comerciominho_18041878_776.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
»
...........................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha....................
Repetição....................................
850
40
20
10
PUBLICA-SE
ÁS TERÇAS, QLIXTAS E SABBADOS.
PREÇOHDAi
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
. .
.
»
6
»....,
»
sendo
duas
assignatura:
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
Eolha
avulso
..........................
2&000
1^050
3$600
3&G00
10
N.°
776
A —
ÇEISTA-FEIRA fiS BE
A9S29SL
OE 1898
Con^iimasaUiiii est.
Era
chegado o
tempo
de
se
cumpri
rem
os
vaticínios dos
Prophelas.
As prophecias
de
Jeremias
tinham
to
cado o
seu
occaso.
A
grande
tragédia
do
Calvario
ia
ter
o
seu
começo; a
victima
innocente ia
pres
les
ser
sacrificada
no
escalvado
Golgotha.
A
Roma
dos
Cezares
ia
contemplar
o
espectacnlo
mais
commovente
que
dentro
de
seus
muros
se
tinha
praticado.
O
mundo
velho, deerepito
e
vacilante,
coroava
de
fiôres
a
sua
lenta
agonia.
Antes
de
subirmos
ao
cume
da
mon
tanha
santa
para
presenciarmos
o que
al
li
se
passa,
lancemos
uma
rapida vista
d
’
o!hos, sobre o
que
era
Roma
n
’
esse
mes
mo
tempo.
As sombras
da
idolatria
cobriam a
face
da
terra,
e
exceptuando
o povo judaico,
já
n
’
esse
tempo
iníieis
depositários
da
lei
de
Moysés,
todos
os
povos,
curvados ao
jugo
romano,
adoravam
as
próprias
pai
xões, e
as
fragilidades
humanas,
symbo
lisadas em
mil
fabulosas
divindades.
Qual
era
o
vicio, por
mais
repugnan
te,
que não
apontasse
para
o seu
altar,
e
para
o
seu
quinhão
nas
crenças?
A
lu
xuria
e
a
impudicicia
chamavam-se
Venus,
o
adultério
chamava-se
Júpiter,
o
roubo
Mercúrio;
as
torpezas
mais
ignóbeis
en-
contiavam
protecção
no
Senado
e
no
Olym-
po,
e
viam
correr
em
honra
sua
o
san
gue
innocente
de
milhares
de escravos.
A
liberdade
que
fôra
o
principal
cunho
do
povo
grego,
e
a
primeira
divisa
do
povo
romano,
veio cair
moribunda,
vili
pendiada
e
escarnecida
aos
pés
da
nun
ca
vista
crueldade
de
Tiberio,
em
Gaprea.
edademencia
sanguinaria
de
Nero
e
Cal-
ligula!
Mesmo
antes
seria
a
liberdade a
ideia
nobre
e
pura do
povo
romano?
Não,
mil
vezes não.
Lá
nos
apparecem
esses
chamados
pá-
reas
da
sociedade,
os
pobres
escravos,
ar
rancando
a mascara
da
hypocrisia
com
que
se
cobriam
seus
senhores.
O
que
eram
os
escravos?
Os
escravos
eram
cousas,
e
valiam me
ões
do
que
os
irracionaes
!
Cleópatra
provava
n
’
elles
o
seu
vene
no.
Haninio
decepava-lhes
as
cabeças
pa
ra
mostrar
aos seus
convivas
as
agonias
da
morte
violenta.
0
amo
recosta-se
em
brandos
coxins, á
Keza,
e
a
turba
servil
rodeia-o.
Este,
en
che
a
dourada taça,
aquelle
apaga
de
joe
lhos
os
vestígios
enojosos
da embriaguez;
titis
velam
a
noute
entre
os
prazeres
sen-
Suaes, outros,
aguardam
confusos
e
tré
mulos
a
hora
dos
devaneios
lascivos
e
fe-
roses
As
mezas
gemiam
com o pezo
das
batxeilas
de
prata
e
dos manjares
esqui
sitos.
Cezar
devorava
em
um
festim
o
ren
dimento
de
ires
províncias.
Lucullo
em
sua
ceia, dada
casualmente
ti
Cícero
e Pompeo,
dispendia
seis
a
sete
c
<ãnios
de
reis.
Lis
o que
era
Roma,
quando
o
Filho
de
Deus
veio
offerecer
a
sua
vida
para
a
re
gtneração
da
humanidade.
No
meio
dos
cantares
lascivos
da
ein-
bfiagiiez
e
das
orgias,
os
povos
e os
im-
Pcrantes
não
ouvem
uma
nota
solta
que
bavesse
o
espaço,
suave
e
plangente
co-
.
0
suspiro
de
harpa
eolea.
Pois
essa
no-
I
’res
agiava
a
queda
do
império
roma-
du,
porque
era
o
brado
de Jesus,
que
an-
uucuva,
que
a
humanidade
ia
ser
salva.
Chegára
o
dia
de
sexta-feira.
Logo de
madrugada,
as
trombetas
lan
çam
ao
vento o toque
de reunião
na
in
grata
Jerusalem.
Os
soldados
agrupavam-se
sob
os
alti
vos
porticos
da
Porta
Judiciaria.
A
multidão
atropella-se,
desejosa
de
contemplar
a
condemnação
d’
um
justo.
Por
fim
a
curiosidade
publica
vae
ser
satisfeita.
O
supposto
réo
vae
ser
condemnado!
mas
que heroica
paciência
a
sua! Só
um
Deus
a
podia
ter
assim!
Ordena Pilatos
o
barbaro
supplicio
da
flagellação! O
sangue
corre
de
lodos
os membros
do
seu corpo,
mas
nem
uma
palavra
se
deslisa
de
seus
lábios!
Bradam
que
morra
—
calia-se!
La-
vra-se
a
sentença—silencio!
Trazem
a
cruz
—
acceita-a!
Põem-lh
’a
nos
hombros
—
recur
va-os!
Solta-se
o
pregão que
o
declara
réo
—
ouve-o
tranquillo!
Dá-se a voz de
par
tida
—
caminha!
Paciência
heroica!
própria
para
commover
pedras!
Lá
vae
já
a
caminho
a
mais
commoven
te
das
scenas!
Pelo
caminho
a
innocente
victima
não
recebe
senão
impropérios
e
alfrontas.
Nem
um
só
d
’
esses
aquém
elle
prodigalisara
mil
benefícios,
lhe
apparece
para
o
ajudar
a
levar
o
pezado
lenho
que
lhe
raagôa os
sa- ,
grados
hombros.
E
’
preciso
que
um
Eimão
Cyreneo
seja
angariado
para
isso.
Entre
tanta
gente
que
o
seguia,
ninguém
lhe dá
algum alli
vio.
Só
apenas
uma
devota
mu
lher
rompe
por
entre
o
immenso
povo,
chega
ao
afílicto
Jesus
e
lhe
limpa
com
seu
lenço
o
Divino
Rusto
todo ensanguen
tado,
acção
esta
que
o
Salvador
lhe
recom
pensa,
deixando
lhe
o
seu
rosto
impresso
no
lenço.
Quando
o
lastimoso
cortejo
ia
a
pas
sar por uma
das
ruas na vertente
do
Gol
gotha, sae-lhe
ao
encontro
sua
Santíssima
Mãe!
Quem
poderá
aqui
descrever
a gran
deza
d
’esla
dôr,
tanto
para
o
Filho
como
para
a
Mãe?!
Maria, a
candida filha
de
Judá,
mos
trou
elo
|uentemente
n
’esta
occasião
que
ella
era
a
mulher
forte,
que
a
esposa
dos
can
tares
desejava
encontrar. Resoluta,
mas
tremula,
com
o
coiação trespassado
pela
mais
cruel
das
angustias lá
caminha
a
Mãe
das Dôres
até
ao
cume
do
Golgo-
tha,
em
seguimen'0
de
seu
Filho.
Apenas
Jesus
alli
chega,
os
algozes
lhe
arrancam
a
sua
túnica
pegada
ás
chagas,
e
o
deitam
sobre
a cruz.
Pegam
dos
pre
gos,
e
dos
martellos,
e descarregando
pesadas
pancadas
cravam
os
pés e
mãos
do
Redemplor,
com
a
maior
crueldade;
de-
pús
fazem
uma profunda
cova,
levantam
a
cruz
ao alto,
e
o
põem
arvorado.
A
pobre Mãe,
parece
a estatua
da dôr,
immovel,
sem
soltar
um
unico
gemido;
dir-se-hia
que
a
morte
se
ia
pouco
a
pouco
apoderando d
’
aquelle
atlribulado
corpo.
Seus
olhos
são
dois
rios
de
lagrimas,
seu
coração
de
Mãe
'estava
trespassado
pe
la
mais
acerba
das
dôres.
Quer
valer-lhe,
não lhe
deixam!
Quer,
se
possível
fosse,
morrer
junto
com
seu
Divino
Filho,
não
lh
’o permil-
tem!
Quer
consolai-o,
mas
a
dôr
embarga-
lhe
a
voz
Ouve-lhe
bradar,
que
lem
sede,
mas
não
póde
mitigar-lhe
a
sede
que
lhe
abrazava
o peito.
Quer
ir
em
busca
de
agua,
porém
os
seus pés
estão
parece
que
pregados
ao
solo.
