comerciominho_24081878_828.xml
- conteúdo
-
folha
.
co»a»aEs«3:BzUE.,
íe
noticiosa
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
4.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
1&600
850
40
20
10
Braga,
12 mezes
..........................
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada linha.
. .
.
.
Repeti';
Io
....................................
faHGBM:
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2&000
»
6
»
............
3^950
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
. 3§60@
Folha avulso
...................
16
BUQKBKxáÃé
N.°
828
iftfeíU.
BRASA—
SA23
BA
W0
34
ME
ACOST.O
BB
1S?8
A0
SAMEIRO!
Vamos
ao
monta cia Virgem
Immaculada.
Vamos ao monte
Sameiro.
Domingo
é
alli festejada a
Virgem
do
Monumento. E’ o an-
niversario
da
solemne inaugu
ração d’aquelle glorioso padrão
que
alli se ergueu para
attes-
tar
ás eras
vindouras a
nossa
fé
e
nosso amor; e para
que o fa
cto
gloriosíssimo da definição
dogmatica tenha
alli
uma me
mória
que
o recorde as gera
ções que passarem
por
este de
serto
da
vida, que nós vamos
atravessando.
Fomos
nós os bracarenses,
que
concebemos o
pensamento
de
fazer memorável a todos
as
idades, aquelle religioso e jus
to acontecimento dos nossos
dias, e
que mais trabalhamos
por levar a cabo empreza tão
gloriosa.
Segundo uma tradição bem
assente,
foi Braga a
primeira
cidade da península
que erigiu
capella
e
altar á SS. Virgem.
Foi
ella
que primeiro jurou
guardar
e
defender a doutrina
da Iipmaculada
Conceição de
Maria,
no synodo celebrado
na
Sé
Primacial
pelo arcebispo D.
Sebastião de Mattos e Noronha,
em
1637. Foi ella a
primeira
ainda
a consagrar-se á SS. Vir
gem
e
a
collocar se debaixo da
sua protecção, erigindo sobre
todas
as portas dos
seus mu
ros
a Imagem
da SS. Virgem,
como
ainda se vê na porta prin
cipal
ou arco
da
Porta
Nova.
Cumpria
lhe, portanto, con
servar
esta
primasia
no
culto
á
Virgem como a conserva na
antiguidade
da
sua
cadeira dou
trinai; e quando
a
Egreja
de
cretava novas honras a Maria
e
elevava á qualidade de dogma
o
que até
alli apenas era cren
ça
piedosa, embora universal,
ella
devia ser a primeira a so-
lemnisar esta definição,
e a
as-
sellar
em
monumentos dura
douros
a adhesão de seus
filhos
a
um dogma
tão caro para el
les, como
glorioso para
sua
Padroeira.
E
assim
o fez.
Não
esquecemos
ainda
as festas
pom
posas
do triduo que na egreja
das
Ursulinas
se
celebrou
por
essa
occasião,
nem
a
procissão
triunfal
e nunca
até
alli
admi
rada,
que
percorreu as
nossas
ruas.
O
Monumento
lá está affron-
tando
os séculos
e as tempesta
des,
e
a graciosa Imagem
da
Virgem, sobranceira á
cidade,
dalli
está
abençoando os
filhos
íue
a
honram,
celebrando
sua
UHeira pureza na Conceição e
sua
vicia sempre immaculada.
Domingo
resoarão n’aquella
Montanha os
sagrados cânticos
'tos
fieis,
que de joelhos sobre
a
relva,
ou
do
cimo dos roche
dos
a vão louvar e
supplicar.
Pelas 7 horas da manhã sa-
hfrá
do
templo
do Bom Jesus
Clamor até
ao Monumento,
prece
levantando
se
do
alto
da
montanha, parece penetrar
mais
facilmente
no
céo. A men
te
eleva-se
naturalmente para
Deus quando d
aquella eminên
cia,
se
vê,
no
fundo
do hori-
sonte, a
orla prateada das aguas
do mar, a claridade do sol re-
flectindo
na superfície dos rios,
que serpeam por entre o arvo
redo;
as
cidades,
villas e edifi.
cios que alvejam ao longe, a
alcatifa de
verdura estendida
na immensa planicie
que os
olhos descobrem, as serras e
montes
que parecem topetar
com
os céos.
Depois
de fitar
o
horisonte e
espraiar
as vistas para
todos
os
pontos,
a
fé ergue-se sobre
todas
as duvidas, sobre todas
as incertezas, sobre todos
os
vicios,
sobre
todas as paixões,
e
pregando as vistas na Ima
gem
alvíssima da
Virgem sem
pre
pura, deixa
que o coração
se
engolfe nas delicias
do mais
puro e santo
amor, ao passo
que
Ella com um desdem so
berano
arroja
aos impios esta
sublime
apostrophe—
negae,
se
pedeis, o poder de Deus e a
pureza
de sua
Mãe.
Ide lá, ao monte
do Monu
mento,
e vereis
e sentireis tudo
o
que
dizemos.
Ao Sameiro I
A
*
Ke«ii
*
eção
tio
«Coiumereio
do
ItEinho»^
Londres,
16
de
Agosto,
1878.
Ahi
vai a
minha
antepenúltima
carta
ao
Apostolo,
que
não
foi
mais
cedo
por
que não
esteve na
cidade
por
alguns
dias
o
meu
Amigo
que
tira as
copias
da
minha
maquinal.
Os
leitores
qoe
tenham senso
com-
mum, acharám,
creio,
que
ella
contém
assumptos
e
doutrina
que
merece
atten-
ção.
Infelizmente a
cegueira
estúpida
da
Liberangada
Peninsular
(da
nossa princi
palmente), faz
que
não
possamos
ver
em
tudo
isto
senão
provas
da
insignificância
no
mundo
a
que
a
infame
revolução
anti
patriótica nos ha
redusido.
A.
R.
SARAIVA.
SUMMAR1O.
I. —
A obra
do
Congresso
de Berlim,
o
Tratado,
na
parte
mais
importante
—
e
na
verdade
importantíssima
—
para
os interesses
Calholicos.
II.
—
A
Inglaterra
Senhora
e
Dictadora
da
maior e
melhor
parte
do
Mundo.
A
Península
Ibérica
cortada
do
mappa da
Europa.
A
França
abdicando
sua antiga
auctoridade
no Mediterrâneo
e
no
Levante,
e
transferindo-a
á Inglaterra.
III.
—O
enthusiasmo
aqui
neste
mo
mento
é
geral no povo; peia
ideia instin-
ctiva,
que
a
posição
de Chypre
e
suas
consequência
contribue
grandemente
a se
gurar
á
Inglaterra
a
posse
da
Índia.
[.
—
(Julho,
16).
—
No
Times
de
hontem
appareceu
finalmente
o
texto
do
Tratado
de
Berlim
feito
pelo
Congresso,
vindo
copiado
ali em
Francez
e em
Inglez.
A
integra
do
longo,
complicado,
e
im
portante
documento,
hade
apparecer
sem
duvida
nos principaes
papéis
políticos;
e
lá
poderá
lèl-a
e
examinal-a
quem
nisso
te
nha
interesse
ou curiosidade.
Para
o
Apostolo
o
interesse
principal
está
noseíleitos
prováveis
desta
nova
Carla
Europea,
que
muito
vai
entender—espera
mos
que
para bem
—
com os
interesses
mo-
raes
e
religiosos das
populações Orien-
taes—
e
dos
berços
mesmo
do
Chrislia-
nismo.
A
dois
artigos,
pois,
do
tratado,
o
Artigo
25, relativo
ao Montenegro,
e
mais
especialmente
o Artigo
57,
é que
vou
aqui
dar
attenção, por
serem
os
que
mais
directa
e formalmente
affectarn
os
interesses
religiosos
e
Christãos.
E
antes
de
ir
mais
longe,
lembrarei
aqui de novo
uma ideia—ou
antes
um
facto,
assás
Providencial
e
curioso,
a que
me
parece
já
nesta
correspondência ad
verti;
e
que
devia
envergonhar
os
Gover
nos
Christãos,
e
Calholicos principalmente
—
se
é
que
algum
ainda
existe
na
Eu
ropa
ou
no
Mundo que
mereça
estes
no
mes.
