comerciominho_17011878_738.xml
- conteúdo
-
folha
.
hckcluasí
&
sa
k
aoticiosa
.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA NOVA
N.° 3
E.
QlIVTA-Ft!K % í? OE
JANEIRO
DE
6.
’
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1§600
»
6
»
..........................
850
Correspondências
parlic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha....................
20
Repetição
....................................
10
PUBLICA-SE
ÁS
TERÇAS,
QUINTAS
E
SABBABOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
N."
738
Províncias, 12
mezes.
. ,
.
.
2^000
»
6
».........................
1&050
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil, 12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso...............................
qp
A
devassidão
publica
póde
existir
em
qualquer
estado
no
meio
do
heroísmo
e
da virtude,
do
mesmo
modo
que as her-
vas
ruins
existem
no
prado
d
’envolta
com
as
hervas boas,
e
com
as
flores.
Na
Grécia,
e
Roma,
havia
mulheres
de
má
vida
nos
tempos
mais
celebres
dos
bons
costumes; mas
os
galanteios
fazem
suppôr
a
ausência do heroísmo,
e
da
vir
tude,
porque
não
pó
le existir
com
as
paixões
que as
produzem,
pois
que
o
ga
lanteio
é
o
fructo
de
um sem
numero
de
pequenas
paixões,
e
não
se
desenvolve,
nem
se
propaga,
senão
pela
occiosidade,
pelo
enfado, e
pelas
frivoli
iades.
No
povo,
em
que
reinarem
o
galanteio,
e
as
galanterias,
como
se está
vendo
en
tre nós,
a
depravação
do
sexo
forte
com-
rnnnica-se
ao
mais
fraco,
e
sustenta, es
palha,
e
augmenta
a
d’
este.
A
corrupção
começa
pelos
homens;
mas
as
mulheres
no
momento
de
serem as
suas
viclimas,
dão-lhe
uma
força
invencível;
propagam-n
’
a
pelo
seu
exemplo,
pelos
seus
conselhos,
pelo ridículo,
bem
mais
funes
to,
pelas
suas
graças, pelas
suas
astú
cias,
pelos
seus
encantos,
pelas
suas
dô-
res,
pelo
seu
credito
junto
dos
homens
dignos
do
seu interesse,
pelo império,
que
sabem adquirir sobre
as
suas
famí
lias e
que acaba
por se estender
sobre
as
leis,
e
sobre
os magistrados.
Em
que
se
tornarão
os costumes
quan
do
o
asylo
da
innocencia
fôr violado;
quan
do
o
sanctuario
das
virtudes
conjugaes
for
assaltado
pelo
vicio?!
Que
homem le
rá
vergonha,
e
pudor,
quando
a
mulher
os
perder?!
Qual
será o
freio
para con
ter
o
povo,
quando
aquelles,
que
deve
riam servir-lhe
de
modelos,
fizerem
gal-
la
na
miséria,
no
desvairamenlo
da
opi
nião,
e
levantarem
altares ao
vicio,
e
á
immoralidade?!
Se
Portugal
ainda
não
está
totalmen
te podre,
quem
não
vê que o mal
avan
ça
a passos
largos,
e
rápidos
para
che
gar a esse termo?!
Se
não
digam-me:
Quando
um
pae,
empregando
meios
injustos,
e
violentos,
adquire
riquezas,
e
pelo
vicio
das
leis
e
do
governo, essas
riquezas se concentram
em
poucas
mãos,
esta
desigualdade será
favoravel,
ou será
contraria
á
felicidade
publica?
E
a
pobreza,
soffrivel
quando
chega
a
todos,
não
se
fará
insupporlavavel
nos
que
olharem
para
a
opulência
dos pou
cos?!
E
as
privações,
que são indifferenles
em
si
mesmo
quando
se
não
conhecem
os
gosos,
não
se
converterão
em
verdadei
ro
supplicio
para
os
que
soflrem.
olhan
do para
os
regalões.
e
regalados?!
E
a
humiliação
junta
com
a miséria
não
tornará esse
sentimento
mais
dolo
roso?!
E
as
subsistências não
serão
mais
dif-
ficeis
no
Estado
em
que
abundar
o
nu
mero
dos
pobres,
e
em
que
houver
um
pequeno
numero
de
ricalhões,
do
que
o
serão
aonde
todos viverem na
pobreza?!
E
a
bberdade
civil,
que
não
póde
enfraquecer
sem
destruir
a
felicidade
so
cial,
poderá
conservar
toda
a
sua
ener
gia
entre
o
excesso
da
opulência,
e
cada
pobreza?!
E
se
a felicidade
do
grande
numero
diminue,
serão
os
poucos
ricos
mais
fe
lizes?!
Elles?!
objecto
eterno
da
inveja,
e
da
raiva!
gosarão
pela sua
posição de
uma
felicidade
real?!
E
a
inacção,
e
o
ocio, e
os
enfados,
e
o enjôo,
não
lhes
empestarão os
prazeres emfraquecidos
pe
lo excessivo
uso?!
Ea
disproporção
entre as
necessidades,!
e
os
meios
de
salisfazel-as,
não
é
sem
pre
contraria á
felicidade?! Depois
de
te
rem
gosado,
e abusado
de
todos
os pra
zeres,
não
chegarão
áquelle
ponto,
em
que
os
extremos se locam,
e
aonde
a
dôr
começa?!
E
a
vã.
e
fatigadora
procura
de
novos
desejos não será
tão dolorosa
para uns,
como
inútil
para
os
outros
’
!
E
a
actividade
da alma,
companheira
ordinaria
das
pequenas
fortunas
não
es
tá
ella
tão
longe do
excesso
da
miséria,
como
da opulência?!
Resolvam
estas
questões,
se
sabem,
e
pódem:
olhem
depois
para
o
paiz;
exa-
minem-n
’
o
parte
por
parte,
ponto
por
ponto,
na
ordem
moral,
na
política,
na
civil,
na
administrativa,
e
na
fisica;
e
mos
trem-nos
se
jl
alguém consi
ferou
n
’
isto,
e
tomou
a
iniciativa
para
edificar
sobre
as
únicas
bases
que
pódem
crear,
e con
servar
a
prosperidade
de
um
paiz eterna
mente, e
que
seja
impávido
no
meio
das
ruinas,
e
a
todas
sobranceiro!
Pois
já
era
tempo.
Primo
ne
médium;
medio, ne
discre
pei
imum.
Mal
pensára
o Padre
Horacio,
que
em tão
poucas
palavras,
não só
po-
séra
a
regra
do
discurso;
mas
a
da
con
servação,
e
armonia
dos
governos da
ter
ra!
Faltou-lhe acerescentar
a
sancção
—
lalis
vila,
finis
da.
Expliquemos,
e
appliquemos
a
regra,
e veremos
por
fim qual
será,
e
não
pode
rá deixar
de
ser
o
fim.
Começaram
os
conquistadores
minde-
leiros
a sua obra,
depois de
se
segura
rem
no
poleiro, por
deitarem
abaixo
in
stituições,
e
institutos
de
longa
data,
ac-
ceilos
por
todas
as
gerações, acreditados
pelo
correr
dos
séculos,
e
por
ninguém
combatidos.
O
camartello
político,
e
material
não
escolheu
o
que
havia
de
bom, nem
o
que
era
mau,
e
amalgamando
os elementos,
reduziu
tudo
a
um
montão
de
ruinas
con-
fusas!
E fizeram-n’
o assim, porque
entende
ram
que o
que
estava
os
embaraçaria
no
desenvolvimento
do
piano,
que
tinham
concebido,
e
os
inlorpeceria
na
marcha,
que
se
propunham!
A
Pompeia
foi
sepultada
debaixo
da
lava,
e
das
cinzas
do
vesuvio;
e
as
pre
ciosidades
descobertas
cora
a
escavação
aproveitaram
sóuíente
para
lesliinunho
das
passadas
glorias!!!
Quem
refórma,
destruindo, acaba
por
ser
destruído:
medio,
ne
discrepei
imum;
primo,
ne
médium
discrepei.
Começados
os
novos
edifícios
com
ma-
lenaes
estrangeiros
mal
conhecidos,
e
por
olliciaes
sem
a
perícia
necessária
para
os
empregar;
pouco
tardou
que
se
não
co
nhecesse
a
inconveniência,
e
se
não
vis
sem
os
defeitos
do
novo
edifício;
inutili-
saram-n
’o,
e
começaram
outro.
Tinham
substituído
os
corregedores,
e
os
provedores
das comarcas
pelos
pre
feitos,
e
sub-prefeitos,
e
passaram
para
os
boje
chamados
governadores
civis,
a
que
ajuntaram
as
partes
dos
antigos
ca-
pitães-móres!
El sic
in coeleris!
Semel
mendax,
mendax
semper.
Co
meçaram
pela
mentira;
tem
mentido
até
hoje,
e
hão
de
mentir
até
ao
fim:
lalis
vila,
finis
da.
