comerciominho_22081878_827.xml
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-
KTOSCJHMfc.
BS/lEBLBCiMOSSA.
Hí N»<O'ÍCE0!SA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
4.
«KBtf
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
l$600
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
.
...........................
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes
............
2&00Ô
»
6
»
............
1&95©
»
sendo
duas
assignaturas
3&660
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&60®
Folha avulso
...................
í0
N.° 827
&
we
££ ffiròirawHaK
BR4G4-
QÍIAJTA-FUISSA
««
Í>E
ACJOSTO
»E
18
*
8
Ao
povo.
E
’ na
verdade
repugnante
o especta
culo
que
está
dando
ao
paiz
uma parte
da
imprensa
portugueza.
O insulto
mais
desbragado,
a
calum-
nia
mais infame,
ahi
se
expõem
diariamen
te,
sustentadas
por
algumas columnas
co-
ruscantes
d
’
ambição
infrene
e de
odio
fol
gado.
Nunca
o
revolucionarismo
se
mostrou
tão
a
escancaras,
n’
este
nobilíssimo
tra
do
de
terra
que
já
diclou
as
leis ao
mundo.
E
o
povo
assiste
envergonhado
a
essa
briga,
que
deshonraria
um
bando
de
ca
fres,
dia
a
dia
mais
acceza
entre
os
cor
ruptos
satisfeitos
e
os
corruptos
não-sa
tisfeitos,
que
se
disputam
o
esphacêlo
da
terra
que
lhes
foi
berço.
A
imprensa
não
pode
descer
mais
na
escala
da abjecção
e
da
baixeza.
Profunda
mágoa
nos
vae
na
alma
ao
ver
assim
desprestigiada,
deshonrada,
en
lameada,
essa instituição
sublime,
donde
só
deve
jorrar
a
luz
da
verdade,
como
pha-
rol
brilhantíssimo
da
verdadeira
civilisa-
ção.
.
A
imprensa
digna,
a
imprensa
que
sa
be
manter se a
toda
a
altura
da
sua
mis
são
gloriosa,
nada
mais
para
bênçãos
creou
o
genio
do
homem.
E
grande
responsabilidade
cabe
áquel
les que
a
desvirtuam,
pondo-a
ao
servi
ço
do
eiro
e
das
paixões
mais
aviltantes.
Mas
não
nos
causa estranheza essa
or
gia
selvagem
em
que
se
encarniçam
os
nossos
jornalistas
liberaes.
São os
fructos
d
esse
systema abominável
que
tem
arras
tado
a
utn
abysmo
insondável
de
desgra
ças
o
Portugal
d
’
outrora,
o
Portugal
que
foi
grande
e
respeitado
e temido.
Qual
será
o desfecho
d
’
essa
lucta
asquerosa?
Quem
póde
assegurar,
que
da
exaltação
que
lavra entre
as
facções
ini
migas,
não
resaltará
a
faisca
das
revoluções?
Mas
então
—
oiça-o
o
povo
—só
o povo
será a
soffrer,
só
o
povo
será
esmagado
entre
os
braços
de
ferro
d’
essas
discór
dias
sangrentas,
que
lhe
preparam,
a
que
o
impellem,
as
ambições
insaciáveis, as
paixões
desregradas
d
’
esses
grandes
mise
ráveis
que se
nutrem
com
o
suor
do
mesmo
povo.
Maldicção
sobre
áquelles,
que,
para
servirem
o seu
facciosismo
criminoso,
fi
zerem
verter
uma
só gotta
de
sangue.
Maldicção
sobre
áquelles,
que
atirarem
ao
seio
da
familia portugueza o
facho
in-
cendiano
das
luctas
violentas;
que arran
carem
ás
mães
os
filhos, ás
esposas
os
maridos,
para
os
sacrificarem
nas
aras
ensanguentadas
d
’uma
guerra
fratricida
Que
o
povo esteja
álérta
contra
as
machmações
dos
seus
inimigos,
e
que
considere
as
fataes
calamidades
que
lhes
estão preparando áquelles que
mentirosa,
que
infamemente,
se
dizem
defensores
do
povo.
PRECES,
E
COLLOQUIOS
Ã
VIRiiEM
IMMU1LÀH
Oh Imperatriz dos
Ceus!
Compendio
de
perfeição!
Recebei
meu
coração
E
ponde-o
nas
mãos
de
Deus.
CÔRO
Oh
Maria
Immaculada!
Oh
Formozura
infinita!
Esposa
de
Deus Bemdicta!
Oh
da
Graça
Mãe
Creada!
Sois,
Senhora,
os
meus
amores!
Puriticae
nossas
almas,
Dae
nos
do
martyrio
as palmas,
Dae-nos
do
martyrio
as
flores
CÔRO
Oh
Maria
Immaculada! etc.
Sim,
Nossa
Mãe
Sanctissima:
Nós
queremos
morrer
por
vós
Cortae-nos da vida
os
nós,
Nossa Mãe
Clementíssima!
CÔRO
Oh
Maria
Immaculada! etc.
Em
nosso
sangue
os
peccados,
Sejam,
Senhora,
involvidos:
Prestae,
Virgem
Sancta,
ouvidos
P
’ra que
nos
sejam
lavados.
CÔRO
Oh
Maria
Immaculada!
etc.
Sob
os
teus
divinos
Pés
Esmaga o
infernal Dragão:
Senhora!
Ouvi
por
Quem
és
Os
ais
do
meu
coração
CÔRO
Oh
Maria
Immaculada!
etc.
Faze-nos
puros.
Senhora!
Para
sermos
servos
teus
E
no
mundo
a
toda
a
hora,
Te
louvemos,
e
nos
ceus
CÔRO
Oh
Maria
Immaculada!
etc.
Teu
Filho
por
nós
morreu,
Por
Elle
queremos
morrer
Paguemos
esta
divida
P
’
ra
no
ceu
irmos
viver
CÔRO
Oh
Maria
Immaculada!
etc.
TODOS
Conceição
Immaculada,
Virgem
Pura, Mãe
de
Deus,
Quando
sahirmos
do
mundo
Abre-nos
a
porta
dos
ceus
Oh
Maria
Immaculada!
Oh
Formosura infinita!
Oh
Esposa
de
Deus Bemdicta!
Oh
da
Graça Mãe
Creada!
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
CORESESPOSlSÍESfCIA
Eisboa
lí
(Pagesío
<ie
1898
Teem
continuado os
exames
no
seu
curso
ordinário,
que
é
a
pouca
ordem,
a muita
proteção
clandestina,
e
também
descarada.
Um
estudante
que havia
de
completar
12 annos
no
presente
mez,
foi fazer
exa
me
’
de
francez,
tendo
dias
antes
feito
o
de
portuguez,
sem
empenho
de
qualidade
alguma.
O
pequeno
foi
pafa
o exame
de
francez
bem preparado
como linha ido
para
o
de
portuguez:
neste
foi
approvado
e
n
’
aquelle
adiado.
Ora
este
adiado,
ou
odiado,
lem
gra
ça,
porque
é
uma
reprovação
delicada.
O
pequeno
estava
garantido
pelo seu pro
fessor,
que
é francez
e
dos
melhores
que
por
ahi
ensinam.
Na
Meza
linha
este
um
primo
professor
n
um
lyceu
de
província,
e
agora
aqui
examinador.
Perguntou-lhe
depois:
Porque
me
re
provaste
o
pequeno
F.
?
Porque
era
muito
pequeno,
e
assim
para
o
anno
sabe
mais.
Não
se
hão
de
approvar
todos.
Isto
é
mais
do
que
estupidez,
e
neste
gosto
ha por
lá
muita
cousa.
Tem
apparecido
no
«Jornal
do
Com-
mercio»
uma
serie
d
’
artigos
do
snr.
Car
los
de
Mello,
em
que este
snr.
tem
pas
sado
carta
de
tolo
a
quem lhe parece.
Não
lhe
escapou
o
snr.
Teixeira
de
Vas
concellos,
que
já
não
teve
tempo
de
lhe
responder,
se
é
que
elle
lhe
daria
tal
prazer.
Todos
tem
recebido
a
pé
firme
os
insultos do
sabio
geographo,
que
sem
pre
reprovou
todos
os
livros
e
não
faz
um, e que
chama
tolos
a
todos
os
pro
fessores
e
não
abre
um
curso
publico
para
ensinar essa
ignorância
que
por
ahi
anda
aos
tombos.
