comerciominho_20061878_801.xml
- conteúdo
-
IOI.IIA COMMEHCÍAI-» llErKilOS.A >3 TVOTIdMOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.
3
E.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
U600
»
6
»
..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
4U
Annuncios
cada linha
.....................
-y
Repeti; lo
....................................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS.
QUINTAS
E
SABBÁDOS.
primeira
classe,
uma
[
professores,
outra
para
habilitação
de pro
fessoras,
de
ensino
primário
elementar
e
complementar.
§
l.°
Nas
escolas
de
primeira
classe
pa-
;
ra
o
sexo masculino haverá
até
quatro
professores
com
o
ordenado
de
400$000
reis
cada
um,
e
quarenta
alumnos
com
a
pensão
de
7$000
rs.
por
mez
durante
a
frequência.
§
2.°
Nas
escolas
de
primeira
classe
para
o
sexo
feminino
haverá
até
tres
pro
fessoras
com
o
ordenado
de
300$í)00
rs.
cada
uma, e
quarenta
alumnas
com
a
pensão
de
7$00íJ
reis
por
mez durante
a
frequência.
Art.
46. A
despeza
com
o
pessoal
das
escolas normaes
de
primeira
classe
será
paga
pelo
estado.
As
pensões
aos
alum
nos,
bem
como
a
acquisição
e
conserva
ção
dos
edifícios
onde devem ser estabe
lecidas
as
escolas,
a
mobiiia
e
bibliothe
cas,
o
expediente
das
aulas,
e
os
prémios
aos
alumnos,
dislictos,
ficam a
cargo
da
junta
geral
do
districto
respectivo,
como
despezas
obrigatórias.
Art.
47. Nos
outros
d
strictos
admi
nistrativos, afóra
os
de
Lisboa
e
Porto,
estabelecer-se-hão escolas
normaes
de se
gunda classe,
cujo
numero não
sera
in
ferior
a
dez, para
habilitação
de
profes
sores
e
professoras
de.
ensino elementar.
§
I.°
Estas
escolas
serão
sustentadas
pelas
juntas
geraes
de
um
ou mais
dis-
trictos,
e
pelo
estado,
nos
mesmos
ter-
|
§
2.°
O°pessoai
das
escolas
de
se
gunda
classe
para
o
sexo
masculino
será
.
de
dois
professores
e
um
ajudante,
aquel-
indn
les
com
o
ordenado
de
300$000 reis,
e
este
com
o
de 2400000
rs.
O
qppiilo
§ 3-°
0
P
essoal
docente
das escolas de
segunda
classe
para
o
sexo feminino
se
rá
de
duas
professoras
e
uma
ajudante;
aquellas
com
o
ordenado
annual
de reis
240$000,
e esta
com
180^000
reis.
§
Os
Prof
’
essores
de
instrucçiio
se-
f/uctos
I
cundaria,
especial
ou
primaria,
q"
e
or
^
*
-
1
re,n
os cursos
de que
trata
0
§
o.
u
es-
sociedade
le
arli8°
’
percebem
annualmente
uma
gra
tificação
correspondente a
dois
terços
dos
1
i>
k-
.Anohft
ordenados
estabelecidos
no
mesmo
§.
egrissimo
quadro
d
ahi la
|
§
„.
o
q
numero
de
pensionistas,
lanto
nas
escolas
de
segunda classe
do
sexo
masculino
como
nas
do
sexo
feminino,
será
até
vinte.
A
pensão
mensal
é
de
6^000
rs.
Art.
48.
Os
alumnos
e
alumnas
pen
sionistas
são
obrigados
a
servir
0 magis
tério
publico durante
seis
annos
e
a
res
tituir
a
importância
das
pensões
recebidas
se
faltarem
áquella
obrigação,
ou
se
fo-
I rem
expulsas das escolas
normaes
pelo
seu mau
procedimento
e
falta
de appli-
cação.
S
l.°
Os
paes,
tutores
ou
outras
pes
soas
a
cujo
cargo estavam
a
sustentação
e a
educação
dos
alumnos
e
alumnas
pen
sionistas,
pelo
simples
facto
de
auctori-
sarem
a
admissão
dos
filhos
ou
tutelados
nas
escolas
normaes,
ficam
sulidariamen-
le responsáveis
com
elles
pela
restituição
de
que
trata
0
§
antecedente.
5
2.°
Os
alumnos
e alumnas
pensionis
tas,
que
depois
de
providos
abandonarem
as
cadeiras,
ou
forem
demiltidos
por
mau
serviço,
ou mau comportamento,
são
obri
gados
a
restituir
as
pensões, descontan-
do-se-lhes,
porém,
um
decimo
da
impor
tância
total
por
anno
do
serviço
anterior
á
demissão.
6
3.°
O
fallecimento
do
alumno ou
alumna,
acontecido
emquanlo
frequenta
a
escola normal,
ou
está
cumprindo
a
obn-
Igação
do
ensino, acaba
toda
a
responsa-
■
I
Ò
ministério
publico
é competen-
BRACtA
-QUINTA-FEIRA «<» »E
JUNH»
»F.
181»
Continuam
a
repetir-se,
com
frequên
cia
incrível,
os
casos
de
suicídio.
Poucos
dias
passam
em
que
os
jornaes
liberaes,
especialmente
os
de
Lisboa,
não
teem
para offerecer aos
seus
milhares de
leitores
uma
narração
minuciosa
de
mais
um
d
’esses monstruosos
crimes.
E
d
’
onde
provirá
essa
calamidade
pa
vorosa
?
Ninguém poderia
assinar-lhe outra
cau
sa,
que
não
seja
o
afrouxamento
dos
la
ços
que ligam
o
homem a
Deus,
—
o
in-
differentissimo
religioso.
Tristíssimo
symploma
é
este
do
espha-
celamento
d
’uma
sociedade
que
não
quer
evitar
o
abysmo.
onde
irremediável,
mas
voiuntariosamenle,
se
despenhará.
Falla-se
hoje
tanto
em
civilisação,
em
luzes,
em
progresso;
e
nós
não
vemos
mais
do
que
o
quadro
horroroso
que
vae
além
da
simples
reproducção
das
épocas
de
mais
ominosa
barbárie.
Apontaes-nos
para
os
caminhos
de fer
ro,
para
as maravilhas
da
electricidade,
para
as surpresas
dos
mil
inventos
como
que
ides
incrustando
florões
no
diadema
do
século
que atravessámos?!
E
’
verdade;
tudo
isso
é muito bom,
e
muito
glorioso.
Nem
nós
desconhecemos,
ou
recebemos
sem
alvoroço,
as
conquis
tas
d’esse
progresso.
Mas
porventura
o
«progresso»
moral,
•
..
.
tem
acompanhado paripasso
o
material,
|
mos
p
d
®
n
a
^
’
ê°
I
)r
^
e
’
nos
paizes onde
este
ultimo
vae
de
foz
em
fóra ?
Interrogae
a historia,
e
ella
vos
res
ponderá
d
’
um
modo
peremptório
e
i--_
bitavel.
Continuador
do
antecedente,
XIX
tem
conservado intacta,
quando
não|
s
augmentado,
a
odiosa
herança
d
aquelle.
1
Porque
todas
essas
perturbações
em
que
■
se
agita a sociedade
e
o indivíduo,
e
que
de
dia
a
dia
se
traduzem
em
factos
osI
mais
horrorosos,
são
apenas
.os I-------
.
dos
errores
espalhados
a
mãos
largas pe-
1
los
reformadores
que
querem a
sem
Deus.
'
E
que
n<
w
aos
olhos
menos
observadores!
Retomemos
o
assumpto.
Tem-se
dicto,
e
os factos parece
com
provarem-no,
que
um dos
crimes mais
|
contagiosos
é
o
suicídio.
N
’esta persuasão
i
nós,
e
comnosco
mais
alguns jornaes
—
pouquíssimos
infelizmente
—
, temos-nos ab
stido
de
noticiar,
ainda
mesmo
descarna-
damente,
similhantes
crimes,
quecollocami
«homem,
o
rei
da
creação!,
muito
abaixo
dos
brutos.
E
porque
não
farão
o
mesmo
os
nossos
collegas
liberaes?
Ah
!
Não
lemos
as
menores
esperan
ças de
que
o
façam.
Pois
não
será
obra
d
’elles
a
multiplicidade
dos
crimes
que
ten
dem a
alluir
pela base
o
edifício
social
?
Quem tem
propinado,
e
está
propinando
a
pequenas
dozes,
o veneno
de doutrinas
as
mais
corruptoras, que
tatalmenle
os
pro
duzem,
senão o
jornalismo
revolucionário?
Como certissimamenle
não
seriamos
atlendidos
pelos
nossos
adversários,_
pedi-
®os
aos
jornaes
religiosos
que
não
pu
bliquem
nas
suas columnas
nenhum
caso
de
suicídio;
e
n
’
isto
prestaremos
um
gran
de
serviço
á
sociedade.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
U050
3&600
3&600
10
Provincias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
...............................
N.° 801
nara
habilitação
defte
para
seguir
em juizo
os
termos do
paes
e maes á
casa
da Assoc.açao,
para
pa
ra
habillit aça
o ae
P
necessários
para
a
indeinnisação
receberem
os
prémios.
0
regosijo
era bem
‘
hab,llla
í
a
°
IZ
;
S
aue
sè
referem
os
P
§§ antecedentes, cabido;
iam
colher
o
fruclo
temporal das
imano
elementar q
meios
admini
Ss
°
rativos
nào
ha-
passadas
que.
deram
para
a Egrep
duran-
quando
os
meios
administrativos
não
ha
jam
produzido
resultado.
