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-
REDACTORES
—D. Miguel Sotto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de
Mesquita Pimenlel.
-xí.
úiíft
-
n
■*? y*******^
PREÇO
DA ASSIGNATURA
PREÇO
DA ASSIGNATURA
6?
ANNO
í
aã^SáÈrôããiêíulErâã:
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repeti;-ão
....................................
io
PUBLICA-SE
AS TERÇAS,
QIOTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
...............
2§00ô
»
6
»
...............
U050
»
sendo
duas
assignaturas
3&6íR>
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^600
Folha
avulso........................
16
, ■■■«?■
.rzor-a
N.°
S78
TERÇA-FEIRA
24
DE DEZEMBRO DE 1878
Espirito
do
progenitor
dos
humanos,
exulta, porque
a
Redempção
começa!
Patriarchas
e
escolhidos
do
Senhor,
que
esperaes
no
seio
de
Abrahão
o
Promet-
tido
e
Desejado das
nações,
enloae
um
hymno
de immensa
gratidão,
que
sôe
nas
sas
solidões
mysteriosas,
onde
a esperan
ça
vos
detem,
porque
a Realidade
surgiu
em
Israel,—rica
de
thesouros
de
miseri
córdia,
nascida
do
seio
de
uma
Virgem
Immaculada
e
pura,
como
do
seio de
Je-
hovah
sahiu
puro
e
immacnlado
o
Sopro
que
animou
o
corpo
do
primeiro
homem.
Eis
o
Moysés
da
Nova
Lei,
que
vem
lazer
em
pedaços
os ferros
de escravo,
que
manietavam
a
humanidade
ao
Egypto
de
uma
divida
de quarenta
séculos,
que
só
Elle mais
tarde poderá
pagar,
não
sobre
a
sarça
que
ar£e
sem que
o
fogo
lhe
consumma
a
carne,
mas
sobre
a
cruz,
derramando
na
terra
rios
de
sangue, de
bênçãos,
de
amor,
e
de
mizericordia.
Exulta,
Jacob,
porque
ainda
que o
sceptro
cahe
das
mãos
de Judá,
desfeito
em
pó, porque
é
frágil
como
a
vaidade
que
deu
origem
ao
primeiro
crime,
e
quebradiço
como
o
pedestal
da
estatua
de
Nabuco,—a
corôa
da
Redempção,
mais
preciosa
que
o
ouro, e
tão
duradoura
co
mo
a
eternidade,
vem
substituir
esse
sceptro.
A
Débora de
melhores
tempos, que
■não
precisa
de recontros
e
batalhas,
on
de
seja
derramado
o sangue
para
guiar
o
seu
povo
(que
será
d
’
oravante
a
huma
nidade
inteira)
á terra
da
promissão,
tem
essa corôa
nos
braços,
depositada
em
seu
seio
pelo
Espirito
do
Senhor,
e
que
ella
mostra
agora
aos
homens,
como o
segu
ro
império
que
os deve
governar na
ter
ra,
e
abrir
as
portas
da
morada
dos
jus
tos.
A
Judith
de
uma
era
d
’amor
também
não
é
do
sangue
de
Holofernes
que
ca
rece,
para
livrar
Bethulia
(a)
da
soberba
furia
do
dominador de
Ninive
(b).
Tem
junto
ao
peito
valor
maior
que
uma
inspiração,
porque
tem
Aquelle
que
as
dispensou
aos
Prophetas
e
Patriarchas,
com
o
qual
póde e
ha
de
salvar
Bethulia
e o
mundo.
Tem
unido
ao
seio
o Rei
das
inspi
rações,
que
sobre
a montanha
de Sião
fazia
baixar
ondas
d
’
aquella
poesia
cheia
de
verdade,
de
uncção
e
de
vida,
com
que
a
harpa
do
Propheta
rei
annunciava,
muitas
vezes,
na
corda
dos
mysterios, o
nascimento
do
Verbo
Eterno
de
Jehovah.
Tem
nos braços
o
Verbo
de
Justiça,
que
David
interpretava
nas
paredes
da
sala
do
festim
do
monarcha
sacrílego,
que
eram
a
sentença
de
morte
de
ura
rei
soberbo,
e
a
sentença
de
destruição
e
rui-
na
extrema de
uma nação
gigante.
Tem
nos
braços
o
Verbo
de
compai
xão
com
que
o
propheta
da
melancolia
e
da dòr
bradava
a
Jerusalem,
enterrada
em
iniquidades,
que
voltasse o
coração
a
Deus
e
as
costas
a
ÇJaal
e
á
idolatria;
e
com
que,
depois
da
temerosa
punição
dos
setenta
annos,
chorava
sobre
as
ruinas
solitárias
da
cidade
réproba, que houvera
provocado
a justiça,
em
vez
da miseri
córdia.
Rachel
da Lei Nova,
salvè!
As
tuas
lagrimas
não serão
derramadas
no deserto
(a)
A Egreja
militante.
(b)
Crime
de
origem.
de Rotna,
para
que
te restituam
os
fi
lhos que
muito
amavas. O
teu pranto
se
rá
de
amor
immenso,
de
goso
ineflavel,
e
de
gratidão illimitada,
porque
tens
junto
de
ti,
o
Esposo,
o Pae,
o
Irmão
e
o
Fi
lho,
que
é
o
Verbo
feito
carne,
o
Verbo
de
incomtnensuravel
aílecto
com
que
Je
hovah
vae
cumprir,
uma
por
uma,
todas
as
magnificas
promessas.
Esposa
dos
cânticos,
a
depravação
e
o
vicio
tem já
lavrado
tão
fundo no
cora
ção
de Israel
e
Judá,
que
talvez
se
não
encontrem
uns
lábios
puros,
que
possam
oflerecer
um
hymno
digno
do
natal
de
Christo.
Enlôa
esse
hymno,
virgem
pudi
bunda
e
casta.
Enlôa;
que
ha
de
ser
respondido
pela
innocencia
dos pastores
entre
os perfumes
da myrrha e
do
incen
so
nos
thuribulos
de
ooro,
que os
reis
da
terra oflerecem
ao
Rei
do
ceo. Entôa
esse hymno
santo
e
suavíssimo
como
a
tua
alma,
harmonioso
como
a
creação
perfeita
de Dens,
rico
de
sentimento
co
mo
o
cântico
dos
cânticos;
e celebra
as
sim
o
natal
de
Christo,
porque
nenhuns
lábios
humanos
o
pódem celebrar
como
tu,
preservada
na
mente de
Deus,
desde
toda
a
eternidade,
da
culpa
primitiva.
En
tôa
esse hymno
dulcíssimo,
porque ao
cantai o
converterás
em paraiso
o logar
humilde
em
que
o
Rei
do
universo
quiz
nascer,
e
córos
de
anjos
virão
responder
a
essa canção
divinal.
O
grato murmurar
das fontes
do
paraiso
te
acompanhará
a
voz
cheia
de
melodia
suavíssima;
a
au
rora celestial
te
alumiará
o rosto
angeli-
e o
festim
do
nasciment»
do
Salvador.
Entôa
esse
hymno,
casto
lyrio
de
Judá,
porque
as
harpas
dos
prophetas
emude
ceram
com
a
vinda
do
Desejado
das
gen
tes,
que
visita
agora
a
terra onde
só ha
miséria
e
torpezas.
Rosa
pura
de
Jacob,
só
tu
pódes
can
tar
um
cântico
novo
e cheio
de graças
ao
Verbo
feito
carne,
que
se
dignou
ha
bitar entre
nós.
O
mundo
não é
digno
d
’
Elle,
mas
eil-o
que
desce
do
seu
thro-
no
excelso,
e vem
cumprir
o que
os
pa
triarchas
e
prophetas
haviam
prediclo
no
espaço
de
dous
mil
annos.
Exulta,
Isaias,
«porque
os
povos
que
andavam
era trevas
viram,
de
feito,
uma
grande
luz
accesa»
em
8ethlem,
e
«a
vida
surgiu
para
aquelles
que
habitavam
as
regiões
da morte.»
Consola-te,
propheta
das
tristezas,
porque
chegou,
emfim,
o
tempo
«em que
Jerusalem
será
chamada
o
tlirono
de
Deus,
e
todas as
nações
ahi
virão
con
gregar
se
em nome
do
Senhor,
que ha
de
unir
a
casa de
Isialel
á casa
de
Judá».
Não
mentiste,
Daniel,
porque
o
rei
nado
da prevaricação
e
do
peccado
vae
ter
fim,
porque a Justiça
eterna,
e
o
Santo
dos
Santos,
apparecen,
emfim,
ao
cabo
das
septenta
semanas».
Ckeas,
vimos
«o
orvalho
fructifero
a
cahir
sobre
Jerusalem» em
chuva
de
bên
çãos.
«Eil-o que germina
como
o lyrio,
e
nasce
robusto e
forte
como
as arvores
do
Libano,
e
duradouro
como
o
Verbo
eterno»
que
é
o
Senhor
nosso
Deus
Alegrae-vos,
filhas de Sião, regosijae-
vos,
rporque
Jehovah
vos «deu, em
fim,
um
Senhor
que
vos
ensinará
a
justiça
e
a
derramará sobre
vós,
como vos dispen
sa
a chuva
de fertilidade
no
outomno
e
na
primavera»,
alegrai-vos
porque
Joel
vos
anauncia
este
Senhor
que é
um
verdadei
ro propheta de
Deus.
Eis
o
«reedilicador
da
casa
de
David»
que está
a
cahir
em
ruinas;
o
que
pro-
melte
levantar-lhe
os
muros,
predicto
por
Amós
e
restabelecei
a
como
foi
outr
’ora.
Eis
o
«Fogo brilhante
da
casa
de
Ja
cob»
prophelisado
por
Abdias,
que
se
ele-
jva
puro
e radiante,
«oífuscindo
a
chamma
da
casa
de
Joseph
e
redusindo
a
cinzas
a
palha
secca
da
casa
de
Esaii»
Tem
confiança
no Senhor.
