comerciominho_21121878_877.xml
- conteúdo
-
ffil-.it® I.tEILIfíSOSA9 JFIDI-BT BC A. >5 lO^TECIOíSiA
REDACTORES
—D. Miguel Sotlo-Mayor
e
Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimenlel.
M«^?.»sz
?jtf
4siaw^rn
6."
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
.*iaíHcR^:«KK^atsJs»aM»«r
Braga,
12
mezes..........................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
io
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E
SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
..........................
2$>000
»
6
i>.....................................
Í&050
»
sendo
duas
assignaturas 3#>600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3^000
Folha
avulso
................................
10
N.°
877
S3FL
A.
SÀBBADO
21 DE DEZEMBRO DE
1878
Collegio <lt«
BSegenertação eiaa
Braga.
(R
eflexões
ao
correk
da
penna
)
I
Estava
um
dia
o
Homem
Deus
em
companhia
d
’
alguns
peccadores
e
mem
bros
do
synhedrio,
quando
de
repente
entra
precipitadamente
na
habitação
uma
mulher
com
os
olhos
marejados
de
lagri
mas,
soltos
e
desgrenhados
os
cabellos,
no
seu
formoso
rosto
impressos
os
signaes
da
mais profunda
e
sincera
contricção
dos
seus grandes
desvarios, e,
tanto
que
fila
o
Divino
Mestre,
cae
debulhada
em pranto
a seus
pés,
derrama
sobre
elles
perfu
mes,
como quem
sacrifica
d
’alli
em
deante
as
vaidades
e
os prazeres
da
terra
ao
amor
de Deus
e
do
proximo,
e, debu
lhada
em pranto,
implora
perdão
para
seus
crimes.
O
amorosíssimo Redemptor
da huma
nidade. que
prescrutava
os
mais
íntimos
recônditos
do
coração
humano, ouviu
a
confissão
das
suas
culpas,
olhou para ella
e
disse-lhe
aflectuosamente:
iMulher,
os
teus
peccados
estão
perdoados».
No
mesmo
instante,
a estas
divinas
palavras
essa
mulher
sentiu
derramarem-se-lhes
no
seio
d
’
alma
em torrentes
os
effluvios
da
graça,
e
d
’alli em
deante acompanhou
sempre
o
Salvador
até
aos
dolorosissimos
transes
da
Cruz,
no
Calvario.
Lá
a
vêrnos
depois
também juncto
do
sepulchro
do
seu
Deus
e
Senhor,
que
ainda
lhe quiz
recompen
sar
o
seu
arrependimento
profundo
e
su
blime
e o
encendrado
amor
que
lhe
con
sagrava,
apparecendo-Ihe
depois
da
sua
resurreição,
primeiro
que
aos
seus
pro
prios
discípulos
e
que
a
sua
própria
Mãe.
Ao
compulsarmos
as sagradas pagi
nas
do
Evangelho,
é.
cerlamente, esta
scena
uma
das
mais
bellas,
das
mais to
cantes
e
das
mais
sublimes
que
alli
se
antolham
ao
chrislão:
a
conversão e
o
ar
rependimento
de
Maria
Magdalena.
São
divinãmenle
sublimes
e
profundamenle
significativos
os
quadros
das
curas
mila
grosas,
operadas
pelo
Homem-Deus,
o
sermão
da
montanha, as
parabolas,
ver
dadeiros
mananciaes
da
doutrina
do
chris-
tianismo,
as
estupendas resurreições,
a
samaritana,
o
filho
prodigo,
o
amor
das
creanças
e
innumeros
outros
que
synthe-
tisam
assombrosamenle
lodo
o
ensino
e
instrucção
do
christianismo,
toda a
his
toria
da
Egreja
e
da
humanidade até á
consummação
dos
séculos;
mas o
quadro
da
Magdalena
arrependida
encerra
uma
suavidade,
uma
doçura,
uma
sublimidade,
uma
attracção,
um
encanto,
uma belle-
za,
uma
elevação,
um
pathetico,
uma
grandeza,
que
sacia
inleiramente
o
cora-;
ção
humano
e
faz
borbulhar
dos olhos
|
irresistivelmente
as
lagrimas
e
do
fundo
da
alma
a
compunção
das
nossas
faltas.
A
penna
do
escriptor,
a
palheta
do
artista,
a
voz
do
orador
são
impotentes
para
o descrever
e
até
o
coração se
sente
aniquilado,
tentando
comprehendel-o
e
sentil-o
em
toda
a
sua
sublime
gran
deza
!
Ouçamos
a
voz
eloquente
e
inimitável
d
’um
dos
mais
abalisados
escriptores ca
tholicos
dos
nossos
dias,
Luiz
Veuillot:
«Jesus
aborrecia
os
vicios
dos
phari-
seus,
não
as
suas pessoas.
Acceitou
de
jantar
em casa d
’
um
d
’elles,
chamado
Simã®.
-J
Durante
o
festim,
entrou
na
sala
uma
mulher,
com um
vaso
d’
alabastro
que con
tinha
um
licor
odorífero.
Chamava-se
ella
Magdalena;
era
peccadora,
e
toda a
ci
dade
conhecia
os
seus
escândalos.
A
’
vista
dos
convivas,
prostrou-se
atraz
de
Jesus,
beijou-lhe
os
pés
chorando,
derra
mou n
’elles
os
perfumes
junctos
com
as
suas
lagrimas,
e
os
limpou
com
os
ca-
beilos.
Vendo o
dono
da
casa
a
acção
de
Magdalena,
espantou-se
de
que a
consen
tisse
Jesus.
Pensava
na sua
mente:
Se
elle
fosse
propheta,
saberia
quem
é
esta
mulher
e
que
é
peccadora
!
Jesus
quiz
mostrar
ao
phariseu que
sabia
melhor
que
elle quem era
aquella
mulher,
e
que a
elle
proprio
não o
co
nhecia
peor:
—
«Simão,
lhe
disse,
tenho
que
dizer-te.
Um
credor
tinha
dois
de
vedores.
Um
d
’
elles
devia-lhe
quinhentos
dinheiros,
o
outro
cincoenta,
e
como nem
um nem
outro
tinham
com
que
pagar,
perdoou
lhes
a
ambos
o
que
lhe
deviam.
Qual
dos
dois
mais
amou
?
—Segundo
me
parece, respondeu
Simão,
foi
aquelle
a
quem
mais perdoou.—
Julgas
bem,
tornou
Jesus».
E
então,
volvendo-se
para
a
peccado
ra,
mas
continuando a
fallar
ao
phariseu:
«Vês
esta
mulher?
Eu
vim a
tua
casa,
e
tu
não
preparaste
agua
para me
lava
res
os
pés:
esta
mulher
banhou-os com
as
suas
lagrimas
e
enxugou-os
com
os
seus
cabellos.
Tu
não
me
deste
o
beijo:
ella,
desde
que
entrou,
não
tem
cessado
de beijar-me
os
pés.
Tu
não
derramaste
oleo
sobre
a
minha
cabeça:
ella
derra
mou,
sobre
os
meus
pés
o seu
perfume.
Por
isso
te
digo
que
lhe serão
perdoados
muitos
peccados,
porque
amou
muito.
Mas
aquelles
a
quem
se
pbrdoa
menos,
ama
menos».
O
perfume
de
Magdalena
encheu
a
terra
e
os
séculos.
Acceite
por
Jesus,
tornou-se
o proprio
odor
do
Christo,
o
odor
da
clemencia
infinita
que attrahe
á
vida
eterna.
Magdalena
é
a
primeira
pe
nitente
do
Salvador.
Recouheceu-o
verda
deiramente Salvador,
no
sentido
de
que
elle
devia «salvar
o
seu
povo
dos
seus
peccados».
Peiiu-lhe
a verdadeira
cura,
a
das chagas
mortaes
da
alma;
praticou
a verdadeira satisfação,
a
das
lagrimas;
pagou
o
verdadeiro
tributo,
o
do
amor.
Jesus
concede-lhe
uma
gloria
que
não
deu
a
ninguém
mais: «Amou muito».
Esta
phrase
é
das
que
ainda
não tinham
sido pronunciadas no
munda,
e o
mundo
nada
linha
imaginado
que
se
lhe
assimi-
Ihasse.
Ficou
no
mundo,
mais
poderosa
sobre
os
corações
que
todas
as
luzes
da
razão,
lodos
os
livros
da
moral
e
lodos
os
constrangimentos da
lei.
Jesus
disse
pois
á
grande
peccadora,
d
’ahi em
diante
a
grande
penitente:
—
«Os
teus
peccados
são-le
perdoados».
Os
pha-
riseus
murmuraram,
como
haviam
feito
em
Capharnaura
ao
ouvirem
a
mesma
linguagem.
—
«Quem
é este,
disseram
uns
aos
outros,
que
perdôa
até
os
peccados»?
O
mundo,
em
similhante caso,
ou
não
pêrmitie
que
se
condemne,
ou
não
per-
mitle que
se
perdôe.
