comerciominho_20071878_813.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.° ANNO
Braga,
12
mezes..............................
1&600
»
6
»
....................
,
850
Correspondências
partic.
cada linha
40
Annuncios
cada
linha.....................
20
Repetrão
....................................
10
. •
in
.
•"
■
’
■
■ •
■
■ '■ ■
••
■
’
r.
■
■
••
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2<5000
»
6
»
............
U050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
. 3&608
Folha
avulso
...................
10
N.
# 813
BK4GA-
SABÍÍABO
90
BE
JULHO
BE
18»»
Fervei
opus.
Está tudo
em
movimento.
Desde
o
magistrado
mais
alto
até
ao
mais
humilde
cabo
de
policia;
desde
o
mais
perfilado
aristocrata,
até
ao mais
sergente burguez,
tudo
está
a
postos
para
as
próximas...
comedias
eleitoraes.
Chegou a
epoca
das barretadas,
dos
apertos
de mão,
dos
abraços
emíim
para
o
ignaro
lavrador,
que
fica
boqni-aberto
ao
ver
a
sua
ignorada
choupana
tão
hon
rada
com
taes
visitas.
E
ainda
bem
que
esta
farça
d'elei-
çôes
vem
para
elle n’um
anno
tão
escasso
de
vinho, cuja
falta
lhe
é compensada
pelos
salamaleks
de
tantos
e
tão
nobres
fidalgos.
E
ha
quem
diga,
que
o
povo
não
é
soberano
!
E’
-o
com
certeza;
e senão
que
o
di
gam
os
chapéus
dos
que
não
são
povo.
Houve
já
porventura
rei
algum
que
fosse
mais
cortejado
do
que
o
é
o
povi-
nbo
n’
uma
quadra
eleitoral?
Verdade
é que
se
lhe
evaporam
n
’
um
instante
essas
fumaças
de
soberania,
e
que
mais
tarde
lerá
que
pagar
bem
caro
o
custo d’
essas
honrarias
a
que
agora
se
vê
guindado
como
por
encanto...
mas
emíim
sempre
lucra alguma
coisa
porque
é
soberano.
Nada
temos
com as
batalhas
eleitoraes
que
vão
ferir-se.
Gregos
e
troianos,
todos
nos
devem
muito
bom
conceito, sentindo
apenas,
que
não
divisemos
em
qualquer
dos
campos
um poucachinho
de
interesse
pela
causa
publica,
para
que
possamos
determinar-
nos
por
um
d
’elles
com
a
nossa
prefe
rencia.
De
feito
não
sabemos
para
que
tantos
trabalhos, tantas
fadigas
e
incommodos,
se
afinal
tudo
se
hade
reduzir
ao mero
triunfo
de
um capricho
apenas.
E
’ certo, que
agora
não
faltam
pro
messas
e
protestos
de
toda
a
ordem;
mas
de
que
serve
isso,
se
todo
o
mundo
já
sabe,
que
taes
promettimenlos
não
pas
sam
de
outros
tantos iscos
para
na
oc
casião
pescar
votos?
Temos já
por
muitas
vezes
assistido
a
estes
combates da
urna.
Todavia
ainda
não
vimos,
que d
’elles
resultasse
a
mais
pequena
vantagem
que
o
publico
possa
apreciar.
E
tudo
isto
é
porque
o
unico
princi
pio
dominante
nas
eleições
tem
sido
sem
pre,
e
continua
sendo,
a
ambição
parti
cular
de
um
ou
outro indivíduo,
e
quan
do
muito
de
tal ou qual
partido
ou
facção.
Porisso
é,
que as
eleições,
guerreadas
sempre,
não
por
um
principio
vantajoso
para
os
povos,
mas
por
um
mero
capricho
d
’
ambição,
significam invariavelmente
um
profundo
golpe,
dado
na
moralidade
pu
blica.
E
’
precisamente
nestas
occasiões,
que
o
povo
recebe
as
mais
nocivas
lições
de
corrupção
e
immoralidade.
E
não
aconteceria
por
certo
assim,
se
os
que
se
dizem
influentes eleitoraes
an-
tepozessem
o
bem
geral
ás
ambições
de
corrilhos.
Repelimos;
somos
indiflerentes
á
lucta,
Porque
nada
esperamos
do
seu
resultado,
lue
seja
de
utilidade
publica.
Comtudo
cumpriremos
o uosso
dever,
como
jornalistas, aconselhando
os
povos
8
que
consultem
os
seus interesses,
antes
de
se
deixarem
arrebanhar.
Se
houvessem
feito
sempre
assim,
não
leriam
agora
tanto
de
que se
queixar.
Geralmente,
os
eleitores
votam
sempre
sem
consciência
do
que
fazem; e dos
in
divíduos
eleitos
inconscienlemente
que
tem
o povo
a
esperar?
Nada
de
bom.
Pensem pois
todos no
que
vão
fazer.
Lembrem-se
que
de uma
boa
ou
má
escolha
depende
o
seu
futuro,
e
não
se
deixem illudir
pela
fallacia dos
que
só
os
conhecem nestas
occasiões.
Se assim
fizerem,
não
terão
que
arre
pender-se;
que
d
’outra fórma,
um
dia
lhe
hão
de conhecer
os
resultados.
GODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
VI
Das
camarás
munieipaes
[Continuação]
CAPITULO
III
Da
fazenda
municipal
SECÇÃO i
Da
receita
municipal
Art.
111.°
As
receitas
da
camara
mu
nicipal
são
ordinárias
ou
extraordinárias.
Constituem
as receitas
ordinárias:
1.
°
Os
rendimentos
dos
bens proprios
municipaes;
2. °
Os juros
de créditos
e
de
fundos
consolidados
pertencentes
ao
município;
3.
®
Os
dividendos
de
acções
de
que o
município
fôr possuidor;
4.
“
0 producto
ou
rendimento
dos
esta
belecimentos
ou
oflicinas
municipaes;
5.
°
As
contribuições municipaes;
6.
° 0 producto
de
mullas
e
outras
condemnações
que
revertam
em
proveito
do
município;
7. °
As
taxas
policiaes
pelas
licenças
que
a
camara
conceder;
8. °
As
taxas
do
serviço
dos
cemité
rios
municipaes,
e
o
preço
da concessão
dos
terrenos
para
sepulturas
nos
mesmos
cemilerios;
9.
°
0
producto
do
aluguer
dos
terrenos
do
uso
publico
municipal
para
estabeleci
mentos
temporários de
commercio,
ou
quaes-
quer
outros;
10.
°
0
rendimento
das
taxas
esta
belecidas
pela
aferição
dos
pesos
e
medi
das;
11.
’
Quaesquer
outros
rendimentos ap-
pliçados
por
leis especiaes
em beneficio
dos
municípios.
Art. 112.°
Constituem
as
receitas
ex
traordinárias:
1.
°
As
heranças,
os
legados
e
as
doa
ções;
2.
°
Os
empréstimos;
3.
°
0
producto
da
alienação
de bens;
4.
°
0
producto
de
qualquer
outra
re
ceita
accidental.
Art.
113.°
As contribuições
munici
paes
serão
lançadas
na
conformidade
das
disposições
seguintes.
Art.
114.°
As
contribuições
municipaes
directas podem
ser
lançadas
em
dinheiro
descontado,
em
serviço
das
pessoas
e
bens,
ou
em
todas
estas
especies.
Art.
115.0
As
contribuições
municipaes
directas
consistirão
n
’
uma
percentagem
ad-
dicional
ás
contribuições geraes
do
estado,
predial,
pessoal
e industrial.
§
unico.
A
quota lançada
sobre
os
ren
dimentos
isentos
das
contribuições
men
cionadas
n
’
este
artigo
será
proporcionada
á
quota
dos
que
lhe
estão
sujeitos.
Art.
116.°
Os jornaleiros que
não
pa
gam
quota
alguma
de
contribuições
só
podem
ser
collectados pelas
contribuições
directas
até
dois
dias
de
trabalho,
ou
no!
dinheiro
correspondente
calculado
pelo
termo
medio
dos
jornaes no
concelho.
Art.
117.° A
contribuição
geral
do
trabalho
é
lançada
sobre
os
chefes
de
familia.
na
conformidade
das
leis
que
regulavam
a
viação
municipal.
Art.
118.®
As
camaras podem
lançar
impostos
sobre
os
vehiculos
dos
seus
con
celhos.
Arl. 119.®
Podem
as
camaras
munici
paes
estabelecer
um
direito de
caça,
que
será
cobrado
por meio da
concessão
an-
nual
da
licença
de
caçar
nos
terrenos
municipaes,
ou
nos
terrenos
particulares
alheios,
onde
o exercício do direito
de
caçar
é
perrailtido
a
qualquer.
Art.
120.®
Nos
concelhos
onde
póde
exercer-se
a
industria
da
pesca
em
aguas
communs
municipaes,
poderão
as
cama
ras
estabelecer
um
direito
de
pesca
co
brado
por
meio
da
concessão annual
da
lincença
de pescar
nas
ditas aguas.
Arl.
121.°
Podem
lambem
as
mesmas
municipalidades
lançar
impostos
sobre
cães
e
bestas
de
serviço,
que
não
se
acharem
tributadas
no lançamento
das
contribuições
geraes
do
estado,
ou
que
por
lei
não
forem
isentas
do
imposto.
Ari.
