comerciominho_19111878_863.xml
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-
FOUITICJL
JE TVOT1CIOSA.
REDACTORES—D. Miguel Sollo-Mayor e Dr.- Custodio Velloso.-IHRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Piinentel.
«Ê>
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..........................
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios cada
linha
.....................
Repeli';
io
....................................
1&600
850
20
10
cissaw®'JÕnãKsica
MSW3lK^WÍwart^Wa®3a^V3Xn5û?.;
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATUBA
Províncias,
12
mezes............
2$000
»
6
»
............
Í&050
»
sendo duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
.
3^600
Folha
avulso...................
10
N.
‘
863
iawfrMraaã
■B.1RA-TERÇA
FEllU
1» B®
MWVSMÍSKO
»K
fi»1»»
A
sociedade
catholica,
que
hoje
mais
do
que
nunca
deve
redobrar
d
’
exforços
para
oppor
um
dique
á
torrente
devasta
dora, que
invade o
ebristianismo,
e
que
se está para
isto
servindo
de
todos
seus
meios,
e
recursos,
tem
se
esquecido
de
empregar
o mais
poderoso
de
quantos
podem
servir
ao
seu
santo
intento. Este
meio
é
a
licção
e
o
estudo
incessante
e
geral
da
Biblia
Sagrada,
em
todas,
e
por
todas as
classes
de
indivíduos.
Os
judeos
não
empregam
os seus
sab-
bados
em
outra
licção;
e
os
protestantes
fazem
o
mesmo.
Bem
conhecem
uns
e
outros
que
teem
na
Biblia
lodos
os
prin
cípios
para
viver
em
família,
para
se con
duzirem
na
sociedade
geral
em
lodos
os
tempos,
em
todos os
logares,
em todos
os
oílicios,
em todos
os empregos e
em
todos
os
governos,
e
que
é
a
Biblia
o
melhor instrumento,
de que
se
servem os
lutheranos
para
ganharem
prosélitos;
e
porisso
o
seu
maior empenho
é
e
tem
sido
espalhar
profusamente
esse
livro,
com
quanto adulterado,
mundo.
A
Biblia
antigo,
que
monumento
borado
pela
empenho
é
e
tem
por
todo
o
Sagrada,
que
é
o
livro
mais
se
conhece
no
mundo,
é
um
inapreciável
de
sabedoria,
ela-
mão providente
da
Divindade
para instrucção da
humanidade,
deve
ser
o
livro
da
constante,
e
meditada
leitura
do
christão
em
todas
as
condições
da
vi
da,
e
muito
especialmente
na
parte
do
Novo Testamento, por
ser
aqui
que
o
homem
acha elementos
de
uma indole
aprimorada,
e
do
mais
transcendente
va-
or,
que
o
elevam
á
mais
alta espbera
de
lllustração
das
crenças divinas.
No
Velho
Testamento
deixa-se
ver
o
homem
na
sua
primitiva,
e
original
indole
e
caracter: apparece
alli no seu
eslado
primitivo
o
homem
da
natureza,
não
como
a
philosophia desvairada,
e
os
poetas
o
pintam;
e
sim
como
o
pedia a munificên
cia
grandiosa
de
um
Deus
Creador,
isto
é,
adornado
com
a
caudida
eslolla
da
jus
tiça,
e santidade,
imagem,
e
similhança
do
Immorlal: aprendemos
qual
foi
a
se
gunda
epoca
da natureza
humana;
epoca
de
luto,
e
de
desgraça,
em
que
a
crea-
tura
predilecta
do
Creador,
contrariando
a prohibição fatídica, se
precipilára
nos
abysinos
da corrupção,
e
da desordem:
aprendemos
a
historia
do
mundo moral,
e
physico até
ao
diluvio
universal, justo
castigo das maldades
dos
homens,
e
do
despreso
de
Deus:
aprendemos
a historia
da
segunda,
e segura
povoação
do
mundo
começada
na
família de
Noé:
aprendemos,
que
no
correr d’esla
segunda
edade
ap-
pareceu
um
homem,
que
foi
o
tronco
de
uma
nação
chamada
por
excellencia
o
povo
de
Deus:
aprendemos
toda
a
historia
re
ligiosa,
política
e civil
d’
esle
povo, e
aprendemos
tudo
o
que se
passou
até
á
vinda
do
desejado
das
Nações.
O
Novo
Testamento
ensina-nos
que
o
proprio
Deus
em
uma
das suas
pessoas
veio
plantar
no
meio
do
universo
a
grande
arvore
da
sciencia da
immortalidade,
cu
jos
fruclos fariam
a
ventura
e
a
sanctifi-
cação
de
todas
as
gentes,
em
contrapo
sição
aos
da
arvore
fatal
do
paraizo
ter
restre: ensina-nos
a
viver com Deus,
com
!
o
nosso
similhante,
e comnosco:
ensina-
nos
a
cura
dos vicios
e
ministra-nos o
balsamo
salutar
para
alivio
das
dores,
e
amarguras
da
vida;
e
dá-nos um
codigo
immutavel
cheio de
leis
para
sustentar a
felicidade,
a
paz
e
a
verdadeira
ventura
dos
homens,
e
das
Nações
!
O
Novo
Testamento
é
o
livro
da
scien
cia
universal
com
o
cuuho
de
infallivel,
e
divino,
e
especialmente
destinado
para
servir
de norma
reguladora
da
fé,
e
das
acçõi-s
humanas
em
todos os estados
e
condições
da
vida:
deve
por
tanto
ser
o
livro
mais cominam
da
leitura
dos
fieis.
Se
os
educadores
da
sociedade tivessem
reflectido
na
conveniência
da
inslrucção
geral
do
Novo
Testamento,
e
na
da
sua
licção
cuidadoza
e
nunca
esquecida,
e des
prezada
em
nosso
paiz; a
descrença
dei
xaria
dê
fazer
os
progressos,
que tem
feito,
e
está
fazendo,
e
o
povo
porluguez
não
teria
praticado,
nem
soffrido,
os
des
atinos,
que
soílre,
e
que vemos.
Está
na
mão
dos
snrs.
Diocesanos,
e
das Associações
Catholicas
dar
remedio
ao
mal,
estabelecendo,
em
vez
de
clubs
e
de gabinetes
de leituras
profanas,
e
de
recreio
aos
domingos,
e
dias santos,
ca
sas
de
leitura
do
Novo
Testamento
com
as
portas
abertas
a
toda
a
gente,
e
que
esta
leitura
seja
feita
pelos
membros
do
sacerdócio habilitados
com
estudos
theolo-
gicos
para
explicar
áquellas passagens que
oflerecem
obscuridade
aos
illiteratos;
insti
tuição
esta,
que dará
aos
ouvintes
um
intertenimento
agra
lavei,
e
util
nos
domin
gos,
e
dias
de
festa;
que
renovará,
e
es
palhará,
e
fortalecerá
o
espirito
religioso;
e
livrará
o
reino
do
abysmo,
para onde o
impellem
os
agentes
do
inferno.
Os
lutheranos
fortalecem-se
com
a
lei
tura
da
sua
Biblia
nos
seus
dias
santos:
façamos
nós os
christãos
uso
da
mesma
arma,
e
o triumpho
será
nosso.
José
de Freilas
Amorim Barbosa.
cala
em
apparelho
gente.
«Qual
a
despesa,
tal
receita.
n
’
nmas
Europeas:—
rotanto
para
a
sua
comparada
com
a
to-
poucas
de
ferrovias
à
’
Stedaeção
do
«Coinniereio
«lo
tlinho».
Londres,
21
de
Oulubro,
1878.
Encontro
aqui, no
periodico bisemanal
Foreign Times,
o
seguinte
artigo,
que
o
foreign
limes,
o
seguinte
artigo,
que
iulgo
conveniente
de
fazer
ler
etn
Por
tugal;
pais
creio
que
lambem
n
’
isso
de
ferrovias
ha
lá
muito
que
emendar
e
me
lhorar,
assim
cousas.
Eis
lido:
—
como
em
aqui
o artigo
muitas
outras
fielmente
ver-
«D
esastres
F
erroviaes
EM PORTUGAL
muito
bem prever-se,
e
se
«Podiam
os
direclores
e
administradores
não
tive
rem
melhor
cuidado
em seus
deveres,
outros
muitos
semelhantes
desastres
ham-
de
ter
logar,
por causa
da
inefficiencia
da
via
permanente,
mais especialmenle
no
material
dos carriz
e
dos
dormen
tes.
