comerciominho_22011878_740.xml
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-
COSaMEttCSAS.. SSEESMIOSA.
>3 NOTICIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3 E.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12 mezes
..............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
....................................
40
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUIETAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes.............2&000
»
6
»............
1&050
»
sendo
doas
assignaturas
3&600
Rrazil,
12
mezes,
moeda forte.
. 3&600
Folha avulso
...................
R)
N.
‘
740
^5R&iS36aJÊ.f3sã<aCS
Breve nlloeuçno
«lo Sauto
Padre
Pia IX, no conoistorio de 88 de
dezembro.
Veneráveis
Irmãos
!
A
vossa
presença
proporciona-me
o
ensejo
bem
agradavel,
e
ardentemente de
sejado,
de
vos
agradecer
os
carinhos e
cuidados
que
não
cessastes
de me
dispen
sar
durante o
tempo
de
prova
da
minha
saude.
E
’
com
doce
satisfação,
Veneráveis
Irmãos,
que
nos
descarregamos
hoje
d
’e>te
dever
de
gratidão,
e
vos felicitamos
no
Senhor,
porque,
ajudando-nos
com
tanta
fidelidade
a
supportar
o
peso
do
minis
tério
apostólico,
nos
dais
na
vossa
cora
gem
e
constante caridade
a
doce
conso
lação
que
torna
leve
o
fardo
das
nume
rosas
aíllicções
que
nos
oppnraem.
Mas
ao
passo
que
nos
enchem
de
ale
gria
a
caridade
e
zelo
que
para comnosco
inostraes,
cada
vez
sentimos
subir
de
ponto
a
precisão
do vosso
apoio
e do
de
lodos
os
fieis,
afim
de
obter
de Deus,
nas
nescessidades
tão
urgentes
da
Santa
Sé
e
da
Egreja,
o
soccorro
que implora
mos.
Exhortamos-vos
pois,
encarecidamente,
Veneráveis
Irmãos, e
em particular
aquel
les
d
’
entre
vós
que exercem
cargo
episco
pal,
ai-sim
como
todos
os
pastores
que
no
mundo
catholico
presidem ao
rebanho
do
Senhor,
a
que
offereçaes
e
façaes a
Deus
continua-
preces
por
Nós
e
pela
Egreja,
para que
a
misericórdia
divina
nos
dè
nos
soffrimentos
força
para
sus
tentar
com
valor
o
combate
que ferem
com
tanta
sanha
os
nossos inimigos e,
perdoan-
do-nos
lodos
os
peccados,
se
digne
volver
olhos
compassivos
sobre a
Egreja
afflicla
por
t
nlos
males,
glorificar
seu
nome,
e
conceder-nos,
com
a
graça
d
’
uma
boa
vontade,
os
fruclos
d'e.s8a paz
que os
có
ros
dvs anjos annunciaram
ao
mundo
no
Nascimento do Salvador.
No
fim
d’
esta
allocução
S.
Santidade
proveu
as
egrcjas
seguintes
:
A
egreja
arehiepiscopal
de
Nazianzo
in
parlibus
infidelium,
para
Mgr. Angelo
di
Pielro,
transferido
de
Nissa,
lambem
in
parlibus
infidelium.
A
egreja
arehiepiscopal
de
Chieli,
com
a
administração
da
cathedral
de
Vasto,
para
Mgr.
Luigi
Bafio,
da
familia
dos prín
cipes
de
Scilla,
de
Nápoles,
nascido
em
Paiermo,
Prelado
domestico
de
Sua
Santi
dade
e
conego
de
S. João
de
Latrão ;
A
egreja
cathedral
de
Fano
para
o
R.
D.
Camillo
Sanloni,
padre
de
Roma,
reitor
e
professor
de
theologia
dogmática
no
se
minário
romano;
A
egreja
cathedral
de
Tricarica
para
o
R.
D.
Camillo
Siciiiano,
da
familia
dos
marquezes
de
Rende,
adjunto
a
egreja
de
Santa
Maria
da Victoria
de
Nápoles
para
instrucção
dos
peregrinos
e
conversão
dos
protestantes;
A
egreja
cathedral
de
Nize
para
o
R.
P.
Math
eu
Ralain,
diocesano de
Viviers,
oblato
da
Congregação
de
Maria
Immacu-
lada,
reitor
do
seminário
de
Frejus;
A
egreja
episcopal
de
Pella
in parli
bus
infidelium,
para
o R.
D.
Gustavo
Leo
nardo
de
Ballice,
padre
de
Grand,
dire-
ctor
do
seminário
maior
d
’
esla
cidade,
examinador
pro
synodal
e
deputado
coadju
tor
com
a
faclura
successão
de
Mgr.
Henri
Bracq.
Bispo
de
Gand.
Depois
d
’
islo é
que
o
Soberano
Pon
tífice
se
dignou
crear
e
preconisar
Car-
deaes
da
Egreja
romana.
Da ordem
dos
presbyleros
:
Mgr.
Vin-
cenzo
Moretti,
Arcebispo
de
Ravenna,
nascido
em
Orvieto
a
14
de novembro
de
1815:
Da
ordem
dos
diáconos
:
Mgr.
Antonio
Pellegrini,
decano
dos
clérigos da
camara
apostólica,
nascido
em
Sonino.
Foi
tudo
rematado^
com a
petição
ao
Santo
Padre
do
sagrado
pallio
para
as
egrejas
archiepiscopaes
de
Chieli
e
Balti-
more.
Esta
ultima
é
occupada
aclualmente
por
Mgr.
Thiago G bbons, que
succedeu.
como
coadjutor,
ao
defuncto
titular.
O
Santo
Padre
Pio
IX
também
presidi
rá
a
um
novo consistorio em
que
imporá
o
chapéu
cardinalício, tanto
aos
dous
novos
Cardeaes,
como
aos
Em.
mos
Beguier,
Arcebispo
de
Cambrai,
Brossais
Saint-Marc,
Arcebispo
de
Rennes,
e
Manning, Arce
bispo
de
Westminster, que
ainda o
não
rectbeiam,
e
vieram
a Roma
expressa-
mente'para
isto.
Sua
Eminência
o
Cardeal
Manning
trouxe preciosos
documentos
para o pro-
jecto
do
restabelecimentos
da
hierarchia
calholica
na
Escossia.
Estes
documentos
foram
mandados
entregar
pelo
Santo
Pa
dre
á
Congregação
da Propaganda
afim de
que
ella
possa
terminar,
quanto
antes
os
trabalhos
relativos
a
esse
projecto.
Crê-se
que
póde
estar
prompto
antes
da
Quares
ma
e que
então
o
Soberano
Pontífice
pro
mulgará
por uma
bulia, como
fez
quando
restabeleceu
lambera
a hierarchia calholica
na
Hollanda,
a
instituição
e
delimitação
das
novas
dioceses
da
Escossia.
-WA - TETÇ
A-FEIBA 99
.5AXEÍSI8«» EMÍ
8nstr-sieçã®
IX
Momentaneamente
ensarilhamos
armas
contra o
«Amigo
do Povo»
para
chamar
a
attenção
do
leitor para
outro
ponto que
nos
parece
de«er
merecer
a
attenção
de
todo
aquelle,
que,
como
nós,
combate
os
j
■rnaes que
fazem
gala
de
inocular
nas
massas,
já
por
ignorância,
já
por
má
fé,
doutrinas
dissolventes
e
funestas
nos
seus
resultados.
E
não
pareça
ao
leitor que
nos
des
viamos
do
nosso
proposito ao
ler
as
li
nhas
que
se
seguirem, e
que
hoje não
respeitam
ao
«Amigo
do
Povo».
Se
nos
demoveu
a
vir
ao campo
il
lustrado
da
imprensa
calholica
a
sincera
e
intima
convicção
em
que
estamos
de
que o
«Amigo
do
Povo»
é
um jornal
detestável e
indigno
de existir
no seio
d’um
povo
civilisado
e,
mais
que
isso,
catholico,
não deve
ser
para
estranhar,
que
antes
para
applaudir,
o
facto
de
des
viarmos
por
um
momento
os
olhos da
analyse
d’aqueiie
periodico,
para
levantar
mos
um
grilo
d'álerla
contra
um
perio
dico
que intenta publicar-se
n
’
esta
cidade
com
o
titulo
de
mosca
branca.
