comerciominho_24011878_741.xml
- conteúdo
-
E
rSOTICEOSAk.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.° 3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
»
..........................
830
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha....................
20
Repetição
....................................
*0
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
Províncias, 12
mezes................
2&000
»
6
»................
1&050
»
sendo
duas
assignatnras
3&600
Brazil,
12 mezes, moeda forte.
.
3&600
Folha
avulso
........................
jq
N.
’
741
BRISA ■ Çnm.-FE1KA «5
»K
JANEIKSO
W45 l«í»
Rompeu
finalmente
o
fogo
em
toda
a
linha
contra
o
baluarte
ministerial.
Era
previsto;
e
ainda
que
a
nós
pouco
nos
importa
este
jogo
d’
empurra
em
que
ha
mais
de quarenta
annos temos visto
o
liberalismo,
todavia,
e
ainda
mal,
que
ás
vezes
nao
podemos
deixar
de registrar
os
fados
Agora
coube
ao snr.
Dias
Ferreira
o
cominando
das
falanges
dispostas
para
o
assalto.
O illustre
pae
da
puiria,
porém,
que
é
um
dos
valentes
do
liberalismo,
á
falta
de
krups,
para
assestar
contra
as
cadei
ras
dos
snrs.
ministros,
foi ás
cathedraes
e
fazendo
em
pedaços
as
cadeiras
em
que
se
assentam
alguns
conegos,
ullimamenle
despachados,
atirou
com
esses
pedaços
ás
barbas
do
governo,
que
por
certo
lhe
ficariam
a
arder,
se
d
’antemâo
as
nào
tivesse
já
posto
em
agoa.
Não queúa
o
snr.
deputado
que o
governo
tivesse
despachado
conegos,
em
bora
as
cathedraes
estivessem
fechadas
e
ó
culto,
a
cujas
necessidades
o
governo
é
obrigado
a
prover,
soffresse
immenso.
E
porque
o
governo
cumpriu
com o
seu
dever,
ainda
que não
em
tão
grande
escala,
quanto
era
para
desejar,
lá
lhe
pespegou
uma
data
de
clerical
e
reaccio-
nario
!
Isto
ainda
assim
comprehende-se,
por
que
emlim
o
snr.
Dias
Ferreira
é
um
ardente
sectário
do
liberalismo,
o
grande
inimigo
na
acluilidade
da
Egreja
Catho-
lica.
O
que
porém
nos
parece ter
bastante
chiste
e
graça
é
o
argumento
em
que
s.
exc.
a
julgou
poder
architectar
todo
o
seu
encastelado
de
diatribes.
Pois
não
diz
o illustre
campeão
das
patrias
liberdades,
que
a
vacancia
dos
canonicalos
era
nas
mãos
do
governo
a
arma
de
maior
força
para
obrigar
a
curia
[sicj
a
sanccionar-lhe
as
pretenções
no
referente
á
concordata?
E
nós
a
julgarmos
que
esta
havia
de
ser
um
tracta
.
‘
o
justo
e
razoavel
por
parte
do
governo
portuguez
!...
Alas
emtim
a
liberdade
está
em
perigo,
porque
se
nomearam
alguns conegos.
Ha
um
anno
ainda
eslava
ella
melhor
garantida
sem
essas
nomeações;
e
o
snr.
Dias
Ferreira
que
é
um
dos
seus
mais
conspícuos
paladinos,
(não obstante
man
dar
educar
os
filhos
em
Campolide)
nào
pó
le
soifrer,
que
haja conegos,
porque
quem
sabe
o
que elles
irão
fazer
lodos
os
dias
para
a
egreja
9
Tem
s.
exc
a
razão.
Aquellas
idas
e
vindas
do
côro
são
de
desconfiar,
e
para
um
patriota
não
devem
passar
desaper
cebidas.
Quem
sabe
se
n’
aquelle
zum-zum que
elles
dizem
ser
das orações,
estarão
pla-
nisando
alguma
pavorosa que
faça
ir
tudo
pelos
ares?
Talvez.
Bem
andou
pois
o
snr.
Dias
Ferreira.
E
’
dar-lhe
para
a
frente.
Enstrucçã»
popular.
X
No
mesmo
artigo
que
vimos
analysan-
do
passa
o
«Amigo
do
Povo» a
occupar-
se
«dos
meios
que
existem
para
nos
preservarmos
do
raio».
Principia
por
dizer
que
é
opinião
po
pular
que o
estrondo
das
explosões
dis
sipa
as
nuvens
e
que
esta
crença
ariei-
gada
no
povo
foi
abalada
por
Arago,
um
dos
espíritos
mais
investigadores da
Re
publica
Franceza.
Depois
diz
o
seguinte,
que
transcrevemos
texlualmenle:
«Houve
quiçá
e talvez
haverá
ainla
quem
acreditasse
que
o
loque
dos
sinos
afastava
as
trovoadas;
e
aílirmava
Bayle
que
efléctivamente
o
som do
bronze livra
do
perigo
das
trovoadas,
porque
facilita
a
dissolução das
nuvens
indispensáveis
para
a
producçào
do trovão! Que
singu
laríssimo
physico»!
Depois
diz
que
o contrario
é que
é
verdade porque
em
1718
na
Bretanha
de
vinte
e
quatro catnpanarios,
que
estavam
a
tocar,
nenhum
escapou
ao furor
do
raio:
e
finalmente
conclue
esta
cataplas
ma
de
baboseiras
e
sandices
com
um
es
carro
arremessado
vil
e
insolentemente
ás faces
da
Egreja
Catholica.
No artigo
seguinte,
e
ainda
n
’este
escarral-o-emos
também
aqui
no
papel
para
que
os
leitores
possam
apreciar
os
qui
lates
de
critério,
de
respeito
e
sensatez
que
possue
um
periodico,
que
ha
muito
devera ter
sido
banido
cora
indignação
do
meio
d
’um
povo
que timbra
em
ser
cathoiico
e
illusnado.
Não
queremos
porém
anticipar;
porisso
agora
nos
limitamos
a
chamar
a
attenção
do
leitor
para
o
que
textual
e
fielmente
acabamos
de
citar
do sobredito
papelucho,
porque
é
isso
mesmo
que
vamos
agora
analysar.
Querendo
o
«Amigo
do
Povo»
basear
o
seu
insulto
asnalico
em
uma
auctori-
dade
scientiíica
nós
vamos
provar
lhe
com
essa
mesma
auctoridade,
cujo
nome
se
atreve
a
cila"
para,
á
sombra
d’ella,
es
carnecer
sarcastica
e
vilmente
das
insti
tuições
da
Egreja,
que
tudo
quanto
avan
ça
é
simplesmente
falso Isto
em
primeiro
logar. O
sapientíssimo
padre
José
Ma:h,
missionário
da Ordem dos
Jesuítas,
ho
mens,
perante
os
quaes,
em
qualquer
ramo
de
sciencias,
os
senhores
mais
es-
pertos
da
lusa
Athenas
não poderiam se
quer
ter
a
honra
de passar
por
estudantes
soffriveis,
diz
na
sua
formosa
obra
inti
tulada
Thesou
o
ao
Sacerdote,
o
seguinte
a
paginas
IR) do
Tomo
l.°:
«A
Egreja
emprega
os
sinos
já
para
excitar
os
lieis
a
que
concorram
a
ouvir
a
palavra
divina,
a
orar,
a
louvar
ao
Senhor,
a
cumprir
com
os
outros
deveres
de
chrislãos;
já
paia
designar
a
diversi
dade
dos
oflicios
e
festas
ecclesiasticas,
á
semelhança
de
que
Deus
ordenou
a
Moyses,
conductor
do
povo
israelita,
já
lambem
para
expulsar
os
demonios,
afas
tar
os
pedriscos
e
tempestades
etc.
Portanto,
por
mais
que
digam
alguns
sábios
presumidos
(oiça mestre,
que
é
comsigo....)
o
som
dos
sinos
benzidos
constituo
poderosamente
para
dissipar
as
tempestades, nào
só por
causa
da bênção
e
uncção
sagrada
que
receberam
do
Bispo,
como
lambem
porque
excitam
os
fieis
a
orar
e
a
applacar d’este
modo
a
ira do
Senhor.
