comerciominho_22101878_852.xml
- conteúdo
-
FOLHA. RELIGIOSA,
fi»OOTSCA IE NOTICIOSA.
REDACTORES
—
D. Miguel
Sotlo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
PREÇO
DA ASS1GNATURA
PREÇO
DA ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes...............................1&600
»
6
»..........................
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
.....................
20
Repeti';
3o
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
............
2&000
»
6
»
............
1$>950
»
sendo
duas
assignaturas
3^>609
Brazil,
12
mezes, moeda
forte.
.
3^600
Folha
avulso.................. 10
N.° 852
BR1G4-TERÇA-FEIRA
88
BE
outubro
use
isj
*
ATTENÇÃO
A
lastimosa
çatastrophe,
occorrida
no
dia
11
do
corrente
no
caminho
de
ferro
do
Minho,
tem
produzido
geralmente
a
mais
dolorosa
impressão.
Todos
esperam
dos
poderes
públicos
promptas
e
energicas
providencias,
que
evitem, quanto
ser
possa,
de
futuro
a
repetição
de iguaes
desastres.
E
com ef-
feito
consta
que
o
governo
tem
nomea
do já
uma
commissão,
que
deverá
inqui
rir
a
causa
do
recente
descarrdamento,
e
ao
mesmo
tempo
examinar
escrupulosa
mente
o
estado
de
toda a linha.
Nós
pedimos
que
a
igual
exame
se
proceda na linha
do
Douro;
e
contanto
mais instancia
o
pedimos, quanto
é
voz
constante
que
as
travessas
empregadas
no
novo lanço,
aberto
á
circulação,
entre as
estações
de
Cahide
e
Juncai,
e
d
’alli
por
diante
são
de
uma
madeira
de
péssima
qualidade,
e
muitas
d
*
ellas
já
meio pô-
dres!
Isto
nos
tem
sido
alhrmado
por
varias
pessoas,
ás
informações
d
’algumas
das
quaes
não
podemos
deixar
de
prestar
in
teiro credito.
Olhe
bem
o
governo quanta
responsa
bilidade
lhe
peza
sobre
os hombros, e
considere
que,
se
d
’aqui
a
pouco
um de
sastre
idêntico ao
do
dia
II
occorrer
n
’
a-
quelle
trajecto,
o
sangue
das
viclimas
alli
immoladas
á
sua
incúria
e
desleixo
lhe
caliirá
lodo
sobre
a
cabeça!
Aquellas
travessas
foram
importadas
do estrangeiro
em
virtude
de um
contracto,
sobre
o
qual
temos
ouvido
fallar
de
um
modo
pouco
lisongeiro
para
quem
o
fez.
Se a
madeira
fornecida
é,
com
effeilo,
da
péssima qualidade,
que
nos
informam,
regeite-se,
e não
se
empregue
onde
po
de
occasionar
a
perda
de muitas
vidas
e
de
importantes
cabedaes.
N
’
estes
casos,
sacrificar
homens
e
riquezas
a
interesses
particulares e
a
contemporisações
mal
ca
bidas,
não
é
um
simples
crime,
é
um
allentado
horrível
e
imperdoável.
Dê
pois
o
governo
uma
satisfação
pe
remptória
ás
apprehensões
do
publico, de
que
somos
ecco,
e
mostre
que
são
infun
dados
os
nossos
receios,
ou
então
reinô-
va
promptamcnte
a
causa
d
’
elles,
se
ella
existe,
como
cremos.
Aos
nossos
collegas
da
imprensa
pe
dimos
lixem
a
sua attenção sobre
este
objecto
importantíssimo,
e
nos
ajudem
a
obter
dos
poderes
públicos
as
promptas
e
energicas
providencias,
que
similhante
ca
so
instantemente
reclama.
d
.
m
.
s.
A
’
Hedaeção do
«Commereio
do
Minho».
Londres,
3
de
Setembro,
1878.
(Conclusão)
SUMMARIO.
V. —
Espirito
anli-catholico
Inglez,
mas
que
não
creio seja partilhado
pelo Gabi
nete
actual.
VI.
—
Mais
prova
da
parte
que
as
sym-
palhias
Italianas
e
Garibaldinas
têm
na
resistência
á
occupação
Austríaca
da Bos-
nia
e
Herzgovina.
Parece-me
que
o
Grande
Chanceller,
que
tem
sido
tantas
vezes
divinizado
pe
lo
Times
mesmo,
não
ha-de saborear
de
masiado
este
juizo e
comprimento,
e
não
sei
se
muito
se
lisongeará
de
ser
posto
abaixo
do
bi-carado
Piemonlez,
como
ap-
parece
na
seguinte
reflexão
com
que o
Times
continua:
—
«Parece»
(Bismark)
«ler
enraizada
des
confiança
dos
methodos
de
persuasão,
ou
desdem,
por
seus
vagares. Acha-se
com
pletamente
o
contrario
de
Cavour,
que
habilmente
recusava
governar
por
estado
de
sitio,
e
profundamente
sabia,
que
a
discussão
parlamentar,
se
parece
perder
tempo,
é
o
mais
breve
processo
de le
gislação por fim de
contas,
porque
mu
da
ideias
e
fórça
á
obediência.»
O
que
segue
no
mesmo
artigo
come
ça
a
tocar
mais
de perto
a
nós
Calho-
licos;
mostrando
mais
e
mais
como
foi
loucura
da
parte
de
Bismark,
offender,
sem
nenhuma
necessidade
ou
razão
plau
sível,
o
elemento
Catholico,
em
o
novo
Império,
para agradar
ao
Times,
e
ao
Protestantismo,
e
á
liberangada, contra
a
qual
os
Catholicos
lhe
virárn
a
ser
apoio
e
protecção.
Continúa,
pois, o
ar
tigo,
que
me
parece
valer
a
pena
de
es-
ludar-se,
e
porisso
n
’
elle
insisto:
—
«A
sorte
do
bill
Socialista
dependerá,
talvez,
do
voto
do partido
Ullramontano,
porque
as
eleições
recentes
falharam
em
dar
ao
Chanceller
maioria
conservadora.
O
voto
dos
Ultramontanos
póde,
por
sua
parte,
depender
de
mudança
de
ideias
no Vaticano
sobre
a
matéria
das
leis
de
Falk
»
No
que
precede,
e
já
repeti
mesmo
antes,
muito
importante,
porque
põe
gran
demente
a
descoberto
a
inveterada
políti
ca
do
Times,
ha,
quanto
a
mim,
um
indicio
mui
favoravel
a
nós
O
evidente
desprazer
que
o papél Pro
testante
manifesta
pelas
medidas
de
Bis
mark
(até
aqui
seu
tão
grande
favorito),
indica saber elle
Times,
que
o
Grande
Chanceller
quer emendar,
ou pelo
menos
moderar
muito,
sua política
em
relação
ao
Catholicismo
e
á Igreja
—
inde illce
irou.
Não
creio
que
agora
certas
figuras
Protestantes,
que
tão
jubilosos
se
mostra
ram
com
a
politica
Falko
Bismarkina
(in
do
mesmo
d’
aqui
a
Berlim certos
persona
gens congratular-se
com os
auctores
da
perseguição), continuem
tão devotos do
Chanceller
de
ferro:
e
se
acaso elle
se
compõe
e reconcilia
com
o
Papa,
será
excommungado
pelos Padres
do
variegado
Concilio
de
Lambelh
—
até
pelas
Exm.
as
Bispas,
até
pelo
Padre Jacintho
e
sua
senhora.
Não
devo, porém,
terminar
este
ar
tigo,
sem
exprimir
a
minha
opinião
a
respeito
do
Governo,
isto
é,
do
Gabine
te
actual
aqui,
presidido
por
Lord
Bea-
consfield.
Não
creio que
nem
elle
mesmo
nem
o
Gabinete
em
geral,
entretenham
pela Igreja
e
pelo Pontífice
os
sentimen
tos
de
hostilidade
e rancor
Protestante
en
tretidos
por
Kinnards,
Newdegates,
e
se
melhantes.
Não
creio
que
o
Gabinete
en
dosse
os
sentimentos
do
Times.
VI.—Sempre
tenho
sustentado
que
as
insurreições
na
Bosnia
e
Herzgovina,
têm
sido
principalmente
sustentadas
e
anima
das
por
agitadores
de
fóra,
por
Garibal-
dinos
Italianos
principalmenle.
Disse-se
que
tinham
embarcado
em
Ancona
vários
flibusteiros
que
iam
ajudar
a
resistência
contra
os
Austríacos
nas
duas
províncias
que elles
determinaram occupar.
Os
pa
péis
do
Governo
Buzzurro
negáram
isso,
e
protesláram
que
tal noticia
era
falsa.
A
Capilale
de
hontem
aílirma, que,
não
obstante
a
denegação
do
facto
pelo
Pre
feito
de
Ancona, não
ha
duvida
alguma,
que
muitos jovens
Italianos
têm
ido
para
as
duas
Províncias
ajudar
contra
a
Áus
tria
os
insurgentes.
A.
R.
SARAIVA.
Correspondência
particular do
íCommereio
do
Minho»
Paris, 14 d
’
outubro
O
acontecimento
do
dia
é
o
falleci
mento
de Mgr. Dupanloup,
o qual
ninguém
esperava.
A
morte
despedaçou
repentina
mente
um
dos
corações
que
mais
amava
a França.
Aquelles
mesmos
que
não
par
ticipavam
de todas
as
opiniões
d
’
este
emi
nente
prelado,
sentem
a
sua
perda
e
ren
dem
homenagem
á
sua
memória, pelas
luctas
que
tão
denodadamente
sustentou
em
favor
da
Egreja
e
da
religião,
em
pró
da
causa
da
ordem,
da
liberdade
de
en
sino
e
dos
direitos
dos
paes
de
família.