«Alem
d
’
i?so, devia
fazer-se
um
au-
gmenlo
em
locomotivas
eílicientes
e
nas
carruagens
de
passageiros,
assim
como
nos
carroções
de
mercadorias
e
fazendas;
no ultimo
de quaes artigos
se
encontra
Portugal
em
maior
penúria
que
outra
qualquer
nação
da Europa;
como
já
ple
namente apontámos no
Foreign
Times
de
30 de
Março
ultimo,
quando
apresentá
mos
um
mappa
de
nações
e
numeros,
que
vamos
agora
repelir
para
considera
ção
dos
Portuguezes
e
do
seu Governo:
—
«Por
cada
dez
kilomelros
de
ferrovia
Bélgica
67
1
’russia
64
França
54.69
Grã-Bretanha
54
Hispanha
42.54
Portugal 40
«Aqui
temos
pois
outra
prova
incon-
trovertivel
de que
Portugal
está
no fundo
da
escala;
poupando
e
como
julgando
economisar
erroneamente,
com
prejuízo
de
seu
desinvolvimento
nacional,
e
dos
meios de
enriquecer-se,
com
este
syste
ma
de
poupar
um
real
e
desperdiçar
um
tostão;
allendendo
só
ao
presente,
e
es
queeendo
o
futuro
proveito
da
nação:
«Se
nos
podem
contradizer
com
alga-
1
rismos
o que
disemos
acima,
leremos
muito
gosto
em
inserir
a
contradicção of-
ficial.
E
’
vergonhoso ver-se pela
taboa
acima que
Portugal
tem
uma
só
locomo
tiva
por
cada
dez
kilomelros
de
ferrovia,
carruagens,
3.9;
carroções,
18.7;
que
as
suas
despesas
de
serviço,
sobre
o
total
dos
rendimentos
é
só
de
40
por
cento
d
’
aquillo que
se
leva
ao
povo,
dando-lhe
má
accommodação,
mao
serviço,
morte,
e
cabeças
quebradas
a
seus
passageiros
ferroviantes;
como
no
ultimo
lamentave!
acciden
e
em
Matto
de
Miranda,
a
15
do
mez
passado,
por
causa
dos
dormentes
podres,
como
diz
um dos passageiros
que
examinou
a
causa do
accidente:
«Vimos
alguns
dormentes
podres,
de todo,
e
um
carril
quebrado».
Quando
os
direclores
da
ferrovia
fôram
os
depoimentos
destas
testemunhas
occu-
lares,
deveram
reli
clir,
se
não
era
a
suas
tranquibernias
e
descuido
de
seus
deveres
que
devia
atlribuir-se
a
morte
dos
pas
sageiros
que
pereceram,
e
os
alejões
com
que
muitos
outros
ficaram.
«As
ferrovias
Portuguesas
sara
mal
ad
ministradas
por
tranquibernias
entre
os.
directores
e
seus
amigos;
muitas
de
soas!
estações estám
mal
situadas
para
comino
didade
do
publico,
para
favorecer
algum
amigo
de
um direclor,
que
tinha terreno
para
vender
em
logar
incommodo
para o
publico.
Por
exemplo,
ambas
as
estações
no
Porto
estám
mal
situadas,
e
em
Val-
longo succede
o
mesmo.
Isto
vimos nós
mesmo; e que
tontos
devem
ter
sido
os
engenheiros
para
consentirem
semelhantes
arranjos
aos
directores,
sómente
para
o
fim
de favorecerem
seus
amigos,
sem
at-
tenderem
á
cornmodidade
do
publico».
Não
é
minha ji
se
sabe,
como
sim
ples
traductor,
a
responsabilidade
das
as
serções
que
acabo
de
copiar;
mas
nenhu
ma
duvida
tenho
de
acreditar
nellas,
«t-
lendendo
as
numerosas
beliesas
do
«di
vinal
systema»
que
felizmente
lá
rege.
Por
cento
da
total
receita
R.
SARAIVA.
Lisboa,
IS
Je
uuvembro
«Se
iSÍS.
(Do
nosso correspondente).
kilomelros
de
ferrovia
na
Europa.
Locomotivas.
Carruagens. Carroções
Hispanha
1.9
5.7
25.7
Portugal
1.0
3.9
18.7
Grã
Bretanha 4.6
9.7
137.1
Bélgica
4.8
19.6
140.0
França
2.8
6.9
71.4
Prussia
4.9
6.1
87.7
«Está,
pois,
Portugal
no
fundo da es-
A
camara
municipal d’esta
cidade
mos
trou,
ha
poucos dias,
ainda
mais
uma
vez,
o
seu
espirito
de
progresso.
O
snr.
Theophilo
Ferreira
fez.
sentir
aos
seus
collegas a
alta
inconveniência
de
se
gastar
ctocoenla
mil
reis
annual
mente
com
o
gosto
pueril
de
alcatifar
de
arêa
as
ruas
do
transito
da
solemne
pro
cissão
do
Corpo
de
Deus
da cidade,
e
que
porisso
era
indispensável
obliterar
do
orçamento
municipal
aquella
verba.
A
ca
mara
annuiu.
Le
monde
marche;
e
a
camara presi
dida
pelo eminente fazedor
de
gulodices,
não
póde
prescindir
de se
ostentar
doida
mente
andarilha.
Ora,
tapetar
de
arêa
vermelha
as ruas,
por
onde passa
procissionalmenle
o
San
díssimo
Sacramento
innegavelmente
uma
vel,
uma
idea
fóssil,
o
explendor
do
sol
progresso
deslumbra
tinazes
antagonistas
do feliz
systema,
que
nos
rege.
Estas
camaras
do
tempo
embirram
com
as
anligualhas
d
’
outr
’
ora,
em
que
o
se
nado
acompanhava
as
procissões
voti
vas,
e
ordenava
a
decoração das janellas,
e
portas, nas
ruas,
por
onde
havia
de
passar
a
alludida
procissão;
e
porisso
tem
ido,
pouco
a
pouco,
lançando
ás
féras
tu
do
que
recordava
a
antiga
piedade
do
po
vo
porluguez.
Deixou-se de
pedir
a
decoração
das
ja
nellas,
e
ella
mesma
se abstém
de
fazer
armar as
da
egreja
de
Santo Antonio
da
Sé,
cuja
administração
lhe
pertence;
e
agora
resolveu
não
arear
as
ruas
no
dia
da
procissão
do
Corpo
de
Deus,
porque
lhe
custaria
cincoenla
mil
reis
a
alcatifa.
Crêde,
meu
amigo,
não
é o
raéro
espirito de
economisar,
senão
o
desejo
de
desconsiderar
tudo
que
tenha
relação
com
o culto divino,
para
não
deslisar
do
ca-
mmho
trilhado
invariavelmente
pela
liber
dade.
Esta
é
tal
agora,
que
até
o
«Diário
de
Noticias»
penso
que
vae
deitando mui
to
de
fóra
as
mãosinhas;
pois
diz
que
«ha
a
liberdade
do
abuso,
a faculdade
de
todos
fazerem
tudo
que
quizerem».
Tu
do,
não
snr.
commendador,
emquanto
ao
que
o
catholicismo
acceila,
e
applaude.
Póde
o agiota
sugar até
á
ultima
gota
do
suor
da
sua
victima;
póde
o
devasso
dar
escândalo;
póde
o
commercianle
usar
livremente
da
burla
e
da traficancia;
pó
de
o
empregado
publico faltar,
sem
cau
sa
plausível,
á
sua
repartição;
pó
le o
I conego
estar
longos
annos auzenle
da
sua
cadeira;
póde o
ministro
atropcilar
as
leis;
pode
o
juiz
absolver
o
criminoso,
e
castigar
o
innocente;
póde
o
protestante
fazer
sem
receio,
publicameiile,
o
maior
numero
possível
de proselytos; póde
a
im
prensa
libertina fazer
propaganda
impía,
,
e
corruptora;
póde
qualquer pôr
em
al-
,
moeda
as
consciências
alheias;
póde
o
i
ministério impôr ao
povo
tributos exccs-
i
sivos,
fazer
deputados,
gastar
largo
da
.
algibeira da
nação
para
obter uma
ca
mara
de
ennucbos
que
lhe
secunde
as
.
suas
vistas hostis
aos
interesses
do
paiz;
póde
haver
lupanares,
e
prostíbulos,
ca
sas
de
jogos
d
’
azar,
thealros, escolas
de
.
prevaricação,
e
de
ruina
para
os
costu
mes
públicos;
póle
haver
lojas
maçóni
cas,
e
jornaes
vendidos
á
devassidão; pó
de
haver
na
governação
do Estado
quem
proteja
o
roubo
da
fortuna
publica;
póde
haver
tudo
quanto
tenda
a desvirtuar
de
lodo
a
nação,
tudo
quanto
a
mergulhe
no
lodaçal
da
mais
abjecta
moralidade;
mas
não
póde
haver
liberdade
para
o
ca-
tholico
professar
qualquer
das
ordens
re
gulares,
para
a
donzella,
que
prefua
vo-
tar-se
a
Deus
a
procurar essas
sentinas
ascorosas
do
vicio,
em
que
o
liberalismo
tem
mergulhado
uma
innumerabilidade
de
infelizes.
