comerciominho_16051878_787.xml
- conteúdo
-
FO^EIA.
REMGIOSA
3E ?KOTII-2:1OS.%.
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.
3
E.
9Sa>
6.°
ANNO
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
.. ......................................
1&600
»
6
Correspondências
partic.
cada linha
Annuncios
cada
linha.....................
Repetição
....................................
PUBLICA-SE
850
40
20
10
ÃS
TERÇÃS, QIOTAS
E
SABBÃDOS.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
Províncias,
12
mezes.
»
»
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
...............................
6
»
.......................
sendo
duas
assignaturas
2&000
1&050
3&600
3&600
10
N.° 787
Cartt»
eneyelâei» do Xasno Santís
simo Fwitre,
o í*
a|»a
X.SÍÍ.
<
Aos
Veneráveis
Irmãos,
Palnarchas,
Pri-
,
mazes,
Arcebispos
e
lodos
os
Bispos
do
\
mundo
calholico
que estão em
graça e
em
communhão
com
a
Sé
Aposlolica,
LEÃO
XIII
(Conclusa
<>J
Se
as
esperanças,
pois,
da
Italia,
e
de
lodo
o
mundo
se
firmam
Testa força,
tão
favorável
ao
bem
e
á
utilidade
de
to
dos
de
que
goza
a
auctoridade
da
Sé
Anòstolica,
e
sobre
a união
intima
que
une
lodos
os
fieis
ao
Pontífice
Romano,
comprehendemos
que
Nós
não
devemos
ter
nada
tanto
a
peito,
como
conservar
re
ligiosamente
inlacla
á
Cadeira
Romana
a
sua
digmdade,
e
estreitar cada
vez
mais
a
união
dos
membros
coma cabeça, e
dos
filhos
com o
Pae.
Por
tanto,
para
manter
com
preferen
cia a
tudo
e
pelo melhor
modo que poder
mos
os
direitos
e
liberdade
d
’
esta
Santa
Sé
não
deixaremos
de
lutar
para
conser
var
á
Nossa
auctoridade
a
obediência
que
lhe
é
devida,
para
affastar
os
obstáculos
que
se
oppõem
á
plena
liberdade
do nos
so
ministério
e
do
nosso
poder,
e
para
conseguir
voltarmos
ao
estado
onde
os
desígnios
da Divina
Providencia
tinham
ouTora collocado
os
Pontífices
de
Roma.
Não
é,
Veneráveis
Irmãos,
o
espirito
de
ambição,
ou o
desejo
de
dominar
que
Nos
incita
a
isto
;
mas
os deveres
do
Nosso
cargo,
e
as
obrigações
do juramento
que
demos;
somos
ainda
levados
a
isto
não
só
pela
consideração
de
que
este
poder
temporal Nos é necessário, para
defender
e
conservar a
plena
liberdade
do
poder
espiritual, mas
por
que
está
plenamente
demonstrado,
que
é
a
causa
do
bem
pu
blico
e
da
salvação
de
toda a
sociedade
.
humana.
Segue-se
d
aqui que, em
lazão
(
do
dever
do
Nosso
cargo,
que
nos
obriga
a
defender
os direitos
da
Santa Egreja
em
;
relação
do
poder
temporal
da
Sé
Apostó
lica,
não
Nos
podemos
dispensar
de
re
novar e
confirmar
Testa
encyclica
todas
as
declarações
e
protestos,
que
o
Nosso
Predecessor
Pio
IX, de santa memória,
muitas
vezes
fez
e
renovou,
tanto
contra
a
occupação
do
poder
temporal,
como
con
tra
a
violação
dos
direitos da
Egreja
Ro
mana.
Dirigimos
ao
mesmo
tempo
a
Nos
sa
voz
aos
príncipes,
aos
chefes
supre
mos
dos
povos,
supplicando-lhes
instante
mente,
pelo
augusto
nome
de
Deus
Omni
potente.
que
não
regeitem
o
auxilio
que
a
Egreja
lhes
offerece
em
tempos
tão
diffices,
que
se
acerquem
com
animo
ami
go,
e
cuidados
unanimes,
d
esta
fonte
de
auctoridade
e
de
salvação,
unindo.se
a
ella
cada
vez
mais
pelos
laços
do
amor
e
de
um profundo
respeito.
Prasa
a
Deus
que
elles,
reconhecendo
estas
verdades,
e
persuadidos
de
que
a
doutrina
de Jesus
Christo,
como
diz
Santo
Agostinho,
é
a
salvação
dos
povos
quando
a
ella
conformam
Wms
acçôss
(1),
comprehendam
que
a
sua
segurança
e
a
sua
tranquilidade,
assim
como
a
segurança
e
tranquillidade
de
seus
Estados,
dependem
da
conservação
da
Egre
ja
e da
obediência que
se
lhe
presta,
e
que
appliquem
todos
os
seus
pensamentos
e
todos
os
seus
esforços
a
fazer
desap-
pareeer
os
males
que
a affligem
e
ao
seu
Chefe
visivel. Poderão
então
os
povos,
que
governam,
entrar
no
caminho
da
justiça
e
da
paz.
e
gosar
uma
epoca
de
prospe
ridade
e
de gloria.
(1)
Epist.
138,
Alios
3
ad
Marcellinum
n.°
13.
Afim
de tornar
cada
vez
mais
estreita
a
união de todo
o
rebanho
catliolico
com
*
o
seu
Supremo
Pastor,
Nós vos
pedimos,
1
Veneráveis
Irmãos,
com
particular
interes-
'
se,
e
vos exhortamos
com
as
mais
ve-
1
hementes
instancias
a
que
inflameis
no
amor
da religião,
pelo
vosso
zelo
sacer
dotal
e
pela
vossa
vigilância
pastoral,
os
fieis
que
vos
foram
confiados,
afim
de
que
se
liguem
cada
vez
mais
estreitamento
a
esta
Cadeira
de
verdade
e
de
justiça;
que
acceilem todos
a
sua
doutrina
com
amais
profunda
submissão
de
espirito
e
de
von
tade,
e
que
regeitem
emfirn
absolulamen-
te
todas
as opiniões,
ainda
as
mais
genera-
lisadas,
uma
vez
que
sejam
contrarias
ao
ensino
da Egreja
Sobre este
ponto,
os
Pontifices
Ro
manos,
Nossos
Predecessores,
e especial
mente
Pio
IX,
de
santa memória,
no
Concilio
Vaticano,
tendo
constantemente
em
vista estas
palavras de
S.
Paulo:
«
Vigiae, para
que
ninguém
vos
engane
por
meio
da
philosophia
ou
de
um
vão
ar
tificio,
formulado
segundo a
tradição
dos
homens,
ou
segundo
os
elementos
do mundo,
e
não
segundo Jesus
Christo
(2),
não
dei
xaram,
sempre
que
foi
necessário,
de
re
provar
os
erros
que se
espalhavam,
ede
os condemnar
por meio
de
censuras
apos
tólicas.
Nós,
seguindo as
pisadas
de
Nossos
Predecessores, do
alta
d
’esta
Cadeira
Apos
tólica
confirmamos
e
renovamos
todas
essas
condemnações,
e
pedimos
ao
mesmo
tempo
ao Pae
das
luzes
que
faça
que
to
dos
os
fieis,
completamente
unidos
no
mes
mo
sentimento
e
na mesma crença,
pen-
1
sem
e
fallem
absolutamente
como
Nós.
Importa a
vó
a
,
Veneráveis
Irmãos,
1
empregar os
mais
assíduos
cuidados
para
'
espalhar
pelos
campos
do
Senhor
a
semente
’ das
celestes doutrinas,
e
para
fazer
pene
trar
no
espirito
dos lieis, desde
a
mais
ten
ra edade,
as
provas
da fé
catholica,
para
que
ellas
ganhem
ahi
profunias
raizes,
e
:
se
conservem
ao
abrigo
de
contagio
dos
*
erros.
Quanto
maiores
são os
esforços
que ‘
fazem
os
inimigos
da
Religião,
para
en-
1
sinar
aos
homens
sem
instrucção
e sobre
tudo ás
creanças,
princípios
que
obscure
I
cem
o
seu
espirito
e
lhes corrompem
o
coração,
tanto
mais
necessário
é
traba
lhar
com
fervor
para
fazer
prosperar
o
solido
melhodo
de
educação,
e
sobre
tudo
para
tornar o ensino
da
fé
catholica
in
teiramente
similhanle
nas letlras
e
nas
sciencias,
e em
particular
na
philosophia,
da
qual
depende em grande
parte
a
ver
dadeira
explicação
das
outras
sciencias.
e
que, longe
de
ter
por fim
destruir
a
divi
na
revelação,
lhe
aplanea
estrada
e
a
de
fende
contra
seus
inimigos,
como
nol-a
hão
ensinado
por
seu
exemplo
e
escriptos,
o
grande
Agostinho,
o
Doutor
angélico,
e
todos
os
outros
membros
da
sabedoria
christã.
E’
necessário
que
a
educação
da
moci
dade.
para
ser
uma
garantia da
verdadei
ra
fé e
da
religião,
e
uma
salva-guarda
da
integridade
dos
costumes,
comece
no
interior
da
familia,
dessa
familia
que,
in
felizmente
perturbada
nos
tempos
actuaes,
não
pode
recuperar
a
sua
dignidade
se
não
pelas
leis
que
o
Divino Adctor
lhe
lixou,
instituind
>-a
na Egreja.
Effectiva-
mente,
Jesus
Christo
elevando
á
dignida-
!
de
de
Sacramento
o pado
matrimonial,
com
que
quiz
symbolisar
a
sua
união
com
á
Egreja, não
só
tornou
a
união
1
dos
esposos
mais santa,
mas
preparou
tan-
!
to
para
os
paes
como
para
os
filhos
meios
1
muito
efficazes, proprios
para lhes
facili-
■
tar
pela
observância
de
seus
deveres
recí
procos
a
acquisição
da
felicidade
temporal
-
è
da
eterna.