Estes
gloriosos
titulos
de
defensor
strenuo
da
Egreja
e
da
sociedade
são
bastantes
para
lhe
desculpar alguns
êrros
de
que
os
realistas
e
os
catholicos
o
poderam
arguir.
Os
verdadeiros
monarchicos
se
retra-
hiram
com
elle
desde
o
momento
em
que
o
pfelado
quizera
converter
o
snr.
conde
de
Chambord
á
bandeira
tricolor,
o
que
é
impossível,
como
sabem
Mgr.
Dupanloup
escreveu
a
este
res
peito
uma carta
que
se
tornou
notável,
na
qual
traçava
ao
conde
os
seus
deve
res.
Esta carta
valeu-lhe
uma
replica
justa
e
energica,
em
que
o snr.
conde
de
Cham
bord
dirigindo-se
a
Mgr.
Dupanloup
lhe
diz,
entre
outras
coisas:
«Não
tenho
sa
crifício
a
fazer,
nem condição
a acceitar;
espero pouco
da
fiabilidade
dos
homens;
muito
da
justiça de
Deus».
Estas
palavras
descrevem
o
homem
que
deveria
ser
o
nosso
rei,
se
a França
comprehendesse
seus
verdadeiros
interes
ses.
Mgr. Dupanloup
foi
mais
feliz
nos
seus
curtos
trabalhos.
Como
os
bispos
do
V
século
foi, por
sua
auctoridade
pessoal,
bispo,
prefeito e
diplomata
conjunctamen-
te.
Elle
só,
ousou
resistir
ao
príncipe
prussiano
Frederico
Carlos
que
pretendia
transferir
os nossos
feridos
da
ambulancia
inslallada
no
palacio
episcopal,
para
n
’ella
recolher
os
feridos
allemães.
Em
memória
dos
serviços então
pres
tados
foi
nomeado
deputado,
e
como
tal
defendeu
incessantemente
os
direitos
ca
tholicos,
a
quem
serviu
tão
consideravel
mente,
qoe
seria
preciso
serem
muito
in
gratos
para
não
chorarem
este
digno
e
venerável
prelado.
—N
’
uma outra
ordem
d’
ideias,
é
actual-
mente
mui
fatiado
entre
nós
M.
Gambet-
ta.
Este
personagem
que
é,
como
não
o
ignoram,
um
simples
deputado,
obra
como
representante
de
33
milhões
de
france-
zes.
Não falia
como
uma
auctoridade
que
poucos
contestam,
mas
com
uma
segu
rança que
um
homem
legaimente inves
tido
do
poder
teria
só
o
direito
de
mos
trar;
e
exerce
esta
potência
moral, mais
eflecliva
mil
vezes
do
que
o
poder
exe
cutivo,
com
desenvoltura
inacreditável. E
’
elle
quem dispõe
da
Camara
dos
deputa
dos
e que
dirigirá para
logo
o
Senado.
Quando
tudo
entre
nós
blasona
de
re
publicano
e
não
quer
soífrer
jugo
algum,
nem
obedecer
a
um
rei,
um
simples
ci
dadão
rege
soberanamente
este
paiz.
E’
mais
um
exemplo
da
inconsequência
hu
mana.
Falla-se
agora
mais
particularmente
de
M. Gambelta.
em
rasão
d
’
um
discurso
que
«elle
proferiu
recenlemente
em
Gre-
noble.
N’esse
discurso,
como
em
todos
os dos
chefes
republicanos,
resallam
os
ataques
contra
o
clero,
contra
a
religião,
contra
a
monarchia,
—n’
uma palavra,
contra
tudo
o
que
é
justo
e
respeitável.
E,
coisa
tris
te!,
todos
os
nossos
jornaes
—
fallo,
bem
entendido,
da
imprensa republicana—se
dão
pressa
em
reprodusir
as
suas pala
vras,
acentuando-lhes ainda
mais
o sai-
nete,
de
maneira
que
ellas
penetram
por
toda
oFrança.
P
r
outro
lado M.
Julio Simon pro
cura
fazer
fallarem
de
si,
explorando em
proveito
proprio
a
reacção
provocada
pe
las
frisantes
parolices
de
M.
Gambelta:
projecla
demonstrar
que
a
Republica
po
deria
continuar
a obra
da
monarchia,
á
qual
elle
se
digna
render
homenagem. M.
Julio
Simon’
apenas
consegue
illudir-se,
porque
os acontecimentos
demonstram suf-
ficientemente
que
entre
a
Revolução
e
a
contra-Revolução
representada
pela
realeza
legitima, não ha
meio
termo. Emquanto
o
nosso paiz
não
estiver
compenetrado
d
’
esta
verdade
jámais
lerá
repouso.
A
própria
religião
começa
a
ser
ata
cada
entre
nós,
desenvolvendo-se
qooli-
dianamente
a
historia
das
perseguições.
Torna-se
impossível
a
ennumeração
de
todos
os actos
d
’
arbitrariedade e
violência
das
municipalidades
e
d’
outras
auctori-
dades
contra
os
religiosos
e
contra
a
re
ligião.
N’
esta
mesma
semana apenas,
uma
multidão
de
conselhos
municipaes
votaram
a
expulsão
dos
institutos
religiosos,
que
pretendem
substituir
em
toda
a
parte
por
leigos. Além
d
’isso
alguns
«maires»
aca
bam de prohibir,
por
sua
exclusiva
au-
cloridade,
o
ensino
do
calhecismo
nas
escolas:
e
tão
frequentes
se
tornam
estes
factos,
que
determinaram
o
ministro
da
instrucçâo
publica
a
tomar
algumas
me
didas
para
os
encontrar.
Cora
este
intuito
fez
dirigir
aos prefeitos
uma
circular,
onde
constata
que as
municipalidades
não
po
dem,
sem
commetterem
illegalidade
e
abu
so
do
poder,
interferir
discricionariamente
na
questão
da
escola
congreganista ou
laical,
cuja
decisão
pertenceria
unicamente
ao
prefeito.
Mas
os prefeitos
podem
in
spirar-se
nos
desejos
dos conselhos
muni
cipaes
republicanos.
De
modo que,
nos
termos
d
’
estas
instrucções
liberaes
os pre
feitos
poderão, como
o
teem
já feito,
re
pulsar
os
Irmãos
ou
os
religiosos d
’ac-
cordo
com os conselhos
livre-pensadores.
A
paixão
anti-clerical
das
administrações
republicanas,
não
se
manifesta
apenas
pela guerra
ao
ensino chrislão.
Um mem
bro
do Conselho
municipal
d
’Amiens
ainda
ha dias pedia a
erecção
d
’
uma
«estatua
de
mulher»
ifuin
cemiteiio.
Ora
esta
esta
tua
de
mulher
é a
de
Nossa
Senhora
das
Viciarias,
que
incommoda
a
vista
dos
nos
sos
republicanos.
O
Conselho
municipal
de
Paris
recusa
lodo
o
soccorro
á
obra
das
«creches»
a
qual,
como
sabem,
dá
abrigo
a
todas
as
creanças
cujos paes
tra
balham.
O
«maire»
d
’
uma
communa
das
cir-
cumvisinhanças
de
Paris, novamenle eleito,
acaba
de
proinelter
um prémio
de 300
francos
ao
primeiro
dos
seus
administia-
dos
que
contraciar
um
casamento
civil!
Ficarei
por
aqui na
citação
de
actos
de
tyrannia
odiosa
e
d
’
immunda
impiedade.
Dentro
d
’alguns
dias,
a
28
d
’
este
mez,
verifica-se
a
reabertura
das
cama-
ras,
cujas
sessões
estão
interrompidas
ha
seis
mezes,
por
causa
<ía
exposição
uni
versal.
A
próxima
sessão
promelte
ser
muito
agitada.
Além dos
projectos
pouco
aquietadores
annunciados
pelo
proprio
mi
nistério,
alguns
deputados
republicanos
vão
propor
immediatamente
a
prohibição
de
habito
ecclesiastico
fóra dos
templos,
e
a
do
loque
dos
sinos,
sob
pretexto
de
allentado á liberdade
de
consciência. Fal
ia-se
na
suppressão da
gendarmeria,
sub
stituindo-a
por
um corpo
de
democratas,
com
os quaes
cerlissimamente
nós
fica
ríamos
muito
bem
guardados.
Finalmente,
aunuucia-se
que o projecto
de effecluir
um
plebiscito
para
affirmar
a
republica,
é
mais
que
urna
simples
atoarda,
e
bem
ce
do
se
tornará
uma
validade
D.z-se
mes
mo
que
já está
sendo
preparado
pela
ca
lada.
—
Decididamente
vamos entrar
n’um
pe
ríodo
mui
tempestuoso.
Pouco
depois
da
reabertura
das
camaras.
devem
reunir-se
os
conselhos
municipaes
afim
de
nomea
rem
os
seus
delegados,
que
deverão ele
ger
82
senadores.
E<tas
eleições
lerão
lo
gar
no
dia
5 de
janeiro,
e
já
se traba
lha
activamente
para
ellas
Os republica
nos
andam
em
polvorosa
por se
verem
em
minoria
no
Senado,
e
fazem
todos
os
esforços para
ficarem
os
mais
numerosos
n
’
esta
assembleia.
—o
que
lhes
é
indispen
sável
para
levarem
a
salvamento
um
acer
vo
de
projeclos
que
o
senado conserva
dor
tem
feito
naufragar
até
hoje.