Jonas,
e
não
lhe
peças
a
morte,
porque
o
que
te
salvou
no
ventre
da balea,
acaba
agora
de
nascer
no meio
de
Judá,
para
te
ani
mar
a
«esperança
frágil
e
cabida»
e
para
salvar
o
seu
povo.
Surge
do
tumulo,
Micheas,
e
vem
ver
o
que
prophelisasie
que
havia
de
nascer
em Bethletn,
outr’ora
«Ephrata,
que
rei
nará
agora em
Israel,
cuja
origem
é
eter
na».
Converte-te,
Ninive, e
ouve
a
voz
de
Nahum,
propheta
do
Senhor,
que
«vê
ap-
parecer
em
Judá
sobre
as
montanhas
o
Portidor da
boa
nova,
o
.Mensageiro
da
paz que
vem riscar
dos
altares
o culto
de Belial».
Filha
de
Jerusalem, obeJece
á
voz
de
Sophoaias,
o
inspirado
do
Senhor,
e
«can
ta
um
cântico
de alegria;
Israel,
exulta,
porque
o
Senhor
Rei
d
lsrael
está
no
meio
de
vós»!
Cantae um
cântico
de
gratidão,
povos
da
terra,
ura
cântico
que
retumbe
na
abo
bada
dos
ceos,
e vá
poisar
nos
degraus
do
throno
de Deus,
porque
o
Desejado
de
todas
as
nações, annunciado
por
Agêo,
vem
encher
de
gloria
«o
segundo
templo
su
perior
ao
primeiro»
nos
prodígios
de
mi
sericórdia!
Porque
a
Luz
da
esperança
dos
sécu
los
apparece
agora
clara,
e
sem
nuvens,
que
lhe empane
o
fulgor,
vinda
do
Orien
te,
e
annunciada
por
Zacharias, servo
e
propheta
do
Senhor.
Eis
o
Sol da
Justiça,
visto
pe!o
pro
pheta do
juizo
tremendo
e
final,
que
se
levanta
e
traz
segura
salvação
a
Israel
e
Judá,
que
temem
o
seu
nome!
c.
v.
Offerecemos
aos
leitores
alguns
trechos,
dos
mais
valiosos,
do
discurso
que
sobre
—a
educação
—
prégou,
no
dia
8
do
cor
rente,
na
capella
do
Paço
Archiepiscopal,
o ex.
mo
dr.
Manoel
d
’Albuquerque,
pro
fessor
de
Theologia
dogmalica
no
semi
nário d’esta
cidade.
Os
leitores
avaliarão
por
per si mesmos
o
subido
inerito
d
’
a-i
quella
eloquente
oração,
a
que
já
este'
jornal
se
referiu
em
seu
n.° 873.
Não
diremos
o
nosso
juizo,
necessariamente
li-
songeiro
a esta
notável peça de
oratoria
sagrada,
porque
receamos
offender
a
re
conhecida
modéstia
do auctor,
e
porque
podemos
ser
averbado
de
suspeito, leva
da
em conta
a amisade
que
dacta
dos
bancos
da
Universidade,
onde
nos
sentá
mos
juntos,
em
convívio
de camaradas
e
condiscípulos
reciprocamente
sympathi-
cos.
Ajuisem, pois,
do que
vão
ler.
c.
v.
O
dislincto
e
talentoso
orador,
depois
de
affirmar,
que
«os
bons
costumes
são
a
base»
a
que
«a
moralidade
é
a
vida
de
todo
o
racional
progresso»,
disse
as
sim:
«Não
nos fascine a
imaginação com
suas
harmonias
a
arte
de
Verdi, nem
nos
deslumbre
os
olhos
com
seus primo
res
a
arte
de
Rubens;
não
nos
assombrem
as
magestosas
cúpulas
levantadas pelos
discípulos
arrojados
de
Miguel
Angelo,
nem
as
prodigiosas
descobertas da eleclricida-
de
e
do
vapor;
não
nos
enlouqueçam as
bellas
tlieorias
sociaes,
nem nos
tresva
riem
os
fervidos
araores
pela
liberdade,
—
superior
a
tudo
está
collocado em
seu
pedestal
o
conhecimento e
a
prática
dos
bons costumes,
que
são
a
verdadeira
fe
licidade
do
indivíduo,
da
familia,
da
so
ciedade
inteira.
Emquanto
a
luz do
progresso
moral
das
nações
cultas
não
penetrou
no cen
tro
das
florestas
virgens
da
America
e
nos rudes
cerlões
de
África,
lá
só
vaguea
vam
tristonhos
párias.
Emquanto
a
luz
da
civilisação christã
não
illuminou
o
lar
das
famihas,
lá
só
vivia
a
mulher
escrava
ou
a
cortezã
do
Baixo-Irnperio.
Emquanto
a
moralidade subiu
as
re
camaras
dos
príncipes,
para
descer
d
’ahi
a todas
as
camadas
sociaes,
vimos
por
toda
parte
o fjugo
de
bem
pesada
escra-
varia.
Mas os costumes
purificaram-se
da
sua
maior
rudeza;
subiram
de quilate,
elevaratn-se
e
a
columna
barométrica
da
civilisação
accusa,
sem
contradita,
grau
mais
elevado
da
felicidade
dos
povos».
Lamentou,
que
sejam
poucos
os
que
se
interessam pelo
desenvolvimento
do
ramo
moral
da
arvore
do
progresso,
em
quanto
que
muitos
se
empenham
pelos
seus dois
ramos material
e
intellectual,
e
disse;
«E,
se
não
fôra
a
Egreja,
que
falia
pe
la
bocca
do
seu
Pontífice
Máximo,
que
sustenta
bem
alto
a
bandeira
dos
eter
nos
princípios
da
moral;
que
colloca
seus
pastores
desde o
mais
humilde
povoado
até
á
mais
ostentosa
cidade;
que
abre
as
portas
d
’estes
templos
e
manda
annun-
ciar
da
tribuna
o
progresso
dos
costumes;
que
tem
civilisado
pelo
Evangelho,
vara
omnipotente,
com
que
fere
e
rasga
o
ári
do
rochedo
das
multidões,
para
d
’
elle
sair
a agua
viva
da
fé
e
da
virtude,
—
•
eu
não
sei
o
que
seria
sociedade,
da
ci
vilisação
verdadeira
do
nosso
século».
Depois,
disse
que
se
desconheciam
os
serviços
prestados
pela
Egreja, por
quanto
se
lhe
promovia
guerra
e
ao
seu
ensino:
«Guerra
a
Deus,
diziam
os
arautos
da
revolução
no
congresso
de Liege!
Guerra
ao
catholicismo,
exclamavam
elles
no
anti-conciiio
de Nápoles!
Guerra
á
ordem
presentemente
esta
belecida,
bradam
ainda
desde
o
Ártico
até
ao Mediterrâneo,
desde
o
Caspio
até
ao
Atlântico!
«E
o
povo,
revolvido
e
arrastado
pe
lo
genio
da
destruição,
se
desorienta
e
se
arremessa
loucamente
contra
Deus
e
a
sua
palavra,
contra
a
justiça
e
a
li
berdade,
que
o
elemento
christão
impri
miu
no
fundo das
socieda
des
modernas».
Tendo
atíirmado,
que
«a
intelligencia,
ainda
que
por essencia
luminosa,
fica
um
diamante
em
bruto,
que
não
póde
reve
lar
as
beilezas,
que
n
’elle
se
encerram»,
apresentou
os
seguintes
exemplos:
«Ou
seja
Franklin,
simples
artista
de
modesta
oflicina;
ou
seja
Diderot,
filho
do
humilde
cuteleiro
de
Langres;
ou
seja
d
’
A!embert,
creança
abandonada
por
seus
proprios
paes.
são
exemplo
frisante, de
quanto
a
intelligencia,
que
fôra votada
á
triste
rudeza,
póde
ser
pelo
trabalho
genio
de
grandeza
esplendorosa,
diaman
te,
que
em
seu
estado
crystalino
póde
vencer
as
grandes
rezistencias
da
scien-
cia
mais
transcendente».
E
depois
disse:
«Mas
illustrar
a
intelligencia sem
edu
car
o
coração,
não
é
preparar
a
socieda
de
para
a
sua
regeneração
verdadeira,
é
apenas
semear
aspirações,
que
serão
o
pômo
da
discórdia
arremessado
ao cen
tro
da sociedade
......
é
confiar
p
ro
as
á
creança, que
as
lançará
ao
fundo
do
pri
meiro lago,
onde
se
precipitará
ctm edas,
é
vestir
de
custosos
brocados
um
lote
que,
ao mirar-se,
romperá
r-m
descom
postas
gargalhadas) acabando
por
despe
daçar
e
calcar
aos
pés
as
preciosas
ves-
liduras,
com
que
outros
insensatos
pre
tenderam
enfeitar
o pobre
louco.
«Dae
primeiro
juizo
ao
povo,
illustran-
do-o;
regulae-lhe
as
tettdeacias,
educando-o,
e
só asssírn
não
lereis que
lamentar
as
barbaras
scenas
parisienses
de
71,
nem
as
scenas
vandaJicas
alcoyenses de 73».
Continuando,
disse:
«Melhorae
os
costumes
pela
educação
moral
e
tereis
dado
passo
agigantado
no
caminho
do
progresso.
Na
verdade,
senhores,
ha
systemas,
que
em
lheoria
são
d
’
uma
bellesa,
que
surprebende
e
na
pratica
são
detestáveis
---- -
ir-
^
ne
na nieorj
a
i
)a só
o
que
se
considera
um só
pranca
ha
o
ahslracto
e
o
positivo,
dois
termos,
que
devem
adaptar-
seY
tranziglndo
a
lheoria
com
a
pratica
nas
suas
absolutas
as
e
perigosos.
