comerciominho_19011878_739.xml
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-
FOLHA.
HLELÍGIOSÁ
>2
1WOT1CIOSA.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
6.°
ANNO
PREÇO DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1^600
»
6
.......
8o0
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
ÃS
TERÇÃS,
QUINTAS E
SABBÃDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias, 12
mezes......................... 2&000
»
6
»....,
1^050
»
sendo
dlias
assignaturas 3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
...............................
10
N.»
739
■
,
.
i
<
i
HBÍGA—WUíWO IO Hl:
JAAF.XESÍ»
1>F. 1S<ÍS
Morreu Victor
Manuel !
Esta
noticia
que o
telegrafo transinit-
liu
para
toda
a parte
com
a
velocidade
do relampago,
foi
uma
verdadeira
surpreza
para
todos
quantos
sabiam as
boas
dispo
sições
de
saude
em
que
se
encontrava
o
representante
da
casa
de
Saboia.
Morreu
Victor
Manuel!
O
seu
nome,
como
a sua
vida
perten
cem
hoje
á
historia,
e
os factos
são
ainda
muito
recentes,
para
que
esta possa pro
nunciar
sobre
elles
o
seu
veredictum
im
parcial
e
desapaixonadamente.
Também
nós,
os
catholicos,
faremos
por
os
esquecer
um
momento
para
só
nos
lembiarmos
de
que
mais
um tumulo
está
pedindo
as
nossas
orações.
E
’
mais
um
vulto
que
Pio IX
vê
desfi
lar
para
a
sepultura.
E
’
mais
um adversário
que
na hora
derradeira
se
lhe
vae lançar
aos
pés,
im
plorando-lhe
o
perdão
de
suas
culpas!
Mais
um
motivo
para
o
nosso
respeito,
e
mais
uma
lição
para
os
seus
enthusias-
tas.
Victor
Manuel
ao
sentir-se
ferido pela
mão
da
morte,
olha
para
dentro
de
si
e
reconhece
então
o
vacuo
immenso
que
as
suas
tão
decantadas
glorias
lhe
fizeram
na
alma.
Pede
uma
consolação,
uma
esperança
para
a
sua hora
extrema,
e
não
a
en
contrando
no
passado
de
sua vida,
nem
nos
pomposos
títulos
com
que
se
deco
rava,
cae
aos pés da
sua
viclima
e
pe
de-lhe
uma luz
para
transpõe
os
tenebrosos
umbraes
da
eternidade!
17
grande,
é
demasiado
sublime
o
aclo
para
que
bem
o
possam
comprehen
der
espíritos
vulgares.
O
homem
que
tantas
lagrimas
causara
á
Egreja,
vae
morrer
em
seus
braços.
E
a Egreja
recebe-o
com
o carinho
de
mãe
que
tudo
perdoa,
só
para
lhe
pro
porcionar um
allivio
ás
suas
ultimas
do
res.
Admirável
poder
que
o
Christianismo
exerce
!
Victor
Manuel
foi
maior
ao
cair
no
tumulo,
do
que
nas
elevações
do
throno.
.
A
sua vida
precisava d
’
esle
segundo
baplismo
para
poder readquirir o
lustre
que
a
cegueira
das paixões
lhe
haviam
tirado.
Que
o
seu
exemplo
aproveite
a
lodos
quantos,
como
o augusto
chefe
da
anti
quíssima
casa
de
baboia
vão seguindo
uma
vereda
errada.
Que
aproveite
sobretudo
a seu
filho
e
herdeiro
para
que
repare,
quanto
em si
possa,
os
males
de que
seu pae
se
con
fessou
arrependido
na
hora
das desillu-
■sões
e
desenganos.
-----
'sÊL
-s- -iV*-------------
Knstruefãa
popular.
VIII
A
rápidos
traços,
é
verdade,
mas
crê-
mos
ler
demonstrado
que,
partindo
lodòs
os
aaoclecimentos
da
Permissão
e
Von
tade
d
’
utn
Deus iníinitamenle Providètile
e
Justo,
em
todos emprega
Elle
d
’
um
modo
mais ou
menos
visivel
para
os
mortaes
tanto estes
como
todos
os
mais
altributos inseparáveis
uns
dos
outros
e
inseparáveis
da
sua
essencia;
e
que,
por
tanto
é
falso,
irracional
e
allentalorio
até
de
senso
comrnum
o
negar,
pelo
menos,
que
o
raio
e
muitos
outros
successos,
sejam
terríveis
mensageiros
de
Deus
e
cast.gos
da
Providen
ia
Divina.
Apraz-nos,
todavia,
dizer
mais
duas
palavras
a
este
respeito.
Recordamos-nos
de
ter
lido
ha
annos
na
«Gazeta
do
Povo*,
que
depois
se
in
titulou <Paiz»,
uma
correspondência, que
era.
se
a
memória
nos
não
falha,
de
Monsão,
onde
se
narrava
que
tendo
pai
rado
sobre
aquella
povoação
uma
trovoa
da, um
indivíduo
que
a
essas
horas
cea
va com
sua
família
dissera
estas,
ou
equi
valentes
palavras:
«Lá anda
o subgeilo
com os trastes
ás
costas;
não
tem
mais que
fazer,
etc.
etc.»
N
’
isto
uma faisca
electriea
caiu
sobre
a
casa,
inatatido-o
instantaneamente,
as
sim como a
um
ou
dois
cavallos
que
estavam
iVuma
loja
em
baixo,
ficando as
outras
pessoas
incólumes.
Diz
agora
o
povo:
«Foi
castigo
de
Deus».
E
eis
que
diz
uma
grande ver
dade,
eis que
profere
uma
sentença
re
passada
da mais
alia
sabedoria;
eis
que
profere
um
profun
lo
raciocínio
em
per
feita
harmonia
com
a
mais
sã
pliilosophrá,
sem
ter
consciência
d'isso;
verdade,
sen
tença,
são raciocínio que
só
póde
e
can-
daiisar
e
servir de
mofa
asnatica
aos
sá
bios improvisados, a
um
pedantismo
in
[aluado
e
nogenlo,
cuja
sciencia
consiste
na ignorância
mais
alvar
e
atrevida,
e
cujo
merecimento
eslá
em deshonrar
a
especie
humana,
a
um
pedantismo,
repe
limos,
que
linha
muito
e muito
que
aprender
nos
dictos, nas phrases usnaes,
nas sentenças do
povo,
ão
qual,
aliás,
pretende
impingir
absurdos,
diparates
e
contrasensos
que
se
deshonram
quem
os.
profere,
não
deshonram
menos
quem
os
aeceila, devendo
repellil-os
c
>tn
a
energia
e
dignidade,
já
não
dizemos
de
chnslãos,
mas d
’
hotnens.
Um
homem
de
instinclos
perversos
corre
atraz
d*outro
de
navalha
em
punho
com
o
fim
de
o
assassinar
por
dá
cá
aquella
palha.
O
aggredido
na
sua
pre
cipitada
fuga
atravessa
incólume
um
bar
ranco,
ao
passo
que
o
malvado
é
tão
infeliz
que dá
uma
queda
c fraclura
am
bas as pe
nas.
Temos
conhecimento
d
’
esle
facto
que
se
deu
ha tempos
n’
uma
aldeia
da pro
víncia
do
Douro;
e
como
este,
mil
ou
tros
se
tem
dado
e
dão
todos
os
dias.
O
povo
diz
logo espontânea e
naluralmenle.
como
que
obedecendo
a
um
instincto
ir
resistível
de
verda
le
de
que
D
us
provi-
dencíalmenle
o
dotou:
«Foi
um
castigo
manifesto».
O
verdadeiro
sabio,
o
philosopho
pro
fundo
póde
não
reparar
na
veidade
que
estas
palavras
encerram,
mas, se medita,
rellecle e
investiga
allenlamente,
confir
ma-as
e
acha
n’isto
mais
um
motivo
para
adorar
a
Providencia
iníinitamenle
sabia
e
justa
do
Creador que
tão
admiraveí
menle
formou
a
natureza
do
homem.
Deu
o
mal
nos'
vinhedos; vieram
de
pois
muitos
outros
males,
e
utlimamente
o
philoxera,
além
de
doenças desconhe
cidas
dos
antigos
que
tem
aíH
gido
hor
rivelmente
uma
grande parte
da
humani
dade,
e
o
povo continua,
e
continuará
muito
bem dizendo
que
são
castigos
de
Deus,
terríveis
mensageiros
da
Divindade.
