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- conteúdo
-
FOWIA
«.EfLMMaSOSB.W.
SC
r^'«»
r
gT
3
27
£ «S»?s»,-^k
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA
N.° 3
E.
•j&MaH
eaaa&gMa
i
acr\-»«í5»4W!
6.° ANNO
PREÇO
-DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes.............................. 1&600
»
6
.......
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
Repetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
AS
TERÇAS,
QIOTAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2-âOOO
U050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes.....................
»
6
»
......................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte. .
Folha
avulso...............................
N.°
754
ga,
a
augusta
e
antiga
cidade
essencial
mente
amante
do
Grande
Pio,
elernisa
mais
uma
vez
o
seu
nome,
promovendo
tal
obra
e
realisando-a
em
seu
seio.
Snr. redactor—Se v.
entender
justo e
realisavel,
como
supponho,
este
pjrojecto,
rogo-lho
o favor
de
o
encarecer
no
seu
mui
conhecido
jornal,
fazendo
um
appe
lo
a todos
os
catholieos n
’
este
sentido,
e
abrindo
já
uma
subscripção
para
tal
fim,
devendo-se,
logo
que
convenha,
no
mear
uma
commissão
que se
encarregue
da
realisação
d
’
esta
importantíssima
obra.
Eu
hem
sei que
não
será
esta
a
occa
sião
mais
opportuna,
para
tal
appello,
quando
os
filhos
d
’
esta
terra,
e
ainda
d
’
es-
te concelho
vão
ser
convidados
a
concor
rer
com
seu.obulo
para
as
solemnissimas
e
estrondosas
exequias
que
se
projecta
fazer celebrar
na
Calhedral,
por
alma
do
supremo
Pontífice;
mas
também
sei,
e
v.
talvez melhor
que
eu,
que
o
vivíssimo
af
feclo
que
lodos
os
portuguezes,
e
mórmen-
te
os
fieis
d’
e»ta
archidiocese
consagram
ao
Pontifice
da
Immacufada
os
fará
con
tribuir
gostosos, e
até
espontaneamente,
para
tão
levantada
como
gloriosa
em
preza
Demais
para
as
exequias
o convite
é
dirigido apenas
a
Braga, ou,
quando mui
to,
ao
seu
concelho;
nias
para
esta
obra
dirigimos-nos a todos
os
fieis
d
’este
ar
cebispado;
mais, a
todos
os
portugue
zes.
Oh,
ergamos,
ergamos
um
monumen
to
ao
grande
Pio
IX,
a
esse
santo
Martyr,
verdadeiro
representante
do
direilo
e
da
justiça
sobre
a
terra
e que,
assim
o
creio,
mui
breve
será
venerado
nos
nossos
al
tares,
porque
não
ha
um só
acto
que
desdiga
a
sua
caridade,
a
sua
abnegação,
o
seu zèlo
pela
gloria
de
Deus
e
salva
ção
das
almas,
emfim,
todas
as
virtudes
christãs, que
praticou
em grau heroico.
Braga
21—2-78.
De
v.
etc.
Padre
Luiz
Gumes
da
Silva.
De
lodo
o
coração
optamos
por
esta
ultima
lembrança.
Confiando
que
ella
se
realise—
como
cremos
—
vamos
apresen
tar
um
alvitre
que
nos parece attejidivel.
Em
Braga
não é
possível jámats
che
gar
a
conseguir-se
que
no
seu
seio
se
levante
um
monumento a
Pio IX,—
não
por falta-de
vontade,
mas
por
falta
de
recursos.
No
monte
do
Sameiro,
está
levantado
um
monumento
para
perpetuar a defini
ção
dogrnalica
da
Immaculada
Conceição
de
Maria,
proclamada
pelo
immortal
Pon
tifice.
Este monumento
ainda
se
acha
por
decorar
convenientemente:
parece-nos
pois
que,
nas
decorações
complementa
res,
deveria
juntar-se alguma
com
o buste
de
Pio
IX,
—
homenagem
que aos vindou
ros
recorde
a
nossa indelevel
gratidão
para
com
o
santo
Pontifice
ha
pouco
fallecido.
O
monumento
do
Sameiro,
não
é
um
monumento
consagrado
por esta ou aquella
cidade
á
definição
da
Conceição
Immacu-
lada;
é
um
monumento
verdadeiramente
nacional;
é
a
affirmação
da
fé
inabalavel
de
lodo
um paiz;
é
um
testimunho
elo
quente
e
perdurável
do preito
rendido á
VIRGEM
pelo
Portugal crente,
de quem
Ella
é
Padroeira.
Portanto as
esmollas
com
que
para
elle
concorrerem
os
lieis,
são lestimunhos
da
religiosidade
de
portuguezes,
porque,
repelimos,
o
monumento
do
Sameiro,
é
erguido
por
toda a
nação
porlugueza,
Esperamos
portanto
que
este nosso
mou
o
nome
de Leão
Xlil;
ordeno
que,
em demonstração
de
regosijo
por
tão
im
portante
acontecimento
para
a
Egreja
Ca-
tholica,
se
repiquem
os sinos
tres
vezes
por
dia,
pela
manhã,
ao meio
dia
e
no
iim
da
tarde—nas torres das
egrejas
d
’
esta
cidade
hoje
e
nos
dois
dias
seguintes,—
e
nas
das
mais
egrejas
do
Arcebispado
quando
a
cada
uma
das paroehias
chegar
tão
fausta
noticia;
que
na
Calhedral se
cante
um
Te-Deum
em
acção de
graças,
ás 11
horas
do
dia
d
’
ámanhã,
e
nas
ou
tras
egrejas
do
Arcebispado,
podendo
ser,
em
outro
qualquer
dia;
que
áinanhã
haja
feriado
nas
repartições
ecclesiasticas
d
’
esta
cidade,
e
nas
aulas
do
Seminário;
e
que
no
Santo
Sacrifício
da
missa
se faça
men
ção
do
nome
do
SS.
Padre,
dizendo
no
Canon
Papa
noslro
Leone,
e
na
Collecla
Papam
nostrum
Leonem.
Braga
21
de
Fevereiro
de
1878.
O
Governador
do
Arcebispado,
D.
Manoel
Mirlins
Alies
Navaes.
Em
virtude d
’
esta
Portaria,
começaram
ante-hontem
as
demonstraçõs
na
mesma
ordenadas,
e
hontem,
por
11
horas,
teve
logar
o
Te-Deum
solemne.
Foi
entoado
pelo ex.
mo
snr. Deão,
governador
do
arcebispado,
e
executado
a grande
instrumental
pela
capella da Sé,
e
musica
dos
snrs.- Esmerizes.
Assistiram:
a
Relação
ecclesiastica,
corpo
docente
do
Seminário,
clérigos,
cornmunidades
de
S.
Pedro
e
de
S.
Cae
tano,
collegtos
do
Espirito
Santo,
e
de
S.
Luiz
com
seus superiores
e
mestres,
e
mais
alguns
fieis,
sendo
o
maior
numero
de
senhoras.
BIUWA
■
9A3B5S4Í90 «S
BE
FE OREI KO
39
E 195»
Qptimu iembrtmf*
Recebemos
de Bolonha um exemplar
d
’
um
appelo
aos amigos
de
Pio
IX
que
a
Sociedade
da
Juventude
Calholica
ita
liana
acaba
de
dirigir
aos
catholieos
de
todo
o
munfo,
afim
de
se
abrir
uma
stibscripção
para
levantar
um
monumento
áqnelle
Pontífice.
Recebemos
também
um
outro
escripto
em
que,
aproposito
do
referido
appelo,
alvitra
que
Portugal
deve
concorrer
sim,
mas
para
um.
que
fosse
aqui
erigido.
Este
ultimo
é
concebido
nos
termos
seguintes:
Snr.
redactor.
—
Ha
dias
que
o
meu
espirito, é dominado
por
uma
ideia,
su
gerida
peio
accendrado
aílecto que,
como
catholico
e
como
padre,
sempre
consa
grei
ao saudosissimo
Pontífice
Pio
IX.