Infelizmente,
depois
que
leis
impias,
e
sem
algum
respeito
pela
santidade
d
es
te
sacramento
o
rebaixaram
ao
nivel dos
contractos
paramente
civis,
succede
que
os
cidadãos,
profanando
a
santidade
do
ma
trimonio
chrislão,
adoptaram
o
concubi
nato
legal
em
logar
das
núpcias
religio
sas ;
os
esposos
esquecem
os
deveres
da
fé
promelti
la, os
filhos
recusam
obediên
cia
aos paes e o
respeito
que
lhes devem;
os
laços
do
amor
domestico
quebraram-se
e,
o
que
é
bem
triste exemplo
e
muito
pre
judicial
aos
costumes
públicos,
a
um
amor
insensato
succedem
muitas
vezes
separa
ções
funestas
e
perniciosas.
E
’
impossí
vel
que a
vista
Testas misérias
e
d’
esles
factos deploráveis.
Veneráveis
Irmãos,
não
excite
o
vosso
zelo, e
vos
não
leve
a
exhortar
com
cuidado
e
sem
descanço
os
lieis,
confiados
á
vossa
guarda,
a
que
prestem
uma docil
altenção
nos
ensinos
sobre
a
santidade
do matrimonio
chris-
tão,
e a
obedecer
ás
leis
da Egreja, que
regulam
os
deveres dos cônjuges
e
da
sua
prole.
_
Por
esse
meio
obtereis
a
tão
desejável
reforma
de
costumes,
e
da
maneira
de
viver
de
cada
homem
em
particular;
por
que da
mesma
sorte
que
de
um
tronco
inlicionado
não
podem
brotar
senão
ra
mos
fracos
e maus
fructos,
esta
chaga
que
corrompe
as
famílias, por
uni
funes
to
contagio,
inficiona
lodos
os
cidadãos,
tornando-se
um
mal
commum.
Pelo
con
trario,
na
sociedade
domestica,
sob
a
forma
da
vida
christã,
cada
membro
se
acostu
mará
pouco
a
pouco
a amar
a
i
e
a
|
(2)
Ad
Coloss
2.
8.
■’
’
-
- -------
a religião
<
c
a
piedade,
a
detestar
as
falsas
e per-
|
niciosas
doutrinas,
a praticar
a
virtude,
a
obedecer
a seus
superiores,
e
a reprimir
este
sentimento
de egoismo,
que
abate
e
ennerva
tão
profnndamenle
a
natureza
hu
mana.
Um
bom
meio
para
realisar
este fim
será
dirigir
e
animar
essas
piedosas asso
ciações, que
teem
sido particularmente
in
stituídas
Testes
tempos
para favorecer
os
interesses
catholicos.
São
na
verdade.
Veneráveis
irmãos,
grandes
cousas,
e
até
superiores
ás
forças
humanas,
estas
que
fazem o
objedo
de
nossos
votos
e
de nossas
esperanças;
com-
tudo
como Deus
deixou
no
mundo
re-
medio
para
lodos
os
males,
e
como
fundou
a
sua
Egreja para
salvação
dos
povos,
promellendo
assistir-lhe
até
á
consumma-
ção
dos
séculos,
Nós
temos
a firme
con
fiança de
que
o
genero
humano,
ferido
por
tantos
males
e
calamidades,
acabará,
g"'
ças
aos vossos
esforços,
por
procurar
a
salvação
e
a
prosperidade
na
submissão
á
Egreja,
e
no
magistério
infallivel
d
’
esta
Cadeira
Apostólica.
Antes
de
concluirmos,
Veneráveis
ir
mãos,
não
podemos
deixar
de
vos
leslimu-
nhar
a
Nossa
alegria,
vendo
a
admiravel
união
e
concordia que
reinam
entre
vós,
e
vos
unem
tão
inlimarnente
a
esta
SéJe
Apostólica.
Estamos
persuadidos
de
que
esta
união
é
não
só
um
baluarte
inexpu
gnável
contra
os
assaltos
dos
inimigos,
mas
ainda
presagio
feliz
e
prospero
de
melho
res
tempos
para
a
Egreja
;
ei
ia
dá uma
,
grande con
olação
ao
Nosso
espirito,
aju
dando
nos
a
sustentar
com
ardor,
no
dif-
ficil
cargo que Nós
havemos
assumido,
todas
as
fadigas
e
lodos
os
combates
pela
>
Egreja
de
Deus.
,
Tão
pouco
podemos
separar
destas
■
causas
de
fsperança
e
de
alegria,
que
aca
bamos
de
vos
manifestar,
as
declaraçõ
s
de
amor
c obediência,
que
desde
o
prin
cipio
do
Nosso
Pontificado,
vós.
Venerá
veis
Irmãos,
tendes
dado
á
nossa
humilde
pessoa,
e
que
egualmente
nos
teem
dado
os
ecclesiasticos e
seculares, provando
pe
ias
cartas
que
nos
teem
dirigido, pelos
donativos
que
nos
teem
offerecido,
pelas
peregrinações
que
teem
feito,
e
por
tantos
outros
signaes
de
piedade,
que
a
dedicação
e
amor
que
tinham
ao
Nosso
Predecessor
passaram
com
a
mesma firmeza
para
o
Suc-
cessor tão
indigno d
’
esta
herança.
A
’
vista
de
tão
esplendidos teslirnu-
nhos
de
fé
calholica,
nós
devemos con
fessar
humildemente
que
o
Senhor
é
bom
e
benevolo,
e
a
vós,
Veneráveis
Irmãos,
e
a
todos
estes
filhos
queridos de
que
os
temos
recebido, exprimimos
por
este
meio
os
profundos sentimentos
de
reconheci
mento
que
inundam
o
nosso
coração,
cheio
de
confiança
que,
na
tristeza
e
nas
diíTi-
culdades
dos
tempos
actuaes,
o
vosso
zelo
e
o
vosso
amor,
assim
como
dos
fieis,
jámais
nos
faltarão.
Também
não
duvida
mos
de
que
estes
notáveis
exemplos
de
piedade
filial
e
de
virtude
christã
contri
buirão
muito
para
tocar
o
Coração
de
Deus
Misericordioso,
e
para
o fazer
lançar
olhos
benevolos
sobre
o
rebanho
e
sobre
o
Pas
tor,
concedendo
a
paz
e
a
victoria
á
Egreja.
E
como
estamos
persuadidos
de
que
esta
paz
e
esta
victoria
Nos serão
mais
prompla
e
facilmente
concedidas, se
os
fieis
dirigirem
constantemenle
a
Deus
sup-
plicas
e
votos pedindo-as,
Nós
vos
ex-
horlamos. Veneráveis
Irmãos,
a
que
exci
teis
n
’
este sentido
o
zelo
e fervor
dos
fieis,
persuadindo-os
a
empregar
por
medianeira
junto
de
Deus
a
Rainha
Immaculada
dos
Céos, e
por
intercessores
S.
José,
patrono
celeste
da
Egreja,
e os
Santos
Apostolos
Pedro
e
Paulo,
á
poderosa
protecção
dos
quaes
Nós
recommendamos
a
Nossa
humilde
pessoa,
todas
as
ordens
da
hierarchia
ec-
clesiastica.
e todo
o
rebanho
do
Senhor.
Além
d
’
isso,
desejamos
que
este
dia,
.
em
que
festejamos
o
solemne
anniversario
.
da
Resurreição
de
Jesus
Christo
seja
para
vós
e
para
todo
o
rebanho
do
Senhor,
fe
liz,
salutar
e
cheio
de
uma
santa alegria,
pedindo
a
Deus
que
é
tão
bom.
que
per
doe
as
faltas
que
temos
commettido,
e
que
misericordiosamenle
nos
absolva
das
penas
que
por
ellas
temos
merecido,
isto
pelos
merecimentos
do
Sangue
do
Cordeiro
Im-
maculado,
que
Nos
resgatou
da
sentença
contra
Nós
pronunciada.
Que
a
graça
de
Nosso
Senhor
Jesus
Christo,
a
caridade
de Deus
e
a
Commu-
nicação
do
Santo
Espirito
estejam
com-
vosco,
Veneráveis
Irmãos,
é
o
que
na
ef-
fusão
do
Nosso
coração
vos
desejamos
a
todos
e a
cada
um
em
particular;
assim
como
aos
Nossos
caros
filhos o
clero
e
>
a
Bênção
Apostólica,
como
penhor
da Nossa
especial
benevolencia
e
núncio
da protecção
celeste.
Dada em
Roma, em
S.
Pedro,
no
dia
solemne
de
Paschoa,
21
de
Abril
de
1878
—primeiro
anno
do
Nosso
Pontifi
cado.
por
cuido
aus
nussus
uarus
mnus
o
ciero
gra
|os
fieis
de vossas
egrejas
concedemos
Leão
PP.
XIII.
Sendo
um
dever
de
todo
o
bomem
christão
recorrer a Deus,
implorando
a
sua
infinita
misericórdia,
no meio
das
calamidades
e
llagellos,
com
que
a
jus
tiça
divina
castiga
os
nossos
peccados,
ainda
mesmo
Teste
mundo;
e
achando-nos
ameaçados
de
uma
grande calamidade
pela
continuação
das
chuvas
e
tempes
tades,
que
não
só
têem
consideravelmente
damnificado
os fructos
já
nascidos
e
as
sementeiras
feitas
nas
terras
altas,
mas
também
impedem
os trabalhos
da
agri
cultura
Testa
epocha
tão
própria
d
’
e!la,
o
que
cerlamente deverá causar
s
transtornos
na
vida economica
d’este
no;
Havemos
por bem ordenar que
Ires
dias
successivos
n
a-Nossa
St
rios
rei-
em
—
---------- -
-,
Ca-
I
thedral,
e
em
todas
as
Egrejas Parochiaes,
Acompanho
o
Weekly
Register
em
pen
sar,
que
o
crime
de que
se
trata
não
é
obra
de
Catholicos;
ainda
que
não
parece
ter
d
’
isso
opinião
absolutamente
positiva
Sam
as
probabilidades
muito
em favor
de
tal
crença,
pela
influencia
grande,
e
ge
ralmente
admittida,
do
clero
Catholico
so
bre
a
população
agraria
ou
paisana
Ca-
tholica
na
Irlanda.