Discute-se
muito
neste
momento
sobre
o
discurso
pronunciado
ullimamente
por
Bismark,
em
que,
a
proposito
da
lei
so
bre
os
socialistas,
fez
allusões
aos
radicaes
do
nosso
paiz,
e
declarou
que não
con
sentiria
que
os
jornaes
francezes
excitas
sem
á
guerra
na
Allemanha,
—
isto
sob
pena
de
nova
guerra.
Como
os
leitores
supporào,
estas
insinuações
aggressivas
causaram
grande
com
moção
ao
nosso
go
verno.
O
embaixador d
’
AHemanha
apres
sou-se
incontinenti
a
participar
ao
chefe
do
gabinete
de
Berlim
a
impressão
penosa
que
as palavras
do
chanceler
causaram
na
França:
e
então
Bismark
aífirmou
que
não
quizera
perturbar
as
boas
relações
que
exis
tem
entre
os
dois
paizes. Isto
não
impede
que
os
«amigos da
paz»
(assim
se
intitulam
os nossos
republicanos;
tenham
procurado
uma
vez
mais perturbar a
nossa
segurança,
excitando
as
susceptíbilidades
de
Bismark
e
de seus
compatriotas.
Coiatibr»
IS
íS’o«»tub«-®
de
ISIS.
(Do
nuSáo
correspondente).
Longo
tempo
ausente
d
’
esta
cidade
acabo
de
regressar,
e
vou
já
reatar
o
partido
élo
das
relações
que
ha
annos
tenho
cora
essa
redacção.
M>1
diria
eu,
que,
ao voltar, no
pre
sente anno
leclivo,
a
dar-lhe noticias
d
’es-
ta
Lusa-Alhenas,
não
encontraria
já
no
seu
posto
o
honrado
proprietário
do
«Com
mercio»,
o incançavel
e
mais
antigo jor
nalista
bracarense,
o
prestante
cidadão
e
fervoroso
catholico,
o inabalavel
propttgna-
dor
das
nossas
crenças!
Deus
lhe
conceda
no
ceu
a
palma
dos
luc.tad.ores
christãos,
e
na
terra
aos
seus
a
resignação
e
con
forto
na
dôr
e
sauda
Je.
—
Abriu-se
boje
a
Universidade
e
fez-
se
a
distribuição dos
prémios.
Proferiu
a
Oração
de
Sapiência,
em
portuguez,
o
de
cano
de
Philosophia,
V. de
Monte-São.
Este
discurso,
que não
foi
o
que
devia
ser,
porque
entendemos,
que
n
’
esta
oc-
casião
devia o
orador
historiar
os
ulti-
S«S-
3.
S 5-2
«De
noute,
—
e-creveu
Catharina
a
Vol-
taire—soltaram-se os
incendiarios,
e
cum
priram
tão bem
o
seu
dever,
que. em
menos
de
seis
horas,
a
esquadra
turca
foi
inleiramente
consumida.
A terra
e
o
mar
tremiam, segundo se
conta,
da
gran
de
quantidade de
navios
que
saltavam
pe
los
ares.
Sentiu-se
até
em
Smyrna, que
fica
a
doze
léguas
de
Tchesmé».
No
dia
seguinte
a
agua
do p
irto
estava
tinta
de
sangue
dos
turcos
que
tinham perecido.
Esta
catasiropbe consternou
Constan
tinopola.
Os annos
seguintes
foram
notá
veis
em
novas
derrotas.
Os
russos
avan
çaram
até Schumla e
o
Sultão,
cujos
exér
citos
estavam
destruídos,
os
recursos
ex-
gotados.
ameaçado
por
uma
insurreição
da
Grécia
e
das
ilhas,
inquieto
pelos
sym-
ptornas
de dissolução
que
se
manifestava
na
Syria,
na
Serbia,
no
Egypto,
sob
a
influencia
do
alarme originado
em suc-
cessivos
desastres,
resignou-se
a
assignar,
em
Kainardji,
ura
tractado
que
concedia
á
Russia
as
suas
fronteiras
actuaes,
me
nos
a
Bessarabia
e
a
Crimêa,
cuja
inde
pendência foi
reconhecida.
Mas
cora
este
tractado
aconteceu
o
mos
progressos
da
sciencia,
incitar
a
mo
cidade
ao
estudo das grandes
questões,
que
hoje
agitam
a
Europa,
fazer
a
rese
nha
das
differentes
refóimas
das
Univer
sidades
europeas,
etc.,
etc.,
teve,
ainda
assim,
seu
merecimento.
S. ex.
a
disse
ain
da
algumas
cousas
muito
sensatas
duran
te
o
longo
espaço
de
tempo
que
fallou.
Ao
mostrar
as
vantagens
de
cada
uma
das
differentes
faculdades, referiu-se
lar
gamente
e com
muito
louvor
á
de
Theo-'
logia.
mostrando
a
necessidade
das
cren
ças
religiosas,
e
exhortando
a
mocidade
a
que
as
abraçasse;
referiu as
palavras
de
Bismark,
por
occasiào
de
propor
as
leis
contra
o socialismo,
isto
é,
<que
se
res
peitassem,
primeiro que
tudo,
as
crenças
religiosas,
e
que
o ensino
e
a
educação
nunca
podessern
dispensai
as», etc.,
etc.
Seguiu
se
a
fallar
o
vice-reitor
da
Uni
versidade,
que
fez
o
discurso
da
distri
buição
dos
prémios.
O
seu
discurso
mal
se
ouviu;
crêmos
que não disse novida
des.
Procedeu-se,
em
seguida,
á
chamada
dos
académicos
premiados,
faltando
alguns,
entre
elles
o nosso
amigo
dr.
Luiz
José
Dias,
illuslrado
professor
do
Seminário
d
’
essa
cidade.
D
’entro
da
grade
viam-se
vários
officiaes
do nosso
exercito,
que de
Lisboa
vieram
assistir
a
esta
ceremonia,
em
que
eram
laureados
alguns
camaradas
seus,
alumnos
de
Mathematica.
A grande
sala
dos
actos
eslava
repleta d
’especta-
dores,
e
nas tribunas
viam-se
muitas
da
mas
de
vistosos
toillels.
Hoje
de
tarde
havia
nas
ruas
e pas
seios
grande
animação,
não
parecendo
a
cidade
da
semana
passada.
Chegou-lhe
a
vida,
a
alegria,
o
bulício
e a
riqueza; vol
taram
a
voejar,
a
cruzarem
se
nos
seus
largos
e
avenidas, as
anaaveis.
as
deseja
das
andorinhas
da
sciencia;
porisso
ella
sorri,
canta
e
loca
hoje musicas pelas
ruas;
abrem-se os
thealros,
e
vae
exibir-
se
a
Esludianlina
portugueza.
—Saiu
nomeado
deputado
por
esta ci
dade
o
dr.
Bernardo
de
Serpa.
lente
de
Direito
(jubilado).
Fez
lhe
concorrência
o
cidadão
Abílio
Roque,
proposto
pelo
par
tido
republicano
e
Coadjuvado
pelos
pro
gressistas!
Tudo
se
passou
no
maior
so-
cego.
Não
assim
em Ceia, onde
rouba
ram
a
urna,
chegando
a
correr
sangue,
etc.
—
Está
fazendo
optimo
serviço
a
poli
cia
civil
d’
esta
cidade.
Já
não
somos
in-
commodados
pelos
moços
de frete,
ao
che
gar
dos
carros,
para
nos
levaram
as ma
las,
mesmo
contra
nossa
vontade.
Aca
bou
com
as
scenas
escandalosas
do
Caes,
e
com
outras
das
ruas
da
Esperança
e
Couraça
dos
Apostolos.
Agora
tem
a tra
tar
com a
academia;
mas
esperamos que
não
haja
conflictos,
porque
os
policias
iem
ordem
de não
intervir
nas
desor
dens
entre
académicos, e
usar
da
maior
prudência
e
de
advertências
delicadas nas
que
se
derem
entre
elles
e
as
futricas.
Mesmo
a
parte
sensata
da academia
vê
com bons
olhos
este
melhoramento,
e ha
mesmo
que
com
o
do
Pruth.
A pretexto
de
restabelecer
a
boa
ordem
e
a
tran
quilidade
na Crimêa,
Catharina
mandou
lá
o
severo
Souwaroff,
que
massacrou
50,000
tarlaros.
Os
turcos
indignados
recomeça
ram
a guerra,
e
foram
ainda vencidos.
O
mesmo
capitão-pachá
que linha
visto
arder
a sua
armada
em
Tchesmé.
perdeu
cincoenta
e
sete
navios
em
novo
recon
tro.
e os russos,
auxiliados
pelos
austría
cos,
tomaram
Ockzakoff
em
1788.
Em
1790,
Souwaroff,
recebendo
ordem
de
to
rnar
Ismail
em
tres
dias,
deu
dous
as
saltos
inúteis,
fez
morrer
15,000
russos
debaixo
dos
muros,
e
apoderou-se
da
cidade ao
terceiro
assalto.
Morreram
ahi
5
’
5,000
turcos,
e
o
resto
da
população
foi
transportada
para
a
Russia.
A
Moldavia e
a
Valachia foram
con
quistadas.
Ficou
aberto
o
caminho
de
Constantinopola
quando
a
revolução
fran
cesa,
attrabindo
todas
as
forças
da
Eu
ropa
ás
fronteiras
da
França,
"salvou
a
Turquia
por
esta
diversão.
A
Áustria
e
a
Russia
concluíram
a
paz,
e
esla
ultima
guardou
a
Crimêa.
Alliando-se
cora
Napoleão,
depois
de
Austerlitz,
o
sultão
Selim
reanimou
a
guerra.