Quiz
communical-a
a
alguém,
mas
não
tive
for
ça, porque
significa
ella
uma
empreza
ar
rojada,
e
assaz
diflicil por muito dispen
diosa.
Hoje,
porém,
ao
lêr
no
jornal
a «Pa-
lavça»
um
convite
que
o
digno
presiden
te
da
associação
de
Juventude
Calholica
de Roma faz
a
todos
os
fieis,
para
con
correrem
para
a creação
d'um
monumen
to
a
Pio
IX;
a
minha
ideia,
que era
a
mesma, com a
notável differença
de
ser
um
monumento
erigido
era Portugal,
to
mou
em
mim
tal
calor
que
não pude
por
mais
lempo
occultal
o.
Sim,
Portugal,
o
catholico
Portugal
cobre-se
de
gloria,
levantando
um monu
mento
á memória
d’
esse
vulto
gigante,
d
’
esse
varão
sobremodo
extraordinário,
do
homem
providencial
do
século
XIX;
e Bra
No
dia
20
encerrou-se,
em
Ro
ma,
o
conclave
—sendo
eleito
e
pro
clamado
Papa
da
Santa
Egreja
Ro
mana,
o
cardeal
camerlengo
Pecci,
que
tomou
o
nome
de
Leão
XIII.
Esta
fausta noticia foi-nos com-
municada,
pelo
telegrafo,
por
S.
Exc.
a
Revd.
ma
o
Snr.
Arcebispo
Pri
maz,
em
a
noite
do
mesmo
dia
20;
—mas
a
horas
em que parte
do
nosso
jornal
já
tinha
sido
remettido
e
entregue:
porisso
demos
em
ap-
penso
esta nova,
o
qual
mandamos
immediatamente
distribuir
e
affixar
nos
logares
mais
públicos,
e
que
reproduzimos
mais
ampliada.
O
Cardeal
Joaquim
Pecci,
(Hoje
N.
SS.
P.
Leão
XIII.)
nasceu
em
Carpinetto,
deocese
d
’
Anagni,
a
2
de
março
de
1810, creado
Cardeal
pres-
bytero
do
titulo de S.
Chrysostomo,
a
19
de
dezembro de 1853,
era
o
actual
Carmelengo,
Archichanceler
da
Universidade
Romana,
e Arcebispo
de
Perugia.
E
’
d
’estatura elevada,
aspecto
de
asceta,
revelando
grande
dignidade.
Na
intimidade
é
cheio de bondade,
affabilidade
e
distineção.
E
’
esmo
ler, generoso,
instruído,
agil
para
os
negocios,
prudente,
sabio,
saben
do
fazer-se
amar
e
ser
obedecido,
exercendo
em
todos,
até
nos
revo
lucionários,
um
gande
ascendente.
Tem
sabido
inspirar
ao
seu
clero
um
vivo
amor
ao
estudo, e
aos
cos
tumes
mais
puros.
Ainda
que
afastado
da corte,
o
Papa
Pio
IX prestou-lhe
inteira jus
tiça
fazendo-o
camerlengo
do
Sacro-
Collegio,
posição
elevadíssima,
mas
não
sem
perigo,
porque,
durante
o
conclave, o
camerlengo
exerce
a
auctoridade
suprema,
e
mesmo
n
’
u-
ma
assembleia
tão
augusta o
sen
timento commum
parece
não
se
enfileirar
ao
lado
da
auctoridade.
Pecci doou o
seu
palacio
aos
levitas
expulsos
do
seu seminário.
O
ex.
mo
governador
d
’
este
arcebispado
mandou
publicar
a
seguinte
Portaria:
Tendo
sido
dirigidas
a
Deus
Nosso
Senhor
humildes supplicas por lodos
os
fieis, desde
que
fallecèra
Sua Santidade
Pio
IX,
para
que
se
Dignasse
conceder á
Sua
Safita
Egreja
um Pontífice, que
a
regesse
para
gloria
de
Seu Nome
e
pro
veito
das
nossas
almas,
e
permillindo o
Mesmo Senhor
qtre
já
honlem
fosse
eleito
Papa
o
Ern.
mo
Cardeal
Pecci,
o
qual
to
alvitre
mereça
a
approvação
dos
nossos
irmãos
em
crenças
e
vontade
O ultimo ditetino «le
Pio IX.
A
2
de
fevereiro
de
1878,
79.°
anni-
versario
da
sua
communhão,
Sua
Santi
dade
Pio
IX,
de
feliz
memória,
deu
a
ul
tima
audiência
publica e
pronunciou
a
der
radeira
d
’
essas
allocuções,
saidas
da bocca
que
«bastava
ao mundo», ascreve
a
«Pa
lavra».
Pela
primeira
vez
depois
de 21
de
no
vembro
o
Santo
Padre
recebeu
na
sala
do
throno os
delegados
do
clero, das paro-
chias,
das
egrejas,
dos
collegios
e das or
dens
religiosas,
que
tinham vindo
ollerecer-
Ihe,
como
se
pratica
lodos
os
annos, cirius
magníficos.
Sua
Santidade,
assentado
no
throno,
estava
cercado
dos
prelados da sua
côrte
’
dos
guardas
e muitos camareitos.
Os
de
legados
portadores
de cirios
não
enliaram
na
sala
do
throno
um
a
um,
como
ou-
tr
ora,
para
apresentarem
isoladamenle
as
suas
oilerendas. Foram
admittidos
todos
juntos,
e
dispostos
em frente
do
throno.
Foi então
que
Sua
Santidade
lhes
diri
giu
o
seguinte
discurso;
a
De
grande
consolação me
é
ver-
vos aqui leunidos,
formando
em
volta
de
mim
uma
agradavel
eorôa
de
filhos dedi
cados
!
iAgradeço-vos
o
zelo
que não cessais
de manifestar
pela
,
guarda
e
salvação
das
almas
que
vos
foram
confiadas.
Agradeço
aos
pastores
e
guardas
das almas, que
se
esforçam
por
obter
a
frequência
da
oração
e dos Sacramentos.
Agradeço
aos
pastores
d
’
almas,
tanto
ao clero
secular,
como
re
gular,
as
preces
que sob
a
sua direcção
os
fieis
não
tem
deixado
de
dirigir
a
Deus
por
mim;
e
peço-vos
a
lodos
para agrade
cer
em meu
nome
a
todas
essas almas
que
vos
são
confiadas.
«Agradecei-lhes
e
significai-lhes
bem,
que
eu
peço
a
Deus para
que
lhes
con
ceda
a
perseverança
na
oração,
na
fre
quência
dos
Sacramentos,
e
na
fidelidade
ao
Chefe da,
tgreja.
Dizei-lhes,
que
eu
me
lembro
d
’ellas,
que
oro por
ellas
to
dos
os
dias,
afim
de
que o
Senhor
as
conserve
sob
a égide
de
sua
mão prote-
ctora...
«N
’
esta
occasião
dir-vos-ei
uma
só
coisa
e
despedir-vos-ei
já.
«Sei
perfeitamente
que ha sempre
nas diversas parochias,
ignorantes
que
não
sabem
sequer
as
cousas
mais
necessárias
da
religião.
Não
desconheço
que
os
paes
são
muitíssimo
culpados
em
deixar
cres
cer
assim
seus
filhos n’
esta
ignorância;
mas
sei.
lambem
que
devemos
correr
alraz dos
peccadores para os converter,
e
dos
ignorantes
para
os
estabelecer.
Pro
curai,
pois
os
ignorantes,
instrui-os
com
zelo,
para
que não
possa dizer-se
que
ha
no
centro
do
mundo
catholico
almas
que
ignoram
os principaes
mysterios
da
nossa
santa religião. Empregai todos os
vossos
esfoiços
em
tirar
de
Roma
esta
vergonha,
trabalhai
por
forma
que, mediante
o
vosso
zelo
e
orações,
pela
conversão
das
almas,
a
luz
da
verdade
brdhe
por toda
a parte
n’
esta
cidade santa.
