comerciominho_23071878_814.xml
- conteúdo
-
FOLIIJL
«OMIMJEWUGB
ICIíI.lfMlOS
K
KC
rVOTBTBLCZHOS^.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes..............................
1^600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição....................................
10
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes............
2^00ô
»
6
»
............
1^050
»
sendo
duas
assignaturas
3&60Õ
Brazil,
12
mezes, moeda forte.
.
3^60®
Folha
avulso................... ífi
N.° 814
UBAGA-TEHÇA-FEIHA
93
»E
JULHO
»E
189»
Carta
de
8.
Santidade
o
Papa
Leão
XIII
ao
senhor
eardeal
Mona-
go
la
Valletta
vigário
geral
em
Roma.
Senhor
cardeal,
No
meio
dos
numerosos
motivos
d
’
ale-
gria
e
de conforto
que
desde
o
principio
do
nosso
Pontificado
tivemos,
nos
ine
quívocos
teslimunhos
de
reverencia e
de
affecto
que
nos
chegaram
de
todas
as
partes
do
mundo,
não
nos
faltaram
gra
ves
amarguras
pelas
condições
geraes
da
Egreja,
sujeita
qnasi
por
toda
aparte
a
uma
cruel
perseguição,
e
pelo
que
viamos
succeder
n
’esla
mesma
cidade
de
Roma,
cen
tro
do
catliolicismo
e
Séde
augusta
do
Vi
gário
de
Chrislo. Aqui,
uma
imprensa sem
freio, jornaesapostados conlinuamente
a
combater
a
fé
com
o
sophisma
e
com
o
motejo,
a impugnar
os
sagrados
direitos
da
Egreja,
e
a
abater
a
sua
auctoridade;
alli,
templos
de
protestantes
levantados
com
o
oiro das
sociedades
bíblicas
nas
ruas
mais
frequentadas,
como
um
insulto
á
nossa
fé
;
além,
escolas,
asylos
e
hospícios
abertos
á incauta
juventude,
com
a
appa-
rencia
philantropica
de
auxilial-a
na
cul
tura
da inlelligencia
e
nas
suas
neces
sidades
materiaes,
mas
com
o verdadeiro
fim
de
formar
uma
geração
inimiga
da
Religião
e
da
Egreja
de
Christo.
E
como
se
tudoisso
fosse
pouco; appareceu,
não
ha
muito,
um
decreto,
obra
d
’
aquelles
que
por
dever
do
seu
cargo
são
obrigados
a
promover
os
verdadeiros
interesses
do
povo
romano,
que
bane das
escolas
muni
cipaes o
catliecismo
calholico.
Medida
re
provável,
que
vem
tirar
mais
este
dique
á
herezia
e
á
incredulidade
que
irrompe
de
toda
a
parle,
e que
deixa
aberto
o
caminho
a
um
novo
genero
de invasão
estrangeira,
mais
funesto
e perigoso
que
o
antigo,
por
que
mais
direclamente
tende
a
arrebatar dos
corações
dos romanos
o
precioso
thesouro
da
fé,
e
dos
fructos
que
d
’
ella
derivam.
Este
novo
allentado
contra a
Religião
e
piedade
do
Nosso
povo
encheNos o
coração
de
viva
e
pungente
tristeza,
e
Nos obriga
a
escrever
a
presente
carta
sobre
o
dolo
roso
argumento
a
Vós,
Snr.
Cardeal,
que
fazeis
as
Nossas
vezes
no governo
espi
ritual
de
Roma,
para
queixar-Nos
altamen
te
diante
de
Deus e
dos
homens.
E
desde
já,
em
virtude
do Nosso
pas
toral
ministério,
devemos
recordar
a
todos
os
calholicos o
gravíssimo
dever que
por
lei
natural
e
divina
lhes
incumbe
d’instruir
a
sua
prole
nas verdades
sobrenaturaes
da
fé,
e
a
obrigação
que
pesa
sobre
aquelles
que
tem
nas mãos
o
governo
d’
uma
cidade
catliolica
de
facilitar
e
pomover
o
cumpri
mento
d
’
esse dever. E
em quanto
,em
no
me
da
Religião levantamos
a
nossa
voz
em
defeza dos seus
mais
sagrados direitos,
queremos
outrosim
que se
conheç»
quan
to
esta
imprevidente
deliberação
é
contraria
uo
verdadeiro
bem
da
própria
sociedade.
Certamente não se
poderia
imaginar
qual
pretexto
tenha
podido aconselhar
uma
tal
medida,
a
não
ser
talvez
aquel
la
irracional e
perniciosa
indifferença
em
matéria
de
religião»
na
qual
hoje
se
pre
tenderia
que
se
formassem
os
povos.
Até
agora
a
rasão
e
o
mesmo
bom
senso
na
tural
ensinaram
aos
homens
a
pôr
de
par
te
e
fora
d
’uso
aquillo
que
em
pratica
nào
tivesse
dado
bons
resultados,
ou
por
mudança
de
condições
se
tivesse
tornado
Inútil.
Mas
quem
poderá
aíllrmar
que
o
ensino
do
calhecismo
não
tenha
produzi
do
um
grande
bem
?
Não
foi
o
ensi
no
religioso
que
renovou
o mundo,
que
santificou
e
suavisou
entre
os
homens
as
suas
reciprocas
relações,
que
tornou
mais
delicado
o
senso
moral,
e
formou
aquella
consciência
christã,
que
reprime
moral
mente
os
excessos,
condemna
as injus
tiças,
e
eleva
os
povos
fieis
acima
de to
dos
os
outros
?
Dir-se-ha
talvez
que as
condições
sociaes
da
era
que corre
o
tor
naram
inútil
e
nocivo?
Mas
a
salvação
e
prosperidade dos
povos
não
tem
segu
ra
tutela
fóra
da
verdade
e
da
justiça,
das
quaes
a
presente
sociedade
sente
tão
vivamente
a
necessidade,
e
cujos
sagrados
direitos
só
o
calhecismo
calholico
conserva
plenamente
intactos.
Por
amor
pois
d
’a-
quelles
fructos
preciosos
que
já
se co
lheram
e
justamenle
se esperam
colher
d’
aquelle
ensino,
’
em
logar
de banil-o
das
escolas
publicas,
n’
ellas
se
deveria
pro-
movel-o
a
lodo o
custo.
E
isto
exige-o
lambem
a
natureza
do
infante
e
a
condição
de
todo
especial em
que
vivemos.
Não
se
póde
de
modo algum
renovar
sobre
o
infante
o juizo
de
Salo
mão,
e
parlil-o
ao
meio
com
um
córte
irracional
e
cruel entre
a
sua
intelligen-
cia
e
a
sua
vontade
:
ao
mesmo
tempo
que se
começa
a
cultivar
a
primeira,
é
necessário
encaminhar
a
segunda
á
aequi-
sição
dos
hábitos
virtuosos
e
do
ultimo
fim.
Quem
na
educação
despreza
a
vonta
de,
concentrando
lodos
os
esforços
na
cul
tura
da intelligencia,
faz
da instrucção
uma
arma
perversa na
mão dos
malvados.
E
’
o
raciocínio
que se une
á
malevolência
e
muitas
vezes
á
força,
a
que
não é
pos
sível pôr
algum
remedio.
E
’
esta
uma
cousa
tão
evidente, que
reconhecem,
ainda
que
contradizendo-se,
aquelles
mesmos
que
desejam
que
se
ex
clua
da
escola o ensino religioso.
Elles
não
limitam
os
seus
esforços
só
á
in
telligencia,
mas
os
estendem
também
á
vontade,
fazendo
ensinar nas
escolas
uma
elhica
que chamam
civil
e
natural,
e
pro
curando encaminhar
a juventude
á
aequi-
sição
das
virtudes
civicas
e sociaes.
Mas
uma
similhante
moral
não
póde
guiar
o
homem
ao
altíssimo
fim
para
o
qual
a
divina
Bondade
o
destinou
na
visão
beatífica de
Deus,
nem
mesmo
tem
for
ça
bastante
sobre
o
animo do infante
para
educaí-o na
virtude
e
mantel-o
firme
no
bem,
nem
corresponde
ás
verdadeiras
e
intimas
necessidades
do
homem,
que
é
animal
religioso
do mesmo
modo
que é
animal social,
e
nenhum
progresso
de
sciencia
poderá
jámais
arrancar-lhe
do
ani
mo
as
raizes
profundíssimas
da
religião
e
da
fé.
Porque
é
pois
que
para
educar
na
virtude
os
corações
dos
jovens
não
se
lança
mão
do
jcathecismo
calholico,
no
qual
se
encontra
o
modo
mais
perfeito
e
a
semente
mais
fecunda
d
’uma
sã
educa
ção
?
O
ensino
do
calhecismo
nobilita
e
eleva
o
homem
diante
de si mesmo,
induzindo-o
a
respeitar-se
e
a
respeitar
os
outros
em todas
as occasiôes.
E
’
uma
grande
desgraça
que a maior
parte
d
’
aquel
es,
que
sentenceiam
o
calhecismo
a
sahirdas
escolas,
tenham
esquecido,
ou não meditem
aquillo
que no
calhecismo aprenderam
na
edade infantil.