Primo
ne
médium,
medio
ne
discrepei
imum.
Prometleram
libertar a
terra
dos
feu
dos,
e alcavallas,
para que
a liberdade
do
homem
se
segurasse,
e
tivesse
em
que
lançar
raizes, e
ao
mesmo
homem
se
não
podesse mais
chamar
servo
de
gleba;
mas
em
vêz
de
favorecer,
e
de
proteger
a
agricultura,
e
os
agricultores, entraram
a
carregal-os
de
tributos,
auginentando-os
espantosamente;
tiram
lhes os
filhos
para
os
fazerem
soldados,
(classe
odiosa, odiada,
impro
luctiva,
e
consumidora
de
uma
grau
de
parle
da substancia
pub
ica)
e
fazem-
n’
o,
e
fizerarn-n
’
o
assim
porque
dizem,
que
náo
ha
privilégios,
e
que a
terra
póde
com
lodos
os'pêzos!
Primo
ne médium
dis
crepei!
Se
obrassem
de
outra
maneira
não
seriam
coherentes;
e
n
’isto
só
consiste o
seu
merecimento.
Errare
esl
hominibus
(dirão
elles),
e
na
verdade
ninguém
mais
homens,
do
que
elles!
Pouco
instruídos
na historia
das
leis
do
paiz.
e
ainda
menos
na
dos
seus
cos
tumes,
e
totalmente
ignorantes
da
scien-
cia
<las
evoluções
sociaes,
melteram-se a
fundir
tudo
para fazerem
novas estatuas;
mas
os
moldes
não
eram de geilo;
a
obra
tem
reentrado
muitas
vezes
no
ca
dinho,
e de
cada
vez
sae
mais
aleijada,
mais
imperfeita, e menos
prestável!
e
d
’
ahi
a
especulação,
e
procura
de
novos
artí
fices,
e
olliciaes;
e d
’ahi
as
greves
polí
ticas,
os
bandos
a
reaggredirem
na
tribu
na, na
imprensa,
no exercido
dos
pode
res;
as
aífeições
para
uns,
e
a
reprova
ção
para
outros;
e
a
convulsão
permanen
te
dos interesses;
o
sofisma
no
jogo;
a
subida
e.
descida
de
todos
os
que
so
bem
para
descer, e
que
descem na
espe
rança
de
tornarem
a
subir!
E
os
espectadores,
a
rir,
uns;
ouiros
a
chorar:
os
loucos,
a
bater
as
palmas,
e
os
sizudos
a
abandonarem
o
circo
eno
jados.
e
arrependidos
de
terem
entrado
n
’
elle!
Fallae,
que
também a
burra
de
Balaão
fallou
(disse
uma vez
um
deputado
em
pleno
palramento,
a
um
ministro da
co-
rôa!) e
este
dito
valeu-lhe
mais
tarde
um
titulo
de
conde!
Mulheres,
e
leis,
querem-se
novas
(dis
se
outro Tribuno
do
povo
no
mesmo lo
gar
em
delírio
1
)
e esta
graçola,
e
esta
pachouchada,
habilitou-o
a
receber
uma
corôa
de
visconde,
que
elle
teve
a
discri
ção
de pôr
na
cabeça
de
uma
filha
para
brincar
com
este
enfeite.
Isto
é
uma
patuscada
(disse
um
criti
co);
e
que
diremos nós?
Nós
dizemos
o que
fez
o
maior
con
quislador
da
antiguidade,
o
Alexandre
Magno
—submetteu todos
os
povos
conhe
cidos
no
seu
tempo,
sem
Ibes
locar
nas
religiões,
que
professavam,
nas
leis,
por
que
se
governavam,
nem nos
costumes,
em
que
viviam!.
.
E
diremos
o
que
dis
se
o
mais
sabio
de
quantos
homens
tem
havido,
e
ha
de
haver; Eu
não
vim
a
des
truir
a
lei;
vim
a
ensinal-a
como
el
la
é.
Oh!
que
se
os
do
Mindello,
e
seus
sequazes
tivessem
andado
por este
cami
nho,
outro
gallo lhes
canlára,
e
não can
taria!
No, em que
entraram,
e
andam,
hào-de acabar
como
principiaram.
,
O
edifício
está
especado;
os
materiaes
para
o concerto
gaslaram-se;
os
espeques
vão apodrecendo,
e
quando
não houver
Domingos,
e
Franciscos,
que
o
abras-
sem,
e
segurem,
cahirá
em
pedaços;
e
assim
se
conformará
o
meto
com
o
prin
cipio,
e
o
fim
com
o
ineio.
Talis
vila,
finis
da.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
íaistrucção
popular.
VII
Mas
se
o
raio,
como
outro
qualquer
phenomeno
da
natureza, é uma
manifes
tação
da
Divina
Providencia,
um
mensa
geiro de
Deus,
como
temos
demonstrado,
não
é
menos
certo
lambem que
póde
muito
bem
ser
e
muitas
vezes
o
é.
um
terrível mensageiro
da
Divindade,
um
cas
tigo
d’
um
Deus
iofinitamenle
justo:
e
que,
portanto,
em
muitos
casos
é
natural,
li-
cdo
e
racional
crêl-o
e
allirmal-o.
E’
também
precisamenle
este poncto
o
que
negava
o
nosso
antagonista, cujas
asserções
falsas
e
ineptas
nos
propuzenios
e
promeltemos
destruir.
Não
é
mister
muita
reflexão
para re
conhecer
a verdade
do
que
acabamos
de
asseverar e
por
consequência
a
leviandade
e a ignorância,
para não
dizer
a
má
fé,
do
escriplo
que ora
tios
occupa.
Com
tfleito
nem
o
mais
tardo
estu
dante
de
philosophia ignora que
os
attri-
buios
de
Deus
se
não
distinguem
da
sua
própria
essencia
e
que um, portanto,
se
não
exerce sem
os ouiros.
Mas
Dei
s é
inlinitamente
Previdente, isto
é.
tudo,
desde
as
coisas
mimmas
e
mais
insigni
ficantes
conhece,
governa
e dirige:
mas
é
lambem
iiifinitaineute
Justo e
como
os
seus
allributos
se
não
distinguem
da
sua
essencia,
segue-se
que tudo,
quanto
é
regulado
e
dirigido
por
sua
Infinita
Pro
videncia,
o
é igualmente
por sua
Infinita
Justiça, assim
como
por
sua
infinita
Mi-
seticordia
e
p
ias
demais
perfeições
que,
nós,
como
entes
limitados
e
imperfeitos
temos
necessidade
d
’
abstrair.
O
raio,
portanto,
ou
qualquer
outro
facto
que
seja,
se
é
manifestação
da
Pro
videncia,
é
também
manifestação
da
sua
Justiça,
manifestação
da
Justiça
que
póde
ser
e
é
muitas
vezes
um
castigo
temível,
que
póde
deixar
de
o
ser
ou
que
póde
sei um
n
ysleno,
urna
coisa
incompre-
hensivel
para
nós,
o
que
não
tira
que
seja
perfeilamente
comprehensi.vel
para
Aquelle
que
obra
com
Intelligencia
Infi
nita.
E’
doutrina
corrente entre
lodos
os
escriplores
oilhodoxos
que
se
occuparam
d
estes
assumptos
que
Deus
muitas
vezes
n
’uns
acontecimentos
manifesta
mais
cla-
lameule
a
sua
Justiça
e
os
seus
desígnios;
n outros
a
sua Bondade
e
Misericórdia
debaixo d
’
uma apparencia
para
nós cruel;
n'oulroN, emíina,
deixa-nos,
digamol-o
as
’
sim,
ás
escuras,
porijuc
uào lem
ejue
nos
dar
coutas
dos
seus
actos.
Ora,
saben
!o
nós,
por um
fado,
que
tudo
é governado
e
dirigido
por
um Deus
intiíiilanienle
providente
e justo e
de
que
portanto
um raio
não
cae
sobre a
ca
beça
d
’
um
pobre
diabo sem
que
Elle
o
queira,
do
mesmo
modo
que,
como
Elle
proprio
assevera,
um
passarinho
não cae
sobre
a
terra,
nem um
cabello
sem
a
sua permissão, e conhecendo
nós,
por
outro
lado,
que
um
indivíduo
que caiu
fulminado
de raio,
era
um
perverso,
um
prevaricador
dos
preceitos
divinos,
um
reu
de
lesa-Magestade
Divina,
não nos
seiá
licito
crer
e
allirmar,
em
taes
casos
racioiialmenle
que
o raio
foi para
essè
indivíduo
um lerrivel mansageiro de
Deus,
um
castigo
da
sua Providencia?