Muito
desgraçados
são
os tempos
que
atravessamos
!
Os
inimigos
jurados
da Religião
Santa
de
Jesus
Christo,
da
aucloridade
e
do
Saceruocio
não
descançam
um
momento
e
trabalham
incessantememe por
introdu
zir
o
arejo
de
que
estão
ataeados
até
n
’aqnel!as
terras,
que, como
a
cidade
de
Braga,
mais
se
distinguiram
em todos
os
tempos,
pelo
seu
respeito
constante
e
unanime
aos
princípios eternos
da
ver
dade
e
da
justiça,
base
unica
da
civilisa-
ção,
da
liberdade
e
do
progresso.
Por
outro
lado
ha
tantos
catholicos
tibios, indiílerentes,
covardes,
e
condes
cendentes com
o
êrro
e
com
a ignorância,
a
titulo, muitas
vezes,
d’
uma
lolerancia
e
prudência,
mal
entendidas, para não
dizermos
absurdas,
que
chegam
a
fazer
mais
damno
á
Religião
que
professam
e
á
sociedade
a que
pertencem,
do
que
os
proprios
desvairados
que
por
fas
e por
nefas
juraram
fazer
guerra
a
tudo
quanto
ha
de
mais
augusto
e
respeitável sobre
a
terra.
E
’
a
esses,
principalmente,
a
quem
nos
dirigimos
e
a
quem
snpplicamos
pelo
amor
de Deus,
que
alteutem,
por um
momento
n
’isto
que
dizemos
e
que
com
tanta
verdade
tem
sido
repetido
tantas
vezes.
Não
conhecemos
os
indivíduos
que
in
tentam
fazer
de
mosca
branca n
’
esla
ci
dade,
mas
mil
circumslancias
nos impel-
lem
a
crêr que
esse
papel
ha
de
ser
um
papel nogenlo
e
cynico
como
esses
pa
peis
que
se vêern á
luz
do
dia
pelas
ruas
do
Porto
e
que
ainda
entram
n’
ésta
cidade,
sem
que
as
leis
o
impeçam,
ape
sar de
prohibirem
que
andem porcos
e
bestas
soltas
pelas
ruas,
e que se
façam
ou
pratiquem
mil
outras
cousas itnmen-
samente
mais
insignificantes.
Vimos
o
programma d
’
esse
soi
disanl
jornal,
e
como
ha
annos que lemos
obser
vado
com
a
mais
concentrada
attenção
todo
o
movimento
jornalístico do paiz,
a
sua
leitura
nos
bastou
para
desconfiar
mos
d
’
elle.
Informações
que
colhemos
acabaram
de
nos comformar
n
’essa
desconfiança.
Di-
zera-nos
que
alguns estudantes
pretendem
exhalar
os
seus
miasmas.
Exhalem-nos
muito
embora,
mas,
pelo
amor
de
Deus,
não
tem
montanhas, logares
iminundos,
charnecas
e
muitos
outros
sítios
onde
o
façam
despejad-amente
sem
incommodar
um
povo
sensato, civilisado
e
catholico
?
Se a
alma
apodreceu,
revíslam-se
d’
um
bocado
de resignação, esperem
que
o
corpo
apodreça
lambem,
que
nem
tanto
tempo
levará,
porque
a
vida
são
dous
dias.
Depois,
para
o
corpo cá
tem
co
veiro: e
nas
entranhas
da
terra
em
io-
gar
afastado
dos
vivos,
poderá
exhalar-se
á
vontade.
E
para
a
alma
o
diabo
não
se
esquecerá
de
dar
todas
as
providen
cias
para
que
tenha
um
logar
onde,
na
companhia
d
’
oulras,
possa
exhalar
mias
mas
não
um
anno,
nem
dous,
nem
tres....
mas
durante
a
eternidade.
Quantos
paes
trazem
pelos
grandes
centros
os
filhos
com
o
desejo
de
que
venhm
a
ser
um
dia
cidadãos
probos,
honestos
e
uteis
á
familia
e
á
sociedade,
quando
elies
não passam
d
’uma
sucia
de
vadios,
de
zangões,
de
estróinas;
péssimos
filhos, porque
não
cumprem
um
dos
mais
sagrados
preceitos
do
Decálogo;
maus
estudantes
porque
insultam,
escarnecem
e
desprezam
os
incumbidos
de
lhes
for
mar
o
espirito
na
sciencia;
servos
inúteis,
porque não
fazem
bom uso
dos
talentos
que
Deus
lhes
deu;
maus
cidadãos
porque
transgridem
cynicamente
todas
as
leis,
de
tudo
moíam,
escandalisam
com
o
seu
péssimo
procedimento
e
perturbam
a
boa
ordem
da
sociedade!
Finalmente
se
o
jornal
fosse
bom,
nem
se
apresentava
com
esse
programma
e
titulo
repellenle
que
dá
logar
aos
mais
desfavoráveis
juízos, attenlo
o estado
da
sociedade,
nem
se
occultaria iuleiramente
sob
o
anonymo.
Estas
e
outras
considerações
nos
le
varam
a
vir
prevenir
desde
já
o
illuslrado
publico
bracarense:
e
dizemos
desde
já
porque
se
as
fezes
se
podem
remover
quando
estejam
prejudicando
a
saude
pu
blica
com seus
pútridos
miasmas,
muito
mais
acertado
e
prudente
é
fazel-o
antes.
Principiis
obsta:
sero
medicina
paralur,
cum
mala
per
longas
invaluere
moras.
Obsta
aos
princípios;
tarde
chega o
reme-
dio
quando
os
males
se
aggravaram
por
muitas
demoras;
ou por oulra,
mais
vale
prevenir
que remediar.
Ficamos
d’
atalaia.
A.
M.
O
eaminho de ferro de tftougsvdo.
Sob
esta epígrafe, publica
o
«Impar
cial»,
de
Guimarães,
a
seguinte
noticia:
«Escrevem
do
Porto
ao
«Progresso»,
informando-o
de
que a
camara
municipal
de
Santo
Thyrso
enviou
uma
representa
ção
ao
governo,
pedindo
lhe que
não
faça
concessão
alguma
de linhas
ferreas,
que
inutilisem
a
que
deve passar
pela
villa
d
’
aquelle
nome
para
a
cidade
de
Guima
rães Esta
linha
é
a
que
ha
annos
foi
permittida
ao
snr.
Simão Gattai
e
cuja
propriedade
elle,
com
prévia
auctorisação
do
governo,
passou
á
companhia
«Minho
district
railvvay»,
que
tem os seus
traba
lhos
quasi
concluídos
até
Santo
Thyrso,
onde
lambem já
está
concluída
a
re<pe-
ctiva
estação.
A
linha
ferrea
entroncando
no
caminho
de ferro do
Minho,
segue
p
r
Santo
Thyrso,
e
Caídas de
Vizella até
Guimarães».
Já
fia
dias
alinhavara
mos
um
artigo
referente
ao caminho
de
ferro
para
Cha
ves,
e quasi
que
dir-se-ia
inspirado
pelo
periodico
transcripto.
Pois
será
do
con
tendo
d’
estas
linhas
que
fazemos
ao
col-
iega
vimaranense
umas
perguntas.
Por
ventura
esta
questão,
como a
querem
entender
a
imprensa
e
cidadãos
d
’
essa
terra, será
caso
para
rir. ou
pa
a
chorar;
deverá
ser
tractado
peio
ridículo,
ou
ser
to
<
ada
a
serio?
No
entanto
tractemoi-a
hoje
si
u
la
mente, na esperança de
que
o coliega
nos
responda
também
seriamente
ao
se
guinte:
l.
°-E',
ou
não
um
fado;
existe,
ou
não existe o
contracto
entre
o
governo
e
o
snr.