Tem
pelo
seu la
lo,
emquaoto
assim
raciocinar,
a
Egreja
Calholica, que
lodos
os
dias perseveraniemenie eslá
pedindo
a
Deus
que
abrande
a sua
ira por
causa
dos
crimes
e
blasphemias
dos
homens
è
que,
digamoí-o
assim,
em
cada
um dos
seus
actos
e instituições
mais
solemnes
e
essenciaes
consigna, attesta e
confirma
esse
mesmo
sentir.
Tem
pelo
seu
lado
tolos
os
theologos
’
e
lodos
os
escriplores
sérios,
sensatos
e
profundos.
Tem
pelo
seu
lado,
finalmenle,
toda
a
historia
da
humanidade
(Vide
obras
de
Bossuet)
a
qual
em
cada
uma
das
suas
permiltem
deier-nos
e
até
já
accusam
a
nossa
demora
Concluiremos
este
artigo,
que
já
vae
longo, com
as
mesmas
palavras
do
«Ami
go
do Povo»
corrigindo-lhe
o
contrasenso.
«Não
tem
pois
razão
a
ignorância
quan
do
nega que o raio
ou
entro
phenomeno
seja
uma
verdadeira
manifestação
da
Pro
videncia
Divina;
e
mente
vil
e
miseravel
mente
a
má
fé
quando,
não
querendo
reconhecer
o
dedo
de
Deus governando
e
dirigindo
todas
as
cousas,
pretende
insi
diosamente
pescar
em
agoas
turvas,
ne
gociando
com
a
ignorância popular».
Nós
cá,
o
po»o,
costumamos
chamar
a
isto,
como diz o outro,
curar
a morde
dura
do cão
com
o
peito
do
mesmo
cão.
Este
levou
a
sua
dóse.
Lá
vamos,
doentes,
lá
vamos.
paginas
confirma
invencivelmente
a
ve
racidade
Jas
suas
palavras
em
face
das
calamidades
publicas
de toda
a
especie
e
em face
de
muitas
desgraças
particu
lares,
em
que
se
vê
claramente
o
dedo
da
Justiça
Divina,
porque
em outras só
ha
apparencia
de desgraças ou
nos é
ve
dado
penetrar
nos
desígnios
de Deus.
Tem
p
lo seu
lado toda a
sã
philo
sophia,
a
sciencia
dos
Tertulianos,
dos
Ireneus,
dos
Agostinhos,
dos
Jeronymos,
dos
Chrysoslomos,
dos
Athanasios,
dos
Descartes,
dos Malabranches, dos
Bos-
suets,
dos
Massillons, dos
Lacordaires,
dos
Balmes,
e
dos
Heinngers,
de todos
os
génios
emlim
que
honraram
a
huma
nidade
com
suas
luzes
e
com
suas
vir
tudes.
Porque,
admittida
a
existência
de
Deus,
fluem d
’
esle
dogma
fundamental
os
dogmas
mistos
de todos
os
seus
al
tributos
ou
perfeições
entre
as
quaes
está
a
Providencia
Infinita,
pela
qual
tudo
go
verna
e
dirige na
unidade d’
um
simples
aclo,
deixem-nos
assim
dizer,
em
harmo
nia
com
todos
os
mais altributos.
inse
paráveis
uns
dos
outros
em
sj e nas
suas
manifestações,
e
inseparáveis
da
sua
Es
sência
Divina.
E’
ponsso
que
n
’
esles
actos
de
Justi
ça
se
manifestam
todos
os
mais
allribu-.
los ao mesmo
tempo.
Assim
Deus mandou ;
o
oidium
que prejudicou as
vinhas
(o|
que
não
lira,
como
lemos dito,
que
nao
j
seja um
resultado
das
ie<s
da
natureza,
I
o
que acreditamos
de
boa
menle);
mas
ao
mesmo
l
mpo
quiz
e
permilliu
(sine
me
nihil
poleslis
[acere;
sem
mim
nada
podeis
fazer. S.
Joao)
que
o homem,
des
cobrisse
emlim
um
remedio, não
tal
que
destruísse
de
todo
o
r<gor
do
castigo,
mas
que
o
abandonasse,
ao menos,
Eis bem
clara
e
patente
a
sua
misericórdia.
Os
homens,
porém, não
reconheceram
a
sua
justça:
veio
então
o
philoxera:
não
é
maravilha que encontrem
remedio;
mas
é
provável
qúe seja
mais
tardio,
mais
penoso
e
menos
efficaz, porque
jun
taram
aos
primeiros
crimes
o do
endu
recimento
e
desprezo
da Divindade.
De
puis,
os
Pharaós,
os Pharaósiohos e
os
PharaÓsitos
ainda
se
não
emendam
e não
querem
entrar
na
regra
do
bem
viver....
Pois
bem.
Atraz
do
oidium,
do
philoxera,
da
fome
parcial,
das
inundações
e
outros
phenomenos
eleclricos
virão novas
pragas,
até
o drama
acabar
pela scena
do
mar
vermelho,
em
que
os escolhidos foram
salvos e
os
inimigos
submersos
nas
agoas,
porque
a
historia
da humanidade
até
ao
fim.
do
mundo
está
escripta ha
muilo
pe
los
auctores
inspirados
por
Aquelle,
para
Quem
nada
é futuro,
nem
preterilo,
mas
tudo
presente.
Não
ha
emlim
um
acto da
Divindade,
onde
se
não
revelem
lodos
os
seus
allri-
bulos,
porque
Elle
tem
iodas
as
perfei
ções e para
tudo
um
aclo só,
simples,
unico.
O
povo
tem
pois
tudo
a
seu favor
quando
diz que o
raio
assim
como
todo
e
qualquer
outro
acontecimento
é
uma
manifestação
da
Providencia,
póde
ser
e
é
muitas
vezes
um
castigo
enviado
por
ella,
um
terrível
mensageiro
de
Deus.
Só
o
não
acompanham
os
orphãos do
senso
comrnum,
os
engeilados
da
razão,
os
im
provisados
sábios
de
meia
tigella,
os
in-
fatuados
pedantes
arvorados
em
mestres
do
èrro
e
da
ignorância,
unica
sciencia,
onde
parece
que
se
formaram.
Só
os
não
acom
panham
os.
..
«Amigos
do
Povo»!
Só
Deus
sabe
quanto
desejávamos
pro
longar
mais
estas
considerações,
mas os
grilos
descompassados
e as vozes
de
af-
ílicção
que
soltam
outros
doentes
não
nos
A.
M.
O
«Jornal
da
Noite»
de 15 e
16
quiz
fazer
de
aulico,
mas
não
soube
sel-o.
Eis
o
que
elle
fez.
«A
«Epoca»
de
Madrid, depois
de
no
tar
que
Victor Manuel morrêra
com
os
sentimentos
calholicos,
nunca
desmentidos
pela
casa
de
Saboia (Nem
sequer
pelo
anli-papa
Felix
F,
o
ermitão
de
Ripalha,
de
Amadeu
VIII,
duque
de
Saboia?}
’
,
transcreve
um
anigo
de
certa
folha reli
giosa
de Hespanha, no
qual
se
diz
que
aos,
olhos
da
historia
à
figura
do
Rei
de
halia será
sempre
negra e
odiosa como
a
de
Caifás,
de
Herodes
e
de
Pilalos.
«E
em
seguida
a
mesma
folha
religiosa
dá
conta
da
bênção
pontifical
enviada
por
Pio IX
a Victor
Manuel
e
diz que devem
lodos
rogar
a
Deus
pela
alma
do
monarcha
italiano.
«A.
que
loucas
contradicções
arrasta
o
espirito
de
partido!
,
«Anligamente
houve
poiiticos
mais
realistas que
o
proprio
rei.
Hoje
parece
haver
filhos
da
Egreja
mais
intensamenle
catholicos,
apostolicos,
romanos,
que
o
Vigário
de
Christo
na
terra.
«Que
tristeza
!»
Não
sabemos
se
poderia
rir
o
articu
lista
quando
escrevia
estas
palavras;
mas
era
caso
para
isso
se
um
sentimento
mais
nobre
lh
’o
não
obstasse.
De
tudo
quanto
escreveu
só
é
verdade
este
pensamento
—
A
que louca* contradic-
ções
arrasta
o
espirito
de
partido
!
Com
efleito, só
o
espirito
de
partido
podia
arrastar
o
seu
espirito,
ordinaria
mente
lúcido,
á
louca
contradicção de
achar
contradicções 'onde nenhum
outro
as
encontraria
não
sendo
f cciozo.
