comerciominho_15101878_849.xml
- conteúdo
-
FOLKA
HHCíUIOSA, fOULTlCA
EC
IWOTICIOSA
oii:
t..
.
■
í*
'i
i
-.
asna
rooii.i
;
mi
»i
REDACTORES
—D. Miguel Sollo-Mayor e Dr. Custodio Velloso.—DIRECTOR—'Anlonio Joaquim dez JfesquiU Plmerileí.
***
■ ■-■
- - ■ . _ ■ •
6.° ANNO
PRJKÇÔ
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes...............................
1&600
»
6
»..........................
Correspondências
parlic. cada
linha
Annubcios
cada
linha....................
RepelHo....................................
8õ0
á(f
20
PUBLIGA-SE
AS
TERÇAS,
QUINTAS E SARBADOS.
?,
..ÀA,
>
PREGO
DA ASSIGNATURA
Províncias,
12 mezef.
.
.. . .
2&Ô00
»
6
» ,
.
■
1&059
»
sendo
duas assignatiitàs
\
Brazil,
12
mezes,
moeda
forle^
(
V'
;
3&6êê
Folhá
avulso
.
.
».•
.
'
t
aol
ífi
. . r, U-' /.
N.« 849
i
OUTUBRO
DK
181S
—
Bem
sabem
já
os leitores d'esta
folha
que
no
dia
22
de
setembro
d’este
anno
de
1878,
nasceu
em
Reichenau
(Allema-
nlia)
um
Príncipe
que,
embora
em
terra
estranha
visse
a
luz primeira
da
vida
e
soltasse
os
primeiros
vagidos, des«emle
legitimamente
da
dynastia
de
Bragança,
e
é
portuguez
de
sangue
e
de
direito.
Fijho
primogénito
do Senhor
Dom
Mi
guel, Segundo
dé nome,
tem,
no
gré
mio
legitimista
e
no
coração de
lodos
os
porluguezes
ciosos
do
bem
da
sua
pa
tria, as
honras
de
Príncipe
real,
como
seu
augusto
e
esperançoso
Pae
tem
a
ve
neração
e
as
honras
de
Rei.
Primeiro
fructo
do
auspicioso
consor
cio
do
Senhor
Dom Miguel,
a
nação por-
tugueza, esta
nação
que
não
se
enreda
nos
labyriuthos
do hodierno
doulrinaris-
mo
liberal,
nem
se
macula nas
quotidia
nas
torpesas
dos
dominadores
revolucio
nários,
—
s.auda
o,
festeja-o,
ama-o, e<
bem-
diz
a
Providencia,
no
intimo
de
sua
al
ma.
Penhor
e
fiador
da
successão
dynasli-
ca,
tranquilisam-se
os
espíritos
em
face
do
seu
nascimento.
Descendente
de
uma
estyrpe em
que
a
lealdade
á
nação
é
ina-
balavel,
a
homenagem ao
direito
é
nor
ma,
e
o culto
ao
dever
é
preceito,
a
con
fiança
no
futuro
rejuvenesce.
Os
nobilís
simos
predicados
que
exornam
o
tronco
hão
de
sobrbdoirar
a
vergontea.
De
aben
çoada
e
formosa
arvore
floresce
optimo
e
gracioso
fructo.
D
eus
e
o
P
ovo
são
as
palavras
da
legenda
d
’
esla
extraordinária
família.
Fo-
ratn
insculpidas
pela
mão
veneranda
de
um
Rei portuguez,
de
um
Rei
tam
infe
liz.
como
fiel,
de
um Rei
a
quem
des
pojaram
de
tudo,
mas
a
quem
não
po-
deram
nunca
arrancar
os
brios
da
honra
e
o
amor
da
patria.
A
historia
registou-o
com
o
nome
de
Dom
Miguel
Primeiro;
e
a
posteridade
appellidal-o-ha
:
o
Rei
marlyr e
popular.
Os
tempos
da
paixão
parlidaria
hão
de
passar;
e
a
verdade
será
reposta
onde
lhe
compele.
A
’
cegueira
do
rancor
syslematico
ha
de
succeder
a
razão
allumiada pelos
princípios da critica
des-
opprimida
de
preconceitos,
e
esclarecida
pelo
amor
da
justiça e
dos povos.
O
Filho,
de
egual
nome,
Segundo
na
ordem
numérica,
acceitou-lhe
o esplendo
roso lemma.
Adoptou-o.
Aprendeu na
in
fância a
seu
significado,
e
gravou-o no
Coração.
As
manifestações
de
sua
.
vida
adolescente apparecem
todas
ungidas
d
’
a-
quelles
levantados
..sentimentos.
Deus
e
o
Povo,
como
se dicesse :
Re
gião
e.
Puiria
!
Onde
estarão
roais
pre
cisamente
consubstanciadas
as
aspirações
de
Portugal?
Onde melhor retratadas?
Onde
melhor
resumidas
em
syuthese
elo
quente
e
energica?
>
Us
dous
polos
sobre que
deve
gyrar
•oda
a
rotação do
mundo
governalivo! A
gloria
de Deus
e
a
felicidade
do
povo!
0
desenvolvimento
da ideia
religiosa
im
pulsionado
a
par
da
verdadeira
civilisação
da
patria!
Ouvide
a
demonstração
vehemente
do
que o
joven
o
Príncipe
Dom
Miguel
de
Bragança
acaricia no
amago de
sua
con
sciência
de
portuguez
e
de
rei.
Era
em
1873,
e
agradecia
Elle
aos
porluguezes
briosos
que
foram
a Bronnbach
issistir
jubilosamenle
ao
enlace
de
sua
augusta
irmã,
a
Senhora
Dona Maria
The-
f
cza
com
o
Archiduque
d
’
Austria Carlos
Luiz.
Esse agradecimento
era
transmiitido
Por
intermédio
do
nobre
conde
da Re-
djnha,
em
carta
que
o
Príncipe
lhe
di-
Bgiu,
em
15
de
agosto
d
’
aquelle
anno
I
■
k!
.
,
>»
de- <873.
i
iM
ii *
»ppa recei
palavras
de
ouroí;
«Meu
.
coração
pertence
a
Portugal,
e.
aos
portuguezes.
Amo
com
vivo
e
gratís
simo
amor
aquelles
que
sempre
nos
teèm
sido
fieis,
e
por
nós
soffrem
e
se
sacri
ficam;
mas
amo também, como filhos
da
mesma
terra,
os
que
por
diílerentes
mo
li
vos
seguem
outra
bandeira.
Não
conheço
odios,
e
lodo
o
portuguez
leal
e
honrado
deve
estar
seguro
de
encontrar
em
mim
um
amigo
e
prolector.
Fiel
á ultima
re-
commendação
de meu
Pae,
de
saudosa
memória:
«Não
tires
os
direitos
á
na
ção,
nem
cedas
dos
tens»
—
soffrerei todas
as
privações,
farei
todos
os sacrifícios, mas
nunca
atraiçoarei
os
meus
direitos
ou
Os
da
nação,
nem
consentirei que
se
falte
aos
deveres
que
desses
direitos
emanam.
Etnfim, e
sobretudo,
farei
quanto
em mim
couber
para
corresponder
á
esperança
da
nação
fidelíssima—
mostrando-me
sempre
Filho
fidelíssimo
da
nossa
santa
igreja
Calholica,
Apostólica,
Romana,
em
cujos
dogmas
creio,
a cujas
leis
me
submelto,
e.em
cujo
Pontífice venero
o Vigário de
Jesus
.Christo
na
terra
—e
dedicando
a
minha
exislencia
á
felicidade
de
Ponty>
gal».