Nào
Mia
quem
sustente
que
a
forte
vibração
do
ar
produzida
pelo
vehemente
som
do
sino,
póde ainda,
physicamente
fallando,
afugentar
as
tempestades
e
fazer
que
se
desprenda
a
chuva;
pelo
menos
Mr
Arago, juiz
competentíssimo
n
’
esla
matéria,
diz:
No
estado
aclual
da
scieneia
não
eslá
provado
que
o
som
dos
sinos
lorne
mais
imminenle
e
mais
perigosa
a
quéda
dos
raios:
e
rindo-se
d
’
um
prefeito
que
assegurava
que
esse
meio
devia
in-
fallivelmeute
produzir
a
quéda
do
meleóro
accrescenla
Mr.
Arago:
Vé-se que
a
falsa
sciencia
não é menos
perigosa
que a
com
pleta
ignorância
e
que
ella
conduz
infallt
velmente a
consequências
qae
nada
justifi
cam.
Não obstante
isto
e
o
dizer
um
cele
bre
concilio
de
Milão
que
a
Egreja
manda
locar
em
occasião
de
tormenlas
ad
tem-
peslatem,
vi
divina
quce
ex
solenni
prece
sacraque
benediclione
illis
inest,
depellen-
dam,
comtudo aconselhamos
com
um
sabio
Prelado
que
não
se
loquem
quan
do
a
tempestade
estiver
próxima da
torre,
por
ser
então
perigoso
estar
n
’
ella, quer
se
toquem,
quer
não,
os
sinos,
Ora
queira
agora
o
leitor
confrontar
esse
trecho
do
sabio e
virtuoso
Jesuita
Macii
com
o
que
transcrevemos
do
«Ami
go
do
Povo» e
depois
diga-nos.
por
fa
vor,
o
que
é,
que
nome
merece
um pe
riódico
que
procede
d
’este
modo
e
que
argumentando
sobre
uma
base
falsa,
sim
plesmente
falsa,
ainda
na
hypolhese
de
que
fosse
verdadeiro
o
testiinunho
que
allega,
arremessa
impudentemente.
como
o
faria o
maior
vultairiano,
ás faces da
Egreja
com
o
seguinte
insulto:
«E
quer
o
leitor
conhecer
as
palavras
que
servem
para
a
bênção
dos
sinos?
«Que
estes
sinos
expulsem
para
longe
as
influencias
malignas,
os
espíritos
tentado
res,
os
turbilhões,
o
raio
e o trovão
!
Que
dissipem
os
embustes
do
nosso
ini
migo
a
destruição
de
graniso,
os
fura
cões
e
as
tempestades».
«Já
sabe
o
lei
tor
como
os
sinos
cumprem
a
sua
nobre
missão».
E
este
periodico
diz-se
«Amigo
do
Povo»
e
dá
a
isto
o
nome
de
Inslrucção
popular.
Um
homem
de
senso,
quanto
mais
um
cathoiico,
não
encontra
expressões
com
que
slygmalise.
como
o merece,
um
jor
nal
cuja
audacia
satanica chega
a
este
ponto.
A
penna
cae
nos
da
mão,
e recusa
se
a
continuar.
Tem
razão.
Não
é
com
ella,
nem com
a mesma
tinta
que
este
facto
deve
ser
commenlado.
A.
M.
»
—
------
A
norte de
Wãetor
iVIanuei.
Segundo
-
as
noticias
telegráficas
de
Roma,
verificou-se
no
dia
17,
com
gran
de
apparato o acompanhamento
do
présti
to
fúnebre
dos
restos
morlaes
do
fallecido
rei
Victor
Manuel, do
Quirinal
para
o
templo
de
Nossa
Senhora
dos
Martyres,
aonde
teve exequias
religiosas,
ás
quaes
presidira
ou
officiára
o
Cardeal
Vigário,
para
isso
delegado
pelo
Santo
Padre
Pio
IX.
Este
sumptuoso
editicio,
hoje conver
tido
em
templo
christào,
era
o
antigo
Paolheon
d
’Agrippa;
é
redondo,
e
porisso
vulgarmente
chamado
a
rotunda, e
aber
to
no
centro,
foi
este
o
que
serviu
de
modello,
com
as
mesmas proporções,
para
collocar
a
cupula
de
S.
Pedio
no
Vati
cano.
O
atrio da entrada
é
magesloso,
seu
tecto
é
de
pedra
apainelada,
e sustentado
por
32
columnas
de
tamanho
e
largura
collossaes,
e
d
‘
um
effeilo surprehendente.
Também consta
que
em
logar
de
ir
para
o
seu jazigo
da
casa
de Sabota,
será
collocado
n
’
um mausoléu em
uma
das
capellas
do
mesmo
antigo
Pantheon,
de
nominada
de
Carlos
Xlí.
Não
obstante
termos
dado
com toda
a
imparcialidade
e
respeito
devido
á
alta
cathegoria
do
finado
rei,
todas
as noti
cias
que
neste
inesperado
acontecimento
se
deram,
laes
como
a
do
seu
arrepen
dimento,
absolvição,
recepção
dos
Sacra
mentos da
Egreja,
e
varias
coincidências
etc.,
ainda
assim
mereceram
as
iras
d’
um
nogenlo
e
immuudo
papel
que
se
publica
no
Porto.
Ao
mesmo
oflerecemos
o
bem elabora
do
artigo
que
o
snr. conde
de
Samodâes
publicou
na
«Palavra»,
e
que lambem será
lido
com
interesse
pelos nossos
leitores
Eti-o:
«1
or
mais
elevada
que seja
a
gerarchia
de
um homem,
por
mais
alta que
seja a
sua
posição,
por
brilhantes que
sejam
as
suas
qualidades,
e deslumbrantes
os
seus
dotes,
nada o póde
remir
do castigo
im
posto
a
lodos
os
filhos
de Adão;
todos
havemos
de
passar
pela
morte.
Sua
Ma-
geslade
o
Rei
Victor
Manuel
pagou
este
tributo,
e
por
muito
grave
que se
consi
dere
a
sua
perda,
é
um
facto
natural
o
seu
passamento.
Não
podia
porém
ser
indiílerente,
pa
ra
os
que,
embora
nao
sympathisassem
com
a
sua
política,
apreciavam
comtudo
a
pessoa
e
lhe
appeteciam
toda
a
sorte
de
venturas, o
modo
como
elle
deixaria
este
mundo
para
comparecer
directamente
na
presença
de
Deus.
O
partido
revolucionário
e
impio
da
Eu'opa
que
o
considerava
seu
chefe,
o
engrandecia,
e
victoriava
como
espirito
forte,
desabusado,
isento
de'
preconcei
tos,
quereria
que
o
Rei
de
Italia
mor
resse
como
um descrente,
soltando
blas
fémias.
exaltando
a
obra
da
destruição,
e
recomrnendando
que
seus
restos
fossem
dados á
terra,
como o
«Jornal
do Cora-
mercio»
de
Lisboa
e
outros
papeis
do
mes
mo
gosto aconselham que
se
faça
para
com
todos
os seres
humanos,
porque,
di
zem
elles,
o
contrario
é
ridículo em
'pre
sença da
sciencia
(I).
Os
verdadeiros
amigos
<Je
Victor
Ma
nuel,
aquelles
que
profundamente
lamen
tavam
os
seus
erros,
que
elevam
as
suas
vistas
acima
das
misérias
desta
vida,
que
viam
n
elle
uma alma imirortal,
remida
por Jesus
Christo
em
unidade
com um
corpo
lavado
de
mancha
pela
agua
ba-
ptismal,
desejavam
e esperavam
que
an
tes
de
ser
chamado
ao
Supremo
Juiz
desse
as
provas,
mas
claras,
de arrependimento
e
contricção,
e que
seus
restos
fossem
repouzar
em
logar
sombreado
pela
cruz
da
Redcmpção.
As
preces
dos inimigos
do
político
e
amigos
do
homem prevaleceram
nos
de
sígnios
da Providencia
sobre
as
blasfé
mias
dos
amigos do
político
mas
profun
dos
inimigos
do
homem.