«Eis
as
palavras
que
linha
para
vos
dirigir
n
’tsia
occasião,
não
me
permittindo
ainda
o
meu
estado
de
saude
ser
mais
extenso.
Agora
vou
abençoar-vos. Aben
çoo
vossas
pessoas,
vossas
casas
religiosas,
todas
as
almas
que
estão
ao
vosso cuidado.
Acompanhe-vos
-esta
bênção
todos
os
rias
da
vossa
vida
e seja
ella
o
thema de
vossas
preces
e
de
vossos
louvores,
quando
«prouver
a
Deus
chamar
vos
á
gloria
do
Paraizo.
«Benedictio
Dei».
O ultimo
protesto de
Pio
IX.
Eis
em
vulgar o
texto
que
s.
em.
’
o
cardeal
Sineoni,
fez
entregar aos
membros
do
corpos
diplomático
por
occasião
da
ele
vação
ao
throno
de Humberto
I:
«Palacio
do
Vaticano
17
de janeiro
de
1878.
«A
Stia
Excellencia...
«Lembrando-se
do
sagrado
dever
que
.lhe
incumbe,
de defender
os
direitos
im-
prescriptiveis
da
Santa
Sé.
o
Soberano
Pontífice
tem
tido
sempre o. cuidado,
de
reclamar
contra
os
commeltimentos
sacrí
legos
que
successivamenle foram
consum-
mados
pelo
governo
subalpino
em
detri
mento
do
poder
temporal
da
mesma
San
ta
Sé.
'
«Entre
as
reclamações
d
’
este
genero.
convém
especialmente recordar, por
causa
da
gravidade
das
circumstancias
que
as
provocaram
as notas
dirigidas
por
ordem
de
Sua
Santidade
ao corpo diplomático
—
a
25
de
março de
1860,
contra
a
an-
nexação
das
Romanhas
ao
Piemonte;
18
e
21
de
setembro
do
mesmo
anno.
por
occasião
da
violenta
invasão
das
Marcas
e
da
Ombria;
a
15
de abril
de
1861,
quando o defunto
rei Victor
Manuel
to
mou
o
titulo
de
rei
de
Italia;
em
fim
a 20
de
setembro
de
1870,
data da
nefasta
oc-
cupação
de
Roma.
Estes
solemnes
prpleslos
ficam
semr
pre
em
vigor,
e o
discurso
dos
annos,
bem
longe
de
lhes
attenuar
a
força,
con
firma
pelo
contrario
a
sua
justiça
e ne
cessidade,
visto
que
uma
triste experiên
cia
ha
manifestado
quantos
obstáculos
o
Santo
Padre
tem encontrado no
exercício
do
seu
ministro
apostolico,
desde
o
mo.
mento
em
que
o
despojaram
dos
seus
es
tados.
«Posto isto,
e
pois
que
agora,
á
morte
do sobredito
monarcba,
seu
filho
mais ve
lho,
assumindo
o
titulo
de
rei
de
Italia
por
um manifesto
solemne e
publico,
pre
tendeu
sanccionar
a
espoliação
já con-
summada.
não
é
possivel
da parte-
da
Santa
Sé
guardar
um sil
ncio
de
que
al
guém
podia
tirar,
talvez,
falsas
deducções
e
uma
significação
imprópria.
«Por
estes
motivos, e
para
chamar
também
de
novo
a
attençãp
das
potên
cias
para
as
duríssimas
condições
em qne
contitnla
a
Egreja,
Sua
Santida
le
mandou
ao abaixo
assignado
cardeal secretarjo
de
Estado
protestar
e
reclamar
outra
vez,
para
manter
intacto contra
a
iniqua
es
poliação
o
direito
da Egreja
a
seus
an
tiquissimos
domínios,
destinados
pela
di
vina
Providencia
a
assegurar
a
indepen
dência
dos Pontífices
romanos
a
plena
liberdade
do
seu
ministério
apostolico,
a
paz
e
a
tranquillidade
dos
catholicos
es
palhados
por
lodo
o
mundo.
«Eis
a
razão
porque
o
abaixo assigna
do, executado
as
ordens
de Sua
Santidade,
emitte
os
mais
amplos
e
solemnes
pro
testos contra
o
fado
acim;
mencionado
e
contra
a
confirmação
que
por
meio d
’elle
se
pretende dar
ás usurpações
commetlidas
em detrimento
da
Santa
Sé.
«Pedindo
a
v.
exc.
a
para
fazer
chegar
estes
protestos
ao
conhecimento
do
seu
governo,
o
abaixo
assignado
aproveita
esta
occasião
para
renovar
os sentimentos
da
sua
distincla consideração.
(Assignado)
Giovani,
Cardeal
Simeoni».
Sonhe» «le
tiui ermitio,
a dormir
eum
om
oilioe
abertos.
N
’
aquelles dias
sumir-se-ha
a
luz
do
sol,
e
o
mundo
ficará ás
escuras.
E
os
homens,
tomados
de medo
e
de
terror,
prostrar-se-hão
com
a
face
por
terra
implorando a
misericórdia
do
Senhor.
E
em
toda a
terra,
desde
o
oriente
até
ao
occidente,
soarão
ais,
gemidos
e
lamentos
da
humanidade
afllicta
e atro
pelada.
E
isto
acontecerá
pouco
tempo
depois
da
morte
do
Successor
do
Crucificado,
e
quando
a aguia
de
duas
cabeças
vier
be
ber
no
Tejo.
Mas
primeiro
virá
o
homem
negro
d
’além-mar,
a
abrir
caminho,
e
o
homem
negro
será
applaudido
e
victoriado
por
sábios
e
ignorantes,
por
grandes
e
pe
quenos.
A
medida
dos
dias
vae-se
enchendo,
e
o
Lumen
in
coelo accende-se
para
as-
senlar-se
na
Cadeira
do
Pontífice
do
Se
nhor.
Uma
nuvem
immensa
dos
descenden
tes
dos barbaros
do
norte se
estenderá
sobre
muitos
povos,
e
esta
nuvem
é
a
que
hade
encobrir
a luz
do
sol,
e
tirar
o
brilho
á
lua:
e
assim
como aconteceu
na
morte
do
Salvador,
acontecerá
proxi
mo
da ultima
edade.
E
duas
grandes
serpentes
sairão
do
bosque
e
desolarão
muitos reinos
da
terra,
porque
nesses
reinos
se
apagou
o
nome
da
Trindade
Immaculada,
e
se
assentou
no
seu
throno
a
liberdade,
a
igualdade
e
a
fraternidade
trajadas
de
meretrises
a
illudirem
os
povos.
Porque
esta
trindade
tem feito
e
está
fazendo
a
perdição
do
genero
humano;
tem
matado
as
verdades
moraes;
tem
aber
to
um
campo vasto
á
duvida,
ás
incer
tezas,
è
aos
êrros; e
lem
algemado a
liberdade,
filha
do
céo,
com
as
cadeias
do
egoismo,
fazendo
de
uma
sociedade
de
irmãos
uma
feira
de
senhores
e
de
escra
vos,
estabelecendo
a
origem
do
direito
na
conveniência
do
maior
numero.
E
fazem
isto
em
nome
de
Deus, que
nem
conhecem,
nem
estudam
nas suas
obras,
e
para
bem
do
homem,
cujos
des
tinos
fazem
depender
dos
seus
proprios
caprichos,
e a
pretexto do
socego
e
con
servação
do
inundo
pela scien
ia
e
equi
líbrio
dos
contrastes
moraes.
O
que
éa
liberdade?
0
que
é
a
fra
ternidade?
O que
é a
igual
lade
?
Pergunta
o
ermitão.
Outros
tantos
problemas
impossíveis
de
resolver
na
essencia,
e
só
resoluveis
em
sentido
relativo
Sim.
Liberdade,
em
sentido
absoluto,
é coisa,
que
não
existe
nos
indivíduos
de
«specie
humana,
porque
(diz
o
ermi
tão)
todos
elles
obedecem
ás
leis
do in-
stinclo,
e
aos
dictames
da
razão,
mais,
ou
menos
esclarecida;
e
toda
a
faculdade,
que
é
subordinada,
por
sua
própria
na
tureza,
a uma
força
qualquer,
não
póde
dizer-se
livre.
