comerciominho_21111878_864.xml
- conteúdo
-
FOSEMELS«iíOSA,
rOMalTÍC A. JE TWOTTBÍ^IOS.U-
REDACTOiiES
—
D. Miguel
Solto-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Piinenlel.
^«gw
igrewaytB
rjzfcsj;
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASS1GNATURA
PU
B
LIGA-SE
ÁS TERÇAS,
QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
................
2&00Ô
»
6
»
................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso........................
10
N.° 864
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios cada
linha.....................
20
Repetição
....................................
10
D.
JOÃO
CHRYSOSTOMO
DE
AMORIM
Pessoa,
por
mercê
de
Deus,
ele.
Sendo
chegado
o
tempo
de
urna
nova
ordenação
de
Ordens
Maiores
de
Diácono
e
de Presbytero;
que, ajudando-Nos
Deus
Nosso
Senhor,
temos
determinado
fazer
no
dia
29
do
mez
de
Março
do
proximo
tuturo
anno
de
1879; conferindo,
se
jul
garmos
conveniente,
Ordens
Menores
no
dia
2a
do
mesmo
mez
de
Maíço;
Ha
vemos
por
bem
Ordenar
o
seguinte:
1.
“
—
Os
exames
para
esta
Ordenação
serão
feitos
nos
dias
19,
20
e
21
do
mez
de
Dezembro
do presente
anno
nas
matérias
já
determinadas, na
fórma
cos
tumada;
2.
’—
Os
alumnos,
que
pretenderem
habilitar-se,
deverão
entregar
em a
Nos
sa
Secretaria
os
seus
requerimentos
do
cumentados até
ás
onze
horas
da
manhã
do
dia
7
do
predicto
mez
de
Dezembro;
3.
°
—
Os
ordinandos
para
presbytero
terão
dez
dias
de
exercício
espirituaes
e
de
recolhimento
em o
Nosso
Seminário
de
S. Pedro,
para
o
qual deverão
entrar
no
dia
16
de
Março do
proximo
futuro
anno
de
1879,
até
ás
seis horas
da
tarde;
4.
®—
Os
ordinandos
de Diácono
e
de
Menores
lerão seis
dias
de exercícios
espirituaes,
que
começarão
para
lodos
no
dia
17
de Março
na
Capella
d
’esla
Nossa
Residência,
na
fórma
das passadas
orde
nações;
5.
°—
Devem
ser
julgadas
de
execução
permanente, em
quanto
não
mandarmos
o
contrario,
as
disposições
da
Nossa
Pro
visão
de
12
de
Novembro
de
1877.
Dada
e
passada
sob
o
Nosso
signal
e
sello
das
Nossas
armas
em
o
Paço
Archie-
piscopal
de
Braga, aos
11
dias
do mez
de
novembro
de
1878.
Logar
fig
do
Sello.
João, Arcebispo Primaz.
Tendo na
maior
consideração
o
que
Nos foi
pedido
pela
Commissão
Central
—
Primeiro
de
Dezembro de
1640
—
, em
vis
ta
dos motivos
expostos
no
seu
oílicio
com
a
data
de 2
do
corrente
mez
de
no
vembro;
Havemos por bem
recommendar
a
execução
da
Nossa
Portaria
de
25
de no
vembro
de
1875;
esperando
que.
os
Muito
Reverendos
Vigários
Geraes
e
Arciprestes
d’
esle
Nosso
Arcebispado,
onde
os
fieis
em
todos
os
tempos
lêem
dado
sobejas
pro
vas
do seu
valor,
da sua dedicação
e
do
seu
amor
pela
independencia,
pela
auto
nomia
e pela liberdade
da
patria,
em
pregarão,
de
accordo
com
as
auctoridades
civis,
todos
os
meios
ao
seu
alcance,
para que aquelle
dia,
tão
notável
como
glorioso
nos
fastos
da
Nação
portugueza,
seja
religiosa
e
dignamenle
cornmemo-
rado.
Paço
de Brasa,
14 de
novembro
de
1878.
João,
Arcebispo
Primaz.
DllUlA-QIIim-FEIRA
«1
BE
VíJVinlBHI)
DE
Í99S
Hepliea
ao
snr.
Amorim
Barliuza
Escreveu
o
snr.
Amorim
Barboza,
de
Santarém,
ao
«Commercio
do
Minho»,
de
29
do
passado,
uma
carta
da qual só
em
11
do
actual tive
noticia
e
pude
ler,
mostrando-se
mais
que
maravilhado,
escan-
dalisado também
de
que
eu:
1.°
Tivesse
aggredido
o
revd.0
snr.
padre
Seabra
por ter
assistido
em
nome
da
«Nação»
ás
exequias
de A. Herculano;
chegar
até
a
fazer
gloria
disso;
nado
ás
crenças cathoiicas
da
sua
mo
cidade,
como
não auctorisa a
crer
que
deixou
de
ser
catholico
todo
aquelle
que
vae
buscar
para
esposa
uma
mulher nobre
e rica.
Relractou
por
.ventura
tudo
o
que
ti
nha
escripto
contra iMaria
Sanlissima.
contra
a
Infallibilidade
pontifícia,
contra a
Egreja,
contra
os
Papas,
e
contra
os
Concílios,
nemeadamente os
de
Trento
e
de
Vaticano? Infelizmente
não;
e
todavia
essa
relractação
era
necessária,
—
a
condi
çào
sine qua
non.
Talvez fosse
por isso
que
o snr. pa
dre
Seabra não
se
atreveu a
afirmar
que
A.
Herculano
morreu
no
osculo
do
Se
nhor, e no
seio
da
Egreja,
nos
motivos,
que
longamente
expôz
afim
de
justificar
a
sua presença nas
exequias;
o
que não
deixaria
de
fazer se
estivesse
convenci
lo,
como
parece
estar
o
snr.
Amorim
Bar
boza,
de
que
elle
morrêra catholico.
A
questão
é,
pois,
esta:
Morreu o snr.
Herculano
no
grémio
da
Egreja
Catholica?
Se não, era
do
meu
dever
escrever
o
que
escrevi,
e
não
ha razão para
extra-
nhar,
nem
menos
para
se
escandalisar
do
que
a
justiça
e
a
verdade
me obrigaram
a
dizer;
se
morreu
no
seu
grémio,
pro
ve-o
o
snr. Amorim
Barboza
com
razões
concludentes.
As
que
produziu
nem
sequer
auctorisam
supposições.
Eu
não
trato
de
saber
se
é
verdade
ou
não
que
a mulher
do fallecido
lhe
lembrou
que
chamasse
um
padre, e
que
recebera
uma
resposta
que
a
fez retirar-
se
chorando. Quero
antes
crer que
o
mo
ribundo,
tendo
feito
o
seu
testamento,
recommendou
se
lhe
chamasse
um
padre;
que este
não
pôde
accuiir
ao
chama
mento
por
lh’
o
impedirem
os seus
deve
res
parochiaes;
motivo
por
que
teve
de
pedir
se
chamasse
outro,
o
qual
não pôde
ver
o
doente
porque
um seu
sobrinho
«se
oppoz
a
isto,
e
tal
urdidura
de
du
vidas teceunos
familiares,
que
a
morte
pôz
termo a
tudo».
Este
sobrinho
parece me
ter
seguido
muito
á
risca
as
doutrinas
que
do tio
recebera
por
mais de
25
annos,
e
os
exemplos
que
linha
presenciado!
E
não
leria
Deus permiltido
isto
mesmo
para
castigar
o
«orgulhoso
do
seu
nome
para
não
retractar-se,
escrevendo,
do
que
uma
vez
houvesse
escripto»?
Foi
assim
mesmo
que
succedeu
com Voltaire;
não
menos
orgulhoso,
e
que
só
se
retraclaria,
rece
bendo
á
hora
da morte
o
padre
que
se
apresentava
para
o
reconciliar
com
Deus.
Se
não
me
engano,
acceila
esta
re-
traclação
indirecta
o snr.
Amorim
Bar-
boz
(
a,
apezar
d
’
ella titillar
o
orgulho mais
indomito.
Quererá
o
snr.
Amorim
Bar
boza passar diploma
de
catholico
a
Vol
taire
com os mesmos
fundamentos
com
que
o
acaba
de
passar
ao
snr.
Herculano?
Outros não
tem.
Concluo
esta
resposta
perguntando,
por
que
se
não
publicou
esse
testamento,
na
parte
alheia
aos
negocios
do
seu
estabe
lecimento
e
casa?
