comerciominho_19031878_764.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
6.° ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
..............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
parlic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
.....................
Hepetição
....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇAS,
QIOTAS E SABBADOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
2&000
1&050
3&600
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
...........................
N.°
764
BRAGA— TERÇA-FEÍRA 1» BE
flARÇO
OE
ÍH?»
Se
o
direito
da
soberania
está
no
povo,
como
dizem
os demagogos,
que
se
encarregáram,
sem
missão
própria,
nem
delegada,
de
reformar
o
mundo,
que
es
tava
a
cahir
de
velho;
o
povo
tem
o
di
reito
de
insurreccionar
se
contra
o
go
verno
todas
as
vezes
que
assim
lhe con
venha.
porque, sendo
elle
o
verdadeiro
sobera;
o,
aquelles
que
governam
não
são
mais.
nem
outra coisa,
do
que seus
com-
missarios, e
sempre
sujeitos
a
serem
di-
miltidos,
e
substituídos
logo
que
percam
a
sua confiança.
Ora.
tendo
estes
com-
missarios
do
povo
na
sua
mão sempre
a
força
delegada,
é
necessária
a
insur
reição
para
que
o
povo
possa
retomar
o
exercício
da
sua
auctoridade.
Não
previsteis,
utopístas,
esti
conclu
são
natural,
e
lógica,
do
principio,
sobre
que
edificastes
a
vossa
obra?!
E
não
co
nheceis
qne
é
impossível
levantar
sobre
tal
baze
um
edifício
solido?!
Nem
vedes,
miopes,
que o
direito
da
insurreição
fa
cilita,
e
assegura
o
triunfo
dos
rebeldes,
e
precipita
a
queda
dos
governos?!
Que
interessaes
vós
em trazer
a
sociedade
in-
volvida
em
um
sofisma
tão
grosseiro,
quanto
irrosorio?
Se admittis
a
soberania
no
povo,
para
que
o
trazeis fechado
no
argolão
de
Pausanias,
e
que
direito
ten
des
a
serdes
senhores
exclusivos
da
cha
ve
d
’
esse
argolão,
fechando
os seus jus
tos
donos em
um labirinto
inextricável,
rodeado
de
janizaros,
de
menclusos,
e
de
ennucos,
como
os
serralhos
de
Constan
tinopla,
ou
de
Alexandria?!
Que
tem
a
eleição
dos
representantes
do povo
para
a
confecção
das
leis, com
o
direito
da
soberania?
Se nos
dissésseis:
que
as leis
não
pódem
passar
sem
que
passem
pela
chan
celaria
da
opinião,
e
aprovação
publica,
e
geral;
teríeis
dito
o
que
é
necessário
para
que
ellas
possam
obrigar
todas
as
classes
sociaes
á
obediência:
recorrer
á
soberania
popular
para
vos
fazerdes
sobe
ranos,
e
para
trazerdes
a
Nação
dividida
em
partidos,
e
bandos,
que
se
comba
lem
sem
descanço,
e
muluamente
se
des
acreditam em ordem,
e
no
intuito
de
em
polgarem
o
poder,
é
trazer
o
mundo
em
convulsão
permanente;
é semear
a
des
confiança,
o descrédito,
e
a
incerteza
nos
homens, e
nas coisas;
e é
finalmente
tra
zer
a
nau
do
Estado
sempre
ameaçada
de
tempestades guiando-a
de
encontro aos
penhascos,
em
que
se
desfará.
Qual
é,
na
vossa opinião,
o
fim
de
lodos
os
governos?
Não
será
o
de sub
stituir
ás
vontades
individuaes
a
vontade
geral,
obrigando
todos os
membros
da
sociedade,
sem
dislincção
de
classes,
a
se
submelterem
nas
suas
perlenções,
á
auctoridade
publica?!
Em
que
vos
fundareis
para
queier,
c
para
esperar
que
a
auctoridade
publi
ca.
ou
vontade geral,
possam,
e
valham
alguma
coisa
onde
lodo
o
cidadão,
sen
do
soberano,
crê
achar-se
no
direito
de
resistir á
oppressão,
ou
(o
que
vai
o mes
mo)
de
oppor
a
força
a
lodos
os actps
de
administração,
que
elle
reputar
<omo
opprcssores? Um
só
caso
que
se
admit
ia,
onde
houver
leis,
em
que
seja
per-
iniitido
resistir
a
qualquer
d
’
elles,
seiá,
cem
mais, nem
menos,
do
que
quebrar
«vinculo
social,
e
impedir
os
homens
pa-
ja
a
anarchi»,
onde
cada
qual
»e
faz
joiz
da
sua
própria
causa,
onde
a
ra
zão
pirde
a
sua
força,
e
onde
cada
in
dividuo
dá
as honras
de
razão
ás
suas
paixões?!
Basta
ler
um
ligeiro
conhecimento
da
bisioria
para
saber
que
a
oppressão,
ou
a
escravidão
do
povo,
não
lem
passado
de um pretexto
na
bocca
dos
reforma
dores,
e
dos
chefes
da
sedição.
Em
todos
os
tempos,
e
em
lodos
os
paizes
tem
os
conspiradores
usado
da
mesma
linguagem;
e
em
toda a
parte
o
successo,
e
os
acontecimentos
lem
pro
vado
que
esses
regeneradores
preleucio-
sos
são os mais
cruéis
oppressores
da
humanidade.
Temos
o
exemplo
em
casa.
Que
tem
sido,
e
que
são
ordinaria
mente
esses
auclores
de
refórmas
políti
cas,
que
ahi
se
tem
opera lo,
e
operam
d
’
anno
para
anno?!
Pelos
fructos
se
co
nhece
a
arvore.
Tem
sido,
e
são
os am
biciosos
do
poder,
e
dos empregos
pú
blicos: tem
sido,
e
são
os que
sem
mé
rito,
e
sem
trabalho
querem
honras,
e
riquezas:
tem
sido,
e
são
os
parasitas,
que
se
enroscam
ás
boas
arvores
p<ra
se
nutrirem
dos
seus
suecos,
e
lhes
dimi
nuírem
a
vegetação:
lem
sido,
e
são
os
que
da
tripeça
querem
passar
para
a
ca
deira
vollaireana:
tem
sido, e
são
os
com-
modistas,
e os
imprestáveis,
e
os intri
gantes
por
indole
e
por
natureza:
e
final
mente
tem
sido,
e
são
os
democratas
de
honlem,
que
querem passar á
nova
aris
tocracia,
embora
fictícia,
e
fanfarrona...
E
estes
novos
aristocratas, e
estes
novo»
Nessos,
e
estes
novos
Midas
passando
de
vilões,
que
eram,
a
juizes,
a
legistadore»,
e tal...
empunham
a vara
de
ferro,
es
magam
as
liberdades
individuaes,
tornam-
se
invulneráveis,
e
montam na
soberania,
que
reduzem
a
besta
de
carga!
E eis
a razão
da monila
occulta
no
palavrão—direilo
de
soberania
—
,
que
tira
ram
dos
reis
para
a
tomarem
pira
si
em
nome
do povo!
O
rei
não
é
que
gover
na;
são
elles que governam!!
Que
sofisma!
Que
ficção!
Que
paralo
gismo! Que
trapaça!
Que
castigo!..
E não
ha
de
a
experiencia
de
quarenta
e
qua
tro
annos
abrir
o»
olhos
a
todos
os
ha
bitantes
do
paiz?!
Se
dizem
qne
o
rei
reina
e não
go
verna:
se dizem
que
o
rei
é
para
o
po
vo.
e
não
o
povo para
o rei;
como
que
rem
que o
auctor
da
Carla
fosse
legiti
mo,
e
competente
para
dal-a
como lei
fundamenta!?!
Foi
esse
rei
o
creador
do
principio
da
soberania
do povo
’
!
Prefe
riu
o
emprego
de
chanceller
ao
de
go
vernador?!
Sacudiu
o
trabalho, e
a
res
ponsabilidade
para
se
transformar
em zan
gão,
e
se
nutrir
á
larga
do
mel
das
abe
lhas.
E
como,
passando
a
soberania
ao
po
vo,
lhe
não
passou
o
direilo
de
se
go
vernar,
ou
de
escolher
quem
o
governe?!
E
se
o
rei
se
rezervou
o direilo
de
no
mear
os
empregados
do
Estado
para
o
governo d
’
eile;
que
motivo
o
obriga a
procurar
nas
esquerdas,
nas direitas, ou
nos
esntros
os enxertos
de
garfo,
ou
de
borbulha, para
a
plantação
do
pomar,
e
se
lhe
ha
de
tirar
a
liberdade
de
esco
lher
no
viveiro
das
intelligencias
e
das
ca
pacidades
em
vez
de
obrigai
o
a
servir-
se
dos
enxertos
de
pinho,
ou
de carra-
piteiro
?!