Não
tem
mais
que
uma
infame
indulgência,
ou
um
implacá
vel
rigor.
Deus
vê
o
arrependimento,
per
doa
e
purifica.
Sem
responder
mais
aos
pharisêus,
disse
Jesus
a
Magdalena;
«A
lua
fé
sal
vou-te;
vae
em
paz».
Não
accrescenta
o
que
disse ao
paralytico,
e
o
que
ha
de
dizer
mais
tarde
á mulher
adultera:
«Não
pequeis
mais».
Como
ella
ama,
elle
nada
mais
tem
que
dizer-lhe.
Esta
peccadora
é
a
mesma
que
Ma
gdalena,
da
qual se
escreve
em
outra
parte
que
Nosso Senhor
a
libertara
de
sete
demonios;
a
mesma
também
que
Maria
Magdalena, irmã de
Lazaro
e
Mar-
tha,
de
quem
Jesus
dirá
que
escolheu
a
melhor
parte.
Estará
no
Calvario ao
lado
de
Maria
e
João,
os
dois
vasos
puríssi
mos
da
sancta
virgindade;
estará lá
como
a
realidade
das
promessas
de
immensa
miserictrdia
de
que
eram
figura
Tharaar
e
Rahab,
avós do
Messias.
Resuscitada
pela
graça,
terá
também
a
gloria
de
ser
a
primeira
entre
os
Discípulos
que
ha
de
ver
Jesus
viclorioso
sahir
do
sepul
chro. E
a
Egreja,
instruída
e
dirigida
pelo
Espirito
Saneio,
canta,
na festa
da As
sumpção
da
Sandíssima
Virgem,
o
evan
gelho
em
que se
refere que Maria,
as
sentada
aos pés
do
Senhor,
ficava
a
escu
lal-o. Tal
é
esta
mulher,
typo
tocante
e
sublime
entre
tantos outros
que
Jesus
creou
e
deu
para
sempre
á
terra,
amas
sando com
as
suas
mãos e
com
o
seu
sangue
o
barro da
humanidade.
Por
aquella
epocha
termina
o
tempo
a que
chama
S.
Jeronymo
o
anno
de
paz,
o
anno
sereno
da vida
de Nosso
Senhor, porque
effectivamente
Jesus
en
controu
até
então
pouca
contradicção
e
foi
quasi
acceite
por
todos.
Os
pharisêus
não
tinham
organisado
a
resistência;
o
povo,
deixado
a
si,
recebia
com
amor
o
beneficio
de
Deus.
Estas primeiras
narrações
do
Evange
lho,
apezar
da
sua
austeridade,
despertam
certa
ideia
de festa
divina.
Respira-se
n’
ellas
a
alegria
d
’
uma
aurora.
Parece
que
a
natureza,
enriquecida
com
o
seu
quinhão
de
graças,
devia apparecer n
’a-
quelles
felizes
momentos mais
risonha,
como adornada
dos
reflexos
do
Eden.
Havia
sem
duvida
alguma
coisa
mais
per-1
feita
na
serenidade d’
aquellas
noites que
viam
a
Jesus
orar,
na
limpidez
d
’
aquel-
las
aguas
que
o lavavam,
e
na
pureza
d’
aquelle
ar
que
recebia
o
seu
sopro.
Se
os
perfumes
de
Magdalena
embal
samavam
toda
a
casa
em
que
eram
der
ramados,
que
odor
de
vida
não
devia
regozijar
toda
aquella
região
que
se
en
chia
do
sopro
de Jesus íhristo? Fazei
penitencia,
que se aproxima
o reino de
Deus
!
A
doce
voz
de
Jesus
repetia
e
confirmava
este
brado
de João
Baptista.
Ao
mesmo
tempo,
o
divino
Mestre
diflun-
dia
a
belleza da
doutrina
e
a
abundancia
dos
milagres.
Jámais
coisa
alguma
simi
lhante
havia
sido
dada
aos
olhos nem
ao
coração
dos
homens;
em
parte
alguma
antes
se
tinha
fallado
da
proximidade
do
reino
dos
ceus.
A
edade
d
’ouro estava
atraz;
eil-a
que
vem
e
se
aproxima,
e é
agora;
e
a penitencia
é
uma
lagrima
do
coração
recompensada
logo
com
a
pleni
tude
do
amor
na verdade
de
Deus».
A. M.
(Continua)
------
V Hedaeçtto do «Cosmiierdo do
Londres,
6
de
Dezembro, 1878.
«P
arodia
»
em
P
rosa
.
[Continuação]
«RUMORES
TEMPESTUOSOS».
III
«O
tempo
já
lá
vai
da escura
lenda
«De
Jehovah
cruel.
«Que
lançava
sem
dó
na
triste
senda
«O
cândido
Ismael,
«E emquanlo
Agar chorava
junto
ao
filho,
«Ao
devasso
Abrahão
dava
mais brilho.»
^Este
sabichão pensará
que
o mundo
todo
é
tão estreito
como
suas
próprias
ideias
de pigmeo?...
^Pensará
que
a
«Via
Latina»
tem
300
legoas de
comprido
—
como imputavam ao Lente Manoel
José
Pereira
ter
encontrado,
por
occasião
de
um exercício de
Trigonometria
prática,
executado
com
seus
discípulos
no
Palio
da
Universidade?!...
Pois é
mais miserável
cem
vezes o
verdadeiro
destempero
d
’este
impudente y.
A.;
porque
o
erro
imputa
do.
por
algum
estudante
satírico
e
ga
lhofeiro,
ao
pobre
Lente
de
Malhematica,
ainda
quando
houvesse sido
verdade,
po
deria
ter
procedido
de
um
simples
erro
de cálculo.
A
impudente
filaucia
porém
d
’
este
in-
secto
académico,
de
assim
se
apresentar
contradizendo,
pertendendo
desmentir,
não
só
os
grandes
homens, mathematicos
e
astrónomos
que
por outra
parte
diviniza
(Copernico,
Galiteo, Newton,
etc.),
mas
laes
gigantes
do
talento,
da
erudição,
da
philosophia,
da
sciencia.
como
Bacon, Ma-
lebranche.
Bossuet,
Fenelon,
Laharpe,
Edmundo
Buree,
e até
o
nosso
Padre
Theo-
dero
d
’
Almeida, até
José
Agostinho da
Ma
cedo—
que
não
eram
somenos,
entre
nós
mesmos
modernamente,—
é
na
verdade
um
phenomeno
de
sandice,
cuja explicação
sufliciente
só se acha
na
vulgar
senten
ça,
que
a
ignorância
é
muito
atrevida
na
verdade!!!
jE
chama
este
descabeçado
«escura
len
da»
ao
Livro
por
antouomasia,
ao
qual
nenhum
outro é
comparável, que
tem
sido
admirado,
e
respeitado,
e
venerado,
atra-
vez dos
séculos;
e
quando
agora
mesmo,
se
estám
descobrindo
as
provas
inne^a-
veis,
nas
tabellas
e
cilindros
de
Babylonia
e
de
Ninive,
os
irrefragaveis
monumentos
e testemunhas
de
suas
authenticas
e
ge
nuínas
relações!
;E não é
isto
mais,
na
opinião
d
’
este
sabio
trovador,
que
uma
lenda
obscura,
um
conto
de
velhas,
que
ura
estudantorio,
com presumpções
de
poeta,
e
lazendo
versos
como
os seus
na
rizes,
nos
vem
declarar muito
entonado,
não
ser
mais
que
uma collecção de
fá
bulas
desprezíveis!
Porém
o
mais bonito
é
o
espirito
de
boa
fé
e
de
justiça,
e
de
verdade,
com
que
este
poço de
illustração
(maçónica)
ac-
cusa
a
J
ehovah
da
«crueldade»
de
ha
ver
approvado
que
Abrahám
demittisse
a
concubina
—
para
evitar a
desordem,
a dis-
senção
em
casa,
pela
repugnância
de
Sa
ra
a
consentir
estar
na
familia;
mas
deixa
no
tinteiro
e
no
silencio,
que
«Jehovah
cruel»
mandou
o
Anjo
não
só
amparar
e
soccorrer
a
mãi
e
o
filho,
mas
pro-
metter-lhes, que
o «cândido
Ismael»
ha
via
de
ser
o
tronco
e
pai
de
um
grande
povo, como foi dos
Árabes.
Aqui
and.i
6oa-/e~ma
ÇÓióca.
Vejo
pelo
Commereio
do
Minho,
re
cebido
esta
manhã,
do
dia
28
de No
vembro,
que
o
Redactor.
ou
Director
d
’
a-
quelle
respeitável
Partido
do
Povo,
em
Coimbra,
é
um
Doutor
ou
Lente
da
Uni
versidade!
Façam ideia
dos
Doutores
que
liam
de sahir
de
Mestres
assim!...
Assombra, com
efleito,
a
elevação,,
o
gigantesco
do
ridículo,
ao
vêr-se
um
in-
secto
poético,
philozophico
e
político,
sa-
hir-se
n
’
um
folhetim
obscuro,
com
a
per-
tenção
de
esmagar
a
Biblia
com um
cou
ce
de jumento
pôdie!...