122.°
0
rol da contribuição
mu
nicipal
de
repartição,
depois
de appro-
vado
pela
camara,
será
publicado
por
editaes,
e
estará
patente
por
quinze
dias
na
casa
da
camara
a
todos
os
contribuin
tes
do
concelho.
§ unico.
Nos
oito
dias
immediatos
a
camara
julga as
reclamações
que
se
apre
sentarem
contra o
rol,
salvo
o recurso
para
o
conselho
de
districto.
Arl.
123.°
As
contribuições
municipaes
indirectas
consistirão
em
uns
tantos
reis
lançados
sobre
o
valor
dos
generos
consu
midos
no
concelho.
§
l.°
Nos
generos
expostos
á
venda
ao publico
o
imposto
será
devido
de to
das as
quantidades
vendidas
por
grosso
ou
a
retalho.
§ 2.° São permittidas
as
avenças so
bre
os
impostos devidos pelos
generos
ex
postos
á
venda.
Art.
121.®
Os
concelhos
de
Lisboa,
Porto
e
Villa Nova
de
Gaya
continuam
a
reger-se
por
leis
especiaes,
quanto
aos
im
postos
sobre
o
consumo.
Arl.
125.°
Os
rendimentos
e
contri
buições
municipaes,
á
excepção
d
’
aquelles
para
os quaes
as
leis
e
os
regulamentos
tiverem
prescripto
um
modo
especial
de
arrecadação,
serão
arrecadados
da
mesma
fórma
e
com
as
mesmas
formalidades
pre-
scripfas
para
a
arrecadação
dos
rendimen
tos e contribuições
do
estado,
e
sujeitos
á
mesma
competência
contenciosa.
§
unico.
As
camaras
municipaes
go-
sam
dos
privilégios
que
pelos
artigos
885.®
e
887.°
do
codigo
civil
pertencem
á
fa
zenda
publica,
mas
sem
prejuízo
d
’
esta.
Art
126.°
Nas
ilhas
adjacentes
os
ge
neros
importados
pelas alfandegas
pagarão
no
acto
do
despacho,
alem
dos
direitos
da
pauta,
a
que estiverem
sujeitos,
o
im
posto indirecto
votado
para
os
generos
similares
nos
orçamentos
dos
concelhos,
a
que
pertencem as
alfandegas,
em
que
os
mesmos
generos
forem despachados.
§
1.®
0
producto
do
imposto;
de
que
trata
este
artigo, será mensalmente en
tregue ás
camaras
municipaes
dos
conce
lhos
a
que pertencerem as alfandegas.
§
2.u*
A
’s
juntas
geraes
dos
distri-
ctos,
ouvidas
as
camaras
interessadas,
compete
fazer os
regulamentos
necessá
rios
para
regular
a
cobrança
d’este
im
posto.
§
3.°
Com
relação
aos
generos
pro
duzidos
nos
concelhos,
o
imposto
será
calcado
e
cobrado
nos
termos
dos
artigos
123.»
e 123.°
SECÇÃO II
Da despeza
municipal
Art.
127.°
As
despezas
da
camara mu
nicipal
são
obrigatórias
ou
facultativas:
são
obrigatórias:
1.
°
As
despezas
com
os
paços
do
con
celho, tribunaes
e
outras
repartições
pu-
blicas,
cujas
atlribuições
ou
jurisdicção
são
circumscriptas pela
área
do
municí
pio.
2.
°
Os
ordenados
e vencimentos
dos
empregados,
e
em geral
as
despezas
com
o
serviço
municipal;
3.
°
A
assignatura
da
folha
oflicial
do
governo;
4.
° A
despeza
do
recenseamento
da
população;
5. u
A
despeza
dos
registos
que
estiverem
a
cargo
do
município;
6.
°
A
despeza
da
policia
e
segurança pu
blica
do
concelho;
7
°
A
retribuição
dos
partidos
muni-
cipaes.
a
dos
funccionarios
e emprega
dos administrativos
e
o
pagamento
das
des
pezas
do
serviço
administrativo;
8. ° As
despezas
com a
instrucção
pri
maria,
com
os
hospícios
de
creanças aban
donadas
e
com quaesqner
outros
estabe
lecimentos
de
benelicencia
a
cargo
do mu
nicípio,
tudo
na
conformidade
das
leis
respectivas;
9. °
Os
vencimentos
de
aposentação dos
funccionarios da
camara
e
da
administra
ção
do
concelho,
que
focem
pagos
pelo
cofre
do
município
nos
lermos
d
’este
co
digo;
10.
®
As
despezas
de
reparação
e
conser
vação
de
propriedades
municipaes;
11. °
As
despezas
com
o
alinhamento das
ruas
e praças;
12. ° As
despezas
com
a
illuminação
das
povoações
do
concelho, quando
essa
despeza
tiver
sido
incluída,
durante
tres
annos
successivos,
nos
orçamentos
legal
mente
approvados;
13.
®
As
despezas
do
serviço
da extineção
de
incêndios;
14.
®
As
despezas da
construcção,
con
servação
e
reparação
das
estradas
munici
paes,
nos
termos
das
leis
respectivas;
15.
°
As
despezas
com
livros,
papel,
urnas,
cofres
e com
quaesqner
outros
ob-
jectos
relativos ao
expediente
do
recensea
mento
e
ao
das
eleições;
16.
®
As
despezas
com
os livros
e
expe
diente
do
registo
civil;
17.0 0
pagamento
de dividas exigíveis;
18.
°
As
despezas
para
a construcção
e
conservação
dos
cemitérios
municipaes;
19.
°
As
quotas
arbitradas
peia
junta
geral
para a
despeza
do
districto;
20. “
Os
impostos
a
que
estiverem
su
jeitas
as
propriedades
e
rendimentos
muni
cipaes;
21.
»
As
despezas
feitas
com
os
litígios
da camara;
22.
°
As
despezas
feitas
com
os
diversos
estabelecimentos
administrados
pela
camara
e
a
cargo
d
’
ella;
23. °
As
despezas
que
resultarem
de
contractos
devidamente
auctorisados;
24.
°
As despezas
com a
aposentado
ria e
residência
dos
juizes,
agentes
do
mi
nistério
publico
e
olíiciaes
de
justiça
que
os acompanharem, por
occasião
de
qualquer
diligencia
de
serviço publico;
25.
°
As despezas
do custeamento
e
ex
pediente
da
administração
do
concelho,
quando
os
seus
emolumentos
não
forem
sufBcientes;
26.
°
As despezas
com
a casa
e
mo
bília para
a
secretaria
tia
administração
do
concelho,
quando
nos
paços
d’el!e não
houver
accommodação
conveniente;
27.
°
As
despezas
com
as
prisões,
nos
termos das
leis
respectivas;
E
em
geral
todas
as
outras
despezas
que
estiverem
a cargo
da
camara por
dis
posição
ou
auclorisação
de
lei.
Art.
128.°
São
facultativas
todas
as
despezas
não
enumeradas
no
artigo
ante
cedente,
que
forem
de utilidade para o
concelho
e
consequentes
do
exercício
e
attribuições
legaes
da
camara
municipal.
VARIEDADES
O
Irmão tios
Passos,
e
o
Andador
tlas
Almas
(
dialogo
)
Andador.
Então
já
sabe
o
que
ha,
e
o
que por
ahi
se
diz
a
respeito
do
Papa,
e
do
Papado?
Irmão.
O
que
diz
o
Ramalho
do
Urli-
gão?!
O
pinta
monos?
O
caricatureiro
das
caricaturas?
Já
sei:
coitado!
Tenho
dó
de
quem
o
vê!
Como
não
póde picar
no
burro,
pica
na
albarda!
Tolos
os
Rama-
lhos ramalhudos
tem
esse
sestro:
mas
se
o
jardim
fosse melhor
cultivado, não
have
ria
urtigas,
nem
urtigões
rodeando
as
flo
res,
e
as
assucenas.
Andador.
A
culpa
não é
tanto
dos
jar
dineiros
e
dos
hortelãos:
o
maior
culpa
do
é
o
dono
do
jardim,
e
da
horta,
que
se
sorve
d
’
elles
ignorando-lhes
o
pré
stimo.
Irmão.
Préstimo?!
Pois para que
pre
stam
Ratnalhos
e
Urtigões,
senão
para es
terco?!
E
esterco,
não
para
adubar
a
ter
ra,
e
só
para
vasar nas
sentinas.
Andador.
Eu
nem
para
isso
o
quere
ria:
o
melhor
seria
queimal-os,
e
bolar
a
cinza
no
mar,
depois
de
prévio
aviso
aos
peixes.
Irmão.
Diz
bem:
era
a
melhor
cari
catura.
Uma
cabeça
de
Midas,
com
orelhas
de
burro
collocada
sobre
um
molho
de
urti
gões
(urtigas
grandes)
tudo
secco
ao
sol;
e
um
macaco
a
deitar-lhe
fogo
com
um
fosforo;
e
um
galego
de saco
aberto para
receber
as
cinzas,
era
uma
caricatura
ex
pressiva!
Andador.
Eu
não
me admiro
d
’
elles:
são
quinquilheiros,
que
andam
na
feira
a
vender
os
seus
bonecos
a
quem
tem
me
ninos:
o
que
me
admira
é
que
haja
tan
tos
paes
basbaques,
que
gastem
o
seu
dinheiro
n
’
essas
bugigangas,
que nas
mãos
dos
filhos duram
tanto
como
manteiga
em
focinho
de
cão!!