.
j.
e,'.
Eis
aqq£ ^reverberados
os/^enti/neR^t'
do
Rrincipe
em
qdemTtfrtrfgtrfHem
pos
tos os
anhelos
do
porvir.
O
augusto
dis
cípulo
de Gomes
d
’
Abreu,
o
sahio
pre-
ceptor
que tudo,
até
a
própria
vida,
sa
crificou
ao
seu
rei
e
á
sua
pati
ia,
—
abriga.,
e
alimenta
as
aspirações
grandiosas
que
enthusiasmam
a nação,
e
lhe
servem.
fie
unico
conforto
por
entre
este
tumultuar
de
dilacerações
em
que
se
debatem
os
pleiteanles
dos
greruios
políticos
da
eschola
liberal.
Sente se
nobre
orgulho
quando
se
con
templa que
são
proferidas
por
tal
perso
nagem
vozes
tam
consoladoras,
reveladas
ideias
tam
salutares.
Enchem
o
coração.
O
espirito
salisfaz-se.
As
exigências
do
patriotismo
não
podem
ir
mais
longe.
Só
um
rei
legitimo
póde
fallar assim.
A
sua
voz
acoroçoa
os
desalentados,
e
incendeia
a
fé
dos
libios.
Pois
é
d
’
este
Príncipe
o Filho,
cujo
nascimento
celebramos.
Educado
na
es
chola
da
adversidade,
onde
se
acrysola
o
ouro
dos grandes
sentimentos,
contempla
remos
no
receranascido
o
continuador
dos
nobres
tradicções
que
constituem
a
arca
sancta do
credo
legitimista,
que não só
o
seguro
penhor
de
uma
lanceante
eventua
lidade,
que
aprouvesse
á
Providencia
in-
terpôr
ás
esperanças da
patria.
Ao
receber
a
graça
do
baptismo,
re
cebeu lambem
o
nome de
—
M
iguel
.
—
Quando
a
transmissão dos
princípios
se
tem
de
realisar
intacta
e
uniforme,
e
ino
cular em
outra
personalidade,
de
futuro,
applaude-se,
com
alacridade
e
enthusias-
ino,
a
coincideifcia nominativa do trans-
mittente
e
do
receptor.
Parece
que
tal
coin
cidência
serve
de
maior
vinculo
pela
re
cordação
indelevel
do
preterito.
Será
uma
fantasia
de
poeta?
O
povo
regosija-se
com
o
maravilhoso
das
fantasias d’
esta
espe-
cie.
O
succesor
de
Dom
Miguel
II
será
Dom
Miguel
III.'A Providencia
assim
o
quer.
Portugal
exulta.
c. v.
P
iob
bilii.ii
b.'
LUlObíH-.-
■i
iq ti iiojjea
Minho».
(
Londres,
3
de
Setembro,
1878.
■
,
*
•
[Continnaçiol
SUMMARIO.
K ..
.
-
.
.
Ilt.—
-
Congregancia
(ou
umeeting»)
com
mercial
em
Paris
— um Senador a
babo-
sear.
IV.
—
Grande
irritação
buzzurra
na
Ila-
lia,
contra
a
Áustria,
pela
occupação
da
Bosnia
e
Herzgovina,
e
mesmo
contra
a
Inglaterra,
por
n
’ella
ter
consentido.
V. —
Espirito anti-catholico
Inglez,
mas
que
não
creio
seja
partilhado
pelo
Gabi
nete
actual.
Vf.-rMais
prova
da
parte
que
as
sym-
pathias
Italianas
e
Garibaldinas
têm na
resistência
áioccupação
Austríaca
da
Bos-
nia
e
Herzgovina.
III.
—Celebrou-se um Congresso
Com
mercial
em
Paris,
que
concluiu
no
dia
24.
Tinha-se
convidado
Victor-Hugo
para
(Uie
presidir,
mas
este,
tendo
ido
para
Ijersey,
escreveu
de.
lá
desculpando-se,
ji
’uma
breve
carta
sua
caraclerislica.
mas
,
que,.nada
contém
de
notável.
Luis
Blanc
que lambem
se
desculpou
de assistir,
es
creveu
uma carta
longa,
que foi lida
na
Assemblea,
e
onde
diz muitas
cousassen-
salçs
misturadas
com
algumas d/escola
utopista;
mas
onde
se
mostra
que
tem
cabeça
e
genio
bastante
observador
e
il-
lustrado.
Hou
ve
um
Monsieur
Toulain que
o
Correspondente
do
Times
diz
que
é
Se
nador,
e
que
foi
um
dos
principaes ora
dores.
A
julgar
eu,
porém,
por
uma sen
tença
que
o
mesmo
correspondente
cila,
vê
se
que o
homem
queria,
como
outros
muitos,
armar
á
popularidade
balôfa;
que
procura
applausos
de
gente
superficial;
como
a
de
que
é
composta
uma
boa
por
ção
d
’estas
assembleas.
Diz
o
Correspon
dente,
que
o
Snr.
Toulain «condemnou,
stigmatizou
a
cubiça
nacional,
e
declarou
que a
paz
só
podia
ser
fundada
na
jus
tiça
e na
liberdade.»
O
charlatanismo do
Snr.
Senador
está
aqui
obviamente
representado
na
escusa
da
menção
da pobre
Liberdade
(molho
de
pasteleiro)
enxovalhada
conlinuamente
na
bocca
de toda casta
de
charlatães,
que
a
arrastam pelos
cabellos
a
lodo
propo-
sito,
para
encobrirem
com
ella
sua
própria
uullidade
—d'elles.
Não
me lembra agora
o
nome
de
um
dos
Adores celebres
aqui,
o
qual
dizia
rindo-se
da superficialidade
ordinaria
da
grande
maioria
do auditorio
no
theatro:
—
«Que
quaudo
percebia
os
assistentes
á
representação,
na
plalea
boquejanles
e
meio
intorpecidos,
não
tinha mais,
para
fazel-os
espertar e
applaudir,
que
encai
xar,
a torto
ou
a
direito,
em
sua
recita
ção,
que
nem
a
menor
penna
se
devia ar
rancar
ás
azas
da
liberdade»
A
liberdade
foi
arrastada
alli
pelo
snr.
Toulain,
pela
mesma razão que
o Come
diante
allegava,
—
para
armar
a
um
applau-
so
superficial
do
auditorio;
pois
onde
ha
justiça
perfeita,
ha
liberdade
de
fazer
tu
do
o
que
é
licito,
tudo
o
que
é
inno-
cente,
tudo
que
não
é prohibido
pela
lei
Divina, ou
justa
lei
humana.
Logo,
para
a
verdadeira
paz
a
verdadeira
justiça
é
sufiiciente;
pois
esta
suppfica
necessaria
mente
a
liberdade
também
verdadeira
e
justa—
a
tola
manda-se
á
tabua,
que
não
merece
outra
cousa.
E
assim,
bem
se
vê,
não
póde
haver
liberdade
que não seja
fundada
no
direito
e
na
justiça.
Toda
a
que
assim
não
é,
é falsa,
é
de contrabando.
annos,
esçrevenno eu
sobre
as
desordens
da
Bosnia
e
da
Herzgovina,
qúe
foi
a
faisca
d
’
onde
veio
a resultar o
grande
incêndio
da
guerra
Turco
Russa, e
tan
tas
consequençias
importantissimas
que já
tiveram
logar,
e
muitas
outras
que
se
irão
seguindo; lembra
me
noticiei,
segun
do
as
informações
que aqui
fintíamós>
serem
aquellas
desordens
. fomentadas e
activadas
por estrangeiros,
reyoluciónáfios,
Italianos,
principalmente.