A
’
s ires
horas
da
tarde Jesus
solta
um
grande
brado
e exclama
—
Consummalum
esl.
Estava
salva a
humanidade!
Da crysalida
do
sepulcro
ia
nascer
a
nova
borboleta.
ídolos
vãos,
moral depravada,
desigual
dades
absurdas,
despotismo
oppressor, tu
do
baqueia,
tudo
desaba
a
esse
brado
de
Jesus.
A
própria
natureza
estremece
ao
ouvir
aquelle
Consuzmnaíum esl.
O
astro
rei
que
até
alli
dava luz
e
vi
da
aos
miseros
viventes,
ao
soltar-se
aquel-
la
estrondosa
palavra,
eclypsou-se,
e
den
sas
trevas
envolveram
a
face
da
terra.
As aves
suspenderam os
seus
gorgeios;
as
massas
enormes
de
pedras
e
de grani
to
estalaram;
os
sepulcros
abriram
se
e
de
dentro sairam
com
vida
os
seus
mor
tos;
toda
a
natureza
eleva
um
publico
testimunho
de
seu
pesar
pela
morte
de
seu
Divino Auctor.
Desde
este
dia a
igual
lade
perante
Deus
nivelou
c
poderoso
com
o
indigente,
e
oppres.sor com
o
opprimido.
Os homens
ficaram
irmãos, e
a
marca
affrontosa
da
escravidão
foi-se
desvanec
ndo
da
fronte
das raças
proscriptas.
O
escravo
já
podia dizer
a
seu
senhor:
Não
sou
teu
escravo,
mas
sim
um
leu
irmão
resgatado
com
o
mesmo
sangue,
e
com
os
mesmos direitos
á
posse do
supremo
bem.
O
madeiro
secco,
plantado
no Calvario,
desata-se
em
ramaria
magnifica,
llorí
e
fructeia,
cobre-se
de
folhas,
estende
os
braços,
desdobra
a
copa,
e
á
sua
sombra
augusta
vem-se abrigar
não
só
o
mundo
da
antiguidade,
mas
também
mundos
novos
que hão
de
surgir das
trevas
do
paganis
mo
quando
lhes
fôr
annunciada
a divina
palavra.
Uma
revolução
immensa,
a revolução
da
verdade
contra
o
êrro
rebentou
das
raizes
da cruz, onde
o
odio
dos
phari-
seus
e
a
cumplicidade
dos
romanos
imagi
naram
afogar
a
ideia
nova
em
zombarias
e
tormentos.
Por
toda
a
parte
começaram
a
appa-
recer
homens,
mulheres,
e
até
creanças,
que,
desligados
das
aífeições
e
dos
laços
que
prendem
o
homem,
largando
tudo,
iam
pegar
na
cruz.
No
ecúleo,
nos
jardins
de
Nero
ou
debaixo
do
cutelio
dos
verdugos,
anteviam
o
paraiso
entre
as
cruezas da
vida,
e
com
vivas
saudades
do
céo
não
desejavam
se
não
a
brevidade
da
existência
mortal.
Eis
a
tua
victoria,
oh!
Christo!
Os
teus
inimigos, cravando
te
na
ca
beça
a
corôa
de espinhos,
e
mettendo-le
na
mão, p
<r
escarneo,
a
canna
verde,
como
sceptro,
imaginaram sepultar
para
sempre
comtigo
na
irrisão
as consolações
da
lua
promessa;
mas
o
leu
sceplro
par
tiu
o
d
’
el!es;
a
lua corôa,
resplandeceu
luzente
de
eslrellas,
e
o
leu
sangue
der
ramado
gota
por
gota,
cada
uma
das
par
les
onde
cahiu
fez
surgir
uma
egreja,
levantando
exercitos
de
martyres
para
canta'em
os teus
louvores
e
hastearem
a
lua
cruz!
Segundo
a
lua
palavra
foste
alçado
na
eminencia
do
Golgotha.
e
abriste
os
braços,
em
signal
de
perdão.
Das
tuas chagas
manaram
rios
de
sangue,
e
inclinando
a
fronte
sèllaste
a
grandiosa
obra
da
Redempção,
com
o
Consummalum
esl.
O
que
succedeu
depois?
Jerusalem,
a
cidade
deicída
fui casti
gada,
as
suas
ruinas
ergueram
o
pregão
da
justiça que
a
puniu.
O
sopro
arido
dos
séculos dispersou-as
no
furacão
dos
ventos.
O
mundo
convertido rejuveneceu
baptisado
na
fonte
viva
de
leu
sangue,
e
abraçando
a
cruz
aonde
padeceste,
disse
ao
futuro
a
promessa que
em
vão
linhas
annunciado
ao
presente
tantas
vezes.
Da
tua
morte
nasceu, a
vida,
do
ma
deiro
de leu supplicio
brotaram
os fron
dosos ramos
da
arvore
da
civilisação,
por
que
tu
foste
o
primeiro
apostolo
do
pro
gresso
e
do
bem
e
da
tua
palavra,
se
mente fecunda
nasceu,
nasceu
ã
voz
dn
tempo
e
da
verdade,
o
astro
que
illumina
a
sociedade
maderna
no
seu caminhar
incessante
para perfeição
relativa,
e
fal-a-
ha
comprehender
que
só
póde
ser
ver-
dadero
progresso,
o
que
fôr
escudado
com
a tua
cruz
1
Derrame-se
pois
o
Evangelho
por
toda
a parle, e
só
então
poderemos
proferir
conscios
da
verdade:
Consummalum
esl!
J.
M.
fí.
Valente.
Au
dia 1» d’abril de
1898.
Paler,
demilte
Mis.
Curvae-vos,
filhos
do crime,
Curvae-vos,
vinde, segui-me.
Que
é
este
o
dia
sublime
Que
á
crença deu
força
e
luz:
Hoje
ao
culpado
se
ensina,
Quando
a
fronte
no chão
inclina,
Lição
de
nova
doutrina,
Que
á
patria eterna
conduz:
(Jh
!
que
lição
!
oh
!
que exemplo
!
Um
Deus
p
r
mestre
contemplo
O céo
e
a
lerra
por
templo,
Por nobre
altar
uma
cruz
!
Vinde... O
gume
do
cilicio
Retalhe
as
libras
ao
vicio,
Cinja
a
corôa
do
supplicio
Essas frontes
que
são
rés;
N
”
alma
a
dôr abra
uma chaga,
D
’
ella
mane o sangue
em
baga
Que
vos
goteje
nos
pés;
Rompa
o
remorso
n’
um
grito,
Fendendo
o peito
conlricto,
Qual
se rasgara
no
Egypto
O
mar
á
voz
de
Moysés
Olliae,
e
vede o
Calvario
!
De
nuvens negro
sudário
Toca
o
nobre
sanctuario.
Que sobre o
monte
aqui
está
!
Pende
no
rijo madeiro,
O
martyr
snilo, o cordeiro,
Que
da
lerra
o
captiveiro
Com
seu
sangue
apagará;
Pende
no
duro
hobxausto,
Entre
os ílagellus, exhauslo,
Despojado
de
seu
fausto,
O
rei,
a
flor
de
Judá.
Que myslerio
o
deste
dia
?
tFentre
nuvens d’agonia
Nas
chagas
de
um
Deus
se
abria
O
livro
da
Redempção
Christo;
o
sol do
paganismo
Se
á
culpa
fechando
o
abysmo
Com
as
aguas
do
Baplismo
Grava,
esperança
no Jordão,
No
duro
Golgotha
agora
No
lenho
que
em
torna
arvora
Co
’o
pranto
amargo
que
chora
Co
’o
sangue
escreve:
Perdão.
J.
M.
II.
Valente.
----
—
Disse
o
filosofo de
Génova
que
o
corpo
político,
considerado
na
sua
individuali
dade,
póde
ser
tido
como
um
corpo
or-
ganisado.
vivo,
e
semelhanle
ao do
ho
mem,
porque
o
poder
soberano
representa
a
cabeça;
as
leis,
e
os costumes
repre
sentam
o
cerebro;
que
o
principio
dos
nervos,
a.séde
do
entendimento,
da
von
tade,
e
os
sentidos
são
os
orgãos
de que
os
juízes e
magistrados
se
servem;
que
a
agricultura,
o
commeciò,
e
a
in
dustria
são
a
bocca
e
o etlomago,
que
preparam
a
substancia
commum;'
e
que
as
finanças
publicas
são
o sangue,
que
uma
sabia
economia
elabora
no
coração,
e
distribue
por
todo
o
corpo
para ali
mentar-lhe
a
vida;
e
que
os
cidadãos
são
o
corpo,
e
os
membros,
que
fazem
mo
ver,
viver,
e
trabalhar
a
machina,
de
que
nenhuma
parte
póde
ser
quebrada
sem
que
a
impressão,
e
a
dôr deixe
de
su
bir
á
cabeça
quando
o
animal
tem
saude
A
vida
de
um,
e
outro
é
o eu,
com-
tnum ao
todo.
Esla
communicação
de
sensibilidade
reciproca
cessará;
a
unidade
formal
desapparecerá,
e
as
partes
contí
guas
deixarão de
pertencer
urna á
outra,
mudando
de
posição?
A
resposta
é
que
o
homem
morre
quando
o
Estado
se
dissolve.