E
abstraclo,
em
termo
e
na
tanto
nossa
toda
nossa
ainda
que
sacrifiquemos
nos
matéria
o
espirito,
se/
'tránzigindo
cedendo
terreno
pirações,
transigindo
a
pratica
com
a
lheo
ria
ma
'em
§^11'
mó^Bnento
ascendente,
a
pratica,
,qpe.
é o
complexo
de todas
as
condições
pósitivíl,'
rçaes.
em
que
sé
enóontra
a
sOc'Í,ed'áde,'
sd
a
condição moral,
a
mais
i.mportan.te
,dà's
condições,
não
se
elevar
'
éôhstànfe, ‘prôgressivamente?
1
«Melhorar,
pois,
os
costumes
é
abrir
‘
TónW
caàíjiílio
ao
progresso,
é
progredir
hu
civjlisaéãb».
"ÒíisferWndo
depois
o
espirito
da
nos
sa
epociia,
que
se
deixa
arrastar
peio
pro-
■
gre^sò
“
niqíttrial,
disse:
11
c
Òbminemos o
vapor,
dizem
os
homens
'dj
mWrfalidade,
e
seja
applicado
á
io-
coma.tiva,
que
devore
os
espaços
e
per-
corça
os
emporeos do
commercio
e
das
jmla.stfiãs, acumulemos
a
electricidade
e
seja enviada
de
hemispherio
a
hemisphe-
'
riu
com
'a velocidade
do
pensamento
cos-
mópolíiiid
’
estudemos
a
arte
á
luz
dos
qiõ^òs
princípios
positivos
e
ponhamos
em
sçena
o
drama realístico, que
Tísongeia
nossos
sentidos
e
exalta
phaptasia,
n
’uma
palavra,
dilate-se
a
vida
paalerial,
seja ella
toda
a
actnídaiie,
r
:
“
7"'
*
...
”
aUaw-,
impuros
da
qué
nos
anima,
ainda
que
a
arte,
a
scien
çta
e
’
a
.religião
cáiam
prostradas
sem
alen
1^».
(0a!
vida,
no
asqueroso
lodo
da
ma
téria
impura»!
‘
E
em
seguida
disse,
como
que
fixan-
do,’
,o
çaracter
(Testes
homens
da
matéria-
'jijàdç
«Mas
tu,
oh
homem,
sê
conscio
da
‘
pX'
(V
ia
diguidade
8
liao
contraries
essa
/Siiacção
celeste
a
que
está
sujeito
o
teu
uiVmal
espirito,
que,
similhante
ao
vapor
calara
t
que
se
eleva,
emquanlo
suas
agua^i
se
precipitam nas
profundezas
do
ipgp,
,.>Ç'le,
o
teu
espirito,
tende
a
absor-
vttr-jte'.no
seio
dos esplendores
de
Deus,
.emqpanto
este
corpo,
o
vaso
d
’
argilla,
que
%
'
aa,l
ueia
nas
profundezas
do
cerni
tef|io»!
t
-
MVFKP
0111
'0
0
es,aã° actual
da
Euro
pa
ijissq;
|
(
«Quem
’
se
collocar
n
’
um
dos
polos
da
"&u?ppill;
è
<Il
<jlongar
seus
olhares
por
toda
a
‘
Biír .exVetição,
descobre
um
gigante,
agi-
^Bdí^em'
ábu
pensamento,
convulso
em
quanto
for possível
aci-
elevando-se
de
suas
condições
positivas.
<f jflas^içomo
poderá
a
pratica
caminhar
seu
respirar,
torvo
em
seu aspecto,
que
pãMti^dd
ãbarear
com
seus
braços
o
tnun-
dd
Calcar
com
seus pés
os
di-
léíl&y
da
propriedade
iudivi-
ihiiii.
••’
qiie-Ftí|Íre^n<a
suores
de
sangue
de
iiWdVfeí^fóAíjtâs
'diÇílias
de quasi
todos.
1
'"í-ffstéOíigi^Jillét
'é
-
o
socialismo,
que
''pléAtirbõU'
a
fria
iqvauquiliidade,
que
fez
•'Vàclla^,
p■■'pWifèV
1
dominador
d
’
um
grande
'Ohlíliiíéite?
oèBt&CáUpresíes
a baquear
■
‘a;:;sétrs'
‘
písv'
cdfnouo Q-IJoble.
arrancado da
fragaqi-^tieddlít
polqmfirítço
potente
dos
se.çwtii2K
e
’s!Çi^á;
lííiMlItnSria
tempestade
'
dfji
eHl^iV.nlMsdiiãquéí-i
i(
*
iqdanicie,
a
qual
.
Pliiii
íS
pòí
quoiêsdsMul-js dominára.
fôté
n'oulémn
fidfóve-
’
lçcqt4e
remiro quasi
'ko.mra-iálça
^éWnXiiicáddebaiSO
d
’um só
!
.(.cejÃrb;
(Wíe'Wih
SatlWàioprtjstrou
a
Aus-
tri.y
a
ddíkoií1 fr
dtsbríÇào-^tibiitur.s am-
■
‘.UiçÕe.s;
quo
1
wlii:
‘
&udáni }i'tóçi<l^té'ao
pó
a
bàiiueira^ífifcõlurldqp.re
fesvia
i
IhictWulo em
T$<Pas
as
âtòêJsMé
quisii
íódbs
<bs
'baluar
tes
europeus;
que^jKiLw
nu-
íhaíá&qti
do
ultimo
congresso
e
fctfâiwWÔT^oitôrosa-
me.iW
para
a
IpKuidg i.0nftúSe,
;-.i.
guando
as
legiões,
moscoyitas-
flstpváiniqjrustesâ
ia
paslar
o
Prolh.
—-este
homem nirtavel^ seo-f
tind«i-se
no
meio
do
revoUo.so érovastoj
o
eano
socialista
e
deiiirixo
ifuni
cemôde
broifté
e
odi fogò,
das&bbfiuioooiai.
’o
«seq
privilegiado
talento
um
kneio
ppdçrpso
pa-i
rj
dissipar
á
temppstade:
era,
á
úducàçàd
«Eferdudei-íamente
chrrtrtãj
;r
o
’
-
tj
-
;
/
ó
i
m
8'pediu
á Egreja
Gadmlica,
qu>e
ç
au-i
xiustvse'
’'q
o
salvasse,.;
a
elle
e
á
sua
da-!
móSd
historiã,
a
dleje ao seu
grande
Imt
perador,
a elle
e
ás
instituições
do
dila
tado
império
germânico.
Aprendam
todos
n’esta
severa
lição
da
historia...»
(toliegio
«Ia
BSegeneraçSo
em
Braga.
(R
eflexões
ao
corre
a
da
penna
)
II
Mas
o
tocante
e
surprehendente
qua
dro
da
Magdalena
arrependida
não signi
fica
um
facto
que o
Evangelho
registrou
para
assombro
da
humanidade
e
como
não
devendo
encontrar
repetição
nas
gerações
futuras no
mesmo
grau
de
sublimidade.
Allirmar
o
contrario
seria,
sobre
um
conlrasenso,
uma
asserção,
senão
mesmo
herelica,
que
conduziria,
pelo menos,
á
heresia.
No
Evangelho
está
escripla
a
historia
da
humanidade
anterior
a
elle,
da
huma
nidade
coeva com
elle,
e
da
humanida
de
futura
alé
á
consummação
dos
sécu
los.
Tudo,
absolutamenle tudo, quanto
n
’
a-
quellas
sagradas paginas
se
annuucia
e
se
narra,
é,
na
realidade,
e
em
rigor,
o
mesmo
que
alé
hoje
se
tem
annuncia-
do
e
succedido,
e
o
que
se
annunciará
e
succederá
alé ao
fim do
mundo.
Quereis
a
rea
I
isação
d
'a
q
u
el I
a
s
enternecidas
palavras
do
Homem-Deus:
Sinile
párvulos
venire
ad
me
—
deixae
vir
para
mim
as
creancinbas?
Abri
a
historia,
e
ahi
vereis
que
o padre
affagou,
altrahiu
e
educou
sempre as
creancinbas. Percorrei
todas
as
parochias
e vereis
por
toda
a
parte
centenares
de
creanças
assistindo
á ca-
thechese
de
seus
pastores,
.que as
tra
tam como
verdadeiros
paes.
Vereis
ainda
milhares
d
’
asylos
d
’
orfàos
é
d
’
infancia
des
valida,
quasi
lodos
fundados
pelo padre,
e todos elles
creados
e
sustentados
á
sombra
essencialrnente
benefica
e
salutar
da
Esposa
de
Jesus
Chiisto.
Vereis,
emlim,
milhares de
collegios
creados, sustenta
dos
e protegidos pelo
padre;
e
n
’esses
collegios
vereis
centenares
de
innocentes
creancinbas
exultando
de
alegria,
de
con
tentamento
e
de jubilo,
saltarem,
brinca
rem,
*
expandirem-se
e abraçarem-se
ao
pa
dre
que as
affaga,
acaricia,
e
abençôa;
e
não
marca
o
relogio
um
instante
sequer
que tudo isto
deixe
de
se
realisar
d’
uma
maneira
tanto
ou
bem
mais
tocante
co
mo
na
vida
do
Homem
Deus sobre
a
terra.
Quereis
a realisação
da
parabola
do
filho
predigo? De
muitos
milhões
de
san
tos
que
a
Egreja
lem canonisado,
Ella
própria
confessa
lerem
sido
a
maior par
te
d’
elles
filhos
prodigos.
Não
marca
o
relogio
um
insbnte
em
que
este quadro
se
nãorealise,
perfeitamente,
nas
mesmas
con
dições
e circumslancias
mencionadas no
Evangelho.
Quereis
a
realisação
d
’aquellas
palavras
de
Jesus
Christo:
Venit
hora
ut
onriis
qui
interficit
vos
arbilrelur
obsequium
se
praes-
tare
Deo
(S.
J.
cap.
16,
v.
2)
—
chegará
a
hora
em
que
os
homens
julguem
prestar
um serviço
á
Divindade
ao
assassinar-vos?