Art
49.° O governo
determina
em
re
gulamentos
especiaes
as
disciplinas
que
hão
de constituir
o
ensino normal nas
escolas
,de primeira
e
segunda
classe,
a
organisáção
e
duração
dos
cursos,
e
to
das
as
mais
condições
de
matricula,
re
tribuição que
poderá ser
exigida,
frequên
cia e
exames.
§
unico.
No
provimento
dos
logares
de
professores
e professoras
das
escolas
normaes
devem
ser
observadas
as
regras
seguintes:
I.
Para
as
escolas
normaes
de
primeira
classe
são
preferidos
os
professores vita
lícios
das
escolas
normaes
de
segunda
clas
se,
que
tiverem
o
diploma
do
curso
com
pleto
de
ensino
normal,
ou
serviço
dis-
tinclo
por
mais
de
cinco
annos
n
’
uma
es
cola complementar;
II.
Para
as
escolas
normaes
de
segun
da
classe
serão
preferidos
os
professores
vitalícios
de
ensino
complementar,
que
se
hajam
tornado
dislinctos
pelo
seu
com
portamento
e
serviço
do
magistério.
Art.
50.
Annexa
a cada escola normal
haverá
uma
escola
com
ensino
elementar
e
complementar
para
os exercícios
práti
cos
de
pedagogia.
(Continúa)
umiiiHA
sobre a insírtieção primaria.
CAPITULO
VII
Do
ensino
normal
-ovuv_ _______
Art.
45.
São
creadas
nas
cidades
de
I
bilidade
dos
fiadoyes.
Lsboa
e
Porto
duas escolas normaes
de
|
f
Corpus uiiriei
*
».
—
Tem
hoje
de
tarde,
|
ogar
a apparalosa procissão
do
Corpus
Ghristi,
que
percorrerá o itinerário
dos
i
annos anteriores.
Na
cathedral
começa
o
triduo,
que
em
<
honra
do
SS.
Sacramento
a respectiva
confraria
manda
celebrar,
concluindo
no
domingo
com
a
principal
festividade
da
mesma.
Em
todos
os
trez
dias
tem
ser
mão
pregado
por
dislinctos
oradores.
Associação
Cathoitcw.—
Terminou
no
domingo
a
cathechese
que
por
parte
desta
benemerita
associação
se
fazia
ás
creanças
na
egreja
do
Populo,
desde
a
dominga da
septuagésima.
Encerrou-se
com
a
festa
da
primeira
qommunlião
das
que
pelos
revd.
os
catechistas
e
respectivos
parochos
foram julgadas
suíficientemente
habilitadas
para
este
fim, e
com
a
dis
tribuição
dos
prémios ás
que
do
ensino
tinham
colhido
maior
proveito,
como
pro
varam
pelo
exame.
. .
Foram
catechistas,
além
do
digníssi
mo
director
espiritual
da
mesma
Associa
ção,
os
revd.°s
padres
Manoel
Aguiar,
João
Carvalho
e
Barbosa,
aos
quaes
o
exc.
presidente
da
Associação
agradeceu
os
serviços
em
nome
da
mesma Associação,
na
sessão
publica
de
domingo.
A
disposição
e
preparaçao
para
a
cora-
,
munhão
foi
feita
pelo revd.
0
padre
Do
mingos
Albuquerque,
que
na humildade
,
lanto
se assimilha ás
creanças,
e
a
quem
favorecem
dotes
singulares
para
estes
tia-
balhos
aposlolicos
de
educar, e
bem dirigir
a
infancia.
,
Na
egreja
do
Populo,
que
estava
toda
adornada
de
festivas
gallas
por
ahi
se
ce
lebrar
a
festa principal
da
Irmandade,
te
ve
lugar
antes
da
missa
solemne,
a
com-
munhão
dos meninos,
que
foi
administra
da
pelo
director
espiritual o
snr.
padre
Velloso.
Ao
aclo
da communhào,
e
no fim
da
mesma
o
virtuoso
sacerdote
Domingos
Albuquerque
fez
duas
commoventes
prati
cas
ou
exhorlações
que
arrancaram
lagri
mas
de
christã alegria
e
vivo
sentimento.
A
’
noite
foram
as
creanças
com
seus
te
o
periodo
da
catechese.
Inaugurava-se
n
’
aquella
casa
também
a abertura
d
’
um gabinete
de leitura
facul
tando aos
socios a
leitura
alli, ou
no
do
micilio,
das
obras
que
constituem
a pe
quena
mas
selecta
bibliotheca
da Associa
ção.
Tocava
a
musica
n’
uma
das
salas,
ao
passo
que
pelo
corredor
e
salas
próximas
as
creanças
riam e
pulavam
de
contentes.
Sobre
uma
mesa
estavam uns
onze
cor
tes
de
saia
para
creanças,
quadros
doura
dos,
estatuas
de
santos,
estampas
e
outros
prémios.
0
digno presidente
abriu
a
sessão
com
um
discurso
em
que
patenteou
os
fins
d
’
aquella
sessão,
felicitando
a Associação
pelas
obras
utilíssimas
que
tem
podido
rea-
lisar,
principalmente a da
catechese
e ins-
trucção.
0
digno director
espiritual
o
snr.
pa
dre
Velloso
aproveitando
o
ensejo
da
pre
sença
dos
paes
e
mães
n’
aquella
reunião,
fez
palpavel
o
beneficio
que aos
paes
fa
zia a
Associação,
ministrando
gratuilamente
o
ensino
chrislão
aos
filhos,
e
galardoan
do
nas
creanças
a
boa
vontade
e
zelo
d
’aquelles paes
que não
descuram
este
dever
importantíssimo
da
educação
christã
de seus filhos. Elogiando
estes,
exprobrou
também
o
desleixo
d
’aquelles
que
nem
mesmo
remunerados
nos
filhos
se
impõem
o leve cuidado
de
os
mandar
á
catechese.
Distribuiram-se
uns
dez
córtes
de
saia
de
chita,
alem dos
prémios
secundários
pela frequência
ou
assiduidade
á catechese.
Por
fim
o
mesmo
snr.
director
espi
ritual
fez
um
breve
mas
erudiclo
discurso
no
qual
refutou d
’
um
modo
brilhantíssimo
e
triumphante
as
vãs asserções
e
argu-
i
mentos
com
que
o
philosophismo pretende
i
provar
que
a
doutrina
catholica
é
obstáculo
i
ao
progresso
e
á
civilisação.
.
Examinou
na
mais
vistas
alguns
systemas
da
actualidade,
em
que
se
ramifica
o
phi
losophismo,
e
com
um
profundo
rigor
de
lógica roburada ainda pelos
factos
de
monstrou
plenissimamente
a
sua
these.
Haz.ar
em favor do Collegio de
Regeneração.—
Por
5
horas
da
tarde
de
sabbado 22
do
corrente,
dar-se-ha
principio, no
centro
do
jardim
publico
do
campo
de
SanfAnna,
a
um esplendido
bazar
em
favor
da
utilíssima
e
sympa-
thica
instituição
que
se
denomina
Collegio
de
Regeneração,
estabelecido
ha
annos
nesta
cidade.
Passam
de
tres
mil
as
prendas
que
alli
serão
arrematadas. D
’
entre
ellas
men
cionaremos
as
seguintes
offertas:
De
S.
M.
a rainha,
uma
medalha
de
oiro,
com
um
soberbo
topasio.
Das
exc.
rn3S
senhoras:
D.
Izabel,
con-
dessa
de
Rio Maior,
uma
formosa
escri
vaninha
de madeira
embutida,
uma
almo
fada
bordada
a lãs,
um
panno
de
mesa
e
mais
prendas,
tão
distinclas
como
curio
sas.
D.
Maria,
condessa
de Rio
Maior,
uma
pasta
de
xarão,
umas chinellas
bordadas,
e
outros
prémios.
Viscondessa
da
Gamlarinha,
uma
escri
vaninha,
e
mais
17
prémios.
Viscondessa
de Fonte
Arcada,
12
pren
das distinctissimas e
valiosas.
D.
Theresa
de
Saldanha,
20
prémios,
todos
bonitos
e
de
valor.
Viscondessa
do
Paço
de
Lumiar,
mar-
queza
de
Bemposta,
Viscondessa
d’Asseca,
D.
Barbara
lavares
Proença
de
Saldanha,
D.
Maria
da
Natividade
Guedes,
Maria
Lui-
Iza
Barbosa
Ferreira
e
muitas
outras
se-
elevada
altura
de
erroneos
e
mais
nhoras
de
Lisboa,
um
grande
numero
de
prémios,
e
alguns de
valor.
D.
Julia
Braamcamp,
umas
ricas
jarras
de
jaspe.
Marqueza
de Saldanha, uma
escrivani
nha
de
xarão
e
madrepérola.
Viscondessa
da
Ermida,
um
par
de
lin
das
jaras
de
porcellana.
Condessa
de
Samodães, condessa
de
Rezende,
D.
Julia
Alves
Ribeiro,
e mui
tas
outras
senhoras,
numerosas e
riquís
simas
prendas.
D.
Emilia
Angelina
Teixeira
da Costa
Mourão,
um
lindo
broche
e
brincos
de
fi
ligrana de
prata.
Viscondessa de
Torra
das
Donas, uns
brincos
d
’ouro
de
muito gasto.
D.
Maria
Beatriz
de
Freitas
Costa
Car
neiro,
um
par
de
ricas jarras
de
porcel
lana
e
mais prémios.