O
corpo
político
é
portanto
um ente
moral,
que
tem
uma
vontade;
e
esta
é
a
vontade
geral,
que
tende
para a con
servação,
e
para
o
bem
estar do
todo, e
das
parles
que
o
compõem;
e
que
é
a
lei,
ou,
mais
propriamente,
a
origem
das
leis,
e
a regra
do justo,
e
do
injusto em
relação
ao
corpo,
e
aos
membros;
verda
des
estas,
que
mostram o
bom
senso
com
que
um
grande
numero
de
escriptores
tem
tractado
de
lurto
as
subtilezas
prescriptas
aos
filhos
dos
Lacedemonios
para
ganha
rem
a
sua
comida
frugal, como
que
se
tudo
o que
a
lei
manda
não
seja ligitimo!
Convém
todavia
observar,
que
esta
re
gra
de
justiça, segura
com respeito
a
todos
os
indivíduos,
póde
falhar
para
com
os
estrangeiros,
porque
neste
caso
a
vontade
do
Estado,
posto
que
geral
para
com
<
s
seus
membros,
deixa
de
o
ser
para com
os
estranhos
e
torna-se
vontade
particular,
e
individual,
que tem
a sua
regra
de
jus
tiça
na
lei
natural,
e
que
pertence
ao
principio estabelecido
em
que
a
grande
cidade
do
mundo
se
torna
em
corpo
po
lítico,
cuja
lei natural
é
sempre
a
von
tade
geral,
e
de
que
os
Estados
e
os
povos
não
são
mais
do
que
outros
tantos
membros
indi
viduaes.
D
’
estas
dtslincções
applicadas
a
cada
uma
das
sociedades
políticas,
e
aos
seus
membros, emanam
regras
universaes,
e
seguras
para
julgar
o
bom
e
o
mau
go
verno,
e
em
geral,
da
moralidade
de
todas
as
acções
humanas.
Não
ha
sociedade
política,
que
se
não
componha
de outras pequenas
sociedades
de
diferentes
especies,
cada
qual
com
seus
interesses
e
maximas;
e
estas
socie
dades
que
são
conhecidas,
porque
todas
tem
uma
fórma
exterior
e
auclorisada,
não
são as
únicas
que
existem
no
Esta
do
!
lodos
ms
particulares
que
se
retinem
por
um
interesse
commum,
compõem
ou
tras
tantas,
ou permanentes,
ou
tempo-
iarias>
e
cuja
força não
é
menos
real
por
serem"
menos
percebidas,
e
cujas relações
diversas,
e
bem
observadas,
fazem
che
gar
ao
verdadeiro
conhecimento
dos
cos
tumes.
São
estas
associações,
tacitas,
confor-
maes,
que
modificam
de
muitas
maneiras
a
vontade
publica pela
influencia
da
sua.
Essa
vontade
das
sociedades
particulares
tem
duas
relações para
os
socios;
entre
elles,
e
para
elles
a
sua
vantade
é
geral;
e
para
com a
grande
sociedade
é vontade
particular,
que
muitas vezes
é
recta
e
justa
no
primeiro caso,
e
viciosa
no
se
gundo;
por
exemplo=lal
homem
pó
Ie
ser
um
padre
devoto,
ou
um
soldado
bravo,
um
patrício
z
loso,
mas
mau
cidadão:
uma
deliberação,
um
accordo,
póde
ser
util
e
vantajoso
á pequena
eommunidade,
e
pernicioso á
grande.
E
’ verdade
que
as pequenas sociedades
particulares,
achando-se
subordinadas
á
sociedade
geral,
lhe
devem
obediência,
e
que
os
deveres
do
cidadão
estão
primeiro
do
que
os
do
senador;
e os
do
homem
primeiro que os
do
cidadão;
e
comtudo.
e
por
desgraça
nossa,
o
interesse
pessoal
acha-se
sempre
na
razão
inversa
do
dever,
e
augmenie á
medida
que
a
associação
se
torna
mais
estreita,
e
a obrigação
me
nos
sagrada,
prova invencível de
que
a
vontade
a
mais
geral
é
sempre
a
mais
justa.
Mas
d
’
aqui
não
se
segue
que
as
de
liberações
publicas
sejam sempre equitati
vas,
porque
podem
deixar
de
o
ser
nos
negocios
estrangeiros.
Não
é por
exemplo
impossível
quel
uma
republica
bem gover
nada
faça
uma
guerra
injusta,
nem
que
o
conselho
de
uma
democracia
passe
de
cretos
injustos,
e
que
condemne
um
in-
nocente;
o
que
todavia
não
acontecerá
senão
quando
o
povo
fôr seduzido
por
interesses
particulares,
ou
pelo credito
e
pela
eloquência
de
alguns homens
destros,
porque
em
taes
casos
uma
coisa será
a
deliberação
publica,
e
outra a
vontade
<?eral:
e
não
nos
venham
com
a
demo
cracia
de
Alhenas,
porque
Alhenas
nunca
foi
democrática,
e
sim
uma
aristocracia
governada
por
sábios,
e
por
oradores.
Examine-se
cuidadosamente
o
que
se
passa
em uma
deliberação
qualquer,
e
achar-se-ha
que
a
vontade geral
é
sempre
inclinada
para
o
bem
commum:
muitas
vezes
porém
ha
uma
scisão
secreta,
uma
confederação
lacita,
que
com
vistas
par
ticulares
illudem
a
disposição natural
da
assembleia,
como
temos
visto
entre
nós
mais
de uma vez.
Então o
corpo
social
divide-se
em parte,
cujos
membros
tomam
uma vontade
boa
e
justa
a
seu
respeito;
mas
má
e
injusta,
em relação
ao
todo
de
que se
separaram.
E’
o
que
está
acon
tecendo
entre
nós
no regime actual.
Vê-se
portanto
com
quanta
facilidade
se
explicam
com
o
auxilio
d’estes
princí
pios, as
contradições
apparentes
que se
notam
em
rnuiios
homens
escrupulosos
e
honrados
em
certo
modo;
e
falazes,
en
ganadores,
e
velhacos
em
outros,
calcando
aos
pés
os deveres
mais
sagrados,
ao
passo
que
se mostram
fieis até
morrerem
a
contractos
muitas
vezes
illigitimos!
E’
assim
que
homens
os
mais
corruptos,
prestam
de
certo
modo homenagem á
fé
publica;
e
é
assim
também
que
os
pro
prios
salteadores,
inimigos
da
virtude
na
grande
sociedade,
lhe
adoram
o simulacro
nas
cavernas,
em
que se acoitam.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
(CoHíinúu)
------
—'
—
.c*-
./«Ka
---------
■** EXedaeçAo eío «Commereio do
Rlinlao».
Londres,
6
de
Abril,
1878.
Incluo
a
copia
da minha
cria
de 8
do
passado
para o
Apostolo
na
pia
crença
de
que ainda
encontre
algum interesse
nos
leitores
do Commercio
do
Minho;
não
pelo
proprio merecimento da
expressão,
mas
pela
importância
da
matéria
ou
dos
assumptos.
Peço
porem,
para
descargo
de minha
consciência,
que
o
Commercio ponha
de
aviso
algum
leitor
do Bemformoso, em
cujas
mãos
acaso
possa catiir
o
papel
Bracarense,
que
passe
por
alto,
e
não
leia
cousa
em
que
vá
no
fundo
a
minha
as-
signalura.
Não
quero
carregar
com
a
responsabilidade
de
ir
envenenar-lhe
o
espirito,
ou
interromper o
seu
interesse
no
Bevalescière
ou na
Circassiana.
A. R.
SARAIVA.
integridade
até
quasi
ao
momento
mesmo
da ultima
agonia,
que
lhe
abriu as por
tas
do
Ceo; como
bera
se
manifesta
pela
sua
ultima
fala
em
publico,
a
2
de
Fe
vereiro
no
dia
da
Purificação
de
Nossa
Senhora,
a uma
numerosa companhia
de
personagens
ecclesiasticas,
e
fieis,
Italianos
e
estrangeiros.
Não
deixa
de
ser
interessante
a
cir
cunstancia,
de
que
a
este
ultimo
discurso
do
grande
Pontifice,
cinco
dias
apenas
antes
da
sua
morte,
se
achassem
pre
sentes,
e
o
escutassem,
tantas
notáveis
e
auclorizadas
testimunhas, mesmo estran
geiras,
que podessem
delle
dar fé.
Bas-
lará
destas
mencionar,
por
exemplo.
Mgr.
Perratid,
Bispo
d
’Aulun; Mgr. Perron,
Vigário
Apostolico
das
Ilhas
dos
Nave
gantes, na
Oceania;
Mgr.
Cliíford,
Bispo
de
Clifton,
na
Inglaterra; .Mgr. Strain,
Delegado
Apostolico
de Edinburgo;
Mgr.
Eyre,
Delegado
Apostolico
de
Glasgou
(este
«Delegado do
Apostolico»
significa
realmente
Arcebispos
Catholicos,
que na
realidade
é
o
t|ue
sam,
posto que não
se
lhes
dê
por
ora
o
titulo verdadeiro
e
competente,
por
não
estar
ainda
de
clarado
o
restabelecimento
formal
e
reco
nhecido,
como
na
Inglaterra,
da
Hierar-
cbia
Catholica
na
Escossia;
que
todavia,
está de
facto
funcionando
restabelecida;
e
não
tardará,
provavelmente,
muito
que
o
esteja
lambem
ás claras, como
na
In
glaterra
.