E
’
esta,
meu
bom
amigo,
a
liberda
de,
que
a
revolução
tem
dado
ao
paiz,
e
que
obriga
já
os
proprios
defensores
d
’
ella
a
pedirem
que
se
pare
n
’
eSta car
reira
continua,
e
vaporosa
para
o
aby-
I
saio.
de
nossos
altares,
é
velharia
insupporla-
inacceitavel
hoje,
que
da
liberdade,
e
do
ainda
os
mais
per-
E realmenle
horrorisa
o
estado
moral
do
paiz.
A
licença
vae
de
monte
a
monte.
Só
um
braço
de
Hercules
poderá
obstar
a
este
correr
incessante,
e
de
lodo
ponto
medonho,
para
a ultima
degradação
de
um povo
acorrentado
á
tyrannia
de
um
governo,
que
mente
cynicamenle
á
sua
missão.
—
Ainda
no
dia
7
se
não
tinha
sepul
tado
o
suicida,
que alludi
ifuma
das
mi
nhas
correspondências!
A lucta
entre
os
capellães
do
hospi
tal
da Estrella,
e
a
auctoridade
militar
continuava.
D
’
uma
parle
a
obediência
ao precei
to
ecclesiastico,
a homenagem
ao
Prelado,
a
submissão ás
inspirações
da
consciên
cia;
de
outra o
orgulho
impio, a
indif-
ferença religiosa,
o
desejo
insensato
de
fazer
mais
uma
pirraça ás
leis
do catho-
licismo,
que
o
liberalismo
pretende
banir
d’
esla
terra
de fieis.
O modo
como
os
revd.os
capellães, a
que
acima
me
refiro, se
teem
havido
n
’
esta
deplorável
questão,
honra-os
sobre
modo.
E’
uma
severa
licção
a
muitos,
que
desdenham
as disposições canónicas, e
postergam
a
constituição
diocesana
por
mero
espirito
de subserviência ao
poder
civil,
embora
se
aviltem,
e
conspurquem,
e
exhibam
um triste documento de re-
prehensivel
indifferença
pelo reslricto
cum
primento
dos
seus
deveres.
—
Depois
d
’
ámanhã,
é
o
anniversario,
co
mo
sabeis,
de
tristíssimo
lucto
para
o
nobre
partido
legitimista.
Fará
doze
an
nos,
que falleceu
o
que
fóra
Rei
de
Por
tugal.
A
redacção
do
jornal
a
«Nação»
faz
celebrar
na
parochial
dos
Anjos
exequias
solemnes
pelo
repouso
eterno
do
Princi
pe,
que foi
morrer
no
exilio.
E
’
um
acto
a
que
costuma
concor
rer
um
avultado
numero
de ecclesiasli-
ccs,
e
muitas
senhoras,
e
cavalheiros
da
primeira
nobreza
legitimista,
e muitos
po
pulares.
E
’ uma
respeitosa
homenagem
á
me
mória
do illustre
descendente
de
muitos
Reis,
e Rei
elle
mesmo,
um
solemne
desmentido
ás
calumnias,
com
que
pre
tenderam
polluir
lhe
o
nobre
caracter,
e
um acto
de
piedade
pela
alma
de
um
catholico
de lei.
Não
haverá
lutos
oíficiaes,
salvas,
e
descargas,
como
hontem, anniversario
da
morte do snr.
I).
Pedro,
que
santa
glo
ria
haja,
houve
aqui;
mas,
em
compen
sação
da
falta
das
demonstrações
oífi
ciaes, que
nem
sempre,
que
quasi
nun
ca,
exprimem dôr,
e
saudade
pelo
tinado,
haverá lagrimas
e
fervorosas
preces,
que
irão
até
o
throno
de
Deus,
a
favor
do
espirito
do
Rei,
que
se
tinou longe
da
lerra,
que
estremecia,
e
que
o
estreme
cia.
Estou que
a
fie!
Braga
não
deixará
também
de
suffragar
a
alma
do
Princi
pe,
que
foi
seu
hospede
durante
muitos
mezes,
no
dia
14.
Mas.
se
perdemos
o
melhor
dos
■
So
beranos
então,
seu
augusto
Filho
não
dei
xará,
por
certo,
de
concorrer
com
o
seu
valioso
cabedal do
seu
amor
aos por-
tuguezes,
e
sua
illustração
para
que
se
cicatrizem
as
feridas
que
a revolução
tem
feito
no
corpo
social,
n'esta
pobre
terra
escrava
ha
tanto, quando
no
relogio
da
Providencia
bater
a
hora
da
liberda
de
da
patria.
Ha
quem
descrêa
da
restauração;
não
eu,
nem ninguém,
qne sinta, que
a
ver
dade
esmaga
sempre
o
êrro,
embora
este
a
abomine
temporariamente.
E
o
liberalismo
é
o
êrro,
é a
menti
ra,
e
a
negação
de
todos
os
princípios
sãos,
e
propícios
á
vida,
e
ao
desenvol
vimento
dos
povos.
Não
se
radica;
não,
certamente.
A
tibieza,
pois, a
descrença
de
me
lhores
dias
para
a
patria,
não
se
justi
ficam.
Se
não
são
um
crime,
são
por certo
uma
loucura.
Todo
vosso
A.
REVISTA
ESTRANGEIRA
A
saude
do
Santo
Padre continua
a
ser
excellente,
como
é
de
desejar
para
os
immensos
trabalhos
do
seu auguslissi-
mo
e
tremendo
ministério, n
’
estes
tem
pos
calamitosos
de
surdo
combate
e
per
seguição á
Egreja
Catholica.
A
31
d’
oulubro,
vigília
da
festivida
de
de
Todos
os
Santos, teve
logar
no
palacio
apostolico
do
Vaticano,
como
é
costume,
a
communhão
geral
da
côrte
pontifícia.
A
Sagrada
Eucharistia
foi-lhe
admi
nistrada
pelo
proprio
Summo
Pontífice, na
sua
capella
particular.
Outros
famdiares
receberam-n’
a
d
’um
capellão
particular
de
Sua Santidade,
na
capella
Paulina.
Leão
XIII
acaba
de provar
quanto
se
interessa pelos
estudos
da
archeologia
sa
grada,
dirigindo
um
magnifico
breve ao
illustre
epigraphista João
Baptisla
de
Ros-
si,
a
quem
ha
pouco
nomeou
prefeito
do
museu
christão
do
Vaticano.
—
O
arcebispo de
Turim,
Mgr.
Cyas-
taldi,
n
’
uma
carta
dirigida
a todos
os
paes
de
familia
d’
aquella
cidade, conjura-os
a
prover
á
educação christã
de
seus
filhos.
Recorda-lhes
o
digno
Prelado que o
an
no
passado,
os
paes
de
familia
manifes
taram
d
’umà
maneira
geral o
desejo
de
qne
a
Religião
Catholica
e
o
cathecismo
cíiristão
fossem ensinados a
seus filhos
nas
escholas
municipaes.
—
O
congresso
catholico
regional
da
1
Lombardia
reuniu-se
a
29
em
Bergamo,
no
edifício
do
antigo
seminário.
Celebrou
n’
um
dia duas sessões, sob
a
presidên
cia
de Mgr.
Valsecchi,
bispo
de Tiberiade.
O
arcebispo
de
.Milão
fez-se representar
pelo
abbade
Angelo
Rossi,
conego
hono
rário.
Os
bispos
de
Brescia,
Lodi,
Cremo-
na,
Pavia,
e
outros, enviaram
seus
re
presentantes,
bem
como
o
patriarcha de
Veneza,
Mgr. Bellerini.
O
congresso tem
sido
numerosamente
concorrido;
sendo
votadas
muitas
resolu
ções.
—
Entrando
a
fallar
de
politica, sabe
mos
que
na França as camaras
dos
de
putados,
depois
d’
alguns
dias
de
forma
lidades
costumadas,
se teem occnpado
de
invalidar
as
eleições
dos
deputados
da
direita,
revelando
uma
paixão
e um
odio
digno
dos deputados republicanos
fran-
cezes
e
do
coripheu
que
commanda
a
troupe d
’
esses
vermelhos
desbotados.
A
eleição
do
terrível
bonaparlista
Pau
lo
de
Cassagnac,
fui igualinente
invali
dada.
Este chegou,
entre
muitas
outras
cousas
incríveis,
a
dizer:
«Entre
o
presi
dente
da
Republica
e
nós,
nada ha
de
commum,
depois
do
seu
perjúrio».
Não
se fizeram
esperar
as
consequências
da.
sua
proverbial
ousadia.
A
camara
respon
deu-lhe
com
votos.
As
viclorias
parlamentares
dos
radicaes
e
outros
ejusdem
furfuris,
nem porisso
pódem fazer
poupar
a Gambelta
sérios
desgostos.