Se
assim
não
fosse,
ser-lhes-
hia
facil
comprehender
que
o
ensinar
ao
me
nino,
que
elle
sahiu
das
mãos
de
DeuS",
fru-
cto
do
amor
que
Este
livremenle
lhe
con
sagrou;
que
tu
lo
quanto se
vê
é
orde
nado
para elle,
rei
e
senhor
de
toda a
crea-
ção
;
que
é
tal
a
sua
grandeza
e
o seu
valor
que
o Eterno
Filho
de
Deus
para
resgatai
o
não
duvidou
tomar
a
sua
car
ne;
que
com
o
sangue
do Homem
Deus
foi banhada
a
sua
fronte
no
baplismo;
que
das
carnes
do
divino
Cordeiro
se
ali
menta
a
sua
vida espiritual
;
que
o Espi
rito
Santo
habitando n’
elle
como
n’um
templo
vivo
lhe
infunde
vida e
virtude
inteiramente
divina
;
é
o
mesmo
que
dar-
lhe
impulsos
efiicacissimos a
guardar
a
qua
lidade
gloriosa de
filho
de
Deus,
e
a
hon
rai
a
com
virtuoso
comportamento. Com-
prehenderiam
além d’
isto
que é
licito
es
perar
as
maiores
cousas d
’
um
menino,
que
na
escola
do
calhecismo
aprende que é
des
tinado
a
um
fim altíssimo
na
visão
e
no
amor
de Deus
;
que
é
habituado a
vigiar
continuamente
sobre
si
mesmo,
e
confor
tado
com toda a
especie
d
’
auxilios
para
sustentar
a
guerra
que
lhe
fazem
os
inimigos
implacáveis
;
que
é exercitado
na
docilidade
e
sujeição,
aprendendo
a
vene
rar
nos
paes
a
imagem
do
Pae
que
está
nos
céos, e
no
Príncipe
a
auctoridade
que
vem
de
Deus
e
de
Deus
recebe
a
rasão
de
ser
e
a
mageslade;
que
é
in
clinado
a
respeitar nos irmãos a
similhan-
ça
divina
que
brilha
sobre
a
sua
fronte,
e a
reconhecer
debaixo
das
miseráveis
ap-
parencias
do pobre
o
mesmo
Redemplor;
que
é
salvo
a
tempo
das duvidas e
das
incertezas,
por
beneficio
do
magistério
catholico,
o
qual
tem
impressos
os
titulos
da
infallibilidade
e
authenlicidade na sua
divina
origem,
no
facto
prodigioso
do
seu
estabelecimento
sobre
a
terra,
na
abun-
dancia
dos
fructos
dulcíssimos
e salutares
que
produz.
Finalmenle comprehenderiam
que a
moral
catholica,
munida
do
temor
do
castigo
e
da
esperança
certa
dulcíssi
mos
prémios,
não
corre
o
risco
d
’
aquella
ethica
civil,
que
se
pretenderia
substituir
á
religiosa;
nem
leriam
nunca
tomado
a
funesta
resolução
de
privar
a
presente
ger
ação
de
tantas
e
tão
preciosas
vantagens,
banindo
das
escolas
o
ensino
do
calhecis
mo.
(Co W.núa)
«A
Italia»
Pelo Conego
Alves
Mendes.
E
’
um
livro
esplendido.
O
auclor
definiu-o
mal,
chamando-lhe
um
Elucidário;
a
verdade
da
critica
pó
de
vir
fazer
uma
errata
á
modéstia, que
é
a verdade
da
virtude;
e
chamar
antes
a
esse
livro
uma
Luz.
Dupla
luz,
porque
demonstrou
mais
uma
vez
que
a
inspi
ração
do idealismo
é
infinitamente
supe
rior
á
do
realismo
desolador,
e
porque
é
uma
formosíssima
irradiação
que
parle
das
fileiras
do
clero
portuguez,
íalsamente
ti
do
por
um
eunucho
da
litteratura,
por
um
ilota
das
leltras
e
das
artes,
por
um
inhabil
que
não
sabe
manejar
uma
pen-
na,
e
por
um
ente
gothico
para
quem
o
saber
se
resume
na
escholastica d’Aristo-
teles,
galvanisada
por
S.
Tliomaz...
Não
é
a
primeira
luz
que
entre
nós
jorra
do
altar
n
’
esles
últimos
tempos,
nem
a primeira
que
se
accende
á
alampada
do
incomparável,
ideal
christão,
mas
funde-se
com
as que
a
precederam
n
um
fagueiro
prenuncio
de
novos
e
flammantes
clarões,
que
partirão
d
’
oravante
do
nosso
clero,
o
qual
mais
e
mais
se
rehabilita,
e
decu-
pla
o
horisonte
dos
seus
conhecimentos,
para
provar
ao
século
que,
se
elle
é
sol,
também
o padre
sabe
ser
raio, mas
raio
que
vivifica ..
Era
a
reflexão
que
fazíamos
ao
per
correr
as
douradas
paginas
da
Italia.
Sem
conta
são
as
obras
que
sobre
aquel
le
sublunar
firmamento do
bello se
tem
escrjpto,
ainda
simplesmente
d
’
este
Dupa-
ty
até
Castelar
e
Theophilo
Gautier: não
obstante,
a
Ilalia do
snr.
Conego Alves
Mend<$
não
as
repele,
tem
uma
entida
de
propua,
um colorido,
uma
fórma,
um
revérbero
que
a
faz
resahar
da
plana
dos
livros
que
o
assumpto
e
o
eslylo
con
fundem
sob
a
mesma
superfície
uniforme,
e
a
eleva
ao
glorioso
isolamento
dos la
vores
distinclissimos.
A indole
inlellectiial
do auctor
da
Ita-
lia
é profundamente eslhetica,
innegavel-
mente
plastica;
um
astro
como
a pátrio
de
Raphael,
e Leonardo
da
Venci
refra-
ctando-se
atravez
d’
aquelle
prisma
tão
pa
ra elle adequado,
não podia
deixar
de
nos seduzir cem
o
completo
espectro
so
lar
de
uma luz
suavíssima,
variegada,
e
primorosamente
esbatida.
A
opulenta
erudição
ethnographica
e
histórica,
o
fino
senso
critico,
e
as
lou-
çanias
do
eslylo, este verbo
da
linguagem
humana,
são
como
outros
tantos
hom-
bros vigorosos
que
se
adunam
para
con
duzir
mais
uma
vez
ao
repositorio
da
apo-
theose
essa
unica
Italia,
em cujo
ceo
os
pincéis
se
impregnam
de
luz,
em
cujo
so
lo
os
cinzéis
se
tornam
de
ouro,
e
ao
so
pro
inspirador
da
qual
a
penna
do
es-
criptor
vôa aos
arrobos
do
sublime.
O
auctor
estadeia-nos
á
vista a Italia
que
não
passa
e
a
que
não
passou
ainda;
a
que
Deus
fez,
e a
que
o lempo
tem
porora
deixado
de
pé;
quando,
porém,
é necessário
fazer
reviver
a
d
*
outr
,
ora,
evoca-a
do
pó
das
ruinas, e
do
ossuariò
da
historia.
Não trepida
ante
o ardimento
do seu
plano;
interroga
as
lapides
e
respondem-
lhe;
entranha-se
pelo hypogeo
dos
povos
sotopostos
na
morte,
c'
fal-os
reappare-
cer,
revestidos
a caracter,
no
acto,
e
na'
scena
precisa do grande
drama
social;
fe
re
o
mármore
dos
monumentos
meio
der-
tocados,
com
a
vara
de
intelligente
archeologo,
e dos monumentos
irrompe
caudal a
luz
reveladora
do
seu
genesis
e
da
sua significação
na
arte
e
na
historia.
As
descripções
topographicas
são
em
geral
exactissimas,
como
o
posso
aíllrmar
por experiencia, mas
o
paisagista soube
dar
lhes um
relêvo
encantador,
e
a
Italia
com
as
suas
alfombras,
com
os
seus
lagos
de
esmeralda,
com os
seus
panoramas
desbalisados
e
soberbos,
com
as
suas
ser
pentes
de
limpidíssima
agua,
com
as
suas
planícies
bojadas
de
espessos
tufos
de
ar
voredo,
com o
seu
leque
sempre
aberto
e
desenhado
de
myriades
de
flôres,
com
as
suas
montanhas,
e
abysmos,
e
golphos,
e
crateras,
e
aspecto,
e
viço,
e
vida/
e
amor,
foi
para
o
auctor
do
Elucidário'um
imraenso
teclado
que
acCordou,
sob
seus
dedos
de artista,
em
brilhante
rylhmo
re
passado d
’
aquellas
mysteriosas
'
melodias
que
nos
segredam
as
immortaes
phrases
musicaes
de
Bethoven
ou
Meyerbeer.
Poucos
dos
sumptuosos
monumentos
da
Ita|ia
escapam
á
sua
penna;
a
technologia
archilectonica
é
sempre rigorosa, a obser
vação
minudente
é
geralmente
verdadeira,
por
tal
arte que
eu
que
vi
o
Vaticano’
S.
Pedro,
Santo
Ambrosio
de
Milão,
ò
palacio
dos
Doges,
Santo
Antonio
de Pa-
dua,
o
museu
Pitti,
S.
Januario
de
Ná
poles,
etc.,
revendo
agora,
atravez do
cosmorama
graphico
do
Elucidário,
essa
Italia
de
mármore e
de
genio,
posso
di
zer
com
a
consciência
de
Miguel
Ange
lo, e
com
mais
ousadia,
que
Alves
Men
des
—
Ecco-la,
eil-a
alli
está.
E
’
outrosim o
livro um
livro
de
esty-
lo.
O
eslylo
está ás
ordens
do
auctor; não
ha
negal-o. Quando
uma
das
glorias
na-
luraes
ou artísticas
da
Italia íere
a cen
telha
do
seu
pensamento,
desce
esta
em
toda a
sua
encandescencia
ao
talisman
da
penna,
inundando
de luz
o
que
jaz
na
penumbra
para
a observação
do lorisla
vulgar.
Uma
vez
elevada
a
mente
a
uma
ideia
eslhetica,
a fórma ou
o
eslylo
tra-
dul-a
com
o
alto
relêvo
dos
artesões
rae-
dievaes, soletra-a
por
assim
dizer
leltra
por
lellra,
desdobra-a,
prolonga-a,
mallêa-a,
encara-a
sob
todas
as
faces,
destaca-lhe
todos
os
cambiantes,
illumina-a
com to
do
o
iris
das
múltiplas
bellezas
que
ella
reveste,
rompe-lhe
todos
os
seios,
e
o
lei
tor
encontra
enlevos
onde
o
viajante
mui
tas
vezes
só
encontra
o
vacuo,
que
o
seu
olhar
vidrado para
o
bello
povôa
de
uma
admiração
convencional.
Leia
o
leitor
esse
livro,
e
diga-me
de
pois
se ha
aqui
o
minimo
vislumbre
de
liyperbole,
e se nas
paginas
da Italia,
escriptas
com
um
raio
de
sol, se nos
não
de
param
magnificências
que lembram
a
Ello-
ra indiana,
e
mimos
que
entremostram
dentifórmes
rendilhados
de
Alhambra.