Soberania
popular!
Palavrão
inventa
do
para
entreter
basbaquís!
Moléstia de
puchos,
que
não
faz
senão
dores
a
quem
soffre,
e
a quem
vè soffrel-as! Ao
menos
sejam
coherentes:
se querem
o
principio,
admitiam
as
consequências,
porque
quem
lem
direito
ao
que
ó
mais,
tem
direito
ao
que
é
menos:
se
as
leis
dependem
essencialmenle
da
eleição
popular
dos
le
gisladores,
iodas
as
m
filas
da
machina
política
tem
a
mesma
dependencia,
porque
quem
póde
o
que
é
mais, póde
o
que
é
menos,
e
isto
tanto
no
físico,
como
no
moral.
Notável
conlradicção! O
rei
não
go
verna;
mas
é
quem
nomeia
todos
aquelles
que
constituem
o
governo!
De
maneira
que
dá
e
póde
dar
o
que
não
tem!
Su
blime
mistificação!
Poder
admiravel!
Apre
sentam-lhe
o
barro, e do barro
faz
ho
mens,
com
tanto
que
o barro
saia
do
barreiro
creado
pela
soberania
popular,
ainda
que
o
haja
melhor.
Não
será
este
sistema
um
escarneo?
Não
será
uma
armadilha
de
ciganos
na
feira
dos
burros
para
illudir
as
gentes
de
boa
fé?
Não
será
o
banquete
apresenta
do pela
cegonha
á
raposa?
A
’
raposa,
que
hade contentar-se
em
lamber
a
almotalia
por
fóra?!
Não
será:
serão
prejuisos
meus:
mas
o
que
eu
oiço
a
muita
e
muita
gente,
é
que
esse
governo
pseudo-liberal,
que
ahi
lem
estado,
é
peior
do
que
o dos
Migueis,
e se
o
confrontarmos
peça
por
peça,
e
parle
por
parle, será
facil
a demonstra
ção.
Abaixo
a
soberania
popular!
Venham
os
tres
Estados
do
reino
dar
remedio
a
nossos
males
antes
que
venha
o
maior
d
’
elles.
Não
se
esqueçam
do
que
ia
acon
tecendo
em
1846.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
N. B. Este
artigo
devia
preceder
o
que publicámos
em
o n.° 762,
pois
que
aquelle
era
a
continuação
<i’
este.
Pedimos
desculpa
ao
nosso
distincto
collaborador
e
aos
nossos
assignanles,
d
’
esla
irregularidade.
A
’ Eledaeçuo do
ifotuinereio tio
Minho».
Londres, 9 de Março,
1878.
Envio
a
copia
da minha
penúltima
carta
ao
Apostolo, que
me
parece con
tem
matéria
de
interesse
para
leitores
ca
tholicos,
a
quem,
n
’este
momento,
quanto
concerne
ao Successor
de
Pio
IX
inte
ressa
mais
do
que
os
longos
relatórios
dos
multiplicados
correspondentes
das
fo
lhas sobre os
incidentes da
guerra
Turco-
Russa.
Quizera ter mandado
mais
cedo
esse
treslado,
mas
levou
necessariamente
seu
tempo a
copiar,
e
mesmo
a
mim
o
re
ver
a
copia
compelentemente.
Percebo tentativas
no
mundo
jorna
lístico,
para
fazer
crer,
que
Sua
Santi
dade
Leão
XIII
vae
contradizer
a
conda-
cta
do
seu
illuslre
Predecessor
na
Tiara.
Não creio
em
tal.
Tem-se
passado aqui
cousas
importab-
tes
concernentes
á
Maçonaria.
Heide,
assim
que
possa,
dar
noticias
disso.
A. R.
SARAIVA.
SUMMARID.
I.
—
Artigo do
Daihj Telegraph ácerca
do
Conclave.
Caracler
do
dito
papel.
II.
—Analyse copiosa
de
um
longo
e
muito
importante
artigo
directivo do
Jor
nal
The
Daily
Telegraoh
(geralmeute
aqui
tido
por
ministerial
e de
accordo
com
os
sentimentos
do
Governo,
cuja
política
advoga),
que
muito
circula
em
Inglater
ra,
da
eleição
do
novo
Pontifice.
III—
Particulares
e
considerações
im
portantes
sobre
a
eleição
Pontificia.
IV.
—
Mais
particulares
tocantes
á
no
meação,
etc.,
de
Leão
XIII.
V.
—
Duas
palavras
á
pressa
sobre
a
guerra
do Urienle.
1.—
Bem
que seja
possível,
e
até
um
tanto
provável,
que
antes de
partir
a
mala
Ingleza,
que
levaiá
esta
carta,
che
guem
ulteriores
noticias
do momentoso
negocio
que
desde
hontem
se
está
deter
minado
no
Vaticano,
a eleição
do
novo
Pontifice
pelo
Conclave;
tudo o que
a
isso
pertence
possue
tal
interesse
para
nós
Catholicos,
que
nos convém
notar
as
circunstancias
importantes
ao
mesmo
to
cantes.
Deste
genero
he
um
artigo
directivo
mui longo
e bem
ponderado,
qne
boie
vem
no
jornal
d
’
aqui
o
Daily
Telegraph.
Mas,
para se
lhe
dar
o
verdadeiro
apreço
convém
saber-se
um
pouco
da
historia
dò
relendo
papel,
que
hoje
disputa
mesmo
ao
Times importância,
quanto
o
numero
de
leitores, e
circulação,
assim
como
na
precocidade
das
noticias.
A invenção e
o
estabelecimento
da
lelegraphia
eleclrica
é
que
deu
motivo
como
mlica
o
mesmo
título
da
folha a
este
jornal,
que
appareceu,
e continuou
por
muito tempo,
n
’
tim
espirito
e
tom
muito
hberangal;
pertencendo
então
a
proprietários
da
escola
moderna,
que
en
tende,
ser
para
utilidade
do
genero
hu
mano
e
da
sociedade,
o aproximar-se
o
mundo,
quanto
mais
melhor,
ao
estado
selvagem
—
chamando
a
isso
«progresso»
(que
eu
digo,
de caranguejo}.
Ultimameute porem,
o
dito
papel
foi
comprado
(no
sentido
mercantil,
não
nò
de
peita
ou
corrupção)
por
um destes
homens
p.ienomena's,
que
surgem
ás
ve
zes
principalmenle
n
’
este
paiz
e
nos
Es
tados-Unidos
da
America,
—
que
por sua
industria
e
fortuna
se
tornam eminentes
e
por
assim dizer, colossaes.
Um
sujeito
que principiou
por
vender
jornaes
e
papeis
nas
estações
ferroviaes
loi
estendendo e
augmentando
esse
com-
mercio,
e
nelle
enriquecendo,
alé
que
se
tornou
um
considerável capitalista; foi
eleito
Membro do Parlamento,
e
ultima-
mente
íoi,
nao
ha
muito,
feito
Primeiro
Lord,
ou
Chef,
do
Almirantado.
Seu
no
me
é
VV.
H.
Smith.
Tenho-o
por
homem
de
senso
e
capacidade,
não
menos
que
de
influencia
e
riqueza;
e
por
isso
foi
posto
á
lesta
de
repartição
e negocios tão
importantes
como
os
do Almirantado
ou
Marinha
Britanica.
Tornando-se,
pois,
como
dizemos
o
Daily
Telegraph
propriedade
sua,
natural
mente se
tornou
lambera
seu orgão,
e
advogado
de
suas ideias
e
princípios
po
líticos;
e eis
ahi como
o
Daily Telegraph
se
tornou
um orgão
político
muito
im
portante,
e a vários
respeitos
um
rival
ou
competidor
do Times.
Esta
caracterização
do
papel
poderá ser
de
proveito,
e
guia
até
certo
ponto em-
quanlo
os
Torys,
e
principalmente
o
dono
da
folha
estiverem
á
testa
dos
negocios
e Governo
da
Grain-Bretanha.
II.