Para
cima
de
12
milhões
de
martyres
conti
a Egreja
Calholica,
e
nenhum
sé
culo
lem
decorrido
sem
que
com
a
pala
vra
do
martyrio
tenham
sido
premiados
milhares
de seus
ministros
e
de
seus
mem
bros,
ou nos
paizes
já
conquistados
ao
jugo
do
Evangelho,
ou
no
seio
dos
po
vos
sentados
ainda
nas sombras
da
morte.
Quereis
Jesus
Christo
no
Calvario?
Teu-
des
os
Papas
dos
primeiros
séculos
todos
marlyrisádos,
e
no
actual.
Pio IX, que
já
s.lYreu
o martyrio,
e
Leão
XIII
que
o
conlinúa.
Porisso
dizemos
que
o
Evangelho
é
uma
historia
perfeita
e
completa
da
hu
manidade,
escripla
sob
a
inspiração
d
’
A-
quelle
que
nem
nos
póde
enganar,
nem
enganar-se;
e para
reconhecer
esta
ver
dade,
basta
o
bom
senso
e
ler
olhos
pa
ra
vèr
e
ouvidos
para
ouvir,
o que
—
seja
dito
de passagem—é,
todavia,
mais raro
do
que
parece,
porisso
mesmo
que
stul-
lorum
in/inilus
est numeras,
na
frase
do
Espirito
Santo.
Sendo
assim,
não
podia,
como
disse
mos,
o
facto
da
conversão
da
Magdalena
deixar
de
ser
como
que o
prenuncio
de
;milhares
d’
outros
idênticos
que
se
haviam
ide
repetir,
e
na
verdade
se
repeliram
e
Arrepelem
durante
19 séculos,
e
se
re
petirão até
á
consummação
do
mundo.
u/aCom
effeito.
ha
dezeno-e séculos, que
0
ipadçe,
verdadeiro,
legitimo
e
unico
her-
idõirf),
^
depositário,
guarda
e
apostolo
da
Misifcãò::
e
Jesus
Chrislo=salvar
a
hu-
mapiilííde
1 pelos
meios ,
que
Elle
lhe
dei
xou-=-ha
dezenove
séculos,
repetimos,
que
milhões
de
vezes os
seus lábios
se
lem
descerrado
para dizer,
como
Jesus
Christo,
ás
novas
Magdalenas
arrependidas:
Mulher,
os
teus
peccados
estão
perdoados.
Quer
no
sagrado tribunal
da
penitencia,
quer
fór«
d
’
elle, quantas
scenas
iguaes
a
essas
se
não
tem
repetido? Quantas
santas,
que
hoje
veneramos
nos
altares,
não
tem
tri
lhado
á
risca
as
pizadas
de
Maria
Magda
lena? De
Jesus
Christo
alé
hoje,
quan
tas
mulheres,
com
os
olhos
banhados
em
lagrimas,
a voz
soflíocada
pelo
pranto,
o
coração
alanceado
pelos
mais
pungentes
dissabores
não
tem
fugido
ás
seducções.
aos
embustes
e
ás
illuspes
d
’
um
mundo
pérfido,
enganador,
fementido
e
traiçoeiro
para
se
lançarem
no
seio
da Egreja,
e
depositarem,
como
Magdalena,
aos
pés
dos
ministros
de
Jesus
Christo,
o
perfume
sa
lutar
e
regenerador
do
mais
profundo
ar
rependimento
e
da
mais
sincera contrição
dos
seus
lascivos
desvarios?
E
a
Egreja,
pelo
seu
lado,
cumprin
do
indelectivelmeme
a
missão que
Jesus
Christo
lhe
confiou, ao
mesmo
tempo
que.
sella
o
arrependimento
com
as
dulcissis-
simas
palavrras
do
perdão
em
nome
de
Deus,
tem
creado
em
lodos
os
tempos
e por
toda
a
parle
asylos
de
regeneração
onde
se
purifiquem
mais e
mais
pela
pe
nitencia,
se
samifiquem
pelo
trabalho,
lei
de
expiação
e
lei
de
progresso,
e
se
for
taleçam
contra
os
ataques
dos
inimigos
da
alma, aquellas
de
suas
filhas
que
as tem
pestades
das
paixões,
as
seducções enga
nosas
do
mundo
e
as
tristes
e
amargas
illusões
dos
fementidos
e
ephemeros
pra-
zeres
lem
arrojado
aos
seus
braços.
Barça
que
singra
pelas-
encapelladas
ondas
do
mundo
em
direcção
ao
portb
da
eternidade
feliz
não
se
contenta
com
coroar
o arrependimento
dos
naufragos
com
o
perdão,
com
recebei
os
no
seu
seio
e
lornal-os
herdeiros
do
remo
de
Jesus
Christo
pela
graça
da
penitencia,
mas
le
va
o
seu
amor,
o
seu
zelo
e
a
sua ca
ridade
até
o
ponto
de
abrir-lhes
asylos
onde
retobrem
forças,
vivam
menos
ex
postas
aos
perigos,
e
augmentem
a
gra
ça
recebida.
E’
porisso
que
em
toda
a
parte
on
de
o
Evangelho
está
em
acção,
existem
asylos
da
regeneração
onde
se
albergam,
trabalham,
oram,
instruem,
edificam
e
praticam
o
bem
as
discipulas
de Santa
Maria
Magdalena.
—
Chegados a
este
ponto
das
nossas
considerações
geraes,
desceremos
a fallar
d
’
um
d
’
esses
numerosíssimos
e
abençoa
dos-asylos,
que já
couta
alguns
annos
d
’existencia
n’
esta
augusta
e
calholica
ci
dade
de Braga.
Tem
elle
o
nome
de
Col-
legio
da
Regeneração
e está
actual
e per-
manentemenle situa
m
na
casa
do
Avellar
de Baixo, na
rua
dos
Peilames,
d’
esla
ci-
cidade.
No
proximo
n.°
fallaremos desenvolvi
damente d
’
elle,
mas já
não
terminaremos
estas
linhas que
lemos
escripto, sem
im
plorarmos a
caridade
publica pedindo para
essa
casa
uma
esmola
em
nome
da impren
sa
calholica
de
que
somos
o
mais
hu
milde
membro,
em
nome
das
lagrimas
d
’aqoellas
infelizes
que
o mundo
submer
giu no abysmo
da perdição, em
nome
de
Deus
que
lhes
perdoou,
em
nome
da
ze
losa
e
dedicada
direcção
que
as
arran
cou
do
seio
da
degradação
para
as
regene
rar,
em
nome,
finalmente,
do
Salvador
do
mundo,
cujo
Anniversario
Natalício
ora
celebramos
com
todas
as
demonstrações
honestas
de
rego.fijo,
e
com
a
pratica
d
’
obras
de
religião
e
caridade.
Mimosos
da
fortuna,
lembrae-vos
de
contemplar
com algumas
migalhas
da
vos
sa lauta
meza
o
Collegio
da
Regeneração
em
Braga!
Christãos
que
sabeis
comprehender
o
supremo
alcance
d
’
esta
instituição
sublime
e
divina,
favorecei
com
o
obolo
da
cari
dade
o asylo
da
Regeneração!
Caritativas
e
piedosas
damas
que
lèdes
estas
linhas,
meditae
sobre
os
perigos
e
sobre
o
cumulo
de
desgraças
e
infinida
de
a
que
está
subjeito sobre
a
terra
o
vosso
sexo,
e
em
nome
da
Religião
Chris-
tã
que
a
iodas
sem
excepção
vos
reha-
bililou
do
abysmo
em
que
gemestes
du
rante
muitos
séculos,
e
que
ainda
hoje
rehabilita
aos
olhos
de
Deus
e
dos
ho
mens
aquellas
de
vossas
irmãs
que
tem
naufragado
nos
baixios da
seducçáo
e da
carne,
nós
vos
pedimos
uma
esmola
para
o
Collegio
da
Regeneração!
A.
M.
(Continua)
'»
*
£
••••.;«
■'5o
âo «Commereio «Io
Minho».
j-
7
de Dezembro,
1878.
Recebi
.ie
um excellente
Amigo
em
Paris,
letrado,
Escritor
distincto,
e li
gado
com
a Imprensa
Calholica
(assim
como
com
as
obras
de caridade
christã
e
piedade,
em
que
a
França,
apesar
de
tudo,
w.-'
sempre
na
dianteira
das
nações),
a
sego
'
-
carta,
que
fielmente
traduzo;
pois ha
á,
sem
duvida,
leitores
do-
Com
mercio
Minho,
que
estimem
saber
da
publicação
que
se
annuncia;
e
talvez que
desejem a
ella
subscrever
quando
saia
a
publico.
«Paris,
19
de
Novembro
de
1878.
«Meu
mui
caro
e
digno
amigo:
«Com
os
nossos
amigos
vamos
publi
car
um
jornal
hebdomadario
de
doutrina,
com
o
titulo,
L
’Au.lorilè
(tA
Autoridade»].
Enviar-vol-o-hemos,
e
vos pediremos de
nos
indicar
os
bons
jornaes
de
Portugal
e
do Brazil, com
quem
podereis
pôr-nos
em relação.
Esperamos
começar
no
í.°
de
Janeiro proximo.»
Envia-me
lambem
vários
exemplares
de
dois
breves impressos
(dos
qtnes
vou
separadamente
remetter
alguns
á
Redac-
ção
do
Commercio
do
Minho],
c
cujos
objectos
o meu
Amigo
descrave
e
recom-
menda
nos
termos
seguintes,
em
conti
nuação
da sua
carta:
—
«Rèmélto-vos
alguns
impressos,
a sa
ber:
«l.°Uma
pequena
folha
do
Dinheiro
de
S.
Pedro.
—
Contém
um
resumo
do
que
necessita
o Summo Pontífice;
podér-
se-hia
fazer
d’
isso reproduzir um
abreviado
nas
folhas
de
Portugal
e
do
Brazil.
