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- conteúdo
-
REDACIORES—
D.
Miguel
Solto-Major e Dr. Custodio Velloso.—
DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
1&600
S50
40
20
10
Braga,
12
mezes
..........................
»
6
»
.............................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS, QUINTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes
............
2&000
»
6
®
............
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3$6i)@
Folha
avulso..................
Í0
‘
N.° 838
BK4GA—t>8
MXT
1-FE1K i 19
8ETEHBKO
ÍJE
ISVS
ÍEB-',
violencia
da
phrase
pode
inspirar
urna
de
apparencia
li
em
tugaz
e
ephe-
illusoria na
ultima
19 DE SETEMBRO
Se-
Completa
hoje
25 annos o
nhor
D. Miguel
de
Bragança.
Nao
é o anniversario
do Real
Proscripto
saudando com sal
vas e repiques,—que ainda
não
soou
a hora da
verdadeira li
berdade
na terra hoje escrava
da Revolução.
Mais for
*
te
que essas femen
tidas manifestações do libera
lismo, que nos tyrannisa, é
a
poderosa voz
do coração, que
n
’este
dia
se alvoroça em to
dos os verdadeiros portuguezes
que
se
não
mancharam na obra
da
iniquidade:
mais poderosas,
efficazes
e insinuantes
são ora
ções
sinceras
,e fervorosas que
n
’
este jubiloso dia sobem ao
Throno
do Todo-Poderoso, pela
dilatação
da preciosa existên
cia
do Augusto Proscripto
da
Real
Casa
de
Bragança, para
regeneração
da Patria e
trium
pho
da
Egreja Catholica.
Como
soldados fieis da causa
tres
vezes
nacional, saudamos
o
Chefe
da legitimidade portu-
gueza.
Approxima-se
o dia
da
lucta
eleitoral
para
deputados.
A
contenção entre
os
vários
grémios
liberaes
vae
irromper
em
suas
apaixonadas
explosões
peratile
a
ur
na.
Cerram-se
as filas dos
dous
maiores
partidos,
que
de
ha
muito
trazem
travada
crudenlissima
guerra,
a
titulo
de
conquis
tarem
o
rijo
timão
do
estado,
para
o
re
gerem,
para
lhe
susterem
as oscillações
terríveis,
para
lhe
regularem
os
movimen
tos
pela bússola
da
moralidade
e
da
eco
nomia,
e
esquivarem
assim
aquella
tor
mentosa
nau
ás
singraduras perigosas,
por
onde,
em
seu rumo
temeroso,
a
condu-l
sem os
timoneiros
do grémio
regenerador.
I
OCUI
IIIUUIICIIUÍ UU
I
dUUI
. l •
A
pugna
tem
sido
violenta
e
impla-
"
cavei
n
’
estes últimos
‘
tempos,
mormente
apoz
a
restauração
inopinada
dos
favori
tos
da
côrte.
Por
varias
vezes
a
perspe-
ctiva
dourada
do
advento
das
pastas
go
vernativas
se
ofikrecia
á
contemplação
dos
grupos
opposicionistas,
lisongeando-lhes
as
aspirações,
aflagaudo-lhes
as
bravezas,
ama
ciando-lhes
as
iras,
para
logo depois,
ve
rem,
a
um
simples
acêno
do
poder
mo
derador,
desapparecer-lhes,
como
um
so-
nho,
as
fagueiras
esperanças
com que
já
ideavam
conquistada
a
dama
dos
seus
entranhados
amores
e
ardentes
atiheios.
Conterem-se
nas
raias
demarcadas pe
las
balizas
da
prodeucia
e da resignação,
cazo
foi,
não raro,
que
exigia
alentos
quasi
sobrehumanos
entre
os
despeitados,
entre
os
insoífridos
partidários
para
quem
a
hiais
breve delonga
é
uma
desgraça,
e
os
longos
periodos
de
intermiltencia
é
uma
calamidade.
Mas
esses
alentos
exgolMMi-se.
As
successivas
decepçôes
gerararOr
irritação
Su
prema.
As
profundas dissidências
e in
conciliáveis
anlipalbias
dos
deslierdados
symbolo
augusto
das
ficções
constitucio
naes,
e
tem descarregado todo o fel,
toda
a
acrimonia,
toda a
e
do
mau
humor
que
esperança
que
sempre,
songeira,
se
converteu
mera
e
desabáladamente
evolução
ministerial!
Na
lucta
das
eleições
municipaes
tra
varam-se
as
armas
da
acção,
que
não
só
as
da
palavra vehemente
e
concitadora;
e
os
viçtoriosos,
á
luz
da
boa
critica,
não
foram,
por
certo,
os
que
envergavam
o
manto
aulhoiitario,
e
o
arrastaram,
ro
çagante
e
pomposo,
pelas
portas
dos cj-
dadáos
a
mendigar
os
votos
dos
intrépi
dos
e
altivos,
a
exigir
os
dos
tímidos
e
subservientes,
e
a
seduzir
os
ambiciosos
e
interesseiros.
Temos
por
sem
duvida
que
da
outra
banda
se
não
abstiveram
das
mesmas
violências
e
seducções,
dos
mesmos
meneios,
das
mesmíssimas
torpe
zas;
mas
a
synthese
do
successo
final
ha
de
forçosameute
considerar-se
como
desfa
voravei
á
grey
poderosa dos
minisleriaes.
A
privança
da
corte
não
os
pôde
alliviar
d
’
este pesadâllo,
nem
cicalrisar-lhes
esta
ferida
moral
que
lhes
abriu
no
seio
a
ira
temerosa
da
opposição
Não
ha
argúcia
melaphysica que
desvanêça
este
resultado
i
positivo
das eleições
camararias.
Se
ai
palma
do
triumpho
material
lhes
enfeita
j
a
dextra,
não
a sobredoiia
o
esplendor
das
victorias
gloriosas
que
alleam
o con
tendor
ás
honras
de
heroe.
Que
trimnphar
não
é
somente
possuir,
no
final
da
lucta,
os despojos,
e estar
senhor
e
possuidor
dos
campo.' da
peleja;
porque
a
opinião
publica peza
as
circumslancias,
as
mano
bras,
as
evoluções,
os
meios,
a tactica,
as
forças,
emíim
tudo quanto
prepondera
na
balança
da critica;
e
nao
confere
a
corôa
civica
a
quem
se apresenta, embora
triumpbanle,
com a
macula
daà
negras
acções,
dos
desbaratos
parciaes,
e
da
vio
lência
despótica
posí
bellum.
Agora
nova
refrega,
e
mais
requinta
dos os
odios.
A
eleição camararia bem
póde tomar-se como
o
ensaio
dos
parti-
tidos
para medirem
a sua
preponderância
reciproca
perante
a
urna,
tfonde
hade
sair
o
suííragio
para
o
parlamento.
Recru
desce
a
briga,
agora
que d
’uma
e
d
’
ou
tra
parte
se
julgam
empenhados
os
brios
d
’honra
e
pundonor—
d
’
uma
banda,
porque
as
victoiiqs
do
Porto,
de
Belem,
d
’
Aveiro,
e
de outros pontos,
servem
de
incita
mento
a
m
o
is arrojados
commettimenlos
e esperanças,—
d
’
outra
banda,
porque
se
presuppõem
ollendidos
os
foros
aulhorila-
rios,
o
orgulho
soberano
de quem vive
sob
os
alfagos
e
a alacridade
da
corôa;
e
em
cada
triumpho
do
adversário
des
cobre
uma
sombra,
um
espinho,
um
at-
trilo
immenso
no
gôso
dos
benefícios
reaes,
que
são
o
seu
fulcro,
e
a
sua
base
principal.
E
que cumpre
proceder
ao
partido
le-
gitimisla,
n
’
esla
presente
conjuuctura?
Qual
é a
norma
que tem
de
seguir,
como
corpo
colleclivo,
no
meio
d
’este
troar
de odios
e
febre
de
requestes entre
os
partidos
liberaes
?
E
’
o
que
havemos
de responder
em
outro
artigo
no
seguinte
numero.
Í®arí»
a
E
jíh
I
oscíís
c.
v.
A
matéria
superabunda
Os
elementos
essen-
da
miseranda
historia
’
'
j
,
em
exuberan-
pelos
proprios
paladinos da liberdade,
Archivemos.
extraordinariamente,
ciaes
da historia,
d
’esta
epoca,
são
fornecidos
cia, j
do
poder
dispararam
em
cheio
contra
o|
pelos
que tanto
conclamam
contra
o ima-
ginario
absolutismo
d
’outras
eras,
pelos
que,
na
sua
obsecação
parlidaria,
não
lo
brigam
o absolutismo
real
que paira
nas
regiões
elevadas
da
governação
do
estado,
pelos
que
só
dão
guarida
ao
preconceito
revolucionário
em
odio á
illuminação
es
plendorosa
da
legitimidade,
verdadeira
con-
socia da liberdade genuina,
sincera,
e
ef-
licaz.