—
Os
seguintes
exlractos
do
anigo
principal
do
Daily
Telegraph
d
’esta
mi
nha
concernente
ao
Conclave
merecem
pois
allenção,
á
vista
do
que
deixo
dito
sobre
o
caracler
aclnal,
importância
e
cir-
cumstancias
do
jornal;
diz
elle:
_
«Como
sessenta e
um
eleitores
(ou
Cardeaes,
entraram
no
Vaticano,
preci
sam-se
quarenta
e
um
voios
para
a
elei
ção
do
novo Papa;
e
a
não
ser
que
al
gum
súbito
enlhusiasmo
determine
a elei
ção.
as
probabilidades
sain,
de
que
pas
sai
ám
muitos
dias
antes
que
os
Prínci
pes
da Igreja, que representam o
inundo
Calholico,
possam
annunciar
a
sua
deci
são.
Em
nenhuma
eleição precedente
houve
tantos
representantes
de
naciona
lidades
não-Italianas;
e
assim,
temos
agora
maior
variedade
que
em
occasão
alguma
passada.
Isto
acrescenta
as
incertezas
da
luta.
«A
distincla posição
e
eminencia
in-
tellectual
de
muitos
dos
Cardeaes
es
trangeiros,
lambem
suggere,
que
se
não
deixaram
tornar
meros
maniquins
nas
mãos de
Príncipes,
ou
dos
Valicanistas;
mas
terám
e
exprimirám
opiniões suas
próprias.
«O
Principe
Bismark,
ao
voltar
de
Varzio
coincidentemente
com
a
abertura
do
Conclave,
deve
sentir-se
um
tanto
des
apontado,
notando que
as
suas
propostas
de 1872
não
deram
fructo.
«As
Potências
Calholicas,
longe
de
tratarem
de
influir
no Conclave,
ou
de
concertar
precauções
contra
sua
decisão,
olham
para
o
que
se
faz
com
aqnillo
que
em
1870
se
chamou benevola
neutralidade;
ao
mesmo
tempo
que
na
Alleinanha,
e
apezar
de as
leis de
Falk
não
estarem
revogadas
ha
um
evidente
abatimento
da
guerra
contra
o
Papado,
e
não
ha
ideia
de leval-a
a
ulterior
extremo
contra
o
novo
Pontífice,
seja
elle
quem
fôr.
«O
facto
é,
que
quando
o
Poder
Tem
poral
foi
abolido,
perderam
os Soberanos
do
Mundo
a
sua
melhor
péga
sobre
o
Papa.
O
seu
auxilio militar
já
se
não
pre
cisava,
e
a
sua
força
bellica ficou
sem
valor
contra um Principe
que
não
tem
Estados.
«Sem
duvida
os
oíliciaes
do
Principe
Bismark
podiam proceder
vigorosamente
contra
os
delegados
do Papa-,
e
subor
dinados
no
solo Germânico;
mas isto
não
era
mais
que
decepar
os ramos,
e
não
dar
golpes
no tronco.
«Q
Principe
Bismark
podia
orgulho-
somente
dizer:
—
Não
hei
de ir
a
Canossa.
Mas,
se
o
servilismo
supersticioso
assim
repudiado
é
moralmente
impossível
hoje,
as
invasões
dos
Estad
>s
do Papa por
Príncipes
da
Idade
Media
para
obrigar
o
Vaticano
a
conces
ão,
é
igualmente
im
praticável.
Se
o
Pana
não
po
le
fazer
ajoelhar
ona
Imperador,
nenhum
Impera
dor
pode
tainbein prender
o
Papa;
e
as
sim,
os
acontecimentos
de
1860.e
1870
lambem
tem
sua
compensação.
«A
principal
questão
ainda
ha
de
ser,
se
o novo
Pontífice
será,
continuará,
ir
reconciliável,
ou
moderado
£
estará
elle
resolvido
a
continuar
a
guerrra
de
iu-
vecliva
e
de
protesto
começada
por Pio
IX? (>on
estará
disposto
a
proclamar
ta
citamente
uma
tregoa?
Expectações
ra
zoáveis
devem
limitar-se a
estas
duas
pos
sibilidades.
«Quanto á
nova
política
indicada
pela
ideia
de
transferir o
Collegio
a
Malta
que
ha
sido
erroneamente
attribuido
ao
Car
deal
Manning,
nunca
houve a
menor
pos
sibilidade.
Para
taclica
semelhante
falta
agora
á
Igreja
tanto
o tempo
como
o
homem.
Houve
um
tempo
em
que
um
Papa
desterrado
de Roma
podia
ser
para
a
Italia
e
para
os
Soberanos
Catholicos
uma
severa provação.
«0
interesse
de Pio
era
grandeinenle
elevado
por
suas
perdas
colossaes;
os
seus
infortúnios
lhe
davam
poder.
Se
elle,
em
1850, ou
1870,
houvesse
deixado
Roma,
o
seu exilio
e
sua
pengrinagem
houveram
excitado as
populações
Calho
licas
de
França,
de
Allemanha,
de
Hispanha,
de
Irlanda,
etc., em
alto
grao.
Um
Santo
Padre
expulsado, vagabun
do,
privado
de
seus
Estados
em
paizes
estrangeiros,
por
causa
de
injustiças
e
violências
do
Rei
de
Italia
—
houvera
in-
volvido perigos
mui
sérios
para
o
novo
reino.
As emoções dos
Catholicos
em
vários paizes
houveram
podido
forçar
os
seus
Governos
a
uma
nova
Cruzada.
«Não
se
adptou
porem
o
remedio
he
roico
do
exilio
voluntário,
e
a
Italia,
com
sua
boa
fortuna
usual,
viu
ficar
o
Papa
conservando
se
no
seu palacio,
partilhando
verdadeiramenle
Roma
com
o
Rei.
«Passada
uma
vez
a
opportunidade,
não
é
provável
que volte.
Um
novo
Pon
tífice
não
pode
comparar-se
com
Pio
IX
em
prestigio».
A.
R.
SARAIVA.
{Contínua)
___ L-
ui
T—
A
’
Benti-.lí» m«»rSe
«le
Pio
IX o
grande
E
’ certo!...
é
certo!...
Rapida
A
nova
resoou,
E
angustia
profundíssima
Após
de si deixou
!
Fúnebre
o
canhão troa;
E
no ar plangente eccôa
Do
campanario
a
voz,
Que
em
lúgubres
gemidos,
Em
prantos
doloridos,
Repele
a
historia
atroz
!
E*
morto
o
gran
Pontífice,
O
venerando
ancião
Que
de
S.
Pedro
o báculo
Alçou
com
forte
mão !
Aquelle
astro
esplendente.
Guia
do
povo
crente,
Extincto,
extincto
é
já
!
A
voz
que
doutrinava,
Prendia,
arrebatava,
Não
mais, não
mais
soará!
O'
Deus,
Juiz
integerrimo.
Roubas-nos
o
pastor,
O
pae
doce,
terníssimo,
Alvo
do
nosso
amor
?
!
O
sapiente
mestre.
Que
na
verede
alpestre
Do
bem
era
pharol
?
!
O
athleta
da
verdade,
O
anjo
da
caridade.
E
da
virludtj
o
sol?!
Longo
fòra
o
martyrio
•
D
’
este
ente angelical:
Foi
pois
sua
alma
candida
Colher
palma
iinmortal
Lá
onde
o
mal
se
ignora,
Lá
onde
o
odio
não
mora,
Nem a
caltimnia
audaz,
Lá
onde
é
de
victoria
t orôa
eterna
gloria.
Perpetua
luz
e
paz.
Vinde, povos;
nações,
correi,
correi
a
Roma:
A
’
praça de
S.
Pedro
o
passo
encaminhae...
Do
nobre
Vaticano
eis
a
fachada
assoma;
Povos,
silencio!.,
alli
um
Papa
morrer
vae!
E’
patente
o
portal,
subi
a
escadaria;
N
’aquella estancia
entrae
com
a
santa
commoção;
Dizem
com
mesta
voz
as
preces
da
agonia
Ministros
do
Senhor,
lá, junto
ao
augus
to
ancião!
Eil-o
que
o
braço ergueu: nações, joelho
em
terra
!
Ante
essa
debil
mão
dobrae
asp
’
ra
cerviz
!
N’
essa
bencão
de
amor o
mundo
inteiro
encerra;
N
’
aquelle
meigo olhar perdão
de
um pae
vos
diz.
E
exhala
a
alma
gentil
!
Morte
snblime
e
santa,
Digna
de
quem
de
Christo
alto
Vigário
foi,
De
quem por
Deus
luctou
com
fortaleza
tanta,
Claro
martyr
da
fé,
da
caridade
heroe
!
E
sobre
o
universo
lucluoso
véo desce;
Confrangem
se
os
seios
com
tétrica
dôr;
De boccas
innumeras
fervida
prece,
De
pranto orvalhado,
se
eleva ao
Senhor.