Visconde
da
Torre,
um
apparelho
de
porcellana
para
chá.
D. Georgina
Lobato,
um
par
de
lindas
jarras
de
porcellana;
D.
Maria
Gracinda
Marinho
de
Vasconcellos,
D.
Maria
Anto-
nia
Pimentel,
D.
Maria
da
Expectação
Mello
Marinho
Falcão,
snr.
as
Machadas
e
muitas
outras senhoras
d
’
estas
cidade,
cu
riosissiinas
prendas,
sendoalgumas
de
valor.
D.
Maria
B.
Bersane
Leite
Perry,
uma
bonita
almofada
de
selim
preto
bordada
a
cretone, sedas e
ouro.
As
prendas
constam
de
broches
e
brincos
de
filigrana,
estojos
de
prata,
jar
ras
de
jaspe
e
porcellanas
variadíssimas,
almofadas
de velludo
e seda
ricamente
bordadas
a
oiro,
sedas,
lãs,
vidrilho
e
cretone,
bordados
modernos,
toalhas,
tra
vesseiras,
remias
de
crochet,
penteadores
e
casacos
de
senhora,
sapatos bordados,
variados
tapetes
e
pannos
para
meza,
e
cadeiras,
cofres,
escrivaninhas
de
madeira
embutida,
pastas
de
xarão,
admiráveis
tra
balhos
em
cartão,
sabonetes,
perfumarias,
caixas
de
lenços,
de
doce
e
de
linha,
imagens,
estampas,
desenhos,
quadros
e
laminas,
etc.
O
bazar
será
presidido
pelas
senhoras
da
Direcção
d
’aquelle
estabelecimento.
A
’
noite
estará
o
jardim
illuminado,
e
alh
tocará
uma
banda
de
musica.
A
impulso
da
mais
sublime
das
vir
tudes,
a
divina
Caridade,
teem
prestado
os
mais altos
serviços
ao
Collegio
de
Regeneração,
as
ex.
mss
snr.
as
viscondessa
de
Pindella,
marqueza
de
Monfalim,
D.
Maria
Brigida
Leite
Perry,
D. Maria
Gra
cinda Marinho
F.
de
Vasconcellos,
D.
Anna
Candida
Borges,
D.
Maria
Antonia
Pimentel, D. Rita
de Cassia
Barbosa Sotto-
Mayor,
D
Francisca
Barbosa
de
Sousa
Machado,
D.
Margarida
Angélica
d
’Aguiar,
D.
Maria
Clara
Dias
da Costa,
D.
Caro
lina
da
Silva
Lobo,
D.
Maria
dos
Prazeres
da
Silva
Lobo,
D.
Anna Emilia
de
Jesus
Vieira,
D.
Anna Benedictina
da
Concei
ção Mello, D. Margarida Peixoto,
etc.,
e
vários
cavalheiros,
entre
os quaes
os
snrs.
padre Airosa,
e
Manoel Ignacio
da
Silva
Braga.
Ninguém
deixará
de
concorrer
para
esta
sympathica
e
caridosa festa.
As
pessoas
que
ainda
quizerem
ofle-
recer
suas
prendas,
podem
mandal-as
á
ex.
ma
snr.
a
D.
Maria
Brigida
Bersane
Leite
Perry,
no
campo
da
Feira,
ou
ao
local
do
bazar
O S.
João
em Braga,—
Tem de
ser
esplendidas
em
Braga
este
anno
as fes
tas
do
S.
João.—
Vão
além
dos
annos
an
teriores
de
maiores
festejos
Haverá
na vespera
arraial
e
illumina-
ções
profusa,
festejando
3
bandas
de
mu
sica
a
solemnidade
do
Santo
Precursor.—•
Entra
n
este
numero
a
banda
regimental
d
’infanleria
n.°
8.
O
fogo
do
ar,
na
vespera
á
noite,
será
selecto,
e
muito
mais
que
em
nenhum
dos
annos
anteriores.
No
dta
do Santo
Baptista,
barerá
na
ca
pella
a
festa
do costume,
singularisando-
se das
passadas
no
maior
apparato
da
celebração.
O
local da
capella
de
S. João
é
bel-
lissimo:
—
é
dos
mais
pittorescos dos
aros
da
cidade,
quasi
n
’
ella
mesma,
amplo
e
desafogado.
E
’
arborescido,
e ajardinado
ao
pé
da
capella
—
e
em
tudo
encantador.
Os
visitantes
do
S.
de
Braga,
n’
esta
quadra
das
bellesas
do
Minho,
bemdirão
sempre
as
horas
que passarem
na
capital
d’esta
província,
recreando-se
e
divertiu-
do-se
com
os
folguedos
do Sa.nto Baptista.
Hospede.
—
Esteve
hontem
nesta
ci
dade,
o
nosso
esclarecido
amigo
e
anti
go collega,
o
snr.
dr. Custodio Velloso
Aposentação.—
Foi
aposentado
o
snr.
Moraes,
aspirante
de
l.3
classe
da
repar
tição
de
fazenda
d
’
esta
comarca.
Restabelecimento.—
Dizem
de
Vil
la
do
Conde
que
está
perfeitamente
res
tabelecido
o
snr.
Pinho
Leal
da
imperti
nente
moléstia
que
por tanto
tempo
o
fla-
gellou,
com
grave
prejuízo
seu
e
das
let-
tras,
porque
seria
muito
para
sentir
se
ficasse
por
ultimar
o
seu
Portugal
antigo
e
moderno.
Theatro.
—
Na
segunda-feira,
e
na
terça
deu
a
companhia
do Baquet
dois
espectaculos
com
as
comedias
Dois
pobres
a
uma
poria,
e
Mortos
ambulantes. Agra
daram.
N’estas
duas
recitas
desempenhou
va
rias
peças
a
Estudantina,
que
teve
o
en-
thusiastico
acolhimento
que
obteve
em
Lisboa,
Porto
e
Coimbra.
Tocam admira
velmente.
Transferencia.
—
Diz
um
collega
de
Lisboa
que
o
snr.
secretario geral
deste
districto,
vae
ser
transferido
para
Vianna
do
Castello.
Fallecimento.
—
Falleceu
ante-hon-
tem
o
snr. Manoel Joaquim
Lamas, sogro
do
snr.
Antonio
Rodrigues
Ribeiro,
nego
ciante d
’esta
cidade.
Exoneração.
—
Passa
por
certo
que
o snr. dr.
Manoel de
Brito Furtado
de
Mendonça,
commissario
da policia
d’
esta
cidade,
pedira
a
exoneração
d
’
aquelle
car
go,
que
dignamente
exercia,
e
que
será
substituído
pelo
snr.
dr.
José
Borges
de
Faria.
Convite i* Portugnl.—
O
chefe
da
fabrica
Krupp,
de
Essen, convidou
o
go
verno
portuguez
para
se
fazer
representar
por alguns
oíficiaes
de
engenheria
e
arti
lheria,
nas
experiencias que
vão
ser
feitas
no
polygono
d
’
este industrial
n.°
3,
em
Bredelar,
e
n.°
4, em
Meppen. As ex
periencias
do
tiro
devem
realisar-se
no
dia
25
com
um canhão
couraçado
de
15
cen
tímetros.
Depois
também
se
farão
outras
experiencias,
em
Meppen,
com os
canhões
de
30,6
centímetros
e
36
centímetros.
Foram
nomeados para
esta
commissão
os
snrs. Jacintho Parreira,
capitão
de
en
genheria,
e
Craveiro
Lopes,
capitão
de
artilheria,
que devem
juntar-se
em
Paris
com
o
capitão
de artilheria
o
snr.
Paiva
de
Andrade,
dirigindo-se
todos
para
Bro-
delar.
Estes
oíficiaes
são
obrigados
a
enviar
um
relatorio
sobre
as
experiencias
ao
mi
nistério
da
guerra.
A
caridade.—/
Episodio
da
guerra
do
Oriente).
0
mar
negro
desapparece
sob
uma nuvem
de
fumo.
Naves
destruídas, queixas
angustiosas,
grilos
de
victoria
e
exclamações
de raiva
enchem o
espaço.
Uma
calma
horrivel,
um silencio
atter-
rador
substitue
o
pavoroso
estrondo
da
guerra.
Fluctuam
no
mar cadaveres
e
despo
jos,
as
ondas
ensanguentadas
já
não
rugem,
murmuram
magestosamenle,
como
satisfei
tas
do
estrago.
A
noite
envolve
com suas
sombras
aquelle
quadro
sangrento,
e
c
moribundo
raio
da
lua
allumia
ura
grupa
interessante
e
commovedor.
Sobre
a
coberta
de
um navio
jaz
es
tendido
um
arabe,
de estatura
gigantesca,
e
a
seu
lado
uma
mulher
de rosto de an
jo
permanece
de
joelhos,
pensando
cotn
seus
rosados
dedos
a
ferida
mortal
que
o
filho
do
deserto
recebeu
no
peito.
A
mulher
cinge
uma
branca
touca
que
contrasta
com
o
seu
habito
negro.
De
sua
cintura
pende
um
rosário
e
de
seus
lábios
manara
palavras
consoladoras.
0
arabe
a
olha sorrindo:
acostumado
ás
ardentes
e
sensnaes
caricias
das
mu
lheres de seu harém,
apenas póde
com-
prehender
a
linguagem
espiritual
d
’aquel-
la
mulher,
que
lhe
chama
seu irmão,
a
crê
um
ente sobrenatural,
um
anjo
que
Deus lhe envia para cicatrizar
as
feridas
do corpo, para
derramar
em
sua
alma
o
balsamo
do
consolo.