O
nosso
collega
do
«Primeiro
de
Ja
neiro»
n.°
210,
com aquelle
estylo
ace
rado
e terso,
que
tanto
o
distingue,
pu
blica,
em
seu
artigo
directivo,
este
pe
daço de
historia
que
arremessa
ás
faces do
snr.
duque
d
’
Avila:
«.........
não
póde
estranhar-se
que
ao
snr.
duque
d
’Avila
se
recorde a
declara
ção
que
s.
exc.a
fez
ao
parlamento
em
1871,
dizendo que el-rei
cedera
esponla-
netmente
de 15
p.
c.
da
sua
dotação
para
as
urgências
do estado;
quando
é
certo
que
essa cedencia
só
foi
feita para
im
pedir
que
a
apresentasse
e
discutisse uma
mensagem
ou
moção,
que
fôra
annuncia-
da
por
tres
deputados
bem
conhecidos.
A recordação d
’
esle
facto
tem
por
fim
pôr
em
relevo
que
as
recordações
officiaes do
snr.
marquez
d
’Avila nem
sempre
são
dictadas
por
um
rigoroso
espirito
de
ver
dade,
que
a
esta
sacrifique as
suas
compla
cências
palacianas.
...............
Em
seguida
á
declaração
feita
na
camara
pelo
snr.
duque
d
’Avila
(então
marquez
do
mesmo
titulo)
de
que
sua
mageslade
cederia
espontaneamente
de
15
p.
c.
de
sua
dotação,
pondo-se
assim
ao
par
dos
funccionarios
superiores, que
soffriam
aquella
deifucção
nos
seus
ven
cimentos,
a
camara
dos
surs.
deputados
nomeou
uma
commissão
para
agradecer
a
el-rei.
Foram
ao paço
os
ministros
an-
nunciar
ao snr.
D.
Luiz
a
nomeação
da
comtnissão,
e
perguntar-lhe
quando
a
po
dia
receber,
e
sua
mageslade,
ás
primei
ras
palavras
sobre
o
assumpto,
prorom-
peu
em
violentas
recriminações
contra
a
camara,
que
se
julgava
com
direito
a
exigir-lhe
a
reducção
na
lista
civil
e
a
re
solver
sobre
esse
ponto.
A
cólera
de
el-rei
era
grande,
e
mos
trava
bem
a
espontaneidade
da
cedencia.
Sua
mageslade
apoiou
os
seus melindres,
tirando da
sua
algibeira
a
minuta
de
um
discurso,
com
que resolvera receber
a
commissão,
e
que
era
nada
mais
e
nada
menos
do
que
uma
aspera
censura
á ca
mara
por
uão
lhe
reconhecer
direito
de
se
intrometter
em
tal
assumpto,
que
el-
rei
considerava
estranho
e
superior ás
deliberações
pai
lamentares.
Estavam pre
sentes
o
snr.
duque d
’
Avila
e
o
snr
vis
conde
de
Chanceileiios,
que,
como
é
de
ver,
ficaram assombrados
com
a
resolução
de
el-rei,
e
empregaram
lodos
os
esforços
para
desviar
d
’ella
sua
mageslade.
O
snr.
D
Luiz
não
prescindia,
po
rem,
do
que
julgava
justa
correcção.
Era
a
espontaneidade
!
Por
íirn,
e
á
força
de
instancias
e
rogativas,
el-rei
pediu
aos
seus ministros
que
se
demorassem
um
instante,
e
que
em breve
lhes
daria
res
posta
definitiva.
Evidentemente
ia
ouvir
o
seu conselheiro!
Retirando-se
então
aos
seus
aposentos,
voltou
poucos
instantes
depois,—
e
por
tal
signal
que
fumando
um
grande
charuto,
e
disse
ao
snr. Avila que
cedia
do
seu
discurso,
e
que
receberia
a
commissão
sem
elle.
como
effectivameute
fez.
Os ministros
demoraram-se
ainda
al
gum
tempo
tratando
de
-outros
negocios,
e
quando
sahiram,
toparam
com
o snr.
Fontes,
o
qual sahia dos
aposentos
par
ticulares
de
el-rei.
O
conselheiro
da
re-
primenda,
e
provavelmente
seu
auctor
lam
bem,
estava
denunciado.
Suppnnha-se
que
o
sor.
Fontes não
gosava das
boas
gra
ças
de
el-rei,
e,
atinai
era
elle
que
já
en
tão
inspirava o
chefe
do
estado, que
só
d‘
elle
tomava
conselho!
Tirem-se
d’
estes
factos
as conclusões
que
parecerem
melhores.
Abstemo-nos
de
esse
trabalho,
que
bem
pode
ser
stippri-
do
pela
critica
dos
leitores.
Eis
ahi
uma
ordem
de
commentarios,
que
a
carta
do
snr.
duque d
’Avila
vae
provocar,
e que
bem
podiam
dispensar
se.
Pelos
factos
que
deixamos
narrados,
provocamos o
snr.
du
que
d
’Avila
a
que
nos
desminta,
inclusive
na particularidade
do
charuto,
mas
o
que
exigimos, se
esse
desmetido
vier,
é
que
elle
seja
abonado
com a palavra
d
’honra
do
snr. visconde
de Chancelleiros.
...........................................................................................................D
V
Hedaefis
<ío
«Commercio
«!o
íVXintioB.
Londres,
2
de
Setembro, 1878.
Interpolei
a
ordem
das
datas,
man
dando
antes
a
carta
precedente
a
esla
de
hoje,
por
ser
de interesse mais
instante
aquella,
e
por
não
estar
copiada
a
de
que
vai
hoje
uma parle, e
de que
logo
seguirá
o
resto.
Como
se
verá,
contém
grande
interes
se
político
e religioso em
relação
ao
Orien
te;
que vae
tornar-se
novamente
theatro
de
notáveis
mudanças
e
acontecimentos
de momento
considerável
nos
destinos
mo-
raes
do
Mundo.
A.
R. SARAIVA.
Londres,
8
d'Agosto,
1878.
SUMMARIO.
.
L
—
Occopação
Ingleza
do Chypre;
suas
immediatas
e
prospectivas
consequências
na
condição da Ilha.
II
—
E’ um
preliminar
de
linha
fer-
rovial
para
a
índia até
o Golpho
Pérsico
—
que
irá
resiíscitar
a
civilisação
decahida
n
’
aquellas regiões tão
famosas
do
mundo
antigo.
III.
—
Um
verdadeiro
canhão
mostro.
IV.
—
Todos
outros
resultados
do
Con
gresso
sam
insignificantes
na
opinião
In-
gleza,
em
comparação
da ãcqtiisição
de
Chypre;
razões
d
’isso
bem fundadas
e
justificadas.
V.
—
O
Arcebispo
de
Canterbury,
e
um
cento
de
Bispos
Protestantes
de'
varias
côres,
parodiando
o Concilio
do
Vatica
no, e
preparando
se
o
grande
e
systema-
tico
ataque
ao
Catholicismo.
VI
—Ha
symptomas
muito
favoráveis
de
que
Bisinark
e
o
Governo
Prussiano
começam
a
conhecer
o
grande
êrro
que
cominelteram
em
perseguir
a
Igreja
Ca-
tholica.
!■
—
(2
de Agosto)
—
Um
dos
curiosos
resultados da
occupação
de
Chypre
pela
Inglaterra,
é
muito
significativo,
'sobre
tu
do
pela
promptidão
com
que
se
mani
festou
e
começou
a
se
desenvolver;
foi
o
determinarem
logo
grande
numero
de
pes-
sôas
nos
domínios
Turcos
mesmo,
par
tir
para
a
Ilha
a
ir
eslabelecér-se
n
’ella,
transportar
para
lá
suas
industrias,
nego
cios,
e
capitaes,
etc.
E
’
digno
de reflexão
também
vêr,
co
mo
taes
effeitos
seguem
tão
depressa
as
causas
em
nosso
tempo;
e
a
razão
está
na promptidão pasmosa com
que
as
no
ticias
de
tudo
hoje se
communicam
e
ge-
neralisam
pela
imprensa
periódica,
ajuda
da
pela
telegraphm.
Apenas
em
Constantinopla
mesmo
se
divulgou
a
noticia
da
ecmn
Chypre
ia
passar
sob
administração Ingleza,"
corne-
çáram
logo
a
emigrar para lá
pe<sô?s,
Gregos,
Arménios,
Turcos
mesmo, da
própria
Capital
Otlomaita.
Mas agora
che
garam
noticias,
mostrando, que
é
prin-
cpalmente
do
Egyplo d
’
omle
o êxodo
é.
parece,
quasi
como
a
dos Israelitas
no
tempo
de
Muysés.
Da
Asia
Menor,
da
Syria,
de todo
o
Levante.
vam
apinhar
se.
segundo
todas
as
appareuci
as,
immigrantes
na
celebre
Ilha,
que
a
tornaram,
em
3
ou
6
annos,
um
dos
mais
frequentados,
elegantes
e
opulentos
pontos
do
mundo
verdadeira
mente
mais historico
e
antigo; que
vae
na
verdi.de
resurgir
a
uma
celebridade
semelhante
á que
noutro
tempo
gozou
sob
Pitenicios,
Gregos,
Persas
e
Romanos,
e
rnais
modernamente
ainda
no tempo
dos
Cruzados.
A
actividade
Ingleza vae
ali
rnanife
star-se
—
ou
antes
se
esta
manifestando
já
—
em
melhorar
a
condição
samtaria.
po
licial.
administrativa,
agricullural.
naval,
social;
e
em
muito
breve
tempo
a
notá
vel
Ilha
que
deu a Vénus
um
de
seus
principaes
.
appellidos,
vai
brilhar
cmn car
dumes
de
brillezas
britânicas;
que
ham de
explorar
seus
valles,
suas
praias,
suas
coi-
linas,
suas
montanhas,
suas
antiguidades
—
do
que
tudo
não tardaremos
a
ter
in
teressantes
e
copiosas
descripções.
