
aquelles
foi
quem
mais
assistiu
no
confissionario,
allrahindo
grande
numero
de
penitentes
por
lhe
reconhecerem
a
sciencia,
virtude
e
carinho,
que
tão
bem
se
casam
com
o
caracter
d
’
um
bom
director d
’almas.
Muitos outros
sacerdotes
concorreram,
principalmente
no
dia
do
olFicio
das
al
mas,
como
foi
o
muito
revd.®
arcipreste
do
districto,
que
ofliciou,
o
muito
digno
padre
Vicente,
oulr
’ora
companheiro
dos
snrs.
padres
Couto
e
Gonçalves,
e
hoje
respeitável
capellão
das
recolhidas
no
Hos
pício do
Menino
Deus,
em Fórnos
de
Le-
dra,
onde
está
fazendo
muitos
serviços,
e vários outros
a quem
respeito, e
sem
animo
de
offender
não
menciono,
por
não
roubar
mais espaço
ao
seu
tão
lido
e
tão
acreditado
jornal.
De
v.
etc.
Bebordello,
18
de
maio
de
1878.
*
Padre
José
Bernardo
da
Cosia
Leão.
VARIEDADES
O CÃO E
O
SURRO.
Dando
á
cauda, percorria,
radiante
d
’
alegria,
toda
a
cidade
ligeiro,
um
nédio
cão,
fraldiqueiro.
—
«Onde
vaes
tu
pressuroso,
tólósinho
jubiloso?»
súbito
exclama
um
jumento:
«Nobre
amigo,
o
juramento
ba-me
elevado
a viscondes
—
«Oh!
humanos
titulares
já
os
havia
aos
milhares...
abençoado
menino
»
—
«Eu divago
sem
destino»
—
«Olha,
eu
cá,
no
parlamento
Hei
tomar
p
’
ro anno
assento».
Bragança,
18
—
5
—
1878.
O
pharmaceutico
U.
Conlus que prestoit Manoel Jo-
■è
Silverio,
da« esmolas re
cebidas
e despendidas
eom a ve
*
neração e conservação da
ea-
pella
do
extiiictu convento da
K
*
enl»a,
desta
cidade, desde
março de 1854 até egual mez
de
1S9S.
RECEITA
Esmolas
promovidas
com desti
no
a
festividades
650$295
Idem
entregues
particularmente
e
coibi las
das caixas
9405525
Valor estimativo de diversos
ob-
jectos
recebidos
constantes
da
despeza
81$000
1:671$820
DESPESA
Despendido
com a
exposição
do
Sagrado
Lausperenne
em
1875
Idem
com
a
festividade das En
doenças
no
dito
anno
Idem
com a
festa
de
25
de
março
do
mesmo
anno
Idem
com
o
mez
Eucharistico
Idem
com
o
Sagrado
Lauspe
renne
de
1876
Idem
com
a
festividade
das
Endoenças
Idem
com
o
mez Eucharistico
Idem
com
a
Exposição
do
Sa
grado
Lausperenne
em 1877
Idem
com
a
festividade
de
25
de
março
Idem
com
dita
do
mez
Eu-
charislico
Idem
com
a
Exposição
do
Sa
grado Lausperenne
de
1878
Idem
com a construcção
do
altar
do
Senhor
dos
Passos,
corredor e clarabóia
interior,
soalharaento
da
capella, es-
tucamento
da
capeila-mór,
compostura
de
telhados, coro,
anteparo,
e
confessionários,
a
saber:
Madeira
99$610
26$380
30$700
35$840
725100
255815
575200
65$800
13$920
73$060
1
1
1-5830
Mão
d
’obra
de
carpinteiro
Idem
de
pedreiro
e
material
Idem
de
caiadores,
estucadores,
pintores
e
material
Ferragens, chumbos
e
vidros
Douramentos
e
encarnação
de
imagens
Idem
com
a compra
e
con
certo
de
paramentos,
da
tú
nica
do
Senhor
dos Passos,
e
do
vestido e
manto
de
Nossa
Senhora
Idem
com a
compra
de
obje-
clos
de prata,
sendo:
um
calix,
sete
espadas
para
a
Imagem
de
Nossa
Senhora,
uma
corôa
para
a
mesma,
diadema
e
uns
brincos
d
’ouro
Idem
com
diversos
ohjectos
e
utensílios
constantes
da
rela
ção
junta
Idem
com
o
accrescimo
das
missas
nos
domingos
e
dias
sanctificados
e sextas-feiras
Idem
com
o ordenado
e
grati
ficações
ao
servo
Valor
estimativo
dos
seguintes
donativos:
uma
banqueta
composta
de
uma cruz
e seis
castiçaes,
13 toalhas
de
linho
bordadas,
10
manustergios,
4
guardapos
de
seda
para
os
altares,
27
jarras
de
por-
cellana,
e
seis
auneis
d
’
ouro
212$450
19$950
1035670
535155
645800
102$910
1I4$3OO
I08$380
42$800
27$100
815000
l:632$520
Saldo
que
entregou
á
adminis
tração
do
Asylo
de
D.