U
homem
obedece ás
inspirações
do
instmcto,
e
da
sua razão, no
intuito
de
se
conservar,
e
de
melhorar
a
sua conser
vação;
logo,
não
goza
de liberdade;
por
que
a liberdade
in
absolutum
consiste
em
lazer
tudo
o
que se
quizer;
mas
ninguém
laz o
que
não
sabe
fazer; nem
o
que
excede
as
suas
forças
tizicas,
sem
ajuda
de
forças
estranhas.
O
homem obra
segundo
as
suas
ideias;
as suas
ideias
não
n
sceram
com
elle;
o
que
nasceu
com elle
form
os
cinco
sen
tidos;
e
se
por elles
adquiriu
as
ideias
dos
objectos,
que
o cercam, o
homem
li
ga-se
a
esses
objectos,
e
por
tanto
não
obra
livremente,
e
sim
pela
necessidade
imperioza
dos
conhecimentos,
que
adqui
riu.
Pó
le
na
verdade
escolher
entre
dois
objectos,
apparenlemenle
iguaes,
e
bellos,
um
d’
elles;
mas
este
acto
não
constitue
a
liberdade,
porque
a
escolha
depende
do
conhecimento
do
melhor, e
dado
este
conhecimento,
não
é
a
liberdade,
que
a
determina;
e
sim
a
necessidade
de
exer
cer
os
oííicios
da
razão
humana,
e de
seguir
a
lei
instinctiva.
Regra
sem
excepção,
—
o
mobil
das
ac
ções
do homem
é
o
interesse sob as
mil
lórmas,
porque
se
lhe
ostenta.
E
o
homem negro d
’
alem
mar
enche,
por
onde
passa,
tudo
de
sombras,
e
ad
quire prosélitos,
e
admiradores;
em
quanto
a
aguia
de
duas
cabeças
voando
do
oc-
cidenle
para
o
oriente,
rasga
as
serrações,
que
elle
lá semeou; e
voltando
do
orienie
para
o
occidente
desanuviará
os
espa
ços,
que se
metem
entre o
Danúbio,
e
o
Tejo.
E
então voltarão
do
exilio
os
reis
exilados,
darão
cabo
do
homem
negro
o
espaço
celeste
se
encherá
da
nova
luz,
da
creação,
e as
nações
bemdirão ao Se
nhor
cantando
a uma
voz
Hosana
Filio
Davtd.
Será
então
qne
o
Tu substitua
a
ex-
cellencia,
e
a
senhoria;
que
o
homem
chame
irmão
ao homem;
e
que
todos
exercerão
os seus
direitos
tendo
na
mão
a
chave
—
alteri
ne
facias,
quod tibi
non
vis.
Bemaventuradas
as
gerações,
a
quem
estes
dons
eslão
prometidos,
e
que o
er
mitão
a
dormir
com
os
olhos
abertos,
está
vendo
em
epoca
não
muito
remota!...
mas
infelizes
aquelles,
a
quem
o
homem
negro
fanatizou,
porque
grandes
males
lhes
estão
preparados!
Não
percam
de
vista os
vóos
da
aguia
do
norte;
e
emquanto
ardem
as
barbas
do
visinho,
deitem
as
suas de
molho,
O
ermitão lê
no
futuro,
e
avisa
os
mora
dores
do
occidente! .Vê
a
briga
dos
tou
ros
no
campo,
e
diz
ás
rãs
do
lago
pro
ximo:
que
mudem
de
vida, e
de
habitação
senão
quizerem ser
esborrachadas.
José
de
Freitas Amorim
Barbosa.
gazetilha
Cerrsio.
—
A
Direcção
do
correio
d’
es
-
ta
cidade
annbncia
hoje
n
’
esla
folha
que
a
corrospondencia
para a Povoa
de Lanho-
zo
e
Vieira,
sairá,
desde
o 1.°
de
março,
á
1
hora
da
tarde;
sendo as
cartas
tira
das
ao
meio
dia.
Publicações.
—
Temos
sido
um pouco
demorados
em
accusar
a
recepção
de
varias
obras
que
n-
s
teem
sido
remellidas.
Motivos de
força maior,
—
que
não o
desleixo
—
nos
obrigaram
a
esta
falta,
de
\jue
pedimos venia aos auctores
e
aos
editores
que
nos
honram
com
a
remessa
das
suas publ cações.
Começamos
hoje a ennumerar algu
mas:
—
Os
nos.os
Bispos do ctniinente—A
proposilo
da>
exequias da Lapa em honra
de
Alexandre
Herculano.
Guimarães,
Li
vraria
Internacional
de
Teixeira
de
Freitas
—
Editor. 1877.
A
questão
das
exequias
é
digna
de
ser
lida
pelos
nossos
leitores,
a
quem
a
recommend<-mos.
—
La
Naluraleza
—
Revista
de
sciencias
e da
sua
applicação
ás
artes
e
á
industria.
Periódico
semanal
illúslradt.
Madrid, calle
de Pizarro,
15.
Temos
p/esente
os
n.
08
8,
9
e
16
d
’
e.ti
revista curiosissima,
que
de dia
a
dia
mais
confirma
a
sua
alta
importân
cia.
Tanto
a parte
litleraria
como
a
ma
terial
são
verdadeiramente
notáveis.
As
gravuras
que
acompanham
o
texto
leem
todas
uma
execução
irreprehensivel.
A casa
Perojo
Hermanos
que
dita
esta
publicação
deve estar
satisfeitíssima
com o
acolhimento
<|ue
ella
merecida-
menle
tem
l.do
em
todo
o
mundo
civili-
sado.
N'isto se
resume
o seu
elog
o.
—
A Irmã Perdida,
pelo
capitão
Mayne-
Reid—Lisboa, Empresa
«Horas
românti
cas;»,
rna da
Ala
aya, 52.
Pertence
o
primeiro
volume
d
’
esta
obra
á
colleção
das
Aventuras
de
terra e
•mar
d’
aquelle
auclor,
e
que
a
respeitável
empresa
libonense
está
dando
vertida
em
boa
linguagem,
e
em
edição
luxuosa.
A
empresa
das
«Horas
Românticas»
é,
como
lemos
dicto,
digníssima
da
coadjti-
vação
do
publico
illustrado
portuguez,
a
quem
ella
tem feito
os
maiores
serviços.
A
colleção
d’esles
formosíssimos
ro
mances
é
um
dos
mais bellos
adornos
d
’
uma
bibliotheca.
%erá
verdade?—
Escreve
O
«Amigo
do
Povo»:
Diz-se
que
uma
pobre senhora
octo
genária
foi
empalmada
e
levada
ao
enga
no,
para
fóra
de
sua
casa,
aíitn de
assi-
gnar
úm
contracto,
que
ella
própria
não
sabe
o que é,
e
que
se
diz
por
ahi, que
é
um
contracto
simulado.
Bom
seria
que
se
averiguasse este
fa
cto,
que,
a
ser verdadeiro,
não
está isen
to
d
’uma
certa
criminalidade.
Fallecímento.—
Faileceu
ha
dias
o
snr.
Manoel
José
Marques,
proprietário
do
hotel
Dous
Amigos.
Succumbiu
victitna
d
’
uma
pneumonia
dupla
Salã» americano.
—
O
proprietário
d
’
este
salão,
onde
tem
estado
exposta
ao
publico
uma
interessantíssima
colleção
de
vistas
stereoscopicas,
resolveu relirar-se
para
Vianna,
e
pede-nos
para
que
em
seu
nome
agradeçamos
ao
publico bracarense
o
bom
acolhimento
que
llie
dispensou.
Os
últimos
dias
d
’
exposiçào
serão
áma-
nhã
e
segunda-feira,
nos
quaes
exhibirá
umas
150
vistas
novas,
e,
segundo
nos
aflirmam,
do melhor eííeito
Aproveitar
emquanto
é
tempo.