Isto
é
que
me
admira!
Irmão Coitados!
Tenho
dó
de
quem
os
vê!
Não
pódem
e trapaceiam!
Novas
ra-
pozas,
que
dizem:
que
as
uvas estão
ver
des,
porque
não
pódem
chegar-lhe,
e
que
vendo cair
uma
parra,
correm
a
ella
jul
gando
que
era bago! Tenho
dó
de
quem
os
vé a
arquejar
de
fome.
Ha
mais
de
um
século
que
dizem
os
urtigões,
e
as
urtigas
dos
quintaes,
e
dos
entulhos:
que
o
Papado
está
moribundo,
e
que
o Papa
já
pouco
póde papar;
e
nós
temos
visto,
e
estamos
vendo
que
os Papas
melhoram
e
se
robustecem
nas
horas
do
sotnuo;
e
que
vão
cada
vez
mais
papando
nos
hereges,
e nos
lutheranos,
mettendo-os
na
barriga
da
Egreja
Catho
lica
Romana!!
Andador.
Agora
se lembraram
os
ur-
tigõ
s
commercieiros
de
metter a
bulha
á
agua
de Lourdes,
ás
perigrinações
a
Massiabele,
e
ás
curas
dos
enfermos,
que
lá
se
tem
realisado,
concluindo
na sua
lógica
asinina
que
visto
isso,
e
o
mais
dos
auctos,
já
não ha
necessidade
de
médicos,
nem
de
boticários!!
Irmão.
Ahi é
que
estão
as
uvas
ma
duras,
a
que
elles
não
pódem
chegar!
Es
se
é
que
é
o
mel,
que
não
foi
feito
pa
ra
a bocca
do
asno!
Essa
é
que
é
a
ce
gueira,
a
que
foram,
e
estão
condemna-
dos!
Cegueira,
que
nem
os
deixa
distin
guir
as
moléstias
curáveis
pela
medicina
da
terra,
das que
só
o ceo póde
curar,
e
que
tem
sido curadas
não
tanto
pela
agua, como
pelo
Poder
e
Vontade
da
Se
nhora
Celeste!
Ahi
é
que
está
a
chave
do
segredo
da
vida
do
Papado,
e
do
Papa!!
Andador.
Como
assim?!
Parece
me
que
essa
doutrina
não
é
muito
orthodoxa!
Irmão.
Eu
me
explico:
advirta: O
Santo
Padre
Pio
IX
foi
quem
elevou á cathe-
goria
dogmalica
a
crença
devota
dos
chri
stãos,
e
da Egreja
na
Conceição
Imma-
culada
da
Mãe
do
Filho
de
Deus;
e
este
acto
agradou
tanto
á
Soberana
do
ceo,
que
veio
pouco depois
ás
terras
de
Fran
ça
dizer
o
seu
novo
Titulo,
e
mostrar
por
uma
serie
de factos
extraordinários,
GÀZETILHÀ
As
proxitnng
eleições niiiniei-
paes
-
-Está marcado
o
dia
4
do
proximo
mez
d’
agosto
para
se
proceder
ás
eleições
municipaes.
Todos
reconhecem,
que
n
’esles actos
não
deveria
haver mais
que
um só
parti
do,
uinasó
vontade,
—a
escolha
d
’homens
independentes
que
bem
administrem
e
pro
movam
os
interesses
do
município.
Mas
infehzmente
em
Braga,
como
nas
outras
partes,
não
acontece
assim.
O
que
se
pro
cura,
cá
pela
porta,
é
servir amigos,
e
este
ou
aquelle
partido.
Isto,
exclusivamen
te
isto.
Ora
como
nós
não estamos
filiados
ou
aggregados
a
nenhuma
das
duas
facções
que
ahi
se
disputam
o
triumpho.
e
como
alguns
amigos
e
assignantes
instam
com-
nosco
para
declararmos
a
nossa
opinião
a
respeito
da lucta
que
vae
travar-se;
vamos
francamente
dedicar-lhe
um
pequeno
es
paço.
A
nosso
ver,
e
por
obvias
rasões,
a
melhor
parle
a escolher
na
conjunclura
aclual,
é—a
da
abstenção
.
Circulam
duas
listas,
uma
para
a re-
conducção.da
vereação
aclual,
e
outra
que
dizem
apoiada
pelos
amigos
do
governo
Em
ambas ellas
apparecem
nomes
de
ca
valheiros muito
respeitáveis,
e
igualmen-
le
dignos
dos
suffragios dos
seus
conci
dadãos.
Não
occultarem
is
que
na
primei
ra
contámos
maior
numero
d
’amigos
par
ticulares;
mis
isso
não
nos
impede de
declarar,
—que
as
recooducções
em
cor
pos
collectivos
são
sempre
um
péssimo
sys-
tema.
Por
motivo
de
reconducções
ainda
o
anno
passado
se
levantaram
fortes
ques
sobrenaturaes,
e
successivos, a
vontade
do
novo
dogma,
para
ser
festejado
no
mun
do.
Foi como
o
noivado
do filho
do
Rei
do
Evangelho, que
os
convidados
para
o
jantar
regeilaram
desculpando-se
com
os
seus
oílicios,
e
misteres,
e
que
os
pe
quenos,
e
os
humildes
approveitaram.
Ago
ra
confronte=«Pio
IX
foi
o
sacerdote
d
’
este
desposorio da
Virgem;
e
a
Virgem
dispôz
o
banquete
sobre
uma
rocha
solitaria
pa
ra
que
só
fossem a
elle
os
convidados
por
uma
pastorinha;
a
fama
do
banquete
es
tendeu
se
em
todo
o
mundo;
a
Esposa
Divina
assentou
alli
a
sua
casa
de
campo,
e n
’
ella
guarda
uma
parte
do
thesouro
das
suas
graças
para
distribuil-as
como,
e a
quem
Ella quer,
sem que mãos
sa
crílegas
lhe
toquem.
E
considerando,
e
combinando
isto,
digo
eu:
A
Itnmaculada
Conceição
foi
o
Titulo
de
honra,
que
a
Mãe
do
Filho
de
Deus
acceitou,
e
ado-
plou;
este
Titulo
será
eterno como
Ella
o
é;
e
tendo
sido escripto
na
terra
pelo
Papa,
o
Papa
e
o
Papado
ha
de neces
sariamente
durar
emquanto
durar
o
mun
do,
porque
é
d
’
esta
duração
que
depende
essencialmenle
a
duração d’
aquelle
Titulo,
emquanto
o mundo fór
mundo.
Que
diz
agora?
Andador.
Sim,
snr.;
agora
comprehen-
do, e
assim o creio.
Sim,
snr:
o
Papa
do
só
póde
morrer
quando
no
mundo
morrer
o
Nome
da
Immaculada
Concei
ção,
Titulo
eterno,
como Ella
é,
e
que
não
póde
morrer;
sim,
snr:
agora
já com-
prehendo.
Irmão.
Deixe
fallar quem
falia:
deixe
barafustar
quem
barafusta: a
castanha ha
de
arrebentar-lhes
na
bocca:
elles
estão
marcados
pela
Providencia
com
o
ferrete
da
reprovação!
Novos
sapos,
que
de
boc
ca
aberta
esperam
que
a
doninha
se
lhes
vá
metter lá
dentro
para
a
matarem
com
sua
baba
peçonhenta! Coitados!
Ignoram
que
um Leão os
espreita
para
os
esbor
rachar,
e
rasgar
com
suas
garras
pri
meiro
que
babem
a
doninha!!
Disse-o
Deus:
ha
de
faltar
o
ceo,
e
a
ter
ra,
e
não
a
sua
palavra=7/i principio
eral
verbum
e
Deus
eral
verbum:
In
ipso vila
est,
e
vila esl
lux
hominem.
Ai
dos urti-
galhos,
e
dos negralhões!
Ai
dos
commer
cieiros,
e dos
vendilhões do
Templo
quan
do
chegar
o
Divino
Mestre
de vergalho
em
punho!!
A
maré
avança:
os
incautos
serão
en
volvidos
n
’ella,
e
arrebatados
pela
vasan-
te
para
a profundeza
dos
abysmos!
Senhor
Deus,
illuminae-os,
e
salvae-os.
Taes
são
as
ideias,
e
os
sentimentos
de
toda
a
Irmandade
do Senhor
Jesus
dos
Passos, e
de
todos
os Andadores
das
Al
mas.
Meditem:
examinem
com
os
olhos
do
corpo,
e
da
alma,
os
acontecimentos
que
correm,
e desenganem-se
emquanto
é
tempo.
José
de
Freilas
Amorim
Barbosa.
tiúnculas,
donde
proveio
a
diffamação
de
cidadãos
honestos
e
honrados,
e
o
acen
der
se
muitos
odios,
ainda não exlinclos
de
todo.
E
aqui
frisa
dizer-se
de
fugida
que
alguns
que
hoje
vemos
apoiar
as
re-
conducçóes,
foram
dos
que
então
soílre-
ram
não
pequenos
desgostos, e
mesmo
prejuízos.
Adiante.
Mas
dizem
nos:
—
A
questão não
é
de
reconducções,
é
de
capricho...
Seja.