Alludo
a
ser
o
Sultão
e seu
Governo,
como
se
verá,
o
que
principalmente
quer,
inculca,
e
recommenda
á
liberdade reli
giosa,
e
a tolerância;
o
respeito,
por
tanto,
e a
justiça,
para
com
as
crenças
sinceras
de
todos.
Vimos
a
respeitosa
Embaixada
que
o
mesmo Sultão enviou
a
saudar
e
congra
tular
o
Papa
por
x
Sua
elevação
ao
Ponti
ficado;
vimos, não
ha
muito,
o
Xá
da
Pérsia escolher
um
personagem
vassallo
seu,
Calholico
e
devoto,
para
vir
compri-
mentar
Pio
IX
da
Jparte
do
mesmo
Xá;
e
exprimir
para
com
o
Santo
Padre
uma
veneração
e
respeito,
que
não
creio
ex
primisse
hoje
ao
Vigário
de Jesus
Christo
tão
rendida
e
sincera
nenhum
dos
Sobera
nos que occupam
os
thronos
das
nações
que
se
dizem
Catholicas.
Como
Deos
N.
S.
sabe escrever
di
reito
por linhas
tortas,
nada
jme
admira
ria,
de
ver
a
civilisação
e
o
Christianismo
Calholico
e verdadeiro,
voltar
a visitar
affectuosamenle
o
berço
onde
foi
emba
lado,
e
onde
tanto
floresceu em sua
in
fância
e adolescência.
E
mais
curioso
é, que,
como
se
vai
ver
do
artigo
mencionado
57
do
Tratado
actual,
seja o
Chefe
dos
que
do
Oriente
expulsáram
o
mesmo
Christianismo,
e
tanto
o
vieram
ameaçar
na
Europa,
quem
ago
ra,
por
assim
dizer,
o
convide
a
visitar
de
novo
e
occupar
seu
antigo
ninho!
De Portugal,
por exemplo, da
ourela
mais
Occidental
da Europa,
já nós
vemos
a
Religião
do
Salvador
Crucificado
ir
des-
apparecendo,
e
trocando-se
pelo
culto
de
dois
idolos,
que
todos
seus
devotos
invo
cam
e
adoram,
sem
delles
terem,
ou
sa
berem
dar,
uma
ideia
clara, precisa,
e
adequada
—
«
Liberdade
e
«Progresso».
Para se
verem
e
apreciarem os
frutos
de
ambas
estas
bexigas
cheias
de vemo
(como
lá
as
entendem
—
ou
antes desen
tendem),
compare-se
o
Portugal
de
hoje,
a
infima
naçào
da
Europa,
com o
que
era
antes
de
24
de
Agosto
de
1820
—
quando
foi
«liberalmente»
degenerado.
(Julho,
17).—
Depois
do
breve
artigo
24,
qne
é
nestes
termos:
—
«A
independência
do
Montenegro
é
re
conhecida
pela
Sublime
Por^a,
e
por
to
das
as
altas
parles
contractamles
que
a
não
tinham
admitlido
ainda»,
—
vem:
—
«Artigo
25.
—
As
altas
partes
contra-
ctantes concordam
nas
seguintes
condi
ções:
—
No
Montenegro
distincção
de
crença
ou
confissão
religiosa contra
ninguém
operará
como
fundamento
de
exclusão
ou
incapacidade
no
que
pertence
ao
gozo
dos
direitos
civiz e
políticos,
admissão
a
em
pregos
públicos,
honras,
ou exercício
das
diversas
profissões
ou
industrias,
não
im
porta
em
que
localidade.
Liberdade
reli
giosa e
profissão
de
todo
credo
qualquer
serão
asseguradas
a
lodos
os
subdiTos na-
turaes
do
Montenegro,
assim
como
a
lo
dos
os
estrangeiros,
e
não
se
imporám
impedimentos
á
organisação
hierarchica,
das
differentes
communhões religiosas
ou
as
suas relações
com
seus
chefes espiri-
tuaes».
Vem
depois
as varias
e detalhadas
de
terminações
do Congresso
a respeito
do
Montenegro,
de
suas relações e combina
ções para
commodidade
commercial,
etc.,
com
a
confinante
Áustria,
etc.;
porem
o
que
só
pode interessar
a
estranhos,
é
que
se
concedeu
ao
Montenegro
a
possessão
e
uso
commercial
do
porto
de Antivari,
e
se
determmáram
certos arranjos
terri-
loriaes
de
limites,
etc.,
para
facilitarem
as
vantagens
da
possessão
assim
de
um
porto,
que
antes
faltava
inteiramente
ao
pequeno e
montanhoso
Estado.
Determina-se também,
que
o Montene
gro
não
terá
bandeira
marítima
ou
navio
de guerra;
e
o
porto
de
Antivari
e
to
das
as aguas do
Montenegro
serão
cerra
das
a
todas
embarcações de
guerra,
de
todas
as
nações».
Estas
medidas e restricções a
respeito
do
Montenegro
têm
por
objecto
principal,
creio
eu,
o
impedir
que,
se
viesse
a fa
zer
uso
piratico
da
bandeira
(se
a
tives
se)
deste
pequeno
Estado,
n
’
aquelles
ma
res,
em
que
houve
sempre,
desde
antigas
eras,
bastante
propensão a
esse
trafico.
As
providencias
ou clausulas que
respei
tam
á
matéria
de
religião,
também
me
parecem mui acertadas; porque,
se
bem
me recordo
de
antecedentes,
o
Montene
gro
não-
linha
fa.rna
de
tolerante
em
taes
pontos.
O
grande
artigo,
importante
mais
que
qualquer
outro,
no Tratado
(pela
influen
cia
morai
—
que
é
sempre
a
mais
transcen
dente),
é
o
já
mencionado
seguinte,
que
vou
traduzir
integralmente;
—
«Artigo
57.
—
Havendo
a
sublime
Porta
expressado
o
seu
desejo
de
manter
o
prin
cipio
da
liberdade
religiosa,
e
dar-lhe
a
mais
larga
esphera,
tomam
as
partes
con-
tractantes
nota
dessa
espontânea
declara
ção.
•
«Em toda a parte
do
Império
Otto-
mano,
a
diflerença de
religião
não
será
tida
por
motivo
de
exclusão
ou
de
inca
pacidade
em
tudo
o
que
respeite
ao
gozo
de
direitos
civis
e
políticos,
admissão
a
em
pregos
públicos,
ollicios
e
honras,
exer
cício
de
todas
profissões
e
industrias,
seja
em
que
localidade
fôr.
«Todos
serão
admittidos,
sem
distin
ção de credo,
a
dar
testemunho
ante
os
tribunaes.
«O
exercício
e
profissão
manifesta
de
todas
as religiões
será
inteiramente
livre,
e
não
se
porá
impedimento
nem organi
zação
hierarchica
das
varias
communhões
religiosas,
ou
ás
suas relações
com
seus
chefes
espirituaes;
ecclesiasticos,
peregri
nos,
e
monges
de
todas
as
nacionalidades
que
viagem
na
Turquia
Europea
e
Asiáti
ca,
gozarão
dos
mesmos
direitos,
vantagens
e
privilégios.
«O
direito
de
protecção
oflicial
é
con
cedido aos
agentes
diplomáticos
e
consu
lares
das Potências na
Turquia,
tanto
em
relação
ás
pessoas
mencionadas
acima,
com
seus
estabelecimentos,
caritativos
e
reli
giosos,
e a outras nos Logares Santos
ou
n
’outra
parte.
«Os
direitos concedidos
á
França
sam
expressamente
reservados,
ficando
bem
en
tendido,
que
o
stalus
quo
respectivainente
aos
Logares Santos
não
será
de
maneira
alguma
sériamente
affeclado.
«Os
monges
do
Monte
Alhos,
qual
quer
que
sejr
sua
nacionalidade,
serão
mantidos
no
gozo
de
suas
possessões
e
prévias
vantagens,
desfrutando,
sem
ex-
cepção,
plena
igualdade
de
direitos
e
pre-
rogativas»
.
Eis ahi
o
final, e
o
mais
importante
e
transcendente
artigo
do
Tratado;
como
o
que
principalmente
toca
ao
mundo
moral
e
religioso,
aos
interesses
eternos,
espiri-
tuaes,
infinitos,
do
genero
humano..