Na
falta
de outra
cousa
mais
solemne
e
precisa,
esse documento
póde
alguma
luz
dar
sobre
este
particu
lar,
a
favor
ou
contra as
afirmações
do
meu
estimável
contendor.
A
’
terceira
respondo
que
nunca
puz
em
almoeda
/leilão]
a pessoa,
e
muito
menos
a
conducla
(regra
de
proceder)
do
snr.
padre
Seabra,
que
mal conheço
de
vista.
Nesta
arguição
o
illustre
ad
vogado
de Santarém
deixou
se levar muito
longe
pelo
logo da
sua
eloquência,
nesta
defeza
do
cliente
que
oíficiosamanle
tomou
a
si.
Agora
duas
palavras
ainda,
que
não
pode arguir
de sobre-posse,
porque
me
obrigou
a
dizel-as.
Eu não chamei atheo
2.°
De
que não
tivesse
procurado
ob
ter
informações
seguras
antes d’escrever,
como
escrevi,
que
este
notável
escriptor
morrêra,
ostensivamente
ao
menos,
fora
da
Egreja;
3
o
De
que
eu
meltesse
em
almoeda
a
conducla de
um
sacerdote,
em cuja vida
não
ha,
nem
tem
havido,
causa
d
’
escan-
dalos.
Não
duvido
crer
que
o
esclarecido
de
fensor
do illuslre
finado,
e
do digno
ec-
clesiastico
que assistiu
ás
exequias,
levará
a
bem
a
minha
resposta;
e
alimento
a
esperança
de
que
ella fará
cessar
o
seu
escandalo.
e
desapparecer
a
causa
que
o
maravilhou.
A
’
primeira
arguição
respondo,
que
eu
lambem
respeito
o
caracter
sacerdo
tal,
e
o
mostrei
durante
vinte
annos
na
redacção
do «Bem
Publico»,
bem
conhe
eido
pelo
snr.
Amorim Barboza
que
al
gumas
vezes
o
honrou
com
os
seus
es-
criptos;
e
o
provei
no
proprio
artigo
que
me
provocou
as
suas
arguições.
Mas
esse
respeito
não
me
impõe o
dever
de
au-
clorisar
com
o
meu silencio os
actos
pu
blicos
de
qualquer
sacerdote,
que
os
ma
nifestou,
e
fez
alardo, e que
chegaram
a
escandalisar
a muitos catholicos.
Amicus
Plato.
sed
maijis
arnica
veritas.
A’ segunda
respondo,
que
é
verdade
que
não
tirei
informações
sobre
o
viver
domesiico
de Herculano,
porque
nunca
me
considerei
auctorisado
para
devassar
os
segredos do
lar,
para me
constituir
juiz
de
alguém—deixo
essa
tarefa
a
quemi
nella
se
deleita.
Mas
não
é
exacto
que
as não
tivesse
tomado,
assim
de amigos
como
de
indiferentes,
sempre
que
se
me
oferecia
occasiâo
quanto aos
seus
últimos
dias;
e
essas
informações
deixaram-me
impres
sões
desagradaveis
que
se
enraizavam
cada
vez
mais:
facilmente
peneirava
os
fins
com
que
se procurava
illudir
os
catholi
cos
para
não
fazerem
dissonância
com
a
verdade
no
concerto
de
louvores
com
que
se
divinisava o
inimigo
figadal
do
ca
tholicismo,
só
porque
assim falleceu.
Se
são unicamente
seguras,
no
sentir
do
snr.
Amorim,
as
informações
da
res
peitável
e
desolada
viuva, e
do
snr.
João
Urbano
da Silveira,
não
o são no
nosso,
pois não lhes
dá importância
e
valor
a
qualidade
de
amigo
no
segundo,
e
a
cir-
cumsiancia
de
interessada
na
primeira,
que
naturalmente
lhes
fazia
crer
o
que
a
sua
amisade
e
amor desejavam
para
a
boa
fama
do
seu
consorte
e
amigo.
E
’
passado
um
anno
depois
que
Her
culano
foi
chamado
á
presença
de Deus;
e
o
que
agora
repito
é
meramenle
o
echo
do que
se
disse
então
em
volta
do
seu
alaúde:
que
motivo
obrigou
o
snr.
Amo-
rim
Barboza
a
guardar
o silencio
sobre
tudo
e
que
sabia
em
favor
do
finado?
Esteve mudo,
e
foi
sómente
agora
que
rompeu o
silencio;
e
exlranha que
eu
ignorasse o
que
elle
tão inflexivelmente
guardou
comsigo!
Se
errei,
não
adverte
que
assiste
o
direito
de
allribuir-lhe
a
parte
principal no
meu erro?
Não
analyso
as razões
que
invoca
para
abonar
a
conversão
do
finado,
porque
me
parecem
muito
debeis;
farei
apenas
rapi-
das
considerações. Não
prohibia
á
esposa
a
pratica
das
suas devoções; mas
se
o
fizesse
não
era
um
malvado
que
abusava
da
força?
dispendeu
3<)0
mil
e
tantos
reis
nos
adornos
do
oratorio
da
mesma;
mas
não era
isso
um
acto
de
galanteria
que
nenhum
homem
de
coração
nega
á
sua
consorte ?
finalmente
casou
com
ella
se
gundo
o
rito
catholico;
mas
não
percebe
que
o
casamento
civil
não
dependia
só
de
sua
vontade?
Nem
isto,
nem o
ler
ca
sado
fóra
da
aristocracia,
e
da
plutocra
cia
auclorisa
a crer
que
elle
tivesse
tor
ao
snr.
Herculano,
que
na sua
ultima
evolução
se fez
deida
(lambem
Voltaire
o
era);
nem
me oppuz
a
que
os
fieis
oras
sem
pela
sua alma:
eu
lambem
o
fiz,
e
não
me
condemnaria
a
mim
mesmo.
Se
o
snr
padre Seabra
dissesse
uma
ou
mais
missas
pela
alma
do escriptor tão
que
rido
eu
não
hesitaria
em
louvar
a
sua
caridade; o
que censurei
foi
que
assistisse
a
exequias
publicas,
por
serem
estas
uma
grave
ofensa ás
leis
da
Egreja,
que
pro-
hibe
esses
obséquios
ás
almas
d’aquelles
que
a
ofenderam
e
a
repudiaram
em
vi
da,
sem
se
arrependerem
na
hora
da
morte.
Também não
quero
examiuar
a
sua
theoria
theo'ogica
sobre
os
sufrágios
os
tentosos;
mas
lenho
o
direito
de
poder
afirmar
que
a Egreja
sabe
mais
theolo-
gia
que
o
nobre
patrono oficioso
dos
snrs
padre
Seabra
e
A.
Herculano.
que
rendo
que
se
possam
fazer exequias
que
ella
prohibe
a
pretexto
de
que
aprovei
tam
ás outras
almas.
Julgo
inútil
dizer
que
respeito
muito
o
snr.
Amorim Barboza, e
ha já bastan
tes
annos;
mas
por
isso
mesmo
consi-
dero-ine
obrigado
a
dizer-lhe
que
a
gra
víssima
enfermidade
de
orna
pessoa
do
meu
sangue;
que
ha
quasi
ires mezes
lem
estado
entre
a
vida
e
a morte,
foi
a
causa
de
me
ler
demorado
tanto
em
conhecer
a
sua
estimável
resposta
ás
mi
nhas
humildes
observações,
e
reclifical-a,
como
hoje
faço.
Lisboa,
16
de
novembro
de
1878.
José
Maria
de
Souza
Monteiro.
P.
S.
—
Cuido
não
o
ter
ofendido
nesta
minha replica; mas
se
por
menos
alten-
ção da
minha
parte
empreguei
alguma
expressão que
o
ferisse;
desde
já
a
retiro,
e
peço
que
a
tenha
por não
escripta.
8.
M.
V
do «Coinmereio
do
Minho».
Londres,
25
de
Outubro, 1878.
Alto
lá,
Senhores!
Verdade, verdade!
Nada de
torcer
a
historia
n’
aquillo
em
que
eu tive
parte.
Ainda
não
morri.
A
Nação,
que
ultimamente
ha,
de
certo,
me
lhorado
em
matéria
de
argumento
e
apre
ciação
de
factos, devia
ter
um
pouco
mais
de
escrúpulo
e
modéstia,
em
certas
conclusões
que
vão
consideravelmente d’
en-
contro
á
verdade.
Nada
de pallear
êrros;
cuja primeira
emenda
é
confessal-os.
