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eJOxTa»®
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ub
«.€:
b
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„
eees r^c»rjr
bc
se»?
1
»;*.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA COSTA,
RUA NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12
mezes..........................
»
6
»..........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada linha
....................
Repetição....................................
1/600
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
PREÇO.
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.........................
2/000
»
6
»..,..
1/050
»
sendo
duas
assignaturas
3/600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3/600
Folha
avulso...............................
qo
Í33S
N.’
752
BRAG
A —
TERÇ A-FESSIA 19 »E
FKVEREIHO
BE fiS9S
A
todos
oh
eollegns d
m
imprensa.
0
Editor
e
proprietário
d
’
este
jornal
roga a
todos
os
seus collegas
da
impren
sa,
especialmente
áquelles
que
defendem
os
direitos
e brios
nacionaes,
e
advogam
a
causa
dos
infelizes,
que altendam
á
Me
mória
que
ha
dias
foi
remettida ao
exm.‘
snr.
ministro
da
guerra,
e
que
abaixo
pu
blicamos,
assim
como
sobre
ella emitiam
a
sua
opinião
imparcial
Nào
nos atrevemos
a
pedir a
transcri-
pção
da
mesma,
porque
não
ignoramos
que
ella
iria
sacrificar
espaço
que
os
col
legas
destinam
a outros
assumptos
mais
da
indole
dos
seus
periódicos.
Esperamos
que
o
nosso
pedido
mere
ça a
attenção do
jornalismo
portuguez.
MEMÓRIA.
DIRIGIDA
AO
ILL.mo E EXC."10 SNR.
ANTONIO
M.
DE
FOMES
I’
.
DE
MELLO,
PRESIDENTE
DO
CONSELHO
DE
MINIS
TROS,
E
MINISTRO DA
GCERRA
por
Em
convencionado
d
’Evora-Monle
—
em
nome
dos
seus
companheiros,
ILL.
mo
E EXC.mo SNR.
Na
sessão
legislativa
de
21 de
janeiro
do
an
no
corrente,
o
nobre
deputado,
o exc.
ra0
snr.
Joaquim
José
Alves,
dirigiu
ao
snr.
marquez
d
’
Avila
e
de
Bolama,
ex-presidente
do
ministé
rio
transado,
algumas
phrases
com
relação
aos
officiaes
convencionados,
em
maio
de
1834,
em
Evora-Monte.
Muito
positiva
e
verdadeiramente
notificou
aquelle
snr.
deputado—que
«estes officiaes, sub-
mettendo-se,
ficaram
ao abrigo
do
governo
con
stitucional,
e
com
direitos
adquiridos,
ha mais
de
43
annos,
como
lhes
foi
promettido
no
de
creto
de
27
de
maio
de 1834,
assignado
pe
lo
Senhor
D.
Pedro
IV,
duque
de
Bragança.
Passou
a
lèr
o
artigo 3.° do referido
de
creto,
o
qual
ainda
até hoje
não
teve
execu
ção,
como
também
o
mesmo
snr.
deputado
af-
firraou.
E
accrescentou
que
«Em
13
d
’agosto
de 1870, estando á
frente
do
ministério
o
snr.
duque
de
Saldanha,
apparecêra
outro
decreto
concedendo a
estes
infelizes
uma
pensão
an
nual
de
120/000
reis». Caindo
aquelle
minis
tério,
e
succedendo-lhe
outro
presidido
pelo
snr.
marquez
d
’
Avila, este
estadista annullou o de
creto
assignado
pelo
rei
e
referendado
pelos
ministros
seus
antecessores,
promettendo
com-
tudo
apresentar
um
projecto
de
lei
ás
cama-
ras,
«onde os
dictos
officiaes
convencionados
haviam
de
ficar
mais
bem
considerados».
O
snr.
marquez saiu
do
ministério,
e
te
ve
a
infelicidade
de
não
poder
então
cumprir
a
sua
promessa.
Oulro-tanto acaba de
aconte
cer
agora,
—quanto á
asseveração
do
snr.
mar
quez
d’
Avila,
que
em
resposta
ao
referido
snr.
deputado
J.
J.
Alves disse que
iria
occupar-
se «incessanlemenle»
d
’
este
negocio.
Com
a
exoneração
do
ministério
transado,
ficou
sem
effeito essa
promessa
tão
cathegori-
camente
formulada por
aquelle
estadista,
a
qual
veio
trazer
ura
raio
d
’
esperança
aos
infelizes
convencionados.
E*
certo
que
v.
exc.* por
dilferentes
vezes
tem
presidido
aos
conselhos
da
corôa,
ainda
não
emittiu a
sua
valiosa
opinião
ácerca
d
’
esta
ques
tão
d
’honra
nacional:
no
entretanto
apraz-nos
acreditar
agora
que
v.
exc.
a
não
mais
consen
tirá
que
se
diga—que
em
Portugal
se
esban
jam
centenas
de
contos
em
pensões
e gratifi
cações,
e não
ha
uma
pequena
verba
para dar
o pão
de
cada
dia
a
cêrca
de
cem
infelizes,
o
qual
lhes
fóra
assegurado
por
um
conveni-
nio
solemne
garantido
por
tres
nações,
e
que
hoje,
não
tendo
sido
cumprida
a
lei,
estendem
a
mão
á
caridade
publica,
—
só
contando
com
a
.protecção
d
’
um
hospital
ou
d
’
um
asylo,
onde
já
graade
numero
tem
ido
exhalar
o
ultimo
alento
V.
exc.‘,
que
é
um
militar
brioso
e
dis-
tincto,
e
como
presidente
e
ministro
da
guer
ra
d
’
um
gabinete composto
d
’homens,
por
tan
tos
titulos,
eminentes;
não
se
dedignará,
por
certo,
de
escutar
benevolamente
as
palavras
simples
d
’
um
soldado
a quem
os revezes das
armas
e
as
provações
do
infortúnio
dão
di
reito,
—quando
outras circumslancias
não
hou
vera—a ser
ouvido.
Historiemos,
a
vôo
d
’ave,
os
factos.
Quando,
em
22
de
fevereiro
de
1828,
o
Senhor
D.
Miguel
entrou
em
Lisboa,
e
tomou
as
redeas
do
governo
como
Regente;
compu
nha-se
o
antigo
exercito
existente
de
1?,
2.
’
e
3.’
linhas.
Sendo
aquelle príncipe
acclama-
do
rei,
e
ratificada
a acclamação
pelos
tres-
•estados, houve
no
Porto,
em
opposição
á
mes
ma,
uma
revolta
militar,
e
porisso
o
exercito
se
dividiu
e
bateu.
Foi
então
adyersa
a
sorte
das
armas
ao
exercito
liberal, que
depois
da
acção
da
Cruz
de Marouços
retirou, embarcando
fóra
da
bar
ra
do
Porto
os
caudilhos
e
generaes
do
mes
mo,
e
emigrando
os
restantes
para
a
Gal-
lisa.
Constituído
o
governo
do
Senhor
D.
guel,
passou-se
a
reorganísar
o
exercito
para
suprir
a
defecção
dos
que
tinham
emigrado,
sendo
chamados ás
fileiras,
durante
os
seis
an
nos
do
seu
governo,
os
jovens
que
o
recen
seamento
respectivo
reclamava.
Se
muitos
dos
que
entraram
então
para
as
tres
linhas
o
foram
por
convicção;
outros
obe
deciam
apenas
ao
chamamento
da
lei,
juraram
baftdeiras,
e
cumpriram
o
seu
dever
sendo-
lhes
fieis.
Nos
corpos
dal.*linha,
conlavam-se
mui
tos
l.
0S-sargentós,
e
brigadas,
que
já
tinham
vinte
annos
de
praça,
e
haviam
feito a
guer
ra
peninsular,
defendendo,
com
as armas
na
mão
e
com
a
mais
heroica
bravura,
a
liberda
de
e
independencia
da
nossa
amada
Patria.
Es
tes
foram
despachados
officiaes
por
escala:
e
os
que pertenciam
ás
armas
scientificas
e
á
marinha,
seguindo
e
completando
os seus
cur
sos,
obtiveram
os
postos
proprios,
—legal
e le-
gitimamenle
adquiridos
sem
duvida;
porque
se
ria
absurdo
contestar
a
legalidade
e
legitimi
dade
dos
diplomas,
pelo
unico motivo de
se
rem
passados
em nome
do
Senhor
D.
Miguel,
e
não
no
do
Senhor
D.
Pedro.
Porventura
já
houve
quem
negasse
a
legitimidade
do
cargo
episcopal, parochial, ou
simplesmente
sacerdo
tal;
dos
graus
de doutor
ou
bacharel
em
qual
quer
faculdade,
de
médicos,
cirurgiões,
etc.;
—só
porque
obtiveram
os
seus
despachos ou
diplomas
respectivos, desde
1828
a
1834?
Por
certo
que
não.
Mais
tarde,
em
8
de
julho
de
1832,
desem
barcou
o
exercito
liberal,
e
travou-se
a
guer
ra
civil,
que
só
vinte
e
dois
mezes
depois
foi
terminar
era
Evora-Monte:
—não
por
uma. ba
talha,
ou
por
um
assédio
em
que
os
vencidos
se entregassem
nas
mãos
dos
vencedores
«que
deveriam
então
mostrar
a
magnanimidade
dos
seus
corações
de
portuguezes;
mas
por
uma
convenção
assignada,
era
maio de
1834,
cog.
mo dissemos,
pelos dois
marechaes
duques de
Villa-Flor
e
Saldanha, e
pelo general do
exer
cito
realista e
garantida,
como lambem
disse
mos,
por
mais
tres
nações.