Observam
alguns
jornaes
francezes
que
Gambelta
anda
séríamente
preoccupado
por
muitas
razões,
entre
as
quaes
enu
meram
as
seguintes:
l.°
a
derrota
com
pleta
dos radicaes
suissos,
nas
ultimas
eleições
que
tiveram
logar;
custa-lhe
vêr
que
entre
os
visinhos
as
coisas
se
dis-
pozessem
de modo
a
cessar
a
persegui
ção
religiosa,
precisamenle
no
momento
em
que
as
intolerâncias
e
as
iniquidades
sem
epithelos,
vão
recomeçar
na
patria
de
S.
Luiz: 2.°
certas
nomeações
fei
tas
pelos
conselhos
municipaes
a
27
do
mez
passado:
3.°
as
revelações
feitas
pelo
regicida
Moncasi,
revelações
que
parecem
destinadas a
levar
o
governo
de
Madrid
a
fazer
sérias
observações
á
Republica
Franceza:
4.° a linguagem
da
imprensa
offiçiosa
allemã
que,
fallando
da
tentativa
de
regicídio
em
Hespanha,
aponta
tam
bém a França como
connivente
n
’
es-
tes
delictos, atlenta
a
fôrma
de governo
porque
se
rege,
e
o
modo
porque alli
se
gerem
os negocios
mais vilães do
paiz:
5.°
finalmente,
o
modo porque
se
en
cerrou
a
exposição
de Paris, no
meio
d'um
descontentamento
geral,
e
de recri
minações
de
toda
a
casta,
impressiona
ram
não
pouco Gambelta
e
annuviaram
sensivelmente
seus
sonhos
dourados
de
iniquidades e
infamias.
—Na
Allemanha,
o
poderoso
chancel-
ler
vae
applicando
com
todo
o
rigor,
e
sem
sombras
de piedade, a
lei
que
pas
sou
no
Reichslag
contra
o
socialistas.
E
’, porém,
inlelligente
de mais
para
conhecer
que a
força
bruta
de
per
si
é
inútil
para
debellar
o
mal;
e
que es
te
póde
produzir
um
effeito
contrario
ao
que
é
intentado,
porque o
socialismo
que
se
occulta
será
talvez
ainda
mais
temí
vel.
Demais,
não
deve
estar talvez
tão
cego,
a
ponto
de não
reconhecer que,
permanecendo
a
causa que o
produz
e
fo
menta,
que
é a
ausência
de.
Rilegião,
dentro
em
pouco
o
contagio
terá
inva
dido
as
próprias auctoridades
e
encarre
gados da
execução
das
leis,
inutilisando-
se
então
inieiramente
o elemento
do
di
reito
da
força
e
da
tyrannia
para sustar
os effeilos
das
paixões
desencadeadas.
Bismark
deve
forçosamente reconhe
cer,
que, como disse
o imperador
Gui
lherme,
só
o
sentimento
religioso
é
bas
tantemente
forte
para
combater
um
mal,
qne
resulta da
ausência
de
Religião
em
todas
as camadas
sociaes.
Mas,
por
outro
lado,
Bismark
é
ex
cessivamente
orgulhoso,
para
entrar
n’um
accordo
com a
Santa
Sé.
O
Represen
tante
de
Christo
abriu-lhe
os
braços,
apontou-lhe
a
vereda
que devia
trilhar
para proprio
interesse
do
império
allemão,
aplanava-lhe todas as
difficuldades, remo
via-lhe
todos
os
obstáculos, não
lhe
fal-
lava
em
aggravos,
offensas
e ultrajes
inau
ditos
e
sem
numero
para
lhe
pedir
uma
reparação, nem
lhe
dizia
que
lhe
per
doava,
porque
o perdão
do
Represen
tante
de
Christo
existiu
sempre
habitual
mente,
e
todavia
o
endurecido
principe,
para
se
não desmentir,
o
que
está
es-
cripto,
permaneceu
e
permanece orgulho
so,
soberbo
e
surdo
perante
a
voz
au
gusta
e
sagrada
do
Prisioneiro do
Va
ticano.
E’
isto
o
que se
deprehende
de tudo
quanto
se
tem
escripto
depois
que se
fallou
de
negociações
de
Berlim
com
a
Santa
Sé.
Isto,
e
mais
do
que
isto
ainda,
não
deve,
todavia,
causar estranheza áquelles
para
quem nem os ensinamentos
da
his
toria
passam
desapercebidos,
nem a
pala
vra
da
Escriptura
é
destituída
de
sen
tido.
—
No
concernente
ás
questões
do Orien
te
e
do
Afghanistau,
se
os
acontecimen
tos se não
.
precipitam
como
era
de
ver
á
primeira
vista,
sem
embargo
é
certo
qne
as
ultimas
noticias
não
são
mais
satis-
factorias
que
as
recebidas
até
hoje.
Não
é
já
licito
duvidar
talvez
que o
tractado
de Berlim
ficou
gorado,
antes
da
sua
execução.
A
Áustria,
com
receio
de
crear
em
baraços
e talvez
olhando
para os
revolu
cionários
da
sua
visinha,
a
Italia,
pare
ce
disposta
a
fazer
algumas
concessões
que
hsongeiara
os
planos
da
Rússia.
Esta
favorece
quanto
póde
a
Roumelia
oriental,
que
quer unir-se
á Buigana.
A
Grécia
continua
a
ver-se
abandonada
no
couseguimento
das
suas
prelenções;
e
eis-
nos,
ás
duas
por
tres,
cada
vez
mais
proximos
da execução
do
tractado
de
Santo
Estefanio
A
própria
Inglaterra
parece
mostrar-se
menos
altiva
e
mais
resignada
a
deixar
de
manter o
resto
do
império
ottomano
comlanlo
que
lhe
deixem
o
dominio
do
Bosphoro,
o
sufficiente
para
ella
contra
balançar
a
formação
d’
um grande
reino
búlgaro.
Tudo
se
ennubla
na
Europa
oriental,
ao
passo que
a questão
do Afghanistan
permanece no
mesmo
pé,
ameaçadora
pa
ra
a
paz
europeia.
O
governador
das
Índias
brilannicas
enviou
a
Chir-Ali
um
ultímatum;
se o
emir
não dér
uma
resposta
satisfactoria
até
20
de
Novembro,
rebentará
a
guerra.
Por
outro
lado
a
Rússia
não parece
por
ora
dar
a
entender
que intervirá di-
rectamente
na
lucta
contra
a
Inglaterra;
mas,
como
se
exprime
um
corresponden
te.
para
o
«Uuivers»,
o
governo
russo
aca
ba
de
decidir
um
principio
que
não
aban
donará
o
seu
alliado
Chir-Ali
na
lucta
que
tiver a sustentar
com
a Inglaterra.
Res
peito
a
acção directa
nada
está
por
ora
decidido;
quanto
á
acção
indirecta
eis
as
decisões
tomadas:
«Poderão
ser
feitas
colleílas
e
subscri-
'pções
pelos
círculos,
companhias
e particu
lares
em
proveito
do
Afghanistan.
bera
licito
recrutar voluntários.
Os
officiaes
dos
regimentos
acantona
dos
nos departamentos
do
Este
podem
receber
soldo
temporário
(maxtmo,
onze
mezes)
e aiisiar-se
como voluntários
no
exercito
afghan».
Eis
o
modo
de
proceder
da Rússia.
Foi
assim que
eila
procedeu
ua ultima
guerra,
impelhndo
a
principio
os
.
Monlene-
grinos
e
os
bervios,
do
mesmo
modo
que
hoje
impeile
os
afghans
contra
a
Ingla
terra.
be
Chir-Aly
prefere
a
guer
ra,
o
que
é mais
que
provável,
embora
se
não
ateie
desde
logo
uma guerra anglo-russa
directa,
comludo
esta
nao
se
fará
demo
rar
muito.
@
i
& a
À
Corrigenda.—
No
artigo encabeçado
0
snr.
escrivão de
fazenda,
inserto era
o
n.°
antecedente,
houve
algumas
ommis-
sões,
que
não
ficarão
de todo
perdidas.
D
’elias
apenas
referiremos
agora
a
se
guinte:
Onde está
—
«nem
sequer
me
pas
sou
pela
mênle a
ideia
de
recibo,
e
ap-
pélo»
etc.,
deveria
estar:
nem
sequer
me
passou
pela
mênle
a
ideia
de
recibo;
não
proferi
este
último
termo,
e
appélo,
etc.
Obit».—
Falleceu
ha dias
na
cidade
do
Porto,
viclima
de
uma
pneumonia
a
exc.
ma
snr.
a
D.
Amélia,
esposa
do
exc.
ra
°
snr.
Frederico
Borges
de
Sousa,
enge
nheiro
director
da
4.a
secção
do caminho
de
ferro
do
Douro.
Era
a
finada uma
se
nhora
a
todos
os
respeitos
estimável,
de
uma
fina
educação,
e
estava
ainda
na
flôr
dos
annos.
A
seu
contristado
esposo,
de
quem
um
dos
redactores
d
’
este
jornal
é sincero
amigo,
enviamos
nossos
senti
mentos;
e
aos
nossos
leitores pedi-tos
uma
prece
por
alma
da fallecida.
