comerciominho_21031878_765.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
»
...........................
8o0
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetição..................................... 10
í
PUBLICA-SE
| ÁS
TERÇAS, QEIATAS
E SABBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATURA
<
Províncias,
12
mezes
.............
2&000
»
6
»
............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3§600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
. 3&600
Folha
avulso
...................
10
N.°
765
________
,
BRAGA—QUISTA-FEIR4 «t OBi
VSIKÇO
DK 18?S
XIII.
I
Cessou
o
luto
da
Egreja.
Roma
acaba
de
escutar
a
jubilosa
nova
: Annuncio-vos
uma
grande
alegria,
—
lemos
um
Soberano
Pontífice.
A
eleição
verificou-se
no
dia
20
dc
Fevereiro,
segundo
da reunião
do
con
clave.
A
escolha
dos
cardeaes,
guiados
pelo
Espirito Sancto,
recaiu
no cardeal
Joaquim
Pecci,
que
tomou
o
nome
de
Leão
XIII.
Aguardando-se
geralmente
uma eleição
prornpta,
o facto
ultrapassou
toda
a
ex-
pectaliva.
E
assim
ficaram
frustrados
os
planos
d
’aquelles
que
pertendiam
interfe
rir
nas
decisões
do
conclave.
Nada
de
di
visões,
nada
de
incertezas.
As tentativas
de
schisma
tornam-se impotentes : os ca-
tholicos
sabem
onde
está
o seu
cbefe
es
piritual,
o
Doutor
universal,
o
Succes
sor
de
Pedro,
o
Vigário
de
Jesus
Christo.
Quare
fremuereml
gentes ? Porque
es
tas
perturbações
dos
povos?
Recordam-nos
umas
palavras
de
Pio
IX
que
respondem
a
esta
interrogação.
Perguntando-lhe al
guém
no
anuo
passado
o
que
elle
pen
sava
ácerca
da
guerra
do
Oriente,
disse
Pio
IX:
«A guerra
do Oriente também
terá
sua
utilidade
para
a Egreja
; o
Papa
moirerá,
e
as
potências,
empenhadas
no
dédalo
inextricável
da
questão
do
Orien
te,
deixarão toda
a
liberdade
ao
con
clave».
A
obra
do
conclave
acabou
;—
começa
a
do
novo
Papa :
este
não
é
pessoa que
não
veja
as
difficuldades
; Leão XIII,
cujo
mérito
e
virtudes
Pio
IX
distinguira,
terá
no
céo
um
poderoso
intercessor
;
as sup-
plicas,
a
dedicação
e
a
filial submissão
dos
catliolicos
vir-lhe
hão
em
auxdio.
Leão
XIII
verá
acercar-se
de
si o
episcopado,
o
clero
c os fieis. As
provações
poderão
ser grandes
e
terríveis,
—
mas
ellas
não
lerão superiores
á
coragem
e
á
constân
cia
do
Santo
Padre.
Deus, que
tão
visi
velmente
protege
a
sua Egreja,
não
permittirá que
os seus
inimigos preva
leçam.
Pio
IX
morreu
prisioneiro
no
Vaticano.
Leão
XIII
fica
prisioneiro
no
Vaticano;
ístá
mais tranquillo,
mais
seguro
do
porvir
do
que
o
carcereiro
real
do
Quirinal.
II
Uma
lenda
que
nada
tem
d
’
authentica,
*P
a
s
que
ha
adquirido
uma
certa
aucto-
hdade,
attribue
a cada Papa
uma
divisa,
a
justeza
da
qual
é
por
vezes
ahamente
fri-
sante.
A
Pio
VII correspondia
a
divisa
Aquila
fa
pax,
que
tão
bem
condizia
áquelle
Na-
polião
que
o
reteve
prisioneiro
por
espaço
5
annos. A
divisa
correspondente
ao
Pontificado
de
Pio
IX
era
Crux
de cruce,
*
sabe-se
que
a
cruz
se
acha
nas
armas
casa
de
Saboia.
A
divisa
correspon-
onteao
pontificado
do
novo
Papa
é L
umen
COELO.
Se
a
divisa
é profética, que
poderemos
os
esperar
?
Luz
!..
luz
!
Eis
o
que
pede
niundo, que
não
sabe
para
onde ca-
n>iuba, e
que
morre
porque
não
sabe
cr
a
verdade
—
Un
po’
piú
di
luce,
general
de
Lamarmora,
morto
bem
_
Os
dias a
‘mes
de
Victor
Manoel
e
'
’e
l
'n
^
a
forçado
as
portas
de
,
E
ste
grito
é
como que
o
grito
'
r
ssl.
Xive
tudo
na
confusão,
vive
ias
trevas.
bem
dizia
pou
para
Qui-
uni-
ludo
D
’onde
virá
a
luz ?
Os
filhos
da
Egreja
bem
sabem
onde
ella
se
acha.
Sabem
que
leem
no
Vaticano
o
Doutor
infallivel
da
verdade,
o
guarda
da
justiça
e
da
moral,
a
Vóz
que
ensina
a
verdade,
e,
conseguintemente,
as
condições
da
vida.
Mas
se
os
homens
recusam
voltarem
seus
olhares
para
esta
luz
;
não
será
a
golpes
de
raio
que
Deus
a
fará
bri
lhar
?
Não
é
necessário
ser
um
hábil
polí
tico
para
ver
que o
mundo
está
profun
damente pertubrado,
que
estão
imminen-
tes
espantosas
ruinas
e
terríveis
catastro-
phes.
Se
se
não
(gcutam
os
rnsinos
da
Ca
deira
de
Pedro,
poderão
evitar-se
estas
calamidades?
Serão
pois
as
próprias
ca
lamidades
as
encarregadas d’
esclarecer
os
espíritos
obstinadamente cegos,
e
o
com
plemento
da
obra
da
justiça
preparará
o retorno
da misericórdia.
Lumen
in
coelo.
Mas
nós
preferimos
esperar.
No
pro
prio
momento
em
que
chega
a
noticia
da
eleição
do
Soberano
Pontífice,
chegam
ou
tras,
que permittem acreditar
na reunião
d
’uin
congresso
europea.
Poderá
alguém
ver
n’isso
um preludio de
guerra;
mas
nós
não
queremos
ver
n
’
esse
facto,
senão
o
preludio
do
restabelecimento
da
paz,
queremos
dizer—
do restabelecimento da
ordem.
As
potências
vão
ser
chamadas
a
de
liberar
ácerca
d
’
este
grande
negocio.
Ha
uma
grande
potência,
potência
moral
e
toda
espiritual,
que
devia
ser
chamada
a
estas
deliberações,
e
cuja
voz devia
ter
uma
influencia
preponderante.
Se
ella
não
está
lá
por
meio
dos
seus
embaixadores;
que
ella
ao
menos
o
es
teja pelo
respeito do
direito,
pelo
amor
da
verdade
;
e
estas
nuvens
negras
que
ameaçam
serem
rasgadas
pelo raio,
dis
sipar
se-hão,
deixando
então
brilhar
a
ver
dadeira luz
n’um
céo
limpido
e
puro
Lu
men
in
coelo.
Não
ha
meio
termo
entre
estas
duas
soluções :
Faz
se
ha a luz
pela
humilde
e
intel-
ligente
submissão
aos
ensinos
da
Egreja,
ou
ella
será
feita
por
formidáveis
golpes
de
raio.
Tal
é
o
espectaculo
que
o
mundo
nos dará
sob
o
pontificado
de
Leão XIII.
III
Os
nossos
leitores
devem
estar
anciosos
por
detalhes
sobre
a
eleição
que
acaba
de
ler logar,
e
sobre
o
novo
Pontífice.
Fal
tam-nos
ainda
esses
detalhes
;
e
sobre
a
vida de
Sua
Santidade
Leão
XIII
não
te
mos
mais
do
que
algumas
indicações.
Leão XIII,
ainda
hontem
cardeal
Joa
quim
Pecci,
arcebispo
de
Perugia
e
Car-
melengo da
Santa
Egreja,
nasceu
em
Car-
pinelto,
nos
estados
Pontilicios,
a
2
de
Março
de 1810,
d
uma
antiga
familia
pa
trícia.
Terminados
os
seus
estudos
no
Gol
legio
Romano,
entrou
na
academia
dos
Nobres
ecclesiasticos.
Gregorio
XVI
o
nomeou
seu
prelado
domestico
e
referendario
da
Assignatura,
em
t837.
Depois
enviou-o
na
qualidade
de delegado
para
Benevenlo,
depois
para
Spolello
e
em
seguida
para
Perugia,
onde
e
le
deu
provas
de
capacidades
extraor
dinárias.