N’
essa
convenção reconheciam
se
as
paten
tes
dos
officiaes combatentes
do
exercito,
sob
condição
de deporem
as
armas e
se
entrega-
,rem
as
praças
e
posições
do
ultramar;
garan
tiu-se
um
subsidio
a todos;
e
só
mais
tarde
se
reconsiderou,
e declarou
que
esse
subsidio
unicamente
deveria
entender-se
com
os
postos
legitimamente
alcançados
até
abril
de
1828.
Como
se os
postos
concedidos
durante
aquella
época
por
escala
na
1.* linha,
promoção
e até
imposição
nas
2.‘ e 3.*, e
mesmo
dos
volun
tários,—
que
o
não
êram d
’uma
guerrilha,
mas
d
’um
governo
constituído
e
em
exercício
du
rante
6 annos
—
não
fossem
igualmente legíti
mos!
Mas
para
os
mesmos
officiaes
denominados
legítimos,
a
convenção
foi
uma
perfeita
burla:—
eram
elles
divididos e
subdivididos
em
clas
ses
de
garantidos,
apresentados,
convenciona
dos
e
amnistiados...
Estes
infelizes
estiveram
muitos
annos
a
receber
sómente
a quarta-parte da
antiga
la-
bella,
—
que
era
de
12/000
reis,
15/000
reis,
20&000
reis,
38/000
reis,
40/000
reis e
45/000
reis,
chegando
a
haver,
no
pagamento
da
mes-
i
ma,
um
atraso
de
16
e
18
mezes!
Sabemos
i
d
alguns
officiaes,
que
fizeram
a guerra
pe-
.
ninsular,
e
tinham
chegado
aos
post
os
dejn
a-
ijorel e
tenente-coroneis
no
ertércitiT
realista,
i
a
quem
somente
garantiram o
posto-
dTdferes,
os
quaes,
descontando
para
o
Monle-pio, re
cebiam
apenas
2/800
reis
por
mez!
—
menos
que
um
soldado
de
veteranos!!
Mais
tarde;
Mi-
'(1851)
o
snr.
duque
de
Saldanha favoreceu
os
convencionados
pertencentes
a
essa classe,
e
unicamente
a
elles,
passando-os
para
a
dos
reformados;
e
como
lodos
tinham
mais
de
qua
renta
annos
de
praça
—
tempo
excedente
ao
marcado
na
lei
—
,
obtiveram
nos
vencimentos
um
posto
de
accesso.
Quanto
a
todos
os
officiaes,
a quem
se
ga
rantira
solemncmente
o subsidio;
não
obstante
estarem a completar-se
quarenta
e
quatro
an
nos,
ainda
se
acham
á
espera
do
parecer
da
commissào
mi.xta!
E
’
esta
uma
verdade
dolorosa!
Mas,
embora tarde,
é
de
justiça
que se
procure remediar
este
mal.
Renovando-se
hoje
a
lei
de
13
d
’agosto
de
1870,—ampla,
sem
novas
restricções
mentaes—
póde
dar-se
um
subsidio
a
esses
pobres
offi
ciaes
que
ainda
o
não
teem,
e
sem
grande
gravame
para
o
lhesouro.
E
mesmo
quando
o
houvesse,
não
excederia
a pequena
somma de
15:000/000
reis;
porque
o
numero d
’esses
of
ficiaes
existentes
é
diminuto.
Na
lista dos
ul-
timente
recenseados
em
1870
não
chegavam
el
les
a
200.
Aclualmente
não
chega
a
100;
pois
só
na
antiga província de
Minho,
onde
n
’a-
quelte
anno viviam
40,
só
hoje
existem
20,
septuagenários,
e
de
certo
nenhum inferior a
66
annos
de
edade.
E
note-se
que
esta
pro
víncia
comprehende
os
districtos
de Braga,
Vian
na
e
parte
do
do
Bodo.
Entendemos
que não
será
necessário
abrir
nova
verba
no orçamento
para este
diminuto
subsidio:
bastará
reunir
as
quotas
dos
con
vencionados
que
recebiam
saldo,
e
que
teem
fallecido.
Se
aos
egressos,
em
virtude
dos
muitos
fallecimenlos
de
entre
elles,
se
lhes
augmen-
tou
—
com
rasão
pleníssima
—
as
suas
prestações,
agora
pagas
integralmente
consoante
se
lhes
promettêra
ao
apoderarem-se
dos
seus
bens;
augmento
feito
sem
crear
verba
nova
para
is
so;
porque
se
não
ha
de
fazer
o
mesmo
a
favor
dos
convencionados
de
maio
de
1834?
Cumpra-se
pois esse «rigoroso
dever»,
e
que o governo
constitucional
não
póde
decli
nar,
porque
lh
’o
impõe um
facto
solemnis-
simo.
E
se
a
parte mais forte tem
por'
si
o
di
reito
da
força
para
o
não
cumprir; á
mais
fraca
resta-lhe
ao
menos a
consciência
livre
para
amaldiçoar
aquella,
ser-lhe
constante
e
permanentemente
opposição,
e
até
—
segundo
respeitadas
opiniões
—
o
direito
de
conspirar.
Estando
continuamente
ã
volarem-se
pen
sões,
a
mãos
largas;
não
haverá
uma
fatia
de
pão
para esses
desventurados,
que
o
são
pe
lo
«crime»
de terem
defendido
lealinenle
as
bandeiras
que juraram
defender?
Como
ja
dissemos,
a quasi
totalidade
des
ses
militares
seguiram
as
armas
porque
a
lei
a
isso
os
obrigava;
e
é
principio
rigoroso
de.
direito
que
aos militares
não
lhes
pertence
dis
cutir
a
procedência
da
legitimidade
ou
illegi-
timade
dos
governos
constituídos.
Obedecem-
lhes.
Eis
o seu
dever.
faça-se,
pois,
justiça
a
esses
poucos
infe
lizes.
E faça-se
por
igual
a
lodos,
porque
a
reslricção
seria
odiosa.
Como
odioso
foi
o
des
pacho
particular que
se deu
a
alguns, que
tendo
graus
scíentificos,
ou
havendo
sido
bri
gadas já
era 1827,
eram
pelo
referido
despa
cho
mandados
para
a
classe
de
sargentos
de
veteranos.
Regeitaram
uma
tal
graça.
Procede
ram
como
militares
briosos.
Pois
deveriam
el
les
trocar
as
dragonas
de
capitães
e
de
ma
jores
pelas
divisas
de
sargento?
Regeitaram,
com
dignidade,
e
preferiram: os
mais
hábeis
serem
pedagogos
de
meninos,
e
outros
recor
reram
.á
caridade
publica,
da
qual
ainda
hoje
muitos
vivem.
Exc.
’”0
Snr.
—
Todos
os
con
vencionados
esperam
confiadamen-
te
do
brio
de
v.
exc.*
—que
sera
chegado
o
momento
de
se lhes
fazer
justiça.
Braga,
13
de
fevereiro
de
1878.
José
Maria Dias
da
Costa,
ex-ofiichil ce
secretaria do,
antigo,
governo das
armas da ProrincflFdo Minho.
■
...
-
Segundo
n
tícia
de
Roma,
pareee
que
será
hoje
o
dia
em
que
alli
se
fecharão
os
cardeaes
em
conclave,
os
quaes
leem
de
eleger
o
futuro
Papa.
Brevemente
daremos
noticia
circum-
slanciada
e
exacta
d’e-le
acto
solemnisst-
mo,—-o
qne
hoje
não
fazemos
por
e.-cas-
sez
d
’
espaço.
Preoctupa
todas as
a
1
tenções
o
saber-
se
quem
será
o
novo
pontifice,
e
se
elle
pertencerá
aos
transigentes
da
”epocà,
ou
áquelles
que
entendem
dever
seguir-se
o
caminho
trilhado
pelo
fallecido
e
sempre
saudoso
Pio
IX.
Causa
n
riso
os
alvitres e
o-
desejos
d
’
um
escrevinhadores
a
retalho
que
por
ahi
temos,
e
que
querem,
os palurdos,
que
o
novo
chefe
visivel
da
Egreja
Ca-
tholica
seja
talhado
a
seu
modo
d
’
el!es
!
Coitados.
.
.
Ficae
certos que
Deus
não
desampara
a sua
Esposai
e que,
quer
em Roma,
quer
fóra
de
Roma,
a
eleição do
novo
Summo
Pontífice
hade
ser frita
sobinspj.
ração
do
Espirito
Sancto.
Carece
do.
fundamento
o
qne
a
im
prensa
liberasla
tem diclo
ácerca
dTimas
presumidas
desavenças
entre
os
cardeaes.
relativamente
aos preparativos do
conclav
\
tudo
tem
corrido
do
melhor
mt do
possí
vel
e
conformemente
aos
desejos
mostrados
por
Pio
IX.
Sem
sermos
visionários,
vamos
fazer
ama
leve
referencia
a
duas
professias,
uma
das
quaes
publicada
em
186'
e
ap-
parecida,
segundo
se
diz,
na
bibliotheea
de
Santo
Agostinho,
em
Roma, e
outra
antiga,
attribuida
a
S.
Malachias.
