comerciominho_20081878_826.xml
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-
COlSIllIEia.CIAE,,
RELIGIOSA.
as IVG>r
JT.S
íá: SOSA.
EDITOR
E PROPRIETÁRIO JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA N.°
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
1&600
850
40
20
10
Braga,
12
mezes.
.
.
.
.
.
»
6
Correspondências
parlic.
cada linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
...................................
;
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABRADOS
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
»
6
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,.
12’
mezes,
Folha
avulso
.
2$00ô
»
............................
Í&G50
_as
assignaturas
3&60C
moeda
forte. .
3&6O0
..........................
10.
N.°
826
£<
BBAGA—TERÇA-FEMKA
»E
AGOSTO
DE
18
9
8
FREGES Á
IMMACULADA.
No
dia 22
do corrente come
çará o triduo de preces
que a
Commissão do
Sameiro manda
fazer na egreja
do Populo, pelas
necessidades
da
Egreja e . do
seu Chefe, o Soberano Pontí
fice.
As necessidades da
Egreja
continuam na mesma gravidade
em
que estavam, principalmen
te
desde o dia 20 de setembro
de
1870,
em
que a revolução
com annuencia tacita
das na
ções catholicas, penetrou pelo
ferro
e
fogo na cidade dos pon
tífices.
Desde este dia começou
a
serie de violências, desacatos
e depredações que directamente
atacaram
o
direito e
auctorida
de do Papa, e que cobriram
de
luto a Egreja, e de amargu
ra
a
alma nobre
do Vigário de
Christo. Despojado
do poder
temporal, absolutamente indis
pensavel nas presentes
circum
stancias
para
o exercício
do
poder espiritual, o Papa encer
rou
se
no
seu palacio e limitou-
se aquelles actos
pontiíicaes
que
nem directa
nem
indirecta-
mente
dependem
do auxilio ex
terno,
para obrigarem
os fieis
ou
para os
dirigir nos caminhos
da
salvação.
O
supremo poder da Egreja
está
na oração. Com esta arma
tem vencido
sempre a resisten- j
cia dos homens e triunfado
de
todos
os obstáculos postos ao
exercício
da sua divina missão.
Pedro, por quem a Egreja
orava quando prisioneiro á or
dem do
Cezar, viu estalarem
e
romperem se
lhe as cadeias, pe
la
força da
oração christã.
Esta
força soberana é ainda i
a mesma, e póde produzir iguaes
prodígios. A
mão de Deus éq
sempre omnipotente, como a.
sua misericórdia è
sempre sem
limites.
Aos
homens
a persuasão, e
a sua supplica de pae; a Deus
a oração em nome da Egreja,
eis
as fortíssimas armas de
que o Summo Pontífice se ser
ve para a victoria.
Ã
hora
do triunfo é porém
incerta,
e a nós que
soffremos
a provação e o castigo, releva
abreviar
a victoria,
porque abre
viai a é desarmar a ira omni
potente,
e abrir os thesouros
da clemencia infinita.
Vamos,
pois, ao templo
do
Senhor.
A occasião
é propicia.
A-
formosíssima Virgem que
alli
está, ora
comnosco a seu
divino
Filho. Ella
se interessa
da paz e na victoria
da Egreja,
e Por Ella
tem esta triunfado
sempre
de
todas as
heresias.
A
msan c5o sssaí.
.
Um
jornal
liberal,
mas
sincero
e con
tencioso,
fazendo
um
parailélo
entre a
e
P°dia,
a
que
elle
chama
do
absolutismo,
e
a epecba
constitucional,
coiiclue
por
confessar
que
—a
nossa
situação
material
é
melhor,
roas
não
lhe
corresponde ai
moral.
Outro
jornal,
também
liberal,
transcre
vendo
esta
conclusão
do
collega,
accrescen-
ta:
—
«E
’
uma
triste
verdade,
que
importa
«que
seja reconhecida
por
todos,
sem
o
«que
não
poderemos
nutrir
esperanças
«de caminhar
para
um
futuro
melhor,
«pois
emquanto
se.
não
conhecer
a
nalu-
areza
do
mal, diíiicil
será
applicar-lhe
o
«remedio».
Pedimos
venia
para
observar,
que
a
nalureza
do
mal,
nos
parece,
está
suífi-
eientemente
conhecida.
O
primeiro
dos
dous
collegas
citados
aponta-a
com suf-
liciente
clareza
e
verdade.
A
nossa
épo
ca
padece
pricipalmente
de
indifferença
religiosa,
a
qual
traz
comsigo,
como
con
sequência
necessária, a
desmoralisação
dos
costumes.
Esta
desmoralisação
aclua
sobre
todas
as classes
sociaes,
e sobre
os pró
prios
governos, que,
quasi
sem
excepção
(diz
ainda
o
collega)
não
respeitam
a
lei,
nem os
deveres,
nem
a
justiça;
e
as
au-
ctoridades,
suas
subordinadas,
fazem
o
mesmo.
Os
laços
de
familia
teem-se
aífrou-
xado
muito;
e
a
veniaga
torpe
e
a
burla
torpíssima
imperam
em
todos
e
em
tudo,
desde
os deputados,
que
não passam
de
especuladores
mercadejando
coin as cousas
mais
sagradas,
até
ao
povo,
que
vende
o
seu
voto
a
quem
lh
’o compra
com
di
nheiro
ou
com
promessas
fallazes
e
femen
tidas.
Bem
conhecida
está
pois,
repeliremos
ainda,
a
natureza
do mal,
de
que
adoecem
as
sociedades
modernas.
O
que
resta
a
fazer
é
investigar-lhe as
causas,
porque,
descobertas
estas,
será
mais
facil
applicar-
lhe a
medicina.
Discorrendo
um
pouco
sobre
este
mo
mentoso
assumpto,
abrâmos
primeiramente
a
historia
contemporânea.
0
que nos
diz
ella
?
Diz-nos
que
por
toda
a
parte
onde
se
tem
implantado
o
liberalismo,
ahi
tetn
sur
dido
e
crescido
a
passos
rápidos
a
cor
rupção
dos
costumes.
Na
França,
depois
da
revolução
de
1830,
a desmoralisação
tornou-se
tão
in
tensa
e
tão
geral,
que
aquelle
paiz
poude
ler
a
triste gloria
ale
ser
apontado
por
todos
os
outros
como
o
mais
corrompido
do
universo.
A
Ilalia,
unificada
á
sombra do li
beralismo,
disputa
hoje,
em
matéria
de
corrupção de
costumes,
a
palma
a
qual
quer
outra
nação
do
globo. NTim ponto
excede-as talvez
a
todas;
—
é
na
infracção
do
7.°
preceito
do
Decálogo.
O
bandolei
rismo
da Sicilia
é
nada
em
comparação
do
bandoleirismo
dos
agentes
do
thesouro
publico.
Nos
primeiros
cinco
mezes
do
anno de
1876,
segundo
os cálculos
de
uma
revista
italiana,
o
dinheiro
subtraindo
ao
Estado
montava
a
uma
somma
de
15:426:105
liras!
Quanto
a
assassinatos,
e
conforme
os dados
estatísticos
apresen
tados
pelo
«Times»
de
Londres (fonte
insuspeita)
a
Italia
occupa
inquestionavel
mente
o
primado
entre
os
povos
civilisa-
dos
da
Europa,
o
que
faz
com
que
de
«terra
dos
mortos»—
como
d
’
antes
lhe
cha
mavam os
extrangeiros
—hoje
lhe
chamam
«a
terra
dos
assassinos»
(Vid. a
«Civiltá
Cattolica»
de
1
de
julho
de
1876).
Não
são
muito melhores
as
condições
moraes,
em
que
se
acha
a Allemanha,
especialmenle
a
Prussia.
Ainda
ha
bem
pouco tempo
que
o deputado
do
Lasker
exclamava:
«A
corrupção,
que
de
ordi-
«tnrio
infecta
a mais
baixa
canalha, já
«sobe
até
ás
classes
mais
elevadas.
A
«auctoridade
do
estado
deixa
de
ser
garan-
«tida;
reinam,
pelo
contrario,
a desordem
«e
o
arbítrio sem
princípios;
um
bestial
«materialismo
predomina;
nós
somos
preza
«da
dissolução,
e o
nosso
nome
é vitu-i
«perado fóra
do
paiz; prepara-se uma
«calastrophe
espantosa»!
Os
proprios
EJados-Unidos
da
Ameri
ca
—
a
republica
modelo dos
nossos
publi
cistas
de
agua
chilra—senlem-se
corroidos
pela
depravação
sempre
crescente
dos
costumes.
Ha
um
crime,
que
parece
ha-
ver-se
alli
radicado
roais
do
que
em
outro
qualquer
paiz;
é
o
infanlicidio.