As
baforadas
mui
ridículas
-que o
Fli
busteiro
de
Caprera
d
’alfi
está
emittindo
ainda
de
tempo
em
tempo,
aconselhando
o exercicjo
do
tiro,
e
outras
dé
suas ba
boseiras
do
mesmo
lote;
.
as
'congregan-
cias
(ou
meelings
—
-se
querem
o
nome In-
glez
tolamente usado
—
para
ir
conspur
cando
mais
e
mais
o
puro
Portuguez
de
nossos
Paes),
—que
tem
tido
logar
—
por
ordem
da
r
paçonaria,
já
se
entende,
em
vários
pontos
de
Italia;
vém tudo
’
indicar
bem
cíaramenlé,
que
a
inesperada resis
tência
encontrada
pelos
AuslriacÕs
nas:
duas
províncias
perto
do
Adriático,
é
mui--
to
mais
de
origem,
d
’
instigação
estran
geira,
que
filha
dos
sentimentos
dá
po
pulação.do
paiz.
'
.
’
iComo
é
que
póde combinar-se ésse
rancor
dos
naluraes
contra
a
Áustria,
quando
vêmos
(como
não
ha
muito o
no
ticiei)
haverem
das pequenas províncias,
refugiando-se
nos
Estados
Austríacos
cog-
tiguos
muito
acima
de
cem
mil
emigra
dos?
iD
’
onde
vem
que
os
Flibusteiros
itàu
*
lianos
tomam
tanto interesse,
se
docfo,
tanto,
a
respeito
da
opcupação
Austríaca,
sanccionada
pelo uilhno Congresso?
' E
’taí
o
interesse
flibusteiro
e
buzzurro
pela
im-
munidáde
da
revolução
e
desordem
nas
duas
províncias,
que têm
dè
ser
(e
já
em
parte
eslám)
óccupadas,
que
até
levantou
irritação
e
mao
humor
Italo-flibusiçiro
contra
a
Inglaterra,
a
cujo
interesse
Pro
testante
e
maçonico
principalmente
devem
os
Italianos
a
celebrada
unificação,
pb-
ramente
ladroa
e
usurpadora.
A. R.
SARAIVA.
REVISTA
ESTRANGEIRA
Resolvidos
a
dar
aos nossos
1
leitores
uma
revista
estrangeira
com
o
fim
de
os
pôr
em
dia,
o
mais possível, com
os
acontecimentos
da
actualidadê,
vamos
fazel-o
hoje
pela
primeira
vez.
—
Sua
Santidade
continua
fruindo
boa
saude.
Seguindo
ftelmenle
as pisadas
do
seu
immortal
Predecessor,
no
governo
da
Egreja Calholica,
tem
conslanlemente
concedido
audiências
successivas
a
varias
e
numerosas
deputações
de
fieis,
que
tem
ido
testimunhar-lhe
a
sua
dedicação,
amor
e
obediência
nos
calamitosos
tempos que
atravessamos
O
«Monde»
publicou
ha
pouco
uma
correspondência
que
lhe
enviou
de
Ro
ma
um
eminente
estadista,
que
se
acha
na
cidade
eterna. N
’esta
correspondên
cia,
cheia
de
interesse,
é
descripto
e
apreciado
o
modo
de
proceder
do
gran
de
Pontífice, que
ora
preside aos
destinos
da Egreja.
Procuraremos
leval-a
ao
conhe
cimento
dos
nossos
leitores
o
mais
breve
possível.
No
dia
23
de
setembro
concedeu
o
Santo
Padre uma
audiência solemne aos
peregrinos piemontezes,
que
chegaram
a
Roma
sob
a
direcção
do
conego
Schiap-
parel
li.
A
’
mensagem
de dedicação
lida
pelo
direcfor
da peregrinação,
Leão
13
respon-
ilo
,
deu
n
’
um
discurso,
repasl
de gratidão
*
1
e
de
esperai.^.
.
AÍ>S KO8SO8
ASSI»x¥A!¥TES
Dirigimo-nos aos
nossos
assignanles a
rogar
lhes
o
obséquio
de satisfazerem,
co
mo
lhes
cumpre,
a importância
das
suas
assignaturas.
A
’
exe.IM eaiiiara,—
Pedimos
á
exc.ma
camara
que
se
digne
mandar
limpar
e
calafetar
o
ianque
da
Porta
Nova.
E
’
tanta
a
immundicie alli
acumulada,
que
a
m>esma.
agora
das.
bicas exhala um
cheiro
nauseabundo.
Andou
ha
dias
um
indivíduo
a
fingir
4<re
o'
limpava, mas
deixou-o
no
mesmo
estado,
limilando-se
a
varrer
as
pedras
que
lha
ficam próximas.
Bt-spaciio.^-O
«Diário»
de
11
publi
ca o
seguinte
despacho:
•
O‘
*presbytero
João
Bibeiro
de
Moraes,
garócho
collado
na
egreja
de-Santa
Cruz
de
Aldeia
Nova
do
Cabo,
bispado
da
Guarda,
apresentado
na
egreja
parochial
de
S.
Mlrrthfhodo
Fundão,
da
mesma
diocesei
Horroroso
deaaBtre
n»
viu
fer
re»
«lo Uínlio.—
Ao
cair
da
noite
de
sexta-feira
começou
a
espalhar-se
n
’
esla
cidade
a
noticia
de
ter
havido
um
grande
desastre
no
caminho
de
ferro
do
Minho,
dó
qual
haviam
resultado
horrorosas
des
graças.
Infelizmente
soube-se
mais
tarde
que
tudo
fora
verdade.
Eis
como
alguns
collegas narram
este
acontecimento:
A
machina
n.°
3,
Ave,
que
tirava
um
fourgon, dous
wagons de mercadorias e
sete
carruagens
de
passageiros,
ao
che
gar
ao
kilomelro
11,
entre
as
estações
de
S. Romão
e
Ermezinde,
em linha recta,
descarrilou,
resvalando
para
um
pinhal,
onde
foi
parar
em
um recanto,
arrastan-
-
—
Emquanto
a
poliiita/Jo
*
manejos
da
Revolução
conseguiram
lev^/<
’
jibal®'e'o
sobresalto
ao mundo
inteiro.
A
Egreja .
e
os
diffeiefte»
Estados
na
vegara
em-.agoas
cada
ve£.
rtíais
agitadas.
Em
rvança,
|fguii8
prefeitos e
maires
teem
commeílido
aroitraneda<ies
e
inso
lências,
que
fazem
recordar
os
tempos
do
ominoso
governo
da
Communa.
•JLir'
*
-.
Os
ministros
terminaram
as suas
lon
gas
digressões, durante
as
quaes,
pro
nunciaram
discursos mâls'
oit
lÁeiiõs'‘
re
volucionai
-ios,
levando,
a
palma,todos.
Gãrfibetlá',
o
aspirante
’
a
futuro
successor
do
marechal.
<
■
'
v
;
I^
Algumas
eleiiõe^
que
acabaram
deter
logAi-.mQf
Vç-am
n<
s
que, o
triothplio do
ra-
dÍMtisrao
‘
é"n
Fr
inça-
*
ào
fav^,
contadas.
Eis
a
França
dirigida
dentro^
ein
pouco
pelos
eoadeiimado
i
e
foragidos
4*
iom.muna.
pia:.esta
;oadà-
Aí
jeguuda
já
W
Un
J
e revista
e apej
'Ôa^Jrança
quandq
surgir.a
terceira
edição:
TOiWÂmwHla^
T4»mftHin^!
j'
*
*
*
Evífo
/ómévt/
’
a
maioria
’
(la
urna
Ó^^ilicb^thdvànhè,
radical.