Napoleão
seguia
as
tradicções
da
política
francesa,
amiga
fiel
do
sultão
desde
Francisco
I, pois na epoca
da
cam
panha
do
Egypto
essas
tradicções
tinham
sido despresadas Assustava-o
a
ideia
de
um
império
que
tivesse ura
braço
no
Báltico
e
outro
no
Mediterrâneo,
e
amea
çasse
abafar
a
Europa.
Para
explicar
AOS
NOSSOS ASSIGNANTES
Rogamos
aos
nossos
assi-
gnantes
que
estão em debito
para
com a administração
de
este jornal que se dignem sa
tisfazer,
como
lhes
cumpre, a
importância
das
suas assigna
turas.
Dirigimo
nos ainda com
mais
instancia a alguns snrs.
que
se
tornam vergonhosamen
te
notáveis por serem remis
sos
em
demazia
no
cumprimen
to
d’este dever.
A estes
últi
mos
teremos, pelo
menos, de
lhes suspender a remessa da
folha
no fim do anno corrente,
se
antes não
mandarem satis
fazer.
FeHtividadeM
«I®
Seminário.—
No
domingo
passado, na
egreja
do
Collegio,
leve
logar a primeira missa
cantada
e
Tercia,
a que,
segundo
a
portaria do
exrn.
0
e revm.
0
snr.
Arcebispo
Primaz,
de
2
d
’
oulubro
de
1877,
são obrigados
a
assistir
todos
os estudantes
do
curso
su
perior
em
lodos os
domingos
e
dias
san
tos.
Foi,
na
realidade,
uma
festa
imponente
e
magestosa,
e
que
dá
honra
ao Prelado
que
tomou
taes
medidas,
afim
de que
o
seu
clero
se
instruísse
nas
sagradas
ce-
remonias.
E
’
muito
edificante
o
vêr
como
os
estudantes
executam
estes
actos
reli
giosos.
A
Tercia
foi cantada
a
dous
coros,
um
dos
collegiaes,
que
estavam
no
coro
superior,
e
outro dos
externos,
que
es
tavam em
baixo;
e
que
ao todo
passa
vam
de
duzentos.
A
missa
foi
a
canto-chão
figurado,
e
no
fim
cantou-se um
solemne
Te-Deum
a
coros
de
musica
e
canto-chão.
Ter
minou
esta
solemnissima festa com
a
bên
ção
do
SS.
Sacramento.
O
snr.
Arcebispo assistiu
da sua tri
buna.
E’
assim
que
o
novo
clero,
em
quem
a
Santa
Egreja
e
a
sociedade
tem
fixas
suas
vistas, se
vae educando.
Vimos
a
mais
que
uma
pessoa
correr
sua
alliança
com
o Selim,
escrevia
ao
Se
nado:
«Quem
poderia
calcular
a
duração
das
guerras,
e
o
numero
das
campanhas que
seria mister travar
no
futuro,
para
a
re
paração
das
desgraças
que
resultariam
da
perda do
império
de Constantinopola
?
Deixaríamos
á
posteridade
um immenso
património
de guerras
e
desgraças.
A
theara
grega,
elevada
e
triumphante desde
o
Báltico ao
Mediterrâneo,
veríamos,
em
nossos
dias,
as
províncias
francesas
in
vadidas
por
uma
nuvem
de
fanaticos
e
barbaros;
e
se
n
’
esta
lucla
prolongada,
a
Europa
civilisada viesse
a
perecer,
o
in-
diflerenlismo
de
nosso
procedimento
seria
justamente
condemnado e
lamentado
por
nossos
sticccssores, e
constituiria
um
titulo
de opprobrio
na
historia».
Foi
da
opinião
que Napoleão
I
mani
festou
n'aquella
carta,
que
derivou
a
ex
pedição
da
Crimêa
no
império
de
Napo
leão
III.
Napoleão
1
mandou,
pois,
o general
Sebastiani
á
Porta,
e
logo
os Russos
avan
çaram
até
Bucharest
(1806)
e
uma
es
quadra
inglesa
veio
ameaçar Constantino
pola
de
um
bombardeamento
(1807).
Se
lim,
aterrado,
mandou então pedir
ao em
baixador
francez
que
se
retirasse
para
dar
satisfação
á
Inglaterra;
mas
o
general
Se
bastiani
respondeu:
«Estou
nos
domínios
do sultão;
a
sua
honra
responde
por mim.
Não
abandonarei
o
meu
palacio,
senão
com
ordem
sua,
e
essa
ordem
valerá
por
uma
declaração
de guerra á
Fran
ça».
de
mesmo
ajudar muitas
vezes
a
policia,
quando
ella
proceder
bem
e
carecer
de
auxilio,
como
ainda
ha
pouco
aconteceu
quando
se
tratava
de
prender
uns
desor
deiros,
que
resistiam.
Uns
cinco estudan
tes
que
estavam
presentes,
prestaram
au
xilio
á
policia
e
ajudaram
a
effectuar
a
prisão
dos díscolos.
—Partiu
hontem
para
o
estrangeiro
o
snr.
dr.
Antonio
M.
de Senna,
lente
de
Medicina,
que
vae estudar por
conta
do
Estado.
Os
seus estudos devem durar
um
anno, ou
mais.
se
o
governo
assim
o
jul
gar
conveniente.
UZ
í
ÍHIÍ
as
lagrimas
por
vêr
como
vae educado
o novo
clero;
e
que
aquelle
magestoso
templo,
que
ia
prestes a
fechar-se
ao
cul-
to
catholico, era
conservado,
e
n’
elle
se
celebrariam
os
sagrados
myslerios
com
mais pompa
e
esplendor
d'aqui
por
diante.
Houve
uma
coincidência
notável.
Se
gundo
o rito
Bracarense,
celebrava-se
n’
esse
dia
a
festa
do
Beato
Ignacio
d
’
Azevedo,
que foi
um dos primeiros
Reitores
d
’
a-
queila
casa
e
Collegio
de
S.
Paulo,
e
que morreu
martyr
com
trinta
e
nove
companheiros,
todos
portuguezes;
e
era
n
’
este
mesmo
templo,
onde
este
glorioso
Martyr
tantas
vezes celebrára
os
augustos
myslerios
da
nossa religião,
que,
passados
trezentos
annos,
o
Seminário,
fundado
pe
lo
mesmo
que
também
levanlára
aquella
casa,
ia celebrar
n
’
este
dia
os
mesmos
mysterios
que
elle
alli
celebrára.
Obra
d«
Sfn-opagwçã®
iSa
JFé.—
Pelo
falleciinento
do
snr.
José Maria Dias
da
Costa,
ficou
encarregado
o
snr.
padre
João
Antonio
Velloso,
morador
na
rua
de
S.
Miguel-o-Anjo,
de receber
as
collectas
dos
subscriptores e
de
dar
o expediente
aos negocios
relativos
a
esta
utilíssima
Obra.
Pelo
que
podem
os
snrs. subscri-
ptores
e
collectores
fazer
ao
dito
snr.
as
remessas
de
dinheiros
pertencentes
a
esta
sancta
obra, e
toda
a correspondência
que
lhe
fôr
relativa, e do
mesmo
receberão
os
folhetos
como
até
aqui.
3’
eaea
c?a
balei»
na
Karuegn.
—.
Ao
norte
da
Noruega,
em
uma
ilha
pró
xima
da
cidade Wadso,
existe
um
esta
belecimento que
provavelmente
não
tem
competidor.
O
que
ha
de
mais
notável
n’este
ma
tadouro
de
baleias
é
a
maneira
como
o
seu
proprietário
dá
caça
a
estes
cetá
ceos.
Não
emprega
elle
navios
baleeiros
co
mo cs
outros
paizes,
equipados
e prepa
rados
para longas
viagens,
de
que
re
gressam
transportando
unicamente
as
par
tes
mais
uteis
dos
animaes
que
sacrifi
cam.
O
snr.
Foyn
faz
uso
de
pequenos
vapores
a
helice
de
150
a
200 tonela
das;
e
mata
as
baleias
a
tiro
de
canhão,
rebocando-as
para
o
porto
de
Wadso.
As
baleias
n
’estes
mares
são
frequen
tes
e
menos
ariscas:
pois
deixam
chegar
o
tiro
facilmente.
Em
menos
de
20
horas
ura
navio
vae
e
volta
com
boa
presa.
O
canhão
á
proa
tem todos
os mo
vimentos para
fazer
uma
boa
pontaria.
O
projectil
consiste
em
uma
larga
farpa
de
ferro, munida
de
quatro
anzoes
ligados
entre
si
por
um
arame
metálico
que
os
mantém
no
mesmo
plano
e
em
relação
com uma
granada
explosiva
de
4
a
5
libras
de
pezo.
Quando
o
tiro
é
certeiro,
o
projectil
penetra profundamenie
nas carnes
do
ani
mal,
que
fugindo
com
muita
celeridade
do
seu
perseguidor,
a
mesma velocidade
o
mata
mais
depressa,
porque
o
proje-
ctil,
movendo-se
em
sentido
contrario,
os
Esta
altiva
resposta
acendeu
a
cora
gem
do
turco.
Um
francez
tinha obser
vado
que
quando
sopra
do
nordeste,
dura
muitos
dias, e
a
approximação da costa
torna-se
impraticável.
Participou
a
sua
experiencia,
e
aproveitou-se
di demora
que
oiferecia
a
natureza
para
organisar-
se
a
defesa
a
toda
a
pressa.