A
irmã
da
caridade
lhe
dá
saude
phy-
sica
e a
espiritual.
Um milagre da confissão.—
Quem
tem
experiencia
do
mundo,
sabe
quanto
é
dilficil
conseguir
de
um
millionario
a
re
stituição
de
sommas
roubadas
e
com as
quaes edificou
a
sua fortuna.
Agora acontece
nos
Estados-Unidos
um
d’esles
casos,
que
bem
se
podem
chamar
milagrosos,
emquanto
são o
effeito
de
um
milagre
de
graça
sobrenatural.
Da
New
York-lrun passou
para
a
Union-
Nalionale,
donde
o
transcreve
o
Messager
de
la
semaine
e
que nós
resumiremos
transladando-o para
a
nossa
língua:
«Ha
algum tempo
foi-se
confessar
um
sujeito
de
Nova-York
e
confessou
ao
pa
dre
ser
riquíssimo,
raas em
boa
parle
com
fortuna
mal
adquirida,
havida
pouco
a
pouco,
por meios
secretíssimos,
nãa
sendo particulares
os
prejudicados
mas
os
cofres
públicos.
Concluiu
pedindo
a
absol
vição,
se
fosse
possível».
«Ide,
disse-lhe
o
confessor;
calculae
cuidadosamente
o
montante
dos
illicitos,
afim de os
restituirdes; porque
Deus
vos
declara
por
minha
bocca
não
poder
ha
ver
perdão
para
vós
sem
a
restituição
do
ultimo
real.
«Partiu
o
penitente
assustado;
fez
os
seus
cálculos e
voltou
a
confessar-se
de
ter
roubado
507:000
doliars
(em
moeda
franceza,
francos
29:425^037,40)
Tende
a
bondade,
disse,
de
entregar
esta
som-
tna
na
Repartição
de
Fazenda,
para
en
trar no
thesouro
publico».
Aqui observaremos haver ura grosso
erro
de
algarismo.
Doliars
507:000
são
pelo
valor
de
972
reis
o
dollar 492:804^000
reis.
Os
29
milhões
e
tanto
de francos
seriam
5:296:500^000
reis
O
desvio
é
enorme.
Em
qualquer
dos casos
a
resti
tuição
é
extraordinária.
«O
padre,
continua
a
narrativa,
entre
gou
a
soraraa
ao director
da Fazenda
do
Estado
de Nova-York, o
snr.
Relly».
Este
facto
não
é
isolado. O
thesouro
francez
recebe
todos
os
annos
certas
sommas
de
restituições,
promovidas em
geral
pela
confissão.
N
’
este
sentido
a confissão
é
uma
in
stituição social
da primeira
ordem
e
a
impiedade,
que
a combate,
deve
ser
a
re
ligião,
ou
melhor a
theoria
moral
de
todos
os
iarapios illustrados.
A
confissão é
freio
para
as
almas
fra
cas,
que desvia
das
tentações;
é
apoio
dos
fortes
que
confirma
nos
bons
propo-
sitos.
Sem
a
confissão o homem
acha
sem
pre
fáceis
composições
com
a
consciên
cia.
Desconfiar
pois
de
quem
se
não
con
fessa havendo
sido
creado
entre
calholi-
cos;
e
lamentemos
os
irmãos
tresmalhados
do
redil
do
Senhor
por
aquelles
grandes
malvados
que
foram
Luthero
e
compa
nhia.
Lamentemos
ainda
mais os irmãos
per
didos,
seguidores
de
Voltaire,
e
da
scien
cia
moderna.
Ah!
elles
não
comprehen-
dem,
quanto
são
inimigos
da
honra
das
sociedades
e
da
dignidade
do
homem.—
(«Esperança»),
Uma
verdade.
—
O
«Catholico»,
fo
lha
religiosa
que
se
publica
na
ilha
d’An-
gra
e
cuja
competência
e
illustração
é
as-
sás reconhecida,
em polemica
com
o
«Dia-
rio
da
Terceira»,
diz
o
seguinte
que pe
dimos
licença
para
transcrever:
«Anda
hoje em
moda
fazer
da
Egreja
Catholica
uma
protectora
de
tyrannos
e
déspotas
de
testa
coroada;
e
por
isso
quando
se quer
stygmatisar
o
procedimento
inconveniente
d
’
algtins
reis,
lá
vae
tam
bém
a
Egreja
de
Jesus
Christo.
sob
o
no
me
feio
d’
ultramontanismo,
carregando
com
o
odioso
de
mãe
de tyrannetes!
Vejamos,
porém,
o
que
escrevia
o
Papa
Nicolau
IV
ao
bispo
de
Metz,
sobre
este
assumpto:
«Vede
bem
se
esses
reis
e
esses
prín
cipes,
a
quem
vós
vos confessaes
submis
sos,
são
verdadeiramente
reis
e
príncipes.
—
Vede
se
governam
bem
a
si
e
aos
po
vos;
se
reinam conforme
o
direito;
por
que
sem isto,
convém chamal-os
antes
TYRANNOS
e
tractal
os como
taes,
do
que
como
reis;
e
NÓS
DEVEMOS-LHES
RESISTIR E LEVANTAR-MO-NOS
CON
TRA
ELLES»
(Cantú,
tom
5.°)».
1'
huh
japonezes.
—
Não é
sem
ra
são
que
diz
o adagio: Cada
terra
com
seu
uso...
Os
japonezes,
por
exemplo,
teem
cos
tumes
diametralmente
oppostos
aos
nos-
nos.
Entre
elles
a
côr
branca
indica
luto,
a
côr
preta
exprime
alegria.
Montara
a
ca-
vallo
pelo
lado
direito
e
não
cumprimen
tam
nem
com
!a
mão
nem
com
a
cabeça,
mas
com o
pé.
Em
casa, vestem-se
com
todo
o
luxo;
quando,
porém,
teem
de
sa-
hir,
vestem
o
que
possuem
de
peior.
Um
nobre
japonez,
quando
criminoso,
faz lo
do o
empenho
para
obter
a
perm
ssão
de
inatar-se
ou
pelo menos
de
se
fazer
ma
lar
por
algum
parente
gentilhomem
como
elle;
ser
absolvido
é
uma vergonha.
Uatastrophe
horripilante.—
Lê
se
na «Índia
Catholica»;
Aos
12
do
corrente
em
Ahmednagar
houve
uma
catastrophe horripilante.
Umas
709
pessoas
estavam
reunidas
n
’
uma
ra
mada,
assistindo
a
uma
recita
dada
por
uma
companhia
dramatica
de
Bombaim.
Ao
fim
do
espectaculo,
ouviu-se
o
grilo
de
fogo.
Imtnensas
labaredas
do
elemento
devorador
descendiam
do
tecto
para
as
differentes
partes
da
grande
barrica, que
era
feita
toda
de
matéria
altamente
com
bustível.
A
multidão
precipitou-se
para
a
unica
porta
que
lhe
pôde
dar
sahida.
Sue.
cedeu
o
que
é
facil
imaginar—
uma
con.
fusão
terrível,
no
meio
da
qual
perece-
ram 40
pessoas,
e ficaram
gravenaente
lesas
muitas
outras.
Os
actores
todos
pu-
deram
escapar.
A
humildade.—O
mestre
de
todas
as
virtudes,
Jesus
Christo,
nenhuma re-
commendou
tanto
como
a
da
humildade
a
qual
quiz
particularmente
que
aprendes-
seinos
d
’
Elle:
Discite
a
me
quia mitis
sun»
et
humilis
corde:
Aprendei
de
mim
que
sou
brando
e
humilde
de
coração.
No
codigo
das virtudes
religiosas
e ei-
vicas dos
romanos
não
figura
a
humildade,
nem
se
encontra
entre
outros
povos
mais
ou menos
civilisados:
philosophos,
magis-
trados e
sacerdotes
da
antiguidade
nunca
a
inculcaram
e
ensinaram
por
palavras
ou
por
obras;
e
quando
algumas
vezes se
mostravam
desprezadores
do
mundo,
e
se
abnegavam
a
si
mesmos,
patenteavam
logo
que
o
faziam
por
gloria
e
demasiado
amor
proprio.
Diogenes
calcou
aos
pés o
orgulho
de
Platão;
mas
com outra
especie
d’
orgulho;
só
entre
o pequeno
povo
de
Deus que
ancioso
esperava
pelo
Divino
Redemptor
apparecerani
alguns
prophetas,
e
santos
va
rões,
como
Job,
e
outros,
que
foram
ver-
dadeiramenle
humildes,
porque
eram
a
fi-
gura
da humildade,
que
mais
tarde
foi
confirmada
na
cruz.
Era
pois
necessário,
que
o
Unigénito
de
Deus
Padre
tomasse
carne
humana
para
plantar
em
todas
as
regiões da
terra
essa
flor mimosa
e
bella,
que
cresce
em
todos
os
paizes,
e
se
dá em
todos
os
co
rações
onde
o
verdadeiro
Deus
vivo
tem
verdadeiro
culto,
e
cuja
agradavel fra-
grancia,
a
mais tina
modéstia
não
póde
occultar.