Pe
dro
V
39$300
1:671$820
Braga,
17
de
março
de
1878.
Manoel
José
Silverio.
O
mesmo
snr.
Manoel
José
Silverio
entregou
á
Direcção
do
Asylo
de D. Pe
dro
V
o inventario
dos
objectos
adquiri
dos
durante
o
tempo
em
que venerou
a
mesma
capella,
do
qual
a
Direcção
pas
sou
o
competente
recibo.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia do
theatro
Baquet
Segunda-feira,
27
de maio,
e
terça-
feira,
28.
O
drama
CORREIO
BE 3.YOV.
O drama,
extraido
do
romance
d
’
igual
titulo,
de
Pedro
Ivo:
O
sr.l.cu BA RODA.
A
comedia
A
CABEÇA
DO CARRASCO.
Preços,
os
annunciados
para
as
reci
tas
antecedentes.
95$92J
CONVITE
Os abaixo
assignados
convidam
os
ami
gos
do fallecido
dr.
Gonçalo
Anlão
de
Macedo
Sá
e
Abreu
a
assistirem
a
uma
missa,
que
por
sua
alma
se
hade
celebrar
na
egreja
dos
Congregados
no
dia
27,
pelas
11
horas
da
manhã.
Francisco
de
Campos d
’
Azevedo
Soares
José
Maria Rodrigues
de
Carvalho
Visconde
de
Pindella
José
Borges
Pacheco
Pereira
Manoel
Joaquim
Penha
Fortuna
José
Alves de
Moura
Joaquim
Alves
Matheus
José
Joaquim
Soares
Russel
Bento
Miguel
Leite
Pereira
João
Antonio
da Silva Pereira
José
Jorge
Soares
Russel
José
Brandão
Pereira
Manoel
de
Brito
Furtado
de Mendonça.
(902)
AGBADECIWTOS
Os
abaixo
assignados
faltariam
ao mais
restricto
dever
d
’
um eterno
reconheci
mento
para
com
o
distincto
medico,
d
’
esta
cidade,
o
exc.
mo
snr.
João
Baptista
da
Silva
Ramos,
deixando
de,
por
este
meio,
patentear
publicamente
a
sua
sincera
gra
tidão
para
com
o
mesmo
snr.
pelo
in
cansável
zêlo
e
verdadeira mestria
com
que
lhes
tratou
sua
tenra
íilhinha, Maria
da
Conceição,
na
grave
moléstia
que acaba
de
soffrer.
Egualmente agradecem
a
todas
as
pes
soas
da
sua
amisade
o
interesse
que
to
maram
nas
melhoras
da
dita
sua
filha.
Braga
24
de
maio
de
1878.
Diolinda
Bosa
da
Silva
Pereira
Bibeiro
Duarte
Pereira
Dias
Bibeiro
Companhia
carris
americanos
de
Villa
do Conde á Povoa,
em
liquidação
No
dia 2 de
Junho
se
procederá
á
venda em basta
publica,
na
estação
de
Villa
do
Conde,
de todos
os
haveres
da
companhia,
constando
da
casa
da
estação,
carros
americanos
e
respectiva
linha,
car
ros
de
rodagem ordinaria,
como
coupés.
victorias,
char-á-bancs,
arreios
e
mais
obje
ctos,
tudo
constante
do
respectivo
inven
tario
que
se
acha
patente
na
estação
em
Villa
do
conde,
desde
o
dia
20
em
dian
te,
onde
póde
ser
examinado,
bem
co
mo
todos
os
objectos
constantes
do
mes
mo,
cuja
arrematação
lerá
logar
pelo
meio
dia,
e
será
feita
por lotes
ou
em
globo
conforme
convier
aos
interesses
da
Com-
aanhia
reservando-se
a
commissão
liqui
datária
o
direito
de
acceitar
ou
não
os
lanços
oílerecidos.