Ainda hm
que
no
mesmo
Commer-
cio
do Minho
hontem
recebido, lá
vem
uma
tosa
exceilente
a
outro
folhetim
poé
tico
no mesmo
Partido
do
Povo,
e
da
mesma
laia
que o
de
que
me
estou
oc-
cupando
aqui
em
prosa
—
lendo-o
já
tam
bém
feito
em
verso,
de
que
enviarei
có
pia
ao
Commereio
do
Minho,
se a
Ordem
em Coimbra
não
podér
dispensar
espaço
para
a
parodia
e
commenlario, ou
acom
panhamentos,
que
tudo
era
um
pouco
longo.
Espero
que
o
tal
poeta
philozópho
nos
dê
mais
da
mesma
fazenda
com que
di
vertir-nos.
A.
R. SARAIVA.
Emquanto
x
ao
Afghanistan,
como
os
nossos
leitores
sabem
ha
muito
estalou
a
guerra
entre
o
emir
e
as
tropas in
glezas.
i
emir
não
respondeu
ao
ulti-
malum
que lhe foi
enviado
pelo
governo
inglez
em
princípios
do
mez proximo pas
sado;
e
as
tropas
da
Índia
receberam
or
dem
de
avançar
pelo
Afghanistan
segun
do plano
d
’
operações
já
d’
antemão
traçado.
Tem se
travado
algumas
escaramuças,
mas
os
inglezes,
graças
á
bem dirigida
combinação
dos ataques,
á
neutralidade
e
timidez
das tnbus alliadas
do
emir,
e
á
neutralidade da
Rússia,
tem
avançado
mui
to
e
levado
a
melhor
A
expedição,
todavia,
dos inglezes
no
Afghanistan não
parece
dever ser
tão
fá
cil
como
se
pode
crer
a
principio,
ao
ler-
se
conhecimento
dos
primeiros resultados
e
do progressivo
avançar
dos
soldados
da
imperatriz
das
índias.
Na guerra
ha
sem
pre
muitas
contrariedades
que
zombam
da
mais
habil pericia
dos
generaes
e
do
va
lor
dos
soldados;
e isto
faz
que
nunca
poisamos
avaliar
com
segurança
o
exilo
das
campanhas
ou
a sorte
das
armas.
Ha
tempos que
o
lelegapho
tem sido
um
pouco
avaro
sobre
noticias
relativas
á
guerra, o
que indica,
a
nosso
ver,
que
talvez
ellas não sejam
muito
favoráveis
á
Inglaterra,
aliás
o
governo
da
índia
não
deixaria
de
participar
para
Londres
suc-
cessos
favoráveis
que
por
ventura
houves
sem
para
as
armas inglezas,
se
ellas. na
realidade,
os
tivessem
tido. Chegou
a
correr
o boato
de
que
as
tropas
detidas
na
passagem
de
Khaiber
se
achavam
cor
tadas:
esse
boato porém
foi
desmentido
e
embora
tivesse
tido
logar
algum revez, a
situação
das tropas
inglezas
não
era tão
má.
como a
principio
se julgou.
A
Rússia
continua
com
os
seus
pro
testos
de
neutralidade,
mas ha
quem
pen
se
que
esta
potência,
que
sempre
abrigou
mais
ambição
que
sinceridade,
pretende
antis
preparar-se
para
a próxima
prima-
véra.
E’
o
que parece
deprehender-se
d
’uma
correspondência
que
o governo
inglez
acaba
de
publicar
no
seu «Blue-Book
(Li
vro
amarello).
Apoiado
n
’estas
e
n
’
outras
razões
obteve
o
lord
Beaconsíield
contra
a
vontade
da
opposição
e
de
seu chefe
Gladstone a
convocaçãoido
Parlamento
para
o
dia
5
do
corrente
mez
de dezembro.
As
coisas não
se
antolham na
Europa
melhor
que
no
Oriente.
Todos
os
gover
nos
vivem
sob
o
terror.
Os
nihilistas perturbam
a
Rússia;
os
socialistas,
barbara
e
lyrannicamente
tor
turados,
na
Allemanha
emigram
para
a
Bélgica,
para
a
França,
para a
Suissa
e
para
a
Hespanha.
A
lialia
vê
rebentar
tumultos
e
mani
festações
ruidosas
e
significativas nas
suas
mais
importantes
cidades,
e
o
rei
não
se
atreve
a
apparecer
em
publico
sem
as
maiores
precauções.
N
’
estas
altura
*»
começa
a
espalhar-se
que
Bismark
pensa
em
provocar um con
gresso
de
soberanos,
para
aceordar
nos
meios
de
combater
eílicazinente
uma
re
volução
universal
que ameaça
todos
os
thronos
e todas
as
sociedades
A
revo
lução
internacionalista
devia
rebentar
a
21
de
janeiro proximo.
em
commetnora-
ção do
assassinato
de
Luiz
16,
e
as
im
paciências
dos
fanalicos
o
tem
manifesta
do
de modo
a
abrir
os
olhos
aos
sobera
nos
e
aos
governos,
se
os soberanos e
os
governos
não
fossem
tanto
mais
crimi
nosos
e
insensatos
como
os
inlernaciona-
listas.
Quos
Deus vull
perdere, prius
demen
tai.
A
França,
como
diz umillustre
culle-
ga
d’
este
paiz,
qne
tão
bem
podia
colio-
car-se
á
frente
das
nações
chrislãs,
se
ella
soubesse
comprehender
a
situação
e
a
influencia
moral
que
lhe
daria
a
pro-
tecção
aberta
e altamente
manifestada
da
Egreja,
da
Religião,
da
justiça
e
da
ver-
da
Je.
não
comprehende,
infelizmente
nem
a
sua
missão,
nem
o
seu
mais
importan
te
interessse.
E
’
o
triste
especlaculo
que
offerecem
as camaras
francezas.
desde
que
se
abriram,
e
as
centenas
de
medidas
despóticas,
impias
e
tyrannicas
que
des
de
o
triumpho
do
radicalismo
se
estão
practicando
em
todos
os
departamentos
de
França. Simples rivalidades, luctas de
interesses
pessoaes,
oppressão
cynica
do
fraco,
completo
esquecimento
dos
interesses
mais vilães do
paiz, eis
no
que se
tem
gasto
as
sessões.
—
Não
terminaremos
sem
registrar
que
o liberalismo tem
arrastado
o
mundo
a
um
verdadeiro
abysmo
de dissolução, e
que
se
a
humanidade
se não
trucida
rnutua-
mente,
é
que
o
negrumese
não cerrou
ainda
a
pondo
de
escurecêt
os
clarões
projecta-
dos
pelo
sol
eclypsado
da
Egreja
de
Je
sus
Christo.
Referimo-nos especialmente
aos
roubos
e
assasinalos
que se
estão
commettendo
nTima
progressão
geométrica
ascendente,
verdadeiramente
terrível
e assustadora,
por
toda
a
parte.
Emquanto
em
Portu
gal
se tem
descoberto
nas
emprezas
pu
blicas
e
particulares
uma serie
de
roubos
e
alcances
dentro
d
’
algumas
semanas,
na
Hespanha
em
alguns
dias
apenas
tomara
a
auctoridade
conhecimento
de seis
gran
des
roubos
practicados
em
diversas
casas
e
em
diversos
pouclos
d’
aquelle
paiz.
E
o
mesmo
por
toda a
parte. A
maré
cresce
d
’
um
modo
assustador!
Os
assas
sinatos
caminham
na
mesma porporção.
Isto
não
deve
admirar
quando
as
ondas
das
{paixões
desencadeadas
embatem
já
furiozas
nos
proprios
paços
reaes.
Ao
menos
ha
em
tudo
isto
uma
cou
sa
que
ninguém
poderá
seriamente
con
testar:
Lógica!
e
j
g
?
th
I
â
indulto.
—
Sua
ex.
’
revm.
a
o
snr.
arcebispo
Primaz, já
recebeu
da
Nuncia
lura
Apostólica
o
indulto
para
a
comida
de
carne,
em
lavor
d
’aquellas pessoas
que
tomarem
a
bulia
da
Santa
Cruzada.
®
eserivã» de
ftwenda. — Como
annunciamos,
reuniu-se
na
quarta-feira em
assembleia
geral a
Associação
Commercial,
d’
esta
cidade,
para
aceordar
nos
meios
a
empregarem-se
afim
de
obviar
ás arbi
trariedades
e vexações do
escrivão
de
fa
zenda
d’
este
concelho.
O
nosso
iiíustrado
collega
do
«Diário
do
Minho», no
seu
n.°
d’
hontem,
escre
ve
o
seguinte:
Foi eleita
na
«Associação
Commer
cial», como
hontem
dissemos,
uma
com
missão.
que tem
de
examinar
as
quei
xas
feitas,
contra
o
snr.
escrivão
de
fa-
zendi.
por
vários
contribuintes.