E
a
lyra
saudosa
do
obscuro
poeta,
Afleita a grandeza
de
Pio a
cantar,
N
’esla
hora
selemne,
de angustia
repleta
Quiz
tristes
endechas
também
modular
Ah
!
cortam
pezares
os
vôos á
mente,
Que
jaz
abatida
de magoa
e
de
dó:
E
o
bardo
emmudece,
mas
do Omnipo
tente
Adora
os
decretos,
co’
a
fronte
no
pó.
E espera...
Da
Esposa
puríssima
e
bella
Do
manso
Cordeiro
do Filho
de Deus,
Se acerca
o
triumpho,
que
orando por
ella
Um
santo
mais
conta
no
reino
dos
ceos.
9
de
fevereiro
de 1878.
A.
Moreira
Bello.
GAZETILHA
Lauaperenne.
— Expõe-se ámanhã
na
egreja
do
couvento
do
Salvador.
AHyio
«le s. José.—
Por
ser
hoje
o
dia
da
festividade
de
S.
José,
Padroeiro
do
asylo
d
’este
nome,
na
rua
das
Agoas,
haverá
alli
de
manhã
missa
cantada
e
Communhão
aos
entrevados, que
depois
terão
um
abundante
jantar,
—tudo
a
ex-
pensas
dos
Direclores.
De
tarde estará
exposto
ao
publico
este
humanitário
e
pio
estabelecimento.
Pede
se
aos
concorrentes
que
se
lembrem
de
soccorrer
com
suas
esmolas
esta
uti
líssima
casa.
Enterro
—
Dispôs
ações
testa-
mentarias.
—
No
dia 17 deram-se
á
se
pultura
os
restos
mortaes
do
snr.
For-
tunato
Ribeiro
Machado
Guimarães,
lendo
precedido
oflicios
fúnebres
no
templo da
V.
O.
Terceira,
os
quaes os
herdeiros
do finado
mandaram
fazer
com
grande
pompa, e
a
que
concorreu
grande numero
de
amigos
do mesmo.
A’
porta do
cemi
tério
esteve postada
uma
guarda
d
’honra
com
musica,
em
razão
do
fallecído
ler
servido
n
’
u
n
dos
batalhões
nacionaes,
e
ser
cavalleiro
da
Torre
e
Espada,
ha
vendo
porisso
as
descargas
do
estilo.
Aos
oflicios
lambem
assistiram
as
me
ninas
do
Conservatório
da
Tamanca, por
serem
contempladas
no
testamento,
que
e
o
seguinte:
Instituiu
por
herdeiros
a
seu
cunhado
Custodio
Men
les
da
Silva
Brága,
a
sua
prima
I).
Anua
Amalia
Mendes
da
Silva,
e
a
sua
sobrinha
Emilia,
casada
com
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho,
os
quaes
cumprirão
os
seguintes
legados:
Deixou
a
casa
do largo
de
S.
Fran
cisco
a
sua
sobrinha
Emilia,
uma
das
her-
deiras acima
nomeadas,
com a condição
do
seu
valor
ser encontrado
no
que
sua
fallecida
mulher
lhe
deixou;
as
casas
que
tinha
na
rua
da
Cruz
de
Pedra
a
sua
creada
M
ria
Rosa
Gomes,
com
a
con
dição
de
deixar
viver
sua
cunhada
nas
que
ocetipa
emquanlo
viva
fôr;
as
casas
que
tinha
na
rua
da
Conega
a
Lourenço
José
Gonçalves;
o
uso-fructo
da
casa
n.°
18
do
campo
de
D.
Luiz
I
a
seu
cu
nhado
Custodio
Mendes da
Silva
Braga,
emquanlo
vivo
fôr,
e
não
mudar
de
es
tado, pois
se
mudar
acabará
o
uso-fructo,
que
lhe
deixou.
A
casa
em
que vivia
se
rão
uso
Iructuarios
d
’
ella
emquanlo
vivos
sua
creada
Maria
Rosa
G
>mes,
o
primei
ro andar,
a
Lourenço
José Gonçalves
o
segundo
andar,
e
a
Anlonio
José
Braga
o
terceiro
andar,
lojas,
cosinha
e quintal
em
commmn:
assim
uso-fruirão
todos
os
trastes,
roupas,
louças
e
mais objectos
de
adorno de
casa,
e
os
seus
herdeiros
serão
mais
obrigados
a
dar-lhes
para
seus
alimentos
a
quantia
de
600
reis
por
dia
repartidos
da
fórma
seguinte:
a Lourenço
José
Gonçalves
210
reis,
a
Maria
Rosa
Gomes 240
reis, a
Anlonio
José
Braga
120
reis, islo
sómente emquanlo
vivos
forem,
e
se
os
seus
herdeiros deixarem
de
pagar estas
diarias
perderão por
este
tacto
a
herança,
a
qual
passará
para
o
Hospital
de
S.
Marcos.
Deixou
á
camara
municipal
para
cus
teio
e
aceio do
seu
jazigo
e
para
obstar
a
qualquer pretenção
contra
a sua
locali
dade e permanência 10'$000 em
metal;
a
sua prima
Maria
Cl
ira,
filha
de
sua
lia Maria, de
Guimarães,
4
acções
do
Banco
Commercial
de Braga;
ao
dr.
An
tonio
José
Pimenta
Gonçalves
Júnior
2
acções
do
mesmo
banco;
a
Maria
das
Neves,
(ilha
do
Franqueira
2
acções
do
mesmo
banco;
ao
Hospital
de
S.
Marcos,
ao
Bom
Jesus
do
Monte,
ás
Orfãs
do
Menino
Deus
da
Tamanca,
a
José
Maria
da
Silva
Lata
,
a
Antonio
Joaquim
da
Moi
ta,
brazileiro,
a
Antonio
Joaquim
Manso,
ao
seu
compadre
Bento
José
d
’
Azevedo,
a
Manoel
Antonio
da Silva Pereira Gui
marães
uma
inscripção
de
500$000
reis
nominaes
a cada
um;
á
irmandade
da
Santíssima Trindade,
a
José
Joaquim
Gon
çalves,
de
Nogueira,
a
Francisco
José
Fernandes
d
’
Azevedo,
a
frei Lourenço
da
Costa
Gonçalves
Pereira
Bernardes,
a
sua
afilhada
Anna,
filha de Francisco
Leite
Pereira de
Castro,
a
seu
sobrinho José,
filho
de
José
Francisco
Ribeiro
Forte,
uma
inscripção
de
100$000
reis
a
cada
um;
ao
seu
barbeiro
Francisco Xaxter
da
Cruz
2>
>$000
reis;
ao
seu sapateiro
Felix
Anlonio
10$000
reis.
Arrematação.—
No
dia
17
foram
entregues,
pelo lanço
de
l:559$000,
as
obras
de
pedreiro
da
egreja
de
S.
Pedro
de
Maximinos.
Falleeiinenti).—
Por
10
horas
da
manhã
do
dia
17
falleceu
nesta
cidade
o
snr.
Thomaz
Agostinho
da
Costa
Braga,
filho
do
snr.
João
da
Costa
e
Silva,
e
cunhado
do
nosso
amigo,
o
snr.
Leonardo
Pinto
d
’
Oliveira,
habilíssimo
empregado
na
typografia
d
’
este jornal.
O
finado,
que
ainda
no
sabbado
esti
vera
na
repartição
da
Thesouraria,
onde
era
empregado, estava
na
flor
da
edade,
e
era
geralmente
bemquisto.
Damos
os nossos
pesames
á família
anojada,
especialmente ao
nosso
amigo
o
snr.
Leonardo
Pinto
d’Oliveira.
Exasnes
de erneurso,
—
Na quarta-
feira,
quinta,
sexta,
e
sabbado
da
sema
na
passada
tiveram
logar
na
sala
da
Re
lação
os
exames
de
concursos
para
as
egrejas
de
Santa Cruz
do
Lima, Parada,
Cavez,
Friande,
Salamonde,
e
Sá.
Presidiu
o
ex.
mo
e
revd.mo
snr.
Ar
cebispo
Primaz,
e
foram examinadores os
revd.mos
snrs.
conego
dr.
José
Gomes
Martins,
professor
«le
Theologia Dogmaii-
ca no
Seminário,
dr. João Dias d’Araujo,
professor
de
Theologia Moral no
Semina-
rio
e
arcypreste,
e
padre
João
Rebello
Cardoso
de
Menezes,
vice
reitor
do
dito
Seminário.