Simão
Gitt.ii
sobre
a
exploração
do
caminho
de
lerro
do
Bougado
pira
Guimarães?
2
o
—Foi,
ou
não a
propriedade
da
hnha
passada
pelo
snr.
Gattai
á
compa
nhia
Mmho
district
railway;
a
qml
já
n
ella
gastou,
segundo corre,
cêrca
de
3ÓJ
contos.
3
0
—
Acham
se
ou
não
os
traba
lhos
d
’
exp'oração
já muito
adiantados,
e
é
certo
que
esse
caminho
vae
e
leva
para
Guimarães;
não
obstante
a
cidade
sobre
dita
ainda
não
ter
assentado
se
elle
de
verá
entrar
pelo
Toural,
se
pelo
campo
da
Feira
?
Sobre
a
despesa
dos
300
contos
d’
el
(
es
nada
sabemos.
Sobre
os
trabulhos
dire
mos
o
que
vimos,
e
o
que
ioda
a gente
vê,
passando
na
via
feriea
pira
o
Porto:
—
é
que
o
entroncamento,
que
deveria
partir do
Bougado,
parle
sim
de
Lousa-
da,
onde
já está
aberta
a
entrada e
as
sentados
os
rails,
áquenr
do
Bio,
e
da
estação
da Trofa
d
’
onde
deve
part
r,
quasi
2
kilometros,
e
distante
de
Villa
Nova
de Famalicão
cêrca
de
4
kylometros!
!!
Diga-nos
o
coliega:
Julga
possível
que
haja
transeuntes,
e
generos
a
transportar,
para
dois
caminhos
de
ferro
a
sairem
ambos
de Guimarães?
Havendo
nós
viajado
em muitos
ca
minhos
de
ferro,
e
tendo-nos
caido
agora
de
baixo
da
vista
os
trajeclos
dos de
qmsi
lodos
os
da
Europa,
não
encontramos
que
d
’uma
povoação
ou
cidade
de
11
ou
12
mil
habitantes
saiam
duas
vias
ferreas
a
irem
reunir-se
ou
ajuntar-se
n
’
oi
tra,
e
entroncamento
central,
que
lhes
passe
a
16
kilometros
de
distancia, indo
um
en
troncar lambem
mas
abaixo
ou
ao
sul
a
distancia
de
4
kilometros
!
!
1
Sobre
o
caminho
de
ferro
para
Cha
ves, diremos
opporlunamente.
As
queixas
que
Guimarães
lamúria
de
Braga,
—
para
onde
o
governo
tem
mandado
d
’
aquella
cidade 9 ou
10
governadores
civis;
sendo
cs
5
penúltimos
só
com
interregno
de
mezes,
e
sendo
ainda
no
tempo
d’
elles
assentada
e
concluída
a directriz
da fer
rovia
do
Minho
—
suas
queixas
reenviamol-as
para
lá.
Vá
para
terminar,
mas
isto
muito
em
segredo:
Esta
questão
dos
caminhos
de
ferro
está
razando
pela
mania
febril
dos
Ban
cos,
o resultado
da
qual
não
é
desco
nhecido
ao
collega.
E
diga-nos:
Como
é
que
as
duas
companhias, a
do
Minho
dis-
trict
railway,
e
a
do Porto á Povoa
etc.,
hão
de
arraiíjar
dinheiro
n
’
essa
ci
dade?
Deixem
que
ellas lá
estarão
caidas,
não
tarda
muito.
E
fazem
muito
bem
Mas
o
collega
deve
advogar
a
causa
d
’
a
quella
que
fôr melhor. A
ambas
é... im
provável.
José
Hnria da
Cranin.
Cartas
particulares
de
Roma
dão-nos
a
dolorosa
noticia
de
ter
alli
fallecido,—
alli,
no exilio,
viclima
da
sua probidade
e
nunca
desmentida
ti ielidade
ao
Senhor
D.
Miguel
de Bragança,
a
quem
acompa
nhára
na
qualidade
de seu
particular
crea-
do
intimo
e
affectuoso servidor
—
o
snr.
JO
SÉ
MARIA
DA
GAMA.
Por
conselho
da medicina,
partira
ha
tempos
de
Roma
para
Nápoles,
por
se
lhe
lerem aggravado
os
seus
padecimen
tos.
Mas
não
sentindo
melhoras
alli, e
sendo
o
seu
mal
julgado
incurável,
suas
boas,
carinhosas
e
dedicadas
irmãs
o
fizeram
voltar
para a sua
companheira
em
Roma.
Aqui
soffreu
com
a
maior
resigna
ção
os
últimos
cincoenta
dias
de
cama,
sempre
a
braços com
rudíssimos
sofifri-
mentos.
Expirou
atinai,
lendo
recebido
todas
as
bênçãos
e
Sacramentos
da
Egre-
ja:
voou á
verdadeira Patria
a
receber
o
prémio
das
virtudes alevantadas
que
o
adornaram
na
terrena
peregrinação.
Conhecíamos pessoalmente este
dislin-
cto
cavalheiro,
porisso
maior
é
o
nosso
sentimento
ao
recebermos a
nova
da
sua
morte—
longe
da
terra
que
elle tanto
amára
e
da
qual
se
separou
para
seguir
a
sorte
de
seu
augusto amo.
Enviamos
d
’aqui
ás
bondosas
irmãs
do
íinado
illustre
os
nossos
pesames
de
acendrada
estima
e
amisade;
e
aos
leito
res
pedimos
por
caridade um
P.
N.
d
’
a
quelle
austero
caracler
de
porluguez
ver
dadeiro.
J.
M.
D.
da
C.
OKAÇÃO.
que
se
deve
resar
diariamente
durante o
anno
de '1878,
pedindo
o triunfo
para
a
Egreja
e
a
conservação
da
preciosa
vida
de
Pio
IX:
«Omnipotente e
Clementíssimo
Senhor
concedei
á
Egreja
lodo
o auxilio
e
bem
assim
ao
nosso
Santíssimo
Padre
o
Papa
Pio
IX, opprimido
por
tantas
e
tão
gravgs
necessidades.
Os
annos
e
as
dores
affligem
o
Santo
Pontitice,
concedei-lhe
pela
Vossa
Divina
Providencia,
as
forças necessárias
para
valorosamente
pelejar
contra
os
Vossos
inimigos.
Defendei
benignamente
a
Egreja
nas
luctas
que
sustenta
contra
o
erro,
e
contra as
injurias
que
lhe
dirigem
os
seus
inimigos,
e
perdoando
todos
os
nos
sos
peccados,
glorilicai
o
Vosso
Santo
No
me,
e
concedei-nos
o
dom de
uma
boa
vontade,
com
o fructo
d
’
aquella
paz
que
os
angélicos
coros,
por
occasião
do Nas
cimento
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo,
annunciaram
aos
homens.
Amen».
(Com
approvação do
Ordinário).
GAZETILHA
s. Vieente.—
Celebra-se
hoje
a
festa
do
glorioso
e
invicto
Mariyr
S.
Vicente,
no
seu
magestoso
templo,
que
é
um
dos
mais
primorosamente
decorados
nesta
ci
dade.
Setenta bispos
de
Roma,
pertencentes,
com
raras
excepções,
á epoca
anterior
ao
estabelecimento
do
poder
temporal, foram
declarados santos.
Nos
dez
últimos
séculos
apenas
nove
papas
foram julgados
dignos
pelos proprios
papas
de
ser
santificados.
Dos
252
papas,
não
incluindo
S
Pe
dro,
oito
morreram
antes
de
um
mez de
sua elevação ao
papado.
40
antes
de
um
anno,
22
reinaram entre
um
e
dois
an-
anos,
54
de
dois
a
cinco
annos,
57
de
cinco
a
dez annos,
41
de
dez
a quinze
annos,
18
de
quinze
a
vinte
annos,
e
9
mais
de
20
annos.
Pio
IX.
em
annos
de
pontificado,
ex
cedeu,
em
1873,
a
todos
os pontífices
romanos,
á
excepção
do
hespanhol
anti-
papa,
Benedicto
XIII,
de
Lund,
que.
eleito
em
Avinhão
em
1391,
morreu
em
Pensi-
cola,
perto
de
Valência
em
1424.