Porto
22
de
Maio
de
1878
A
commissão liquidataria
Evarislo
Nunes
Pinto
José
Germano
Brandão
<903)
A.
B.
Ferreira
Vianna.
Fallencia
da Caixa Economica
Penhorista—Sociedade
anony-
ma de
responsabilidade limi
tada.
Filial
em Rraga.
A curadoria
fiscal,
d
’
harmonia
com
a
commissão
representante
dos
accionislas,
az
publico
que
no
dia
15
do
corrente
principia
a
entrega
dos
penhores
existen
tes
na
mesma
filia
1,
nos
dias
não
santi
ficados,
e
continua
até
ao
dia 25 do
cor
rente,
desde
as 9
horas
da
manhã
até
ás
2
da
tarde,
mediante
o pagamento
do
debito,
e
apresentação
das
cédulas.
Braga
13
de
maio
de
1878.
O
sollicitador,
(904)
Custodio
Ferreira Pinto
Felgueiras.
Arrematação
da
calcetaria
da es
trada da
Falperra.
No
dia
2
de junho
pelas
11
horas
da
manhã
se
hade
proceder
na
ante
sala
das
sessões
da Venerável
Ordem
Terceira
á
arrematação
da calcetaria
da
alludida
es
trada
segundo
as
condições que
se
acham
desde
já
patentes
aos
enteressados
no
lar
go
do
Paço n.° 5, em
casa
de Domin
gos
Pereira
d
’
Azevedo.
O
Secretario
—Padre
Antonio
José
de Lima.
(905)
.
lllaçào
dos
alumnos
do collegio
cie
S.
Luiz,
que
ficaram
ap-
provados
no
exame
d’
Instruc-
ção
Primaria:
Abrahão
Bravo
Paes
de
Menezes
Anlonino
Álvaro
Vieira
Lisboa
Antonio
Joaquim
Fernandes
Braga
Antonio
José
da
Silva
Mello
Júnior
Arlhur
da
Fonseca
Gouvêa
Guedes
Menezes
Domingos
Gomes
Alves
Eduardo
de
Carvalho
AI:
ei
la
Francisco
Ferreira Monteiro
Francisco
José
de
Faria
Guilherme
Frederico
da Fonseca
Gouvêa
Guedes
Menezes
Heitor Correia
da
Silva
Sampaio
Joaquim
Augusto
Carvalho
de
Sá
José
Fernandes
Alves
de
Mattos
José
Fernandes
de
Magalhães
Bastos
(dis-
tinclo)
Leocadio
Fernandes
Alves
de
Mattos
Manoel
da
Conceição
Pinto
Quirino
Augusto
Souza
da
Cunha
Salvador
Paes
de
Sande
e
Castro
Simão
Timolheo
Barbosa.
(900)
BSffiBWtoK
DÁS
Já
proveniente
de
algum defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas das 3
ás
5.27,
rue
Moo-
thabor,
perlo
Tolherias,
Paris.
(39
-H-)
Vende-se
a
casa
n.°
5
da
rua
da
Sé.
Para
tratar
na
rua
dos
Capel-
lislas,
n.°
15.
(901)
NOVENA
ou
DEVOTA PREPARAÇÃO
Para
a
festa
DO
DIVINO ESPIRITO SANTO
Seguindo-tse
do
respeetivo
officio pequeno e de outras piedo-
devoções.
Vende-se
em
Braga,
em
casa
da
exm.
a
snr/
D. Maria
Brigida
Bressane
Leite
Per-
ry,
rua
do Campo
da
Feira.
O producto
d’
esta
obra,
depois
de de
duzidas
as
despezas da
impressão,
será
applicado em
beneficio
do
Coliegio
de
Re
generação.
>7®^
Vende-se
uma
morada
de casas
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de
2
andares, aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco Martins
da
Silva
Araújo,
morador na
mesma rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de
Souza
5
—
Com estabelecimento
de mercearia,
pregagens
e
objeclos
para
llores
e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de arame
de
todas as
dimenções.
(843)
(IRIRGIÀC «EKTISTA
DA
Escola
Americana
Consnltono
a toda
a
hora, tanto
de
dia
como
de noite.
Rua do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(845)
Primeiro vol.
dos
SERMÕES
DO P.
e
MARTINHO,
com o
retrato,
já
está
á
venda,
preço
1$200
rs.