Este
sticcesso
de
Chypre não
é
mais,
cotnlu-
do,
que iniciação
de
mudanças
e resulta
dos
muito
maiores.
II.
—
A
occupação
de
Chypre
constitne
um
primeiro passo, um
começo
do
gran
de
projecto
de
preparar
caminho
terrestre
paca
a
Índia,
não só
mais
independente
e
rápido
que o
Canal
de
Suez,
mas
es
tabelecendo
ao
mesmo
tempo—
como
an
tes
de
muito se
estabelecerá—
uma
grande
familiaridade da
Inglaterra
e
dos
íngle-
z.es,
com os
mui
notáveis
paizes e
sitios
que a
mesma
communicação, já
ferro
via!.
já
marítima,
tem
de
atravessar.
Não
é
facil,
nem
deixa
de
ser
muitís
simo
dispendioso
a
construir
ferrovia
a
travez
de
tão
grandes
distancias,
onde
ha
valles.
montanhas,
desertos
que
passar,
e
sobretudo
paizes
hoje
semi-bai
baros,
ou
barbaros
de
todo,
infestados
até,
em
certas
localidades,
por
tribus
ou raças
que
têm a
pilhagem
por
occupação nor
mal
e
modo
de
viver.
A
civilisação
po
rem
os invadirá
por
rneto
da
linha
fer-
r
vial
mesmo,
e
virá
por
ahi
pôr
fim
a
suas
depredações
e
barbaria.
A
locomotiva
irá,
com
seu
agudo sil
vo.
acordar
de novo uma civilisação
ha
perti>
de
vinte
séculos
dormente,
remexer
as
cinzas
de
Ninive
e
de
Babylonia,
vi
sitar
a
patría
de
Abraham,
o
berço
e
primeira
habitação
do
genero
humano.
Aqui
atravessando,
além
seguindo
a
mar
cha
de
Alexandre;
sujeitando
á
Europa
a
índia,
que
o
Grande
Macedoneo
não
che
gou
a
submelter.
Não
tardará
muito
que
perto
da
pri
meira
Sé
(Anliochia) que
presidira
o
Prín
cipe
dos
Apostoles,
irá
roncar
o
vapor
dos
pyroscaphos;
e
a
locomotiva
partirá
sibi
lando
a travez
da
Syria,
a
visitar
a Me-
sopotamia,
e
a
Chaldea,
e
a
ir
entregar
sua carga
aos
vapores
Indianos que a
esperam á
cabeça
do
Golfo
Pérsico,
para
transporlal-a ao
Induslão.
III.
—
Encontro
a seguinte
noticia
de
Berlim, que
merece
contemplada
como
um
symptoma
addicional
dos
tempos
ex
traordinários
em que vivemos.
«Um
novo canhão
de
35
milímetros
acaba
de
ser
experimentado
nos
campos
de
prova
d
’
arlilharia
de Krup
em Bredilar.
O
projétil
atirado
por
esta
peça
monstro
penetra
as
mais
fortes
couraças
de
navio
á
distancia de
6
kilomelros.
Dois tiros
disparados
á
distancia
de
2:000
metros
serám
bastantes
para
incapacitar
ou
mel-
ter a
pique
o
mais
forte navio existente
no
mar. Cada
tiro
custa
30
libras
ester
linas,
e
leva
seis
minutos.
E
’
esta
a
re
lação
do
prim
-iro
dia
d
’experiencia
e
prova.»
A
Inglaterra
tem
ido
augmetitando
mais
e
mais
a
grandeza
de seus
navios
de
guer
ra,
e
a
grossura
das
couraças
ou
chapas
de
ferro
de
que
sam
guarnecidos,
com
o
fim de
tornar
invulnerável
a
irresistí
vel
este
seu
meio
de
preponderância
e
domínio
no
mar
(e
na
terra
também).
Mas
eite
Prussiaoo
Krup
parece
por
fiar
ao
mesmo
tempo,
com
seu
progres
sivo
aug
nento
de
poder em
su
»
inon
trios
i
artilharia,
e n
dizer
aos
Inglezes
:
—
Nã
•>
é
bastante
a
força
fie
suas
defensas
contra
a
dos
meus bro;.
*
—
Veremos,
pois,
breyemente
tratar-se
aqui de
novas
em
barcações
e
armaduras
monstros—
«Quem
ditihdro
tiver
fará
o
que
quizer»,
diz
o
prev,-rbio.
A.
K.
SARAIVA.
(Cuntin
ia)
JOSÉ M.UU.i DIAS DA COSTA.
collega e
correligionário,
ao
menos
por
uma
alma
bem
formada,
nobre
nos
sentimentos,
altaneira
pela
dignidade,
pelo pundonor,
alma
que
era
uma
luz,
mas
que
se
eclipsou
para
o mundo.
Porque
as
boas
qualidades,
a virtude,
desligadas
sempre
de
crenças
políticas,
pois
em
lodos os
campos
ha
homens
virtuosos,
são sempre
reconhecidas
por
amigos
e
con
trários.
Aos
seus, e
principalmente
aos
nossos
çollegas
que
com
o
finado
serviam
na
te
dacção
do
«Commercio
do
Alinho»,
en
viamos
d
’aqui
sentidos pezames.
—
R.
•—
(«Atalaia»).
Passou
d’esia a
melhor
vida
no
dia
3
do
corrente
o
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
proprietário
e
editor
do
«Commer
cio
do
Minho»
e
da
«Semana
Religiosa»
de
Braga.
Era
convencionado
de
Evoramonte
e
cavalheiro
geralmenie
estimado pelo
seu
caracler
fr-mco,
generoso
e
serviçal,
sobre
tudo
pela
sua inexcedivel
dedicação
á
Cadeira
de
Pedro
em
Roma.
Dotado
d
’um
genio
branco
e
affavel,
dedicava sempre
de
coração
e
braço
por
tudo
quanto
era
religioso
e
catholico. Em
política
seguiu
sempre
franca
e
lealmente
a
cauza
que
em
sua
consciência
tinha
por
ligitima
e justa,
e mais favoravel
aos
in
teresses
do catholicismo, merecendo
por
isso a
veneração
e
respeito dos
adversários
illustrados
e respeitadores
de
convicções
sinceras
e
ideias
nobres.
Em
1871,
fez parte
da
Commissão
portugueza,
que
foi
felicitar o
Santo
Pa
dre
Pio
IX
por
ultrapassar
os dias
de
Pe
dro, e
depois
voltou por Allemanha; e
o
anno
passado
foi
um
dos
mais
zelosos
agentes
da
peregrinação
portnguezi
em
toda
a
província
do
Minho,
e
não
fez parte
da
mesma
por
lhe
ser
impossível
por
mais
d
’
um
motivo.
Braga por
tempo
se
lembrará
com
sau
dade
de
José
Maria
Dias
da
Costa,
que
era
um
verdadeiro
homem de
bem,
e
ca
tholico
pratico.
Pedimos
para,
a
sua
alma
um
P.
N.
e
uma
A.
M.
Requiescat in
pace.
—
(«Farnilia»).
(
Continuação)
A
noticia
do
fallecimento
do
snr.
José
Maria
Dias
da
Gosta,
occouido
á
I
hora
da
tarde do
dia
3
do
corrente,
em Braga,
seosibtlisou
muito
os seus
amigos
d
’
esta
cidade.
O
illustre
finado,
editor do
—
«Com-
mercio
do
Minho»
e
da—
«Semana
Reli
giosa»
era
um
cidadão
prestável
e
de
lodos
bemquislo.
Adepto
da
facção
legitimista,
e
fiei
aos
princípios
do
seu
partido,
e
de
que
era
um
sol
lado
estrenuo,
tinha
numerosos
amigos
em
todos
os
partidos,
porqoe era
um
homem
de
bem.
e
incapaz de
faltar
aos
seus
deveres
de
cavalheiro
independente
e
audero
em
suas
crenças.
Era
um cidadão de
convicções
e
in
transigente
com
tudo
que
fosse
opposto
a
e.llas, pelo
que
era
digno
do
respeito
de
todos.
Alguns adversários
das
ideias,
porqoe
pugnou
corajoso,
recriminaram-no
bastan
tes
vezes,
e
elle
sempre
no
seu
posto
de
honra,
luctou,
firme
campeão,
defen
dendo
se
com
energia
e
delicadamente,
de
sorte
que
nenhum
dos
seus
arguentes
sa-
hia
do
combale
oflendido
por
qualquer
grosseria do
seu
contendedor
O
finado,
não obstante
as
suas
ideias
d
’outros
tempos,
era
um
verdadeiro
pro
gressista,
quando se
tratava
de
tudo
que
tendia
a engrandecer
a
cidade
de
Braga,
que
lhe
deve
muno,
como
deve
confes-
sal-o;
pois
que
era
um
dos
primeiros
a
tomar
calor
pelos engrandecimentos
de
el
ia.
Emfirn,
José
Maria
Dias da
Costa,
como
esposo
foi
um
esposo
excellente;
como irmão um
irmão
modelo;
como
ami
go,
dos
raros
que
ha
hoje,
generoso
e
leal;
como
cidadão
um
cidadão
orestimo-
so:
como
jornalista,
denodado,
incançavel,
honrado,
sendo
o
decano
da
imprensa
bracarense.