Nesse caso que se
avenham
lá
como
poderem
os
que
estão
filiados
nos
partidos
em
guerra
aberta.
Mas
os
que
não
pertencem
a esses
partidos
deveriam,
ou
absterem-se,
ou
votarem
nos
cavalhei
ros
que
mais
confiança
lhes
merecem.
Eis
o
nosso
parecer.
Não
concluiremos
sem
uma
observa
ção.
Nenhuma
das
duas parcialidades
deve
regosijar-se
ou agaslar-se
por
quaesquer
doutrinas que nós,
ou
os
nossos
collabo-
radores,
tenhamos
sentenlado
ou
susten
temos
neste
jornal.
Na
questão
da
má
gerencia
da coisa
publica,
os
que
teem
estado
á
testa
dos
nossos
governos,
es-
pecialmente
desde
1834,
são
todos
muito
bons
senhores. A
dura
experiencia
de
qua
renta
e
quatro
a
quarenta
e
cinco an
nos
já
não
nos
deixa margem
a
illusões.
Porisso
o
que
dissemos
em
o
n.°
pas
sado,
e
o
que
hoje expendemos
no
nos
so
artigo
direclivo,
significa apenas a
con
tinuação
do
programma
que
hemos
adopta-
do
desde
que
militamos
na
imprensa.
Santa
Maria
Magdalena.
—
Na
segunda
feira
festeja se
no
templo
das
Con
vertidas
a
imagem
de
Santa
Maria
Magda
lena.
Tiieatro.
—
Ante
hontem
e
hontem
ti
vemos
as
duas
ultirnas
recitas
d’
assigna-
tura,
da
companhia
de
zarzuella.
Óptimo
desempenho
e
muitos
applausos.
Zamacois
canta
arrebatadoramente.
Para
hoje
está
annunciada
a
zarzuella
de
grande
espectaculo
em 3
actos
e
5
qua
dros La
Marselhesa. E
’
a
despedida da
com
panhia.
Polieia eívíl.
—
Foi
confirmado
o
al
vará
do
snr.
governador
civil
que
em
conselho
de
districto
applicou
para
a ma
nutenção
do
corpo
de policia civil d’esta
cidade
a
verba
para
tal
fim
proposta á
junta
geral.
Exposição zool«
*
giea.
—
Hoje
ha
lambem espectaculo
pela Familia
quadru-
mana,
no
barracão
da exposição
zoologi-
ca, á entrada
da
rua
d
’Andrade
Corvo.
A
proposito:
Dizem
nos que os
especta-
cuios
da
tal
bicharia
teem
rendido
a
ba-
gatella
de 738$350
reis!
Pois
é
preciso
que
não
faltem
lá,
para
arredondar
esta
continha.
«-rasteie
festividade
em
Bareel-
los.
—
Faz-se
ámanhã
em
Barcellos
a
fes
tividade
de
N.
Senhora
do Carmo,
cuja
procissão
esperam
ser
a
melhor
de todas
a
que teem saido
n
’
aquella
villa.
Temos
presente
o programma
d
’esta
pomposa
festividade;
mas
a
falta
d
’
espaço
com que ludâmos, impede-nos
de
o
pu
blicar
integralmente.
Abrirá
o
préstito
uma
banda de
mu
sica,
seguindo-se
a irmandade
da
V. O.
Terceira, no
meio
de
cujas
alas irão nu
merosos
grupos
d
’
anginhos
e
figuras
le
vando diversos
objectos
allegoricos.
O pré
stito
será
fechado
pela
força
destacada
n
’
a-
quella
villa.
Mentiras.
—
Disseram
algons
collejas
da
imprensa
(evolucionaria que
S.
San
tidade
consullára
o
collegio
cardinalício
se
deveria
aceitara
lei
das
garantias.
Ahi
vae
o desmentido
dado
pela
«Union»:
«Os
jornaes
revolucionários
não se
can-
çam
d
’invenlar
mentiras
a
respeito
de
Leão
XIII.
E’
falso
ter
o
Papa
consultado
o
collegio
cardinalício
a
proposito da lei das
garantias
e
da
subvenção annual
que
ahi
se
acha
estipulada
para
o
Chefe
da
Egre
ja:
a
resposta
allribuida ao
sacro-collegio
é
uma
invenção. Sob
o
Pontificado
de Leão
XIII,
como sob
o
de
Pio
IX.
não
ha
na
da
de
cominum
entre
a
Santa
Sé
e
o go
verno
italiano.
As
necessidades
do
Sobe
rano Pontífice
são
immensas
e augmenlam,
dia
a
dia,
em
consequência
das
espolia
ções
que
continuam
indefinidamente
e
que
nada
respeitam;
porém,
a
piedade
filial
do
mundo
catholico
proverá
de remedio
a
to
dos
os
males».
Sempre
os
mesmos,
os
laes
liberorios
!
Movimento
do
Hospital
de
S.
Tlareos
—
Doentes
existentes
em
7
de
julho:
59
homens
e
104
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finda:
18
homens e
19
mulheres.
Sahiram:
16
homens
e
29
mulheres.
Falleceram:
6
homens
e
3 mulheres.
Ficaram
em tratamento
em
13 de
julho
55
homens
e
91
mulheres.
Terrível
eataatrophe.
—
E
’
hor
rivel a
calastrophe
que
teve
logar
em
Lyon.
Rebentou
um
incêndio
na
fabrica
d
e
sabão
da
rua
Charmette,
propriedade
dos
snrs.
Ravailles,
Guigard
&
C.
a
O incêndio
começou
na
parte
alta
da
fabrica.
Os
operários
começaram
a
com
batei
o
com
o
auxilio
dos
visinhos;
mas
de
repente,
ouviu-se
uma
espantosa
de
tonação
annunciando
uma
grande
des
graça.
Uma
grande
caldeira
que continha
40
hectolitros
de
petroleo
tinha
rebentado
ao
contacto
com as
chammas.
O petroleo
in-
flammado,
espalhando-se
pelo
ar, cabiu
co
mo chuva
de
fogo
sobre
os trabalhadores.
O recipiente
tinha
sido
lançado
na
rua
ã
30
metros
de
distancia.
Então
succedeu
uma
cousa
impossível
de
descrever-se.
Os
trabalhadores
que
estavam
proximos
do
recipiente
apenas
soífreram
algumas
queimaduras
insignificantes;
mas
os
que
estavam
mais
distantes d
’
elle
soflreram
horrivelmente,
cahindo
em
terra
onde
se
revolviam,
soltando
gritos
de
dôr.
Durante
cinco
minutos
houve
uma
con-
fusão
espantosa,
não
dando
ninguém
ac-
cordo
do
que
se
passava.
As
chammas
continuavam
a
sua devastação.
Um
fumo
espessíssimo
cobria o ceu,
a
ponto
de
ser
vista
do
centro da
cidade
aquella
negra
nuvem;
o
cheiro
era
insupportavel
e
as
chammas cabiam sobre
as
casas
visinhas,
produzindo
tudo isto
um
calor
tão
intenso
’
uma
almosphera
de
fogo tão
insupportavel,'
que todos
fugiam
do
logar.
Por
fim
foi
possível
soccorrer
as
vicli-
mas,
que
eram
numerosas.
Aflirmava
se que
muitas
já
tinham
morrido.
Curiosa
estatística.
—
E
’
curioso o
calculo
do
dinheiro
e
papel
que
se
gasta
em
annuncios
annualmente
em
Paris.
No
anno
de
1877
os
direitos
do
sello
subiram
a
2.114:343
francos.
A rasão de
24
centímetros
por
metro
quadrado,
sup-
põe
esta
quantia
uma
superfície
de
metros
8.000:000
quadrados, e
tomando
o
tama
nho
medio
dos
annuncios,
resultam
d
’
elles
35
milhões,
sem
comprehender
os
judiciaes,
administrativos
e eleitoraes.
Calcula-se
em 30 cêntimos
o
custo me
dio
de
cada
annuncio
e
portanto
em
10
milhões
o que
se
gasta
annualmente
em
annuncios,
sem
contar
os de
luxo.
Jormil
das
Damas.—
Publicou-se
o
n.°
136
d
’
esta
interessante
revista
de
modas,
única
no
seu genero
que
existe
em
Portugal,
contendo
a descripção
das
mais
elegantes
loilelles
para passeio,
visita,
baile,
thealro,
noiva: para meninas
etc.,
etc.,
com
o
detalhe dos
mais mo
dernos
chapéus,
polelols,
túnicas,
fichus,
e
todas
as indicações
tendentes
a
modas;
artigos
de
litleratnra,
poesias, etc.
Acom
panha
cada
numero
d
’esle jornal
dois
bei-
los
figurinos
gravados
e
illuminados
em
Paris,
e
alternadamente
uma
folha
de
de
buxos
e
moldes
para
cortar
facto
de
se
nhora.
O
fim
<!<)»
reis
de
França.
—
A
proposito
da
morte
do
rei do
Hanover,
a
«
llluslração
Franceza»
faz as
seguintes
ob
servações:
Ha
cem
annos
que
dentro
de
Paris
se
não
realisava
o
funeral
de
um
sobera
no,
com
excepção do
de
Luiz
XVIII
em
maio de
1824.
E
todavia
atravez
de
tres
republicas
e dez
revoluções,
nove
sobera
nos
furam
de
facto
ou
de nome
reis
de
França
ou
imperadores
dos
francezes.