Este
ultimo canto
do
Cisne
do
Vati
cano,
que
não
é fabuloso
como
o
da
ave,
mas
tão real quanto
edificante,
merece
registrar-se
no
Apostolo; pois
corôa
bem
a
missão
deste
Santo
Pontifice;
de
quem
pode bem verdadeiramente
dizer-se,
talis
vila
finis ita.
Eis
aqui esta ultirna
ex
pressão
d
’
aquella
benevolente
e
paternal
piedade,
que
será
citada
e
comrremorada
atravez
de
longas
idades vindouras,
em-
quanto
dure
a
Igreja
e
o
Mundo.
Em
presença
das
personagens
que
já
mencionei,
e
de
varias
outras,
compre-
hendendo
também
Mgr.
Salua,
da
Ordem
dos
Pregadores,
Commissario
do
Santo
Oflicio,
disse
o
Pontifice:
—
«E
’
grande
consolação
para
mim
o
ver-vos
assim
reunidos
cm
torno
de
mim,
e
formando-me
uma
coroa
de
filhos
aflê-
ciuosos
Agradeço-vos
o
zelo
que não
tendes
cessado
de
manifestar
pela
guarda
e
salvação
das
almas
que
vos
foram
con
fiadas.
Agradeço aos
pastores
d
’almas
que
se
esforçam
por
obter
frequência
na
ora
ção
e
na
recepção
dos
sacramentos.
«Ignalmente
agradeço
aos pastores
d’al-
mas
e
a
todo
o
clero,
secular
e
regular,
pelas
orações,
que
por
direcção
delle,
os
fieis
não
têm
cessado
de oflerecer por
mim
a
Deos.
A
todos
vos
convido
a
em
meu
nome
agradecer
por mim
aos
que
estara confiados a
vosso
cuidado.
Agra
decei-lhes
e
significai-lhes,
que
peço
a
Deos
lhes
conceda
perseverança
na ora
ção, frequência
tios
Sacramentos,
e fide
lidade
ao
Chefe da
Igreja.
Dizei-lhes
que
me
lembro
delles,
e
por
elles
oro
a
Deos
todos
os
dias,
para
que
os
guarde
sob
o
escudo
de
Seu
braço
direito
proleclor.
Uma
cousa
tenho
mais
a
dizer-vos
antes
que
parlais.
«Sei
que
existem
ainda
nas
diversas
parochias
pessôas
que
nem
mesmo
pos
suem
as
necessárias
noções
da
religião.
Sei lambem, que
ha
pais
mui
culpados
em
deixar seus
filhos crescer
nesta
igno
rância
religiosa:
mas
também
sei,
que de
vemos
correr
a
traz
dos
peccadores
para
convertel-os,
e
dos
ignorantes
para
illus-
tral-os.
«Buscai, pois,
os
ignorantes;
illumi-
nai-os
cora zelo,
de
sorte
que
não
possa
dizer-se
que
no
Centro do
Mundo
Calho
lico
se
encontram
almas
ignorantes
dos
principaes
mysterios
de
nossa
Religião
santa.
Empregai-vos
com
toda
vossa
força
em
remover
de
Roma
esta
vergonha; em
pregai
vos
de
maneira,
que por
meio de
vosso
zelo
e
vossas
orações,
almas
se
convertam
á
Fé,
e
a
verdade
brilhe
por
toda
a
Cidade
Santa.
«Sam
estas as
palavras
que
desejei
diri
gir-vos
nesta
occasião,
não
me
permittindo
a
minha
fraqueza
dizer-vos
mais.
«E agora vos
abençoo; abençô)
as
vossas
pessóas,
as
vossas
casas religiosas,
todas
as
almas
que
vos
estara
confiadas.
Possa
esta
bênção
accorapanhar-vos
tolos
os
dias
de
vossa
vida,
e
possa
esta
bên
ção
ser
o
thema
de
vossas
orações
e de
vos
sos
louvores,
quando
a
Deos
agrade
cha
mar-vos
ao
Paraiso.
SUMMARIO.
I.
—
As
circumstancias
da
eleição
do
novo
Pontifice
Leão
XIII;
parecem Pro
videnciaes,
e
prometterem,
na
Sua
Pes
soa,
exactamente
o
que na
conjunclura
actual
da
Santa
Sé
e
do
Mundo
Catho-
lico
se
requeria
—
Admirável
integridade
das
faculdades
intellectuaes
e moraes
de
Pio
IX
quasi
até
o
instante
mesmo
da
sua
morte.
—
0
ultimo
discurso
do
Ponti
(ice
fallecido,
ante
mui
dislinclas
testi-
munhas,
cinco
dias
antes
do
seu falleci
mento.
II
—
Coroação
do
Santo
Padre
Leão
XIII
—
que
provavelmente,
vai
perder
como
Pontifice,
as
qualidades
e
virtudes
que
lhe
achava Galienga,
quando
esperava
que
ellas
o
excluíssem do
Pontificado.
III.
—
Coroação
de
Sua
Santidade Leão
XIII,
opinião
mui
vantajosa delle
entre
tida
antes
por
Galenga,
que,
sem
duvida
esperava
nelle
um
Papa
«liberal».
IV.
—
Allegação
falsa
a
respeito
do
Ge
neral
Kauzler.
V
—Allegação
improbabilissima, de
que
Leão
XIII
queria
immefiatamente,
assim
que
foi
eleito,
contradizer
e
condemnar a
conducta
de
Pio
IX.
I.
—
Sem
duvida alguma,
para
os
lei
tores do
Apostolo, como
para
todos
os
verdadeiros
Catholicos,
o
assumpto
de
mais
vivo
interesse
neste
momento,
é
tudo
o
concernente
á eleição e
pessoa
do
novo Chefe
da Christandade,
o
Santo
Padre
Leão
XIII.
Na
minha
opinião,
e
ajuizando
pelos
factos
e
circumstancias
que
têm
ido
transpirando,
e
apparecendo,
eleição
tal
faz
crer,
cada
dia
mais,
haver
o
novo
Papa
sido
evidentemenle
chamado
pela
Providencia
Divina
a
substituir,
não
só
dignamente,
senão
lambem
o mais
ac-
commodadamente
á
posição
e
necessida
des da
Igreja,
na conjunctura
actual—
tão
cheia
de
difficuldades,—
o Grande
Pontifice
fallecido.
0
espirito, ,o
moral,
a coragem,
a
firmeza deste
ultimo,
estavam
era
sua
«Benedictio
Dei,
etc.v
Na
carta
de
Roma
donde
traduzo
co
piando
a
breve
e
tocante
fala
precedente,
conclue
o
Correspondente,
com
a
seguinte
reflexão;
á qual
certamente
não haverá
Calholico
sincero
que
deixe
de
assentir
saudosamente.
«A
querida
e
amada
voz
que
pronun
ciou
estas
palavras
calou-se
agora
para
sempre;
o
olho
impressivo
que
lhes
dava
tal effeito
está
murcho
na
morte. Mas
as
palavras
ficam,
e
a
lição
que ensinam
será
seguida
pel
>s
que
os
ouviram. Este
discurso
poderá
considerar-se
como
o
u|.
timo
les
amento
de
Pio
ao
Clero
de
sua
querida
e amada
Cidade
de
Roma».
Occorre-me
a
mim proprio
agora
uma
rellexão,
que
manifesta
o
mais
cla
ramente
o
valor,
a
superioridade,
da
gran
deza
moral
espiritual,
religiosa,
sobre
grandezas
humanas,
mesmo quando estas
de
facto
se
acham
na
posse
do
poder
ma
terial,
e
da
força
bruta.
Excita
acaso,
pergunto eu,
a
inçsperada
morte
de Vi-
ctor
Manoel,
ha
dois
dias,
mesmo com
todas
as
affectadas
pompas
do
seu
en
terro,
metade do
interesse
e
sensação
que
despertou
na
própria
Roma,
como
por
tolo o
Mundo,
o fallecimento
de
Pio
Nono
?
A
R.
SARAIVA.
(
Cant iàa)
Detuonstrafões
«ie Bentisiacaiío p®.
morte
«to
SS. Padre
í*io IX.
Barcellos.
—
0
arcyprestado
de Barcel-
los
commemorou
no
dia
13
do
correaie
o
passamento
do
nosso
muito amado
e
nunca
esquecido
Pae
Commum
o
Summo
Pontifice
Pio
IX.
Foi
a
egreja
dos
Ferreiros d’aquella
villa a escolhida pelo muito
revd.
0 arcy-
preste
para
n’ella
celebrarem
se
as
so-
leranes
exequias,
em
consequência
do
rito
bracarense
não
permittir
que
se
fizesse
na
egreja
da
Collegiada.
Estiveram
pomp>zas
e muito concor
ridas.
A
egreja
achava-se
toda
forrada de
prelo,
e
fora
do
arco
cruzeiro
levantava-
se
um
calafalco
no
qual
se
via
o
retrato
do
Santo Padre
Pio
IX:
era encimado
por
uma
cupula
assente
sobre
quatro
co-
iumnas.
Ofliciou
o
muito
revd.
0
arcypreste;
e
lançaram
as
absolvições
os
revd.