Vejo
que
Lord
Leitrim,
fazia
grande
uso
d’
este
poder
ou
direito
de
evicção
(si
gnificando
a
faculdade
de mandar
despejar
peremptoriamente
as
moradas
e
fazendas
dos
paisanos
que
habitam
e
cultivam,
pa
gando
rendas,
as
terras
pertencentes
aos
senhores).
Parece
que
o
Lord
Leitrim
intentava
intimar
este desejo
a
alguns
60
e
tantos
inquillinos
e
caseiros,
e
tal
se
conjectura
ser
a
causa
do attentado;
porque
tudo in
dica haver
sido
acto
collectivo
de
mais
de
um
agente;
ao
mesmo tempo
que o
não
foi
de salteadores
d
’
estrada
para
rou
bar.
—
Londres,
8
de
Abril.
—
Oflereceram-se
grandes
e
tentadoras
recompensas
a quem
descubra
e
denuncie
á
justiça
os
assassi
nos;
e
se
os
mesmos não
forem
desco
bertos,
é symptoma,
no
meu
entender,
de
gravidade
maior
do
mal,
ou
de
combi
nação
e
associação
que
intimida
mesmo
os
denunciantes
a
quem
a
offerta
das
re
compensas
podesse tentar.
II. —
Emquanto vemos,
infelizmente,
em
paizes
Catholicos
—em
paizes
e
nações
que
se
illustraram
tanto
com
estender
a
verdadeira
Religião
pelas
outras
partes do
Mundo;
que
a
Providencia
Divina,
para
isso
mesmo,
devemos
crer,
permittiu
ou
designou
que
as
mesmas
nações
(Portu
gal
e
Hispanba)
descobrissem; j
que
tris
te
espectaculo
é
vermos
actualmente
es
sas
mesmas
nações
infectadas
do
espirito
o
mais
suez
e
superficial
de
irreligião,
de
impiedade,
e
de
philozophismo
desprezí
vel!
As
nações
que
forçaram
até
o
cele
bre Macauley,
a
contradizer
a
superficial
opinião dos
taes
philozophos
de
meia-ti-
gela,
que
davam
o
Calholicismo por
ex-
hausto
e
moribundo;
quando
apontou
pa
ra
as
Américas
Portugueza
e
Hespanho-
la
—
para
um
novo
Mundo
quasi
inteiro,
conquistado para
o
Calholicismo,
ao
mes
mo tempo que a
heresia
de
Luthero
lhe
eslava
roubando uma porção
da
Europa
Septentrional;
essas
nações,
digo,
outr'ora
tão
famosas
por
seu
zêlo
Catholico,
acham-
se
agora tomadas
do
espirito
o
mais
su
perficial
e
ridículo
de
incredulidade,
e
de
Vollairianismo
anli-Calholico!
E,
a
julgar
pela
grandíssima
e
nojenta
maioria
de
sua
imprensa,
é
Portugal
que
prima n
’
esta
ridícula
tolice;
pois a
Hespanha ainda,
apezar
dos pezares,
conserva no
ponto
sua
decencia;
nem
exhibe
a
diarrhea
de
periódicos
tão
desprezíveis como
insignifi
cantes,
quaes
se
publicam
em
Portugal.
Emquanto porém
as
nações
que
mais
devem
ao
Calholicismo,
que foi
quem
principalmente
lhes inspirou
os
feitos
que
mais
as
exaltam,
as
enobrecem,
na historia
do mundo, parecem,
não
só
desprezar,
mas
até
combater
e
tratar
de
obsoleta
a
Religião Verdadeira;
vêmos
esta germinar,
crescer,
preparar-se
a florecer,
fruclificar,
e
de novo
espalhar
sua
benefica
e
nobre
influencia,
na
Gram-Brelanha
e
suas
im-
mensas
Possessões.
Até
a
Escossia,
que
se
olhava
como
uma
especie
de
baluarte
inexpugnável
de
Protestamismo
Puritano,
vae
despindo
es
se
caracter,
e
recebendo, quasi sem re
pugnância
digna
de
notar-se,
o
restabe
lecimento
da. Hierarchia
Catholica;
deter
minado
pelo immortal
Pio
IX nos últi
mos
dias
de
sua
existeacia
heroica;
e
com
pletado
logo
por seu
mui
nobre, pio,
e
illustrado
Successor.
(Couti
tua)
A.
R. SARAIVA.
dos
conventos
e
sanctuarios
se
façam
preces
publicas
na
fórma
do
estylo
com
os
versí
culos
e
orações
pre
aeris
serenitate.
Paço
de
Braga
15
de
maio
de
1878.
João,
Arcebispo
Primaz.
__
__ _____ _________________
BKAGA
—
QUINTA-FEIRA
16
DE
MAIO DE
ISIS
A’ Hedatfiio do «Comtuereio do
Mlinho».
Londres,
4
de
Maio,
1878.
[Conliiiu.çào]
SUMMARID.
I. —Terrível
e cobaide
assassinato
de
Lord
Leitrim,
na
Irlanda;
symptoina de
vicio
social,
reclamando
remedio
legisla
tivo.
II.
—
0
Cruzado (The
Crusader),
orgão
da
Liga
de
S.
Sebastião.
UI.
—
A
primeira excellente
Allocução
do
Santo
Padre
Leão
XIII,
desmentindo
as
prophecias,
insinuações,
e desejos da ma-
çonatia
e
da
liberangada.
Leão
XIII
con
tinuação
de
Pio IX.
IV.
—
Últimos
telegrammas
de
Roma.
Fallecimento
do
Cardeal
Berardi.—Depu
tação
Polaca
recebida
pelo
Santo
Padre.
—
Visita
esperada
de Momignor
Capei,
com
Estudantes
do
Collegio
de
que é
Reitor.
—
Resposta do
Imperador
Germânico
á
car
ta
do
Papa,
dando-lhe este
parte
de
sua
elevação
ao
Pontificado.
V.
—
Sobre
a questão
Anglo-Russa.
O
Lord
assassinado,
que
tinha
72
an
nos,
é
descripto
como
grandemente
altivo
e
imperioso;
diz-se
que
tinha
já
expulsa
do
de
varias
de
suas
terras
os
paisanos
cultivadores
e rendeiros,
para
as
empre
gar
em
pastagens
e
creações
de
gados;
e
que estava dispondo
expulsar
outros
em
numero
de
cento e
bastantes
mais.
E
com
tudo,
parece
que não
era
exigente
e
duro
para
os paisanos
rendeiros
de
suas terras,
arrendando-lh’
as baratas, menos
ás vezes
do
que
as
mesmas
valiam.
O
seguinte
extraclo da
carta
do
Correspondente
Ir-
landez do
Times,
com
data
de
Dublim,
do
dia
4,
deixa
vèr
a
estranha mistura
de
altivez
e
violência
no
caracter
de
Lord
Leitrim.
que
parece
deviam paralysar-se
uma
a
outra;
mas.
como,
infelizmente,
quasi
sempre
succede n
’
este
mundo, a
in
fluencia
do
mal
tinha
mais
força
que a
do
bem.
Escreve
o
homem
á
folha:
—
«Ainda
á
gente
não
passou
o
abalo
que
causou
a
noticia do
triple
assassina
to
no
Condado
de
Donegal.
Faz
o
objecto
das
conversações
por
toda
a
parle,
e
se
exprime
sobre
o
caso
um
sentimento
de
horror.
«O
acontecimento
comtudo
excitou
pou
ca
surpreza,
porque
o
fallecido
Conde vi
via
n
’
um
estado de
guerra
perpetua
com
as
classes
dos
locatários.
Era
muito li
beral
em
seu
procedimento
com
ellas
quan
to
á
quantia
das
rendas,
e
tomava
in
teresse
em
promover obras'
de
melhora
mento
de que
elles
tiravam proveito.
Ti
nha feito
muitos
actos
de
genuina
bon
dade
a
pessôas
que
o
precisavam e
res
pondia de
muito
boa mente
aos
deveres
de
caridade, mas
não perinittia a
mais
leve infraeção
dos
regulamentos
que
de
terminava
como
condições
de
um
contra
cto,
e
a severidade
com
que
se
fazia
obe
decer
excitava
contra
elle
grande
aze
dume.
«Não
era duro
senhor
nem
avarento
que
desejasse
esmagar
os
arrendatarios
para
proveito
d
’
elle
proprio,
antes,
pelo
contrario, tinha arrendadas as
suas ter
ras
por
mais baixo
preço
do
que
ellas
valiam.
Mas
uma
maneira
severa
e
afas-
lante
privava os
seus
melhores
acios
da
graça
que
lhe
teria ganhatfo
a
gratidão
dos
paisanos,
e
por
isso
era
geralmente
impopular;
emquanto
outros
muito menos
generosos
que elle,
sam
com
suas
ma
neiras
e
affabilidades, estimados
por
seus
caseiros
e
pelo
povo»
Muito
mais
poderia
dizer-se
concernen
te
a
este
caso, mas
é
bastante,
e
de
mais o
já
dito,
para
mostrar
-e
tal
é
o
meu
objecto—que
n
’
esle
paiz, onde ha,
sem duvida,
muita
cousa
boa,
e
habil
e
sensata,
existem,
todavia,
varias
que,
se
as
mesmas
se
dessem
n
’outras
nações,
ha
viam
de
ser
altamente
condemnadas
e
sti-
gmatisadas
pelos
Inglezes.