Ora
o
snr.
Henrique
Midosi,
que lá
mesmo
no
estrangeiro recebe
o
«Jornal
do
Commernio»,
tomou
a
defeza
sua
e
dos
seus
collegas
do
lyceu
de
Lisboa e
dos
de lá,
tractando
de cousas
d
’instruc-
ção
publica:
«Um
collaborador d
’
este jornal (o «J.
do
C.»)
o
snr.
Carlos
de
Mello,
em
seus
eruditos
artigos
sobre
o
ensino
da
geo-
graphia
em
Portugal,
accusa
os
professo
res
do
lyceu
de
Lisboa
de inépcia
e
de
ignorância,
e
attribue-lhes
uma
grande
parte
da
culpa
pelo
atraso
em
que
estão
os
estudos
secundários.
E
’
injusto
o
douto
critico:
os professores
nem podem
ensi
nar
como
desejam, porque
estão
encer
rados
nos
programmas,
nem
teem
discí
pulos
que
estudem.
«Os
aiumnos
que
estudam
alguma
cou
sa
em
regra,
fazem
apenas
o resumo
do
compendio;
não
são
capazes
de
consultar
uma
obra fóra
d
’
elles;
os
que
vão
mais
além
são raras
excepções:
a
maior parte
não
tem
livros,
ou
não
querem andar
car
regados
com
elles,
para
ir
fumar
ao
pas
seio
publico.
Com
os programmas
que
existem,
e
com
os
estudantes
que
fre
quentam
o lyceu,
quem
póde
aperfeiçoar
o
ensino?
E
impossível,
e
de
nada apro
veita
conhecer
o estado
do
adiantamento
dos
estudos
nas outras nações».
Esta
resposta
dada
ao
sabio
geographo,
por um homem
de
caracter
sério,
como
é
o
snr.
Henrique
Midosi,
é
já
de
si
uma
excelleute
lição á
petulaneía
que não
sabe
criticar,
e
menos
organisar
e
ensi
nar.
Nem
todos
estão
no
caso
de
dar
uma
lição
d’
estas, porque
para
ter
verdadeira
consideração como "homem
e
como
pro
fessor
é
preciso
ter
o
saber,
a
dignidade
e
o
caracter
austero
do
snr.
Henrique
Midosi. ignorância do
professorado
dos
lyceus ainda
não
é
tão
notável
como o
abuso
que
se
faz
no
exercício
do ma
gistério.
Q
ando
não
houver
queixas e
suspeitas,
quando
os professores
forem
respeitados,
não
só
por seu
saber,
mas
por suas
virtudes
no exercício
do
seu
ministério,
a
dignidade
do
homem
appa-
rece.
Na verdade,
ha
professores
nos lyceus,
que
envergonham
a
classe do
magistério;
são
verdadeiro
*
ferros
velhos,
perfeitos
egoístas,
e
não
sabemos
como
alli
entra
ram;
comtudo
estes
não
são
muitos.
Desde
qtie
as
portarias
substituíram
os
concur
sos
favorecidos,
ainda
a
decadência dos
lyceus
se
tornou
mais
notável.
No
lyceu
de Lisboa
consta-nos
que
na
cadeiras
em que
apenas
a decima
parte
dos
aiumnos
se
habilitaram
a
exames,
e
d
’
estes só
metade
são
approvados,
e
aqui
póde
tembem
influir
a
causa
radical
apon
tada
pelo
snr.
Midosi,
e
porque
os
meni
nos
contam
que
os
paes,
homens
políti
cos
ou brazileiros,
hão
de
arranjar o
mais;
quero
dizer
a
approvação.
O
primeiro
e
celebrissimo
regulamento
que
estabeleceu
precedencias
nos
exames,
e
que
dividia
e
subdividia
estes,
foi
o
de
1862.
Tantos
foram
os
clamores que
se
levantaram,
que
pouco
a
pouco
foram
de
reforma
em
reforma
dando
cabo
d
’essa
disposição, que
fazia
dependencias
desne
cessárias
á
instrucção,
mas
que
fazia
do
logar
de
secretario
do
lyceu,
um
dos
mais
importantes
em
rendimento. Ainda
hoje
são
exigidas
tantas
certidões
desnecessá
rias
e que
lhe
não
escapam,
que
torna
o
rendimento
do
secretario
um
dos
mais
pingues
logares.
No
regulamento
de
1877
apparecem
os
attestados
dos
administradores,
dos
dire
ctores
dos
collegios,
e dos
professores
particulares,
e
quantas
providencias
filhas
d
’
um cerebro
desarranjado,
porque
tudo
aquillo
só
serve
para fazer
gastar
dinheiro
aos paes
dos
examinandos,
sem
proveito
algum
para
a
continuação
do
que
se
trata.
Tanta
alcavala,
tanta
de^peza
parece
ter
por
fim
arredar
a raia
miuda
dos
estudos,
não se
lembrando
os
fazedores
de
tal lei
regulamentar,
que
bem
miúdos
eram
elles,
e
que
agora,
figurões
de
alto
coturno,
não querem
deixar
levantar
a
pobreza
a
par
da
sua
prosapia
e
riqueza.
Mas
muito
enganados
estão
estes
se
nhores,
ou
muito
cegos,
que
não
vèem
as
luzes da
liberdade
sã
e
pura,
que
hade
destruir
essa
cohorte de
vampiros
da
li
berdade negativa.
Observador.
ÇONTfiA-OOmO
A
Commissão
do Monumento
do
Sameiro tendo
conhecimento
de
que a
Meza
do Sanctuario
tenciona
começar em
breve a
obra
da restauração do templo
do Bom
Jesus, resolveu hoje
não levar
a sagrada
Imagem
para
aquella
egreja, nem fazer
por emquanto a peregrinação
annunciada.
Far-se-ha todavia na egreja
do
Populo o
triduo de preces
que estava annunciado
para
os
dias
22,
23 e 24 do corrente,
bem como
a
festividade no tem
plo do Bom Jesus no dia
25,
e
o
Clamor ao Monumento
do Sa
meiro,
na
forma
dos
annos an
teriores.
Sessão de hoje 19 de agosto
de
1878.
O Secretario,
Padre
José
Silverio
da
Silva.
SÍZ17IISA
líOJW.TffMBfTO
SAJWF.MKÍ».
A
Commissão
do
Monumento
do
Sa
meiro
reconhecendo
quanto
é urgente
o
concluir-se
a
construcção
das
paredes
da
nova
capella
que
se
está edificando
no
mo
do
monte,
e
que
hade
receber
a
agrada
Imagem
da
Virgem
Immaculada,
ue
temos
entre nós,
appella confiademe
me
ara
a
devoção
de
todos
os
íieis,
e
ousa
erabrar-lhes
esta
palpavel
necessidade,
a
qUe
de
promplo
devemos acudir.
O
secretario
—
Padre
-losé
Silverio
da
Silva.
O
sí
professores
primários.—
Te
mos
ouvido
repetidas
queixas
de
vários
professores
primários
d
’
este
districto,
por
não
receberem
a
tempo
os
seus
magrís
simos
vencimentos. Comquanlo
publicadas
regularmente
no fim
dos
mezes
as
ordens
respectivas,
esses
infelizes
recebem
os
seus
ordenados
no
meiado
do
mez seguinte,
e
no
que
vae
correndo
passou
o
dia
19
sem
alguns
o
lerem recebido ainda.
Estas
faltas
bradam
ao
céo.
Na
verdade, a
causa
do
professorado
primário
está
descuradissima" entre
nós;
e
se
os
nossos
governos
não
procuram
melhorar
a sua
triste
sorte, não
podem
’
,
|
nem
devem exigir d
’
ella
o
zêlo,
a
assi
duidade
e
essas
tantas
habilitações
recom-
mendadas
na lei.
Tudo
isso
remunerado
com
965000
reis,
e
ainda
em
cima
mal
pagos,
equivale
a
não
quererem
profes
sores.
Deve o
governo
lembrar-se que
eram
outras as
circumstancias
no
tem
po
em que
lhes
foi
arbitrada
essa
irrisó
ria
quantia,
e
que
então se
fazia com
120
reis,
tanto
ou
mais
do
que
hoje
com
600
reis.