08
abba-
des
de
Gallegos,
de Santa Lucrecia
d
’
A-
guiar, de
S.
Veríssimo,
e
de Perilhal,
sendo
a
ultima
pelo
muito
revd.0
arcy-
presle.
Assistiram
para
cima
de
cento
e
dez
padres.
Também
assistiram
os
exc.m0’
juiz
de
direito,
dr.
delegado,
administra
dor
do
concelho,
camara
municipal,
juiz
ordinário,
assim
como
muitos
cavalheiros
da
villa
de Barcellinhos, e outras
locali
dades,
e
muito
povo:
muito
ficou
fora
da
porta
por
a
egreja
não
ter
o
espaço
preciso.
0
orador
foi
o exc.
mo
conego
Figuei
redo,
da
Sé
de
Braga,
que entreteve
o
auditorio
por
espaço
d
’uma
hora,
com
um
commovente
e
logico discurso.
0
oflicio,
missa
e
responsos foram
a
grande
orchestra
de
que
é
regente o snr.
Manoel
Leite
de
Carvalho,
e
desempe
nhou
bem.
Concluiu-se
esla
solemnidade
depois
das
3
horas
da
tarde.
GAZETILHA
Sabbailo
Snnto.—
Conclue
neste
dia,
cora
as
solemnidades prescriptas
pela
Egreja,
a
grande
semana,
ou
Semana
Santa.
Na
Sé,
por
9
horas da
manhã,
dep is
dos
oflicios
proprios
terá
logar
a
Bênção
do
novo
lume,
ladainhas,
e
Bênção d
’
agoa,
na
pia
Baplismal.
Começa
depois
a missa:
á
Gloria apparecerá
a
Alleluia,
desenro
lando
se
a ban
leira
do
Senhor
Resuscitado,
e
simultaneamente
se
descerram
todas as
cortinas
do
templo
e
frestas.
Este
acto,
não
obstante
ser
d
’
aoligo
costume,
é
sem
pre
muito
concorrido
de fieis.
No grandioso
templo
dos
Congregados
se
fará a
coroação
de
N.
Senhora, can
tando
se
a
antiphona
Regina
coeli,
a
gran
de
instrumental.
Alli
costumam
concorrer
todos
os mordomos
e
devotos
de
N.
Se
nhora
das Dôres.
Pr»eisB«es.
—
Tanto
na
Misericórdia
como
em
Santa Cruz,
está
tudo
preparado
para
que
se
eflectuem
as
duas
procissões
já
annunciadas.
A
de
quinta-feira
á noi
te,
de
Endoenças,
ainda
mesmo
que
não
possa dar
c
circulo
do costume por causa
do
tempo,
a
commissão
que
administra
a
Santa
Casa
da
Misericórdia está
resolvida
a
que
ella
se
realise
por
dentro
da
Sé
como
já
alguns
annos
tem
acontecido.
Outro
tanto
se
não
póde
dar
com
a
de
sexta-feira
de
tarde,
ou
do
Enterro,
a(ie
deve
sahir
de
Santa
Cruz.
Segundo
nos
qpnsta,
está
tudo
bem
disposto
e
d
efinitivamente resolvido
para
que
ella
se
laça
digna
do
augusto Objecto
a
que
é
dedicada.
Como
ji
dissemos,
ba
muitos
annos
—
parece
que
desde
18t>3—
d
’aquella
casa,
ou
com a
sua coadjuvação, sómente
S
e
fez
duas
vezes.
Será
portanto
para
sentir
que
o
tempo
obste
a
que
ella
saia,
sendo
de
mais
a
mais
uina
funcção
que
não
póde
ficar
adiada,
nem demorada,
com
differença
d
’horas.
Theatro.
—
Polia,
com
a
companhia
que
organisou,
vem
dar
algumas
recitas
no
tlieatro
de
S
Geraldo,
d
’
esta
cidade.
Exequias
por Pio IX em Coim
bra
—
Escrevem
de
Coimbra:
Estiveram
magnificas
as
exequias
na
e<»reja
de
S.
João
de
Almedina,
por alma
do
Pontifice lho IX, mandadas
celebrar
pelos
alumnos da
faculdade
de
Theologia.
O
templo
estava
todo
coberto
de
cre
pe,
e
no
meio
d’
elle
se
levantava
uma
magestosa
eça.
Assistiu
a este
acto
religioso
o
pre
lado
diocesano,
e
igudmente
assistiu
uma
grande
parle
do
corpo
docente,
muitos
académicos
e
cidadãos
de
todas
as
classes.
Notieias
de
EBareellos.—
Sabemos
que
o
cabido
da
Collegiada
tem
resolvido
de
ha
muito
celebrar
lambem
umas
exe
quias
solemnes na
sua egreja,
p r
alma
do
SS.
Padre
Pio
IX,
e
se
o
não
tem
feito
já,
não
é
elle
o culpado.
Gircumstan-
cias
especiaes
se
deram
para
isso,
e
já
agora
como
se
não
fizeram
em
tempo
competente, sómente
para
junho
é que
de
vem
ler
logar.
—
Domingo de
Paschoa
ba
de ter
logar
no
hm
da
missa
da
resurreição
um
so
lemnissimo Te-Deum a
grande orchestra
mandado
celebrar
pelo cabido
da
insigne
e
real
Collegiada
pela
eleição
do
Summo
Pontifice
Leão
XIII
São
convidados
para
assistirem
todas
as
authoridades
judiciaes
e
administractivas, camara
municipal, to
das
as irmandades
e
confrarias
da Paro-
chia
o
Clero.
ítesiernria
da
proeigsSn <1» Esi-
íerro.—
O
itenerario
d
’esta
procissão, que
deve
sahir
de Santa
Cruz,
se
o tempo
o
peimiltir,
n>
sexta feira,
depois
das
5
horas
da
tarde,
não
sahirá
pela
rua
de
S.
Marcos,
mas
sim
pela
rua
de
S.
João,
seguindo
o
transito
da dos
Passos,
recolhendo
pela
rua
de
S.
Marcos.
Por
esta
occasião se
lembra ás
pes
soas
que
por sua devoção quizerem dar
alguns anginhos,
que
como
estes
não
são
admiltidos
maiores
de
10 a
12
annos, tam
bém
se
espera
que
não
apresentem
crean-
ças
de
tão
tenra
edade,
que
seja
neces
sário
ás
vezes pegar
n
’
ellas ao
collo,
o
que
se
torna
incommodo,
principalmente
por
a
procissão
recolher
de noite.
Expedição hollantleza ui> polo
norte. —
Estão quasi
terminados
os
pre
parativos
da
Expedição
bollandeza
ao
polo
norte.
O
Willem
Barendez
chamado as
sim
em
honra
do
primeiro
•hollandez
,
que
tentou
empreza
similhante
no
fim
do
se-
XVI,
deve fazer-se de
vela
nos
primeiros
dias
de
março.
Tempestade
de
neve.
—
A
mais
violenta
tempestade
de
neve
que se
tenha
visto
nos
Blak
Hils
desde
a
expulsão das
Índias,
leve
logar
de
7 a
12
de
março
ultimo.
Em
Deadwood.
A
altura
de
neve
excedia
5
pés.
As
communicações
pelo
telegrafo
e
pelas
diligencias
foram
inter
rompidas.
Os campos
sofifreram
grandes
prejuisos,
pois
os
telhadas
de
muitas
ca
sas
haviam
sido esmagados debaixo
da
neve.
Requerimento.
—
O
requerimento
(
|ue
ha
tempo
dissemos
ter
o
snr.
padre
Amado, desembargador
da
Curia palriar-
ehal,
dirigido
á
camara
dos pares,
pedin
do
o restabelecimento
das
ordens
religio
sas,
é
concebido
nos
termos
seguintes.
Dignos
Pares
do Reino
0
povo
portuguez.
educado
e
dirigido,
um
grande
parte,
pelas
ordens
e
congre
gações
religiosas, a
começar
do século
VI,
vê-se
d'ellas
privado,
ha
quasi
meio sé
culo,
exemplo
que
se
nào
tem
dado
em
nações
da
Europa,
onde
por
abalos
so-
ciaes
egual
medida
foi
tomada.
Em
Hespanha,
Dignos
Pares,
ha
hoje
congregações
dos dois sexos com
ampla
li
berdade
de
profissões,
novos
conventos
se
estabelecem, ou
construem, até
em
Ma
drid.
Em
França,
onde
se
realisou
a
mes-
ma
exlineção,
qne
em
Portugal,
o
gover-
no
d
’
aquella
nação
tem
auctorisado
e
per-
Willido
o
restabelecimento
das referidas
ordens
e
congregações,
a
ponto
que,
se
gundo
a
estatística
olficial.
publicada
no
anno
de
1861,
havia
qualorze
mil
e
vin
te
conventos
dos
dois
sexos,
contendo
cento
e
oito
mil cento
e dezenove reli
giosos
e
religiosas.
E
este
numero de
conventos
e
pessoal
lerá augmentado
muito;
porque
não
é
cri
vel que
durante
os deseseis
annos
decor
ridos,
os
catholicos
francezes
tenham
pa
rado
em senda tão
proveitosa
assim
á
Egre
ja,
como
á
sociedade
civil.