Dava
esta
ultima
aos
futuros
Papas
nns
certos
epilbetos,
que
na
totalidade
teem
saido
apropriadissimos.
Por
ella
era
Pio IX Crux
de
Crucein.
Ninguém
con
testará
que
Pio
IX
passou
uma
vida
de
constante
tribulação,
uma
vida de
Cruz.
E
foi
ainda
com
a
Cruz,
que
nos
seus
últimos
momentos
deu
a
bênção
aos
que
lh
’a pediam,—
circiMiistancia
que
muita
impressão
causou na
cida
le
eterna,
con
soante
aflirmam
lodos,
os
jonaes.
'
Ao
novo
pontitice cabe-lhe
o
epithelo
de
Lux
de ccelum.
Segundo
a
outra
profecia
a
que
nos
referimos,
este
pontifice será
apoiado
por
um
grande
monarcha
dó
norte.-
O futuro
só
a
Deus
pertence.
Por
agora,
—
emquanto
os
governos
—
Portugal,
Hespanha,
França
e Áustria
—
se
occupam do
velo,
e
não veto,
de de
cidir
se hão
de
insinuar,
ou
deixar
de
insinuar,
de
protestar,
ou
nào
protestar;
rémetleremos
os
leitores
para
a
seguinte
noticia:
Sau Petersburgo
9
—
Não
se
páde di
zer
o
cfleito
que
produziu
aqui
a
noticia
da
rnorle
do
Papa. O Príncipe
da
Gor-
tschukofl
telegraphou
ao
ministro
em
Ro
ma
para
que
EXIJA
a
liberdade
do
Con
clave.
-
.
...6,.
-
Xntieias
r»Bp»H»ntes
«*«e
fasneraess,
e sí»
de
pío
ax.
Em
a
noite
de
8,
depois
de
se
terem
tirado
as
vísceras
ao
cadaver
de
S.
San
tidade
Pio
IX,
foi
embalsamado,
vestido
de
batina,
meias
e
sandalias,
com
barreie,
tudo
branco,
cinto
de
seda
vermelha
e
borlas
de
oira. Foi
assim
co locado
sobre
o
leito
coberto
com
damasco
verde,
ro
deado
de
quatro
candelabros
accesos
al-
lumiando
a
oito
penitenciários,
que reve-
sando-se
ficaram
conlinuamenle
de
joelhos
psalmiando
e
resando.
No
dia
9
pelas
10
horas
da
manhã
procedeu-i-e
á
substituição
das
modestas
vestes
de lá
que
envolviam
o
pontitice,
pelas
riquíssimas,
cobettas
de
ouro,
iguaes
ás
que
elle
usava
nas
grandes
so-
iemnidades,
quando abençoava
o
povo.
0
cadaver,
collocado
sobre
um
cala-
faico,
pôde
ser
visitado pelos
embaixado
res,
príncipes,
aristocracia romana e
fre
quentadores do
Vaticano
Os
braços
de
Pio IX
cruzados
sobre
o
peito
sustentam
o
crucifixo
de
ébano
e
marfim
com o
qual
expirou,
e
aos
pés, que
estão
cober
tos
por
uus
T
ícís
sapatos,
vêem-se
as
du^s
liaras,
representando
a
dupla
autoridade
do
pontitice.
A
trasladação
do cad
ver
teve
lugar
ás
6
horas
e
meia
da
tarde.
Precediam
o
cortejo
palafreneiros do
Vaticano,
le
vando
grandes
tocha,
familiares
pontifícios,
piquetes
de guardas
nobres,
caval'eiros
de
capa
e
espada
e
o
capitu
o
de
S. Pedro
com o
cardeal
Borromeo.
Ao
passar
o
cortejo
pela
grande
sala
ducal,
incorpo
rou-se
a
este,o
sacro
collegio
de
cardeaes,
que
vinha
da
sala
do
consistorio.
trazendo
vestes
de
côr
rôxa,
como
signal
do
luto
que
cobre
a
Egreja.
Trinta
e dous
cardeaes
seguiram o
cadaver
de
Pio
IX,
acompanhado
cada
um
de
guardas
suissos
e
recitando
orações
em
voz
alta.
Entre
a
fila
dos
suissos
e a
guar
da
palatina
apinhavam-se
as que
tinham
conseguido
entrada
no
Vaticano.
Era im
ponente
o
desfilar
d
’
esle
fúnebre cortejo
pelas amplas arcadas,
vastas
salas
e
com
pridas
escadas,
cuja
lugubre
escuridade
contratava
"com
o
clarão
dos
brandões.
Â
distancia
d
’
este
cortejo ia
outro mais
pe
queno, conduzindo
em
uma
salva
uma
urna
funeraria
coberta
com
um
véo
bran
co,
na
qual se
encerrava
o
coração
e
as
vísceras
de
Pio
IX.
Foi depois
exposto
ao
publico
na
gran
de
capella
do
SS.
Sacramento,
da
Basíli
ca
de
S.
Pedro
do
Vaticano,
onde
era
tão
grande
a
concorrência
de
povo,
que
se
tornou
preciso
fazerem-se
repartições
d
’enirada e
de
saida,
e empregar
a
força
armada
—
além
dos
guardas
nobres
e
suis-
sa
—para
o
conter.
Seguiram-se
os
oftieios na
fórma
do
estillo.
Não
ha
porora
noticias
exactas
dos últimos
dias.
Diz-se
que
para
evitar
maior
consternação, o
cadaver
do Santo
Padre seria
depositado
no
jazigo
proprio,
—
d
’
qnde foi
removida
a
ossada de
Gre-
gorio XVI
—
,
de
noite
e
a
portas
fecha
das
O
cardeal
camerlengo
terminou
o
in
venlario
dos
bens
pertencentes
ao
Papa
e
sellou
os
aposentos que
Pio IX
occupava
habitualmente.
Pio
1X
deixou
dois
testamentos:
Um
com
relação
aos
seus
bens
patri-
momaes,
o qual
foi
entregue pelos
car-
deaes
Simeoni
e
Pacci
ao
conde Maslai,
sobrinho do Papa,
logo
que chegara
de
Paris:
Outro
respeitante
aos negocios
da
Egreja,
significando
a sua
vontade
de
que
o
conclave
para
a
eleição
do
seu
succes-
sor
tivesse
logar
em
Roma.
O
santo
Padre
deixou
uma
memória
de
tudo
o
que
recebeu
dos
fieis
—sob a
denominação
de
Dinheiro
de
S.
Pedro
—
,
e
designando
o
que
bade
ser destinado
aos futuros
Papas,
ás
despezas da
côrte
pontifícia,
e
ao
pagamento
dos
soldos
aos
empregados
pontifícios.
Pio
IX.
como
bom
Pae
de
famílias,
ia
capitalisando
e
augmentando
as
sobras
dos
obulos
que
os
lieis lhe
oflereciam.
e
coo)
os
quaes
sustentava
um
numero
assombroso
de
pessoas,
a
sua
familia,
e
côrte,
e
dos
quaes
tirava também os
sol
dos
e
pensões
para
os
seus
generaes e
oíliciaes;
ia
capitalisando
e augmentando
as
sobras
para
de.xar
ao
seu
successor
com
que
este
podesse
continuar
a
susten
ta!-os,
obstando
assim
a
que os
seus
fieis
servidores
vão,
ao menos nos
primeiros
tempos
depois
da
morte
d
’elle,
mendigar
o
pão
de
cada
dia.
Pio
IX
deixou
mais
varias-verbas
des
tinadas
aos
pobres
de
Roma
e d
’outros
logares.
Comquanto
a
maioria
do jornalismo
sómente
se
occtipe
das exequias
de
Pio
IX
e
da
reunião do
conclave,
alguns
jor
naes,
e
entre
estes
o
«Diário
Illustrado»,
pretendem
insinuar
que
na
restauração
do
altar
da
Confissão,
na
Basílica
de Santa
Maria
Maior, o
fallecido
Pontdice
fizera
erigir
um
sumptuoso
mausoléu
para
si,
—facto
em
que
mostrava
muito orgulho
e
com
o
qual despendera
centenas
de
contos.
Embora
a
insinuação do
«Diário
Idus-
.trados.seja
magistralmenle
pulverisada no
artigo
da
«Nação»,
trans
ripto
adiante;
vamos
accrescentar
a
este
respeito
algu
ma
coisa
do
que
vimos com
os nossos
proprios
olhos,
e
ouvimos
com
os
nossos
ouvidos.
E’
geralmente
sabido
que
o
ultimo
Papa
é
depositado
no
jazigo
proprio,
em
8.
Pedro
do
Vaticano.
Nós
lèmos
alli
a
inscripçâo
do
penúltimo,
Gregorio
XVI,
cuja
ossada devia
ler
sido
d
’alli
traslada
da
no
dia
H
para
algum
jazigo
particu
lar,
que
a
sua
familia
tivesse mandado
construir;
ou
então
para
■
o
jazigo
geral
dos
pontitices,
que
se
acha
n’
uma
das
cryptas
da
Basílica
de
S.
Pedro.
Só
quan
do
o
successor
de Pio IX
fallecer,
é
que
os
despojos mortaes
d
’
este
ultimo deverão
remover-se
para outro
jazigo.
Ouvimos
dizer em
Roma a
pessoas
de
alta
conpelencta,
que
Pio
IX
restaurando
sumptuosamente
o
referido
altar da
Con
fissão,
tivera
em
vista,
—
nào só
patentear
a
sua
grande
devoção
á
SS.