Põmos
de
parte
os
ihuribularios
da
«Epoca»,
que
sempre
incensam
a
quem
está
de
cima,
quer
se
chame
Isabel,
ou
Prim,
ou Serrano,
ou
Pi
y
Margill,
ou
Affonso; e façamos
o
me>mo
ã
ceila
fo
lha religiosa
de
Hespanha,
por
sómente
perguntarmos
ao
«Jornal
da
Noite»
onde
cita
a
contradicção
entre
o
julgamento
da
historia
sobre
quaesquer
factos
maus,
e
mais
quem
os
praticou,
e
o perdão
que
ao
auclor
d
’esses
actos
deu
«o
Vigário
de
Christo
na
terra?»
Deve
a
historia em-
mudecer
diante d
’
esse perdão,
ou por
effeilo
d’elle
ser
obrigada
a
louvar
esses
actos
maus,
e
qualificar
d’
acordo
com
el-
les o
perpelrador?
Não; nenhuma
das
cousas
é
possível.
No
l.'
J
caso,
a
historia,
emmudecen-
do,
faltaria
aO
seu
dever; no
2.°
caso,
accresceria
a
essa
falta
a
de atraiç<
ar
o
seu
dever,
e
a
commeller
uma
irnmora-
iidade.
S.
Pedro
renegando
a Christo
foi
grandemente
culpado.
O
divino
Mestre
perduou-lhe,
mas
nem
por
isso
o
Evangelho
ommittiu
esse
peccado,
e
menos
ainda
o
le
por
duas
vezes preservada
do terrível
flagello
do
cholera morbus
e da
febre
amarella.
Chegndn
—
E*
oílicial
a
noticia
de
terem
chegado
a
Roma
a
rainha
snr."
D.
Maria
Pia
e
seu filho
o
príncipe
D.
Car
los,
que
alli
foram
assistir
ás
exequias
do
seu
fallecido
pae
e
avô,
as
quaes
deviam
ler
legar
no
dia
17. Eoi
esperada
na
gare,
onde
tiveram
esplendida
recepção,
por
el-rei
Humberto,
acompanhado
dos
prín
cipes
Amadeu
e
Carignan,
assim
como
o
príncipe
imperial
da
Allemanha,
archidu-
que Reiner
da
Áustria,
marechal
Canro-
ber,
o
ministério, a
casa
militar e
civi
do
rei, etc.,
formando
»
tropa
em
alas
e
sendo muito
acclatnados
os
augustos
via
jantes
por
uma
numerosa
multidão.
I.»
iHarmora.
—
0
general
La
Mar-
mora,
um
dos
generaes que entrou
em
Roma
em
20
de
setembro
de
1870,
e
o
que,
por
compra,
obteve
chaves
falsas com
que
entrou
no
Qtiirinal,
aonde
fez
a
côr-
te
a
Victor
Manoel,
morreu
5
dias
antes
d’
este
Em
Roma
corria
que
este
aconteci
mento.
e
aquelle
de
Victor
Manoel
adoe
cer
no
Quirinal
aonde
raras
vezes
estava
pela
sombra
e
temor
de
estar
em
um
pa
lácio
do
Papa,
no
qual entrou
e
se
apo
derou
com
chaves
falsas,
lhe
produziu
tal
impressão
e
agitação,
logo
aos
primeiros
sigoaes
da
doença,
que
esta
quasi repen
tinamente
lhe
tirou a
vida, e
nos
delirios
grilava
o
tirassem
d
’
alli.
Festa
da
Santa Infaneia
—
Hade
ler
logar
ámanhã
na
egreja
dos
Remedios,
a
festa
da
Santa
Infaneia.
Pelas
9
e
meia
horas
da
manhã
haverá
missa
cantada,
e
de
tarde,
ás
3
horas,
o exercício
<!o
costume.
São convidados
os
associados e os
fieis
a. assistirem
a
esta festividade
Feira.
—
Tem
logar
no
dia
20
a
feira
annual
de
S.
Sebastião,
em
Prado.
Se
o
tempo continuar
assim,
deve
ser
concor-
ridissima.
Falleeimento.—
No
dia
15
pelas
8
horas
da
manhã
faileceu na
sua
casa
do
Porto
a
ill.™'
e
exc.ma
snr.* D.
Maria
Rita
de
Menezes
Cardoso
Barrelt»
d’
Af-
fonseca Ribeiro
B
rnardes.
Era
a
illuslre
finada
filha
dos
exc.
inos snrs.
Antonio
Luiz Cardoso
de
Menezes
Barretlo,
e
D.
Joaquina
d
’
AÍIonseca
Campo Verde de
illuslre
e
antiga
casa
de Porlella
junto
a
Guimarães;
lia
do
exc.
mo
snr.
José
d
’
A-
zevedo
Menezes
Cardoso
Barretto
da
casa
do
Vinhal
em
Vjlla
Nova
de
Familicão
e
casado
com
a
exc.
ma
snr.» D
Maria
Ju-
ia
d
’
Azevedo
Cotta
Falcão
Bourbon
e
Menezes;
e
cunhada
da
exc.
ma
snr.»
D
Anlonia
Casimira
Cardoso
Girào
Rebello
de Menezes.
A
illustia
fidalga pertencia á
antiga
aristocracia,
e
por
isso
era
legitimista
sincera
e
Cathohca
fervente.
N
’
elle
perderam
os
pobres
uma
mãe
extremosa
e
a
Egreja
uma
filha
dilecta.
Outro.
—
Na
madrugada
do
dia
17,
lalleceu
n’
esla
cidade,
a
snr
a
D.
Maria
da
Luz Ennes da
Rocha,
esposa
do
snr.
José
Maria
Lupe
da
Roclia.
O
seu cada-
ver
foi hontem
conduzido para
o cemité
rio,
acompanhado das
irmandades
a
que
a
finada
pertencia.
Damos
os
nossos
pesames
á
familia
anojada,
e
pedimos
aos
leitores
um
P.
N.
por alma da
finada
Assassinato.
—
Ha
dias
appareceu
morto
na
sua casa
em
Santa
Maria
da
Torre,
concelho
d’
Amares,
o
proprietário
da
mesma
Agostinho
Fernandes
de
Mei-
relles.
Os
assassinos,
que
se
presume
terem
entrado
pelo
teclo
da
habitação,
serviram-
se
d’
uma
corda
para
o
prenderem
de
pés
e
mãos,
e
depois
o
aslixiaram
com
um
lenço
com
que
lhe
taparam
a
bocca
e
o
nariz.
Appareceram
algumas portas
e
mo
veis
arrombados.
Ignoram-se
os authores
d’
esle
horroroso
crime.
Aula noeturna.—
Tem
sido
bas
tante
concorrida
n
’
este
inverno
a
aula
nocturna
dirigida
pelo
snr.
João Azevêdo,
digníssimo
professor
em
S.
Paio
de
Me
relim.
Se
é
incontestável
que
o
desinte
resse
revela
a maior
dedicação
e
beneme-
rencia
d’
um
professor,
diremos:
O snr.
Azevêdo
não
leva
nem
o
reis
aos
seus
alumnos,
e
não
recebe
por
este
trabalho
gratificação
alguma
de
ninguém.
Isto
merece
ser
hem
registrado.
Imperta
«lo
Jiapã«».
—
Uma
corres
pondência
de
S. Francisco da
Califórnia
para
o «Herald»
de
New-York,
dá
inte
ressantes informações
sobre
o
progresso
que
tem
feito
ullimamente
o
império
do
Japão.
louvou.
Teriam
sido
os
Evangelistas
ar
rastados
a
loucas contradicções
no
enten
der
do
«Jornal
da
Noite».
Não
cremos também
que haja
a
con-
tradicção
que
este
contemporâneo cuidou
achar entre
a
qualificação
que
a
folha
religiosa
de
Hespanha
suppoz que
cabe
ria,
aos
olhos
da
historia,
ao
auclor
d
’
esses
actos,
e
o
convite
que
faz
a
lodos
para
pedirem
fervorosamente
a
Deus
pela
alma
do
mesmo.
Aqui
é
o
calholico,
alli
o
historiador
que
falia.
Podíamos
dizer
muito a
este
respeito,
mas
preferimos
remetter
nos
ao
silen
cio.
O
ultimo
periodo
é a todos
os
respeitos
desgraçado.