Curioaidadea.
—
Um
sabio
allemão
fez
interessantes
observações
sobre
a
agu
lha
de
Cleópatra
chegada a
Londres.
Del
ias concluiu
que
a
mudança
de
clima
tem
grande
influencia
sobre
os monumentos
ainda
os
mais solidos. O
obelisco
de
Lu-
xor,
trasladado
do
Egypto
para a
praça
da
Concordia
em
1836,
tem
3:400
annos
de
antiguidade
segundo
os
geroglificos
alli
esculpidos.
Durante
os
últimos 20
annos,
aquelle
sabio
examinou-o
por
quatro veses, e
em
cada
uma
d
’estas
viu
com surpreza o
crescente
delioramento
que
soffreu
a
su
perfície
do
monolilho
em
um
espaço
de
tempo
relativamente
muito breve.
Em
1844 a
côr
roxa
do
granito
era
perfeitamenle
visivel
e
demonstrava
que
a
pedra
nada soílrera
com
a
sua
exposi
ção
de
3:400
annos
no
clima
do
Egypto.
Na
seguinte
visita já
encontrou
a super
fície
menos polida, e
com
a
côr
mais
cla
ra;
em
1872
notou-lhe
uma leve
capa
de
kaolim,
symptoma
evidentissimo
da
decom-
posição
do
granito.
Temos
pois
que
36
annos de
exposi-
ção
sob
o
clima
de
Paris tem
feito
sobre
o
monolitho
o
que
não
fizeram
com
tan
ta
energia 36
séculos
n<
puríssima
altnos-
pliera
do
Egypto.
O
sabio
allemão
prophetisou
que
o
mo
nolilho
que
o
governo
inglez
acaba
de
receber,
se
deteriorará
ainda
muito
mais
que
o
outro
e
em
menos
tempo,
se
não
se
estudar
a
maneira
de
remediar
este
inconveniente.
Cí
aeronauta
JLysas».
—
O
celebre
aeronauta
inglez
Lyun
está,
ua
índia
in
gleza,
e,
em
duas
ascensões
que
fez
em
Bombaim
no
set;
gigantesco
balão
subiu
á
altura superior a 12:000
pés.
Na
segun
da
ascensão
levou
em
sua
companhia
o
redactor
do
«Times
of
índia».
Mais
de
109:000
pessoas
em
qualquer
das
vezes,
assistiram
á
partida
do
balão.
Guerra «In Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são os
que
seguem:
Londres
19
—
São
muiio
pacificas
as
noticias
recebidas
de
Berlim.
O
«Daily
News»
crê
que
o
u limo
despacha
de
Gorts-
chakoff
é destinado
a
confirmar
as
es
peranças
de
paz.
Berlim
19
—Bismark,
respondendo
no
reichstag
a uma inlerpellação
ácerca
dos
negocios
do
Oriente,
declarou
que
estava
promplo
a responder
immediatameute.
Dis
se
qua
os
interesses
da
Aliemanha
não
são
offendidos
com
as
condições
russas.
Não
acredita
que rebente
nova
guerra,
a
regeita
qualquer
intervenção.
Acceila
o
pa
pel
de
mediador,
e
repeile
o
de
arbitro
da
Europa.
Vienna
19
—
Auerperg,
respondendo
a
uma
inlerpellação,
aflirmou
qne
a
Áustria
reconhecerá
validos
quaes
per
acc.o
dos
bclligeranles
que
ameacem
os
interesses
da
rnonarchia.
Considera
algumas estipula
ções
contrarias
a
esses
interesses.
Espera
que
o*congresso dará
solução
satisfactoria
pa
ra
lodos.
E
concluiu
que
está
resolvido
a
salvaguardar
os
interesses
políticos
e
materiaes,
e
a
honra
da
rnonarchia
aus
tríaca.
Londres
20—
O
«Morning
Post»
diz
que
os
russos
aflectam
considerar
a
entrada
da
esquadra
ingleza
no
mar
de
Marmara
como
tendo
flanqueado
as
suas
posições;
pedem
garantias
contra
uma
nova
marcha
progressiva,
por
exemplo:
a
occupição
pe
los
russos
dós
fortes
do
Bosphoro
ou
promessa
da
Inglaterra não
penetrar
no
Mar
Negro.
O
«Times» diz
que
a
Rússia
está
concentrando
309:000
homens
na
Rouma-
nia.
Constantinopla
19-Namik-Pachá
irá
a
S.
Petersbnrgo
encarregado
de
uma
mis
são
extraordinária.
Paris
20-0
«Journal
des
Oébits»
diz
que
a
impressão
produzida
pelo
discurso
de
Bismark
é
satisfatória.
Londres
20
--O
«Times»
concfue,
dizen
do
que
Bismark
no
seu
discurso
diz
que
a
Aliemanha
se
absterá quanto
possivel
de
intervir
nos
negocios
do
Oriente.
Esta
franqueza
nõo
augmenta
as
probabilidades
da
manutenção
da
paz,
mas
também
não
levanta nenhum
novo
obstáculo.
Vienna
20
—
Asseguram
de
boa
origem
que«
tendo
Derby e
Bismark declarado
não
assistir
ao
congresso
das
potências, Gorts-
chakoff
declarou
lambem
que
não
assis
tirá.
8.
Petersburgo
20
—
Assegura-se
que
recusando
o
governo
inglez
retirar
a
es
quadra
para
Biscka,
os
russos
oecuparão
provavelmente
Conslautinopla
ou
pelo
me
nos um bairro.
Vienna
20
—
O
discurso
de
Bismark
augmenta
as esperanças
de
paz.
Está
ple
na
mente
confirmado
o
abandono
do
proje-
cio
de
alliança
auglo-auslriaea.
Os
turcos
recusam
entregar
Widdin
e
Belgradjich
aos
roumaniçps.
A
expoaiçAt»
Paria. —
Os traba
lhos
da
exposição
adeantàm
rapidamente.
Toca
oseu
termo
a
cotistrucção
do
vastís
simo
pavilhão
de município
d
’
aquella
ca
pital,
que
é
do
ferro
e
crystaes:
produzi
ra
um
eííeito
assombroso
pelos
objectos
deslumbra
dores
que
alli
se amontoaram.
Muito
proximamente
a
este
pavilhão
ex
porá
o
ministério
da
guerra
todo
o
ma
terial
que
tem
actualmente
em
uso
o
exer
cito
francez.
O
edifício
d
’Hespanha está
já
concluído,
faltando-lhe
apenas a
parte
decorativa
Bélgica
ievantaura
palacio
com
peças
de
todas
as
suas
ricas canteiras de
granito, e
Portugal reproduz
amostras
cu
riosas
de seu»
palácios
e
calhe
Iraes.
Ita-
lia
levanta
um
surprehendente
monumento
adornado
com
excellentes
mosaicos,
e
a.
Suissa
construa
um
chnlet
immenso.
Jloviment» «lo SKeapital de S.
—
Doentes
existentes
em
10
de
fevereiro:
72
homens
e
101
mulheres.
Entraram
durante
a semana
tinda:
30
homens
e
16
mulheres.
Sahiram:
8
homens
e 14
mulheres.
Falleceram:
9
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
16
de
Feve
reiro 91
homens
e
94
mulheres.
Appelo
sí
caridade.
—
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da
Motla,
oílieial
de
sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo, pelo
seu mau. estado
de
saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
A
’
mesinn.
—Recommendamos
á
ca
ridade
publica,
Antonio
de
Passos, mo
rador
na
rua
das
Palhotas
n.°
57.
A
’s
pessoas
caritativas.—
Na
rua
Direita,
da freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
enlrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
lilha
de
paus
extremamente pobres,
que
continuamente
sollre
dôres
tão
acervas,
quê
só as almas
bemfazejas
lhe podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma es-moia
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
’s
»1*
m
carisiosas. —
Recommen
damos
ás almas caridosas
uma infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Berhabé,
n.°
18,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’edade,
a
porisso sem poder applicar-se a qualquer
rabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
,11 - T.