No
que
diz
respeito
á
edade,
foi
ex
cedido
por
grande
numero
de
seus
pre
decessores.
Morreram
na
edade
de
quasi
82
annos,
Alexandre
VIII
(1689
—91)
e Pio
VI
(1775
—
92);
com
83
annos,
Paulo IV
(1555-59),
Gregorio
XIII
(1572-85),
Innocencio
X
(1644—
55),
Benedicto
XIV
(1740
—
58),
Pio VII
(180(1—23);
entre
84
e
86
annos,
Paulo
III
(1531
—
19),
Bonifácio
VIII
(1294
—
1303)
Clemente
X
(1670
—70) Innocencio
XIII
(1691—1700);
entre
90
e
92
annos,
João
XII,
Papa
de
Avinhão
(1316
—
34), Clemente
Xli (1730
—
40);
na
edade
de 100
annos,
Gregorio
IX
(1237
—41)
sobrinho
de
Innocencio
111,
o
mais
violento
adversario
de
Frede
rico
II.
forçado,
em
diflerentes
occasiões,
a fugir
de
Roma.
Até o presente,
durante
a
época
dis-
tinctamente
histórica,
nenhum Papa
mor
reu
entre
66 e
90
annos
de
edade;
o
unico
que
excedeu
a
92
morreu
com
um
século.
A
’
vista
d’
esta
estatística
devem
ter
a
esperança
que
Pio
IX
deve
exceder
a
90
annos.
O
nome
de
Maria.—
O
nome
de
Maria
esteve
n
’outro
tempo
em
tão
grande
veneração,
que
até
em
alguns
paizes
era
prohibido
dar este
nome
ás
mulheres
ca
sadas.
Affonso 4.°,
de
Castelia, estando
para
desposar-se
com
uma
joven
moira,
de
rara belleza, declarou que
lhe
não
po-
zessem
no
baptismo
o
nome
de
Maria,
porque
julgava
profanar
este
nome
com
as
familiaridades
de
um
esposo.
Entre
os
artigos
do
contracto
do ca
samento
entre
Mana
de
Nevers,
e
Ula-
dislao,
rei
da
Polonia,
havia
um
em
que
se
estabelecia
que
a
princeza
mudaria
o
seu
nome.
Também
se conta de Casi-
miro
t.°.
rei
de
Polonia,
que
no
con
tracto
do
seu
casamento
com a
filha
do
gran-duque
da
Rússia,
exigiu
que
antes
de
casar
ella
havia
de trocar, por
outro,
o
seu nome
de Maria.
Conspiração. —
Em
Paris correu ha
dias
o boato
de
que
se tramava uma
conspiração
bonapartista,
e que
o prín
cipe
Napoleão
se
achava
na
fronteira
para
entrar
nos
departamentos
do
Meio-dia,
que são
os
mais
fieis
ás
recordações
do
império,
e
a
marchar sobre
aquella
ca
pital
com
as tropas que
podesse
reunir.
Uma
heroina.
—
Conta
a
historia,
que
uma
mulher
de
animo
varonil,
cha
mada
Michaela
Martins
de
Aguiar,
no dia
1
de
dezembro
de
1610,
foi
das
primei
ras pessoas
que
soltou
vivas
ao
nosso
rei,
ameaçando
de
faca
em
punho,
todo
aquelle
que
não
reconhecesse o
duque
de
Bragança
como
rei
de
Portugal.
Em
uma
das
principaes
ruas
encontrou um
cas
telhano,
que
lhe
respondeu:
«Viva
Filip
pe!»
Então
voltou-se
contra
o
castelhano
com
tanto
fuior,
que,
recebendo
e
dando
muitas
feridas,
o
obrigou
a
acclamar
o
novo
monarcha.
Os
l>oi«
Jlundos. —
Illustração para
Portugal
e
Brazil,
periodico
mensal,
pu
blicado
em
Paris
com a
collaboração
dos
principaes
artistas
e
escriptores
portugue-
zes
e
estrangeiros.
Consta
cada
numero
de
16
paginas
in-folio
grande,
sendo 7
preenchidas
com
gravuras
de primeira
ordem.
Acaba
de
chegar
o
5
•
numero
cujo
summano
é
o seguinte:
Gravuras:
Expedição
Africo-Portugue-
za,
retratos de
Hermenegddo
de
Brito
Capello,
Alexandre Alberto
de
Serpa
Pinto
e
Roberto Ivens.
—
Dolce
far
niente.
—
A
taça
envenenada
—
Salvas!
—
A
cataracta
de Sarokill
—O
Czar das
Russias
em
cam
panha.
Artigos:
Correio
de
Paris,
por
Gui-
Ihermino
de Sá.
—Expedição
Africo-Por-
tugueza,
por
Luciano
Cordeiro.—
A
vinda
de França, de
Ramalho
Ortigão.
—
Enterro
Hontern
houve
missa
solemne
com
Exposição,
que
hoje
conlinúa
todo
o
dia.
De
manhã
celebra-se
missa
a
grande
instrumental,
e
de
tarde
tem
sermão
e
procissão.
E
’
costume
ser grande
a
concorrência
áquelle templo, especialmenle de
crean-
ças,
a quem
os
paes
alli
conduzem
a
offertar
ao Santo velinhas
enfeitadas,
co
mo advogado
perante
Deus
contra
a
epi
demia
das
bexigas.
Feira em
Prado.-
Foi
concorridis-
siroa
esta
feira,
que
teve
logar
no
do
mingo.
O tempo,
que
estava
lindíssimo,
e
ainda
a
circumstancia
de
ter caido
ao
domingo,
attrairam
alli
innumeras
pessoas,
tanto
d
’esla
cidade,
como
de
terras
bem
remotas.
Ui*
«a de requiem.
—
Concorreu
grande
numero
de cavalheiros
e
de se
nhoras
á
missa,
que
para
suífragar
a
alma
da
ex
ma
D.
Maria
Pulcheria
Rebello,
mandou
no
domingo
celebrar
o
irmão
da
finada,
o
snr.
Joaquim
Maria
da Costa
Rebello.
Foi
celebrante
o
snr.
nr.
conego
Fi
gueiredo.
Itanco
do Tiinlio. —
Foi hontem
a
reunião
d
’
assembleia
geral
do
Banco
do
Minho,
no
seu
novo
edificio,
onde
ha
um
mez
funcciona.
Depois
da
chamada,
e
posto
á
vota
ção
o
relatorio
e
parecer
do
conselho
fiscal,
sobre
o
que fallaram alguns
snrs.
accionistas,
entre
elles,
por
duas
vezes,
o
snr.
D.
Luiz
d
’
Azevedo,
a que
respondeu
o
snr.
Manoel
Luiz
Ferreira
Braga,
hou
ve
mais
alguns
pequenos
incidentes,
que
não
merecem
serem
mencionados.
O
snr.
presidente
d
assembleia
e
do
conselho
fiscal,
o
exm.0
José
Maria
Ro
drigues
de
Carvalho,
poz á
votação os
seguintes
quesitos
do
parecer:
1.
°
Que
seja
distribuído
aos
accionis
tas
o
dividendo
de
3
p.
c.
ou
3$000
reis
por
acção,
na
importância
de reis
16:056$,
correspondente
a
5:352
acções
emittidas,
que
com
o
dividendo
já distribuído
no
I.°
semestre,
de
egual quantia,
prefaz
o
juro
annual
de
6
p.
c.
ou
reis
6$000
por acção :
2.
° Que
se
separe
para amortisação
da
conta
—
reserva
para decima
—
a
quantia
de
reis
5:683$800
:
3.
°
Que
para amortisação
de
prejuízos
de
liquidações
se
separe a
quantia
de
reis
7:000$000:
4. °
Que se
gratifiquem
as
Gerencias
do Banco,
e
Caixa
Filial,
com
a
quantia
de
reis
1:5OO$OoO,
sendo
300$000
reis
para
cada
um dos Gerentes.
5.