Ve
jamos
porem
qual
foi o seu trágico
fim.
Luiz
XVI
morto
no
cadafalso.
Luiz
WH
na
prisão
do
Templo,
di
zem
uns;
em
Londres,
em
Berlim,
na
America,
dizem os
historiadores
dos
vinte
falsos
Delphins.
Napoleão
I
em
Santa Helena,
prisio
neiro
dos
inglezes.
Napoleão
II
(duque
de
Reichetadl)
no
palacio de
Schoenbrun, no
exílio.
Carlos
X
no castello
de
Goeritz
no
exilio.
Luiz
Anlonio
I
(duque
de
Angouleme'
no mesmo
castello,
no
exilio.
Luiz
Philippe
I
em
Claremont
(Ingla
terra)
no
exilio.
Napoleão 111,
em
Chisleburst,
(Ingla
terra)
no
exilio.
O
maliarajali
de
Mahara.
—
Che
gou
a
Paris,
procedente
de
Londres,
o
maharajah
de
Mahara.
Este
soberano
da
índia
é
pasmosamente
millionario.
P°s’
sue,
em
especial, um
diamante
a
que
chama
pedra
do
sol,
e
que passa
nas
índias
por
ler
origem
divina.
A
lenda
diz.
que
certo dia,
Brahma
estando
no
sol,
e
vendo as
iniquidades
dos
homens,
começou
a
chorar. Uma
das
ÍU
as
lagrimas
cahiu
na
terra,
e
na
queda
transformou
se
em
diamante.
0 maharajali
de Mahara
crê
firmemente
n
’
esta lenda.
Porem
o
que
é
mais
serio
é que
o seu diamente
valle
bem
dous
e
m
eio
milhões
de
francos.
A
ilha
<le
Chypre e
o
eonvenio
a
ngio-
*
urco*
—
«A
ilha
de
Chypre
(em
língua
turca
e
arabe
Kibris
e
em
grego
KyprosJ,
está
situada
no
extremo
orien
tal
<io
Mediterrâneo,
na
parte
denominada
pelos
turcos
Bahri
Sefld
ou mar
roma
no, e
depende admnistrativamente
do
vi-
layet
de
Djezaire
Bahri
Sefld
ou
das
ilhas
do
Mediterrâneo.
Tem
320
kilometros
de
comprimento
e
120
de
largura,
abran
gendo
a area de
9:537
kilometros
qua
drados:
capital
é
Nicosia ou
Levkosia.
O
nome
da
ilha
provem
das
ricas
minas
de
cobre
que
contem,
conhecidas
desde
a
antiguidade,
e
actualmente
não
explora
das.
Depois
da
capital,
as localidades
mais
importantes
da
ilha,
são
os
portos
de
Fa-
magusta,
na
costa
oriental
e
I.arnaca,
na
costa
meridional.
Na
região
montanhosa
encontra-se
o
pico
de
Santa
Cruz
(o
an
tigo
Olyrnpo)
com
2.000
metros
de
alti
tude.
A
vegetação
nas
encostas
e
valles
é
explendida.
Em
alguns
districtos
reinam
porém
febres.
As
producções
da
ilha
que
actualmente
fazem
objecto de
algum
com-
mercio
são
os
vinhos,
azeite,
trigo,
seda,
algodão,
lãs e
diversos
tecidos.
Um terço
da
população
da
ilha
é
com
posto
por
musulmanos
paciticos
e
igno
rantes,
sendo
o
resto
constituído
por gre
gos.
Conquistada
em
1191
por
Ricardo
Co
ração
de
Leão,
foi
por
elle
doada
aos
templários
e depois
a
Guy
de
Lusignan,
rei
de
Jerusalem,
cujos
descendentes
rei
naram
n
ella
até
1485,
epoca
em
que
passou para
o
dominio
dos
Venezianos.
Em
1570 e
1571 foi
conquistada
pelos
turcos, cujo
rei
era então
Selim 2.°.
Por
muito
tempo
os
príncipes
da
casa
de
Sa-
boya, descendentes
de
Lusignan
se
intitu
lavam
reis
de Chypre e
Jerusalem.
Em
4
de
junho
ultimo
assignaram
em
Constantinopla
o embaixador
inglez
Layard
e
o
ministro
turco Savfet pachá
uma
con
venção
d
’
alliança
defensiva,
com
o
fim
de
assegurar
no
futuro
os territórios
tur
cos
na
Asia.
N
’
essa
convenção
estatue-se
que,
no
caso
em
que
alguma
das
praças
de
Baloum,
Kars
ou
Ardahan
ficassem
pertencendo á
Rússia,
e
que
de futuro
pertendesse
appossar-se
de
quaesquer
ter
ritórios turcos
na
Asia,
a
Inglaterra
se
obriga
a
unir-se á
Turquia
para
defen
der
esses
territórios
pela
força
das
armas.
Em
compensação,
a
Turquia
compromet-
te-se
a
introduzir
nas
províncias
turcas
da Asia
as
reformas
necessárias
para
a
sua
boa
administração
e
protecção
dos súb
ditos
christãos,
e,
a
fim
da
Inglaterra
po
der assegurar
os
meios
de cumprir
o
con
vencionado,
o
sultão
assigna
a
ilha
de
Chypre
para
ser
occupada
militarmente
e
administrada
pela
Inglaterra.
No
1.°
de julho
assigna-se
em
Con
stantinopla
um annexo
á
convenção
de
4
de
junho.
N’
esse
annexo
estatuem
se
va
rias
condições
relativas
á
administração
religiosa
da
ilha
e
garantindo
para
a
Su
blime
Porta
alem
do
direito sobre
as
suas
propriedades
particulares,
um
certo
ren
dimento
annual,
e
estabelece-se
na
ulti
ma
condição
«que
no
caso
em
que
a
Rússia
restitua
a
Turquia,
Kars
e
as
ou
tras
conquistas
feitas
na Arménia,
a
ilha
de
Chypre
será evacuada
pela
Inglaterra
®
a convenção
de
4
de
junho
cessará
de
vigorar».
<lí
eongre^so de Derlits».
—
Na
ses-
são
do
dia
11
terminaram
os
trabalhos
do
congresso,
devendo
o
tratado
de
paz
ipr
sido
assignado
no
sabbado
13.
Na
ul
tima
sessão
o
congresso
approvou
o
pro-
jecto
de
tratado
redigido
por
M.
Desprez,
W
instituiu
uma
commissão
inlernacio-
"íl,
incumbida
de defender os
interesses
<ios
credores da
Turquia
e
regeitou
uma
Proposta
do
príncipe
de Gortchakoff, ten-
dente
a
crear
uma
commissão
internacio-
"
a
k destinada
a
velar
pela
eslricta
exe-
Cu
Ção
do tratado
de Berlim,
Gortchakoíf
apresentara
n
’uma das
an
teriores
sessões
uma
moção
relativa á
saneção
a
dar
ás
decisões
do
congresso.
^
a
sessão
do
dia
10,
segundo
pretendem
°s
russos
o
congresso
adoptou
a
primei-
ra
parte
d
’
essa
moção
que
implica
ape-
"
a
s
um
principio
de
saneção.
Por
pro-
Posta
de
Bismark,
votou-se, n
’
essa
ses-
sa
°,
que a
Turquia
não
seria
obrigada
a
peitar o
tratado pela
acção
collecliva
"as
potências.
Cada
uma
tica
com o
di-
fiãlo
de
vigiar
pela
execução
das
condic-
»°ss
que lhe
dizem
respeito
particularmente.
Isto
é
realmente
d’
uma
admiravel
singe-
lesa.
Também,
em
uma
das sessões
ante
riores, ficou
resolvido
que
os
encargos
pecuniários
da
Turquia,
seriam
divididos
proporcionalmente
pelas
províncias
autóno
mas
e
estados
que
teem augmento
de ter
ritório,
exceptuando
a
Rússia.
—«(Diário
de
Portugal»).
Drama no
mar.
—
A goleta
«Car-
rie-Long»,
de
Stokton
(Estados-Unidos)
capitão
Park,
navegando
de
Buenos
Ay-
res
para
Nova
York,
achava-se
ao
sul
do
equador
e
distante 200
milhas
da
costa
brazileira,
quando
o
marinheiro
de
vigia
avistou
uma
veia.
Julgou
a
principio
que
se
enganara,
mas,
observando
attenta-
mente,
descobriu-se
com
efleito
uma
pe
quena
embarcação,
chata, que
a
cada
mo
mento desapparecia entre
as
vagas.
A
pouca
distancia
conheceu
se
que
era
uma jangada,
formada
de bambih.
No
alto
de um bambu,
posto
vertical
mente,^
agitava-se
uma
camisa
que
a prin
cipio
fôra
tomada
por uma
vela.
Sobre
um
cofre
collocado
no meio da jangada,
viu-
se
um negro,
meio
nú,
que
estava
de
joelhos,
tendo
um
remo
na mão.
Não
era
possível
ouvil-o, mas
via-se,
pelo
incessante
abrir
e
fechar
de
boca,
que
pedia
soccorro,
debuxando-se-lhe
no
rosto
um pavor
extraordinário.
Deitou-se
um
escaler ao
mar que
aproou
para
a
jangada;
mas
ella
estava
rodeada
por um cardume
de
crocodilos
enormes,
e
não
foi
sem
grandes
diíTiculdades
que
poderam
recolher
o
preto,
a
quem
os
crocodilos
tentavam
devorar.