Foram
dez
os
concorrentes
Caminho
de
ferro «» Chaves.-.
Por
estar
muito
adiantada
a
tiragem
do
nosso
ultimo
n.°,
não
publicámos
logo
todos
os
lelegrammas
transinillidos
de
Lisboa
ácêrca
da
questão
do
caminho
de
ferro
de Chaves;
e
como
alguns
já
são
geralmente
sabidos,
daremos
agora
apenas
a
carta
que
a digna
commissão
enviou
ao
presidente
da
Assoei
ação
Commercial:
III.
m
’
e
Ex.
mi
Snr.
Temos
a
satisfação
de confirmar par
meio
d
’
esta
carta
o
que
acabamos
le
participar
por
telegramma.
O
snr. minis,
tro
das
obras
publicas
recebeu
hoje
ao
meio
dia
a
commissão
e
promelteu
so-
lemnemenle
que
ia
mandar
proceder
ao
estudo
das
duas direclrizes,
antes
do
que
nada
decidiria.
Sendo
esta
prmessa
feita
tão
clara
e
cathegoricamente
por
S.
Exc
*,
congratulamos-nos
com
V.
Exc.",
e
da
mos-nos
por
felizes
em
dar
este
desejado
exito
á
nossa
honrosa
missão.
Deus
guarde
a
V.
Exc.
’
—
Lisboa
lo
de
março
de 1878.
III.
1,11
e
Ex.
mo
Snr.
Presidente
da
Asso
ciação
Commercial
de
Braga.
Visconde de
Pindella.
Conde de Berlianlos.
Jeronymo
Pirnenlel.
Fernando
Castiço.
Estrada.
—
Foi
mandado
construir
o
lanço
d
’
estrada
cotnprehendido
entre Gui
marães
e
Enlre-os-Rios.
.vais»!» de
reqiiiem.-
-O
snr.
A.
de
Mello e Alhaide
manda
celebrar
ámanhã,
no
templo
dos
Congregados,
uma
missa
por
alma
de
sua
mãe.
D.
Paula
Ferreira
de Moura
Thouveira
Mesquita
d’
Alhaide
e
Mello,
por
ser
o
14
0
anniversario
do
fallecimento
d
’
esla snr.’
Companhia EdiSe»do?a e In
dustrial
Bracarense.
—
Esta
Compa
nhia
continua
a ter
aberto
ao publico
todos
os
dias,
não
santificados,
desde
manhã até
á
noite, a
sua
fabrica
de
moa
gem
a
vapor,
onde
se
encontra sempre
grande
quantidade
de
farinhas de supe
rior
qualidade,
que
vende
por junto
e
a
retalho.
Também recebe
cereaes
para
moer
por
conta
de seus
donos.
Tem
grande
quantidade de
madeira
de
ca-tanho,
perfeitamente
secca,
em
con-
sueiras,
bitola
e
forro
e meio,
assim
coma
superior
pinho
de
Flandres,
Tudo
se
vende
por
preços
muito
rasoaveis.
Muito
breve
anminciará
a
inauguração
da
carpintaria
mechanica,
aonde se
fa
bricará
tola
a
obra
de
carpinteiro
e
ser
rará
madeira
de
to
las
as qualidades
e
dimensões.
Policia
aeademieii.—
Escreve
O
<Co-
nimbricense» do
dia
16:
O conselho de
decanos
da
Universi
dade
reuniu
hontem
para decidir
ácêrca
de
tres
processos:
—
o
l.°
por
tumultos
na
procissão
do
Senhor
dos Passos
do
ulti
mo anno—
o
2.°
por
desafio a um
lente
de
Medicina
—
o
3.°
por
assuada
a
outro
lente
do 5.° anno de
Direito, na própria
aula
Consta-nos
que
o
mesmo
conselho
re
solvera:
—
Com
relação
ao
1.° processo,
que
fosse
um
dos
académicos
accusados,
risca
do
por
um
anno,
e
Ires
condemnados
em
8
dias
de
prizão.—
Os
dois
académicos
implicados
no
2.°
processo
riscados por
um
anno.
—
E
dos
implicados
no
3.°
pro
cesso,
dois
riscados
por
um anno,
tresptf
seis
mezes,
e
sete
a
prizão
de
8
dias.
Ao
todo
foram
18
condemnadoá.
Imposto monstro.—
Segundo
os
úl
timos
dados
officiaes
ácêrca
do
qne produi
o
imposto
sobre
a
renda
na
Prussia,
»
Sr.
Krupp,
proprietário
das
fabricas
de
Essen,
que
foi
até
agora
o
mais collectadu
do
reino,
para
o
exercício
de 1877, é
excedido
pelo
Sr.
Rothschild,
de
Franc-
forl-sur-Maine.
O
rico
banqueiro
paga
este anno, como
imposto
de
renda,
a
quantia
de
68.4-00
marcos,
ou
33:359$200,
da
nossa
moeiU
pouco
mais
ou
menos.
Depois d
’
elle
acha
o
Sr.
Krupp,
qo®
paga
63:000
marcos,
ou
30:74
4
3000,
{
um
proprietário
de minas
na
Silesia, q»
{
paga
61,200
marcos,
ou
29,863$600.
I
)
a
a
B
a
o
e
e
e
a
CSueri-it «lo Oriente.—
Os últimos
tcle
i,
raminas
relativos
á
guerra do
Oriente,
são°os
que
seguem:
Paris
14
—informações de
Berlim
con
firmam
que
ha
dilfcuidades
acerca
do
pro-
nramma
do
congresso.
Receia se que a
In
glaterra
recuse fazer-se
representar.
Dizem
outras
noticias que se
espera
a
solução
<|
’
estas
difficuldades,
pois
que
a Rússia
negou a
existência
de
qualquer
estipulação
secreta
com a
Turquia.
Vienna
14
—
Espera-se
que
o
congresso
se
reuna
em
30
de
março.
E’
provável
que
a
Rússia
dê
satisfação
á
Inglaterra,
submettendo
ao
congresso
entre
as
potên
cias e
tractado
de paz
na
integra.
Londres
14
—
Norlhcot
disse na
cama
ra
dos
deputadas
que
a
Inglaterra
acceitou
em
principio
a
reunião
do
congresso,
mas
que
actualmenle
discute as
condições
sob
as
quaes
poderá
tomar
parte
no
referido
congresso.
Confirmou
que
toda a
potência
indo
ao congresso,
não
deve
conservar a
sua
liberdade d
’
acção.
A Inglaterra
quer
que
todos
os artigos
do
tractado
de
paz
sejam
submettidos
ao
congresso, e
que
as
decisões
da
maioria
não
possam
obrigar
a
minoria.
Londres
23
—
Chegaram
já
a
S.
Peters-
burgo
o
general
Ignalieff
e
Reovf-Pachá.
Ô
«Times»
publica
um despacho
de
Paris
dizendo
que
a
Inglaterra
adheriu
sem
reserva
á
proposta
franceza
a
respeito
do
Egypto.
Todas
as
potências
estão
de
accordo
que
não
se
tractará
das
questões
do
Egy
pto,
Syria
e
logares
santos
sem
consen
timento
da
França
e
só
dentro dos li
mites
que
ella
prescrever.
O
«Standart»
annnncia
que
todos
os
navios
destinados
para
partir
foram
re
tidos
para
irem
reforçar
a
frota
do
Me
diterrâneo.
Vienna
13
—
Não
se
confirma
que
a
Rússia
adherisse
á
admissão
da Grécia
no
congresso
das
potências.
Paris
16
—
A
Áustria
oppõe-se
que a
Rússia
assigne
o
prolectorado
de toda
a
egreja.
A
Inglaterra
e
a
Áustria
exigiram
que
a Thesalia.
Epiro
e
Macedonia sejam
ane
xadas
á
Grécia
se
a
Rússia
persistir
na
extensão
marcada
para
a
Bulgaria.
Partiu
de Andrinopla em
direcção
a
Boalair
uma
divisão
russa.
A
Rússia
está
disposta a admittir a
Grécia
no
congresso,
mas
sómente
com
voto
consultivo.
SAflfií
1
TODOS
sem
medicina,
pur
gantes, nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
e
o
e
o
i-
e
)•
i-
:a
ia
i-
te
ro
ia
e-
1!
I-
m
os
or
o-
•f
DL BARRY
de
Londres.