Dentro
em
alguns
mezes,
a
pro
víncia
de
Benevenlo
foi
expungida
dos
mal
intencionados
que
a
infestavam
;
em
Perugia,
que
conta
vinte
mil
habitantes,
a
firmeza
do
delegado
estabeleceu
uma
ordem
tal,
que
as
prisões
se viram de
volutas.
Chamado
a
Roma
em
1813,
Gregorio
XVI
o
preconisou
arcebispo
de
Dan.iello
in
partibus,
e o
enviou
na qualidade
de
Núncio
Apostolico
para
Bruxellas,
onde
para
logo
adquiriu
a
estima
e amizade
do
rei
Leopolo
I.
Obrigado
a
deixar
este
posto
por
causa
da
sua
saude,
regressou
a
Roma,
onde
Gregorio
XVI
o
preconisou
arcebispo
de
Perugia,
no consistorio
de
19
de Janeiro
de
1846,
e
ao
mesmo
tempo
o
creava
cardeal
in
pello.
A
morte
de
Gregorio
XVI
fez-Ilie
es
perar
a
purpura até
6
de
Setembro
de
183o, dia
em
que
foi
publicado
por
Pio
IX.
Desde
esta
epoca
até
á
morte
do
car
deal
Antonelli
o cardeal
Pecci
se
entregou
exclusivamente á
administração
da
sua
diocese.
As ultimas revoluções
e
usurpa
ções
piemonlezas
acharam-no
inflexível
no
cumprimento
do
dever.
Quando
os
alum-
nos
do
Seminário
de
Perugia
ficaram
pri
vados
da
soa
casa,
elle
ofTereceu-lhes
asylo
no
seu palacio episcopal.
E
’
sabido
que
nos
últimos
tempos
Pio
IX
o
chamára
ao
cargo
de
camerlengo,
dando-lhe
assim
o exercício
da
auctoridade
durante
a
vacancia
da
Santa Sé.
0
cardeal
Pecci
exerceu
essa
auctori
dade
d
’
alguns
dias
com tacto
e
firmeza
extraordinárias.
Soube
conciliar
o
respeito
dos
direi
tos
da
Santa
Sé
com
as
necessidades
im
postas pelas ciicumstancias,
e,
tudo con
sentindo,
para
a
manutação
da
ordem,
ao
concurso
dos
soldados
italianos,
fez
sentir
ao
rei do
Piemonte,
que
este
se
acha
em
Roma
sómente
pelo
direito
da
força.
0
conclave
reconheceu
as
suas
altas
qualidades
dando-lhe
os
seus
suífragios.
IV
Leão
XIII
é
d
’
estalura
elevada;
tem
um aspecto cheio
de
dignidade,
uma
figura
de
asceta.
A
voz
é
sonora
e
brilhante
e
as
maneiras
um
mixto
feliz
de
dislineção,
bondade
e
affabilidade
Caridoso,
generoso,
instruído,
dotado
d’
um
grande
gosto
lit-
terario,
é
ao mesmo
tempo apto
para
os
negocios,
sabio
e prudente,
sabendo
fa
zer-se
amar
e
obedecer,
e
exercendo
em
todos
os
que o cercam
um
ascendente
que
se faz
sentir
mesmo n
’
-
‘quelles
que
não
amam a
religião
e
que se deixam
arrastar pelas
ideias
revolucionarias.
Não
tendo
o
encanto
de
Pio
IX,
tem a
attra-
ctivo
da
bondade
e
da
virtude.
v
Procura
alguém
descobrir
em o
nome
tomado
pelo
novo
Papa,
uma
indicação
das suas
vistasj-de
governo.
Succedendo
a
Pio
IX,
o
cardeal
Penei
tomou o
nome
de
Leão
XIII,
ccmo
o
cardeal
d
’
ella
Genga
tomára
o
de
Leão
XII,
succedendo
a
Pio
VII.
0
pontificado
de
Leão
XII, que
durou
seis
annos,
de
1823
a
1829, deixou
um
traço
bem
accenluado
e
uma
pagina
glo
riosa
na
historia
da
Egreja.
Nós
espera
mos
confiadamente
que o
novo
pontificado
será
mais
longo
do
que o
de
Leão
XII,
e tudo
indica
que
elle
não
será
nem
menos
glorioso,
nem
menos
fecundo.
Leão
XII
linha
sido
considerado
como
prisioneiro
emquanto
Pio
VII
esteve
ca-
ptivo
;
Leão
XIII,
camerlengo
ca
Santa
Egreja,
esteve
prisioneiro
no
Vaticano
com
Pio
IX.
Leão
XI!
publicou
um
notável
ediclo
contra
os
franc-mações,
teve
uma
grande
parle
na
emancipação
dos
catholicos
na
Inglaterra,
concluiu uma
concordata com
a
Hollanda,
occupou-se activissimamente
dos
negocios
da
província ecclesiaslic i do
Alto-Rheno,
seguiu
com grande sollicitude
os
interesses da
Egreja
de
França,
e
obteve
felizes concessões dos
gabinetes
de
Vien-
na,
de
San
Peteríbourg
e
de
Berlim.
As
republicas hespanholas
acabavam
de
se
se
parar
da
mãe
patria
;
elle lhes
deu
pas
tores
legítimos.
Nos
seus
Estados,
mosfroti-
se
ponlifice
e
rei
cheio
de
sollicitude
pelos
interesses
dos
seus
povos,
erigiu
hospilaes,
deu
giande
impulso
aos
tra
balhos
públicos, e
occupou-se
com
uns
cuidado inteiramente
particular
do
ensino,
e
sobretudo
da
instrucção
primaria.
Não nos
é
licito
prejulgar
o
que
Leão
XIII
fará
nas
tão
difhceis
circumstancias
em
que
sobe
ao
Pontificado.
0
que
sa
bemos
é
que
a
fé
e
os
costumes
serão
infallivelmente
guardados;
que
os
direitos
da
Egreja serão intrepidamente
defendi
dos,
e
que
a
sabedoria
superior
que
pre
side
do alto ao governo
da
Egreja
Ca-
tholica
náo
faltará
járnais
ao
Vigário
de
Jesus
Christo.
Te-Deum,
lutidamus
/
J.
Chanlrel.
----
-------------------------
4’ Kedaeçtío do tConiniereio do
ninho».
Londres,
9
de
Março, 1878.
SUMMARIO.
[Contiouȍ8<>]
II.
—Analyse
curiosa
de
um
longo
e
muito importante
artigo
directivo
do
Jor
nal
The Daily
Telegra
>h
(geralmente
aqui
lido por ministerial
e
de
accordo
com
os
sentimentos
do
Governo,
cuja
política
advoga), que
muito
circula
em
Inglater
ra,
da
eleição do
novo
Ponlifice.
III
—Particulares
e
considerações
im
portantes sobre
a
eleição
Pontifícia.
IV.
—
Mais
particulares
tocantes
á
no
meação,
etc.,
de
Leão
XIII.
V.
—
Duas
palavras
á
pressa
sobre
a
guerra
do
Oriente.
Londres,
23
de
Fevereiro.
—
Quand
j
,
no
dia
20
á
noite,
eu tinha
chegado à
este
ponto,
da minha
carta,
entrou
a!-,
guem,
e
me
disse:—
«Já está eleito o
novo'
Papa».
A
pessôa
porem
que
isto
me
disse,
tinha
só
visto
o annuncio
da eleição,
què
o lelegrapho
havia
annunciado
já
feita
(quasi
ao
mesmo
tempo
que
ella
tivera
logar);
mas
parece
que
ainda
não dizia
o
nome
do
novo
Pontífice;
ou
o meu
no-
ticiador o não
tinha
lido.
Na manhã se
guinte
(dia
21),
todos
os
cartazes das
folhas,
assim como
estas, annunciavam
em grandes
leiras
a
nova eleição
con-
cluida,
e
o
nome
do
novo
Papa, Leão
XIII,
que
o
mesmo
telegraplio
a
estas
horas
tem
já
proclamado,
sem
duvida,
ao
Brazil,
como
ao
Mundo
inteiro.
Em
vez, pois, de
passar
logo
a
men
cionar
aqui os
interessantes
particulares
deste
mui
notável acontecimento,
conti
nuarei
a
extractar
do artigo que
estava
examinando do
Daily
Telegraph,
as
pas
sagens
que
nelle
entendo
merecerem
par
ticular
e
séria
attenção,
pelas
circumstan-
cias
que
agora
dam
ás
apreciações
do
jornal
peso
e
signiíicancia.
Coiilmúa
o
artigo
dizendo:
—
«Se
elle"
(o
novo
Ponlifice)
«deixasse
Roma,
o
acto
pareceria
voluntário,
e
quasi
extravagante.
Não
pode queixar-se
de
perdas» (o
novo
Papa),
«e
poderia ser
accusado
de
achar
intolerável
uma
he
rança
que
o
seu predecessor, acostumado
o
maii
r
alcance
de
poder,
decidiu
em
aceitar
com
resignação
pratica.