«2.°
A
Circular de uma Obra Pia
destinada
a
fazer
que
no
campo
e
nas
cidades
os
Christãos
fieis
se
associem
pa
ra
praticarem
os
deveres
communs.»
Não
tenho agora
vagar para
fazer
uma
traducção
d
’
esta
Circular,
que
é
na
ver
dade
assumpto
de
muito
interesse;
envio
alguns
exemplares
no
original,
que
sem
duvida
haverá
quem
o
possa
bem tra
duzir;
senão
eu o
farei cora
mais
vagar.
A
’
vista
d’esles
trabalhos
e
meios em
pregados
em
promover
as
obras
sublimes
•lo
Chrislianismo,
jem
que
ridiculissima
luz
não
se
apresentam
e
exhibem
tolices
maçónicas,
ignorantes
e
superíicialissimas,
cçmo
as
taes
baboseiras parodiadas
pelo
Snr.
«D.
M.
S.»
(nunca
as
mãos
lhe
dôam) no
Commercio
do
Minho
n.°
867,
e
por
este
seu
humilde
creado,
no dito
Commercio
em
prosa,
e
na
Ordem
(se
o
inserir)
em
verso,
ou
cousa
que
o
valha!
A.
R. SARAIVA.
I.SiBb
ít>a,
18
de
(Do
nossu correspondtnle).
Os
dedos
lhe
parecem
hospedes.
Tantos
alardos Je
popularidade
em
que
paráram
!
Vê
as
barbas
do
visinho
a
arder,
e vae
deitando
as
suas
de
molho.
E
’
melhor
dizer
—
bem
fiz,
do
que
se
eu
soubera.
A
dynastia
não
se
ostenta
actualmente
muito
tranquilla.
De noute,
dizem,
guarda
lhe
a
por
tinhola
da
carruagem
um
oílicial
de
ca-
vailaria,
de
espada
em
punho,
e
seguem-
ua
alguns
municipaes
de
cavallaria;
al
gumas
das
ruas,
por onde transita
indo
do
tbeatro para a
Ajuda
são
cobertas
de
patrulhas,
e
dizem-me
que
o
rei
dos
li
beraes,
á
cautella,
anda
abroqtiellado
com
um br.m
rewolver.
Todos
se
riem
do
referido
apparato,
porque
não
tem
motivo
de
ser.
Todavia,
é
como vos
conto,
forte
com
a
informa
ção
de pessoa
muito
segura
Ha
quem
pense
que
é
a
segunda
edicção
da
cele
bre
pavorosa;
seja,
porém,
ou
nãd, é
certo
que
a
côrte
não
anda
muito satis
feita,
lembrando-se
que
possa haver
no
paiz
algum
liberal
da
família
dos
que ha
pouco
pretenderam
mandar d’
esta
para
melhor
vida
alguns
dos
soberanos
libe
raes.
Emquanlo
o
snr.
Fontes melte
medo
ao
snr.
D.
Luiz
com o
papão
da
inter
nacional,
vae
o ministério
aplanando a
es
trada
da
banca-rota
com
as
larguezas,
que
lhe
são
peculiares.
E
o
povo,
que
«póde,
e
deve
pagar
EKiKaiwr-
—• -
'
íxí
:
í
!
f
?£
•7?^r^'^^k’
jsrw5OBBsn6
mais».
que
vá
pagando as
prodigalidades
da regeneração.
A
divida íluctuante
sobe
já
a
reis
9.213:030^)90.
Houve
um
empréstimo collossal
para
matar
a
referida
divida,
e
elli
sem
mor
rer !
Sempre
é
muito
teimosa!
E
como
mais
uma
prova de
que
o
espirito
de economia
aclua,
antes
de
tudo,
no
animo
de poder,
basta
que
sai-
baes
que
está
resolvido mandarem
em
março
<ie
1879, a
Tancos
toda
a
l.a
divisão
do
exercito.
Podeis
calcular
a
quanto
subirá
a
des-
peza,
que
custará
ao
thesouro,
isto
é.
á
bolsa
do
povo,
a
alludida
marcha,
e
es
tada
no
referido
acampamento,
quando
souberdes
que
a
despesa,
que
fez a
bri
gada.
que
alli
esteve em 1877 custou
cêrca
de 100
contos
de
reis, segundo
me
assegura
pessoa
muito
competente.
Se
una
só
brigada absorveu
aquella
enorme
verba, o
que
poderemos esperar
que
engolirá
uma
divisão?
Comtudo,
vivemos
na epocha
das
economias.
A
’manha,
porém, irá
o
ministério pe
dir
aos
seus
granadeiros
mais
alguns
mi
lhares
de
contos <ie
reis
sob
color
de
melhoramentos,
que
não
virão nunca,
ou
que
serão
traduzidos n
’outros tantos es
banjamentos,
embora
o
povo
seja es
magado,
mais
ainda,
pela
mão
de
ferro
do
bondoso,
e
inexorável
fisco,
um
dos
mais
dedicados
amigos
das
diversas
classes
contribuintes.
Ha
agora
um
novo
jornal
em
Lisboa,
que
se
denomina
«Crençar
Religiosa».
E’
deveras
um titulo
sympathico;
é,
porém
redigido,
entre
outros,
por
Garcia
Diniz,
e
Santos
Viegas,
e muito
festejado
pelo
s
Diário
de
Noticias».
«Timeo
Danaos, et
dona
ferenles».
Os
suts
.
padres
Diniz,
e
Viegas
são
padres
libéraés;
o
«Diário
de
Noticias»
é
..
o
«Disrio de
Noticias».
«Caveant
cônsules».
Partiram
d.
’
esla
capital
para Viseu
os
snrs.
Anselmo
Braamcamp,
Antonio
En-
nes,
e
Marianno
de
Carvalho,
no
intuito
de
tomarem
parte
na
reorganisação
do
centro
granjola
d’
aque!la
cidade.
Hão
de
ganhar
muito
com isso.
Elles
fazem
das
fraquezas
forças, põem
todas
ns
diligencias
possíveis
para
verem
se
meltem
a
barba no
calix; mas,
«estão
ainda
verdes».
O
paço
sustenta
a
lodo
transe
a
si
tuação.
o
exercito, isto é,
a
officialidade,
na
sua
grande maioria,
quer
perdida
mente
ao snr
Fontes,
porque
quem
dá
é
thio
e
por
isso,
só
um
supremo
esforço
do
povo,
uma nova
Maria
da
Fonte, po
derá desalojar esta
gente,
que
ahi
está
a
cavar,
todos
os
dias
mais
profundamente,
a
ruina
do
paiz.
E
a
dynaslia,
a
despeito
da sua
ir
responsabilidade legal,
tem
muitas
culpas
no
cartorio, e o
paiz tomar-lhe-ha
um
dia
estreitas contas.
Embora
esteja
na minha terra, meu
amigo,
não
me
engano,
nem
pre
tendo
illudir
ninguém, com
a
minha
pro-
phecia.
—
Falleeeu
Sá
Chaves,
general
de
bri
gada
reformado
do
exercito, que
elle
com
bateu
até
poucos
dias
antes da
triste
convenção
d
’Evora
Monte.
Era
então
ma
jor
de
brigada da
cavallaria,
que
José
Urbano
vendeu
infamemente
ao
governo
de Lisboa,
em
1831.
—
Tenho
visto
que
o
vosso
excellente
jornal
traz
na
berhnda
o
escrivão
de
fa
zenda
d’
esse
concelho.
«Cá e
lá,
más
fa
das
há».
O
que
são os
empregados
fis-
caes
da
liberdade,
senão
parentes
muito
proximos
do
tal
escrivão,
que
trazeis
amarrado
ao
poste
da
execração
publica?
E
que
me
dizeis
aos
tribunaes
judi-
ciaes.
com
as
suas
custas
e
multas?
Ha
poucos
dias
houve
em Villa Franca de
Xira.
outrTira da
Restauração,
uma
exe
cução
judicial
por
uma
divida
de quatro
centos
mi!
reis.
Não
houve
opposição,
nem
chicana,
e,
totjavia,
a
pobre
yicti-
ma
leve
de
pagar
ao
tribuna!
a
ninha
ria
de
cento
c
tantos
mi!
reis de
custas
?
Meu
amigo,
hoje
são
tantos
,os
pinhaes
da
Azambuja,
quantos
os
tribunaes
eiveis,
c
crnninaes,
quantos
os
cartórios
dos
escrivães
de
fazenda,
quantas
as
secre
tarias
d
’
estado.
quantas
as
camaras
mu-
nicipaes,
etc.,
etc.
O
povo paga
em
ge
ral
os
ordenados
aos
diversos
funcciona-
rios,
e
obrigam-no,
ainda
em cima,
a
pa
gar
a
muitos
delies
pezadissimos
emolu
mentos,
excessivas
custas,
gorgetas,
mais,
ou
menos
exorbitantes.
Ainda
não
vi
povo,
como
o
povo
portuguez
!
Ralha,
e
sujeita-se
a
tudo
quanto
o
liberalismo
quer,
queixa-se,
mas
despe-se
para
engordar
os
sycophantas,
que
ahi
o
estão
a
esfvllar
sem
dó,
nem
consciên
cia
!
—
Domingo
tivemos
aqui
um
segundo
homem
das bolas.
Foi
enorme
a
concor
rência
para ver
caminhar
pelas
aguas
do
Tejo
o
velocípede
aquatico.
Uns
ficáram
de
bocca
aberta,
outros
esperavam
maior
maravilha;
parece
me,
comtudo,
que
o
in
vento
agradou
á
maior
parle.
Continua
a
imprensa
liberal
a
entre
ter-se
com
as
providencias
adoptadas
para
pôr
a
cobarto
de
qualquer tentativa
in
festa ao
Chefe
do
Estado.
Ha
até
quem
diga
que
se
tentou
contra
a
vida
do
prínci
pe,
que
occupa
o
throno!
Não
creio,
mas
creio,
porque
é
in
dubitável,
que
as
patrulhas
nas
estradas,
por
onde transita
o
snr.
D.