Em
vista
dos
quaes,
e
em
boa
lógica,'
todo
o
resto
é,
comparativamente,
pequeno e
mesquinho,
como
por
natureza
limitado
a
tempo
e
circumslancias.
Deste
artigo
é
que
tèm
de
seguir-se,
de
vir
a
resultar as
mais
transcendentes
consequências;
que
ham
de vir
a affectar
o
Mundo todo
—
e
no
tempo
em
que
vi
vemos,
de
vapor
e
de
electricidade,
uma
grande
parle destas
consequências
não
se
hade
fazer
esperar
muito.
Outra
reflexão assás
curiosa
e notável
que
me
occorre,
e
que
merece
medita
ção,
é,
provirem estes
resultados,
sem
duvida
alguma,
principal, ou
antes
total
mente,
do
Poder
Turco,
de uma
parte,
e
do
Poder
Protestante,
da
outra; devendo,
como
o
creio,
e
com
toda
a
fé,
virem
os
resultados
a
sobretudo
aproveitar
á
Igreja
Catholica.
Estou
persuadido, que
agora,
como
sempre,
vai
progredindo
e
desinvolvendo-
se,
em
sua
marcha
magestosã
e
myste-
riosa,
o
grande
plano,
o
grande
drama,
a
grande epopea
do
Mundo,
que
o
grande
Bossuel
tão
admiravelmente
comprehendeu,
em
seu magnifico, immorlal
Discurso
so
bre
a
Historia
Universal.
A.
R.
SARAIVA.
.
(Continua
)
CORRES
POAIEIEMCIA
Ktieboa
i9
d
’
ago8to
al®
8
8
2
8
Não
vae
muito
longe
da
verdade
o
seguinte
calculo
com respeito a
exames:
De 1:000
por
exemplo,
devemos
sup-
por
que
200
são
apoiados
pela
maçonaria
de
to
das
as
castas.
200
pela
polilica
de
todas
as
côres.
200
por
outras influencias
especiaes
e
particulares.
400
vão
sem
protecção
alguma.
D
’
estes
mil
exames
são
approvados:
500
porque
alguma
cousa sabiam,
e
é
preciso
servir.
200
porque
seria
muito escandaloso
cal
car o
muito
altamenle
demonstrado.
Ainda
restam
300
que
sotfrem
a
pena
da
reprovação:
200
porque
estavam
completamente aban
donados.
100
porque
nada
disseram,
e
estes
eram
dos
que
maiores
empenhes
tinham,
e
não
era
possivel
passarem.
O exame
de habilitação
que
teve
de
ser supprimido,
não
está
pois
bem
substi
tuído
pelo
aciual
systema. Emquanto
uão
prohibirem
o
ensino
particular
aos
pro
fessores
públicos,
sejam
elles
de
que
ca-
thegoria
forem,
não
conseguem
moralisar
o
ensino
e
menos
regular
os exames
no
ponto
de
vista
de
os
elevar
ao
conceito
que
devem
ter
na
sociedade.
Se
as
escolas
superiores
representas
sem
energicamente
contra
ordens
da
se
cretaria
de
Estado,
que envergonham,
pela
ignorância
com
que
se
arrojam
a
ordenar
o
seu
cumprimento,
as
cousas
de instruc-
ção
publica
não
teriam
chegado
á
deca
dência
de respeito
e
ordem a
que
tem
descido.
De
todas
as
escolas
superiores,
a
que
tem
lido
mais coragem
para
resistir
ás
ordens
absurdas
emanadas
do
governo,
quando ellas
transpõem
aos
Estatutos
da
escola,
e
leis
.estabelecidas,
tem
sido
a
Medico-cirurgica
de
Lisboa.
Todas as mais
obedientíssimas,
contando-se
a
própria
Universidade.
Deram agora
ifoulra
especulação
al
guns
directores
de
Lisboa,
de
mandar
os
seus
alumnos
ao
collegio
militar,
quando
não
podem
passar
no
exame
da
círcuin-
scripção,
mas
tal exame
não
tem
mais-
valor
do
que o
d
’um
outro
de
qualquer
lyceu,
para
effeitos
particulares,
e
não
de
matricula
nas
escolas
superiores
para se
guimento
dos
estudos.
'
A
existência
de
tanto
lyceu
é
um
grande
êrro. Só
deveria
haver
tres:
em
Lisboa,
Porto
e
Coimbra,
isto
é.
junto
das
escolas
superiores,
e
todos
os
exames
de
admissão
a essas
escolas
ou
faculda
des
poderiam
ser
livremenle
feitos
perante
elles,
erra
a
presidência
dos lentes
supe
riores.
Nas
mais
cidade,
collegios,
mais
ou
menos
desenvolvidos,
e em
terras
me
nores,
cadeiras
diversas.
Aquelles que se
destinassem
aos
estudos
maiores
não
dei
xariam
de
lá
ir habilitar-se
para
os
car
gos
ou empregos
menores,
bastariam
os
exames
d’esses collegios
secundários.
Todos
querem
lyceus
ao
pé
da
porta,
e
que
lhes
vão
levar
os
exames a casa.
O
snr.
Avila,
porém,
deixou-lhes
os
ly
ceus
e
trouxe
os
exames
para
tres
cen
tros,
bem
entendidos, e
já
inculcados
por
outros,
mas
deixou
os
seus
ilheos
a
fazer
exames
em
casa
por seus
proprios
pro
fessores,
que
de
ordinário
são
amigos
dos
paes
dos
meninos,
e
estes,
porque
são
muito intèlligentes,
são
todos
approvados,
benigna
e
amigavelmente,
emquanto
cá
no
continente
é
preciso,
ainda
que
se
saiba,
procurar
numerosas
influencias afim
de
alcançar
muitas
vezes
o
que
é
de
justiça.
Mas o
snr.
Avila,
que
proclama
a
moralidade no
poder,
ao
entrar
neile
pra
tica
destas
quando
é
poder,
e
eu
que
o
conheço
desde
muitos
annos,
digo que
elle
é
tal
como
os
peiores
que
lá
tem
estado,
teimoso,
rancoroso
e
de maus
li
gados.
Os
alumnos
que
tiverem
consciência
de
que
os
reprovaram
immerecidamenle,
reclamem
em
massa,
protestem
contra
escandalosa
Avilôa a
favor
dos
seus
pa
trícios,
e
as
escolas
não
devem
admittir
taes
alumnos,
sem que
venham
á
cir-
cumscripção
de
Lisboa
fazer novo
exame,
ou
que
o
repitam
perante
as
escolas
onde
pretenderem
ter
ingresso.
Esta
lição
será
bem
dada ao homem
da
moralidade
no
poder,
e
que pratica
tfeslas,
ao arrogante
cheio
de
palavrões,
falto
de
senso,
e
que
não
pratica o que
prornette quando
quer entrar no
governo,
ou
entra
nelle
por
força
de circurastan-
cias
para
depois
enganar a
lodos,
e
pra
ticar
no
poder
actos
de
moralidade
como
este
dos
exames,
e
tantas
demencias.
que
o chefe
do
Estado tem
quasi
sempre
por
bem
de
o
despedir
bruscamenle,
muito
embora
depois
o
faça
duque
de
comedia.
O
snr. Avila
foi
sempre
mau
mimslrp,
teimoso
e violento;
no
entanto
com
o
snr.
condei
de
Thomar
poderia
fazer ser
viço
por
o
mandar
e
lhe
tolhia
as
re-
deas;
mas
como
chefe
de
gabinete
é
in
capaz,
e no entanto
ainda
aspira
a
muito
mais,
mesmo
passar
pela
escada
aerea.
Com
estadistas
desta
capacidade,
ele
vados
ás
alturas, que
quer
colher
o
paiz?
E
’
urna
solemne
mangação,
que
deve
aca
bar
por
honra
da
nação.
Estes estopados
sendeiros,
que estão
por
quantas
asneiras
ou
caprichos
querem
os
directores
geraes,
não
devem
voltar
ao
poder,
deve-se-lhes
tirar
toda
a oc
casião,
e
toda
a
posição com
que
possam
prejudicar
o
paiz.