A
humildade
chrislã
não
avilta,
eno
brece
sempre:
o
homem nunca
é
tão
nobre, como
quando
é
humilde;
então
elle
se
assimelha
em
certo
modo
ao
ver
dadeiro
Typo
da
humildade,
áquelle que
espirou
na
cruz;
a
esses milhões
de
jus
tos
e
santos
conhecidos
e
desconhecidos
que subiram
ao
ceu
pela
escada
santa
dos
humildes;
e,
em
outra
ordem
infe
rior,
a
tantos
homens
eminentes
e
notá
veis
do
saber
humano,
que,
julgando
de
si
muito
pouca
cousa se
confundem
do
elevado
conceito
que
d
’
elles
formam
os
outros
homens,
lornando-se
d
’ess’
arte
mais
estimáveis
com
o
lindo
manto
da
sua mo
déstia.
Só
o
verdadeiro
christão,
que
estuda
e
medita
ao
pé da
cruz,
comprehende
quão
bella e nobre
é
a virtude
da
humil
dade,
e
que
só
por
ella
se
entra
no ceu,
que
está
para
sempre
fechado
aos
olhos
orgulhosos
da
terra,
e
se
fechou
em
tempo
aos
soberbos
do ceu
que
ousaram
rebe
lar-se.
Quando
a altivez
e
orgulho
nos
ac-
coramette
e
affecla
o
coração,
é
sempre
com
o
balsamo
da
humildade
que
devemos
estirpar
esse
corrosivo
veneno
que
dá
a
morte.
A
polidez
da
moderna
civilisação
per-
tende
substituir
a
humildade
com
suas
maneiras
delicadas,
mas
louca
é
a
sua
pertenção
porque não
está
em
harmonia
em
muita
coisa
com
o
espirito do
Evan
gelho,
e
tende
visivelmente
para
o
antigo
paganismo.
A verdadeira
humildade só
appareceu
na
terra
com
a
realidade.
Aquelle
que
despojando-se
de
todas
as
grandezas
se
fez
servo
de
todos
para a
todos
servir,
é
o unico
que
póde
dizer:
Aprendei
de
mim.
E
tão
grande
é
a
importância
d
’esta
virtude,
que
o
ensino
verbal
das outras
o
commelteu
o
Divino
Mestre
aos seu-
Aposlolos,
e
só
da humildade
disse: Aprens
dei
de
mim
que
sou
brando
e
humilde
de
coração,
e
achareis
descanço
para
as
vossas
almas:
Discite
a
me quia
mitis
sum
et
humilis
corde,
et
inveniêtis
requiein
aiif
mabus
vestris
Math.
XI 29.—
,
«A
Fami-
lia»).
Prisão
importante.
—
Escreve 0
«Diário de
Noticias»:
O
governo
italiano,
por
intermédio
do
seu
representante
n
’
esta
côrte
o snr.
mar
*
quez Ôldoini,
sollicilou
do
nosso
governo
a
exlradicção
de um súbdito d
’
aquella
na
ção,
de nome Dominique
Franehelhicch
o qual
estava
pronunciado
por
crimes
graves praticados na
Italia.
Apesar
de
nao
estar
ainda
ratificado
o
tratado
de
extra-
dicção
entre
Portugal
e
Italia,
o governo
portuguez
accedeu
ao
pedido
do digno
re
presentante.
Hontem á noite, pois,
a0
entrar
Franchellucci
era
sua
casa, na
rua
de
S.
Domingos
á
Lapa
n.°
89,
foi
de
tido
pela policia
e
em
acto
continuo
coo-
duzido
á
presença do
snr.
commissario
geral
Moraes Sarmento.
®
Agora
alguns
dados biographicos
do
sujeito
capturado.
Franchellucci
é
frade
professo
em
1852,
casou
civilmente
em
Florença
em
1869,
passou
depois para
a
ilha
de
S.
Domingos,
nas Antilhas, onde
exerceu
o
sacerdócio;
em
1876
veiu
para
Madrid
onde
celebrava
missa
diariamente
na
egreja
do
convento
de
S.
Paschoal,
e
actual-
mente
residia
com
sua
mulher
em
Lisboa,
onde
dava lições
de
italiano, latim
e gre
go.
Tem
50
annos
de
idade
e
denota
ser
homem
muito
instruído.
Até França será
acompanhado
por um agente
da
nossa
po
licia
civil.
Execução em França.—
(Ldem):
—
Terça-feira
passada
foi
executado
na
praça
Hercé, em
Lavai,
Boucher,
de
21
annos
de
idade,
condemnado
á
morte
pelo tri
bunal
de
Mayenne,
por
alternado
ao
pu
dor
e
assassínio,
seguido
de
violação
do
cadaver.
Mais
de
3:000
pessoas,
sendo
em
maior
numero
as
mulheres,
assistiram
ao
triste
espectaculo,
rodeando o
amplo
qua
drado formado
pela
Iropa
e
a policia á
roda
do
cadafalso.
Boucher
subiu
ao
pa
tíbulo,
exlremamenle
pallido
e encostado
ao
sacerdote,
ouvindo-lhe
as
orações,
mas
sem
proferir
sequer
uma
palavra.
Questão
do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á questão
do
Oriente,
são°os que seguem:
Berlim
15—
Os membros
do
congresso
leem
conferenciado
confidencialmente
ácer
ca
da
retirada
dos
russos
e dos
inglezes
das proximidades
de
Constantinopla. E
’
possível
que
a
questão
seja
levantada
se
gunda-feira
no
congresso.
Paris
15
—
Crê-se
que as principaes
dif-
ficuldades
do
congresso
não
resultarão
das
questões
importantes,
ácerca das
quaes
o
accordo
está
quasi
realisado,
mas
provirão
das
exigências
dos
pequenos
estados.
A
Pérsia
pediu para
ser
adinitlida
no
congresso,
pois
que
as
questões
orienlaes
tocam
lambem
nos
interesses
persas.
Partiu
para Berlim
o
embaixador
persa
em Londres.
Paris
16
—
Um
lelegramma de
Berlim
para
a
«République
Francaise»
confirma
que
a
Routnania não
encontrará
apoio
na
Inglaterra
e
que
pouco
póde contar
com
o
da
Áustria.
Berlim
16
—
Bismark
recebeu
hontem
todos
os
diplomatas
do
congresso.
Constantinopla 16—A
esquadra
ingle
za
irá
ámanhã
ancorar
na
ilha dos
Prín
cipes.
Londres
17
—
Os
jornaes
conservadores
censuram
as
concessões
feitas
pela
Ingla
terra
á
Rússia.
O
«
fimes»
e
o
«Daily
News»
exprimem a
sua
satisfação
pelo
facto da
Inglaterra se
propor
defender
a
organisação
da
Roumelia
para formar
um
baluarte a
Constanslinopla
com
prepon
derância
de
elemento
grega.
Corre
que Andrassy
admitte,
a
mobi-
lisação
de
100
mil
homens,
porque
teme
as
decisões
do
congresso.
Paris
17—
Um
despacho
de
Raguzi
dle
hontem
á
tarde
não
fala de
conílicto
a-
gum entre
os
turcos
e
montenegrinos.
Diz
sómente
que
estão
reunidos
em
Getllmh,
por
convite
do
príncipe
do
Monlenegro,
todos
os
chefes
dos
insurgentes
da
Her-
zegovina.
O
Montenegro fortifica-se
acliva-
menle
do
lado
da
Albania.
Berlim
17
—
A
Rússia
consente
em
eva
cuar
a
Bomelia
e
entregar
os
prisionei
ros
turcos,
mas
sómente depois dos
tur
cos
terem
evacuado
Schumla
e
Varna.
Berlim
17
—
Continuam
sendo
boas
as
perspectivas
de
solução
pacifica.
Crê-se
queo
congresso
se
prolongará
até
ao
meia-
do
de
julho.
Londres
18
—
Northcote
declarou
na
tamara
dos deputados que
o
memoranltim
turco
publicado pelo
«dobe» é
incom
pleto,
e
por
tanto
inexacto
A
insurreição
dos
musulmanos
vae-se
estendendo
ao
norte
dos Balkans.
A
esquadra
ingleza
lançará
ferro
em
Prinkipes.
Berlim
17—
A sessão
do
congresso
du-
rou
3
horas.
Assistiu
Gortsehakoll.
Paris 17
—
Asseguram
que
o
congresso
decidiu
admittir
a
Grécia
só
com
voto
con
sultivo.
A
questão
da
evacuação
das
fortalezas
está
preocuppando
os
ânimos,
pois os
lur-
eos
recusam
evacuar Schumla e
Varna.
Parece
que
a
Inglaterra
e
a
Áustria ap-
Poiani esta
resistência.
Alfirmam
que
a Áustria pede
aos
rus-
s“
s
que
evacuem
Roustchouk
e
Wilin,
de
assegurar
a
liberdade doDimibio.
Conforme
um despacho
publicado
pela
<
B®publique
Francaise»,
está
feito
o
ac-
'-ordo
sobre
a
questão da Salgaria, acei
tando
os
inglezes,
russos
e
austríacos
a
organisação
das 2
Bulgarias,
ao
norte
de
Sub-Rauch.
Diploma da
exposição de
Paris
—O
specimen
do
diploma
que será
entre
gue
aos
expositores premiados
na
ex
posição
de Paris, já
está
terminado.
M.
Paul Brandy foi
o
encarregado
da
sua
com
posição.
O
desenho representa
um
grande qua
dro
em
ângulos
rectos.
No
frontespicio
vê-se
a
França,
apoia
da
sobre
a
Paz,
dando
a
mão
ao
Tra
balho.
Debaixo
lê-se
esta
divisa:
Gallia
pacis
arlibus
rediviva.