30 annos
d’invnriavel sueeem
ui
0
de
é
|C
‘
no
Ofl
la,
ue
«
ot
3
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica.
gastralgia,
ílegma, airotos,
■flatos,
amargor
na
bocca,
pituitas,
nauseas,
vomitos,
irritações
inteslinaes,
bexigas,
diar-
réa,
disenteria,
cólicas,
tosse, asthma,
fal
ta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debilidade,
to
das
as
desordens
no
peito,
na
garganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da bexiga,
do
fí
gado.
tios
rins, dos
intestinos,
da
muco
sa,
do
c
rebro
e
do
sangue.
83:000
cuias
entre
as
quaes
contarn-se
a
do
duque de
Piuskow,
da
exm.
a
snr.
a
marqueza
de
Bre-
han,
de
Lord
bluarl
de
Decies,
par
d’
ln-
glalerra,
do
doutor
e
professor
Wurzer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
63:476.—
Mr.
Comparei, cu
ra,
de
dezoito
annos
de
gastralgia,
de
sof-
frimeiitos
d
’
estomago,
dos
nervos,
fraque
za
e
suores
nocturnos.
Cura
n.°
74.422.—
Prostração.
—
Bald-
win,
<!a
mais
completa
decadência
desan
de,
de
patalysia
dos
membros
por efleito
e
excessos
da
mocidade.
Cura
n.° 76:448.—
Verdum,
16
de
ja
neiro
de
1872.
—
Havia
cinco
annos
que
soffria
graves
iticornmodos
no lado direito
e
na
cavidade
do
estomago,
más
diges
tões
etc.
Não
hesito
em
certificar que
a
sua
Kevaleseière
me
salvou a
vida.
—
E
rnesto
C
atté
,
musico
do
63
de
linha.
Cura
n.°
62:986.
—
M.
ie Martin, de
amenorrhea.
Suppressão
de menstruação
e
dança de
São
Guido,
declarada
incurá
vel,
perfeitamente
curada pela
Revalea-
E
’
seis
vezes
mais
nutritiva do que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
e:n remedios.
—
Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
nínsula :
Era
caixas
de
folha de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
; de
*
l
li
kilo 800
rs
;
de
um
kilo, le$40€'
res;
de
2
*/,
kilos,
30200
reis;
de
6
ki-
los,
60400;
ede
12 kilos,
120000 rs.
EU1TO»
DE
30
DIAS
Pelo
Juiso
de
Direito
d
’
esta
comarca
de
Braga
e
cartorio do
Escrivão
do
6.°
officio
José
Luiz d’
Oliveira
Pessa,
correm
éditos
de
trinta
dias
a contar
do
segundo
annuncio
publicado
n’
esle
jornal,
citando
e chamando
todos
os credores
incertos
e
fegatarios
desconhecidos,
ou
domiciliados
fóra
d’
esta
comarca
de
Braga,
que
se
ulguem
com
algum direito
e
acção ao
ca-
zal
da
fallcida
Dona
Maria
Angelina
das
Dores
Almeida
Mello,
casada que
foi
com
José
Manoel d
’Almeida e
Silva,
do Paul
da
Senhora
a
Branca
d
’
esta cidade,
para
que
o
venham
deduzir
no
inventario
que
n
’
esle
juizo
e
cartorio
do
dito
escrivão
dentro
do
referido prazo,
e
assistir
aos
termos
do
mesmo,
querendo, soh
pena
de
revelia
quando
não compareçam,
e
sem
prejuízo
do an
lamento
do
inventario.
Bra
ga
13
de
Março
de
1878.
Veritiquei.
Antonio
Brandão
Pereira.
O
Escrivão
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pessa.
Os
biscoitos
da
Revalescière
que
se
po-
ddha
comer
a
qualquer
hora,
veadem-se
em
caixas
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
valeseièc-e
e!a®e»is*íí&íSa
;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
sotnno, energia
e
carnes duras
ás pessoas,
e
ás
creanças
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez vezes
mais
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário,
sem
esquentar.
Em
pó
e
em paus, em
caixas
de
folha
de
lata de 12
chavenas,
300
reis;
de
24
cháve
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
10400
; de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
23 reis
cad?
chavena.
»U
BAIIHA C.» LiniTED.-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regenl-
Streef,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
tner-
cietros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
cs
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr.
Serzedello &
C.
a Largo
do Corpo
Santo
16,
ILisfoaa, (por
grosso
e
miudo);
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32;
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12
—
Pwr
ío,
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
OEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NH0.=Aveíro,
F.
E.
da Luz
e
Gosta,
pharm.
—
iBai-cel!os,
Antonio
João
de
Sousa
liamos,
pharm., Largo
da
Ponte.
—
Bs-wga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm., rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do
Souto.
—
Vinssínra
áoCas-
teiíy,
Aflotiso
drog.,
rua
da Picota;
J.
A. de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
«Ssiímarães, A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d
’Araujo Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
silva,
drog.,
Rua da
Rainha, 29 e 33.
—Penftftel,
Miranda,
pharm.
—
Porto,
M.
J. de
Sou
sa
Ferreira
&
Lraão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R,
de
Sequeira, pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto, pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir, Rua
de
Cedofeila,
160; Fontes
&
C.
a,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro,
103
a
108;
Antonio
J.
Salgado,
Pharmacia
Central,
Rua
de
San
to
Antonio,
223 a
227.
—
Ponte
do
Di-
ma,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa,
pharm.
—
P®
v
«»
m
«S® Varzim, P.
Machado
de
Oliveira,
pharma.
—
AaSessça
Minis®,
Francisco
José
de
Sousa, pharm.—
Viil®
áe
Conde, A.
L.
Maia
Torres,
pharm.
mÀDEMEITOS
Manoel
José
Gomes
da
Rocha
e
sua
mulher
M.ria
da
Conceição
Gomes
da Ro
cha,
exlremaraente
penhorados
pelas
atlen-
ções
que
receberam de
todas
as
pessoas
que
os
cumprimentaram
e
lhe
prestaram
seus
serviços
pela occasião
do
fallecimento
de sua innocente
e
presada filha
Maria
da
Gloria,
a todas
muito
reconhecidamente
agradecem
e pedem
desculpa
de
o
fazer
por
este
meio.
(797)
àà
H
H
H
M
H
ài
H
H
M
h
D.
Joaquina
da
Assumpção
Pereira
de Castro
Caídas, D.
Anna
Ricardina
Pereira
de
Castro
Caídas
e D.
Marianna
Candida da Conceição
Pereira
de
Castro
Caídas
não
podendo
agradecer
pessoal
mente
a
todas
as
pessoas
qne
as
obse
quiaram
por
occasião
da
morte
de
seu
muito
presado filho
e
irmão, o
fazem
p
r
este
meio,
protestando
a
todas
a
mais
viva
gratidão.
Arcos,
17
de Março de
1878.
(803)
...
.
-í
Diccionario Prosodico de .Por
tugal
e Braztl
por
Antonio
José
de Carvalho e João de
Deus.
1
vol.
—
10000
reis.
Remette-se
pelo
correio
a
quem
man
dar
10050.
Todos
os
pedidos devem
ser
feitos
a
Pacheco
&
Barbosa
—
Lisboa.
No Brazil,
a
Lopes
do
Couto
&
Filhos—
Rio
de
Ja
neiro.
CAPITAL
BEM EMPREGADO.
Vende-se
uma
morada
de casas
sita
na
rua do
Souto
n.°
47.
Trata-se
com
seu
dono
José Al
ves
d
’
Araujo,
rua
de
S.
Marcos
n.°
10,
ou com o
escrivão
d
’
este
juizo
Pessa.
(799)
THEATRO
DE
S. GERALDO.
Não
se
tendo
verificado no
dia
17 do
corrente,
por falta
de
numero
geral
de
associados,
a
reunião
que
estava
annun-
ciada
para
aquelle dia,
são
por
esta
forma
convidados
todos
os
snrs.
accionistas
do
theatro
de
S.
Geraldo
a
comparecer
no
mesmo
theatro
no
dia
24 do
corrente,
pelo
meio
dia,
afim
de se ciar
cumpri
mento
ao
determinado
no art.°
6.°
§
1.®
do
estatuto.
Braga 18
de
Março
de
1878.
O
l.°
Secretario
Antonio
José
Pereira
de Magalhães Júnior.
(808)
DECLARAÇAO.
Os
abaixo
assignados,
declaram
para
todos
os
effeitos
que
por
escriptura
pu
blica,
feita
n
’
esta
data na
nota
do
Ta-
bellião Pessa
d
’
esta
cidade, dissolveram
a
sociedade
que
tacitamente
haviam
for
mado
entre
si
sob
a
firma
de
FERNANDES
&
PINTO;
ficando
todo
o activo
e
pas
sivo
da
referida
sociedade,
a
cargo do
primeiro
signatário
Antonio Fernandes
Lopes.