Gente
nova na
administração
do Esta
do,
nada
de
parlapatões,
moralidade,
eco
nomia
e
justiça
no
poder,
é
do
que
a
nação
precisa.
Observador.
GODIGO ADMINISTRATIVO
TITULO
ViII
W«a
EMiigiatr®
esiiapi-ega
dos
utlsninistritti
vau
[Continuação]
CAPITULO II
Do
administrador
do
concelho
e
empregados
da
administração
SECÇÃO II
Dos
empregados
da
administração do
concelho
Art.
213.°
O administrador
do conce
lho
tem um
escrivão
por elle
proposto
e
nomeado
pelo governador
civil.
Art. 214.”
O
escrivão
da
administra
ção
do
concelho
não
póde ser
demillido
senão,
depois de ouvido,
por
erros
de
officio
ou
mau
procedimento.
§
1.
”
Da
d^iissão
ha
recursos
para
o
governo.
™
§
2.°
O
escrivão
da
administração pó
de
ser
tranferido
para outro
concelho
do
mesmo
districto.
Art.
215.®
O
escrivão
da
administra
ção
é
substituído
nos
seus
impedimentos
temporários
pela
pessoa
que
o
adminis
trador,
sob
sua
responsabilidade,
nomear.
§ unico.
Esta
nomeação
carece
da
con
firmação
do
governador
civil,
se
o
impe
dimento
exceder
a trinta
dias.
Art.
216.°
Haverá os amanuenses ne
cessários
para
o
prompto
expediente
do
serviço
’
da
administração.
A
nomeação
d
’
elles
pertence ao
administrador
do
con
celho.
§
unico.
O
numero
de
amanuenses
é
fixado
pelo
governador
civil,
sobre
propos
ta
do
administrador
do
concelho,
e ouvida
a
camara municipal.
Art. 217.°
A
administração
do
conce
lho
terá
os
ofliciaes
de diligencia neces
sários
para
o
seu
serviço.
A
nomeação
d
’
elles pertence
ao
administrador
do
con
celho.
§
unico.
O numero
de ofliciaes
de
di
ligencia
é
fixado
pelo
governador
civil
sobre
proposta
do
adminislrado^h)
con
celho,
e
ouvida
a
camara
mun^^al.
Art.
218.°
Os
ofliciaes
de
diligencias
do
administrador
do
concelho são
também
competentes
para
accusar
as
transgressões
das
posturas
municipaes;
mas
não
podem
ser
condemnados
em
custas,
ainda
que
a
queixa
seja
julgada
improcedente.
Art.
219.°
Os
empregados
da
admi
nistração
do
concelho vencem
os
ordena
dos que
lhe'forem
votados
nos
orçamen
tos
municipaes,
je
perceberão
os
emolu
mentos
que
por
lei
lhes
competirem.
Art.
22
0
Tudo
quanto íica
disposto
a
respeito
dos
escrivães
dos administra
dores
do
concelho
é
applicavel
aos. es
crivães
dos
administradores
dos
bairros
de
Lisboa
e
Porto.
CAPITULO
III
Do
regedor de parochia
e
seus
empregados
Art.
221.°
O
regedor de
parochia
é
nomeado
por
alvará
do
governador
civil,
sobre
proposta do
administrador
do con
celho,
e
presta
juramento
nas
mãos
d
’esle
magistrado.
Art. 222.°
Só
póde
ser
regedor de
parochia
o
eleitor
que tiver
domicilio
na
parochia
ou
parochias
annexadas.
Art.
223.°
O
regedor
de
parochia
não
póde ser
obrigado
a
servir
por
mais
de
um
anno.
Art.
224.
”
As
funcções
de
regedor
são
compatíveis
com
as
de
juiz de
paz
Art.
225.°
O
regedor
de
parochia
pó
de
ser
suspenso
pelo
administrador
do
concelho,
qua
dará
parte ao
governador
civil,
mas
não
póde
ser
demillido
senão
por
alvará
do
mesmo
governador civil.
Art. 226.°
O regedor
de
parochia tem
um
substituto.
§
unico.
São
applicaveis
ao
substituto
as
disposições
dos
artigos
antecedentes.
Art.
”
227.°
O
regedor
de
parochia
não
vence
ordenado
ou
gratificação,
mas
em
quanto
servir
o
seu
emprego
é
isento
de
aboletamentos
de
tropas
em
tempo
de
paz,
e
de
quaesquer contribuições municipaes
directas
lançadas
"em serviço
das pessoas
ou
dos
bens
dos
habitantes
e
proprie
tários
do
concelho.
Perceberá
alemd'isso
os
emolumentos
que
legalmente lhe
com
pelirem.
Art.
228
0
Incumbe
ao legedor
de
pa
rochia:
1
0
Dar
parte
ao
administrador do
con
celho
das
deliberações
da junta
que
jul
gar
exorbitantes
da
sua jurisdicção,
ou
oífen.-ivas
das
leis
ou
dos
interesses
pú
blicos:
2.
° Abrir os
testamentos,
na
confor
midade
do artigo
1933.”
§
unico do
codi-
go
civil;
3.
°
Executar as
ordens
do
administra
dor
do
concelho;
4.
°
Prover
á
limpeza
das
ruas
e desob-
strucção
das
estradas
concelhias
e
cami
nhos
vicinaes
nos
limites
da
respecliva
pa
rochia;
5.
”
Dar
parte
circumstanciada
ao
admi
nistrador
do
concelho
de quaesquer crimes
ou
delictos
commellidos
na
parochia;
6.
”
Exercer
quaesquer
outras
funcções
administrativas que
por
delegação
do
ad-
mini-lrador do
concelho
lhe
forem
com-
mellidas,
salva
sempre
a
ratificação
do
ad
ministrador;
7.
”
Superiíender
na
policia dos
cemi
térios
parochiaes,
e
exercer
as
funcções
de policia
sanitaria,
que
lhe
forem
com-
mettidas
nas
leis
e
regulamentos;
8.
°
Praticar
quaesquer
outros
actos
que
por lei
ou
regulamentos
lhe
foram
encarregados.
Art.
229.° O
regedor
de parochia
tem
um escrivão
por
elle nomeado,
e
confir
mado
pelo
administrador
do
concelho.
Art.
230.
”
O
regedor de-
parochia
é
coadjuvado
no
exercício
das
suas
funcções
por
cabos
de
policia.
§
1.
”
A
nomeação
dos
cabos de
po
licia
é
feita
pelo
administrador,
sobre
j
proposta
annuãl
do
regedor
de
paro
chia.
§
2.
”
O
regedor
indicará
ao
adminis
trador
do
concelho
o
numero
dos
cabos
de
policia
de
que
carecer,
e
as
secções
da
parochia
que
devem
ser
designadas
a
cada
um
d
’elles.
§
3.”
Os
cabos
de
policia
são
subor
dinados ao regedor da
parochia,
e
rece
berão
d
’
elle
as instrucçÕes
do
serviço
que
lhes
cumpre
desempenhar.
f;
4.°
Os
cabos
de policia
não
são
obrigados
a
servir
por mais.
nem
fóra
da
povoação
em
que residirem, salvo
v
se
fôr para
logar
pertencente
á sua
fre
guezia.
§ 5.®
Os
cabos
de
policia
podem
ser
suspensos
pelo
regedor
de parochia,
que
dará
immediatamente
conta
ao administra
dor
do
concelho,
mas
só
pódem
ser
de-
mittidos
por
este
magistrado.
UOTILIA
ÍIONUONTO
J5O
SA
i
UEIRO.
A
Commissão
do
Monumento
do
Sa
meiro
reconhecendo
quanto
é
urgente
o
concluir-se
a
construcção
das
paredes
da
nova
capella
que
se
está
edificando
no
cimo
do
'monte, e
que
hade
receber
a
Sagrada
Imagem
da
Virgem Immaculada,
que
ternos
entre
nós,
appella
confiademente
para
a devoção
de todos
os
fieis,
e
ousa
lembrar-lhes
esta
palpável
necessidade,
a
que
de
prompto
devemos,
acudir.
O
secretario--Padre
dose
Silverio
da
Silva.
Sentimos.—
No
«Metcantil»,
de
Loan-
da,
correspondente
a 27 de
junho,
lemos
com magoa uma
noticia
que
dá como
gravemenle
enfermo
alii
o nosso
patrício
Barlholomeu José
de
Paiva,
chefe
d’
estado-
raaior
da
província d
’Angola,
e cunhado
do nosso
empregado
o
snr.