Rapidamente
appareceram dusentas
bocas
de
fogo
col-
locad
is
em
bateria;
e
os
ingleses
sabendo
que
dusentos
artilheiros
tinham
partido
pelos
Dardanellos,
desfraldaram
velas
e
toda
a
pressa,
para
os
cercar
e aprisio-
nal-os
no
mar
de
Marmara.
Abandonada
em Tilsitt
por
Napoleão,
a
Turquia
continuou
a
guerra,
sosinha,
com
a
mesma
adversa
fortuna,
que sem
pre
teve
implacavelmente
nas
guerras
com
a
Rirssia. Experimentou
no
Danúbio
uma
serie
de
derrotas
em
1810
e
1811,
e
o
czar
Alexandre,
vendo
o
paiz á
sua
mercê,
não
quiz
acceitar propostas
de
paz.
Outra
diversão
da
França
salvou, de
novo do extermínio,
o
império
ottomano.
Os
russos,
chamados
á
sua
palria
pela
in
vasão
de
1812
consentiram
a
final em
um tractado
que
se
assignou em
Bucha
rest,
e que
lhes
deu
a
Bessarabia.
Campanhas da 1828-1829 e 1853-
1855
A
narrativa
da dupla
campanha
de
1828
a
1829
excita
vivo interesse,
na
actua
idade,
porque,
como
na
ultima
guer
ra,
a
Russia
e a Turquia
eram
sós
a guer-
arpões fazem
estalar
a
granada
por
um
artificio
engenhoso
e
bem
combinado.
Algumas
vezes
acontece
que
a
baleia
não
é
bem
ferida,
e
então
póde
haver
algum
perigo;
o animal
emprega
toda
a
sua
força e
póde
fazer
soffrer
ao
navio
alguma
avaria.
©
Venuvio.—
Ha
tres
semanas
o
Ve-
suvio
dá signaes de
vida,
lançando
fogo
e
lava,
e causando
abalos
violentos.
No
dia
14
redrobrára
de
intensidade
a
igni
ção,
confundindo
a
sua
fumarada
com
as
nuvens.
A
proposito
do
receio
da
grande
erupção
n
’
este
momento,
o
vulcão,
es
creve
o
snr.
Palmiere,
director
do
ob
servatório.
o seguinte,
no
dia
7.
«As phazes de
actividade
menor
da
cretera,
continuam,
e
não
ha
signal al
gum
de
crescimento
rápido.
Pouco fumo,
pouca lava^
e
certa
diminuição
de
inten
sidade
no
cone
novamente
formado,
re
presentam
uma
phase de
diminuição
de
dynaraismo.
«Conforme
algumas pessoas,
eu disse
ra
que a
força
da
erupção iria
augmen-
lando
com a lua.
Devo
declarar
que eu
limitei-me
a
dizer
que
se
houvesse
cres
cimento,
seria
coincidindo
com
a
lua
cheia,
seguindo
as
leis por
mim
observadas
des
de
que
o
Vesuvio
está
sujeito
aos
meus
estudos.
Esta
opinião
é
confirmada
por
innumeros
documentos,
que
tenho
collec-
cionado
sobre
a
historia
d
’
esle vulcão.
Accrescentarei,
comludo,
que póde"
succeder
que
este
periodo
eruptivo,
pre
visto
ha
muito tempo,
pareça
necessitar
tempo para
attingir
a evolução
da pha
se
maior,
á
qual
tem de
chegar
final
mente».
Explosít».—
Na
quarta-feira,
depois
do entardecer,
ia-se
dando
na rua
do
Ca-
ptivo,
no
Porto,
uma
occorrencia
de la
mentáveis
efleilos,
originada
pela acção
do
fogo em
uma quantidade bastante
considerável
de
gaz
extravasado.
Foi
o
caso:
Ha
dons
dias
que
n
’
aquel-
la
rua
se
procede
ao
encanamento
do
gaz
para
a oííicina
de
um
pecheleiro.
No
referido
dia
ao fim
da
tarde
os
ope
rários
parece
que
deixaram
mal
tapado
o
orifício
do
novo cano
con.iuctor
e
o
gaz,
extrasando-se,
introduziu-se
nas
casas
de
diversos
visinhos
e
com
especialidade
no
fundo
das
lojas dos prédios
n.
cs
17
a
21
A.
N
’
esta
ultima casa,
uma
mulher
de
nome Clara,
dirigindo-se
com um
candiei-
ro
de petroleo
á cosinha,
deu logar
á
explosão,
que
teve
consequências
bastan
te
sérias.
O
cano
da jsentna rebentou, cahiram
os
quadios
qne guarneciam
as
paredes,
damnificando-se
parte
dos
moveis.
A
mulher
qne
levava
o candieiro
fu
giu
e
nada
soffreu.
O
resto
dos inquilinos
fugiram também
espavoridos.
A
chamma
tomando
grandes porporções
espalhou-se
pela
rua
justamente
até
ao
si
tio
onde
os
operários
tinham
aberto
um
wuw.
.-m-.-mnv:
t-r.-rjmmrtr
xntiintu
wrr«i
i
ji.i
ii
n
ji)winir»Mi«MMiuuiMmui
buraco
para
os
trabalhos
do
encanamento.
Quasi
todos
os
visinhos
dos
prédios
immediatos
sahiram
apressadamenle
para
a rua,
porque as detonações
succederam-
se
por
ires
vezes, fazendo-se
ouvir
a
considerável
distancia.
Alguém
mais
timorato
correu
a
cha
mar
a
bomba
da
Batalha;
porém,
quan
do
ella
compareceu,
já
o
snr.
Hamitton
Rodrigues
Barbosa
linha
conseguido
apa
gar
as
chammas.
Além dos
estragos
que
acima mencio
namos, as
paredes
da
cosinha
ficaram ao
que
parece
alluidas,
quebraram-se
quasi
lodos
os vidros
das
janellas,
e
ficou
de
teriorada
uma
machina de
costura,
etc.
Cholera.
—
Cartas
da
índia
portugue-
za
trazem
a
desagradavel
noticia
de
que
o
cholera-morbum
continuava
a
fazer
mui
tas
victimas,
grassando
com
maior
inten
sidade
nas
povoações
de Salsele,
onde
em
algumas
partes
havia
grandes
diíliculda-
des
em
sepultar
os
cadaveres.
Os estudantes
do
lyceu
da
capital,
em
consequência
do
terrível
llageilo,
reuni
ram-se
e
foram
á
residência
do
snr.
ar
cebispo
primaz
para
lhe
pedir
que
man
dasse
feriar
as
respectivas
escolas.
S.
exc.
a
recebeu-os
com
a
costumada
urbanidade
e
mandou
que
requeressem
ao
conselho
governativo,
onde
seria
acolhida
a
sua supplica
como
fosse de justiça.
O
requerimento
tem
mais de
200 assigna-
luras
—
Falleceram
os
snrs.
D.
José
Julio
de
Noronha,
filho
do
snr.
D.
Francisco
de
Noronha,
lendo apenas 30
annos
de
idade;
o pae dos
advogados
Coelhos;
Jorge
do
Espirito
Santo
Barreto,
de
uma
das
primeiras
famílias
da
índia;
Mariano
Francisco
Moraes,
Joaquim
Antonio
do
Rosario,
chantre
da
Sé;
Braz Caetano
de
Sou^a,
de
Bardez,
e Camillo
Theodo-
sio
Rodrigues,
sub-chantre
da
Sé.
A
rainha
«ias
e;jypei«»s.
—
Uma
fo
lha estrangeira
annuncia
a
morte
da
rainha
dos
egypcios
ou
bohemios
da
America,
e
descreve
os funeraes
d
’esta mageslade
do
novo
mundo,
celebrados
em
Dayton
(Ohio).
Todas
as
tribus
dos bohemicos dos
Estados-Unidos
enviaram
representantes
a
esta
cerimonia,
e
não
é
exagero
estimar
em 15:000 o
numero
dos
assistentes.
Esta
rainha
chamava-se
Mathilde
Stanley:
falleceu
em
Vicksburg
(Missouri)
e
foi se
pultada
a
15
de
setembro.
Dayton é
o quartel
general
reconhe
cido
dos
bohemios
dos
Estados-Unidos,
e
desde
que
estas
tribus abandonaram
a
Inglaterra,
em
1860,
lodos
os
annos fa
zem uma
peregrinação
á terra
que
lhes
serviu
de
patria.
Keproitueção
de
ImtiÉnra
*
Híe
re«»tyj»ud«B.
—
Em
S. Francisco
da
Cali
fórnia,
diz a
«
Actualidade»,
mr.
Loring
Picering
obteve
privilegio
de
invenção
pa
ra
reproduzir
instantaneamente,
por
meio
da
telegraphia
electrica,
laminas
stereoty-
padas,
por
forma
que
uma
pagina
de
periodico
pode
ser
transmittida
em
dis
posição
de collocar-se
em
prelo
para
uma
nova
tiragem a
qualquer
distancia,
poden
do-se
lambem
obter
a
reproducção
em
tamanho
grande
ou
pequeno.
Os
intervallos entre
as
letras
e
linhas
da
fórma
original
enchem-se de uma
sub
stancia
não
conductora
da electricidade,
ficando
sómente
a
descoberto
os
caracte
res
d
’imprensa
que
devem
servir
para
a
impressão.
Assim disposta,
a
fórma
col-
loca-se
n
’
um
cylindro
de
rapida rotação,
o
qual
no
seu
movimento
giratorio
apre
senta
successivamente
as
leiras
por
um
syslema
da
agulha magnéticas estabelecen
do-se
a
corrente
a
cada
contacto,
que
por sua
vez
determinam
o
respectivo
mo
vimento
das
agulhas
na
estação
recepla-
dora,
onde
ha uma lamina
disposta
com
uma
composição
chimica
especial,
sobre
a
qual
ficam
gravados
os caracteres
cor
respondentes,
reproducção
exacta
da
fór
ma
original.