Recostada n’
uma
das
pilastras
do
qua
dro,
nota
se,
de
um
lado,
o
genio
do
com
mercio e
da
industria,
que
se
apoia
so
bre
um escudo,
representando
o
plano
geral
da exposição;
do outro
lado,
um
genio
tendo
na
mão
uma
palma
caracte-
rislica
das
bellas-artes,
inspirando-se nas
figuras
do
frontespicio.
Novnt rolhas.—
Chega
de
Nova-
York
a
noticia
de
um
invento importan
te
para
os
paizes
onde
se
faz
o
commer
cio
ou
fabrico do
vinho.
O
snr.
Wolnig
achou
o
meio
de
fa
zer excellentes
rolhas
de madeira,
que
substituem
com vantagem
as
de
cortiça,
durante mais
tempo
e
sahindo mais
ba
ratas.
O
processo
ainda
não
é
conhecido,
mas
suppõe-se
que
a
elasticidade
da
ma
deira
se
obtém
extrahindo
cuidadosamenle
todas
as
substancias
estranhas
que
ella
tem
nos
poros.
A
descoberta
é
principalmente
util
nos
casos
em
que
o
liquido
engarrafado,
por
sua
natureza,
ataca
a
rolha.
Estatística
curiosa.—
A
população
dos
Açores
é
a
seguinte:
S,
Miguel com
20
léguas
quadradas,
6
concelhos,
43
freguezias,
e
23,930
fo
gos, tem 106:225 almas; Terceira,
com
22
léguas
quadradas,
3
concelhos,
24
fre
guezias,
e
10:239
fogos,
tem
46:528 al
mas;
Pico,
com
16
léguas
quadradas,
3
concelhos,
15
freguezias,
e
7:053
fogos,
tem
27:844
almas;
Fayal, com
6
léguas
quadradas,
1
concelho,
13
freguezias,
e
6:210
fogos,
tem
27:181
almas;
S.
Jor
ge,
com
9
léguas
quadradas,
3 concelhos,
10
freguezias,
4:294
fogos,
tem
18:075
almas;
Flores,
com
5
léguas quadradas,
2
concelhos,
10
freguezias
e
2:337 fo
gos,
tem
10:523
almas;
Graciosa,
com 3
léguas
quadradas,
2
concelhos,
4 fregue
zias,
e
2:371
fogos, tem 8:738 almas;
Santa
Maria,
com 5
léguas^
quadradas, 1
concelho,
4 freguezias e
1:353
fogos,
tem
5:880 almas;
Corvo,
com
1
legua
qua
drada,
1
concelho,
1 freguezia,
195
fo
gos, tem
883
almas.
—
Total
—
96
léguas
quadradas,
22
concelhos,
124
freguezias,
57:982
fogos, e
251:826
habitames.
Maridade
çtjricola.—
O
«Campeão
das
Províncias»,
sob
a
epigraphe
Paridade
agrícola, diz o
seguinte:
Um grão
de
trigo
nascido
por
acaso
na
cova
airazada
d
’
uma videira
mergulha
da,
deitou 39
hastes
que
deram
39 espi
gas e
produziram, umas
pelas
outras,
40
grãos,
ou
todas
5:560
sementes.
O
solo
é
argiloso.
Q
facto
deu-se
na
freguezia
de
Sangalhos,
d’
este
districto.
Monumento
expiatório e«»t hon
ra
de Joanna d’
Are.—
Nos
Annaes
re
ligiosos
d
’
Ordeans,
lê-se
o seguinte:
O
senhor
bispo
d’
Orleans, que
tinha
resolvido, ha
muitos
annos,
erigir
em Or-
leans
um
monumento expiatório
em
honra
de
Joanna
d
’Arc, abriu
uma
subscripção
publica.
As
oflertas
para
este
monumento
são
recebidas
desde
hoje,
na
secretaria
do
bispado
e
na
secretaria dos
Annaes.
Carla
aos
redaclores
dos
jornaes
ca
tholicos.
As
manifestações
que
terão
logar
em
Paris
no
dia
30
de
maio
levantam
em toda
a
França
protestos, que
em
nenhuma
parte
são
mais
legítimos
e
justos
que em
Or-
leans.
Foi
no
dia
30
de
maio
de
1431
que
os inglezes
queimaram Joanna
d
’Arc,
e é
o
dia 30 de
maio
que
os
francezes
esco
lheram
para
festejar em
Paris *o centena-
rio
do
seu
insullador.
Os
Orleanistas
propõem-se
a
oflerecer
uma
reparação
á
sua libertadora e
levan
tar-lhe
um
monumento
expiatório
que
existia
já
n
’esta cidade
antes
de
1793.
Para
esta obra inteiramente
patrióti
ca,
appellam
para
todos
os
francezes que
aiuda
preferem
Joanna d’Arc
áquelle
que
tentou
insultal-a.
Deawío
do
Míio. —
Tracta-se
em
In
glaterra
de
desviar
uma
parte
da
corren
te
do
Nilo
e
dirigil
a
para
os
desertos
de
Libia,
Dúbia
e Sudan.
As
innudaçôes
an-
nuaes
d
’
esse
rio,
causa-as
o
afluxo
de
aguas
carregadas
de
lodo
d
’
Abyssinia,
o
qual
agora se
descarrega principal
mente
no
Mediterranio,
onde
se
está
formando
um novo delta. O projectista
d
’
esta
grande
empresa é
o
snr.
Samuel
Baker,
que
crê
facil a
erecção
de re
presas
em
diíferentes
pontos
do
Nilo,
in
clusas
as
cascatas,
assegurando
que
com
isso
seriam
estas
navegáveis
e
se
facili
taria
a
viagem
por
agua
desde
o
Mediter
râneo
até
Gondokoro. Crê,
alem
d’
isso,
sir
Samuel,
que
mediante
a
irrigação
dos
de
sertos
poderia
cultivar-se
o
algodão entre
ambas
as
margens
dos canaes,
por
largo
intervallo, deixando
com
isto
Inglaterra
de
depender
da
America
pelo
tocante
a
este
artigo
de
primordial
consumo.
Preço doa cereaes.—
Na terça-feira
ultima,
n
’esla
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo..................
900
Centeio.......... 580
Cevada. ......
480
Painço
................
530
Milho
branco
................................
420
»
amarello
...............................
410
Milho
alvo.......................................
540
Feijão
branco............................... 800
»
vermelho.............................
880
»
amarello...............................
740
»
rajado
.
.
.
.
.
660
»
fradinho...............................
700
Batata
................
480
Azeite.
......
5$IOO
Cumpro
um
imperioso
dever,
vindo
á
imprensa
protestar
o
meu
reconhecimento
para
com
o
ex.
mo
snr. dr.
João
Baptista
da
Silva
Ramos,
a
cuja seiencia
e dis-
vellos
devo
o
completo restabelecimento
de
minha
filha Carolina
Maria
da
Costa,
que
uma
grave enfermidade
retinha
no
leito
com
poucas
esperanças
de
vida.
Não
mais se riscarão de
minha
alma
tão
inestimáveis
serviços.
Braga, 19
de
junho
de
1878.
(947)
Antonio
José
da
Costa
Duro.
Sendo
tantas
as
manifestações
de
com-
moção
e interesse, e
tão geralmente
dis-
tinctos
os
obséquios,
dispensados
n
’esla
cidade
aos
abaixo
assignados,
paes
irmãos
e
cunhado
do
moço
Miguel
Eduardo
Pe
reira
do
Lago Freire
de
Andrade por oc
casião
da
sua
doença,
e
no
dos
actos
religiosos
celebrados
em
serviço
de
sua
alma
na
egreja
da
Misericórdia,
e
na
ca-
pella
do
cemiterio
no
dia
16
do
passa
do,
e
sendo
aos
mesmos
difficilimo
pro
curarem
a tantas
pessoas
que todas
as
classes
porfiaram
em
acompanhal-os
na
sua
immensa
dòr,
aproveitam
este
meio
iara
lhes
confessar
suas
innumeras
obri
gações,
protestando
a
todos
o
seu
pro
fundo
e
eterno
reconhecimento.
D.
Maria
F.
Pereira
do
Lago
Porto-Carrero
lenrique
F.
d
’
Andrade
Coutinho
Bandeira
Baroneza de Pombeiro
D.
Ernestina
A. Freire d
’
Andrade
José Antonio F. d’
Andrade
Pereira do
Lago
lenrique
Carlos
Freire
d
’Andrade
Barão de
Pombeiro.
(930)
ÀGRÃDECIMENTOS
Arrematações
A meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
d’
esta
cidade,
administradora
do
Hos
pital
de
S.
Marcos,
faz
publico,
que
no
dia
23
do
corrente, ás
horas abaixo
in
dicadas, eífectuar-se-hão
na
anie-sala das
sessões
da meza,
as
seguintes
arrema
tações,
a
saber:
A
’s
IO horas da manhã:
A
do
pão
trigo
e
de
misiura;
A
de
carne
de
boi
e
de vitella;
A
de
arroz,
assucar e
bacalhau.
A’a 3
hora
*
da
tarde:
A
de palha
de
centeio,
por
pezo
para
os
enxergões
dos
doentes;
A
de
cera
para
as
festividades e ser
viço
quotidiano das egrejas
da
Misericór
dia
e
Hospital;
A
de
mortalhas
e
lençoes
para
os
fal
ecidos;
A
de
reparos
dos
telhados
e branquea
mento
das
paredes
interiores
e
exteriores
do
mesmo
Hospital.