A
sua
morte
causou geral
sentimento;
e
nós,
amigo
do
finado
illustre,
sentin-
do-a
amargamente,
acompanhamos
sua
exc.
ma farnilia,
no
seu
pesar
profundo
por
sticcesso
tão
triste,
e
dando-lhe
d’
aqui
singelos
pesames,
desfolhamos
sobre
a
campa
do nosso
chorado
amigo uma
sau
dade,
espargindo
n’
ella
nossas
lagrimas,
rogando
ao
Altíssimo pelo
seu
eterno
des-
canço.
(Correspondência
de Guimarães
para
a
«Estrella
Povoense»),
O
partido
legitimista acaba
de sofirer
a
penla
d
’um
de
seus
mais
estimados
membros,
d
’
tima
rigidez
de
caracler
a
toda
a
prova,
firme
e
austero
nas
suas
crenças
políticas,
quer
religiosas.
■
Falleçeu o snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
redactor
do
«Commercio
do
Mi
nho»
Era
catholico
e
legitimista.
E
sabia
sel-o.
Como catholico,
cria
firmemente
em
tudo
que
ensina
a
Santa
Madre
Egreja
e
cumpria lodos
os seus
preceitos,
sabendo
modelar n
’eiles
a
sua
vida
de
homem
probo
e
muito
independente.
Como
legitimista.
iámais
desesperou
n
’
este
tracto
ainda
não
terminado
de
provações
para
o
seu
par
tido;
fiel
sempre,
não
largou
a
penna,
que era
guiada
pela
firmeza de
suas
con
vicções
e
forte pela virtude
da
verdade,
com
que
defendeu
a
sua
causa
que
é
a
de
todos
os
legiti
mistas,
a causa
de
Deus,
da
Patria
e
do
Rei,
triada
santa
e
justa
que
resume o
credo
e
o
codigo
da
legiti
midade.
Aos
que
criam
já,
incutia
a
perseve
rança
e
incilava-os
a
uma
fidelidade
reii-
•giosa.
Aos
contrários,
ou lhes
refutava
com
eloquência
e
superioridade
as
suas
más
razões
e
os
sophismas
adduzidos
con
tra
a
legitimidade,
ou
brandamente
os
ins
truía
com a lealdade
própria
d'um
ho
mem
nobre
e
dos
caracteres
elevados, so
bre
os princípios
justíssimos
e
puros
do
seu
credo,
desfazendo
preconceitos
e
con
quistando
os espíritos
preservados aio
ia
da
má
fé,
de
que
nfelizmeníe
estão
possuídos
muitos
corações.
Era
um
soldado,
mas um
soldado
va-
lente,
denodado,
heroico.
.Morreu.
E’
o
destino
de quanto
vive,
áos
que
ficam,
com
especialidade, aos
que
creem
como
elle,
e
porisso
lhe
devem
os
seus
bons
serviços,
cumpre
exorar
por
sua
alma
para
que
Deus lhe
dê
o
eterno
des
ça
nço.
Nós
exoramos
lambem=por
um
collega
bemquislo. e
por um correligionário
pre
zado.
Muitos
exorarão,
se
não
por
um
I
0
a ■;« ® n
v
r
lí -M
&S
Zlá
& &
&
tuguez,
Francisco
Raphael
da
Silveira
Ma-
ihão.
IFfld!®e8iane>nti».
—
Deram-se
ante
hon
tem
á
sepultura
os
restos
mortaes
do
snr.
tenente
do
8,
Pedro
d
’
Alcantara
e
Cunha.
Falleceu no
vigor
da
edade,
victima
d
’
uma
thisica
na
larynge.
Damos
os
nossos
pesames
á farnilia
do
íinado.
©•osífseíBao
d»
«Mãais-ãeto.
—
Em
ses
são
de
6
do
corrente
o
Conselho
dedis-
tricto
resolveu
os
negocios
que
seguem:
Foi
de
parecer
que
estava
nos
ter
mos
de
ser
approvailo
o estatuto
do
asy-
lo
de
inválidos,
da
villa
de
Barcello«__ _
Mais
foi
de
parecer
que
estava
nos
termos
de
ser
altendida
a
representação
da ca
mara
de
Braga,
para
que
seja
approvado
o
novo
contracto
d
iliuvninação
a
gaz, vis
to
ter-se
satisfeito
á portaria
de
tí
de
julho
do
corrente
anno.
Foi
de
parecer
que
estavam
nos
ler
mos
de
ser
approvados
os
orçamentos
das
seguintes corporações,
reffpeitantes
a
1878.
1879.
—
No
concelho
de
BarceHos,
do
San-
tissimó
Sacramento,
das
freguezias
de
Grei-
xomil. Feitos
e
Bircellos; Senhora
do
Ro
sário.
dis
freguezias
de
Guizo
e
Banho;
Almas,
da
freguezia
de
Pereihal
e
Senho
ra
da
Conceição,
da
freguezia
de
Bastuço.
—No
concelho
de
Braga,
da
Senhora
da
Boa
Morte
erecta
no Collegio
das
Ursuli-
nas.
—
No
concelho
de
Cabeceiras
de
Bas
to,
do
Santíssimo
Sacramento,
das
fregue
zias
de
Abbadim
e
Santa
Senhorinha.—
•
No
concelho
de
Famalicão,
da
Senhora
da
Conceição,
da
freguezia
de
Mouquini,
Approvou
as
contas
da
confraria
do
Smtissimo
Sacramento
dc
BarceHos
res
peitantes
a
18711873 até
187(3-1877
e
da
Senhora
da
Soledade,
da
mesma
villa,
res
peitantes
ao
mesmo
periodo.
Informou
a
Provisão,
expedida
pelo
supremo
tribunal,
ácerca
do
recurso
inter
posto
por
Antonio
Ferreira
da
Cunha
Braga,
da
freguezia e
concelho
de
Fama
licão.
Em
sessão de 11
os
seguintes
:
Foi
de
parecer
que
podem
ser
anne-
xadas
,as
confrarias
de
Nossa Senhora
do
Rosário
e Santíssimo
Sacrammto, da
fre
guezia
da
Loureira,
do
concelho
de
Villa
Verde.
—Mais
foi
de
parecer
que
estão
nos
lermos
de ser
approvados
os
orçamentos,
das seguintes
corporações
do
concelho
de
BarceHos,
respeitantes
a
1878 e
1879:
—
Do
Santíssimo
Sacramento,
das
freguezias
d
’
Arcuze!lo,
Palma,
Macieira
e
Silva,
e
Senhora
dos
Remedios,
da
freguezia de
Adães
Attendeu
a
reclamação
de
Manoel
Jo
sé
da
Silva L-ouor,
de
S.
Tfiiago
de
Villa Seeca,
do concelho
de
BarceHos,
para
ser
isento
de
vogal
da
junta
de pa-
rochia,
para que foi
eleito.—
Deu
provi
mento
ao
recurso
interposto
por
João
Mi
guel
da
Costa
Pinto, da
freguezia
de
Ma-
rão,
do concelho de
BarceHos,
da
decisão
da
junta
individual
de
Braga,
que
o
col-
lectou
como
mercador
de carvão.
—An-
nullou
a
eleição
da
junta
de
parochia,
da
freguezia
de Ribeirões, do
concelho
de
Fa-
malicão.
designando
o
dia
22 do
corren
te,
para proceder
a
oulra
ãtova
«le snude.—
Construiu-
se ultimamente
no
Porto
um
edifício
im
portantíssimo,
destinado
a
receber
os
in
divíduos
que
precisem
d’
um
tratamento
medico,
bem
dirijido,
e
d
’
um
agazalho,
que
não
é
facil
encontrar
nos
hospitaes,
e
mesmo
até
nos
domicílios,
quando o
doente não tem
junto
de
si
os
cuidados
e
as atlenções de
farnilia.
O
proprietário
de
tão
util
estabeleci
mento
é o
snr.
José
Joaquim
Ferreira
Sampaio,
cavalheiro
d
’
oma
inlelljgencia
e
d’
uma
iniciativa
pouco
vulgares.
A
nova
casa de
saude,
retine
lodos
os
requesitos
indispensáveis,
ordenados por
sábios
hygienistas.
achando-se
edificada
n
’
um
local magnifico,
írua
Duqueza
de
Bragança) largo
d
’
horisoutes,
e abrangen
do
um
panorama
exlensissimo.
O
edifício
contém
uma grande
porção
de
quartos,
bem
arejados,
fartos
de luz,
oplimamente
ventilados,
segundo
um
pro
cesso
completamente
novo entre nós.
Tem
quartos
especiaes
para
o
trata
mento
de
doi
nças
oplilamologicas,
sala
de
banhos,
etc,
etc.
O
snr.
Sampaio
não
se
poupou
a
es
forços
para
ver
realisada
a
obra
que
i»i'
ciou,
e
em breve
tempo abrirá ao
pool>
*
co
o
estabelecimento
utilíssimo,
que
luz
honra
á
cidade
do
Parlo.
O
doente
pode
ser
tratado
por
qual
quer
dos
gOKtemas
médicos,
em
vigor-
allopalhia.^pneopathia
e dosimetria,
p
:,ra
o
que iciimti
o
snr.
Sampaio
tolos
os
chymicos
de.
ma
is'nomeada.