O
seu
principal
defeito
é
ter
querido
comparar
o
que é
incomparável
—
os de
veres
do Pontífice
para
com
o
catholico.
pedindo
perdão
dos
peccados
contra
Deus
e
a
sua
Egreja,
e
os
deveres
do
Rei
para
com
os
inimigos da monarchia. Esqueceu
o
«Jornal,da
Noite»
a famosa
comedia
dos
quinze
ann
s,
onde
os
inimigos
da
realesa
acctisavam
os
que
a
queriam
salvar
de
serem
mais
realistas
do
que
o Rei,
para
mais facilmente
os
perderem
a
ambos
?
0
«Jornal da Noite»
não
representa
a
mesma
comedia.
«
♦ *
ORAÇÃO.
que
se
deve
resar
diariamente
durante
o
anno
de
1878,
pedindo o
triunfo
para
a
Egreja
e
a
conservação
da
preciosa
vida
de
Pio
IX:
«Omnipotente
e Clementíssimo
Senhor,
concedei
á
Egreja
todo
o
auxilio
e
bem
assim
ao
nosso Santíssimo
Padre
o
Papa
Pio IX, opprimido
por
lamas
e
tão
graves
necessidades.
Os annos
e
as
dores
affligem
o
Santo
Pontífice,
concedei-lhe
pela
Vossa
Divina
Providencia,
as forças
necessárias
para
valorosamente
pelejar
contra
os Vossos
inimigos.
Defendei
benignamente
a
Egreja
nas luctas
que
sustenta
contra
o
erro,
e
contra
as
injurias que
lhe
dirigem
os
seus inimigos, e
perdoando
todos
os
nos
sos
peccados,
glorificai
o
Vosso
Santo
No
me,
e
concedei-nos
o
dom
de
uma
boa
vontade,
com
o
fructo
d
’aquella
paz que
os
angélicos
coros,
por occasião
do Nas
cimento
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo,
annuuciaram
aos
homens.
Amen».
.
(Com
approvação
do
Ordinário).
GAZETILHA
8.
SebnstiAo.—
A
’
tnanhã celebra a
Egreja
a
festa
do
glorioso
Marlyr
S.
Se
bastião,
advogado
perante
Deus
especial
mente
contra
a
fome,
peste
e
guerra,
pois
que
fôra
chefe
de cohorte
do exer
cito
romano.
A
’
sua
capella
das
Carvalheiras
vae
o
cabido em
procissão,
em
virtude
de
an
tigo
voto,
cantar
a
missa,
—por
parle do
clero.
N
’
outr’
ora,
até
1834, acompanhava a
procissão,
por
parte
da
nobreza
e
cida
dãos,
o
senado
municipal.
Ignoramos o
motivo
porque
se
deixou
de
praticar
um
acto
tão
louvável,
e,
na
qualidade
de
voto,
de
seriissimo
dever
(a
não
ser
que
d
’
elle
fossem
dispensados
pelo
papa
Mar
cos).
Diz
alguém,
que
um dos
pretextos
que
para
isso
actua,
é
o estar
arruinada
e
indecente uma
das
bandeiras
do sena
do,
que
era
a
de
S.
Sebastião
e
que
a
camara
levava;
sendo
hoje,
como
é,
con
trario
ao
progresso
votar-se
uma pequena
verba
para
uma bandeira nova
Outros
dizem
também
que
é
por
se
lerem
aca
bado
as
classes,
e
ser
conseguinteinente
caricato
o
irem
juntos
com
o
clero
quan
do
não
vae
o
povo, ou
o
povinho. A
ser
verdadeira
esta
ultima
opinião,
lem
bramos
um
alvitre
muito acceitavel: Como
em
commutação do
voto
de
ir
o
povo
a
N.
Senhora da
Consolação
e
Espirito San
to
do
Monte,
se
faz
no dia
10 d’
agosto
a
procissão ou
cêrco
pelas
ruas
que
ro
deiam
os
antigos muros da
cilade,
os
camaristas
devem
ir
na
mesma,
pois ahi
tomam
parte
os
cidadãos
e
povo
que
os
elegem
e
a
quem
elles
representa.
Além
do
que,
lá
vae
a
bandeira
de S. Sebastião,
ficando
porisso
dispensados
de mandarem
reformar
ou
substituir
a antiga
A
cidade
de
Braga
deve
ser
muito
grata
ao
Marlyr
S.
Sebastião,
por cuja
poderosa
intercessão
(oi
nos nossos
dias
O
Japão
possue
hoje
um
systema
postal
completamente
organisado á
euro-
péa,
com
cart»s
estampilhadas, correspon
dências e remessas
cintadas
pelo
correio,
cautelas
de
seguros,
caixas
económicas
nas
respectivas
estações
postaes,
etc.
E
o
publico
utilisa-se
com
satisfação
d
’esses
excellenles meios
de
communica
ção.
Segundo
o ultimo
relatorio,
feito
pelo
director
geral
dos
correios
do
Jjpão,
o
numero
de
cartas
e
de
papeis
postaes
que se
expediram
n
’
aquelle
império su
biu,
em
1875-76, a 24 milhões,
em
logar
de
17
milhões
a
que
apenas
chegou
no
exercício
precedente;
assim
como,
du
rante
o
mesmo,
foi
de
2
milhões
o
nu
mero
de
jornaes
distribuídos
pelo
correio,
ao
passo
que
em
1875-76
excedeu de 5
milhões.
Desde
os fins
de
1874
a
julho
de
1876
tdevou-se
o
numero
das administrações
postaes
de
3:214
a
3:691.
O referido
relatorio
dá
noticia de
uma
circumstancia
mui
interessante:
Mayesima,
o
director geral
dos
correios do
império
do
Japão,
fez publicar
vauos
mappas para
uso do
publico,
indicando
n
’
elles
as
li
nhas
postaes
com
as
informações
neces
sárias; tendo,
além
d
’
isso,
preparado
já
uma
historia sobre
o
correio
n
’aquelle
paiz.
E
não
eram
só
essas
as
estatísticas
alli
publicadas;
saiu
á
luz
uma
outra
não
menos
curiosa
sobre
instrucção
publica,
por
ordem
de
Fujomaro-Tanaka,
ministro
da
repartição
respectiva.
Aquella
eslatis
uca
acha-se
no
relatorio
do
mesmo
func-
cionario
e
refere-se
ao
exercício
no
anno
de
1874.
Resulta
d
’esle
documento
que
o
nu
mero
de
escolas
primarias,
que
e
n 1871
era
de
12:558
attingiu
ao
de
29:917
no
anno
de
1874; o
numero
dos
alumnos
loi
de 1.714:768,
e
o
dos mestres,
de
36:866,
que
era
em
1871,
subiu
a
45:532
em
1874.
O
estado
faz,
em
parte,
a
despesa
de
tão
importante
serviço;
exerce a
sua
vi
gilância.
por
meio de
inspectores,
en
carregados
de
visitar
os
sete
granles
dislrictos
escolares
em
que
o
paiz
está
dividido.
Além
d
’isso,
havia
já
32
escolas
su
periores,
53
normaes, 21
para
ensino
de linguas
estrangeiras,
sobretudo a
in-
gleza,
afóra
duas
outras escolas
espe-
ciaes.
Estas
duas
ultimas,
estabelecidas
em
Tokio.
são:
1.®
a
universidade
imperial,
onde
se
aprende
direito, chimica,
scien-
cias
praticas,
etc.;
2.°
a
faculdade de
medicina, a
que estão annexos
um
hospi
tal,
um
gabinete
de
anatomia, etc.
Na universidade
ensina-se
na
lingua
ingleza,
e
na
faculdade
de medicina,
na
alie i
ã.
Diz
o
relatorio
que,
entre
os
profes
sores
estrangeiros, conlavam-se
no
Japão
22
aliernães,
19
americanos,
14
francezes
e
45
inglezes.
Também ha
em Tokio uma escola
su
perior
para
o
sexo
feminino.
Este
ensino,
porém,
achava-se
ainda,
por
assim
dizer,
na
sua verdadeira infân
cia
ou
no
seu
começo.
E
’
que ao
passo
que,
no
paiz,
quasi metade
dos
moços
frequentam
estudos,
succede
que
só
cursa
as
escolas
a
decima
sexta
parle, quando
muito,
das
meninas
A
mesma
correspondência
dá
outras
noticias
interessantes
do
Japão.
No
dia 23
de
setembro o
imperador
tivera
de
uma
de
suas
12
mulheres
se
cundarias,
um
príncipe,
que
será
o
her
deiro
do
tbrono.
Haverá
muita
gente
que
ignore
que
aquelle
soberano
tem,
com eífeito,
além
da
imperatriz, sua legitima esposa,
doze
mulheres
supplemenlares,
com
o
fim
de
assegurar
a
imperial
posteridade.