Luiz,
de noi
te,
são
muito
frequentes,
sahindo,
o
que
antes
não
succedia,
dos
quartéis
de
lan-
ceiios,
cavalleria
4,
e
infanteria
I.
Mas
no
fira
de
tudo,
meu
amigo,
es-
tou
que ninguém
se
lembra
do
snr.
D.
Luiz,
para
Ine
fazer
mal,
embora
haja
quem
se
lembre
de
o
persuadir
de
que
ha
no
paiz gente,
que
nutra
a
ideia
de
tentar
contra
a
sua
vida.
E
a
havel-a
não
é,
de
certo,
do
campo
legitimista,
onde
se
não
adopta
e
maxima liberal
de
conseguir
o
fim por
todos
os
meios
pos
síveis,
licilos,
ou
illicitos,
honestos,
ou
vis,
honrosos,
ou
infames.
—
Vpu
pôr
ponto,
mas dando-vos
a
boa
nova
de
que
a
estatística
do
nosso
commercio
com
as
praças
estrangeiras
pro
clama
a
fabulosa
prosperidade
.
d
’
elle
n
’
es-
ta
epocha
de
rasgada
liberdade
A
diífe-
rença
contra
nósé
apenas
de
11,863:939^600
reis.
Realmente
somos
um
povo
feliz.
E
que admira
que
o
sejamos,
se
do
mina
a
carta
e
a
dyuastia
liberal?
—
Acaba
de succeder
uma
grande
ca-
tastrophe
ém
Belém. O
corpo
principal
do novo edilicio
da
Casa
Pia,
alluiu-se.
e
sepultou
nas suas
ruinas
alguns
dos
ope
rários,,
que
alli
trabalhavam.
São
5
da
tarde,
e
já
apparecerara
oito
cadaveres.
Ainda
se
não sabe ao
certo, quantas
são
as victimas.
;A
triste
nova soube
se
em Lisboa
logo, e
logo
correram
ao
lo-
gar
do
temeroso
sinistro alguns
dos
mi
nistros,
o
commandante
das
guardas
mu-
nicipaes,
governador
civil,
uma grande
força
municipal
de cavalleria,
e
infanteria.
Da guarnição
de
Belem
foram
grandes
contingentes,
cujos
trabalhos
são
muito
de
louvar
pelo
acerto,
e
dedicação
dos
que
procuraram
tornar o
menos
desatrosamen-
le
possível
a grande
desgraça,
a que
me
tenho
referido.
O
grande largo
dos
Jero-
nyraos
está
regorgttando
de
gente
de
to
das
as
classes.
O
chefe
do
Estado
appa-
reêeu
alli
em
breves
momentos,
bem co
mo
seu
augusto
pae.
Será
mais
minucioso
quando
obtiver
prováveis
informações
o
vosso
correspondente
A.
UZHIIIA
cegueira.
Toma
n
’
ella parte
o
benefi
ciado.
E‘ d
’
esperar
que não
fique
um
só
logar
de vago.
aSsai;» «da
eorresp®3adeneia
® eu-
eripSjaraçSí»
et»mm«reiab.—
Temos
diante
de
nós
este
livro
tão ntil, como
curioso
para
a
classe
commercial,
e
para
todos quantos
desejam
estudar
as
for
mulas
de
escripturação
mercantil, ada-
ptavais
á
regnlarisação
dos
livros
de
que
se
não
pode
prescindir
para
a
boa
ad
ministração
de
uma
caza
commercial,
de
bancos,
ou
crzas
bancarias,
de
uma
fa
brica,
de
uma
sociedade,
de uma
repar
tição
financeira,
de
uma
caza
particular
de
grandes
fundos
ou
de
grande
fortuna
em capitaes
e mesmo
em
prédios.
O
livro
a
que
nos referimos, compilado
por
B.
Moreira
de
Sá,
dá luz para
todos
esses trabalhos,
e
com
grande
profuzão.
Ahi
encontram-se modelos
para circula
res
tratando
de
assumptos
variados
rela
tivos
exclusivamente
ás
operações
com-
merciaes,
normas
de
x
cartas
de recom-
mendação,
de
credito,
de
pedidos
de
cre
dito
a
descoberto,
de
offerta
de servi
ços,
de
pedido de
esclarecimentos
e
in
formações,
de
pedidos
diversos,
de or
dens
e
sua
execução,
—
consignações
e
ven
das
em
commissão,
saques
ou
lettras,
remessas
e
pagamentos,
expobrações,
quei
xas,
reclamações,
desculpas,
e
justifica
ções,
fallencias
e
reveses,
taboas
de moe
das,
pesos e
medidas,
câmbios,
guia
de
escripturação
commercial
por
partidas do
bradas
etc. Fôrma
tudo
ura
volume
de
576
paginas,
nitidamente
impresso
na
Imprensa
Commercial
do
Porto,
sendo
seus editores os
snrs.
Magalhães &
Mo-
niz,
do
largo dos
Loyos
da
mesma
cida
de.
O
seu
preço
de
1:200
reis é
nota
velmente
modico,
se
attendermos
ao
va
lor
intrínseco do
livro,
á sua
nitidez, á
grandeza
do
seu
volume,
e
á
sua impor
tância
especial
para
o
commercio,
a
quem
particularmente
o
recommendimos.
O
no
me
do auctor,
o
snr.
Moreira
de
Sá,
offerece-nos
confiança
na
bondade
da
obra,
por
ser
um
escriptor
de
já
reco
nhecido
mérito nos
tràbalhos
d
’aquella
especie.
liava
atile
*
nacturns
essi Vizel
la.—
Vizella,
recanto
formosíssimo
do
Mi
nho,
famoza
por
suas aguas
thermaes
nas
margens
do
Pombeiro,
rival
da
velha
Guimarães,
sua
vizinha,
não
quer
só
o
progresso
material
do
novo
estabeleci
mento
lhermal;
quer
imitar as
cidades
civilisadas
e
exceder
a
sua
vizinha
rival
no
progresso
moral
e
scientifico.
No
dia
13
inaugurou-se,
n’
uma
caza
elegantemente edificada
junto
á
egreja
de
S.
João,
a
nova aula
nocturna
e
diurna,
de
instrucção primaria
e
secundaria
para
pessoas adultas
e
creanças.
Assistiram
as
pessoas
mais
importan
tes
de
Vizella:
não
foram lá
os
ignorantes
e
caturras.
H
>uve
discursos,
illuminação
e
mu-
zica.
No
dia
seguinte matricularam-se
16
alumnos,
e
todos
os
dias
augmenta
o
nu
mero.
Parabéns,
pois,
aos
habitantes
de
Vi
zella.
e
ao
bemfeitor
da
caza,
o
snr.
Boa-
ventura
da
Costa
Caídas, que
tanto
se
interessa
pela
verdadeira
civilisação
e
en
grandecimento
da
sua
terra.
O
novo
estabelecimento
litterario
dá
grandes
esperanças
para
o
futuro,
e
será
um
verdadeiro
monumento de
grandeza
para
Vizella.
A
nova
aula
nocturna
tem
professo
res
habilitados
no
famoso
melhodo de
João
de
Deus.
O
primeiro
escolhido,
foi
o
snr.
padre
Firmino
da
Silva Bravo,
ex-profes-
sor
do
Collegio
Académico
em
Braga.
Bíovo
íioracií».—
Pela direcção
de
exploração
dos
caminhos
de
ferro
do
Douro
foi
publicado
um novo
horário
d
’
a-
queilas
linhas
ferreas,
que
começou
hón-
tem
a
vigorar.
O
referido
horário,
porém,
vigora
por
emquanlo
só
para
as
estações
comprehen-
didas
entre
o
Porto, Braga, Caminha
e
Juncai.
D
’
esta
localidade
para
a
Regoa
e
de
Caminha
a
S.
Pedro
da
Torre,
vigorará
logo
que
estes
lanços
sejam
abertos
á
ex
ploração.
Segundo
o
novo
horário
o
serviço
do
ramal
de
Braga
será
o
seguinte:
Ascendentes
—
Comboyo
n.°
3,
que
partirá
de Nine
ás
7
e
40
m.
da
manhã,
chegando
a
Braga
ás
8
e
14 tn.—
•Com-
boyo
n
0
7,
que
partirá
de
Nine
ás
10
e
36
m.
da
manhã
e
chegará
a
Braga
ás
l
i
e
10
m.
—
O
comboyo
n.° 9, que
par
tirá
ás
2
e
13
m.
da tarde,
chegando
a
Braga
ás
3
e
47
m.
—
Comboyo
n.°
11,
Expediente.
—
Não
podemos dar
fo
lha
na
próxima
quinta-feira,
em
rasão
da
festividade
do
Natal.
Pedimos
desculpa
aos
nossos
assignan-
les.
<3
I»er®e «3»» 4radt»>—
Não
deses
perem,
senhores. Dèem
tempo
ao
tempo.
Se
nós
não
tivéssemos
luctado
com
grande
falta d
’
espaço,
lambem
não
deixávamos
de
dar
hoje uma boa consoada
ao respe-
ctivo
lierce.
Ora
esperem
mais alguns
dias.
—
Tiveram
logar
na
sala
da
Relação
Metropolita,
no
Paço
Archiepis-
copal,
nos dias
19,
20
e
21
do
corrente
os
exames
para
a
ordenação,
que
deverá
ter
logar
em março
do proximo
futuro
anno.
Requereram
114 estudantes.
Faltaram
3
Fizeram-se,
portanto,
109
exames,
fi
cando
approvados
6
para
presbytero,
32
para
diácono,
60
para
Tonsura
e
Meno
res
completas
e
4
só
para
Tonsura
e
2
graus
de
Menores;
ficando reprovados
em
Tonsura
e Menores completos
1
e
em
Menores
6.
Actwr
âaasetos.
—
A
’
manhã
tem logar
no
theatro
de
S.