A
nova
casa
de
saude
tem
sido
asst-
EXWIMEWE
Toda
a corrsspondencia para
a redacção, administração
ou
outra qualquer
que tenha de ha
ver
com o «Commercio do Mi
nho»,
será enviada ao seu di-
rector
Antonio
Joaquim de Mes-
quista
Pimentel,
rua Nova
n
0 4
—Braga.
Aviso.—
Os
revd.
os
oppositores ás
egrejas
vagas,
de
Sinto
André de Barcel-
linhos, S. Thiago
de
Caslellaes,
e
Santa-
Maria
de
Villa
Nova
de
Muia,
devem
com
parecer
no
Paço
Archiepiscopal,
no
dia
25
do
corrente
mez
de
setembro,
pelas
8
horas
da
manhã, para
as
provas
esci-
plas,
e
no dia seguinte
ás
mesmas
horas,
para
as
provas
oraes,
como
consta
do
edital
aííixado
na
camara
ecclesiastica.
Ismtgem
beBSissiant».
—
Tal é
a
de
N.
Senhora
da
Conceição, )que hontem
foi
expedida,
d
’
esla
cidade,
para Angra
do
Heroísmo.
Mede
7
e
meio
palmos,
incluindo
o
globo.
E
’
uma
obra
primorosissima
em
tudo.
Foi
esculplurada
pelos nossos
dis-
lincii-simos artistas
os
snrs.
Manoel
José
Vieira
e
seu
filho
José
Maria
Vieira, da
rua
do
Anjo,
e encarnada
pelo
snr.
João
Firmino
Soares,
artista notabilíssimo
na
sua especialidade.
Cosias»»-®»®.—
Na segunda-feira uni
ram-se
pelos
vínculos
matrimoniaes
a
exc.
I#a
snr.
3
D.
Adelaide
d
’Am<>rim
d
’Azevedo
Soa
res,
(ilha
do snr
Antonio
de
Campos
d
’Aze-
vedo
Soares,
e
o
snr.
Manoel
de
Sousa
Lobato
d
’abreu
Malheiro.
asítassi-e
essfes-sai«».
—Tem
passado
seriameule
incommodado
o
nosso
antigo
mestre
e
presado
amigo,
o
sabio
dr. Pe-
reira-Caldas.
Por
ser
forçado
a
recolher
ao
leito suspendeu por
algum
tempo
òs
seus
importantes
trabalhos iilterarios.
De
sejamos
que
o
seu
restabelecimento
seja
em
breve
e
completo.
'serisiãM
-
Distribuiu-se
o
n.°
13
da
collecção
dos
Sermões
vários,
publicada pelo
indefesso
escriptor
religio
so,
ore.vd.®
padre
Luiz
Pacheco,
rédaetor
das
Leituras Populares.
Contém
um
sermão
a
N.
Senhora
de
Nasareth,
prégado
pelo
grande
orador
por-
gnalada
com
palavras
de
muito louvor,
pelo
nossos
collegas
do
Porto,
o
que
sobremaneira
deve lisongear
o
seu
proprie
tário.
Airave® dPAfrie».
—
Recebemos
o
fascículo
3.° d
’
esta
obra
cnriosissima,
es-
cripta por
V.
L.
Cameron
e
traduzida
brilhantemente
pelo
snr.
Francisco
de
Lencastre.
E
’
edilorada
pelos
snrs.
Mattos Mo
reira
&
C.
a
,
com
escriptorio
na
Praça
de
D-
Pedro,
n.®
67,
Lisboa.
Uievisis»
de
«iireito
atlministra-
tiv®.
—
Publicou-se
o
n.°
9
desta
impor
tante
revista,
de que
é
proprietário
e
redactor
o
snr.
dr. José
Caetano
Preto
Pacheco,
distincto
advogado
nos
audito
rias
do
Porto.
O
*
ís»Ss»g».
—
Recebemos
e agradece
mos
o
Catalogo
geral
do
Estabelecimen
to
de
H>rucullura
do
snr.
José
Marques
Loureiro
&
C.
a
,
do
Porto.
Wetearrilaniento»
®
sSe«tjrt»ças.
—
Ha
dias
a
esta
parte
que
não
tem
fal
tado
descarrilamenios,
prjncipalmente
na
linha
de
Lisboa
Na
madrugada
de
sabbado
descarrilou
o
coinboyo
que
conduzia
o
snr.
D.
Fer
nando,
proxirno
a
Matto
de
Miranda,
an-
te-honlem
lambem
descarrilou
o
comboyo
mixlo
ascendente,
e
finalmente
ás
11
horas
da
noite
outro
descarrilamento
no
comboyo
do
correio
ascendente
que
havia
partido
de
Lisboa
na
noite
de
domingo.
Este
foi
o
mais
importante, havendo
desgraças
a
lamentar
e
carruagens
despe
daçadas.
Eis
as
informações
que podemos
colher:
O comboyo
descarrilou
entre
o
Valle
de Figueira e
Matto
de
Miranda,
principian
do
em
uma
carruagem
do centro
que
ar
rastou
umas
oito pelo
despenhadeiro
do
aterro.
Algumas
(içaram
despedaçadas
e
uma
evaporou-se
Os
passageiros
íicaram
uns
apenas
con-
tusos,
outros
gravemente
feridos,
dois
ou
tres
mortos
instantaneamente e
dos
feridos
que
deram
entrada no hospital
de Santa
rém
consta
terem
morrido dois.
Foi
uma
grande desgraça
talvez a
primeira
que
se tem
dado
nos
caminhos
ile
ferro
do
nosso
paiz.
O
pânico era
ge
ral.
—
(«
Jornal
da
Manhã»).
O
correspondente
de
Lisboa
para
o
«P.
de
Janeiro»
refere
o
seguinte:
O
comboyo
descendente
do
correio
que
partira
no
domingo
de
manhã d’
essa
ci
dade
quando
passava
entre
Matto de
Mi
randa e
Valle
de
Figueira
no
kilomelro
97,50,
e
sendo
composto de
10
vehiculos,
3
carros
de
bagagens,
2
de
ambulancias
do correio,
1
de
2.
a
classe e
3
de
3
a,
descarrillou exceplo
a
machina,
ficando
de
teriorados
tanto o
material
lixo
como
o
circulante.
Este
comboyo
que
devia
che
gar
a
Lisboa
ás
9
e
15
minutos
só
deu
entrada
na
estação ás‘
2
e
4-5,
em con
sequência
da
demora
que
leve
e
de con
tinuar a
sua
viagem
com mui
pequena
velocidade.
Dizia-se
que
o
descarrillamento provie
ra
do
se
ter
alargado a via
pela
podri
dão
das
travessas
e
mau estado dos
car
ris.
Conta-se
que
o machinisla
d
’este com
boyo
quando
cruzou
com
o
oulro
preve
nira
o
seu
collega
que
se
acautelasse
em
vista
do
que
acabava
de
succeder.
O
ma-
chinista
do
comboyo ascendente
n.°
7,
que
d
’aqui
partira
ás
7
da
noite
com
destino
a
essa
cidade
recebendo
tal
aviso
seguiu
e
diz-se
que
aproximando-se
do
sito
fatal
levava
o comboyo
com
pequena
ve
locidade.
Sem
embargo
no
kilomelro
92
á
meia
noite
a
machina
passou
com
quatro
vehi
culos
sem
descarriliarem,
partiu-se
porem
o
engate
da
ambulancia do
correio
que
descar<illando
arrastou
«oinsigo
pela
ri
banceira
abaixo
sete carruagens;
estas
eram
ttm
coupé
leito,
uma
de
l.a classe, duas
de
2.
a
e
3
de 3.
a
No
coupé
leito
iam o
snr.
D. Luiz
de
Carvalho
Datin
e
Lorena,
sua
esposa
D.
Maria
Manuela
e
Brito,
sua
irmã
D.
Ma
ria
Ignez
e
seu
cunhado
D.
Salvador
de
Vilhena.
Valeu para
o
coupé
não
ser
es
migalhado
sobre
peso
da
carruagem
de
La
classe
que
o
seguia,
a
circumslancia
desta
ficar
presa
ifum
choupo.
O
coupé
leito
ficou
tombado
por
molo
que
as
pes
soas
que
iam
dentro
tiveram
de sair
pela
vidraça,
que
um empregado
da
companhia
partiu
com os
pés.
A
snr?
D.
Manuela
ficou
muito
ferida
no
rosto
e
em
um
b.a-
Ço;
a
snç?
0.
Maria
Ignez
no
rosto
e
conlusa'
no
corpo;
os
snrs.
D.
Luiz e
D.
Salvador
bó
tiveram
o
susto
*
e
grande
des
gosto
Nas
outras
carruagens
iam
muitos
pas
sageiros que todos
foram
mais ou
menos
molestados.
Na
ambulancia
do
correio iam
os
empregados
snr.
D.
Antonio
Zarco
da
Camara, irmão
do
snr.
conde
da
Ribeira,
e
que
segundo dizem
ficou
com a
raão di
reita
esmigalhada;
o
snr.
Seromenho
que
partiu
a
cabeça;
o
conductor
snr.
Gomes
que
ficou
contuso
e
que
deveu
talvez
não
ter
maior
desastre
a
haver-se
mettido
de
baixo
da
mesa
do serviço
agarrando-se
a
um
dos
pés.
O
snr.
Pilta,
fiscal
do go
verno
também ficou
contuso.