°
Que
pela
conta
de
ganhos
e
per
das
se
a
verba
de
reis
1:850$000
valor
das
leiras
falsas,
eluninando-se
esta
verba
dos
balanços
:
amorti.se
6.
°
Que
se
separe
para
pagamento
de
decima
do
anno
corrente
a
quantia
de
reis
3:2(l0$000.
7.
°
Que
seja levado a
nova
conta de
ganhos
e
perdas
a
restante
quantia
de
I
l:617$890,
á
qual
deduzindo-se,
com
a
vossa
approvação,
a
importância
das
letras
falsas
e
a
gratificação
para as
Gerencias,
lá
um resultado
liquido
de
reis
8:267$890,
que
passará
para
o
anno
de
1878.
Passou-se
em
seguida
á eleição
da
ge
rencia,
que
tem
de
funccionar
para
o
se
guinte
biennio,
e
sahiram
eleitos
gerentes
eflectivos, Antonio
José
Gonçalves
Braga,
com
106
votos,
Domingos
José
Soares,
com
101,
e
João
Marques
da
Silva,
com
73.
Supplentes
—
Manoel
Joaquim
de
Faria,
om
103
votos,
Filippe
d
’
Araujo da
Silva
Figueiredo,
com 103,
e
Francisco
Jorge
d'Ohveira,
com
101.
Salão Aiiicrieatio.
—
Continuamos
a
recommendar este
salão
áquellas
pessoas
que
quizerem
passar alguns
momentos
agradaveis.
Ao
que temos
dicto,
accrescentamos
que
o
proprietário
do
Salão
Americano
tem
á
distribuição
bilhetes
de
assígnatura
tara
qualquer
indivíduo
e
familia
d
’
esle,
ielo
qual
teem
entrada
alli
diariamente,
pelo
preço
de
600
reis
mensaes.
As
vistas
são
mudadas
de
oito
em
oito
dias.
Estatística
dos pnpns.—
O
jornal da
«Sociedade Franceza <ie
Estatística»
publi
cou
alguns
apontamentos
curiosos
a
res
peito
oos
papas,
que
não
deixam
de
ter
interesse
actualmente.
Pio IX é o
253.
0
papa.
Destes,
15
eram
francez.es
,
13
gregos,
8
syrios,
6
allemães,
5
hespanhoes,
2
africanos, 2
dalmaticos,
1
de
cada
um
dos
seguintes
paizes:
Inglaterra,
Portugal,
Hollanda,
Suissa
e
Candia,
supprindo
ã
Italia
o
resto.
Desde
1523
todos
os
papas
têem
sido
escolhidos
d
’
entre
os
cardeaes
italianos.
de
Affonso
de
Albuquerque,
por
Bulh»
Pato.
—
Os
jogadores
de
Xadrez,
por
O.
Gallighan.
—
Um
conto
de
Ghetlo,
por
Andersen.
—
Revista
bibliográfica,
por
João
Tedeschi.
—
Dolce
far
niente,
a
taça
en
venenada,
Salvas,
A
cataracta
de Saro
kill,
Guerra
do Oriente e
Variedades.
Os
cinco
numeros
publicados
formam
ja
um
explendido
album
com
38
gravuras
de
l.
a
ordem,
sendo
4
de grande formato
e
do tamanho
cada
uma
de duas
paginas
do
jornal.
Semestre, 1$500
réis.
—Trimestre,
8)0
réis
—
Por
mez,
300 réis
Continua
a
receberem-se
assignaluras
em
Lisboa
na
Empreza
Horas
Românticas,
Rua
da
Atalaya,
42,
e
nas
principaes
li
vrarias.
—
Em
Paris, na
Rue
du Centre,
7,
e
no
Brazil
em
todas
as
livrarias.
Paquete
«Xeva».
—
Da
Mala
Real
Ingleza,
paquete
«Neva»
tem utlimamente
feito
viagens
extremamente rapidas.
A
que
acaba
de
fazer
entre
o
porto
de
Southam-
pton e
Lisboa,
é
sem
duvida a
mais
ve
loz
que
consta,
pois
apenas gastou
68
horas
(2
dias e
3/4) desde que
levantou
ferro
na
ria
de
Southampton até
que
fun
deou
no
lejo.
E
’
este
mesmo
paquete
o
que
deverá
sahir
de
Lisboa
a
13
d
’
aAbril
proximo,
para
o
Brazil
e
Rio
da
Prata.
Appelo
á eariil»<le,
—
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da Motla, oílicial de sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se no
ultimo grau
de
pobreza,
não
podendo, pelo
seu
mau
estado
de
saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
A
’s
pessoas caritativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
contrnuamente
soffre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
ASYfi.O
DE ». PEDRO Y
Relação
dos
donativos
recebidos
desde
o
l.°
de Julho
até
31
de
Dezembro
de
1877.
EM
GENERO
III.
mos
e
exc.
moí
snrs.
Dr. Bernardo Cruz
—
uma
pipa
de
vi
nho.
João
Luiz
Pipa
—
55,2
de
feijão.
Viscondessa
de
Pindella
—27,6
de
ba
tata
e
27,6 de feijão.
D.
Maria
Casimira
Coelho
da
Cruz
—•
uvas e 65,2
de
feijão.
D.
Anna
Casimira
dOliveira
Pipa
—
peras.
D.
Gabriel
a
Raio
—
27
6
de
feijão.
D.
Theresa
de
Jesus
Simas—
12,0
de
assucar.
Dr.
Francisco
Dias Lima—65,2
de
cas
tanha
e
maçãs,
e
um
abundante
jantar
ás
asyladas.
O
director
do
mez
de Dezembro
—
so-
bretneza
de
doce
em
dous
jantares.
Joaquim
Pipa
—
60,0
de bacalhau.
Em
DINHEIRO
Ill.
mos
e
exc.
mo’
snrs.
D.
Adelaide
Pinto
Rebello
8$000
João
Raio
4$5OO
Do
Thesoureiro
da
Confraria
do
SS.
Sacramento
da Sé
3$000
Do
Thesoureiro
da
Confraria do
SS.
Sacramento
de
S.
João
do
Souto
4$000
Do
Thesoureiro
da
Confraria
do
SS.
Sacramento
de
Santo
An
tonio
do
Campo
dos
Touros
1$200
Dinheiro com
applicação
a
capital
Dos
testamenteiros
do
fallecido
revd.
0
abbade
de
Moura
85$860
Dos testamenteiros
do
fallecido
José
Lourenço
Gomes
20$000
Dos
testamenteiros
da
fallecida
Narciza
da
Natividade
45$487
Total
172$047
Braga,
secretaria
do
asylo
em
15
de
Janeiro
de
1878.
O
secretario,
P.c
Luiz
Gomes
da
Silva.
3
AU DL â TUDUS
sem
medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso
da
delicio
sa
farinha
de.
saúde,
HEVAIiESCTÉRE
DU
BARRY
de
Londres.
>O a?sii&n
tl’
inviirtave! aueeeieio
3
Combatendo
as
indigestões
(despe-
psias)
gaslrica,
gastralgia
,
flegma,
ar
rotos,
ventos,
flatos, amargôr
na
bocca,
pituilas,
nauseas,
vomitos, irritações
inles-
tinaes,
bexigas,
diarrea, dizenteria, cólicas,
tosse,
athsma,
falta
de
respiração,
oppressão.
congestões,
mal
dos nervos,
diabelhes,
debili
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na gar
ganta,
do
alito,
dos
broncbios,
da
bexi
ga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
85.000
curas
entre
as
quaes contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow,
da
exm.
snr.a
marque-
za
de
Brehan,
de
Lord
Stuart
de Decies.
par
d
’
inglaleira,
do
doutor
e
piolessor
Wurzer,
etc.
etc.
11
Cura
n.° 65:311.—
Vervant,
28
de
mar
ço
de
1866.—Senhor.