Por
isso
também
nenhuma
idéa
desfavorável
se
acha
ligada,
n
’esse paiz,
á
condição
dos
doze
consortes
addicionaes.
Entretanto,
tudo
levava
a
crèr que
aquelle
antigo
costume
não
mais
será
man
tido,
nem
passará,
provavelmente,
além
do
actua!
reinado.
E
se
a
verdadeira
impera
triz
do
Japão
tivesse
tido
filhos,
seria
mui
jossivel
que
já
se
houvesse
renunciado
a
similhante
usança.
A
mãe do
herdeiro
da
corôa recern-
nasci
lo
chama-se
Yanaguara,
e,
segundo
diziam
de
S. Francisco ao
Herald,
é
filha
de uma
antiga
e
poderosa
familia
da
no-
bresa
de
Kioto.
Ouerra
«Mo ííríente.
—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á guerra do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Paris
16
—
A
Agencia
geral
russa
diz
que
a
Rtissia
respeita
os
interesses
das
rotencias,
especialmente
da
Inglaterra.!
Não
ameaça
o
canal
de
Suez,
nem
o
ca
minho das
índias.
Julga
que
Constanti
nopla
não
deve
pertencer
a
nenhuma
grande
potência.
Os
interesses
russos
di
zem respeito
sómente
á
situação
da
Bul
gária,
libertada
pelas
armas
russas,
e
a
uma
indemnisação
da guerra.
A
Rússia
quer
a
paz
e
acceitará
obsequiosamenle
um
congresso das
potências
interessa
das.
Londres
16—
O «Times»
julga
que
a
Inglaterra
aconselhou
a
Turquia
a
nego
ciar
a
paz
directamente
com
a Rússia,
afim de obter
melhores
condicções.
A
Inglaterra
velará
pelos
seus
proprios
in
teresses.
Tem
havido
frequentes
conselhos
de
ministros.
São
muito
aclivas
as
negociações
com
S. Petersburgo.
Constantinopla
16
—
Os
jornaes
russos
receberam
ordem
de moderar
a
sua
lin
guagem
com
respeito
á
Rússia.
Corre
o boato
que
os plenipotenciários
turcos,
antes
de
seguirem
para
o
quar
tel
general
da
Rússia,
aguardarão
em
Andrinopla
a
decisão
do
parlamento
in-
glez.
Paris
19
—
A
agencia russa
assegura
que
as
hostilidades
cessarão
logo que os
preliminares
do
armistício
estejam
accei-
tes.
Os
delegados
turcos
já
chegaram
a
Andrinopla.
Corre
o
boato
de que a
Inglaterra
pe
diu
á
Porta
que
permitia
a
entrada
á
sua
frota
nos
Dardanellos
antes
que
os
russos
occupem
Gallipoli.
Errnta.
—
Na
noticia
publicada em
o
n.°
antecedente,
e
relativa
á
escola
de
Merelim,
onde
se
lê:
600&000 reis
an-
nuaes,
deve
ser
«6O5OOO
annuaes».
A
’
caridade.—
Imploramos
a
carida
de
das
almas
piedosas para
que
se
lem
brem
da
infeliz
Luiza Ferreira
com
uma
esmola;
acha-se
gravemente enferma,
e
vive
em extrema
miséria.
Reside
na
rua
de
Guadelupe,
n.°
4.
Appelo
á
carids*«le.
—
Pedimos ás
almas
caridosas
uma
esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da
Moita,
oílicial
de sa
pateiro,
morador
nas Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo,
pelo
seu
mau
estado
de
saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher e
filhos.
A
’s
pesioas
caritativas.—
Na
rua
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
Ma-
ximinos.
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha»
de
16
annos
de
idade,
e
filha
de paes
extremamente
pobres,
que
continuamente
soflre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo-a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
A
s alntnx
caridosas.—
Recomrnen-
damos
ás
almas caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos d’
edade,
e
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
BANCO COMMERCIAL
DE
lí
AGA.
Resumo
do
balanço
do
Banco
Commercial
de
Braga
em
31
de
Dezembro
de
1877.
Activo
Acções,
prestações
a
receber
1:2125500
Dinheiro
em
caixa.
. . .
5:6445055
Leiras
em
carteira.
.
. .
125:9655107
Ditas em liquidação.
. . 133:2105291
Empréstimo
sobre
penhores.
59:1
f35l35
Contas
correntes
com
garan
tia
........................................
665:4125277
Agentes
no
paiz.
.
.
.
91:2805806
Ditos no estrangeiro.
.
.
52:
79(
'5'190
Acções
de
c.
oropria.
. . 267:9785000
Papeis
de
credito.
.
.
.
466:1335020
Diversos
devedores.
...
91
7375070
Moveis
e
utetisihos.
.
. .
1:7225625
1.962:2495976
S*aH8iv«»
Capital
...
1:000:0005000
Obrigações
.
768:5605009
Depositantes...
3:0915750
Agentes
no
estrangeiro.
.
.
485039
Diversos
credores.
.
.
.
27:1365636
Letras
em
deposito.
.
.
.
24:6475065
LeUas
a
pagar.
36:0135728
Notas
em
circulação .
.
.
1805000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
53:00000001
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
Silva,
drog.,
Dividendos
a
pagar.
...
7550790
llua
da
Bainha,
29
e
33.
—
Penaftel,
Lucros
suspensos.
.
.
.
27:999(0335
Miranda,
pharm.—
Porto,
M.
J.
de
Sou
Ganhos
e perdas.
.
. .
20:8170624
sa Ferreira
&
hmão,
Rua
da
Banha-
1.962:2190976
Braga
3
de
Janeiro
de
1877.
Os
Directores
João
Evangelista
de
S.
To>_res'e
Almeida.
Manoel
José
da
Costa
GuihíarãfiS.
Luiz
Antonio
da
Costa
Braga.
SAÚDE
A TODOS
sem
medicina
pur
gantes,
nem despezas, com o
uso da
delicio-
■sa
farinha
de
saúde,
KEVALESCIÉRE
DU
BARRY
de
Londres.
SO annos
d’invariavel
oneeeooo
2
Combatendo
as
indigestões
(despepsia)
gasliica,
gastraIgia,
ílegma,
arrotos,
amargor
na
bocca,
piluitas.
nauseas,
vomitos, irrita
ções
inteslinaes,
bexigas,
dizenteria,cólicas,
osse, athsma,
falta
de
respiração,
oppressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
debiI
>
dade,
todas
as
desordens
no
peito,
na
gar
ganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da
bexiga,
do
ligado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue,
85:000
curas
en
ire
as
quaes
contam-se
a
do duque de
Pluskow,
da
ex.
ma
sur.
a
marqoeza
de
fihehau,
Lord
Stuarl
de
bicies,
par
d
’|n-
glalerra,
o
doutor
e
piofessor
Wurzer,
etc.
etc.
Cura
n.°
65:311.
—
Vervant,
28 de
mar
ço,
1866.—
Senhor.
—
Bemdito
seja
Deus!
A
sua
Revalescière
salvou-me
a
vida.
O
meu
temperamento,
naluralinente
fraco,
estava
anninado
em
consequência
de
uma
horrível
dispepsia
que du
ava
ha
oito
an
nos,
tratado
sem
resultado
algum
laiora-
vel pelos
médicos,
que
declaravam
que.
al
guns
mezes
de
vida
me
restariam,
quan
do
a
eminente
virtude
da
sua
Revalec-
eière
me
restituiu
a
saude.
—
A.
B
rune
-
lière
,
cura.
|
Cura
n.°
78:364.—
Mr.
e
m.n,e
Leger,
de
doença
do ligado,
diarrbea,
tumor
e
vó
mitos.
Cura
n.° 68:471.—
Mr. Pierre
Castel-
li-,
abbade,
de
prostração
completa na
edade de 85
annos
;
a
Revalescière
re-
moçou-o «Prégo,
confesso,
visito
os
doen
tes,
dou
grandes
passeios
a
pé,
e sinto
o
espirito
lúcido
e
a
memória
fresca.»
E
’
seis
vezes
mais nutritiva
do
que
a
car
ne, sem
esquentar,
econoraisa
cincoeu. a
vezes
o seu
preço
em remedios.— Preços
fixos
da
venda
por
miudo
em
toda
a
pe
«insula
:
Em
caixas
de
folha de
lata,
de
*/
4
kilo,
500
; de1
/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
10406
res;
de
2
s
/
t
kiios,
30200
reis;
de
6
ki
los,
60400;
e
de 12
kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos da
Revalescière
que
se
po
dem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em caixa»
a
800
e
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a
saúde
é
a
Revalcmelère ehoeolatadi»;
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somoo,
energia
e carnes
duras
ás
pessoas,
e ás
creançat
as
mais
fracas,
e
sustenta
dez
vezes
maii
que
a
carne,
e
que
o
chocolate
ordinário
sem
esquentar.