El-Rei
Victor
Manuel morreu
como
perfeito
cathoiico;
não
só
pediu
e rece
beu
os
Sacramentos da Egreja,
mas
en
dereçando
ardentes
rogos
ao
seu
Chefe
visível
pediu
contricto
e
humilhado
o
per
dão
dos
seus
peccados,
e
o
Augusto
Pon
tífice
não
podendo
ir
pessoalmente
levar
ao
leito
do
leal
moribundo
as
palavras
de
consolação,
que
só
Elle
podia
dispen
sar-lhe.
deputou um
Prelado para
cumprir
esta
sublime
missão.
Na
extremidade
que
separa
o
tempo
da
eternidade
Victor
Manuel
só
se
lem
brou
que
era
filho
da
Egreja
e
que para
viatico
não
lhe
valiam
os
vivas
dos
revo
lucionários,
mas sim
as preces
do
Vigário
de
Jesus
Christo.
O
rei
dTlalia
recorreu
n’
esse
momen
to
solernne.
em
que
se
dissipam
todas
as
iilusôes
e
só
apparece
resplandecente
a
verdade,
ao
Chefe
da
Egreja,
nào
oomo
a
um
simples ministro d’
ella,
mas
como
áqnelle
que
tem
em si
a
plenitude
do
(1)
Esta absurda
proposição
foi
pro
ferida
em
sessão
da camara
municipal de
Lisboa
por
um
dos
seus
membros,
como
se
a
sciencia
podesse
dizer
alguma
cousa
em
assumptos
que não são
da esfera
do
seu
alcance.
Nenhum
homem
de
sciencia
póde
tornal-a
ridícula,
fazendo
a
intervir
em
questõe*
para
que
ella
é
inconvenien
te.
U
vereador,
que
isto
disse,
ignora
sem
duvida
até
o que
seja
a
sciencia.
poder,
transmittido
directa
e
immeJiala-
mente por
Deús.
N
’
esse
aclo
da
mais sublime
humil
dade
calholica
o
Augusto
enfermo
impli
citamente
renunciou
a
lodos
os
seus
er
ros, proferiu
o
poenilel
supremo,
e
reco
nheceu
as
verdades
mais vilães
do
dogma
catholico
Confessando
a
plenitude
do
poder
no
venerando
Ancião,
que
é
Cabeça
da
Egre
ja,
reconheceu
a
sua
indisputável
infal-
libilidade
e
a
sabedoria
dos
seus
precei
tos,
das
suas
definições,
dos
seus
anathe-
mas.
Com
este
acto sublime
de
reparação,
o
passado
se
expungiu
completamenle,
e
o
chrislão,
o
príncipe
e
o
rei
se
recon
ciliou
com
a
Egreja,
de
cujo
grémio
se
afastára.
Não
é
a
morte
christà
de
tão alto
personagem
que
nos
vem robustecer
a
nossa
fé;
fosse
ella
embora
mui
diversa,
não
padeceria
quebra
alguma;
mas
ao
lado
do
sentimento
pela
perda
de
um
príncipe
tão
illustre,
experimentamos
fa
gueira
consolação, vendo
que
soubera
morrer,
e
que para
Elle
as
misericórdias
divinas
vieram
a
tempo.
Nunca
todavia
a
impiedade
revolucio
naria,
que
assola
os
paizes
mais
catholi-
cos
e procura
arraslal-os
a
todos
os
hor
rores
lemporaes
e
eternos
da
descrença,
foi
mais
rudemenle
atacada
e
levou
de
sengano
mais
tremendo.
Essa
coboite
de
impios
e
revolucioná
rios, que
junca a
superfície
da
Europa,
saudava
em
Viclor
Manuel
não
o
inclylo
representante
da
casa
de
Saboya,
não
o
rei,
que
presidia
a
uma
nação,
não
o
sol
dado
valente,
que
zombava dos combates;
mas
sim
o
inimigo do Pontífice romano,
a
anlithese d’
elle,
o
chefe
da demagogia
infren
.
Quando
se
soltava
um viva
a
Viclor
Manuel
era
logo acompanhado
de
um
mor
r»
a
Pio
IX.
Nós
o
pre^encearnos
repeti
das
vezes
nas
scenas
escandalosas
e
selva
gens
d
esta
cidade.
Viclor
Manuel
moribundo
deu-lhes
uma
lição severa;
não foi
a
esses
fa|sos
amigos
que
recorreu,
não
se
lembrou
do
herve
legendário
de
Caprera,
(2)
não
es
cutou
a
voz
fementida
dos
inimigos
de
Deus
e
dos
reis;
foi
baler
á
porta
d’
aquelle
que
no
fundo
do
seu
coração
nunca
abri
gou
senão
sentimentos
de
amor
palernal
para
o
tidio
desvairado.
E
o
mundo
contempla
um espectaculo
sublime;
o
Ancião
escarnecido
e
vilipen
diado
pelos acclamadores
do rei
dllalia
vae
ao
leito
morluario d’
esse
Príncipe e
lhe
lança
a
absolvição plenaria;
e
esse
excelso
Príncipe
recebe-a
humilhado,
co
berto
de
sacco e prostrado
na
cinza
e
in
vocando
o
nome
de
Deus morre
tranquil-
Jaraenle.
Grandes, magestosas
são sempre as
victorias
da verdade,
e
o
calholicismo é a
verdade
na
accepção mais
ampla;
esta
foi
uma
nova
victoria,
que
se
junta
a milha
res
de outras
e
a
que se seguirão
infin
das
mais até
á
consummação
dos sécu
los.
Viclor
Manuel
irá
dormir
o
somno
eterno
junto
a
seus
maiores
em
terreno
consagrado
pelas
preces
da Egreja. Nada
de
enterro
civil,
nada
de
ir
esperar
a
resurreição
ao
lado
dos
que
morrem
na
impiedade,
na
descrença,
no
empederni-
menlo
da
mentira.
Viclor
Manuel
quer
paz
no
sepulchro,
quer
que
entre
este
e
o
dos
alheus
se
erga
um
muro
bem
alto,
que
nada
possa
transpor.
O
novo
rei,
filho
do
illustre
exlinclo
nas
primeiras palavras que
endereça
ao
povo,
repete
esta
solemne
disposição,
não
só
como
sendo a do
seu
chorado
pae,
mas
também como
sua
própria.
Viclor
Manuel,
fallecendo
completa
menle
reconciliado
com
a
Egreja Calholica,
de
quem
era
filho,
confessou
todas
as
grandes
verdades,
que
invariavelmente
ha
vemos
sustentado
como
laes.
O
que
nós
aílirmamos
lambem
é
que
ellas
devem
ser
tanto
proclamados
na
hora
da
morie,
co
mo
durante
a
vida, em
todas as
occasiões
necessárias,
e
que
por
ellas
devemos
re
gular
os actos
da vida.
A
impiedade
revolucionaria
ficou
des
norteada
este acontecimento,
não
por
ter
perdido
um
nome
excelso
que
lhe
servia
(2)
Estas
palavras
são
de
um
depu
tado
na
sessão
de 10
de
janeiro
ultimo,
e
que
mereceu
os
applausos da
assem
bleia
!
Este
heroe
legendária,
é
um furi
bundo
demagogo,
que
ha
muito
teria
man
dado
viajar
por
fóra
d
’Italia
o
rei
hoje
fallecido,
se tivesse
podido,
e
os
seus
dis
parates
o
oão
houvessem
feito
considerar
como
um
louco.
de
pendão,
mas
por
ver
que
em
vez
de
persistir
até
ao
ultimo
momento
nas
fu
nestas
aberrações,
a
que
teve
a
fraqueza
de
dar
accesso,
talvez
para
evitar
males
maiores,
antes
de
deixar
correr
o
veu
funerário,
repelliu
heroicamente
os
erros,
de
que
o
fizeram
cúmplice, e erguendo a
fronte
desamodorrada
protestou
ante
Deus
e
os
homens,
que
a
religião
calholica
era
a
sua
fé,
que
o Papa
era
o
seu
Chefe
Supremo
visivel,
e
que
sobre
a
terra
só
Elle
tinha
a
plenitude
do
poder.
Esta
confissão
em
bocca
tão
auctori-
sada
não
era
necessária,
mas
consola, e
nos
presagia
favoravelmente
sobre
o
juizo
do
Juiz
inlfallivel.