Mas
ha
mais
e
muito
mais
do
que
isso:
ha
o
ideal;
o
sentimento christão
a
reçumar
por
toda
a
parte,
e
a rasar,
porque
as
sim
o
diga,
até á
borda
cada
uma
das
paginas
do livro.
A
Italia
é
bella,
porque
é
bello
o
christianismo
;
bella, porque
quando
se
tem
o infinito
n’
alma,
e
no
coração
o
va
so
mysterioso
dos
perfumes,
e das har
monias christãs, não
é
muito
difficil
ser-
se
bello,
sobretudo
quando
na
intelligen-
cia
arde o
fogo sagrado
do
talento.
Eis
o
que
eu
sei
escrever
cora
a
con
vicção,
alheio
aos
ignóbeis
impulsos
da
lisonja.
O
meu
presupposto
é
um unico:
aflir-
mar
o
mérito de
um bom
livro, e
con
trastar
este
elogio meritissimo
á
grasnada
restrugidora
de
apostados
e
néscios
encó
mios que
uma
critica
realista
prostitue a
uma
litteratura
tão
realista
como
ella.
Não
é, comtudo,
que não
vejamos
al
guns
pequenos
senões
na Italia
do
snr.
Conego
Alves Mendes.
Por
vezes,
bem
que
raras,
o enlhusiasmo
e
o
encareci
mento
descriptivos
accusam
a
situação
do
escriptor
que
mais escuta
a
imaginação
que
a
realidade;
que
mais
escreveu
pelo
que
leu
do
que
pelo que
viu, ou
que
dá
uma
fórma
nova
á
impressão
por
outros
sen
tida
em
logar
de
traduzir
as
suas
próprias
impressões
pessoaes.
Um
dos
litulos
que
mais
lhe
acareia
a
nossa
lisongeira
apreciação
foi
precisa
mente
o
de
saber
fallar
como
fallou,
e do
que
em
parte,
ao
menos,
não
observou
com
os
seus
proprios
olhos,
mas
aqui
o
mérito
é
acompanhado
do defeito, que
ás
vezes
lhe
corresponde,
como
a
luz
origi
na a
sombra
ao passo que
é a
negação
d
’
ella.
Nas
analyses
plaslicas,
sobretudo
da
pintura,
o
auctor
parece
ficar
plenamente
satisfeito
se
o
quadro
christão
que
con
templa
realisar
a
perfeição
helenica
das
fôrmas
physiologicas,
embora
a
expressão
do
objecto
representado
destôe
do
cará
cter do
ideal
evángelicO.
Haja
vista
a
Ma
dona
delia
seddia
de
Raphael.
que
o
tran
sporta até ao
alheamento,
e
que também
me
transportou
a
miin
que
a
vi
no
ori
ginal
raphaelico,
não
porém
a
ponto
de
me
vedar
de
reconhecer
n
’
ella
a
Forna-
rina
do
incomparável pintor, a Venus
do
chrisiianismo,
em
cujos
olhos
móra
a
se-
ducção
inciladora
da
betera
grega
ou
do
mais
correcto
typo
de
Urbino
contem
plado
alravez
das
gothicas
gelosias
de
1390,
mas
não
a
Virgem
recatada
e
ul
tra
angélica
de
Nazareth. Veuillot
e
Viar-
dot,
cujos
princípios
são
em geral
tão
anlinomicos,
afinam
n’este ponto
peio
mesmo
senso critico
A
Venus
de
Medieis, desespero
da
es-
culptura
moderna,
e
suprema execução
da
eslhelica
pagã,
arrebatou
o
auctor
da
Italia
quasi
até
«um
mysterioso
culto».
Perdão:
que
culto?...
A frase aqui
seria
anacreôntica,
senão
fosse,
como
entendo,
uma
simples
locução
poética, com
cujo
sentido
se
não
ha de discutir de mais.
Aquelle
corpo
feminino
da
pérola
da
Tri
buna
de Pilli, apenas
velado
por
mão
mais
indiscreta
do
que
discreta,
e
onde
o
ideal da
natureza
se
abraça
com
a
ar
te
quasi
até
á
identidade,
não
póde fi-
xar-se
por
muito
tempo no
silencio
com
pleto
das
paixões.
Não
ha
«magestade» na sua
altitude,
ha
graça
quanta
se
queira; não
ha
a
Veslal
«senhora de todos
os
pensamentos
e
de
todas
as
paixões»,
ha
Venus,
a
deusa
do
prazer,
a
filha
da
espuma
do
mar,
tão
férvida
como
ella
sob
a
simulação
calculada
do
pudor.
Se ao
conspecto
de
um tão
acabado
exemplar
do
bello,
a
pupilla se dilata,
e
o
sentimento
da
admiração
plastica
se
pronuncia,
esse
bello tem um écco
ainda
mais pronun
ciado
nos
baixos
fundos
do
coração
hu
mano,
e
perante
a
por
demais seducto-
r
a
Venus
de Medieis
não
é
possivil
que
a
se
chumbem
os
pés» a
um
christão,
e
ainda
menos
a
um sacerdote.
Sou
talvez
severo
demasiadamente
á
força
de querer
mostrar-me
imparcial, e quasi
me
arre
pendo
de
escalpelizar,
como se
fôra
uma
proposição
philosophica,
um
periodo
em
que
o
auctor,
fazendo-se
ao
alto
mar
da
critica
eslhelica,
estava
muito
longe
das
minhas
pobres
reflexões
de
costeagem.
Que
são,
porém,
estes
e
outros
raros
escuros
defrontados
com os
inesgotáveis
esplendores do
conjuncto?
Algumas
folhas
ressequidas
n
’
uma imponente
floresta, a
sombra
calculada
do
quadro, as
negligen
cias
da
natureza
disfarçando
a
sua
sur-
prehendente harmonia,
que
jorra
dos
es
paços
infindos
do
firmamento
e
do
calix
microscopico
de
uma
flôr
montesina.
Não
se
chama
a
isto
um juiso
criti
co.
Não
tenho
tido, nem tenho
tempo
algum
para fazel-o, absorvido
por
verda
deiros
trabalhos
de
empreitada. Mas
não
pude
furtar-me
ao
prazer
de
lançar
ao
papel,
embora
a
todo
correr,
essas
linhas
que
para
ahi
ficam,
á
conta
de
sincero,
encendrado,
e
izento
preito
rendido ao
auctor
da
Italia.
Lembre-se,
porém,
o
collega
e
o amigo
de
que
o
seu
aprimo
radíssimo
lavor
nos
iscou
para
apetecermos
mais
biscato
e
nos transmitliu
um
direito
de
que
não
cedemos,
como
genuínos
ava
rentos,
sem
coração,
da
verdade
e
do
verdadeiro bello.
Collegio
de
Margaride.
Padre
Senna Freitas.
(OfJtESfOVmíACíi
Lisboa,
40
<le
julho
tle
4S7S.
E
’
assim
que a
hypocrisia
açula
fra-
lernalmenle
os liberaes
contra
os
migue
listas
emquanlo
protegem
os
animaes!
E
’
assim
que
elles
querem
fazer esque
cer as
discussões
políticas
que alevanta-
ram
e
que
a
boa
política
e
a
caridade
manda
apagar.
E
’
assim
que
depois
d
’
um
esqueci
mento,
quasi
completo, que
o liberalismo
infame,
o
liberalismo
hypocrita,
o
libera
lismo atheu,
veio
depois
de
quarenta
an
nos fazer
reviver
antigos
odios.
Pois
não
ganharão
com
isso.
Festeja-se
o dia 8 de
julho,
desem
barque
da
expedição
de
D. Pedro,
dos
7:500
bravos,
das
quarenta
linguas
de
Babel.
Metade
d
’esses
bravos
eram
vagabun
dos
engajados
nos
paizes
estrangeiros
para
vir
matar portuguezes,
e
a
outra
metade portuguezes
em
grande parte
for
çados,
uns
recrutados
á
força nas ilhas,
outros
prisioneiros
encorpados.
E
quereis
melhor
prova
d
’
isto?
No
primeiro
dia
do
desembarque
começou
a
deserção
nas
tropas
de
D.
Pedro,
e
den
tro
em
poucos dias eram
já
tantos
os
desertores
que
se
começou
com
os
filhos
das
ilhas
a
formar
o
leal
batalhão
aço
riano.
Dos
mais
desertores
reuniam
aos
seus
antigos
corpos,
ou
eram
mandados
para
suas casas
com
licença
ou baixa,
segundo
os
seus
desejos.
E
a
não
ser
o
armamento
forçado
no
Porto
e
suas
immediações,
e
o
recruta
mento
estrangeiro, não seria
possível
preencher
as
baixas
das
deserções,
porque
as
passagens do
campo
de D.
Miguel
eram
raríssimas,
e
só
um
anno depois
é
que
se
tornaram notáveis, depois
da
entrega
da
esquadra
e
da capital.
E ainda
assim
o
exercito
miguelisla
recrutando
no
paiz, e
armando-se
com
os
recursos
fracos
de
que
dispunha
de
pois
da
perda
dos
arsenaes, era
tão
res
peitável,
que
foi
preciso
uma
colligação
de
quatro
potências,
e
a
invasão
por
terra
e
mar
para pòr
termo
á
lucla.
Vergonha
!
0
dia
24
de
julho
é
lambem memo
rável
pela
pilhagem, assassinatos, e
mais
gentilezas
que
praticaram
os
assassinos
e
ladrões
que
esses
bravos
soltaram do
Limoeiro
e
prisões
dos
forçados
das
galés
para
acclamarem
a liberdade.
Se
os
invasores
soltassem
sómente
os
prezos
políticos,
isso era
iogico,
mas
esses
eram
poucos
em
proporção
dos
muitos
facínoras,
que
n’aquella
hora
quizeram
ser
liberaes,
e
na
verdade estes
como
mais
valentes
não
se
podiam
escusar
em
occasião
tão
critica
de
pagar com
gratidão
aos seus
libertadores.