Um
dos
principaes
jornaes
de
New-York queixava-
se
d
’
isto
ainda
ha
pouco
nos
seguintes
termos:
«Investigações
feitas
recentemente
«mostram
que
o
numero
d
’
estes
crimes,
«que
se
commettem
entre
nós,
é
real-
«mente prodigioso.
Médicos
distinctos
e
«experimentados
uos
teem
afiirmado
que
«ha
em
New-York
mais
de
sessenta
mi-
«seraveis
creaturas,
que
ganham-,
o
seu
«pão
e
se
enriquecem
mesmo roobando
a
«vida
aos
recem-nascidos.
Nós já
ouvimos
«dizer
que
o
numero
d
’
estes
vampiros
é
«seis
vezes
mais
elevado....
O
estado
da
«maternidade
tem-se
tornado,
desde
algum
«tempo
a esta
parte,
eifectivamente
con-
«trario
á
Gashion,
e
esta
opinião,
por
«mais
trivial
que pareça,
produz
o
assas-
«sinalo
de
uma
multidão de
innocentes
«creaturas».
De
resto
nos
Estados-Unidos vende-se
descaradamente
a
justiça,
e tudo
se
sa
crifica
á
sede
de ouro;
o
que
fez
dizer
a
um
escriptor
moderno
que
a
corrupção
dos juizes
é
talvez
o
mais
grave
sympto-
ma
da
decadência
d
’aquella
republica.
(Con
sulte-se
a
obra
de
mr.
Cláudio
Jannet,
Les
E’
lals-Unis
Conlemporains.
Paris,
1876).
Ora qual
será
a causa
d
’
esla
desmo
ralisação
sempre
progressiva
e
universal?
Não tememos
alfirmar
bem
alto
que
é
o
liberalismo.
E isto
prova
se:
—1.°
Porque
as
dou
trinas
proclamadas
pela
escola
liberal
são
altamente
desmoralisadoras: 2.® Porque
os
meios
empregados pela
propaganda
libe
ral
para
avassallar
o
mundo
são
especial
mente
a
obliteração
dos
princípios
da
mo
ral
religiosa
e
a corrupção
systematica
dos
costumes
públicos
e
privados.
Com
efleito nós
não
conhecemos
nada
mais proprio para
promover
a
desmora
lisação
de
um
povo
do
que
os
princípios
chamados
liberaes
—
Já
a noção
de
liberda
de, consoante
a
deline
a
escoíla
revolucio
naria,
é
a
cousa
mais
immoral
que
ima
ginar-se
pode. Segundo
esta
escola,
a
liber
dade
é
o
direito,
que lodo
o
homem
tem
de
praticar
livre
mente
o
bem
e
o
mal!
E como
consequência
pratica
d
’este prin
cipio
ahi
eslao
por
toda
parte
póstos
em
paralielo
os
direitos
da
verdade
e
do
er
ro,
da
virtude
e
do
vicio,
da
religião
e
do
sacrilégio
—
do
bem
e
do
mal
n
’uma
palavra!
O
que
se
segue
d
’
aqui?.
Segue-se
que
o
mal,
para
o
qual
nos
arrasta
sempre
o
desgraçado
pendor
da
nossa
nalureza
corrompida,
vem
por
tim
a
preponderar e
a
triumphar
sobre
o
bem.
E
é
isto
o
que
estamos
hoje
geralmen
te observando,
nos
paizes
liberalmenle
re
gidos.
A
imprensa
desbragadamenle
cor
ruptora
fazendo
recuar
diante das
trevas,
que esparze,
a
luz
derramada
pela
impren
sa séria
e
moralisadora;
as
associações
re
ligiosas
cedendo
ambas
forçadamente
o
lu
gar
ás
sociedades
secretas;
os
missioná
rios
do
erro
e
da
mentira apostolando
des-
assombradamente
os
princípios
mais
sub
versivos
e desorganisadores,
ao
passo que
os
evangelisadores
da verdade e
da
mo
ral
são
acolhidos
com o
sarcasmo
das
tur
bas
e
até
com
o
odio
dos
poderes
públi
cos!
A
’
vista
d isto
poderemos
maravilhar-
nos
de
que
o
nivel
moral
das
sociedades
modernas
esteja
descendo
conslaatemenle?
Poderemos
pasmar
de
que
a
fronte
he
dionda
do
vicio e
da
impudência
se
le
vante
ousada
até
entre
os
mesmos
que
em
punham
o
timão
da
governança
publica?
Mas
ha
mais
ainda! Ha a
propaganda
da
immoralidade
e
da
corrupção
feita
sys-
lemalicamenle
pela
gente
revolucionaria
como
meio
seguro
de
dominar
os
povos!
Nós
já
n
’
este
jornal
citamos
um
il-
lustre
publicista hespanhol—
Donoso
Cor-
tés—para
provarmos
com
a
sua indispu
tável auctoridade
que onde
domina
o
sys-
tema
liberal
todos
hão
deser
forçosamen
te
corruptores ou
corruptos.
Preferiremos
porém
agora
o
testimunho
dos
proprios
revolucionários.
Um d
’
esles
dizia,
em 1822,
traçando aos
seus
confrades
o
plano
a
seguir
para
recrutar
homens
para
as
so
ciedades
secretas,
que
são
os grandes
vehiculos
do
liberalismo:
—
«O
essencial
é
«isolar o
homem da
sua
familia,
e
fazer-
«Ihe
perder
os
costumes....
Logo
que
um
«homtm,
e
sobre
tudo
um
príncipe
co-
«
meça
a
corromper
se, não
espereis
que
«elle
se
detenha
sobre
o
declive...
Alei
«do progresso
social
está
n
’
isto,
e
toda
«n’
isto; escuzais
de
a
procurar
n
’
outra
«parte»—
Outro
dizia,
em
1824:
—
«Nós
de-
«vemos
fazer
a
educação
immoral
da
Egre
ja»! Era
sempre
a
desmoralisação
em
pregada
como
a
melhor
aima
de
comba
te!
E
note o
leitor
como
os nossos
go
vernos
liberaes
teem
desempenhado
á
ris
ca
este
artigo
doprogramma
revolucioná
rio,
preferindo
para
os
cargos
ecclesias-
ticos,
até
para
os
mais
elevados
(salvas
sempre honrosissimas
excepções)
os
mem
bros
mais
relaxados
do clero;
o
que
não
tem contribuído
pouco para
a
desmora
lisação
do povo!
............
Em
1839
ainda
outro
escrevia
o
se
guinte: «Não façamos
martyres,
mas
po-
«pularisemos
o
vicio
......
Fazei
corações
«viciosos,
e não
tereis
mais
catholicos.
E'
«a
corrupção
em
grande
escalla
que
nós
«havemos
emprehendido,
a
corrupção
do
«povo
pelo
clero,
e
do
clero
por
nós»!
(Vid.
a
obra
de
snr. Crétineau-Joly
—
L
’Eglise
Romaine
en
face
de
la
Révolu-
lion,
tom.
II).
Mas basta
de
citações.
Os fados
fal
iam ainda
mais
alto
do
que
as
palavras;
eo
facto
universal
e
conslantemenle
ob
servado
por
toda
a
parte,
onde
se
tem
inttoduzido
o
liberalismo,
é
a
corrupção
empregada
como
meio
para
lhe
dispôr
e
facilitar
o
triuropho.
A
antiga
maxima
—
divide e
impéra
—
tem
sido
por
elle
parodiada,
e
quasi
que
inscripta
como
letnina nas
suas
bandeiras,
nos
seguintes
termos:
Corrompe
e domina!
A
In lica
pois exposta a
causa
prima
ria
do
mal,
que
corroe
as
sociedades
modernas;
mal,
que
todos
—gregos
e
troya-.
nos
—lamentam
e
confessam;
mas
sobre
cu
jo
verdadeiro
remedio
ainda,
infelizmente,
não
esião
todos
concordes.
Será
preciso
ainda a amarga
experien-
cia
de mais
alguns
annos
para
dar
vista
aos
cegos
e
desilludir
os
illuso??
Convirá
que
venha
emíim
o
Communismu,
como
ultima
e
mais
fatal
consequência
das
dou
trinas
liberaes,
para
que
os homens
de
espirito
e
coração
recto
aprendam
emíim
a
conhecer
e
a
aborrecer
o monstro revo
lucionário7
Oh!
Mas
então
já
será
tarde
para
sal
var
a
humanidade;
e
mais
urna
vez
se
verificará
o
aphorismo
do
poeta
romano:
Sero
medicina
paratur
Cum
mala per
longas
invaluere
meras.
Desenganem-se
e
curem
emquanto
é
tempo.
D.
M.
s.
uma
obra
que
aprofunda
todas
as
questões
que
tracta, jrias
não
foi escripta
para
espíri
tos
levianos.