Descanse
em
paz
o
in
clylo
representante
da
casa
de Saboya.
e
seja a
sua morte
christà
ensinamento
para
o excelso
successor
e
para
todos.
Conde
de Samodães.
A
peregrinação portuguesa
a
Itoma.
XXII
UM VERDADEIRO
PLEBISCITO
O
grande principio
da
democracia
mo
derna
é
a
vontade
dos
povos.
Que
esse
principio
seja
ou
não
fal
seado
na
sua
applicação
pratica, pouco
importa.
O
que unicamente se pretende
é
o
fa
cto
material
dos
numeros,
independente
mente
da
moralidade
nos
meios.
Napoleão 111
apoiou n
’
um
plebiscito
o
throno,
que
por
falta
de
solidez
na
base,
baqueou
logo
ao
primeiro
sopro
da
revo
lução.
E
com
egual
fundamento
estabele-
ceu-se
Viclor
Manoel em
Roma,
depois de
com
os
seus canhões
haver
arrombado
as
portas
da
cidade
que
não
era
sua.
Não
vem
para aqui
uma
discussão
sobre
a
legitimidade
do
suffragio
universal,
como
unica fonte
de
direitos
;
mas
por
que
elle
está
hoje
tanto
em
voga,
seja-me
licito
invocal-o
em deleza da
justiça
de
uma
causa,
que
a todos
interessa.
Pio
IX
é
por
certo
o
unico
monarcha
da
Europa
que
com
justificada
razão
póde
lisongear-se
do
numero
dos
que
lhe
são
dedicados.
Eu
vi em
Roma
o
mais eloquente
tes-
limunho d
’
esla
verdade.
Não
eram
só
os
romanos,
que,
cor
rendo
em
massa
a
S.
Ptdro
ad
Vincula
no
dia 3 de
Junho,
protestavam
pela
sua
independência,
como um
povo
que está
habituado,
ha
muitos séculos,
a
vêr
na
tríplice
eorôa
do
seu
rei,
a
maior
gloria
dos
povos
da
terra.
De
todos
os
pontos da
Ilalia,
como
das
diíTerenles nacionalidades do
mundo
reconhecido
affluiram
alli,
aos milhares,
representantes
d
’
estes
mesmos
sentimen
tos.
E
não
pareça
isto
estranho,
por
que
a causa
da
realeza
do
Papa
não
está
como
a
de
qualquer outro monarcha,
restricta
ás
raias
de
um
paiz.
Roma,
capital
do
Calholicisino,
tem
súbditos
em
toda
a
parle
onde houver
ca-
tholicos.
E
esles,
ligados
como
estão
a
ella pelos
seus
interesses
mais
vitaes,
não
pódem
ser
indifTerentes
á sorte
que
estra
nhos
lhe
reparem.
São
d
’
isto
uma
prova,
não
só
esta
agi
tação
permanente
que
a
questão
ronaaua
tem
produzido
nos
espirilos,
mas
também
as constantes
peregrinações
que
até
lá
dos
confins
do
globo
estão
sempre
em
ca
minho
da
Cidade Eterna.
O
que
porém
mais
faz
avultar
a
im
portância
d
’
estas
romagens
são »s
grandes
sommas
e
avultados
presentes
de
que
os
romeiros
se
constituem
voluntários
porta
dores
para
o
Vaticano.
Nos
differenles
plebiscitos
celebrados
em
nossos
dias,
quasi
sempre
o
voto
do
cidadão
tem
representado
uma
quantia
re
cebida
em
troco.
No Vaticano
é
o
contrario.
O
dinheiro
que
lá
entra,
representa
os
votos
sinceros
dos
indivíduos
que
o
offe
recem.
E
em
tal
quantidade tem
elle
affluido,
que,
apesar
das
enormes
despezas
a
que
occorre
para
a
sustentação
da
Egreja,
sempre
o
bondoso
e
magnanimo
coração
de
Pio
IX
encontra
n’
esse dinheiro meios
de
altender
ás
necessidades
publicas
neu
tros
paizes.
Uma
das
demonstrações
mais brilhantes
d
’
este
genero,
foi
com
certeza
a
que
se
tffecluou por
occasião
do
Jubileu
Episcopal
de
Pio IX.
Para
mais
de
quatro mil
contos
de
réis
foram
depositados
aos pés
do Vigário
0HAÇÍ9.
que
se
deve
resar
diariamente durante
o
anno de 1878,
pedindo
o
triunfo
para
a
Egreja
e
a
conservação
da
preciosa
vida
de
Pio
IX:
«Omnipotente
e
Clementíssimo
Senhor,
concedei
á Egreja
todo
o
auxilio
e
bem
assim
ao
nosso Santíssimo
Padre
o Papa
Pio
IX. opprimido
por
lamas
e
tão
graves
necessidades.
Os
annos
e
as dores
aífligem
o
Santo
Pontífice,
concedei-lhe
pela
Vossa
Divina
Providencia,
as forças
necessárias
para
valorosamente
pelejar
contra
os Vossos
inimigos,
Defendei
benignamenle
a
Egt^éja
nas
luctas
que
sustenta
contra
o erro,
e
contra
as
injurias que lhe
dirigem
os
seus
inimigos,
e perdoando
todos
os
nos
sos
peccados,
glorificai
o
Vosso
Santo
No
me,
e
concedei-nos
o
dom de
uma
boa
vontade,
com
o
fructo d
’
aquella
paz
que
os
angélicos
coros,
por
occasião
do
Nas
cimento
de
Nosso
Senhor Jesus Christo,
annunciaram
aos
homens.
Amen».
[ Com
approvação
do
Ordinário].
GAZETILHA
Conferenein
de S.
Vicente de
Paul».
—
Segunda-feira,
21
do
corrente
por
volta
das
6
e
meia
horas
da
tarde,
como eslava
annunciado,
teve
esta
socie
dade
uma
outra
reunião
em
casa
do
seu
exm.
0
presidente,
o
snr.
dr.
Antonio
Ma
ria
Pinheiro
Torres.
Aberta
a
sessão
na
fórma
prescripta
pelos
Estatutos,
o
exm.0
snr.
presidente
convidou
o
snr.
secretario
a
lêr
nm
ca
pitulo
d
’
uma
importantíssima
obra
religio
sa,
o «Combale
Espiritual»,
para
medita
ção
e
edificação
dos
socios
presentes
em
harmonia
com
o que
determinam
os
mes
mos
estatutos.
Depois
declarou
que
estes estavam
já
no
prelo
e
que
em
breve
sairiam
á
luz
para
serem
distribuídos por
todos
os
mem
bros.
de Christo,
além
de uma
variadíssima
collecção
de
prettnles,
que,
collocados
nas
galerias
do
Vaticano,
formavam
uma
riquíssima
exposição,
onde se patenteavam
todas
as
bellezas
da
arte
christà.
E para
que
se
possa
calcular
o
cres-
cidissimo
numero
de
objectos
que
faziam
a admiração
dos
visitantes,
bastará
saber-
se,
que
só
cálices
se
elevavam
a
cerca
de
ires
mil.
Portugal
também
não
passou
desaper
cebido
n’
esle
grandioso
concurso
de
lodos
os
povos
chrisiãos.
Além
de
uma
avultada
somma
que
fez
entrar
no pecúlio
de
S.
Pedro,
alguns
presentes
especiaes, que
eram
na
exposi
ção,
davam
teslimunho
da
firme
adhesão
d’
este
povo
ao
heroico
Successor
de
S.
Pedro
Merece
aqui
especial
menção
Braga',
a
gloriosa
Primaz
das Hespanhas,
que
em
attenção
por
certo não
só
ás suas
tra-
dicções,
mas
lambem
ao
seu
Venerando
Prelado,
mereceu
a
distiuclissima
honra
de
ser
recebida
em audiência
particular
com
grandes
elogios
que
Pio
IX
lhe
pro
digalisou.
Um
plyntho
de
philagrana,
admirave
pela delicadeza no
trabalho,
e
de
incon
testável
valor
artístico
dava
alli
lestimu-
nho
dos
sentimentos
que
nobilitam
os
fi
lhos
d’
esta
boa
terra.
Eis
aqui,
a
breves traços,
um
indicio
certo
do
modo
como
quasi
tresentos
mi
lhões
de
caihohcos
votariam
na
questão
romana.