Até
ao
dia
20
do
corrente
ainda
se
recebem
assignaturas
pelo
preço
de
800
reis
cada
vol.
O
segundo
vol.
estará á
venda
no
fim
de
maio,
e
o terceiro
no
lim
de
junho.
BASCO
EOVmERCIAL «JE
HítAGA
EH LIQUERAÇÀ»
A
Commissão
liquidataria
d
’este
Banco
acaba
de
dirigir
a
seus
credores
uma
cir
cular
demonstrando-lhe
a
necessidade
de
receberem
a
importância
de
seus
créditos
em
valores do
activo
do
Banco,—
unico
meio
possível
de
liquidação
dentro
da improro-
gavel
moratoria que
lhe
foi
concedida.
E
porque
não
é
conhecida
a
morada
de
todos
os snrs.
credores,
roga-se
por
este
meio áquelles que
não receberem
a
dita
circular,
queiram
reclamal-a
indican
do
sua residência
ou
dirigindo-se
pessoal
mente
a
este
Banco
para
o
fim
indicado
na
mesma
circular.
A
Commissão
liquidataria do
Banco
Commercial
de
Braga
—
Manoel
Joaquim
Gomes,
Manoel
Simões
Braga,
João Luiz
Pipa, Manoel
Ignacio
de
Oliveira
Braga,
Manoel
Antonio
da
Silva
Pereira
Guima
rães,
Antonio
José
Antunes
Reis.
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo das
Carvaihheiras,
falle com
Joaquim
Antunes
Alves,
na rna
do
Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que está auctorisado
para
este
fim.
(713)
MALA
HML MEZA
(INCORPORADA
POR
CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GHAMJF
KEUUCÇÃO I>E PREÇOS ,JÍA
S.a ClitSSE.
Para S.
Vicente, Pernambuco, Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3P
classe,
com
trasbordo
no
Rio de Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ, e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PELO 1RES.HO PREÇO QUE P.2,181 O SSIO l>E JIKEIRO
PAQUETES
A SAIR l;E LISBOA
ELBE
.....................
13
de Maio
I
TAGUS
.........................
14 de
Junho
MINHO. .
.
.
28
de
Maio
|
GUADIANA
.
.
.
.
28
de
Junho
PREÇOS COMMODOS
Cada paquete d’
eata companSiia
leva
a
bordo
eriacSos
e cosiniaeiruB
portnguezes
!>»«•«
commodidade
dos
passageiros
de
toilas
ag
elasses.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Cnnpanhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter trasbordo.
A
bordo
ob
passageiros
teem
grátis easnss, roupa de cama,
eo-
mida
feita
por
eosinbeiroa portuguezes, vistlso duas vezes por dia,
assistência nsedica,
serviço de criados
e outras despezas.
A EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga na
carreira do Brazil)
sejam
conhecidos pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a bordo, e*
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a hygiene como para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que
teem
de
passageiros
e pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
ma'as do correio, e
por
este
serviço
recebe a companhia um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser obtidos
no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TAIT.
Para esclarecimentos
em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães,
rua
do
Souto.
Li
VKOS
QUE
SE
ACHAM
A’ VENDA
No escriptorio d’este jornal
4
— RUA
NOVA
—
4
«União
Catholica»,
cada
vol.
I$300,
cada
collecção
de
7
•
7$000
«Atalaia
Catholica»,
cada
collecção
de
12
volumes
4$800,
volume
avulso
500
Breve
Compendio
de
orações
e
devo
ções,
approvado
por
s. ex.
a
revm.a
o
snr.
arcebispo
Primaz
—
encader
nado,
240,
em
brox.
160
Breve
Compendio
da
Doutrina
Chris-
tã,
pelo
conego
Manuel Anlonio
Pires,
professor
de
Sciencias
Ec-
clesiaslicas
no
Seminário de
Bra
gança
-cada
exemplar,
em
brox.
200,
enc.
300
Os
Últimos
Momentos
d
’
um
Con-
demnado,
pelo
padre
Marchai,
missionário
aposlolico,
traduzido
da
19.a
edição
por
J.
B.
S.
Ramos
40
Biografia
de
Pio
IX
120
Lei
do
sello—
approvada
por
decreto
de
18
de
setembro
de
1873
60
Discurso
pronunciado
na
1.a
acade
mia
da
Associação
Catholica
de
Braga,
em
22
de
junho
de
1873,
pelo
padre
J.