«Assim
é
claro,
que
o
novo
Papa
nada
tem
realmente
a
fazer
por
via
de ataques,
ainda
mesmo
quando
fosse um
pei
feito
UUramonlanot.
(Sinto
que
um
Escriplor
tão
sensato
o
razoavel
como
o
auclor
<lo
artigo que estou
extractando,
descesse
á
baboseira
de
usar mn
termo
que
não
tem
hoje
verdadeiro
sentido
senão
histó
rico;
e
que
foi
aproveitado
e
resuscitado
de
má
fé,
pelos
inimigos da
Igreja,
e
nela maçonaria—
que
tem
o
inslincto
de
mentir
em
tudo).
«Mas
pode»
(o
novo
Papa) «natual
mente
perseverar
na
política
de
resistên
cia
passiva
e
protesto
occasional
que
Pio
IX.
adoptou.
«Quanto
a
reconciliação
com
a
italia,
não
vemos perspectiva
de
cousa
semelhan
te.
A
Igreja
nada
podia
ginhur
com
isso,
salvo
a
pensão
estipulada pelo
Governo
Italiano
para o
Papa
na
Lei
das
Garan
tias».
(Pelo
principm
que
o
nosso
rifão
exprime,
quando
diz:
—
«Do
pão
de
nosso
compadre
grande
pedaço
ao nosso
affilha-
do».
Tem-se
visto
ladrões
de
estrada,
dar as
suas
victimas
uma esmola sacada
por
elles
do
proprio
roubo
que
as
mes
mas
fizeram.
Esta caridade
é
da mesma
laya
que
a da
Liberangada
em Portugal,
quando,
depois
de
roubar
a
Igreji
e
as
Ordens
Religiosas,
assigna uma
pensão
—
que
não
paga,
as
mais
das
vezes —
aos
donos da
propriedade
roubada).
«Hoje, comludo,
o
Papado
é
rico.
Nunca houve
tempo
em
que
o
mundo
Calholico
fejse
tão prodigo
em
suas con
tribuições;
e
a
pompa
e
o
esplendor
do
Vaticano
podem
facilmente
sustentar-se
pelos
rendimentos
á
disposição
de Sua
Santidade.
«E
’ provável,
que
a
tal
respeito
o
Papado haja
ganhado
em
vez
de
perder
com
tirarem-se-lhe
as
suas
responsabili
dades
políticas.
Os
Estados
do
Papa
eram
muito mal
governados,
mesmo
debaixo
de
um ponto
de
vista
financeiro.
O povo
era
pobre
e
descontente;
o
syslema
fis
cal
primitivo,
e
os
impostos
produziam
pouco»
•
A
este respeito,
quizera eu
ouvir,
não
os
palradorcs
do
Monte
Citorio,
e
os
jor
nalistas
de
Londres;
mas o
povo,
os
pai-
zanos,
o grande
numero
da
população
Italiana
dos
Estados da
Igreja.
Desejara
saber
se
estarám
esses
muito
satisfeitos
de
pagarem
agora
16,
ou
20
por
cento
pelo
menos,
de
impostos,
em
vez
de (di
gamos)
4
‘
7
0
,
0,1 5
°/
0
,
que
talvez
pa
gariam,
ou
ainda menos
(sob
o Gover
no
Pontifício)
de
seus proprios
rendi
mentos.
Qual
era
a
proporção
dos
impostos
nos
Estados
Romanos
do
Papa,
uão
o
sei;
mas,
a
julgar
por comparação
ao
que
pagavam
os povos
nos
outros
Estados
pequenos
de
Italia, antes
que
o
Piemonte
os
fosse
favorecer
com
o
seu
dominio,
duvido
muito
que o povo
—o grande nu
mero
—tenha
ganhado
muito
na
troca
dos
Governos
paternaes
antigos,
pelo
Pedrei-
ral
ou
Anglo
—
Piemontez moderno.
A.
R.
SARAIVA.
Coiitthra,
19 <le
isiarç».
(Do
nosso
correspondentel.
A
noticia
mais
palpitante que
tenho
a
transmittir-lhe,
noticia
importantíssima
a
todos
os
respeitos,
é
a
do
castigo
que
finalmente
se
deu
a
alguns
estudantes
accusados de
diversos
crimes,
avultando
a
troça
e
assuada
feita
o
anno
passado
na
procissão
dos
Passos.
Foram
punidos
uns
21
estudantes, sen
do
oito
riscados
e
o
resto
punidos
com
prisão.
Dos
riscados
uns terão de
perder
dois
annos,
e
outros
um.
São
esludintes
de
Direito, quasi
lodos.
A
cidade
recebeu
muito
bem
este
castigo, porque
estavam
ainda
bem
gra
vados
na
memória
os
desacatos
d
’
esses
académicos;
porisso
a
noticia
da
decisão
do
respeitável
conselho
de
decanos,
que
os
condemnou, foi geralmente
applandida,
e agradavelmente
commetitada.
Os
beneficos
resultados
do
castigo
já
hoje
se mostraram,
fazendo-se
a
procissão
dos
Passos
com
o maior
socego e de
cência,—o
que
acontece
pela
primeira
vez
em
Coimbra
de>de
dezenas
d
’
annos.
A
academia, que
costumava sempre
ir
no
couce
da
procissão,
não
appareceu.
Os
rapazes
pareciam
seriosos,
e
participan
tes
do
sentimento
dos
seus
irmãos.
Por
taram-se
excellentemente.
Estavam
tomadas
todas
as
medidas
para
manter
a ordem,
se
fosse
alterada.
Melhor
foi
assim,
para
não
termos
des
graças
a
lamentar.
Os
condemnados
partiram
esta
madru
gada
para
Lisboa pedir
indulto.
Foram
commissões
de todas
as
faculdades
aca
démicas.
Até
á
estação
foram
acompa
nhados
por
grande numero
de
estudamos.
Estes, como
era
de
esperar,
não
re
ceberam
bem
a
decisão.
Reuniram-se
no
club académico
e
botaram
discursos
con
tra.
EHeclivamente
parece
que
os
con
demnados
não
foram
dos mais
culpados;
mas
nos
depoimentos
que fizeram
conn
prometteram-se
muito.
Dizem
então
que
houve
injustiça;
e
os
jornaes
da
terra,
que quasi todos
tem
nas
suas
redacções
estudantes,
fazem
côro
com
elles,
e
cha
mam
inquisidores
aos
decanos,
e
outros
nomes
feios.
E
’
certo
que
se
tivesse
havido
mais
policia académica,
castigando
logo
qual
quer
delinquente,
que
apparecesse,
não
era
pricisa
agora
esta
medida
extrema.
Mas
na
Universidade
não
tem
havido
rei
nem
roca...
E
é
responsável
por
muitos
d
’
estes
actos
o
reitor
d
’
este
estabeleci
mento
por
ter
deixado
chegar
as
cousas
a
este
ponto.
8.
exc.
a
tem
estado em
Lisboa,
e
veio
aqui
ha
dois
dias;
alguém
se
lembrou de
lhe
altribuir
o andamento
rapi
io
dos
processos
académicos, e diz
se
que
só
viera
aqui
para
este
fim.
0
mais
provável
é
que s.
exc.
a
visse
despedir-se
por ter
de
se retirar
para
Paris,
onde
vae
exercer
as
funrções
de
commissario
regio
na
exposição.
Estão
pendentes
mais
dois
processos
académicos,
que
devem ter igual
desfecho.
Nós
lamentamos
no
meio
de tudo
isto
as
pobres
famílias
d
’
estes
estudantes,
que
não
tem
culpa
dos
seus
desvarios,
devi
dos
ás
más
companhias;
e
que
fazem,
quasi
todas,
enormes
sacrifícios
pecuniá
rios
para
os
sustentar
aqui.
Deu-se
no
Instituto
de
Coimbra
o
mesmo
facto,
que
no
de
França,
com
a
admissão
de
E.
L'ttré
para
socio
d’
aquella
corporação
scienlifica,
e saida
de Mrg.
Dupanloup.
fendo
sido
admittido
um so
cio,
que
para este
fim
apresentou
um
livro
intitulado
Crenças
Sociaes e Geligio
sas,
que
dizem
ser
heterodoxo,
dois so-
cios do
Instituto
pefiram
a
sua
demissão.
0
auclor do
livro
escreveu
logo ao presi
dente
d
’
aquella corporação
retirando a
sua
pretenção
de
socio
para
não
desgostar
aqnelles.
0
Instituto
trata
de
os
harmonisar;
mas
o
melhor
seria
deixal-os
todos
de
lóra,
como
pretendem.
Os
jornaes
já
cha
mam
a
isto: Geacção
em Coimbra!
Muito
espertos
1...