Vemos
reformas
sobre
reformas
na
instrucção
primaria,
mas
não
se
tem
at-
tendido
a
este
objecto,
que
é
capitalissi-
mo. Hão
de
os
pobres
professores
viver
coiii
905000 reis,
quando
outros
empre
gados
de
infinitamente
menor
utilidade
para a
nação
não
podem
viver
com
600
ou
8005000
reis!
D
’
accordo
que
se
exijam
do
professo
rado
primário
as
precisas habilitações
para
o
bom
desempenho
da
sua
missão
espi-
nhosissima;
mas é
necessário
que
se lhe
dê
uma
remuneração
condigna. 905000
reis
é
um
triste
remedio
para o
professor
que
é
só;
mas
se elle
tem
familia
a
sustentar,
se
tem
a
tractar-se
d
’
enfermi-
dades
que
o
privem
da
regencia
da ca
deira,
não lerá
remedio
senão
recorrer
á
caridade
publica,
para não morrer
á
min
gua
Tal
é
a sorte
d
’
um
professor
ofli
cial,
n’um
paiz
que
se
diz
civilisado.
Te
nham ao
menos
commiseração
para
esses
infelizes,
já
que
lhes
negam
justiça.
Cw»atei!n.
—
Pomos
de
sobreaviso
os
paes
de
familia e
as
pessoas
honestas
con
tra
uma
nova
infamissima
especulação.
Re-
ferimo-nos á
venda
de
livros,
cujas
doutrinas
são
altamente immoraes
e
irreligiosas,
que
por
ahi
andam
impingindo,
por
baixíssi
mo
preço,
uns livreiros
ambulantes,
aluga
dos
para
este
fim.
Chamamos
para
este
negocio
a alten-
ção
da
auctoridade.
Semeiem ventos,
e
terão farta
colheita
de
tempestades.
Coanniunietulo.
—
Publicámos
hoje,
no
logar
proprio.
um
communicado
do
snr.
Antonio
Casimiro
da
Costa, artista
dis-
tinctissimo
d
’esta cidade,
e
cavalheiro
di
gno
de
toda
a
consideração.
Esse
communicado,
para
o
qual
cha
mamos
a attençáo
dos
nossos
leitores,
relere-se
a
um
tonto
embroglio,
que
um
anonymo
mandou publicar
n
um
jornal
d
’esta
cidade.
O
snr.
Casimiro
da
Costa
está
muito
acima
do
gralhear
d
’aquelles
que
Salomão
entileira n’um
exercito
infinito.
Transferencia.
—
Foi
transferido
da
direcção
de
obias
publicas
do districto
de
Villa
Real
para a
d
’esta cidade,
o
en
genheiro
civil
snr.
Luiz
Antonio
Ferreira
Gi-
rào.
Falleeimento.
—
Por
6
e
meia
horas
da
tarde d
’anle-honlem
falleceu
o
snr.
Joaquim
Carlos
da
Silva
Pereira, que
ha
oito
annos
se
achava
entrévado.
Foi
hontem
condusido o
seu
cadaver
para
o templo
dos
Terceiros,
onde
hoje
tem
oílicios,
antes
de
ser
levado
para o
ce
mitério
publico.
Notieias
da
ttalia
una.
—
Em
Si
cília
os
bandidos
começaram novamente
as
suas
emprezas.
O
filho
de
um
syndaco
da
província
de
Palermo
foi
preso
por um
bando:
foram
mandadas pedir
á
familia
8.000
liras
pelo resgate
—
Perto
das
portas
de
Ferrara
foi
ag-
gredida
uma
familia
por
quatro
malfeitores
armados.
—
Na
aldeia
de
Flumini
Maggiori
em Sar
denha,
foram
commettidos
dois
atrozes
ho
micídios
n
’
um
dia.
—
Em
Borgo
de
S.
Sepulcro
em
Tos-
cana.
terra
que
nos
tempos
barbaros era
nomeada
pela
moralidade
e
pela
doçura
ta
exposição consiste
n
’oma
casa
chama
da
casa
de
papel
(Papierhans).
E’
u
ma
casa
que
se
compõe
sómente
d
’
uma
planta
baixa.
O
corpo
do
edifício é
de
madeira
no
estylo
americano;
mas
0
interior
se
vê
revestido
de
cartão
pedra,
para
defendel-o
do calor,
do
frio e
dosinseclos,
ao
passo
que
no
interior
esta
mesma
matéria
está
cravada
e
adherida
ás
paredes
e
serve
para
substituir
a
madeira.
®rí«níe.—
Últimos telegrammas:
Paris
17
—
Surgiram
novas
difficuldades
que
ameaçam
demorar
a
evacuação
dos
’
arredores
de
Constantinopla
pelos
russos.
Estes
não
querem
retirar
antes
da
previa
retirada
da
esquadra
ingleza.
Vienna
17
—
O
governo austríaco
re
solveu
ordenar
nova mobilisação
do
exer
cito.
Os
russos
conservarão
na
Bessarabia
até
que
se
tenha
esclarecido
a
situação
ao
sul do Danúbio, um
exercito
de
ob-
servação na
força»
de
8:000
homens.
Washington
17—
Assegura-se
que
as
tropas americanas
entraram
no
México.
Paris 19
—
Os
austríacos
repelliram
hon-
tem
os
insurgentes
em
Dalray,
mas
sof-
freram
grandes
perdas.
As
commissões
europeas
para
a
orga-
nisação
da
Roumelia
e
da
Bulgaria
devem
começar
os
seus trabalhos
no
dia 13
de
se
tembro.
R
gusa
18
—O
principe
do
Montenegro
na
reunião
em
Grahow,
em
15
do
cor
rente,
recommendon
ao
chefe
dos her-
zegovinos
a
sua
submissão
á
Áustria.
Também
decidiu
conservar
0 cordão
das
tropas
das
fronteiras
do
Montenegro.
Varna
18
—
Os
insurgentes
foram
coin-
pletamente
balidos
perto
de
Hambellalou-
vac.
Os
austríacos
aproximam-se
de
Se-
rajevo.
Paris
19
—A
Áustria
procura
negociar
um
accordo
com
a
Servia
e
0
Montene-
gro.
Vienna
19—Vão
partir
para
a
Bos-
nia
mais
4
divisões
do
exercito
aus
tríaco.
Constantinopla
19—
Mallograram-se
as
negociações
entre
a
Áustria
e
a
Tur
quia.
Está
imminente
0
rompimento.
O principe
do
Montenegro
exige a
eva
cuação
dos
territórios
que
lhe
foram
cedi
dos.
A
Porta
evita
responder.
Os
russos
começarão
terça-feira
a
sua
re
tirada.
Layard
prometteu
que
a
esquadra
ingle
za
os
seguirá.
Os
lazes
construíram
4 acampamen
tos
entrincheirados
nos
arredores
de
Ba-
loum.
x
Paris
20—0
conde
Zichy
declarou
á
Porta que
0 facto
de uma
nova
eíltisão
de
sangue
obrigará
a
Áustria
a
apoderar-
se
da
Bosnia
e
da
Herzegovina
por
direi
tos
de
conquista. Assegura-se
que as
po
tências
dirigirão
á
Porta
idênticas
obser
vações
ácerca
da
sua
recusa
em accederá
cessão
territorial
da
Grécia.
Os
periódicos
russos
pedem
que
a
Thessalia
seja occu-
pada
pelas
tropas
neutraes.
Portuguezes
Desde
22 a
28
de
julho,
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os
seguintes
súbditos
portugue-
zes:
Manoel
Augusto
Moniz
de
Sousa, 50
annos,
solteiro;
Antonio
Ribeiro
Gomes
da
Silva,
34
a.
s.;
Joaquim
Dias
da
Maia,
36
a.
c.; Antonio
Vaz
Pinho,
76
a.
v.;
Francisco
Bazdio
Pereira
Lima,
37
a.
s.;
João
Martins
da
Rocha,
32
a
s.; Manoel
Viclorino
de
Sousa,
44
a.
s.;
José
Anto
nio
Pinheiro
da
Silva,
65
a s.;
Antonio
Martins
Trovar,
25
a.
s.;
João
Gonçalves
da
Cunha,
17
a.
s.;
João
Christiano
Pi
nheiro,
55
a.
v.;
Francisco
Alves,
38
a.
s.;
Jacintho
José
de
Viveiros,
68
a. v.;
Chrispim
José Coelho,
53
a.
c.;
Alexan
dre
José
de
Moura, 26
a.
s.;
Manoel
Custodio
Ferreira,
53
a.
v.;
José
Mendes
Vieira,
63
a. v.;
Florindo
Moraes
dos
Santos,
27
a.
c.;
Manoel
Bastos
Antunes,
30
a.
c.;
Antonio dos
Santos
Pacheco,
32
a.
s.;
Antonio
da
Cunha
Gd
da
Sil
veira
Júnior,
24
a.
s.;
Maria
José
da
Silva,
25
a.
s.;
Antonio
Ignacio
Mendon
ça, 27
a.
c.;
Manoel
Antonio
Quadros,
60
a.
s.;
Manoel
Jorge,
43
a.
s.;
Igna-
cio
Rodrigues
de Sousa, 28
a.
s.;
Fortu-
nato da Costa
Oliveira,
27
a.
s.