E
’
evi
dente
Deus
não
procede
como
o homem,
ente
limitado,
imperfeito e contingente
’
que
agora
conhece,
logo
ignora,
agora
providenceia,
logo
pune,
agora
premeia,
logo
medita,
agora
dirige
uma
cousa,
logo
dirige
outra,
ou
agora
destroe
o
que
logo
edifica;
não:
Deus
tem
um só aclu
para
tudo:
por
este
unico
aclo
Elle
co
nhece, dirige
e governa tudo
na
ordem
material,
na ordem moral e na
ordem
sobrenatural
e
tudo
ao
mesmo'
tempo,
se
ainda
assim
nos
podemos
exprimir.
Esclareçamos
a nossa doutrina
com
alguns
exemplos.
O
que
primeiro
nos occorre
é o
di
luvio, facto
incontestável
perante
a ver
dadeira
sciencia
d'accordo
sempre
com a
sua
irmã,
a
Revelação,
filha
do
mesmo
Pae
e
só
facto
problemático,
se
não
fa
buloso,
para
os
sábios
de
cá
cá-ra-cá.
Diga,
se
quizer,
o
«Amigo
do
Povo»,
que
esse
f
----
___
•
para
os
sábios
de
cá
cá-ra-cá.
facto
foi
uma
manifestação
das
leis
da
natureza.
Muito
embora
Mas o
que
não
póde
negar
em
face
da
sã
razão
é
que
elle
foi
uma
manifestação
da
Pro
videncia
Divina,
um
terrível
mensageiro
de
Deus,
o
castigo
de
um
Deus
infinita
mente
Providente
e Justo,
infl.gido
á
humanidade
prevaricadora.
Diga,
se
quizer,
outro
tanto
do fogo,
descido
do
céo
sobre Sodotna
e
Gomorrha,
sobre
os
ursos
que
devoraram
os
rapazes
que
mofavam
do
prophela
Eliseu,
sobre
o
fogo
que abrazou
os
homens
que
vi
nham
prendel-o
de
mandado
d
’
um
tyran-
no.
sobre
o
fogo
que
sa u da
terra,
de
pois
que
os
emissários
de
Juliano
aca
baram
de
desfazer
os
alicerces
do
Tem
pio
de
Jerusalem,
para
realisarem
assim
sem
o
quererem,
o
contrario
do
que
pre
tendiam. facto tradicional
e
que
é narra
do
por
escriptores
sagrados
e
profanos.
Diga,
muito
embora,
que tanto
estes
factos
como
milhões d
’
oulros
da
mesma
natureza
que
podiam
citar-se,
são
mani
festações
das
leis
da
natureza:
mas
ainda
que
aqui
não
queira
vèr
o
dedo sobrena
tural
da
Divindade, não
poderá
jamais
negar,
em lace
da
sã
razão,
que
todos
elles
são
manifestações
terríveis
d
’
um
Deus
infinitamenle
Providente
e Justo,
a
não
t»er
que
queira negar
a
Divindade
e
seus
atliihutos.
Proseguiremos.
A.
M.
O
(irfaiiieiito.
Tendo
já
sido
apresentado
o
orçamento
para
o
futuro
anno
economio
de
1878
a
1879,
a
«Nação»
exlratando-o,
faz-lhe os
segumles
commentos de
baixo
do
titulo—
Desastre
financeiro
do
liberalismo
—
que
com
a
devida
venia
transcrevemos:
economico.
Repare-se
em
que
este
«O
governo
distribuiu
já
o
Orçamento
do
Estado
para
o
anno
de
1878-79.
Acha
mos
feito
o
exlraclo
d
’
este
documento
por
penna
interessada
em
não
lhe
tornar
o
aspecto
mais feio,
e
comtudo
a
chamal-o
horrendo
e
uma
prova
incontrastavel
da
imbecilidade
liberal
em
matéria
de
finan
ças.
E
dizemos liberal, porque
todos
os
estadistas
da
liberdade
são
operários
res
ponsáveis
da
monstruosidade.
Com
efleito,
um
facto luminoso
se
extrae do
documento;
vem
a
ser,
que
o
incremento
espantoso
da
receita
publi
a
é
sempre
excedido
pelo
augmenlo
de
des
peza.
Resulta
d
’
aqui
que,
no
45
0
anno
da
gerencia
liberal
da
fazenda
do
desventu
rado
paiz,
caido
na
voragem
tnindelleira,
lemos,
depois
de todas
as
deducções,
om
déficit
de
2:000
contos,
que
contamos
lia
de
engordar
vistosamente
d
’
aqui
até
findo o
tal anno
Repare-se no
augmenlo
de
despeza
1:739
contos!!!
Repare-se
em
que
este
augmento provém
de
ser
esse
orçamento
mais
bem
e
mais
lealmenle
feito,
ou
de
despezas herdadas
já
pelo aclual
ministé
rio.
Por
onde
se
conclue
a
seriedade,
com
que
são
tractados
negocios
financei
ros
pelo parlamento,
que
deve
ser
fiscal
d
’
elles,
e
se
tem
contentado
até
agora
com
orçamentos
mal
feitos
e
desleaes,
quer
dizer
com
fantasmagorias!
.
.
.
E
no
fim
de
tudo,
estes
financeiros
da
liberdade
não
bancarrôta,
a
qual
existe
em
cia,
emqtianto
que
o
Estado
paga
os
serviços
públicos,
sendo
as
províncias
da
publica
adminis
tração,
mais
que
outra
qualquer
coisa,
em
realidade
não
são senão
asylos
de
men
dicidade.
IJm
professor
primário,
no
an
tigo
regime,
linha
904'100
de
ordenado,
o
que
attenta
a depreciação
da
moeda desde
50
annos
para
cá,
quer
dizer
que esse
funccionario
tinha
pelo
menos
de
orde
nado
o
triplo,
ou
2704000
reis.
Ora
os
ordenados
dos
professores
primários
con
servam-se
sempre
na
mesma,
salvo
alguma
prestação
votada
pelos municipios,
que,
quando
muito, eleva
a
magra
pitança
a
110
reis
ou
1204000.
Ora,
quem
não
paga
o
que
devia
pagar,
interpretando
leal
mente
as
leis
económicas,
é
bancarro-
teir
o.
Um
amanuense
de
secretaria
de
2.»
classe tem
164000
reis
de
ordenado
men
sal,
menos
que
qualquer
sapateiro
ou
alfaiate.
. .
Na
Magistratura
é
escusado
fallar.
Os
homens
que
teem
de
julgar
da
vida,
da
estupendos
escapam
á
permanen-
liberal
não
como
deve,
lambem
dizemos
com o
«D.
Onde
vae isto parar
?
Por
fazenda
e
da
honra
do cidadão,
são
re
tribuídos
pelo Estado
liberal
indignissi-
mamente.
E
assim
em
tudo... Mas não
cuidem
que
acabou
esta misérrima
e
vergonho-
sissima
historia liberalíssima.
Veja
bem
o
paiz
a
conclusão do
ar
tigo
do
•!).
Popular».
Paga
a
nação de
juros
e
amortisação
annuaes,
pelas
divi
das
da liberdade,
12:831
contos,
devendo
saber-se,
que
a
amortisação
entra no caso
como
Pilatos
no
credo—
os
encargos
da
vida
já
excedem
metade
de toda a
receda
publica.
E
nós
Popular»:
nossa
parte
responderemos
...
a Pan-
tana.
Escusado
é
dizer
que,
reclamando
as
colonias
despezas
importantes
para
pode
rem
ser
conservadas,
o
orçamento
libe
ral
quasi
não
cura
d
’isso.
parecendo
apos
tado a
entregal-as
aos
inglezes,
que
a'
cubiçam,
não
as
podendo
o
liberalismo
grangear.
Só nos
resta
proclamar
as
maravilhas
da
maravilhosa obra de
34,
que se
tra
duzem
n’
isto:
Bancarróta
financeira,
Bancarrôta
moral!
Demos a
palavra
ao
«D.
Popular»:
Foi
hontem
distribuído
na camara dos
deputados
o
orçamento
do
estado
para
o
anno
de
1878-1879.
A
receita
é
calculada
A
despeza,
idem
em
25.358:2764000
28.162:0844586
de
2.803:8084586
Manifestando
o
defieit
Applicando,
porém, ao
pagamento
das
côngruas
do
clero
parochial
nas
ilhas
a
quantia
de
45
contos
de
reis,
tirada
do
cofre
dos rendimentos dos
conventos
de
religiosas
supprimidos,
fica
o
déficit
redu
zido a
2.758:8084586
reis.
O
governo conta
que os
rendimentos
das
alfandegas
produzirão mais
500
con
tos
que
o
calculo
do
orçamento,
no
qua
inllue
muito
a
depressão da
receita
em
1876
por
causa
da
crise.
Calcula
que
as
vacaturas
nos
serviços
públicos
produzi
rão
259 contos
de
diminuição
na
despeza^
Por
este
modo
o
déficit
será
contos,
ao
qual
se
deve
fazer
varias propostas
de fazenda.
A
receita
calculada
para
era
de
25.262:1244
00
reis,
orçamento
para
1878-1879
suppõe-se
ape
nas
o augmento
reis.