Chegado
a
bordo
do
navio, o
infeliz
desmaiou,
e pôie-se
ver
que
estava
no
mais deplorável estado, tendo o corpo
co
berto
de
chagas,
a
lingua
desmedidamen
te inchada,
e
cahida
para
fóra
da boca,
e
uma
magresa
prodigiosa.
Voltando
a si,
pediu
agua
repelidas
veses,
com
voz
extincta
e
apenas
perce-
ptivel;
deram-lh
’
a,
e
isso
o
reanimou
um
pouco;
porém
esteve
cinco
ou
seis dias
sem
recuperar
forças
bastantes para
dizer
algumas
palavras.
Fallava porluguez,
e
apenas
um
ho
mem
da
equipagem
comprehendia
algu
mas
palavras
d
’
esta
lingua. Assim
foi
principalmente
pelo
gesto
que
fez
compre-
hender
a historia seguinte,
cuja
exactidão
se
pôde
verificar
mais
tarde.
Era
um mulato,
natural
de
Pernam
buco,
e
chamado
Manoel
Gomes da
Sil
va.
Condeinnado
a
20
annos
de
trabalhos
públicos na ilha
Fernando
de Noronha,
por
crime de
roubo,
quando
já
cumpri
ra
metade da
sentença,
tomára
o
um
de
sejo irresistível
de tornar,
a
ver
sua
mãe
e a
irmã,
que moravam
em
Pernam
buco.
Evadiu-se
pois
com
dois outros
mula
tos,
chamados
Antonio
Pereira
da
Silva
e
João
Barbeiro.
Construíram
uma
jan
gada
e
embarcaram-se
de
noite, levan
do
um pedaço
de
pão
e
um
frasco
de
agua.
No
segundo
dia,
Antonio
cahiu
ao
mar,
e
foi
logo
devorado
pelos
crocodilos,
á
vista
de
seus
camaradas.
No
quarto
dia
morreu
o
Barbeiro,
de
fome, e Manoel atirou
com o
cadaver
aos
crocodilos,
esperando
que
d
’
esse
modo
se
veria
livre
d
’
elles.
Mas
nada
conseguiu,
porque estes
continuaram
a
perseguir
a
jangada.
Manoel
calcula ter
estado
dez
dias
so
bre
o
mar.
Desde
a
morte
do
seu
segundo
com
panheiro
nunca
mais
dormiu,
receioso de
ser
devorado
pelos
terríveis
animaes
que
toda
a
noite
batiam
os dentes
mesmo
ao
pé
d
’
elle.
Havia
brslantes
dias
que
não
bebia
agua,
pois
se
lhe
acabara
a
escassa
provisão.
Restava-lhe
ainda
um
pouco de
pão
bolorento,
mas
a inchação
da
lingua
impedia-o
de
comer.
A
bordo
da goleia,
Manoel
recuperou
inteiramente
a
saude,
e
trabalhou
muito
bem como
marinheiro.
Chegando
a
Nova
York,
o
capitão
Park
enlregou-o
ao
cônsul
do
Brazil,
e
provavelmente
o
infeliz regressará para
Fer
nando
de
Noronha,
depois
de
tantos
tra
balhos,
e sem
ter
visto
talvez
a
mãe
e
a
irmã.
Sn
vento.—O
velocípede
será
em
bre
ve
supplanlado
pelo
cavallo
de
ferro.
O
novo
vehiculo
é
obra
de
um
mechanico
de Berlim
que
jirealisou
experiencias
na
presença
de
pessoas
competentes,
exce
dendo
toda a
especlativa.
Este
locomotor
é
supporlado
por
duas
rodas
de
dois
melros
de
diâmetro.
Dan
do-se-lhe movimento,
o
cavallo
no
mes
mo
instante,
estendendo
os seus
nervos
de
aço
move-se
e
avança
com
rapidez
ver
tiginosa.
O
cavallo de ferro é
facil
de
guiar,
andando
á
vontade,
para
a
direita
e
es
querda.
O
general
eeonomieo.—
Frederico
Guilherme, l.°
rei
da
Prussia,
quando
queria
honrar
alguns
dos
grandes
snrs.
da
sua
côrte,
destinava
um
dia
para
ir
jantar
com
elle
a
sua
casa.
Um
dos
seus
generaes, lido
por
dema
siado
mesquinho, tendo-lhe
sido
apraza
do
o dia,
escusou-se
de
receber
a
visita
do
rei,
allegando
não
ter
casa sulficien-
te para receber
tal
hospede.
O
rei
fez-lhe,
porém,
saber,
que
ti
nha
tanto
desejo
de o honrar
que
não
se
lhe
daria
de
jantar
com
elle
em
qualquer
casa
de
pasto.
O
general,
não
podendo
decentemen
te
insistir
na
sua
escusa,
mandou
preparar
o
jantar
na
casa
de
pasto
denominada
Por
tugal,
e
no
dia
aprazado
o
rei ahi
se apre
sentou acompanhado
de grande numero
de
generaes
e
ollieiaes
da
sua
côrte,
o
que
de
certo
o
general não esperava.
Correu
o
jantar
como era
de esperar,
não
faltando
coisa
alguma
para
o
tornar
delicado
e
sumptuoso,
e
o
rei
ficou satis
feitíssimo.
O
general
no
fim
manlou
chamar
o
dono da casa, e
perguntando-lhe
a
quan
to
saía
o
jantar
por
cada
pessoa,
e
sen
do-lhe
respondido
que
a
4$800
réis,
pu-
chou
por
9$600
e
dando-lh
’
os, disse
lhe
que
eram
4$800
por
elle
e
4$800
pelo
rei;
e
que
emquanto aos outros
snrs.
co
mo
elle
os não
linha
convidado,
elles que
pagassem
o
que
tinham
comido!
—«Bravo,
meu
general,
bravo!
excla
mou Frederico: bravo, fui buscar
lã e
saí
tosquiado: cuidei
apanhar-te,
mas
és
mais
esperto
do
que
eu».
Afinal,
o
rei
mandou
logo
pagar
á
sua
custa
toda
a
despeza
do
janiar.
Questão
«lo
Oriente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres
17
—
Regressaram
hoje a
Lon
dres
Beaconsfield
e Salisbury, sendo
rece
bidos
com grande
enthusiasmo.
Dizem de
Vienna ao
«Standard»
que
foi
chamado
pelo
seu
governo o
embaixa
dor
de
lialia
na
Áustria,
em
consequên
cia dos
seus
relatórios
ácerca
das criticas
austríacas
sobre
o
movimento
que favo
rece
a annexação do
Tyrol
á
Italia.
Segundo
o
«Daily
News» os
chefes
da
opposição
decidiram
combater
a
política
da
convenção
anglo-turca.
Dizem
de Athenas
que
a
Thessalia
e
o Epiro
estão
em chammas.
Os
turcos
in
cendiaram
as colheitas.
Os
christãos
tomaram
novamente
as
ar
mas.
Bocharest
16
—
0
governo
roumanioto
ma
todas
as
disposições
para
organisar
a
administração
de
Dobrudach.
Londres
17
—
Um despacho
do
marquez
de
Salisbury,
acompanhando
o
tractado
de
Berlim, confirma
que as
modificações
propostas
pelo
tractado
de
S.
Stefanio
fo
ram mantidas pela política
que
seguiu
o
congresso,
conforme
a
circular
de
1
de
junho,
e
que
são innumeras
as
vanta
gens
do
novo
tractado.
Termina,
dizendo
que
a
questão
está
em
espectaliva,
e
que
a
Turquia
saberá
approveitar
esta
occasião.
O
cônsul
inglez
conseguiu
na
quinta-
feira
concluir
um
armistício
com os
insur-
gentes
da ilha
de
Creta.
A
imprensa
de
Athenas
annuncia
que
no
Epiro
os
turcos
assaltam
as
casas
e
destroem
as
colheitas
dos
christãos,
que
tomaram
armas
para
protestar.
Londres
18=0
«Standard»
publica
um
lelegramma
de
Pest,
disendo
que
reben
tou
uma
insurreição entre
os
musulmanos
da
Croacia e
que
por
essa
causa
partiu
pa
ra
a
fronteira
um
regimento Je
infanleria
austriaca.
A
h
for
«sigas
nocivas.—
No
dizer
da
«Naturaleza»,
a
destruição
das
formi
gas, que
tanto
prejudicam
as
plantas,
con
segue-se
d
’
um
modo
facil
e
ao alcance
de
toda
a
gente.
Basta
collocar sobre
a
terra
ou
sobre
os
céspedes
invadidos
pe
las
formigas,
um
ou
vários
vasos
deflo
res, vasios,
e
de
bocca
para
baixo.
Todo
o
formigueiro
vem
agrupar-se
dentro,
e
então
basta
deitar
agua
a
ferver
sobre
o
•montão
e
as formigas ficam
mortas.
Esta
operação
repete-se
tantas
vezes,
quantas
as
partes
em
que
os referidos
inseclos
in-
commodem.
Boehat
g»iníadas.
—
Nas
cercanias do
Welka,
em
Nova Zelandia,
descobriram-
se
algumas
pinturas
nas
rochas,
muito in
teressantes.
Pertencem
a tres
distinctos
períodos.