Virgem,
mas
lambem
animar
e proteger
as
artes, na
qualidade
de
soberano,
que
era.
Dizia-se,
é
verdade,
que
na
crypta
d
’
este
altar
havia
uma
sepultura
que
o
Pontífice
mandára
fazer,
assim
como
uma
outra
n
’
uma
do
lado
da Epistola, pro
priedade
de
Pio
IX.
e
hoje
de
seu
repre
sentante, porque
áquelle
a
tinha
comprado
aos
herdeiros
do
ultimo
possuidor.
Póle suppor-se que,
pelo
interesse
que
o
Santo
Padre
teve
em
mandar
con
struir estas duas
sepulturas,
alguma
del
ias
fosse
por
elle
escolhida,
pelo
motivo
de ficar sob
o altar
da
Virgem;
porém
isso
sómente
póderá
saber-se
pelas
suas
disposições
particulares.
Na
capella a
que
nos
referimos
acima,
(e
que
fica
fronteira)
a mais
rica
de
pe
dras
preciosas
que
existe
em
Roma
(e
on
de
está
o
retrato
da
SS.
Virgem
pin
tado
por
S.
Lucas,)
vimos
nós,
nos
dias
d
’
exposição
publica,
em junho
de
1871,
a
preciosa relíquia
dos
baraesinhos
que
serve
de
berço
a
N.
Senhor Jesus Gliristo
na
gruta
de
Bethletn,
e
os
quaes
estão
en
cerrados em
uma
enorme
redoma de
chrys-
tal
A
despeza
feita
por
Pio
IX
calcula-se
em
80
contos,
e
não
centenas
de
contos,
como
diz
o articulista do
«Diário
lllus-
trado»»
Damos
em
seguida
o alludiio
artigo
da
«Nação».
Com
quanto, em
geral,
a
imprensa
liberalesca
se
haja
querido
mostrar
res
peitosa,
como
o
exigiam
todas as
con
veniências,
é
certo, que,
n’uns
os
pre
conceitos
de
partido, n
’
outros,
senão
em
todos,
a
ignorância
das
doctrinas
e
factos
da
Egreja,
produziram erros
monumentaes
e
desvios
absurdos.
Algum
mesmo que
não
economisou
admiração respeitosa,
ca-
hiu
em
tal extremo de desfiguração da
verdade,
que alguém
poderia
dizer não
haver
em
sua
escripla
senão uma
sabia
ironia.
E
’ o
caso do
«Diário
Illustrado»
es
tampando
em
sua
folha
de
domingo,
10,
uma
gravura
do
—
Tumulo
do
Papa
—
com
adquado
artigo,
onde se diz,
que o cari
doso,
molesto,
e humilde Pontifice con
struirá
no
templo
magnifico de
Santa
Maria
Maior,
o
mausoléu,
que
a
ser
tal.
seria
ao
mesmo
tempo
prova provada
de
um
orgulho
inqualificável,
de
um
esban
jamento
anli-chrislão.
<E
’
uma
verdadeira
maravilha
de
riqueza
e
de
arte,
que
de
via
custar
muitas
centenas
de
contos
de
reis»
diz
o «Illustrado»!
E
em
todo
o
artigo
não
se
poupam
encomios
á
obra
grandiosissima
!
Ora, quem,
lendo
o
aliás
encomiástico
ariigo,
não
ficaria fazendo
uma triste
ideia do
Papa,
que
em
meio
de
tantas
tempestades
e
tribulações
de toda
a
sorte,
devendo
acudir
a
tantas
necessidades,
gastasse centenas
de
contos
de reis
no
seu
mausoléu
?
!
E
por
fim
quereis
saber,
o que
em
verdade
representa
a
gravura
do
«lllus-
trado»?
Sem
tirar
nem
pôr,
representa
o
allar-mór
do
grande
templo
de
Santa
Maria
Maior.
E’
sabido
que
o
allar-mór
de
todas
as
basílicas
de
Roma,
a que
se
ch»ma
—
confissão
de
S.
Pedro,
de S.
Paulo,
de
Santa
Maria
Maior,
não
estão
no
fun
do,
do
que
chamamos
capella-mór;
mas
siiu
no
meio
da
nave
transversal
do
tem
plo,
isolado
de
toda
a
restante
construc-
ção.
E’
sempre
a
parte
mais rica
e
esplen
dida
do
logar sagrado.
Pio
IX
que ao
mesmo
tempo
foi
gran
de
eonstructor
de
dioceses
e
grande
edi
ficador
e
reediticador
de
templos,
não
só
em Roma senão
em
todo
o
orbe
catho-
lico,
por
onde
se
espalhavam
os
seus
do
nativos,
naturalmente
levado
pela
sua de
voçào á
SS.
Virgem,
quiz.
elle
o
Papa
di
Conceição Immaculada.
ornar-lhe
o
Seu
primeiro
templo
por
modo
monumen
tal
e
preferil
o para
sua
derradeira mo
rada.
Para
isso
reconstruiu-lhe
a
parle
principal—a
confissão
—
que
não
estava
em
harmonia
com
o templo,
que
possue
os
preciosos
mosaicos do
IV
século, que
adornam
todas
as arcadas
lateraes
da
nave
principal.
Assim
é
que
surgiu digna
de
todos
os
encomios
e
admirações
do
»
Illustrado»
,
o
que
elle
chama—Tumulo
—e
é
a
con
fissão,
onde
lambem
se
encontra
a
mo
desta
lousa
destinada a
cobrir
os
restos
mortaes
do
grande
Pontifice.
Quem
tem
visto R
ma
não
achará
monumento
mais
esplendi
lo,
do
<p»e
a
Confissão
de
S.
Pedro.
E
’
um
altar
iso
lado,
riquíssimo
era
mármores,
sob
a
su
blime
cupula
de
Miguel Angelo, encimado
por
um
tabernáculo
sustentado
por
quatro
columnas
espiraes, tudo colossal
e
de
bronze
lavrado.
Na
parte
virada para
a
porta
do
templo
ha
um
recinto,
em
se-
mj
circulo,
fechado
por
urna
balaustrada
á
qual
adherem numerosos locheiros
de
prata
e
ouro,
sempre illuminados.
Pelo
interior
do recinto
desce-se
á
crypta,
on
de
se
guardam
as
relíquias
de
S.
Pedro
e
também
algumas
de
S.
Paulo.
O
monumento
é
todo
digno
do pri
meiro
templo
do
mundo
e
do
primeiro
Apostolo
de
Jesus
Christo.
Ora
descendo
a
escadaria
d
’
aquelle semi-circulo,
que
termina
junto
á
brônzea
porta
da
crypta,
ahi,
no
solo,
lè-se
em
larga
e
rasa
lousa,
segundo
nossas
reminiscências,
esta
in-
scripção—
Pio
VI
—
Ora,
não
lendo
até
hoje
havido
nin
guém,
que ache
desarrasoado
o
esplen
dor
da
Confissão
de
S.
Pedro,
que
Pio
VI
adornou
também,
e
que
é
em
sua
mesma
riqueza,
apenas
digna
do
monu
mento
de
Miguel
Angelo,
e
suppondo
que
Pio
VI
a
havia
reconstruído,
como
Pio
IX
reconstruiu a Confissão
de
Santa
Ma
ria
Maior,
o
que
diria
o
«Illustrado»,
se
alguém
chamasse
á
Confissão
de
S.
Pe
dro
—o
Tumulo
de
Pio
VI?
Mas
ha
ainda
a
observar que
o
Padre
Santo,
Pio
IX,
nào
leve
que
dispender
centenas
de
contos
n’essa
obra
de
re-
construcção.
E’
sabido
como
nos
tempos
em
que
ainda
a
Rússia
mantinha
boas
relações
com
a
Santa
Sé,
o
imperador
presenteára
o
Papa
com
grossos
blosos
de
malachita.
O
Khediva
do
Egyplo
en
viou-lhe
também
outros,
em profusão,
de
alabastro
oriental.
Depois
accresceram
os
numerotos
e
finos
mármores
e
pedras
desenterradas
no
caes
do
Tibre, onde
os
antigos
romanos
descarregavam
os
mármores
e
pedras
finas
que
lhe
vinham
de
ledas
as
parles do
mundo.
Este
verdadeiro
thesouro
jazia
soter
rado
e
desconhecido
desde
os tempos da
desolação
de Roma na
Meia
Edade,
ent
que
o
Tibre
pôde com
suas
inundações
altear
as
suas
ribas,
sem
que
ninguém
se
lembrasse
de
salvar
pedras
para
que
não
havia
construcções.
Estes
thesouros
e muitos
outros
simi
lares
extrahidos
da
velha
Roma,
punham
á disposição
dos
Pontífices os
meios
de
proceder
a.
riquíssimas
construcções
sem
grande
dispêndio.
Por
onde
se
vê,
que
tão
erroneo
é
o
titulo
dado
á gravura
do
«Illustrado»,
como
a
sua
affirmativa,
de que
Pio
IX
gastou
centenas
de
contos
com
a
recon-
slrueção
de
monumentos
!
Pensámos
que
o
artigo
carecia
d'eslas
correcções:
e
esperamos,
que
a redacção
do
«Illustrado»
faça
as
rectiíicações
que
pede
a
justiça,
e mesmo
o
obséquio
á
memória
do
que
foi
nosso
magestoso e
humilde
Pontifice.