Este
triunfo
esquecido por
muitos an
nos,
foi
renovado
em
commemoração
so
lemne,
e
com
furiosa
teima,
e
tem-se
tornado
uma
"especulação
dos festeiros,
e uma
exploração
aos
tolos,
que
tem
medo
ou
que
adoram
os
intrujões
que
lhes
con
tam
lôas
da
liberdade
d’
este
dia, que
foi
realmenle
dia livre
para
o
punhal,
baca
marte,
roubo
e
incêndio.
Era
melhor
estar
calado,
do
que
recordar
tão
glorioso
dia,
porque
a
mesma gloria
política
e
militar
é
filha
da
cobarde
traição.
E
custa
a
acreditar
que
certos
chora
mingas
liberangas, que
com
palavras
evan
gélicas
em
conversas
particulares dizem
querer
a
paz
dos
portuguezes,
sejam
em
publico
os
maiores
aposlolos
d
’
esta
infamia,
que
se
diz
—
festejos
de
24
de
julho.
Detestáveis
c.reaturas
estas
que
hypo-
critamente
querem
passar
por
homens
cor
datos
e
de
bom senso,
e
que
em
occa-
siões
taes
sejam
os
mais
activos
açulado-
res dos cães
de
fila
contra
os
vencidos
por
traições,
que
pagam
grossas
sommas
para
estes
e
outros,
foragidas
de
1828,
por
suas
boas
e
reconhecidas
obras.
Ah,
que
esta gente
quer
represálias,
esta
gente
quer
que
se
lembre
a
associa
ção
d
’
onde saíram
os
assassinos
dos
len
tes,
do padre
Raymundo,
e
de
tantos
outros
que
a
historia
conta
em
suas
pa
ginas.
Pois
bem:
hade
haver
tempo para
tudo.
Contem
com
os
nossos apontamen
tos.
E
preparae-vos,
hypocritas,
que haveis
de
ouvir
de
vós,
o
que
muitas
pessoas
ignoram,
e
ficareis
desmascarados,
e
que
sirva
de
aviso
áqnelles
que
acreditam
que
a
amisade
a
qualquer
animal
é
o
mesmo
que
a
fraternidade
entre
irmãos.
Está provado
que
sois
incapazes
de
dar
o
abraço
fraternal
e
de esquecimento
nos nossos irmãos pela
palria
e pela
li
berdade
verdadeira,
porque
vós
não
sois
liberaes,
sois
uns
tyrannos,
e
quereis
en
riquecer-vos
com
os
rendosos
e pingues
logares,
á
custa
da
nação,
qne
tem
entre
si
os
miguelistas
párias.
Enchei
as praças
de
bonecos,
armae
coretos
permanentes
para
as
vossas
festas,
choramíngae
sobre
o
ataúde
do imperador,
grilae
sempre contra
as
atrocidades
dos
miguelistas,
que
outros
vos
farão
a
re-
convenção
destruindo as
vossas
mentiras,
e
oppondo
ás
vossas
verdades,
que
as
tendes
lambem,
as nossas verdades em
tal
conta,
que
a
balança
chegará
ao
chão
do
nosso
lado.
E
queremos
depois
ver
a
cara
dos
choramingas
do
estado,
como
vimos
em
1846
na
camara
dos pares o
patriarcha
de
Lisboa
votar
a
lei
dos
fusilamentos
para
acabar
com
a
revolução
do
Minho,
e
depois
dizer
com
cara
de
piedade
—
as
razoes
do
estado
me
obrigam
a
isto.
Ah,
razões
do
estado!
Estas
razões
d
’
estado,
que
são
tão
ve
lhas
como
o
crime,
acabam
quasi
sempre
por
outras
razões que
a
Providencia
apre
senta para
castigo
de
tão
grandes
crimi
nosos.
Em
1857
o
patriarcha fugiu
de
Lisboa
por
causa
da
epidemia
da
febre
amarella,
o
povo clamou,
o
patriarcha
recolheu,
e
atravessando
de 8. Vicente
para
o Paço,
foi
tratado
com
poucas
attenções
na
sua
passagem.
E
depois
?
Morreu de
desgostos.
Veremos
o
que
Deus
destina
para
ou
tros.
A hypocrisia é
quasi
sempre
casti
gada.
Thucydides.
CODIGO ADMINISTRATIVO
TITULO
VI
eamaras
municipaes
[Continuação]
CAPITULO III
Da
fazenda
municipal
SECÇÃO
III
Do
orçamento
municipal
Art.
129.°
E
’
applicavel
aos
orçamen
tos
municipaes
o
que
fica
disposto nos
ar
tigos
62.°,
63.°.
64.°
e
68.
u
Art.
130.°
0
orçamento
ordinário
será
proposto
á
camara
pelo presidente,
discu
tido
e
approvado
pelos
vereadores,
exposto
ao
publico
por
dez dias e
remettido
á
junta
geral
do
districto
até
aol.°
de
no
vembro
de cada anno.
Art. 131.°
A
junta
geral
do
districto
póde
rejeitar ou
reduzir
as
despezas
pro
postas
nos
orçamentos,
mas
não
póde
in
troduzir
verbas
de
despeza
nem
augmen-
tar
as
propostas,
senão quando
essas des
pezas forem
obrigatórias.
Art.
132.°
Quando,
em
virtude
do
ar
tigo
antecedente,
o
orçamento
municipal
fôr
alterado,
e
a
sua
receita
ficar
insuffi-
ciente para
occorrer
ás
despezas
obriga
tórias,
será
o
orçamento
devolvido
á
ca
mara,
para
que
vote a
receita
necessária.
Art.
133.°
Se
a camara
não
votar
j
receita
precisa,
no
praso
que
lhe
fôr mar
cado
pela
junta
geral,
cumpre
a esta
sup.
prir
a
omissão
da
camara,
podendo
lam
bera
reduzir
a despeza,
se assim
lhe
pa-
recer
mais
conveniente para
equilibrar
o
orçamento.
SECÇÃO
IV
Da
contabilidade
municipal
Art.
134.°
E’
applicavel
á
contabili-
dade municipal
o
qne
fica
disposto
nos
artigos
69.°, 70.°
e
73.°
Art.
135 °
Ao presidente
da
camara
compete
ordenar
todos
os
pagamentos; os
mandados
serão
subscriptos
pelo
escrivão
da
camara
e
deverão
especificar:
1. °
0
exercício
a que pertence
a
des
peza
a pagar;
2. °
A
verba
do
respectivo
orçamento
que
a
auctorisa.
Art.
136.®
Recusando o
presidente
da
camara
ordenar
o
pagamento
de
despezas
regularmente
auclorisadas
e
liquidadas, a
commissão
districtal
tem
direito
de
as
or
denar.
§ 1.°
A
ordem
da
commissão
terá
os
mesmos
effeitos
que teria
o mandado
do
presidente,
e
o
thesoureiro
do concelho
é
obrigado
a
satisfazel-a,
sob
sua
respon
sabilidade
pelos
seus
bens
e
pelo
seu fia
dor.
§
2.o
A
ordem
da
commissão
terá
força
excutiva.
Art.
137.°
O
presidente
da camara
não
deve,
sob
sua
responsabilidade,
ordenar
o
pagamento
de
nenhuma
despeza
sem
que
lhe
sejam
presentes
os
documentos
que a
comprovem.
Art.
138.° Dentro do
praso
de
ses
senta
dias,
findo
o
exercício,
apresen
tará
o
presidente
da camara
a
conta
do
mesmo
exercício,
descrevendo
em
colum-
nas
separadas
a
receita
cobrada
e
a
des
peza
feita,
com
a mesma
numeração
e
dizeres
que
cada
verba tiver
no
orça
mento.
Art. 139.°
A conta deve especificar,
pelo
que
diz
respeito
á
receita:
1.
°
A natureza
dos
rendimentos;
2.
°
A
importância
em
que
no
orça
mento
foram
calculados;
3.
°
A
somma
cobrada
durante
o
res-
peclivo anno;
4.
°
A somma
não
cobrada
que
fica
como
divida
activa.
E
pelo
qne
diz
respeito á
despeza:
1.
°
A natureza
das
despezas;
2. °
A
importância das verbas
votadas;
3. °
A
importância
dos
pagamentos
or
denados
e
pagos
durante
o
exercício;
4.
°
As
sommas
em
divida;
5.
°
Os saldos que
devem passar
para
a
gerencia seguinte.
Art.
140.°
A
conta
mencionada
nos
dois
artigos
antecedentes deve
ser
acom
panhada
dos
documentos
e
explicações
ne
cessárias.
Art.
141.°
A
camara
deliberará
sobre
a
conta
apresentada
pelo
presidente, e
orga-
nisará
a
da
gerencia
municipal
durante
o
exercício.
§
1.
”
O
presidente
deixará
a
presidên
cia
nas
sessões
em
que
der
conta
da
sua
gerencia;
§
2.°
O
presidente
pôde
assistir ás
ditas
sessões,
para
prestar esclarecimen
tos,
mas
não estará
presente
no
acto
da
votação.
Art.
142
°
As
contas
da
camara,
cr-
ganisadas
também
nos
lermos
do artigo
138.°, serão apresentadas
no
governo
ci
vil
do
districto
dentro do
praso
de tres
mezes
depois
de
findo
o
, exercício.
§
unico.
Estas
contas
serão
julgadas
pelo
conselho
de
districto
ou pelo
tri
bunal
de
contas,
conforme
a
legislação
em
vigor.
Art.
143.°
As
contas municipaes
es
tarão
patentes durante
dez
dias
na
casa
da
camara,
o
que
o
presidente
fará
constar
por
meio
de edilaes.
Art.
144.°
Todos
os
eleitores
e
proprie
tários do
concelho
são
partes
legitimas
para
reclamar
e
recorrer
perante os
tri-
bunaes
competentes
a
respeito das
contas
municipaes.
Art.
145.°
Todos
os
vereadores,
pelo
facto
de
juramento
e
posse,
assumem a
responsabilidade
solidaria
pela
gerencia
dos
dinheiros
e
fazenda
do
município.
§
unico.