Uart».—
O
snr.
de
Bismark
enviou
uma
extensa
carta
ao
cardeal
Nina,
na
qual,
em
nome
do
imperador,
encarrega
sua
eminencia
de
agradecer
cordealmenle
ao
Santo
Padre
as
palavras
cortezes
e
benevolas
dirigidas
a
sua
magestade
e
ao
povo
allemão.
etuinas
—
Por
occasião
das
grandes
inundações
de 1876,
o
Guadiana
poz
a
descoberto
umas
ruinas
importantissimas,
debaixo
do
ponto
de
vista
archeologico,
tendo
sido encarregado
de
as
estudar
o
snr. Estacio
da
Veiga.
O
snr. Veiga
acaba
de
dirigir
um
of-
íicio
ao
ministério do
reino,
dando
conta
de
seus trabalhos
e
indicando
a
necessi
dade
de se
escolher
um
museu
para
col-
locar
convenientemente os
objectos
por
elle
encontrados
n
’
aquella
valiosa mina
ar-
cheologica.
íisaz
eieets-iea
—
Referem
os
jornaes
de
Nova-York
que
o
snr.
Edison,
inventor
do
telephono
e
do
phonographo,
fez
uma des
coberta
que
produziu
uma
verdadeira
re
volução
no
systema de
illuminação
das
grandes
cidades.
Obteve
dividir
a
luz
ele-
clrica
por modo
que
possa
ser
applicada
mediante
uma
pequeníssima
despeza.
Importante.
—
Escreve
um
collega
da capital:
Diz
um
correspondente
de Hespanha
ao
«Memorial
Diplomatique»,
que
os
ne
gócios
do
Oriente
andam
a
preoecupar
muito
a
atlenção d
’
aquelle
paiz.
Diz
mais
este
correspondente,
e
alliança
ter
sabido
de
um
alto
funccionario
que
lhe
merece
todo
o
credito,
que
a
Hespanha
anda
tratando
<ie
ollerecer
á
Inglaterra
o
seu
auxilio
a
troco
de
importantes
vantagens,
cuja
posse
este
paiz.
lhe
poderá
facilitar.
Chegando
a
um aceordo,
a
Hespanha
po
derá
concorrer
para a
guerra
que
deve
.fatalmente
rebentar
em
maio
entre
a
In
glaterra
e
a
Rússia.
Promelte
para
o
numero
proximo,
o
mesmo
correspondente, noticia
circumstan-
ciada.
Cre«e
o
corvo
q<te
vo
*
tirará
os
oiBios.
—
«Escrevem
de
Moscow
em
data
de
8
que
os
nihilistas
pozeram
fo
go
aos
bairros mais ricos
da cidade
de
Riazan.
O
incêndio
durou
dois
dias.
Os
prejuízos
são
calculados
em
perto
de
2:000 contos
de
reis.»
Eis
as
consequências
de
em
tempo
con
veniente
não
ter
a
Rússia acudido
á
Fran
ça
e
ter
contribuído
para
debellar
a
re
volução,
que
alastrando-se
por
toda
a
parte
tudo
tem
avassallado.
Agora
soffra
as
consequências
de
ter
crusado
os
braços.
Conversão
d
’
um
protestante.
—
Em
Alcoy
deu-se
um espectaeulo
religio
so
que
commoveu
todos
os
corações.
Fe-
lix
Matarredona, que
fundou
com
a
sua
influencia
a
capella
protestante
d
’
esta
ci
dade
acaba
de
entrar
no
seio
do catho
licismo.
O
enthusiasmo
popular
foi
im-
menso
e
os
catholicos
aproveitaram
este
ensejo
para fazerem
um
protesto
publico
de sua
fé.
Crime
Ssorrive!.
—
Descobriu-se no
dia
14
um
crime horrível nas
mediações
da
aldeia
Constante
(Tarragona), que
dista
uma
hora da
capital
da
província.
Encon
traram-se
tres
corpos
humanos
completa
mente
nus
e
sem
cabeça.
Foram
achados
no
campo,
debaixo
d
’
um
montão
de
pe
dras
sem
que até
agora
hajam
podido
ser
identificados os
cadaveres.
Os
troncos
hu
manos,
encontrados,
correspondem
a
um
homem,
uma mulher
e
uma
menina.
Tan
to
o governador
civil
d’aquella
província
como
os
tribunaes,
trabalham sem
descan
so
pelo
esclarecimento de
tão
horroroso
crime
e
seus
auctores.
Tratamento
anti
p!»ylttoxei
*
iea.
—
(Stxperimentade,
efíleaz,
e eeo-
nomiea).
—
Escreve
um
collega:
Demonstrou-se,
e
celebrou-se em
uma
conferencia
no
Trocadéro,
em
Paris,
a
vi
ctoria
contra
o
inimigo
das
vmlus—
o
ter
rível
phylloxera:
foi
conferente
experimen
tal
o
snr.
Roharl;
e
ouvinte
um
grande
concurso
de
senhoras
e
de
cavalheiros,
mui
diversamente
instruídos,
mas
egual-
mente
ávidos
de
ouvir e
ver
os
resulta
dos
efiicazes de
tres
annos de
experiên
cias
confirmadas;
larga
e
praticamente
ap-
plicadas
aos
vinhedos
francezes,
nas
mais
diflerentes
circurnstancias
geológicas
e
cli
matéricas.
Explicou
o
snr.
Roharl como
o
sul-
ureto
do
carbónico
deve
ser
o
antídoto
exclusivo
contra
os
estragos phylloxericos;
mas
que,
sendo
um liquido
essencialmente
asphyxiante,
evaporavel,
inllammavel,
e
ex-
alosivo, só
deverá
empregar-se
depois
de
solidificado
por
uma
combinação,
ou
por
uma
mistura,
que
simultaneamente
o
toine
deleterio
e
nutritivo:
taes são
o
sulfo-car-
bonato
de potássio
e
o sulfureto
de car-
bonio
gelatina lo.
Pequeníssimas
porções
de
qualquer da
estas
substancias,
enterradas
até
sele
de-
cimetros
junto
ao
pé
de
cada
vide,
tem
já
regenerado
e
avigorado
muitos
hecta
res
de vinhedos francezes
sujeitos
ao
tra
tamento. Ambas as
substancias
teem
ele
mentos nutritivos
enérgicos,
u
na
no
po
tássio
e
outra
na
gelatina;
mas
o
sulfu-
rear-se;
o
terreno da lucta',
tanto
na
Eu
ropa
como
na
Asia,
era
exactamente o
mesmo
que
da
lucta
actual;
e
os
nomes,
dos
logares
de
que
se
tem
fallado agora
coincidem
precisamente
com os
nomes
da
guerra d
’aquel!e tempo.
Desde
a
paz
de 1812, o
poder turco
tinha
deslisado
com
aterradora
rapidez
na
ladeira
da
aniquilação para
qne
a
tinham
impulsionado
os repelidos
embales
da
Rússia.
Estalava
a revolta
em
todas
as
províncias. Observara-se
a
fuga
de
30,000
turcos
em
frente
de
8:000
russos.
Ecly-
psara-se
o
prestigio
dos
antigos
conquis
tadores.
Os
christãos
tinham-se
arrolado,
e
acharam-se
mais
fortes
do
que
os
seus
oppressores.
Os
musulmanos
haviam
per
dido
a
fé
dos
primitivos tempos.
Reinava
a
desordem;
e
o
império desmantelava-se
com
a
violência
dos
assaltos,
das
popula
ções
irrequietas
por
se
libertarem,
e
dos
ambiciosos anhelantes
de
partilharem
en
tre
si
o
paiz
arruinado
A
’
voz
de
um
pastor
de
cavallos,
Milosh,
subievaram-se
a
Serbia
e
a
Bosnia.
Ali-Tepeleni
tentara
tornar-se
independente
em
seu
pachali-
nado de
Janina.
Outra
egual
tentativa
iniciara,
no
Égypto,
Mehemet-Ali,
um
ve
lho
mercador
de
tabacos,
e
destruidor
do
predomínio
dos
mamelucos.
Ardiam
em
formidável
sublevação todas as
forças
ot-
tomanas
nas montanhas da Grécia,
havia
sete
annos.
Testemunha
das
desgraças
de
<jue
os
janisaros
foram
causa
por sua
in
subordinação,
o
sultão
MahmouJ
mandou
exterminar
40,903
nas
ruas
de
Coastau-
fiaopola;
e
aniquilando esta
causa
de
des
ordem,
destruiu
a
elite
do
seu
exercito.
Finalmente,
no
desastre de
Navarin
sepul-
lou-se
a
esquadra
turca.
Nunca
houve situação
critica.
Quando,
em
maio
de
1828,
cem mil
russos trans-
poseram o
Prulh
para
ir
desaflrontar o
insulto
á
sua
bandeira
em Navarin.
a
Porta
não
contava
mais que
80,000
sol
dados.
e
100,000
cavalleiros
aziaticos.
Lord
Aberdeen,
na
sua
descripção d’
estas
tro
pas,
represenla-os
como
turba
miseravel
mente
armada
com
armas
de diíferenles
calibres,
e
péssima artilheria.
Ao
passo
que
o sultão já
não
tinha
armada,
a Rús
sia
deseseis
vazos
de
linha
no
Mediterrâ
neo,
e
onze
no
mar
Negro.
Apesar da
enorme desproporção
das
forças,
o
fanatismo
exaltado
dos
turcos
não
desesperou.