—
Bendito
seja
Deus!
a
sua
Kevaleseière
salvou-me
a
vida*
O
meu temperamento,
naturalmete
fraco,
eslava
arruinado
em
consequência
de
uma
horrível
dispepsia
que durava
ha
oito
an
nos,
tratado
sem
resultado
algum
favorá
vel
pelos
médicos,
declaravam que
alguns
mezes
de
vida
me
restariam,
quando
a
eminente
virtude da
sua
Kevalegeière
me
restituiu
a
saude.
—
A. B
runeliére
,
cura.
Cura
n.°
45:270.
—
Tisica.
—
M.
Ro-
berls,
d
’
uma
constipação
pulmonar
com
tosse,
vomotos,
constipação
e
surdez
de
25
annos.
Cura
n.°
74:442.
—
Cotirmes,
por
Ven
ce
(Aipes-Marilimos),
julho
de
1871.
—«De
pois
que fiz
uso da sua
benefica
Reva-
leseíère,
sinto
novo
vigor;
a
laryngite
de
que
soflro
ha
dois
annos
tende
a desap-
parecer
assim como
os incommodos
que
sentia
em
todos
os
membros.
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes o
seu
preço
em remedios.
—
Preçoi
fixos
da
venda
por miúdo
em
toda
a
pe
ninsula:
fím
caixas
de
folha
de lata, de
4/
4
kilo,
500
; de
1
/,
kilo 800
rs
; de
ura
kilo,
l$40Ó
res;
de
2
*/,
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki-
los,
6^400;
ede 12
kilos, 12$000
rs.
Os
biscoitos
da
Revalesciére
que
se
po
dera
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
e
l$400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Hevaleseière
ehoeoUtada
;
ella res-
titue o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e
carnes duras
ás
pessoas,
e
ás
creançar
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mair
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó e
em paus, em
caixas
de
folha
dt
iata
de
12, chavenas,
500
reis
;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
l$400
;
dí
120
chavenas,
3$200 reis, ou 25
reis
cad?
chavena.
OU
BARRT «fe EliWITEO.—
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Street,
Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem diri
gir
os
seus pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello
&
C.
a
Largo do
Corpr
Santo
16,
sasboa,
(por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos, rua
Aurea,
12—
Por
to,
J
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
OEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=-
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Bareellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos, pharm.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua dos
Chãos
31
— Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.—
Viaana
do
C»®-
é
®
íí
»
s
Aftonso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua grande,
140.
—«tsiimarfieH,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—Antonio
d
’Aranjo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1; José,
J.
da
bilva,
drog.,
Rua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penafiel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira
&
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
225
a
227.—
Pont®
do
14-
m»,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
d®
Varzim,
P.
Machado de
Oliveira,
pharma.
—
Valença
do
Winho,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.—
Villa
d®
Cende,
ã
.
L.
Maia
Torres,
pharm.
D.
Isabel Augusta
d
’
Araujo Moita,
D.
Candida
Augusta
d’
Araujo
Queiroz,
D.
Ma
ria do Patrocínio
d
’Araujo
Queiroz,
Anto
nio
Roberto
d
’
Araújo
Queiroz e
Jacintho
de
Magalhães
d
’
Araujo
Queiroz
agradecem
por
este
meio
a
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram por
occasião
da
doença
e fallecimento
de
seu
muito presado
es
poso,
pae
e
thio
Antonio
Roberto
d’
Arau-
jo
Queiroz;
e com
especialidade
ás “
que
assistiram
ao
oflicio
de
corpo
presente
e
acompanharam o
cadaver
ao
cemiterio.
Da
mesma
fórma
agradecem
penhoradissimos
a
todas as
pessoas
que
se
dignaram
ou
vir
a missa
que
por
alma
do
finado
foi
mandada
celebrar
pelo
centro
progressis
ta
d
’esla cidade
ao
qual
consignamos
aqui
o
mais
vivo
e
indelevel
reconhecimento.
(709)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA
Os
snrs.
accionistas
que não
tenham
recebido
relatorio
por
se
ignorar
as
suas
moradas,
queiram
ter
a
bondade
de mandar
procurar
na
thesouraria
do
mesmo
Banco,
e
no
Porto
na
sua caixa
Filial.
Braga
18
de Janeiro de
1878.
BAGANHA
&
VIEIRA,
de Vianna
do
Castello,
tem
a
descargo
n
’aquelle
Porto
um
Brigue
com
Carvão
de
pedra
Inglez
de
1.a
qualidade,
para
forja,
que
vendem
por
preços
commodos
tanto
a bordo
como
no
armazém.
(708)
Tendo
o abaixo
assignado
sido
um
dos
que
mais
promoveu
uma reunião dos
seus
collegas
de
ourivesaria
que
se
eflectuou
no
dia
22
de
maio
de
1875,
em
casa do
snr.
José Maria
da
Silva,
em
que
se
ac-
cordou
dar
um
testimunho
perpetuo
da
guarda
dos
domingos
e
dias
santificados,
fechando
os
seus
estabelecimentos
á
venda,
o
que
todos
acordaram
por
um
assigna
do,
que
mais
tarde
foi
reduzido a
escri-
ptura
que
os
mesmos ratificaram,
menos
um, que
declarou
com
sua
palavra
que
cumpriria,
o
que
não
obstante
faltou
a
ella
sendo o
primeiro
a transgredir,
ar
rastando
mais
tarde
outro
seu
visinho.
Por
estes
motivos
houve
nova reunião
em
que
os
seus
collegas
deliberaram
tor
nar
a
abrir
os
seus
estabelecimentos,
a
que
o
abaixo
assignado
se
vê
quasi
for
çado
a
fazer
o
mesmo,
não
pelo
inte
resse
que
possa
auferir
n’essas
poucas
ho
ras
que
lerá
o
seu estabelecimento
aber
to,
mas sim
por
se
não tornar só
elle
saliente,
para
com os
seus collegas e
mes
mo
aos
transeuntes
que
poderão
interpre
tar
o
casa
de
differenle
modo.
São estes
os
motivos
porque
faço
a
presente
declação,
abstendo-me
de
narrar
varias
peripécias
e
circumstancias
que
se
deram,
durante
mais
de dous
annos
de
corridos,
sobre
este
incidente;
o
que
não
faço
para
não offender os
melindres
dos
meus
collegas.
Braga
e
Largo
do
Paço
n.°
3,
18
de
janeiro,
de
1878.
(712)
Antonio
José
da
Siha
Mello.
ANNUNCIOS
Dinheiro
a juro
Na
Real Confraria do
Senhor
Bom
Je
sus
do
Monte, ha dinheiro
para
dar
a
ju
ros,
sob
hypotheca
e
fiadores.
Requerimento
á Commissão administra
tiva,
entregues na rua
do
Souto
n.°
30,
ao
thesoureiro
dos legados
e
da
Casa,
João
Augusto
d’
Oliveira
Braga.
(710)
Muita atlenção
O
geiente
da
succursal
da
companhia
União
Popular
Penhorista
do
Porto,
sita
na
rua
dos
Biscainhos
n
0
9,
faz
publi
co
a
todos
os
snrs.
que
tiverem
no
seu
estabelecimento
penhores
que
já ha
mais
de tres mezes
não
tenham
pago
juros
dos
mesmos,
queiram
comparecer
no
referido
estabelecimento
a
pagar
ou
retirar
até
ao
dia
31
do
corrente
mez
e
passando
este
dia
ficam
os
mesmos
considerados
em
aban
dono
e
no
dia
I
de
fevereiro
serão
remet-
lidos
á
sede
da
Companhia,
para
alli
se
rem
arrematados
em bazar.
Declara
que
o seu estabelecimento
se
acha
aberto
desde
as 9
horas
da
manhã
até
ás
8
da noute,
para
fazer
toda
e
qualquer
transacção.
Braga
22
de janeiro
de
1878.
O Gerente,
(711)
Fauslino
José
de
Sousa.