—
Em
Pernambuco
no dia
24
de ju-
lho
falleceram
os
seguintes:
João
Pereira
Serráo,
17
a. s.;
Antonio
José Bittencourt,
53
a.
c.
—
Falleceu
no dia
26 José
Soares
de
Amorim,
outr
’ora
José
Cupertino,
natu
ral
e
baptisado
da
freguezia
da
villa
de
Barcellos,
em Portugal;
filho
de
Luiz
Al
berto
Soares
e
D.
Maria
Antonia
de Amo-
dos
costumes, um
joven
por
motivos des
honestos
matou
o
seu
companheiro.
Tanto
o
assassino
como
a
viclima
tinham apenas
16
annos.
—
Era
Milão
um filho
desnaturado matou
o
proprio
pae.
—
Os
jornaes
de
Milão
narram que
tem
havido frequentes furtos
nas
egrejas
d’
aquella
cidade.
—
Em
Montecchio
na
Romanha,
oito
malvaios
entraram
em uma
casa, e
depois
de
terem
assassinado
o
dono
e
a
sua
mãe,
roubaram
tudo.
—
Em
Milão
seis
malfeitores
armados
commetteram
nos
campos
diversas
aggres-
sões.
Os jornaes milanezes
gritam
con
tra
a
«impunidade
que
gosam
os
malva
dos
».
—
Em
Nápoles,
uma
turba
de
mulheres
armadas
de facas deram
nas ruas da
ci
dade
um sanguinoso espectaculo.
Não
se
renderam
á
força
publica,
senão
depois
de
algumas
terem
cahido
gravemente
fe
ridas.
—
Perto
de
Palermo
tres
malfeitores
as
saltaram
diversos
lavradores,
e
depois
de
lhes
roubarem
as
cavalgaduras
que
levavam
carregadas
de
farinha,
deixaram-nos
atados
ás
arvores.
—
A
’
Porta
Ticinese
em
Milão, foi
presa
uma mulher
que
levava
escondido
debaixo
das
vestes
o
cadaver
de um
filho
que
tinha
morto
por
as
suas
mãos.
—
Em
Veneza,
foi
aggredido
e
barbara-
mente
espancado
o secretario
do
procurador
regio.
—
Em
Nápoles,
um
marchante
com
uma
faca
com
que
cortava
a
carne-
assassinou
um
homem.
—
Na
mesma
cidade
um
empregado
da
policia
suicidou-se
com tres-
tiros
de
re-
wolver,
uru
na
bocca,
outro
no ouvido
direito,
outro
no
ventre.
—Os
jornaes
napolitanos estão cheios
de
noticias
de
roubos
e
de
violentas
ag-
gressões
succedidas
nas
ruas
mais
frequenta
das
da
cidade.
—
Nos arredores de
Roma
tem
sido
as
saltados
diversos
negociantes
que
vem
á
ci
dade
para
os
seus
negocios.
—
Em
Roma,
dentro de poucas
horas,
houve
tres
tentativas
de suicídios.
Estatística.
—
Uma
estatística
publi
cada
pela
«Rail
road
Gazette»,
diz que
se
construíram
nos
Estados-Unidos,
durante
o
anno
passado, 2,199
milhas
de
estra
das de
ferro;
260
milhas
menos
do
que
em
1876.
Os Estados-Unidos
possuem
agora
cerca
de 80:000
milhas
(128:000 kdometros)
de
vias
ferreas.
o
que corresponde
a
uma
milha
por
580
habitantes.
A
maior
parte
das
linhas,
construídas
n
estes últimos
qua
tro
annos,
leem
sido
de
interesse
local.
Paru
tudo
ln» eontrapesu.
—
Dois
amigos,
que
havia
muito
tempo
se
não
viam,
encontraram-se
um
dia
por acaso.
—
Como
vaes?
disse
um d’
elles.
—
Não
vae
isto
bem;
respondeu
o
ou
tro.
—
Pois,
meu
amigo,
eu
casei
depois
da
ultima
vez
quando nos
vimos.
—
Boa
noticia.
—
Não
é
de
todo
boa,
porque
casei
com
uma mulher de um genio levadinho
da
bréca.
—
Tanto
peior!
—
Também
não
tanto
assim,
pois
que
ella
tinha
um
dotesito
de
uns trinta mil
cruzados.
—
Ah... então...
isso
lá
consola...
—
Não
muito,
porque
empreguei esse
dinheiro
em
carneiros
que
morreram de
gafeira. .
—
Na
verdade
é
triste
coisa!
—
Não
tão
triste como
pensas,
pois
as
pelles
me produziram
mais
do
que
dei
pelos
carneiros.
—
N
’
esse
caso
estás
indemnisado.
—
Não,
de
iodo,
porque
a
casa
em
que
guardava
o
meu
dinheiro
acaba
de
quei-
mar-se.
—Oh!
que
desgraça!
—
Não
é
tão
grande
como
julgas,
meu
amigo;
pois
minha
mulher
e
a casa
arderam
ao
mesmo
tempo!
«>
sabão.
—
O
«Export
Journal»,
no
ticiando
o
estado
de
adiantamento
das
fa
bricas
de
sabão
dos
Estados-Unidos
diz:
O
sabão
é
um
artigo
muito
necessário
á
humanidade.
Plinio
na
sua
Historia
natural
diz
que
o
sabão
foi
inventado
pelos
gauíezes,
e
Aethius, escriptor
em
Athenas,
do
IV
sé
culo,
escreveu
sobre
o
sabão.
O
seu
uso
não
se
tornou
popular
senão
no
tempo
dos
sarracenos.
Actualmenle
o
fabrico de
sabão
na
Ame
rica
do
Norte
tem-se
tornado
importante:
e
700
fabricas
em
toda
a
republica,
cabendo
ha
cidade
de
Nova-York
194.
A
sua
producção annual
é
de 50:000,000
de
doliars,
e
o
sabão
americano
pode
compelir
com os
dasmais
acreditadas
fabricas
da
França
e
da Inglaterra.
O
Progresso
eatliolico.
—
E
’
O
ti
tulo
de
uma nova
revista
mensal
que
vae
publicar
o snr. Teixeira
de
Freitas,
bem
conhecido livreiro-editor
em
Guima
rães,
na
qual
prometle
que
hão
de
colla-
borar alguns dos
nossos
melhores
escri-
ptores
religiosos,
—
escreve
a
«Esperança».
Constará
de
16 paginas
in
folio,
pelo
infimo
preço
de
600
réis por
anno!
Os periódicos religiosos, hoje
que
a
im
piedade
vae de
foz
em
fóra,
são
mais
precisos
que nunca.
Fazemos
votos
para que
o
«Progresso
Catholico»
colha
grande
numero
de
assi
gnaturas
e
se
espalhe
por
toda a
parte.
O
benemerilo
editor
do
Matrimonio,
da Maçonaria
e
os
Jesuítas,
da
Maçona
ria
desmascarada,
do
Liberalismo
desmas
carado,
dos
Escriptos
catbolicos,
das
Duas
Obras
de
Misericórdia,
da
Historia
Popu
lar
dos
Papas,
etc.,
espera,
oppondo
a
triaga
ao
veneno,
com
a
sua
nova revis
ta,
fazer algum
bem
a
esta
sociedade
que
se
esphacela,
sobretudo
pela
propinação
do
erro
infiltrado
nas vãs
leituras.
Deus
queira
que
não
seja
illudido
em
suas
es
peranças.
Auxiliem-n
’
o
as
pessoas
de
bem.