Os
vereadores
que não
toma
rem
parte,
nos
lermos
d
’
este
codigo,
nas
deliberações
ou
actos
de
que
resultar
a
responsabilidade
imposta
no
julgamento
das
contas,
ou
que,
tendo
tomado
parte
n
’
ellas,
as
assignarem
vencidos,
ou
pr°
‘
testarem
contra
as
mesmas
deliberações
em
acto
continuo,
serão
proporcionalmente
relevados
da
responsabilidade
solidaria im
posta
á
camara.
GAZETILHA
Senhora
do
Carmo,
na
villa
de
Barcellos.
Esta
far-se-ha
nos
dias
27
e
28.
No
proximo
n.°
daremos
o
seu
pro-
gramina
integral.
Assembleias
eleitoraes.—
Por
um
edital
que
a
exc.ma
camara
mandou
publicar
na
«Opinião
Publica»»,
datado
de
15
do
cor
rente, vemos
que
o
numero
das
assem
bleias
eleitoraes,
—
que
até
agora
era
de
7
—n
’
este
concelho,
foi elevado
a
12.
Surprehendeu-nos
que
a
séde
da
pri
meira
assembleia,
que
era
na
casa
da ca
mara,
fosse
mudada
para a
Sé.
Sempre
foi
costume fazer-se
a
eleição
camararia
n
’
aquella
casa,
e
mesmo
a
dos
deputados,
antigamente
e
ainda
depois,
consoante au-
ctorisára
uma
portaria
do
gabinete Salda
nha.
Recommendamos
aos
revd.os
parochos
o
que
sobre
as
eleições
nos
templos
dis
semos
em
o n.°
penúltimo
d
’este
jornal.
Eis
a
designação
das
sédes
das
assem-
jleias:
Sé
—
S.
Vicente
—
S.
Victor—
Collegio
—
Jom
Jesus
—
Crespos
—
S.
Pedro
de
Mere-
lim
—
S.
Francisco
—
Sequeira—Tadim—
Cel-
leirós
—Santo
Estevão de Penso.
Juntar.
—
Querendo
pagar
fineza
com
fineza,
o
snr. João
da
Costa
Lopes,
a
quem
ia
dias
os
seus
amigos,
os
snrs.
Abel
José
da
Silva,
Cypriano
José
Pereira da
Silva,
e
José
Pereira
da
Cunha
ofiferece
ram
um
jantar
de
despedida,
—de que
dêmos
noticia,
convidou
aquelles
cavalhei
ros,
e todas
as
pessoas
que
tinham
as
sistido
ao
alludido
jantar,
para
um
ou
tro,
que
lhes
deu
no
sabbado,
também
no
Bom
Jesus
do
Monte.
O
serviço
foi
profuso
e
delicado,
e
tudo
correu
com
a
maior
satisfacção.
Assistiram
a
este
jantar
30
pessoas,
incluindo cinco
senhoras,
uma
das
quaes
oflercceu
ao
snr.
Lopes
um
rico bouquet,
acompanhado
d
’uma
poesia
impressa
em
selim.
Como
no
jantar
a
que
primeiro
nos
referimos,
os
commensaes
deram
para
o
sanctuario
do Bom
Jesus
a
esmola
de
seis
mil
e tantos
reis.
O snr. João
da
Costa
Lopes
partiu
honlem,
no
comboyo
das
2
horas,
para o
Porlo,
e
d’
ahi
para
Lisboa, onde
embar
cará
para
o
Pará.
Foi
até
Nine
acompa
nhado
por
grande
numero
dos seus
ami
gos.
Transferencia
de
festividade,—
Em
rasão
de
ser
no
proximo
domingo
a
procissão
do
SS.,
em
S. Lazaro,
ficou
iransferida
para
os
dias
3
e
4
do
proximo
agoslo
a
festividade
do
Senhor da
Boa
Esperança, erecto no logar
do
Beco,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
que
eslava
annunciada
para
aquelle dia.
SXospedes
illustres.—
Entre
O
cre
scido
numero
de
visitantes
que
por
occa
sião
da
festa
de N.
Senhora
do
Carmo
estiveram
n
’
esta
cidade
conta-se
os
exm.os
snrs.
conde
de
Torres
Novas,
general
da
3.a
divisão,
e
visconde
de
Lindoso,
am
bos
cora
suas
familias.
O
primeiro
d
’
estes
cavalheiros,
que
se
hospedou
em
casa
do
snr.
visconde de
Negrellos,
foi esperado
na
gare
pelo
snr.
coronel
e restante officialidade,
guarda
d
’
honra
e
banda
d
’infanteria
8.
S. ex.
a
parte
hoje
para o
Porto.
Vão
despedir-se
á
estação
a
mesma
oflicialidade
e
a
guarda
d
’honra.
Eleição
de
novas
mezas.—
No
dia
16
procedeu-se,
em
conformidade
do
Es
tatuto,
á eleição
da
nova
Meza
da
R.
Irmandade
de
Santa
Cruz.
Ficou eleito
provedor
o
exm.°
snr. dr.
João
de
Paiva
Faria Leite Brandão, e
secretario
o snr.
padre
João
Antonio
Velloso.
Ainda
não
está
tolalmente
organisada
a
nova
Meza,
em
razão
de não
terem
acceitado
alguns
dos
nomeados.
—
Anie-hontem
tiveram
logar
as
elei
ções
das Mezas
do
SS.
Sacramento
da
Sé
e
de
S.
João do
Souto,
as
quaes
lam
bem
não
estão
compostas definitivamente,
por
não
terem acceitado
os
juizes
propo
stos.
Theatco.—
Com
a
zarzuella
A
Mar-
selheza, que
já
tinha
ido
á
scena
em
a
noite
de
sabbado, foi
no
domingo
a
de
spedida
da companhia
de
zarzuella
he-
spanhola.
Esta
peça
agradou,
comquanlo
não
chegasse
a
ler
o
acolhimento
que
neu
tros
lheatros
tem conseguido.
Pelo
visto,
a
nossa
plateia não
morre d
’
amores
por
este
genero d
’
espectaculos.
E
se
não
fos
se
cá por cousas,
davamos-lhe
immensa
ra
são.
Effectivamenle
o
thealro
pende
para
a
suprema
decadência.
Uegpostn
a proposito.
—
O
coin-
maridanle
de uma
pequena
esquadra
in-
gleza
enviou
a
seguinte
proposta
de
ca
pitulação
ao
governador de
Goméra,
uma
das
ilhas
Canarias:
«Carlos
Windam,
pela
graça
de
Deus,
capitão
commandante
de Ires
naus
de
guerra,
etc.
etc., intima o
governador
de
Goméra,
que
lhe entregue a
sua
cidade
e
os
seus
fortes;
e
não
cumprindo
vae
deslruil-os,
reduzil-os
a
cinzas,
enforcai
o
a
elle
e
passar
a
guarnição
ao fio
da
es
pada.»
0
ofíicial
hespanhol
commandante
da
força
que
guarnecia
a
ilha
respondeu-lhe
da
seguinte
maneira:
«Diogo
Bueno,
catholico
romano,
com
mandante
d
’esta
ilha,
beija
as
mãos
ao
snr.
commandante,
cavalleiro
Windam,
e
responde
ás
suas
proposições
—
que
pela
sua
patria,
pela
sua
lei
e
pelo
seu
rei
perderá
a
vida.
Assim,
que
o
mais
forte
será
victorioso.
Deus vos
guarde.»
Os
inglezes retiraram-se
em vista
d
’esta
decisão.
Publicações
recebidas.
—
Muito
agradecemos
a
seguinte:
—
0
Inverso
da Historia
Contemporâ
nea,
por
Honoré
de Balzac
—
Traducção
de
Gomes
de Sousa.
Balsac
o
grande mestre
da
litteralura,
o
romancista secular, accentuou
o
seu
dedo
de
gigante
na producção d
’este
bello
livro.
Não
se
encontra
aqui um
romance
de
amores;
este
livro
é
uma pagina
triste
dos episodios
revolucionários
que
fizeram
de
Napoleão,
o
l.°
Cônsul, Imperador
e
rei.
Balzac
aproveitou
o
assumpto
para
dar
um
exemplo,
que
servisse
de
ensinamento
á historia
contemporânea,
de quão
re-
prehensivel
se
torna
o
exaltamento
polí
tico.
Descreve-nos
o
caracter implacável do
barão Bouriac,
Promotor
Geral
da
Justiça,
no
primeiro
tribunal
do
Império,
e que
lisongeando
os
mstinctos
de
Napoleão,
e
em
nome
das
conveniências
do
poder,
se
tornou
um
monstro
no
excessivo
zelo
de
auctoridade.
E,
para
contraste
d’
este
de
plorável
erro
político
e
social
apresenta-nos
o
rnais
sympathico
vulto
de
mulher,
madanie
de La
Chanlerie, a
qual,
depois
de
ver
mor
rer
sua filha no
cadafalso,
e
lendo
ella
pró
pria
sido
condemnada
a
20
annos
de
pri
são,
recuperando
afinal
a
liberdade
com
o
regresso
de Luiz
XVIII ao throno,
con
sagra
o
resto
da
vida
á
pratica
da
mais
sublime
das
virtudes
a
«caridade»
collo-
cando-se
á
lesta
d’
uma
associação,
que
salvou
milhares
de
familias
da
miséria;
chegando
até a
fazer
a
felicidade
de al
gumas,
cujos
membros
haviam
sido
algo
zes
d’
ella
e
dos
seus
correligionários
po
líticos.
Este
genero
de
vingança,
própria
de
anjos
conslitue
especiaimente
o assumpto
do
excellenle
livro
de Balzac,
que acaba
de
publicar
a
Empreza
Lilleraria
de
Lis
boa,
proporcionando
amena
e moralisadora
leitura,
ainda
aos
mais
escrupulosos
amado
res
da
litteralura
romanlica.
Um
grosso volume, nitidamente
im
presso
em
bom
papel.
Preço
500 reis.
A
’
venda
nas
principaes
livrarias
e
m
escriptorio
da
Empreza
Lilleraria
de
Lis
boa,
rua
Nova
do
Almada,
21,
2.
a
an
dar.
O
finnde
bisp» «FOlinda.—
Eis
alguns
traços
da
vida do
finado
bispo
de
Olinda,
D.
Ir.