Em
pó
e em
paus,
em
caixas
de folha
d<
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
-48
chavenas,
10400
;
dr
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cads
chaven
».
Dl
RARRlf «&
C.
5 MfllTE».
-
Place
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regent-
Streei,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiro»,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central ;
snr.
Serzedello
&
C.a
Largo
do
Corpc
Santo
16, liisboa,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
&
Irmãos,
rua
Aurea,
12—Por
t®,
J
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão, rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI
NHO.
=•
Aveiro,
F.
E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Warcellos,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
pharm..
Largo
da
Ponte.
—
3r»ga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua dos
Chãos
31
—
Pipa
&
Irmão,
rua
do Souto.
—Víanna
d®
C
m
-
tell®,
Allouso drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua
grande,
140.
—
Quimarifo»,
A.
J.
Pereira Martins,
pharm.
—Antonio
d
’Araujo
Carvalho,
Cam-
riaj
77;
J.
R,
de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E. J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36;
Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedõfeita, 160;
Fontes
&
C.
a
,
drog?.,
Pra
ça
de
D,
-Pedro,
105
a
108;
Antonio
J.
“SaG'ã^Q^ Pii*»_iuacia
Central,
Rua
de
San-
WAhtõníe,
22»
a
227.
—
Ponte
do Id-
m»
A.
J.
.
Rodjrigues
Barbosa,
pharm.
—P«v»íi
do Vsrzini,
P.
Machado
de
OU
veira,
phariaa.
—
Valença
do
Minho,
Francisco
José
de
Sousa,
pharm.
—
Villa
do
Conde,
a
.
L.
Maia
Torns,
pharm.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Domingo,
20
de
janeiro
de
1878
BAILE
DE
MASCARAS.
Principiará
ás
8
horas
da
noite.
CONVITE
Joaquim
Maria
da Costa
Rebello e
D.
Maria
Julia
Alves
Passos Rebello,
convi
riam
os
seus amigos, e
os
de
sua
sempre
choraria
irmã
e cunhada
D.
Maria
Pul-
cheria
da Costa
Rebello,
a
assistir
a
uina
missa que
por
alma
da
finada
se
ha
de
resar
na
egreja
dos Terceiros, domingo,
20
do
corrente,
pelas
II
e
meia
horas
da
manhã.
FEIRA
DE
MARÇO
EM
AVEIRO
Por
ordem
da
Camara
Municipal
do
Concelho
d
’
Aveiro
se
faz publico:
que
lodos
os
negociantes,
que
quizerem
con
correr
á
dita
feira,
farão
ao
arrematante
do
abarracamento,
Manoel
Antonio
Lou
reiro
de
Mesquita,
d
’esla
cidade,
até
ao
dia
15
de fevereiro futuro, a necessária
requerição
da
barraca,
dezignando
os
lan
ços
que
pretendem,
sob
pena de
que,
não
o
fazendo
até
ao
indicado
dia, não
pode
o
mesmo arrematante ser
obrigado
a
con
slruil-os
Aveiro
e
Secretaria
da
Camara
Munici
pal,
15
de
Janeiro
de 1878.
O
Escrivão da
Camara
Francisco
de
Pinho Guedes
Pinto.
(703)
~i
rnrr
—
-
—ni~in—[-^a .m
ihl
i
r
nnrm:
i
—»
ii
iii
a^n
imi
ai
rm
ii—
wi.
ji
—
lliwv
BANCO
DE
GUIMARÃES
São
convidados
os
snrs.
accionistas
do
Banco
de
Guimarães
a
reunirem-se
em
assemblea
geral
na
caza
do
mesmo
Banco
no
dia
25
do
corrente
pelas
10
horas
da
manhã
para
os
fins
do
art.
42.°
dos
estatutos.
Banco
de Guimarães,
15 de
Janeiro
de
1878.
O
Presidente da
Assemblea
Geral
(704)
Barão
de
Pombeiro.
COMPANHIA
GERAL
BRACA-
RENSE
São
convidados
os
snrs.
accionistas
da
Companhia
Geral
Bracarense
a
reuni
rem-se
em
assemblea
geral,
no
dia
26
do
corrente,
pelas
11
horas
da
manhã,
no
escriplorio
da
Companhia,
para
os
fins
dos art.
12.°
e
14.
0 dos
estatutos.
As
contas,
balanço
e
lista
dos
accio-
nistas
estão
patentes,
desde
já,
no
escri-
ptorio
da
mesma Companhia.
Braga,
15 de Janeiro
de
1878.
O
Presidente
Francisco de
Campos
d
’
Azevedo
Soarce.
(705)
DINHEIRO
dá-se
sobre
qualquer
obje-
cto
de
valor.
Rua
das
Palhotas
n.°
83.
.681)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
lheca.
(706)
HOSPITAL DE
VILLA
REAL
São
convidados
os
revd
•
’
Ecclesiasli-
cos
a
quem
convier
o
logar
de
Capellão
do
Hospital
da Divina Providencia
de
Villa
Real, a aprezentarem,
ao
respectivo
Provedor
ou
Escrivão até o
dia
5
do
pro-
ximo
mez
de
Fevereiro,
suas
declara
ções.
O
vencimento
annaul, pago mensal
mente,
é
de
200.000 reis
sendo
alem
do
encargo
proprio o
da
Missa
quotidiana.
Villa
Real
12
de
Janeiro
de
1878.
O
Escrivão
Albano
Cavado da
Costa
Lobo.
OUTRO-SIM
São convidados
os
snrs
Pharmaceu
ticos
habilitados
a
quem
convier
o
logar
de
administrador
da
Botica
própria
do
Hospital
da
Divina
Providencia
de
Villa
Real,
para,
que até
o
dia
5
do
proximo
mez
de
Fevereiro aprezentem
ao
respe
ctivo
Provedor,
ou
ao Escrivão,
os
seus
requerimentos
documentados.
O
vencimento
annaul, pago mensal
mente, é de 360.000
reis
com a
obrigação
de
ter
um praticante.
Villa
Real 12
de
Janeiro
de
1878.
O
Escrivão
(702)
Albano Cavado da
Costa
Lobo.
BANCO
DO
MINHO
São
convidados
os
snrs.
accionistas
d
’
este
Banco
a reunirern-se
em
sessão
d
’
Assemblea
geral
ordinaria
no
dia
21
do corrente
pelas
11
horas da
manhã,
na
caza do
Banco,
para
ser
discutido
o
re
latorio
e
contas
da
Gerencia aprezenladas
em sessão
de
hoje,
votar-se
o
parecer
do
Conselho
Fiscal,
e
proceder-se
á
eleição
da
Gerencia
do mesmo
Banco.
Braga
15 de
Janeiro
1878.
O
Prezidente
José
Maria Rodrigues
de
Carvalho.
Venda
de bens de raiz
Por
deliberação
da Commissão
liqui
datária
do
casal
do
exm.°
Manuel
Gomes
da Silva
Mattos, creada
por
escriptura
em
7
de
dezembro
ultimo
feita
na Nota
do
Tabelião
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
tem
de ser
arrematadas
e entregues
a
quem
mais
der,
convindo
os
preços,
a
casa
nobre
n.°
7
do
Campo
de
Sanl
An-
na,
as
tres
quintas
bem conhecidas
de
Gualtar, proximo
á
estrada de Chaves
e
da
egreja
d
’
aquella
freguezia, com
a de
nominação
de
quintas
da
Pia,
da
Bouça,
e de Villar,
e
finalmente
o
campo
junto
ao
Eido
do
Padre
com
frente
para am
bas
as
ditas estradas.
Esta
arrematação
terá
logar
no
salão
do
Theatro
de
S.
Geraldo
ás
11
horas
do
dia 27
do
corrente
mez.
Em
casa
do snr.
Paulo
José
da
Cos
ta,
no
largo
do Barão
de S. Martinho,
estão
patentes
os
esclarecimentos
que
foi
possível obter
não
só
dos
encargos
de
cada
um dos
ditos
prédios,
como
dos
fo
ros
e
bens que
pertencem
a
cada
um.
Braga
7
de
janeiro
de
1878.
Henrique
Freire
d’
Andrade
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
Antonio
dos Santos
Azevedo Magalhães.