Na
3.
a
columna
da
pagina
l.a
, em
a
Nação
n.°
9.991,
de
18
do corrente, leio,
em
resposta
ao
Jornal
do Commercio
(que
supponho
in
culcar
agora
aos
Portugnezes
Legítimos
o
absterem
se da
farça
das
eleições),
os
seguintes
paragraphos—donde parece
en
tender-se
que
o
J.
do
Commercio
aconselha
aos
Legilitnisias
o
absterem-se da
orgia
eleitoral:
—
«E
seria
isso mais
logico,
e
mais
pru-
«
dente,
do
que chamar
lambem
ao
pan-
«demio
liberal
o
partido legitimista
Por
«muito mal
que
d
’
elle pense
(o J. do
«Commercio).
porque
aconselha a
lodos
os
fhomens
independentes
a
abstenção
elei-
«toral,
deve
ao
menos
levar-lhe
em con
sta
o
sapienle
proceder,
que
lem
lido,
«de
se
desviar
d’
esse
circulo
envilecido,
«desde
que
veio
a
correme
de
immora-
«ralidade
que
sempre
mais
o
invadiu.
«Houve
um
tempo,
e
não
foi
ha
30,
<nem
ha
20
annos,
em
que
o
partido
«lemlimista,
não
levado
pela
ideia de rea-
«lisar
o
seu
programrna
pelo
meio
elei-
ttoral,
o
que
seria rematada
estultícia.,
«mas
só
por
puro amor
da
patria se
«empenhou
na
luta
eleitoral.
Viu
depois
«a
impossibilidade
de
sustentar
esse
leal
«proceder
em
frente
da
deslealdade
dos
«adversários,
e
recolheu-se
á
sua
tenda,
«procurando
conservar
o
fogo
sagrado pa
ira
a
reconstrução
social.
E
parece
que
«viu
e previu
bem.
A
sua
abstenção
«deixou
o campo
aberto
para
essa
disso-
«lução
liberal, que
ha
de
acabar
por
um
«cataclismo
salutar.»
jAlto
lá!
—
torno
a
dizer;
no
que
aci
ma
vai copiado
ha
uma
dose
gravíssima
de
falta
de
verdade,
assim
como
ha
uma
inconsistência
menor
em
que
nunca
eu
cahi;
mas
essa
é
venial,
a
quem
se
acha
no
meio
de
uma
atmosfera
de
confusão
e
desordem,
como
ha
mais
de
quarenta
annos em
Portuga!
voga
e
domina.
A
falta
de
verdade
—
e
note-se,
não
lhe
chamo
mentira;
porque,
provavelmen
te,
quem
escreveu
o
artigo,
talvez esti
vesse
em cueiros
ha
26
annos, quando
os
factos
se
déram,
de
que
eu
contra
digo
a
relação
agora
dada no
extracto
que
deixo
copiado;
—
a
inexactidão
está,
em
assim
se
allribnir
ao
«Partido
Legi
timisla» (isto
é,
á
grande
maioria
na
cional
—
que
tem
direito
a
não
lhe
cha
marem
«partido»),
o
que
foi
simplesmente
um
acto
de
ambição
e
vaidade
pessoal
de dois
indivíduos
—de um
principalmen
te.
—
Sim,
de
um que
insistiu
em
proce
der
contra
a
resolução
expressa
tomada
n’
uma
grande reunião
Legitimista,
presi
dida
pelo
mui
sensato
e
honrado
Conde
de
Barbacena;
e
onde,
se bem
me
lem
bro,
creio
que
só
Albino d
’
Abranches
Freire
de
Figueiredo,
foi
de
opinião
con
traria
(e
até escreveu
uma
indecente
bro
xara, que
ahi
tenho,
insultando
e
ridi-
culisando
o
mesmo
honrado
Conde).
D’
essa
mui
presumpçosa
loucura,
—
pa
ra
cohonestar
a
qual
foi
o
Snr.
Pinto
Coelho
subrepiiciainenle
á
Allemanha
al-
iiciar o
consentimento
involuntário
d
’
EI-
Rei
o
Snr.
D.
Miguel,—
resultou
o
hon
roso
espectaculo,
de
estarem—
por
2
ou
3
annos,
pouco
me
importa
a exactidão
do tempo
—
os
Senhores
Pinto
Coelho
e
Pereira
da
Cunha,
aproveitando,
em
S.
Bento,
das
aranhas,
como
faces
da
na
ção
Legitimista,
as
bofetadas
mais
ou
me
nos
severas,
de José
Estevão
e
Compa
nhia.
Eis
ahi
o
que
ganháram,
o
que
ga
nhou
a
reação
com
os
dois Representan
tes
da sua
vaidade,—
pois,
de
certo,
a
pro
porção
do
povo
e
opinião
legitimista,
es
tava
então,
para
a
dos
Mindelleiros,
em
razão
maior
que
de
2:140,
ou
150, ou
o
que
seja
o
numero
do
Chalratorio
dos
Aranhòes.
Pois a essa
vergonha
—
que
a
parelha
de
Representantes
(de
si-mesmos)
a
re
pudiou—
se
deveu o
golpe
mais
fatal
dado
á
nossa
causa;
quando,
o
Governo
In-
glez,
presidido
por
Lord Aberdoen,
que
foi
meu
amigo,
então
mesmo
pensava
já
em
a
nossa
Restauração
como
cousa
ine
vitável.
O
facto
porém,
de
tomarem
os
Legilimistas
a
resolução
de
ir
ao
Palra-
torio,
(que
foi
assim
que se
interpretou
cá
o
irem
os
dois
indivíduos
a
S.
Ben
to),
transtornou-me
tudo;
fez-me passar
por
impostor,
que representava
uma
insi
gnificante
minoria
como sendo a
parle
substancial
da
nação
E
comtudo,
só
quem
fôr
de
má
fé
póde
negar
que
eu
repre
sentava
a
verdade.
Depois
d’
esla
amostra
do panno —
e
não
se
pense
que
me
faltem
d'elle
mui
tos
covados,
peças
inteiras, -
ajuize-se
da
razão
e verdade
com
que
—
innocentemen-
te,
sem
duvida
—o
escritor
dos
paragra-
phos
acima
citados
da
Nação, póde
ga
bar-se,
em
nome d’aquella
abstenção
do
Palralorio,
em
nome
dos
sábios
Directo-
res
Lisboetas,
ou
do Bemformoso.
Julguem
lá
como
quizerem
da minha
capacidade
e
sinceridade;
mas
não
tenho
duvida
ou
hesitação
em dizer,
que
de
uma
vez
se
impediu
de
certo
o
triumpho
da
causa
legitima
nacional,
por
inveja, emu
lação,
ciume,
ou
não
sei
como
lhe cha
me,
de
minha
insignificantissima
pessoa;
e
duas
outras
vezes,
estou
persuadido
intimamente,
que
sem
as
fátuas
presum-
pções
de
certa
gente
—
sem
a
demasiada
autoridade
que
o
Bemformoso
(o
qual
não
devia
esquecer-se
de
que
me
deve
a
mim
a
exislencia)
se
arrogou,
de
director
(quan
do
devia
ser
dirigido),
não
se
achariam
a
nossa causa e
Portugal
na
miserave
condição
em
que
se encontram.
A R.
SARAIVA.
(Do
nosso correspondente!.
Parece que
a
situação
começa
a
ca
recer
dos soccorros
do
snr.
Vytri.
Ha
quem
assevere
que
o
poder
se
desmorona,
e nos deixa
ainda
antes de
janeiro.
Não
acho
muito
verosímil;
todavia,
como
ja
lemos
visto
cahir governos,
que
pareciam
resistir
a
todos
os
esforços
pos
síveis,
empurrados
por
uma
simples
dor
de dentes,
não
nos
deve
colher
de
supito
a
nova,
triste
nova!
de mais
uma
mu
dança
ministerial,
em
breves
dias.
A
imprensa
governamental
ostenta-se
cada
vez
mais
ancha,
e
mais
convencida
de
que o ministério
só
irá
figurar
no
im-
menso
rol
dos
governos
demiltidos
para
as
kalendas
gregas; mas
o
jornalismo
da
capital
está na
sua
terra,
não
é
porisso
propheta.
Mas
se
a
regeneração
vacila,
e
cahe,
terá
o
paiz
governo,
que o
colloqne
em
via
de
prosperar?
Não
creio,
porque
a
longa experien-
cia
de
quasi
meio
século
de
vãs
pro
messas, de
desatinos,
e
de
crimes
de
lesa
nação
persuade
ainda
o espirito
mais
sceptico Jda
impossibilidade
de
se
obter
qualquer
vantagem,
a favor
d
’
este
povo,
de
iniciativa
liberal.