Esta
receita classifica-se
do
seguinte
modo
nos
dois
orçamentos comparados:
de 2:000
face com
1877-1878
Assim
no
de
receita
de
96:
15240U0
Impostos
direclos
Orçamento
de
1877-78
Orçamento
de
1878-79
Para
menos
no
anno
futuro.
Orçamento
Orçamento
de
1877-78
de 1878-79
Orçamento
de
1877-78
Orçamento
de
1878-79
'ara
menos
6
191:4804000
6.147:8904000
Sello
e registo
43:5904000
2.221:0004000
2.222:0004000
Para
mais
Impostos
indireclos
13
631:2844000
13.483:0504000
148:231400)
Proprios nacionaes
Orçamento
Orçamento
Jara
mais
de
1877-78
2.112:5634000
de 1878-79
2.306:0344000
193:4714000
Compensações
de
despeza
Orçamento
de
Orçamento
de
1877-
78
1878-
79
1.105:7974000
1.199:3024000
’
ara
mais
A
despeza
<
e
26.424:6854358
reis.
A
proposta
para
878
1879
é
de 28.162:0844586
reis.
>
ropõe-se o
augmenlo
de despeza
de
reis
1.737
3994028.
Este
augmenlo
provém
de
ser
o orça
mento
mais
bem
e
lealmenle
feito
e
de
despezas
independentes
da
acçào
d
’
este
governo.
Assim
o referido
augmenlo
pro
vém
das
seguintes
causas:
Juro
dos
4
milhões
de
libras
emillidos
do
empréstimo
537:3134132;
juro
de
ins-
cripções
creadas
pelos
regeneradores
para
penhor
de
empréstimos
258
contos;
en
cargo
da
5
*
emissão
das obrigações
do
Minho e
Dcuro 222:3814000; excesso
em
93:5054000
votada
para
1877-1878
foi
despezas
de
cobrança
dos impostos
por
augmento
do
produclo
d
’estes
ou
por
crea-
çào
de
novas camaras
44
contos;
inser
ção
no
orçamento
de
verbas
pagas
pelo
ministério
da fazenda,
mas
que
andavam
sonegadas,
33
contos;
despeza com
a
transformação
de
um
regimento
de
arti-
Iheria
e
augmento
de companhias
no
ba
talhão
d»
engenheiros
78:5464123; pen
sões
a
veteranos da
liberdade
3:2324675
reis;
por
se
calcular
que
estarão
em
ar
mas
21 mil
homens
em
vez de
18
mil
como
o
snr.
Fontes fingia,
145:7734481
reis;
augmento
de
despeza
na
administra
ção
militar
creada
pelo
snr.
Fontes
18:8614019;
gratificações
ás
praças
de
pret
em Lisboa,
Porto
e Eivas 22:6014050
reis;
augmento nas
despezas
com
estra
das
reaes
85
contos, nas
disiriclaes
e
municipaes
40
contos,
reparações
de
es
Iradas
20
contos, exploração
de
caminhos
de ferro
30:4014125
reis;
despeza
com
os
telegrafes 31:9834745;
augmento
de
despeza
com portos
e
rios
50
contos,
com
edifícios
públicos
61 contos;
com
estudos
de
estra
las
e
caminhos
de
ferro
25
con
tos;
com o
observalorio
da
Tapada
reis
5
43
'4194.
Estas
verbas prefazem
a
tota
lidade
de
1.711:5254544
reis.
A
despeza
por
ministérios
é:
Fazenda
Reino
Justiça
Guerra
Marinha
Estrangeiros
Obras
publicas
Total
dos
ministérios
Junta
do
credito
28.162:0844586
quanto
nos
custa
devemos
notar
que
Total
Para
fazer
idéa
de
já a
divida
publica,
despendemos:
Junta
do
Ministério
Ministério
4.761:5704636
2.121:5154605
591:2734910
3.997:2744151
1.563:5514356
276:1384099
3.471:4634620
16.768:7904377
11.376:2944209
11.376:2944209
1.636:8554*44
18:7004000
13.031:8494653
credito
da
fazenda
do reino
Total
700:4374216
reis
de
juros
posse da
fazenda,
conclue-
Abatendo
litulos na
que
despendemos
12:811
contos
etn
de
se
juros
e
amorlisações
de dividas
do
Esta
do.
A
receita
publica,
deduzidos
os
mes
mos 700
contos
é
de
24:658
contos.
Logo
os
encargos
das
dividas
já
excedem
metade
de
toda
a
receita
publica.
Se
não
pozermos
cobro
n
’
este
augmento
de
divida,
é
fatal
concluir, aonde
iremos
parar?
BIBLIOGRAPHIA.
Felicidade na Familia.
E’
no
interior
dt
familia
que
a
mulher
encontra
as
mais
suaves
alegrias
e
exer
ce
uma
influencia
legitima
e
preciosa.
(Frederico Parry).
lar
domestico
é
o sanctuario vias
mais
puras
afleições,
o
viveiro
feracissimo
dos
mais
generosos
sentimentos,
quando
a
irreligião
não
lhe
crusa
o
limiar, o
cri
me
não
recalca
o
peito,
o
odio não
dis-
vella
as
noites, a
ambição
não
eslonlea
a cabeça, a
imprudência
não
frustra
as
esperanças
dos que
são
unidos
pelo
du
plo
laço
—
viver
para
outrem
e
reviver
em
outrem.
A familia
assim
organisada
lembra
um
templo
em
festa.
Bem
ao
contrario,
quando
a
esposa
troca
os
sacrifícios
da vida conjugal
pe
los
ouropéis
da
vaidade,
prefere
o
nome
de elegante
alma
da
moda
ao suavíssimo
e
encantador
nome
de
mãe,
e
esquece
que
os
enfeites
mais
proprios
da
esposa
são
o
amor
disvellado pelos
filhinhos,
então,
o lar
domestico
é um
atrocíssimo
supplicio
onde
as
lagrimas
escaldam
e
queimam,
os
gemidos
abafam
eatrophiam,
as lembranças
aggravam
os males
pre
sentes
com
a
incerteza
dos
bens
futuros.
A
familia assim
constituída
lembra
um
cárcere
de
réprobos
que
choram
até
á
campa
a
desdita
que
não
acaba.
A
esposa,
é,
pois,
o
laço
mais
forte
do
amor,
como
este
é o
mais apertado
liame
da
sociedade
conjugal.
Do saber,
O
intelligencia
e
sollicitude
da
dona
da
casa
depende
por
seu
turno
a felicidade
do
mestica.
Bem
comprehendera
esta sublime
mis
são
da
mulher no domicilio
conjugal
Ju-
lie
de Fertiault
quando
escrevera
o
seu
mimoso
livro
—
A
Felicidade na
Familia,
primorosamente
traduzido
por
Alfredo
Pi
menta
e
editado
em
nitida
impressão
pelo
snr.
Ernesto
Chardron.
O
auctor
da
Educação
do Coração,
de
pois
de seguir
a
mulher
desde
os
quinze
annos
epocha em
que
seu coração
e
es
pirito
começam
a precisar de
alimento
mais
forte e
elevado que nos
annos an
teriores.
continuou
a
dirigir-lhe
os
pen
samentos
e
a
guial-a de
sua
illuslrada
mão
nas
duas
principaès
phases
da
vida
—
solteira
e
casada, com
a
preciosa
dou
trina
do seu livro—A
Felicidade na
Fa
milia.
As trinta
e duas cartas
d
’
uma
mãe
a
sua
filha
são
outras
tantas
lições
que
só
a
prudência
e
a
experiencia
podem
dar
a
quem
não
comprehende
assaz
a
res
ponsabilidade
que
sobre
si
pesa
e
é
de
masiado
nova
p*ra
caminhar
sosinha
Os
mais
apropriados
conselhos,
os
mais
suaves
diclames, as
mais
ternas
inspira
ções
para
organisação
e
governo
de
casa
acha-as
alli
a
joven
e inexperiente
esposa
que almeja
a
ventura
dos
seus.
Se
a
educação
fosse
completa,
e abran
gesse
os diversos
estados que
a
mulher
póde
occupar
na sociedade,
não
seriam
tão
urgentes
prévios
avisos
que
a
mãe
devotada
á
boa
sorte
de sua
filha
deve
ser
obrigada
a dar-lhe.
Mas,
quão
longe
está
aquella
de
preen
cher
seu
fim,
e
esta
seu
dever!
Necessário
foi
que
Julio
Fertiault,
exemplificando
apresentasse
um
mãe
a
dirigir
sua
filha
na
missão
de esposa,
a
guial-a
no
caminho
oo
dever
e
a confor-
tal-a
nas horas de provação
e
desanimo.
E
de
feito,
a
esposa
que
se
apropriar
tão
salutares
disposições,
regular
seu pro
cedimento
por
tão
justa
norma
de viver
t
não
lhe
será
preciso
concentrar
demasiada
altenção,
energia
e
vontade
para
crear
e
conservar
a
felicidade
na familia.