Fazem
parte
d’
essa
commissão
os snrs.
Manoel Ignacio
da
Silva
Braga,
Domingos
José
Soares,
João
Baptisla
Gomes
Ferreira,
Ferreira
Magalhães
e
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
Usaram
previamente,
da
palavra
os
so
cios,
snrs.
Ferreira
Braga,
Ferreira Ma
galhães,
Fernando
Castiço,
Domingos
Soa
res,
Cunha
Vianna,
Correia
de
Araújo,
Gomes Ferreira,
e
com
permissão
da
as
sembleia
(por
não ser
socio)
o
snr.
Dias
Freitas.
Sendo-nos
diflicultoso
apresentar
o
ex-
tracto
do
discurso
de
cada
um
dos illu-
slres
oradores,
diligenciaremos
expôr
a
synthese
do
que
suas
ex.
:,s
disseram.
Notaram
alguns
dos
oradores
quão
pe-
zadas
e
iníquas
eram as
medidas
tributa
rias
promulgadas
nos
últimos
annos;
a
necessidade
de uma
melhor
repartição
do
imposto;
quanto seria conveniente pedir
ao
poder
competente
a
prorogação
do
praso
para o pagamento
das
contribuições,
em
virtude do estado
precário
do
com-
mercio,
da
industria
e
da
agricultura;
etc
, etc.
Mostraram
outros oradores
a
necessi
dade
de
se
pedir
a
transferencia
do
snr.
escrivão
de
fazenda,
e
de ir uma
com
missão
da
«Associação
Commercial»
repre
sentar
ao
snr.
delegado
do
thesouro
con
tra
o procedimento
do
snr.
escrivão
de
fazenda
no exercício
de
suas
ftincções.
Finalmente
o snr.
Dias
Freitas
decla
rou
á
assembleia
que
linha
abundancia
de
provas para
poder
asseverar
qne
o
snr.
escrivão
de
fazenda
exorbitava no cum
primento
dos seus
deveres,
que
lhe
pare
cia
não
seguir
as
prescrições
do
regula
mento
de fazenda
na
arrecadação
do
im
posto,
que
o contribuinte
estava
sendo
op-
primido
pelo rigor do
fisco,
e
que
as
pre
potências
do
snr.
escrivão
de
fazenda
eram
innumeraveis.
Concluiu
o
orador
mostrando
ser
con
veniente
que
a «Associação
Commercial
*
promovesse
um
«meeting»
para
n
’
elle
se
resolver
a
melhor
fórtna
de
pôr
cobro
aos
vexames
a
que
o
contribuinte
está
presen
temente
sujeito.
Corno
o
digno
presidente
da
«Asso
ciação
Commercial»,
o snr.
Fernando
Cas
tiço
mostrasse,
que
os
differenteç
alvitres
apresentados
pelos
illuslres
oradores
só
podiam
ser
discutidos
em
outra
sessão,
concordou-se
em que
ella fosse convo
cada,
assim
que
a
commissão,
eleita
pa
ra
syndicar
os
actos
do
snr.
escrivão
de
fazenda,
ultimasse
os
seus
trabalhos.
Muito
desejamos
que'
a
illustre
com
missão, compenetrada
do
seu
dever,
se
não
demore
em
apresentar
um
relatorio
sobre
as
queixas
dos contribuintes
con
tra
o
snr.
escrivão
de
fazenda.
Estamos
certos
de
qne
a
commissão
ha
de
ouvir
todas
as
pessoas
que
lhe
pos
sam
ministrar
esclarecimentos,
e
sobre
tudo
o
snr.
Dias
Freitas
pela
posição
ostensiva
que, como
jornalista,
tem
to
mado
contra
e
escrivão
de
fazenda
em
favor
dos
opprimidos,
posição
em
que
não
leremos
duvida
em
secundai
o,
se
do
relatorio
da
commissão
agora eleita,
se
evi
denciar
que
o
snr.
escrivão
de
fazenda
não
tem
comprido
com o
seu
dever.
Desabamento e mort»
d’»iK
*
n»
íren»
t
!
í
».
—
Ante-hontem
de
madrugada,
um
muro
sobranceiro
a
uma
casa
da rua
dos
Salgueiros,
no Porto,
desabou
sobre
o
telhado
d
’
aquella,
sepultando
nas
ruínas
uma
pobre
familia
que
n
’
ella
vivia,
com
posta
das
seguintes
pessoas:
Domingos
Gomes
da
Silva,
sua
mu
lher,
Maria Joaquina Gomes,
suas
(ilhas
Rosa
de
19
annos.
Ludovina
de
17,
Leo-
nor
de
26 mezes
e
Aurora
de
7
mezes.
Proximo ao
postigo
do
sotão
dormia
um
sobrinho,
Antonio Francisco,
de
20
annos,
que
saiu incólume
d
’
esta
grande desgraça,
não
sabendo
como
expbcal-o.
IIIwaisiaiaçã
»
a «j®
3
-—Temos
notado
bastantes
irregularidades
na
illuminação
a
gaz. Na
typographia
d
’este
jornal,
por
exemplo,
a
luz
dos
bicos
é
tal
que
alra-
za
o
trabalho
da
composição.
Este
e outros
factos
denotam
que
ha
vicios
na
canalisação,
que
cumpre exami
nar
e
destruir. Para
isso
paga
o
publico.
Também
na
rua
de D.
Pedro V
e
rua
Nova
de
Santa
Cruz,
na
freguezia
de
S.
Victor,
temos presenceado
já por varias
vezes
accendèrem
se
os lampeões
já
pela
noute
dentro,
e
ás
vezes uma
hora
de
pois
de
estarem
aceesos
nos
outros pon
tos da
cidade.
E
’
um
dever
pôr
cobro
a
estas
irre
gularidades,
que,
demais,
por
muitos
mo
tivos
que
agora
não podemos
enumerar,
pódem
ser
de
lamentáveis
consequências
nas
duas
ruas
mencionadas.
Movimento «8a»
«1»
S.
nareos.—
Doentes
existentes
em
8
de
dezembro:
75
homens
e
94
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
16
homens
e
23
mulheres.
Sahiram:
18
homens
e
9
mulheres.
Falleceram:
1
homem.
Ficaram
em
tratamento
em
14
de de
zembro
72
homens
e
108 mulheres.
fi»ríiBíSo.
—
Por
ter
subtraído
objectos
de oiro
no
valor
de
323000 reis foi presa
a
adeleira
conhecida
pela
alcunha
de
a
Matalola.
Asylo «Se
S. Jasé.
—
Devem reu
nir-se
ámanhã
por
10
horas
da
manhã,
em
assembleia
geral, os bemfeitores
do
Asylo
de
S. José,
afim
de
se
proceder
á
eleição
da
administração
do
mesmo
Asylo.
Unicamente par f®It»
—E’
esta
a
rasão
porque
se
não
com-
poz
o
que
tínhamos
escripto,
com
desuno
a
este
n.°,
a
respeito
do
snr. da
fa
zenda.
Não
perderá
com
a
demora.
Ijarapi»»».
—
Por
uma
hora
da ma
drugada
d
’
honlem,
os
larapios
assaltaram
a
casa da
Prelada,
ao
fundo
da
Travessa
dos
Congregados.
Chegaram
a arrombar
algumas
portas.
Accudiram
alguns
policias
e
soldados
da
guarda
dos
Congregados.
Não
sabemos
se
chegaram
a
’
roubar
alguma cousa;
mas
ainda
que
roubassem
muito
e
muito,
com
certeza
não
chega
riam
ao
minimo
do
que
vários
sugeitotes
estão
surripiando
de
cara
descuberta
e
costa
direita.
Movo
jornal.
—
Recebemos
o
l.°
n.
”
da
«Gazeta
do Douro».
Longa
vida
ao
collega.
Julgamento.—
Foi
julgado
no tri
bunal
d
’
esta
cidade,
Antonio
da
Costa
Ribeiro,
da
freguezia
de
Priscos,
accusa-
do
de
espancamento: absolvido.
E&eiatorío.
—
Lemos
o
Relatorio
e
con
tas da Direcçào
do
Asylo
de
S.
José,
no
anno
economico
de
4817-78.
Este
pio
estabelecimento
é
um
dos
mais
dignos
da
attenção
das
almas
cari
tativas.
Os
benefícios
incalculáveis
que
alli se
prodigalisain
á
indigência
inválida,
não
podein
deixar
de
atrair
as
bênçãos
do
coo
e
a
prolecção
de
todos.
A
cari
dade
í
tem
sustentado,
porque
a
receita
ordinaria
não
chega
para
satisfazer
ameta-
de
d
>
d
speza;
a
caridade
continuará
a
sustental-o.
Eis
a
summa
do
relatorio:
A
receta
ordinaria
no
anno
economico
de
1877
1878
foi
de
6853781
reis
e a
despeza
forçada,
indispensável,
obrigatória
de
1:793.3190
reis,
havendo
portanto
um
déficit
de.