Geraldo
uma
recita
em
beneficio
do grande
aclor
Sanclos,
o
maior,
o
primeiro
dos
adores
portuguezes,
agora
a
braços
com
uma
desgraça
imraensa:—
a
que
sairá
ás 6
e
22
m
da
tarde,
che
gando
a
Braga ás
6
e
56
m.
Descendentes
—
Comboyo
n.s
6,
que
parte
de
Braga
ás
6
h.
e
40
m.
da ma
nhã
e
chega
a
Nine
ás
7 h.
e
13
m.
—
Comboyo
n.°
8,
que parte
ás
9
h.
e
40
m
da
manhã,
chegando
a
Nine
ás
10 h.
e
14
m.—
Comboyo n.°
10,
que
sae
ás
2
h.
e
14
m.
da
tarde
e
chega
a
Nine
ás
2
e
48
m.
—
Comboyo n.’
12.
que
sae
ás
5
h.
e
14
m.
da
tarde
e
chegará
ás
5
e
49
m.
A
cntastrophe
de
Elelean,
—
Ahi
vão
alguns
promenores:
A
torre
abateu
em
todas
as suas
qua
tro
faces
e
nos
seus
tres pavimentos,
des
truindo
e
entulhando
a
magnifica
escada
interior,
e
as
arcadas
que
ligavam os
dois
membros
lateraes
da
galeria.
Eram
9
horas
e meia quando
isto
succedeu,
tinha
acabado
o
ponto
aos
ope
rários
e
trabalhadores tendo faltado
muitos
em
consequência
do
mau
tempo.
Procedendo-se
a
novo
ponto
aos
ope
rários,
conheceu-se
que
faltavam
nove
do
numero
dos
presentes
ás
5 horas
sendo
estes
os
seguintes:
José
de
Mattos
capa
taz,
Manuel Fernandes carpinteiro,
Leo
poldo
de
Sousa
aprendiz
de
pedreiro,
João
Aifonso trabalhador,
Antonio
Caetam
aju
dante
do
ferramenteiro,
Felix
Augusto
pedreiro,
Julio Antonio,
José
Vital
traba
lhadores.
Os
que
primeiro
se
encontraram
fo
ram:
O
capataz
José
de
Mattos,
tendo
a
cabeça
separada
do corpo,
apenas
presa
por um
tendão;
o
seu
cadaver
foi
remo
vido
para
a
egreja
por ordem do
admi
nistrador.
Este
infeliz
estava
para
cazar.
No
proximo
domingo,
devia
dar-se
o
1.®
pro
clama.
O
carpinteiro
Manuel
Fernandes
que
segundo
parece
fugiu
por
uma
janella
do
segundo
pavimento, saltando
para
o
pri
meiro
e
d
’alli para
a
parte
velha
da
con
strucção. mas
ou por efieito
de
queda
ott
confundido
por
alguma das
pedras
do
desabamento
levou
uma
pancada
n
’
uma
fonte
de
que
lhe
proveio
a morte.
Foi
encontrado
o
seu
cadaver, sem
estar
so
terrado
e tendo
um
formão
na
mão.
Cou-
duziram-n
’o
para
a
egreja.
Os
dois
cadaveres
foram
no
dia 19
mesmo
sepultados
no
cemiterio
da
Ajuda.
—
A
pouco
e
pouco
se
foram
encon
trando
os
restantes.
Leopoldo
de Souza,
aprendiz
de
pe
dreiro,
rapaz
novo
que
hontem
(19)
com
pletava
o
trígessioao
dia
de
casado,
foi
encontrado
no
entulho
ás
5
horas
da
tar
de
no
interior
do lado
oeste,
encontran
do-se
lhe
então
apenas
a
parte
superior
do
corpo;
o
infeliz fôra cortado
ao
meio
!
João
Affonso,
trabalhador, de
70
e tan
tos
annos
de
edade,
caiu
qiunda
fugia
e
ficou
com
uma
perna
partida
proximo
á
verilha,
fazendo-lhe
o
primeiro
curativo
o
snr.
Angelo
de
Souza
segundo
infor
mam
de
Belem,
mas
a
parle
do
hospital
de
S.
José,
onde
foi
recolhido,
apenas
diz
que
elle
tem
contusões
pelo
corpo.
Antonio
Caetano,
ajudante
de
ferra
menteiro
foi
salvo
milagrosamentê.
Pelas
10
horas
da
manhã
correu
que
se
ouviam
gemidos
na
parte
posterior
das
ruinas
do
lado
do
norte.
O
sobresalto
era
natural
n
’aquelle
mo
mento,
quando
se
diria
que
havia
mui
tos
homens
sepultados debaixo
de
entu
lho e por
isso
animados
com
a
esperança
de
que
ainda poderiam salvar
alguém,
muitas
pessoas
correram
para
o
sitio
de
onde
se
disia
que se
tinham
ouvido
gemi
dos,
começando
todos
a
trabalhar
deno
dadamente,
distinguindo-se
os
bombeiros
de
Belem
e
de
Lisboa.
Como
aquella
parle
da
torre
ficava
contígua
á
barraca
das
ferramentas,
snp-
pôz-se
que
o
emparedado
fosse
o
ferra
menteiro
José
Anlonio da
Fonseca.
Durante
uma hora
se
suspendeu o
trabalho
dó
desentulho,
para
entretanto
com
escadas
se
alliviar
o
montão
das
pe
dras
maiores
que
eram um
perigo
immi-
nenle
de
desabamento
Continuava-se pois
com
o
desentu
lho.
mas
sem
resultado,
quando
um
bom
beiro
de Belem
se
lembrou metter
um
pé de
cabra
em
diversos
sitios
das
rui
nas.
Na
ultima
vez
que
o
bombeiro
fez
a
sondagem
do
entulho,
ouviu-se
frouxa
mente
uma
voz
afil
ctiva
parecendo excla
mai:
Não
me matem.
Augmentou
a
boa
vontade
com
a
es
perança
de
salvar
o
infeliz,
e
era
pou
co
tempo
chegou-se
a
descobrir
uma ca
beça.
Trataram
com
o
maior
cuidado
de
estas
linhas, o
auctor
da local
a
que
alli
se allude, não
hesilâq<os
um instante
em
dizer
ao
tal;
—
«Menino,
a
nossa penna
tem
hoje
mais alguma liberdade»...
E
até
quando
queiras,
—ou
quando
nós
queiramos—
.
Saísso
americano.
—
Acha-se
expos
ta
n’
este
salão,
na
rua Nova,
n.
9
24,
uma
collecção
de
vistas representando
o nas
cimento
e
factos
mais
notáveis
da vida e
morte do
Salvador.
desembaraçar
a
abertura
onde
apparecera
a
cabeça.
Antes
de
se
proseguir
no
des
entulho,
pensou-se
em
reanimar
o
des
graçado
e
o snr.
dr.
Angelo
de
Souza
deu-lhe
a
beber
vinho do
Porto
e
cer-
'veja preta.
OÍTereceiam-lhe
bolaxas,
que
elle
não
quiz.
Não estava
tudo
vencido,
porque
fal
tava
desemparedar
o resto
do
corpo,
o
que
oílerecia
grande
difficuldade.
As
pe
dras
e
o
massame
foram
tirados
á mão,
porque
o emprego
de
pás
e
alviões
po
dia
causar
algum
desabamento
ou
ferir o
entulhado.
Eram
6
e
meia da noite
quando
se
conseguiu
desemparedar
completamente o
pobre
homem.
Contou
que
indo
buscar
uma
peça
de
ferramenta
fôra
surprehendido
pelo
desa
bamento,
mas
com
a
rara
fortuna de
ficar
debaixo
do
saimel
de
algum
arco
desabado,
que
aguentou
o
peso
do
entu
lho e
lhe
deixou um espaço
em
que
elle
respirava.
O emparedado
ficou
de pé,
com
a
cabeça
um
tanto
dobrada
e
os
braços
crusados
sobre
o
peito.
N
’
aquella
posição
e
vivo
sem espe
rança
de
mais
um
minuto
de
vida,
o
infeliz
conservou-se
9
horas!!
Depois
de
salvo,
mas
completamente
extenuado
de
forças,
o
operário
foi
conduzido
em
maca
para
o
hospital.
—
Appareceu
também
o
corpo
d
’
um
pequenito, caleiro,
que acompanhava José
de
Mattos,
na
occasião
do
sinistro.
—
Na tarde
de
20
appareceu
mais
um
cadaver
Dengruça,
—
Na
freguezia
de
Moure,
Concelho
de
Villa
Verde,
um
moço
que
ia
com uma
espingarda
matar
um
corvo,
ficou
instantaneamente
morto,
em
rasão
da
arma
lhe
rebentar,
e
os
estilhaços do
cano lhe
mutilarem
horrivelmente
o
cra-
neo.
Is
í
eí
tssaslações
na
Nladeira.—
Receberam-se pormenores
das
inundações
que
houve
na
Madeira a
que
nos
.refe
rimos
ha
dias.
Foi
em
Machico
que
el-
las
mais
se
fizeram
sentir.
Escrevem de
alli em
9:
«Os
habitantes
da
villa
estão
atemo-
risados,
e muitos
têem
deixado
as
suas
habitações,
principalmente
desde
hontem
que
houve
outra
inundação
muito
mais
desastrosa
que
a
primeira.
Muitas
pes
soas
ticam
reduzidas
á miséria,
porque
são
enormes
os
prejuízos
causados pelas
quebradas
e
a
ribeira.
«A
agua
reunida
do
Ribeirinho
e
das
ruas,
era
espantosa, levou
um
pedaço da
praça
do
peixe
e
causou
muitos
outros
estragos.
A ribeira
mettia
horror;
tanta
agua trouxe,
que não
muito
acima da
ponte
excedeu
a
muralha,
e
inundou o
bairro
denominado
Band’
alem,
chegando
a
agua
n’
alguns pontos
a
7
palmos
de
altura.