• i'.
w*.,-.
.«wuarauM
—fc-W* <——MMMWFW—0^
•
THEATRO
DE
S.
GERALDO
BAILE
DE
MASCARAS.
Domingo
24
de fevereiro.
Principia
ás
8
horas
da
noite.
N.
B.
As
pessoas
que
quizerem
assi-
gnar camarotes
para
os
quatro
bailes,
de
átnanhã,
24,
domingo
3,
segunda
4
e
terça-feira
5
de
março,
podem
dirigir-se
ao
camaroteiro
do
theatro.
SABTDE
Á
TODOS
sem
medicina,
pui
•
gaotes, nem
despezas,
com
o uso
da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARRY
de
Londres.
80
annos «1’snvariavei ineecsaa
5
Combatendo'
as
indigestões
(dispe
psia) gastrica-,
gastralgia,
flegma,
arrotos,
flatos,
amargor
na bocea, piluitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
intestinaes, bexigas,
diar-
léa,
disenteria,
cólicas,
tosse,
asthrna,
fal
ta
de respiração,
oppressão.
congestões,
mal
dos
nervos,
diabelhes,
debilidade,
to
das
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do
afilo,
dos
bronchios, da
bexiga, d
>
li
gado,
dos rins,
dos
intestinos
da
muco
sa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85
000
cutas
entre
as
quaes
coutam-se
a
do
duque
de
Pluskow,
da
exm.
a
snr.
a
marqueza
de
Bre-
liau,
de Lord
bluart
de
Decies,
par
d
’ln-
glaterra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.,
etc.
Cura
n.
Q
63:476.
—
Mr. Comparei,
cu
ra,
de
dezoito
annos
de gasiralgia, de sof-
frimentos
d
’eslomago,
dos
nervo»,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.°
74.422.
—
Prostração.
—Bald-
win,
da
mais
completa
decadência de
sau
de,
de
patalysia
dos
membros
por.efleito
e
excessos
da
mocidade.
Cura
n.°
76:448.—Verdum,
16
de
ja
neiro
de 1872.
—
Havia
cinco
annos
que
soflria
graves
incoramodos
no
lado
direito
®
na
cavidade
do
estomago,
más
diges
toes
etc.
Não
hesito
em
certificar
que
a
sua
Revaleaeière
mo
saívoo
a vida.
—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63 de
linha.
Cura
n.°
62:986.
— M.,e
Martin,
de
ímenorihea. Suppressão
de menstruação
e
dança de
São
Guido,
declarada
inepra-
vel.
perfaitamenle
curada
pela
Revales-
«íère.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do que
a
car
de,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
’
ezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
fixos da
venda
por miúdo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha de
lata,
de
*/t
kilo,
oOO ; de il
1
kilo 800
rs
;
de
um kilo, l$40Ó
res;
de
2
*/,
kílos,
3$200
reis; de
6
ki-
los,
6$ÍOO;
ede
12
kilos,
12^000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po-
lem
comer
a qualquer hora,
vendem-se
mi
caixas a
800
e
U400
reis.
O
melhor
chocolate
para a saúde
é
a
vaEe«eiès-e ehaeatatada)
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
maif
.que
a
carne,
e que
o
chocolate
ordinário
sem esquentar.
Em
pó
em paus, em
caixas
de
folha
dr
ata
de
12
chavenas,
500
reis;
de 24
chave-
aas,
800 reis;
de
48
chavenas,
1^400
;
de
120 chavenas,
3$200
reis,
ou
25
reis
cad?
cha
ven
i.
UU
84BRI
«®.C.a
Li niTED.-
Piaee
Vendòme, 26,
Paris.
77
Regent-
àtr<ii<,
Loudrès.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
phírnaaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central;
mr.
Serzedeilo &
C.
a Largo
do
Corpo
Santo 16,
S
jísí
»»»,
(por
grosso
e
miude);
Azevedo
Filhos,
praça
de D.
Pedro, 31,
32,
Barra!
&
irmãos,
rua
Aurea,
12—
Por-
*«,
J
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSÍTOS
ENTRE
DOURO
E Ml-
N1I().=
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.—
«areello»,
Antonio
João de
Sousa
liamos,
pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
ar»8»,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça Municipal,
17
—
Antonio A.
Pt-reira
>ijia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31 —Pipa
à
Irmão,
ru<
do
Souto.
—
Vianna
do C»»-
tello,
Aflonso drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
-Guimaríes,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio d
’
Araujo
Carvalho,
Cam
po
da Feira,
1;
José, J.
da
bilva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
2$
e
33.
—
Fenaftel,
Miranda,
pharm.
—
Porto
M.
J.
de Sou
■
sa
Ferreira
&
Dmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
úedoleila,
160;
Fontes
&
C.a
,
drogs.,
Pra
ça
de D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to Antonio,
225
a
227.—
Ponte do IA-
í
»
o
,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
í"t»v©«
«So
Vnrzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
Valeȍa
do
Minho,
Francisco José
de Sousa, pharm.
—
Villa
d» Cande, A.
L. Maia
Torres
pharm.
CONVITE
Os
abàixo
assignados,
’
convidam
os
seus
amigos
e
pessoas de suas
relações
para
assistirem
aos
funeraes,
que
por
alma
de
sua
esposa
e
cunhada
D.
Maria
Ange
lina
das Dores
e
Almeida,
hoje
devem
ter
lugar
no real
templo
de
Santa
Cruz,
por
10
horas
da
manhã.
Braga
23
de
fevereiro
de
1878.
José
Manoel
d
’Almeida.
(778)
Bernadino
José
da
Cruz.
AGRADECIMENTOS
Os Viscondes
de
Pindella
e
sua
Irmã
D.
Anna
Elvira
de
Fre
tas
Rangel
e
Qua
dros
em
extremo
penhorados
pelas
pro
vas
de
estima
e consideração
que
recebe
ram
de
todas
as
pessoas
das suas rela
ções
e
atnisade pela
occasião
da
morte
de seu
Tio o snr
Diogo
de
Freitas Mello
e
Castro
bem
como
da
idêntica
occasião
do
fallecimento
da sua
Tia
e
Prima,
a
snr.
a
Condessa
de
Basto,
publicamente
lhes
manifestam
o
seu
agradecimento.
D.
Maria d’Amorim
Soares d
’
Azevedo,
D.
Maria
da
Gloria
Fernandes
Dias
d
’
A-
morim,
Antonio
Cândido
da
Silva
Amorim
e Franciseo
JoȎ
da
Silva
Amorim, agra
decem
a
todos
os
ill.
mos
e
exc.
1110
^
snrs.
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
presado marido,
sogro
e
pae
Bento
José
da
Silva,
assim
como
aos
ill.
m<
”
snrs. que
assistiram
aos
oflicios
fúnebres.
(767)
âNNUNCIOS
BASCO IIE
PORTUGAL
São prevenidos
os
snrs.
accionistas
d
’este
Banco
que desde
o
dia
23
do
cor
rente
mez
em diante
se
pagará
na
the-
souraria
do
Banco
do
Minho,
todos
os
dias
não
santificados
desde
as
10
horas
da
manhã ás
2
da tarde,
o
dividendo
do
2.®
semestre
de
1877
na
razão
de
4
p. c.
ou
20^000
rs.
por
titulo
de
5
acções.
Braga,
22
de fevereiro
de
1878.
(777)
AVISO.
A
Commissão
encarregada
da distri
buição
dos
objectos
e
subsídios
concedidos
ás
egrejas pobres d
’este
Arcebispado
Pri
maz,
pela exc.n‘
a
junta da Bulia
da
Cru
zada
faz
scientè
aos
reverendos
Paroehos
das
freguezias
de
Esporões, Penso,
e
Villa
Cova
de
.Morrei
a
do
arciprestado
de Braga,
aos
das
freguezias
de
Urgezes
e
Sanche
dos
arciprestados
de
Guimarães
e
Ama-
rante,
que
pódem desde já
mandar receber
os
objectos,
com
que
foram
contempla
dos,
e
que
a
pessoa
encarregada
para
esse
fim
deverá apresentar
uma
procuração
as-
signada
pela
junta
de
parochia,
devendo
a
assignatura
do
seu
presidente
ser
abonada
pelo
muilo
revd.