1:1073409,
que
foi
extincto
peia
receita
eventual
que
produziu
reis
1:399-3109,
pelos
juros
de
capitaes
mu
tuados-
-1653350
reis
e
pelo saldo da
conta
do
anno
de 1876-
i877—resultando,
portanto,
para
a
conta do
anno
a
1878-
1879
um
saldo
de 6585914.
Os
bemfeitores
que
deram
donativos
em dinheiro
foram
os
snrs:
Antonio
José
Vieira
Machado
15570
Domingos J.
de
Carvalho
e
Silva
2575580
Revd.
0
Antonio
J.
Nunes
de
Abreu
853860
Arcebispo
Primaz
305000
B.
Domingos
Moreira Gui
marães
43500
Uma
asylada
53500
Manoel
G.
Roma
Sobrinho
23500
Revd.
0
José
Luciano.
G.
da
Costa
43300
Francisco
José
Pereira
45500
Pedro
Teixeira
43500
Manoel
J.
G.
d
’
Araujo
2$250
Antonio
Joaquim
Alves
Ra
mos
45OOO
Corpo
docente
do
lyceu
53060
Manoel
d
’
Araujo
33600
B.
José Alves
de
Moura
43500
Commissario
de
Policia
23OOO
Governador
civil
I505OOO
Arcebispo
Primaz
453000
D.
Luiz
d’
Azevedo Sá
C.
43500
João
Luiz
Pipa
43500
Anonymo
do
Porto
1^100
Diversos
73250
Herdeiros
de
Quiteria Vaz
53760
José
Custodio
de
Souza
43300
Manoel
J
Rainha
23000
Commendador
José
da
Silva
Figueiredo,
Rio
de
Janeiro
5003000
Albino Guedes
da
F.
e
Gou
veia
I34OO
D.
Maria
Rufina
S.
Villaça
20
5000
Domingos
José V.
Machado 231Q0
Continuamos
a
enu
merar
as
recebidas:
Sentido
lilteral,
moral
e
hislorico
dos
rilos e
ceremonias
da
missas.
—
Vertido
e
resumido
por
Antonio
Fernandes
Cardoso.
E
’
um
livro
essencialissimo
ao
clero,
e
da
sua publicação muitos
louvores
ca
bem
ao
snr.
Chardron.
As seguintes
palavras
preliminares
do
traductor,
mostram
bem 0 seu alcance.
«
Desejando
contrit
uir,
quanto
em
mira
cabe,
para
que 0
sanlo
sacrifício
da
mis-
sa
seja
celebrado
com aquella
gravidade,
que 0
torna agradavel
a Deus
e
digno
de
respeito
aos
homens,
jnlgei
que
seria
de
muita
utilidade,
principalmente
para
os
novos
secerdotes, um
opusculo,
em
que
se
exposessem
os diversos sentidos
de
cada
uma
das
partes
da
missas;
e
existindo
em
meu
poder um
livro
antiga
mente
escripto na
lingua
latina
com
o
ti-
tulo:
Stimus
Litleraris,
Moralis
a
Histó
ricas lii
uum
ac
Cceremoivarum
Missce,
entendi
que
elle
piehenchia 0
fim
por
mim intentado,
tornando-o
digno
de
re-
commendação,
não
só
porque
n’
elle
se
encontram
muitos
vastigios
da
antigui
;a-
de,
que
se
não
acham
seguidamente
em
outros
auc
ores;
mas
lambem
porque
n
’
el-
I
le
se
expõe
0 sentido
de cada
uma
das
partes
da
missa
por
um
tal
modo,
que
é
bem
capaz
de
despertar
a
devoção
reli
giosa
no
coração
do
sacerdote,
que,
tal
vez,
não
tenha
muitas
vezes
pre
lado
a
devida
attenção
áquillo
que lê,
faz
e
obra
na
celebração
do
sacrifício
da
missa».
D
’aqui
se
póde
colligir
a
instante
e
imperiosa
necessidade
que
0
nosso
clero
tem
de
adquirir
uma
tão
recommendavel
publicação.
—
Sermão
de
S.
Francisco
d
’Assis.
Pertence
este
sermão
á
collecção
dos
Sermões
vários
que
0
snr.
padre
Luiz
Pacheco
tem
publicado.
Foi
prégado
a
4
d
’outubro
do
anno
corrente,
na
capella
da Ordem Terceira
em
Jesus,
pelo
doutor
José
Ferreira
Garcia
Diniz,
e
é
um
dos mais
bellos
e
eloquentes d’aquella
valiosa
collecção.
—
Atravez d
’África—•'Viagem
de
Kanzi-
.-■■-•
«k-
.
'
,<atiOPX'CK.
<
»y> '-
-•V'>Wil
mi
ar
a
Benguella,
por
V. L
Cameron
—
Versão
de Francisco
de
Lencaslre.
Recebemos
o fascículo n.°
7
d
’esta
obra, muito
interessante
como
temos di-
cto,
editada
pela
casa
de
Mattos
Mreira
y
G’.
a,
Lisboa,
Praça
de
D. Pedro n.°
67.
—
Historia
Popular
dos
Papas,
desde
S.
Pedro
até
nossos
dias,
por
J.
Chan
frei—
Versão da
ultima
edição
franceza
por
Antonio
José
de
Carvalho.
D)
alto
merecimento
d
’
esta
obra,
de
que
recebemos
o
fascículo
n.°
12,
já
te
mos escripto
desenvolvidamente.
O
seu
editor
é
o
snr.
Teixeira
de
Freitas,
proprietário
da
«Livraria
Inter
nacional»,
rua
de
S.
Dimaso,
34,
Gui
marães.
—
Diccionario
Popular,
histórico,
geo-
graphico,
mylhologico,
biographico
etc.
a ultima
continha
esta
grave
ameaça:
«Em
caso de recusa,
o
signatário
dirigir-se-ha
ao
logar
de
residência
da
soberana,
afim
de
mudar
a fôrma
do
governo».
Estas cartas
estão
escriptas
em
fran-
cez,
o
que
poderia
muito
bem
ser
a
cha
ve
de
um
mysterio,
cuja explicação
virá
depois.
O
homem
é
possive!
que
seja
in-
glez,
bem
qne
o
typo
seja
mais
allemão.
De
resto,
vivia
no
bairro
da
Cité,
onde
os
allemães
se
alojam
de
preferencia.
e
raub».
—
Noticia um
correspondente
de
Torres
Novas
para
uma
folha
da
capital:
«Ante
honlem
foi assas-inado
e
rouba
do,
na
sua
própria habitação,
Manoel
da
Silva
Macio, solteiro,
negociante.
Vivia
no
seu
estabelecimento só
com
um
exposto,
menor
de
5
annos,
por
nome
Rufino,
o
qual
nada
presenceou
por
já
estar
deita
do
a
dormir.
Estão presos
João Martins
Grillo,
João
Diogo
e Joaquina
Ferreira,
que horas antes
da
que
se
suppõe foi
commettido
o
crime
estiveram
jogando
na
loja
com o
assassinado».
Aaito de
afoet-Sura <2í»
erss-po
<3e
S.
Franeiseo
—
Anno
do
Nas
cimento
de
Nosso
Senhor
Jesus
Chrisio
de
1878,
aos
18
dias
do
mez de
julho,
ás
onze
horas
da manhã,
na
egreja do
Bom
Jesus, que foi
casa
professa
dos
pa
dres
da
Companhia,
sita
na antiga cida
de
de
Goa,
onde
se
acha
o
tumulo
com
o
corpo
de
S. Francisco
Xavier,
compa
receu
o
exc.
m
’
conselho
governativo,
sob
a
presidência
de
sua
exc.
a
rev.
‘na
o
snr.
arcebispo
de
Goa,
primaz
do
Oriente,
D.
Ayres
d
’
Ornellas
e
Vasconcellos,
composto
dos vogaes,
conselheiro
presidente
da
re
lação
de
Nova
Goa,
Thomaz
Nunes da
Serra
e
Moura,
coronel
d’
artilheria,
Fran
cisco
Xavier
Soares
da
Veiga
e
secretario
geral
interino,
capitão
tenente
darmada,
Antonio Sérgio
de
Sousa
Júnior,
e
tam
bém
o
ill.
,n
°
e
rvd.‘no
cabido
da
sé pri
macial,
a
junta
de
saúde
publica e
al
guns
outros
funccionarios
convidados
para
assistir
á
abertura
do
dito
tumulo,
para
se
saber
o estado
em
que
se
acha
o
corpo
do
mesmo
santo,
em virtude
da
auctorisação
concedida
por S.
Magestade,
em
portaria
de
ministério
da
marinha
e
ultramar
n.°
14
de
6
de
fevereiro
de
1878.