De
um
convento
mais
sabe
o
suppli-
cante,
e
com
elle
muitos,
o
qual agora
poderá
estar
acabado
de
construir,
achan-
do-se
á testa
da
fundação
uma
nobre
e
illustre
senhora
portugueza,
filha
do
vos
so,
ainda
ha
poucos
annos, presidente,
o
senhor
Duque de
Loulé.
E
não
figura,
Dignos
Pares, este
no
vo
convento
em
qualquer
povoação
reti
rada;
mas
sim
na
cidade de Moulins
(20:000 h.J
capital
do
Departamento
de
Allier
(390:00!)
h.)
e
séde
de
um gran
de
bispado.
Dignos
Pares
do
Reino,
quando
se
considera,
que
uma
tão
digna
filha
de
Portugal
teve
de retirar-se
para
dar
ex
pansão
aos
sentimentos
da
sua
consciên
cia
em
terra
estrangeira;
quando
se
pen
sa
que ella.
no
desterro,
por
suas
excel-
lentes
qualidades
e
virtudes attrahiu
res
peitos,
a
ponto de ser
elevada
a
funda
dora
de
um
convento
da
sua
ordem, o
que
em sua
patria
lhe
seria
impossível,
magua e
tristeza
surgem
logo.
N
’
estas
circumstancias,
Dignos
Pares,
e
em presença
dos exemplos,
que
se obser
vam
em
quasi todas
as
nações,
catholi-
cas, ou não, dos
dois
mundos,
o
sup-
plicante
Pede-vos,
que
vos
digneis
deferir,
auctorisando
quanto
em
vós
cabe,
o
restabeleci
mento
de
todas
as
ordens
e
congregações religiosas
dos
dois
sexos
com
plena
liberda
de
de
profissões.
E.
R.
M.
Lisboa,
9 de
março
de 1878.
O
desembargador
da
Relação Patriarchal
José
de
Sou-m
Amado.
Esculptor
ceqo.—
Fallaram
em tem
po
as
chronicas
de
Italia,
como de
phe-
nomeno
singular,
de
um
cego
que
traba
lhava
em
cera
com
tanto
primor
e
delica
deza,
retratando
a
qualquer pessoa
que
pa
ra
esse
fim
lhe
apresentassem,
e
fazendo
tão
perfeitas
copias
de estatuas e bustos
de
mármore que
geralmente
era
tido em
conta
de
insigne
esculptor.
Este artista,
cujo
nome
foi
coberto
do
pó
do
esqueci
mento, floresceu
no
século
XVII
e
teve
por
patria
a Cambassi,
na
Toscana.
Estando
em
um
dia
no
palacio
Jus-
liniano
a
copiar
uma
estatua
de
Miner
va,
foi
observado
attentamente
por
ura
cu
rioso
de
bellas
artes,
que, cheio
de as
sombro
lhe
perguntou
se
via
alguma
cou
sa,
por
pouco
que
fosse pois
que
copiava
com
tanta
exactidão
e
semelhança.
—
Nada
vejo, respondeu o
artista;
os
mejas
olhos
estão
nas
pontas
dos dedos.
—
Mas
como
é
possível
que
em
tal
es
tado
de cegueira
façaes
obras
tão
perfei
tas,
copias
tão semelhantes?
—
Apalpo
o
original
que
pretendo re
tratar;
examino
com o
maior
escrupulo
e
attenção
suas dimensões,
eminências
e
ca
vidades.
e
dura
este
exame
até
que
me
ficam
de memória.
Depois
pego
da
cera
e
lhe
dou
a
fórma
do
objecto
que
se
acha
representado
na minha
imaginação;
e
pa
ra
o
aperfeiçoar
faço a
comparação
pelo
tacto
entre
o
original
e
a
copia,
corren
do
muitas
vezes
as
mãos
ora
por
aquel
le,
ora
por
esta
emendando
sempre
e
aprefeiçoando
até que, julgando
não
po
der
chegar
a maior
perfeição,
dou
o
meu
trabalho
por
concluído.
O
curioso
parece
que
se deu
por
sa
tisfeito
com
a
explicação
do
esculptor:
po
rém
não
aconteceu
outrotanto
com
o
du
que
de
Braciano.
segundo
referem
as
chro
nicas
porque
este
fidalgo,
duvidando
de
accreditar
tão
estranha
maravilha,
quiz
que
o
artista
lhe
tirasse
o
retrato
em
casa
totalmente
ás
escuras.
O
artista
conveio,
metteu
mãos
á
obra,
e
afinal
sahiu
á
luz
um
busto
que
todos
qne
o
viram confes
saram
que
não
podia
ser
mais
parecido
com
o
duque.
Comtudo
houve
quem
dissesse
que
fô
ra
grande
vantagem
para
o
artista
ter
o
duque
as
barbas
compridas
e
que
se
ti
vesse
de
retratar
um
rosto
inberbe
encon
traria
menos
facilidade
e
talvez impossi
bilidade.
—
Pois bem
!
diz
o
esculptor,
apresen-
tae-me
para
eu
retratar
um
rosto que
of-
fereça
essa
difficuldade.
Propuzeram-lhe
para esse fim
uma
da
ma
da
duqueza.
Acceitou:
o retrato sa
hiu
de
suas
mãos,
copia
fiel
do
original,
deixando
os
incrédulos
convencidos
e
os
invejosos
confundidos.
IJrso
deiafaimado.
—
Participam
de
Avesnes
ao
«Propagateur
du
Nord»
que
no
dia 9
do
corrente, pouco
depois
do
meio-dia,
trabalhavam
dois acrobatas
naturaes de Ariège
na
praça
da Gare,
onde
faziam
trabalhar
um
urso
de
grandes
pro
porções,
quando
um
cão
de fila arremelleu
contra
o
animal.
Este,
para
se defender,
quebrou
a cor
da
e
rasgou
o
açaimo.
Quanto ao
mol-
losso,
havia desapparecido;
o
urso, á falta
do
seu
aggressor,
investiu
então
com
as
pessoas
circumstantes,
mordendo-as,
es
farrapando-as e
atirando-as
de
pernas
para
o
ar.
Uns
armaram-se de
varapaus, outros
de
forcados,
os militares tiraram dos
sabres,
e
assim
se
travou
uma
lucta
formidável
contra
o
terrível
animal
furioso.
Afinal, conseguiram
forçal-o
a
deter-se
a
um
canto,
onde
os
acrobatas
lhe
tornaram
a
cingir
a
focinheira.
Ficaram
seis
pessoas
feridas,
e
entre
el-
las
duas
com
bastante
gravidade. Com res
peito
ao bicho,
foi
metlido
n
’
uma casamata
e
logo
medicamentado,
embora
se
espere
que
elle
não sobreviva
muito
a
um
golpe
de
sabro
que
levou
no
pescoço.
Om-stía «So
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do Oriente,
são os
que
seguem:
Constantinopla
13
—A
Porta, n’
uma
cir
cular
que
dirigiu
ás
potências,
reconhe
ce
que
o
tractado
de S.
Stefanio
é
a con
sequência
das
derrotas
dos
exercitos
tur
cos,
mas
está
decidida
a
cumprir
lealmen
te
esse
tractado.
Entretanto
a
Turquia
considerar-se-hia
feliz
se
as
clausulas
fos
sem
suavisadas pela
intervenção
amigá
vel
das
potências
e
pela
moderação
da
Rússia.
Paris
14—O
príncipe Bismark prornet-
teu
influenciar
energicamente
para persua
dir
a
Rússia
a
reconhecer
no
congresso
plena
faculdade
para
modificar o
tracta-
do
de
S.
Stefanio,
relativamente
ás
alte
rações
territoriaes
na
Turquia
da
Europa
com
a
condição
porém
de que
as
potên
cias
acceitem
a
retorcessão
da
Bessarabia
e extensão
do
território
russo
naAsiaalé
Erzeronm,
não
discutam
a
indemnisação
pecuniiria que
é
questão
particular
com
a Turquia.
A
Roumania
decidiu
protestar
junto
das
potências
contra
a entrada dos
russos
no
território
do
principado.
Os
russos
tractam varias
localidades
como
paiz
inimigo
Corre
o
boato
de
que
o
príncipe
Bis
mark
procura
antes conciliar
a
Rússia e
a Áustria
do
que
fazer
reviver
a ideia
do
congresso.
Londres
lo
—Um
despacho
de
S.
Pe-
tershurgo
para
o
«Times»
diz
que
é
pos
sível
qne
os
esforços
da
Allemanha
deem
como
resultado
uma
conferencia
prelimi
nar,
pois
acredita
que
o
governo
inglezé
agora
mais
favoravel
a
esta,
proposta.
Constantinopla
14
—
Os
russos
tomam
varias
disposições
para
a
prompta
occupa-
ção
de
Constantinopla
e
o alto
do
Bos-
phoro
ao
primeiro
sigual,
caso
o
rom
pimento
da
Inglaterra.
Ragusa
14
—
Dispõem-se
para
tomar
no
vamente
armas
32
chefes
insurgentes
her-
zegovinos
os quaes
não
querem
estar
su
jeitos
ao
governo
turco
da
Herzegovina.
Londres
15
—
Os
jornaes
inglezes
con
sideram
a
situação
menos
boa.
O
«Times»
diz
que
estão
mais afasta
das
que
nunca
as
perspectivas
do
con
gresso
ou
o
accordo
pacifico.