,
Pio
IX,
no
meio
da
clausura
a
que
se
vê
obrigado pela
mudança
que se
ope
rou
na
capital
dos
seus estados,
ha
de
por certo sentir
grande consolação
ao vêr
como
o
seu
nome
occupa
tantos
corações
generosos.
E
em
quanto
que
Elle,
forte
com este
apoio
moral
que
lhe
dão
seus
filhos,
con
linúa
inabalavel
sobre
o
soho,
os
que
forjaram plebiscitos
para
se
apoderarem
do
que
lhe
pertencia,
como
se os
ferisse
um
raio,
caem
do
throno
ou
nas
agruras
do
exilio ou
nas
profundezas
do
tu
mulo...
E
é
n’
isto
que
as
obras
de
Deus
se
distinguem principalmente
das
obras
dos
homens.
Aquellas
não
temem
o
vendaval
das
tempestades,
em
quanto
que
estas
qual
quer
sopro
mais
rijo
basta
a
lombal-as
no
chão.
M.
MARINHO.
Em
conformidade
com o que
se re
solvera na reunião passada
declarou
q«e
a
meza
fóra
muit
o
benevolamente
acolhida
do
exm.
0
Prelado
ao
offerecer-lhe,
em
nome
da
Sociedade,
a dignidade
de
presidente
ho
norário
Convidou,
em
seguida,
os membros
a
apresentarem-lhe
os indivíduos
que
jul
gassem
dignos
de
serem admiUidos
a fa
zerem
parte
da
sociedade;
tendo
sido en
tão
propostas
varias
pessoas
de
reconhe
cida
virtude.
Houve
muita
discussão
sobre
se
deve
ria
alterar-se
o
Estatuto
nas
disposições
concernentes
á
admissão
dos
novos
so
cios.
Tendo
o snr.
presidente
procedido
á
vo
tação,
deliberou-se
não
o alterar
por
fór
ma
alguma.
Foram
depois
os
membros
que se
acha
ram
presentes
convidados
a
apresentarem
os
nomes
das
pessoas
pobres,
de
que
ti
nham
conhecimento
com todas
as
infor
mações
que
tinham
podido
obter,
dislri-
bumdo-se
a
cada uma, em
generos
alimen
tícios,
aquillo
de
que
mais
precisavam,
e
tendo-se
em
vista
o
dinheiro
que
possuia
a
sociedade para
esse
fim.
Feita
a
collecta
pelos
socios presentes,
terminou
a
sessão.
Eram
9
horas
da
noute.
As
novas
sessões
ficaram
marcadas
pa
ra
os
dias
quartas-feiras
ás
6
e
meia
horas
da
tarde,
lendo
de
haver uma
extraordi
nária
no
domingo,
27,
á
mesma
hora.
C*rU* cotn
dinheiro.—
Apesar
das
recommendações
feitas
pelas
diversas
di-
recções
do
correio,
que
já.publicamos,
ha
ainda
quem ignore
que não se
deve
incluir
dinheiro
ou
objectos de
valor
dentro
das
cartas
e
por
isso
em
Lisboa
léem
sido
apprehendidai
algumas cartas
com
dinhei
ro.
Repelimos
isto
em beneficio do pu
blico,
que
por
ignorar
a
lei
fica
prejudi
cado
Nomeaçõea
e trunifercneias. —
Foram
nomeados:
presidente
do
Supremo
Tribunal
de
Justiça
o
snr.
visconde
de
Alves de
Sá;
juiz
conselheiro do
mesmo
tribunal,
o presidente
da
Relação
de Lis-
ioa,
o
snr.
Ferreira
Lima;
presidente
da
Relação
de
Lisboa o
vice-presidente
snr.
Cunha
Paredes;
vice-presidente o
snr.
Camillo
José
Gouveia;
juiz
da
Relação
do
Porto
o snr.
Joaquim
Nunes
de
Vascon-
Cellos;
juiz
da
Relação
dos
Açores
o
snr.
Gaspar
Martins,
juiz
da
2
a vara do
Porto.
Foram
nomeados
ajudantes da
procu
radoria
geral
da
eorôa
os
snrs.
viscondes
de
Algès
e
Miguel
Os<
rio Cabral.
Foram
transferidos
os
juizes
do
2
0
dislricto
criminal
do
Porto
para
a
2.*
vara
civil;
o
d
’
Agueda
para
o
2.°
districto
do
Porto; o
de
Bragança
para
Agueda;
o
de
Moura para
R
beira Grande;
o de
Cabeceiras
de
Basto
para
Caminha;
e
o
de
Caminha para
Cabeceiras.
—Falleceu
lionlein
de ma
nhã
uma lilhinha
do nosso
amigo,
o
snr.
João
Azevedo,
illustrado
professor
em
S.
J
aio
de
Merelim.
Comprehendemos
a
desolação do
snr.
Azevedo,
a
quem
não
procuraremos
con
solar,
porque
a
rudeza
do
golpe
que s.
s.a
acaba
de
soffrer
difliciImente
encontra
lenitivo
afóra a
resignação
christã.
Fallecimeiito*.
—
Falleceu
hontem o
snr.
Bazilio
da
Costa
Duarte,
antigo
em
pregado
na
administração
do
concelho,
d
’
esta
cidade,
o
qual
se
achava
ha
muito
tempo
entrevado.
—
Também
falleceu
ante-hontem
a
so
gra
do
nosso
amigo
o
snr.
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga,
commerciante,
morador
na
Praça
d
’
Alegria.
—
Falleceu
em
Penafiel
na
madrugada
de
segunda-feira, 14,
o
ex.
mo
Bento
José
Pe
reira,
coronel
d
’
infanteria
6.
O
fallecido
era
natural
d’
esta
cidade;
militar
exemplaríssimo
e
em
extremo bon
doso.
—Falleceu
ha
dias
em
Lisboa
a
ex.
ma
D.
Marianna
d
Almeida,
esposa
do
ex.
mo
Antonio
Coutinho
Pereira
de
Seabra
e
Souza,
irmão
e
representante
do
snr.
vis
conde
da
Bahia.
Damos
sentidos
pezames
ás famílias
dos
finados.
Cluerra do Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra do
Oriente,
são
os que
seguem;
Paris
19—
Os
russos
entraram
hoje
em
Andrinopla.
Noticias
particulares fazem
consi
lerar
como
provável
a
assignatura
do
armistício.
Crè-se
que
a
Áustria
decidiu
occupar
a
Bosnia
e
Herzegovina.
Constantinopla
21
—
Foram
chamadas
todas
as
tropas
á
Remelia
para
defesa
de Constantinopla, cujo
cominando
foi
en
tregue
a
Moukiar-Pachá.
Ha
noticia
da
carnificina
dos
christãos
em
Bougas.
Está
completo
o
investimento
de
Wid-
din.
Londres 21—
O «Dayli Telegraph»
pu
blica
um
telegramma
de
Constantinopla,
disendo
que
os delegados
turcos
offerece-
ram
um
porto
livre nos
Balkans
como
li
mite
da
Bulgaria
e
abertura
dos
Darda-
nellos
a
todas
as
marinhas
de
guerra.
A
Rússia
exige
a
annexação de Andri-
nopla
á
Bulgaria
e
abertura
dos
Dardanel-
los
sómente
para
as
marinhas
de guerra
lurca
e russa.
A
Grécia
activa
os
preparativos
da
guerra.
Rebentou
uma
insurreição
na
Mace-
donia.
Paris
22—
Assegura-se
que
a
rainha
Victoria
escreveu
ao
Czar, supplicando a
demora da
marcha
dos
russos
Os
insurgentes
cretenses
escreveram
ao
Czar,
pedindo
que
não
esqueça
a
ilha
de
Creta,
quando
tratar da
paz.
Tlovimento
do
9Ie«pital de 8.
Mareos,
—
Doentes
existentes
em
13
de
janeiro:
72
homens
e
102
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
linda:
13
bomens
e
17
mulheres.
Sahiram:
11
homens
e
12
mulheres.
Fallecerain: 1
homem
e 2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
19
de Janeiro
73
homens
e
105
mulheres.
Appelo
á earidode.