E
logo,
com
as
claves,
que
existiam
uma
em poder
de
s.
exc.a
revd.
ma o
snr.
arcebispo
de
Goa,
primaz
do
Orien
te,
e
duas
em
poder do
conego
Fran
cisco
José
Adenso,
administrador
da casa
professa
do Bom
Jesus,
e
que
n
’este
acto
foram
apresentadas,
se abriu o co
fre,
em
que
está
o
corpo
do
dito
santo,
e
se
achou
vestido
de
vestimentas
sa-
cerdotaes;
e
procedendo
os
facultativos,
de
que
se
compõe
a
junta
de saude,
o
chefe
de
serviço
de saude,
João
Stuart
Recebemos
os
fascículos
115,
116
117 e
118,
—
últimos
saidos,
d’
este
diccionario,
publicação
da
empresa Biblio-
theca
dos
Dois
Mundos.
tCwMBoirsssis.
—O
«Diário»
de
17
pu
blica
aviso
de
estar
aberto
concurso
pa
ra
provimento
das
seguintes
egrejas:
Aguas
Santas
(S.
Martinho),
conce
lho
de Povoa de Lanhoso,
diocese
de
Braga.
Ardões
(Santo André),
concelho de
Boticas,
diocese
de
Braga.
Balazar
(Salvador
■, concelho
de Gui
marães, diocese de
Braga.
Barrio
(S. Miguel)
concelho
de
Ponte
de
Lima,
diocese
de
Braga.
Bravaes
(Salvador),
concelho de Pon
te
da
Barca,
diocese
de
Braga.
Briteiros
(Santa
Leocadia),
concelho
de
Guimarães,
diocese
de
Braga.
Britello
(S,
Martinho), concelho da
Ponte da
Barca.
diocese
de
Braga.
Cubana
Maior
(S. Martinho),
concelho
dos
Arcos,
diocese
de
Braga.
Cuide
de
Villa
Verde,
(S.
Mamede),
concelho
de
Ponte
da
Barca,
diocese
de
Braga.
Freixieiro
de
Soulello
(S.
Martinho),
concelho
de
Vianna
do
Castello,
diocese
de
Braga.
Gavieira
(Salvador),
concelho
dos
Ar
cos,
diocese
de
Braga.
Linhares
(S.
Miguel), concelho
de
Car-
razeda,
diocese
de
Braga.
Macieira
(Santa
Leocadia),
concelho
de
Felgueiras,
diocese
de Braga.
Monte
Negro
(S.
Julião)
concelho
de
Chaves,
diocese
de
Braga,
Palme
(S. André),
concelho
de
Barcel-
los,
diocese
de
Braga
Villarinho
dos
freires (N. S. das
Ne
ves),
concelho
do
Peso da
Regua,
dioce
se
de
Braga.
Caridade
(N.
S.),
concelho
de
Reguen-
gos, diocese
de
Evora.
Vera
Cruz
(Santa
Cruz),
concelho de
Portei,
diocese
de Evora.
Agrella
(S.
Pedro),
concelho
de San
to
Tbyrso,
diocese
do
Porto.
«Lavra
(S.
Salvador)
concelho de Bou
ças,
diocese
do
Porto.
Lomba
(Santo
Antonio),
concelho
de
Gondomar,
diocese
do
Porto
Most
iro
(Santo
André),
concelho
da
Feira,
diocese
do
Porto.
Sobreira (S.
Pedro),
concelho
de
Pa
redes,
diocese
do
Porto.
Travanca
(S.
Mamede), concelho
da
Feira,
diocese
do
Porto.
Cavazel
(S.
João
Baptista),
concelho
de
Castro
Verde,
diocese
de
Beja.
Santa Iria
(Santa
Iria),
concelho
de
Serpa,
diocese
de
Beja.
Oriollas
(Nossa
Senhora
de
Assum
pção),
concelho
de
Portei,
diocese
de
Beja.
Outeiro
das
Oriollas
(S.
Bartholomeu),
concelho
de
Portei,
diocese
de Beja.
Sadão
(Santa
Margarida),
concelho
de
Ferreira,
diocese
de
Beja.
Santo
André
(Santo
André), concelho
de
S.
Thiago
de Cacem,
diocese
de
Beja.
Santa
Luzia de
Garvão,
(Santa
Luzia),
concelho
de Odemira,
diocese
de
Beja.
Valle (Santa Calharina), concelho
de
Beja,
diocese
de
Beja.
Villa
Verde de
Ficalho
(S. Jorge),
con
celho
de
Serpa,
diocese
de Beja.
Campo
Maior
(S. João
Baptista),
con
celho
de Campo
Maior, diocese
de
Bjae.
AmetifA
de
assassínio
contra
a
rainha
Victoria.
—
As
duas
primeiras
cartas
do
já
agora celebre
auctor
da
re
cente
ameaça do
assassínio
contra
a
rai
nha
Victoria,
limitavam-se
a
impetrar
soc-
corros
mais
ou
menos
comminalorios,
mas
agora
aquelia
magnifica
obra
d
’
arte.
In
funde
tristeza
e
dó a
desconsolada
dispo
sição
dos
montes
de
pedras,
de
vigas,
de
entulho,
em
que se
tornou
de
repen
te
o
trabalho
de
tantos
braços,
e
de
tan
tas
intelligencias.
M
;s o
golpe
de
vista
é
desolador,
quan
do
se
pensa
em
que a
inadvertência
ou
a
ignorância
deram
hoje
logar a
um
acon
tecimento
que
nos
enluta
e
desacredita
á
face
da
arte
e
da
sciencia.
0
que
vimos,
dá
a
ideia
de
um cas
tello
de
papellão,
cheio
de
terra solta.
A
cantaria,
que
revestia
as
paredes,
era
formada
por
parallelipipedos
de
15
cen
tímetros
de
espessura,
postos
de
cutello,
sem
ligação
de
especie
alguma.
Por
den
tro
uma
parede
de
alvenaria,
de
50
cen-
timetros,
sustentava as abobadas!...
Parece
que
o
archilecto
desconfiava
ha
tempo
da
solidez
da construcção,
por
que,
segundo ouvimos,
enchera
já
de
pa
rede
massiça
alguns
arcos
interiores,
dan
do,
ha
dias,
parte
de doente.
Esta
noticia
traz
envolvida
uma
tão
negra
traição,
que
não devemos
avental a
sem
as necessárias
restricções.
Houve,
para maior
sentimento, perda
de
vidas a lamentar. Foram
logo
colhi
dos,
pelas
primeiras
pedras
que
se
des
prenderam, dois
operários.
A
um
d
’
elles
foi
cortada
a cabeça
que
ficou
preza
ao
corpo
por
um tendão,
no
momento
em
que
gritava
e
avisava
a
que
fugissem,
o
resto
dos
trabalhadores.
O
outro,
soffreu
na
face
esquerda
uma
pancada
que
o pos
tou
logo
exânime.
Vimos
os
cadaveres
d
’estes
dois
desgraçados
que
foram
de
positados
na
egreja.
Dizem
que
ha
ainda
oito indivíduos,
sotterrados.
Dois
d’elles
nào
morreram
aindà.
Ouviam-se
fallar,
e
parece
que
um
chegou
a
declarar
ser
o
porteiro.
Ouve-se
a
voz
d
’
este ultimo
tão
pró
xima
que
parece
facil
chegar
o
desaterro
até
elle,
antes
que
se produza
a
asphixia,
proveniente
da falta de
renovação do
ar.
Mas
o
equilíbrio
eventual
das
pedras
qne
o
cobrem
póde
ser
quebrado
quando
se
desloque
qualquer
d
’ellas,
e
desmoronar-
se
sobre
o
desgraçado
aquelia
abobada
fictícia
e
ir colhel-o
a morte,
no
momen
to etn
que volta
á
vida!
Não
sabemos
descrever
tal situação!..
Não
podemos
comprehender e
dar
conta
das
sensações formidavelmente
desconhe
cidas
que
devem ser experimentadas
en
tre
a
morte e
a
vida
provável.
Cura
do
cSioSera
nturbus.
—
O
snr.
Batler,
cirurgião
residente
na
índia
bri
tânica,
assegura, segundo
o
periodico
«The
Lancet»,
que
obteve
a
cura
do cholera-
raorbus,
na
proporção
de
70
a
75
por
cento,
mediante
o
acido
voracico
puro,
administrado
ás
doses
de
dez
grammas
cada
duas
horas,
combinado com
o
car
da
Fonseca
Torrie,
os
cirurgiões
de
!.“
classe,
Manuel
Maria
Bordallo
Prostes
Pi
nheiro
e
Raphael
Antonio
Pereira,
ao
exame
do
mesmo
corpo,
julgaram
este
em
bom
estado
de
conservação
e
no
caso
de
ser
exposto
á
veneração
publica,
para
exci
tar
e
augmentar
a
devoção
dos
povos,
guardando-se, comtudo,
o
devido
resguar
do.
E
de
todo
o
referido,
eu
Antonio
Sér
gio
de
Sousa
Júnior,
secretario
geral
in
terino
do
governo
d’
este
Estado,
lavrei
este
auto, que
assignaram
todas
as
auclo-
ridades
e
corporações
retro
mencionadas.
Seguem-se
as
assignaluras
dos
assis
tentes.
—
(«A
Cruz»).
Preç» dos
eeceaM.
—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
•
Trigo.....................................................
780
Centeio
........................................