Exprobra
a
opposição
ao
governo
os
seus
despropósitos,
as suas
larguezas,
as
suas
prevaricações,
e
iniquidades.
Diz
que
a
epocha
é
apenas
dos
compadres,
e
dos
afilhados,
que
as
leis
são
lellra
morta,
que
os
abusos
se
reproduzem
a
cada mo
mento,
que
a
fazenda
está
na
mão
das
bruxas,
que
se vive
em
pleno dominio
absoluto,
embora
sob
a
mascara
da
liber
dade;
mas,
que teem
feito
todos
os
mi
nistérios
liberaes
senão
ensinar ao
actual,
e
aos
que
teem
de
vir,
as mesmas ma
nhas,
as
mesmas
espertezas,
as
mesmas
oucuras,
os
mesmos erros,
as mesmas
aberrações,
que
os
jornaes
liberaes, pro
gressistas
ou
republicanos,
lançam
em
ros
to
á
situação?
Crêde,
meu bom
amigo,
se
o snr.
D,
Luiz
chamar
aos
seus
conselhos
qual
quer
ministério
sahido
do
grémio,
que
ahi
he
lem
cuspido
na
face
as
injurias
mais
rangentes,
que o
lem
posto
pelas
ruas
da
amargura,
que
o
lem
esbofeteado
cruel
e
incivilmente,
crêde
que
o
snr.
D.
Luiz
será
em
continente
endeusado
pelos pelos
proprios
homens,
que
o
teem
amarrado
ao poste
da
execração
publica.
A
imprensa
liberal
progressista
não
póde
acabar
comsigo,
vendo
o
modo
como
se
resolveu a
questão
do
enterro
do
sui
cida do
regimento
16.
Aproveitou
mais
um ensejo
para
ver
berar
a
política
do
governo, e
ostentar
se
mais
uma
vez implacável
inimiga
da
Egreja.
E’
innegavel
que
o
governo,
não
exer
cendo
pressão
sobre
a
consciência
dos
sacerdotes,
que
se
negaram
a acompa
nhar,
até
o
cemiterio,
o
cadaver
do
in
feliz,
a quem
a
Egreja
negava
os
suff
a-
gios
públicos,
e
solemnes,
procedeu
lou
vavelmente;
mas, a
opposição liberal,
des
carrega
a
massa
das
suas
iras
contra
o
governo,
porque
não
puniu
os
dous eccle-
siaslicos,
aliás
benemeritos
aos
olhos de
ioda
geme,
para
quem
a causa
da
reli
gião,
e
da
moral
não
é
indiflerente!
O
enterro
fez-se
civilmente,
e
o
corpo
do
suicida
lá
se
foi
confundir
com
os
cadaveres
dos
que
falleceram
no
grémio
catholico,
porque
a
camara municipal,
progressista
dos
quatro
costados,
continúi
a
desobedecer ao
governo,
que,
por
sua
parle,
deixa
correr
á
revelia
a causa,
que
o
ministério
A
vila propugnou
gentil
-
mente.
•
Como
decerto
vos
merece
muita,
e
mui
respeitosa
sympathia
o
nosso
com-
mnm
amigo
Antonio
Pereira
da
Cunha,
dir-vos-hei
que no
dia
2)
do
corrente,
deve
de
casar
a
primeira
filha
d’
aquelle
distinclissimo
legitimista, a
snr.
a
D.
Maria
Amalia
Pereira
da
Cunha,
com
o
filho do
snr.
Salvador
Paes.
A
noiva
é
uma
das
mais
amaveis
donztllas
da
verdadeira
aris
tocracia do
paiz.
Muito
lem
dado que
scismar
aqui
o
facto
da guarda
do
paço da
Ajuda
ser
dada
agora
por
gente
de lodos
os
corpos
de
infanteria,
e caçadores,
quando
só
infanteria
1
merecia
exclusivamente,
ha
muitos
annos,
a
honra
de
guardar
a
ha
bitação
do
augusto
chefe
do
Estedo.
São
mil as
versões,
e
algumas
nada
favoráveis
áquelle
corpo,
que alguns jul
gam
immerecidamente
desconsiderado
pelo
snr.
Fontes.
Não
me parece
que
acertam.
Comtudo,
é
notável
a alludida
alteração.
Deve ne
Lisboa,
14
<le
novembro
de
1979.
cessariamente
de
ter
havido
um
motivo
assaz
forte
para
compellir
os
corpos
de
Lisboa
a
dar
aquella
guarda,
tendo
os
seus
quartéis
tão
distantes,
e dispensar
o
de
infanteria
1
de
continuar
a dal-a
diariamente,
como
até
ha
poucos
dias
a
deu.
E
’
porora
um
mysterio
para
os
pro
fanos.
Estou
porém
que
afinal
o
co
nheceremos.
Todo
vosso
4.
1
de
Beiemliro.
—
O
inclyto Prela
do
d’
esta
archidiocese
acaba
de
expedir
uma
Portaria,
que
vae
publicada
em
ou
tro
logar,
mandando
executar
a vene
randa
Portaria
de
25
de
novembro
de
187o, na
qual
s.
ex.
a revm.
a ha
por
muito
recommendado
aos
muito
revd.
os
vigários
geraes
e
arcyprestes,
que,
nas
capitaes
das
suas
comur-cas
ou
districtos
ecclesiasticos
e
nas
povoações
mais
notá
veis
d’
ellas,
mandem
cantar,
no
dia
l.°
de
Dezembro,
faustíssimo
anniversario
da
nossa
independencia
nacional,
com
o
clero
que
commodamente
possa
reunir-se,
o
hym-
no
Te-Deum
laudamus,
com
exposição
do
SS.
Sacramento
á
bocca
do
sacrario,
ou
no Uirono.
Estes
documentos
glorificam
o
sabio
e virtuoso
Prelado
da
Egreja
Bracarense,
a
qual
na sua
brilhantíssima
serie
de
arce-
bisp
s
se
ufana
de
contar,
entre
outros,
um
egregio
patriota,
qual
foi
D.
Gonçalo
Pereira,
progenitor
do
immortal
condesta-
vel
D.
Nuno
Alvares
Pereira.
Doença.
—
Tem
estado
e
continúa
gra
vemente
enferma
a
unica
íilhinha
do
hon
rado
pharmaceulico
e
nosso
dislinclo
ami
go,
o
snr.
Antonio
Domingues
Alvim.
Pedimos
a
Deus
que
restitua
a
saude
áquella
interessante
creancinha,
e
com
ella
a
alegria
aos
desvelados
paes,
de
quem
é
o
enlevo
e
o
thesouro
mais
que
rido.
®....
caltes
fazendnrio.
—
Dizem-
nos:
—
Bradaes no deserto. 0
ecco
da
vossa
voz
expira
antes
mesmo
de chegar
aos
ângulos
do
vosso
escriplorio.
Empregados
que
se
recommendem
pela
sua
honestidade
e pelo
exaclo
cumprimento
dos
seus de
veres,
é
o
que
essa
gente
não
tolera.
Tudo
vae
ás
mil
maravilhas. Sabeis
o
que
elles
querem?
E
’
alarves
que
vão
para
qualquer
parte
só
para
arranjar
dinheiro,
e
que
sejam
tão
impudentes,
tão
sem-
vergonha,
que
se
não pejem
de
assim
o
declararem
mui
despapadamente.
—
Somos
contentes.
Mas
não
se dirá
que
toda Braga
é
um
burgo
podre;
que
um
adventício
qualquer
póde
vir
aqui
manlear
a
seu
bel-prazer
a
bolsa
e a
dignidade
de
cidadãos
que
se
presa
m.
Não
comprehendemos
corno
governos
que
blasonam
de
popularidade,
ou
aspi
ram
á
popularidade,
confiam certos
cargos
a
homens,
que
os
prejudicara
mais
do
que
todas
as
opposições
facciosas
dos
esfomea
dos
das
pitanças
da
Ajuda.
E
desilludi-vos
os
que
vos
tingis illu-
didos.
0
povo
geme,
em
silencio,
quando
ides
arrebatar-lhe
o
suor
do
rosto
para
com
o
seu
producio
mandardes
doirar os
vossos talheres;
mas
não
brinqueis
muito
com
elle.
E
o
que
a
voz
da
historia
vos
deverá
repetir
no
maior
atordoamento
das
vossas orgias.
Prosigamos
em
o
nosso
proposito.