(693)
IIRI
KGIÃO UEXTISTA
APPROVADO
PELA
ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA
DO PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
19.
BRvGA.
Faz
tudo
quanto
diz respeito
á
sua
arte
e
coatinúa
operando
grátis,
pobres
e
soldados.
(688)
Banco
Commercial
de Braga
No
dia
25 do corrente
pelas
11
ho
ras
da
manhã,
na
casa
do
mesmo Ban
co,
tem
de
se
reunir
a
assembleia
ge
ral
dos
snrs. accionistas
d
’este Banco,
para
a
discussão
do
relatorio
da
Direc-
ção
e
parecer
do
Concelho
Fiscal,
apre
sentados
em
sessão
de
10
do
corrente.,
e
em
conformidade
com
o que
alli
foi.
resolvido,
e
em
virtude
do
artigo
33
dos
Estatutos.
Braga
11
de
janeiro
de
1878.
O
secretario,
Gonçalo
Antão
de
Micedo
Sá
e
Abreu.
Banco
Commercial Agrícola e
In
dustrial
de
Villa lieal
(Sociedade anonyma
de responsa
bilidade
limitada)
São
convidados
todos
os
accionistas
d
’
esle
Banco
a
concorrerem á
assembleia
Geral
que
ha de
reunir-se na sede
do
mesmo Banco
ein
20
do
corrente
pelo
meio
dia,
para
lhe
ser
presente
o
rela
torio
e
contas
da
Gerencia e
parecer
do
Conselho
Fiscal,
com
relação
ao
anno de
1877,
e
se
proceder
á
eleição
da
meza
da
Assembleia
Geral
e
Conselho
Fiscal.
Na
segunda
reunião,
cujo
dia
ha
de
ser
designado
na primeira,
tem
de
discu
tir-se
o relatorio
da
Gerencia, e
como
es
ta terminou o
seu
mandato,
proceder-se
á
eleição
de
nova
Gerencia,
—
art.08 42
a
46
dos
estatutos.
Villa
Real,
3
de
janeiro
de
1878.
Por
auctorisação
do
exm.°
vice-presidente,
O
l.°
secretario,
Dr.
Augusto
Guilherme
de
Sousa.
(683)
Mudança d’ourivesaria
Luiz
Joaquim
d
’Oliveira,
declara
que
mudou
a
ofiicina
d’
ourives, que
tinha na
rua
do
Souto
n.°
51,
para
a
mesma
rua
n.°
19,
2.°
andar
Outro
sim
declara
que
continua
a
sa
tisfazer
com
a
maior
brevidade
e perfei
ção
qualquer
encommenda
que
lhe
seja
feita
e
que
diga
respeito
á
sua
arte; as
sim
como
compra
objectos
de
ouro,
pra
ta
e
pedras
preciosa».
(698)
cinrttciÃo
dkntista
•
’
DA
Escola
Americana
Consullono
a toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.° 22. (687)
FILIAL DA CAIXA
ECASTOMICA
PKNHOR18TA
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
................
&OOi»<M»0QOO
RUA
NOVA
DE SOUSA,
N.°
9
(Também
com
entiada
pela
ma
do Campo)
BRAGA.
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prata,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferramentas,
e
sobie
todo
e
qual
quer
objecto
do valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito a pra-
so
ou
á
ordem
abonando
juros conven
cionáveis
A
caixa
está
aberta
todos
os dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7
da
noite,
e
nos
dias
santificados
estará
abei
ta só
até
ao
meio
dia.
O
gerente—
A.
G.
Ferreirin
>
z.
GRANDE
PECHINCHA
tLarjjo
<lo Rnrito de
S. Vlartlnho,
casa
d
’Ali»eirn
Pereira.
Tem
para
vender 3
machinas
de co
ser,
do
melhor
auclor,
novas,
com
o
aba
timento
de 220300
em cada uma.
(699)
LOTEKU
BE
LISêOÁ
LOURSKÇO
MAB-QOES limsffiBÃ
Com cotabeleeiniento especial <le loteriag, afflAstçnslo tso g«vv«*rno
civil do Porto.
RUA
DAS FLORES,
112
a
114,
PORTO.
Veste
feliz
e
muito
conhecido
estabelecimento,
continua a
encontrar-se
sempre
á
venda,
os
bilhetes
e
mais
fracções.
os
quaes
se
vendem
pelos
preços
mais mo-
dicos
possível.
Satisfazem-se
promptamente
para
as
províncias,
quaesquer
encommendas
que
se
jam
feitas,
vindo
acompanhadas
da
sua
respectiva
importância,
em
vales
do correio,
ou
estampilhas
do mesmo,
ou
ainda,
em
quaesquer
bilhetes
que
11
’
ouiias
<xtracções
hajam
sido premiados,
mesmo
que
não
tenham
sido
comprados n
’
este estabelecimen
to;
e
depois
de cada uma
extracção,
remelte-se (graluilamente)
a
lista
geral
dos
prémios
a
todos
os
freguezes.
Igualmenle
se satisfazem encommendas
para
o
Brazil,
ern
pequena
ou
grande
quan
tidade.
Em
quaesquer terras
do
reino,
onde
este
estabelecimento
não
tenha
correspon
dentes
pnviligiados,
se
aceitam
correspondentes
mediante as
condições
ustiaes.
Este
estabelecimento,
que
bem
pode
dizer-se
um dos
mais
felizes do Porto,
tem
sempre
vendido
grande
numero
de prémios,
pelo
que
sé
torna
recommendavel.
Ijisla tina premiou
maiorei vendidos n'c8te Mtab»leeimento desde
o principio
do
corrente anno, até fim
de aetembro ultimo:
Na
22.
3
extracção,
ern
1
de
fevereiro
n.(’
4018
com
100^000
>
23.
“
>
9
1866
10
$000
V
28."
>
27
de
março
>
1207
100$000
>
»
»
>
D
1860
>
100$000
>
30.
a
>
»
14
de
abril
>
1228
»
100$000
>
3t.a
D
24
D
2253
100$!
)00
>
i
D
>
>
>
2258
1()0$000
32.
a
>
>
2
de maio
>
2012
5:000$000
>
»
>
>
>
>
1179
400$000
33.
a
»
11
>
»
2289
>
l.(it:0$0!)0
>
*
>
»
D
6
~I72
100$000
>
34
“
D
0
19
))
1932
100$000
>
35.
’
29
D
4014
5:0O0$0OO
>
36.
a
>
>
5
de jnnho
D
1871
JD
1i'0$00()
>
38
a
>
»
23
D
9
177
»
100$
00
V
2.
a
>
>
12
de
julho
2032
»
6:000$000
>
3.
a
21
»
))
2004
100$0u0
4.
a
D
1
de agosto
2299
2O0$0(J0
>
»
JD
»
»
»
í3í7
10()$000
»
6.a
>
>
21
»
1258
»
10
$0
.0
»
7.
a
>
. 30
»
>
1735
1i:t!$0!)0
D
*
>
B
*
>
3761
D
100$000
10.
a
»
29 de
setembro
2341
»
200$'>i
0
»
»
>
»
1076
D
10;'$000
(614)
«liiw
HOGG
F arniãoia
de
HOGG, 2, rue de
Gastiglione, Paris
JJnico
proprietário).
---------------------------------------- DK
HIGADOS
FRESCOS
DB
BAGALAO de
Prescripto
por iodos os médicos e empregado com o mayor
succeso
contra
: as enfermidades do
peito, atreieôes escrofu
losas.
tosse» cltronicas,
riseumatísmos,
magreza
crianças, das impigemes,
fluxos Iti-aiicos, debilidade geral, etc.,etc.
Agradavel e facil de
tomar.—
Desconfiar das falsificações.
Exigir-se-ha
a marca da Fabrica junto que encobro
a
capsulo de
cada frasco de feitio triangular, e a firma
HOGG
e Cia,
que aeoera achar-se sobre o rotulo.
Depósitos
nas-principaès Pharmacias e
em I.isboa, nas casas
rua
do I.orcto,
®8
c
SO.
A
zevedo
e Filhos, B
arrai
,
e
I
bmao
; em
Porto.
nas*casas de
A
lbano
A
bílio
A
ndbade
,
S
ouza
F
erbeira
e
I
kmao
,
J
osé
P
into
;
em
!
rohiihra,
Salvador
F
erbaz
.
de B
abbeto
.
MALA
MEAI INfillVZ
(INCORPORADA
POR
CARTA
REAL)
LINHA
QUINZENAL
DE
PAQUETES
A
VAPOR
GR4ADE
HEIUtÇÃO
1>K
PHEÇOS
NA 3.
a CI.ASSE.