Domingos
José
de
Sousa
Aguiar.
Desejamos
ao
nosso
patrício
prompto
e
completo
restabelecimento.
CnaMtvra
munieipa!.—
Ficaram
do
seguinte
modo distribuídos
os
pelouros:
Presidência
e
incêndios
—
bacharel Pi
menta
Gonçalves.
Vice-presidência
e
expostos
—
bacharel
Milheiro
da
Silva.
Obras
—
Azevedo
Magalhães.
Fiscàlisação
—
Antunes
Reis.
.
Aguas—
Rocha
Veilozo.
Illuminação
e cemilerio-
—
Bento
dos
San
tos.
Jardim
e
arvoredo
—
Santos
Minho.
Ânniversitrio jurmialisti®».
—
0
nosso
excellente
collega
de
Nova-Goa, «A
Cruz»,
entrou
no
terceiro
anno
da
sua
existência.
Enviamos-lhe
os
nossos
parabéns.
A
EvoluçAw.—
Recebemos
o
n.®
4
da
Evolução,
revista
iilustrãda que
sob
a
direcção
do
snr.
Cotter Franco se
pu
blica
em Lisboa.
Traz as
seguintes
gravuras:
—
A
extineção
do
facho
do
hymeneu
—Destruição
d
’um
pangaio
—
Mrs.
Lome-
ville
—
Ribeira da
Cruz.
O
texto
é
firmado
por
Fernando
Leal,
L.
de
Bulhões, Brito
Aranha,
etc
Enstrweção
primaria.
—
Por
decre
tos
de
17
do
corrente
mez
foram
feitos
os
seguintes
despachos:
João de
Oliveira Júnior
(padre),
pro
vido
vitaliciamenfe
na
cadeira
de
ensino
primário
de
Collares,
concelho
de
Cintra.
José
Martins
Leilão,
provido por
tres
annos,
na
cadeira
de Alcacia, concelho
do
Fundão.
Maria Ermelinda
Ribeiro,
provida
por
tres
annos
na
escola
de
meninas
de
Pene-
dono.
Juiia
Marianna
Dias,
habilitada
com
o
curso
da
escola
normal
primaria do
Cal
vário
e
professora
temporária
da
escola
de meninas
de
Pero
Moniz,
concelho do
Cadaval,
mudada,
pelo
requerer,
para
a
escola
do
Lavradio, concelho
do
Barreiro,
até
concluir
o seu
actual
provimento
trien-
nal.
Maria
Li
bania
dos
Santos
Costa
Pessoa,
professora
vitalícia
da
escola
de
meninas
da
cidade
de Lagos,
transferida,
pelo
re
querer,
para
a
escola
da
cidade de
El-
vas.
IFabricn
cJe papel
de
Sfaiães.
Commuuicam
a
um
collega:
No
dia
I
de
setembro
será
arrematado
judiciàlménte
em
Braga,
o
edifício e
ma-
chinismo
da
fabrica
de
papel
de Ruães,
tndo
louvado
em
60:633$
80
réis.
Esta
arrema
tação
é motivada
pela
penhora
feita pelo
snr.
visconde
de
Fragozeiia.
líomenções.
—
Na
terça-feira,
20,
pro
cedeu-se
á
votação
dos membros
dacom-
jDÍssão
districtal,
e
conselheiros
de
dis
tricto,
eliectivos
e
substitutos,
de
que
resultou
ficarem eleitos
os
seguintes
se
nhores:
.
Commissão districtal
Presidente
—
Nicolau Barata;
secretario
—Adolpho
Pimentel;
vogal—
João
Feio
Soares
de Azevedo.
Substitutos
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga;
Antonio
Roberto
de
Araújo
Queiroz;
Antonio
José
de
Barros.
Para
conselheiros
de districto, foram
propostos
os
seguintes
cavalheiros:
Effeclivos
Bacharel
Jeronymo
da
Cunha
Pimentel.
José
Antonio
Rebello
da Silva.
Bacharel
Antonio
José
Pimenta
Gonçal
ves
Júnior.
Bacharel
Domingos
Moreira
Guimarães.
Bacharel
Manoel
da Conceição
e
Silva.
Bacharel
Manoel
Joaquim
Corrêa
Vel-
lozo.
Bacharel
Antonio
Joaquim
da
Silva
Cer-
queira.
Bacharel
Manoel José
Leite
Braga.
Luiz
do Valle
Campos
Barreto.
Manoel
Joaquim
Gomes.
Alfredo
Alves
Passos.
Joaquim
Manoel
Rodrigues
Valle.
Substitutos
Bacharel
Constanlino
Ferreira d’
AI-
meida.
Bacharel
João
Barbosa de
Mendonça
Ma
galhães.
Bacharel
Lúcio
Antonio
da
Costa.
Antonio
Pinto de
Mendanha Arriscado.
Bacharel
Manoel
Alves Pereira
de
Sam
paio.
Bacharel
Pedro
Leite
Pereira.
Bacharel
João
Marcos
Dias.
José
Vicente Alves
da
Moita.
João
da
Costa Palmeira.
Joaquim Firmino da
Cunha Reis.
José
Corrêa
de Moraes
Amaral.
Lourenço
da
Costa
Gonçalves Pereira
Bernardes.
Consta que
na
reunião
geral
foi
im
pugnada
a eleição
da
camara
municipal
de
Braga
pelo
procurador
por
Espozende
o
snr.
Lopes
Cardoso,
sendo
brilhantemenie
defendida
pelo
procurador
por Barcellos,
osnr.
Adolpho
Pimentel.
Procedendo-se
á
votação,
votaram
todos
a
favor,
exceplo
o
snr.
Lopes Cardozo
Os
procuradores por
Braga
abstiveram-se
de
votar.
dai!
ESsunwa.—
Recebemos
0
n.°
HO
do
«Jornal das
Damas»,
cor
respondente
ao
mez
d
’
agoslo,
de
que
é
proprietário
e
editor
o
snr.
J.
J.
Bordalo,
e
redactor
o
snr.
Barboza
Nogueira.
Contém
a
descripção
das
ultimas
mo-
das,
artigos
em
prosa
e
verso,
e
dois fi
gurinos
gravados
e
illuminados
em
Paris.
O
Mesíre
Popular.—
Recebemos
e
agradecemos o n.°
29
d'esta
excellente
publicação
linguística
semanal,
redigida
pelo
snr. Joaquim Gonçalves
Pereira,
com
escriptorio
na
Figueira
da Foz,
rua
das
Flores, n.°
15.
U
—
Recebemos
o n.°
37
d
’
este
excellente
semanario
que
se
pu
blica
em
Madrid,
e é destinado
a
vulgarisar
as
sciencias naturaes.
O
summario
do
n.°
37
é
o
seguinte:
«Los batracios.
—La
edad
de
piedra.
—El
acondicionamienlo
la
avalucion
y
el
degrase
de
la
seda.
—
La
linguística
ó
ciên
cia
del
lenguaje
(conclusion).
—
Linierna
de
proyeccion
y
megascopo.
—
Explosion
cau
sada
por
sustancias
pulverulentas.
—
Misce
lânea.—
El
higrómetro
rústico».
Contém
este
numero
10
preciosas gra
vuras
entre
ellas
as seguintes:
«El
pelodito
y
sus renacujos.
—
Probela
para
la
valuacion
de
las
sedas.
—
Vista
ge
neral
de
una
sala
de
acondicionamienlo
de
las sedas.
—
Linterna
de
proyeccion
de
M.
Laurenl».
Novo
cardeal portiiguez.
—
Da
<lndia Calholica»
transcrevemos
o
seguinte
trecho:
«O
Santo
Padre
Leão
XIII
acaba
de
declarar officialmenle
ao governo
portu-
guez
que brevemente
elevará
ás
honras
do cardinalato
o
exc.
i111’
e revd.mo
snr.
arcebispo
Pritnaz
de
Goa,
fazendo-lhe
ao
®esino
tempo
um
explendido,
mas
bem
Merecido
elogio».