Ahi
vae
o
SEXTO dos milhares
de
factos
com
que
demonstrámos
e
demon
straremos
que
a
repartição
da fazenda
e
companhia
d
’
este
concelho
é...
um
cabos,
e que
o
snr.
da
sobredita é
de
bico
ama-
rello.
Fizeram
saber
ha
dias
a
uma
senhora,
viuva,
moradora
no
campo
de SanfAnna,
que
ella
tinha
de
pagar
á
fazenda
uma
divida
alli
em
aberto
ha
vinte
annos
!
Certa
de
que
havia
pago
todas
as
con
tribuições,
aquella
senhora
dirigiu-se
á
fazenda,
e
ahi,
sendo-lhe
perguntado
o
nome,
disseram-lhe
que
effectivamente
ella
se
achava
em divida, ha
vinte annos,
d’
uma contribuição
predial
lançada
em
seu
nome,
como
pertencente
á
freguezia
de
S.
João
do
Souto.
Observou
a referida
senhora
que
nun
ca,
pela
palavra nunca,
vivêra
na
fregue
zia
de S.
João do
Souto,
e
que
nunca,
pela
palavra
nunca,
possuíra
prédio
algum
na
mesma freguezia.
Desejando
conhecer
os
documentos
que tal
provassem,
obteve
como
resposta que
os
papeis
já
tinham
ardido
!
!
Foi acto
contínuo
consultar
um dos
mais
dislinclos
advogados
d
’
esta
cidade,
e
por
elle foi
aconselhada
a
que
não
pa
gasse
nem
um
real,
e
que
só
tratasse
do
negocio
quando recebesse
alguma
intima
ção.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade não
é
icito
duvidar,
asseverara-nos
que
o
snr.
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas vezes:
-«VIA
S
**
Í&A
BRADA
P1R.4
AK-
HAVJÍR
DIXUEIRO, E NÃO
PA-
KA
ARRANJAR
AMMROS».
—
Eis
0
homem
.
Mais
outro,
que
diz respeito
á
com
panhia:
Cm
indivíduo
da
freguezia
da
Sé
re
cebeu
ha tempos
um
aviso
para
ir
pagar
a
verba
de
818 reis
de
contribuição
in
dustrial,
como
caixeiro
de
balcão.
Na
occasião
em
que
elle mandou
pagar
aquella
quantia,
um
snr.
empregado
pegou
do
aviso respeclivo,
e sem
mais
lir-te
nem
guar-le, zás...
Riscou
a
verba
de
818
reis,
e
substituiu-a
pela
de
1$44í,
de
contribuição
de
renda
de
casas
(um
caixeiro
de
balcão
a
pagar
contribuição
de
reuda
de
casas!!!),
acrescentando
que
linha
havido
engano.
0
indivíduo
collectado
recusou
se
a
cooperar
para um tal...
engano,
e
insis
tiu
em
mandar
pagar
a
quantia
de
818
reis, que
afinal,
como
não
tinham
pegado
as
bichas,
foi
acceile.
Em
summa: 0 lai
caixeiro
não
é
aapalvo;
ora
não é assim, snr.
empregado?
Documento
em nosso
poder.
Apo«eniaçãi>.
—
A
distincta
actriz
Smilia
das
Neves
foi
aposentada
com
o
ordenado
de
72:000
reis
mensaes.
Sim
snrs.
Muito
bem.
Pois
não
querem
ver
para
que
ser
ve
o
dinheiro
do
contribuinte?
Para
sustentar
o
ocio
d
’
uma
atriz,
que
praticou
em
terras
de
Portugal
os
mais
alevantados
gestos
d
’
heroismo,
com
os
quaes
restituiu
a
Portugal
a
indepen
dencia,
alargou-lhe
os
redusidos
términos,
ganhando
para
si
e
para
a
patria
rumas
de
gloria
nas
conquistas
da
mouraria
e...
dos
selvagens
do
Chiado.
Como
isto
vae,
santo
Deus!
Lentes
de Coimbra.
—
Acham
se
actualmente
ausentes,
segundo
um
colle-
ga,
19
d
’
estes
snrs.,
10
com
licença e
os
restantes
em
commissão.
Bem melhor
seria
que
estivessem
to
dos,
pois,
se
a
sciencia
alguma cousa
perdesse,
muito
mais
ganharia
a
morali
dade.
Isto
vae
ás
mil
maravilhas.
Portugal
antigo
e
moderno.
—
Temos
presente
o
fascículo
130.° do
dic-
cionario
Portugal
antigo
e
moderno,
pelo
indefesso
investigador
Augusto
Soares
d
’
A-
zevedo
Barbosa
de Pinho
Leal.
Com
prebende
as
folhas 8
e 9
do
vq
-
lume
XIII,
e
continua
de
letlras
REG
até
REQ.
Entre
outras
descripções
contém
uma
erudita
e
minuciosa
noticia
descriptiva
do
mosteiro
de Rendufe,
situado
na
fre
guezia
d
’igual nome, 9 kilomelros a
N.
O.
d
’esta cidade, redusido
a
cinzas
no
dia
29
de
julho
do
anno
passado,
fican
do
apenas
salvo
das
cbammas
o
magni
fico
templo,
e
a
morada
dos
caseiros.
Esta
publicação não precisa
d’
encare-
cimento,
pois
por
si
mesmo
se
recom-
menda.
Lm
regicídio
mais.
—
D’esta feita
tocou
a vez
a
Humberto
I,
rei
da
ilalia-
una.
Porora
lemos
o
facto
narrado
nos
lelegrammas
que
seguem:
Lisboa
18,
ás
3
h.
e
50
m.
da
tarde.
Consta
que
o
rei
da
Italia
foi
apunha
lado,
e
escapou.
(Do
nosso correspondente)
Roma 17,
á
tarde,
(via
de
Madrid,
á
1
hora
e
20
m.
da
manhã).
—
Corre
o
boato
de que
o
rei
Humberto
I,
ao
sa-
hír
da gare do
caminho
de ferro
em
Ná
poles,
foi
ferido
ligeiramente
com
um
golpe
de
faca.
O
auclor
do
altentado
foi
immediata-
raente
preso.
Nápoles
17,
á noite:
—
-Suas
magesta-
des
chegaram
a
Nápoles
ás 2
horas
e 20
minutos.
Na
rua
Carbonara,
emquanlo
apresen
tavam
varias
petições
aos
soberanos,
des
tacou-se
da
turba
um indivíduo
lançando-
se
de
faca
em
punho
contra
o
rei,
que
recebeu
apenas
uma arranhadura
no
bra
ço
esquerdo.
O
presidente
do
conselho
de
ministros,
o
snr
Cairoli,
foi
ferido
na
coxa
esquerda.
O
assassino,
que
se
chama João
Cois-
sinier,
de
29
annos
de
idade,
foi
logo
preso.
Declarou
que
não
pertence
a
ne-
nu
ctwwwMg
a
;g
a
íMy
nhuma
sociedade,
mas
que não
quer
reis.
Roma
18—
0
rei Humberto declarou
que
recebera duas
cartas
annunciando-lhe
o
attentado.
Sua
magestade
accrescentou
que
a
pro
víncia
não
é
responsável
pelo
crime
de
um
assassino.
Diz-se
que a
policia
encontrou
varias
cartas
internacionalistas
na
residência
do
criminoso.
Em
consequência
d
’
esta
descoberta
a
policia
prendeu
diversos
indivíduos
inler-
nacionalistas.
0
rei
de Italia
recebeu
felicitações
dos
chefes
dos
Estados da
Europa.
Cairoli,
presidente
do conselho
de
mi
nistros,
lambem
recebeu
felicitações
de
Emilio
Caslelar,
seu
amigo
particular.
Roma
19,
de manhã
—
0
Papa
felici
tou
telegraphicamente
o
rei
Humberto.
0
patriarcha
de Veneza
cantou
um
Te-Deum
e
reprovou
o attentado.
A
imprensa
é
unanime
na
condemna-
ção
do
crime.
0
«Observatório
Romanos
exalta-se
vivamente
contra
o attentado
stygmati-
sando-o
com
energia.
0
assassino
já
passou
por
tres
inter
rogatórios.
Declarou
ser inimigo
dos
reis
e
que
costumava
ler
muitos
periódicos.
—Em
resultado
da
transposição
de
palavras
no
despacho
de
honlem
só
hoje
se
pôde
deprehender
que
o nome
do re
gicida
é
João
Passamanta, de
profissão
cosinheiro.
Theatra
«le
M.
Geraldo.—
Na
se
gunda-feira lemos
no
theatro
de
S.