Para
S.
Vicente,
Pernambuco,
Bahia,
Rio
de
Janeiro,
Montevideo
e
Buenos-Ayres
Acceitando
também
passageiros
de 3J classe,
com
trasbordo
no
Rio
de
Janeiro,
para
SANTOS, PARANAGÚÃ,
SANTA
CATARINA,
RIO GRANDE
DO
SUL,
PORTO
ALEGRE, CAMPINAS, S. PAULO,
CANPOS,
VICTORIA,
MACEIÓ,
e
outros
pontos
do
litoral
e
interior
do
Brazil,
ao
sul
de
Pernambuco.
PELO
MESUO
PKEÇ» QUÊ P . S5 A »
IlIO I»E JANEIRO
PAQUETES
A
SMÕE
LISBOA
NEVA
..........................
13
de
Janeiro
I
ELBE
.........................
13
de
Fevereiro
MONDEGO.
.
.
28
de
Janeiro
|
MINHO
....
1
de
Março
PREÇOS
COMMODOS
(itula paquete
d’eata eompanhi<»
leva
a
bordo
criados
c
eoainheiroa
portuguezea
para
commodidade
dos
passageiros
de
todas
as classes.
Sendo as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em
qualquer
Agencia
provincial,
a
conducção para
Lisboa
é
por
conta
da
Companhia.
Os
passageiros
com trasbordo
no Rio de
Janeiro,
teem
sustento
e
hospedaria
gratuita
durante
a
demora precisa
para
obter
trasbordo.
A
bordo
os
passageiros
teem grátis cama, roupa de cama, co
mida
feita
por cosinheiros portuguezes, visho duas vezes por dia,
assistência medica, serviço de criado» e outras
despezas.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
um
quarto
de
século
tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira
do Brazil)
sejam
conhecidos
pela
regularidade, velocidade
e
segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento e
accomodações
a bordo,
e
’
pelos
melhoramentos
mais
modernos
tanto
para
a
hygiene como para a
commodidade
dos
passageiros.
.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que leem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos
pelo Governo
Inglez
para
a
conducção
das
suas
ma'as do
correio,
e
por
esie
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM ESTES
PAQUETES
a
honra de
conduzir
Suas Magestades
o
Imperador
e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como
lambem
S.
A.
o
infante
D. Augusto.
TODAS
AS
INFORMAÇÕES
e bilhetes
de
passagem
podem
ser
obtidos
no
PORTO
na
AGENCIA
CENTRAL,
rua
dos
inglezes,
23,
do
agente
GUILHERME
C.
1
AI
1;
e
nas
provín
cias
nas
agencias
e
correspondências
estabelecidas
em
todas
as
principaès
cidades
e
villas.
Agente
em.
Braga
o
snr.
João
Manoel
da
Silva Guimarães, rua
do
Souto.
iiviiAiiB
ihwih
gb
-
ubua
í
DSCU
í
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
conecta
e
mtiito
augmentada
com
novas
orações
e
deveções
indul-
geneiadas,
e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação de S. Exc.
3,
Eev.
n>a
o Snr.
D. João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
3
E,
e
nas
principaès
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Catholica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na Portuense
de
Manuel
Malheiro. rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
....
160
reis
»
encadernado
.
.
.
. 240
»
CAIX.%
a* ARA
akeitk
No
largo
de
S.
Miguel
O-Anjo,
n.°
14.
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
'
LIVKABIA BORDA
LO
Travygaa sSa Tieturia
as.° 4®,
fl.°
an«9ar,
tLíeísea
N’
esle
estabelecimento
ha
um variado
sortimento
de
differèntes
obras.,
Roman
ces,
Historias,
Comedias, Dramas,
Scenas
Cómicas
e
Almanachs
para
1878,
e
faz-se
abatimento
para
negocio,
e
remettem-se
os
calalogos
grátis,
e
qualquer
das obras
abaixo
mencionadas
são
remei lidas
francas
de porte
aquem
enviar
o
s.eu
importe
em
estampilhas.
MANUAL
DAS
DAMAS,
tratado
de
fa
zer
ílôres
arlificiaes ornado
de
estampas
500,
MANUAL
1)0
COS1NHE1RO, modo
de
preparar
as
melhores iguarias
da
cosi-
nha
ponugueza
e
franceza,
arte
de
co
peiro
e
pasteleiro
210,
MANUAL
DO
PRESTIDIGITADOR,
livro
de
sortes di
vertidas
tanto
de
mãos
como
de
cartas
e
physica
recreativa, ornado
de
80 estam
pas
500,
MANUAL 1)0
CONSERVEIRO
E
CONFEITEIRO;
modo
de
fazer
bollos
pas
teis, doces, gelados,
240,
MANUAL
DE
DANSA,
arte
de aprender
a
dansar sem
mestre
120, MANUAL
DAS
SINAS, ex
plicação
das
sinas
e sonhos
120.
BH
ã
GA
Uitimaa
pufeiieaç&ett
(OPRASCOMPLETAS)
PADRER1VAUX
Historia
Ecçlesiaslica,
desde
o
seu
co
meço
até
1876,
traduzida
da
6
a
edição,
por-Francisco
LuizdeSea-
bra,
3. vol
..................................
3$000
PADRE- SCHOUPPE
Curso
de
Religião,
ou
verdide
e
bel-
leza da
religião
christão.
traduc-
ção
do
padre
Mesquita
Pimentei
1
vol..................................................... l$200
BALMES
0
Protestantismo
comparado
com
o
Catholicismo
nas
suas
relações
com
a civilisação
europea,
4
vol.
2$100
PADRE
MAC1I
Maná do
Sacerdote, 1
vol.
br.
5’
tO
cart.-.
.
... ................................
$600
Ancora
de Salvação,
I
vol.
Lr.
5
!
>0
cart..........
'
...................................
^600
d
.
maria
do
pilar
A
Lei
de
Deus,
collecção
de
lendas
baseadas
nos
preceitos
do
Decálo
go,
1
vol........................................ ^500
DR.
LUIZ
MARIA
DA
SILVA RAMOS
Sermão
sobre
a
Divindade
de
Nosso
Se
nhor
Jesus
Christo,
recitado
na
Sé
Ca-
thedral
de
Coimbra.
Preço
..................
200
rs.
Quem
quizer
dar
4
a
5
contos
de
reis
a
juro, sobre
hypotlieca
e
fia
dor,
falle
n
’
eSta
redacção que se
di
rá
quem
o pretende.
(517)
Solicitador—A.
Lopes
da
Gama
Eseriptorio—Taipas
bs
.°
ã — Porto
(613)
PADRE
SENNA FREITAS
Preçe
....
res
ils?
dejiutado fraraeez «!?.íSiolíeo
O
CONDE
ALBERTO DE MUN
^■rMiiuneiatEn
íso
eaaeerr»sn«Mt« dw
ia
gri-wí do« ntenbroa
dt* c»hra
dssH
eireuios cat5»uSieas
de
ogíeriirtws
TRADUZIDO
PELO
8PAO9SF.
SE A
ff KIT AS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e Braga.
Vende-se
ifesta
redacção
por
60
rs.
■JOSlt
DA SILVA
DUIWAO
Com
loja de
fato feito
13
—
Largo
do
Barão
de
S.
Martinho
—13
P
ari
>cipa
aos
seos
amigos
e
fre-
í>"e7es
- ,3"
,n
desta
cidade
como
P
rov
‘,
iciasque
tem um bonito
11(
1
e
variado
sortimento
de
falo fei-
to, casimiras
para
fato
muito
baratas,
cortes
de
calça
a
1$500,
2$000
e
2=5500
reis;
tudo
fazendas
modernas
Guarda
pôs
de
casimira
e
de
alpa-
ques
inglezes,
roupa
branca,
assim
como
camisas
de
600 reis
para cima,
ceroulas
de
400
reis
até
800,
de
panno
familiar,
e
meotes,
bonets
de
gorgurão
,1e
seda
e
‘
de casimira de todas
as qualidades,
de
500 rs.
até
80!)q
manias
de
seda
de
to
dos
os
feitios.
Encarrega
se
de
fazer
qualquer
obra
que
Ih.i
seja encommendada,
e
prompti-
íica-se a
licar
com
ella
quando
não
fique
á
vontade
do
freguez.
A
’
venda
na
Livraria
Catbolica
Pvrtuen-
se,
praça
de
D.
Pedro, 131.
braga
,
typographia
lusitàma
—18<7.
Parte de Comércio do Minho (O)