Vital
Maria
Gonçalves
de
Oliveira.
Nascido
em
Pernambuco
(Brazil),
no
dia
27
de
setembro
de
1844,
entrou para
o
convento
dos capuchinhos
de
Versalhes,
a
15
d
agosto
de 1863,
e
fez
a
sua
profissão
a
19
de
outubro
de
1861, voltou
para
o
Brazil
em
1864,
e
não
tardou
a
fazer-se
notar
por
seu zelo e
por
suas
virtudes,
e
foi
nomeado
da
idade de 27
annos
bispo
d
’01inda,
vasta diocese
de
mais
de
2
mi
lhões
de
catholicos.
A
’
sua
elevação
ao episcopado
encon
trou
a
sua Egreja
invadida
pela
franc
ma-
çonaria,
e
teve
quasi
immediatamente
de
iuctar
para
a
libertar
do
jugo.
Animado
muitas
vezes
pelo
soberano
Pontífice,
nem
se deixou
allerrar
pelas
ameaças
nem
ganhar
pelas
promessas
A
seita
recorreu
a
seus
meios
tenebrosos,
e
por duas ve
zes
tentaram
envenenal’
o.
A
Providencia
vigiava
por
elle,
e
escapou
milagrosamente
a
este
perigo.
Mais tarde
empregaram
contra
elle
meios
legaes.
Levado
perante os
Tribunaes,
in
timado
para retirar
as
censuras
que,
em
conformidade
com
o
direito,
elle
tinha
mandado
fulminar
contra
certos
persona
gens,
recusou
reconhecer
a
competência
de
juizes
civis,
e,
por
unica
defeza,
citou
as
palavras
do
Evangelho:
Jezus
aulem
tacebal.
Festividade
de
IV. Senhora
do
Curiuo
*
—
A
festa
a
N.
Senhora
do
Car-
ffi0
foi
este
anno
celebrada
com
todo
o
luzimenlo
e explendor
dos
anteriores.
O
[emplo
estava
decorado
com
desusada ma
gnificência.
Como já
se
acham
ultimados
oS
frescos
do
lecto
e
lados,
e
a
doiradura
dos
altares
lateraes,
sanefas
e coro, e
re
novado
o
pavimento;
os
numerosos
lumes
e
lustros
produziam
um
effeito
deslum
brante.
A
funcção
d
’
egreja
foi
feita
com
a
magestade
própria.
A
capella
dos
snrs.
Luiz
Baptisla
e
Esmerizes
dessempenhou-
se
optimamente. De
manhã orou
o
rvd.°
abbade
de
Sabariz,
o
snr.
Gaspar Victor
de
Sousa
e
Castro,
que
por
longo
espa
ço
de
tempo
conservou
o
numeroso
e
sellecto
aoditorio
enlevado
na
sua
pala
vra
fluentíssima
e
suave.
O
snr.
Sousa
e Castro
é
realmente
um
orador
muito distincto
e
faz
honra
á
res
peitavel
classe
a
que
pertence.
Pelas
6
horas
da
tarde,
saiu
a
im
ponente
procissão,
inqueslionavelraenle
a
primeira
desta
cidade.
Alem
de
grande
numero
d
’
anjinhos,
mais
de
cem,
vestidos
com
grande
riqueza,
levava
dois
coros
—
de
vrgens
e
da caridade,
que d
’espaço
a
espaço
cantavam
com acompanhamento
d
’
instrumental.
As
alas
eram
formadas
por
numerosos irmãos
do
Carmo,
communi-
dade
de
S.
Caetano
e
corpo
do
clero
com
capas.
A
meio
do
préstito
ia
o
riquíssimo
andor
de
N.
Senhora.
A
’
frente
da
procissão tocava
uma
banda
de
musica,
e
no
couce
a banda
re
gimental
precedendo
a
guarda
d
’honra.
O
juiz
da
irmandade, o
exc.
mo
snr.
con
de
de
Bertiandos
veio
de
Lisboa
expres
samente
para
assistir
a
esta
pomposa
fes
tividade,
e
honlem
mesmo
de
tarde
re
gressou
á capital.
F«
*
Mta,
e
feiri
*
em
JIon«ul,
—
No
dia
2a
festeja-se
em Monsul,
no
logar
do
Saulo,
a
devota Imagem
de
Santa
Lu
zia.
Ha
nesse
mesmo
dia
e logar
a
feira
que
annualmente
alli
se
faz,
e
que
este
anno
deverá
ser
extraordinariamente
con
corrida,
pela circumstancia
de
já
estar
aberta
á circu'ação a
estrada
da Ponte
do
Porto
a
Lanhoso,
e
porisso
os
festeiros
projectam
tornar
mais
pomposa
esta
ro
maria.
Partida.
—
Partiu
homem
para Paris,
onde
vae
visitar
a
exposição
universal, o
nosso
compatriota o
snr.
Abel José
da
Silva.
Carrws
da
estrada
de
Chaves.
—
Pedimos
a
quem
compete
que
providen-
ceie
ácerca
do estado d mdecencia e
in
segurança em
que
se
acham
alguns
dos
carros
que
fazem
carreira
pela estrada
de
Chaves.
Um
nosso
amigo, que
ha
dias
seguiu
viagem
n
’
om
d’
esses
carros,
ficou
com
o
fato
todo
roto
pelo
paciente
trabalho
de
dois
enormes
prégos,
que
entre
muitos
outros
meio
saidos
lhe
ficavam
mais
pró
ximos.
F:«ileciineiitn.-
-Por
6
horas
da
tar
de
d’
ante
hontera falleceu
a
snr.a
D
Mo-
nica
Maria
do
Espirito
Sancto,
esposa
do
snr.
Manoel
João
de
Paiva
e
irmã
dos
snrs.
Fonsecas.
Começou
a
sentir-se
in-
commodada
na
manhã
d
’
aquelle
dia,
e
pou
cas
horas
depois era
cadaver.
Tem
hoje
pomposos
oflicios
fúnebres
no
templo
dos
Congregados e
em segui
da
será
levada
para
o
cemiterio.
Ao
desolado
viuvo,
e
irmãos
da fina
da
os
nossos peznnes.
©utro.
—O
snr.
padre
José
Lopes
de
Oliveira
Pogeira
foi
ha
dias
accommettido
d
’um
insulto
apoplético,
em
Nine,
e
sendo
Wndusido
para
a sua
casa,
na
freguezia
dc
Cabanellas,
concelho
de
Villa
Verde,
abi
expirou
48
horas
depois.
Era
um sacerdote
exemplaríssimo,
e
jias
missões,
a que
ha muitos
annos se
«avia dedicado, prestou
importantes
ser
viços
á
religião.
Eoi
um dos
ecclesiasticos
que,
por
®Wadão
do
Centenário,
foram
a
Romi
na
COfnpinhia
do
revd.
0
snr.
padre
João
Ma-
nJ
*
e
l
Teixeira
e
do
saudoso palre
Mirti-
nho.
Os
nossos pesames
á
sua
boa familia.
«le
V.
Sertliors»
«1»
a^reelloa.
—
Não
teve
logar no
do-
*®'ngo,
como
para
aquelle
dia,
por
epii-
’0eo
annanciaramos,
a
feilivihde a
N.
Foi
condemnado
a
quatro annos
de
tra
balhos
forçados,
meltido
n
’
uma fortaleza
e
sujeito
ao
duro
regimen
da
prisão.
No
entretanto
o
governo
teve
vergonha
da
sua
violência
e,
depois
de
vinte
e
dous
me
zes,
o
bispo
d
’
01inda
foi
posto
em
liber
dade,
a
20
de
setembro
de
1875.
Logo
que
estava
livre embarcou
se
para
Roma,
onde
chegou
em
novembro,
e,
de
pois
de
ter
dado
conta
da
suaconlucta
ao
soberano
Pontifice
e
obtido
uma
ency-
clica
que
recordava
os
verdadeiros
prin
cípios
e, por
conseguinte,
o
justificava,
voltou ao
Brazil
a
20
de
setembro
de
1876.
Foi
recebido
por
os
catholicos
com
um
indisivel
enlhusiasmo
e
retomou
a
conducta
da
sua diocese,
continuando
com
a
maior
prudência
a
lucta
que
linha
emprehendido.
Mas
o
governo
brazileiro
que
tinha
consen
tido
em
o
amnistiar
não
quiz
entrar
em
relação
com
elle
e consideral-o como
bispo.
Recusaram-lhe
todo
o
ordenado;
os
padres
que
elle
nomeava
para
os
differenles
lu
gares
não
recebiam
nenhum
recurso
e
a
posição
era
quasi
insustentável.
O
filho
de
S.
Francisco
não
recuava
diante
da po-
bresa, mas
as
almas
soffriam e
o
coração
do
bispo
foi tocado.
Voltou
á
Europa
para
tractar
d
’
este negocio
directamenle com a
Santa
Sé,
prompto
a
fazer
todos
os
sa
crifícios pelo bem da
paz,
todos,
salvo.aquclle
de
sua
consciência.
Sua
saude
profundamente
prejudicada
pelos
envenenamentos
e
soffrimentos
da
prisão
dava
a
seus
amigos
as
mais
vivas
inquietações.
A
sua
habitação
em R >ma
tornou-se
lhe
impossível
e
mandaram-no
para
França
para
procurar
curar-se.
Desde
o
mez de março
recebeu
no
convento
dos
Capuchinos
de Paris
os
mais
respeitosos
e
sollicitos
cuidados;
mas
não
se
dissimu
lava
que
os
remedios
não
produziam
grande
effeito,
e
elle
mesmo
não
se illulia so
bre
o
seu
estado. Finalmenle
uma
nova
recahida
se
declarou a 8
de
junho
e
o
mal
faz
então
rápidos
progressos,
sem
comtudo
fazer
presagiar
um
fim
tão
pro
ximo,
e
quando,
a
3
de
julho,
depois
do
meio
dia,
elle
pediu
aos superiores
os
últimos
sacramentos,
não
se
podiam
re
signar
em
acreditar na sua
morte.
Rece
beu
com
a
mais
viva
fé
o
sagrado
Viatico
e
a
extrema-unção,
dizendo
que perdoava
de
todo
o
seu
coração
a
seus
inimigos
e
que
oflerecia
a
Deus,
por
seus
diocesa
nos,
o
sacrifício
de
sua
vida.