—
Organisou-se
aqui
o
partido
repu
blicano,
cujo
orgão
deve
ser
o «Partido
do
Povo»
, redigido pelo dr.
Garcia.
Ha
outro
grupo
republicano democrático,
re
presentado pela
«Justiça»,
redigida
por
A.
da
Conceção, dr.
A.
Rocha
e
dr.
balcão.
Este
jornal,
aliás
muito
bem
es-
cripto, publica
ás
vezes
as
ideias
mais
oppostas
ao
catholicismo,
e
d
’
um
perfeito
jacobinismo.
Síuseto
Succumbiste,
por
fim,
da
humanidade
á
triste
lei,
fatal,
inexorável,
que
em
sua
execução,
inevitável,
leva a todos
do
tempo
á
eternidade
!
Se porém
nos
deixaste
na
orfandade,
angélico
Pastor
inimitável
1
em
nossos
corações,
inabalavel,
ficará nosso
amor,
nossa
saudade
!
Teu
nome
virá a
ser
considerado
o
symbPlo
da
virtude,
o
mais
augusto;
e
o
porvir,
de respeito
penetrado,
dirá
ao
contemplar
Teu
nobre
busto:
Eis da
Egreja
o
Heroe
idolatrado
!
eis
Pio, o
Immortal,
o
Santo,
o Justo
!
Antonio Gonçalves
da
Costa
Lima
Fa lie cimento.
Mais
um dos soldados illustres da
velha guarda legilimisla
acaba
de
baixar
ao
tumulo.
Falleceu
ante-hontem
em
Guimarães,
para onde
ha
dias
linha
partido,
o
ill.
rao
e
exc.
mí
snr.
Damião
Pereira
da
Silva
Sousa
e Menezes, d
’esla
cidade.
Era
um
dos
mais
dislinctos
cavalhei
ros
das
províncias
do Minho e
Douro,
pois
era
sobrinho,
thio,
primo
e
cunhado
das
nobres
casas
de
Terena
e
Berliandos,
e
um dos
mais
ricos
proprietários
dessas
províncias.
Serviu
de
Juiz
de fora
em
Guimarães,
na
antiga
magistratura,
na
qual
não
quiz
continuar,
não
obstante
ter
sido
a
isso
instado
pelos
seus
parentes,
preferindo
seguir
dedicadamente
o partido
legilimisla,
de
que
fôra
fiel
servidor.
A
sua
filha,
a
exc.
ma
snr.
a
D.
Maria
do
Carmo
Sousa
e
Menezes
e
seu
genro
José
Martins
da
Costa
enviamos
cumpri
mentos
de pesames.
Outro.-
Na
madrugada
d
’
ante-hontem
entregou a
alma
ao
Creador
o muito
revd.°
Manoel
Joaquim
Ferreira,
conego hono
rário
e
prior da freguesia
de
S.
Victor,
uma
das
mais
populosas
d
’
esta
cidade.
Era
natural d
’
esla
cidade,
examinador
pro-synodal,
e
tinha
sido egresso
da
or
dem dos
Carmelitas
descalços.
Contava
cêrca
de
68 annos.
Teve
hontem
officios
fúnebres na
egreja
da
sua
parochia.
Lausperenne.
—
Expõe-se
ámanhã
na
egreja
do
Coilegio.
Ca siii
si li a
ferro
»
Chavet,—
Sab
mos,
pelas
participações
da
commis-
são
eleita
no meeting
do
dia
10,
que
o
snr.
ministro
das
obras
publicas
promet
iêra
soleinnemente
na
ia
decidir
sobre a
pretenção
da
Companhia
do
ciiuinho
de
ferro
do
Porto
á
Povoa, sem
primeiro
se
proceder
aos
estudos
da
direcliiz
peio
valle
do
Cávado.
E
’
já
muito,
mas
não
é
bastante
ain
da.
Boqueja-se
por
ahi
que
as
palavras
voam... E não
é
irreverencia
suspeitar-
se
que o , proloquio
seja
verdadeiro
ira
tando-se
d
’
um
ministro,
quando est’
outro
--«palavra
de
rei...»,
já
passou
de
moda.
Ha um
meio
de desconcertar
estes
incré
dulos
de
má
morte.
Meio
facílimo,
e
op-
porluno.
O
snr.
visconde
de
Moreira de
Rey
acaba
de
requerer
pelo
ministério
das
obras
publicas
certos
esclarecimentos
re
lativos
á pretensão
da
companhia
referida,
—
pretensão
que
o
illustre
deputado
por
bale,
e
alguns
dos
seus
collegas
apoiam
franca
e
declaradamenle.
Parece-nos
que
os
nossos deputados,
e nomeadamenle
o
nobre representante
de
Braga,
poderão
aproveitar
a
oppprtuni.la-
de
para
no
parlamento
pedir
cópia da
representação
que
a
com
missão
entregou
ao
snr.
ministro
das obras
publicas,
as
sim
como
de
confirmação
escripla da
promessa
leita
por
este
cavalheiro.
Esses
documentos
deverão
juntar-se
aos reque
ridos
pelo
snr. visconde
de
Moreira
de
Rey,
para
conjuntamente
serem
observa
dos
e
attendidos.
Se
os
snrs.
deputados
a
quem
nos
dirigimos
assim fizerem,
desvanecerão
os
fundados
receios
que
o
povo
de
Braga
tem
de
que
as
palavras
do
snr.
ministro
das
obras
publicas
não
cheguem
a
tra
duzir-se
em
factos.
Vox
popult..
Exercício»
para Ordennçãia.—
Começam
no
dia
25 do
corrente,
na
ca-
pella
do
Paço
arcliiepiscopal,
os
exercí
cios
espirituaes
que, em
cumprimento das
determinações
de
s.
exc.a
revd.
,na
o
snr.
arcebispo
Primaz
na
Portaria
de
12
de
novembio
de
1877,
devem preceder
a
próxima
Ordenação.
Cfeegatí».
—
Chegou
hontem
a
esta
cidade
o
novo
governador
civil
do
dis-
tricto, o
ex.
1110
snr.
Joaquim
Cabral.
8.
exc.a
apresenlou-se
niesperadainente
na secretaria, sem que algnem
tivesse
prévio
conhecimento
da
sua
chegada.
Damos
os
parabéns
ao
dislricto
de
Braga,
que tem
em
s.
exc.
a
um
magis
trado
por
todos
os
lilulos
digníssimo.
O
snr.
Cabral está
hospedado
no
Hotel
Real.
Wwtra.—
Chegou lambem
hontem
o
snr.
Fernando
Castiço, de
regresso
de
Lisboa,
onde
fôra
como
membro
da com
missão
nomeada
no
meeting
do
dia
10.
8.
exc.’
foi esperado
na
estação
por
grande
numero
dos
seus
amigos,
e
pela
maioria
da
classe
commercial,
que de
pois
o
acompanharam
aié
á
porta
de sua
casa,
em
tres americanos.
neetiflcaçAu.
—
Na
noticia referente
ás
projectadas
exequias
de Pio
IX,
n
’esla
cidade,
houve
inexactidão
nas
verbas
com
que
alguns
cavalheiros
presentes
á reunião
alli
referida
subscreveram.
O
snr.
dr. Antonio
Pinto
da
Costa
Rebello
contribue
com 8
libras
ou
36^000
Ireis,
e
não 5
libras
como
se
disse.
e
«Gazeta
de CoisHhs-íU».—
Receb
■
mos o
n.°
8
d
’
esle
novo
jornal
que
ha
dias
começou
a
publicar-se
na
lusa
Athenas.
Pe-ocissAo
de
3®tss8os
em Bav.
eeJí»», —
Foi
magestosissima,
segundo
informações
que
temos, a
procissão
do
Senhor
dos
Passos
que se
fez
no
domingo
em
Barcellos.
Dava-lhe
a maior
imponência
a
bellis.
sima Imagem
do
Bom
Jesus
dos
Passos,
conduzida
n
’
um
andor
riquíssimo,
e
o
grande
numero
de
anginhos,
esmerada,
mente
vestidos, que
a
adornavam
As
es-
tações da via
dolorosa
achavam-se
deco
rados
com
muito
gosto
e
riqueza.
Foi
innumcra
a
concorrência
de
povo
d
’
esta
cidade,
do
Porto,
de
Vianna
e
ou.
iras
povoações
que
concorreu
á
pittoresca
villa
de
Barcellos
para
ver
esta
solem-
nidade.
Publicações.
—
Recebemos
e
muito
agradecem
s
as
seguintes:
A
Formosa
Lusitania,
por Lady
Ja-
ckson
—
Versão
de
Gamillo Castello
Bran
co
—
Livraria
Portuense
de
Manoel Malhei-
ro—
Editor.
Recebemos
a
4.
a
caderneta
da
Formo
sa
Lusilania. cuja
publicação
continua
com
a
maxima
regularidade.