Uma
d
’
e!las
é
este
estado
de
cousas,
e
da
lei
na
Irlan
da,
que
produz sentimentos
e
scenas
co-
íno
a dos assassinatos
em
questão.
sazetilsã
Preces.
—
S.
exc.
a
revd.raa
o
snr.
arcebispo
Primaz
acaba
de
ordenar,
pela
Portaria
que
n
’
outro
logar
publicamos,
que
em
ires
dias
successivos
na
Sé
e
em
todas
as
egrejas
parochiaes,
dos
conventos
e
sanctuarios
se
façam
preces publicas
pro
aeris
serenitate.
Crnnde
festividade.—
Tem
logar
no
domingo
a
festa
de N.
Senhora
dos
Desamparados,
no
templo
dos
Terceiros.
Costuma
ser das
festividades
mais
pomposas
d
’
esta
cidade.
No
sabbado
de
tarde
tem vesperas
so-
femnes
a grande
instrumental,
e
no do
mingo
missa
solemne
com
Exposição
do
SS.,
e
de
tarde sermão,
e Te-Deum
também
a
instrumental.
E
’ orador
o
snr.
conego
dr.
Alves
Mendes.
Monte
pio de S.
—
Na
reu
nião
da
assembleia
geral
do
Monte-pio
de
S.
José,
que
teve
logar
no
domingo,
foram
tomadas
as
resoluções
que
seguem:
Que
se
nomeasse
uma
commissão
para
tractar
desde
já
da reforma
dos
estatutos;
Que
a direcção
ficasse
auctorisada
a
comprar
uma
arca
de
ferro,
á
prova
de
fogo,
com
tres
chaves,
onde se
guardem
os
haveres
do
Monte-pio;
Que
continuasse
em
vigor
o
contracto
da pharmacia
até
á
reforma
dos
estatutos,
—comquanto
o
pharmaceutico
tivesse
pro
posto
e
exigido
a
sua
exoneração
e ter
minação do
respectivo
contracto;
Que
a
direcção
ficasse
auctorisada
a
trancar as
notas
d
’
exclusão
de quatro
socios,
que
a direcção
transacta
havia
in
devidamente
feito
no
livro
proprio;
Que
a
direcção
possa
depositar
no
Banco
de
mais confiança
qualquer
quantia
que
haja
disponível,
mas
sómenle
á
ordem,
até
que
haja
tomadores
que
offereçam
as
devidas
garantias;
Que
qualquer
socio,
em
caso
de
ur
gente
necessidade,
possa
recorrer
ao
pri
meiro facultativo,
só
para
a
primeira
visita,
provando
a
origem
da urgência
e
nunca
abusando;
—
do
que
deve
dar
im
mediatamente
parle
á
direcção:
isto
só
quando
não
encontre
o
facultativo
da as
sociação: a
direcção
deverá
providenciar
a
este respeito
em
caso
de epidemias,
ou
havendo
maior
numero de
socios
e famí
lias
doentes.
Esta
medida
é
adoptada
até
á
reforma
dos
estatutos;
Que
se conferisse
o
diploma
de
socios
auxiliadores
aos
cavalheiros
que
prestaram
importantes
serviços
no
exame
de
contas
dos
últimos annos da
gerencia
e
deram
o
seu
parecer,
—
cuja responsabilidade
a
direcção
toma
sobre
si;
bem
como
á
com
missão
dos
snrs.
pharmaceuticos
que
de
ram
o
seu
parecer
ácerca da
conta
da
pharmacia
do
Monte
pio,
de
que
resultou
haver
um
saldo
de
3$641
reis
a
favor
do
pharmaceutico,
o
qual
o
cedeu
em
be
neficio
do
socio,
ou
socios
mais
necessi
tados;
Não
approvadas
as
verbas
de
50$000
reis
que
a
direcção
transada
despendeu
com o escripturario
Lima, como
gratifi
cação;
bem como
a
despeza
feita pela
mesma
direcção
com
os
relatórios,
visto
que
estes
não
haviam
sido
apresentados
á
assembleia
no tempo
devido,
nem
docu
mentados
e
approvados,
como
é
de
lei;
Que se
lavrasse
na
acta
um
voto
de
ouvor
ao
facultativo
da
associação,
o
ex.
,no
snr.
João
Baplista
da
Silva
Ramos,
em
vista
do
ollicio
do
socio
Manoel
An-
tonio
da
Silva,
da
rua
dos
Sapateiros,
e
mais
serviços
prestados
aos
socios;
Que
os
pareceres
das duas commissões
fossem impressos
e
distribuídos pelos
so
cios;
Que
ficasse
addiada
para
depois
da
reforma
dos
estatutos
a
proposta
d
’um
socio
que
n’
um requerimento propunha
a
creação
d
’uma
escola para
os
filhos
dos
socios.
E
não
havendo
mais
nada
a
discutir,
o snr.
presidente
encerrou
a
sessão,
agra
decendo
o
modo
cordato
como
se
houvera
a
assembleia
em
toda
a
discussão.
Revista Caíholica.—
Recebemos o
n.°
4
desta
publicação
periódica,
redigi
da
pelo
snr.
padre
Chrispim
Caetano
Fer-
reira
Tavares,
e
editada
pela
casa
Char-
dron.
Eis
o
seu
summario:
A
primeira
com-
munhão
dos
meninos-—
Resposta
a
uma
consulta—
Lições
aproveitáveis
aos
que
go
vernam—
Prefacio
ao
vol. V
da
Apologia
do
Christianismo —
O traclamento
da
lepra
pelo
LLáng-Náu
—
Secção
bibliographica
—
Chronica
religiosa
—
Miscellanea
.
FromofAo.
—
Foi
promovido
a gene
ral
de
brigada
o
coronel
d'infanteria
11,
o
snr.
Isuloro
Marques
da
Costa.
Os nossos
cordeaes
parabéns.
Tributo
de
saudade.
—
Sabbado,
aelas
9
e
meia
horas
da
manhã, celebrar-
se-ha na
egreja
dos
Remedios
uma
missa
de
requiem
com
responso,
tudo
a
instru
mental,
por
alma
do
padre
João
Dias
Cor
reia,
por
ser
anniversario
do
seu
falleei-
mento.
Esta
missa
é
promovida
por
alguns
dos
collegas
do
finado
no
sacerdócio,
e
pela
capella
dos snrs. Luiz
Baptista
e
Es-
merizes,
de
que
o
padre
Correia
era
mem
bro.
Convidam
se
os
seus
amigos
a
concor
rerem
a
este
acto,
já
que
no
enterro
tão
notável
se
tornou
a
sua falia.
E’
agora
occasião
de
pagar
uma
divida
de
gratidão
1
porque
o padre
Correia
além
de
ser
um
sacerdote
virtuoso,
era
um
cidadão
sobre,
maneira
prestante.
Ea
Naturnleza.
—
Recebemos
o
n.°
23
da «Naturaleza». formosa
publicação
destinada
a
vulgarisar
as
sciencias natu.
raes.
Contém
optimos
artigos
e
14
primoro.
sas
gravuras.
A
sua administração é
em
Madrid,
na
rua
Pizarro,
n.°
15.
Faiieeiniento.
—
Na manhã
d
’
ante-
hontem
falleceu
da vida
presente
o
exc.mí
snr.
Miguel
Eduardo
Pereira
de
Lago,
(j.
lho
do
ex 1110
snr.
Henrique
Freire
d’An.
drade
Coutiuho
Bandeira.
Era
o
illustre
finado
capitão
d
’infan.
teria
13,
e
ura
joven
de
muitas
esperan-
ças
e risonho futuro.
Tem
hoje,
pelas
10
e
meia
horas
da
manhã,
olficios
fúnebres
no
templo
da
Mi-
sericordia,
depois
dos
quaes
será
conda-
zido
para
o
cemiterio.
Comprimenlamos
a nobre
familia
ano-
jada.
A
’s
faiuíisns.—
O
Collegio
Académico
Bracarense,
d’
esla
cidade,
que
por
vezes
juslissimamente
temos
recommendado
co-
mo
excellente
casa
de
educação
e
instruc-
ção,
deu
uma
prova
cabal
do
que levamos
dito
no
resultado
dos
exames
de
iostrtiç-
ção
primaria.
Pela
relação que
vae
publicada
na
sec
ção
dos annuncios,
vê-se
que
ficaram
ap
provados
38,
sendo
a
aula
frequentada
por
41
alumnos. E
’ satisfatório
este
re
sultado,
e
de
certo
a
melhor
recomnien-
dação
que
se
póde fazer
d
’aquelle
esta
belecimento
lillerario.
E’
cada
vez
mais
progressivo
o seu
melhoramento tanto
ma
terial
como
moral.
O
pessoal
do
magisté
rio
é
composto
de
professores
do
Lyceii
e
Seminário
Arcbidiocesano.
As
aulas de
insirucção
secundaria são frequentadas
por
grande
numero
de
estudantes.
A
con
corrência
dos
alumnos
é
devida
aos
opli-
mos
créditos
de
que
gosa aquella
casa,
que
nos
annos
anteriores
dera
muita
gente
habilitada
para
os
exames.
Sabemos que
o
Collegio
Académico
Bracarense
abriu
um
curso
de
habilitação
aos
candidatos
do
magistério
primário.
Os
professores
encarregados
d
’este
en
sino
são hábeis,
e
podemos garantir
o
aproveitamento
d’aquelles
se
uliiisaretn as
lições
d
’estes.
S£sstoa-is»
«Se
Fortugai ilísasts-a-
da.—
Recebemos
o fascículo
n.°
19
d
’
esta
obra,
contendo
as
folhas
13,
14
e
15
do
volume
2.°
A
magnifica
estampa
que
o
acompanha
allude
ao
Tratado
de Alcanizes.