SáZSTILHÁ
A.
guerra
—Segundo
os
últimos
te-
legrammas,
a
guerra
do
Oriente
apresen
ta-se
agora
com
o
aSpecto
mais
inquieta
dor.
A
esquadra
ingleza
commandada
pelo
almirante
Hornby,
que
tem
á
sua
dispo
sição
8
monitores,
e
uns
25
navios
me
nores,
com
tripulação
de
70:il00
homens,
está
á
vista de
Slambul. Pela
sua
parte
a
Rússia
oecupa
com
cs
seus
exercitos
os
arredores
de
Pera.
O
que
resultará
do
encontro
dos
dois
rivaes
depois
de
lerem
ambos
chegado
a
Constantinopla
?
Não
tardará que
os
factos
se
encar
reguem
d»
responder
a
esta
pergunta.
Chamamos
a
atlenção
dos
leitores
para
os telegrammas
que
a
respeito
da
guerra
vamos
publicando
successivamente.
al^a-ogreiHS!» flaíSusSieo. a
—
E
’
este
0
titulo d
’
um
novo
jornal
religioso
que,
se
gundo
nos
asseveram,
vae
brevemente
sair
no
Porto.
Será
redigido
por
nm
dos
nossos
m
is
notáveis escriptores
calholico
5.
Oeneflei®. --
No
theatro
de
S.
Ge
raldo
faz amanhã
o
seu beneficio,
com
um espectaculo
attrahente
em
qne
toma
parte a
di.-tmrta
actriz
Elvira,
do
Baquet,
o
actor
Maldonado.
B^nee
«!«
Alemtejo.
—
O
dividendo
do 2.°
semestre
do anno
(indo, distribui-
do
por este
Banco,
e
na
rasão
de
3
p.
c.
ou I
í
JJ
o
OO
por acção;
—
e
não
3$000 c>mo
erradamente
saiu
em
o
n.°
anterior
d
’
es-
le
jornal.
F»ileetnunta.—
Na
quinta-feira
foi
con
luzido
para o
Porto
o
cadaver
da
mãe
do
snr.
Alberto
Braga,
moço
distinctissi-
mo
pelo
seu
talento
e
outras
qualidades
igualinenle
apreciáveis.
A
iilustre
finada
era
uma
senhora
das
mais
consideradas
e
estimadas
d
’esla
ci
dade.
Comprirnentamos o
snr. A. Braga, e
sua
familia.
Cart».
—
O
snr
Ernesto
Chardron
acaba
de
dirigir
ao
clero
a
seguinte
carta:
«A
benevolencia
com
que
a
iilustrada
classe
sacerdotal
tem
protegido
os
meai
dispendiosos
emprehendimentos,
animame
a tomar
a
liberdade de
remetter
a
v.
s.a
os i
>elusos
prospeclos.
Todos
os
livros
n
’
elles
annuneiados
são
de
reconhecida
orthodoxia e dignos
de
occupar
um
lugar dislinclo
na
bibliolhecí
do
padre
illu-lrado. «A
vila
do Santo
Padre
Pio
IX» é com
certeza
a melhot
biog
aphia
que se
tem
escripto
até
hoje;
e
o
«Catecismo
exemplicado»,
composto
pelo Bispo
de
Tortosa
e
reformado
pelo
padre
Mach,
auctor
do
«Thesouro
do Sa*
cerdote»,
da «Ancora
de
Salvação»
e
do
«Maná
do
Sacerdote»,
é
uma
obra
indis
1
pensavel
a
quem
exerce
a
delicada
pr fis
são
de
encaminhar
as
almas
pelo
caminho
do
bem e
da
verdade.
Aproveito
a
occasião
pira levar ao
co
nhecimento
de
v.
s.
a
que
já
fiz
segunli
edição
do
«Critério»
de
Balmeq
que
trago
em
publicação
o
2.°
volume
da
«Misceb
lánia» do
mesmo
auctor,
em
cujo
livro
nacionaes,
não
havia
pretexto
para
a
oc
cupação.
Derby
disse
na
camara
dos
lords
que
a
Rússia
regeila
a
conferencia
em
Vienna.
Ainda
assim
acredita
que a conferencia
reunirá.
Londres
lo
—
Diz
um
despacho
de L-yard
que
os
russos occuparam
amigavelmente
os arredores
de
Pera. E
’
inexacto
que o
sultão
pense
pirtir
para
Brousse.
Vienna
I
4
—
Deve
reunir
brevemente
um
grande
conselho
militar.
O
sultão
linha
pedido
á
rainha
de
In
glaterra
que desistisse
da
ideia de
enviar
a
esquadra
a
Pera.
Parece
que
a
rainha respondeu
que
era
impossível
acceder
a
tal
pedido,
acres
centando
que
a
entrada
da
esquadra
ingleza
nos
Dardanellos
tinha
um
fim
pa
cifico.
Constantinopla
15—
Reuniu
hontem
o
conselho de
ministros, afim
de tractar
da
decisão
de
os
russos
entrarem
como
aini-
’
em
um
capitulo
a
respeito
de
Pio
IX—,
a
Pagma
mais
admiravel
que
a respeito
d’
este
Ponlifice
se
tem
escripto
até
hoje:
e bre-
v
etnenle
entrará
no prélo
a
«Philosophia
elementar»
do
mesmo
author,
traduzida
pelo
exc.
mo
snr.
dr.
José
Simões
Dias,
lente
de
litteralura
no
lyceu
nacional
de
Vizeu
completamente
d
’esta
fórma
em
14
volumes
as
obras
do
eminente escriptor
e
philosopho
do
visinho
reino.
Conclui
lambem, como
v.
s.
a
deve
ter
visto
pelas
apreciações
de
toda
a impren
sa
catholica,
a publicação
d'um
verda
deiro
manancial
de
boas
doutrinas, a
«Felicidade
e
a
Familia», livro
digno
lam
bem de
representar
uma
importante missão
no
lar
domestico,
e
cuja
leitura
incute
no
animo
de
quem
o
lêr
as
preciosas
ma-
ximis
da caridade
e
do
justo;
e
breve
mente
farei
apparecer
as
seguintes
im
portantes
obras:
«A
Biblia
ea
natureza»,
obra
completa,
2
volumes.
«Theologia
moral
em
quadros»,
obra
completa.
2
volumes.
«Apologia
do
Christianismo»,
4.* e
5.°
volumes.
«As
ceremonias
da
missa»,
I
yolume.
«O
Padre santificado»,
1
volume.
«Miscellánia
política
e
religiosa»,
2.°
e
ultimo
volume.
Notando-se,
desde
ha
muito,
uma
ca
rência quasi
absoluta
em
sermonarios
ori-
ginaes.
emprehentli
dar
a
lume
os
«Ser
mões
Seleclos»
d.o
padre
Martinho,
3
vo
lumes
que
já
estão
no
p
elo,
e
no
prélo
tenho
lambem
o
4.°
volume
da
«Flôr
dos
Piégadores»,
magnifica
collecçã
>
de
ser-
mõ
s
escolhidos, que
geralmente
tem
sido
bem
acceites.
Conto
também
com
a
prolecção
de
v.
s.»
para
a
publicação
da «Revista
Catho
lica»,
redigida
pelo
padre
Chiispim
Cae
tano
Ferre.ra
Tavares,
publicação
escru
pulosa
e
ao
alcance
da
b
Isa mais min
guada;
e
espero
junlameule
que
v.
s
a
não
deixa
á
de
acc.itar
com
jubilo
o
appareci-
menlo
da
«Vida
do
Santo Padre
Pio
IX»,
edição
illuslrada
com mais
de
5)
bellissi-
mas
gravuras,
e
enriquecida
com
um
ma
gnifico retrato e
face símile
do
mesmo
ponlifice.
Por
ultimo,
rogo
muilo especialmen
te
a
v.
s.
a
o
cbsequio
de
apresentar
aos
professores
d
’instrucçâo primaria o
an-
nuncio
do
«Curso
theorico
e
pratico
de
padagogia»,
livro
que
toda
a
imprensa
tem
preconisado
como
a
mais
importante
pu
blicação
que n
’
este sentido se
tem
feito
em
Portugal;
e
sobretudo
recommendar
aos
seus
parochianos
o
«Agricultor
do
Nor
te
de
Portugal»,
periodico
destinado
a
levantar a
agricultura
do
abatimento
em
que,
por
mal de
todos,
parece
ler
ca
bido.
Contando
que
v.
s.1
tomará
na
devida
conta
esta
minha
circular,
tomo
a
liber
dade
de
me subscrever com toda a
con
sideração
e
respeito
De
v.
s.*
etc.
Ernesto
C'iardrcn.v
CwilOK-s-A
«lo 4#r»en4«s.—
Os
ultimOS
lelegrammas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são
os que
seguem:
Pariz
H
—
O
sultão,
informando
o
czar
das
suas
instancias
junto
da
rainha
de
Inglaterra,
pediu-lhe
que
adiasse
a
entrada
dos
russos
em Constantinopla
até
ser
conhecida a
resposta
da
rainha Vi-
ctoria.
O
czar limitou-se
a
responder, con
firmando
’
as
declarações
de
Gorlschakoff
de
10
do
corrente;
por
consequência
os
russos que
estavam
a
15
verstes
de
Con
stantinopla,
devem ler
operado
o
seu mo
vimento
de
avance.
Foi dissolvida
a camara
dos deputados
turcos.