No
«Progresso
Catholico»
entre
ou
tros trabalhos interessantes,
dizem-nos
que
apparecerão
algumas
cartas
sociaes-religio-
sas sobre
o
socialismo,
etc.
Vida
de
u»i jornalista.
—
A
vida
dos jornalistas,
diz um
periodico
da Ame
rica
do
Sul,
tem
o quer
que
seja da
vi
da
dos
marítimos:
por
um
raio
de
sol
soífrem
mil
tempestades.
Mas
de
todos
os periodistas
o
mais
curioso é
o
yankee
(americano
do
norte).
Levanta-se
ás
10
horas,
veste-se,
pe
ga no
cbapéo e
vae
almoçar
ao
primei
ro hotel
que
encontra
Concluído
o
almoço
entra
na
redac-
ção
do seu
jornal
e
precorre
os
artigos
dos
jornaes do
dia;
n
’um lratan.-n
’
o
de
miserável,
n
’
oulro
de
embusteiro,
n
’
um
terceiro
de trapalhão.
—Bem!
diz
elle
sorrindo
já
tenho
que
fazer.
E
escreve
vários
carieis
de
desafio.
Em
seguida
redige
um
artigo
de
fundo,
quando
entra
um cabrion
a
importunal-o,
e vé-se
obrigado
a
atirai.o
pelo
escada
abaixo.
Ao
meio
dia recebe
a
noticia
de
que
foi
aceite
um
dos duellos:
vae
ao
logar
aprasado,
bate-se
fumando
um
havano.
Geralmente
fere o
adversário,
fal-o
con
duzir na
sua
carroagem,
lamenta
o
oc-
corrido
e
vae
jantar.
Volta
ao
escriptorio
e
encontra
uma
maquina
infernal
sobre
a
mesa:
sem
admi-
rar-se
pega-lhe
e
atira
a
á rua.
Escreve
alguma
coisa
e
parte
para
o
lhealro.
No
caminho
é
atacado
por
uns
qua
tro
homens:
fere
dois
e
os
outros
entre
ga-os
á
eslaçao
de
policia.
Voltando
para
casa
ás
onze
encontra
algum
raloneiro
que
o
pretende
roubar;
mala
um cão
com uma
estocada:
livra-
se de
ser
esmagado
por
um
irem:
pouco
depois
ao
entrar
a
porta
da
casa
rece
be
dois tiros
que
lhe
furam as
abas
do
ca
saco.
Que
tal?—D.
Novo
jazigo
carbonífero.
—
Por
emquanto
nao
haja
receio
de
que
se
ex-
tingua
o
grande elemento
das
industrias,
—
o
carvão
de
pedra.
O
«Daily-Telegraph»
annuncia
a recente
descoberta
de
um
im
portante
jazigo
carbonífero, jazigo
que
aca
ba
de
ser
aberto á
exploração
no
con
dado
de York,
a
6
milhas de
Barnley.
Calcula
se
que
o
novo
jazigo,
quan
do
fôr
completamente
explorado,
poderá
produzir annualmente
4005000
toneladas
de
carvão.
Exposição
interessante.
—
Em
Berlim
tem
logar n’
este
momento
uma
ex
posição consagrada á
industria do papel
e
demais
ramos
que
d
’elle
se
derivam.
O
numero de
expositores
é de
487
e
mui
tos
estão
representados
mais
d
’
uma vez
nos
differentes
grupos,
mas
cada
um
d’
el-
les
figura
mais
que
por uma
só
unidade
na
cifra
acima indicada.
Esta
exposição
é
internacional;
0
numero
de
expositores
extrangeiros
é
de
57, entre
os
quaes
ha
25
austríacos,
4
americanos,
7
inglezes,
5
belgas,
4
russos,
3
suecos,
3
italianos,
um francez,
um hollandez,
um dinaroar-
quez,
etc. A industria da
China
e
do
Ja
pão
está
representada
pela
coilecção
per
tencente ao
museu
industrial
de
Berlim,
e
que
esle
estalelecimento
facilitou
para
esta
occasião.
Uma
das
curiosidades
d
’
es-
rim,
já
fallecidos.
Era
solteiro
e sem
fi
lhos.
Nomeou
testamenteiros:
o
commenda-
dor
José
Maria do
Amaral,
o
barão
da
Lagôa
(Antonio)
e
José'
Bento
de
Pinho.
Serão
herdeiros
das duas
partes
de seus
bens,
suas
quatro
irmãs
Maria,
Barbara,
Anna
e Marianna,
e
da
ultima terça
par
te
suas
quatro
sobrinhas,
filhas
de
sua ir
mã
Maria,
viuva
de
Pedro
Villas
Annido,
todas
residentes
na
cidade do
Porto.
Deixou
a
D.
Jacintha
de
Oliveira
Fer
raz
Pinto,
viuva
do
desembargador
Cae
tano
Ferraz
Pinto,
1;000$000
réis,
em
moeda d
’
este
império;
a
D.
Carolina,
fi
lha
legitima
de
D.
Jacintha
Ferraz,
egual
quantia, idem.
A
sua
fortuna
consistia:
em
dous
es
cravos
de
nomes
Manoel
e
Delfina,
duas
letras
do
valor
de
11:647^500
réis e
um
documento
do
valor
de
réis
5:400^000
Declarou
mais
possuir
l:378$600
réis,
depositados
na Caixa
Economica,
caderneta
n.°
11350
Preço
«Sos
eereaea.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’
esla
cidade,
o
preço dos
cereaes
foi
:
Tngo................................................ 800
Centeio
........................................
500
Cevada
.............................................
480
Painço
..............................................
480
Milho
branco
................................
440
» amarello
...............................
440
Milho
alvo
.......................................
550
Feijão branco
................................
750
»
vermelho.............................
800
»
amarello.
....
700
»
rajado................................ 600
»
fradinho...............................
420
Batata
..............................................
560
Azeite.
......
5$600
Itíovimenlo do
Hospital
de
S.
Moecos.—
Doentes
existentes
em
4
de
agosto:
69
homens
e
118 mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
22
homens
e
20
mulheres.
Sahiram:
19
homens
e
23
mulheres.
Falleceram:
3
homens e
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
10 de
agosto
69
homens e
113
mulheres.
A
h
obrns
d»
irniandaile
de
Xossa
Senhora
da
I.apn.
A
Meza
da
irmandade
dos
Clérigos
de
Nossa
Senhora da Lapa, d
’esta
mesma
ci
dade, constituída
na
urgente
necessidade
de
fazer
obras
nas
casas,
e
faltando-lhe
os
meios
pecuniários
para
as
poder
con
tinuar
e
concluir,
appella
para
a
piedade
dos
fieis,
e
especialmente
dos
seus
Irmãos,
na
esperança
de que
não
deixarão de
concorrer
para o indicado
fim
com
suas
esmolas,
as
quaes
serão
entregues
ao
respectivo
lhesoureiro
o
muito
rev<J.°
snr.
José
Luciano
Gomes
da
Costa.
Braga
19
de
agosto
de
1878.
O
secretario da
irmSndade
Padre
João
Luiz
Affonso
da
Mouleira.
VARIEDADES
Coiiversu
entre
dois
eleitores,
um
«J<»
governo,
e
outro
da
oppo-
sição.
0
l.°
—
Oh
lá,
visinho!
Então
sempre
le rezolveste
a
ir
votar?
Estavas
hontem
tão
teimoso!
Quem
te
deu
cóca?
O2.°
—Então
que
queres
tu!
Agora
co
nheço
que
ninguém
póde
dizer que d’
esta
agua
não
beberá:
se
eu
não
tivesse
um com
padre,
que
tantas
provas
me
tem
dado,
nas
minhas
afflicções,
de
verdadeiro ami
go,
nenhuma
força
d’
este
mundo
me
ti
raria
da
minha
teimosa.
Resisti-lhe
muito,
e
por muito
tempo;
mas
cedi
ás
muitas
razões, e
favores
que
lhe
devo;
e
disse
lhe,
oh
compadre!
Creia
que
esta
é
a
maior
prova
que
posso
dar-lhe
da
minha
gratidão,
e estima
para
com
v.
vmc.e
.
Olhe
que
regeitei
offertas
capazes
de
tentar
nrn santo.
0
1.®—
Creio:
teu compadre
é
um
granjolla
de
sete
coiros;
e
talvez
que
aspire
a
um
habito
de
Christo!
Ein?