A»
exe.®’
ssir.
Delegnde
do
Theiouro
n
’
eaíe
dist^ieto.—
Conti
nuamos
a
demonstrar,
d
’
um
mofo
irres-
pondivel,
—
que
a
repartição
de
fazenda
d
’
esle concelho
é,
pelo
menos,...
um
ca-
hos
lemivel.
Mas
antes
de
proseguirmos
na
accu-
tnulação
dos
factos,
queremos
certificar
ao
exc.mu
snr.
Delegado
do
lhezotiro
e
ao
público,
—
que
as
informações
sobre
que
assentam
esses
factos
aqui
narrados
não
sãc,
nem
por
sombras,
da
laia
d
’
aquel-
las
qne
um...
leviano
qualquer
soe
ar
ranjar
para
servirem
á
sua
rapacidade.
São
informações
conscienciosas
e
innega-
veis,
e
estamos
auclorisados
a
declarar
o
nome
dos
informadores,
quando
haja
mis
ter.
Nenhum
sentimento
que
não
seja
o
bem
geral
impulsiona
a
pentia
que
es
creve
estas
linhas.
A
imprensa
ganha
pa
ra si
incontestável
estimação,
quando
ser
ve
a
causa
do
povo,
a causa
do
opprimi-
do
contra
o
oppressor,
a
causa
do
fraco
contra
o
forte,
quando
aponta
aos
simpti-
ces
o
alçapão escancarado
no
fojo,
onde
lhes absorvem ou
possam
absorver
os mí
seros
reaes
traballiadamente
adquiridos
com
o
suor
do
rosto.
Não
devemos
deixar
de
registrar
aqui
o
seguinte
facto:
Desde
que
esta
folha
começou
a
ver
berar
os
abusos
do snr.
da
fazenda,
vá
rios
cavalheiros
mandaram
imraediatamen-
te
inscrever-se
como
nossos
assignantes,
outros,
que
a
tinham
.suspendi
lo,
de
novo
a
vieram
assignar,
e
os
numeros
de
ven
da avulso teem
lido extraordinária
procu
ra.
Não
são
mister
olhos d’
aguia
para
ver
o
que
isto significa.
Vamos
agora
a
mais
um
facto,
que
recommendamos
aos
pyramidaes
cfíicios
do
sor.
da
fazenda:
Ha
tempos
foram
os
«esbirros»
intimar
uma
senhora
d
’
esta
cidade
para
pagar
uma
verba
de-
contribuição
de
renda
de
casas,
lançada
em
nome
d
’um
indivíduo
que
ti
nha
habitado
parte
da
casa
onde
a
allu-
dida
senhora
morava.
Surprehendido,
quan
do
tal
soube,
o
filho
d
’
esla
senhora—
um
brioso
e illustrado
oíficial
—
apressou-se
a
ir
ver
como
o
snr.
escrivão
desenvenci
lhava
aquella
meada.
E
tão
bons
fados
o
bafejaram
n
’
este
negocio,
que
por
uma
feliz
casualidade
loi
encontrar-se
na
re
partição
de
fazenda
com
o
tal
indivíduo
em
cujo
nome
estava
lançada
a
collecta.
Vistos
os
autos,
o
snr.
escrivão
disse
ao
distinclo
oíficial
que
podia
retirar-se
des-
cançado, o
que
aquelle
cavalheiro
fez,
certa
de
não
tornar
a
ser
incommodado
por
tal
engano.
Passaram
mezes,
e
chegado
agosto
ul
timo,
os
snrs.
esbirros
ou
quem-quer-que-
seja,
aproveitando-se da primeira
ausên
cia
do
filho d
’
aque!la
senhora,
—
ausência
motivada
por serviço
—
invadiram-lhe
a
casa
para
elfectuarem
uma
penhora,
—
execução
promovida
contra
um
terceiro!!!
Apenas
ouviu
proferir
a
palavra
pe
nhora,
ella,
uma
velhinha
de
70
annos,
e
só,
cuidou
perder
o
juízo,
e
lá
correu
quanto
poude
a
entregar
os
cubiçados
tos
tões, que
a
livrassem
da
vergonha
por
qne
illegalmente,
infamemente,
criminosa
mente,
a
queriam
fazer
passar.
O
documento
que
isto
prova,
está
em
nosso
poder.
Cavalheiros,
de
cuja
seriedade
não
é
licito
duvidar,
asseveram-nos
que
o
snr.
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
—
aWIVÍ
a»
A
KA
HK
WA
PAKA
AES-
KASTJAK
niKHKBK», E
Sî
S»A-
KA
AKKAMJAK
AAISGOS».
—
Eis
0
homem.
P.
S.
—
Participámos
a...
um
interes
sado
qualquer,
que
o
documento
tão
an-
ciosamente
anhelado
e
tão
engenhosamente
buscado
no
dia
16 do
corrente,—
documen
to
comprobativo
d
’
um
facto
aqui
narrado,
está
para
todos
os
effeito
em nosso
po
der.
Prevenimos
os
nossos
informadores
que não
cáiam na
arriosca
de
confiarem
os respectivos
papelorios
a...
todo
o
mundo.
Atraz»
«le
pagamento dos or
denados
dos
professores.
—
0
exc.mu
snr.
Delegado
do
Thesouro
dirigiu ao
«Diário
do
Minho
»
a
seguinte
carta,
que
va
mos
transcrever
por
motivo
de,
em
o
n.°
an
tecedente,
por
informação
d
’aquelle
colle-
ga,
termos
também
censurado
o
atrazo
no
pagamento
dos
ordenados
dos
profes
sores
primários:
«Permitta-me
que
rectifique
o
que
n
’
nma
local
da
sua
folha
de
hoje
se
assevera
a
respeito
do atrazo
de
pagamento
dos
or
denados
dos
professores
do
Lyceu
d’
esta
•cidade,
e
dos
primários
creio
que
de
todo
o
Districto.
«Em
primeiro
logar
o
Ministro
da
Fa
zenda
nada tem
com
a
demora
que,
por
qualquer
motivo,
possa
haver
n
’
esses
pa
gamentos.
Logo
que
as
respectivas folhas
vem
approva
las pelo
Ministério
do
Reino
são
immediatartiente
entregues
ao
The-
soureiro
Pagador
para
proceder
ao
paga
mento.
O
mesmo
succede
com relação
a
lodos
os
demais
empregados
dependentes
dos
outros
ministérios,
com
exclusão
dos
do
Ministério da
Fazenda,
cujas
folhas
de
ordenados
são
processadas
n
’
esta
Repar
tição.
«A
folha
dos
ordenados
dos professores
do
Lyceu,
relativa
ao
mez
passado,
devi-
damenle
approva
la
pelo Ministério
do
Reino,
foi-me hoje
entregue,
e
a
dos
pro
fessores
primários,
relativa
ao
mesmo
mez,
ainda
o
não
foi.
Aquella
é
directa-
tnente remettida
ao
Exc.
mo Reitor
do
Ly
ceu,
e
esta
ao
Governo
Civil.
D’essas
Repartições
é
que
vem
para
a
da
Fa
zenda
«Fica
pois
v.
habilitado
a
asseverar
que
a
Repartição
de
Fazenda
d
’este
Districto
não
demora
sequer um
dia qualquer
pa
gamento
desde
que
esteja
devidamente
auctorisada
a
fazel-o.
Estimo
até
ter
oc-
casião
de
fazer publieamente
esta
declaração
para
acabar
com
quaesquer
duvidas
dos
interessados
a
tal
respeito.
Com
toda
a
consideração
Braga
15
de
novembro
de
1878.
De
v. etc.
Eduardo
Tavares.
Cli«<gn<Ia.—
Vindo
do
império do Bra-
zil,
chegou a
esta
cidade,
o
snr. João
Pinheiro
Torres,
irmão
do
snr.
dr.
Anto-
nio
Maria
Pinheiro
Torres.
Síesnissão.
—
O
snr.
ministro
da
jus
tiça,
Barjona
de
Freitas,
deu
a
sua
de
missão, sendo
substituído
pelo
snr.
Thomaz
Ribeiro,
ministro
da
marinha.
A
fwffanoseiamessSís
d»
CSuadelu-
g»e.
—
Já
está
levantada
a
planta
do
pit-
toresco
local
de
Gtiadelupe,
e
vae
ser
elaborado
o
projecto
do
seu
aforrnosea-
menlo,
em
harmonia
com a quantia
de
■900$000
reis
para
isso
legada pelo
fal-
lecido
conego
Rebello
e
seu
irmão
barão
da
Grarnosa.
VnStricn
<2e
lumes
«5»
certa.
—
Diz-se
que
alguns
indivíduos
vão
consti
tuir-se
em
sociedade
para
a
montagem
d
’uma
fabrica
de
lumes
de. cera,
nos
ar
rabaldes
d
’esta cidade.