Dois
passageiros
ficaram
gravemenle
feridos
sendo
transportados para
o
hos
pital de
Santarém,
e
dizia-se que
um era
julgado
perdido.
Além
d
’
estes
ficaram
fe
ridos
.Ignacio
Alcântara
de
14
annos,
na
tural
de
Oiiveira
do
Hospital;
Domingos
Martins, de
20
annos
natural
da Barca,
uma
criada
do
snr. D.
Luiz
de
Lorena;
José
Mendes Núncio,
de
46 annos. To
dos
estes
assim
como
os
outros,
menos
os
dois
que
ficaram
em
Santarém,
foram
para
suas
casas.
E’
isto
o
que
consta
das
informações
da
companhia,
não sendo
mencionados
os
contosos,
dizendo-se
ainda que
ha
outros
feridos.
Premias
sá
vis-twtie.
—
A
Academia
Franceza
celebrou
a
sua
sessão
annual
para distribuição
dos
prémios
á
virtude,
no
dia
1 do
corrente.
M.
Dumas, o il-
lustre
chimico,
leu
o
relatório
no
qual
prestou
homenagem a
duas
heroinas,
que
pagaram
com
a
vida
a
sua admirá
vel
caridade.
Uma,
a Irmã
Maria
Anloi-
nelte
Perieu.
Religiosa
do
Menino
Jesus,
da
Rua
de
Sevres;
outra
a
Irmã
Simpli-
cia'
enfermeira
do
Bom-Soccorro
de
Bor
ges.
A
primeira,
sobrinha
do
notável
ministro
Casimiro Perier,
renunciou a
uma
esplendida
posição
para
se
dar
ao
serviço
dos pobres,
acabando
por
sacrifi
car
a própria
vida
para
salvar
da
morte
uma
creança
atacada
de
crup.
A
segunda
foi
a
joven
heroica
religio
sa,
que
se lançou
adeante
de
um
cão
damnado,
para salvar
ires
creanças,
que
lhe
haviam
sido
confiadas
O
animai
fu
rioso fez
lhe vinte
oito
feridas, que pas
sados
quinze dias
a
levaram
á
morte
por entre
terribilíssimas dores.
Tentativa
<Se
roubo.—
No
domingo
8
do
corrente pelas
dez horas
da
noite
bateram á porta da
cosiuha
do snr. dr.
Mello
da
Quintã,
em Cahide,
pedindo
pa
ra
qne
recebessem
uma
carta
do
snr.
dr.
Albino
Leite
da
Gama;
porém
a
creada
sabendo
que
o
snr.
Mello
estava
na
quin
ta
de
Villa
Verde
com
o mesmo snr.
dr.
Albino
Leite,
desconfiando
da
pes
soa
que
fallara,
não
quiz
abrir
a
porta,
e
instando
o
supposto
portador
da
carta
para
qne
lhe abrissem,
porque
desejava
saber
se
o
dono
da
casa
já viera da
quinta
de
Villa
Verde,
ella
foi
dar
parle
ao
snr.
dr.
Gregorio
que
estava
em
ca
sa
e
já
deitado:
este
ievantou
se
e
cha
mando
por
quem linha
batido
já
ninguém
lhe
respondeu.
Suspeita-se
que
fossem
ladrões
os
que
bateram
á
porta
áquella
hora
e
alguém
t
*iz
que eram
seis
parceiros
de
uma
su
cia
sem
officio,
nem
beneficio,
que
se
I
alberga
por
aquelles
sitios,
proxirno
do
ca
minho
de
ferro
de
Cahide,
para a
qual
se
carece
da
vigilância
das
autoridades,
pelo
que se
pede
ao
digno
administra
dor
do
concelho
de Louzada
que
ponha
em
campo
a
sua policia,
para
evitar
alguma
calastrophe.—
(«G
de
Penaíiel»)
©
aUlesntto
tarmler.—
Consta
que
Ijá
foram
expedidos
pelos
tribunaes
portu-
Iguezes
os
documentos
ju
liciaes
pe tidos
pe-
I
lo
governo
allemão para
o
julgamento
de
Gruder,
accusado
em
Porltigal do
crime
de falsificação
de
notas
do
Banco.
Cossts-is
os
cs»!í«s.
—
Diz
o
«Porvenir»,
de
Sevdha:
Entre
quantas
receitas circulam
para
extinguir
os
callos,
nenhuma
é
mais
ef-
licaz
do
que
um gomo
de
limão
sem pel-
licula,
aplicado sobre o
calío
quan :o
o
paciente
se
deita,
bem
unido,
e
repelir
a
simples
operação
durante
sele
ou
oito
dias.
Saeo
callo
com
a
raiz.
Uia
®
*»pia®3sâsaSa<»
aa<».
—
Sob
o
titulo
—
Um
capndiin/w
aslronomo
—
dizem
os
jornaes
que
o
impera
dor
do
Brazil
nomeara
director
do
Observatório
d
o
Rio
de
Janeiro
a
Fr' Germano,
origina
-
rio
de
Anncy
em
França,
o
qual
havia
lá
ensinado as
malhem
atiças.
'com
grande
distincção
do
Grande
Seminário
de
S.
Paulo.
t
SníSepewMÍeias&a
—
No
dia
22
do
corrente
mez ha
de
festejar-se
.
no
Bussaco
a
batalha ganha
contra
Na-
poleão
I.
E
’
uma festa
como
em
outros
annos,
promovida
principalmente
pelo
gene
ral Cascaes.
©oííseãtass.
—
Escrevem
de
Ponte
do
Lima:
As colheitas
d’
esse
pouco
vinho
que
haverá
no
concelho,
e
que
não
constitue
a
vigésima
parte do
que
costumava pro
duzir
nos
mais annos,-
—
estão
muito
adian
tadas,
—não porque
esteja
a
uva
bem
sa
turada,
mas para
aproveitar
os
bagos
que
existem,
e
que
estão
geralmente
a
cahir,
apodrecendo
no
pé
do
cangaço.
E
’ verdadeiramente
triste
o
resultado
que
os
proprietários,
ainda
os
mais
abas
tados, estão
tirando
das-suas
coheitas.
As maiores
adegas estão
reduzidas
á
expressão
mais simples.
Quem
colhia 4b
e
mais
pipas,
terá 5
ou
6
almudes.
Proprietários
ha
que
nem
vindimam.
0
oidium
e
a irregularidade
da
estação
causaram
o
maior
mal
aos
vinhedos
d
’
este
concelho.
Os
milheiraes,
principalmenle
nas
terras
fundas,
estão
quasi
perdidos com a
nova
moléstia
que
principiou
de
’
os atacar nos
annos
passados,
e
no
presente
com
maior
força.
Nentenfa
mrigisaal
—
0 «Progresso
Pombalense»
diz
que
a
seguinte
sentença
foi
dada
por um
juiz
brazileiro:
«Vistos estes
autos, e
pondo
os
olhos
em
Deus
Nosso
Senhor
e
ern
Nossa
Se
nhora
Maria
Santíssima,
sua
mãe;
empu
nhando
esta
vara
vermelha
qne
aclual-
mente
tenho
na
mão,
e
com
a
qual
me
pareço
a
Moysés
que
tocou a
pedra,
da
qual
fez
sair
o vinho
com
que
apagou
a
sede
aos
filhos
de
Israel,
que
conduzia
em grandes
rebanhos,
por
mandado
de
Deus,
para
a
lerra
da
promissão,
quando
llie
apparaceu
a
sarça
ardente;
allentado
ao
empenho
da
minha
comadre
a
snr.
a
Maria
da Silva,
a quem
sou
rnuilo
obri
gado;
attendendo mais
ao
extraordinário
carinho
e
grande
desejo
que tenho
de
ser
vir
a
mtilata
Catita, de
quem
tenho
seis
filhos, que
por força
hão
de
ser
os
meus
herdeiros,
sem
embargo
do
que
as
teste
munhas
disseram
contra
esta
bonita
ra
pariga;
mando que
não
se
proceda
contra
ella,
que
se
lhe
perdôe a
falta
commet-
tida,
que
todas
as
custas
sejam
pagas
pela
auctora,
que
esta
peça perdão no
domin
go,
á
missa,
á
minha
mtilata
Catita, pela
malicia
com
que
a
demandou, não obstante
ter
rasão».
Matto
Grosso,
etc.
CODIGO
ADMINISTRATIVO
TITULO
53
aH
eleições
cus-jor»»
8trt»<iv<»s
CAPITULO
IV
Votação
nas
assembléas
primarias
[
Conlinníição]
Arl.
305.°
Ninguém
póde
ser
amitti-
do
a
votar,
se
o^seu
nome
não
estiver
mscripto
no
recenseamento
dos
eleitores:
excepluam-se:
1.
°
Os presidentes das
raesas,
que
po
dem votar
na
assemblea
a
que
presidirem,
ainda que
ahi
se
não
achem
recensea
dos;
2.
° Os
cidadãos
qne
se
apresentarem
munidos
de
sentença
do
poder
judicial
passada
em
julgado
mandando-os
inscre
ver como
eleitores,
e
que
ainda
não
es
tiverem
inscriptos;
3.
°
Os
administradores
do concelho
ou
bairro
ou
os
seus
delegados,
quando
n'el-
les
sejam
eleitores,
que podem votar
na
assemblea
a
que
assistirem,
ainda
que
ahi
se
não
achem
lecenseados.