A
mais
nolavej
das
defezas
da
Religião
Catholica
que
teem
apparecido
n
’este
sé
culo,
é
ella,
e
é
lambem
a
primeira
obra
d
’
este
género
mais
completa
que
póde
lêr-
se
na
lingua
portugueza;
porem,
se
preen
che
todos
os requisitos
para
satisfazer
á
intelligencia
na
indagação
da
verdade,
obriga,
todavia,
o
espirito
a
recolher-se
e
coocentrar-se
para
estudal-a.
Se,
em
vista das
duas razões
expo
stas,
as
pessoas que hão de lêr
e estu
dar
a
Apologia
nunca
serão
muitas em
relação
ao
numero
de
todas
as
que
lêem
e
estudam,
cremos,
ainda
assim,
—e
mau
signal seria succeder
o contrario
—
que
ella
não
tardará
a
ler
um
logar
de
preferencia
na
bibliotheca
de
todo
o sa
cerdote-que
não
oblitera a
obrigação
que
lhe
corre
de
ser
instruído
e
de
procurar
cada
vez
mais
instruir-se
na
sciencia
de
seu
ministério,
bem
como
na
de todos
os
homens
de
sciencia
ou
que
procuram,
ad
quiril-a,
e
que
não
ignoram
que
é
impos
sível
obterem-n
’a
solida
e
verdadeira,
se
desprezam
a
da Religião.
Porisso
espera
mos
que esta
obra,
a
publicação
de maior
alcance
e
mais importante,
que ha'
muito
tem
saido
de nossos prelos,
se
tornará
vulgar
entre
nós,
e
que
á
sua
primeira
edição
se
seguirão
algumas
mais.
Deus o
permilta
para
bem
da Religião
e
da
so
ciedade!
O
snr.
Chardron prestou ao paiz
um
serviço
relevante,
editando
a
Apologia;
mas
quem
se
tornou verdadeiramente
beneme-
rito
das
lettras
patrias
e
da Religião
foi
o
snr.
conde
de
Samodães.
Que horas,
que
dias
e
dias de
insano
trabalho
não
representa
a
traducção
dos
cinco
volumes d
’
esta obra?
Que vastidão
de
conhecimentos
theologicos,
philusophi-
cos
e
linguísticos
não
suppõe
no
eximio
traductor
a
perfeição
com
que
está
feita?
Todavia,
o
snr.
conde,
que teve
de
destinar
a
este trabalho sómente os mo-
mentos
que
lhe
sobram
da
laboriosa
ad
ministração
de
sua
casa
e
da
cuidada
edu
cação
de
seus
tilhos,
não
recebeu
por
elle,
porque
não
quiz
receber,
remuneração
al
guma.
Seu empenho
foi
sómente
servir
a
Religião
e
o
seu
paiz
com
aquelle
zelo
e
dedicação
de
que
é
capaz,
e de que
tem
dado
tão
eloquentes
provas.
Terminamos,
fazendo
ao
editor
um
pe
dido
A
obra não
é
cara,
e
está
impressa
em
bom
papel.
A
composição
é
compacta
e
nítida.
Noutro
qualquer
paiz,
mesmo
em
Fran
ça,
não
se
poderia
pôr
á
venda
por
me
nor
preço,
se
tivermos
também
em
vista
o
grande
dispêndio
e
empate
de
dinheiro
que
importam
as
publicações
de obras
grandes.
Mas
o
nosso
clero
é pobre.
A
revolução
empobreceu-o,
e,
mesmo
depois
de
empobrecei o, não
se
julga
dis
pensada
de
chamal-o
avarento!
A
revolução
roubou
o
e
empobreceu
o!
Empobreeeu-o
para
desprestigial-o
e
dif-
ficultar-lhe
a instrucção, apodando-o
depois
de
ignorante!
Porisso
nós
pedimos
ao
snr.
Chardron
um
privilegio em favor do
nosso
clero,
—
e
é
a
faculdade
de
todo
o
sacerdote
e
ordinando
poder
comprar
a obra por
vo
lume.
Esperamos
que
pelo
menos
será
con
cedida
esta
vantagem
aos
ordinandos,
pois
podemos
allirmar
que não
ha na
Univer
sidade
ou
nos
cursos
triennaes
dos
Semi
nários
altimno
algum
de merecimento,
que
não
tenha
adquirido
a
obra,
ou
não
deseje
adquiril-a,
logo
que
lhe
seja
possível.
—
Calhecismo
exemplificado
Este
livro
foi
em
tempo
escripto
e
publicado
pelo
bispo
de
Torlosa.
D.
Miguel
Tratmans.
Depois publicou-se
uo reino visinho
uma
outra
edição,
muito
mais recente,
revista
correcta
e
muito augmentada
pelo padre
José
Mach,
jesuita,
já muito
conhecido
entre
nós
pela
vulgarisação
das
suas
prin-
cipaes
obras.
A
traducção
portugueza
do
Calhecismo
exemplificado
é
feita
sobre
esta
ultima
edição
pelo
snr.
dr.
Francisco
Luiz
de
Seabra,
parocho de
Cacia.
Que
diremos
nós
d
’
este
livro?
Poucas
palavras.
Diremos
sómente
que não
deve
familia
alguma
deixar
de
possuil-o,
e
de
ensinar
por
elle
a
seus
filhos
e
domésti
cos
os
rudimentos
e
o
necessário
conhe
cimento
da
Religião.
Diremos
sómenle
que
este
livro
é
o
mais
adquado
que
se
tem
publicado
entre
nós
para
servir
de
com
pendio
de
ensino
religioso
nas
escholasde
in
strucção
primaria,
e
ainda
em
algumas
da
secundaria.
O
dever
está
indicado:
cumpram-n’o
agora
aquelles
aos
quaes
toca
cumpri!
o.
Sob
a
epigraphe
de
Passado
e
presen■
te,
a
«Nação»
publica um
bello
artigo,
do
qual pedimos
venia
para
exlractar
os
paragraphos
seguintes:
Porém,
ao Portugal
glorioso
e
gigan
te
devia
succeder
o
Portugal
rachilico
e
anémico
de
nossos
dias:
apenas
o
libeía-
lisiro
levantou
o
collo,
as
nossas
anti
gas
glorias
emmurchecerem
ao
sol
esplen
dido
da
liberdade.
D.
João
VI
parte
d
’
esta
para
melhor
vida
de
enfermidade
duvidosa! D.
Pedro,
seu filho
primogénito,
maçonisa-se
e
adeus
Brazil;
foge,
sem
olhar
para
traz,
das
ter
ras
de
Santa
Cruz, onde
a
sua
memória
íica em
bênção',
regressa
ao
reino;
accei-
ta
uma
corôa que
os estrangeiros
lhe
of-
ferecera
nas
ponlas
das
bayonelas;
e
des
feiteado
pelos
seus
em
pleno
lheatro
e,
depois
deter
limpado
o
que
por cá
achou,
morre,
sem
deixar
saudades,
d
uma
molés
tia
lambem
duvidosa!
Sua
augusta
filha,
a
seniiora
Dona
Ma
ria
da
Gloria
modelo
de
mães
e
despo
sas,
é
ultrajada
no
que
a
’
mulher
tem
de
mais precioso:
aquelles mesmos que a
coilocaram
n
’um
throno
usurpado,
não du
vidam
escrever
em
boa
letra
redonda:
«Desgraçada,
tiraste
de
tolo
a
mascara...
«já
não
és...
nem
seras
jámais
soberana
«por
am
r...
serás
lyraiina
•
pela
força...
«cairás
do throno e
levarás
as
joias,
as
«riquezas...
tudo...
menos as
saudades
dos
«que
te
obedeceram»!!'
Seus
augustos
filhos
os
senhores
D.
Pedro,
D.
João
e
D.
Fernando succutn-
bem a
febres
paludosas,
e
o
senhor
D.
Luiz
escapa
em
Londres
a
uma
outra
paludosa,
mas
não tem escapado
ao
látego
com
que
os
amigos da
dynastia
Coburgo
o
estão
verberando
a
toda
a
hora!
Nós,
reluzidos
á
classe
de párias
na
terra que
nos
foi
berço,
assistimos
a
este
tripudiar
satanico
e
d
’este
dize
tu
direi
eu
do
liberalismo tiramos
a
seguinte
conclu
são:
—
Portugal está
perdido,
irremissível
mente
perdido,
se
Deus lhe
não
acode.
Não
ouvimos
fallar senão
em riqueza
publica
e
o
déficit
caminha
n’
um
crescen
do vertiginoso;
os
empréstimos
succedem-
se
uns
aos
outros;
o
negocio
está
paraly-
sado
e
temos
em perspecliva
uma
bancar
rota!