O
2.®
—
Meu
compadre
é
um
homem
6e
bem,
é estimado
de
todos, quantos
o
conhecem;
não
se
importa
com
fitas,
e
Pendrucalhos, e tem
muito
de
seu,
como
lu
sabes,
não
depende
de
ninguém.
0
1.°—
Vamos
lá:
sempre
é
bom
ler
amigos,
porque
lá
vem
uma
occasião de
serem
necessários Eu cá por
mim
nada
tenho
com
uns,
nem
com outros: os
gran-
jolas
davam-me
boas
palavras;
mas
pala
vras não fazem
sopas,
que
é
de
que
a
gente
vive;
e
os
governamentaes deram-
me
duas
fibrilas
pelo
trabalho
de
deitar
na
urna
esta
lista.
Bem
vez
que
a
jor
nada,
e
o
trabalho
não
são
taes, que
pos
sam
fazer-me
deitar
os
bofes
pela
bocca,
e
que
a
coisa
vae
bem
quando
um
ho
mem
póde
cantar
de
si
o
que
o
Filinto
cantou
do
rapaz
enfeitado,
dizendo:
«Dá cá o
presunto,
Bapaz
enfeitado:
Quem
come
um
bocado
Não
morre
de
fome».
Percebes?!
O
2.®
—
sim:
é
que
me
disse
meu
com
padre:
que
agora
nos
dão
prezunto
(mel
pelos
berços,
foi
a
sua
expressão)
mas
que
depois
Foeremos
os
ossos.
O
l.°
—
Pois
se assim o crès,
e
assim
o
esperas,
previne-le,
e
acautela-te;
e
em
vez
de um
naco
de
presunto,
arranja uma
dusia
d’
elles
para
todo
o
anno.
O
nosso
regedor
tem
um
saquilello
de
libras, e
não
duvida
dar
até
seis
por
cada
voto.
Tu
podes aproveitar
a
occasião
com
uma
pas
sagem
de
mão
O
2.®
—
Deveras?!
Ouve
lá
uma
histo
ria.
No
tempo dos
escravos
havia
dois
pretos,
que
pertenciam
a
dois
differentes
senhores:
estes
dois
pretos
eram
naturaes
da
mesma
terra,
andavam
pela
mesma
edade,
vieram
no
mesmo
navio,
e
foram
vendidos no mesmo
mercado,
e
para
a
mesma
villa; eram portanto,
e
por todas
estas
circumslancias,
amigos
intimos
um
do
outro,
quia
similitudo facit
amicos
como
disem
os
estudantes.
Um
d
’
esles
pre
tos
commetteu
um
crime,
e
foi
condem
nado
á forca:
ninguém
pedia por
pretos,
que
eram
tidos por
bestas:
quando
cami
nhava
para
o
patíbulo
levando
vestida a
camisa
d
’onze varas,
e
marchando
entre
dois padres, sahiu-lhe
o
amigo
ao
encon
tro,
e
aproximando-se
d’
elle
disse-lhe:
oh
compadre,
onde
vae
vózo?
E o
outro
res
pondeu-lhe:
oia
vou
para um
festa;
ha
lá
muito
marufo:
se
vózo
quer
ir
no
meu
logar,
eu
dou
a
mais
um
alrnude
do
fino,
do
Porto:
o
amigo
porem
respondeu-lhe:
quem?
Cá
o
compadre?
O compadre
já
não
bebe!
E
’
o
mesmo
que
eu te
respondo:
o
com
padre já
não
bebe.
O
1.°—Então
que
analogia,
e
que
si-
milhança
ha nessa
historia
com a
nossa?
O
2.°
—
Nenhuma
para ti;
mas para
mim
muita;
e
senão
ouve,
e responde-me.
Esse governo
está
cheio
de mormo, e
de
laparões,
para
que
nem
os
veterinários,
nem
os
alveitares acham
já
remedio,
e
que
um dia
hão
de
soffrer
o
que
se
faz
aos
cavallos,
que
não
tem
cura.
Afogam-
nos agora
para nos
apegar
a moléstia,
de
que
padecem,
que é
para
terem
com
panheiros
na ultima
viagem:
é
um
palia
tivo,
que
traz
necessariamente
repetidas
despesas
em
pachos,
unguentos,
e
liga
duras,
e
como
tem
as
algibeiras
vasias,
loca
a
virar
para
os
direitos
do
consu
mo,
que
é uma
rede
varredoura
tal,
que
quem
tiver
uma
horta,
e
quizer
comer as
couves que ella
lhe
produz,
as
couves
hão
de
passar
por
barreiras,
e
os
barrei-
reiros
comer
parte
d
’
ellas.
Aqui
tens
tu
aorque
cá
o compadre
já
não
bebe.
O
1.®
—Isso
não
vale
nada:
é
mais
uma
couve,
menos
uma
couve,
e
mais
um nabo,
menos um nabo,
mais
um
alho,
menos
um
alho;
e
por
falta de
um alho
nunca
deixou
de
l'azer-se
uma
alhada.
O
2.°
—
Ha
muito
tempo
que
as
barri
gas
de
pão
alheio
cantam
essa cantiga ao
som
da
qual
a
maré
dos
tributos vae
cre
scendo,
e
inundando
tudo!
Mestre
Sam
paio é
esperto!
Elle
bem
anteviu
que
as
barreiras, o
real
d
’
agua
(o
real
do
povo,
devia
dizer)
e
os
direitos
do
consumo
le
vantariam
no
paiz uma
poeirada
terrível;
e
que
fez
aquelle
melcatrefe?
Estendeu
o
direito
eleitoral
a
quem
não
tem
eira,
nem
beira,
nem
folhas
de figueira,
e
por
con
seguinte
coisa,
que
os
prenda
com os
in
teresses
públicos, para
os
levar
por
um
cabresto
á
urna,
e
votarem
nos confrades
da confraria
a
troco
de
alguns cobres,
e
de
algumas
promessas
que
ficarão
em
pa
lavras,
supplantando
por
esta
arte
de
ber-
liques
e
de
berloques
a
influencia,
e
o
suffragio
dos
que
leem
que
perder.
E
’
o
mesmo
do
que
abrir
as
portas
á
republi
ca!
Talvez
que
se
lhe
meta
na
cabeça
ser
presidente!
O
|.°
—
Agora
é
que
eu
comprehendo
o jogo. Já
rasgo
a
lista:
dá-me
uma
das
tuas.
Eu
não quero
republica,
que não
é
comida
para
estas
boccas;
nem
quero
que
os
inglezes
venham
por
alli
qualquer dia
tomar
posse
do
paiz
para
se
pagarem
do
que
se
lhes
deve.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
SECÇÃO
DE COMMUIICiDOS
Snr.
redactor.
Peço
a
v.
a
publicação
das
seguintes
linhas,
que mandei
entregar
na
redacção
da
«Opinião
Publica».
De
v.
etc.
Braga
21
d
’
agosto
de
1878.
A
Antonio
Casimiro da
Costa.
Exc.
ma
Snr. Redactor.
—
Não
ao
auctor
anonymo
do
commnnicado
que
vs
exc.
a
publica
em
o
n.°
19
do
seu
acreditado
jornal,
mas
aos
seus leitores,
dirijo
estas
linhas.
E
faço-o,
por
me
lembrar
que
el-
les
não
leriam
o
meu
çommunicado
ulti-
mamente
inserto
nos
jornaes
«Commercio
do
Minho»
e «Amigo
do
Povo».
Foi
effectivamente
uma
historia
o
que
se
passou
com
um
cordão,
um
par
de
brincos
e
umas argolas,
e
tanto
què
eu
invoco
para
o
provar
o
exc.
m
®
snr. dr.
João
Mendonça, e
os
snrs.
Antonio
Joa
quim
Loureiro
e
Joaquim
d
’
Almeida
Ca-
saes:
aquelles
mesmos
objectos
lambem
o
atlestam
a
quem os
queira
examinar.