OltAÇiO.
que
se
deve
resar
diariamente
durante
o
anno
de
1878,
pedindo
o
triunfo
para
a
Egreja
e a
conservação da
preciosa
vida
de
Pio
IX:
«Omnipotente
e
Clementíssimo
Senhor,
concedei
á
Egreja
lodo
o
auxilio
e
bem
assim
ao
nosso
Santíssimo
Padre
o
Papa
Pio
IX,
opprimido
por
tantas
e ião
graves
necessidades.
Os
annos
e
as
dores
afíligem
o
Santo
Ponlilice,
concedei
lhe
pela
vossa
Divina
Providencia,
as
forças
necessárias
para
valorosamente
pelejar
contra
os
vossos
inimigos.
Defendei benignamenle a
Egreja
nas
luctas
que
sustenta
contra
o
erro,
e
contra
as
injurias
que
lhe
dirigem
os
seus
inimigos,
e
perdoando
todos
os
nos
sos
peccados,
glorificai
o
Vosso Santo
No
me,
e
concedei-nos
o dom
de
uma
boa
vontade,
com
o
fructo d’aqnella
paz
que
os angélicos coros,
por
occasião
do
nas
cimento
de
Nosso
Senhor
Jesus
Chrislo,
annunciaram
aos
homens.
Amen».
N.
R.
Os
periódicos
italianos
pedem
aos periódicos catholicos
de lodo mundo
que
reprodusam
esta
oração
GÀZETILSA
Conferencia
de S.
Vieente de
Paulo.
—
Conforme
tínhamos
annuncia-
do,
celebrou
se
ante
hontem
em
casa
do
seu
ex
presidente,
o snr.
dr.
Anlonio
Maria
Pinheiro
Torres
a
primeira
sessão
da
Conferencia
de
S.
Vicente
de
Paulo,
fundada
n
’esta
cidade
no
dia
9
do
mez
proximo
passado,
assistindo
o revd.
mo
snr.
padre
Senna
Freitas,
a
cujo
infatigável
zelo
religioso
se
deve
a sua
iniciativa
e
fu ndação.
Estavam presentes
muitos
dos
illus-
tres
cavalheiros
(cèrca
de 30) que
se
dignaram
inscrever
no
numero
dos
socios
d
’
esta piedosa e
benefica
associação.
Foram
muito
importantes
os
trabalhos
ou
resultados
d
’esta primeira
reunião,
que
acaba
de
ter
logar. Daremos
uma
suc-
cinta
noticia
do
que
alli
se
passou.
O
ex.
1110
snr.
presidente abriu
a
ses
são
recitando a
oração
prescripta
pelos
estatutos
Em
seguida
esclareceu
os
cir-
cumstanles
sobre
os fins
para
que
se
tinham
reunido
alli,
dizendo
que
se
pro-
A
ções
do
estylo.
Eram
9
horas
da
noite.
Muito
folgamos
de registar esta
noticia,
por
vermos
que
vae
ganhando raizes
uma
sociedade
que
tantos
fructos
tem
produ
zido
no
estrangeiro
e
mesmo
em
Lisboa,
e
da
qual,
como
disse
o ex.,no
snr.
pre
sidente,
ternos
direito
a
esperar
grandes
resultados,
embora modestos
apparatos,
como
se
deduz
d
’ella.
A
planta
transplantada
d
’
uma
parai
outra
terra
encontra,
de
ordinário, a prin
cipio,
di(licuIdades
para
se
aclimatar
e
desenvolver:
e
estas
diíficuldades
crescem
á
proporção
que
ella
é
tanto
mais mimo
sa
e
delicada
e
só
quer
nutrir-se
da
seiva
que
lhe
advém
dos mais
nobres
e
mais
putos
sentimentos
que
abriga
o
coração do
homem.
Mas
estamos
certos
de
que
não
foi
debalde
que o
snr.
padre Senna
Freitas
lançou
n
’este torrão
abençoado
uma
das
sementes
mais
preciosas
que
ha
produ
zido
a
arvore
fron
tosa,
divina
e
vi
vi
ticante
do
Chrislianismo.
tlegmentidn.-O
boato
que
as
fo
lhas
de
Lisboa
deram,
do
suicídio
e
mor
te
do
barão da
Torre
de Pero
Palha,
vem j
desmentido,
por
uma
carta
que
seu
gen
ro,
A. Chichorro
da
Gama
Lobo,
publi
cou
na
«Nação»
d’
hontem.
Antes
assim.
Chrgaiia.
—
As noticias
telegráficas,
dão
já
ler
chegado
a
Génova
a
Snr.
a
D
Maria
Pia,
e devia
hontem
ter
entrado
em
Roma,
para
assistir
ás
exeqmas
de
seu
pae, que devem
hoje
celebrar-se.
Bnneo
«lo
.Minho. —
Recebemos
o
relalorio
e
parecer
do
conselho
fiscal
do
Banco
do
Minho,
com
relação
á
gerencia
do
anno
findo
em
31
de
dezjmbro
de
1877,
o
qual
tein
de
ser
discutido
no
dia
21
do
corrente.
Por
elle
se
vê que
o saldo
da
conta
de
ganhos
e perdas,
é
de
.......
“
rs.,
sendo assim
distribuído:
possível,
n’
esla
ci-
a
palavra
ao
snr.
que,
em
harmonia
o
ex.
m
“
snr.
pre-
pre-
una-
nos
sua
pelo
curava
esclarecer
mais
e mais os
mem
bros
d
’esla
sociedade
puramente
de
cari
dade
sobre
a
sua
natureza,
indole,
fins
e
meios
d
’
acção,
afim
de
que
tudo
se
regularisasse
de
fórma
a
ella
poder
func-
cionar,
o
mais
breve
dade.
Deu,
em
seguida,
padre
Senna
Freitas,
com
o
que
havia
dito
sidente,
leu
uma
extensa
circular da
Con
ferencia
central
de
Paris,
onde
se
dissi
pavam
algumas
objecções que se
faziam
a
estas sociedades,
e
onde
se
davam
mi
nuciosas
indicações
sob
a sua
origem,
que
é
o
espirito
de
verdadeira
caridade,
sobre
seus
meios
d
’
acção
e
fins
que
consistem
em
levar
o
obulo
da caridade
christã,
em
generos
ou
especies
a
todos
os
indi
víduos
e famílias
pobres
e
envergonhadas,
preferindo-se
sempre
as pessoas
mais ne
cessitadas e dotadas
de
bons
sentimentos
e
costumes;
sobre
a
qualidade
da
esmo
la,
que
é
corporal
e também
espiritual
por
meio
dos
bons
conselhos e
exhorta-
ções.
que
a
graça
e
o verdadeiro
espirito
de
caridade
sabem
inspirar
com
bom
re
sultado,
e
para
o
que
ha
lambem
um
bibliothecario
encarregado
de
fornecer
os
livros
quese.julgar
conveniente
darem-se,
segundo
as circumstancias
dos
soccorridos;
sobre
o inviolável segredo
a
que
lodos
os
membros são
obrigados
para
com os es
tranhos
a respeito
das
esmolas
que
se dão
e
das
familias
e
indivíduos
que
se
soc-
correin.
Além
de
muitos
outros
pontos
secun
dários, recommendava
também
a
circular
a
necessidade
de
que
os
membros
pozes-
sem
inteiramenle
de
parte
tudo
que
lo
casse
com a
política,
evitassem longas
discussões
e
se
mostrassem
por
toda
a
parte
como
bons
christàos,
edificando
a
lodos
com
as
palavras
e
com
um
exem
plo
irreprehensivel.
O
snr.*
presidente
concedeu,
em
se
guida,
a
palavra
áquelles
senhores
que
tivessem
algumas
propostas
a
apresentar
ou que
precisassem
de
esclarecimentos
sobre
alguns
pontos.
O
ex.
rau
snr.
conselheiro Torres
e Al
meida
mostrou
a grande
conveniência
que
havia
de
que
a
Meza
fosse
em
commissão
pedir
ao
ex.'
no
Prelado que se dignasse
dar
a
sua
approvação
a
esta
sociedade,
bem
como
acceitar
a
dignidade
de
sidenle
honorário, proposta que
foi
niinemente
approvada; e
segundo
consta
a
Meza
já
desempenhou
a
missão,
sendo
em
tudo
bem
acolhida
Prelado
Tomaram
ainda a
palavra
os
ex.
mns
snrs.
dr.
Adolpho
Pimentel,
dr.
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva,
e
outros
illuslres
cavalheiros,
pedindo
alguns
esclarecimen
tos,
e
discutindo sobre
vários
alvitres
tendentes
á
melhor
realisação
dos fins
que
a
sociedade
se
propõe,
ficando
já
os
membros
prevenidos
de
reíleclirem
duran
te
o inlervallo
que
decorre até
á
primei
ra
sessão, sobre
os
melhores
meios
de
conseguirem
esses
mesmos
fins,
e
de
po
derein
obter
conhecimento
de
pessoas
em
estado
de
deverem
ser
soccorridas.