0
Secretario
da Camara
Ecclesiaslica
d’
esta
cidadade.
Braga,
21
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
da
Commissão
Fr.
Francisco da
Visilação.
Os nossos Bispos do
continente—A
proposito
das exequias da
Lapa
em
honra de
Alexan Ire Iler-
culano.
1
volume de
71
paginas,
em
bom
papel
200
rs.
Envia-se
franco
de
porte
a
quem
man
dar
a
sua
importância
(200
rs.)
em
es
tampilhas
ao
editor
Teixeira
de
Freitas,
em
Guimarães.
Veude-se
nas
principaes
livrarias
do
paiz.
AVISO
AO PUBLICO.
Pela
direcção
do
correio
de
Braga,
se
faz
publico,
que
a
começar
no dia 1
de
março proxirno
futuro
o
correio
para
a
Povoa
de
Lanhoso
e
Vieira, sairá d’
esta
direcção
á
1
hora
da
tarde,
devendo
por
tanto
ser
tirada
a
correspondência
da
caixa
geral
para
os
dittos
correios
ás
12
horas
da
manbã.
1
'revençào
Lourenço
da
Cunha
Velho
Solto-Maior
na
qualidade
de tutor
dg
seu
filho
menor,
declara
que tenciona
usar
dos
direitos
de
enfithenta
que
lem
sobre
a propriedade
denominada
O
«Armão»
sita
na
fregue
zia
de
S..João do
Souto,
proxirno
ao
Campo
da
Feira.
Declara
que
protesta
contra
qualquer
contracto
simulado
que
haja, ou
porventura
possa
haver,
a
res
peito
da
sobredita
propriedade:
e
para que
se
não
possa
allegar
ignorância
faz
este
annuncio
para
os
lios convenientes.
Braga
18
de fevereiro
de
1878.
Lourenço
da
Cunha Velho Solto-Maior.
(776)
ESTEIRAS
PARA
FORRAR
SALAS.
Manoel
Dias
da
Silva,
premiado
na
exposição
de
Braga
em
1863,
na
Inter
nacional
Portuense
em 1875,
na de
Vien-
na
de
Áustria
em
1873
e
na
de
Phila-
delphia,
em
1876,
laz
publico
que
tomou
conta
do
estabelecimento
de esteiras
da
roa do
Souto n.°
40
e
40 A,
d
’
esta ci
dade,
aonde
o
fabrico
das esteiras
prin
cipia
a
ser
no
sistema
de
Lisboa e
Porto
Também
lava
e
compõe,
sendo
presizo.
No
mesmo
estabelecimento
ha
sortimento
de
capachos
de espaito,
(761)
MOS
DD
DOURO
Manoel de
Sampaio
tem
á venda
no
seu
armazém
do largo
dos
Penedos,
n.®
23
vinhos
finos
do
alto
Douro,
vindos
da
sua
casa e
armazém
da Fonte
Nova,
e
alli
ha
vinhos
a
retalho
pelos
preços
de
50
reis
o
quartilho,
e
sendo
por
canada
a
180;
de
60
reis
o quartilho
e
sendo
por
cada
220,
e
excellenle
vinho
da
no
vidade
de 1876
a
80
reis
o
quartilho,
e
sendo
por
canada a
300
rs.
Ha
vinhos
velhos
engarrafados
a
150,
200
e
250
reis
por
garrafa,
e
ha
vinhos
mais velhos,
já
antigos e
secos
a 300,
400,
500
e
600
reis
por
garrafa, todos
especiaes,
e
cuja
qualidade
se
garante.
O
mesmo
tem um
armazém
de
depo
sito
bem
sortido
de
lodos
estes
vinhos,
para
vender
por grosso
de
almudes
ou
pipas
na
rua
de
Santo
André,
n.°
1, on
de
se
póde
escolher
tanto
em
gosto
co
mo
em preços.
Tem
outros
armazéns
filiaes
d
’este,
e
onde
se
vendem
todos
estes
vinhos
a
re
talho,
como
é: largo
de
Sant
’Anna
n.°
59,
largo
de
S.
Thiago
n.°
15,
Campo
da
Vinha n.°
21.
O
gerente
Francisco
Alves
da
Fonseca
Coulinho
e
Fi
gueiredo.
(773)
BULA RAÇÃO.
Antonio
José
Gonçalves
Nogueira, de
clara,
para
todos
os
eflfeitos,
que por
escriptura
publica
feita
em
24
de
janeiro,
na
nota
do labellião Bastos,
d
’
esla
cidade,
foi
dissolvidada
a
sociedade,
que
havia
forinadb
entre
si,
e
os
snrs.
Joaquim
Au
gusto
de
Carvalho
e
João
Augusto
d
’
01i-
veira
Braga,
sob
a
firma
de
Carvalhos
&
C.a
da qual
era
primeiro socio capita
lista,
recebendo, e
cada
dos
referidos
snrs.,
o
que
lhe
pertencia
nos haveres
da
refe
rida
sociedade.
E
declara
mais,
que
continúa
com
o
mesmo
ramo
de
negocio,
e.
com
as
mesmas
garantias
como
até
hoje,
sob a
sua unica
responsabelidade e
firma
de
seu nome,
na
sua
casa
da
rua
do
Souto n.°
9.
Braga
9
de
feveriro
de
1878.
t
(758)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Em
virtude
do
despacho
proferido pe
lo
Tribunal
do
Commêrcio
d’
esta
cidade,
no
processo
da
prorogação
de moratória
requerida
pelo
Banco
Commercial
de
Bra
ga.
são
convidados
os
snrs.
accionistas
do
mesmo
Banco,
por
deliberação
do
Conse
lho
Fiscal,
a
fim
de
no
dia i de
Março
proxirno
pelas
II
e
meia
horas
da
manhã,
reunidos
em
Assemblea
geral
extraordi
nária.
elegerem os
membros
accionistas
da
commissão
mixta,
que
tem
de
proceder
á
liquidação
do
mesmo
Banco.
Fica
por
este
modo
sem
effeito
o
annuncio
anterior
para
as
eleições
dos
dif-
ferenles
cargos
que
se
achavam
vagos.
Braga
16
de
fevereiro
de
1878.
No
impedimento
do
presidente
O
vice-presidente
Antonio
Brandão Pereira.
Companhia
Edificadora e Indus
trial
iiracarense
Os
snrs.
Accionistas
que estão
em
debito
das
16.
’
e
17,
a
entradas
de
suas
acções.
são
convidados
pela
ultima
vez,
a realisal-as
até
o
fim
do
corrente
mez,
certos
de
que, os
que
assim
o
não
fize
rem,
ficam dilinitavamente incursos
no
art.
17
dos
Estatutos.
Braga
15
de
fevereiro
de
1878.
.(766)
DINHEIRO
A
JURO.
A
hmandade
de
Santa
Maria
Magda-
lena,
da
Falperra,
tem
para dar
a juro
1:350^)00
reis.
Braga
2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gomes da Silva.
(735)
‘
■*
-
‘
<
U2-) G3TFA
E EHEU viATiSMD
Lic<>f
c
pílulas
do dr. Laville
Esta
medicina
anti-gottosa
e-anti-rheumatica
é de
justo titulo
o reputada
infalli.
vel
desde
30
annos.
contra
os
ataques,
e
as
recaídas.
Sua
eílicacia
é tão
grande,
que duas
ou tres
pequenas
colheradas
são
bastante
para
curar
as
dores
mais
agudas.
E’
a
unica
scienlifica
e
ofíicialmente
reconhecida
e
que
oíferece
todas
as
garantias.
Veja-se
o
livrinho,
que
se
dá
grátis
em
todas
as
pharmacias.
Preço
2$()00
rs.