®.«r traflíenatea
ta®
templa.—Vi-
®os
no
domingo
4
do
corrente, por
oc-
casião
da
votação
para
as
eleições
muni
cipaes, na egreja
de
Santo
Ildefonso,
al
guns
galopins
eleitoraes
mercadejar
os
vo
tos á porta
e dentro
da egreja;
vimos
um
eleitor
em
cabello,
com
os
dedos
dos
pés sahindo-lhes
pelos sapatos
•
fóra,
com
um casaco
que
já os
vimos melhores pen
durados
n
’
uma
cerejeira, para
espantar
os
passaros,
vender
o
seu
voto, disseram
nos
que
por
mil
reis,
e
os
traficantes
acom
panharem o pobre
homem
até
á
urna.
Como
esta
infamia
praticaram-se
por
ahi
centenares
d
’ellas
por ambos
os
partidos.
Os
judeus
fizeram
do
templo do
Se
nhor
praça
de
mercado,
mas
foram
cor
ridos
a
chicote
por
Nosso
Senhor
Jesus
Christo;
Òs'
chamados
catholicos
fazem
hoje
o
mesmo
nas
egrejas,
traficando
escan
dalosamente
com
as
consciências
alheias,
profanando lorpemente
a
casa
de
Deus!
Se
livessemos
um
governo
que
não
fosse
calholico no
nome,
já
ha
muito
que
taes
farças
e
poucas
vergonhas,
se
não
praticariam
nas
egrejas, que foram
edifi
cadas
para
servir a
Deus
e não
para
o
insultar.
—
(«Propaganda
Catholicas).
txeeuçio
«te
Hmdel.
—
Alguns
pro-
menores
ácêrca
da
execução
de
Hoédel,
auctor
do primeito
attentado
contra
o
imperador
da
Allemanha:
O
condemnado
seguiu
com passo
fir
me,
para
o
cadafalso,
olhando
cora
ar
de.
desprezo
a
massa
de povo
que o
ro
deava.
Quando
o
juiz,
junto
do
cadafalso,
lia
a
sentença
de
morte,
Hcelel
ouvindo
a
data,
escarrou
e
disse
com
ironia:
Bravo
/
O
juiz
voltou-se
então
para o carrasco,
—
sugeito
de
34 annos,
de
boa
estatura
e
robusto,
—
vestindo
um fato
de
linho
fino,
gravata
branca,
collele
e
calça
par
dacentas.
—
Vamos,
disse
então
o
carrasco ao
condemnado.
Hcedel
galgou
rapidamente
os
tres
degraus.
Ao
ouvir
o
sino,
sorriu
irónica
e imprudentemente
para
o
publico.
Em
seguida
despiram-o.
Os
ajudantes
do
carrasco
ligaram-lhe
então
os
braços
e
os
pés
e collocaram-o
em
posição
própria
para
poderem
executar
o seu mister. O
carrasco
abriu
um
magnifico
estojo,
onde
estava
inscripla
em
letras
de
ouro
a
data
—
1878.
Empunhou
o
cutello, e
de
um
só
golpe
cortou
a
cabeça
de
Hcelel.
O
tronco
agitou-se
por alguns
instantes
em
movimentos
convulsivos.
O
lugubre
espe-
ctaculo
da
execução
durou
apenas
3
mi
nutos.
O
livratnento
de
Romsi.
—
A
agi
tação italiana está
annunciada
como
deven
do
ter
a
sua
contra
parte.
Os
catholicos
austríacos
vão
ler
úm
grande
meeling
pa
ra
pedir o
livramento
de
Roma,
que
foi
roubada
ao
seu
legitimo
soberano.
Os
ca-
tholicos de
todas
as
nações não
deveriam
descançar,
em
quanto
os
Estados
pontifí
cios
não
fossem
restitui
los ao
Papa.
Notícia»
da Bsidia.
—
As
seguintes
alcançam
a
19
do
mez
passado:
Teem
escasseiado
muito
as
chuvas,
sem
que
por
isso
estejam
damnificadas
as se
menteiras.
—Grassa
uma
febre
intermitente
na
comarca,
degenerando se
n
’
ella quasi
sem
pre,
a
febre de
qualquer
outro
caracler.
A
quinina
está
sendo
hoje,
um dos ar
tigos
de
l.
a
necessidade,
e
as
febres
não
cedem
senão a altas
doses
d’esse
medica
mento,
ou
porque
sejam
de
sua natureza
rebeldes
ou
porque
talvez
a
quinina
que
aparece
á
venda
em
todos
os
mercados
é
adulterada.
Vestidos
de
cauda.
—
A municipa
lidade
de
Praga, por
parecer
do
conse
lho d
’hygiene,
prohibiu
ás
damas
o
uza-
rem,
nas
ruas
de
vestidos
de
cauda,
por
causa
da
muita
poeira que
elles
levan
tam, o que
é
prejudicial
á
saude
publica.
Entre
nós deveria-se adoplar
a
mesma
medida.
@>
cardeal
RJirn».
—
O
novo
secreta
rio
d
’
Eslado
da
Santa Sé,
o
cardeal
Nina,
foi
no concilio,
secretario da
congregação,
depois assessor
do
Santo
officio.
Foi
no
consistorio
do
mez
de
maio
de 1877
qne
elle
foi
nomeado cardeal. Depois
foi
eco-
nomo
da
Propaganda.
E
’
um
diplomata
mui
habd
e mui
sabio. E'
versado
na
pra
tica dos
negocios
ecclesiasticos
e
de
admi
nistração.
Amigo
intimo
do
cardeal
Franchi,
tendo
as
mesmas
opiniões
que
elle.
elles
coliaboravam
na
commissão
do
Dinheiro
de
S.
Pedro
e
na
direcção da
preiatura.
Monsenhor
Nina
tem
um
espirito penetrante
e
um
talento
reconhecido.
faliala.—
Ã
fallecida escriplora
fran-
ceza
George
Sand
deixou-nos
esta
interes
sante
fabula,
que
é
d
’
uma
verdade
aus
tera:
«Encontrei,
outro
dia,
uma boa
fada
a
correr
como
louca,
apezar
da
sua
edade
avançada.
—
Foge
de
nós
com
tanta
pressa,
snr.
a
fada?
—
Se
fujo!
responde
ella.
Nãomefalle
n
’
isso.
Ha
algumas
centenas
de annos
que
não
vinha
ao
seu mundo, e
agora
já
o
entendo.
Oflereço
beilezas
ás raparigas,
co
ragem
aos
rapazes,
sabedoria
aos velhos,
saude
aos
doentes,
amor
á mocidade, em-
fim,
tudo
o
que
uma
fada
honesta
póde
oflerecer de
bom
aos
mortaes,
e
todos
re
cusam.
«Tem
dinheiro!
perguntam-me todos,
não
queremos
ouira
cousa».
Ora
é por
causa
d
’isto
que
eu
fujo,
porque
tenho me
do
que as rosas
me
peçam
adereços
de
diamantes
e
que as borboletas se lembrem
de
querer
andar
de
carruagem
pelos
cam
pos.
—
Não,
não,
rainha
boa
fada, excla
maram
as
rosas
que
ouviam
o
nosso
dia
logo.
soltando
uma
gargalhada;
não
que
remos
diamantes,
temos
gôtas
de
orvalho
nas
nossas
folhas.
E nós,
disseram
as borboletas,
temos
ouro
e
prata nas
nossas
azas.
—
Ahi
tem,
as
únicas creaturam
ajuizadas
qne
deixo
na
terra,
disse
a
fada;
e
desappa
receu».
Tribunal
eeelesiaaííco
«Ia
Allo-
íssnmisa.
—
Diz
um
periodico
saber
de
mui
boa
origem, que
o
Tribunal
supremo
ec-
clesiaslico
que fôra
criado
na
Prussia
em
seguida
ás novas
leis
ecclesiasticas,
vae
ser
abolido,
e
que
a
chancellaria
retirará
á
seita
reinkeinsina
o
reconhecimento
of-
ficial
sob
o
pretexto
que
ella
se poz.
fóra
•la
egreja
pela
abolição
do
celibato.
Parece
que
o
principe
de Bismark
vê
que
só
na
protecção do catholicismo
en
contrará
recnedio
para
os males
sociaes,
que
aílligem a
Allemanha.