Primeiro
de
todas
algumas
em
vermelho,
já
quasi
apagadas.
Em
cima
des
tas
ha
outras
em
vermelho
lambem,
e
sobre
essas
algumas
mais
antigas
em
pre
to;
todas
anteriores á
chegada
alli dos
mao-
ris,
cuja arte
é
de
natureza
inteiramente
differente.
Segundo
um
chefe
d
’elles,
que
é
a
auctoridade
melhor
vivente,
as
refe
ridas
pinturas pertencem
aos
Ngipulis,
os
mais
antigos
habitantes
de Nova Zelandia
de
que
ha noticia.
As figuras
são
gran
des,
numerosas,
estão
entrelaçadas,
e
re
presentam
sêres
humanos,
monstros
ma
rinhos,
aves,
quadrúpedes
e
armas.
Hoedel.
—
No
dia
10
começou
em
Berlim
o
julgamento do
celebre
Hoedel,
que
attentou
contra
a
vida
do
impera
dor
Guilherme.
As
testemunhas
de
ac-
cusação
erain
20,
que
declararam
ter
visto
Hoedel
apontar
a
pistola para
o
im
perador.
As de defesa
não
declaram
que
Hoedel tivesse
apontado
para
si
a
pis
tola,
segundo
elle allega.
O
tribunal
con-
demnou-o
á
morte.
Hoedel,
escutou
a
sentença
com a
fron
te
altiva,
com
um
sorriso selvagem, cy-
nico
e
malévolo.
Quando
terminou
a
au
diência,
pôz o
chapéu
na
cabeça,
apre
sentou
as
mãos
para
o algemarem
e
sa-
hiu
com
a mesma
semeeremonia
com
que
entrára,
muito
satisfeito
comsigo
mes
mo.
Deseoberta
de
uma
caverna.
—
Sobre
esta
epigraphe
o «Vigilante», da
Feira
de
Sanl
’
Anna (Bahia),
dá
a
seguinte
noticia:
«Escrevem
do
Joazeiro
em
25
de
mar
ço:
Ouvinlo diversas pessoas
fallarem
so
bre
a
existência de
um
grande
subterrâ
neo
distante
d’
esta
villa
algumas
léguas,
levou-me
a
curiosidade
a
visital-o.
«Realmente,
com
alguns companheiros
dirigimo-nos
para
o
sitio
Barba
Grande,
onde
vê-se a
maravilhosa
obra
da
qual
pas
so a
fazer
uma
ligeira descripção.
«Em
um
terreno
plano, pedregoso,
de
natureza
toda
calcarea,
vimos
uma
aber
tura
de
20
melros
mais
ou menos de
circumferencia,
que nos
deixou
ver
uma
descida
um
pouco
precipitada,
mas
que
com pouco
trabalho
podémos
vencer,
che
gando
ao
fundo
da
caverna,
onde
nos
considerávamos
150
a
160
metros
abaixo
do
sólo.
«Paramos
em
uma
vasta
galeria de
fór-
mi
amphithealral,
toda
forrada
de
umi
crosta
calcarea,
que
não
deixava
ver
a
menor
fenda
era
si
e
toda
ornarda
de
di
versos
grupos
de stalaclifes
que
davam á
luz
dos
archotes
que
levamos
fulgurantes
irradiações.
«E'
uma
bella
galeria
que deve ler
de
200
a
250
melros
de capacidade,
sobre
30
a 3o
de
alto,
e
onde
o
espectador
não
cança
de
admirar
os
bellos
ornatos
da
caprichosa
natureza.
«No
fundo
penetramos
por
um
estrei
to
corredor
de
25
a
30
palmos
de
largo
e
outros
tantos
de
alto,
e
percorremos
a
distancia
de
meia
légua
sem
encontrarmos
minimo
embaraço,
deparando de vez
em
quando
com bei los quadros,
onde
paravamos
para admirar
o
bem formado
de
alguns
grupos
de
stalactites,
que
prendiam
nossa
attenção.
«E uma
obra
estupenda
e creio
que
só
em
seu
genero.
«Não
podémos
chegar
ao
fim
por
fal
tar-nos
os
archotes.)
«Não
seria
máu
que
o
governo
syn-
dicasse e
vulgarisasse
quanto
possível
esla
obra
monumental
da
natureza,
que,
a
ser
ein
paiz
estrangeiro,
já estaria
convenien
temente
explorada».
C
’ycio«e.
—
Telegrapham
ao «New-
York-Herald» que um
cyclone
assollou,
no
dia
12
de junho, os
condados
de
Mis-
suri
e
de
Wisconsin.
Pereceram
50
pes
soas,
e
os prejuízos
são
avaliados em
10
milhões
de
francos.
O
cyclone
foi
pre
cedido
d
’uma
chuva
torrencial,
e
a
sua
marcha
era
do
sud
oeste
ao
nord-esle.
Na
da
ficou
de
pé
ua sua passagem: claustros,
arvores,
casas,
cahiaiu como
espigas
sob
a
toice,
e
seus
fragmentos
desappareciam
em
turbilhões
nos
ares.
Os
médicos
man
dados
a Ioda
a
pressa
iraosportaram-se
ao
local
do
desastre
para
soccorrer
os
feri
dos.
EãoHjtital
«le
S.
Marcos.
Ao
convite
feito
pelo
Hospital
de
S.
Marcos,
á
caridade
publica
em
beneficio
dos
pobres
feridos,
que
necessitam
de
panno
e
fios
para seu
curativo,
tem
acu
dido
até
hoje
as
exc.
‘nas
snr.as
e snrs:
Religiosas
do
convento
dos
Reraedios—
pannos,
1,500,
fios,
1,000.
D.
Maria
Gracinda
da
Luz
Teixeira
—
2
lençoes.
D. Maria
F.
Pe
’reira
do
Lago
Porto
Car-
rero
—fios,
0,200.
D. Francisca Xavier da
Veiga
Cabral
da
Camara
—
tios,
2,000.
Francisco
Joaquim
Garcia
—
pannos,
2,200.
Conego
José Gomes Martins
—pannos,
2,250.
João
Ferreira
Monteiro—fios,
0,750.
•
Braga,
e
Hospital
de
S.
Marcos,
17
de
julho
de
1878.
SUBSCKl PCÕES ESTIU5G EIRAS
Bem
conhecidas
são
a
pontualidade
e
economia
com
que
as
toma
em
Paris,
Lon
dres
e
demais
capitaes
da
Europa
e
America, desde
1845,
A
AGENCIA
FRANCO
H1SPANO-PORTUGUEZX
DE
a. A. SAAVEDRA, 55-Rua
Taitbout, Paris.
Citemos
alguns
periódicos:
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Companhia
de
zarauelia
lieapa-
nliola
Sabbado,
20
de julho
A
zarzuella
de
grande
espectaculo
em
3
actos
e 5
quadros
LA
MARSELLEZA.
Principia
ás
9
horas.
Charivari, Daily
Xewi,
Debata,
Figoro,
Franee,
€>alignanis,
Mea-
lungrr,
Ctazette
de
Franee,
Clazette Médicale,
Citzette
Je-t
Tribunaux,
llluMtration franeatae,
lllustration
aileinamie, Indépendanee
belge,
Journal
deu eeonomititea,
làberté,
Moniteur
de
la
coifure,
VIorning
Chronieie,
Morning-Iterald,
Síord,
Patrie,
Revue
britanique,
Siecle,
Sport.
Union,
Univero.
Recommenda
lambem
os
amenos
e
uleis
jornaes
de
inoda
Eleganee
Parinieniie.
Primeira
edição:
dois
n.
os cada
mez
com
numerosas
gravuras,
tres
bellas
aguarellas
e
moldes
cortados
em
papel.
—
Um
anno
100
rea-
les,
ou
4$500
reis;
seis
mezes,
56
reales,
ou
2$520.
Segunda
edição:
um n.° cada domingo,
illustrado
com
numerosas
gravuras,
se
te
a
nove
bellas
aguarellas,
e
moldes
cortados
em
papel
cada
mez.
—
Um
anno
236
reales,
ou
10^620
reis;
seis
mezes
108
reales,
ou
4$860
rs.
.Iodes nouvclles,
Conaeiller
de» Dantes
ANNO
XVI
ANNO
XXIV
O
melhor
elogio
que
se
lhe
póde
fazer
é referir
a
época da sua
fundação.
O
seu
preço por
anno
é
de
2^100
rs.
Também
se
encarrega
a
Agencia Franco-Hispano
Portugueza
da
compra
de li
vros
estrangeiros
e
em
geral
de
ioda a classe
de
commissões.
Os
particulares,
Athe-
neus,
Casinos, Círculos, Gabinetes
de
leitura,
encontrarão
n
’
esta
tarifa
os titulos
das
melhores
folhas
periódicas que
se
lêem
na
Europa.
A61ÃMCIMEIT0S
Maria
da
Graça
Franqueira,
e
seu
ma
rido, Domingos
Gonçalves
da Silva,
e
Mi
guel
José
da
Silva,
todos
d
’
esta
cidade,
veem
por
este
meio,
por
o
não
poderem
fazer
pessoalmente,
agradecer
a
todas
as
pessoas
que
lhes
fizeram
o
distincto
obsé
quio
de
os
cumprimentar
e
assistir
aos
oílicios
fúnebres
de
seu
pae
e
sogro
Fran
cisco
José de
Sousa
Braga,
que tiveram
logar no
dia 2
do corrente,
na
egreja
de
Santa Eulalia
de Tenões,
e
por
tudo
se
confessam
summamente
agradecidos.