Não
ouvimos fallar
senão
em inslruc
ção
para o
povo
e
o
povo
está
cada
vez
mais
embrutecido; a
navalha
adquiriu
fó
ros
de cidade; a taberna regurgita de
fre
quentadores;
e
quem
quizer
ver
a
mora
lidade
da epocba
leia
a
estatística
da
pros
tituição
publica
e
soletre a estatística
da
outra
prostituição
que
se
acoberta
com
os
vestidos
immaculados
da
pureza;
somme
os
homicídios,
os
infanticídios,
os
roubos,
as
quebras
fraudulentas;
consulte
a
im
prensa
humorística
e
a
que
não
tem
hu
mor
e
diga-nos
depois
onde
está
a instruc-
ção
das
massas.
BIBLIOGRAPHIA.
Está
felizmente terminada
a
traducção
e
impressão
da
A/ologia
do
Chrislianismo,
obra
immortal
do
sabio
allemão dr.
Fran
cisco Heltinger,
professor
de
theologia
na
universidade
de
Wurzburgo.
A
imprensa catholica de
Portugal
e
do
Brazil,
bem como
todas as
pessoas
cujo
juizo é
competente
na
matéria,
fazem
a
esta
obra, desde
que
a conhecem
pelo
primeiro
volume,
não
immerecidos elo
gios.
O
que
se
tem
dicto,
porem,
é
pouco
e
hca
mais
áquem da
realidade.
Observo
até,
como
bastante
pesar, que
outras
pu
blicações (faliu
só
das
religiosas
e
das
scientifico-religiosas)
de
merecimento
muito
somenos ao
d
’
esla,
parecem
haver
desper
tado
muito
mais
a
atlenção
e
merecido
entre
nós,
logo
a
principio,
mais
inte
ressado e
sympalhico
acolhimento
do
pu
blico.
Isto
tem
facil
explicação.
Primeiramente,
nos tempos
que
correm
está
em
moda,
por
desgraça,
descurar-se
o
estudo
da
Religião
Em
segundo logar,
muitos
d
’
aquelles
mesmos
que
não
despre
zam
esse
estudo,
e
se
acham,
pelo
con
trario,
bem
compenetrados
da
necessidade
d'elle,
nem
porisso
deixam
de
estar
eiva
dos
do espirito
de
leviandade
e
superfi
cialidade
que
é
um
dos
pronunciados
ca
racteres
d
’
esle
século, e,
por
conseguinte,
mesmo
quando
se
tracte
de estudar
a mais
necessária
e
mais
sublime
das
scieucias,
preferem
livros
que
lhes
não
cancera
muito
o
espiiito,
pouco
ou
nada
disposto
a arro
star
com
o
peso
e
aridez
de
estudos
sérios
e
profundos.
Ora,
a
Apologia
do
Chrislianismo
é
Semeiem
e
trabalhem,
se
quereirf
co
lher.
Na
falta de educação religiosa
se
encontra,
em
ultima
analyse,
a causa
e
a
razão
de
todos
os
rnales
que
soffremos,
lemos soffrilo
e
soffreremos
ainda
Pelo
mesmo motivo,
só
da
educação
religiosa
da
geração
que
vem
indo
e
das que
hão
de
vir
é
que
pode
esperar-se
mais
tarde
o
remedio
para
esses
males:
a
que
vae
vindo
ainda
nos
ha
de levar
á
republica,
isto
é,
á
anarchia
e
á
desordem,
e
quem
sabe
se
ficaremos
ahi!
E.
A.
CONTRHNNUNÊIO
A
Commissão
do Monumento
do
Sameiro tendo conhecimento
de
que
a
Meza do Sanctuario
tenciona começar em breve a
obra
da restauração do templo
do Bom Jesus, resolveu hoje
não levar
a
sagrada Imagem
para
aquella
egreja, nem fazer
por emquanto a peregrinação
annunciada.
Farse-ha
todavia na egreja
do Populo o triduo de preces
que
estava
annunciado para os
dias
22,
23 e 24
do corrente,
bem
como
a
festividade
no tem
plo
do Bom Jesus no dia 25, e
o Clamor
ao Monumento do Sa
meiro, na forma dos annos an
teriores.
Sessão
de
hoje
19 de agosto
de
1878.
O
Secretario,
Padre
José
Silverio
da
Silva.
ímjrííai
WOWV.TlEUiT® SA3IEEK®.
A
Commissão
do
Monumento
do
Sa
meiro
reconhecendo
quanto
é
urgente
o
concluir-se
a
conslrucção
das
paredes
da
nova
capella que
se está
edificando
no
cimo
do
monte,
e
que hade
receber
a
Sagrada
Imagem
da
Virgem
Immaculada,
que
temos
entre
nós,
appella
confiademente
para
a
devoção
de todos
os
lieis, e
ousa
lembrar-lhes
esta
palpavel
necessidade,
a
que
de
prompto
devemos
acudir.
O
secretario--Padre
José Silverio
da
Silva.
s«r.
—
Tínhamos
dito
no
nu
mero
antecedente
que
não
podia
ser ver
dadeira
a
noticia
de
que
a
Meza
do
San
ctuario
do
Bom
Jesus
denegasse
licença
para
junto da
Imagem da
Virgem
Imma-
culada
se
recolherem
esmolas,
ou collo-
car-se
caixa; porem
agora
diremos
que
póde
ser,
e
que
com
eíTeito
assim
foi: a
Meza
não
concedeu
tal
licença.
Juiiea
«3e
parochia.
—
Na
eleição
a
que
anle-hontem
se
procedeu
para
a
Junta
de parochia,
na
Sé,
ficaram
eleitos
os
se
guintes
cavalheiros:
Vogaes
effeclivos
João
Fernandes
Valença.
José
Maria
Dias
da
Costa.
Francisco
Anlonio
de
Carvalho.
Anlonio
Joaquim Loureiro.
Antonio
Casimiro
da
Costa.
Substitutos
Custodio
José
da
Silva.
João
de Sonsa Guimarães.
Paulino
Evaristo
da
Rocha.
José
Anlonio
de Carvalho.
Domingos
Gonçalves
Gouvèa.
Csntra-iiniiuneio.
—
A
Commissão
do
Monumento
dá
hoje
um
contra-annnn-
cio
ácerca
da
peregrinação
ao
Sanctua
rio
do
Bom
Jesus,
que
já
não
pode
ef-
feclar-se
em
rasão da
pouca
íirmesa
do
tempo
e
das obras
que
vão
começar
dentro
do
anno
na
capella-mór
da egreja.
Bfflonte-pio
de
8.
J®sé.—
Na
assem
bleia
'geral
dos
socios d
’este
monle-pío,
que
teve logar
no
domingo,
ficou
por
una
nimidade
resolvido
qua
seja
dada
aos
so
cios
doentes
a
prestação
marcada
em
a
nova
reforma
dos
Estatutos, isto
é
uma
diaria
igual
ás
suas
mensalidades.
Idcençf».—
Ao
exc.
mo
sur.
dr. Adriano
Carneiro Sampaio,
meretissimo
juiz
de
di
reito
d
’esta
comarca,
foi
concedida
licença
de
21
dias.
<Jt
*
a»tar
«oa
pregos.
—
Os
respeita-
veis cavalheir
is
que
compõem
a
nova
ca
mara,
depois
de
tomarem
posse,
no
do.
mingo,
offereceram
um
abundante
jantar
aos
presos
das
cadeias
desta
cidade, pi
ra
commemorarem aquelle
acto.
Constou
de
sopa,
cosido,
arroz,
assa
do,
pão,
vinho,
salada,
frigideiras
e
ie-
tria.
No
fim
distribuíram
aos
presos
ci
garros
e
urna
esmola
em dinheiro.
Durante o
jantar
tocaram
alterna
damente
as
bandas
de musica
do
regimento
8
e
a
dos
Artistas.
Todo
o
serviço
da
cosinha
era
do acre
ditado restaurante
do
snr.
Paulo
JoséTlii-
molheo, da
Praça
Municipal.
—
O
prezo
que
ha dias se
evadiu
das
cadeias
d
’esta
cidade, já foi
apanhado
proximo
a
Villa
Verde,
na
oe-
casião
em
que
comia
uma
maçã,
debaixo
d
’
um
castanheiro.
Fc«ti«
«!»
Hlanumentu.
—
E’
assim
denominada
a
que
annualinente
tem
logar
no
templo
do
Bom
Jesus
e
no
Monte do
Sameiro,
que domingo
alli hade fazer-se
com
grande
esplendor.
Os
fieis
que
visi-
tarem
o Monumento, lendo-se previamente
disposto com
a
recepção
dos
sanclos sa
cramentos,
lucram
indulgência
plenaria
que
concedeu
o
Saneio
Padre
Pio IX
S.
Mar«o«.