Acompanham
as
duas folhas
d
’esta
ca
derneta
as
estampas
da
Parra
de
Lisboa,
vista
do
Caes
de
Sodré, e
o
Theatro
de
D.
Maria
11.
Toda a
imprensa
tem
recebido
esta
publicação
com
os
merecidos
louvores,
e
como das mais notáveis
que se estão
fa
zendo.
—
O
Occidente
—
Revista
illustrada
de
Portugal
e
do
estrangeira.
O
n
9
6
d
’
esta
excellente
revista
traz,
além
de
variados
artigos,
as
segintes
gra
vuras
primorosas:
S. 8.
o
Papa
Leão XIII
—
Retratos
de
Cepeda,
Biancolini,
Bolis
e
Aidighiere
—
Scenas
do
3.
9
acto
e
2.°
qua
dro
do
4.°
acto
da
opera
«Aida»
—
Fra
gmento
d
’
um bordado feito
pelas
damas
de
Malaca no
século
XVII.
—
Historia
Popular
-dos
Papas
desde
S.
Pedro
até
nossos
dias
—
Versão
da
ul
tima
edição
franceza,
por Anionio
José
de
Carvalho.
—
Guimarães
—Livraria
Inter
nacional
de
Teixeira
de
Freitas — Edi
tor.
Está publicado
o
fascículo
n.°
8 d
’
esta
excellente
Historia, devida á
penna
d’
um
dos
mais
erudiclos
escriplores
francezes
e
primorosamente
trasladada
a
portuguez.
O
inclyto
prelado
d
’Ai;gra,
o
exm.°
snr. D.
João
Maria
Pereira
d’
Amaral
e
Pimente!
enviou ao
benemerito
editor
a
seguinte
carta:
lllm.®
snr.
—
En
re
outras
publicações
de
reconhecido
merecimento
por
v. Litas,
acabamos
de
vêr
a
«Historia
popular
dos
Papas»,
por
J.
Chanlrel,
vertida
em
por-
luguez,
a
que
damos
grande
apreço.
E
uma
obra
que,
pela
sua
clareza,
me-
thodo e
barateza,
se
torna
verdadeiramen
te
popular;
e
pela
veracidade
histórica
e
sã
doutrina
que
encerra,
é
uma
arma
poderosa
para
se
defender o Papado
e
a
Egreja
Catholica das calumnias
que
por
toda
a
parle acintosamente
se
lhes estão
lançando
em rosto.
Felicitamos,
pois,
a
v.
pelos
bons
ser
viços
que
está
prestando
á
religião
e
á
patria
com
a
publicação
em
lingua
vulgar
de tão
boas obras; o
que
lhe
agradece
mos
como
bispo
calholico,
tendo
a
certe
za
de
que
de
Deus Nosso
Senhor
ha
de
receber
por
isso
condigna
paga.
Vamos recommendar
a
nossos
Dioce
sanos
tão
boa
leitura;
e
póde
v. fazer
d
’
esta
carta o
uso que
julgar
convenien
te;
desejanlo
nós
que
a
obra
tenha
a
extraeção
de que
é
digna
e
agradecendo
os
fascículos
que
tem
tido
a bondade
de
nos
offerecer.
De
v.
etc.
lilm.”
snr.
José
Antonio
Teixeira
de
Freitas,
editor
da «Historia
Popular
dos
Papas»,
de
J.
Chantrel,
verti
da em
portuguez.
Paço
Episcopal d
’
Angra
do Heroísmo,
1
de
fe
vereiro
de
1878
João
Maria,
Bispo
d
’
Angra.»
—
La Toilelte
de
Paris.
Recebemos
os
n.cs
correspondentes
a
fevereiro
e
março da
bella
revista
de mo-
das
La
Toiletle
de Paris.
Acompanhara
cada
n«*
dois
figurinos
coloridos
e
uma
folha
de
moldes.
E
’
men
sal.
—
Orações
de
Pio
IX
e
por
Pio
IX
—
Precedidas das
Maximas
de
Pio IX
sobre
a
oração.
Recebemos
es
’
e
formoso
livrinho que
a
Bibliolheca
Calholica Luso-Biazileira
aca
ba
de
publicar.
No
titulo
está
encerrada
a
sua
recommenlação.
Cuda
apenas
100
rs.
Parí-istenco
int<rinei«do^—
Do
«Dia-
rio
de Portugal»
trancrevemos o
seguinte:
Casei-me
com
uma
viuva
que do
pri
meiro
casamento
tinha
uma fillfa,
de
que
meu
pae
gostou
e
recebeu
em
casamento.
Assim
meu
pae tornou-se
meu
genro
e
minha
enteada
minha
madrasta,
porque
casou
com meu
pae.
Algum
tempo depois
minha mulher
teve
um filho
que
foi
cunhado
de meu
pae
eao
mesmo tempo
meu tio, porque
era
irmão
de
minha
madrasta.
A
mulher
de
meu pae
foi
lambem
mãe
de
um
rapaz,
qne era
ao
mesmo tempo
meu
irmão
e
meu
neto,
por
que
era filho
de
minha
filha.
Minha
mulher
era
minha
avó,
porque
era
mãe
de
minha
mãe; eu era o
marido
de
minha
mulher
e
ao
mesmo tempo
seu
neto
e,
como
o
marido
da
avó
<ie
uma
pessoa
qualquer
é o avô,
eu
tornei-me
avô
de
mim
mesmo.
Ora
uma
pessoa
que
chega
a
isto
enibr-
ca-se
immediatamente.
Um»
historia.
—
Não
le
fies
em
al
gum
amigo
atiles
de
o
leres
experimen
tado:
ha
mais
abundancia
d’
elles na pros
peridade
do
que
na
adversidade.
Havia
um
homem
que
tinha
ires
amigos;
ama
va
estreitamento
dons,
mas
do
terceiro
não
fazia
caso
algum; no
entanto
era
es
te
o
que lhe
era mais
sincerarnente
afifei-
çoálo.
Fui
citado
a
comparecer
em
juizo,
para
se
defender
de
uma aceusação
assás
injusta.
«Qual
de
vós,
disse
elle.
quer
vir
commigo
e
depor
em
meu
favor
?
Fui
fórlemenle
accusado,
e
o
juiz
está
muito
irado».
O
primeiro
dos
seus
amigos
fingiu
diversos
negocios, a fim
de
o
não
acom
panhar;
o
segundo o
seguiu
aié
á
por
ta
do
tribunal,
mas
14
parou,
e tornou
para
sua
casa;
mas
o
terceiro,
com
quem
contava
menos,
entrou
com
elle
no
tri
bunal,
e
fallou
com
lauta
eloquência
em
lavor
do
seu amigo,
que
o
juiz
o
absol
veu.
—
Moralidade:—O homem
tem
ires ami
gos
n’
este mundo
O
dinheiro,
que,
an
tes da
sua
morte,
era
o
seu melhor
ami
go,
o
abandona
—
seus parentes
e
anrgos
só
o
acompanham
ao
tumulo
—
o
lereeiro
são
as
suas
boas
obras,
que
o
acompa
nham
-a
alcançar
a divina
graça.
Guerra <1<> íSrãesite.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Constantinopla
16
—Foram
augmenta-
das
as
forças
russas
na
direcção
de
Gal-
lipoli.
Algumas
tropas
embarcaram
quar
ta-feira
em Boujukadere.
São
esperados
em
Ismid
mais
dois
cou
raçados
inglezes.
S.
Pelersbtirgo
17
—O
«Golos»
diz
con-
i star-lhe
que
a
municipalidade
de
S.
Peters-
í
burgo
recebeu
inslrucções
afim de prepa
rar
unia
relação
das pessoas
que
possam
desempenhar
as
funeções de
olliciaes
da
milicia
para
o
caso
de
que
a
milicia
seja
taobilisada.
A
agencia
russa
annuncia
que
as
ra
tificações
do
tractado
de paz
serão
troca
das
hoje.
A publicação
realisar-se-ha
depois
de
ser
commnnícado
ás
grandes
potências.
Reouf-Pachá
vai
pailir.
Nào
é
verdade
que
os
russos
se
oppo-
ttham
á
representação
da Grécia
no
con
gresso.
Vienna
17
—
Assegura
seque
o
congres
so
será
precedido
por
uma
conferencia
fçalisada
em Berlim
entre
os
primeiros
mi-
astros
das
potências,
para
assistir á
qual
Bortschakoíf
irá
a
Berlim no
dia
28
do
•torrente.
A
conferencia
terá
por
fim
preparar
o
P
r
ogramma
do
congresso.
Athenas
17
— Hobart-Pachá
chegou ás
postas
da
Thessalia
com
4
couraçados
de-
tpmbarcando
2
000
turcos,
que
se
prepa-
para
atacar
os
insurgenles
inlrtnchei-
ad°s
no
monte
Pelidn.