Ge
raldo a
grande
actriz
RISTORI,
que
vem
honrar
aquella
nossa
casa
d
’
espectaculos,
representando
a
tragédia
Medéa.
E
’
escusado dizermos
que
nem
um
só
logar
(içará
de
vago, porisso
previnam-se
com
tempo.
EtonatívoM.
—
0
snr.
Manoel
da
Costa
Freitas
e sua
exc.
ma
esposa,
de
Viila
Nova
de
Famalicão,
ao retirarem-se
ha
dias do
Bom
Jesus
do Monte
deixaram
para
o
sanctuario
a
esmola
de 105$000
reis.
Oftjto.
—
Na
segunda-feira
falleceu
a
snr.
a
D.
Rita
Maria
Mendes,
mãe do ex
emplar
sacerdote
o snr.
padre
Antonio
Mendes
e sogra
do
snr.
Antonio
de Fa
ria
Figueiredo de Mattos,
actual
vareador
da
camara municipal,
aos
quaes
compri-
mentamos.
Uespaeho».
—
0
«
Diário»
de 18 pu
blica
os
seguintes:
0
presbytero
Anlonio
Manoel
Seixas
—
apresentado,
precedendo
concurso
por
provas
publicas,
na
egreja
parochial
de
S.
Miguel
de
Frechas,
do
concelho
de
Mi-
randella,
diocese primaz
de
Braga.
0
presbytero
Antonio Pereira
da
Cu
nha
—apresentado
na
egreja
parochial de
Santa
Maria
de
Viila
Cova,
do
concelho
de
Barcelios,
diocese
primaz
de
Braga.
0
presbytero
Henrique Augusto
Mendes
da
Costa, parocho
collado
na egreja de
Nossa
Senhora
da-
4
ssumP?ão
do
Pedro-
gão
Grande,
diocese
de
Coimbra
—apresen
tado
na
egreja
parochial
de
S.
Pedro
de
Gouveia, da
mesma
diocese.
0
presbytero
Joaquim Lopes
—
apresen
tado,
na
egreja
parochial
de
Nossa
Se
nhora
da
Conceição
de
Santo
Estevão,
do concelho do
Sabugal,
diocese
da
Guarda.
Declarado
sem
effeito,
o requerimen
to
do
interessado,
o
decreto
de
24
de
outubro
ultimo,
que
apresentou
o
pres
bytero
João
José
de
Mattos
Ferreira na
egreja
de S.
Thiago
dos
Velhos,
do
con
celho
de
Arruda,
diocese
de Lisboa.
Assassinato.
—
Foi
ha
dias morto
ás
pauladas,
dadas
por
dois
rapazes,
um
outro
da
freguezia
de.
S. Martinho
de
Parada,
do
concelho
de
Monsão. Os
assas
sinos
foram
presos.
Como
isto
vae
de
foz
em
fóra!
Grande
crime.
—
Refere
o
«Noticio
so»,
de
Valença,
que
n
’
uina
das
ultimas
noutes
foi
assaltado
um
moinho
das pro
ximidades
de
Ponlevedra.
Os
ladrões pe
netraram
pelo telhado
e
introduziram-se
no
aposento
em
que se
achavam
os do
nos. D
’
esle
attentado
resultou íicarem
mortos o
marido
e
a
mulher;
um
meni
no
e duas
criadas
feridas,
e
uma
d
’estas
com
tal
gravidade,
que
falleceu
no
dia
imineliato
no
hospital
d'aquclla
ci
iade.
E
tudo para
roubarem
20
duros,
18^000 reis.
As
auctoridades
ji
conseguiram
capturar
cinco
pessoas.
«a
jssuita»
e
a
O
pa
dre
Valentiin
Stecanella,
da
Sociedade
de
Jesus,
acaba
de pub
icar
uma
oora
interessantíssima:
«Discussão
histórica,
ca
nónica,
pratica
sobre as
eleições
popula
res
na
Egreja».
O
erudito
auctor
propoz
se
discutir
duas
questões: 1
“
é
de direito
divino
ou
cousa
inherente
á
constituição
da Egreja
que
os Bispos e
Papas
sejam
eleitos
pe
lo
clero
e
pelo
povo?
O
auctor
conclue
pela negativa;
2.’
se
tal
modo
de
eleição
fosse adoptado
seria
vantajoso
para
a
Egreja,
como
pretende
o
liberalismo?
A
conclusão
lambem
é
negativa.
Esta
obra
consta
de
vinte
capítulos,
onde
os
docu
mentos abundam,
a
erudição
assombra,
e
as
conclusões,
logicamente
deduzidas,
con
vencem
os
leitores.
rinvtaiientu
i!o
Hospital
de
S.
fflareos.—
Doentes existentes
em
10
de
novembro:
70
homens
e
103
mulheres.
Entraram durante
a
semana
finda:
21
homens
e
16
mulheres.
Sahiram:
22 homens
e
18
mulheres.
Falleceram:
3
homens
e
3
mulheres.
Ficaram em
tratamento
em
16
de
no
vembro
66
homens
e
99
mulheres.
Preço
dos
eereaes.—
Na terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi:
Trigo
................................
.
.
800
Centeio
....
.
.
520
Cevada
..............................
.
.
560
Painço
..............................
.
.
480
Milho
branco
.
.
.
520
»
amarello.
.
.
520
Milho
alvo.
.
.
6’
10
Feijão
branco
.
.
.
800
»
vermelho.
.
.
800
»
amarello
.
.
600
»
rajado
.
.
.
500
» fradinho.
.
.
480
Balata
..............................
.
.
480
Azeite.
.
.
.
•
.
.
6^000
SECÇÃO
D£
CO
j
MIÍICÃDOS
ATTEAÇÃO
Os
abaixo assignados
declaram
que
a
local
do
«Diário
do
Minho»,
de terça-feira,
em
que
assevera
constar-lhe
que
os
es
crivães
dos juizos
ordinários
vão
reclamar
sobre
o facto
de
continuarem
os
juízes
de
direito
a
tomar
conhecimento,
e
a
julgar
acções,
que
pertencem
ao
juizo
ordinário,
é
FALSA.
Francisco
cTAraujo
Esmeriz
(2101} Serafim
José
Pereira
Borges.
TELEGRAMMAS.
Londres
16
—
Dizem
as
noticias
de
Cons
tantinopla
que
a
insurreição
da
Macedo-
nia
augmenta
diariamente.
Peslh
16
—
Ao
discutir-se
na
camara
dos deputados
húngara
a
resposta
ao
discurso
da
coroa, o
snr.
Tisza
alfirmou
que
a
política
da Áustria,
desde
que
se
manifestou
a
crise
oriental,
tem
consistido
em
manter
a
integridade
da
Turquia,
ob
stando
a
que
seja
presa da Rússia.
Espe
ra
convicto
que
o
tractado
de
Berlim
se
rá
cumprido pontualmente.
Constantinopla
17—
Uma
circular
da
Porta
aos
seus
representantes
no
extran-
geiro
pede
o
apoio
da
Europa relativa
mente
á
execução
do
tractado
de
Ber
lim.
Dizem
de Raguza
que
os
chefes al-
banezes
reunidos
em
Pruzrend,
decidiram
requerer
á
Porta
a
autonomia
provincial
sob a
soberania
do
sultão.
Londres
17
—Chegou
hoje
o
conde
Schouwaloff.
Também
regressaram
do
Oriente
o
primeiro
lord
do
Alrnirantado
e
o
coro
nel
Stanley.
Asseguram de Pera
que
o
conde
Schouwaloff
procurou
baldadamenle jus
tificar
ao
conde
Andrassy
a
demora
da
occupação
russa.
O
conde
Andrassy
decla
rou
que
a
occupação
russa
violava
o
Ira
ctado
de
Berlim,
o
qual
não
deve estar
subordinado
á
assignalura
do
tratado
de
paz
definitiva.
Constantinopla
17
—
0
conselho
de
mi
nistros
resolveu
ceder
á
Grécia
a
quarta
parte
do Epiro,
com
excepção
de
Ga-
nina.
Midhal Pachá
fui
encarregado
de pôr
em vigor
na
Asia
as
reformas
inglezas.
Os
russos
sondam
os
seus
párlidarios.
Em
Constantinopla
continuam
agglo-
merando-se
tropas.
A
canhoneira
ingleza
«Condor»
foi
mandada
ao mar
negro
afim
de
reconhe
cer
as
posições
russas
em
Bourgos.
Paris
18—
Dizem
de
Bucharest
que
a
Roumania
recusa
concluir
a
convenção
com
a
Rússia.