—No
sabba-
do
de
manhã
deu
entrada
no
Hospital
de
S.
Marcos um indivíduo de
S.
Paio
de
Merelim, que u
’
uma
desordem,
que
no
dia
antecedente
tivera
com
outro, recebeu for
tes
pancadas
e
alguns ferimentos.
«>s».
—
Com
o
titulo
de
«Gaze
ta
Telegraphica»,
principiou
a
publicar-
se
no
Porto
mais
ura
jornal,
cujo
pri
meiro
ti.
”
recebemos.
Vida
longa ao
col-
lega.
Estão
verães.
—
O
figurilha
do
col-
leguita
quer
derriço
Pois
não
o terá.
Quan
do
estivermos
resolvidos
a
desperdiçar
pa
pel,
então
iremos
ao
encontro do paler-
tninha,
que
é
muito
delicioso.
Elle sempre
ha
cada.
.. jornalista
!
Anjinho.
—
Falleceu
na noite
d
’
ante-
holem
um
íilhinho
do
snr.
Manoel
Igna-
cio
da Silva Braga, acreditado
negocian
te
da
Praça
d
’Alegria.
Acompanhamos
o
extremoso pae
na
dor
que
este
aconteci
mento
lhe
causou.
Concurso
—
Foi
mandado abrir
coa
curso
pelo
praso
de
trinta
dias,
a
contar
de
1
do
proximo
mez
de
setembro,
por
provas
publicas,
que,
para
provimen
to
da egreja
parochial
de
Santo
Adnào
de
Cabaços, do
concelho
da
Moimenla
d.i
Beira,
se
mandou
,
abrir pela portaria
de
(>
do
corrente
mez.
99
ric®
e
o
pahre.
—
Quando
o
ho
mem rico escorrega,
lodos
correm
a
acu-
dir-lhe
e
a
levantai-o,
lastimando
o
desastre:
—
se
o
fioinem
pobre
cae,
ninguém
se
mexe,
não
acha quem
lhe
dê
a
mão,
e
lodos se
riem
d
’elle.
Se o
rico
faz
o
que
não
deve,
todos
o
desculpam, justificam,
e
até
lhe
dão
razão:
—
se
o
pobre
erra
por
ignorância,
todos
o
censuram
e
criminam.
Para
o
rico
ha
sempre
razão
e
lou
vor:—
para
o
pabre
nunca.
Quando
o
rico
falia,
todos
se
calam,
escutam,
louvam
e
applaudem:—
se
o
po
bre
falia,
ainda
que
diga
boca
linhos
de
ouro
e
cousas
manifeslamente
acertadas,
não
falta
logo
quem
pergunte:
—
«quem
é
eíte
pedaço
d
’
asno»?
A
iiorera
preaniad». —
Estando
pre
so
no Limoeiro
um
homem
por
ter
feito
uma
morte,
e
deixando-o
o
carcereiro
ir
algumas
noites
a
sua
casa
sob
sua
pala
vra,
vindo
uma
mídrugada
para
entrar
na
prisão
encontrou
um
amigo
a
S.
Jorge,
que
o
avisou
de
que
se
linha
no
dia
antecedente
proferido
a-sentença,
que
o
condemnava
á
forca,
e
que
n
’aquelle
dia
lh’
a
haviam de intimar,
pelo
que
podia
pôr-se
a salvo,
pois
estava
em
termo
d’isso.
O preso,
porém,
refiectindo
um
pou
co,
foi metter-se
no
Limoeiro,
para
não
faltar
á
sua
palavra e
comprometer
o
car
cereiro.
Indo
já
para
a forca,
foi
contado
o
caso
a
el-rei
D.
João
III,
o
qual
lhe
perdoou
a
morte,
dizendo que
não
devia
morrer
um
homem
tão
honrado.
Eíasgs-sxç»
—
Noticia
o correspondente
de Torres
Novas para
o
«Diário lllustra-
do»:
«Acaba
de
succeder aqui
uma
lamen
tável
desgraça
que
encheu
de
verdadeira
consternação
os habitantes
d’
esta
villa.
O
snr.
Rafael
Rodrigues
de Oliveira,
proprietário
n
’
esta
terra,
tem
na
sua
fa
brica
de
massa
de
tomates
um
poço
ou
deposito
onde
costuma
não
só mandar
dei
tar
os
resíduos
d
’
aquella
massa,
mas
também
algum
bagaço
de
azeitona.
Este
deposito
é
fundo
e
fechado,
tendo
unicamente
uma
pequena
abertura
que
dá
stírventia
aos
empregados
quando
necessi
tam
alli descer.
Em
virtude
da
pouca
ou
nenhuma
ventilação
aglomera
se
alli
uma
grande
porção
de
acido
carbonico
que re
sulta
da
constante
fermentação
par
que
estão
passando
aquellas
matérias.
Hoje,
um
rapaz
por
nome
Secundino
Marvão,
que
precisou
entrar
dentro
do
re
ferido
deposito,
demorou-se
a
tal
ponto
que
seu
irmão
Francisco,
prevendo
alguma
desgraça,
o
foi
soccorrer, mas
tão
infeliz
mente
que
lambem
foi
victima
de
as-
phixia.
D
’
enlre
os
companheiros,
mais
dois cha
mados
Luiz Jorge
e Antonio
Alho,
tenta
ram
salval-os, mas
debalde
porque
cahiram
fulminados
dentro
do
mesmo deposito.
Deu-se logo
parte-
d’este
sinistro ao
snr.
administrador do
concelho,
que
com
pareceu
acompanhado
de
algumas
aucto-
ndades
e cavalheiros
d’esta
terra
n
’aquelle
.ogar.
‘
Depois
de
desmanchada
a tampa
do
referido
deposito,
foram aqueiles
quatro
ndividiios
tirados
para
fóra: d
’entre
elles
ipoucos
instantes
tiveram
de
vida
os
dois
primeiros.
Os outros ponde
conseguir-se
salval-os,
contribuindo
muito
para
isso o
snr. dr.
Oliveira,
medíco-cirurgião
d
’
esla
terra,
que
lambem
compareceu
no
logar
do
sinistro.
Anerluetn.
—
Vivia,
pelos
fins
do
ul
timo
século,
um
mancebo
em
Avinhão
que,
tendo-se
comportado
pouco
chris-
tãmente
antes de
receber
pela
primeira
vez
a
Sagrada
Eucharistia,
por
tal
modo mu--
dou,
depois
de sentimentos
que resolveu
sacrificar
tudo
mais
depressa
do
que of
fender
ao
Deus
que
tinha
tido a
ventura
ifhospedar
em
seu peito.
Bem
cedo
se
lhe offereceu
occasião
de
mostrar
que
esta
resolução
não era
como
a
da maior parle
dos
meninos
que
por
suas
acções, ordinariamente,
desmentem
as
promessas.
Er.a
tempo
de
Quaresma,
e
seu
pae,
nada
exacto
em cumprir
os
deveres
do
christão,
tinha
mandado
apromptar
jantar
de
carne.
Offereceu
ao
filho
que
até
alli não
re
cusava
seguir
os
maus
exemplos
que,
neste
genero,
recebia;
mas
desta vez
agradecen
do
em
tom
respeitoso,
respondeu
com
fir
meza
que
não
podia
usar
das
comidas
que
a
Egreja
prohibia.
—
Bem,
meu.senhor,
respondeu
o
pae,
tão
indignado
como
surpreso,
uma
vez
que
não
quereis
o
que
vos otfereço
come
reis
pão.
—
De
boa vontade,
meu
pae,
disse o
menino,
a
Religião
me
ensina
que
devo
obedecer-vos
como
a
Deus;
quando
nada
me
ordeneis
de
contrario
ás suas
leis,
eu
não
serei
menos
submisso
ás
vossas
ordens
que
ás
de Deus.
Parece que
uma
tão
sabia
resposta
de
via
desarmar a
cólera
d
’esse
pie,
mas
co
mo
era
naturalmente
duro,
ella
nada
o
sen-
sibilisou.
Não
aconteceu
outro
tanto
á
mãe:
mais
arrazoada
que
o
marido,
não
pode
ver
uma
tal
conducta
sem
se
affligir
e,
para
adoçar
a
pena
a que
o
filho
era
tão
in-
justamenle
condemnado,
lhe levou occulta-
tnente
alguns
alimentos
magros,
exhortan-
do-o
a
que
comesse,
que
seu pae
não
sa
beria
jamais.
Recusou o
menino
constanlemente
to
car-lhes;
e
como
ella
instasse
vivamente:
—
Não,
minha
mãe,
lhe
respondeu,
eu
não
comerei
isso
que
tendes
a
bondade
de
me
apresentar.