Defenderam
Braila
du
rante
quarenta
e
quatro
dias
com
a
maior
bravura.
Bateram,
em
Schumla,
os
rus
sos
enfraquecidos
pela
sua
marcha
atra-
vez
da
Dobrutja,
paiz
deserto
e
sem
agua;
e
se
Varna
só
foi
tomada
apoz
dous
me
zes
de
sitio,
deveram
isso á traição
de
seu
commandante
Yousouf,
que
se
ven
deu
ao
inimigo.
Ao
avisinhar-se
o
inver
no,
os
russos
foram
a
quartéis
atraz
do
Danúbio.
N
’
essa
estação,
o
imperador
Nicolau
elevou
a
160:000
homens
as suas tropas
que
operavam
na
Europa;
e
na
prima
vera
de 1829,
o
exercito
russo, atraves
sando
os
Baikans,
dirigiu
se
directamenle
sobre
Constanlinopola.
Os
turcos
foram
derrotados
em
Selimno;
e
a
vinte
d’
agos-
to, o
general
Diebitsch
entrou
em
Andri-
nopola,
d’
onde
nada
o
impedia
de
mar
char
logo
sobre
Constanlinopola,
e
não
obstante
as
fadigas terem
redusido
tanto
o
seu exercito, que
já
lhe
não
restavam
mais
de
vinte
mil
homens.
O general
Paksiewilch
não
era
menos
feliz
na
Asia.
Tinha-se
apoderado
da for
taleza
de
Kars,
e
tomou
Erzeroum,
capital
da
'Arménia.
Muitas
vezes
se
tem
inquirido
porque
razão,
apoz tantas
viclorias,
então
que
a
Europa
o
deixava
em
inteira liberdade, o
imperador Nicolau
se
contentou,
com
a
paz
de
Andrinopola,
pela
qual
a
Rússia
obteve
135 milhões
de
indemnisação,
o
delta
do
Danúbio,
as
condições
que
a
tornavam
senhora
do
commercio
do
mar
Negro;
e
para
a Valachia
e
a
Moldavia
uma
constituição
que
engrandecia
a
sua
autonomia.
Tudo
podia
tomar
aquelle
im
perador.
Porque
se
contentou
com
lam
pouco?
Respondeu-se
a este
quesito
em
1831.
Durante
a
revolução
polaca
de
1831,
encontraram-se,
nos
archivos
do
grandu-
que
Conslanlino,
em
Varsóvia,
despachos,
pelos
quaes
M.
de
Nessdrode
explicava
aquelle
personagem
a
política
do
tra-
clado:
«Podiam
os nossos exerci
tos
—
dizia
o
celebre
ministério
russo—
marchar
sobre
Constanlinopola,
e
arrasar
o
império
tur
co.
Se
qnizessemos dar
o
ultimo
golpe
na
monarchia
ottomana,
nenhuma
potên
cia
da
Europa
se
nos
teria
opposto,
ne
nhum perigo
immediato
nos
teria
amea
çado;
mas, na
opinião
do
imperador,
essa
monarchia,
reduzida
a
não existir
senão
sob
a
protecção
da Rússia,
e
a
não
escu
tar
d
’
oravanle
mais
que
os
seus
desejos,
convinha
mais
aos nossos
interesses
po-
iticos
e
commerctaes,
do
qne
qualquer
nova combinação,
que
nos
forçasse
ou
a
exlender
demasiado
nossos
domínios
con
quistados,
ou
a
substituir
no
império
ot
tomano,
Estados
que
não
tardariam
a ri-
valisar
comnosco
em
poder,
civilisação,
in
dustria
e
riquesa».
O
governo
russo
esperava,
portanto,
ter
nas
mãos
um
instrumento
doeil.
Cui
dando
que
a
Turquia
j.ímais
se
levantaria
de
seus últimos
desastres,
e
não
viveria
senão
por
tolerância,
acreditou-se
seguro
de
a
possuir,
em frente
da ameaça
de
uma
ruina
infallivel,
se
tentasse
subtrahir-
se
á
sua
influencia.
Tinha calculado
mak
O despreso
musulmano por
tudo
quanto
era
christão,
não
podia
conformar-se
com
semelhante
abatimento.
A
Porta
recusou
sempre
alienar
a
sua
liberdade,
e
permit-
tir
que
os
estrangeiros
interviessem
em
seus
negocios
internos;
e
quando
o czar
quiz
arrogar-se
direito
de protectorado
so
bre
os gregos
da
Turquia,
recebeu
uma
regeição
calhegorica
e formal.
O
orgulhoso
Nicolau
recomeçou,
portanto,
a
guerra
em
18
3.
A campanha
começou
pela
destruição
<!a
frota
'turca
na
enseada
de
Sinope;
e
as
tropas
russas
invadiram
mais
uma
vez
esses infelises
principados roumanos,
ha
séculos
lam
horrivelmente
calcados
peio
talão
da
guerra.
(Cuiltinúa).
reto
alkalino
precisa
de algumas
regas
para
dissolver-se e
actuar:
emquanto
que
o
sulfureto
gelatinado as
dispensa,
porque
a
gelatina
se
desfaz,
mui
lentamente,
co
mo
convém,
com a
própria
humidade
da
terra,
junto
ás
radicnlas
nos
terrenos
e
nos
tempos
mais
seccos.
Segundo
aquellas
duas
propriedades,
de
ser
precisa
ou
não
a
rega,
e
conforme
a
facilidade
d
’esta, os
nossos
vinhateiros,
aconselhados
e
porventura
guiados
pelos
nossos
oenologos, poderão
escolher
e
re-
solulamente
expurgar
do
mal
as
vinhas
definhadas,
com
dispêndios
pequeníssi
mos.
A
RA
•
:
fâ
Farmaoia
de HOGG, 2, rue de Gastiglione, Paris (í/níco proprietário).
Irji
®
j
b
1
cados
JR
escos
|
a
/
ÇH Prescripto por todos
os médicos
e empregado com
o mayor succeso 83
f
’í contra :
as enfermidades do
peito, aíTcíçôcs emerafu
*
sj
losas, tosse»
cbronicas,
rheumatismos,
?:
5
è
£S®Í
magrexa
crianças, das
impigemes
.
-V-.
N
* feà
magreza
crianças,
uas
iinpigciuc»
,
«y,.
x,
ga
£
fluxnsbrancos.debilldadegeral,etc.,etc.
3
“
789
Y
qf
$
Agradável efacil
de tomar.—Desconfiar das
falsificações.
3 O r
Exigir-se-ha a
marca da
Fabrica juntó que encobro
J
*
ST
ã
tSM®
a
cavsulo de cada frasco de feitio triangular, e a firma
a
capsulo de cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG e Cia,
que
devera achar-se sobre o rotulo.
**
"
*
Depositos
nas principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas de
B
abueto
.
|Í
risa do Loreto,
38
e
30.
A
zevedo
e
Filhos,
B
arral
e
I
rmão
; em
Porto,
g
nas
*casas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
, S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
;
em
g
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
l'.'
TELEGRAMMAS.
Alexandre
José
Pereira Calheiros,
<ja
Villa
do
Pico, participa
ao
publico,
qUe
desde o
dia 20
do corrente,
contimía
a
sua
carreira para
o
Pico
por
Villa
Ver
de,
ás
2
horas da
tarde,
e
chega
ao
Pj.
co
ás
4;
sae
do
Pico ás
6
horas
da
ma
nhã,
e
chega
a
Braga
ás
8.
Preços:
de
Braga
a
Villa
Verde,
dentro,
200
reis,
fóra,
160;
e
ao
Pico,
dentro,
240
e
fóra
200 rs.
Braga
17 de
outubro
de
1878.
(2017)
Alexandre
José
Pereira
Calheiros.
Constantinopla
16
—
0
novo patriarcha
grego
que
acaba
de
ser
nomeado
profes
sa
opiniões
anti
russas.
A
Áustria
recusa
qualquer
compro
misso
pata não
occupar
Novi-Bazar.
Com-
tudo
as
tropas
austríacas
não tem avan
çado.
Londres
17
—
Diz
um
despacho
de
Sim-
la
que
é
inquietadora
a
agglomeração
de
afghans
nas
passagem
de
Kaibar.
Corria
o boato
de
terem chegado
nu
merosos
reforços
a
Kandahar
e
Ali-Mons-
divid.
New-York
17
—
Houve
uma
revolta
de
negros
perto
de
Waterpoof,
na
Louisia-
nia.
No
conflicto
com
as
tropas
foram
mor
tos
diversos
revoltosos.
Os
restantes
dispersaram-se.
Madrid
19
—
Chegaram
aqui
esta
ma
nhã
o
general
Grant
e
o
snr.
Castelar.
O
ex-presidente
dos
Estados-Unidos
deve
partir
terça
ou
quarta-feira
próxima
para
a
Andaluzia.
Ha
grandes chuvas
nas
províncias
ao
norte
de Hespanha.
Roma
17
—
0
Papa
recebeu
hoje
em
audiência
os
peregrinos
hespanhoes.
O
bis
po
de
Heresceia
leu
uma
mensagem,
á
qual
o
Papa
respondeu,
rememorando
a
dedicação
do
rei e
do povo
hespanhol,
a
fé
catholica
e
estimulando
os
catholicos
de
Hespanha
para combaterem
os
inimigos
da
Egreja.
Londres
18
—
Um
telegramma
de
Sina
la
assegura
que
se
sabe
alli de
boa
fon
te
que
os
inglezes
vão
brevemente
mar
char
sobre
Kandacar
com
grandes
for
ças.