Berlim
18—
Houve
hontem
graves
tu
multos
em
Gumberg.
A
policia
foi mal-
traclada
e
foram
feridos
vários
amotina
dos.
Paris
19
—
Assegura-se
que
os
russos
preparam-se
para abandonar
os
arredores
de
Andrinopla.
Corre
o
boato
de
que
Gortschakoff
sahiu
de
Baden
Baden
para
não
se
encontrar
com
o
conde
de
Schouwaloff.
Londres
18
-Está
convocado
para
áma-
nhã
o
conselho
de
ministros.
ANNUNCIOS
Quem
em
novembro
de
1877
per
desse
um
adorno
d
’
ouro,
no
local
do
Bom
Jesus do
Monte,
dirija-se
ao
mes
mo
Sanctuario,
onde
póde
encontrar
no
ticia
d
’
elle.
(2107)
Arrematação
de
medidas
Domingo
proximo
terá
logar
por
10
horas
da
manhã
a
arrematação
de
229
1/2
medidas
de
pão meado. 6
gallinhas,
4
frangos,
um
cabrito
e
12 ovos, vencido
tudo
no
S.
Migue!
do
presente
anno,
e
tudo
pertencente
á
conlraria
de
N.
Se
nhora da
Rosa
da
Sé
Primaz.
A
arrematação
será
feita
na porta
travessa
da
Sé
ou
S.
Geraldo.
(2108)
AO
PUBLICO
Domingos
Manoel
de
Carvalho, da
fre
guezia de S.
Julião
de Taboaços,
conce
lho
de Vieira, faz
publico para
todos
os
effeilos,
que desde
hoje
em
diante
vae
aecrescentar
ao
seu
nome
o
appellido
de
Castro
—
ficando
por
essa
razão
assignan-
do-se
para
sempre
Domingos
Manoel
de
Carvalho
e
Castro,
cujo nome inallera-
velmente
usará.
Braga
20 de
novembro
de
1878.
Domingos
Manoel de Carvalho e
Caslro.
(2109)
GRANDE E VARIADO SORTIDO
GANDARELLA & C-a
Campo
de
SanfAiiHa
—
Brajj»
Acabam
de
receber
um
completo
e
variado
sortido
de
fazendas
próprias
para
a
estação
de inverno,
sendo:
lindíssimas
cazimiras
inglezas
próprias
para fatos
com
pletos,
cazimiras
francezas,
idem,
lindís
simos
cortes
de
cazimiras
inglezas,
fran
cezas
e
nacionaes, para
calças, pannos
sedões
pretos
e
de
cores, ílanellas
ingle
zas,
ratinas,
montanhacs,
etc.
etc.
Além
d
’
isto
os
seus
numerosos
freguezes
en
contrarão
n
’este
estabelecimento,
um
gran
de
sortido
de
mantas
chalinas
próprias
para
a
estação, gravatas
de
seda
preta
e de.
cores,
cazimiras
brancas e de
cores,
camizollas
colletes
de
malha,
ceroulas
e
muitos
outros
artigos
que
seria
fastidioso
enumerar.
(2110)
iXova
Firma
Commercial
Viuva
Silva
&
Filho,
successores
do
fallecido
Luiz
Teixeira
da Silva, negociante
que
foi
com
estabelecimento
de
pregagens
em
S.
Jeronymo
de Real,
subnrbios
de
Braga,
declaram
para
todos
os
effeilos
que
continuam
com
o
mesmo ramo
de
negocio
desde
a
data da
escriptura
la
vrada
na
nota
do
tabellião
Fortuna,
em
21
de
agosto
do
corrente anno,
e
que o
negocio
que
a
cargo do
ultimo
signatário
se
acha
estabelecido
no
campo
de
Santa
Anna
n.°
1,
d
’
esta
cidade
nada
tem
com
o
negocio
da
nova
firma.
Braga
18
de
novembro
de
1878.
Anna
Ltiiza
da
Silva.
Ricardo
Teixeira
da
Silva.
(2106)
VINHOS DA BAIRRADÀ
Grande deposito Filial
AO
CENTRAL
DO
Ezargo
de
S#.°
Agostinho
m.°
3
BRAGA
Manoel
Martins
Canellas,
faz sciente
ao
respeitável
publico
que
na
terça-feira,
19
do corrente
mez
abre
a
retalho
aquar-
lilhado
o
seu
generoso
vinho
de sua
la
vra,
da
Bairrada,
no
seu
novo
deposito
na
rua
de
S.
Salvador,
no
Campo
da
Fei
ra
do
Gado,
aonde
encontrarão
os
snrs.
consumidores
de
retalho
vinhos
brancos
para meza,
e tintos,
geropigas
e
genero
so
vinho
da
colheita
de
1868,
tudo por
junto
ou
a
retalho.
Braga
18
de
novembro
de 1878.
Pelo
snr.
M.
M.
Canellas
(2103)
J.
J.
da
Cunha Moreira.
0
(MIOI)
PfflL
III
ITiiig
i
ou
A CONSTITUIÇÃO APOSTOLIC E SEDIS
DO
SS. PADRE PIO IX
Publie»dn
em
outubro
de
flSfl»
Commentada e annotada
PELO
PRESBYTERO
João Rebello
Cardoso de fêenezes.
Vende-se
em
Braga,
no
Seminário
de
S.
Pedro,
e
no
escriptorio
d’este
jornal;
e
nas
outras
localidades,
em
casa
dos
revd.os
arcyprestes.
Preço
200
reis.
Aluga-se
ou
vende-se o magnifico
pa
lacete
do
fallecido visconde de
S.
Laza-
ro,
sito na rua
de S.
Lazaro
d
’esta
ci
dade,
com
frente
para
a
rua do
Raio.
Tem
cocheira,
jardins,
pomar,
quin
tal,
agua
em
todos
os
andares, excellen-
tes
vistas
e
commodos
para
uma
nume
rosa
família.
Também
se
arrenda
ou
vende,
junta
ou
separadamente
d
’
este prédio, como
mais
convier,
o prado
contíguo
ao
quintal
d’
elle;
o
que tudo
póde ser
visto
a
qualquer hora
do
dia.
Para
tratar
na gerencia
do
Banco
do
Minho
ou
na rua
do
Alcaide,
n.°
23.
(2089)
ALUG
a
M-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos. Trata-se
na casa
imme
diata
n.°
22.
(981)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda, dá-se
dinheiro sobre
prata,
ouro,
j
nas,
roupas
e
outros
mais
objectos
que tenham
va
lor
de
cincoenta
mi!
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta desde
as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
VENDA
DE
QUINTA
Vende-se
a
quinta
de
Cima,
na fre
guezia
de
Caires,
concelho de Amares.
Tem
montados
sufficientes,
e
agua
abun
dante
que
póde
regar
mais
propriedades.
Trala-se
era
Braga
no
Campo
Novo
n.°
1.
(2063)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Marlyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia de 800$000
reis
para
mutuar
por
hypolheca
de
raiz.
(1036)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500^000
reis.
(2065)
Na
rua
de
S.
Vicente desta
cidade
de
braga,
vendem-se as
casas
n
‘
.
os 34
—
34
A,
e
as
de
n.°
35, com seu
quintal,
com
sa-
hida
para
a
rua
da
Escoura.
f2ul6)
A
QUEM
INTERESSAR.
Sub-aluga-se
o
primeiro
andar
da
casa
n.°
32
do
campo
de
D.
Luiz
I,
o
qual
se
compõe
de
quatro boas
salas
na
(rente,
e
um bom gabinete
nas
trazeiras.
Quem
o
pertender
póde
dirigir-se
á commissão
liquidataria
do
Banco Commercial
de
Braga.
(2083)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos
n.
”
53,
bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em ra
zão
de
seu
dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
íicar
com
a
ametade
do
preço
a
juro
de 4
p. c.
com
hypotheca
na mesma casa,
por
tem
po de
um
anno.
Para
vèr-se, de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde,
das 4
ás
6 —
podendo
tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na mesma
rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
ALEGA-SE
um
excellente pian-
no por
4$500
reis
mensaes por
tempo
de
tres
annos,
ficando
oo
fim
d
’
esle
praso
proprietária do
pian-
no
a
pessoa
que
o allugar.
Trata-se na rua
Nova
n.°
5—
E.
(2092)
MTM
TO®
Os
Kebwçadoa mytilicoH,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são o melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito no
Porto.
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
ein
Braga,
PHARMA
CIA
DOS ORPHÃOS,
praça
Municipal.