«ÍS
Reclesíasterísun».
—
Temos
pre
sente
o
n.°
3
d’
este
bellissimo
periodico,
redigido
pelo
zeloso
e
incançavel
padre
Luiz
B.
de
Carvalho
Pacheco.
Traz
um
excellenle
retrato,
de
D.
Ignacio
I,
car
deal
palriarcha
de
Lisboa,
e
os
seguintes
artigos:
«Deus
e
patria»,
por
Cláudio
de
Chaby.
«ÃÀpellinha
da
Piedade»,
por
Pires
da
Silva.
«D.
Ignacio
I, cardeal
patriarcha
de
Lisboa»,
pelo
dr.
Garcia
Diniz.
«A
rainha
Eslephania»
(continuação).
«Bom
Pastor».
•
A
golta
d
’agua»
(continuação).
«Indubitável».
—O
«Diário»
de
15
pu
blica
<^s
seguintes
despachos:
O
presbytero
Antouio
de
Almeida
Vi-
ctorio
Cabral—
apresentado
na
egreja
pa
rochial
de
Nossa
Senhora
da
Conce
ção
de
Figueiró dã
Serra,
no
concelho
de
Gouveia,
diocese
da
Guarda.
O
presbytero
Francisco
Maria
Baeta
de
Vasconcellos
—apresentado
na
egreja
parochial
do
Santíssimo
Salvador
do
Souto
da
Carvalhosa,
tio concelho e-diocese
de
Leiria
Declarando
sem
efleito
o decreto
de
22
de
novembro
de
1877,
que
apresen
tou
Manuel
José
Alves
de
Pina,
parocho
collado
na
egreja
de
Santa
Maria
de
Nine,
da diocese
primaz
de Braga,
na
do
Salvador
de
Deiães,
da
mesma
diocese.
Declarando
sem
effeilo
o
decreto
de
17
de maio,
e
carta
regia
de
6
d
’
agosto
de
1868, que fizera
mercê
a
José
Sebas
tião
Neto
da
serventia
vitalícia
da
thesou-
raria
parochial
da
egreja
de
S.
Sebastião
de
Boliqueime,
da
diocese
do
Algarve.
O
presbytero
Alexandre
João
do
Nas
cimento
—
provido
na
serventia
vitalícia
da
thesouraria
parochial
da
egreja
de
S.
Se
bastião
de
Boliqueime,
da
diocese
do Al
garve.
Pnra
m
ssardoa.—
Uma
noticia
agra-
davel
para
os
surdos.
Edison,
o
celebre
inventor
americano, acaba
de
endereçar
ao
«British
medicai Journal» uma
carta
com-
municando-lhe
que
encarregou
dois
dos
seus
collaboradores
de
experimentar
um
apparelho
destinado
a
remediar
a
surdez.
Até
hoje
as
experiencias
deram
resultados
satisfatórios, esperando
brevemenle poder
apresentar
ao
publico
o
apparelho
reduzi
do a circurastancias
praticas.
No estado
aclnal
o
unico
inconveniente
que
o
appa
relho
apresenta
são
as suas
consideráveis
dimensões.
Ajudá.
—
O
forte
de
S.
João
Baptis
ta
de
Ajudá,
situado no
centro
da
gran
de população
de
Gregue,
é
tudo
quanto
nos
resta
dos
nossos
antigos
domínios entre
o
cabo
das Tres
Pontas
e
o
cabo
de
Lo-
po
Gonçalves.
O
porto
de
Ardra,
pela
latitude de
6“ 19'
N.
e
a 11°
8
de
lon
gitude
E.
de
Lisboa,
não
é
sempre
ac-
cessivel.
A
communicação
para
Ajudá faz-
se
em pequenos
barcos,
por
uma
especie
de
canal
formado pela
costa
e
por
um
banco
de
areia,
até
Zambugí,
que
fica
ainda
a
légua do
forte.
Foi
outr
’ora
mui
to importante
alli
o
commercio
de
oiro
em
pó,
marfim,
cera,
coiros, azeite dê
palma
etc.
A
eKSvsBasarvçã®
«le
S.
Frwncisc»
Xavier.
—
Escreve
ujn
collega:
Segundo
dizem
as folhas inglezas,
pre
para-se
uma
imponente
ceremonia
em
Goa,
capital
da
índia
portugueza.
Trata-
se
da
exhumação
dos
restos
mortaes
de
S.
Francisco
Xavier,
o
apostolo
das ín
dias,
os
quaes,
pela
iniciativa
da
rainha
a
snr.
a
D. Maria
II,
repousam
n
’
uin
so
berbo
mausoleo na
calhedral
de Goa
A
exhumação,
segundo
as
informações
colhidas
pela
imprensa
ingleza,
foi
resol
vida
de
comraum
accordo
entre
o
snr.
D.
Luiz
e o
Papa.
O
corpo
do
santo
repousa
debaixo
do
altar-mór,
n’
um
caixão
de
prata
massiço,
ricamente
lavrado,
com
tampa
formada
por
um
vidro
inteiriço,
muito
grosso.
O
corpo
do
santo
está
em
perfeito
estado
de
conservação e
representa
um
indivíduo
de quarenta
annos,
de
estatura
mediana.
O
rosto
denota
bondade
extrema.
Por
debaixo
do
olho
esquerdo
vê-se
uma
nodoa
negra
que
se
atlribue
a
uma
pan
cada
que
o
santo
recebeu
na
occasião
do
supplicio.
A
ceremonia
far-se-ha
com
grande
pompa,
esperando-se que
assistirão
a
el
la
todos os bispos
catholicos
da
Índia
e
outros
muitos
prelados
da Europa
que a
isso
espontaneamente
se
compromelte-
ram.
VARIEDADES
O AFGIIAXISTAAr
O
Afghanislan
—
Território
—
População
—
Tribus
—Contingente
militar
das
diversas
tribus
—
Exercito
irregular—
Exercito
re
gular
—
Força—
Armamento
— Organisa-
ção
—
Defesa
do
paiz—
Fortificações—
Im
portância
do
Afghanislan
—
As
suas
lu-
cias
com
a
Inglaterra.
(Conclusão.)
A
população
é
mais
densa
nos
valles
do
Caboul
e Kuran.
Nas
planícies
das
províncias
meridionaes
são exclusivamênte
habitadas
as
margens
dos
rios,
ficando
o
interior
do paiz
inleiramente
deserto.
As
regiões
visinhas
de Belotchislan
são
as
menos
povoadas.
Em
geral
as
aldeias
são
grandes;
mui
tas
vezes
teem
mais
de
3:0»
fogos.
As
cidades
mais importantes
são
Ca
boul,
que
tem
60
000 habitantes:
Gand-
har,
que
tem
40:000,
e
Herat
que tem
45
000.
Ciaro
está
que
não
nos
temos
referi
do
até
aqui
senão
ao
subsidio
que
pres
ta
á guerra
o
levantamento
em
massa,
que
está,
como acima
dissemos,
na
ín
dole e
nos
hábitos
da
população.
O
exercito regular
compõe-se de
28:000
homens
de
infantaria,
12:000
de
cavallaria,
e
100
canhões.
Ha
lambem
uma
milicia
especial,
chamada Defleri, si-
milhante
á
nossa
2.
a
linha
a
qual,
mes
mo
em
tempo
de
paz,
tem
um
pequeno
soldo,
e
está
sujeita
a
um
resumido
ser
viço.
Esta
milicia
representa
um
effectivo
muito
importante,
pois é
de
77:000
in
fantes
e
de
t>0:000
cavallos.
O
exercito
e
os
irregulares
é
todo
armado
com espingardas,
com a differen-
ça,
porém,
de que as
das
tropas
da 1.a
linha
são
excellentes
carabinas
modernas,
dadas
pelo
governo
inglez,
emquanto
as
da milicia
e
dos
irregulares,
são
ar
mas
de
pedreneira,
velhas,
e
quasi inú
teis.
Os
regimentos
de
caçadores
são
ain
da
armados
de mosquetes
pesados
e
com
pridos,
que
appoiam
n
’
uma
forquilha
pa
ra
atirarem.
A
cavallaria
usa mui
diversos
arma
mentos,
sem
uniformidade alguma.
O
uniforme
é em
geral
pouco
cuida
do;
alguns
regimentos
estão
bem
vestidos,
á
maneira
europea,
mas
com
fazendas
do
paiz;
casaco
pardo
e
calça
branca.
A
maioria
das
tropas,
porém,
veste
os
far
damentos usados nas
tropas
inglezas,
que
são comprados todos os annos
em
Pecha-
war,
por
agentes
especiaes
do governo
de
Cabul.
A
organisação
militar
é
modelada
pela
das
tropas
inglezas.
O
recrutamento
faz-se
como
entre
nós,
pelo
sorteio.
A
disciplina é
muito
severa,
tendo
os
chefes
poder
absoluto
de
vida e
de
mor
te
sobre
os
soldados.