Convida, portanto, todas
as
pessoas
que
queiram
licitar
nas
ditas
arrematações
a
examinarem
as
respeclivas
condiçõos,
que
se
acharão
patentes
no
acto
da
praça
e
nos
dias
21 e
22
na
secretaria
do
referido
lospital
de S.
Marcos.
Braga
Í4
de
junho
de
1878.
O
Escrivão,
Lourenço da
Costa
Gonçalves
Pereira
Ber-
nardes.
(941)
APROVEITAR
AOS
MESTRES SAPATEIROS
João
Baptista
da
Silva Gomes, com
armazém de
cabedaes,
participa
aos
seus
reguezes
que
tem
no
seu
estabelecimen
to
um
variado
sortido
dos
seguintes
ge-
neros:
Boas partidas
de
sola,
que
vende
cada
459
gram.
(antigo
arraiei),
desde
160 até
320
reis;
bezerros
brancos
e
pretos,
francezes,
das
melhores
fabricas,
desde
1$700
a
2$750
rs.
o
kilo;
vernizes
de
vitella
de primeira
qualidade,
de
13$500
a
24$000
rs.
a
duzia;
magizes
desde reis
15$000
a
33$000
reis a duzia;
vernizes
da
Rússia, ditos moutoens,
chêvres,
o que
ba
de
mais
novidade;
chagrins
prelos,
fran
cezes
e
nacionaes,
desde
7$200
a
22$50O
rs
a
duzia;
ditos
de côres, camursas, pel-
licas-capas,
carneiras
pretas
e
de
côres,
moutoens
rouge,
couros
seccos,
ou
alana-
dos
de
todos os
pezos,
desde
320 a
460
reis;
couros
para
tamancos,
de
sumagre
e
casca,
brazil ou
terra,
carneiras
em
su
magre,
ditas
acapadas,
capados de
excel-
lente
qualidade;
elásticos
inglezes
de
se-
tim,
seda
e algodão,
de diversos
gostos,
e
o
que
ha
de
mais moderno;
ditos
de
algodão
e
seda,
nacionaes;
formas
france-
zas,
prezilhas forradas para homem
e
mu
lher,
ditas
lisas,
laços
para
sapatos
ou
botas
de
snr.
a
,
fivellas,
biqueiras
de
me
tal,
fio
de côres,
dito
branco,
de todos
os numeros,
carrinhos
de
algodão
brancos,
pretos
e
de
côres,
ditos
de
troçai,
cravo
de
ferro,
zinco,
cobre,
broxa, carda,
taxa
de
arame,
graixa,
e
muitos
outros
artigos,
que
tudo
vende
por
preços
consideravel
mente
favoráveis, tanto
por
junto
como a
retalho.
13-
RUA
DOS
CHÃOS
DE
BAIXO
—13
(942)
Quem,
na
romaria
do
Espirito
Santo,
perdesse
algum
dinheiro
no
lerritorio
do
Bom
Jesus
do
Monte,
póde
dirigir-se
ao
rev.°
Capellão-Mór
do
mesmo
Sanctuario,
que,
dando
indícios
certos
o
entregará.
(846)
Traspasse
de negocio
O
abaixo
assignado,
negociante
que
foi
de carnes de
porco,
verdes
e
seccas, bem
como
de
mercearia,
na
rua
de
S.
Marcos
d
’
esta
cidade,
vem
declarar,
para
todos
os
effeitos,
que
passou o
seu
negocio
ao
snr.
Lucas
José
de
Andrade,
d’
esta
mesma
ci
dade,
ficando
o
annunciaote
como
seu
cai
xeiro percebendo
ordenado
annualmente.
Braga
18
de
junho
de
1878.
(945)
José
Alves
de Araújo.
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
■
da
Boa
Vista.
(906
j
COMPANHIA
GERAL BRAGA-
RENSE
Tendo
o
revd.°
José
Alves
Vicente
Corrêa
do
Lago,
parocho de
Victorinodos
Peães,
concelho
de
Ponte
do
Lima,
re
querido
a
esta
direcção para
que
se lhe pas
se
segunda
via da
acção
n
0
752,
uma
das
quatro
(752
a 755)
que
lhe
foram
en
cabeçadas
na
herança
do
fallecido
bacha
rel Francisco
José
Alves
Vicente,
d
’
esta
cidade,
assim se
faz
publico,
para
que,
se
alguém
se
julgar
com
direito
a
ella,
o
venha
declarar n
’este
escriptorio,
no
prazo
de
30
dias,
contados
da data
d’
esleannun-
cio.
Depois
d
’
este
prazo,
e
não havendo
re
clamação,
tem
de
passar-se
a
segunda
via
requerida
e
procedtr-se
ao averbamen
to
difiuitivo
de
todas.
Braga
5
de Junho
de
1878.
Os Directores.
João
Fernandes
Valença
(917)
José
Ferreira
de
Magalhães.
Arrematação
A
meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
d
’esta
cidade,
faz
publico
que,
no
dia
22
do
corrente, ao meio dia,
se
hão
de
arrematar
em
praça
simultânea,
que se
lia de
effectuar
no
Ministério
da
Fazen
da
e
na
repartição
de Fazenda
d
’este
dis
tricto,
os
foros
seguintes:
Foro pertencente
ao
Hospital
de
S.
Marcos
Foro
de
693,04
litros
de
meado, mi
lho
alvo
e
centeio,
cinco
gallinhas,
23,7
litros
de vinho
e
29,376
kilogr.
de
mar-
rãa e
um
molho
de
palha,
com vencimen
to
annual
pelo
S.
Miguel,
imposto
no ca
sal
do
Ribeiro,
que
se
compõe
de
casas
e
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
matto,
todas
sitas
na
freguezia
de
S. Thia-
go
d
’
Esporões;
com
laudemio da
quaren
tena.
Emphyteuta
Custodio
José
da
Costa
Gomes.
Avaliado
em 501^185 rs.
Foros
pertencentes
á
Real
Irmandade
da
Misericórdia
Foro
de
499,689
litros
de
milho
alvo
e
322,38
ditos
de centeio
e
um
frangão,
com
vencimento
annual
pelo
S.
Miguel,
imposto
no
casal
da
Ramôa,
que
se
com
põe
de
casas sobradadas
e
terreas
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
mat
to,
sitas
na
freguezia
de
S.
Pedro
de Me-
relim e
na
de
S.
Miguel
de Frossos; com
laudemio
da
quarentena.
Emphyteuta
Anto
nio
Fernandes
Ramôa.
Avaliado em
reis
509^336.
Foro de
1:273,401
litros de meiado,
milho
alvo
e
centeio, com
vencimento
an
nual
pelo
S.
Miguel,
imposto
no
casal
de
Fonte
Carrera,
que
se
compõe
de
casas
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
matto,
sitas
na
freguezia
de
S. Martinho
de
Dume;
com laudemio
da quarentena.
Emphyteuta
José
Augusto
da Silva
Fer
reira.
Avaliado
em
747$070
rs.
Foro
de
636,7
litros
de
mtiado,
milho
alvo
e
centeio
e
592,5
de
vinho
(no
pri
meiro
transfego)
e
duas gallinhas,
com
vencimento
annual pelo S.
Miguel,
imposto
no
casal
do Barredo, que
se
compõe
de
ca
sas
sobradadas
com suas
pertenças
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia
e
de
mal-
to
sitas
na freguezia
de
Santa
Eulalia
de
Crespos;
com
laudemio
da
quarentena.
Emphyteuta,
o
padre
José
Antonio
da
Sil
va Araújo.
Avaliado
em
690$406
rs.
Foro
de
193,428
litros
de
milho
alvo,
469,249
ditos
de
centeio,
592,5
ditos
de
vinho
aquatorzado
da
primeira
sangria
e
42.393
kilogr.
de
marrãa,
com
venci
mento
annual
pelo
S.
Miguel,
imposto
em
metade
do
casal
das
Regadas,
que
se
compõe
de
casas
sobradadas
e
terreas,
com
suas
pertenças
e
mais
propriedades
de
terra
lavradia e
matto,
quasi
todas
uni
das
e
situadas
na
freguezia
de
Sania
Lu-
crecia;
com
laudemio
da
dezena.
Emphy-
leuta
José Francisco
d
’
01iveira.
Avaliado
em
804^747
rs.
Braga
e
secretaria
da Santa
Casa
da
Misericórdia,
7
de
junho
de
4878.
O
escrivão
Lourenço
da
Costa Gonçalves
Pereira
Ber
nardos.
(937)
Narciso
José
Marques,
annuncia
ao
publico
que
continua
com suas
carreiras
diarias
entre
Braga,
Guimarães
e
Caídas
de
Vizella,
e
vice-versa.
Horário:
Sae
de
Braga
ás
4
e
4
1/2
horas
<la
manhã
e
2
da
tarde,
em
direitura
a
Vizella,
e
volta
de
Vizella
ás
3
horas
da
manhã
e
ao
meio
dia,
e
de
Guimarães
para
Braga
ás
5
horas
da
manhã
e
ao
meio
dia e
2
da
tarde.
Preço
para
Guimarães 240
reis
e
em
direitura
a
Vizella
400
reis.
Escriptorio
em
Braga
em
caza
de
José
Anlonio
Mar
ques
&
C.
a,
largo
do
Barão de
S.
Mar
tinho
n.°
5,
em
Guimarães
em
caza
do
snr.
João
de
Mello,
no
Toural
e
em
Vi
zella
em
caza
do
snr.
Francisco
da
Costa
e
Silva
Guimarães.
Braga
6
de
Junho
de
1878.