J.
de
Senna
Freitas
80
Discurso
do
deputado
francez
calho
lico,
o conde
Alberto
de
Mun, pro
nunciado
no
encerramento
d.>
as
sembleia
geral
dos
membros
da
Obra
dos
Círculos
Catholicos
de
Operários,
versão
do
padre
J.
J.
Senna
Freitas
60
A
Egreja
Triunfante
no Concilio
do
Vaticano,
por
D.
Miguel
Solto-
Maior
600
Pareneses
Parochiaes,
para
todas
as
Domingas
do
anno,
por
João
Eduardo
Lopes
de
Moraes,
pa-
rocho
de
Fonte
Longa—
approva
do
por
s ex.
a
revm.
a
o
snr.
arce
bispo Primaz
—
1
volume
encader-
dernado,
1$050,
brox.
850
Mez
Novíssimo
do Coração
de
Jesus,
por
D.
Miguel
Soito-Maior—I
vol.
brox.
300
Discurso
pronunciado
em
occasião
de preces
publicas
na peregrina
ção
ao
Monte
Sameiro,
pelo
P.
Carlos
João
Rademaker
100
Os
Pedreiros-Livres, o
que
são, o
que
fazem,
o
que querem—
por
Mgr.
de
Ségur
60
Novena
das
SS.
Chagas
de
N.
S.
Jesus
Christo
60
Humberto,
ou
Ogil
Braz
5U0
Os Jesuítas,
e algumas
preocupa
ções
lillerarias
a
respeito
do
«Ju
deu
Errante»,
por
Victor
Joly—
versão
Portugueza
240
A
PERftGiil.AAÇÃi)
mTUGlTZA
A
ROMA
Impressora de viagem
POR
MANOEL
MARINHO
OFFERECU
O
E DEDICADO
PELO AUCTOR
A
S. Exe." Bevm,1
0
Snr.
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
4
e
nas
principaes
livrarias
do
reino.
Preço
.....................
100
rs.
Fab
ica
a
vapor de fttnJ
çào
ferro e metaes
Travessa de S. João—SIragt
*
,
Nesta
fabrica,
unica
na
província
d
0
Minho,
fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de ferro
como
de
metal.
Q
proprietário
da
mesma não se
tem
pOu
.
pado
a
sacriíicios
para
poder
elevar
este
melhoramento de
industria
á
altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as
fabricas
de
igual genero
do
Porto
e
outras loca-
lidades,
e
em
parte o
tem
conseguido
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de lodos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que possam ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica
fundem-se
peças
de pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas para
eixos
de
carruagens
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de mármore ou de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer pres
são e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas e
consolas
para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
sysiema
para
lagares,
ferros
para
alfaiates e
chapelleiros,
tapetes
e venti
ladores
para
soalhos,
canos
e
tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras. Tam
bém concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.—
Preços
do
Porto
Braga, Fundição do Minho.
O
Proprietário
—
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
JOSE
’
DA SILVA FUNDÃO
Com loja «le fato feito
13
—
Largo do
Barão
de
S.
Marlinko
—
13
t
Participa
aos seus
amigos
e
fre-
guezes,
tanto
d'esta
cidade
como
das
províncias
que tem
um
bonito
e variado
sortimento
de
fato
fei
to,
casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500, 2$000
e
2-5500
reis;
tudo fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimita
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600 reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes, bonets de
gorgtirão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades,
de
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompli-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
AOS ESTUDANTES
BE
FRANCEZ
Subsidio
para o exnme
final
CURSO
GRAMMATICAL
Themas
graduados
POR
A.
COELHO
Vende-se
em
Coimbra,
e
no
escriptorio
d
’esle jornal,
e nas
principaes
livrarias
do
reino.
Preço......................
500 rs.
A
AUCTORIDADE
E
A
LIBERDALE
POR
Mgr.
Landriot
Traducção
de
M.
de C.
Acha-se
á
venda
este
livro
no escri
ptorio
d’
este
jornal
e
no
largo
de
S.
Francisco
n.°
6.
Preço
......................
300
rs.
CIMR6IÃO
OENT1STA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI*
CA
DO PORTO
Rua de S.
Marcos
m
.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
'e
e continua
operando
grátis,
pobres
e
■
hdos.
(801)
BRAGA,
TY
... ?BIA LUSITANA—- 1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