Para
evitar-se
os
graves
perigos
da
falsificação,
de>'e-se
exigir
a
assignalura
do
dr.
Laville.
Deposito
geral
em Paris:
pharmaciâ
central
de
França,
7.
Rua
deJouy.
DA
COMPANHIA
FABB1L S1NGEB
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE,
17
BRAGA
Cirande
redueçno de
preços
em todas as maehinaa de costura da
COMPANHIA
FABRIL SINGER
Os
únicos
fabricantes
de
machinas,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal, para
fornecer directamentea ao
publico,
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia.
GRANDE
FACILIDADE
DE
PAGAMENTOS
PARA
ADQUIRIR
AS
MELHORES
MACHINAS
CONHECIDAS
MAIS
Dt
UM
ANNO
DE
PíUZO
Em
prestações de SOO MRS4
»- semanais, em todas as machinas
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KASI.Vl)
GHÍTIN EM CASE 1)0 COMPUADCR
• •
Peçam catalogas illustrados
Com
listas dos
preços
e
condições
na
SUB-SUCCURSAL
DA
COMPANHIA.
FAIBHI^
SIWGEK
17,
RUA
DE S.
VICENTE,
17
m*
a
DE
MIGUEL
AUGUSTO,
FONSECA
&
CARDOSO
FABRICA:
Poço
ilas
Palas,
118
PORTO.
DEPOSITOS
FILHES:
R.
das
Flores,
298
PORTO.
Rua
Áurea,
208
I.IOOA..
LINHA
QUINZENAL
DE PAQUETES
A
VAPOR
eRAMDE
REKVCÇAft DE PREÇOS V A
S.
a
€1.
4SSE.
Para
S.
Vicente, Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceilando
também
passageiros
de
3.
3
classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro, para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S.
PAULO,
CANPOS,
VICTORH,
MACEIÓ, e
outros
pontos
d<>
litoral
e
interior
do Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
*
PELO
MESMO PREÇO
QUE PAR* ®
RIO DE JAWEIRO
NEVA
.
.
MONDEGO.
PAQUETES
A
SAIR
DE
LISBOA
.
13
de
Janeiro
I
ELBE.........................
13
de
Fevereiro
.
28 de
Janeiro
(
MINHO
....
1
de Março
PREÇOS
GOMMODOS
Cnda paquete
d’
e»ta costipraubi»
leva
a
bordo
eriadan
e
e<9»i3iheiro»
portugueze»
pisra
commodidade
dos
passageiros
de
íoíí
»
b
km
elasse».
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter trasbordo.
A
bordo o» pn8»ageiri>8 teem grátis cami», roeipn de eama, eo-
miifa
feita por
eosinheiroB portuguezea, vinho tiuas vexe» per <l:o,
asMisteneia medien, serviço de erindos e outra» deapezag,
A
EXPERIENCIA
de
mais
de um
quarto
de
século
tem
feito
com
que os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam conhecidos
pela regularidade,
velocidade
e
segurança
excepcional;
além d
’isso
pela
limpesa, boa
ordem,
bom tratamento
e
accomodações
a
bordo,
e
pelos
melhoramentos mais
modernos
tanto
para a hygiene
como
para a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos que ha archivados
em
varias
agencias.
SÀO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo
Governo
Jnglez
para a
conducção
das
suas
ma'as do correio, e
por
este
serviço
recebe a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES a
honra de
conduzir
Suas Magestades o Imperador e Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C. TAIT.
Para
esclarecimentos
cm
Braga
o
siir.
João
Manoel
da
Silva
Guimarães, rua do Souto.
Premiados
com
medalha de l.
aclesse na
Exposição Internaeional
Portuense
de
1S65, e na Piiiladelphia de 1816.
Tendo
os
proprietários
d
’esta fabrica
sido
viclimas
das
mais cruéis
e
vís
fal
sificações.
fazem saber
aos
snrs.
consumidores
de
seus
productos,
que
teem
altera
do
a
inscripção
e
desenho
dos
invólucros
ou
cintas
que
cingem
os
seus
bem
con
ceituados
e
coohecidos=Cigarros espeeiaes havanes=,
em
massinhos
de
8
cigaros;
e
por
isso
chamam
a
attenção
dos
mesmos
snrs.
consumidores,
para
que
não
sejam
illudidos
na
sua
boa
fé,
scientiíicando-os
de
que
os
rotulos,
além
d
’
um
leão
[distinctivo
e
marca
d
’
esta
fabrica)
em
maiores
proporções,
legenda
da
firma
dos
proprietários
—
Miguel
Augusto, Fonteea <fe Cardoso
—,
levam
ao
lado,
escripto
em
caracteres
bem
legíveis
e
em
sentido
transversal
MARCA
I.Eîj
e pe
dindo
lhes
para
que
se
dignem
bem
attenlar
na
inscripção
e marca
que
acima
re
produzem,
evitando
ass
;
m
o serem
ludibriados.
Não
encarecem
os
proprietários
a’
excellencia
da
qualidade
d’
estes
cigarros
e
mais productos
.sahidos
da
sua
fabrica,
porque
os
snrs.
consumidores
os
conhecem
de
sobejo
para
os
poderem
avaliar;
e
ao
que
visam,
lendo feito
a
alteração
na
tn-
scripção
e servindo-se
da publicidade,
é
evitar o
desçredilo
da
sua
fabrica
em
de
trimento
seu
e
dos snrs.
consumidores
que
os
obsequeiam
com
a
sua preferencia,
a
qual
diligenciarão
fazer sempre
por
merecer,
primando
cada
vez
mais
em aper
feiçoar
os
seus
productos.
(694)
Miguel
Augusto,
Fonseca
& Cardoso.
SALLA
E
LOJA.
Aluga-se
junto
ou
em
separado
na
rua
do
Souto.
0
pretendente
falle
na
mesma
rua
e
vestimenleria
Rocha.
(739)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
se,
PADRE
SENNA
FREITAS
MITO MÉ M
I*reço
.....
500
rei»
A
’ venda
na
Livraria
Calholica
Porluen-
praça
de
D.
Pedro, 131.
A
BELLEZA
DAS
SENHORAS
Pomada
sympatliica,
para
destruir,
de
momento,
o
pello
da
cara
e
mesmo
cabei
lo
em
quantidade,
sem
causar
o
menor
damno
á
pelle.
Xarope
peitoral
de
Rei
Empregado
com os
melhores
resulta
dos
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
an
tigas e
modernas,
bronchites
agudas
e
chronicas.
broncorrhea.
calharro
pulmonar
seja qual
fôr o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
resia.
tisica,
calharro
suflocanle.
angina
nervosa,
tosse
asthmatica, escarros
desan
gue,
etc.
etc.
Os
effeitos
d
’esle
verdadeiro
especifico
são
seguros
e
rápidos
e é
considerado
na
opinião
publica
o melhor
medicamento pa
ra
laes
padecimentos.
A
’
venda
em
Braga'
nas
pharmacias
Pipa &
Irmão,
Orpbãcs
e
Alvim.
Em Guimaiães
na
pharmaeia
de
Pereira
Marlins.
Deposito
principal na
phar
macia Lisbonense, Largo
do
Corpo
Santo
-LISBOA.
(762)
LARGO
DE N.
S.
A
BRANCA
N.°
4
E
5,
BRAGA.
Trocam-se
acções
de
diversos
Bancos,
por
promissórias
do
Banco
Commercial
de
Braga.
(764)
Qontra-annuncw
A
arrematação
da
conslrucção
da
fron-
leria
da egreja
v>
mines,
annut
ciad
para
o
dia
24
do
corrtn.e,
fica,
po
motivos
supervenientes,
transferida
para
o dia 17 de março,
ás
1 1
horas
da
ma
nhã.
no
mesmo
local.
Braga 21
de
fevereiro
de
1878
0
presidente
da
junta
773;
Manoel
José
d
’
Oliveira
Guim
arães.
miRGIÃO DKST.1STA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGl*
CA DO
PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
i9.
BR
à
GA.
Faz
tudo quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
-oídafos.
688)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSiTAftA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