Londres
18
—
Na
camara
dos
deputados
rtcoih?,
respondendo
a
uma
interpella-
l
e°
’
- d
!
Sse
1ua
o
governo
está
plenamen-
L
J
Us
lificado
por
conservar
a
esquadra
nas
puas
de
Constantinopla.
Accrescenlou
que
a
Rússia
não
se
oppõe
á
admissão
da Grécia
no
congresso
das
potências,
sómente
levan
tou
a
questão
do
titulo
pelo qual
a
Gré
cia
poderá
tomar
parte
no
referido
con
gresso.
Compleil
annunciou
a
quinta
interpel-
lação ao
governo
ácerca das medidas
que
tenciona
tomar,
afim
de
prevenir
os
mor
ticínios
das províncias
hellenicas
emquanto
o congresso
nào
decide
a
sua
futura
si
tuação.
Loudrcs 19
—A
Áustria
foi
positivamen
te
informada
de
que
os
russos
se
concen
tram
nas fronteiras
austríacas.
Confirma-
se
que
a
Inglaterra
protestou
contra
a
mar
cha
de
consideráveis
forças russas
em di
recção aos
Dardanellos
e Bosphoro
O
«Times»
sustenta que
ó
um
dever
para
a
Inglaterra
manter
o
principio
que
o
tractado
de
paz
seja
na
sua
integra
sub-
mettido
ao
congresso
das
potências.
SASáJ
À
TODOS
sem
medicina,
pur-
g-inles,
nem despezas, com
o
uso da
delicio
sa
farinha de
saúde,
aSSr/l&ESGlÈa®
Olj
BARRY
de
Londres.
30
ásvasíos
dl’ixsvarigjvei 8BMMSO
6
Combiteu
lo
as
in
iigestões
(dispe
psia)
gasl.ica,
ga-tralgia,
fiegma,
arroios,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vo
mites,
irritações
intestioaes,
diarréa,
di
senteria,
cólicas,
tos-e,
astbrna,
bexigas,
falta de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
todas
as
de<ordens
no peito,
na
gargan
ta,
do
alito,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rios,
dos intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue.
83:00
curas,
comprebendendo
nellas
as
da
duqueza
de
Gastiestuart,
do
duque de
Piuskvv,
da
marqueza
de
Brehan,
de
Lord
Stuart,
par
d
Inglaterra,
do
doutor
e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
65:811.
—
Mr.
A.
Bruneliére,
cura,
de
uma
dispepsia
de
oito
annos,
e
depois
dos médicos lhe
darem só
pou
cos
mezes de
vida.
Cura
n.°
62:476.
—
Sainte-Roraaiue-des-
lles
(Saône el-Loire. —
Senh< r.
—
Bemdito
seja Deus!
A
Bevalescière
du
Barri/
poz
fim
aos
tueus
18
annos de
sofTrimentos do
estomago
e
dos
nervos,
de
fraquezas
e
de
suares nocturuos.—
J,
C
omparet
,
cura.
Certificado
n.°
69:719.
—
H
ydropsia
,
retenção
.
—
Tres
d
’
estes casos
foram
ra
diealmente
curados.
Para
as
tosses
adqui
ridas
por
um
tesfiiameoto,
produz
a
sus
pensão
repentin.menle;
para
as
retenções
de
ourina
e
doenças
de
estomago, pro
duz
o
melhor
efleito
e dissipa a
melan
colia.
—
L
an
GEVIN,
cura.
Cura
n.°
48:816.
—
Certificado
do
ce
lebre doutor
Redolpho
Wurzer.
Bonn,
19
de
janeiro
de
1833.
—
A
X&evalescière
«ubstiluiu
admiravelmente
toda
a
«uedici-
na
em
muitas
doenças,
sobretudo
qas
dia-
beihes, constipações
obuitiadas
e
habiluaes,
assim
como
nas
diarréas
nas
aflecçõ.s
dos
rins
e
da
bexiga,
oas
contraeções
e
nas
hemorthoidas,
assim como
nas
doenças
pulmonares
e
dos
bronchios,
nas
tossesre
na
tisici. —Doutor
R
ud
.
W
urzer
,
Membro
de
varias
sociedades
^cientificas.
E’
seis
vezes
mais
nutritiva
do que a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenla
vezes
o
seu
preço
em
remedios.
—
Preços
íixos
da
venda
por
tuiudo
em toda
a
pe-
ninsula
:
Em
caixas
de
folha de lata, de
*/4
kilo,
300
; de
1/í
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
lá40(J
res; de
2
*/
s
kilos,
3$200
reis;
de
6
ki
los,
6$i00;
e
de 12
kilos,
12$00Ó
rs.
Os
biscoitos
da
Bevalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora, vendetn-se
em
caixas
a
800
e
l$400 reis.
O
melhor
chocolate
para a
saúde
é
a
ít®vales»eièrc
eíioeotatad»;
ella
res-
tilue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes
duras
ás
pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem esquentar.
Em
pó
e
em paus, em
caixas
de folha
dt
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
21
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
1^400;
de
120
chavenas,
3$20()
reis,
ou
25 reis
cadf
chavena.
JBARKY «fe C.’
LEUITE».-
Place
Vendòrae, 26,
Paris.
77
Regetit-
Street, Londres. Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros, etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedeilo
&
G.
a
Largo
do
Corpo
Santo
16,
Lisboa,
(por
grosso
e
miúdo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—Por-
í®»
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
—
Aveír»,
F.
E.
da
Luz e Costa,
pharm.
—
Bas-eelSos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm., Largo
da
Ponte.—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17
—
Anlor.io
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua do
Souto.
—
d®
V&ss-
telío,
Aflonso drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua grande, 140.
—
fiaímarêeB,
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.—
Antonio
d’
Aranjo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Rua
da Bainha,
29
e
33.-—
reus£5el,
Miranda,
phartn.
—
Corto,
M.
J.
de Sou
sa
Ferreira
&
Irmão, Rua
da
Banha
ria, 77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
phartn.,
Largo
dos
Loyos, 36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes &
C.a
,
drog
.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua de
San
to Aniomo,
225 a 227.
—
d®
SA-
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
eís Varzim,
P.
Machado
de
Oliveira,
pbarma.—
Vaíesiça do
íisím
I»®,
Francisco
José
de
Sousa,
plíarm.—
Vill»
dU
Coade,
A. L.
Maià
Torres
pharm.
ÀGBÀDECIEáíTOS
Manoel
José
Gomes
da
Rocha
e
sua
mulher
M.ria
da
Conceição
Gomes
da Ro
cha,
exlremataente
penhorados pelas
atlen-
çôes
que
receberam
de
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
lhe
prestaram
seus
serviços
peia
occasião
do
fallecimento
de
sua
innocente
e prosada
filha
Maria
da
Gloria,
a
todas
muito reconhecidamente
agradecem
e
pedem
desculpa
de
o
fazer
por
este
meio.
(797)
f
Custodio
Mendes
da
Silva
Braga, D.
Etnilia
Adelaide
Mendes
de
Carvalho,
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho,
e
D.
Anna
Amalia
Mendes
da
Silva,
não
po
dendo
agradecer
pessoalmenle
a
todos
os
ill.
r“es
e
exc.
,nos
senhores
e
senhoras
que
os
obzequiaram
por
occasião da
doença
e
morte
de
seu
muito
presado
cunhado,
thio
e
primo
o
snr.
Forlunalo
Ribeiro
Machado Guimarães,
o
fazem
por
este
meio, protestando
a
todos
a
mais
viva
gratidão.
(812)
ESEAI
j
S4SCTUAI6IO
IIB BO
fl JE-
SUS SJO 510Nf
n:
A
Commissão Administrativa
faz
publi
co
que
acceita
proposta
em carta
fecha
da
para
o
arrendamento
do
Hotel
da
Boa
\
’
isla,
sito
no
local
do
Sanctuario,
por
tempo
de
um
anno,
que
decorre
desde
29
de
setembro
do
corrente
anno
a
egual
dia
e
mez
do
anno
de 1879,
e
segundo
as
condições que
todos
os
dias
não
sancti-
ficados
estarão
patentes
em
casa
do
iH.
mo
snr.
João
Augusto
da
Cunha,
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho.
As
propostas
devem
ser
dirigidas
ao
signatário
d
’
este
annuncio
até
ás
3
horas
da tarde
do
dia
10
do
proximo
mez
de
Abril,
trazendo
as
cartas
na
parle
exteri
or
a seguinte declaração
—
Proposta
para
o
arrendamento
do
HOTEL
DA
BOA
VIS
TA.
As
propostas
serão
abertas no
dia
11
do proximo
mez
de
Abril,
á uma
hora
da tarde, em
sessão
publica
da
Comtuis-
são Administrativa, que
fuucciona
em
uma
das salas
do
ediíicio do tribunal
judiciário,
sito
no
largo de
St."