FEIRA
DE
MARÇO
EM
AVEIRO
Por ordem
da
Gamara
Municipal
do
Concelho
d
’
Aveiro
se
faz
publico:
que
todos
os
negociantes,
que
quizerem
con
correr
á
dita
feira, farão
ao arrematante
do
abarracamenlo,
Manoel
Antonio
Lou
reiro
de
Mesquita,
d
’esta
cidade,
até
ao
dia 15 de fevereiro futuro,
a necessária
requisição da barraca,
dezignando
os lan
ços
que
pretendem,
sob
pena de
que,
não
o
fazendo
até
ao
indicado
dia,
não
pode
o
mesmo
arrematante
ser
obrigado a
con-
struil-os.
Aveiro
e
Secretaria
da Camara
Munici
pal,
15 de
Janeiro
de
1878.
O
Escrivão
da
Camara
Francisco
de
Pinho
Guedes
Pinto.
(703)
COMPANHIA
GERAL
BRACA-
RENSE
São
convidados
os
snrs.
accionistas
da
Companhia
Geral
Bracarense
a
reuni
rem-se
em
assemblea
geral, no
dia
26
do
corrente,
pelas
11 horas
da
manhã,
no
escriptorio
da
Companhia,
para
os
fins
dos art.
12.°
e
14.®
dos
estatutos.
As
contas,
balanço
e
lista
dos
accio
nistas
estão
patentes,
desde
já,
no escri-
itoriò da mesma
Companhia.
Braga,
15
de
Janeiro
de
1878.
O
Presidente
Francisco
de
Campos
d'Azevedo
Soarce.
(703)
BANCO
DE
GUIMARAES
São
convidados
os
snrs.
accionistas
do
Banco
de
Guimarães
a
reunirem-se
em
assemblea
geral
na
caza
do
mesmo
Banco
no
dia
25
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã
para
os
fins
do art.
42.°
dos
estatutos.
Banco
de Guimarães,
15
de
Janeiro
de
1878.
O
Presidente da Assemblea Geral
(704)
Barão
de
Pombeiro.
Banco
Mercantil
de Braga
Da parle
do
exm.
0 presidente
da As
sembleia
geral
são
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esle
Banco
a
reunirem-se
era
sessão
ordinaria
no
dia
31 do
corrente
pelas
12 horas
na
casa do
Banco
para
se
discutir o
relatorio
e
contas
da di-
«recção
e
votar
o
parecer
do
Conselho
Fiscal,
e
bem
assim
para se
proceder á
eleição d
’
ura
vogal
do
Conselho
Fiscal-
Braga
23
de
janeiro
de 1878.
l.°
secretario,
Domingos
Moreira
'Guimarães.
Banco
Commercial
de Braga
No
dia
25
do
corrente
pelas
11
ho
ras
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Ban
co,
tem
de
se
reunir
a
assembleia
ge
ral
dos
snrs.
accionistas d
’esle
Banco,
para
a
discussão
do
relatorio
da
Direc
ção
e
parecer
do
Concelho
Fiscal,
apre
sentados
em
sessão
de
10
do
corrente,
e
em
conformidade
com
o
que
alli
foi
resolvido,
e
em
virtude
do
artigo
33
dos
Estatutos.
Braga
11 de
janeiro
de 1878.
O
secretario,
Gonçalo
Anlão
de
Macedo Sá
e Abreu.
HOSPITAL
DE
VILLA
REAL
São
convidados
os
revdEcclesiasti-
cos a
quem
conviar o
logar
de
Capellão
do
Hospital
da
Divina
Providencia
de
Villa
Real,
a
aprezentarem,
ao
respectivo
Provedor
ou
Escrivão
até
o
dia 5 do
pro
ximo
mez de
Fevereiro, suas
declara
ções.
O
vencimento
annaul,
pago
mensal
mente,
é
de
200.000
reis
sendo
alem d®
encargo
proprio
o
da
Missa
quotidiana.
Villa
Real
12
de
Janeiro
de 1878.
O
Escrivão
Albano
Cavado da Costa
Lobo.
OUTRO-SIM
São
convidados
os
snrs. Pharmaceu-
ticos
habilitados
a quem
convier
o logar
de
administrador
da
Botica
própria
do
Hospital
da
Divina
Providencia
de Villa
Real,
para,
que
até
o
dia
5
do
proximo
mez
de Fevereiro
aprezentem
ao
respe
ctivo
Provedor,
ou
ao
Escrivão,
os
seus
rpquerimentos
documentados.
O
vencimento
annaul,
pago
mensal
mente,
é
de
360.000
reis
com
a obrigação
de
ter
um praticante.
Villa
Real
12
de
Janeiro
de
1878.
O
Escrivão
(702)
Albano
Cavado da Costa
Lobo.
Venda
de
bens de raiz
Por
deliberação
da Commissão
liqui
datária
do
casal
do
exm.0
Manuel
Gomes
da
Silva
Mattos,
creada
por
escriptura
era
7
de
dezembro
ultimo
feita
na
Nota
do
Tabelião
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
tem
de ser
arrematadas
e
entregues
a
quem
mais
der,
convindo
os preços,
a
casa
nobre
n.°
7
do
Campo
de
Sant An-
na,
as
tres quintas
bem conhecidas
de
Guallar,
proximo
á
estrada
de
Chaves
e
da
egreja
d
’
aquella
íreguezia,
com
a
de
nominação
de
quintas
da Pia,
da
Bouça,
e
de
Villar,
e
finalmente
o campo
junto
ao
Eido
do
Padre
com
frente
para
am
bas
as
ditas estradas.
Esta
arrematação
terá
logar
no
salão
do
Theatro
de
S.
Geraldo
ás
11
horas
do
dia
27
do
corrente
mez.
Em
casa
do snr.
Paulo
José
da
Cos
ta, no largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
estão
patentes
os
esclarecimentos
que
foi
possível
obter não
só
dos
encargos
de
cada
um
dos ditos
prédios,
como
dos
fo
ros
e
bens
que
pertencem
a
cada
um.
Braga
7
de
janeiro
de
1878.
Henrique Freire
d’Andrade
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
Antonio
dos
Santos
Azevedo
Magalhães.
(693)
CIKtRGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-C1RURGI-
CA
DO PORTO
Bua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(688)
CIRURdlÃO DENTISTA
DA
Escola
Americana
Consultono
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como de noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(687)
CAIXA
PARA AZEITE
No
largo
de
S. Miguel-O-Anjo, n.°
14,
ha
para
vender
uma
caixa em
muito
borat
estado
que
leva cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
DINHEIRO
dá-se
sobre
qualquer
obje-
cto
de
valor.
Rua
das
Palhotas
n.°
83.
(681)
MM
a
IliiWffl
IWfflH
DE
MIGUEL
AUGUSTO,
FONSECA
&
CARDOSO
DA
C0MPAM1IA FABBIL
SIZSGI2K
17,
RUA
DE
S.
VICENTE, 17
BRAGA
Gi'atid«
reiiueçã» de preços
em
as macSiimsa de eiistura dn
COMPANHIA
FABRIL
SINGER
Os
únicos
fabricantes
de
machinas,
com
casas
estabelecidas
em
Portugal,
para
fornecer
directamentea
ao
publico,
e
as
que
obtiveram
maiores
prémios
na
exposição
universal
de
Philadelphia.
GRANDE
FACILIDADE
DE
PAGAMENTOS
PARA
ADQUIRIR
AS MELHORES
MACHINAS
CONHECIDAS
MAS
DE
UM
ANNO
DE
PRAZO
Km
jtrestiaçweH de
«ZOO
Bemniini*,
em toda»
«a nmehinaM
USEM
ENTRADA
ALGUMA
II
Cu
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por
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ENTKKIVO CHATI»
K.VÍ CAS4 DO
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Peçam catalogas
illustrados'
Com
listas
cios
preços
e
condições
na
SU3-SUCCURSL
DA
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BI
UB
33.
g
IS.^
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®
Si
17,
RUA
DE
S.
VICEENTE,
17
BAt-WA
Unico
que contém todos os
princípios balsâmicos e
aromáticos de Alcatrão de Noruega. Nos
fortes
calores e
nas mudanças de estação, impede que a agua se corrompa : é uma bebida hygie-
nloa
e
preservadora de moléstias epidemicas. — Dóse
: uma colherzinha n’um copo dagua
accrescentada
a
bebida ordinaria. — Preço 400 reis.