Meu
pae
disse
expres-
simente
na
vossa presença
que
queria
que
eu tivesse
só
pão por
mantimento;
devo
obedecer-lhe:
comerei
pão.
Eu
posso
viver
com
pão;
mas,
quando
fosse
mister
morrer
defume,
prefeririria a morte
á
des
obediência.
Não
pôde
a
mãe responder
a
estas
pa
lavras senão
com
lagrimas;
mas
foi
refe-
ril-as
ao marido, e
este, finalmente, s
’im-
pressionou
e
enterneceu
de maneira,
que
buscou
reparar
a
sua
injustiça
e
o
escan-'
dalo
que
linha
dado,
mandando que d’alli
em
diante
se
não
servisse
carne
ao
jantar,
e
observando
fielmente
as
leis
da
Egreja
toda
a
Quaresma.
Esta
edificante
anedocta,
que
foi
con
tada
pela
própria
mãe
do
menino, vos
ensina
que,
se
devemos
resistir
á
vontade
dos
paes, quando se oppõe
á
de
Deus,
somos
obrigados
a submetter-nos
a ella
em
todas
as
outras occasiões,
por
mais
rigorosas
ordens que
recebamos:
assun
o
fizeram
sempre
os
(ilhos
virtuosos
e
chris-
tãos.
CííMaiaaiS»
d®
u.
’
»»
assasiaíní».
—
Um
ancião,
pelo
nome
de
Gordall,
de ida
de
8.)
ânuos,
cego
e
recolhido
n
’um
asy-
1°
em
Inglaterra, acaba
de
fazer
uma
de
claração
ás
auctoridades
de Londres,
que
ha
annos
elle, junctamente
com
um
irmão
seu,
já
fallecido,
roubou
e
assassinou
um
homem
na
rua
de
Salisbury
d
’aquella
capi
tal,
e
que
depois enterraram
o
cadaver
n’
um quintal
que
indicou.
Tendo
procedido
á
escavação,
encontraram
alli
o cadaver,
mas
ainda
não
se
sabe
o
nome
do
infe
liz. O
ancião
disse
que
elle
não
podia
morrer
sem
ter
feito
primeiro
esta
decla
ração,
e
pedia
perdão
a
todos.
Acha-se
agora
entregue
ás
auctoridades
judiciaes.
Aos
fabricantes «ie
farinha.
—
Convém
a
estes
fabricantes
conhecer
fa
ctos
que
chamaram
a
altenção
da
Acade
mia de
Sciencias
de
Paris,
e
tomar,
por
consequências,
precauções.
A
farinha mis
turada
com o
ar
em
determinadas
cir
cumstancias,
ainda
não
bastante
conheci
das,
pode
produzir
uma
grande
detonação
e
explosão.
Em 1873,
removendo
um
mo
ço
de
atafona
um
montão
de
farinha
pa
ra
deital-o
por
um
declive
ao
andar
in
ferior,
provocou
sua
inflammação,
devida,
segundo
Maumené, ás
misturas
gasosas
de-
lonantes,
produzidas pela
fermentação
do
montão
de
farinha.
N’um
dos
moinhos
movidos pelo
grande
salto
de
aguas
do
Niagara
occorreu
egual
phenomeno
com
mais
desastrosas
consequências.
A
veloci
dade
communicada
pela
agua ás mós
do
moinho
fez inílammar-se
a
farinha
e
foi
tal a
força
da
explosão,
que
destruiu
o
edifício
e
incendiou
outros
dez
que
o
cer
cavam.
Alguma
coisa
analoga
occorreu
em
Paris,
na
rua
de
la
Verreire,
no
anno
18(59.
Bastou
um sacco
de
amido
em pó
vertido
n'uma
escada
para
produzir
uma
explosão
frotnidavel.
Estatística
deLsndrea.—
Segundo
um
dos
últimos
recenseamentos,
Londres
tem
uma
população
de
2.803:034
almas.
A
media
semanal
dos
fallecimentos
é
de
1:300,
de 1:800
a
dos
fallecimentos.
Tem
378:000
casas
habitadas,
863
ca-
pellas
e
egrejas,
100
asylos
e
hospitaes,
14
prisões,
31
museus,
21
lheatros,
51
clubs,
12 quartéis,
24
mercados
e
12:000
ruas.
Existem
alli
30:000
padeiros;
40:000
mercieiros,
24:000
alfaiates
42:000
cos
tureiras,
29:000 sapateiros
e
170:000co-
sinheiros,
criados
e
criadas.
O
leite
é
fornecido
por
13:000
vaccas.
Abatem-se
annualmente 36:000 porcos,
20:000
vitellas,
250:000
bois,
2.000:000
carneiros,
e
consornem-se 4.651:000
hectolitros
de
trigo,
235.000:000 de
ovos,
5.000:000
de aves,
6.000:0
O
de
outras
peças
de
caça,
3.000:000 de
salmões,
2.000:000
hectolitros
de
cerveja,
2.660:000
hectolitros de
vinho
e
930:000
hectolitros
de
diversas
bebidas.
As
ruas
são
illuminadas
por
4.000:000
bicos
de
gaz.
Fornecimento
«Tagtia
potável
em
Fai-is.
—
A
cidade
de
Paris é
ali
mentada
com
as
aguas
do
Sena, do
Qurg
e
com
as
dos
mananciaes do
Vanne,
do
Dhuys,
etc.
A
quantidade
de
metros
cúbicos
que
é
indispensável
para
assegurar
complelamenle
o
consumo
geral
da
cidade,
está
calculada
em
uns
400:000.
Actualmente
apenas
são
distribuídos
300:090
melros
cúbicos.
A
administração
municipal
occupa-se
presentemente
em
tratar
dos
meios
de
completar
a cifra
de
400:000
metros
cu-
bicos,
fazendo
derivar
para
Paris
as
aguas
de
alguns
mananciaes,
muito
mais prefe
ríveis
que
as
dos
rios sob o
ponto
de
vista
da
hygiene
e
da
salubridade
pu
blica.
Para
este
effeito
comprou
a
municipa
lidade no valle
de Vanne
os
mananciaes
de
Cocbepies,
que
uma
vez
derivados
do
aqueducto,
fornecerão
diariamente
um
sup
plemento
de
40:000
melros cúbicos
d
’
agua
excellente
e
pura.
Esta
derivação,
unida
á
das
derivações
parciaes,
a cujo estudo
se
procede
actual-
mente,
permittirá
chegar dentro
de pouco
tempo
a
completar
a
alimentação
de
Paris
por meio daguas
de
mananciaes.
éSràente.—
Últimos
telegrammas:
S.
Petersburgo
14
—O «Journal
de
Saint-
Petersburgo»
declara
que
a
esquadra
in-
gleza
e
as
forças
russas
abandonarão
si
multaneamente
os
arredores
de
Constanti
nopla.
Londres
15
—
Bourk
disse
que
os
tur
cos
occupam
ainda
Batoum,
mas
que
a
entrega
está
negociada.
Os
lazes
apresen
taram
uma
petição
ao
cônsul
inglez
de
Trebisonda,
declarando
que
arvorarão
a
bandeira
ingleza
contra
os
russos;
entre
tanto
a
apresentação não
implica
a
acei
tação
da
Inglaterra.
Constantinopla
13
—
O
embaixador
rus
so Lobanoff annunciou á
Porta
a
retira
da
das tropas
russas
nos
primeiros dias
da
próxima semana,
mas
pede
a
retira
da
simultânea
da
esquadra
ingleza.
A
Por
ta
ainda
não
respondeu.
O
governo
turco
enviou
homem ás
potências uma
circular
refutando
os
argumentos
contidos
no
me-
morandumdo
snr. Delyemmis
e
concluin
do
pela
rejeição
das
exigências
da
Gré
cia.
Vienna
15
—Sendo
insuíficientes
os
ac-
cordos
actuaes
para
a
occupação
austría
ca,
foram
decididos
novos planos.
Linbring
foi
tomada
por
uma
companhia
de
enge
nheiros.
Nos
desfiladeiros
que
conduzem
a
Novi-Bazar estão
entrincheirados
alguns
milhares
de
armenitas.
Os
insurgenles,
em
numero
de
mil, estão
em
Delmabrikaz;
a
altitude
ameaçadora dos
chefes
albane-
zes
inquieta
a
Servia.
Bucharesl
16
—
Foi
publicado
um
de
creto
ordenando
a
reducção
do
exercito
romanio
ao
pé
de
paz.
A
rainha felicitou
o
parlamento
pela
sua
altitude
franca,
que
facilitou
a solução
pacifica de
diffieuldades,
e
aditou
qnejul
ga
a
paz
duradçira.
Disse mais
que a
Turquia
não
saiu
da
guerra
sem
perdas
serias,
mas
que
os
accordos
posteriores
asseguram
a sua
independencia
contra o
aggresso.