A
Empreza
lilteraria
de
Lisboa,
que
oublica esta historia,
vae
dar
á
estampa
o
romance
de
IL'Balzac
O
inverso
da
historia
contemporânea,
tradusido
pelo snr.
F.
M.
Gomes de
Sousa.
Em
Braga
é
correspondente d
’esta
em-
areza
o
snr.
E.
Chardron
w
biblophoro.—
Assim
se
denomina
um
novo
invento.
O
biblophoro é
uma
especie
de
pasta
de marroquim.
Metlem-se
nos
seus
dois
reparlimenlos
as
folhas
da
capa
do
vo
lume
brochado... e
fica
se
nas
mãos
com
um
livro
elegante,
instantaneamente en
cadernado,
que
póde
ser
lido
nos
campos
ou
em viajem,
sem
receio
de
que
se es
trague
tão
breve
como
estando
em
bro
chura.
Deixa»
importante».
—
O
snr.
Gas
par
José Vianna, fallecido em
Lisboa,
dei
xou
4
contos
de
reis
em inscripções
á
Misericórdia de
Vianna
do
Castello,
e
igual
quantia
ao
asylo da
mesma
cidade-.
Exeeâwãsa»—
No
dia
20
do
corrente
tem de
celebrar
se
na egreja
de
Monstil,
a
expensas
do
clero
d
’
aquellas
immedia-
ções,
exequias
solemnes
pela
alma
do
sempre
chorado
Pontilice
Pio
IX.
Será
or.dor
o
revd.
m,J
snr.
padre João
Rebello
Cardoso
de
Menezes.
Pelos
preparativos
que
sabemos
se
es
tão
fazendo,
deve
ser
uma
s
lemnidale
muito
pomposa.
Exames
íSaaaes.
—
Os
requerimentos
para
os
proximos
exames
d
’instrucção
se
cundaria
devem
ser
apresentados,
com
os
documentos
competentes,
m
secretaria
do
lyceu
até
ao
dia
18
do
corrente.
O
agriecaltor
do AíorSe d»
issíjai.
—
Está
publicado
o
n.°
7 d
’
estí
jornal
de
agricultura
pratica,
que
tem
a
collaboração
dos priucipaes
agronomos
do
paiz, e corresponde
perfeitamente
aos
seus
fins.
Grand-ssimos
são
os
serviços
que
o
bo
*
nernerilo
editor,
o snr.
Chardron,
pres
ta"
á
agricultura
e
ao
paiz
com
este
pe
riódico.
«bra»
ptiblican.—
Foi
ordenada
a
conslrucção
da
avenida
da
estação
de
Villa
Nova
de
Famalicão
a
encontrar
com
a
estrada
municipal
da Povoa
do
Var-
aim.
Foi
approvado
o
projecto
do lanço
d
’
estrada
de
Famalicão
a
Ermezinde,
entre
Aarella
e
Ermezinde.
Bxnme» <ie inglruefão prima-
r
ia.—
Concluíram
no
dia
13
os
exames
de
instrucção
primaria,
no
lyceu d
’esla
cidade.
Bequereram
161
alumnos,
dos
quaes
154
ficaram
approvados
e
6
distinctos,
e
g alumnas,
que
ficaram
approvadas.
Os
alumnos
do
acreditadissirao
Colle-
gio
do
Espirito
Santo
que
fizeram
exame,
em
numero
de
37,
ficaram
todos
appro
vados.
Universo ilitistrado. —
Publicou-se
0
4.°
fascículo
correspondente
ao
mez
de
abril.
Eis
o
summario do
que
contém:
Artigos.
—
N."
14—
Castello
de Semira-
niis
(Arménia)
—O
invalido
(conclusão)
—
A
’
memória
do
visconde
de
Castilho
(so
neto)
—
A
estalagem
vermelha
(continua-
ção)=Molte
—
Typos
nacionaes—Galeria
de
homens
celebres (Ali-Ibn-Ynnis)
—
A
’
me
mória
de
minha
querida
amiga
(poesia)—
Os
obreiros
(continuação)
—
Morte
tragica
de
homens
e
mulheres
celebres
(continua
ção)
—
Mosaico.
N.°
15
—
Jardins
do
Palacio
de
Christal
(Porto)
—
Recordações
de
viagem
—
A
uma
palmeira
(poesia)
—
Galeria
de
homens
ce
lebres
(Allemand)—
Archeologia (estatua
gallaica
de
Vianna
do
Castello)
—
O
«pregoa
influindo
poderosamente
no
amor
—
A esta
lagem
vermelha
(colitinuação)
—
Como
eu
gosto
d
’
ella
(poesia)
—
Mosaico.
N.°
16
—
0
ensino
de
agricultura
nos
Estados-Unidos
—
Ditoso
d
’
elle
que
está
no
Ceu
—
Noções d’optica
(continuação)
—Os
camalões
—
Nobreza
do
talento
—
A
Beja
(poesia)
—
Recordações
de
viagem
(conclu
são;
—Galeria de
mulheres
celebres
(Al
meida)
—
Mosaico.
N.°
17
—
0 ensino
de agricultura
nos
Estados-Unidos
(continuação)
—Physica
—
—
Laura
(poesia)
—
Defeitos
physicos de
alguns
homens
celebres
—
Os tentilhões—
Os
obreiros—
Galeria
de
homens
celebres
(Allen)
—
0
que
dizem
os
moveis
em
a
noite
de
Natal
—
A
pérola
do
Oberland
—
Eprigramma.
Gravuras.
—Castello
de
Semiramis,
em
Van
(Arménia).
Lima ovarina.
—Jardins no
Palacio de
Christal,
Porto.
Estatua
gallaica
de
Vianna
do
Castello.
—
Collegio
de
agricultura
da
Califórnia (Es
tados-Unidos).
0
camaleão.—
Universidade
industria!
do
Arkansas (Estados-Unidos).
0
tentilhão.
Essíeessçí»o do golfo Xwyderzée.
—0
projecto de
lei
mais
momentoso
que
occupa
aclualmente
o
gabinete
da
Hollanda
é
a
exsiccação
de parle
do
golfo Zuy-
derzée.
Este
golfo,
lago
ainda,
como lambem
o de
Dollart,
no
começo
do
século
13.°,
occupa
uma
vasta
superfície
ao
noroesle
da
Hollanda;
e
quem
quizer
saber
a
parte
d
’
elle
que
se
trata
de roubar
ao
oceano,
não
tem
mais
que
lomar
o
mappa
do
paiz
e
traçar
um
dique
imaginário
par
tindo
da
foz
Yssel,
passando
nas
ilhas
de
Schokiand
e
Urk,
e
terminando
na
cidade
de
Enkhnizen.
Todas
as
aguas
que
ficam ao
sul de-
yem
ser exgotadas,
cedendo o
logar
á
industria
do
homem,
que
ahi
colherá
cento
por
um.
Porém
a
nova
terra
ficará
abaixo
do
nivel
do
mar.
Outro
tanto
succede
em
muitas
parles
da
Hollanda,
evitando-se
as
inundações
por
de
numerosos
e
bem
construídos
di
ques.
0
que se
lenta
erguer na
direcção
in
dicada,
impedirá
o
mar germânico de
re
cobrar
seus direitos.
E
uma obra
gigantesca
que
está
sub
Metlida
por
emquanlo
a
maduro
exame,
porque
póde
sorver sem
resultado
muitos
Milhões.
Pamgeiu de Mercaria.—0
dire
tor
do
observalorio
de
Meudon,
snr.
'loiíssen,
participou
para
Paris
os
seguintes
tesuliaflos:
1.°Que
procedera á
analyse
espe
ctral
da aimosphera
de
Mercúrio,
cuja
com
posição
não
se
conhecia ainda.
2.° Que
pudera
notar
Mercúrio
antes
de
entrar no
disco
s
°la
<
’
.
phenomeno
já
observado
no
Japão
em
1874;
e que
este facto demonstra,
como
se
sabe,
a
existência de
uma vasta
al-
^osphera
gizosa
em
torno
do
sol,
já
des
coberta
em
1871
pelo proprio director,
snr.
Janssen, o
qual
lhe
deu
o
nome
de
atmosphera
coronal.
3
0
As
operações
pho-
tographicas
do
snr.
Janssen deram
sem
pre
bom
resultado,
e
especialrnente foi
obtida
uma
photographia
do planeta
15
minutos
depois da
sua
entrada
no
sol.
Poder-se
ia,
pois,
proceder
ás medidas
micrometricas,
nas
quaes
seria
determinado
o diâmetro
real
do
astro.
Na
maior
parte
dos observatorios
da
França
os
resultados
não
foram
satisfató
rios.
Outrolanto
succedeu
em
Argel.
0
director
do
observatorio
de Lyon,
delegado
na Califórnia,
telegraphára de
Ohden-Utah
o
seguinte:
«Experiências admiráveis. Tiramos
78
provas
photographicas».
Questão do Oriente.—
Os últimos
lelegrammas
relativos
á
questão
do Oriente,
são
os
que
seguem:
S.
Pelersburgo
11
—Um
lelegramma
de
Berlim
para
o
«Nouveau Temps»
diz
que
o conde
de
Schouvaloff pôde
cer
tificar-se
do
apoio do
príncipe
de
Bis
mark.
Affirma
um
despacho
de
Berlim
para
os
periódicos
de
Moscou, que,
em resul
tado
de
accordo
entre
a
Rússia e a In
glaterra,
a Rússia
começará
a
aflastar
de
Constantinopla
as
suas tropas,
e
depois
a
Inglaterra
retirará
a sua
esquadra
do
mar
de Marmara.
0
«Golos»
e
todos
os
outros
jornaes
declararam que
tem pouca confiança
n
’
esta
noticia,
pois
julgam
que
as
negociações
in-
glezas
são
uma cilada.