Braga
18
de
Março
de
1878.
Antonio
Fernandes
Lopes.
Manoel
Teixeira
Pinto.
Antonio
Fernandes Lopes, declara que,
em
consequência de
haver
ficado
a
seu
cargo
todo
o
activo
e
passivo
da socie
dade
dissovida
de
FERNANDES
&
PINTO,
da
qual
era
socio
continua com
o
mesmo
ramo
de
negocio
de
cêra,
como
até
hoje
na
sua casa
da
rua Nova
n.°
46 onde
espera
continuar
a
receber
as
provas
de
amizade
dos
seus
amigos
e
freguezes.
Braga
18
de
Março
de
1878.
(809)
ATTENÇÃO.
Quem
precizar
de dinheiro a Juro
sobre
hipotheca
dirija-se
a
Bento
J.
B.
A.
Regallo,
rua
da
Boa
Vista
n.°
137.
(807)
JOSÉ
REGALLI.
Afina
e
concerta
pianos,
orgãos,
har-
moni-flutes
e
caixas
de
muzica
de
todas
as
qualidades
e
auctores,
por
preços
mó
dicos
Pode
ser
procurado
no
coro
da Egreja
do
Carmo
em
Braga.
(806)
CARREIRAS
DIARIAS.
Pio IX em Miniatura ou Desumo
da
Historia
de Pio
IX.
Pelo Padre
Luiz
B.
C. Pacheco.
A
’
venda
no
escriptorio
d
’
esle jornal.
Preço
300
reis.
PMÕ
u
I).
Maria
Ernilia
da
Concei
ção
Ribeiro
Carvalho
Cabral,
da
cidade
do
Porto,
constando-
lhe
que
Francisco
Manoel
da
Silva
Leite,
do
luffar da
Deve-
sinha,
da
freguezia
de
Navarra,
da
comarca
de
Braga,
pretende
vender algumas propriedades
que
fazem
parte'
de
um
prazo
censo, foreiro á
anmmciante,
vem
prevenir
para
que
ninguém
contracte
com o
mesmo
a com
pra
das
ditas
propriedades,
ern-
quanto
que
a
annunciante
não
prestar
seu
consentimento
e
não
lhe
forem
pagas
as
pensões
que
se
acham
em
divida,
sob
pena
de
(içarem
responsáveis
pelas
mesmas
pensões,
e
sujeitos
aos
efleitos
consignados
na
lei,
re
sultantes
de
um
tal
contracto.
(804)
■ojg
miiim
■
raralauzamr-rwiv
—
r»n»
COMPANHIA GERAL BRACA-
RENSE.
A
Exc.
nu
Snr.
a
D Ernestina Au
gusta
Freire
d
’
Andrade
requereu
a
esta
direcção,
para que se
lhe
passem
segun
das
vias
das
acções
n.°
120
e 130, d
’
esta
Companhia,
porque
se
lhe
desencaminha
ram
as
primitivas,
o
que
se
faz
publico,
para
que,
se
alguém
se
julgar
com
di
reito
ás
mesmas,
assim
o
declare
n
’
este
escriptorio
dentro
de
30
dias
da data
d
’
este.
Expirado
este
prazo,
caso
não
haja
reclamação em
contrario,
passar-se-hão
segundas
vias, com
resalva.
Braga,
14
de
Março
de
1878.
Os
Directores
Da
Companhia
Geral
Bracarense
João
Fernandes
Valença.
(796)
José
Ferreira
de
Magalhães.
Manoel Antonio
de
Caslro
Teixeira,
d
’esta
cidade,
faz
publico que
vae
montar
mais
uma
carreira
diaria
de
Braga
a
Sa-
lamonde,
tendo seu
principio
no
dia
25
do
corrente,
saindo
de Braga
ás
6
horas
da
manhã
e de
Salamonde ás
2
da
tarde.
Continuando
com
a
mesma
carreira
que
já
tem, a
sahir
de
Braga depois
da che
gada
do
comboio
das
II
horas,
e que
volta
de
Salamonde
ás
3
horas
da
ma
nhã.
Os
biihetes
vendem-se
na
Praça
do
darão, na
casa
do snr.
Ribeiro
Braga
e
em
Salamonde
no
Hotel
do
snr.
José
Ro
drigues
Fufú.
Braga
14
de
março
de
1878.
Pelo annunciante
—
Ribeiro
Braga.
(892)
RETRATO E BIOGRAPHIA
DS
Tabacaria Bracarense.
Quem
qnizer
arrendar
a
casa
n.° 7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rua
do
Cam
po, d
’esta
cidade,
que
esiá
auclorisado
para
este
fim.
(713)
DINHEIRO A JURO.
A
limandade
de Santa
Maria
Magda-
lena.
da Falperra,
tem
para
dar
a
juro
1:3300000
reis.
Braga
2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
Banco Commercial
de Braga, em
moratoria
Soeietlnde
anouymn
— responsabi-
liilaile
limitaria
Não
tendo
vingado
na
assembleia
geral
dos
accionistas
do
Banco
Commercial
de
Braga
no
dia
4
do
corrente,
a
eleição
de
lodos
os
vogaes
que
teem
de
compor
a
commissão liquidalaria
do
mesmo
ban
co,
é
indispensável
convocar
uma nova
assembleia
para
se
elegerem
os
vogaes
<jue
faltam,
assim
como
lambem
para
a
eleição
da
meza
da
mesma
assembleia
em
virtude
de
terem
apresentado
suas
demis
sões
o
presidente,
vice-presidenle
e
se
cretários:
e porisso a
direcção
do
dito
Ban
co
convida
os
snrs.
accionistas a
reuni-
erm-se
em
assembleia
geral no
dia
27
do
corrente
ás
11
e
meia
horas
da
ma
nhã
no
Thealro
de
S.
Geraldo,
a
fim
de
se
proceder
á
eleição
para
os
indicados
cargos.
Braga
7
de
março
de
1878.
Os Direclores
Manoel
José da
Costa
Guimarães
João
Evangelista
de
Sousa
Torres
e
Al
meida
Manoel
José
Lopes
dos
Santos.
C1HI HGIÃO
OKXTISTA
DA
Escola
Americana
Consultorio
a
toda a
hora,
tanto de
dia
como
de noite Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(800)
ULTIMA
NOVIOADÉ
-
GANDARELLA
^C.a
Campo
de
SanfAnna
Grande
sortido
para
a
Quaresma
e Semana
Santa.
Acaba
de chegar
a
este
estabeleci
mento
directamente
das
melhores
fabricas
de
Paris um
grande
sortido
de
Brilhan
tinas
pretas
de
seda,
failles e
glacés,
bem
como
merinos
pretos
de pura lã.
tornando-se
a
sua
boa
qualidade
e
os
seus
modicos preços dignos
da
altenção
publica.
(780)
ESTANTERIA
Vende-se
uma
e
vidraças
de
porta
na
yestimentaria
Rocha.
(788)
A
BELLEZA DAS SENHORAS
RUA
IH
’. S.
MARCOS,
N
vende
papeis
pinta-
&
dos
para
guarnecer
sallas,
$
lindíssimos
jjoslos,
a
prin-
S
cipiar
em 80
reis
a
peça.
Vende
oiio, tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu-
g
rnidos.
a
Vende cimento
roma-
no
para
vedar
aguas,
ges-
&
so
para estuques
de ca-
&
sas,
tudo
de primeira qua-
lidade.
%
■-'A
J
JOSÊ ANTONIO FERREIRA
GOMES.
lí, Hua
Nova, 5
BRAGA
Com
estabelecimento
de
pregagem
de
todas
as
qualidades,
mercearia,
papel
e chá
—cartonagem
para
dezenho,
floragem
e aprestes
para
ílôres
—
stearina,
pés
finos
para
gomma,
etc.,
etc.
N
’este
antigo
e
acred lado estabeleci
mento se
encontra
um
completo
sortimen
to
de
livros
em
branco,
proprios
para
escripturação
mercantil,
bem
como
papeis
e
artigos
para
escriptorio. Tambein
se
encontra
um sortido
de chá hyson
desde
800 a l£400
rs.
459
gram.,
e
muitos ou
tros
artigos
proprios
de
seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços
commodos.
(725)
Fabrica a vapor
de, fim hção de
ferro e rnetacs
Travessa
de S.
Juão—"Braga.
Nesta
fabrica,
unica
na
província
do
Minho, fabrica-se
toda
a
qualidade
de
obra,
tanto
de
ferro
como
de
metal.