520
Cevada
.............................................
560
Painço.............................................
500
Milho
branco .....
530
»
amarello.
.
.
.
•
520
Milho
alvo...................................... 620
Feijão
branco
.....
840
»
vermelho
.............................
820
»
amarello
..............................
680
»
rajado................................
620
»
fradinho............................... 600
Batata..............................................
660
Azeite.
......
65200
Desmaranamento
e
msrtes. —
Escreve
o
«Jornal
da
Noite»,
d
’
ante-hon-
bonato
de soda.
Elesinteiligeneiaa
esitre
rm-son
e
chineses.
—
Aílirmam
de
Berlim,
em
data
de
12.
que
a
expedição russa
en
viada
ao
forte
Vernoye,
para
explorar
Kai-Shan
K'ks,
foi
obrigada
a
retirar
por
terem
as
tropas chinezas
nos desfiladei
ros
de
Kara-Kul
feito
fogo
sobre
os
rus-
ros.
Sa3ão
americano. —
Acha-se
expos
ta n
’este
salão,
na rua
Nova, n.°
24,
uma
collecção
de
vistas
representando
o
nas
cimento
e
factos mais
notáveis
da
vida
e
morte
do
Salvador.
TELEGRAMMAS.
Londres
15.
—
O
ministro das
colonias
disse
na
camara dos
deputados
que a
mensagem
enviada
ao
rei
das
Zulus
não
é
tillimatum,
pois que
se
espera
solução
pacifica
das
questões
pendentes.
O
snr. Northecoth
disse que não
tem
fundamento
os boatos
de
uma
nova
con
venção anglo-lurca, pois
que
as
negocia
ções
referem-se
unicamente
á
ilha
de Chy-
pre.
A camara
votou
unanimemenle
uma
mensagem de
pezames
á
rainha pela
mor
te
de
sua filha a
princeza
Alice,
gran-
duqueza
de
Hes-se-Darbmtadt.
tem:
Hoje,
pelas
nove
horas
da manhã,
desmoronou-se,
com
grande ruido,
a
tor
re
central
das
obras
novas
da
casa-pia,
contígua
ao
convento
dos Jeronymos.
Não
podemos
ser
ecbo
dos
boatos
que
correm,
porque
não
consente
o
nosso
animo
que
vamos
fazer
accusações
sérias
e
graves,
que
a
verdade
de
taes
boatos
iraria
comsigo.
E
’
lastimoso
o
aspecto que
apresenta
Antonio
José
Ribeiro Parada,
resi
dente
na
estrada de
ferro
de
Cantagallo,
estação
de
Macuco,
Província
do
Rio
de
Janeiro,
agradece
penhoradissimo,
as
dis
tintíssimas
provas de
interesse
e
aflecto.
que
recebeu
de
muitas
damas
e
cavalhei-
ros
d
’esta
cicade, quando em principios
de
setembro
do
corrente
anno,
se
divul
gou infundadamente a
sua
morte, e por
esta
occasião
offerece
a
essas pessoas
o
seu
limitadíssimo
valimento
n
’aquella
Pro
víncia.
(2168)
Anlonio José
Bibeiro
Parada.
Os abaixo
assignados
não
lhes
sendo
pos
sível agradecer
pessoalmenle
a
todas as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
presta
ram
seus serviços
por
occasião
do falle
cimento
de
seu
muito
prezado
marido,
pae,
genro
e
cunhado,
Tristão
da
Silva,
e
se
dignaram
assistir
ao
oflicio
de
se
pultura
na
real
capella de
Santa
Cruz
d
’esta
cidade, veem por
este
meio
pro
testar
a
todos
o seu
profundo
e
indelevel
reconhecimento
de
gratidão.
Braga
19
de dezembro
de
1878.
Joaquina
Rosa
da
Silva.
Maria
Benigna
da
Silva.
Maria
da
Graça
da
Silva.
Francisco
José
Alves
Júnior.
Anlonio
Jo
’
é Henriques
de
Mattos.
Manoel
José
Carlos.
(217
5)
ANNUNCIOS
A
g
snr.
direclor
geral
dos
cor
reios.
Antonio
Manoel
Ayres
d
’
01iveira,
ne
gociante
d
’
esta
cidade
de
Braga,
tendo
remettido
no
dia
13
do
corrente,
a
fe-
lial
de
Anlonio
Ignacio
da
Fonsecca,
no
Porto,
vários
prémios
da
Misericórdia
de
Lisboa
entre
os
quaes
2
bilhetes
intei
ros
n.
cs
3677,
3665.
e
não
tendo estes
chegado a
seu
destino
pede
ao
exc.1110
snr.
direclor
geral dos correios, as
mais
rigorosas
providencias
porque
já
não
é
a
rrimeira
carta
com
valores
que
lhe
falta,
rede
egualmente
á
pessoa
qne tal
obje-
clo
possue
a
fineza de
o
restituir.
(2176)
ACU DAM
Chegou
á
rua
do
campo
22
o
verda
deiro
Bacalhau,
aturtulhado
proprio
para
a
occasião, á
annos
qne
não
veio tão
bom.
(2177)
EXCELLENTE
CONSOADA!!
A
FORMOSA
LUSITÂNIA
FOR
lalharina
Carlota Lady Jackson, versão
do
inglez,
prefaciada e
annotada por
Cnmillo
Castello
Uraneo
Obra
de
luxo,
adornada
com
23
bellissi-
mas
gravuras, representando
as
mais
notáveis
vistas
e
os
mais distinctos
mo
numentos
de
Portugal,
com uma
linda
encardernação
cm percalina
dourada.
1 grande
e elegante
volume
—
4^-500
rs.
A
’
venda
em todas
as
livrarias
do reino.
Requisições
á
LIVRARIA
MALHEIRO,
editora.
123
—
rua do
Almada,
123
—Porto.
Os
snrs.
assignantes
d
’esla
obra
qne
desejarem
a cartonagem
para
a
mesma,
custar-lhcs-ha 50u
reis.
A
’
s
redacções
dos
ornaes,
a
quem
foi
enviada
a
obra,
e
jor
descuido não
houver
sido
enviada
a
cartonagem,
roga-se
o
favor
de
a
reclama
rem
á
LIVRARIA
MALHEIRO.
GOS1NHLIRO
No
Collegio
dos
Orpbãos
precisa-se
de
um cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no
mesmo
Collegio.
(2124)
Dinheiro
a
juro
Ha
na confraria
de
Santo,,
Antonio
da
Praça
Municipal a quantia de
6505000
reis
para
mutuar. O
secretario—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
DINHEIRO
A
JURO
A confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
da
5005000
reis.
(2065)
Arrematação
Pelo
Tribunal
do
commereio
ue
pri
meira instancia
d’
esta
cidade
de
Braga
e
seu
districto.
e cartorio
do
escrivão
do
tribunal
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
de
quem
actualmente
é
escrivão
ajudante
Ma
noel
Gonçalves da xMaia, se
faz
publico,
que
no
dia
22
do
corrente
mez de
de
zembro,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
praça
publica
do
mesmo
juízo.
tem
de
voltar
á
praça,
bens
já praciados, com
o
abatimento
de
ametade
do
seu
valor,
e
bens
ainda não
praciados
e
dividas
activas
pelo
seu
effectivo
valor,
tudo
per
tencente
á
massa
fallida
de
Joaquim
José
Gonçalves
Loureiro,
negociante
que
foi
u
’
esta
cidade,
e
cujos
bens
são
os
se
guintes,
a
saber:
Bens
já
praciados
com
o
abatimento
de
metade
do
seu
valor.
Duas
moradas
de casas
lerreas,
situa
das
no
caminho
que
vae
para
a
cerca
do
Populo.
com
seu
quintal, no
valor
de
160$0(i0.
O
foro
de
8,59
de
meado,
no
va
lor
de 7$000
reis.
O
foro
de
48,357
de
meado,
e
1$000
reis
em dinheiro, no
valor
de
22$000
rs.
O
foro
de
40.298
de meado,
no
valor
de
10$0000
reis.
O
foro
de
32,238
de
meado,
no va
lor
de 8$000 reis.
O
foro
de
32,238
de
meado,
no
vaorl
de
8^000
reis.
O
foro
de
100 reis
em
dinheiro, no
valor
de
l$000
reis.
O
foro
de 40
reis
em dinheiro
no
valor
de
400
reis.
O foro
de
48.397
de
meado,
no
va
lor
de
12$000
reis.
Foros
ainda
não
praciados
e
pelo
seu
justo
valor.
O
foro
de 360
reis
em
dinheiro,
no
valor
de
6$000
reis.
O
foro
dos
litros
correspondentes
a
2
1|4
alqueires
de
meado,
no
valor
de
18$000
rs.
Dividas
activas
ainda
não
praciadas
e
pelo
seu
justo
valor.
Dividas
activas,
como
consta
do
livro
que
apresentou
o
fallido, na
importância
de
260$425
rs.
—
Braga
9
de
dezembro de
1878.—O
escrivão
ajudante
—
Manoel
Gon
çalves
da
Maia.