Londres 14
—
Na
camara
dos
deputados
a
opposição
perguntou, se
o
governo
con
sidera
casus belli
a
occupação
de
Constan
tinopla
pelos
russos.
O
gabinete
não
res
pondeu.
Northcot,
respondendo
a Hartington,
disse
que tendo
a
Porta
recusado
firmar
o
traclado
de
paz,
o
governo
julgou-se
com
direito
de
ordenar
que
a
esquadra
passasse
os
Dardanellos.
O governador dos
Estreitos
protestou,
mas
a
esquadra
ingleza
está
aclualmente
próxima
de
Constantinopla.
A
Rússia
enviou
uma
cominun.cação,
dizendo
que,
visto
a
esquadra
ingleza
aproximar-se
de
Constantinopla,
a Rússia
terá
de
examinar
se
deve
ocçupar
aquella
cidade.
A
Ingiet^rra protestou
contra
esta
de
claração,
aílirmando
que
sendo
sómente
a
missão
d»
esquadra
proteger os
seus
gos.
A
Áustria
e
a
Italia
pediram
permis
são
para
as
suas
esquadras
entrarem no
Bosphoro
para
proteger
os
seus
nacionaes
Passaram
os
Dardanellos
10 couraçados
in-
glezes;
2
ficaram
em Pjllippolis
Londres
1a
—Os
russos
entraram
em
Routschouk
terça-feira
O
reichslag
fez
uma
declaração
que
diz.
precisar
da
poiitica
da
Allemanha
m
questão
do
Oriente..
Asseguram
que a
Allemanha
faz
repe
tidas
advertências
em
S.
Petersburgo,
a
fim
de
que
sejam
respeitados os
interes
ses
da
Áustria.
Paris
13
—A
Áustria
pediu
o
firman
á
Turquia
para
a
entrada
dos
navios
austría
cos
nos Dardanellos
fazen-o-lhe
saber
que
da
sua
resposa
dependerá
a
solução
casus
belli.
Cruzam
a entrada
dos Dardanellos
2
navios
inglezes
e
2
austríacos.
Londres
16
—
Lord
Derby
declarou
a
Schouvaloff que
os
movimentos
dos
rus
sos
estáo
inquietando
as communicações
da
esquadra
ingleza,
e
que
poderiam
ter
consequências
serias
em
vista
do
estado
e
opinião
da
Inglaterra.
Um
telegramma de
Constantinopla
diz
que
os
russos
occuparam
já
o
reducto
de
Sanedic.
0
«Times»
publica
um
despacho
de
S.
Petersburgo
dizendo
que as negociações
estão
praticamenle
interrompidas;
porque
desde
o apparecimento
da
esquadra
ingle
za
os
legados turcos
declararam
inadmis
sível
a
cojnplela
autonomia
da
Btilgaria.
O
«Standard» assegura
que
a
rainha
Victo-
ria escreveu
ao
imperador
Guilherme
ácer
ca
da
questão
do
Oriente.
baratasi.
—
Contra
a
variola.
—
Diz
o
«Mercury»
de
Londres,
que a
erupção
da
variola
se
cura
em
tres
dias,
empregando
uma onça de
cremor
tarlaro,
dissolvido
n
’
um quartilho
d’
agua
e
bebendo
a
de
quando
em quando.
Contra
o
defluxo.
— E
’
simples
a recei
ta
e
diz o
dr.
Ferrier,
tio
joraal
de me-
decina
inglez
«Lancei», que
é
infalível.
Consiste
em
tomar
pitadas
d
’
uma
mistu-
rs
conposta
de
3
p>rles
de snbnilrato
de
bismutho,
1
parte
de pó
d’
acacia,
e
alguns
cenlrigrammas de
rnorphina.
M&egitlMilor «lo
tenapo verdadei
ra.—
Com este
titulo publicou
o
«Diário
de Portugal» a
seguinte
curiosa
noticia:
Frederico
José
Martins, portugnez,
residente
no
Pará,
inventou
um
melho
ramento
destinado
a marcar
em
qualquer
relogio
de
pendula
o
tempo
verdadeiro.
A
firma
Mumm
C.
a
de New-York
solicitadora
de
patentes
e
proprietários
do
Scientific
American,
depois
de
man
darem
examinar
o
invento
por
meio de
peritos,
teceram
os
maiores
elogios ao nos
so
compatriota
pelo valor
scieulifico
da
sna descoberta.
N
’
aquel!e
jornal
deve
breveinenle
pu
blicar
se
a
noticia
detalhada
do
invento
acompanhada
de
uma
gravuaa.
O
melhoramento
introdusido consiste
em
a
pendula
subir
ou descer
automati
camente,
estando
ligada
a
uma
roda
que
mostra
com
toda
a exaclidão
a
hora
ver
dadeira.
O
modelo
que
se
apresentou
Palenl
Office
eslá
regulando
perfeilamente.
ExpediçS» seientifle».—
A
expedi
ção
scienúfiea
enviada
pela
Sociedade
de
Geographia
de
S.
Petersburgo
ao
lago
Lob-Nor,
sob
o
commandó
do
coronel
Prjivalski,
deu
excellenles
resultados
que
tem
uma
importância particular
especial
mente
no que
diz
respeito
á
exploração
do
Kashgar.
Os
novos
promenores relati
vos
ao lago
Lob-Nor
são
muito
notáveis.
A
expedição,
a
partir
de
Korla,
se-
guio
o
curso
do
Tarim
até
ao
seu
con
fluente
com
o
Rokala Darja.
Na sua
excursão
ao
Lob-Nor,
os
vi
ajantes
passaram pelas
ruinas
de
tres
ci
dades
O
lago
Lob-Nor,
é
de natureza palu
dosa;
tem
perto
de
100
kilomelros
de
comprimento,
sobre 20
de
largura.
O
coronel
Prjivalski
explorou
todas
as
suas
margens a éste e a
oeste,
e, se
guindo
a
corrente do
Tarim,
chegou
ao
meio do
lago.N
’esle
ponto
a
pouca
pro
fundidade
e o
massiço
impenetrável
de
ve
getação
impediram-o
de
ir
mais
longe
Quasi
toda
a
superfície
do
lago
está
coberta
por
canniço,
e
outros
arbustos.
Os
habitantes
da
região
de
Kara-Kur-
chintz
sobre
as
margens
do
Lób-Nor,
acham-se
no
grau
o
mais
baixo
de
civi-
lisação.
Habitam
uns
nas
extremidades
ou
tros
nas
ilhas
próximas
do
lago
em ca-
banas
miseráveis,
feitas de
cannas
e
de
ra
mos
entrelaçados.
Trazem
umas
vestes
que
lhe
cobrem
o
meio
do
corpo
feitas
de
fibras
de uma
especie
de
herva
do lago.
Os
barcos
de
que
se
servem
são
troncos
d
’
arvores
ou-
cos
de
proposito para
o
fim
a
que
os
des
tinam.
Os
objectffs
metallicos, taes
como
tacas,
machados,
são
extremamente raro»
entre elles.
O
coronel
Prjivalski
alem
d’
estes
resul
tados
elhnographicos,
colleccionou
ricos
materiaes ornithologicos.
Diz
elle,
que
é
impossível
fazer
uma
ideia
approximada
da
enorme
quantidade
de
aves
de
arribação
que
emigrando
das
regiões
ineridionaes
pa
ra
os
paizes
do
norte,
e
vice-versa
esco
lhem
o
lago Lob-Nor para
ahi esiaciona-
rem.
Actualmente
o
viajante
russo
dirigiu-
se
para
o
sul,
aggregando
se a
uma ex
ploração
ao Thibet.
Aj»j»eH»
sí
caridade.
—
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para o pobie
Antonio
Joaquim da
Moita,
oílieial
de sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo,
pelo
seu
mau
estado
de saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e
filhos.
A
’
mesma.—
Recommendamos á
ca
ridade
publica,
Antonio
de
Passos,
mo
rador
na
rua
das
Palhotas
n.°
57.
pessoas eas-itativas.—Na rua
Direita,
da
freguezia
de
S
Pedro
de Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de
paes
extremamente
pobres,
que
continuamente
soífre
dores
tão
acervas, que
só
as
almas
bemfazejas
lhe podem
dar
algum allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo oivitio
amor
de
Deus.
A
’
»
almas earidosns. —
Recominen-
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
18,
(solàof.
Tendo
80
annos
d
’edade,
e
porisso sem
poder
applicar-se
a qualquer
rabalho,
lucta
com a
miséria
extrema.
BAxNGO
COMMERCIAL
BE
BRAGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco Commercial
de
Braga
em
31
de
Janeiro
de
1878.
Aetivo
Acções,
prestações
a
receber
1:2425500
Dinheiro
em
caixa.
.
•
.
3:3035539
Letras
em carteira.
.
.
.
97:6935745
Ditas
em
liquidação.
.
.
133:2105291
Empréstimo
sobre
penhores.
56:5465165
Contas
correntes
com
garan-
ua........................................ 635:0645812
Agentes
no
paiz.
.
.
.
92:3855446
Ditos no
estrangeiro.
.
.
55:6025659
Acções
de
c.
própria.
.
.
273:9685000
Papeis
de
credite.
.
.
.
465:9335020
Diversos
devedores.
. .
.
89
8105245
Moveis
e
utensílios.
.
.
.
1:7225625
1.906:4835047
Passivo
Capital.................. 1:000:0005000
Obrigações
...........
723:2425139
Depositantes
...............
2:10(
|
559)
Agentes
no
estrangeiro.