Estai;
homem
é
’ tídò^p^r .iwíos'
qorrió
'modetàuo.,
.
*
,!:Para
qe^"os
nossos
leitores
possam
JprêWar
1 are
.otide
vae
aWoderação
d
’el-
fe
‘
ábiíl
lhes:'
‘ápreseljlamos
as
suas
res-
ptfgiííi'
dtfJHs
’
a
:
alguinás
questões
n
’uma
(itifo
éllé
assistia:
!
*
^WéStM):
que
pénsaes
sobre
a
se-
pãi^à^
'EgVoja' e'
o
Estado?
,
.,R A
sepáraçãto.
da
Egreja e
do
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é
''&'&<
*
>
:
<'ideàl
tó'.kais
de
vinte
e
cinco
anriiíS; Maí'
énfeWdó
que
é
prudente
o
Estádb
ti&q
'JaYgaF
ás mãos
de
cima
do
pâdrhi
’
pa?i' <juê
elle
séja
seu
empregado.
'ós'
pa
v
dres
e
o
serviço
mi-
KtarV
;
■
'■>''
‘
‘
-
1
•;
â.
^‘
^ 'sbitlàdo;
R/.
qdq^tãó/Ap^lieaçao^da
lei
sóbre
os
jêãdítaáf
‘
. '
..
/
11
R.
E
’
ilecefssaria
;
a
."dbdfltçÇo^ d
’elles:
vólal-á-liei;
‘
íogo
que’
Wh ííecess
!ario. .
■J’- '4? pfeWse?bbnWmr etÁ tímbaixadqr
jmbto
do ‘Plfpií, " J ...
7
‘
R. 'Não.
iVdò
compfehe)pló
'qile
haja um
e^bãiá:ad^\f^ántè
umá
p^/éncia
que
não
.
êxiste.
j
5?
Derogação
das
leis
qúe
restinguem
«
'hjierdade
publica
é'
ém
especial,
o
di
reito
de
feunião?
J
R
*
.
energicamente.
qlíe
parte
da
câmara
toma-'
rdís'
Wsébtój
'1
’
¥?.
ÍVa
‘
fytftma esquerda;
e
se
houver
uma
esqu^rdg
■ainda
mais
extrema,
entra-
rqi^uar^^na;
'forque
éu
professo taes
princípio?
'que
receio
muito
que
a
$ua
tóálísaç5ó'se'
não'
Verific|ue
senão d’
aqui
a
díízehLos
ou
trezentos"
annos!»
,
Pôbçfe.Frauça!
'
‘
X)lioeialistno
çatholico
está
também
jiroílfízióll^'grandes
males.
Ha
muitos
ca-
tnbpéqsJeiyjgíÕ^
dé perniciosíssimo
êrro
rtè
Xfanèu.c^ãp,
‘
de
tolerância
e
conciliação
com
os,
iúiipígos
da
Egreja
e
da
socieda-
dfd/Qs
çamjios
êstãò
ainda muito longe
«íd
sie
éxtréma
em
bem;
e
os
traidores,
ha
de
Irável-os
sempre
Um
dos catholicos
libergçs
.
mais Jjungstos
á
França
é
o con
de
de
Falloux,
um
d’
esses
homens
que
gosa
do
triste
privilegio de desunir seus
irmãos,
,
setn-
,embargo
de
trazer
sempre
nos
lábios
á'palavra
conciliação.
Ainda
bem
que
para contrabalançar a
funesta
inlluencja
d’
este, lá
estão
os
deno
dados
e
indeféssos campeões da
fé, Luiz
Vetiijipi,.
ójjcoii ie
Alberto
de
Mun
e
mui
tos
btjtYós/
•
.
...
.
,
Emquanto
a
França
navega
n
’
um
re
volto mar
de
.
agitações
e
discórdias
in
testinas,
el
qual
navio sem
piloto,
amea
ça
esbarrar-se
novamente
com
mais
for
ça
e
violência nos
terríveis
escolhos
d
’
uma
politica, verdadeiramente satanica, o
está
dio
‘
das demais
nações
não
é
muito
lisoo-
geiro,
nem
muito
proprio a
afastar
para
longe
alguma
conflagração
geral,
que
repre-
senlfe
0
inferno
sobre
a terra.
—
A
Áustria
parece
ler
podido
domi-
nãr.
firtalmenle
'
a insurreição
da Bosnia
e
‘
da
Herzgovina,
graças
aos
muilos
sa
crifícios
que
fez e
á
benignidade
para
com
ella
da
maioria‘jda
população,
embora
in
stigada
por
influencias
até
certo
ponto
secretas
e
mysleriosas:
mas
por
outro
la
do
este
fado
acaba
de
acarrelar-lhe
dis
sensões
e
odios
na Hungria,
que
lhe
po
dem
vib
a
ser
sobremaneira
fataes.
—
Na
Italia,
a
miséria
e
a
pobreza
cresce
de
dia
para
dia
e
os
crimes to
mam
proporções assustadoras.
O
socialis
mo medra
relativamente
mais
que
em
nenhuma
outra
nação,
e
o
partido
contra
a
Áustria,
tanto
não
cessa
de
vêr
se
vin
gam
seus
sinistros
pianos
de
usurpações,
que
ella
se
tem
visto
obrigada
a
to
mar
uma
altitude
verdadeira
meti te
bellica
para
impór
algum
respeito
aos diabólicos
e famintos usurpadores
dos Estados
Pon
tifícios.
—
A
Turquia
nffb
têm
mostrado pres
sa
em
acceder
aos
desejos
da
Grécia,
que,
abandonada pelas
demais
potências,
não
*se
sente
com
forças
de
emprehender
uma
guerra
contra ella.
Esta
só
cede
ao
dlreMo
dW
força
e-não
jííu
no
Congresso
de
Berlim
a
força
do
direito para
lhe
serem
amputadas
as
«proyjnçia»
sobre
(juç
exérciá
a
soberínla.
Razão
sobra-lhê
efn
parte;, mas
fal^ulbe
a
justiça
e
a
força
para
a
fazer
por suas
próprias
mãos.
À
Inglaterra
;
encontra-se
agora
cora
uma
guerra
etn perkpectiva
contra
oAfgha-,
nistart, paiz
vizinho do seu
império
bri-
lannico, como
também
visinho
e
amigo
da Russi|n
Todâ
a
medalha
itdro
0
seu
reverso., nem ,ha
rosas
sem
espinhos.
Os
preparativos bellicos.
.que
.
ella
faz
e
as
disposições qdé adòpififr^Tb.^m
o'
quanto
a
orgulhosa rainha
do^
mares
se
ressep-
Afghanistan.'
'
A
Rússia
tem
declarado
que
lava
as
suas
mãos ‘
entre
os innocentes
no
proce
dimento
do
emir,
mas
não
se
póde
crer
que
Chir-Ali
se
mostre
tão
atrevido
e
ousado, se
não
tivesse
as
costas
quentes.
O
imperador
da
Allemanha
fez saber
ao
czar
da
Rússia
que
veria
com
profun
do
de-gosto
começar
a
luela
entre
duas
potências
europeas,
no
mesmo
momento
em
que
se
acabava
de
restabelecer
a
paz;
mas
talvez
não
deixe
de vir
a
proposi-
’
to
a
conhecida
maxima:
sic
valeas
ul
farina
es.