(2174)
mm ma
Os
Hrhuçados
niytilieos,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.—Meia
caixa
100 reis.
Unico
deposito
no
Porto.
PHARMA
CIA CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA,-
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
ALUGAM-SE
as
casas n.°
21, no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e com
muitos
commodos.
Trata-se na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
GRANDE
RIFA LOTERICA
QLE
SE EXTRAHIRÁ
POR MEIO DA
LOTEtíIA EXTRAORDINÁRIA IlE IIMHA
B®
23 BI BISffiBBO BI IBM
PROSPECTO
DOS PRÉMIOS
1
de
Um
piano,
novo
e
garantido,
do
conhecido
auctor
«Gaveau»,
modelo
n.°
1,
com
o
n.°
8612,
comprado
e depositado
no
muito
acreditado
armazém
da
viuva
de
José de
Mello
Abreu,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o
primeiro prémio
de
2.500:000
pesetas.
1
de Uma
nova
e
excellente
machina
de
costura,
para
familia,
do
afamado
auctor
«Singer>,
para
o
bilhete que
contiver
o
numero em
que
sahir
o
segundo
prémio
de
1.250.000
pesetas.
1
de
Um
relogio d’ouro,
experimentado,
para
homem,
do
fabricante
«Jnlien Gene-
ve»,
com uma
excellente
caixa
d
’cbano.
para
o
bilhete
que
contiver
o
nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro
prenuo
de
750:000
pesetas.
2
de
Um par
de
castiçaes
de
prata,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver qual
quer
dos
numeros
em
que sahirem
os
2
prémios
de
25<
i
:000
pesetas.
4
de
Uma
duzia
de
colheres
de
prata,
para
chá,
para
cada um dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em que
sahirem
os
4
prémios
de 125:000
pesetas
20
de
Um
talher de prata, composto de
faca,
garfo
e
colher,
com a competente
caixa,
para
cada
um dos
bilhetes
que
contiver qualquer
dos numeros
em
que
sahirem
os
20
prémios
de
50:000
pesetas.
30
de
Uma
bolsa
de
prata,
para
homem
ou senhora,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer dos
numeros
em
que
sahirem
os
30
prémios
de
25:000
pesetas
40
de
Uma entrada
para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a
uma
cautela
de
600
reis,
em
séries
de
6
loterias,
no
valor
cada
entrada,
de
3$600
reis,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver qualquer
dos
40
numeros
cujas
3
ultimas
lettras
sejam
iguaes
ás
3
ultimas
lettras
do numero
em
que
sair
o
prémio
de
2.500:000
pesetas
99
prémios.
CADA
BILHETE
PARA ESTA RIFA CONTÉM
20 NUMEROS
E
CUSTA 700 REIS
Os
prémios
annunciados n’
este
prospecto,
acham-se
desde
já
patentes
no
Es
tabelecimento
de
Loterias,
de Lourenço
Marques
d
’
Almeida,
na
rua
das
Flores
n.°
112,
para
onde
deve
ser
dirigida
qualquer
encommenda
de
bilhetes.
W.
55.
A
(pietíi
comprar
de
5
bilhetes ptsrt» etnia,
eoneede-se
o
abatimento
cie 1<)
por
cento.
(2100)
Gran
êxito
en
Paris
TTKTP
PU
les
P
A
V
VELOUTINE
GH‘
“ FAY
POLVO
DE
ARROZ
ESPECIAL PREPARADO
CON
BISMUTO
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dá
a/
cútis
frescura
y
trasparancia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se vende
en
las
Farmacias,
Perfumerias, Beluquerias y tiendas
de quincalla.
rmacias,
rerrumerias, reiuquenas y uenaas ae quincalla.
r
v
Desconfiar
de
las falsificacíones.
PERIODICO
O
MAIS
ELEGANTE
E
í.
a
Edição—Dois
numeros
por
mez:
numeros
gravados,
aguadas
e
moldes.
—
Um
anno,
5$20()
reis
—
seis mezes,
2$900
reis.
NOTA
—
Edição
especial
psra
cogtureirii»i 96
figurinos e
numerosos
moldes
cortados
de
tamanho
natural.
— Um
anno,
11-^300
reis
A
administração
do
Commereio do Minho
recebe
as assignaturas.
As
Verdadeiras
»
ÇILULAS
|
@
SAO
AS ÚNICAS
0
©APPROVADAS
PELA
ACADEMIA
DE
MEDICINA®
@
DE
PAUIS
@
© Por
sua
Pureza
e inalterabilidade
@
©
CURAM
as
escrófulas,
a
insufflclencla do (gí
—
sangue,
a
anemia paludosa,
FORTIFICAM
as
constituições fracas
rr».
ou
arruinadas,'
Jjf
AJUDAM
a
formação
das jovens,
etc.,
etc.
-j?
Exigir
nossa
firma,
fòaqui
juncta,
posta
na
^rnarte
inferior de um
rotulo verde.
@
Pharmaciôn, 40,
r.
Bonaparte, Paris 0)
DINHEIRO
A
JURO
Ha
para
mutuar a
quantia
de Ires
contos
de
reis 3:000^000
reis.
Quem
o
pretender
todo
ou
parte
póde
dirigir-se
ao
largo de
S.
Francisco
n.°
6,
l.°
an
dar.
(2172)
>j
♦
MAIOR
DE
TODOS
OS
DE
MODA
2.
“
Edição—Cincoenta
e
dous
nume
ros
por
anno:
numerosos
gravados,
aguadas
e
moldes
cada
mez.—
Um
anno,
11$300
reis
—
seis mezes,
5$70C>
reis.
Amimai malhehw
S’raça do
Bardo
«Se
8.
Marti-
nlto,
3»
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus modelos
para
snr.
a
e
creança.
Flores, plumas e
cascos
para
chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de
linho para
militares,
duzia
a
l$000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
diíleréntes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Tendas
u
vlinheiro.
LECCIONACÀO
Na
rua
Direita
da
Cruz
de Pedra, n.°
38
lecciona-se
PHILOSOPHIA,
RHETO-
R1CA e FRANCEZ.
Habilita-se
para
exame.
Mffll
IlE VIW
DO ALTO DOURO
DA CASA
BE VII/IiA POICA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15
—
Braga.
N
’este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho
tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
>
>
»
»
.
190
»
Lagrima..............................
200
»
Branco
de
meza..................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
....
300
o
Malvasia
de
2.a
.............................
360
>
»
velho....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e Moscatel
a 500
»
Roncão
.........................................
700
»
Alvaralhão........................................650
i>
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
par&
meza
50
e 80,
o
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade de todos
estes vinhos, po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
raan-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
chytnico.
(-H-41)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro
sobre
prata,
ouro,
joias,
roupas
e
outros
mais objectos
que
tenham va
lor
de
cincoenta
mil
reis
para cima;
tem
grande
abatimento nos
juros.
Acha-se
aberta
desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
JOSE
’
DA
SILVA
FUNDÃO
Com
loja
<le
fato
feito
13—
Largo
do
Barão
de
S. Marlinho
—13
t
Participa
aos
seus
amigos
e fre-
guezes, tanto
d
esta
cidade
como
das
proviociasque
tem um bonito
e
variadú
sortimento
de
falo
fei
to,
casimiras para
fato muito
baratas,
cortes
de
calça
a
l$500, 2$000
e
2$500
reis;
tudo
fazendas
modernas.
Guarda
pós
de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de 600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400
reis até
800,
de
panno
familiar»
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de todas
as
qualidades, de
500
rs.
até
800
;
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
,
Encarrega-se
de
lazer
qualquer obra
que
lhe
seja eocommendada,
e prompti-
fica-se
a
ficar
com
ella
quando não
fique
á
vontade
do freguez.
Banco
Commercial de
Braga
em
liquidação
A
Commissão liquidataria
d
’
este
Banco
desejando
facilitar
aos
snrs.
credores
a
liquidação
dos
seus
créditos,
resolveu
re
duzir
o
mais
possível
os
preços
das
dif-
ferentes
acções
que
lhes offerece
em
pa
gamento;
e
considerando
a mesma com
missão
liquidataria
que
não
pode
fazer
maior
redução
aos
preços
dos
diflerentes
tilulos
que
possue,
salvo
com
maiores
e
inevitáveis prejnizos
para
os mesmos cre
dores,
porisso
espera
que se
apressarão
a
vir
liquidar brevemente
seus
créditos,
na
certeza
de
que,
se
o
não fizerem,
terão
de
soffrer
as
consequências
que d
’
abi
lhes
resultar.
Braga
12
de
dezembro de
1878
CIRUneSî
O3SNTTÍ.IATA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á sua
arte
e
continua
operando
grátis, pobres e
soldados.
(2159)
COFRE
DE
FERRO
Quem
o
tenha
para
vender,
falle
na
rua
Nova
n.°
4.
RESPONSÁVEL—
Luiz
Baplísla da Silva-.
BRAGA,
TYPOGRAPRIA LUSITANA—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