(921)
Vende-se
para pagamento
de
dividas,
uma
morada de
casas,
edificada
de novo,
na
rua
da
Sé,
antiga
de
Maximinos, desi
gnada
pelos
n.cs
16
e
17,
bem
como lam
bem
se
vende,
em
Santa
Eulalia
de
Te-
nões,
subúrbios
d
’
esta
cidade, uma
pro
priedade
rústica,
chamada
da
Herdade,
toda
morada
sobre
si;
trata-se
no
Banco
Mercantil.
(927)
'
SUBSCBIDCÕES
ESTRANGEIRAS
5
.
:
■
■
Bem
conhecidas
são
a
pontualidade e
economia
com
que
as
toma
em
Paris,
Lon
dres
e demais
capitaes
da
Europa
e
America,
desde
1845,
r--
A
AGENCIA
FRANCO-H1SPANO-PORTUGUEZA
BE
G.
A.
SAAVEDRA, 55
—Rua Taitbòut, Paris.
Citemos alguns
periódicos:
Charivari, Daily
News, Debata, Figaro, Franee, Cialigiaaniai, Vles-
aanger,
Ctazette de
Franee, Gazette Vlédicale, dazette dea Tribunalií,
Illuatration franeaise,
Illuatration
allemande, Indépendanee belge,
Journal
des eeonoinisteg,
Iiiberté,
VIoniteur <le Ia coifure,
Morning
Chronieie,
Morning-Herald,
Nord, Patrie, Btevne
britanique, Sieele,
Sport.
Union,
Univern.
Recommenda
também
os
amenos
e
uteis
jornaes
de
moda
Eleganee
Pariaienne.
Primeira
edição:
dois
n.
os cada
mez
com
numerosas
gravuras,
tres bellas
aguarellas e moldes cortados
em
papel.
—
Um
anno
100
rea
les,
ou
4$500
reis;
seis
mezes,
56 reales,
ou
2$520.
Segunda
edição: um
n.°
cada
domingo, illustrado com
numerosas
gravuras,
se
te
a
nove
bellas
aguarellas,
e
moldes
cortados
em
papel
cada
mez.
—
Um
anno
236
reales,
ou
10$620
reis; seis
mezes
108
r
e
ales,
ou
4$860
rs.
Modes nouvellen,
Conseiller des Dames
ANNO
XVI
ANNO
XXIV
O
melhor
elogio
que
se
lhe
póde
fazer
é
referir
a
época
da
sua
fundação. O
seu
preço
por
anno
é
de
2^400
rs.
Também se encarrega
a
Agencia
Franco-Hispano-Portugueza
da
compra
de li
vros
estrangeiros
e
em
geral
de
toda a
classe
de
commissões.
Os
particulares,
Athe-
neus,
Casinos,
Círculos,
Gabinetes
de
leitura,
encontrarão
n
’
esta
tarifa
os litulos
das
melhores
folhas
periódicas que se
lêem
na
Europa.
IMOCiS MS MMBB
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de repoiso nem
regimen)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres,
inilammações,
ulceras, consequên
cias
do
parlo,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes
e
ás vezes
ignoradas da
es
terilidade,
languidez, palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enfraquecimento e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
— Os
meios
de
cura
que
emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são
o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consuliações
das
3
ás
5
—Rue
Monlhebor,
27,
perto
Tulherias,
Paris. (40-^-)
OURIVESARIA
DE
INDUSTRIA
NACIONAL
DE
ANTONIO
CASIMIRO
DA
COSTA
ENSAIAD0R
VISUAL
E
REAL
D0
OURO,
APPR0VAD0
PELA
CASA
DA
MOEDA
5
—Rua
Nova
de
Sousar-5
BRAGA.
N’
este
novo
estabelecimento
vendem-
se
e
compram-se
pedras
preciosas
e
ob-
jecto
de
ouro
e
prata.
Concérta
e
encar
rega-se
de mandar
fazer
toda a
obra da
sua
arte,
com
a
maior
perfeição
e
gos
tos
mais
recentes.
A
maior
parte
dos
objectos são
man
dados
manufacturar
com toque
fixo,
e ga
rantido
com
marca
especial,
particular,
e
pelo ensaio
real.
3,
Rua Nova de Sousa, 3.
(923)
AGUA
00
G1R11
Na
pharmacia do Hospital
de
S.
Mar
cos
ha
deposito
d
’aquellas
aguas,
das
quaes,
se
garante
a
genuidade
e
pureza,
por
se
rem
colhidas
na
presente
estação
pelo
pro-
prio
pharrnaceulico.
Preço
de
cada
garrafa
(com
garrafa),
100
rs.
Sómente
a
agua, 60
rs.
De
6
dúzias
para
cima,
desconto
de
10
1/0.
Além
d
’
estas se
encontram
á
venda,
na
mesma
pharmacia.
as
seguintes
aguas
mi-
neraes
todas
chegadas
recentemente,
e co
lhidas,
n’
esta
quadra, por
einprezas
aucto-
riosadas—de
Vidago,
Verim,
Pedras
Sal
gadas,
Entre-os-rios,
e
outras.
(928)
RETIRA-SE
O
abaixo
assignado
participa
ao
res
peitável
publico
que
regressa
para
o
Rio
de Janeiro
e julga nada
dever
a
pessoa
alguma,
mas
se
alguém
se
julgar
seu
credor
apresente
suas
contas
no
praso
de
seis
dias
para
serem
pagas.
Braga
13
de
Junho
de
1878.
Antonio
José
da
Costa
Duro.
Rua
Direita
da
Cruz
de
Pedra
57
C.
(933)
Achou-se
um
annel
d’
ouro
no
dia
7
de
junho;
quem
der
os signaes certos
e
quei
ra
pagar
a
despeza
d
’
este
annuncio, quei
ra-o
procurar
em
casa
de
José
Maria
da
Silva,
rua
de
S.
Vicente
n.°
82.
(939)
Vende-se
alguns
painéis
sacros;
origi-
naes
de
bons
mestres.
Rua do Anjo,
n.°
45,
das
42
ás
6
da tarde. (940)
Companhia
Edificadora e Indus
trial
Bracarense
Sociedade anónima, responsabili
dade
limitada.
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
esta
Companhia a
realisarem
as
18.
a
e
19.
a
entradas
de suas acções
desde
o
dia
22
a
30
do
corrente,
no
Escriptorio
da
Companhia,
rua
da
Cruz
de Pedra
n.°
6
a
12.
Braga
12
de
junho
de
1878.
Os
Direclores
Francisco
da
Silva
Araújo
(936)
Francisco
Baptista
da
Silva.
AlUUi.WAMEIVrO
Quem
pertender
arrendar
a
Quinta
dos
Apostolos,
sita
na
freguezia
de
Ferrei
ros,
póde
dirigir-se
a
seu
dono,
morador
na
mesma
quinta.
(914)
VENDA
DE
CASAS
No largo
da
Ponte
de
S. João
ao
entrar
na
rua
do Paemante
(la
do
esquerdo)
vendem-se as
duas
moradas
de
casas
construídas
de
novo,
juntas
ou
separadas; trata-se
na
rua
de
S.
Marcos
com
Antonio
Silverio
de
Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S. Marcos,
o
andar
superior
da casa
que
habita
Anto
nio
Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada,
ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde
ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
Quem
quizer
arrendar
a casa
n.° 7,
no campo das Carvalheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves, na
rua
do
Cam
po,
d
’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este fim.
(713)
PEDIDO
A
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericor-,
dia,
d’
esta
cidade,
lendo
em
consideração
a
avultadissima
despeza
que
está
custan.
do
o
fornecimento
de
pannos
e
fios
para
o
curativo
de
feridas
no
Hospital
de 8,
Marcos,
empenha
n
’
este
aclo de
caridade
a
devoção de
seus
concidadãos.
O
Escrivão
Lourenço
da Costa
Gonçalves
Pereira
Per
uardes.
Na
secretaria
da
Santa
Casa
da
Mise
ricórdia
d
’
esta
cidade,
pertende
fallar-se
uma
mulher
chamada Joanna, que
foi
edu.
cada
em casa
d
’
um
relojoeiro
francez,
cha-
mado
Pedro,
morador
que
foi
na
rua
da
Souto,
d
’esta mesma
cidade.
No
caso
que
alguém possa
dar
infor
mações
da
referida
Joanna,
pede-se
por
caridade
para
o
fazer
na dita
secretaria.
O Escrivão
Lourenço
da Costa Gonçalves
Pereira
Ber
nardos.
(938)
Linimento
BOYER-MICHEL
para caval-
los.
uczendo as vezes de fogo
e não
deixando
vestígios
do seu emprego
M
ichel
,
pharnn-
ceutico em Aix (na
Provença) França. -
Preço
1.0O0 reis.—Em
Lisboa
o
snr
Barreto,
Loreto,
n.°
28—30.
(25)
ARRENDA-SE
Quem
pretender arrendar
uma
morada
de
casas
apalaçadas,
sitas
no
campo
de
S.
Sebastião,
desta
cidade,
que se
acha
dividida
para
dois inquilinos,
falle
com
Manoel
Ferreira
d
’
Azevedo
e Castro,
mo
rador
no
campo
das
Carvalheiras,
que
se
acha
habilitado
para
arrendal-a
no
todo
ou
em
parte,
com
as
condições que
no
acto
apresentará.
(934)
Quem
tiver
uma casa
que
queira
imprasar,
annuncíe
pelo
«Diário
do
Minho».
(924)
Vende-se
a
casa
n.°
5
da
rua
Para
tratar na
rua
dos
Capei'
listas,
n.°
15.
(901)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