Nunca
nas altas regiões
da di
plomacia maçónica
se forjaram
projectos
mais
satamcos,
nem
mais
desconhecidoa
dos
profanas.
O
certo
é
que
a
maçona
ria
e
o
liberalismo
trazem
o
muudb.
in
teiro
agitado,
que
a
revolução subverteu
completamente
a
ordem,
que
a
justiçai
divina
peza
com
rigor
sobre
a
humania
de,
e
que
ninguém póde
aílirmar
com
probabilidade
o
que
succederá
no
dia
de
áraanhã.
,-
E
que seria
do
mundo
se,
n'este
esta
do de
coisas,
fosse
possível
apagar-se
o<
Sol
db
Christianismo?
■o
’
,
•
• •
■
>
COSCRESPOSDEACIA
Iiiaboa,
14
*
il
ouluhrn
ilt>
1S98.-
Consta
que
a
opposição
promove
uma
revolução
pacifica
no
paiz,
pedindo
aqs
contribuintes
que
nã»
paguem,
<jofn
o
fundamento
de
que.
o
paiz
está
pobre,
que
a
agricultura
está
definhada,
e
final
mente
que
não ha
meios para
pagar,
e
isto
é
verdade.
E
’
o
meio
de
fazer
cair
lodos
os
governos
que
não saibam
admi
nistrar
com
economia
O
paiz
não
póde
com
taes
despezas,
com
tão
grande
numero
de
empregados,
de
reformados,
de
aposentados,
de
jubi
lados/de
terços,
(mas
olhae
que
não
são
os
terços
dos
tempos
dos
nossos
avós
e
paes,
que
eram
rezas,
que
nenhum :r.al
faziam)
estes
terços
são
tirados
pelo
fisco
das
nossas
algibeiras,
á
má cara,
e
ainda
não
houve
quem ensinasse uma
dtizia
de
escrivães
de fazenda para
exemplo,
pois
alguns
bem
o mereciam
por
serem
uns
refinados
traficantes.
O
governo
não podendo arranjar
dinhei
ro
no paiz,
foi
procural-o
ao estrangeiro,
para o
caminho
de
ferro
do
Minho.'
u
Douro, e
hade
ir lá buscal-o
para
o
da
Beira,
que
no
entanto
era
bem
desne
cessário,
e
na
nossa
opinião não
terá
as
vantagens
tão
apregoadas
quando
mal
es
tudadas,
e
agora
tão
caladas,
quando
co
nhecidas
as
suas
inconveniências.
Ficamos
com
tantos
caminhos
inlernacionaes,
que
afinal
nenhum
terá
uma
importância
espe
cial
e
real.
Fui assistir á
distribuição
do
prémio
Midosi
no lyceu.
Gostei: a
cousa
esteve
boa, menos
os
discursos.
Eu
não
gosto
de
ver
allusões
políticas
ou
insultos
em
casos
que
não
são de
politica.
Os
oradores
nem
eram
néscios,
nem
velhacos,
mas
só
imprudentes.
Para
que
veio
alli
o
obscurantismo
do
passado?
Pois
a
casa
Pia
do
obscuramismo
nao
deu
homens mais
notáveis,
mais lidos,
mais
scienlificos
do
que a
casa
Pia
do
libera
lismo?
Não
estão
vivos
ainda
alguns
d
’
el-
les
de
que
se
gloriam
os
liberaes
?
Onde
estão
os sábios
que
sairam da
casa depois
vinte
ou trinta
annos
a
esta
parle?
Nem
um
operário
com
geito,
e
se
nos
enganamos
apresentae-o,
que
da
remos
o dito
por
l
aão
dito.
O
que apresentaes agora, são apenas
palr^dores
sem
mérito, que se vendem
aos
governos
por qualquer Cousa, como
se
está
y-endo todos bs dias. Porque nã<^
ha
religião, não ha patriotismo; final mente
*
não
ha vergonha.
A
questão
do regulamento do hospital
de
t>. José, toma proporções bastante
im
portantes:
’Só"
da
seèrêtaria
do
reino po
deria
sair
uma obra
tal,
que
foi
appro-
vada
pelo
anr.
d’
Avila,
quando
ministro.
E
’
uma
obra
prima
de
barbaridade.
Mas
reparem,
que
no
tempo
de
tantas
refor
mas,
ainda
se
conserva
á
frente
do
pri
meiro
hospital
do paiz
um
leigo
na
scien-
cia,
e
de
mais
um
administrador de
tan
tos
capitaes,
de
cuja
administração
elle,
qomo
chefe
da
contabilidade
no
ministério
dó’
reino,
é
o
julgador
dos
sens
actos-na
governação do
hospital.
Só
n’
um
paiz
co
ibi), o
nosso
se
vê
uma
cousa
d
’estas.
Ainda
a
este
nicho
do
hospital
se
póde
juntar
outro
da
Santa Bulia
da
Cruzada,
onde estão
outros
santos
varões
aninha
dos.
Do
que
se
vê
que
esta
secretaria
e
commodos
ninhos
para
os
grandes
pas-
sacòs
da
época.
OZSTILO
do
apoz
si
todas
as carruagens.
O
machinista
David
José
de Sousa,
solteiro,
de
44
annos,
natural
da
Borda
d
’
Agua,
e
que
havia
20
annos
exercia
aquella
profissão, ficou
instantaneamente
morto,
por
se
lerem
aberto
as
válvulas,
despejando
sobre
elle
a
agua
da caldeira.
O
fogueiro,
Antonio
Cardoso,
solteiro,
de
26
annos,
natural
do
Minho,
teve
uma
morte
horrorosa,
por
que
chegau-
do-se
para
o
varandim,
talvez
com
a
ideia
de
saltar,
foi
espetado
por
um rail,
que
o
matou
Disem
pessoas
que
viram
o
ca-
daver,
qué o
infeliz ainda lançara
as
mãos
ao
rail,
depois de ferido.
Os
wagons
das
mercadorias
seguiram
a
machina,
e
os
dos
passageiros
que
lhes
ficavam
adjuntos
foram
esmagados
pelos
demais,
que
lendo partido os
freios
gal
garam sobie
elies.
Não
é
possível
dar-se
conta
dos
no
mes
de
lodos
os
passageiros que
ficaram
feridos
porque
muitos d
’elles
não
vieram
para
esta
cidade,
preferindo voltar
para
as
terras
d’
onde
haviam
partido, ou
ficar
nas estações
mais
próximas. ’
Logo
que
no
Porto
se
teve
conheci
mento
do
desastre,
partiu
uma
macnina
de
soccorro, levando
um
enfermeiro
e
empregados,
que
conduziram
para
esta
cidade
os feridos
de
maior gravidade,
dois
dos
quaes
morreram
no
trajeclo
até ao
Porto.
Estes
dois eram
passageiros,
e
fi
caram
depositados
na
estação do Pinhei
ro, para
,
hoje
serem
reconhecidos.
Us
feridos
que
deram
entrada
no
hos
pital
da
Misericórdia
foram:
José
Correia
Portella,
solteiro,
de
1^
annos
de
edade,
natural
da
freguezia
d
e
Barreiros,
concelho
de,
Braga,
e
que
era
empregado
da linha como
praticante de
fo.
gueiro.
Os
ferimentos
são
da
maior gra.
vidade.
João Baplista Pereira, natural
da
fre-
guezia
de
S.
Romão
de Coronado, tauj.
bem
bastante
ferido.
Anlonio
Luiz
Moreira,
de
28
annos
de
edade,
solteiro
e
natural
dos
Olivaes,
em
pregado
na
linha
coino
conductor.