(2080)
' a
.
&
As
Verdadeira»
g
olLULAs f
Z
SÃO
AS
ÚNICAS
0
©APPROVADAS
PELA
ACADEMIA
DE
MEDICINA©
A
DE PA1ÚS
@
A
Por sua Pureza
e inalterabilidade
@
0 CURAM as escrófulas, a insufíiciencia do
S
-
sangue,
a anemia paludosa,
g,
FORTIFICAM as constituições
fracas
ou
arruinadas,
0 AJUDAM
a formação das jovens, etc., etc.
x
•
■
uA
Exigir
nossa firma, ./Tr
Or ®
aqui
juncta, posta na
/
(£
parte
inferior
de um
.ffl-
0 rotulo verde.
V
—z
>»'
A
Pharmatisn.lí.r.taapene, lan>
«•®000000@O00@@©e
CmiRCllÃO
DENTISTA
ÀPPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA
DO PORTO
Rua
de
S. Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
irte
e continúa
operando
grátis,
pobres
e
toldados.
(801)
F0L1IINII1
nuh
ou
ALMANACH
ECCLESIAST1C0
PABA
1879
PELO
PRESBYTERO
JULIO
CELISTINO
DA
SILVA
(.'alendarigta
da
Hioeeae
COM APPROVAÇÃO DE
S. EX.a
REV.ma
O SNR.
ARCEBISPO
PRIMAZ
Já se
acha
á
venda
em
Braga,
na rua
Nova
n.°
4,
e
em
todas
as
lojas
e
loca
lidades
do
costume.
—
Em
Villa
Pouca
d
’
Aguiar,
encontra-se
em
casa do
snr.
padre
Silvino
de Sousa e
Costa
Júnior.
Preço................................
140
reis.
CURSO PRATICO E
GRAM.V1ATICAL
DA LÍNGUA FRANCEZA
POR
Albino
Coelho.
Esta
nova
grammalic^ franceza, que
ha
pouco
saiu
á
luz,
está
approvada
pelo
go
verno
para
uso
dos
lyceus
e escolas
do
reino,
e
vende-se
por
500
reis
em
todas
as
livrarias,
em casa do auctor,
rua
da
Boa-Vista.
em
Coimbra, e
no
escriptorio
da
administração d
’
este
jornal.
GRANDE
RIFA LOTERICA
QUE
SE
EXTRAHIRÁ POR MEIO
DA
UTIRIA
EXTRAORWNAIUA
IlE
M
13
M
BS
W
PROSPECTO DOS PRÉMIOS
1
de Um
piano,
novo
e
garantido,
do
conhecido
auctor «Gaveau»,
modelo
n.°
1,
com o
n.°
8612,
comprado
e
depositado
no
muito
acreditado
armazém
da
viuva de
José
de
Mello
Abreu,
para
o bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o
primeiro
prémio
de
2.500:000 pesetas.
1
de
Uma
nova
e
excellente machina de
costura,
para
familia,
do
afamado
auctor
«Singer»,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero em
que
sahir o
segundo
piemio
de
1.250.000
pesetas.
1
de
Um
relogio
d
’ouro,
experimentado,
para
homem,
do
fabricante
«Jnlien
Gene-
ve»,
com uma
excellente
caixa
d
’
ebano.
para o
bilhete
que
contiver
o
nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro prémio
de
750:000
pesetas.
2 de
Um
par
de
castiçaes
de
prata,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qual
quer
dos
numeros
em
que sahirem
os
2
prémios
de
250:000
pesetas.
4
de
Uma
duzia
de
colheres
de
prata,
para
chá,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
4
prémios
de
125:000
pesetas
20
de
Um
talher de
prata,
composto
de
faca,
garfo
e
colher,
com
a
competente
caixa,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
20
prémios
de
50:000
pesetas.
30
de
Uma
bolsa
de
prata,
para homem
ou
senhora,
para
cada um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
<0
prémios
de
25.000
pesetas.
40
de
Uma entrada
para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a
uma
cautela
de
600
reis,
em
séries
de
6
lolerias,
no
valor
cada
entrada,
de
3$600
reis,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
40
numeros
cujas
3
ultimas
leltras
sejam
iguaes
ás
3
ultimas
lettras
do
numero
em que
sair
o
prémio
de
2.500:000
pesetas
99 prémios.
CADA BILHETE PARA ESTA RIFA CONTÉM 20
NUMEROS
E
CUSTA
700 REIS
Os
prémios
annunciados
n
’
esle
prospecto,
acham-se
desde
já patentes
no
Es
tabelecimento
de
Lolerias,
de
Lourenço
Marques
d
’
Ahneida,
na
rua
das
Flores
n.°
112,
para
onde
deve
ser
dirigida
qualquer
encommenda de bilhetes.
N.
X5.
A
quem
comprar
<!e S bilhetea
part
*
cima,
eoncede
se
o
abatimento
de
1»
por
cento.
(2100)
MALA REAL INGLEZA
Nuva
e
terceira
carreira
mensal,
directa
entre
CARRIL,
VIGO.
MONTEVIDEU
e
BUENOS-AYRES
Para
evitar
quarentena
no
Rio
da
Prata
irá
um dos
excellentes
paquetes
d
’
esta
Companhia
direciamente
para
lá
depois
de tocar
em
Carril e
Vigo no
dia
29 ou
30
de
novembro
corrente.
Acceitam-se
passageiros
de
todas
as
classes.
Para
mais
esclarecimentos,
dirigir
a:
Guilherme
C. Tait,
Porto,
Inglezes,
23
—
D.
Urioste, Carril
—
D.
Estanislao
Duran,
Vigo
—
e
aos
correspondentes,
em
todas
as
cidades
e
vdlas.
Unico
correspondente
em
Braga, João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(2091)
ARMAZÉM
IIK
fflDS
DO
ALTO
D0UE0
DA CASA DE VII.I.A
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
engar
rafados:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
»
.
190
»
Lagrima...............................
200
>
Branco
de meza.................. 210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
>
de
prova
secca.
....
300
s
Malvasia
de
2.
a............................ 360
»
»
velho
....................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
s>
Roncão........................................
700
»
Alvaralhão
.......................................
650
»
Velho
de 1854
....
600
»
a
retalho
para
meza
50
e 80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de todos
estes
vinhos,
po
dendo todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar por
meio
de
qualquer
processo
chymico.
(
tt
41)
ACHOU-SE
Na
romaria
de
S.
Torquato
do
cor
rente anno,
um annel
de
ouro.
A
pes
soa
a quem
pertença,
pagando
o
impor
te d’
este
annuncio,
e
dando
o
signaes
certos,
póde
procural-o
na
freguezia de
Cabreiros,
suburbios
de
Braga,
na
mão
de Rosa
da
Cunha
Rocha.
(2095)
&
blh
™
89,
Praça
do
B
*
r4»
de
S. iTSarti-
mho,
99
Receberam grande sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.
a
e
creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para chapéus.
Malhas
de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de
linho
para
militares,
duzia
a
1^000
e
l$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para
fazer
a
barba,
a
700
rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Venda»
a
dinheiro.
Arrematação
de
medidas
Domingo,
por
10 horas
da
manhã,
terá
logar
á
porta da
capella
de
S.
Se
bastião
das
carvalheiras,
a
arrematação
dos
foros
e medidas pertencentes
á
ir
mandade
de
N.
Senhora
d
’
Ajuda e
S.
Sebastião,
vencidos
no
presente
anno.
(2111)
O
'■O
JOSE
’
DA
SILVA
FUNDÃO
Com
loja
de
fato
feito
-13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—13
Participa
aos
seus
amigos
e
fre-
goezes,
tanto
d’
esta
cidade
como
d
as
províncias
que
tem
um
bonito
uí
I
e
var
*a
d°
sortimento
de
fato
fei-
to, casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
i$500,
2$000
e
2-3500
reis;
tudo
fazendas modernas.
Guarda
pós de
casimiia
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim como
camisas
de
600
reis
para
cima,
ceroulas
de
400 reis
até
800,
de panno familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
de
seda
e
de
casimira
de
todas
as
qualidades,
de
500 rs.
até
800;
mantas
de
seda
de
to
dos
os feitios.
Encarrega-se
de
fazer
qualquer
obra
que
lhe
seja
encommendada,
e
prompti-
tica-se
a
íicar
com
ella
qoando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
RESPOASAVEL—
Luiz Baptisla
da
Silva.
BRAGA,
TYP0GRAPHIA
LUSITANA—18 78.
Parte de Comércio do Minho (O)