Londres
13
—
Segundo
um
despacho
de
Vienna para
o
«Standart»,
diz-se que a
Rússia
communicará
ás potências
as
deci
sões
definitivas, resultantes
das negocia
ções
da
Inglaterra, e
pedirá
bons
oíficios
ás potências para
resolver
as
ultimas
dif-
ficuldades.
Um
lelegramma
de
Constantinopla
para
o
«Times»
annuncia que
a
Porta decidiu
fazer
evacuar
seguidamente,
primeiro
Schumla
e
depois
Varna
e
Batoum.
0
general
Totleben
prometteu
relirar-se
para
a
Inglaterra,
tão
depressa
tenham
sido
evacuadas
as
fortalesas.
Londres
13
—
A
rainha
Victoria
passou
revista
em
Aldersaut
a
um
corpo
de
exer
cito de 16:000
homens.
Segundo
os
periódicos inglezes
a Rús
sia
acceitará
que o tractado
de S.
Stefa-
nio
seja submetido
na
integra
ao con
gresso
se
Schouvaloff
conseguir
provar
que
podem
conciliar-se
as
divergências
da
Rússia
com
a
Inglaterra.
A
Rússia
julga
inútil
fazer
concessões,
salvo
se
houver
probabilidades
serias
de
evitar
a
guerra.
Dizem
de
Vienna
ao
«Daily
Telegraph»
que
é
certa a
nomeação
de
Valloureíl
que
substitue
na
chancellaria
o
príncipe
de
Gorlschakoff
cujo
estado
dá
poucas
esperanças
de
restabelecimento.
Os russos
trabalham no
estabelecimemo
de acam
pamento
entrinceirado
na
Bosnia
e
Ro-
mania.
Londres
14
—Os
russos
estão
construindo
entnncheiramentos
em
S.
Stefanio,
arman
do-os
com
peças
Krupp.
Preço dos
cereaes.—
Na
terça-feira
ultima,
n
’esta
cidade,
o
preço
dos
cereaes
foi
:
Trigo................................................
900
Centeio
........................................
550
Cevada............................................. 560
Painço
.............................................
480
Milho
branco
................................
430
»
amarello
...............................
410
Milho
alvo....................................... 580
Feijão
branco...............................
800
»
vermelho
.............................
900
»
amarello
....
700
»
fradinho...............................
690
Batata..............................................
800
Azeite.
.
.
.
.
.
.
5$100
O Venerável ÍSernardino
SS«
*
a-
lini.
—
Na «Unitá Catholica» de
3
de
maio
lè
se:
O
Venerável
Bernardino
Realini.
Na
manhã
de
30
de abril proximo
passado,
n
’
uma
sala do
palacio apostolico do Vati
cano
se
reuniu a
Congregação
geral
dos
Ritos,
para
decidir
sobre
os
milagres na
causa
de
canonisação
do
Venerável
Ber-
nardmo
Realini,
da
Companhia
de
Jesus.
Sua Santidade
o
Papa
Leão
XIII
presidia
pela
primeira
vez
á
Sagrada
Congregação
dos
Ritos.
Mais
um pretexto,
provavelmente,
para
dizerem
os
liberaes
que
o
Santo
Padre
está
nas
mãos dos
Jesuítas
!
Se
até
foram
elles,
diz
um italianis-
simmo,
os
que
reformaram
a
Encyclica
I
.
porque
o
Papa não
queria
dizer
aquilio
1.
iflethodo
.João de
Uesas.—
Ajun
ta
consultiva
de
instrucção
publica
appro-
vou
para
uso
das
escolas
o
livro que o
snr.
João de
Deus destina para
primeiras
leituras, e
se
intitula
Deveres
dos
Filhos,
edição graduada.
Este
livro
é
o
comple
mento
da
Cartilha
Maternal,
e
não
se
póde dispensar
nas
escolas
queadoptarem
o
metohdo
João
de
Deus.
Viagem
rapidn.
—Os
jornaes
ingle
zes
noticiam
uma travessia effectuada
por
um
vapor
da
empresa
«L
’
Allanline,
»
entre
a
Irlanda
e
o Canadá
com
uma
rapidez
sem
precedentes
O
«Sermalian,
partiu
de
Liverpool
a
18
d
’
abril
e
de
Londondry
(Irlanda)
a
19
e
entrou
em
Duebre
a 26
do mesmo
mez,
fazendo
assim
em
oito
dias
o
traje-
cto
que
ordinariamente
exige
entre
12 e
15.
?ragrei«s:í
e eivilisnçõo metler-
nra.—
Em
França
foram
tom
idas
medi
das,
para
impedir,
pela
fronteira
de Hes-
panha,
a
entrada
de
dinheiro
falso
e
bi-
hetes
do
banco
de
Fiança,
também
fal
sos,
uma
e
outros
fabricados
em
Hespa-
nha.
Os
typos
empregados
pelos
falsarios
são
nas
moedas
de
ouro,
as
da
eifigie
de
Na-
poleão
III (elle
lambem
foi
falso),
do
rei
dos belgas,
de
Victor
Manoel
(este
lam
bem
não
era
muito
legal),
e
libras
ingle-
zas.
Estas
moedas
conheciam-se
pela
infe
rioridade
do pezo; comtudo
uma
certa
li
ga
permittiu
aos moedeiros falsos
um
peso
quasi
igual
ao
da
moeda legal.
Por
ou
tro
lado,
os
caracteres
do
cunho
não
eram
perfeitos
no
desenho.
O
valor
in
trínseco
varia
de
3
fr. 50
c.
a
13
fr. e
25
c.
Quanto
aos bilhetes
do
banco,
os
fal
sos
postos
em
circulação, desde
ha
dois
annos,
são
de 100 fr.
e
de
500
fr.
o
papel é menos
sedoso
que
os
do
banco
de
França.
Canhões.—
Ultimamente
chegaram
a
Marselha
muitos canhões
de
grande
cali
bre.
O
seu
alcance
é
de
14
kilometros.
Tem um
metro de
diâmetro
na
culatra
e
50
metros
e
50
cenlimetros
de
comprido.
Carregam-se
pela
culatra.
Servem
para
duas
sortes de
projectis:
para
bomba
de
141
kilog. e que
pódem
atravessar
blindages
de
50
cenlimetros
de
espessura.
Estes
ca
nhões
são destinados para os
fortes
da
beira
mar.
A
pnlavra de Pio IX.—
Lê-se
no
«Figaro»
de
Paris:
«Ninguém
possuia
mais
ascendente,
nem
tinha
palavra
mais
persuasiva
que
Pio
IX.
«Muitos
agentes
diplomáticos
que
eram
casados
com
senhoras
protestantes,
as
vi
ram
convertidas
pelo
Papa.
Citemos,
en
tre
outras,
a
duquesa de GramonteMa-
dame
Sampaio.
«Poderíamos
citar
também
uma
embai
xadora
franceza
que
chegou
muito
voltai-
reana
a
Roma,
e
que
havendo
pedido,
depois
de muitos
mezes
de
residência
na
Cidade
Eterna,
uma
audiência
ao
Padre
Santo,
por
mera
curiosidade,
sahiu
da
au
diência
tão
piedosa
como
uma
santa,
e
se
converteu
em
uma
das
catholicas
mais
fervorosas
e
mais
caritativas
da Eurqpa».
Attentado contra o imperador
d»
Allemanha.—
Um
lelegramma
de
Berlim,
com data
de
11,
diz:
Um
homem
desfechou
hoje
alguns
ti
ros
de
rewolver sobre
o imperador
Gui
lherme.
O
imperador
não
foi
alcançado.
O
criminoso
está preso.
Cartas
«le
lei.—
O
Diário
de 11
pu
blica
as
seguintes:
Reformando
o systeraa
eleitoral
e
es
tabelecendo
uma
nova
divisão
de
círculos;
lixando
em
30:009
praças
a
força
do
exer
cito; fixando
em
4:000
recrutas
o
res
to
do contingente
de
1877,
e
distribuin
do
mais
16:000
por conta de
1878;
al-
terando
algumas
disposições
do
codigo de
justiça
militar;
aulorisando
o
governo a
gastar
até
180.000^000 réis
com
as
obras
das
fortificações
de Lisboa
e
seu
porto;
auctorisando
a
despesa
de réis
680:000^000
para
compra
de
armamento;
constituindo
praça
de
guerra
de
l.
a
classe
as
forti
ficações
de
Monsanto;
estabelecendo
a
es
cola
e
serviço
de
torpedos;
organisando
os
regimentos
de
artilharia
de
guarnição
e
de
campanha;
augmenlando
o
soldo
aos
officiaes;
concedendo
a
reforma
aos
ope
rários
e empregados
dos
estabelecimentos
fabris
da
direcção
geral
de
artilharia;
man
dando
contar
desde
11 de
abril
de 1877
o
beneficio
concedido
.ás
praças
do exer
cito
libertador
cpte.
desembarcaram
no
Min-
dello;
auctorisando
a camara municipal
de
Alcácer
a
levantar
do
cofre de
viação
3:000$0u0
réis;
estabelecendo
a
aposen
tação
dos empregados
de
saude
das
esta
ções
marítimas;
creando
na
ilha
das
Flo
res
um
lugar
de
sub-delgado
e
outro
de
pharmaceutico.
Portuguezes
fallecidos.