Accrescentou
que
a convenção
do
tra
tado
com
o
sultão
paca
o
seu
império
asiá
tico
é
a
expressão
mais clara
dos
accor
dos
de
1836,
cuja
fôrma
não
tinha
bas
tante
efficacia
na
pratica.
O
sultão
pro-
raetteu
pôr
em vigor as
reformas
neces
sárias
para
a-segurar
a
boa
administração
publica.
<8
obra»
ds»
irmandade
cl®
Sassa
Senhora
«la
Lapa.
A
Meza
da
irmandade
dos
Clérigos
de
Nossa
Senhora da Lapa, d’
esla
mesma ci
dade,
constituída
na
urgente
necessidade
de
fazer
obras
nas
casas,
e faltando-lhe
os
meios
pecuniários para
as
poder
con
tinuar
e
concluir,
appella
para
a
piedade
dos
fieis,
e
especialinente
dos
seus
Irmãos,
na
esperança
de
que não deixarão
de
concorrer
para o indicado
fim
com
suas
esmolas,
as
quaes
serão entregues ao
respeclivo
thesoureiro
o
muito
révd.
0
snr.
José
Luciano
Gomes
da Costa.
Braga
19
de
agosto
de 1878.
O
secretario
da
irmandade
Padre
João
Luiz
Affonso da
Mouleira.
jí
.
ís
du/ tSli
Reunião
de Credores.
No dia
23
do corrente
mez d
’
agoslo
por
9
horas
da manhã se
teem
de
reunir
na
salla
do
tribunal
commercial
desta
ci
dade,
os
credores
da
massa
fallida
de
José
Custodio
Ribeiro,
afim
de
se
fazer
a
divi-
zão
da
quantia
liquidada.
Braga
14
d
’agosto
de
1878.
O
administrador
da
massa
(1037)
Manoel
João
de
Faria.
Dinheiro a juros.
Na
Irmandade
das Almas
da
Sé
Pri
maz
d’
esla
cidade
ha
para
dar
a
juro
a
quantia
de
380$000 reis.
O
Secretario
da
Irmandade
(1038)
Anlonio Julia
Telles.
Diccionario
technico e historico
de pintura, esculptura. archiíe-
ctura
e
gravura.
Composto
pelo
conselheiro
Francisco
d’
Assis
Rodrigues, professor
jubilado
e
ex-direcior
geral
da
academia
real
das
Bel-
las
Artes
de
Lisboa.
E’
livro
mui
util
aos
estudiosos
e
principalmente
aos
que
se
applicam
ás
bellas
artes.
Vende-se
na
livraria Silva,
rua
do
Ouro,
Lisboa.
CAIXEIRO.
Pertende
arrumar-se
um n’esta
cidade,
com
pratica
de mercearia,
pode
tomar-se
informações
do
mesmo
na
rua
de
S.
Do
mingos
n.°
38.
(1033)
attenç
A
o
.
Largo
de
S.
Miguel-o-Anjo,
n.°
13.
Aluga-se
um
sotão,
proprio
para
escri-
ptorio,
onde
residiram
os
exc.
mus
snrs.
abbade
de
S.
Pedro
de
Maximinos
e
dr.
Santos.
Traela-se
na
mesma
casa.
(1035)
AVISO.
Tendo
sido por
deliberação
da
commis
são
districtal
de
soccorros
para
os
innun-
dados de
1876
repartidas
as
sobras
dos
donativos
pelos
estabelecimentos
de
bene-
ficencia
—
diospitaes
civis
de
Braga,
Gui
marães
e
Barcellos,
asylos
de
entrevados
de
Braga
e
Barcellos,
asylos
de
mendici
dade
de
Guimarães,
asylos d
’
infancia
des
valida
de D.
Pedro V e
de
Santa
Este-
phania,
collegios
dos
oriaos
de
S.
Caetano
e
orfãs da
Tamanca,
collegio
da
regene
ração,
e
creche
de
S.
Vicente
de
Paulo
—
são
avisadas as
direcções dos
referidos
estabelecimentos,
que
a pesar de
particu
larmente
prevenidos,
ainda não
vieram
ou
mandaram
receber a
parle
que lhe
diz
respeito,
o
façam
o
mais
breve
para
se
fecharem
as contas
e
publical-as.
E
’
thesoureiro da
commissão,
o
exc.mo
snr
D.
Manoel
Martins
Alves
Novaes,
Deão
da
Sé.
Braga
12
d
’
agosto
de 1878.
O secretario
(1031)
Domingos
Moreira
Guimarães.
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar, por
escriptura
que
se
acha
registada
no
Tribunal Com-
mercial
d
’
esta
cidade,
passou
procuração
com
todos
os poderes
a
seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
também
se
acha
registada
para
al
representar
em
to
dos
os negocios que
achar Convenientes.
(1026)
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’esta
cidade, tendo
em
consideração
a
avultadissima despeza
que
está
cusian-
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
n
’
esle
acto de
caridade
a
devoção
de
seus concidadãos.
O
Escrivão
Dr.
Domingos
Moreira
Guimarães.
(1002)
VENDA
DE
CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la-
do esquerdo)
vendem-se as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas; trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior da casa
que habita Anto
nio Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
DINHEIRO A JURO
Até
á quantia
de
230:060
réis
dá-se
sobre
hypoleca
na
confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
Primaz.
Trata-se,
com
o
secretario
da
mesma,
padre
Francisco
Lobo,
na
rua
do
Poço
d
’
esta
cidade.
1014
ARRENDA-SE
o
2.°
andar
da
casa
n.°
11
em
a
rua
das
agoas
d
’
esta
ci
fade.
Tra
ta-se
com
seu dono
na
mesma. (984)
i
ROMISSOR1AS do Banco Com-
mercial
de
Braga
Compram-se
em
casa
de
Valença,
Fi
lho
&
C.a
,
á
Galeria,
Braga.
(1022)
Vende-se
uma morada
de
casas
sita
na
rua
da
Cruz
de
Pedra n.°
6
a
6
A, de
2
andares, aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araojo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7, contígua
áquella.
(862)
P
harmacia
A.
d
.
alvim
suBSCKÍPCÔES
ESTRANGEIRAS
5
Bem
conhecidas são
a pontualidade
e
economia
com
que
as
toma
em
Paris,
Lon
dres
e
demais
capitaes
dá
Europa
e
‘
America,
desde
184o,
A
AGENCIA
FRANCO
H1SPAN0-P0RTUGUEZA
DE
C.
A. SAAVEDRA,
55
—Rua Taitbout, Paris.
Citemos
alguns
periódicos:
Tem
deposito,
das
aguas
mineraes
do
Gerez,
em
garrafas
de
8/0
e
vidros de
4/0;
para
collegas
fornecem-se
com
abatimento
rasoavel.
Pomada sympathica.
para
destruir de
prompto
o
pello
da
cara
e
mesmo
cabel
lo
em
grande
quantidade,
sem causar
damno
algum.
AGUA
DE
LA
REINA
—
Especifico
por
excellencia
para tirar
toda a
qualidade
de
sardas
e
panno
do
rosto, seja
qual
fôr a
sua
origem.
A
FLOR DA
MOCIDADE
—
Infallivel,
para restabelecer
aos cabellos e
á
barba
a
sua
côr
primitiva.
.
O
vigor
do
Cabello
de
Ayer.
OLEO DA PÉRSIA para
fazer
nascer
e
crescer
o
cabello.
fortificando-lhe
a
raiz
e
dando-lhe
a
côr
desejada.
Vendem-se
os
referidos
preparados na
pharmacia
A.
D.
Alvim.
AGUAS
MINERAES
Vendem-se
na
pharmacia
de
Antonio
Domingues
Alvim,
na
praça
d’
Alegria
—
de
Vidago,
Verim,
d
’
Entre-os-Rios,
de
Sei-
dhlz,
das
Caídas
da
Rainha,
do
Gerez,
das
Pedras
Salgadas,
de
Cabeço de
Vide,
Al
calinos
de
Moura
e
de
Vichy.
(996-T)
ALUGAM-SE
a
começar
do
S.
Mi
guel em
diante,
as
casas
n.°
16
e 17,
na
rua
de
Santo
Antonio
das
Travessas,
com
boas
accommodações,
construídas
de
novo;
tem
saida
para
a
nova
rua
das
Carvalheiras.
Trala-se
com
João da
Costa
Palmeira.
(1017-T)
ULTIMA
DESCOBERTA
O
vinho
e
oleo
de
íiga<!o
de
baca
lhau
creflzotwdaa
de
Ginbert e
Beuchard,
inodificadoa.
São hoje
applicados
com
oplimo
rezul-
tado
por médicos
de
todos
os
paizes para a
cura
da
phlysica
pulmonar, bronchiles
chronicas,
tosses
rebeldes, catarrhos de
bexiga,
etc.,
etc.