Veio
também
gravemente
ferido o
snr.
Manoél-
Jòèê-da
Silva
Araújo,
empregado
na camara
de Villa
Nova
de
Famalicão.
Foi
recolhido
a
casa
de
um
parente
na
rua
do
Henpismo.
Alêm
d
’
estes
ainda
vieram
outros
fe
ridos a
qúem
foram
prestados
os primei
ros
soccorros
pelo
snr.
dr. Peréira
Moi-
tas,
subdelegado
de,
saude,
que
se
acha
va
na
cslaçã,q.
Entre
elies
’
vinha
o
snr. visconde
de
Macedo Pinto,
cujos
ferimentos
são
le
ves.
O
dittiftcto-romaíiioista
(.arnillo
Cas-
‘
tello
Branco,
quê
Vafribwn vinha
no
com
boio,
ficou
ferido no
rosto e
em
um
braço,
voltando
para-
Faipalicão
no
com
boio
ascendente dasí
seis
boias
da
tarde.
—
(«Primeiro
de
Jatieriro»^..-'
O
sitio
do desearrilainenlo
é
uma
li
nha
recta
de
4
kilometros.
A
machina
saltou
fóra
dos
rails,
seguindo-se
as
car
ruagens,
ficando
em
estilhas,
as
mais
pró
ximas,
e
ontras
viradasç
e
finelmente-ou
tras
avançaram
p>r
cimá dá machina,
fi
cando
todo o material
deteriWa-do.
O
machinista
e
o
fogueiro
ficaram
mor
tos,
assim
como
mais
alguns
passageiros,
outros
gravemente
feridos
>e
■
qtursi
todos,
mais
ou
menos,
conlusos.
Parado local
do
sinistro
partiram
maChinás
e
carrua
gens.
O,
primeiro
comboio que-chegou
a
Campanhã,
conduziu
parte
dos
passagei
ros
menos
feridos e
mais'
tarde
veio
outro trazendo
os
que
se
achavam
em
lastimoso
estado.
.
:
No
transito
até ao
Pinheiro,
morre
ram
dous
que
ficaratm
na
'estação
para
ho
je
se
levantar
o auto. Tres
foram
condu
zidos em
macas
para
odwpital,-
morren
do
um
d
’elles
,no
trajeeto
Tre$,
ainda
ás
8
horas
sê
sufhavam
na
estação»
rece
bendo
curativos.
Outros
seguiram
para
suas
casas
e postos-médicos,
afim
de
se
tratarem.
A
’
s
9
horas,
veio
o
ultimo
comboio,
trazendo
bastante#
passageiros,
do
que descarrilára.
■
,
Como
acima
dizemos,
no
local do si
nistro
ficaram
mortos,
o machinista e
o
fogueiro,
e
segundo
nos
asseveraram os
passageiros
e
.
empregados,
ainda
lá
exis
tem
mais
pessoas,
mortas,
não'
podendo
apurar-se
o
seu
numero,
nem
mesmo
avançamos
a
noticiar
q
'
qne.,
nos
infor
maram,
porque
póde
haver,
n>
’
isso
exa
geração.
E
’
certo,
porém,
que
não
são
poucos
os
infelizes
que
pereceram
n
’
este
desastre
A
todps espanta,.a
.causa
do
.sinistro
em
uma
.linha
recentemente
construída
e
muito
mais ainda
pelo
.sólio
epi
nque
se
deu,
cuja
extensão
em
bacia,,
é
como já
dissemos,
de
4
kiionselrois.t
Dizem
uns
que
o
comboio
trazia
grande
força;
ou
tros
porem,
e esles
.(js, mais intendidos,
são
de opinião, qiip
jiap
foi
aquella
a
causa
do
descarrilamwijK»- ’
».!•
,
<
Notam
qtip^se.
têm
empregado
»
du
plo
da
velocidade,
em.
outrps
comboios
expressos,
chegan.dp-^e:,
iá
..
t
,
pyecorrer
em
38
minutos
a
linha dfi.Jfotto-
a Braga.
0
tnaU
estado
da
hnfhr^-frffiayeqofimeme
,alli
é
ao
que
se
altiibuí
$. e»iasir.ophef
,
bem
assim
á
falta de.
vjgiíaneia,
á
indolência
do
director e
empregados^
superiores.
1
De
facto,
os camiijhôs
de
ferro
do
Minho
e
Douro
estão
,n
’
um cahos.
Depois
da
sabida
dos
snrs.
Lourenço
de
Carva
lho
e
João
Joaquim
;
de
Mattos,
as irre
gularidades é
os
abusos’
qúe
alli
se
estão
comeltendo.
.sãp
sem
^cqxil^.,
A
adminis
tração
é
d
’
uma perfeita
(^
(
riqrcfoa;
não
ha
regulamentos,
emíim,
!;
catia
r
uin
faz
o
que
lhe
approuver, gr-içqSjá
jqaplidao
do
snr.
Juslino
Teixeira
e
ignorância
do
snr.
Cu
nha
Moniz.
Os
empregados
nunca
se
acham
no
seu
posto;
a
linha
está
abandonada;
uns
es
tão
em commissão piitros
vivendo
em
suas casas,
e
ainda
outros
íhialrnente,
por
motivos
particulares
amuaifos,'desamparan
do
o
serviço
com
grave
'
prejuízo
do pu
blico
e
do
risco
de suas
vidas
como
ago
ra succedeu.—
(«Jornal
da
Manhã»)-
Eis
mais
promenores do
primeiro
d
es
tes
jornaes:
O
comboio
que
se
formara
em
Nine
com os
que
vinham
de
Braga
e
Caminha,
saira
de S. Romão
ás
4
horas
e
dois
minutos
da
tarde,
hora regulamentar,
pa
ra
a
velocidade estabelecida
na
tabélla,
que
é de
quarenta
kilometros
á
hora,
porém
ao
chegar
proximo
ao
kilometro
n.
’ 11,
trazia
tão excessiva
velocidade
que
saltou
fóra
da
linha,
.avariando-a
na
extensão
de 192
melros,
até
que
reben
tando
o
engate
que
ligava
a
machina
ab
tender,
aquella
saltou
pára
&
esquerda
da
via,
indo
bater
em
um
sucalco
á
dis
tancia
de 27
m
,6
do
ponto
em
que
deixou
a
linha
e
5m,8 á
esquerda
da
via.
Logo que
bateu
no sucalco
a
machi
na
tombou
sobre
o
lado
direito,
arremes
sando
uma
pedra
de
mais
de
300
kilos
de
pezo
a
11
melros
de
distancia.
Para
se
poder
fazer
ideia
da
velocida
de
què
trazia
a machina.
bastará
saber-
se
que.
os
estragos
occasionados
por ella
•occorrerain
já
depois
de
subir
uma ram
pa
de
3
milímetros
e
de
ler andado
íóra
da
linha
perlo
de
200
metros!
Seguiram
a
direcção
da machina uma
carruagem
de
i.
a
classe,
umq
de
2
a
e
,<luas
dé.3
a
,
fiCftndo
a
da
ctpjda
quasi
atra
vessada
sobre
a
via.
Uma
das
.carruagens
de
l.a classe
gal
gou
'sobre
as outras,
ficando
atravessada
tsobre
a
platafórma
da
machina,
e
outra,
bem
cóifio
uma
de
2,
a
classe
e
outra
de
3.
a
ficãram
tombadas
sobre
a
esquerda.
O
tender,
depois
de
se
livrar
da
ma
china,
correu
para
a
frente,
fugiu
da
li
nha,
e parqu
a
um
metro
á
esquerda
da
mesma.