Depois de
muitas considerações apre
sentadas
pelo
ex.
1”8
presidente
em
que
esclareceu
alguns
pontos
duvidosos
e
apre
sentou
o
seu
parecer
sobre
ouiros,
resol
veu-se na
sessão seguinte
que
ficou
mar
cada
para
segunda
feira, 21,
continuar
a
discussão
e
examinar
as
propostas
dos
membros.
Propoz
que
o
snr.
padre
Senna
Frei
tas
fosse escolhido para
direclor
espiri
tual,
sendo
unanimemenle
apoiada
esta
proposta.
Disse
que
em
virtude
da faculdade
que
Ilie conferiam os
estatutos
tinham
sido
nomeados
os
membros
que
faltavam
para
completar
a
Meza,
e
eram
os
snrs.
dr.
Joaquim
José
Malheiro
da
Silva,
para
vicé-presideule;
Francisco
José
Vieira
de
Carvalho,
para
2.°
secretario;
e Antonio
Joaquim
de Mesquita
Pimentel,
para bi-
bliolhecario.
Por
fim
convidou
o
snr.
thesoureiro
a
receber
da
Assembleia
a primeira
col-
lecla
em
dinheiro,
observando
que
se
ac-
ceilava
toda
e
qualquer
quantia,
e ten
do-se
porisso
mesmo
adoptado
todas
as
piecauções
pira
que
este
acto
se
fizesse,
como fez,
com
segredo
e
reserva.
Também lembrou
que
uma
pessoa
de
fóra
havia
já
offerccido
uma
libra
e
que,
como
esta,
muitas
outras
esperava,
ao
passo
que
a
sociedade
e
seus
benefícios
practícos
se
forem
tornando conhecidos.
Reservando-se
o
mais,
bem
como
ou
tros
trabalhos,
que tem
de realisar-se esta
semana
para
a
próxima sessão,
o
ex.m
°|
snr.
presidente encerrou-a
com
as
ora-i
e
isentos
de
do
espirito
Para
dividendo
do 2.° semes
tre
de
1877 complementar,
relativo
ás
acções
emitti-
das—3 p. c.
ou
3^900
rs.
por
acção.
Para
amortisar
a
conta—re
serva
para
decimas
Para
nova
conta
de
liquida
ções
Para
decima
do
corrente
an
uo
Para
a
nova
conta
de
ganhos
e perdas
43:557^690
16:056^000
5:683^800
7:00041000
3:200^)00
11:617^890
43:557^690
gnaes
d
’
incendio,
quepegára
n
’
um cobêrto
para
os
lados
da
Escoura.
Os
prejuisos
foram
insignificantes.
Guerra do
Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do
Oriente,
são
os que seguem:
Constantinopla
12—Em
consequência
de haver arguido o
gran-duque
Nicolau
que,
antes
de
tudo,
era
necessário
ac-
cordar
nos
preliminares
da
paz,
a
Porta
pediu
á Rússia
as
condições
para
esses
preliminares.
Um hall
imperial
diz que
a
mudança
de
gabinete
foi
necessária
pélas circum-
stancias,
e
convida
os
novos
ministros
a
altenderem
os
conselhos
das
potências
amigas, que
desejam
garantir
a
integridade
da
Turquia.
Londres
12
—
O
«Daily
Telegraph»
as
segura
que
a
Porta
recusou
a
discutir
simultaneamente
as
condições
do
armisti-
'
cio e
da
paz, pois
que
não
quer
confundir
'
as
duas
questões.
A
deíez.a
de
Andrinopla
é
considerada
impossível.
Paris
12
—
Os
servios
tomaram
em
Nisch
150
canhões e
30:000
espingardas.
O
te
nente
de
marinha
Lespinasse,
oílicial
ás
ordens
de
Mac
Mahon, acompanhará
a
Ma
drid
o almirante
Fourichon.
Constantinopla
13
—
Chegou
a
resposta
da
Rússia.
O
conselho
de ministros reune
para
examinar.
Ragusa
13
—
Os turcos
abandonaram
a
linha
de
Bayonna,
concentrando-se
em
Scutari,
onde
estabeleceram
uma
bateria
de
42
canhões
Krupp.
Londres
13
—Reuniu
o
conselho
de
ministros.
Bright,
discursando
do meeting
de Birminghan,
aflirmou
que
a
nação
in-
gleza destja guardar
eslricta
neutralidade.
O
«meeling»
adoplou
a
resolução,
pro
testando
contra
a
intervenção
a favor
da
Turquia.
Constantinopla
13
—
A
resposta
da
Rus
i
sia
exige
que
sejam
enviados dois dele
gados
ao
quartel
general
russo,
alim.de
tratarem
dos
preliminares da
paz,
conjun
clamente
com
o
armistício
Partiram
Reouf-
|
Pachá e Servor-Pachá.
Os turcos
incendiaram
e
evacuaram
Ta-
tar
Basardshik
e
Jeni
Saghra.
A
esquadra
ingleza
de
Malta
faz pre
parativos
de
partida.
Vae
para
o
Le
vante.
Vienna
14
—
A
Áustria aceedera
em
aconselhar
a
Turquia,
que
dirija
ás potên
cias
o
ultimo
appello
relalivamenle
ás con
dições
de
paz
com
os
russos, cuja
com-
municação
aguardaria
a
conclusão
defini
tiva da
paz,
considerada
impossível
sem
a
approvação das
potências.
Londres
14
—
Os delegados da
Turquia,
que
vão
ao
quartel
general russo, são os
Pachás
Server
e
Namik.
A
Porta
ordenou
a
evacuação
de Phi-
lipolis,
em
consequência
de
se
aproxima
rem
os
russos.
Augmenla
a
agitação
na
Creta.
Movimento do
Sloapital
de
K»reoa.—
Doentes
existentes
em
6
janeiro:
60
homens
e
95
mulheres.
Entraram
durante
a
semana finda:
20
homens
e
23
mulheres.
Sahiram: 8
homens
e
14
mulheres.
Falleceram:
2
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
12
de Janeiro
72
homens
e
102
mulheres.
Como
se
vê,
pois,
o
dividendo
a
distri
buir
é
de 3 p.
c.,
ou
3^000
reis
por
acção.
OíTertn
á
eueola de Mereliin.
—
O
ill.mo snr. Antonio Rodrigues
Padim,
acaba
de
olferecer
á
escola
de
Merelim
dois
magníficos
retratos,
primoroso
tra
balho
d
’
um
artista
portuense.
São estes retratos
os
do
fallecido
in
stituidor
d’aquella escola, José Antonio
Fernandes,
e
o
do
bemfeilor
José
Mar
ques
Antunes,
que
á
mesma
legou ha
poucos
annos
(Í00<5
!
H)0
reis
annuaes
para
custeain.ento
de
despezas.
Ao
açlo
da
mpuguração
d,os
retratos
na
espaçosa casa da
esçoj.a„
que
te.ve, lu
gar
no domingo
passado,
assistiram
a
Junta
d,e parpichia,,
o,
rçyd.° J^q
1
uiffl
Fernandez
Lopes
—
irmão
do instituidor,
o
professor
e professora,
meninos
e
me
ninas
que
frequentam
a
escola»
e
varias
pessoas-
Ao
descerrar
o
ts
retratos
uma
tilliinha
do
snr.
João
Azevedo,
recitou
uma
for
mosa
poesia
allusiva
ao
acto,
depois
da
qual
uma
orchestra tocou
o
hymno
doi
rei.
Usou depois
da
palavra
o
snr.
Azevedo,
■
Ilustrado
professor
da
mesma
escola,
que
discorreu
proficienlemente
sobre
a
ne
cessidade
e
vantagens
da
instrucção
popular,
incitando
os
paes de
familia
a
mandarem
os
seus
íilhos
á escola,
e
lamentou que
o descuramento injustificável
d
’
aquelles
faça
pensar
os
poderes
públicos
em
uma
lei
que
torne
obrigalorio
o
ensino.
Sobre o mesmo
assumpto
discursaram
ainda
os
snrs
Padim,
e padre
Lopes.
O
snr.
Padim,
promovendo
aquella
festa
escolar,
é
digno
de
altos
louvores,
que
muita
satisfação
temos
em
tributar-
Ihe.
Huspede
Hluatre.—
Esteve
alguns
dias
n
’
esla
cidade
o snr.
A
de Castro
Neves,
redactor
do
«Jornal
das
Senhoras»,
e
escriptor
de
vasta
illustraçào.
leques
«Tineen«li<>.
—
Depois
do
meio
dia
d'hontem
deram
as
torres
si-
s.
de
A
’ caridade.