—
Desde
17
a
22
de
abril
falleceram
no
Rio
de
Janeiro,
os seguintes
súbditos
portugue-
zes:
Antonio
Dias
Guimarães,
37
annos
ca
sado;
Manoel
da
Rocha
Silva,
41
a.,
c.;
José
Nunes,
40
a.,
c.;
Maria
das Dores,
44
a.;
Luiz
Gomes
de
Oliveira,
44
a.,
c.;
Antonio
Lopes
Leite, 22
a.,
s.;
José
Pi
nheiro
de Miranda, 31 a.,
s.;
Antonio
José
Fernandes,
45
a.,
s.;
Luiz
da
Ro
cha,
49
a.,
v.;
Antonio
Fernandes
da
Cunha,
21
a.,
v.; Jorge
da
Terra
e
Silva,
55
a.,
s
;
Antonio
Bessa
Teixeira,
44
a.,
c.;
Antonio
Fernandes, 21
annos,
solteiro;
Augusto
Theodoro
Peita,
69
a.,
v.;
Ger-
trudes
Maria
Caldeira,
64 a.,
v.;
Anto
nio
Joaquim
do
Valle, 17
a., s.;
Maria
Josefa Barreiros,
30
a.,
v.;
João
Gonçal
ves
Barbosa,
21
a.,
s.;
Antonio
Gomes,
25
a.,
s.;
Daniel
Ramalho,
16
a.,
s.:
Ma
noel
da
Rosa,
69
a.,
c.;
João
Gomes
dos
Reis,
53
a.,
c.;
Polonia
de
Jesus,
26
a.,
s.;
José
Antonio
Guimarães,
35
a.,
c.;
Anna
de
Jesus
da
Silva,
28
a., c.;
Antonio Gomes
de
Lima, 25
a.,
s.;
Fran
cisco
de
Araújo
Campos,
60
a.,
s.;
Am-
brozina
Urbana
de
Alcantara,
60 a
; Ja
nuário
Maria
da
Conceição,
40
a.,
s.;
José
Pinto Brochado,
35
a.,
s.;
Estepha-
nio
Luderole,
45
a.,
c.; Victorino
José
da Silva,
40
a.,
c.;
Antonio
Felicidade
Caídas,
42
a.,
c.;
Manoel
Pontes Ferreira,
55
a.,
c.; Maria
Francisca,
43
a.,
s.
CONVITE
D.
Maria
Felisarda Persira
do
Lago,
Henrique Freire d’Andra-
de
Coutinho Bandeira, José
An
tonio
Freire d’Andrade,
Henri
que Carlos Freire d’Andrade, e
Barao
de
Pombeiro, pedem ás
pessoas
das
suas relações e
amisade a fineza de assistir
aos
ofíicios
fúnebres que se hão de
celebrar
na egreja da Misericór
dia,
no dia 16
do corrente pelas
10 e meia horas da manhã, por
alma
do seu
presado filho, ir
mão
e cunhado,
Miguel Eduardo
Pereira do
Lago, e de
acompa
nhar
o
seu
cadaver ao cemité
rio.
(897)
Por
dever
de
gratidão
e
cortezia
apres
so-me
a
agrad cer
em
meu
nome
e dos
infelizes
prezos
a
todas
as
pessoas,
que
concorreram
com
as
suas
esmolas
e
pre
sença
para
abrilhantar
o
aclo
solemne
e
religioso,
que ha
poucos
dias
leve
logar
na
cadeia
civil
d’esta
cidade.
A
quaesquer
outras
pessoas
que
dal
gum
modo me
coadjuvaram para o
luzi
—
mento
e boa
ordem
da
festa
e
do
jantar,
a
todos em
geral
manifesto
o meu
reco
nhecimento.
Outro
sim
e
constando-me
ul
timamente
ter
havido
faltas
imperdoáveis
nos
convites
que em
meu
nome
se
fize
ram,
devo
declarar
que
me não
póde
ser
attribuida
similhanle
omissão e
apenas
des
cuido
e
pouca
pratica
a
quem
destribuiu
as
cartas
de convite.
Em
todo o
caso
peço
mil
desculpas.
Braga 9
de
maio
de
1878.
O
Delgado
do
P.
R.
Rodrigo
Lobo
d'Avila»
As
irmãs,
sobrinhos
e
cunhados
do
fallecido
abbade
de
Santa
Eulalia de
San-
de,
do
concelho
de
Villa
Verde,
em ex
tremo
reconhecidos para
com
todos
os
snrs.
ecclesiaslicos
e
seculares,
que se
dignaram
assistir
aos
funeraes
d
’
aquelle
seu estremoso
irmão,
thio e
cunhado,
a
todos
agradecem
cordealmenle,
e
com
es
pecialidade
?os
snrs.
ecclesiaslicos
pelas
muitas
finezas
que
d
’
elles
receberam
por
occasião
do enterro
d’
aquelle
seu
saudo-
sissimo
parente.
(882)
Antonio José
Gonçalves,
serve-se
deste
meio
para
agradecer
a todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações,
tanto
eccle»
siasticos
como
seculares,
os
obséquios que
lhe
dispensaram
por
occasião
do
falleci-
menlo
de sua irmã
Joaquina Maria
da
Conceição,
e
assistiram
aos officios
fú
nebres
que
por
alma
da mesma
se
cele
braram
no
real
templo
de
Santa
Cruz
no
dia
7
do
corrente.
A
todas protesta sua
gratidão.
Braga
10 de
maio
de 1878.
(881)
ANNUNCIOS
COLLEGIO
ACADÉMICO
BRACARENSE
(Antigo Collegio Minerva)
Bua
de
S.
Faustino
n.°
2
Kelação
dos alumnos d
’
este
collegio
que
ficaram approvados
no
exame
de
in
strução
primaria:
Agostinho
José
Domingues
Antonio
Brandão
Amado
Anlonio d’
Azevedo Nunes
Antonio
Gaspar
d
’
Oliveira
Antonio
Lopes
Pereira
Antonio
Manoel
Ramos
Antonio
Pereira
Pimenta
Sousa
e
Castro
Augusto
Cesar
Correia
de
Carvalho
Bento
Luiz
Gomes
Carlos
Machado
Paes
Custodio
José
de
Faria Tinoco
Domingos
José
da
Costa
Felix
de
Barros Lira
Solto-Maior
Francisco
da
Costa
Carneiro
Francisco
de Gabriel
Francisco
Leandro
Alves
de
Magalhães
Gaspar
da
Silva
Ribeiro
Gaspar
José
Rodrigues Barbosa
Henrique
Ferreira
Machado
Ignacio
Correia
Carneiro
de Sá
João José
Ferreira
Joaquim
Alves
Torres
Joaquim
Justiniano Leão
Martins
José
Anlonio
da
Silva
José
Bento
Ribeiro
José
Francisco
d
’Amorim
José
Joaquim da
Silva
José
Maria
de
Moura
Machado
José
Maria
Pereira
Pimenta
Sousa
e Castro
Julio
José
da
Maia
Uno
Anlonio
Esteves
Luiz
Alves da
Cruz
Luiz
Gonçalves
de
Sousa
Manoel da
Graça
Villas Boas
Manoel
Ferreira
Loureiro
Manoel José Gonçalves
Dias
Arraes
Manoel
Perés
Fernandes
de
Carvalho
Rodrigo
Monteiro d
’
01iveira
e
Sousa.
N’
este
collegio,
onde
se
ensinam
todas
as
disciplinas
professadas
nos
lyceus, aca
ba
de
se
abrir
um
curso
para
os
candi
datos ao magistério
primário.
(895)
Para que
ninguém faça trans-
acção
alguma com 2
letras por
mim acceites de
í 00^000 reis
cada
uma, vencíveis
a 1.” a 27
junho,
2.
1
a 20 julho do
corren
te anno, sem indossanle ou sa
cador,
Ousarei dos meios
precisos
perante
a
lei, todo e qualquer
que as
achasse faça d’ellas uso,
não
as restituindo.
Estas
letras foram lançadas
no
Correio
de Braga
e fecha-
das
em
enveloppe, com
direc-
ção
a Pividem, concelho de Gui
marães,
cujas
se desencaminha
ram.
Braga
18
de
maio
de
1878.
(894)
Joaquim
d
’Assumpção.
Primeiro
vol.
dos
SERMÕES
DO
P.
e
MARTINHO,
com
o retraio,
já está á
venda,
preço
i$200
rs.
Até
ao dia
20
do
corrente
ainda
se
recebem
assignaturas
pelo preço
de
800
reis
cada
vol.
O
segundo
vol.
estará
á
venda
no
fim de
maio,
e
o terceiro
no
íim
de junho.
ALYPIO
F. CARDOSO PASSOS
Laryu
<lo liarão de 8. Nlartiuhb,
(
em
frente
á
senhora
d
’
abbadia
)
Chama
a
altenção
do
respeitável
pu-
publico d
’esla cidade,
para
o
novo
sorti
mento
de
fazendas
de
novidade
que
aca
ba
de
receber,
taes
como:
Lãs para
vislido
de
senhora.
Lindíssimos
linhos
com
risca
de
seda.
Cortes
de cretone,
e
linho,
em
caixa.
Guarda-lamas
d’
alpaca
e
precale.
Golas
e
mangas
bordadas,
o
que
ha
de
mais chic.
Fichuz
de
renda
de
seda,
foquim,
me
rino
preto
bordados,
de
malha,
de
lã
e
fio
d
’
Escossia.
Grande
e
variadíssimo
sortimento
em
chenelinhos
de malha.
Colleles d
’
espartilho para senhora.
Lindíssimas
manias
para
senhora
e
ho
mem.
Casacos
de
merino
e
cachemira,
para
senhora.
Rob-de
chambres
e
guarda-pós
de li
nho
para
senhora.
Uma variadíssima
collecção
de
meias de
fio
d
’Escos
ia
e
algodão,
para
senhora,
ho
mem e creança — o que
tudo
vende
por
preços
muito
rasoaveis.
(896)
BAWCO
(OllUiHÍIAE »E BKAC
h
A
EM
E1QUIOAÇÃO
A
Commissão
liquidataria
d’
este
Banco
acaba
de
dirigir
a
seus
credores
uma
cir
cular
demonstrando-lhe
a
necessidade
de
receberem
a
importância
de
seus
créditos
em
valores
do
activo
do
Banco,—
unico
meio
possível
de
liquidação
dentro
da
improro-
gavel
moraloria que
lhe
foi concedida.