Pera
17
—
0
sultão escreveu ao
emir
do Afghanislan
convidando-o
a
entrar
em
accordo amigavel
com
a
Inglaterra
e re
novou
ao embaixador
inglez
a
segurança
de
que
acceita
as
reformas.
Ã&BÀDICIlilW
O
abaixo
assignado,
faltaria
de
certo
aos
sagrados
deveres
de gratidão,
se
não
viesse
por
este
meio,
pelo
não
poder fa
zer
pessoaimenle,
agradecer
a
todas
as
pessoas
da
sua amisade, que
o
visitaram,
e
mandaram
saber
da
sua
saude,
duran
te
a
pertinaz
enfermidade porque
acaba
de
passar;
assim como
agradecer
ao
exm.°
snr.
Valle,
a
actividade,
zêlo
e
bom
ca
rinho
com que
me tratou,
protestando
a
todos
o
seu
eterno
reconhecimento
e
gra
tidão.
O
Pharmaceutico=</osé
Maria
Ribeiro
Re
tina.
(2048)
ANNUNCIOS
ARREMATAÇÃO.
O
conselho
administrativo
de infanteria
8,
faz
publico
que
no
dia
4 do
proximo
Tnez
de
novembro pelas
11
horas
da
ma
nhã
tem
de proceder
novamente
á
arre
matação
da
carne
de
vacca
para
consumo
no
rancho
do
regimento
e
dietas
dos
doen
tes
em tratamento
no
hospital
militar.
Convida
pois
as
pessoas que
desejarem
concorrer
á
dita
arrematação a
compare
cerem
no
dia
e
hora acima
indicada,
na
sala
das
sessões
do
mesmo
conselho,
onde
terá
logar
a
licitação.
•
Quartel
em
Braga,
18
de
outubro
de
1878.
O
secretario
do
conselho,
Bernardo
Osorio,
(2049)
Alferes
d
’
infanteria
8.
ÉDITOS
DE
30 DIAS.
Pelo
juizo
de
direito
desta
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do 6.°
oflicio, e
no
inventario
a
que
se
procede
por
fal-
lecimento de
Manoel
Peixoto e
mulher
Anna
Peixoto,
moradores
que
foram
no
logar
da Verdasca,
freguezia de
Palmeira,
d
’
esla
comarca,
no
qual
é
lingua
inven-
tariante
o
filho
dos
fallecidos,
Domingos
Peixoto,
do
mesmo
logar e
freguezia,
correm
éditos
de
trinta
dias
a
contar
do
2.°
annuneio
publicado
neste
jornal, ci
tando
e
chamando
todos
os
credores
in
certos
e
legatários
desconhecidos
ou
do
miciliados
fóra desta
comarca,
que
se
julguem
com
algum
direito
e
acção
ao
dito casal,
para que
o
venham deduzir
no
dito
inventario
dentro
do
mesmo
praso,
sob
pena
de
revelia,
e
sem
prejuízo
do
dito
inventario.
Braga,
11
de
outubro
de
1878.
Verifiquei.
Adriano
Carneiro
Sampaio.
O
escrivão
(2060)
José
Luiz
d’Oliveira Pessa.
ARREMATAÇÃO.
Pelo
Tribunal
do
Commercio
de
pri
meira
instancia,
nesta
cidade
de
Braga,
no
dia
27
do
corrente
mez
de
outubro,
pelas
10
horas
da
manhã,
no
tribunal
judicial,
collocado
no
largo
de
Santo
Agos
tinho,
d
’
esla
mesma
cidade,
se
tem
de
proceder
á
arrematação
de
todos
os cré
ditos
aclivos
perlencenles
á
massa
fallida
de
Agostinho
José Pereira,
negociante
que
loi
na
rua
do
Soulo, d’
esla
mesma
cidade.
Braga, 12
de outubro de
1878.
O
escrivão
ajudante
(2051)
Manoel
Gonçalves
da
Maia.
ÉDITOS DE
50 DIAS
Pelo
juizo
de
direito
d
’
esta
cidade
e
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escri
vão do 4.°
oííicio,
Gaspar Augusto
de
Oliveira
Faria
Bastos,
correm
éditos
de
30
dias,
citando,
chamando
e
requerendo
todas
as pessoas
incertas
e
quaesquer cre
dores
e legatários desconhecidos
e
resi
dentes
fóra
da
comarca,
que
se
julguem
com algum
direito
ao
casal
do finado
Jo
sé
Antonio
Mendes
Faria,
solteiro,
de
maior
edade,
morador
que
foi
na
fregue
zia
da
Morreira, d
’
esta
comarca, para
que
fiquem
scientes
de que
se
anda
pro
cedendo
a
inventario
do mesmo
por
fal-
lecimenlo
d’
elle,
que
corre
por
esle
jui
zo
e
carlorio
do
referido
escrivão,
e
que
começará
a
correr
da
data
da
publicação
do
2.° annuneio,
deduzir
e allegar
seus
direitos, assistindo
aos
lermos
do
dito
inventario, sob
pena
de revelia
e
lança
mento.
Braga
10
de
julho
de
1878
e
oito.
O
escrivão
do
processo
Gaspar Augusto
d
’Oliveira
Faria Baslos.
Verifiquei
a
exaclidão.
(2052)
Adriano
Carneiro
de
Sampaio.
Saccas
dalgodão americano
Vendem
se
na
Companhia
Edificadora,
Cruz
de
Pedra,
n.°
6
a 12.
(2054)
CASA
Arrenda-se
nma
na
rua
de S. Marcos
n.°
12;
trata-se
na
mesma
rua,
casa
n.°
5.
(2058)
APPABICIO
27,
Praça do Barão
de S. Mar
tin]
to,
27
C.
Recebeu
de Paris: grande
variedade
de
flores,
plumas,
fivellas
e
formas
para
cha
péus.
Tudo
proprio para
a
estação
de
inverno.
*
1
’reços
sem
eonapetidor.
CHAPÉUS
MODELLOS E
CASACOS
Apparicio,
previne
as suas
exm
as
fre-
guezas
que
nos
primeiros
dias
do mez
de
novembro recebe de
Paris
grande
sor
timento
de
chapéus
modellos
para
senho
ra
e
creanças,
casacos,
e
muitos
objectos
de
novidade.
Coroas
e
ramos para
Cemiterio
Na
loja
de Apparicio, ha
grande
va
riedade
de
coroas,
ramos
e
medalhões
para
ornar
mausoleos.
Preços
de
300
a
4$500
cada
um.
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Martinho,
27
C.
(2053)
ATTENÇÃO
Aluga-se
ou
vende-se
o
magnifico pa
lacete
do
fallecido
Visconde
de
S. Laza-
ro.
sito na rua
de
S.
Lazaro, d
’
esta
ci
dade,
com
frente
para
a
rua
do Raio.
Tem
cocheira, jardins,
pomar,
quintal,
agoa
em
todos
os
andares,
excellentes
vistas
e
commodos
para
uma numerosa
familia.
Também
se
arranda
ou
vende,
junto
ou
separadamente d
’este
prédio,
como
mais
convier,
o prado
contíguo
ao
quintal
d
’el-
le; o
que
tudo
póde ser
visto a qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar,
na
Gerencia
do Banco
do
Minho, ou na rua
do
Alcaide,
n.
8
23.
(2055)
ASYLO
DE
D.
PEDRO
V
Por
não
se
haver
juntado
no
domingo
20 do
corrente, numero
legal
para
se
proceder
á
eleição,
são
de
novo
convida
dos todos
os
senhores
associados
e
bem-
feitores
a
comparecerem
para
o
mesmo
fim,
na
sala
das
sessões
do
asylo,
no
domingo,
27
do
corrente,
pelas
1
1
ho
ras
da
manhã.
Braga
20
de
outubro
de
1878.
O
secretario,
Padre
Luiz
Gomes
da Silva.
drogas
e
tintas
Vendem-se
algumas
baratas
para
liqui
dação,
na
rua
Nova
n.°
5
D.
(2056)
Arrematação
A,
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
d
’esta
cidade
faz
publico,
que
no
dia
3
do proximo
mez
de
novembro,
pelas
10
horas
da
manhã,
terá
logar
na
ante-
sala
das
sessões
da
mesma Santa
Casa
a
arrematação
dos
foros,
censos
e
pensões,
em
generos
vencidos
no
S.
Miguel
do
corrente anno, pertencentes
á
mesma ir
mandade
e
ao
Hospital
de
S.
Marcos,
que
administra,
sob
as
condições
que
serão
patentes no
acto
da arrematação.
Braga
18
de
outubro
de 1878.
O
provedor
Henrique
Freire
d
’
Andrade Coutinho
Ban
deira.
(2057)
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar, por
escriplura
que
se
acha
registada
no
Tribunal
Com-
mercial
d
’
esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
lambem
se
acha
registada
para
a representar
em
to
dos
os
negocios
que
achar convenientes;
e
delara
mais que já
abriu
o seu
estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos
concernentes
ao
mesmo
negocio,
o
que tudo
vende
pelos
preços
mais
resu
mido
possível.
(1026)
SORTIDO
COMPLETO
DEPDSSrO
DE
TABACOS
Nacionaes
e estrangeiros
Vendas
a
retalho
e por
grosso
com
vantajosos
desconto»
NOVA
CASA
HAVANEZA
ÍSISAGA
CAMPO
DE
SANF-ANNA
Esquina
da
rua das Aguas.
(2034)
ALUGAM-SE as
casas
n.°
21, no
Campo
Novo do
Reduto, nobres
e
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
RESPONSÁVEL
—Luiz Baplista da Silva.
BRAGA,
TYP0GRAPHIA
LCSITARA
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