Preparados
na
pharma
cia
de
H.
J.
Pinto
&
C.a
Largo
dos
Loyos,
36
—
Porto.
Deposito
em
Braga—
pharmacia
dos
Ór
fãos.
(1029-T)
Charivari,
Daily
Xew»,
Debata,
Figaro,
France, GaligoatiiM,
TI
eu
aanger,
Gazette
de
France,
Gazette
Vlédieale, Gazette
<le
*
Trihunaiix,
Illiiatration
francaiae,
Tllustratiou alEesnande,
Indépendiviiee belge,
Journal
<les eeono;iiiste,í, Uiberté,
YKoniteur
de
Ia
coifure,
iVIorning
Chronicie,
Morning-llerald,
Xord, Patrie,
Kevwe
britanigue,
Siecle,
Sport.
Union,
Univera.
attenç
A
o
.
Passa-se
o
Cafíe
AGUIA
D
’OURO
tra
ta-se
com
o
proprietário
do
mesmo
rua
das
Aguas
n.°
2.
(1032)
Recommenda
também
os
amenos
e
uteis
jornaes
de
moda
Eleganee Pariaienne.
Primeira
edição:
dois
n.
08 cada
mez
com
numerosas
gravuras,
tres
bellas
aguarellas
e
moldes
cortados
em papel.
—Um
anno
100
rea-
les,
ou
4$500
reis; seis
mezes,
36 reales,
ou
2$520.
Segunda
edição:
um n.°
cada
domingo,
illustrado
com
numerosas
gravuras,
se
te
a
nove bellas
aguarellas,
e
moldes
cortados
em
papel
cada
mez.
—
Um
anno
236
reales,
ou
10$620 reis; seis
mezes
108
reales,
ou
4$860
rs.
IModea
nnuvelIeB,
Conzeiller
dez
Danivs
ANNO
XVI
ANNO
XXIV
O
melhor
elogio
que
se
lhe
póde
fazer
é
referir
a
época
da
sua
fundação.
O
seu
preço
por
anno
é
de 2^400
rs.
Também
se
encarrega
a
Agencia
Franco-Hispano-Portugueza
da
compra
de li
vros
estrangeiros
e
em
geral
de
toda
a
classe
de
commissões.
Os
particulares,
Athe-
neus,
Casinos, Circulos,
Gabinetes
de
leitura,
encontrarão
n
’
esta
tarifa
os
litulos
das
melhores
folhas
periódicas
que
se
lèetn na
Europa.
i
- — f
f RUA
DE
S.
MARCOS.
N.°
5.f
Vende papeis
pinta-
dos
para
guarnecer
sallas,
§
lindíssimos
gostos,
a
prin-
g
cipiar
em
80
reis
a
peça, g
Vende
olio,
tintas
e
$
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e preços
muito
resu-
&
midos.
23
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para estuques de
ca
sas,
tudo
de
primeira qua
lidade.
BSMSH'0
$
á
i
ò
z
4
h
■ JI
j
I
ví
O
94,
RUA DE D. PEDRO V, 94 E
Tem
para
vender
cal
branca, l.
3 qua
lidade
a
600
rs.
cada 60 kilos
a
corres
ponder
um
quintal;
dita
de
2.
a
qualidade
(a
que
alguém
chama
de
l.
a
)
a
550; cal
parda.
1.a
qualidade,
a
480;
dita
de
2
a,
450.
Para grandes
encommendas
é ne
cessário
os
snrs.
consummidores
fazerem
as
suas
requisições
com
8
dias
de
antici-
pação,
para
serem
bem
servidos
com
a
cal
fresca.
Este
deposito
estabelecido
ha
20
an
nos,
acha-se
nas
condições
de
não
ter
n
’esta
cidade
quem
possa
fazer
mais
van
tagens, tanto
nos
preços,
como
na
esco
lha
dos generos,
por
ser
seu
domno
estuca
dor
com
pratica
de
32
annos.
Todos
os
generos
serão
postos
nas obras,
n
’
esta
cidade,
sem
augmento
de
preço,
quando
os
snrs.
consummidores
gastem
mais
de
600
kilos.
(954)
ALUG.AM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e
com
muitos
commodos. Trata-se
na
casa
imme-
diala
n.°
22.
(981)
Aluga-se
a casa
n.°
88 da rua
da
Boa-Vista.
'
(906)
ÂiSWCâÔ?
Rua
dos
Capeliiutas,
43
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes objectos abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber, chitas
largas
bem
sortidas,
tinas
em
côr,
e
bom
panno.
a
80,
90,
100
e
110
o
covado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda
e
setim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros
proprios
para assoar;
guardasoes
de
seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de procelana;
agoas
de
colonia; collarinhos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crtís;
lenços
de
cambraeta
de linho
para
bolso;
jarras pra
teadas,
em
differentes
tamanhos;
adere
ços
e brincos;
sapatos
de
borracha,
pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgorão,
largas, para
homem,
modernas;
lençaria
de
côres
em
algoção,
cassa,
sarja,
metim,
e d
’
oulras qualidades;
lunetas de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este estabelecimento ha um
sortido
completo
de
tudo
e
barato.
(858)
INJECÇÃO
HYGIENICA
BALSAMICO
PROPHITATICIO
Esta injecção
é
a
única-
e
efticaz
que
cura
em
seis
ou
oito
dias toda
a
qualida
de
de
purgações
tanto
antigas
como mo
dernas, ainda as
mais
rebeldes.
Vende-se
em
Braga,
na
pharmacia
Alvim,
á
Porta
Nova.
Em
Coimbra, pharmacia
Barata Di-
niz, rua
de
S.
Bartholomeu.
Deposito
principal
no
Porto
na
Phar
macia
Madureira,
rua
do
Triunfo
n.°
142,
proximo
ao
Palacio
de
Christal.
Preço
de
cada
frasco
—
400
rs.
(861)
luuai-M TwlBftS»
Os
ESebuçadoa
BnytiBíeos,
de
na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos
remedios
até
hoje conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200 reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito
no
Porto,
PHARMA
CIA
CENTRAL,
rua
de
Santo
Antonio,
227.
Unico
deposito
em
Braga,
PHARMA
CIA
DOS
ORPHÃOS,
praça Municipal.
(994)
JOSÉ
ANTONIO FERREIRA
GOMES
—
5
Rua
Nova
de
Souza
5—
Com
estabelecimento
de mercearia,
pregagens
e objectos
para
flores
e
de
es-
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
CIRURGIÃO
DENTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MEDICO-CIRUR
gi
,
CA
DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz tudo quanto diz
respeito á sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7
no
campo
das
Carvalheiras,
falle
cotn
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po,
d
’esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(1006)
Fab.
ica a
vapor
d
< fundição
de
ferro e
metaes
Travessa de
S.
Jcão—Draga.
Nesta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de ferro
como
de
metal.
0
proprietário
da
mesma não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder'elevar
este
melhoramento
de
industria á altura
de
poder
competir
em
tudo
com
as fabricas
de
igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parte
0
tem
conseguido,
pois
que no seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no
Porto.
Nesta
fabrica fundem-se
peças
de
p
'zo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muitas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e
consolas
para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
systenaa
para
lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros,
tapetes
e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e tubos
para
agua,
joelhos
de
todas
as
grossuras.
Tam
bém concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços
do Porto.
Braga, Fundição
do
Minho.
O
Proprietário
—
Antonio
Germano
Ferrei-
*
rinha.
«ffl
tífi ws
DO
ALTO
DOUEO
DA
CASA
DE VIIiLA
POUCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’este
armazém
se
encontram a
retalho
as
seguintes
qualidades
de vinhos
engar
rafados:
Vinho tinto
de meza.
(sem
garrafa)
156
>
>
>
»
.
190
p
Lagrima....................................
200
í
Branco
de
meza
........................
210
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
D
de prova
secca.
....
300
í)
Malvasia
de
2.a
........................
360
))
»
velho.
.....
400
D
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
D
Roncão ........................
700
D
Alvaralhão
.......................
650-
D
Velho
de
1854
....
600
»
a
retalho
pars
meza
50
e
80,
0
quartilho
tinto,
e branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a
pureza
e
boa
qualidade
de
todos
estes
vinhos,
po
dendo
todo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(-H-4:)
LECCIONACÀO
o
EM
BRAGA NA RUA DO POÇO
N.°
15
Ensina-se
—
Escripturação
commercial
por
partidas
simples
e
dobradas,
segundo
0
melhodo
de
Deplanque.
Câmbios
de
dinheiros
entre as diffe
rentes
praças
commerciaes.
Também
se
leccionam
candidatos
ao
magistério
primário em
todas
as
disciplinas
do
seu
programma.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