E
porque
não é
conhecida
a
morada
de
lodos
os
snrs.
credores,
roga-se
por
este
meio áquelles
que não
receberem a
dita
circular,
queiram
reclamal-a
indican
do
sua
residência
ou
dirigindo-se pessoal
mente
a
este Banco
para
o
fim
indicado
na
mesma
circular.
A
Commissão
liquidataria
do
Banco
Commercial
de
Braga
—
Manoel
Joaquim
Gomes,
Manoel
Simões Braga, João
Luiz
Pipa,
Manoel
Ignacio
de
Oliveira
Braga,
Manoel
Antonio da
Silva Pereira
Guima
rães,
Antonio
José
Antunes
Reis.
AOS
ESTUDANTES
DE
FKANCEZ
Subsidio para o exume final
CURSO
GRAMMATICAL
Themas
graduados
POR
A. COELHO
Vende-se
em
Coimbra,
e
no
escriptorio
d
’
esle
jornal,
e
nas
principaes
livrarias
do
re>no.
Preço
.......
500
rs.
E19IT0S »E 3» MIAS
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga
e
cartorio
do
escrivão
do
6.°
offi
cio José
Luiz
d
’
Oii
veira Pessa,
se
procede
a
inventario orfanologico
por
fallecimento
de
Luiz
Ferreira,
viuvo,
morador
que foi
no
logar
do
Outeiro, freguezia
de
S.
Paio
d
’
Arcos,
da
dita comarca,
e
no
dia
10
do
corrente
mez
de
maio
se
affixaram
editaes
com o
praso
de
30
dias
a contar
do
2.°
destes
annuncios,
pelo
lheor
dos
quaes
são
citados,
chamados
e
requeridos
todos
os credores desconhecidos
do
casal
inventariado,
e
legatários
ou
residentes
fóra
da
sobredita
comarca,
para
assisti
rem
querendo
aos
termos
do
dito
inven
tario
e
virem
deduzir
e
allegar
seu
di
reito,
pena
de
se
proseguir
á
sua
revelia
quando
não
compareçam.
Braga
10
de
maio
de
1878.
E
eu
José
Luiz
d’
Oliveira
Pessa,
escrivão
o
subscrevi
e
assigno.
Verifiquei
a
exaclidão.
A. Carneiro
de
Sampaio.
O
escrivão
(886)
José
Luiz
d
’Oliveira
Pessa.
AKKE.TIATAÇÃfl»
Pelo
Tribunal
do
comtnercio
de
pri
meira
instancia,
e
cartorio
do
mesmo
Tri
bunal,
no
dia
19
do
corrente
mez
de
Maio,
pelas
10
horas
da
manhã,
na praça
pu
blica
das
arrematações
judiciaes,
coiloca-
da
no
largo
de Santo
Agostinho. d
’
esta
mesma,
se
tem
de
proceder
a
arremata
ção
de todos
os
credito»
aclivos,
perten
centes
á
massa
do
fallido
Oliveira
&
Fi
lho;
os
quaes
já
foram
hasteados
em
pra
ça
publica,
pela
sua
totalidade,
e de
novo
voitão
por
ametade do
seu valor,
e
quando
assim,
ainda
não
tenham
lançador,
serão
postos
em
praça,
no
indicado
dia,
por todo e
qualquer
preço
que offereci-
do
fôr,
na
conformidade
da
lei.
Braga
10
de
Maio de
1878.
O escrivão
do
commercio
José
Firmino da
Costa
Freitas.
<887)
EHPRECi«
Pretende-se um
mancebo de
13
até
15
annos d’edade para
um
emprego
forense
a 10
kilometros
ao
norte
do
Porto.
Exi
ge-se
caligraphia
e
orthographia regula
res,
agilidade
e
irreprehensivel
compor
tamento.
Para
mais
esclarecimentos
carta
a
Abílio Augusto
Monteiro.
—
Maia.
(888)
ÉDITOS
»E
30
DIAS
Pelo
juizo
de
direito
d
’esta
cidade
e
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escri
vão
do
quarto
officio,
Gaspar Augusto
de
Oliveira
Faria
Bastos,
correm
éditos
de
30
dias
a
citar,
chamar
e
requerer
to
das
as pessoas
incertas
e
quaesquer cre
dores
e
legatários
desconhecidos
ou resi
dentes
fóra
d’
esta
comarca,
que se julguem
com
direito
e acção
ao
casal
dos
falleci-
dos
José
Cerqueira,
e mulher,
Narcisa
Machado,
moradores
que
foram
na
fregue-
zia
de
Santa
Lucrecia,
d
’
esta
comarca,
pa
ra
que venham
deduzir
e
allegar
no
di
to
praso
que
começará
a correr
na
fôr
ma
da lei, assistindo
aos
termos
do in
ventario, a
que
por
seu
fallecimento
se
procede
por
este
juizo
e
cartorio
do
re
ferido
escrivão,
sob
pena
de
revelia
e
não
mais
serem
ouvidos.
Braga
6
de
maio
de
1878,
e
oito.
O
escrivão
do
4.°
cilicio,
Gaspar
Augusto
d’
Oliveira
Faria
Bastos.
Verifiquei
a
exaclidão.
>889)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Arrematação
Pelo
Tribunal
do
Commercio
de
pri
meira
instancia, e
cartorio
do
escrivão
do
mesmo
Tribunal,
no
dia
26
do
corren
te
mez
de
maio,
pelas
10 horas
da
ma
nhã, na
praça
publica
das
arrematações
judiciaes,
collocada
no largo de
Santo
Agos
tinho, d’
esta
mesma, se
tem
de
proceder
á
arrematação
dos bens
da massa
fallida
de Joaquim
José
Gonçalves
Loureiro
(co
mo
já
se
acha
annunciado) d’
aquelles
que
não
foram pertencentes
ao
dote
da
mulher
do
dito fallido,
Dona Joaquina
Josepha
da
Esperança,
que
no
acto
da
praça
se
de
clarará
quaes
dos ditos
bens
tem
a
ser
arrematados;
e isto
na
conformidade do
accordado
na
ultima
reunião
de
credores.
Braga
11
de
maio
de
1878.
O
escrivão
do
commercio,
(890)
José
Firmino
da
Costa
Freitas.
NOVO
HORÁRIO
Santa
Marinha,
Antonio
do
Couto,
Nar-
cizo
José
Marques,
e
Torquato,
fazem
pu
blico que
as
suas
diligencias
que
de
Bra
ga
saem
para Guimarães
ás
5
horas da
manhã
das
casas
dos
snrs.
Ribeiro
Bra
ga,
Narcizo
José
Marques
e
Francisco
Pe
reira
Leite
de
Castro,
ás
5
horas
da
manhã,
desde
o
dia
15
do
corrente
fi
cam a
sair
ás 4
e
meia
e de
tarde con
tinuam
a.
sair
ás.2.
exceptuando
o
carro
do
snr.
Leite
e
Castro
que
fica
saindo
ao
meio
dia.
VOLTA.
—
Sae
de
Guimarães
da
casa
dossrs.
João
de
Mello
ás
4
e
meia,
5
da
manhã
e
2
da
tarde,
da
casa
de
José
Anlonio
Ferreira
Guimarães
ao meio
dia,
e
da ca
sa
de
Francisco
José
de
Sousa
Guima
rães
ás
4
e
meia
da
manhã
e
1
da
tarde.
Preços
os
mesmos
já annunciados.
N. B.
Dia
15
do
corrente
principia
a
carreira
para
Vizella a
sair
de
Braga
ás 4
e
meia
da
manhã
e
2
da
tarde;
preço
500
reis;
cada
passageiro
tem
10
kilos
de
bagagem
e
paga
20
reis
por
cada um
kilo
que tiver
de
excesso.
Os
bi-hetes
vendem-
se
em
casa
do
Ribeiro
Braga.
Braga
12
de
maio
de
1878.
t.891)
Pelos
annuncianles=/iibeiro
Braga
JOSÉ
ANTONIO
FERREIRA
GOMES
—
5
Bua
Nova
de
Souza
5
—
Com
estabelecimento
de mercearia
pregagens
e
objeclos
para
flores
e
de
criptorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
d i
menções.
(843)
-----
,
Fallencia
da
Caixa
Economic
a
Penhorista —Sociedade anony.
ma de responsabilidade limj.
tada.
Filial em Braga
A curadoria fiscal,
d
’
armonia
com
a
commissão
representante
dos
accionistas,
faz
publico
que no
dia
15
do
corrente
principia
a
entrega dos
penhores
existen
tes
na
mesma
filial,
nos
dias
não santi-
ficados,
e
continua
até
ao dia
25
do cor
rente,
desde
as
9
horas
da
manhã
até
ás
2
da tarde, mediante
o
pagamento
do
debito,
e
apresentação
das cédulas.
Braga
13
de
maio
de
1878.
O
sollicitador,
(892)
Custodio
Ferreira
Pinto
Felgueiras.
RELOGIOS
BARATOS
DE
1S200
A
5§00Ô REIS.
Chegou
novo
sortido
ao
estabelecimen
to de
Manoel
Ignacio
da
Silva
Braga, Praça
d
’
Alegria,
n.°
li.
(885)
Rapaz para
mercearia
Offerece-se
um
com
ires
annos dê
pratica
de
mercearia
e
tem
bom
desem
baraço
para
retalho;
não
exige
outro
qual
*
quer
ramo
de
negocio.
Quem
pretender
falle com
o
caixeiro
do
snr. Manoel José
Gomes
de
Sá,
na
rua
da
Boa
Vista n.°
4.
(883)
PIAST® 15E
Vende-se
um
de
7
oitavas,
em
muito
bom
uso.
Trata-se
na
rua
Nova
n.°
55,
cm
Braga.
(872)
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na
rua
da Cruz
de
Pedra
n.
’
lf
i1> 6
a 6
A, de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
solto,
quintal
e agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
roa.
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
BRAGA, TYPOGRAPHTA
LUS1TAKA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