Nada
entendo
de
regulamentos
de
con
trastarias,
mas
sei que
ellas
nos
prohibem
a fabricação
e
venda
de
objectos
de
ouro
que
não
seja de lei:
—
accusado
publica-
menle
de
vender
gato
por
lebre, pertence
ao
respectivo
contraste,
juntamente
com
a
auctoridade virem
ao
meu
estabeleci
mento
fazer
a
precisa syndicancia;
e
se
se provar,—
que
os
objectos que
eu
vendo
só
com a
minha marca
particular
de
ga
rantia
são
inferiores
aos marcados
por
qualquer
contraste
ainda
dos
mais
rigoro
sos, serei
o
primeiro
a
pedir-lhes
que
es
maguem
toda
a
minha
fazenda
Quanto
aos
erros
d
’
oílicio,
reporto-me
ao
relatorio
apresentado
na
carnara
dos
deputados
pelo
exc.mo
snr
dr.
Jeronymo
Pimentel,
onde
se provam
muitos d’
elles.
Os snrs.
contrastes
ainda
não
os
rebate
ram.
Se eu
sou
serio
e digno,
mostra-o
o
silencio
do
snr.
Caetano,
que
ainda
não
disse
uma
palavra
em resposta
ao meu
com-
municado.
Nunca
puz em
duvida
os
créditos
do
mesmo snr. Caetano,
como
homem;
mas
como
contraste...
parece-me
que
não ha
’
hi
ourives
algum
que
não
possa
contar
uma
historia,
breve
ou
longa.
Como
o
tal,
eu
muito
lamento
o
es-
peclaculo
que
se
está
dando,
sem
proveito
para
ninguém,
principalmente
para ‘
os de
fensores
ofiiciosos,
testas-de-ferro,
ou
cousa
similhante.
Os
meus
palavreados
acabam
até
á
oc
casião
de
segunda provocação
do
snr.
Cae
tano.
Braga,
21
d’agoslo
de
1878.
Antonio
Casimiro
da
Costa.
Snr.
redactor.
•
Confiando
na
costumada
benevolencia
de
v.
para
com
os maçadores,
ouzo impor-
tunal-o,
pedindo-lhe
a publicação
de duas
linhas.
Interesso-me
deveras
que
a
noticia
de
mais
um
milagre,
devido
á
Mãe
de
Deus,
seja
espalhada
em
pró da
nossa
religião.
Um
menino
de
3
annos,
filho
de
Pe
dro
Dantas,
da
freguezia
de
Annaes,
con
celho
de
Ponte do
Lima,
tendo
achado
uma
estrella
de
folha
de
flandres,
com
ponente de
uma
boia de
lamparina,
fez
d
’ella
o
seu
entrelimento
por alguns
mo
mentos,
dobrando-lhe
uma
poma,
quebrando
outra
e
tentando
por
fim engulir
o lindo.
Porém
embaraçado
e,
aílictc
gritcu;
os
paes
accudiram,
tentaram
valer
ao
tilhi-
nho,
e
desenganados
de
que
nada
valiam
as
suas
diligencias,
procuraram
um facul
tativo,
o
qual
os
desenganou
da inpossi-
bilidade
de
salvarem
o
menino
Cada
vez
mais
aflliclos,
os
paes
levaram
o
íilhinho
a
Ponte
do
Lima, esperando
achar
alli
quem
valesse
ao
seu
menino;
mas
d
’esta
nova
tentativa
não lhes
resultou
a
menor
consolação.
Só
Deus,
lhes
disseram,
nin
guém
mais
lhe
vale!
Os
aflictos
paes
não
descançam:
de
Ponte
do Lima
parlem
para
Braga,
onde
indagam
quem
seria o
me
dico
mais
competente
para
exlrahir
a
morte da
garganta
ao
seu íilhinho.
Foi o
exc.
mo
snr.
Passos
a
quem
se
dirigiram,
o
qual
se
promlificava
a
fazer
a
difficil
operação,
dizendo-lhes porém
que
descon
fiava
do
bom
resultado
que
se
pretendia.
A
tribulação
dos
paes
tinha
como
re
mate
o cruel
soíTrimento
do
innocente
fi-
Ihinho
ha
mais
de 6
dias.
Comia,
mas
com
muita
difliculdade
:
esperava-se
a
morte!
A
Virgem
Santíssima
reservou para
o
dia
de festa
da
sua
Assumpção,
15 do
corrente,
a
cura
do
infantil
enfermo.
Na
pratica
feita
á missa
conventual
fez
o revd.
e
parocho,
em
poucas
pala
vras,
um
humilde
panegyrico
á
Assumpção
da
Virgem,
e foi
isto
bastante
para exal
tar
sobre
maneira
a
devoção
da desconso
lada
mãe
do
menino,
que
assistia
á
missa.
Pediu
á
Mãe de
Deus
pelo
seu
filhinho,
e
este
passadas
2
horas
tinha
lançado
fóra
o
bonito
com o impulso de
um
vomito!
Os
paes
do
menino exultando
de
jubilo
procuravam
a
quem
narrar o
estupendo
favor
que
a
Virgem
lhes
prodigalisou
.
A impiedade
tem
rasão
para
negar o
patrocínio
da
Virgem
e
dos
Santos.
Desculpe-me
v.
Eu
decerto
o
não
im
portunava,
se
não
fóra
desculpável
o
meu
pedido, attendendo-se
ao
fim.
Ainda
que
resumido
este
original,
espero
dever-lhe
o
favor
de
o
ver
publicado.
Não
peço
para me
desculpar outras
faltas,
porque
sei
quanto
v.
é
indulgente.
De
v.
etc.
Penella 20
d’
agosto
de
1878.
João
Manoel
d'Abreu.
ATTEXÇÃO.
Passa-se
o Café
AGUIA
D
’
OURO.
Tra
ta-se
com
o
proprietário
do
mesmo,
rua
das
Aguas,
n.°
2
(1032)
Teixeira
&
Mesquita
fazem
publico
que
leem
mais
uma
carreira
diaria
para
a
Po
voa
do
Varzim, a
sahir
de
Braga ás
9
horas da
noite, e
volta
ás
2
da
tarde, a
principiar
no
dia
25 do
corrente
mez,
e
continuam
com
a
mesma
carreira
que
já
teem ás
5
da
manhã.
Os
bilhetes
vendem-se
na
mesma
casa
do
snr.
Ribeiro
Braga.—
Braga 12
de
Agosto
de
1878.
Pelos
annunciantes
—
Ribeiro
Braga.
(ll)4p)
CARREIRA
DIARIA.
Antonio José
d
’01iveira
o
Riquinho
&
C.
a
de
Villa
Nova
de
Famalicão,
fazem
publico,
que
teem
diligencias
diarias
da
mala-posta
do
correio
de
Villa
Nova
de
Famalicão á
Povoa
do
Varzim, tomam
pas
sageiros
á
chegada
dos
comboios
da
ma
nhã
e
da
tarde,
preço
por
cada
passageiro
dentro
e
fóra
300
reis,
cada
passageira
tem
10
kilos de
bagagem e
o
excesso
paga
a 10
reis
por
kilo.
Os bilhetes
em Braga
vendem-se
na
caza
do
snr.
Ribeiro
Braga.
(1039)
Dinheiro a
juros.
Na
Irmandade das
Almas
da
Sé
Pri
maz
d
’
esta
cidade
ha
para
dar
a
juro a
quantia
de
380$000 reis.
O
Secretario
da
Irmandade
(1038)
Antonio
Julio
Telles.
Declaração
D.
Maria
Julia
da Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada
para negociar,
por
escriplura
que
se
acha
registada
no
Tribunal Com
mercial
d
’
esla
cidade,
passou
procuração
com
lodos os
poderes
a
seu
marido Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
lambem se
acha
registada
para
a representar em
to
dos
os
negocios
que
achar
convenientes.
(1026)
Aluga-se
a
casa n.°
88
da
rua
da Boa-Vista.
(906)
Muita
attenção
Alluga-se
do
S.
Miguel
por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo,
com
os
n.
os
27 e
28,
eitos
na
rua
de D.
Pedro
V, com
quintal
ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo-
dos
para
numerosa
familia,
e
dos
2.
08
andares
gosam-se os
pontos
mais
impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao
pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem ser
vistas
todos
os
dias,
das
4
horas
da tarde
por
diante.
(949-Q)
DA
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
17,
RUA
DE
S.
VIGENTE,
17
BRAGA
SINGER
—
Vendeu
no
anno
de 1877 a
enorme
quantidade
de
282:812
ma-
chinas
de coser!!!
mais
20:496
que
em
1876.
SINGER
—
E
’
a
machina
que
todo o
mundo
reconhece
como superior
a
quan
tas
invenções
tem
apparecido.