O
fourgen
das
bagagens,
um
wagon
vasio
e
oajro
(quadra
para
caVallos)
fo
ram
arremessados para
a
frente
do
tender,
passando
entre
este
e
a
trincheira,
e
in
do
tombaç
lambem
ao
lado
esquerdo
da
via;
muito
avariados,
ptincipalmenle
o
four-
ggn,
que
íicou
quasi
completamente
des
truído.
r
-
Uma
carruagem
de terceira
classe, que
seguia
o
*
wagon,
ficou
do mesmo-
modo
tombada,
bem como uma
de
l.
a
,
que
se
atravessou
sobre
o
tender.
Os abaixo
assignados-1
ex'remamente
penhorados
com
todos os
reverendíssimos:
São importantíssimos
os
prejuizos
do
material-que
•
ficou
inutilisado,
bem
como
gramde
numero
de
bagagens
que
vinham
no
‘
fonrgon.
•
•
O
piachinista
morreu
instantaneamen
te,'
devendo hontem,
sabbado,
ser
sepulta
do;
o enterro
era
feito
a
expensas
da
fa
mília.
'
•
O
fogueiro
morreu
na
occasião em
que
procurava
apertar
o freio,
e
alguns ami
gos
pediram
-
hontem
á
direcção
que
lhes
concedesse
tomarem
conta
do
cadaver,
a
fim
de
lhe
fazerem
o enterro.
Os passageiros
que
morreram
durante
o.
trajeclo
da
machina
de
soccorro, eque,
segundo
dissemos,
estavam
depositados
em
Campanhã,
são
Zeferino Gonçalves
Bastos,
casado,
natural
de
Villa
Real,
com oílici-
na de
‘
espingardeiro
e
estabelecimento
de
mercearia
na
freguezia
de
Refojos,
conce
lho
de
Cabeceiras
de Basto,
onde
deixa
viuva
e
filhos;
e
um
veterano,
de
cujo
nome
se
ignora
posto
se
saiba que
já
es
tivera
no
Hrazil
e
vinha
de Villa
Nova
de
Famalicãa;
trazia comsigo
grande
quanti
dade
de
musicas,
que
parece
andava ven
dendo,
e
cinco mil
e
tanto
reis em
di
nheiro.
Os
cadaveres
d
’
esles
dois
infelizes
fo
ram
hontem,
por
ordem
da
direcção,
en
cerrados
em
caixões
fechados
e
sepultados
no
çemiterio
de
Campanhã.
O
veterano
tinha
a
perna
esquerda
partida,
um
profundo
golpe
na
face
es
querda junto da
bocca,
e
outro
na
parle
superior
do
peito.
Os
ferimentos
do
ou
tro
eram nas
costellas
e
peito,
motivados
por
ficar,
atracado
entre
os
carros
Dos
feridos
que
deram
entrada
no
hos
pital
da
Miseeordia
falleceu
hontem
ás 7
lioras
da
manhã
João
Baptista
Pereira,
de
32
annos,
casado,
jornaleiro,
natural
de
Vieira,
que
«rinha
no
comboio
como
pas
sageiro.
Succnmbiu
da
razão
de
ter
a
perna
esquerda
partida,
e
a
região
lombar
esmagada
do que
lhe
resultou
uma
he-
morrhagia
inferior.
A
’
s
1
1
horas
da
manhã
de hontem
morreu
também
no
hospital José
Correia
Portella,
praticante
de
machinista,
natural
de
Ferreiros
de
Tendães,
o
qual
tinha
recebido
um
grave
ferimento
na cabeça,
outro
na
maxiila
inferior
e
dois no
peito
e
ventre;
ficou-lhe
além
d
’
isso
a
coxa
di
reita
destruída,
com diflerentes
musculos
á
vista.
O
snr.
Manoel
José
da
Silva
Arajo,
de
Famalicão,
que
está
ferido
gravemente
na
cabeça,
braço
e
perna
esquerda,
pernoitou
ante-honlem em
casa
de
um
cunhado,
sen
do hontem
de
manhã
recolhido
no
hospital
da
ordem
do
Terço
e
Caridade,
onde
será
O
capital
pago
é
de
1.000:000
de
li
bras,
a reserva
de
450:000
e
o
balanço
em
favor
dos
lucfos
e
perdas
142 095.
Convém
notar
que
esta
é
a
segunda
vez
que
este
banco
suspende
pagamentos;
porém
ha
já
bastante
tempo,
ia
compro-
meltendo
de
dia
a
dia
o
credito
de
que
gosou,
em
rasão da
grande
quantidade
de
notas
que acceitava.
E
’
comtudo
provável
que
õs
credores
venham a ser
inteiramente
embolsados,
porquanto não
é
limitada.a
responsabili
dade dos
accionistas
e
contam-se
entre
ei-'
les
homens
de
fortuna
avultadas.
As
acções
d
’
este
banco
(100
libras)
negociaram-se
a
semana
passada
a
236
e
237;
os últimos
dividendos
foram
de
12
p.
c.
Falia
n
seieneia
;
mas!,..
—
Os
suicídios
vão
em
augmento
por
toda
a
parte
de
uma
maneira
assombrosa.
Um
dós
«factores»
desta
praga
todos
sabem,
e quasi
todos
conYessam,
que
é
a
falsa
instrucção,
isto
é,
a
instrucção
desacom
panhada
da
educação
religiosa
;
n
’
uma
palavra,
a
instrução
ofiicial,
maçónica,
li
beral,
á
tnodèrna.
Outro facto
ha
porém
(segundo
de
claram
os
médicos
e
as
estatísticas)
que
em certo
módo
depende d’
este.'
Ouçam:
—
Acaba
de
se
reunir
um
gran
de
congresso
de médicos
em
Piza
(Ita-
lia), e
entre
outras
coisas,
depois que
o
dr.
Pini
demonstrou
com a «citação
de
numerosíssimos
fados
(cotia
cilazione.
di
numerosissimi
falli)'
que
«uma
das
prin-.
cipaes
causas
dos
suicídios
é
a
publici
dade que lhes
dãq,
os jornaes,» .. . fez
«votos,
por
unanimidade,
para que os
jor
naes
-
políticos
supprimam
aquella
péssima
secção
da
sua
chronica
fcancellino
delta
loro
cronaca
la
brutíssima
rubrica
dei
sul-
cidiij».~-\
!
e]a-s,o
a
decisão
por
extenso
na
«Unitá
Callolica»
do
1.°
de
outubro.
Depois
não
falta quem.se
queixe
de
nós
dizermos,
que
ha
jornalistas
que
con
correm
para
o
derramamento
de
sangue
humano
1.
.
.
Mas
verdadeira
mente
não
somos
nós
que
o
dizemos:
são
os médicos;
é
«a
sciencia»
!
Quando
vos
falíamos
de
coisas
de
fé,
encolheis
os
hombros
e
dizeis
:-
nós
cá
só
cremos
na
Falia
a
sciencia
(desde
ha
muito
que
ella
falia
neste
sentido),
e voltae-lhes
as
cos
tas!..
’
.
*
•"'
.
’
Gomo
se
entende?!
Poder se-ha
ex
plicar
sem
negar
a sinceridade
de
quem
se
deixa
cair
em
similhantes
contradições?
Bem
o
desejáramos.
—
(«E.»)
Geração
notável.—
Jorge
Lessard,
de
Maureol,
tem 98
annos
de
edade
e
carjfraiu
ha
pouco
matrimonio
com
uma.
senhora
de
50.
O
noivo
é
francez,
e ser
viu
Napoleão
I,
nas
campanhas
do
Egy
pto.