(998)
SSHWMMM
MS
MMIMS
Já
proveniente
de algum
refeito
de
constituição,
já
de
accidente,
curada com
pletamente
pelo
tratamento
de
Mad.
Lachapelle.
Consultas
das
3
ás
5.27,
rue Mon-
tbabor,
perto
Tulherias,
Paris.
(39
-jf)
BKElWfiS
MS
fflUJMIMS
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres, inilammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos orgãos, causas
frequentes e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez, palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento
e
muitas
enfermidades reputadas
incuráveis
—
Os meios
de
cura
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são
o resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consuhações
das
3 ás
5
—
Rue
Monlhebor,
27, perto
Tulherias, Paris. (40-H-)
Collegio
dos
Órfãos de S. Caetano
A
Commissão
administrativa do
Colle
gio
dos
Órfãos
de
S. Caetano
faz
publi.
co
que
até
o dia
21
do
corrente mez
de
julho,
ás
onze horas
da
manhã, recebe
propostas
em
carta
fechada,
para
a adju»
dicação
da
demolição
e
apeamento
da
par.
te
de
pedra
dos
edifícios situados
nas
Carvalheiras,
onde
letn
de
ser
erigido
o
novo
ediíicio
do Collegio,
em
coníormi-
dade
com
as
condições patentes
na
secre
taria do
mesmo
Collegio,
que
pódem
ser
examinadas
todos
as
dias
não
santificados
desde as 9
horas
da
manhã
até
ás
3
dà
tarde.
As
propostas
deverão
conter
a
decla
ração
de
que
os
proponentes
se
prestam
a
depositar
no
cofre
da
administração
a
importância
de
5
por
cento
do
preço
da
adjudicação,
por
quanto
se
oílerecem
a
fazer
a
demolição
e
apeamento
indicado
e
o
nome do
concorrente.
As
cartas
devem
ser
subscriplas
do
seguinte
modo:
—Proposta
para
a
demoli-,
ção
e
apeamento
da
parte
de
pedra
dos
edifícios
das
Carvalheiras,
pertencentes
ao
Collegio dos
Orlaos
de
S. Caetano.
No
dia
e
hora
indicada
serão
as
pro
postas
abertas na
presença dos
propo.
nentes,
e
a
adjudicação
feita,
se
convie
rem
os
preços
oflerecidos.
Braga
12
de
julho de
1878.
(989)
Arrematação
voluntária.
Na
rua de
S. Marcos e casa da
Assembleia Bracarense, ha para
vender em hasta
publica um
magnifico piano vertical,
de se
te oitavas, da acreditada casa
de
Paris Maugeot Frères
& G.a,
e quasi novo.
Póde ser visto e
experimentado todos os dias até
1
do proximo mez d’agosto, em
que
terá
logar pelas
doze horas
do
dia a
arrematação na refe
rida
casa, e será entregue,
quan
do convenha a quem maior
lan
ço offerecer.
(.999)
ANNUNCIOS
AVISO
IMPORTANTE
O
gerente
da Caixa
Penhorista
das
Pa
lhotas,
previne
as
pessoas
que
alli
tive
rem
penhores
ha
mais
de
3,
4 e
5
mezes
sem
tetem
pago os
juros,
os
queiram
sa
tisfazer
até
ao
fim
do
corrente
mez,
do
contrario
mandar-se-hão
vender,
por
se
julgarem
abandonados.
Braga,
19
de julho
de
1878.
í$
Fm
I9
$
‘
t
Fm
28
MIM
lliil
MGLBZA
Linimento
3OYER-.M1C.11EL para cavai-
los
-o.lo
as
vezo.'
de
fogo e não deixando
Vesiie:es
do
seu
emprego
M1CHBL,
pharn
i-
ceuirno
<
.:i
Ai*
(
ua
j-ruveuça}
França. -
Preço
1
JKxi rols.^-
Em
Lisboa
o snr
Barreto,
Lcreto,
n 0
28
—
30.
f25)
(1000)
M.
J.
P.
AOS SNRS. OURIVES
Na
rua
do
Forno
n.°
12,
vendem-se
cadinhos
de primeira
qualidade
a
4
rs. o
terno.
(1001)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia,
d
’esta
cidade,
tendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
qne
está cusian-
do
o fornecimento
de pannos
e
fios
para
a
curativo
de
feridas
no
Hospital
de
S.
Marcos,
empenha
iresle
acto
de
caridade
a
devoção
de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Lourenço
da
Cosia
Gonçalves
Pereira
Ber-
nardes.
(1002)
Arrematação
Pelo
tribunal
do
Commercio
de pri
meira
instancia
n
’
esta
cidade de
Braga,
de
que
é
escrivão
Freitas,
no dia
28
do
corrente
mez
de
julho, pelas
10
horas
da
manhã,
e
na
casa
em
que
morou o
fal-
lido
Agostinho
José
Pereira,
negociante
que
foi
na
rua
do
Souto
d’esta
mesma,
se
tem
de proceder
á arrematação
de to
das
as
fazendas, moveis e roupas perten
centes
á
massa
do
dito
fallido;
quem
as
pertender
póde
comparecer no
indicado
dia,
hora
e
local
acima
dito.
Braga 18
de
julho
de
1878.
O
escrivão
do
commercio
(1003)
José
Firmino
da
Cosia
Freilas.
(INCORPORADA POR
CARTA REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GKUWF,
EIKDUCÇÃO
DE
PREÇOS
IWA
3.a
CEASSE.
Pai'a
S. Vicente, Pernambuco,
Bahia, Rio de Janeiro,
Montevideo e Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de 3.
3
classe,
com
trasbordo
no
Bio
de Janeiro,
para
SANTOS,
PARANAGUÁ,
SANTA
CATARINA,
RIO
GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE,
CAMPINAS,
S. PAULO, CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul de
Pernambuco.
PEEO
MES.no
PREÇO
<JVE
PARA
O
B5IO
DE
JAJVEIRO
PAQUETES
A
S
aí
R
UE
LISBOA
NEVA
...................................
13
de
Julho
I
ELBE
...................................
13
de
Agosto
MONDEGO
..........................
28
de
Julho
|
MINHO................................ 28 de
Agosto
PREÇOS
COMMODOS
Cátia
í»a«gsicte
tS
’
esta
coeupanhia
leva
a
bordo
criados
e
eo«inh«iros
portagnezea
paru
commodidade
dos
passageiros
de
tada»
ah
ciasses.
Sendo
as
passagens
pagas na Agencia
Central
no
Porto
ou em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção
para Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com
trasbordo
no
Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria gratuita
durante
a
demora
precisa
para
obter
trasbordo.
A
boralo
os
passageiros
teem
groáis
cassin,
roupa
cie
cansa,
eo-
;
mida
festa
por
e®sã»3seiros
portuguezes,
vinho duas
vezes
por
dia,
ii assisteneia
nsediea,
serviço
dc
criados
e
outras despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
|
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do
Brazil) sejam
conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
I
e
segurança
excepcional; além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem, bom
tratamento
e
accomodações
|
a
bordo,
e
pelos melhoramentos mais modernos tanto
para a
hygiene
como
para a commodidade
f
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que
teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
•j
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
era
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos pelo
Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
ij
malas do
correio, e
por
este
serviço
recebe a companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ESTES
PAQUETES
a
honra
de
conduzir
Suas
Magestades
o
Imperador
e
Impe-
i
ratriz
do
Brazil,
como
também
S.
A.
o
Infante
D.
Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES e
bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
rua
dos
Inglezes,
23,
de
GUILHERME
C.
TA1T.
Para
esclarecimentos em
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães, rua
do
Souto.
AHHEKDAR-SE
Desde
o proximo
S.
Miguel, tres
moradas
de
casas
de 2
andares,
construí
das
de
novo,
com
quintal
e
agua,
na
rua
de
S.
Geraldo
n
0 18,
20
e
22
Trata
se
na
mesma
rua n.°
17.
(943)
Vende-se
para pagamento
de
dividas,
uma
morada
de
casas,
edificada
de
novo,
na
rua
da
Sé,
antiga
de Maximinos,
desi
gnada
pelos
n.
cs
16
e
17,
bem como
tam
bém
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de
Te
nões,
subúrbios
d
’esta
cidade,
uma
pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trala-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
. ............... ..
ui
ARRENDA-SE
o 2.°
andar
da
casa
n.°
11
em a
rua
das
agoas
d
’esta
ci
Jade
Tra
ta-se
com
seu
dono
na
mesma.
(984)
VENDEM-SE
duas
moradas
de
casas,
uma
na
rua
do Anjo,
com os n.°
s
11
e
11
A,
e
outra
na
rua
de
D. Pedro,
com
o
n.°
1;
quem
as
pertender
procure
o
dono
n
’
esla todos
os
dias,
(excepltiando
os
dias
sanctificados),
desde
as 8
até
ás
10
horas
da
manhã.
(978)
VENDA
DE CASAS
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao
entrar
na
rua
do
Paemante
(la
do
esquerdo)
vendern-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S.
Marcos,
o
andar
superior
da
casa
que habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se a
qualquer
hora.
(9itá)
Parte de Comércio do Minho (O)