ALCATRÃO
RECONSTITUINTE
BARBERON.
c.» chlorhydrophosphato de cal.
Consumpçào,
moléstias
do peito,
tísica,
anemia, dyspepsia,
raomtismo, moléstias aos
ossos,
das
mulheres e das crianças. — Preço : 500 reis.
ELIXIR
FERRUGINOSO
BARBERON.
com
Chlorhydrophosphato de ferro. -Recon-
stitue o sangue sem causar o estomago. Muito agradavel,
digestivo • tonlco.—Preço : 800 r*.
FOGO
BARBERON
PARA
OS
CAVALLOS.
Substituo
o
ferro candente m destruir
o
pello. Exito
infalliveí e facil applicação. — Preço : 950 reis.
Depositos
: BARBERON
& G'«, en Ghâtillon-sur-Loire (Loiret), França. Em LisDoa,
reto,
rua
do
Lorêto,
n.°28—30,
’
(:|:
—2,3)
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bAiÀu
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Socie
iade anónima
de
responsabilidada
li
mitada
KupitnB
................
RUA
NOVA DE
SOUSA, N.°
9
(Também
com entrada
pela
rna
do
Campo
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
movei-,
terrament
's,
e
sob
e
lorkr
e
qual
quer
objecto do
valor
nào
Inferior
a
10-
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito
a
pra-
so
ou
á
otpiem
abonando
juros
conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
a
>
9
h«
ra
dá
manhã
até
ás
7 da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
aberta só
até
ao
meio
dia.
0 gerente
—A.
G.
Ferreirino
i.
No Deposite «te
4
rsaahos
do
Slota-
r«
—
rua
de
S.
Marcos
n.°
15 —
ha
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
:
Palhete,
—
Meza
n°
I.
Estes vinhos
teem,
augm-enlo
de
10
reis
e
garrafa.
Sem
itiigttiento
lie preço
i — F.
n.°
1
; F.
ti.°
2
;
F.
n.°
3;
F.
n.°
5. =
V
ii.° I
;
V.
n.°
2
;
V. n.«
3
;
V.
n.° 4
=
Bastardo
de 1863
=
Vinho
branco
n.°
I
;
=
Vinho
branco
n.°
2.
Vinho
branco
de
18(53.
==•
Moscatel
n."
I
;
Moscatel
n.
u
2;
Moscatel
seceo
=
Malvasia
adamada
n.°
2
—
Malvasia
secca.
=
Geropiga
loira
;
Ge-
ropiga
branca.
—
Lagrima
branca
n.°
1 ;
Lagrima
loira.
ESPECIALIDADES.
FABRICA:
Poço das Palas,
PORTO
DEPOSITOS
FIIJAES:
R.
das
Flores,
298
PORTO.
Rua
Áurea,
208
LISBOA.
Premiados
com medalha de l.*ele«se na Exposição Internaeional
Portuense de
1S0S,
e na
Philadelphia de 1870.
Tendo
os
proprietários d
’esta
fabrica
sido
victimas
das mais
cruéis
e
vís
fal
sificações,
fazem
saber
aos
snrs.
consumidores
de
seus
productos.
que
teem
altera
do
a
inscripção
e
desenho
dos
invólucros
ou
cintas
que cingem
os
seus
bem
con
ceituados
e
conhecidos—
Cigarros
espeeiaes havaneg=,
em
massinhos
de
8
cigaros;
e
por
isso
chamam
a
attenção
dos
mesmos
snrs.
consumidores, para qUe
nào
sejam
illudidos
na
sua
boa
fé.
scientificando-os
de
que
os
rolulos,
além
d
’
um
leão
(distinctiyo
e
marca
d
’esta fabrica)
em
maiores
proporções,
legenda
da firma
dos
proprietários
—
IHiguel Augusto,
Funaeea «4? Cardoso—,
levam ao
lado
escripto
em
caracteres
bem
legíveis
e
em
sentido
transversal
MARC.4
LEÃOf
e pe
dindo
lhes para
que
se
dignem
bem
atlentar
na
inscripção
e
marca
que
acima
re
produzem,
evitando
assim
o
serem ludibriados.
Não
encarecem
os
proprietários
a
excellencia
da
qualidade
d’
estes
cigarros
e
mais productos
sahidos da
sua
fabrica,
porque
os
snrs.
consumidores
os
conhecem
de
sobejo
para
os
poderem
avaliar;
e
ao
que
visam,
lendo
feito
a
alteração na
m-
scnpção
e
servindo-se
da
publicidade,
é
evitar
o
descrédito
da sua fabrica
em
de
trimento
seu
e
dos
snrs.
consumidores
que
os
obsequeiam
com
a
sua
preferencia
a
qual
diligenciarão
fazer
sempre
por
merecer,
primando
cada
vez
mais
em
aper
feiçoar
os
seus
productos.
p
<694)
Miguel
Augusto,
Fonseca
8c
Cardoso.
tanto
em
sêcco
como
em calda
;
licores
francezes
;
massas
para
sopa; farinha de
diversos
legumes
; conservas
;
mostarda
;
peixe
(Fescal/eche
;
sardinhas
de Nantes;
ostras frescas
em
latas
;
amêndoas
de
di
versas
qualidades,
com
caixas
de cartão
muito
bonitas
para
as
mesmas;
chocolate
hispanhol
;
chá
Hysson
e
preto
;
bolacha
ingleza
de diversas
qualidades
;
biscoito
vailongense,
o
melhor
que
se
Wirica
; quei
jo
londrino,
papel,
flamengo
e
suiço.
E
muitas outras
coisas
próprias
para
o Aiatal.
NO
ME>M0
ESTABELECI
MENTO
Ha
um excéllente
restaurante,
e
se
apromplam
consoadas
de
qnalquer
comi
da,
tanto
em
carne,
como
em
doce. —
Tem
sempre
fiambre,
e
aos
domingos
fazem-se
alli
pastelinhos de
massa
á franceza,
tanto
de
carne
como
de
diversos
doces
=
Mor-
celfasde
lombo
de
porc
e
de
doce:
aprom
tando-se
lambem
caixas
enfeitadas.
15
— RUA
DE S.
MARCOS
—
15
(643)
pectorante,
são
o
’
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos nas doenças
tossicolosas.
Caixa 200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico deposito: PHARMACIA
CEN
TRAL, rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em Braga:
PHARMACIA DOS
0R-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(621)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da Sé
.tem
dinheiro
para
dar
a 5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(700)
JSolicit
idor—
\.
Lopes
da
G-tiua
Uscriptorio
—
Taypa»
n.° i —
Porto
(613)
.
Vinho
de
1840
=-
Alvaralhão
de 1840
—
Roncão
de
1820=
Lacrima-christi.
Vinhos «te diflereaste»
procedên
cias
t
Collares
;
Madeira,
de
diversos
pre
ços
e
muito baratos
;
Xerez;
Moscatel
de
Setúbal
;
vinho
de
Valdepena
;
Bordéus ;
Champagne.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
HA
:
ASSWrOGe
ISÍias»
íSsss
13
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber; chilas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom panuo.
a
80,
90,
100
e 110
o
cevado;
ha
linda
len
çaria
de
seda
e
selim,
tanto
para senho
ra,
como
outros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana; ageas
de colonia;
coliarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
patinos
crtís;
lenços de
cambraeta
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
difíerentes
tamanhos;
adere
ços e
brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda, ou
gorgorão,
largas, para homem, modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e
d
’
oulras
qualidades;
lunetas de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
mis^a;
peitos dé
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’arroz
em
caixinhas de
vidro.
PADRE
SENNA
FREITAS
Preço
....
500
r
e
Doce
de
toda a
qnalidade
de fructa,
um sortido
(606)
11
N’
este
estabelecimento
ha
completo
de
tudo
e
barato.
Os
Rebuçados
mytilieou,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
A
’ venda
na
Livraria
Catholica
Portuen
se,
praça
de
D. Pedro,
131.
BRAGÀ,
TYPOGRAPHIÀ
LUSITANA—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