Agostinho,
d
’esla
cidade.
Braga
18
de
março
de
1878.
O
presidente
da
Commissão
(810)
José
Maria
Bodrigues
de
Carvalho.
VEXDA DE CaSA
O
Vende-se
uma de
dois
andares,
sita
na
rua
da
Cruz
de Pedra,
com
os
n
M
policiaes
92,
92
A
e
92
B
Tracta-se
no
Banco do
Minho.
(811)
DECLARAÇÃO.
Os abaixo
assignados,
declaram
para
todos
os
elfeitos
que
por
escriptura
pu
blica,
feita n
’
esta
data
na
nota
do
Ta-
bellião
Pessa
d
’
esta
cidade,
dissolveram
a
sociedade
que tacitamente
haviam
for
mado entre si
sob
a
firma
de
FERNANDES
&
PINTO;
ficando
lodo
o
activo
e
pas
sivo
da
referida
sociedade,
a
cargo
do
primeiro
signatário Antonio
Fernandes
Lopes.
Braga
18
de
Março
de
1878.
Antonio
Fernandes
Lopes.
Manoel Ferreira Pinto.
Antonio
Fernandes
Lopes,
declara
que,
em consequência
de
haver
ficado
a
seu
cargo
todo
o
activo
e
passivo
da socie
dade
dissol
ida de
FERNANDES &
PINTO,
da
qual
era
socio
continua com
o
mesmo
ramo
de
negocio
de
cêra,
como
até
hoje
na
sua
casa
da
rua
Nova
n.°
47 onde
espera
continuar
a
receber
as
provas
de
amizade
dos
seus
amigos
e
freguezes.
Braga
18
‘
de
Março
de
1878.
(809)
EDITOR
DE U®
BÍAS
Pelo
Juiso
de
Direito
d
’
esta comarca
de
Braga
e
carlorio
do
Escrivão
do 6.°
oflicio
José
Luiz
d’
O!iveira
Pessa,
correm
éditos
de
trinta
dias
a
contar do
segunda
annuncio
publicado
n
’
este
jornal,
citando
e
chamando
todos
os credores incertos
e
legatários
desconhecidos,
ou
domiciliados
fóra
d
’esta
comarca
de
Braga,
que
se
julguem
com
algum direito
e
acção
ao ca-
zal
da
fallecida
Dona
Maria
Angelina
das
Dores
Almeida
Mello,
casada
qne
fui
com
José
Manoel
d
’Almeida
e
Silva, do
Paul
da
Senhora
a
Branca
d’
esta
cidade,
para
que
o
venham
deduzir
no inventario que
n
’
esle
juizo
e
carlorio
do
dito
escrivão
dentro do
referido
prazo,
e
assistir
aos
termos
do
mesmo,
querendo, sob
pena
de
revelia quando
não
compareçam, e
sem
prejuízo
do
andamento
do
inventario.
Bra
ga
13 .de
Março
de 1878.
Verifiquei.
Antonio
Brandão
Pereira.
O
Escrivão
(798) José
Luiz
d’
Oliveira
Pessa.
D.
Alaria
Emilia
da
Concei
ção
Bibeiro
Carvalho
Cabral,
da
cidade do Porto, constando-
lhe
que
Frair
iscu
Manoel
da
Silva Leite,
do
lugar da
Deve-
sinlri,
da
freguezia
de Navarra,
da comarca
de
Braga,
pretendo
vender
algumas
propriedades
que
fazem
parte
de
um
prazo
c.mso.
foreiro
á
annunciante,
vem
prevenir
p
ira
que
ninguém
contracte
com
o
mesmo
a com
pra
das
ditas
propriedades,
em-
quanto
que a
annuiiciante
não
prestar
seu
consentimento
e
não
lhe
forem
pagas
as pensões
que
se
acham
em
divida,
sob
pena
de
ficarem
responsáveis
pelas
mesmas
pensões,
e
sujeitos
aos
elfeitos
consignados
na
lei,
re
sultantes
de
um
tal contracto.
—
—
——
—— ——— — ■ | - -:-ii i
r
■
r»
—e
ATTENÇÃO.
Quem
precizar
de dinheiro
a
Juro
sobre
hipotheca
dirija-se
a Bento J.
B.
A.
Regailo,
rua
da
Boa
Vista
n.°
137.
_______________
(807)
JOSÉ
REGALLI.
Afina e
concerta
pianos,
orgãos,
har-
moni-flutes
e
caixas
de
muzica
de
todas
as
qualidades
e
andores,
por
preços
mo-
dicos
Pode
ser
procurado
no
coro
da Egreja.
do Carmo
em
Braga.
(806)
COMPANHIA GERAL
BRACA
RENSE.
A Exc.
mi
Snr.
a
D.
Erneslina Au
gusta
Freire
d
’
Andrade
requereu
a
esta
direcção,
para
que
se
lhe passem
segun
das
vias
das acções
n.°
120
e
130,
d
’
e'(a
Companhia,
porque
se lhe
desencaminha
ram
as
primitivas,
o
que se
faz publico,
para
que,
se
alguém se
julgar
com
di
reito
ás
mesmas,
assim
o
declare
n
’este
escriptorio
dentro
de
30
dias da
data
d
’este. Expirado este prazo,
caso
não
haja
reclamação
em
contrario,
passar-se-hão
segundas
vias,
com
resalva.
Braga,
14
de
Março
de
1878.
Os
Directores
Da
Companhia
Geral
Bracarense
João
Fernandes
Valença.
(796)
José
Ferreira
de
Magalhães.
THEATRO DE S. GERALDO.
Não
se
tendo
verificado
no
dia
17
do
corrente,
por falta
de
numero
legal
de
associados,
a
reunião
que
eslava
annun-
ciada
para
aquelle
dia,
são
por
esta
forma
convidados
todos
os
snrs.
accionislas
do
theatro
de S.
Geraldo
a
comparecer
no
mesmo
theatro
no dia
24
do corrente,
pelo
meio
dia,
aíim
de
se
dar
cumpri
mento
ao
determinado
no
art.°
6.°
§
l.°
do
estatuto.
Braga
18 de
Março
de
1878.
O l.°
Secretario
Anlonio
José
Pereira
de
Magalhães
Júnior.
(808)
ULTIMA
NOVIDADE
GANDARELLA
^C.a
Campo de Sanl'Anna
Grande
sortido
para
a
Quaresma
e
Semana
Santa.
Acaba
de
chegar
a este
estabeleci
mento
directamente
das
melhores fabricas
de
Paris
um
grande
sortido
de
Brilhan
tinas
pretas
de
seda,
failles
e
glacés,
bem
como
merinos
pretos
de
pura
lã.
lornando-se
a sua
boa qualidade
e
os
seus
modicos
preços
dignos
da
attenção
publica.
(780)
JOSÊ ANTONIO FERREIRA
GOMES.
5,
ãtlua
Nova,
5
BRAGA
Com
estabelecimento
de
pregagem
de
todas
as
qualidades,
mercearia,
papel
e
chá—
cartonagem
para
dezenho,
íloragem
e
aprestes
para
flôres
—
stearina,
pós
finos
para
gomma, etc.,
etc.
N’
esle
antigo
e
acreditado
estabeleci
mento
se
encontra
um
completo sortimen
to
de
livros
em
branco,
proprios
para
escripturação
mercantil, bem
como
papeis
e
artigos
para
escriptorio.
Também
se
encontra
um
sortido
de chá byson
desde
800
a
1$400
rs.
459 gram., e
muitos
ou
tros
artigos
proprios
de
seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços commodos.
(725)
DINHEIRO
A JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
Dicciunano
Prosodico
de Por
tugal
e Brazil por Antonio
José de Carvalho e João de
Deus.
1
vol.
—
l$00o
reis.
Remette
se
pelo
correio
a
quem
man
dar
1$O50.
Todos
os
pedidos
devem
ser
feito;
a
Pacheco
à
Barbosa
—Lisboa. No
Brazil,
a
Lopes
do
Couto
&
Filhos
—
Rio
de
Ja
neiro.
FSTEII8AS
PARA
FORRAR
L
SAJLAS.
CAPITAL BEM EMPREGADO.
Vende-se
uma
morada
de
casas
ijF
sita
na
rua
do
Souto
n.°
47.
&■
Trata-se
com
seu
dono
José Al
ves d’
Araujo,
rua
de
S.
Marcos
n.°
10,
ou
com
o
escrivão
d
’
esle
juizo
Pessa.