O
príncipe
Carlos
da
Roumania
notifi
cou aos
governos
de
Berlim e
Vienna
a
resolução
em
que está
de
abdicar,*se
se
permittir
á
Rtissia a
usurpação
do gover
no
da
Roumania.
A
Rússia
emprega
os
maiores
esfor
ços
afim
de
ganhar
a
alliança
da
Ser
via
para
a
eventualidade
de rebentar
a
guerra.
Berlim
15
—Eis
como
se
define a
si
tuação:
A
Áustria
e
a
Rússia
teriam
solicita
do
a
mediação
da
Allemanha, queda
sua
parte
declarou
que
emprehenderá
essa me
diação
sómente
quando seja
também
pe
dida
pela Inglaterra.
Esta
situação
foi
notificada
ofliciosa-
mente
á
Inglaterra,
a
qual
ainda
não
res
pondeu.
Londres
16—
Um
despacho
de
Berlim,
publica
lo
pelo
«Timos»,
diz
que
a
Rús
sia
está
organisando
levas
geraes de
tropas.
Em
Constantinopla,
receiava-se,
no
do
mingo
e
segunda
feira,
uma tentativa
dos
russos,
contra
aquella
cidade.
Os
russos
estão
descontentes,
ao
vêr
que
se
prolonga
a
situação
duvidosa.
O
«Standart»
publica
um
telegramma
de
Pest,
annunciando
que
os
russos
oc-
cupam
já
Schumla
O
«Times»
diz
que
houve,
no
dia
14,
a
troca
semi
ofliciosa
dos
intuitos
amigá
veis
entre
os
gabinetes
russo
e
inglez.
O
gabinete
de Londres
declarou
o
sin
cero
desejo
de
dar
uma
solução
pacifica,
mas
mantém
o
desejo do tractado ser
submettido
na
integra
do congresso das
potências.
O
de
S.
Petersburgo
respon
deu
que
o
tractado
será
submettido
na
integra
ás
potências.
A
Rússia
admitte
a plena
liberdade
de
discussão,
mas
reserva para
si
egual
liberdade
d
’
acção.
A
respota de
Gorlschakoff
aSalisbury
prova
que a Rússia está
disposta
a
discu
tir mesmo
as
clausulas mais importantes.
O
«Times» conclue
que
a
conferencia
preliminar
parece não
encontrar
a míni
ma
difficuldade.
Purttigiie7.es
falleeidos.
—
Desde
18 a
20
de
março
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os seguintes
súbditos
porln-
guezes:
Joaquim
de
Araújo
Vide, 30
annos
ca
sado;
Luiz
de
Bento,
30
a.,
c.;
José
Joa
quim Pereira,
14
a.;
Manoel Pinto
Fer
reira,
12
a.;
Dellina
Rosa,
53
a., v.;
Francisco
Luiz
Pereira,
38
a.,
s.;
Anto
nio
Fernandes
das
Dores,
35
a.,
s.;
João
Antonio
Segadas Vianna,
58
a.,
v.;
José
de
Araújo
Pinto,
54
a.,
v.;
José
da Silva
Carvalho,
23
a.,
c.;
Lourenço
José
de
Miranda, 70
a.,
c.;
Maria
do
Carmo,
30
a
,
c.;
José
Bento, 28
a.,
s.;
Agostinho
Machado
Bertão,
23
a.,
s.;
Faustino
Car
los,
20 a., s.;
Antonio
Moreira
da
Silva,
46
a.,
c.;
Manoel
Ferreira
de Carvalho
30 a
,
c;; Manoel
da
Silva
Louro,
44
a.,
c.;
Francisco
José da
Costa,
32
a.,
s.;
Manoel
Gomes
de
Almeida,
30
a.,
s.;
José
Antonio
Pires,
11
a.; Victorino
Alves,
39
a.,
c.;
José
da
Silva,
25
a.,
c.;
Fran
cisco
Pereira
Brandão,
18
a.,
s.;
Maria
dos
Santos,
10
a.,
s.;
Antonio
Joaquim
Pereira
Guimarães,
46
a.,
c.;
Manoel
Ignacio
Nunes,
84 a
,
c.;
Antonio
Tava
res,
20
a.,
c.;
Luiz
Martins
Gomes,
23
a.,
c.;
Joaquim José
Gonçalves
de
Al
meida,
49 a.,
s.;
Francisco
Rodrigues
Nunes,
44
a.,
v.;
José
Martins
Fagun
des.
38
a.; Luiza
Candida,
80
a.,
v.;
An
tonio
da
Rocha
Martins,
49
a.,
s.;
Manoel
Francisco
Ferreira,
75
a.,
c.
Preeo
«los
cereaes.—
Na
terça-feira
ultima, n
’esta
cidade,
foi
:
Trigo.
Milho
alvo.
Centeio
.
Milho
branco
.
» amarello.
Painço.
.
Cevada.
.
Batata.
Feijão vermelho.
.
» amarello
»
branco
.
»
rajado .
»
fradinho.
Azeite.
.
.
o
preço dos
cereaes
850
550
560
430
420
480
560
600
900
700
800
600
480
5^200
Sermão.
—
O
prégado
nas
exequias
de
Pio IX,
no
dia
23
de
março,
na
egreja
parochial
de
S
Julião
de
Lisboa
pelo
eminente
orador catholico
padre
Sea-
bra,
vende-se
no escriptorio
da adminis
tração d’
este
jornal
pelo
preço
de
Í09
reis.
<’ memória
i!e D.
Anna «le Je
sus
de
Campos
Azevedo Soa
res.
Não
foste
tu
tiranna
e
cruel
morte
Que vieste
ceifar
esta
existência
?
Quem sabe? talvez
seria
a
sorte
A
chamar este
anjo de
innocencia.
Tão
cedo
a
morte te veio
roubar.
Joven,
apenas
tinhas
vinte
annos
!
Que importa
se
Deus
te
quiz
levar
Quem
pode
sondar
os
seus
arcanos
?
A
senda
da
virtude
tu
trilhaste.
Como
anjo
na
terra
viveste,
Nunca
de Deus
te
retiraste,
No
ceo
acceita
a
coroa
que
mereceste
Quem
disse
oh!
donzella
que
morreste?
Não
volveu
á
gloria
a lua
alma?
Se
foi
muito
na
vida
o
que
soffreste
Vais
já
de
virgem
receber
a
palma.
Ha
tres
semanas
tua
mãe
deixava,
Esta frágil
vida
passageira;
Ella
ao
Senhor
por
ti
orava,
Queria-te
no
ceu
por
companheira.
E
lá
n
’essa
região etheria
Escuta
as
preces
dos
parentes
teus;
No
mundo
ha
só
dôr
e
miséria:
Pede
por
elles com
fervor
a
Deus.
A
tua
morte soando
em meus
ouvidos,
Da tua
Lmilia
compaixão
tive.
Meu
Deus,
suavisai
os seus
gemidos,
Dizei-lhe que
o
Jusio
não
morre,
vive
Descança
em
paz
no
seio
do
leu
Deus
E
ahi
n
’essa
feliz
eternidade,
Não
le
esqueças
dos
pedidos
meus,
Em
tributo
le
dedico
esta
saudade.
Amares
31
de
março
de
1878.
M.
A.
Ar antes
Russel.
A QUEM CONVIER.
Aluga-se
até
o
proximo
S.
Mi
guel na rua
das
Aguas
d
’esla ci
dade
uma
morada
de
casas
com
2
andares,
tem
o
n.°
85 e
trata-se
na
rua Nova de
Santa
Crnz, com
Magalhães
Júnior.
(817)
Arrematação
de
bens de raiz
Por
deliberação da commissão
liquida
tária
do
Casal do illm.
0 snr.
Manoel Co
rres
da
Silva
Mattos,
da
rua
d
’
Agua
d
’es-
la
cidade,
creada
pela
escriptura
publica
celebrada
na
nota
do
Tabellião
Ribeiro,
aos 7
de
dezembro
de
1877,
tem
de
ser
vendidos
em
praça
no
salão
do
theatro
de
S.
Geraldo
ás
11 horas
do dia
28
do
corrente
mez,
a
casa nobre
numero 7 do
Campo
de
Sant’Anna,
as
quintas
e
bens
situados nas
freguezias
de
S.
Viclor, e
de
Gualtar, e
bem
assim
os
fóros
pertencen
tes
ao
mesmo
casal.
Em
casa
do
snr.
Paulo
José
da
Costa,
no
largo
do
fiarão
de S. Marlinho
podem
ser
examinados
os
mappas
descriptivos
com
os
esclarecimentos
precisos
e
respeitantes
aos bens do
casal
em
liquidação.
O pagamento
dos
bens
e
foros
que
fo
rem
arrematados
deverá ser
feito
dentro
de
oito
dias,
mediante
um
recibo
interino,
com
dedução
do
importe dos
laudemios
re
lativamente
áquelles
bens, que
tendo a
na
tureza
de
praso,
a
commissão
não
te
nha podido
distinguir
dos
bens
allu-
diaes,
devendo
celebrar-se
as
esciiplura-
d
’cssas
compras
dons mezes
depois,
den
tro
de
cujo
periodo
os
respectivos
dire-
ctos senhorios
são
convidados
a
designar
aos
compradores,
á face
dos
títulos,
os
bens
de
cujo
valôr
tenham
direito
a
lau-
demio.