.
.
485039
Diversos
credores.
.
.
.
24:8255256
Leiras
em
deposito.
.
.
.
24:4405065
Letias
a
pagar
..........
28:8625454
Notas
em
circulação
. .
.
1805000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
53:0005000
Dividendos
a pagar.
...
7555790
Lucros
suspensos.
Ganhos
e
perdas.
.
27:9995335
.
21:0025379
1.906:4835047
Braga
5
de
Fevereiro
de
1878.
Os
Directores
João
Evangelista
de
S.
Torres
e
Almeida.
Manoel
José
da
Costa
Guimarães.
ASBàMCESBKOS
Manoel José
de
Araújo
e
sua
familia,
summainente
penhorados
para
com
lodos
os
snrs. e
snr
as
que
os
visitaram
e
se
enleressaram
pela
sua
saude,
durante
a
sua
gravíssima
enfermidade,
veem por
este
meio
agradecer, protestando
a
todos
um eterno
reconhecimento.
Braga
18
de Fevereiro
de 1878.
(769)
Os
Viscondes
de
Pindella
e
sua Irmã
D.
Anna
Elvira
de
Fre
tas
Rangel
e
Qua
dros
em
extremo
penhorados
pelas
pro
vas
de
estima
e
consideração
que
recebe
ram
de
todas
as
pessoas
das
suis
rela
ções
e
amisade
pela
occasião
da
moite
de
seu
Tio
o
snr
Diogo
de
Freitas
Mello
e
Castro
bem
como
da
idêntica
occasião
do
fallecimento
da
sua
Tia
e Prima, a
snr.*
Condessa
de
Basto,
publicamente
lhes
manifestam o seu agradecimento.
D.
Maria
d
’Amorim
Soares
d
’
Azevedo,
D
Maria
da
Gloria
Fern-ndes
Dias
d
’
A-
morirn, Antonio Cândido da
Silva
Amorim
e
Franciseo Jo
é
da
Silva
Amorim,
agra
decem
a
todos
os
ill.
m
°
s
e
exc.
mos
snrs.
que
os
cumprimentaram
por
occasião
do
fallecimento
de
seu
presado
marido,
sogro
e
pae Bento
José
da
Silva,
assim
como
aos
ill.mt”
snrs.
que
assistiram
aos
oílicios
fúnebres.
(767)
ANNTOOIOiá
ÉDITOS
DE
60
DIAS.
Pelo
juízo
de
direito d’esta
comarca
de Biaga,
e
cartorio
do
escrivão
do
l.°
oiíicio,
Freitas,
correm
éditos
de
60
dias,
citando
e
chamando
a
Manoel
José Lo-
aes
da
freguezia
de
Freiris,
coma: ca
de
Villa
Verde,
e
ora ausente
no
Império
d)
Brazil.
para
na
2.
a
audiência d
’este
uizo,
depois
de
passados
os ditos
60
dias,
a
contar da
data
da
publicação
do
se
gundo
annuncio,
que
sobre
este
mesmo
objecto
se
publicar na
folha
oílieial,
vêr
assignar-lhe
dez
dias
para
pagar
ao
exe-
quenle
João
Antonio
de Oliveira
da
fre
guezia
de
Freiris
da
dita
comarca
de
Villa
Verde,
a quantia
de
875250 reis
de
ca-
aital,
juros
e
custas,
liquidados
nos
autos
de
execução
que
este
promove
áquelle
ou
no
mesmo
prazo
nomear
bens
á
penhora
sob
pena
de
se
divolver o
direito
de no
meação
ao
exequente,
e
vêr
correr
todos
os
termos
da
mesma
execução,
com
a
pena
de
revtlia
e
lançamento.
Declarando que
as
audiências
n
’esle
mesmo
juizo,
se
cos
tumam
fazer
todas as
segundas
e
quintas-
feiras
de
cada
semana,
nào
sendo dia
friado
ou
sanctificado,
porque
sendo-o
será
nos
immediatos
que
o
não
sejam.
Braga
12
de
fevereiro
de
1878.
O
Escrivão
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
Verefiqnei.
*
João
Carlos Pereira
Lobalo d'Azevedo.
(765;
Companhia
Edificadora e Indus
trial
Uracarense
Os snrs.
Accionistas
que
estão
em
debito
das
16.
’
e
17,
a
entradas
de
suas
acções,
são
convidados
pela
ultima
vez,
a
realisal-as
até
o fim
do
corrente
mez,
certos
de que,
os
que
assim
o
não
fize
rem,
ficam dilinitavamente
incursos
no
art.
17 dos
Estatutos.
Braga
15
de
fevereiro
de 1878.
(766)
LARGO
DE
N.
S.
A
BRANCA
N.°
4
E 5, BRAGA.
Trocam-se
acções
de diversos
Bancos,
por
promissórias do
Banco
Commercial
de
Braga.
(746)
DECLARAÇÃO
E
PREVENÇÃO.
Secundino
da
Rocha,
morador
em
Cazal
Novo
de
Santa
Maria
de
Ferreiros,
suburbios
d’
esta
cidade
declara
que,
não
abona
e
menos
satisfará
qualquer
divida
ou
objectos
que
sua mulher
Calharina
Maria, possa
fazer
ou
pedir
em
seu
nome;
antes
procederá,
se
necessário
for-
contra
quem obrar
o
contrario
sem
sua
aulhori-
sação.
(768)
OLEO
HOGG
Depositos
nas
principaes Pharmacias e em Lisboa, nas casas de B
abketo
,
rua
do Lorcto, SS
e 30. A
zevedo
e Filhos, B
arral
e I
rmão
; em
Porto,
naseeasas
de
A
lbano
A
bílio
A
ndrade
,
S
ouza
F
erreira
e
I
rmão
,
J
osé
P
into
; em
Coimbra,
Salvador
F
erraz
.
_______________________
Farmacia
de HOGG,
2, rue de Castiglione, Paris it/ziico proprietário}.
Dl
0IGADOS
FRESCOS
Dl
BAGALAO
de
Prescripto por todos os médicos
e empregado com o mayor succeso
contra
:
as
enfermidades do
peito, aíTeiçoes escrofu
losas,
tosses chrouicas, rheumatismos,
magreza crianças, das impigemes,
""
fluxos
brancos, debilidade geral, etc.,etc. tf HOCTQ
Agradavele
facil de tomar.—Desconfiar das falsificações. *
‘
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica juntó que
encobro
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que devera
achar-se sobre o rotulo.
BANCO
NACIONAL ULTRA
MARINO.
Dividendo
do
2°
semestre
de '1877
A
principiar
no
dia
20
do
corrente,
pa-
gar-se-ha
na
thesouraria
do
Banco
do xMi-
nhoo
dividendo
do
2
0
semestre
de 1877
na
razão
de 3
°|
0
ou 2$700
reis
por
acção.
Braga,
18
de Fevereiro
de
1878.
Pelo
Banco
do
Minho,
como agente
do
Banco
Nacional
Ultramarino.
Os
gerentes,
Antonio
Josè
Gonçalves
Braga.
João
Marques
da
Silva.
(770)
CERTIDÃO
José
Firmino
da
Costa
Freitas,
escrivão
do
tribunal
do
commercio
de primeira ins
tancia
ríesla
cidade
de
Braga
e
seu
dis-
tricto
por
Sua
Magestade
El-Rei
o
Snr.
D.
Luiz,
que
Deus
guarde
&c.
Certifico
que
no
processo
de
fallencia
de
Agostinho
José
Pereira,
negociante
que
foi
na
rua
do
Souto,
desta
mesma
cidade,
proferiu
o tribunal
a
seguinte
SENTENÇA:
0
Tribunal
Commercial
de
Braga,
vis
to
o
requerimento
de
folhas
e
documen
tos,
em
que
se
mostra,
que Agostinho
José
Pereira,
negociante,
morador
na
rua do
Souto, desta
cidade,
não
póde
pagar
aos
seus
credores,
deixando
protestar
a
letra
que tinha
obrigação
de
pagar,
declara
o
mesmo
arguido
em
estado de
quebra desde
o
dia
8
de
Janeiro
ultimo, conforme
dis
põem
os
artigos
1123,
1123,
1130 e
183!
do
Codigo
Commercial.
Nomeia
para
Juiz
Commissario
o jurado
commercial
José
An
tonio
da
Silva
tomar,
e
para
curador
(is
cai
provisorio o
credor
presumido
José
Fernandos
Barranha,
da
rua
do Souto,
desta
cidade,
que
será
intimado
para
pres
tar
juramento,
e
entrar em
exercício
das
funeções
de
seu
cargo.
Ordena,
que
sem
perda
de
tempo
se
ponham
os
sellos
na
conformidade
do
disposto
no
Codigo
Com
mercial
artigo
1155
e
1158,
espedidos
pa
ra
esse
íim
officios
e
ordens necèssarias,
devendo
aílixar-se
a
presente
sentença
por
certidão,
e
se
publique,
como é de
lei
e
estylo.
Braga
15
de
Fevereiro
de
1878.
João
Carlos
Pereira
Lobato
d
’
Azevedo,
Domingos
José Soares,
José
Ferreira
de
Magalhães,
Bento
Gonçalves
Santos,
An
tonio
Joaqmm
Loureiro.
Está
conforme
o
original.
Braga
16
de
Fevereiro
de
1878.
O
escrivão
do
tribunal
do
commercio,
Josè
Firmino
da
Costa
Freitas.