—
Pedimos
ás
almas
caridosas nina
esmola
para
o pobre
Antonio
Joaquim
da
Motta,
oílicial
de
sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo, pelo
seu mau
estado
de
saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e filhos.
A
’
s
v»».
—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S
Pedro de
Ma-
ximinos.
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
pae»
exlremamente pobres,
que
continuamente
soffre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo-a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
»lma» enridesti».—
Recommen-
damos ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’
edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
iucta
com
a
miséria
extrema.
NECBOLOGIÃ
TRIBUTO
DE
SAUDADEI
meti
chorado
irmío Caiimiro de
Lourtir* Paul,
faliecido em Ylon-
dim
<ia
íveíra na dia 14 du ear-
rente.
xAhi
dispielata
mnie!
ahi
crudel
vila!
tL'utnii
inha
posto
in
doglia,
<
E
mie
speranze
acerbamenle
ha
spentes:
«Latira
mi
tem
quaggiu
contra mia
voglia:
P
etrarca
.
Eis-te
baixado
á
campa!...
eis-te
elimi
nado
do
numero
dos
vivos!...
Ainda
no
vigor
dos
annos,
na
edade
das
esperanças,
da
poesia e
do
amor,
tu.
ó
querido
Casimiro,
fugiste
da
terra e
foste
tomar
assento
ao
lado dos
bem-
aventurados,
dos
escolhidos
de
Deus,
de
pois
d
um
padecer
diuturno
e
cruel!
Voaste
ao
ceu,
ó
esperançoso
joven,
aonde
te
aguardavam
as
almas
puras
do
nosso
bondoso
pae
e
de
nossas
candidas
irmãs!...
E’
s
mais feliz
agora, és.
ó
irmão
querido;
mas,
morrer,
contando
só
17
primaveras,
morrer ao
desabrochar
da
vi
da
e
quando
tudo
nos
sorri,
oh!
é
bem
triste!
é bem
doloroso!...
Não
te
salvaram
os
carinhos
da
nos
sa
santa
mãe,
nem
os
desvelados
recur
sos
da
sciencia:
tudo
foi
frustrado,
por
que
no
grande livro
da vida
dos
mor-
taes
estavam
contados
e
findos
os
teus
dias.
Quando,
ha
1
í mezes,
te dei
um
abra
ço de
despedida,
ao
partir
dos
nossos
la
res
pátrios,
mal pensava
eu
então
que
es
se
abraço
era
o ultimo
e
que
não
mais
te veria
na
terra!
Não é
permittido
aos humanos
per
scrutar
os
divinos mysterios
do
porvir
e
cumpre-lhes
recebel-os
e
acatal-os
como
vindos
das
mãos
do
Todo Poderoso;
pois
que,
como
dizia
Th.odoro
d
’Almeida
«No
que
Deus por
si
faz
«Sempre
faz
o
melhor.»
mas
comludo
vêr
desapparecer
do
mundo
um
irmão,
que
se
ama,
um
ente,
a
quem
se
eonsagra
uma
amisade
profunda
e
in
definida,
é
muito
pungente,
demasiado
acerbo!
São
porém
altos
os
decretos
do
Omni
potente
e
insondáveis
os
seus
desígnios!
Acceita,
pois,
caro
irmão,
lá n
’
essa
es
tancia
celeste,
em
que
foste
habitar,
este
tributo
d
’uma saudade
infinita, e
pede a
Deus por
quem
te
chora
muito
«Triste e
sem
conforto
«N
’
este
valle
de
amargura...»
por
quem
te
não
olvidará
nunca
e
cheio
de
profunda
magoa e
da
dedicação
mais
in
génua,
repetirá
mil
vezes:
Descança,
ó
alma
candida!
A
paz
seja
comtigo,
ó
Casimiro!
Guimarães
20
de
janeiro
de
1878.
G.
P.
yAUlIJà
A
1UJJUÒ
sem
medicina
pur
gantes,
nem
despezas, com
o
uso da
delicio
sa
farinha de saúde,
BEVASiESClÈBE
DE
BARKY
de Londres.
30 nuno»
d
’
invnriave! sueeesaa
4
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica, gaslralgias,
flegmas,
arro
tos,
ventos,
flatos,
amargor
na bocca,
pi-
luilas,
nauseas,
vomitos,
irritação
intesti
nal,
bexigas,
diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma,
falta
de respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alito,
dos
bronchios,
da be
xiga,
do
figado,
dos
rins, dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e do
sangue.
85:000
curas,
entre
as
quaes
coutam-se a do
du
que
de
Pluskow
e
da
exm.a snr.a
mar
queza
de
Brehan,
da
sor.*
duqueza
de Cas-
tlestoard,
do
Lord
Stoard
de
Decies, par
dltiglaterra
,
do
doutor
e
professor
Wur
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.
0 48:614.
— A snr.
a
marqoeza
de
Brehan,
de sete
annos
de
doença
do
figado,
d
’
estomago,
emmagrecimeiilo, pal
pitações
nervosas
em
todo
o
corpo,
agita
ção
nervosa e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986.
—
M
ie
Martin,
de
sup-
pressão da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada
incurável, perfeitamente
curada
pela
Kevaleseière.
Cura
n.°
65:112.
—
E.
Payard,
de
gas
tralgia e vomitos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
tendo
sempre
a
cavida
de
do
estomago
inlumecida.
Cura
n.
a
62:845.
—
M.
Boillet,
cura,
de
36
annos
de
asthma
com sublocações
du
rante
a
noite.
Cura
n.°
70:421.
—
M
A.
Spadaro,
de
uma
constipação
obstinada
de
note
annos.
Era
terrível,
e distinclos
médicos
tinham
declarado
que
uão
havia
meio
de
cu-
ral-a
E’
seis vezes
mais
nutritiva do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
econotnisa cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.—
Preçov
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula
:
Em caixas
de folha
de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
;
de
lf
i
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
l$40C
res;
de
2
*/
t
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los, 6^400; ede
12
kilos,
12$000
rs.
Os
biscoitos da Revalescière
que
se
po
dem
comer a
qualquer
hora,
vèndem-se
em
caixas
a
800
e
lá
400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revaleseière ehoeolKtaiiai
ella
res-
titue
o
appettile,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
tnais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis
;
de
24
chave
nas, 800
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
dt
120
chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cad<
chavetis.
DU B&RS&Y «fc «!.’ LIMITED, -
Place
Vendòtue, 26,
Paris.
77 Regent-
Streel,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
eieiros,
etc.,
das
províncias
devem diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central;
snr.
Serzedello
<fc
C.
a
Largo do Corpo
Santo
16,
(por
grosso e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro, 31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por
to,
J.
de
Sousa
Ferreira
á Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
OEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NHO.
—Aveíre,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
SBareelloe,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vianna do
Ca«-
tello,
Aflouso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros, drog.,
Rua
grande,
140.
—Cluimarâeic.
A
J. Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
àilva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Pemaflel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão, Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Veimelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeila,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs., Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte
do
LK
ma.
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—Povoo
do
Vanim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valenç» do .ninho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.—
Villa
de
Conde,
a
.
L.
Maia
Torr<8, pharm.
AGRADECIMENTOS
Anna
Roza Louzada,
sua
mãe,
irmã
e
irmão,
agradecem,
penhoradissimos,
a
Io
das
»s
pessoas
(especialmenle
á
classe
ly-
pographica),
que
por
occasiào do falleci-
menlo
de
seu
presado e
nunca
esquecido
esposo,
genro
e
cunhado,
João
José da
Silva
Braga, lhes
prestaram
seus
serviços,
e
renderam
a
ultima
homenagem
ao
fi
nado.
A
todas tributam
o
mais
profundo
re
conhecimento
e indelevel
gratidão.
D. Isabel Augusta
d
’Araujo
Moita, D.
Candida
Augusta
d’
Araujo
Queiroz,
D.
Ma
ria
do
Patrocínio
d’
Araujo
Queiroz,
Anto
nio
Roberto
d
’
Araujo
Queiroz
e
Jacinlho
de Magalhães
d’
Araujo
Queiroz
agradecem
por
este
meio
a
todas as
pessoas
que
os
cumprimentaram
por
occasiào
da
doença
e fallecitnenlo
de
seu
muito
presado
es
poso,
pae
e
thio
Antonio
Roberto
d
’
Arau-
jo
Queiroz;
e
com
especialidade
ás
que
assistiram
ao
oílicio de
corpo
presente
e
acompanharam
o
cadaver ao
cemiterio.