—
Imploramos
a
carida
de
das
almas
piedosas
para
que
se
lem
brem
da
infeliz
Luiza
Ferreira
com
uma
estnola;
acha-se
gravemenle
enferma,
e
vive
em
extrema miséria.
Reside
na
rua
de
Guadelupe,
n.°
4.
Appelo » caridade.
—
Pedimos
ás
aljinas
caridosas
uma
esmola para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da
Moita,
oílicial de sa
pateiro,
morador nas Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza,
não
podendo,
pelo
seu mau
estado
de saude,
ganhar meios
para sua
subsistência,
sua mulher e
íilhos.
de
pessuas
enritntivag,—
Na
Direita,
da
freguezia
de
S.
Pedro
de
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de 16 annos
de
idade,
e
(ilha
de
paes
exlremamente
pobres,
que
conlinuamente
soífre
dores
tão
acervas,
que
só
as
almas
bemfazejas
lhe podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
rua
Ma-
A’
m
«Imas earidotas. —
Recommen-
damos
ás
almas
caridosas
uma infeliz
viuva,
moradora na rua
de
S.
Bernabé,
n.°
13,
(solão).
Tendo
80
annos
d
’edade,
e
porisso sem
poder
applicar-se
a
qualquer
trabalho,
lucta
com
a
miséria
extrema.
THEATRO
DE
S.
GERALDO
Domingo,
20
de
janeiro
de
1818
BAILE
DE
MASCARAS.
Principiará
ás
8
horas
da
noite.
CONVITE
Joaquim
Maria
da
Costa
Rebello
e
D.
Maria
Julia
Alves
Passos Rebello,
convi
dam os
seus
amigos,
e
os
de
sua
sempre
chorada
irmã
e
cunhada D.
Maria
Pul-
cheria
da
Costa Rebello,
a
assistir
a
uma
missa que
por
alma da
finada
se
ha
de
resar
na
egreja
dos
Terceiros,
domingo,
20
do
corrente, pelas
11
e
meia
horas
da
manhã.
ANNUNCIOS
ESCliIPTOlilO
■lacintho José Antunes Lima, pro
curador de eauaaa encartado na
rua
do
Soeeorro de Cima, n.°
8Í,
l.° andar, e
reeideneia no —
Lisboa.
Conlinúa
a
tratar
de
causas
em
todas
as
Instancias, recursos
do
Conselho
d
’
Es-
tado,
Breves
de
Roma
e
Nunciatura,
pen
dências
em
todas
as secretarias,
e
liqui
dações
de
heranças,
recebendo
para
o
di
to
tim
procurações
de
todas
as
terras
d»
reino,
continuando
a
desempenhar
os
man
datos
que
lhe
são conliados
pela mesma
fórma
como
o
tem
feito
ha
30
annos,
com
honra, zêlo
e
probidade.
(701}
HOSPITAL DE VÍLLA REAL
São
convidados
os
revd
89
Ecclesiasti-
cos
a
quem
convier
o
logar
de
Capellão
do
Hospital
da
Divina
Providencia
de
Villa
Real, a
aprezenlarem,
ao
respectiv»
Jrovedor
ou
Escrivão
até
o
dia 5 do
pro-
ximo
mez
de Fevereiro,
suas
declara
ções.
O
vencimento
annaul,
pago
mensal
mente,
é
de
200.000 reis
sendo alem
do
encargo
proprio
o
da Missa
quotidiana.
Villa
Real 12
de
Janeiro
de
1878.
0 Escrivão
Albano
Cavado
da
Costa
Lobo.
OUTRO-SIM
São
convidados
os snrs. Pharmaceu-
ticos
habilitados
a
quem
convier o
logar
de
administrador
da
Botica
própria
do*
lospital
da
Divina
Providencia
de
Villa
leal,
para,
que
até o
dia
5
do
proximo
mez
de Fevereiro aprezentein
ao respe-
ctivo
Provedor,
ou
ao
Escrivão,
os
seus
requerimentos
documentados.
O
vencimento
annaul,
pago mensal
mente,
é
de
360.000
reis
com
a obrigação
de
ter
um
praticante.
Villa
Real
12
de
Janeiro
de
1878.
O
Escrivão
(702)
Albano Cavado da
Costa
Lobo.
BANCO
DO
MINHO
São
convidados
os
snrs.
accionistas.
d
’
este
Banco
a reunirem-se em
sessão
d
’
Assemblea geral
ordinaria
no
dia
21
do
corrente
pelas
11
horas
da
manhã,
na
caza
do
Banco,
para
ser
discutido
o
re
latório e
contas
da
Gerencia aprezenladas
em
sessão
de
hoje,
votar-se
o
parecer
do
Conselho
Fiscal,
e proceder-se
á eleição
da
Gerencia
do mesmo
Banco.
Braga
15
de
Janeiro
1878.
O
Prezidente
José
Maria
Rodrigues de
Carvalho
D1NHEIRO
dá-se sobre
qualquer
obje-
do
de
valor.
Rua
das
Palhotas
n."
83.
(681)
Venda de bens de raiz
Por deliberação
da
Com
missão
liqui
datária
do
casal
do
exm.0
Manuel
Gomes
da
Silva
Mattos,
creada
por
escriptura
em
7 de
dezembro
ultimo
feita
na
Nota
do
Tabelião
João
Marcos
d
’Araujo
Ribeiro,
tem
de
ser
arrematadas
e
entregues
a
<]uem
mais
der,
convindo
os
preços,
a
casa nobre
n.° 7
do
Campo
de
SantAn-
na,
as
tres quintas
bem
conhecidas
de
Gualtar,
proximo
á
estrada
de
Chaves
e
da
egreja
d
’
aquella
freguezia, com
a
de
nominação
de quintas
da
Pia,
da
Bouça,
e
de
Villar,
e
finalmente
o
campo
junto
ao
Eido do
Padre
com
frente
para
am
bas
as
ditas
estradas.
Esta
arrematação
terá
logar
no
salão
do
Thealro
de
S.
Geraldo
ás
11
horas
do
dia
27
do
corrente
mez.
Em casa
do
snr.
Paulo
José
da
Cos
ta,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho,
estão
patentes
os
esclarecimentos
que
foi
possível
obter não só
dos
encargos
de
cada
um
dos
ditos
prédios,
como
dos
fo
ros
e
bens
que
pertencem
a
cada
um.
Braga
7
de
janeiro
de
1878.
Henrique
Freire
d
’Andrade
Manuel
Luiz
Ferreira
Braga
Antonio
dos
Santos
Azevedo
Magalhães.
(693)
Banco
Commercial Agrícola e
In
dustrial de Villa
Beal
(Sociedade
nnonyina de responsa
bilidade
limitada)
MICA
DF,
TABACOS
IWIII®
DE
MIGUEL
AUGUSTO,
FONSECA
&
CARDOSO
FABRiCA:
Poço
das
Palas,
118
POKTO.
IOOSHOS
FIIIAES:
R.
das
Flores,
298
5»«SÍT«».
Rua
Áurea, 208
i
k
;
o
4.
Premiados
com
medalha de l.*ele«iie na ExpoaDição Inlrrnaelunal
Portuense
de 18®5,
e
na
Philadelphio de
I&9S.
São
convidados
todos
os
accionistas
d
’
este
Banco
a
concorrerem
á
assembleia
Geral
que
ha
de
reunir-se na
sede
do
mesmo
Banco
em
20
do
corrente
pelo
meio
dia,
para
lhe
ser
presente
o
rela
tório e
contas
da
Gerencia e
parecer
do
Conselho
Fiscal,
com
relação
ao
anno de
1877,
e
se
proceder
á
eleição
da
meza
da
Assembleia
Geral
e
Conselho
Fiscal.
Na
segunda
reunião,
cujo
dia
ha
de
ser
designado
na
primeira,
tem
de
discu
tir-se
o
relatorio
da
Gerencia,
e
como
es
ta
terminou
o
seu mandato,
proceder-se
á
eleição
de nova
Gerencia,
—
art.
os
42
a
46
dos
estatutos.
Villa
Real,
3
de
janeiro
de
1878.
Por
auclorisação
do
exm.0
vice-presidente,
O
l.°
secretario.
Dr.
Augusto
Guilherme
de
Sousa.
(685)
Tendo
os
proprietários
d
’
esta
fabrica
sido
victimas
das
mais
cruéis e
vís
fal
sificações,
fazem saber
aos
snrs.
consumidores
de
seus
productos, que
leem
altera
do
a
inscripçâo
e
desenho
dos
invólucros
ou
cintas
que
cingem
os
seus
bem
con
ceituados
e
coahecidos<=Ci
gnrro»
espeeiaes
l»nvanas = ,
em
massinhos
de
8
cigaros;
e por
isso
chamam
a
atlenção
dos
mesmos
snrs.
consumidores,
para
que
não
sejam
illudidos
na
sua
boa
fé.
scientiticando-os
de
que
os
rolulos,
além
d
’
um
leão
(distinctivo
e marca
d
’esla
fabrica)
em
maiores
proporções, legenda
da firma
dos
proprietários
—
Miguel Augusto, Fnnseea A-
Cardoso—,
levam
ao
lado,
escriplo
em
caracteres
bem legíveis
e
em
sentido
transversal
M4KCA
EEÃO;
e pe
dindo
lhes para
que
se
dignem bem
attenlar
na
inscripçâo
e
njarca
que
acima
re
produzem,
evitando assim
o
serem
ludibriados.