(799)
Manoel
Dias da Silva,
premiado
na
exposição
de
Braga
em
1863,
na
Inter
nacional Portuense
em
1875,
na de
Vien
na
de
Áustria
em
1873
e
na
de
Phila
delphia,
em
1876,
faz
publico
que
tomou
conta
do
estabelecimento
de esteiras
da
rua
do Souto n.°
40 e
40
A,
d
’
esta
ci
dade,
aonde
o
fabrico
das
esteiras
prin
cipia
a
ser
no systema
de
Lisboa
e
Porto.
Também
lava
e
compõe
sendo
precizo.
No
mesmo
estabelecimento
ha
sortimento
de
capachos
de esparto. (761)
Quem
qmzer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
DE
MIGUEL AUGUSTO,
FONSECA & CARDOSO
f
FABRICA:
Poço
das
Palas,
118
POKTO.
Premiados
eom
medalha de l.aelenííe na Fxpomiçío Bnternaeional
Portuense
de
IS®
5,
e na Philadelphia de 1WJ6.
Tendo
os
proprietários
d
’esta fabrica
sido
viclimas
das
mais
cruéis
e
vis fal
sificações. fazem
saber
aos
snrs.
consumidores
de
seus
productos.
que
teem
altera
do
a
inscripção
e
desenho
dos invólucros
ou
cintas
que cingem
os
seus
bem
con
ceituados
e
conhecidos—
=Ciíiarro»
egpeeiaes liavan«s=,
em inassinhos de
8
cigaros;
e
por
isso
chamam
a
altenção
dos
mesmos
snrs.
consumidores, para que
não
sejam
illudidos
na
sua
boa
fé,
scientificando-os
de
que
os
rotulos,
além
d’
um
leão
(distinctivo
e
marca d’
esta
fabrica)
em
maiores
proporções,
legenda
da firma
dos
proprietários
—
Nliguel
Augusto, Fonscrn «fe Cardoso—,
levam
ao
lado
escriplo
em
caracteres
bem
legíveis
e
em
sentido
transversal
marca
REÃO
j
e
pe
dindo-lhes
para
que
se dignem
bem
attentar
na
inscripção e
marca
que acima re
produzem,
evitando
assim
o
serem
ludibriados.
Não
encarecem
os
proprietários
a
excellencia
da qualidade
d’
estes
cigarros
e
mais
productos
sahidos
da
sua
fabrica,
porque
os
snrs.
consumidores
os
conhecem
de
sobejo para
os
poderem
avaliar;
e
ao
que
visam,
tendo
feito
a
alteração
na
in-
scnpção
e servindo-se
da
publicidade,
é
evitar
o
descrédito
da
sua fabrica
em
de
trimento
seu
e dos
snrs. consumidores
que
os
obsequeiam
com
a
sua
preferencia,
a
qual
diligenciarão
fazer
sempre
por
merecer,
primando
cada
vez
mais
em
aper
feiçoar
os
seus
productos.
(694)
Miguel
Augusto,
Fonseca
Sc
Cardoso
CAIXA
PARA
AZEITE
No
largo
de
S.
Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para
vender uma
caixa
em
muito bom
estado
que
leva
cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
A
BELLEZA
DAS
SENHORAS
Pomada
sympalhica,
para
destruir,
de
momento,
o
pello
da
cara
e mesmo
cabei-
lo
em
quantidade,
sem
causar
o
menor
damno
á pelle.
Xarope
peitoral de Rei
Empregado
com
os
melhores
resulta
dos
nas moléstias
pulmonares,
tosses
an
tigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e
chronicas.
broncorrhea.
catharro
pulmonar
seja qual
fôr o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
resia,
lisica,
catharro
suílocanle,
angina
nervosa,
tosse
asthmatica,
escarros
de
san
gue,
etc.
etc.
Os
efíeitos
d
’este
verdadeiro
especifico
são
seguros
e
rápidos
e é
considerado na
opinião
publica
o
melhor
medicamento
pa
ra
taes
padecimentos.
A
’
venda
em
Braga
1
nas
pharinacias
Pipa
&
Irmão,
Orphãos
e
Alvim.
Em
Guimarães
na pbarmacia de
Pereira
Martins.
Deposito
principal
na
Phar
macia
Lisbonense,
Largo
do
Corpo
Santo
-LISBOA.
(762)
Banco
Commercial
de Braga, em
mor ator ia
Sociedade anonynin
— responsabi
lidade
limitada
Não
tendo
vingado
na
assembleia geral
dos
accionislas
do
Banco
Commercial
de
Braga no
dia 4
do
corrente,
a
eleição
de lodos, os
vogaes
que
teem
de
compor
a
commissão
liquidataria
do
mesmo
ban
co,
é
indispensável
convocar
uma nova
assembleia
para
se
elegerem
os
vogaes
que
faltam,
assim
como
lambem para
a
eleição
da
meza
da
mesma assembleia
em
virtude de
terem
apresentado
suas
demis
sões
o
presidente, vice-presidente
e
se
cretários:
e
porisso
a direcção
do
dito
Ban
co
convida
os
snrs
accionislas
a
reuni-
erm-se
em
assembleia
geral
no
dia 27
do
corrente
ás
1
1
e
meia
horas
da
ma
nhã no
Theatro
de
S.
Geraldo,
a fim de
se
proceder á
eleição
para
os
indicados
cargos.
Braga
7
de
março
de
1878.
Os
Directores
Manoel
José
da
Costa
Guimarães
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Al
meida
Manoel
José
Lopes
dos
Santos.
.
GÍHURGIÃO BKNÍTISTA.
DA
Escola Americana
Consullorio
a
toda a
hora,
tanto
de
dia
como de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de S.
Francisco)
n.°
22.
(800)
VENDE-SE
Em
uma
das
melhores ruas
d
’
es-
\
la
cdade
uma
morada
de
casas,
-
em
muito
bom
estado.
No
escri-
plorio
da
admini-tração
d
’este
jornal,
se
diz
com
quem
se
trata.
(787).
As
Verdadeiras
,
(
SAO
AS ÚNICAS
OAPPROVADAS
PELA
ACADEMIA
DE MEDICINA@
(j)
DE
PAUIS
&
Qj
Por »ua
Pureza e inalterabilidade
fâ
GURAM
as
escrófulas,
a
insufflciencia do
gi
sangue, a anemia paludosa,
X
FORTIFICAM
as
constituições
fracas
®
ou
arruinadas,’
ajudam
a
formação
das
jovens, etc.,
etc.
Exigir
nossa
llrma,
SLf
C~O
©
Xagui
juncta,
posta
na
J
■gj
parte inferior
de
um
------
rotulo
verde.
- ---------
Ph&nnacien,
40,
r.Boaaparuj,Pari»
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
deveções
indul-
genciadas, e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccoita.
Com approvação
de
S.
ExcA
Eev.
m&
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
3
E,
e
nas
principaes
livrarias;
e
no Porto
na
Livraria
Catholica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de
Manuel
Malheiro,
rua.
do
A
Imada.
Preço
em
brochura.
.
.
,
160
reis
»
encadernado .... 240
»
CARREIRAS
DIARIAS.
Manoel
Antonio
de
Castro Teixeira
e
Antonio
José
Ribeiro,
fazem
publico,
que
continuam
com
as suas
diligencias
diarias
em
sociedade,
a
principiar
no
dia
23
do
corrente mez
em
diante,
em
direitura
a
Vieira
e
Salamonde,
sendo
o
seu
horário
da
fórma seguinte:
sae
uma
diligencia
de
Braga
ás
6
horas
da
manhã
da
casa do
snr.
Ribeiro
Braga,
a
chegar
a
Vieira
ás
11
da manhã,
e
a
Salamonde
ao
meio
dia,
e
volta
de
Salamonde
ás
3
horas
da
tarde e
de
Vieira
ás
4.
Sae
outra
dib-.
gencia
da
casa
do
snr. Domingos
Alves
Pereira
á
1
hora
da
tarde
para
as
mes
mas localidades
acima
indicadas
e
volta
de
Salamonde
ás
4
da
manhã
e
de
Viei
ra
ás
5.
Preços
sãr>
os
seguintes:
de
Braga
a
Rendoíinho
240—Egreja
Nova
400—
Cruz
de
Rial
500
—
Penedo
600
—
Salamonde,
dentro,
700, fóra
600
—
Vieira,
dentro,
700,
fóra
600:
a
cada
passageiro
é-lhe
concedido
10
kilos
de bagagem
grátis,
e
paga
o
que
fôr
de
excesso 20
rs.
por
cada
kilo.
Toda
a
bagagem
que
não
estiver
uma
hora antes
da partida
na
estação
o
passageiro
não
tem
direito a
fazel-a
se
guir. Não
é
permitlido
aos
creados
rece
ber
bagagens
ou
encommendas
fóra da
estação.
Braga
19
de
março
de
1878.
Pelo
annuncianle—
fíibeiro Braga. (813)
BRAGA,
iYPOGRAPBIA LI3S1TAMA
—
-1
878.
Parte de Comércio do Minho (O)