SINGER—
E
’
a
unica
machina
de
costura que tem
obtido
em
todas
as
ex
posições
os
primeiros
prémios
e
medalhas,
não
só
pela
sua
boa
conslrucção e
duração
como
lambem
pelo
seu
bellissimo
trabalho.
SINGEB—
E
’ a
machina
que
está
mais
conhecida
e
introduzida
em
todas
as
partès
do
mundo
e
a
que ofTerece
maiores
vantagens
em
economia
de tempo
e
dinheiro.
JKIIE.—E
’
a que
se garante
por
7
annos,
fazendo
sempre
bom
trabalho
e
nunca
apresentando
difliculdades.
SB
l
TWC
í
»
KHHL
—
E’
a
unica
machina
que
se
vende
a
prestações
de
500
reis
semanaes, sem
prestação
de entrada,
para
assim
favorecer
mais
as
classes
menos
abastadas.
EZUR.
—
Tão
boa
tem
sido
que
mais
de
60
imitadores,
vendo
o
bom
resuliado
d’
esta
machina,
a
fabricam
e
a
vendem
como
legiti
mas
SINGER,
illudindo
assim
a
boa
fé
do
publico.
CS
—
Finalmente
é
a
machina
que
mais
acceitação
tem tido,
devido
sempre
á
sua boa
costura;
tanto
nas
fazendas
finas
como nas
mais
encorpadas, á
sua
rapidez
no
trabalho
e
a
sua immensa
duração,
supplantando
assim
todas
as
invenções
modernas,
que
jámais
poderão
compelir
com
a machina
SINGER.
Não
se
iiludam
com essas novas
machinas.
Peçam
catalogos
illustrados
com
listas
de
preços
na
coiiipaiviiia
fês
ate.g
ssiwcsje
:**
-
17,
RUA DE
S.
VICENTE,
17
ARRENDA-SE
o 2,°
andar
da
casa
n
®
11
em
a
rua
das agoas
d
’
esta
cidade
Trà-
ta-se
com
seu
dono
na mesma.
(984)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Redoto,
nobres
e'
com
muitos
commodos.
Trata-se
na
casa
inime-
diata
n.°
22.
^93^
PHARMACIA
A. D.
~ÃEvuj
Tem deposito,
das
aguas
mineraes
do
Gerez,
em
garrafas
de
8/0
e
vidros
de
4/0-
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
rasoavel.
Pomada
sympalhica,
para
destruir
de
prompto
0
pello
da
cara
e
mesmo cabel-
lo
em grande quantidade,
sem
causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA
—
Especifico por
excellencia
para
tirar
toda a
qualidade de
sardas
e
panno
do
rosto,
seja
qual
fôr a
sua
origem.
A
FLOR
DA
MOCIDADE
—
Infallivel,
para
restabelecer
aos
cabellos
e
á
barba
a
sua
côr
primitiva.
O
vigor do
Cabello
de
Ayer.
OLEO DA
PÉRSIA
para
íazer
nascer
e
crescer
0
cabello.
fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os referidos
preparados na
pharmacia
A.
D. Alvim.
AGUAS
MINERAES
Vendem-se
na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d
’
Alegria—
de
Vidago,
Verim,
d
’
Entre-os-Rios, de
Sei-
dlilz,
das
Caídas
da
Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço
de
Vide,
AI.
calinos
de Moura
e
de
Vichy.
(996-T)
Os
Rebuçados
mytilieog,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e ex-
peclorante,
são
0
melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico deposito em Braga,
PHARMA
CIA
DOS ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(994)
Diccionario
technico e
historico
de pintura,
esculptura.
archite-
ctura
e gravura.
Composto
pelo
conselheiro Francisco
d’Assis
Rodrigues,
professor
jubilado
e
ex-director
geral
da
academia
real
das
Bel-
las
Artes
de
Lisboa.
E
’
livro
mui
util
aos
estudiosos
e
principalmente
aos
que
se
applicam
ás
Relias
artes.
Vende-se
na
livraria
Silva,
rua
do Ouro,
Lisboa.
CAixeino.
Pertei.de
arrumar-se
um
n
’
esta
cidade,
com
pratica
de mercearia,
pode
tomar-se
informações
do
mesmo na
rua
de
S.
Do
mingos
n.°
38.
(1033)
ATTEBÍÇÃO.
Largo
de
S.
Miguelo-Anjo,
n.°
13.
Aluga-se
um
sotão,
proprio
para
escri-
ptorio,
onde
residiram
os
exc.mcs
snrs.
abbade
de
S.
Pedro
de
Maximinos
e
dr.
Santos.
Tracta-se
na
mesma
casa.
(1035)
P1BIB0
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’esta
cidade,
tendo
em
consideração
a avultadissima
despeza
que
está
custan
do
o
fornecimento de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n’
este
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
(1002)
Quem
quizer arrendar a
casa
n.
0
7,
no
cau
po
das
Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(1006)
©©mas
MS MWffi
„ „
TRATAMENTO (sem
necessidade
de
repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das enfermidades
das
mulheres,
inllammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parlo,
desarranjo
dos
orgãos,
causas frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os
meios
de
cura
que emprega
Mad. La
chapelle, simples
e
infalliveis,
são 0 resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consultações
das
3
ás
5
—
Rue
Monthebor,
27,
perto
Tulherias,
Pajis.
(40
—
)
VENDA DE CASAS
'ar
8°
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la-
s&M
do
esquerdo) vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas;
‘
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua de
S.
Marcos, 0
andar
superior
da casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao con
vento dos
Remedios. Prefere
se
uma
se
nhora
de probidade com
creada,
ou
eccle
siastico idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
DINHEIRO
A JURO
Até
á
quantia
de
250:0(0
réis
dá-se
sobre
hypoleca
na
confraria
de
Santo
Amaro
da Sé
Primaz.
Trata-se
com 0
secretario
da
mesma,
padre Francisco
Lobo, na
rua
do
Poço
d
’
esta
cidade.
1014
PROMISSÓRIAS
do Banco Com-
mercial
de
Braga
Compram-se
em casa
de
Valença, Fi
lho
&
C.
a,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
Vende-se
uma
morada
de
casas
'íllít.
s'
la
na
rua
Cruz
de
Pedra
n.°
6
a
6
A,
de 2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
iwesiro
.H
j
LIO
94, RUA DE D. PEDRO V, 94 E
Tem
para
vender
ca!
branca,
l.
3
qua
lidade
a
600
rs.
cada
60
kilos
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.a
qualidade
(a
que alguém
chama
de
l.
a)
a
550;
ca!
parda.
l.
a
qualidade, a
480;
dita
de
2
a,
450. Para
grandes encommendas
é
ne
cessário
os
snrs.
consummidores
fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
mas
condições
de
não
ter
11
’esla
cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens,
tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dos generos,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas
obras,
n’
esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs. consummidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de
Souza
5—
Com
estabelecimento
de mercearia,
pregagens
e
objectos
para
flores
e
de
es
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
CIRtHGíÀfi
OEiVTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MED1CO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.a
19.
braga
.
Faz
tudo
quanto diz
respeito
á
sua
arte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
LECCiONACÃO
o
EM BRAGA NA RUA DO POÇO
N.° 15
Ensina-se
—
Escripluraçãõ
commercial
por
partidas
simples
e
dobradas,
segundo
0 melhodo
de
Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros entre
as
diífe-
rentes praças
commerciaes.
Também
se
leccionam candidatos
ao
magistério
primário
em
todas
as
disciplinas
do
seu
programma.
se
20
TYPOGRAPHIA
Vende-se
a
lypographia
UNIÃO,
que
compõe
de
prelo
e
tinteiro
de
ferro,
_
caixas
com
typos
de
diflerentes
cot"
pos
—
8, 10, 12,
18
e
outros,
alguns
muito
bom
uso, lettras
de phantasia,
vp
nhetas
e
alguns
emblemas.
íinalmente
do
necessário
para
poder
funccionar.
Tracta-se
no
largo
de
Santo
Agosb
*
nho,
com
0
seu
dono,
e
alli
póde
ser
vista,
desde
as
9
da manhã ao
meio
dia,
e
das
3
da
tarde
á
noite.
58~Rua do
Carvalhal
—
58
Fazem-se
chapéus
de
palha,
seda
e
ludo,
para
senhora,
e
vestidos
á
m°
Preços rasoaveis.
Parte de Comércio do Minho (O)