Não
encarecem
os proprietários
a
excellencia
da
qualidade
cfestes
cigarros
e
mais
productos sahidos
da
sua
fabrica,
porque
os
snrs.
consumidores
os conhecem
de sobejo
para
os
poderem
avaliar;
e
ao
que
visam,
tendo
feito
a
alteração
na
tn-
scripção
e
servindo-se
da
publicidade,
é
evitar
o
descrédito
da
sua
fabrica
em
de
trimento
seu
e
dos
snrs.
consumidores
que
os
obsequeiam
com
a
sua preferencia,
a
qual
diligenciarão
fazer
sempre
por
merecer,
primando
cada
vez
mais
em
aper
feiçoar
os
seus
producins.
(694)
Miguel
Augusto,
Fonseca
&
Cardoso
LE
CONSEILLEK
DES
bAMES
ET
DES
DEMOISELLES.
ANNO
XXIX.
Pei-iódie<»
iliastruclo.
ANNO
XXIX
Banco
Commercial de
Braga
No
dia 25
do
corrente
pelas
II
ho
ras
da
manhã,
na
casa
do
mesmo
Ban
co,
tem
de
se reunir a assembleia
ge
ral
dos
snrs.
accionistas d
’este
Banco,
para a
discussão
do
relatorio
da
Direc
ção
e parecer
do Concelho
Fiscal, apre
sentados
em sessão
de
fO
do
corrente,
e
em
conformidade com’
o
que
alli
foi
resolvido,
e
em
virtude
do
artigo
33
dos
Estatutos.
Braga
11
de
janeiro
de
1878.
O
secretario,
Gvnçalo
Antão
de
Micedo Sá
e
Abreu.
Mu lança
d.’ourivesaria
Luiz
Joaquim
d’
01iveira,
declara
que
mudou
a
oflicina d
’
ourives,
que
tinha
na
rua do Souto
n.°
51,
para a
mesma rua
n.°
19,
2.°
andar
Outro
sim
declara
que
conlintía
a
sa
tisfazer
com
a
maior brevidade
e perfei
ção
qualquer
encommenda que
lhe
seja
feita
e
que
diga respeito
á
sua
arte; as
sim
como
compra objectos
de ouro,
pra
ta e
pedras
preciosas.
(698)
ClBlRGlia WEMT18TA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURG1-
CA DO
PORTO
Rua
de
S.
Marcos
n.°
19.
BRAGA.
Faz
tudo
quanto
diz
respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis,
pobres
e
toldados.
(688)
Publica-se
no
.
dia
1,°
de
cada
mez.=Não
se
recebem
assignaturas
por
menos
de um anno.
Graças
aos
innumeraveis
melhoram
mitos
snccessivamenle
introduzidos,
é
hoje
este
jornal
de
modas
uma
verdadeira
itmiclopedia
de
tmios
os lavores
proprios
para
senhoras.
A
utilidade
e
esmerado
estillo
de
sua
redacçã», as
preciosas
gravuras
de
figurinos,
já
em
preto,
já
a
cores,
os
p.diões
riscados
em
tamanho
natural,
de
modo
a pertnitlirem
a qualquer
pes.-ma
executar
iodos
os
loilelles
publicados;
os
modelos
de
tapeçaria,
coloridos
com admiravel
mestria,
e
de
lacil
reproducção;
gtandes
liras
de
bordados
com as
inicites
d as
suas
assignanles;
numerosos
traba-
hos
de
crochet.
guipure,
tricol.
etc.;
penteados,
chapéus,
rouparia.
musicas,
agua
relas,
rendas,
enigmas pittoresc.s,
guarnições
para
vestidos,
e
desenhos
de
passama-
neria, tornam
esta
publicação
a
mais
sedutora
e
completa, que
uma
senhora
ou
uma
menina
podem
desejar
Le
Conseiller
des
Dames
et des
Demoiselles é
o
unico periódico
que
póde,
pela
ex
tensão
de
seu
texto,
dar
uma
explicação
minuciosa
dos
desenhos
e
padrões,
com
tal
clareza,
que
possam
copiar-se
com
a
maior
facilidade.
PREÇO
PARA PORTUGAL,
POR ANNO
20100
REIS.
Para
facilitar
as
assignaturas,
o
director
do
Le
Conseider
des
Dames el
des
Demoiselles, entendeu-se
com
a
administração
d’
esle
jornal,
em
Braga
rua
Nova,
3,
para
onde
podem
ser dirigidas,
acompanhadas
do
seu
importe.
Também
se
encarrega,
mediante
pequena
retribuição,
de remelter
ás
senhoras
assignanles
os
brindes
que
escolherem.
FILIAL Dtt CAlXâ
EC®®
® MICA
P E
$ HO
IS T A
Sociedade
anónima
de
responsabilidada
li
mitada
Capital
..................
500:000^000
RUA
NOVA
DE
SOUSA,
N.° 9
(Também
com
entrada
pela rua
d.o Campo
BRAGA,
Empresta
dinheiro
sobre
ouro,
prats,
joias,
papeis
de
credito,
cereaes,
roupas,
moveis,
ferrament
s,
e
sob<e
iodo
e
qual
quer
objecto
do
valor
não
inferior
a
100
réis.
Recebe-se
dinheiro
em
deposito a
pra-
so
ou
á
ordem
abonando
juros conven
cionáveis.
A
caixa
está
aberta
todos
os
dias
des
de
as
9
hora
da
manhã
até
ás
7 da noite,
e
nos dias
santificados estará
aberta só
até
ao
meio
dia.
0
gerente
—
â.
G.
Ferreirinu.
GRANDE
PECHINCHA
Largo do Barão de S. Martinho,
caga
d’
AIiueira «fc
Pereira.
Tem
para
vender
3
machinas
de
co
ser,
do
melhor
auctor,
novas,
com
o
aba
timento
de
220500
em
cada
uma.
(699)
FLUIDE
IATIF
de
JONES
Por
suas propriedades beneficas,
goza este
pro-
ducto de
alta e merecida reputaçSo.
Suaetsa e ama
cia
a peite,
allivia
as irritações causadas pelas mu-
donfos
de
clima, pelos banhos do mar, imprassSes
desagradareis
do vento ou
do calor, etc, etc.
Uma
simples appilcaçSo faz desapparecer as ra
chaduras
das
maos e dos beiços. Preço 650 reis.
PARA
OS
CUIDADOS
DO
TOUCADOR
t muito
digno de ser
recommandado ó
Sabão
latir,
que
possue
todas as
propriedades suavizan-
tes
doFIuide,eumaroma delicadisslmo.PreçoBOOr',
23,
Boulevart
des
Capucines, Paris,
De
Fronte da
e
ntrada
do
Grand-notel.
Fabricante
de
Escovai
Inglesa»
Perfurneria, Loja
de
papel.
Objetos de
Fantasia,
Estojos diversos.
Cutelaria,
Artigos
de
Lusco,
Luvas,
etc.
Deposito
em Lisboa,
snr.
Barreto,
Lorêto
n.
0
28
—30
(26
*)
Solicitador—
À. Lopes
da
china
Eseriptoriít—Taypas n.° õ — Corto
(613)
Escola
Americana
Consullorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como de
noite Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S. Francisco)
n.°
22.
(687)
§
Vende
papeis pinta- ©
dos
para
guarnecer
sallas,
$
lindíssimos gostos,
a
prin-
B
cipiar em
80
reis
a peça.
Vende
oiio,
tintas
e
vernizes
para,
pinturas le
casas,
tudo
de
boa
quali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento roma
no
para
vedar
aguas, ges
so
para
estuques
de
ca
sas, tudo de
primeira
qua
lidade.
MESSAGEIRO
Almanak
para
1S78
Por
José
d’
Oliveira
Cardoso.
A
’
venda
nas
principaes
livrarias
e
em
casa
de
João
Ignacio Bernardino,
em
Fol-
gosa
do
Douro.
Preço
50
rs.
e
a
40
rs.
de
10
exem
plares
para cima.
(674)
CAIXA
PAK*
AZEITE
No
largo
de
S. Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para
vender
uma caixa
em
muito
bom
estado
que
leva cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
Quem
quizer
dar
4
a
o
contos
dc
reis a
juro,
sobre
hypolheca e
fia
dor,
falle
n
’
esta
redacção que se
di
rá
quem
o
pretende.
(517)
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSXTARA—
-1877.
Parte de Comércio do Minho (O)