N
’algumas
casas
foi
preciso
ar
rombar
as
portas
a
machado, para
sal
var
os
moradores;
tão
grande
foi a
quan
tidade
de agua
que
entrou também pe
las
janeilas
posteriores
dos
prédios. Algumas
pessoas
fugiram
de casa,
levando
os
tilhi-
nhos
erguidos em
cima
da
cabeça,
e
por
muito
tempo
luctaram
com
a
torrente
que
lhes
chegava
ao peito,
nos
logares
onde
era
u
enos
facil
a
vasão
das aguas. Era
commovedor
o
estado
de
consternação
de
todos;
não
se
ouviam
senão
cantos
re
ligiosos
e
gritos
de
soccorro».
Da
Pcnta
do
Sol
relatam
lambem
o
seguinte;
«Trasbordou
o
libeiro
dos
Lemes,
de
struindo
e
obstruindo
todo
o
seu leito.
As
aguas
desceram
para
a
villa
cobrindo
a
altura
de um
metro,
arrastando
as
mesmas
aguas
grandes
pedras,
plantas
inhames,
canna
de
assucar,
plantações
de
batatas
(semilhas),
etc ,
etc., destruin
do
a
casa
da
estação
telegraphica, da
qual
só se
salvaram
os apparelhos
e
as
vidas
das
pessoas
que
a
habitavam. O
terror
era
geral.
Era
tal
a
força
das
aguas
que
arrombaram
a
casa
da
residência
do
snr.
Januario
Silvano
Ferreira,
levando a
agua
duas
filhas
d’
este senhor
que
a
cus
to,
e
deporis
de
feridas,
foram
salvas
pelos
snrs.
João
Augusto
de
Brito e
por
um
empregado
da
estação telegraphica.
O
snr. Guilherme
Wibrham
salvou
a
fa
mília
do
nosso
amigo Carlos
Kego,
di
gno
escrivão
de
lazenda
n
’
esle
concelho.
«Nos
silios
da
casa da
fazenda,
Ade
gas,
e
Lombo'
de
S.
João,
houve
gran
des
prejuízos;
e
todos
estes,
segundo
calculo
mais
seguro,
excedem
a
3 -:000$iJ00
reis».
—
Um
collega
d
’esta
cidade
pu
blicou
uma
carta
d
’
um
sujeitote,
a
quem
não
respondemos pela
simplíssima
rasão
de
que
não
gastamos
cera com...
Não
obstante
não
ser,
quem
escreve
Os
abaixo
assignados não
lhes
sendo
pos
sível agradecer
pessoalmenle
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
presta
ram
seus
serviços
por
occasião
do
falle
cimento
de
seu
muito
prezado
marido,
pae, genro e
cunhado,
Tristão
da
Silva,
e
se
dignaram
assistir
ao oííicio
de
se
pultura
na
real
capella
de Santa Cruz
d
’
esta
cidade, veem
por
este
meio
pro
testar
a
todos
o seu
profundo
e
indelevel
reconhecimento
de
gratidão.
impelimos
Joaquina
fíosa da
Silra.
Maria
Benigna
da
Silva.
Maria
da
Graça
da
Silva.
Francisco
José Alves
Júnior.
Antonio
JoQé
Henriques
de
Mallos.
Manoel
José
Carlos.
(2175)
ANNUNC10Í
’
A
g
snr.
director
geral
dos
cor
reios.
Antonio
Manoel
Ayres
d’Oliveira, ne
gociante
d’
esta
cidade
de
Braga,
tendo
remetlido
no dia
13
do
corrente,
a
fe-
lial
de
Antonio
Ignaeio
da
Fonsecca, no
Porto,
vários
prémios
da
Misericórdia
de
Lisboa entre
os
quaes
2
bilhetes
intei
ros
n.
os
3677,
3663,
e
não
tendo
estes
chegado
a
seu
destino
pede
ao
exc.
in
°
snr.
director
geral
dos
correios,
as
mais
rigorosas
providencias
porque
já
não
é
a
primeira
carta
com
valores
que
lhe
falta,
pede egualmente á pessoa
que tal
obje-
cto
possue
a
fineza de.o
restituir.
(2176)
ARRElíATAÇAD
PERANTE 0 MINISTÉRIO
DA
FAZENDA
Xo
dàa
41
de «Saiieiru
fiSS», ««
siuio (li:i
LISTA
N.° 1930
B1STHICTO
íSKAGA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
fôro
pertencente ao
cabido
da
insigne
e
real
cMlegiada
de
Nossa
Senhora
da
da
Oliveira
da
cidade de Guimarães
Numeros
Avaliações
6
Fò'0 de
70
reis,
duas
gallinhas
e
doze
alqueires
de
meado
ou
233,016,
imposto n’
um quarto do
casal,
de
Santa
Marinha
situado
na
freguezia
de
S.
Maninho
de
Gondomar,
com
lau
demio
da
terça
parte
—
Emphyteuta,
Manoel
Martins
de
Macedo
8IO$973
Segunda
Repartição
da
Direcção Geral
dos
Proprios
Nacionaes,
27
de
novem
bro
de
i818.==Marcelino
Augusto
Leite.
(2178)
MAGASIN DES DEMO1SELLES
Publica-se
a
40
e
25 de
cada
mez, por
fascículos
in-8.°
grande
Gravurus
de
morim
*
e
modelos
<le
tngseçisi-ia
coloridos;
a
agua;
gruvivdos
«
gvreío;
novidmles
para
piano
e
canto;
álbuns
de
lavores
foíE-uta
«íe
confecções;
eroebet e rendas;
riscos,
ete.
O
Miagnein
«les
ííemoiselles,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é hoje
o mais elegante,
o
unico
que
dá
mensalmenle um
trecho
de musica,
e
reune
o
duplo
attractivo
de
um
periodico
litterario
interessante
e
um
periodico
de
modas
completo,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
Preçopar»
Portugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anno
principiando
no
í.°
de
janeiro)
4$'l00
rs.
Também se
acceitam assignaturas
separadamente
de
cada
edição:
edição
do dia
10,
—
2$800
reis;
edição
do
dia
25,
—l$~W
rs.
Subscreve-se
na administração
d
’
este
periodico.
K3Biaasc.-fc.as..
j
.H
iimiriu
Farmaoia
de HOGG, 2, rue de Castiglione,
Paris
(Unico
proprietário).
BIGADOS
’WS
Dl
BACALAO
de
Prescripto
por todos os médicos e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades
do
peito,
affeiçôes
escrofu
losas,
tosses
clironicas, rlieumatismos,
magreza
crianças,
das
impigemes,
_
Elssxos
brancos,
debilidade
geral, etc.,etc.
S
HOCKJ
Agradavele
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações.
*
‘
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica
juntó que encobro
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia, que devera
achar-se sobre o rotulo.
HOGG
Depositos
nas principaes Pharmacias e em
Lisboa,
nas
casas de B
arreto
,
rutí
<So
Loreto,
28
e
30.
A
zevedo
e Filhos, B
arral
e
I
rmão
; em
Porto,
nas
”
casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
folraxlíra.
Salvador F
erraz
.
Braga
19
de
dezembro
de
1878.
Linimento
B0YEB-MICHEL
para caval-
los, fazendo as vezes de fogo e não deixando
vestígios
do
seu
emprego
michel
, pharma-
ceutico
,em
Aix
(na Provença) França. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lisboa,
o
sur.
Barreto,
L<reio, n
"
23
—
30.
(52j
COS1NHEIRO
No
Collegio
dos
Orphãos
precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
ACUDAM
Chegou
á
rua
do
campo
22
o
verda
deiro
Bacalhau,
aturtulhado
proprio
para
a
occasião,
á annos
que
não veio
tão bom.
(2177)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo Novo
do Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos. Trata-se
na casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
I
Empregadas
com o
mais grão
successo,
depois
mais
de 40 annos por a maior parte
dos médicos
por curar a chlorosis (fluxo
branco)
doança das mancebas filhas e to
das
as
moléstias chlorõticas. Eis aqui
a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem
experimentado
:
«
Depois 35
annos
que exerço a medicina,
«
tenho
reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de Blaud)
vantagems incontesta-
«
veis sobre todos
os outros ferreos e eu
«
o
mi: o como
o melhor anti-chlorótico.
»
Dr
DOUBLE, ex-présidente da Academia
de
Medicina.
«
De
todas as preparações
ferreas que
«
nos
hão dado bons resultados no trata-
«
mento
das affeiçôes chlorõticas, as
pilu-
«
las
de i.laud parece-nos devem estar na
«
primeira fila. » — Diccionario univ. de
Medicina,
t. n, page 99.
; Como prova da authefiticidade, o
;
nome do inventor está gravado sobrei
§
cada
pílula como aqui junto
is
Depositos:
Paris,
s,
r.
Payenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.°
28
—
3
Dinheiro a
juro
Ha
na confraria
de Santo Antonio
da
Praça
Municipal
a
quantia
de
630$000
reis
para
mutuar.
O
secretario
—
Padre Fran
cisco
Maria.
(2117)
DINHEIRO
A
JURO
A confraria
de
Santo
Amaro da Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500$0ti0
reis.
(2963)
555
EO
ALTO
DOURO
CASA
DE
VIM.A
RUA
DO SOUTO
N.°
11-
Braga.
N
’
este
armazém se
encontram
a retalho
as
seguinles
qualidades
de
vinhos
engar
rafados;
Vinho tinto
de
meza.
•
(sem
garrafa)
130
»
»
»
>
.
190
»
Lagrima........................................ 200
9
Branco
de
meza.
.
...
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
270
9 de
prova
secca.
.
.
300
»
Malvasia
de
2.a
.............................
360
»
»
velho
.....................................
400
t
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão...............................
.
700
»
Alvaralhão.................................650
v
Velho
de
1834
....
600
9
a
retalho
part
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de lodos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
ilai-o
experimentar
por
meio
de qualquer
processo
chymico.
(-H-4-J)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais objectos que
tenham
va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde as
7 horas da
manhã
até
ás
8
da
noite.
RESPONSÁVEL
—Luiz Baptista da Silva.
BIIAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