O
proprietário
da
mesma
não
se
tem
pou
pado
a
sacrifícios
para
poder
elevar
este
melhoramento
de
industria
á
altura
de
poder
compelir
em
tudo
com
as
fabricas
de igual
genero
do
Porto
e
outras
loca
lidades,
e
em
parle
o
tem conseguido,
pois
que
no
seu
estabelecimento
se
fazem
obras
de
todos
os
tamanhos
e
qualidades
pelos
preços
que
possam
ser
encontrados
no Porto.
Nesta fabrica
fundem-se
peças
de
pezo
de
5,000
kilos,
e
maiores,
sendo
preciso,
achando-se
já
muilas
obras
fundidas,
co
mo
são:
buxas
para
eixos
de
carruagens,
moinhos
para
moer
tintas,
pés
para
me-
zas
de
mármore
ou
de madeira,
bancos
para
jardins,
bombas
de
qualquer
pres
são
e
comprimento,
grades
para
sacadas
ou
jardins,
columnas
e consolas para
lampeões,
prensas
para
copiadores,
fuzos
de
novo
systema
para
lagares,
ferros
para
alfaiates
e
chapelleiros, tapetes e
venti
ladores
para
soalhos,
canos
e tubos
para
agua,
joelhos
de todas
as
grossuras.
Tam
bém
concerta
todas
as
obras
deste
gene
ro.
—
Preços
do
Porto.
Braga,
Fundição
do
Minho.
O
Proprietário
—
Antonio
Germano
Ferrei-
rinha.
SE "S" JEB. ATOS
DE
Acham
se
á
venda,
em
ponto
peque
no,
e
cujo
producto
é
para
o
Dinheiro
de
S. Pedro,
em
casa
do snr.
M.
J.
V.
da Rocha,
rua
do
Souto.
Preço
200
reis.
Pomada
sympalllica,
para destruir,
de
momento,
o
pello
da
cara
e
mesmo
cabei-
lo
em
quantidade,
sem
causar
o
menor
damno
á
pelle.
Xarope
peitoral de Rei
Empregado
com
os
melhores
resulta
dos
nas
moléstias
pulmonares,
tosses
an
tigas
e
modernas,
bronchiios agudas
e
chronicas.
broocorrhea. caihairo
pulmonai
seji
qual
fôr o
seu
estado,
pneumonia,
pleu-
resia.
lisica,
catharro
suflocante,
angina
nervosa,
tosse
asthmatica,
escarros
de
san
gue.
etc.
etc.
Os
eíleilos
d
’esie
verdadeiro
especifico
são
seguros e
rápidos
e é
considerado
na
opinião
publica
o
melhor
medicamento
pa
ra
taes
padecimentos.
A
’
venda
em
Braga'
nas
pharmacias
Pipa
&
Irmão,
Orphãos
e
Alvim.
Em Guimarães
na
pharmacia
de
Pereira
Martins.
Deposito
principal
na
phar
macia
Lisbonense,
Largo
do
Corpo Santo
—
LISBOA.
(762)
ESTEIRAS PAHA FWRRAK
SILAS
Manoel
Dias
da
Silva,
premiado
na
exposição
de
Braga
em
1863,
na
Inter
nacional
Portuense
em
1875,
na de
Vien
na
de
Áustria
em 1873
e
na de
Phila-
delphia,
em 1876,
faz
publico
que
tomou
conta
do
estabelecimento
de
esteiras
da
rua
do
Souto
n.°
40
e
40
A,
d
’
esta
ci
dade, aonde o fabrico das esteiras
prin
cipia a
ser
no systema
de
Lisboa e
Porto.
Também
lava
e
compõe
sendo precizo.
No
mesmo
estabelecimento
ha
sortimento
de
capachos
de
esparto.
(161)
MM
Os
Kebufndog
mytiiicos,
de na
tureza
balsamica,
calmante, peitoral
e ex-
pectorante, são
o
melhor
dos
remedios até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossicolosas.
Caixa
200
reis.
—
Meia
caixa
100
rei».
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL, rua
de
Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em Braga:
PHARMACIA DOS OR-
PHÃOS,
praça Municipal.
(621)
CIRURGIÃO »LV>flSTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA
MED1CO-CIRURGI-
CA
DO
PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e continua
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(801)
CAIXA PARA AZEITE
No
largo
de S.
Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva cinco
pipas, e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
DINHEIRO A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
theca.
(706)
VENDE-SE
Em
uma
das melhores
ta
cidade
urna
morada
em
muito
bom
estado.
ruas
d
’es-
de
casas,
No
escri-
jornal.
se
(787)
ptorio
da
administração d’este
diz
com
quem se
trata.
RAPHAEL
OU
0
iVIeuitio
devoto e instruído
Collecçáo
de orações
e
meditações,
com
um
dialogo entre
um
sacerdote
e
aquelle
me
nino;
e.vlraclos
das
obras
de
vários
aucto-
res sábios e piedosos,
COORDENADOS
PELO
PADRE
J.
J.
C.
DE SEQUEIRA
Acha-se
á
venda
unicamente
no
escri
ptorio
da
aPalavra», Cima
de
Villa
n.°
25.
Preço,
120
reis
—pelo
correio,
140.
—
Encardernado,
220—
pelo
correio,
240
rs.
E
’
pago
adiantado.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES E DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
devoções
indul-
genciadas, e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.& 7?et>.ln»
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
tua
Nova
n?
3
E,
e
nas
principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria Catholica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de
Manuel
Malheiro,
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
.
.
.
160
reis
»
encadernado
....
240
»
LdSCURSi
)
do
deputado franeez
eatholieo
O CONDE ALBERTO DE MUN
Pronunciado
no
encerramento
da
aaaemblris*
geral dos menbrog
da
obra
dos
cireulos eatholieog
de
operários
TRADUZIDO
PELO
PADRE
SEXNA FRUTAS
Dedicado
ás
Associações Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’
esla
redacção
por
60
rs.
LIVRARIA
BORIIALO
Travessa da Vieloria
n.° 1», l.°
andar,
Lisboa
N
’
este
estabelecimento
ha
um
variad®
sortimento
de
differentes
obras,
Roman
ces,
Historias, Comedias,
Dramas,
Scenas
Cómicas
e
Almanachs
para
1878,
e
faz-se
abatimento
para
negocio,
e
remettem-se
os
catalogos
grátis,
e
qualquer das
obras
abaixo
mencionadas
são
remetlidas
francas
de
porte
aquem
enviar
o seu
importe
em
estampilhas.
MANUAL
DAS
DAMAS, tratado
de
fa
zer
flores
artificiaes
ornado
de
estampas
500,
MANUAL DO COSINHEIRO,
modo
de
preparar
as
melhores
iguarias
da
cosi-
nha
portugueza
e
franceza. arte
de
co
peiro
e
pasteleiro
210,
MANUAL
D0
PRESTIDIGITADOR,
livro de
sortes
di
vertidas
tanto
de
mãos
como
de
cartas
e
physica
recreativa,
ornado
de
80
estam
pas
500,
MANUAL
DO
CONSERVEIRO
E
CONFEITEIRO,
modo
de
fazer
bollos pas
teis, doces, gelados,
240,
MANUAL
DE
DANSA,
arte
de aprender
a
dansar
sem
mestre
120, MANUAL
DAS
SINAS, ex
plicação
das sinas
e
sonhos
120.
IIVRAKIA D’EU(ÍE^IO CHAÍUIRON
BRAGA
Ultimas
publicações
(OERAS
COMPLETAS)
PADRE
R1VAUX
Historia
Ecclesiaslica,
desde
o
seu
co
meço até
1876, traduzida da
6
a
edição,
por
Francisco
Luiz
de
Sea-
bra,
3. vol
...................................
3$000
PADRE
SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdade
e
bel-
leza
da religião
chrislão,
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentel
1
vol
.....................................................
1^200
BALMES
O
Protestantismo
comparado
com
o
Calholicismo
nas
suas
relações
com
a
civilisação
europea,
4
vol.
2£i00
PADRE
MACH
Maná
do Sacerdote,
1
vol.
br.
500
cari............................................... £600
Ancora
de
Salvação,
1
vol.
br.
5u0
cari
...................................
£600
d
.
maria
do
pilar
A
Lei de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do Decálo
go. 1 vol
....................................
£500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de Nosso
Se-
nhor Je^.is
Christo,
recitado
na
Sé
Ca
lhedral
de
Coimbra.
Preço..................
200
rs.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA
—
-1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