Art.
306.®
Nenhum
cidadão
póde
ser
impedido
de
votar,
quando se
achar in
scripto
no
respectivo
recenseamento,
ex-
cepto
se
contra
elle
se
apresentar
sen
tença
judiciai,
passada
em
julgado,
que
o
exclua.
Art.
307.° A
’ proporção
que
cada
um
dos
eleitores
chamados
se
approximar
á
mesa,
os
dois
escrutinadores
ou os
seus
revezadores lançarão
a
respecttva
nota
da
descarga nos
dois
cadernos
de
que
se
faz
menção
no artigo
277.°,
escrevendo
o
appellido'
d’eiles
escrutinadores
ao
lado
do
nome
dos
volantes.
0
eleitor só
então
entregará
ao
presidente
a
lista da
vota
ção,
dobrada
e
sem
assignatura,
e
o
presidente
a
lançará
na
urna.
§ unico. Nas
eleições
simultâneas
pa
ra
diversos
corpos
administrativos,
o
elei
tor
não
será
admiitido
a
votar
sem
apre
sentar ao
presidente um numero de listas
igual ao
dos cargos.
Art.
308.°
Não
se
apresentando
mais
eleitores,
o
presidente
ordenará
uma
cha
mada
geral
dos
que
não
tiverem
votado.
Art.
309
0
Duas
horas
depois
d
’esta
chamada
o
presidente
fará
contar
as
listas
que
se
acharem
na urna,
e
confrontar
o
numero
d
’
ellas
com
com
a
nota de
des
carga
posta
no
caderno
do recenseamento.
§
unico. O
resultado d
’esta
contagem
e
confrontação
será mencionado na
acta,
e
immedialamente publicado
por edital
aflixado
na
porta
da
casa
da
assemblea.
Arl.
310.°
Concluída
a
contagem
das
listas,
mais
nenhuma
póde
ser
recebida.
Art.
311.°
A
’
contagem
das listas
se-
guir-se-ha
o apuramento
dos
votos,
des
dobrando
o
presidente
successivamenle
cada
uma
das
listas,
e entregando a
alter
nadamente
a cada
um dos
escrutinadores.
o
qual
a
lerá
em
voz alta
e
a
restitui
rá
ao
presidente.
O
nome
dos
votados
será
escripto
por
ambos
os secretários
ao
mesmo
tempo
com
os
votos
que
fo
rem
tendo,
numerados
por
algarismos,
e
sempre
repelidos
em
voz
alta.
§
unico.
Nas
eleições
simultâneas
pa
ra
os
cargos
districtaes
e
municipaes
o
apuramento
começará
pelos
cargos
distri
ctaes.
Art.
3
1-.°
Não
se
contarão
para
nenhum
efTeilo:
1.
° Os
nomes
a
que
vier
annexa
qual
quer
designação
que não
seja
a
da
resi
dência
do
cidadão
votado,
do
cargo
ou
profissão
que
exerça;
2.
°
Os
nomes
de
quaesquer cidadãos
não
inscriptos
nos
cadernos
dos
elegíveis,
quando
se
trate
de eleições
municipaes
on
parochiaes;
3.
° Os
últimos
nernes
que
excederem
o
numero legal
dos
cidadã
>s
que
devem
ser
eleitos para
a corporação
de que
se
tratar.
Art.
313.° As
mesas eleitoraes
não
podem
recusar
nem
deixar
de
apurar
os
votos
que
recahirem
em
pessoas,
cujo
nome
se
actie
inscripto no
recenseamen
to
dos elegíveis,
quando
se
trate
de
elei
ções municipaes
ou
parochiaes, salvo
a
excepção
do
n.°
3
do
artigo
antecedente.
Art.
314.°
As
listas
que
as
mesas
de
clararem
viciadas
ounullas
serão
rubrica
das
pelo
presidente,
e
juntar-se-hão
ao
processo
eleitoral.
A
mesma
disposição
se
observará
quanto
ás
listas
declaradas
validas
contra
a
reclamação
de
alguns
dos
cidadãos
que formarem
a
assemblea.
§
unico.
Os
votos
que
se
contiverem
nas
listas
annulladas serão
em
todo
o
caso
apurados,
mas
em
separado,
e
se
paradamente
escriptos
nis
actas.
Art. 315.°
Se houver
duv.da
sobre
a ■
numeração
dos
votos,
ou
se
o
numero
total
d
’
elles
não
fôr
exatamente
igual
á
somma
dos
que
as
listas
contiverem,
e
uma
quarta
parte
dos
eleitores
presentes
reclamar
a
verificação
d
’elles, proceder-
se-tia
a
novo
exame
ou
leitura
das
lis
tas.
Art.
316.°
Terminando
o
apuramento,
uma relação
de
todos
os
votados
será
publicada
por
edital
aflixado
nas
portas
da
assemblea;
em presença
da mesa
serão
queimadas
as
listas
que
não
estiverem
nos
casos
declarados
nos
artigos 298.°,
300.°,
301.°
302.°
e
312.°,
e
d’esta;
circum-
stancias
se
fará
expressa
menção
na
acta.
Arl.
3i7.°
As
operações
eleitoraes
não
podem
continuar
alem
do soí
posto.
§ l.°
Nio
se
tendo
c
mc
uido
a
vota
ção
ou
o
escrutínio
no
primeiro
dia,
o
presidente
da
me-.a
eleitora
manhrá
pe
los
dois
secretários
rubricar no
v
rso
as
listas
recebidas,
e fa'-as-ha
depois
fe har
com os
mas
papeis
concernentes
á elei
ção
n
’
um
cofre
de
tres chaves,
d>s
quais,
ticará
uma
na
sua
mão
e
as
ooirn
na
de
cada
um
dos
dois
escrutinadores.
Es
te
cofre deverá
sursellaio pe
o
presiden
te
podel-o
ha
ser
por
qu
>lquer
dos
elei
tores
presentes
que
assim
o
requeira,
sendo
depois
guardado
com toda a
segu
rança
no
mesmo
edifício
em
que
se
pro
cedeu
á
votação,
polenio
sel-o
em
lo
gar
exposto
á
vista e
guarda
dos
eleito
res
se
vinte
d
’
estes.
pelo
menos,
o
exi
girem,
e aberto no
dia
seguinte
pelas no
ve
horas
da
manhã,
em
piesença
da
as
semblea, para se
proseguir
na
votação.
§
2.°
Publicar-se
ha
por
edital
alíixa-
do
na
parta
principal
do
eddicio o resul
tado
do
apuramento
em
cada
dia,
até
se
concluir a
eleição.
Art.
318.®
Da
eleição
deve
lavrar-se
acta
em
duplicado
nos
cador
ms
de
que
trata
o
;j
3.®
do
artigo
2<7.°,
assina
dos
e rum
içados
pol
i
mesa,
na
qual
acta.
se
mencionarão,
alem
d
is
mais
circum-
stancias
relativas
á elriç
o:
1. ”
Todas
as
duvidas que occorreram
e
reclamações
que se
fizeram,
pela
or
dem
com
que
foram apresentadas,
e
a
decisão
motivada
que
sobre ellas
se
houver
tomado;
2.
® Quantos
dias
a
eleição
durou
e
quaes
as
operações
eleitoraes effectuadas
em
cada
um delles;
3.
°
Os
nomes
de
lodos
os votados
e
o
numero
de votos que
cada
um
leve,
escripto
por
extenso;
4.
° Os
votos
annullados
e
o
molivo
por
que
o
foram.
Art.
319.°
Um
dos
exemplares
da
acta
setá
remmeltido
ao
presidente
da
camara
do respectivo
concelho
para ser
guardado
noarchivo
da camara
municipal,
o
outro
exemplar,
com
uma
relação
dos
nomes
e
moradas
dos
cidadãos
eleitos,
com
os
cadernos
e
todos os outros
papeis
re
lativos
á
eleição,
será
enviado
ao
adminis
trador
do
concelho,
que
mandará
logo
esses
documentos ao
governador
civil,
se
a
eleição
fôr parochial,
ou
se
tiver havi
do
uma
só
assemblea
eleitoral.
Art.
320
0
Os exemplares
da acta
se
rão
assignados
por tolos os
vogaes
«ia
mesa,
proprietários
e
supplentes,
devendo
comtudo
julgar-se
validos
quando
forem
assignados
pelo
menos
por tres
de
entre
elles.
Se
algum
deixar
de
assignar,
o
se
cretario
mencionará
esta
circumslancia.
Art.
32
1.»
A
qualquer
cidadão-é
per-
mittido
pedir,
e
os
presidentes
das cama
ras
são
obrigados
a
mandar-lhe passar
cer
tidões anlhenticas
das
actas,
recenseamen
to
e
mais
documentos
relativos
ás
elei
ções
que
estiverem
guardados
nos archi-
vos
das respeclivas
camaras.
Art.
322.°
Se houver
uma
só
assem
blea eleitoral,
a
eleição
ler-se-ha
por
terminada
pela
votação
e
apuramento
n
’
essa
assemblea,
e
a
mesa
procederá
como
lhe
prescreve
o artigo
33a.
0
d’esle
codigo
Se porém
houver
mais
de
uma
assemblea.
far
se-ha
o
apuramento
na
ca
beça
do
concelho,
no
domingo
immediato
áquelle
em
que
houver
sido
feita a
elei
ção.
Art.