Cantra
o
j»8aylos.er»,—
Oiz-se
inven
tado
outro
remedio,
consistindo
em
banhar
a cêpa
com
uma
dissolução
aquoza
de ane-
lina.
Altribue-se
a
descoberta ao
chimico
francez
Basset.
Bontoras
essa
sss»dieámi».—
Acabam
de
chegar
a Milão
quarenta
e
oito
damas
formadas
em
medicina
pela
universidade
de
Washington.
Trazem
por
chefe
e
guia
o
doutor
Lomis.
As
doutoras
são de
to
das
as
idades; ha-as
de
16,
de
20,
de
30
e
de
33 annos.
Em
facto
de
formo
sura
ha-as
de
todas
as
graduações. Este
curioso
e
animoso
batalhão
medico-eirur-
gico,
faz
uma viagem
de
agrado
á
Euro
pa.
Ellas
tem
costumes
tranquillos
e
vão
todas as
manhãs
rezar
ao
templo
in-
glez.
©
trombeta
frnnees.
—
Durante
a
guerra
da
revolução
franceza, a
villa
de
Rhinthal
era
uma
posição
muito
vantajosa
para
os
austríacos.
Os
francezes,
querendo
apoderar-se
d’a-
queile
ponto,
dispozeram alacal-o
pelas
dez horas
da
noite;
mas tendo-o
presen-
tido,
o
general
austríaco
emboscou
seiscen
tos
hussares
para
cairem
repenlinamenle
sobre
o
inimigo
logo
que
descobrissem
a
sua
marcha.
Algumas
companhias
francezus
come
çaram
o
movimento
sobre
Rhinthal
á
hora
assignalada,
quando
um trombeta
francez
José
Werck,
que
entendia
alguma
coisa
o
ailemào,
tendo-se
adiantado
um
pouco
ou
viu
vozes
surdas,
e
conheceu
que
havia
alguma
emboscada.
Valendo-se
da
escuridão
da
noite
e
sem
hesitar
uin momento, dirige-se
para
a re-
claguarda
dos
hussares,
e com
a sua
trom
beta
deu
o
signal
de reunião,
e
pouco
depois
tocou
a retirar,
signaes
que
co
nhecia
por
haver
estado
prisioneiro
dos
austríacos.
Enganados
os
austríacos
com o
toque
feito
na
sua
rectaguarda
effecluaram
a
re
tirada,
e
os
francezes
chegando
logo se
apoderaram
do
posto
sem
ter
de
dispa
rar
um
tiro.
Admiração.
—
Os
sábios
admiram,
na
bibliotheca
de
Lyão,
uma esphera
construí
da.
ha
duzentos
annos,
por
dons
Capu
chinhos
de
Lyão,
e
onde
estão
marcadas
as
pretendidas
descobertas
contemporâneas
da
África
central.
WríeMte.
—
Últimos
telegrarnmas:
Paris
20
—
Crê-se
que a
insurreição
da
Herzegovina
terminará
breve.
Vienna
20
—
Os
austríacos
apoderaram-
se
hontem
da
cidada
do
Serajevo,
depois
de
vivo
combate.
A
divisão
de Szapary
repeiliu
um
vio
lento
ataque
dos
insurgentes nas
proximi
dades
de
Dubá.
Rsgusa.
20 —
Os
insurgentes
concentra
ram-se
diante
de
Stolatz
Assegura-se
que
foi
morto
o
chefe
dos
insurgentes,
Adenw
Sokow.
Berlim
20
—
0
principe
de
Bismark
de
clarou
explicitamente
que
seria
seguida
das
medidas
necessárias
qualquer
tentati
va
das
potências
para
illudir
os
compro
missos
do
tratado
de
Berlim.
O
general
Síloíl
organisou
um
exerci
to
de 75:000
voluntários
búlgaros.
O czar
forneceu
o
armamento
e
os
oíliciaes.
Os
russos
intimaram
os
lazes
a
eva
cuarem
Batoum.
Os lazes
recuzaram.
Vienna
20
-Serajevo
foi
tomada
de as
salto. As
mulheres
dos
insurgentes
enfer
mos
tornaram
parte
na
lucta.
As
perdas
foram
importantes.
O conselho
de ministros
austriacos
de
cidiu
apressar
a occupação
da
Bosnia
pa
ra
evitar
uma
campanha
de
inverno.
Paris
21
—
Surgiram
novas
diíliculda-
des
com a
assignatura
da
convenção
au-
stro
turca.
Diz-se
que os
bosniacos
pro
longarão
a
sua resistência
contra
a
occti-
pação
austríaca.
O
czar
ordenou
o
licen-
ceamento
das
reservas
de
3.
a
cathegoria.
Os
russos
fixaram
o
dia
27
do
corrente
para
a sua
entrada
em
Batoum
Paris
22
—
Parece
que
os russos
estão
resolvidos a
não
evacuarem
as
suas
po
sições
nos
arredores
de
Constantinopla
senão
depois
da
rendição
de
Batoum.
iVlovímento
do
Hospital de
S.
Warcos.
—
Doentes
existentes
em
11
de
agosto:
69
homens
e 113
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
32
homens e 22
mulheres.
Sahiram:
28
homens
e
19
mulheres.
Falleceram:
2
homens
e
4
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
17 de
agosto
71
homens
e
112
mulheres.
As obras
da
irst»atsda:l©
de
Nassa
Senhora
da
Lapa.
A
Meza
da
irmandade
dos
Clérigos
de
Nossa
Senhora
da Lapa,
d
’esla
mesma
ci
dade,
constituída
na
urgente
necessidade
de
fazer
obras
nas
casas,
e
faltando-lhe
os
meios
pecuniários
para
as
poder
con
tinuar
e
concluir,
appella
para
a piedade
dos
tieis,
e
especialmenle
dos
seus
Irmãos,
na
esperança
de que
não
deixarão
de
concorrer
para
o
indicado fim com suas
esmolas,
as
quaes
serão
entregues
ao
respectivo
lhesoureiro
o
muito
revd.
0
snr.
José
Luciano
Gomes
da
Costa.
Braga 19
de
agosto
de
1878.
O
secretario
da irmandade
Padre João
Luiz
Ajfonso
da
Mouteira.
SECÇÃO
D£ COaOTOSICANS
Snr.
director
do
jornal o
«
Commercio
do
Minho
r>.
Rogo-lhe
o
favor
de
publicar
no
seu
mui
acreditado
jornal
a
seguinte
declara
ção,
por
cujo obséquio
muito
me
obri
gará.
De
v
etc.
Domingos
Manoei
de
Mello
Freire
Barata.
DECLARAÇÃO
Tendo
o periodico
«A Opinião
Publi
ca»,
que
se
imprime n’esta
cidade,
cen
surado
injustamente
o
meu
procedimento,
como
presidente
da Commissão
Legitimista
d
’
esta cidade,
por ocasião
da
próxima
pas
sada
eleição
camararia;
tenho
a
declarar
aos
meus
amigos
políticos,
que
estou
prompto
a dar-lhes,
com
a
franqueza
e
lealdade,
de
que
sempre
lenho
usado,
to
das
as explicações
sobre
o
meu
proce
der;
bem como
a
apresentar-lhes
as
cor
respondências
recebidas do
Centro
do
nosso
partido, e
as
respostas,
que ás mesmas
dei em
tempo
competente.
Braga,
21
d
’
agosto
de
1878.
•
Domingos
Manoel
de Mello
Freire Barata.
Quem perdesse
uma
letra
da quantia
de
1:0.30^000
reis
vencida
em
13
de
ju
lho
ultimo,
pode
dirígir-se
a
Felippe
Joa
quim
de
Sousa,
morador na
rua
de
Santa
Maria,
casa
n.°
1,
d
’
esta
cidade, que,
dando
signaes
certos,
a
entregará.
(1041)
Aluga-se a
casa
n.°
88
da rua
-• t
da
Boa Vista.
(
906)
1TTEAÇÃO.
Passa-se o
Café
AGUIA D’
OURO.