Passou no
recolhimento
e
na
oração
o
dia
4,
e
á
noite,
pelas
11
horas,
quasi
sem
agonia
conservando
os
seus
conhecimentos
até
ao
fim,
entregou
a
Deus
sua
alma
fatigada
da
lucta, no
meio das
orações
e
das la
grimas
de
seus
irmãos
na
religião.
Cabe
lhe
bem a
applicação
das
palavras
que
diz
a
S
Gregorio
VII
sobre
seu
leito
de
morte:
Ddexi
juslitiam
et
odtvi
iniquilatem
propleria
moriar
in ixilio.
Morreu,
pode
dizer-se
com
verdade,
martyr do seu de
ver
episcopal.
Aitentndo
criminoso.
—
Na
«Pala
vra»
de
20
lemos
o
seguinte:
O
snr.
padre
Jo é
Gomes
Pacheco,
empregado
no
seminário
diocesano,
foi
insultado,
espancado,
e
ferido
na
tarde do
dia
18
do
corrente
em
Leça
da
Palmei
ra.
Costuma
o
snr.
padre
Pacheco
ha
muitos
annos
ir dizer
missa todas as
sextas-
feiras
e
domingos
á
capella
do
snr.
Ruas,
em
Leça.
Na
tarde
do
dia
18
dirigiu-se
para
aquel
le
local
no
carro
americano das 7
horas.
Ia
no
mesmo
carro
um
Fuào,
antigo
alumno do
seminário
episcopal,
donde
fôra
expulso
ha alguns annos
por
discolo
e
incor-
regivel.
Chegando
a
Mathosinhos
o
snr.
padre
Pacheco
encaminhou-se para
casa
do
snr.
Ruas,
e
notou
que
era
seguido
pelo
tal
sugeilo
seu
antigo
subordina
lo.
Ao
che
gar
a
um
sitio
ermo
o
faccinoroso
cres
ceu
para
o
reverendo
ecclesiastico
e
lhe
disse
que
eslava
chegada
a
occasião
de
justarem
as
contas
pela
sua expulsão
do
seminário.
E
como
o
aggredido lhe
respondesse
que
nenhumas contas
havia
entre
um
e
outro,
o
discolo
ex-seminarista
lhe
arru
mou logo
uma
tremenda
bofetada
e em
seguida
primeira
e
segunda
cacetada,
que
deixou
a
escorrer
sangue
o
respeitável
superior
do
seminário diocesano.
Este
grilou
e
acorrendo
gente,
pode-
ram-o
conduzir
a
casa
do
snr.
Ruis
se
guindo
para
outra
banda
o
malvado.
A intenção
d
’
este
era
visivelmente
de
assassinar o
seu
antigo
mestre,
do que
foi
livre
por
ter
aparado
os
golpes
com
o
braço
e
por
haver
acorrido
gente
em
seu
auxilio.
O
snr.
padre
Pacheco
está
em casa
da
snr.
Ruas
em
tratamento; e
do que
sou
bermos
a
este
respeito
daremos
ulteriores
noticias.
Consta-nos
que o snr.
padre
Pacheco
nenhuma
parte
tomou
na
expulsão do
se
minário
do
depravado
emallcgrado
levita;
mas quando
a
tivesse,
este
acontecimento
é
de
consequências
funestas para
o
offen-
dido
e
para
a sociedade.
Admittido
o
direito
que
esse
miserá
vel
se
a
rrogou
de
attentar contra
a
exis
tência
de
um
superior
do
estabelecimen
to publico,
que
frequentou,
nenhum
pro
fessor
poderá
castigar
os
seus
alumnos
incorregiveis,
já
pela
expulsão,
pela
repro
vação,
ou
por
algum
outro
meio
auclo-
risado
pelas
leis
e
regulamentos.
Acceite
esta
lheoria
do
alumno
ajus
tar
contas
com
o
mestre,
usando do
ca
cete,
é
melhor
fechar
os
lyceus,
os
semi
nários,
as
escholas
e
a
universidade.
Este
acontecimente
reclama
providen
cias
energicas,
que
sem duvida
serão
to
madas,
porque
são
de
ordem
publica.
O
scelerado
é
assás
conhecido
para
que dei
xe
de
ser
castigado.
QuentAo
do
Oriente.—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são,
os
que
seguem:
Constantinopla
19
—
Todos
os
indícios
fazem
considerar
como
inevitável
a
lucta
com
a
Grécia.
Vão
proximamente
ser
enviadas
novas
tropas
para
a
fronteira.
Londres
19
—
Lord
Granville
criticou
o
tractado,
dizendo que
foram
desconheci
dos
os
interesses
da
Gran-Bretanha
e cen
surou
a convenção
secreta
com o conde
de
Schouvalofl;
não
acredita
na
posse
de Chy-
pre,
porque
a defesa
do
canal
de
Suez
provocará
despezas
superiores
ás
suas
van
tagens.
Lord
Derby
declarou
que ajprova a
parte
do
tractado
que
se
refere
á
Eu
ropa,
mas
perguntou
de
que
servirá
Chy-
pre
que causará
mais
responsabilidade
do
que
vantagens.
Salisbury respondeu
que Derby
não
at-
tendera
bem
á
participação
da
Áustria,
pois
que
ainda
que
a
Turquia
fosse
di
vidida
em
bocados
a
Rússia
não
seria
se
nhora
do
Bosphoro,
mas
a
Inglaterra
con
servaria
as
índias
se
se
estabelecesse
nas
margens
do
Euphrates.
O
almirante
ordenou
que
6
grandes
couraçados
e
3
mais
pequenos
vão
para
Cliypre
receber
ordens
do
almirante
Hay.
Dizem de
Vlenna
ao
«Daily Telegraph»,
que não
progridem as
negociações
entre
a
Áustria
e
a
Turquia.
Londres
19—
Lord
Beaconsíield
e
o
mar-
quez
de
Salisbury
foram
recebidos
no par
lamento
com
acclamaçôes,
onde
apresen
taram
o
tractado
do protocolo
de Berlim
e
a
convenção
anglo-tnrca.
Lord
Beaconsfield
disse
que
desappa-
receiam
as
ameaças
da
independencia
da
Europa
aos
interesses
britânicos.
De
fendeu
no
congresso
a
política
dos dele
gados,
e
disse
que
a
convenção
não
le
vanta
nenhuma
suspeita
da
parle
da
Fran
ça,
cuias
relações
com
a
Inglaterra
são
cada diá
mais
intimas.
Mostrou
as
van
tagens que
do
congresso
resultaram
para
a
Turquia, á
qualelle
restituiu
províncias
que
poderá
defender
os
Balkans
sem
con
servar
50:000
homens
na
Bosnia.
Repel-
liu
a
accusaçâo
de
que
participe
da
par
tilha da
Turquia,
que
perdera algumas
províncias
como
todas
as nações vencidas,
mas
que conserva
ainda
um
território
considerável e
20
milhões
de
súbditos.
To
das
as
potências
reconheceram
a
necessi
dade da
existência
da
Turquia.
O
con
gresso
fez
o
que
foi
possível
na
gerên
cia. A
Inglaterra
não
tem
direito
a
quei
xar-se
do
congresso,
pois
que
obtiveram
consideráveis
resultados
sem
guerra
que
esteve
bem
próxima.
Relativamente
a
es
sa, lord
Beaconsfield
disseque era
neces
sário
attender
ás
viclorias
dos
russos.
Ne
gou
a
importância
de
Batoum
como
pon
to
fortificado.
Explicou
as
causas
e
o
fim
da convenção
anglo-turca,
cujo
tractado
não
toca
na Syria nem no
Egypto.
A
Inglaterra
recusa
iodas
as
propostas sns-
ceptiveis
contra
a
França.
A
occupação
de
Chypre
é
uma
medida
preventiva.
Não
acredita
que
a occupação seja
continuada,
nem
que
da
intimidade
da
Turquia
com
a lrig'aterra
cause
qualquer
gueria,
que
não
tememos,
e
que
não
seremos
os
pro
vocadores.
Londres
19—
0
marquez
Hartington
annunciou
na
camara
dos
deputados
que
brevemente proporá
uma
resolução
com
referencia ao
tractado
de Berlim
e á
con
venção
de
Constantinopla.
Respondendo
ao
deputado
Monlagri,
ácerca
dos
tiros
de
espingarda
disparados
pelos
russos nas
proximidades
de
Galiipoli
contra
uma
chalupa
ingleza,
o
ministro
Smith
disse
que
o
gener. ■
Totleben
de
clarou
que
não
tivera
‘
'•'nhecimento
do
facto
deplorando
o
incidente,
e
promelteu
rigoroso
inquérito.
Londres
20—Uma
moção
do
roarquez
Hartington
lastimou
que
o
congresso
não
tivesse
satisfeito
toais
iargainente
as
re
clamações da
Grécia
e
que
o
governo
to
masse
sobre
a
Inglaterra,
sosinha,
a
res
ponsabilidade
de
garantir
o
restante
terri
tório
turco,
antes
de
haver consultado
as
camaras.
A
discussão
começará
no
dia
25
e
dura
rá
alguns
dias.
Despachos
inglezes
de
Vienna
dizem
que
Mehemet-Ali-Pacha esforça-se
para
retardar
a
occupação
austríaca;
apesar
dos
seus
desejos
não
faria
a
susceplibilidade
da
Tur
quia
e
Áustria.
A
occupação
de
Bosnia
e
da
Herze-
govina
realizar-se-ha
antes
do
dia
28
do
corrente.