323.°
Para
execução
dó
artigo
antecedente,
os
dois
escrutinadores
serão
os
portadores de
um
dos
exemplares
da
acta
da
respecliva
assemblea,
e
apresen-
tal-o-hão
no
dia
designado na
cabeça
do
concelho.
§
1.® Quando
algum
dos
escrulinado-
res
tiver
motivos
que
o
estorvem
de ir
á
cabeça
do concelho,
será
substituído
pelos
secretários
ou
pelos revezadores.
§
2.® Tanto o
exemplar
da
acta
que
é
entregue
acs
escrutinadores,
como
o
ou
tro
exemplar d
’ella,
os
cadernos
e
mais
papeis
que, na
conformidade
do
artigo
319.°,
são
remeltidos
á
camara
municipal
e
administrador do concelho, serão
fecha
dos
e lacrados, e
alem
disso
levarão
no
reverso
do
sobrescripto
os
appellidos
dos
membros
da
respecliva
mesa,
postos
por
letra de
cada
um.
CAMPO
DE
SANTANNA,
(ESQUINA
DA
RUA
DAS
AGUAS)
BRAGA
DEPOSITO
PRINCIPAL
DE
TÍWliS MIMS
E MMIIOS
Banco
Commercial de Braga, em
liquidação
C'
«9 ST
KA -AM » U SC E 49
Por
ordem
do exm.°
vice-presidente,
são
convocados todos
os
accionislas d
’
este
Banco
a
reunirem-se
em
assembleia
ge
ral
exlnordinaria no
Edifício
do
mesmo
Banco
no
dia
2
do
proximo
mez
de
ou
tubro
pelas
11
horas
da
manhã,
e não
no
dia
28
como
previamente
foi
annunciado,
para
se
nomear
uma
Commissão liquidatá
ria
que
substitua
a
demissa
e tomarem,
conhecimento
do
relatorio,
que
tem
de
apresentar
a
Commissão
Syndicante,
e
approvar
o
regulamento
para a
mesma
liquidação.
Baaga
16
de
setembro
de
1878.
O
Secretario,
(1082)
Manoel
Duarte
Goja.
ASKOECIM1ITOS
Penhoradissimas
para
com
todos
os
cavalheiros
que
nos
obsequiaram
por
oc
casião
do
fallecimento do
nosso
sempre
lembrado
esposo,
e
irmão,
o
snr.
José
Maria
Dias
da
Costa,
vimos
por
este
meio
significar-lhes
a
nossa
gratidão
indelevel.
Maria
Felicíssima
de
Jesus
Magalhães
e
Vasconcellos.
Maria
Clara
Dias
da
Cosia.
ANNONO
CAIXEIRO
Para
mercearia,
offerece-se
um
com
bastantes
annos
de
pratica,
e
deseja
ar
rumar-se
nesta
cidade,
d’
onde
é
natural.
Para
esclarecimentos
na
rua
do
Assento
n.°
38.
(1083)
ARRENDA-SE
na rua
das
Aguas
um
bom prédio,
construído de
««X
í
-
z
*
(Xovo,
com
muitos
commodos,
grande
quintal,
com
dois
poços, fructas,
etc. E
’
designado
pelo
n.°
27.
(1081)
1
ROMISSORIASdo Banco Com-
mercial
de
Braga
Compram-se
em
casa
de
Valença, Fi
lho
&
C.a
,
á
Galeria, Braga.
(1022)
Recebidos
directamente dos
principaes Fabricas.
GRANDE
REDUÇÃO DE PREÇOS NOS RAPÉS
ds».í7e»ss»g>anBhia
IVacioaaal de
Tabaeos
em
Xabregn».
Meio
grosso
e
fino,
250
grm.
350
reis
»
»
>
»
Cruz
Malta
38)
Mazulipatão
Princeza
s
420
»
Rezerva
do
Mestre
Fabrica
440
Secco meio grosso
e
fino
580
Meio
grosso
em
25
grm.
35
>
Tabaco
Cidade
250
ila
MCeal
Fabrica de
Tababus
Lealdade
l
*
Rapé
meio
grosso e fino em
250
grm.
280
reis
»
Mistura
e Vinagrinho
280
»
Secco
meio
grosso
e
fino
520
»
»
em
pacotinbos
de
25
grm
25
D
Fabrica
de
Tabacos Boa-Fé
Rapé
meio
grosso
e
fino,
250
grm.
220
reis
»
Vinagrinho
e Secco
220
»
em
pacotinhos
de
25
grm.
25
GRANDE
ESPECIALIDADE
EM
CHARUTOS 1IAVANOS
LEGÍTIMOS
SE.sA
CO.V1 ?£TI
1>OK EM
FíAEÇíí»
E
QI
U
íí
;
ABE.
(1084)
TOUKA
Perdeu-se
uma
em
Famalicão
Quem
souber
d
elia,
roga-se
o
lavor
avisar
em
Braga
José Antonio
Ferreira
Gomes, e
em
Famalicão,
Joaquim
Fernandes
de
Souza.
(1078)
APROVEITEM-SE
Venie-se
a
bonita
casa
construída
de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos
n.°
53,
bem
como
os
moveis que
a
adornam, em
ra
zão
de seu
dono
se
ausentar
para Boe-
nos-Ayres;
podendo
o
comprador
ficar com
a
ametade
do
preço
a
juro
de
4
p.
c.
com
hypolheca na
mesma
casa,
por
tem
po
de um
anno.
Para
vêr-se,
de
manhã,
das
9
ás
11
—
e
de
tarde, das 4
ás
6
—podendo
tratar-
se
com
o
snr. Francisco
José Ferreira
Torres,
na mesma
rua,
que
se
acha
au-
ctorisado.
(1061)
ARREMATAÇÃO
PERANTE 0 MINISTÉRIO DA FAZENDA
AT
o dia
«5
de
Setembro, ao
meia
dia
LISTA
N.° «726
2»
FORMA
Reforma
da
lista
n.°
1608
BISTRICTO
B9F.
BBABA
CONCELHO
DE
GUIMARÃES
X
Fóros
pertencentes
ao
cabido
da
insigne
e
real
collegiada
de
Nossa
Senhora da
K
,
Oliveira
de
Guimarães
Numeros
.
-
Avaliações
4
Foro annual
de
200
reis,
38,836
de
pão
rneiado,
14,688
de
com
abatimenio
marrã,
duas
gallinhas,
um
carro
de palha de
trigo,
laudemio
de
lo
por cento
da
terça
parte,
imposto no
Casal
do
Pinheiro,
freguezia
de
Santa
Eulalia
da
Nespereira.—Emphyteuta, João
Borges
Pacheco
„
Pereira
—778^566 reis
700^710
o
Fôro
annual
de
220
reis,
38,836
de pão melado, 14,688 de
marrã,
duas
gallinhas,
um
carro
de palha
painça,
laudemio
da
terça
parte,
imposto no
meio
Casal
do
Pinheiro,
freguezia
de
Santa
Eiilalia da
Nespereira.
—
Emphyteuta,
Domingos
José
de
Sousa
—
709^580
reis
638^622
Segunda
Repartição
da
Direcção
Geral
dos Proprios
Nacionaes,
24
de Agosto
de
\818.=Marcelino
Augusto
Leite.
(1076)
z-si.
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na^rua
da
Cruz
de Pedra
n.°
Ziíwsíà
6
a 6
A, de
2
andares,
aguas
furtadas, lojas,
solto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
Aluga-se
a
casa
n.°
88
da
rua
■
-*
da Boa-Vista.
(906)
HOGG,
Pharmaceutico, 2, rua de
Castiglione,
Pariz, unico preparador.
Debaixo
desta forma
especial a
pepsina he posta inteiramente ao abrigo do contacto do
ar
;
desta maneira este precioso medicamento nem se altera nem perde as
suas proprie
dades,
e a
sua efficacia he então certa.
As Pilulas
de Hoog são de trez preparações differentes:
1°
PILULAS
DE HOGG
com
pepsina
pura,
contra
as
máes
digestões,
as azias,
os
vomitos e
outras affecções especiaes do estomago.
2»
FILULAS
DE
HOGG com
pepsina
unida
ao ferro
reduzido
pelo
hydrogenio,
para
as
affecções do estomago complicadas de fraqueza geral, pobreza de sangue, etc., etc.:
são egualmente
muito
fortificantes.
3
*
FILULAS
DE HOGG-
com
pepsina
unida
ao
iodureto
de
ferro
inalterável,
para
as
doenças escrofulosas, lympnaticas e syphiliticas, na phthisica, etc.
A Pepsina
pela
sua união ao ferro e ao iodureto de ferro modifica o que estes dois
agentes
preciosos tinham
de
muito excitante sobre o estomago das pessoas nervosas ov
irritáveis.
As
Pilulas
de Hogg vendem-se
somente,em frascos triangulares,
nas principaes
pharmacias.
Deposito
em port(>, ferreira &
Irmão,
Banharia,
77 —
79.
(34-1
DINHEIRO A
JURO.
ATTENÇAO
A
irmandade
do Marlyr
S.
Vicente,
Vende-se
na
rua
Nova
n.®
tem
em
ser
a
quantia
de
800$000
reis ,
,
„
para
mutuar
por
hypolheca
de
raiz.
estada
de
columna.
Trata-se
na
(1036)
í
(1074)
20
uma
mesma.
Parte de Comércio do Minho (O)