(771)
ESTEIRAS
PARA
FORRAR
SALAS.
Manoel
Dias
da
Silva,
premiado
na
exposição
de
Braga
em
1863. na
Inter
nacional
Portuense
em 1875
na
de
Vien
na
de Áustria
em
1873
e
na de
Phila-
delphia,
em
1876,
faz publico
que
tomou
conta
do
estabelecimento
de
es'eiras
da
roa
do
Souto
n.°
40
e
40
A,
d
’
esta
ci
dade,
aonde
o
fabrico
das
esteiras
prin
cipia
a
ser
no sistema
de
Lisboa
e
Porto
Também
lava
e
compõe,
sendo
presizo.
No
mesmo
estabelecimento
ha
sortimento
de
capachos
de espaito,
(761)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
Em
virtude
do
despacho
proferido
pe
lo
Tribunal
do
Commercio
d
’esta
cidade,
no
processo
da
prorogação
de
moratoria
requerida
pelo Banco
Commercial de
Bra
ga,
são
convidados
os
snrs.
accionistas
do
mesmo
Banco,
por
deliberação
do
Conse
lho
Fiscal,
a
fim
de
no
dia
4
de
Março
proximo
pelas
II
e
meia
horas da
manhã,
reunidos
em
Assemblea
geral
extraordi
nária,
elegerem os membros
accionistas
da
commissão
roixta,
que tem
de
proceder
á
liquidação
do
mesmo
Banco.
Fica
por
este
modo
sem
effeilo
o
annuncio
anterior
para
as
eleições
dos dif-
ferenles
cargos
que se achavam
vagos.
Braga
16
de
fevereiro
de
1878.
No
impedimento do
p
r
esidente
O
vice-presidente
Antonii
Brandão
Pereira.
A
BELLEZA
DAS
SENHORAS
Pomada
sympathica,
para
destruir,
de
momento,
o
pello
da
cara
e
mesmo
cabel-
lo
em
quantidade, sem
causar
o menor
damno
á
pelle.
Xarope
peitoral
de
Rei
Empregado
com
os
melhores
resulta
dos
nas
moléstias pulmonares,
tosses
an
tigas
e
modernas,
bronchites
agudas
e
chrouicas.
broncorrhea,
calharro
pulmonar
seja
qual
fór o
seu
estado, pneumonia,
pl«u-
resia,
tisica,
calharro
suflocante,
angina
nervosa,
tosse
asthmatica,
escarros
de
san
gue,
etc.
etc.
Os
effeitos
d
’esle
verdadeiro
especifico
são
seguros
e
rápidos e
é
considerado
na
opinião
publica
o melhor medicamento
pa
ra
taes
padecimentos. A’
venda
em
Braga,
nas
pharmacias
Pipa
&
Irmão, Orphãos
e
Alvim.
Em
Guimarães
na
pharmacia
de
Pereira
Martins.
Deposito
principal
na
phar-
macia
Lisbonense,
Largo
do
Corpo
Santo
-LISBOA.
(762)
ra
^MM?»affl^w-.z
asar
:?
^*-
Solicitador
—
A.
Lopes
da
Gama
DECLARAÇÃO.
Antonio
José Gonçalves
Nogueira,
de
clara,
para todos
os
effeitos,
que
por
escriptura
publica
feita em
24
de janeiro,
na
nota
do
tabellião Bastos, d’
esla
cidade,
foi
dissolvidada
a
sociedade,
que
havia
formado
entre si,
e os
snrs.
Joaquim
Au
gusto
de
Carvalho
e
João
Augusto
d
’
Oli-
veira
Braga,
sob
a
íirma
de Carvalhos
&
C.a
da
qual
era primeiro
socio
capita
lista,
recebendo,
e
cada dos
referidos
snrs.,
o
que
lhe
pertencia
nos
haveres da
refe
rida
sociedade.
E
declara
mais,
que
continua
com
o
mesmo
ramo
de
negocio,
e com
as mesmas
garantias
como
até
hoje,
sob
a
sua
unica
responsabelidade
e
firma
de seu
nome,
na
sua
casa
da
rua
do
Souto
n.°
9.
Braga
9
de
feveriro
de
1878.
(758)
BANCO
DO
ALEMTEJO.
Soeifdude
anoHiiaan,
rr#
pansabi li -
linde
limitaiiie.
CAPITAL
1.2Ò0:(
00^000
Dividendo
do
2.°
semestre de
1877
A
’s
segundas,
quartas
e
sextas-feiras
de
cada
semana, a
começar
no
dia
18
do
corrente,
pagar-se-ha
na
thesouraria
do
Banco
do Minho,
desde
as»
10 horas
da
manhã
até
á
I
da
tarde,
o
dividendo
do
2.°
semestre
de
1877,
na
razão
de
3
0/0
ou
l$500
reis
por
acção.
.
Braga
15
de
fevereiro
de 1877.
Pelo
Banco
-
do
Minho
como
agente do
Banco
do
Alemtejo,
Os
Gerentes
Domingos
José
Soares.
(763)
João
Margues
da
Silva.
Banco
Mercantil
de Braga
Desde
o
dia
6
de
fevereiro
por
dian
te
está
aberto
o
pagamento
do
2.°
se
mestre
de
1877,
á
razão
de 2
1|2
p.
c.
ou
!$250
por
acção
na
thesouraria d’este Ban
co,
em
todos
os
dias
desde
as
fO
horas
da
manhã até á
uma
da
tarde,
e
no
Por
to
na
sua
agencia
na
Praça
de
D.
Pe
dro.
JOSÈ
ANTONIO
FERREIRA
GOMES.
S,
Nova, 5
BRAGA
Com
estabelecimento
de pregagem
de
todas
as
qualidades,
mercearia,
papei
e chá—cartonagem para
dezeuho,
floragem
e aprestes
para
ílôres
—
stearina,
pós
finos
para
gomma,
etc.,
etc.
N
’este
antigo
e
acreditado
estabeleci
mento
se
encontra
um
completo
sortimen
to
de
livros
em
branco,
proprios
para
escripturação
mercantil,
bem
como "papeis
e
artigos
para
escriplorio.
Também
se
encontra
um
sortido
de
chá
hyson
desde
800
;>
l$400
rs.
459
grani.,
e
muitos ou
tros
artigos
proprios
de
seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços
commodos. (725)
Escriplorio—Taypas
n.° 3 — Porto
(613)
RAPAZ.
Necessita se
d’
um
n
’esta
cidade
para
loja
de
DROGAS
E
PHARMACIA.
Falia-se
no
escriplorio
d
’
este
jornal
(741)
DINHEIRO
A
JURO.
A
Iimandade
de Santa Maria Magda-
lena,
da
Falperra,
tem
para dar
a juro
1:350^000
reis.
Braga
2
de fevereiro
de 1878.
O secretario—
Padre
Luiz Gomes
da
Silva.
(735)
íPs
■
!
K
.
ÍP
"
-
j
i
.
PU
41-
(F?
(FU
í*CT.«.
Ê
v
4 M
Á
1
Ú
ê
SÊS
ã
CIRURGIÃO
DENTISTA
AfPROVADO
PELA ESCOLA
MEDICO-CIRURGl-
CA DO
PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
indo
quanto
diz
respeito
á
sua
>rte
e
continua
operando
grátis,
pobres
e
mldados.
(688
Escola
Americana
Consullono
a toda
a
hora,
tanto
de
dia
como de
noite
Rua
do
Campo
(antiga'
Porta
de
S. Francisco) n.° 22. (687)
CAMX.AL
PARA AZEITE
Os
ItSebiaçadcs
tnytiiicos,
de
na
tureza
balsamica, calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o melhor
dos
remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças
tossico'osas.
Caixa
200
reis.—Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito: PHARMACIA CEN
TRAL,
rua
de Santo
Antonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(621)
Rua dos Capeiiigtaa, 8 3
SALLA
E
LOJA.
Aluga-se
junto
ou
em
separado
na
rua
do
Souto.
O
pretendente
falle
na mesma
rua
e
vestimenteria
Rocha.
(739)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sebre
hypo-
theca.
(706)
No
largo
de S.
Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para
vender uma
caixa em
muito
bom
estado
que
leva
cinco
pipas,
e toda
forrada
de
castanho.
(700)
Quem quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim Antunes Alves,
na
rna
do
Cam
po, d
’
esta
cidade,
que
está
auctorisado
para
este
fim.
(713)
Defronte
da
Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possível, a
saber: chilas
largas
bem
sortidas,
finas
em
côr,
e
bom
panno. a
80,
90,
100
e 110
o
covado;
ha
linda
len-
çaria
de
seda e
selim,
tanto
para
senho
ra,
como
ouiros
proprios
para
assoar;
guardasoes
de seda,
para
homem
e
se
nhora;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana; agoas
de colonia; collaiinhos
e
punhos
para
homem; madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crús;
lenços
de
cambraeta de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
difierentes
tamanhos;
adere
ços
e
brincos;
sapatos
de
borracha, pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda, ou
gorgoião,
largas,
para homem,
modernas;
lençaria
de
cores
cm algoção, cassa, sarja,
metim,
e
d
’
outras
qualidades;
lunetas
de
grau
e
oculos;
sabonetes
sortidos;
livros
de
missa;
peitos de
berlanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama; pós
d
’
arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N’
este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo de tudo
e
barato.
(606)
Parte de Comércio do Minho (O)