Estes
vivem
em
suas casas
com
as
famílias,
e recebem
do
governo
soldo,
rancho,
farda
e
arma
mento.
A cavallaria
recebe
sómente
o
soldo,
e
tem de
se
fornecer
de
todo,
in-
clusivé
de
armas e
de
cavallos.
,
O
commando
em
chefe
do
exercito
pertence
ao
emir.
Quasi todas as
cidades
e
aldeias
.do
Afghanislan
constituem
posições
defensáveis,
pois,
além
de
serem
muradas,
leem
um
cortejo
de
obras
de defesa,
pequenas
tor
res
e
fortins,
dispersos
nos
campos
que
as
rodeia,
para
defeza
dos
desfiladeiros,
dos
caminhos
e outras
passagens
milita
res.
Este systema
de
defeza
é
para
notar,
e
não
ha
duvida
alguma
de
que
muitos
d’
estes
fortes,
por
sua
grandeza
e mais
ainda
por
sua
situação
vantajosa, estão
nas
circumstancias
de
deter
e
de
emba
raçar
seriamente
a
marcha
dos exercitos
invasores, mesmo
que
sejam
exercitos eu
ropeus.
Ha
no
Afghanislan
algumas
praças
de
l.a
ordem.
A
de
Herat,
cujas
muralhas
são
formadas
com
um
tijolo
muito
duro,
e
tem
6
torres
e
uma
cidadella.
Ferrâ,
na
fronteira
da
Pérsia,
é
con
struída
pelo
mesmo
systema
de
Herat,
porém
é
menor.
A
cidadella
de
Gabul
é
também
uma
praça
muito
forte,
que
póde
sem
dificul
dade
sustentar
um
cerco
prolongado.
Ghazna,
no
interior
do
Afghanislan,
é
praça
tão importante
que
passava
por
invencível.
Mas
os
inglezes
lomaram-n’
a
em
uma
das
suas
guerras.
A
producção
da
terra
é
no
Afghanis-
tan
opulenta como
nas
mais
bem
fadadas
regiões
das
índias;
mas
a
importância
prin
cipal
do
paiz, diante
do
europeu,
vem
da sua posição
geographica.
Elle
é
o
ca
minho
natural
para
o
commercio
da
Índia,
caminho
percorrido
desde
tempos
imme-
moriaes
pelas
caravanas que
marcham
de
leste
para
o
oeste,
e
cujo
tracto tem en
riquecido
as
cidades
de
Cabul,
Ghazna,
Chandahar
e Herat.
O
Afghanislan tem
sustentado
diversas
guerras
intestinas
de
importância,
e tem-
se
batido
mais de uma
vez
com
os in
glezes
do
lado
das
índias; tendo-o
ator
mentado
sem
cessar
as intrigas
d
’
estes,
para
estender
e
firmar
o
seu
poderio
na
Azia.
As
guerras que os
inglezes
teem sus
tentado
com o
Afghanislan teem
lhe
sido
sempre
muito dispeniiosas
em
sangue
e
em-
capitaes.
As
campanhas
de
1838
a
1812
não
representaram
menos
de
perda
de
20:000
homens.
As
que
se
seguiram
de
pois
de
1847
até ao
presente,
talvez
não
tenham
custado
menos.
—
(G.
G.
P.j
SECÇÃO
DE
COMUSICiDOS
Snr.
redaclor.
Lendo
eu em
vários jornaes
que
o
governo
agraciara com
a
cornmenda
de
Chrislo
a
Joaquim
José
Fernandes,
e,
di
zendo-me alguém,
que
isto
se
referia
á
minha
pessoa,
declaro
debaixo
de
minha
palavra
d
’honra
que
nem
solicitei,
nem
acceito
essa
mercê;
e
is-o
se
refere
a
ou
tra
pessoa
de
nome
igual
ao
meu.
Braga
15
de
novembro
de 1878.
(2104)
Joaquim José
Fernandes.
ATTESfÇÃO
Os
abaixo
assignados
declaram
que
a
local
do
«Diário
do
Minho»,
de
terça-feira,
em
que
assevera
constar-lhe que
os es
crivães
dos juizos
ordinários
vão
reclamar
sobre
o
facto de
continuarem
os
juízes
de
direito
a
tomar
conhecimento,
e
a julgar
acções,
que
pertencem
ao
juizo
ordinário,
é
FALSA.
Francisco d'Araújo
Esmeriz
(2101;
Serafim
José
Pereira
Borges.
TELEGRAMMAS.
Paris
14
—
0
príncipe
Lobanoff,
embai
xador
russo,
recusou
adherir
á
proposta
da Porta
para
formar
uma
commissão
de inquérito,
afunde syndicar
as
atroci
dades
commetidas
pelos
búlgaros
na
Ma-
cedonia.
Segundo
varias
informações
a
missão
de
Schouwaloff
tende
a
realisar o
pro
jecto
de
ser
creada uma
commissão
su
perior
para
assegurar
a
execução
do
tra-
ctado
de Berlim.
Paris
15
—
A
embaixada
do
conde
Schou
waloff
vae
a
Frechecksuhe para
conferen
ciar
com o
príncipe
Bismark.
Os
russos
avançaram
para
Saidier
e
apesar d
isso
os
turcos não
fizeram
recuar
os
postos avançados,
antes
receberam
re
forços.
O
embaixador
russo
em
Paris
partiu
para
Wesbaden.
Londres
15—
Annunciam
os
periódicos
que
vista
a prespectiva
de
guerra
com
o
Afghanistan
formou-se
uma junta
para
promover a
agitação
em
favor
da
con
vocação
immediata
do
pfarlamento.
Londres
15
—
Um
telegramma
de Ber
lim
para
o
«Morning
Post»
diz
que
a
Rússia
offereceu
a
sua
mediação
na pen
dência
entre
a
Inglaterra
e
o
Afghanistan,
mas
a
Inglaterra
recusou,
declarando
que
a
questão não
é
da competência
das
nações
extrangeiras.
Londres
16
-Recebeu-se
em
Bombaim
uma ordem
do
governo indiano
determi
nando
que
o
contingente das
tropas
exerça
severa
vigilância
sobre
a
correspondência
dos
despachos
dos
periódicos,
castigando
quaesquer
indiscrição.
S.
Petersbnrgo
15
—
A
Agencia
Russa
desmente
formalmente
que
Schouwaloff
esteja
encarregado
de
negociar
a
nova
reunião
de
um
congresso
para
a
execução
do
tractado
de
Ber.im.
ANNUNCIOS
Nova
Firma
Gommercial
Viuva
da
Silva
&
Filho,
successores
do
fallecido
Luiz
Teixeira
da
Silva, negociante
que
foi
com
estabelecimento
de pregagens
em
S. Jeronymo
de Real,
suburbios
de
Braga,
declaram
para
todos
os
effeitos
que
continuam
com
o
mesmo
ramo
de
negocio
desde
a
data da
escriptura
la
vrada
na
nota
do
labelbão Fortuna,
em
21
de
agosto
do
corrente anno, e
que
o
negocio
que
a cargo
do
ultimo signalario
se
acha
estabelecido
no
campo
de
Santa
Anna
n.°
1,
d
’esta
cidade
nada
tem
com
o negocio
da
nova
firma.
Braga
18
de
novembro
de
1878.
Anna
Luiza
da
Silva.
Ricardo
Teixeira
da
Silva.
(2106)
VINHOS DA
BURRADA
Grande
deposito
Filial
AO CENTRAL
DO
Bjttrgo
de
St.°
AgcstinEio
n.°
3
B
RAGA.
Manoel
Martins
Canellas,
faz
sciente
ao
respeitável
publico
que
na
terça-feira,
19
do
corrente
mez
abre
a
retalho
aquar-
liihado
o
seu
generoso
vinho
de
sua
la
vra,
da
Bairrada,
no
seu
novo
deposito
»«r.'
na
rua
de
S.
Salvador,
no Campo
da
Fei-,
ra
do Gado,
aonde
encontrarão
os snrs.
consumidores
de
retalho
vinhos
brancos
para
meza,
e tintos,
geropigas
e
genero
so
vinho
da
colheita
de
1868,
tudo
por
junto ou
a
retalho.
Braga
18
de
novembro de
1878.
GRANDE
RIFA
•
LOTERICA
QUE SE
EXTRAHIRÁ POR
xMEIO DA
LfflRIA
EXTIIAOR
DINARIA H H»
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
Pelo
snr.
M.
M.
Canellas
BS
23
BS
BSHKBll©
M
I8?8
(2103)
J.
J.
da
Cunha Moreira.
A
QUEM
INTERESSAR.
Sub-aluga-se
o
primeiro
andar
da casa
n.°
32
do
campo
de
D.
Luiz
I,
o
qual
se
compõe
de
quatro
boas
salas
na
frente,
e
um
bom
gabinete
nas
trazeiras.