Os directos
senhorios
suppõe
a
com
missão
serem
o
Arcediago de
Braga, a
Casa
dos
Bravos,
a
exm.
a
Camara,
a con
fraria
de
Nossa
Senhora
da
Abbadia
da
Porta
do Souto, a
confiaria
do
Stibsino
da
freguezia
de Gualtar,
e
o
exm.° snr.
Francisco
Falcão,
a
exrn.
a
snr.a
D.
Ma
ria
Ignacia
de
Faria
Machado,
e
o
snr.
João
Leite
de
Magalhães
da
freguezia
de
Lamaçães
d
’este concelho.
Braga 3 de
abril
de 1878.
A
commissão
liquidataria
Henrique
Freire d
’Andrade
Manuel Luiz Ferreira
Draga
(837)
Antonio
Santos
d
’
Azevede
Magalhães.
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—5
Rua
Nova
de
Souza
5
—
Com estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para Dores
e de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(813)
VENDE-SE
;i
.
Uma
morada
de
casas
de
um
pri-
meiro
andar
com
muitos
commodos
p
ara
família,
boas
lojas,
poço
com
muito
boa
agua,
e
grande
quintal,
já bem
plantado
e
muito
a
vinhado, na rua
Direita da
Crnz
de
Pedra
n.°
35.
Para
tratar
no
n.°
57
C.
(831)
VELOUTINE
GH‘es
FAY
POLVO DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO CON
BISMUTO
INVISIBLE
Y
ADHERENTE, dá al cútis frescura y trasparencia.
I
nventor
CHARLES FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Se
vende
en
las Farmacias,
Perfumerias, Eeluquerias y tiendas de qnincaUa.
I'HU
MS
WWRIfâ
TRATAMENTO
(em
necessidade
de
repoíso
nem
regímen,)
por
Mad.
Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das
mulheres,
inilammações, ulceras, consequên
cias
do
parto,
desarranjo
dos
orgãos,
causas
frequentes e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações,
debilidade,
doenças
nervosas,
enlraquecimemo
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis—
Os
meios
de
cura
que emprega
Mad.
La
chapelle,
simples
e
infalliveis, são
o
resultado
de assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Cônsul
ações
das
3
ás
5—
Ruo
Monlhebor,
27.
perto
Tolherias,
Paris. (40-^-)
A
QUEM SE QUIZER ESTABE
LECER
Lucro
certo
PASSA-SE
um
estabelecimento
situado
no
melhor
sitio
de
Braga,
muito
amplo
com
armação
nova
que
serve,
sem
fazer
mais
despesa
alguma,
para
loja
de
fazen
das,
de
modas,
de
quinquilherias ou
para
o
ramo
de
negocio
que
actualmente
tem.
£slá
forrado
exleriormente
a
pedra
már
more e
é
o
ma>s vistoso da
cidade.
Fa
cilita-se
o pagamento
a
praso
por
letras,
que
oflereçam
solbabilidade.
Era
Braga
carta
com
as
eniceaes
G
C.
rua
de
Jano
n.°
2,
no
Porto
á
redação
do
jornal
«Pri
meiro
de
Janeiro».
(819)
PÃO
HE I.Ó
Na
rua
das
Aguas
n.°—
70,
fazem-se
roscas
de
pão
de
ló
da
mais
superior
qualidade,
e
de
todos
os tamanho;
e
em
uladas
á
vontade
do
freguez.
(835)
,
,,
Vende-se
uma
morada
de
casas
de
dois
andares
na
rua
do
Campo
va»
(
ail
iiga
Porta
de
S.
Francisco),
disignada
pelo
n.°
21
e 21
A.,
é
alo
dial,
pode
ser
vista a qualquer
hora
do
dia
trata
se
no
Banco
Mercantil.
(850)
DINHEIRO
A
JURO
A
Confraria
de
Santo
Amaro
da Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hypo-
t
heca.
(706)
Quem
quizer
arrendar
a
casa
n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do
Cam-
io,
d
’
esta cidade,
que
está
auctorisado
rara
este
fim.
(713)
'A
Fr
&
$
1RUA
DiCS.
MARCOS, N.°
õ.
Vende
papeis
pinta
dos para
guarnecer saltas,
lindíssimos gostos,
a
prin
cipiar
em 80 reis
a
peça.
1
7
(K
&
S
Vendem-se
os
pódios 20
a
20
B,
2[
a
21
A,
22
a
22 C,
sitos
na
rua
dcs Ca.
pellistas.
Para
tractar-se,
entrada
da
mes.
tua
rua,
22
C.
(838)
PIANO DE MEZA
Vende-se
um
de
7
oitavas de
muito
bom
aucior.
Trata-se
com Antonio
Fernandes
Gomes
de
Campos, no
campo
de
Sanl
’
Anna
»!
’esta
cidade.
(824)
RETRATOS DE S. SANTIDADE
LEÃO
XIII.
No
escriptorio
da
administração
d
’
este
jornal
vendem-se
duas
magnificas
foto-,
grafias
de
S.
Santidade
Leão
XIII.
Própria
para
quadro
—
209
reis.
Miniatura—
110
reis.
RETRATOS DE
PIO IX.
Na administração
d’este
jornal
ven
dem-se
bellos
retratos
oleografieos,
em
ponto
grande,
do
fallecido
Ponlitice
Pio
IX.
Com
caixilho
em
preto
com
friso
doi
rado
—700
reis.
Só
o retrato—
200
reis.
LÍNGUA FRANCEZA.
Ensina-se
na
rua
de
S.
Victor
n.°
I,
em
Braga.
(828)
Vende
olio,
tintas e
vernizes
para
pinturas
de
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito resu
midos.
Vende
cimento
roma-
;
no
para
vedar
aguas, tjes-
í
so
para
estuques
de
ca-
i
sas,
Indo
de
primeira
qua-
2
lidade.
.WMZM
III
tlSIlDS
DO
ALTO
DOURO
1H
CASA
E3SR
VSI..E.A
P®tCA
RUA
DO
SOUTO
N.°
15-Braga.
N
’
este
armazém
se
encontram
a retalho
as
seguintes
qualidades
de
vinhos
enga
rrafados:
Vinho tinto
de
meza.
(sem
garrafa)
150
»
»
»
>
.
190
> Lagrima
....................................
200
»
Branco
de
meza
........................
210
»
tinto
de
meza
fino.
.
.
.
270
»
de
prova
secca.
.
.
,
.
300
»
Malvasia
de
2.
a
........................
360
»
»
velho
................................
400
»
Malvasia
Bastardo
e
Moscatel
a
500
»
Roncão.............................
.
700
»
Alvaralhão
...................................
650
»
Velho
de 1854
.
.
.
.
600
»
a
retalho
psrs
meza
50
e
80,
o
quartilho
tinto,
e
branco
120.
Responde-se
e
garante-se
a pureza e
boa
qualidade
de todos
estes
vinhos,
po
dendo lodo
e
qualquer
consumidor
man-
dal-o
experimentar
por
meio
de
qualquer
processo
cbymico.
(-H-41)
CIRURGIî I>E3iTISTA
DA
Escola Americana
Consullorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
lia
como
de
noite Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(843)
DINHEIRO A JURO.
A
Iimandade
de Santa
Maria
Magda-
lena,
da
Falperra,
tem
para
dar
a
juro
1:350^000
reis.
Braga
2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
—Padre Luiz
Gomes
da
Silva.
(73S)
O
CHRYSOVrOMO
PORTU-
GUEZ
ou
O PADRE ANTONIO
VIEIRA
Da
Companhia
de
Jesus
N
’
um ensaio
(1
’
eloquencia
compilado
dos
seus
sermões
segundo
os
princípios
da
oratoria
sagrada
PELO
PAOE&E
ASTírSlO 1SOXORATI
Da
mesma
Companhia
SERMÕES
DE
QUARESMA.
Um
volume
de
667
paginas
1$8<M).
Vende-se
em Lisboa,
na
Livraria
Edi
tora
de Mattos
Moreira &
CJ
—
Praça
de
D.
Pedro,
n
0
68.
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS PELOS
MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta
e
muito
augmentada
com
novas
orações
e
deveções
indul-
genciadas, e
concedidas
posterior-
mente
á
ultima Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.
&
Rev.
m
*
o
Snr.
D.
João
Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo
Primaz.
Vende-se em
Braga,
na
rua
Nova
n.
a
3
E,
e
nas principaes
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Catholica,
Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense
de Manuel
Mal.heiro, rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
.
.
.
160 reis
»
encadernado
....
240
»
DlSi
IJRSi
)
do
deputado
feancez
catliolieo
O CONDE
ALBERTO DE MUN
Pronunciado
no
eneerr&niento
da
asseítilileia geral dos menhros
da
obra dos círculos cat!:olieo*
de
operários
TRADUZIDO
PELO
PAI» HF.
SEXVA’
FHEJTÍS
Dedicado
ás
Associações
Catholicas
do
Porto
e
Braga.
Vende-se
n
’esta
redacção
por
60
rs.
Pio
IX
em
Miniatura ou
iicsumo
da
Historia de
Pio
IX.
Pelo
Palre
Luiz
B.
C. Pacheco.
A’
venda
no
escriptorio
d’
este
jornal.
Preço
300
reis.
BRAGA,
TYPOGRA.PEIA
LUSITANA
—
1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