Da
mesma
fórma
agradecem
penhoradissimos
a
todas
as
pessoas
que se
dignaram
ou
vir
a missa
que
por
alma
do
finado
foi
mandada
celebrar
pelo
centro
progressis
ta
d’esta
cidade
ao qual
consignamos
aqui
o
mais
vivo
e
indelevel reconhecimento.
(709)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
ma
do
Cam
po,
d
’esta
cidade,
que está
anclorisado
para
este
fim.
(713)
BANCO
DO
MINHO
Dividendo
do
9.° lemeitre
de 1893
A
gerencia
d
’
este
Banco
annuncia
que
o
dividendo
do
2
0
semestre
de
1877,
na
rasão
de
3
p.
c.
ou 3$000
reis
por
ac
ção,
principiará
a
pagar-se
no
dia
23
do
corrente,
continuando
em
todas
as
se
gundas
quartas
e
sextas
feiras
desde
as 10
horas
da
manhã
até
á
1
da tarde.
Os
snrs.
accionistas
de
Lisboa pódem
recebel-o
na
respectiva
agencia Banco Lis
boa
&
Açores
e
os do
Porto na Caixa
Filial.
Braga, 21 de janeiro
de
1878.
Os
gerentes
Domingos
José
Soares
Francisco Casimiro
da
Cruz
Teixeira.
(714)
O
PROFESSOR
de
commereio
mudou
para
a
rua das Palhotas
n.°
83.
(715)
RAPHAEL
ou o
Menino
devoto e inatrnido
Collecção
de
orações
e
meditações,
com
unt
dialogo
entre
um
sacerdote
e
aquelle
me
nino;
exlraclos
das
obras
de
vários
aucto-
res
sábios
e
piedosos,
COORDENADOS
PELO
PADRE
J.
J.
C.
DE SEQUEIRA
Acha-se
á venda
unicamente
no
escri-
ptorio
da
«Palavra»,
Cima de
Villa
n.° 25.
Preço,
120 reis
—
pelo
correio,
140.
—
Encardernado,
220
—
pelo
correio,
240
rs.
E*
pago
adiantado.
Tendo o
abaixo
assignado
sido
nm
dos
que
mais
promoveu
uma
reunião
dos
seus
collegas
de
ourivesaria
que
se
eflectuou
no
dia
22
de
maio
de
1875,
em
casa
do
snr.
José
Maria
da
Silva,
em
que
se
ac-
cordou
dar
um testimunho
perpetuo
da
guarda
dos
domingos
e
dias
santificados,
fechando
os
seus
estabelecimentos
á
venda»
o
que
todos
acordaram
por
um assigna
do,
que
mais tarde
foi reduzido
a
escri-
ptura
que
os
mesmos
ratificaram,
menos
um,
que
declarou
com
sua
palavra
que
cumpriria, o
que
não
obstante
faltou
a
ella
sendo o primeiro
a
transgredir,
ar
rastando
mais
tarde
outro seu
visinho.
Por
estes
motivos
houve
nova
reunião
em
que
os
seus
collegas
deliberaram
tor
nar
a
abrir
os
seu> estabelecimentos,
a
que'
o
abaixo
assignado
se
vê quasi
for
çado
a
fazer
o mesmo,
uão
pelo
inte
resse
que
possa auferir n’essas
poucas
ho
ras
que terá o
seu
estabelecimento
aber
to,
mas
sim
por
se
não tornar só
elle
saliente,
para
com
os
seus
collegas
e
mes
mo
aos
transeuntes
que
poderão
interpre
tar
o
casa
de differenle
mo
io.
São estes
os
motivos
porque
faço
a
presente
declação,
abstendo-me
de
narrar
varias
peripécias
e
circumstancias
que
se
deram,
durante
mais
de dous
annos
de
corridos,
sobre
este
incidente;
o
que
não
faço para
não
oífender
os
melindres
dos
meus
collegas.
Braga
e
Largo
do
Paço
n.°
3,
18 de
janeiro,
de
1878.
(712)
Antonio
José
da Silva
Mello.
FEIRA
DE
MARÇO
EM
AVEIRO
Por
ordem
da
Camara
Municipal
do
Concelho
d
’
Aveiro
se
faz publico: que
lodos
os
negociantes,
que
quizerem
con
correr
á
diia
feira,
farão
ao
arrematante
do
abarracamenlo,
Manoel
Antonio
Lou
reiro
de
Mesquita,
desta
cidade,
até
ao-
dia
15
de
fevereiro
fuluro,
a
necessário
requisição
da
barraca,
dezignando
os
lan
ços
que
pretendem,
sob
pena de que, não
o
fazendo
até
ao
indicado
dia,
não
pode
o
mesmo
arrematante
ser
obrigado
a
con-
struil-os
Aveiro e Secretaria da
Cainara
Munici
pal,
15
de
Janeiro
de 1878.
O
Escrivão da
Camara
Francisco
de Pinhe
Guedes
Pinto.
(703)
COMPANHIA
GERAL
BRACA-
REN3E
São
convidados
os
snrs.
accionistas
da
Companhia
Geral
Bracarense
a
reuni
rem-se
em
assemblea
geral, no
dia
26i
do
corrente,
pelas
11
horas
da
"
manhã,
no
escriptorio
da Companhia,
para
os lins
dos
art.
12.°
e
14.0
dos
estatutos.
As
contas, balanço
e
lista
dos
accio
nistas
estão
patentes,
desde
já,
no
escri
ptorio
da
mesma
Companhia.
Braga,
15
de
Janeiro de
1878.
O
Presidente
Francisco
de
Campos d
’
Azevedo
Soarce»
(706)
Dinheiro a juro
Na
Real Confraria
do
Senhor
Bom
Je
sus
do
Monte, ha dinheiro
para
dar
a
ju
ros,
sob
hypolheca
e
fiadores.
Requerimento
á
Commissà*
administra
tiva,
entregues
na
rua
do
Souto n."
39»
ao
thesoureiro
dos
legados
e
da
Casa.
João
Augusto
d’
Oliveira
Braga.
(710}
^BBBf-^s*ÍW5SíS®H
^.'^?3e*«£2iX2J231*'
Banco Mercantil
de Braga
Da
parte
do
exm.0
presidente da As
sembleia
geral
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’este
Banco
a
reunirem-se
em
sessão
ordmaria
no
dia 31
do
corrente
pelas
12 horas
na
casa do Banco
para
se
discutir
o
relatorio
e
contas
da
di
recção
e
votar
o
parecer
do
Conselho
Fiscal,
e
bem
assim
para
se
proceder
á
eleição
d’
um
vogal
do
Conselho Fiscal.
Braga
23
de
janeiro
de
1878.
l.° secretario,
Domingos
Moreira Guimarães.
BANCO
DE GUIMARÃES
São
convidados
os
snrs.
accionistas
<io Banco
de
Guimarães
a
reunirem-se
em
assemblea
geral
na
caza
do
mesmo
Banco
no
dia
25
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã
para
os
fins
do
art.
42.°
dos
estatutos.
Banco
de
Guimarães,
15 de
Janeiro
de
1878.
O
Presidente
da
Assemblea
Geral
(704)
Barão
de
Pombeiro.
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los, fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu
emprego M
ichbl
, pharm
>
ceutico
em
A
ím
(na Provença) França. —
Preço 1,000
reis.—Em
Li»l>
.« o
snr B-rreU., Loreto,
n
0
28
—
3O.f2õ)
t
n
’• ?
7T
sj
VIVI?
A
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i
>ii
UiHll
DO
ALTO
D0U1W
!5
4
CASA »K V8L1A FOUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém se
encontram
a
retalho
Banco
Commercial
de Braga
No
dia
25
do
corrente pelas
11
ho
ras
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Ban
co,
tem
de
se reunir
a assembleia ge
ral.
dos
snrs. accionistas d
’
este
Banco,
para
a
discussão
do
relatorio
da
Direc
ção
e
parecer
do
Concelho
Fiscal,
apre
sentados
em
sessão
de
10
do
corrente,
e
em conformidade
com
o
que
alli
foi
resolvido,
e
em
virtude
do
artigo
33
dos
Estatutos.