Portiiyurzes
falleeidos. —
Desde
23
a
29
de
junho, falleceram
no
Rio de
Janeiro,
os
’
seguintes
súbditos
porlugue-
zes:
Manoel
de
Oliveira,
20
annos;
Casimi-
ro da
Costa
Guimarães,
42
a
, solteiro;
Maria
Amalia
da
Fonseca,
25 a.,
s.; Isa
bel
Maria
de Pinho,
15 a.;
Antonio
dos
Santos
Seralim,
21 a.,
casado;
Daniel
da
Cunha,
28 a.,
c.;
Antonio
Ferreira
de
Almeida,
38
a,
c.;
Manoel
de
Sousa
Bra
zil, 10
a.;
Albino
Gonçalves
Tanoeiro,
47
a.;
Florinda
Luiza,
50 a.,
viuva; A. Lou-
renço
Soares,
36
a.,
s.; José
Pereira
Gue
des,
s.;
Anlonio
José
Dias
de
Araújo,
50
a.,
s.;
Custodio
da
Silva
Ferreira
Vianna,
62
a.,
v.; Francisco
Martins
Pamplona,
12
a.;
Manoel
Pereira
de
Carvalho,
25
a.,
s
;
José
Maria
Ferreira,
53
a.,
c.;
João
Luiz
de Faria, 35
a.,
s.;
Maria
da
Conceição
Goulart,
45
a.,
s.;
José
Fran
cisco
Marques,
30
a
,
s.;
José
Gonçal
ves
de
Medeiros, 60 a.,
c.;
PensianoGo
mes
de
Sousa,
32
a.,
c.;
José
Henriqu
s
da
Costa
Sobrinho,
19 a.,
s.;
19 a.,
s.;
Conslança
Messias
de Allecamt Moreira,
96
a.,
v.;
José
da
Fonseca,
35
a.,
s.,
Joaquim Apolinario de
Azevedo,
70
a.,
c.;
Ignacio
José
Pereira, 21
a.,
s.;
Ma
noel
Alves
Ferreira,
36
a., c.;
Manoel
Pereira Furtado,
30
a., s.;
Claudina
de
Jesus
Lima,
77
a.,
v
; Vicencia Maria
Nobrega,
66
a.,
v,;
Antonio
Pinto
Soares,
67
a.,
s.;
Celestina
Augusta.
18
a.,
s.;
Manoel
Teixeira
Chaves,
44
a.,
c.;
Ma
noel
Machado,
50
a., c.;
José
Pereira Pin
to, 60 a.,
s.
Aviso
aos
bons
estudantes
e
aos
paes de
familia.
Abre-se
novamente
no
anno leclivo
1878-79
o
Quartel
de
S.
Luiz
Gonzaga,
na
rua
dos
Chãos
de
Cima,
n.°
22.
Es
te
quartel
tem
por
fim
oíferecer
aos
bons
paes
de
familia
e
aos
bons
estudantes
uma
casa
onde
possam
viver
christãmente
e
no
meio
de bons
companheiros. E’
destinado
exclusiiamente
aos
estudantes que
se
de
stinam
ao estado
ecclesiastico
e
será
vi
giado
principalmente
pelo
Director
da
As
sociação
de
S.
Luiz
Gonzaga,
o
snr.
padre
Meli
e
por
outro padre que
viverá
no
me
smo
quartel.
A
pensão
que
n
’
elle
se
pa
ga
é
a
mesma que
se
costuma
pagar
nos
quartéis
mais baratos.
Os estudantes
d
’
es-
te
quartel
lião
de
subroetler-se
a
um
re
gulamento
do
qual
os pontos
principaes
são
—ler
bons
costumes,
recolher-se
a
ca
sa
a
horas
certas,
resar
em
commum
pela
manhã e
á
noule,
frequentar
os Sacra
mentos,
não
incommodarem
uns
aos
ou
tros,
já no
tempo
d
’
estudo.
já fóra
d
’
elle.
Não
é
necessário
encarecer
a impor
tância d’
esla
nova
instituição,
que
serve
para
aflastar
os
estudantes,
que se dedi
cam
ao
estado
ecclesiastico,
da
desmora-
lisação
que costumam
encontrar
nos
mais
quartéis.
Quem
quizer
aproveitar-se
d’este
novo
quartel
poderá
dirigir-se
ao
snr.
padre
João
R. Meli,
rua
de S.
Bernabé,
n.°
16.
à
O
j
ÍDICIIOTÔS
Maria
da
Graça
Franqueira,
e
seu
ma
rido,
Domingos Gonçalves
da Silva,
e
Mi
guel
José
da
Silva,
todos
d
’esta
cidade,
veem
por
este
meio,
por
o
não
poderem
fazer
pessoalmente,
agradecer
a todas
as
pessoas que
lhes
fizeram
o
distincto
obsé
quio
de
os
cumprimentar
e
assistir
aos
officios
fúnebres
de
seu
pae
e
sogro
Fran
cisco
José
de
Sousa
Braga, que
tiveram
logar
no
dia
2
do
corrente,
na
egreja
de
Santa
Eulalia
de
Tenões,
e
por
tudo
se
confessam summamente
agradecidos.
(998)
l'UA
lOLLtGili
No Conservatorio
das
Órfãs
da Ta-
manca,
em
Braga,
precisa-se
d
’uma
re
gente
com
obrigação
de
ensinar instruc-
ção
primaria,
e
de
uma
mestra
do
lavor,
lambem
habilitada
para
o
ensino
primário,
afim
de poder
substituir
a
primeira.
As
senhoras
que
se
acharem
em
cir-
cumstancias de
exercer
os
referidos
car
gos,
e
os queiram occupar
com
residên
cia
no
estabelecimento, on
le
lerão
ali
mento
e
roupa
lavada,
além
de
ordena
do,
pódem
dirigir-se
ao
secretario
da
commissão administradora,
Custodio
Men
des
da
Silva
Braga,
na
mesma
cidade,
campo
de
D.
Luiz
I, n.°
40.
(1004)
LES
COLONIES
fURTlGAISES
Court exposé
de
leur
situation
actuelle
Um
volume
de
136
paginas
em
8.°
grande.
A
’
venda
na
Livraria
Afra, Lisboa,
rua
do
Ouro,
n.°
s
180
e
182.
Preço
500
rs.
PHARMACIA
A.
D.
ALVIM
Tem
deposito,
das aguas
mineraes
do
Gerez,
em
garrafas
de
8/0 e
vidros de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
rasoavel.
Pomada
sympalhica,
para
destruir
de
prompto
o
pello
da
cara
e
mesmo
cabel-
lo
em
grande
quantidade,
sem causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA
—Especifico
por
excellencia
para
lirar
toda
a
qualidade
de
sardas
e
panno
do rosto,
seja
qual
fôr a
sua
origem.
A
FLOR
DA
MOCIDADE
—
Infallivel,
para
restabelecer
aos
cabellos
e
á
barba
a sua
côr primitiva.
O
vigor
do
Cabello
de
Ayer.
OLEO
DA
PÉRSIA
para
fazer
nascer
e
grescer
o
cabello.
fortificando-lhe a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os
referidos
preparados
na
Pharmacia
A.
D.
Alvim.
AGUAS
MINERAES
Vendem-se na
pharmacia
de Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d
’Alegria—
de
Vidago,
Verim,
d
’
Entre-os-Rios,
de
Sei-
dlitz,
das
Caídas
da Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e
de
Vichy.
(996-T)
VENDA
DE
TREM
Vende-se
um com
os
competentes
ar
reios,
e
3 cavallos do
mesmo
trem.
Pódem
vêr-se
e
tratar-se
na
rua
do
Souto
n.°
55,
d
’
esta
cidade.
(995)
Arrematação
Pelo
tribunal
do
Commercio
de
pri
meira
instancia
n’
esta
cidade de
Braga,
de
que
é
escrivão Freitas,
no
dia
28 do
corrente
mez
de
julho,
pelas
10
horas
da
manhã,
e
na
casa
em
que
morou
o
fal-
lido Agostinho
José
Pereira,
negociante
que
foi na
rua
do
Souto
d
’esta
mesma,
se
tem
de proceder á
arrematação
de to
das as
fazendas,
moveis
e
roupas
perten
centes
á
massa
do
dito
fallido;
quem
as
perlender póde
comparecer
no
indicado
dia,
hora
e
local
acima
dito.
Braga
18
de
julho
de 1878.
O
escrivão
do
commercio
(1003) José
Firmino da
Costa Freitas.
VENDEM-SE
duas
moradas
de
casas,
uma
na
rua
do
Anjo,
com os n.°s
11
e
HA,
e
outra
na
rua
de
D.
Pedro,
com
o n.° 1;
quem
as
pertender procure
o
dono
n
’
esla
lodos
os
dias,
(exceptuando
os
dias
sanclificados),
desde
as
8
até
ás
10
horas
da manhã.
(978)
Arrematação
voluntária.
Na rua de S. Marcos e casa da
Assembleia
Bracarense, ha para
vender em hasta publica um
magnifico
piano
vertical,
de
se
te oitavas,
da acreditada casa
de
Paris
Maugeot
Frères & Q.aj
e quasi
novo. Póde ser
visto e
experimentado todos os dias até
1
do
proximo mez
d agosto, em
que terá
logar pelas doze horas
do dia a arrematação na refe-
rida
casa, e
será entregue, quan
do convenha a quem maior lan
ço offerecer.
(999)
AVISO IMPORTANTE
O
gerente
da Caixa
Penhorista
das
Pa-
lhotas,
previne
as
pessoas
que
alli
tive
rem
penhores
ha
mais
de
3,
4
e 5
mezes
sem
lerem
pago
os juros,
os
queiram
sa
tisfazer
até
ao fim do
corrente
mez,
do
contrario
mandar-se-bão
vender,
por
se.
julgarem
abandonados.
Braga,
19
de
julho de
1878.
(1000)
M.
J.
P.
AOS SNRS. OURIVES
Na
rua
do
Forno
n.°
12,
vendem-se
cadinhos
de
primeira
qualidade
a
4
rs.
o
terno.
(1001)
PEDIDO
A
Meza
da Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’
esla
cidade,
tendo
em
consideração
a
avulladissima
despeza
que
está custan
do
o fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
este
aclo
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Lowenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber-
nardes.
(1002)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21, no
Campo
Novo
do
Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos. Trata-se
na
casa
itntne-
diata
n.°
22.
(981)
ARRENDO-SE
Desde o
proximo
S.
Miguel,
lr
®
s
moradas
de
casas
de
2
andares,
construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0
18,
20
e 22
Trata-se na
mesma rua
n.
o
17.
(943)
«-«a»,
.
■_
,
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