Quem
o
pertender
póde
dirigir-se
á
commissão
liquidataria
do
Banco
Commercial
de
Braga.
(2083)
RUA
DES.
MARCOS, N.°
5
Vende
papeis
pinta
dos
para
guarnecer
sailas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em 80
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para estuques
de ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
PROSPEGTO
DOS PRÉMIOS
1
de
Um
piano,
novo
e
garantido,
do conhecido
auctor
«Gaveati»,
modelo
n.°
1,
com
o
n.°
8612,
comprado
e
depositado
no
muito
acreditado
armazém
da
viuva
de
José
de
Mello
Abreu,
para
o
bilhete
que
contiver o
numero
em
que
sahir
o
primeiro
prémio
de
2.300:000
pesetas.
1
de
Uma
nova
e
excellenle
machina
de costura,
para
familia,
do
afamado
auctor
«Singer»,
para o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o
segundo
prémio
de
1.230:000
pesetas.
1
de
Um
relogio
d
’
ouro,
experimentado,
para
homem,
do
fabricante «Jnlien Gene-
ve»,
com
uma
excelleute
caixa d
’
ebano,
para
o
bilhete
que
contiver
o
nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro
preimo
de
730:000
pesetas.
2
de
Um
par
de
castiçaes
de prata,
para
cada
um dos bilhetes
que
contiver
qual
quer
dos
numeros
em
que sahirem
os
2
prémios
de
23>':000 pesetas.
4
de
Uma
duzia
de
colheres
de
prata,
para
chá,
para
cada
um
dos bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros em que
sahirem
os
4
prémios
de
123:000
pesetas
20
de
Um
talher
de
prata, composto de
faca,
garfo
e
colher,
com
a
competente
caixa,
para
cada
um
dos
bilhetes
que contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
20
prémios
de
30:000
pesetas.
30
de
Uma
bolsa
de
prata,
para
homem
ou
senhora,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
30
prémios
de
23.000
pesetas.
40
de
Uma entrada para a Habilitação
Lolerica,
com
direito a
uma
cautela
de
600
reis,
em séries
de
6
loterias,
no
valor cada
entrada,
de 30600
reis,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer dos
40
numeros
cujas
3
ultimas
lellras
sejam
iguaes
ás
3
ultimas leltras do
numero
em que
sair o
prémio
de
2.500:000
pesetas
99 prémios.
CADA
BILHETE PARA. ESTA RIFA CONTÉM
20
NUMEROS
E
CUSTA
700 REIS
apparicio
27,
Praça
do
Barão
de
S.
Mar-
linho,
27
C.
Recebeu
de
Paris:
grande
variedade
de
flores, plumas,
fivellas
e
formas
para cha
péus. Tudo
proprio
para
a
estação
de
inverno.
Preços
sem
competidor.
CHAPÉUS MODELLOS E CASACOS
Apparicio,
previne
as
suas
exm as
fre-
guezas
que
nos
primeiros
dias
do
mez
de
novembro
recebe de
Paris
grande sor
timento
de chapéus
modellos
para
senho
ra
e
creanças,
casacos,
e
muitos
objectos
de
novidade.
Coroas e
ramos para Cemiterio
Na
loja
de Apparicio,
ha
grande
va
riedade de
coroas,
ramos
e
medalhões
para
ornar
mausoleos.
Preços
de
300
a
40500
cada
um.
27,
Praça do
Carão
de S.
Marlinho,
27
C.
(2053)
DINHEIRO
A
JURO
Na
Irmandade
das
Almas
da
Sé Pri
maz
ha
para
dar
a
juro
sobre
hypothe-
ca
a quantia
de
430,5000
rs.
Os
prémios
annunciados
n
’
esle
prospecto, acham-se
desde
já patentes
no
Es
tabelecimento
de
Loterias,
de
Lourenço Marques
d
’
Almeida,
na
rua
das
Flores
n.°
112,
para onde
deve
ser
dirigida
qualquer
encommenda de
bilhetes.
O Secretario,
(2103)
Antonio
Julio
Telles.
IV.
JS.
A tjueiii
eomprar
de
S biliietes para
eima,
concede-se
o
abatimento
de
IO
por
cento.
(2100)
CONVENIENCXA
No
Porto,
uma
casa
particular
recebe
hospedes
permanentes,
e
aos
dias,
a
500
reis. Moinho
de
Vento,
37.
(2087)
ACHOU-SE
Na
romaria
de S.
Torquato
do
cor-
jente
anno,
um
annel
de
ouro.
A
pes
soa a
quem
pertença,
pagando
o
impor
te
d
’
eslê
annuncio,
e
dando
o
signaes
certos,
póde
procural-o
na
freguezia
de
Cabreiros, suburbios
de
Braga,
na
mão
de
Bosa
da
Cunha
Rocha.
(2093)
IALA
II HL INGLKZA
A
uim
e
terceira
carreira
mensal,
directa
entre.
Aluga
se
ou
vende-se o
magnifico
pa
lacete
do
fallecido
visconde
de
S.
Laza
ro,
sito
na rua
de S.
Lazaro
d’
esla
ci
dade,
com
frente
para
a
rua
do
Raio.
Tem cocheira, jardins,
pomar,
quin
tal,
agua
em
todos
os
andares,
exceden
tes
vistas
e
commodos
para
uma
nume
rosa
família.
Também
se
arrenda
ou
vende,
junta
ou
separadamenle
d
’
esle
prédio,
como
mais
convier,
o
prado
contíguo
ao
quintal
d
’
elle;
o
que tudo
póde
ser
visto
a qualquer
hora
do
dia.
Para
tratar
na
gerencia
do
Banco
do
Minho ou na rua do
Alcaide,
n.»
23.
(2089)
ALUGAM-SE
as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres
e com
muitos commodos.
Trata-se na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
Dinheiro
sobre
penhores
Na
Caixa
Penhorista
Bracarense,
rua
de
D.
Gualdim,
ao
pé
da
Roda,
dá-se
dinheiro sobre
prata,
ouro, joias,
roupas
e outros
mais
objectos
que
tenham
va
lor
de
cincoenla
mil
reis
para
cima;
tem
grande
abatimento
nos
juros.
Acha-se
aberta
desde as
7
horas
da
manhã
até
ás
8
da
noite.
CARRIL,
VIGO,
MONTEVIDEO
e
BUENOS-AYRES
Para
evitar
quarentena
no
Rio
da
Prata
irá
um dos excedentes
paquetes
d’
esta
Companhia
directamente
para
lá
depois
de tocar
em
Carril
e
Vigo
no
dia
29
ou
30
de novembro
corrente.
Acceitam-se
passageiros
de todas
as
classes.
Para
mais
esclarecimentos,
dirigir
a:
Guilherme
C.
Tait, Porto,
Inglezes,
23
—
D.
Urioste, Carril—
D.
Eslanislao
Duran,
Vigo—e
aos
correspondentes,
em
todas
as
cidades
e
vdlas.
Unico
correspondente
em
Braga,
João
Manoel
da
Silva
Guimarães.
(2091)
VENDA
DE
QUINTA
Vende-se
a
quinta de
Cima,
na
fre
guezia
de
Caires, concelho
de
Amares.
Tem
montados
suílicientes,
e
agua
abun
dante
que
póde
regar
mais
propriedades.
Trala-se
em
Braga
no
Campo
Novo
n.»
1.
(2063)
Na
rua
de
S.
Vicente
desta
cidade
de
Draga,
vendem-se
as
casas
n.08
34
-34
A,
e as
de
n.°
35,
com
seu
quintal,
com
sa
bida
para
a
rua
da
Escoura.
f2ul6)
Muita
attenção
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente,
tem
em
ser
a
quantia
de 8000000
reis
para
mutuar
por
hypolheca
de
raiz.
(1056)
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de Santo
Amaro da
Sé
Primaz,
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
5000000
reis.
(2065)
APROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos n.°
33, bem
como
os
moveis
que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu dono
se
ausentar
para
Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar
com
a
ametade
do
preço
a
juro
de
4
p.
c.
com
hypolheca
na
mesma
casa,
por
tem
po
de
um
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde, das 4 ás
6
—
podendo tratar-
Ailuga
se
do
S.
Miguel por
diante,
2
prédios
recentemente
reconstruídos
de
no
vo,
com
os
n.
os
27
e
28,
eitos
na
rua
de
D.
Pedro
V,
com
quintal
ajardinado
todo
morado,
e
com
agua.
Tem
commo
dos
para
numerosa familia,
e
dos
2.°®
andares
gosam-se
os
pontos
mais impor
tantes
de
Braga.
Passa
ao pé
da
porta
o
americano.
A
tratar
com
o
seu
pro
prietário
nos
baixos
dos
mesmos
onde
po
dem
ser
vistas
a
toda
a
hora
do
dia
e
podem
ser occupadas
desde já.
(949-Q)
RESPONSÁVEL—Luiz Raplisla da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA LUSITANA— 1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