Braga
11 de
janeiro
de
1878.
O
secretario,
Gonçalo
Antão
de
Macedo Sá
e Abreu.
Venda
de bens de raiz
Por
deliberação
da Commissão
liqui
datária
do
casai
do exm.
0
Manuel
Gomes
da
Silva
Mattos,
creada
por
escriptura
em
7
de dezembro ultimo
feita
na
Nota
'do
Tabelião
João
Marços
d
’
Araujo
Ribeiro,
tem
de ser
arrematadas
e entregues
a
quem
mais
der.
convindo
os
preços,
a
casa
nobre
n.°
7
do
Campo
de
Sant
Ati
na,
as
bes
quintas
bem conhecidas
de
•Gualtar,
proximo
á
estrada
de
Chaves
e
da
egreja
d
’
aquella
freguezia,
com a
de
nominação
de quintas da
Pia,
da
Bouça,
e
de Villar.
e
timlmenie
o
campo
junto
ao
t
ido
do
Padre
com
frente
para
am
bas as
ditas estradas.
Esta
arrematação
terá
logar
no
salão
do
Theatro
de
S.
Geraldo
ás
11 horas
do
dia
27
do
corrente
mez.
Em
casa
do
snr.
Paulo
José
da Cos
ta,
no
largo
do
Barão de
S.
Marlinho,
estão
patentes
os
esclarecimentos
que
foi
possível
obter não
só
dos encargos
de
cada
um
dos
ditos
prédios,
como
dos
fo
ros
e bens
que pertencem
a cada
um.
Braga
7
de
janeiro
de
1878.
Henrique
Freire
d’
Andrade
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
Antonio
dos Santos
Azevedo
Magalhães
(693)
S
búa
tiEs.
marcos
;
ns
.Ç
ff
Vende
papeis pinta-
dos
para guarnecer salias,
FILIÃL
C
a
CAIXA
ECOAO.tlHA PESHORSSTA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital.
.... 5OOaOOO$<MH9
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.°
9
(Também com
entrada pela
ma
do
Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
movei-,
ferramentas,
e
sob;e
todo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
léis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito a
pra-
so
ou á
ordem
abonando
juros
conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des-
<le
as
9
hora,
da manhã
até
ás
7
da noite,
e
nos
dias santificados
estará
aberta
só
até
ao
meio dia.
O
gerente
—
A. G.
Ferreirinfti.
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
80
reis
a peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para pinturas
-ie
casas,
tudo
de
boa
qu.tii-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
BANCO
COMMERCIAL DE
BRAGA
Os
snrs.
accionistas
que
não tenham
recebido
relatorio
por
se
ignorar
as
suas
moradas,
queiram
ler
a
bondade
de
mandar
procorar
na
thesouraria
do
mesmo
Banco,
e
no Porto
na
sua
caixa
Filial.
Braga
18
de
Janeiro
de
1878.
CAIXA
PARA
AZEITE
No
largo
de
S.
Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva
cinco
pipas, e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados
:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
&
»
190
> Lagrima
....................................
200
»
Branco
de
meza........................
210
»
tinto
de
meza fino.
270
*
de
prova
secca.
300
o
Malvasia
de
2.
“
.........................
360
»
»
velho................................
400
>
Malvasia,
Bastardo
e
Moscatel
a
50(
»
Roncão
.....................................
700
»
Alvaralhão....................................
560
>
Velho
de
1854
....
600
»
a retalho psrt
meza
50
e
8(
>
v
quartilho
tinto,
e branco 120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
lodos estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(44-41)
VIKVf8«iaÃO DBSTUTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRDRGi-
CA
DO PORTO
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações e
devsções
indul-
genciadas, e
concedidas
posterior-
mente
á ultima
Raccoita.
Com
approvação
de
S.
Exc.
a
7?ev.nis
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em Braga,
ua
rua
Nova
n.°
3
E,
e
nas
principaes
livrarias;
e
no Porto
na
Livraria
Cathohca,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de
Manuel Malheiro.
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura. . .
.
160
reis
>
encadernado
....
240
»
I
dSCUK
80
do
deputado francez
cntleolifo
O
CONDE
ALBERTO
DE
MUN
Pronunciado
no ericerraiiientn da
asHembleia gerai doa menbrot
<in
oitra
áon circulo» catbolicoB
de operários
TRADUZIDO
PELO
PAimi-t
SRNNA
F84KIT.4S
Dedicado
ás
Associações
Catholicas do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’esta
redacção
por
60
rs.
Bua
de S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
qusnlo
diz
respeito á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(688)
(ItURMÃO OiiXTIgTA
DA
Escola
Americana
Consullono
a
ioda
a
hora,
tanto
de
dia como de
noite Rua
do
Campo (antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(687)
BAGANHA
<fc VIEIRA,
de Viauna
do
Castello,
tem
a
descargo n
’
aqueile Porto
um
Brigue
com
Carvão
de
pedra
Inglez
de
t.
a
qualidade,
para
forja,
que
vendem
por
preços
cómmodos
tanto
a
bordo
como
no
armazém.
(708)
dinheiro
a
juro
A
Confraria
de Santo Amaro da Sé
tem dinheiro
pari
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
lheca.
(706)
LlVKAliIA BUIU
>A LO
Travessa
da
Victori» n.° 49, l.°
andar, Uisboa
N
’
este
estabelecimento
ha
um
variado
sortimento
de
differentes
obras,
Roman
ces,
Historias,
Comedias,
Dramas, Scenas
Cómicas
e
Almanachs
para 1878, e
faz-se
abatimento
para negocio,
e
remettem-se
os catalogos grátis,
e
qualquer
das
obras
abaixo
mencionadas
são
remettidas
francas
de
porte aquem
enviar
o seu
importe
em
estampilhas.
MANUAL
DAS
DAMAS,
tratado
de
fa
zer
flores
artificiaes
ornado
de
estampas
500.
MANUAL
DO
COSINHEIRO,
modo
de
preparar
as
melhores
iguarias
da
cosi-
nha
portugueza
e
franceza.
arte
de co
peiro
e
pasteleiro
210,
MANUAL DO
PRESTIDIGITADOR,
livro
de sortes di
vertidas
tanto
de
mãos
como
de cartas e
physica
recreativa, ornado
de
80
estam
pas
500,
manual
do
conserveiro
e
CONFEITEIRO,
modo
de
fazer
bolios
pas
teis, doces,
gelados,
240,
MANUAL
DE
DANSA, arte
de
aprender a
dansar
sem
mestre
120, MANUAL
DAS
SINAS,
ex
plicação
das
sinas
e sonhos
120.
IIVIIAÍIIA
11
’
EtWla
CHi.lilliOSi
JOSE
’
BA bILVAEUEDÃO
Com loji»
<le
fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—
13
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
goezes,
tauto d
esta
cidade
come
''
as
P
rov
*
nc,as<l
ue
ten)
unj
bonito
111
1
e va,
>ado
sortimento
de
fato
fei-
to,
casimiras
para
faio
muito
baratas,
cortes de
calça
a
l$300.
2$000
e 213500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de
panno familiar,
e
meoles,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas as
qualidades,
de
500
rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
lo
dos
os
feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja encommendada,
e prompti-
íica-se
a
ficar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
fieguez.
BHÃGA
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Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
abé
1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra, 3.
yol
...................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Beligião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da
religião
christão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol..................
.
...........................
t$200
BALMES
0
Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol.
2$10(>
PADRE
SENNA
FREITAS
PADRE
MACH
Maná
do
Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cari...............................................
$600
Ancora
de Salvação,
I
vol.
br.
5u0
cart...................................................
$600
D.
MARIA
DO
PILAR
A
Lei de
Deus,
collecção
Je
len
ias
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go.
1 vol........................................ $500
Preço
.... 500
reis
A
’
venda
na Livraria
Calholica
Portuen
se,
praça
de
D. Pedro,
131.
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA
RAMOS
Sermão sobre a
Divindade
de Nosso Se
nhor
Jesus
Chrislo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço..................
200
rs.
Parte de Comércio do Minho (O)