Tra
ta-se
com
o
proprietário
do
mesmo,
rua
das
Aguas,
n.°
2
(1032)
Já
proveniente
de algum
defeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada
com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5. 27, rue
Mon-
thabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-H-)
Teixeira
&
Mesquita
fazem publico
que
teem
mais uma
carreira
diaria para
a
Po
voa
do
Varzim,
a
sahir
de
Braga
ás
9
horas
da
noite,
e
volta
ás
2 da
tarde, a
principiar no
dia
25
do
corrente mez,
e
continuam
com a mesma
carreira
que
já
teem
ás
5
da
manhã.
Os
bilhetes
vendem-se
na mesma
casa
do
snr. Ribeiro
Braga.
—
Braga
12
de
Agosto
de
1878.
Pelos
annunciantes
—
Ribeiro
Braga.
(1040)
CARREIRA
DIARIA.
Antonio
José
d
’
úliveira
o
Riquinho
&
C.
a
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
fazem
publico,
que
teem diligencias
diarias
da
mala-posta
do
correio
de
Villa
Nova
de
Famalicão
á
Povoa
do
Varzim,
tomam pas
sageiros
á
chegada
dos
comboios
da ma
nhã
e da
tarde,
preço
por
cada
passageiro
dentro
e
fóra
300
reis,
cada
passageiro
tem
10
kilos de
bagagem
e
o
excesso
paga a 10
reis
por
kilo.
Os
bilhetes
em
Braga
vendem-se
na
caza
do
snr.
Ribeiro
Braga.
(1039)
Dinheiro
a
juros.
Na
Irmandade
das
Almas
da
Sé
Pri
maz
d’
esta
cidade
ha
para
dar
a juro a
quantia
de
380$000
reis.
O
Secretario
da
Irmandade
(1038)
Anlonio
Julio
Telles.
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeilos, que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por escriptura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com-
mercial
d
’
esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga, que
lambem
se
acha
registada
para
a
representar
em lo
dos
os
negocios
que
acbar convenientes.
(1026)
COLLEGIO
EíE
.V.
SEXHORA
»A
CONCEIÇÃO
Lisboa,
rua
da
Esperança,
224
Estabelecido
n’um
vasto
ediíicio,
bem
situado,
com
bom
recreio,
e
quartos
se
parados
para
os
aiumnos.
A
recommendação
d
’
esta
casa
de
edu
cação
faz-se
pela sua
existência
de qua
renta
annos,
com
créditos
reconhecidos.
Os
Estatutos
e
mais esclarecimentos
dão-se
no
Collegio.
No
proximo
anno
lectivo
preèisa-se
d
’
um
ecclesiastico
para
o
internato, como
ca-
pellão
e
professor.
O
Director
Geral
(997-S)
Joaquim
Lopes
Carreira
de Mello.
PIDIfiÔ
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia, d’
esta
cidade,
ttndo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que está custan
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital de S.
Marcos,
empenha
n
’esle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr. Domingos
Moreira Guimarães.
(1002)
I ROMISSOHlASdo Banco Com-
mercial
de
Braga
Compram-se
em
casa
de
Valença.
Fi
lho
&
C.a
,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da
casa
n.°
II
em a
rua
das
agoas
d
’
esta
cidade.
Tra
ta
se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
Licor
e
pílulas
do dr.
Laville
Esta
medicina
anti-gottosa e
anti-rheumatica
é
de
justo titulo o
reputada
infalli-
vel
desde
30
annos,
coutra
os
ataques,
e
as
recaidas.
Sua
efficacia
é
tão
grande,
que
duas
ou
tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar as
dores
mais,agudas.
E
’
a
unica scienti/ica
e
officialmenle
reconhecida
e
que
offerece Iodas as garantias.
Veja-
se
o
livrinho,
que se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias. Preço
2-3000
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos da
falsificação,
a
qual,
em
vista
da
alta
repu
tação
de
nossos
produdos augmenla
cada
dia,
deve-se
exigir
a
assignatura
do
dr.
Laville
e
o sello
de garantia
(estampado
em
tinta
azul)
do Governo
Francez.—Venda
por
maior,
F.
COMAR.
28
rue
St.
Claude—
Deposito
no Porto
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia
77 e
79.
(42
DA COMPANHIA FABRIL SINGER
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE,
17
BRAGA
DINHEIRO A JURO
SINGER
—
Vendeu
no
anno
de
1877
a
enorme
quantidade
de
282:812
chinas
de
coser!!!
mais
20:496
que
em
1876.
SINGER
—
E
’
a
machina
que lodo o
mundo
reconhece
como
superior
a
quan
tas
invenções tem
apparecido.
SINGER—
E’
a
unica
machina
de
costura
que lem
obtido
em
todas
as
ex-
pela sua
bellissimo
ma-
posições
os
primeiros
prémios
e
medalhas,
não
só
boa
construcção
e duração
como
também
pelo
seu
trabalho.
SITCEílÊ.
—
E’
a
machina
que
está
mais
conhecida
e
introduzida
em todas
as
partes do mundo
e a que
offerece
maiores
vantagens
em
economia
de
tempo
e
dinheiro.
—
E
’
a
que
se
garante
por
7
annos,
fazendo
sempre bom trabalho
e nunca
apresentando
difíiculdades.
—
E
’
a
unica
machina
que
se
vende
a
prestações
de
500
reis
semanaes,
sem
prestação
de
entrada,
para
assim
favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
Hí
ãLSL
—
Tão
boa
lem
sido
que
mais
de
60
imitadores,
vendo
o
bom
resultado
d
’esta
machina,
a fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas
SINGER, illudindo assim a
boa
fé
do
publico.
Finalmente
é
a
machina
que
mais acceitação
lem
lido,
devido
sempre
á
sua boa
costura;
tanto
nas
fazendas
tinas
como
nas
mais
encorpadas,
á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a sua
immensa
duração, supplantando assim
todas
as
invenções
modernas,
que
jámais
poderão
competir
com
a
machina
SINGER.
Não
se
illudam
com
essas
novas
machinas.
Peçam
calalogos
iliusuados
com
listas
de
preços
na
®7«»Ha
w^WlilBL5í..
’
2k
KÃ1SRE&. S6UW«<BES.<
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE,
17
i, A
C
lm
. A
VENDA DE CASAS
No largo
da Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante (la
do
esquerdo)
vendem-se as duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
trata-se-
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao con
vento
dos
Remedios. Prefere
se
uma se
nhora
de
probidade com
creada,
ou
eccle
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
-
(916)
Quem
quizer arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam-
)O,
d’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
rara
este
fim.
(1006)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata
se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
CAIXEIRO.
Pertende
arrumar-se
um
n
’esta
cidade,
com
pratica
de
mercearia, pode tomar-se
informações
do
mesmo
na
rua
de
S. Do
mingos
n.°
38.
(1033)
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da Cruz
de Pedra n.°
6
a 6
A,
de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contigua Aquella.
(862)
JOSÉ ANTONIO
FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de
Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos para
flores
e
de
es
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de todas
as
dimenções.
(843)
Até
á quantia
de
250:000
réis
dá-se
sobre
hypoteca
na confraria
de
Santo
Amare,
da
Sé
Primaz.
Trata-se.
com
o
secretario
da
mesma,
padre Francisco
Lobo,
na
rua
do
Poça.
d
’
esla
cidade.
1014
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO PROPHITATICO
Esta
injecção
é
a
unica
e
efficaz
que
cura
em
seis
ou oito
dias
toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como
mo
dernas,
ainda
as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra,
pharmacia Barata
Di-
niz,
rua
de
S.
Barlholomeu.
Deposito
principal no Porto na
Phar
macia
Madureira,
rua
do Triunfo n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Christal.
Preço
de cada
frasco
—
400
rs.
(861)
TôSilie
Os BtebwçaiSois
mytilieos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex--
pectorante,
são o
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.—
Meia
caixa
100
reis.
Unico deposito
no Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
Cl»
VfiSG
EÃ@
DESTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRURGI^
CA
DO
PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
i9.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
Instrucção
Primaria
e
Francez
Na
rua
Nova
de Santa
Cruz,
n.°
9,
acha-se
aberto
um
curso
de
Instrucção
Primaria
e
Francez,
que
é
regido
pelo
ordinando
Anlonio
Joaquim
de
Mesquita
Pimenlel,
e por
seu
pae,
bacharel
formado
em
direito
pela
Universidade
de
Coimbra.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITA?,A—-Í878.
Parte de Comércio do Minho (O)