Aos
22
annos emigrou
para
o
Ca
nadá,
onde
reside.
Gosa
de
toda
a ple
nitude
de
suas
faculdades
e
diz
que es
pera
viver
mais
20
annos.
Seu
avô
foi
medico
do
rei
Luiz
XIV
e
viveu
130
an
nos,
e
o
pae
morreu
com 122!
A
liniversario
<I»
Henrique
V.
—No
dia
do
anniversario
natalício
do
snr.
conde
de Chambord, celebraram-se
em
muitas
partes
de França
missas.
Nunca
em
anno
algum houve
tanta
concorrência
a
estas
missas
como
este
anno.
Nunca
os
verdadeiros
catholicos
e
verdadeiros
francezes
foram
tantos
a
as
sistir
a
este acto
de
devoção
da
fidelidade
realista.
Isto
deve
regozijar
todos
os
verdadei
ros
catholicos.
Terremoto.
—
Os
pormenores
sobre
o
terremoto,
occorrido
no
dia
15
de
abril
ultimo
na
America
Central,
são
horroro
sos.
Em
poucos
segundos
a
villa
de
Cua
foi
destruída.
Os primeiros
abalos
come
çaram
a
sentir-se
ás
nove
da
noite.
Ne
nhum navio de
Cua
ficou em
pé,
e
gran
de
parte
dos
habitantes
pareceram
sepul
tados
entre as rumas.
Uma
lestimunha
ocular,
que
atravessava
a grande praça
a
momento de
vir
abaixo
a calhedral,
re
fere
que parecia
que
a
violência
do
cho
que
havia
levantado
ao
ar
todo
o
edifi-
cio
para
deixal-o cahir.
No
dia seguinte
encontrararn-se
70
cadaveres,
e
ainda
se
avalia
no
triplo
o numero
dos mortos.
Os
gritos
dos
feridos
e
o
pranto
dos
que
buscavam
seus
parentes,
eram
em
extre
mo
doiorosos.
Em
Caracas,
os
edifícios
particulares
e
as egrejas
soffreram
também
estragos,
ainda
que
não
tão
consideráveis
como
os
anteriormente
ditos.
Sem
embargo,
toda a
povoação invadiu
as
praças
e
os
jardins,
onde
os
habitan
tes
acamparam
de baixo de
tendas
e
co
bertores.
Em Bolivia, a
commoção
fez-se
sentir
tratado
a
expensas da
direcção do
caminho
de
ferro.
Além
das
pessoas
que
hontem
men
cionamos,
ficou
ferido
o
conduclor
Morei
ra,
que
vinha encarregado
do
trem,
e
vários
passageiros,
posto- que
sem
gravi
dade.
Os
ferimentos
do snr.-Camillo
Caslello
Branco
foram
causados
pelos vidros
das
portinholas,
que vinham cerradas.
Na
car
ruagem
vinha unicamente
o
escripior
e
outro
passageiro
que
não soffreu
mais
do
que
o
susto.
O
povo
visinho
do
local
do
sinistro
fi
zera
tocar
os
sinos
a
rebate, e
acudiram
a prestar soccorros
aos
que d’
elles
neces
sitassem.
A
violenciaj
do
embate
foi
tal,
que
um
dos
carris
fobbpartido
junto
á
helice
de
ligação,
e oulroitarrancado
e
espetado
no
topo
da
segunda
carruagem
de
1.
’
classe
junto
á
que
ficou
sobre
a
machina.
A
causa
porque
o
comboio
marchava
com
tanta velocidade,
não
sabemos
expli-
cal-a.
A in&trueyão
s»opular
das
na
?Sc«.
—
A
segunda
edição
do
mappa
da
instrucção
popular
na
Europa,
apresenta
da
na
exposição
de
Paris,
divide
as na
ções em
quatro
cathegorias.
A
primeira,
das
mais
adiantadas,
on
de
a
instrucção é
quasi
geral,
compre-
hende
por
sua ordem
a
Suissa,
Saxonia,
Suécia
e Noruega,
Wurtemberg,
Allema-
nha,
Dinamarca,
Baden,
Hollanda
e
Ba
viera.
Entre
os
paizes
bastante
avançados
da
segunda
cathegoria,
conta
a
França,
a
Bélgica
e
Inglaterra.
São
paizes
alrazados:
Ilalia, Áustria e
Grécia;
e
quarta
cathegoria,
ou
muito
alrazados,
contam-se Portugal,
Hespanha,
Roumama
e
Rússia.
Culturn de
pomares
de
laran-
geira
*
.
—
Nos
últimos
vinte
annos tem-
se
desenvolvido
muito
a
cultura
de poma
res
de
larangeiras,
tanto
no
continente
como nos
Açores,
por
fórma
muito
sa-
tisfacloria.
,
No
anno
de 77
a
78
a exportação
para
Inglaterra,
d
’esta
fructa,
é
represen
tada
por
1.769:623
caixas grandes
e
pe
quenas.
As
ilhas
dos
Açores
entram
n
’
esta som-
ma
com
533:641
caixas;
Lisboa, Porto,
Aveiro,
Setúbal e
Algarve, com
160:000
proximamente
Homei»
de
dois
eoraçues.—
N’um
periodico
de Paris
le-se
o
seguinte:
«Acaba
de
chegar
a
Paris
com o
fim
de consultar
os
nossos
mais
celebres
mé
dicos
alienistas,
um
habitante
do condado
de
Hartford,
cuja
enfermidade
tnental
iu-
termitenlte é. segundo
parece,
occaslona-
da
pela existência
no
seu
peito de
dois
corações.
A
menor
d’
estas vísceras, collada
no
sitio
ordinário,
realisa
perfeilamente
as
funcções
de
transmissão
de
sangue
que
pertencem
a
todo
o
coração
humano.
Mas
o
segundo,
situado
completamente
á direi
ta,
é
muito
maior
que o
seu visinho. e
não cuida nem por sombras
da
circula
ção
do
sangue, ainda
que
por
outro
la
do
parece
que
’ usurpou
certa
influencia
sobre
o
systema
nervoso e
as
funcções
cerebraes.
Isto
é,
pelo
menos,
o
que
julgaram
observar
os
médicos
americanos
que
tra
taram
o
enfermo,
terminando
por
dizer-
lhe
que
se
podia
remediar
o mal
fazendo
desapparecer
a
causa,
isto
é,
segundo
co
ração.
O
proprietário d
’
esle
orgão oppoz-se
a
que se
realisasse
a prescripção medica.
—
Arrancar-me
o
coração!
exclamou
elle.
Isso nunca.
Follenei»»
do
biineo
de
(«taignw.
—
Os
directores
do banco de
Glasgow
(City
of
Glasgow
Bank)
deliberaram
sus
pender
pagamentos,
depois
de
haverem
hesiiado
por
muito tempo;
e
o
banco
dei
xou
de
franquear
as
suas
portas
no
dia
1
do
corrente
mez.
Já
ha
algum tempo
se
previa
este
desastre
financeiro, que,
diz-se,
foi
moti
vado
pela
facilidade com
que
se
descon
tava
o
papel duvidoso
que era apresen
tado.
A
maxima
parte
dos
bancos
escocezes
concordaram
em
pagar as
notas
emittidas
pelo
banco
de
Glasgow,
obstando
assim
a
que
o
desastre
tomasse
porpações
mais
consideráveis.
O ultimo
relatorib
do
banco
de
Glas-’
gow,
datado
de
5
de
junho,
dá para
de
pósitos
8:102:214
libras,
para
notas
710:252
e 1.407:244
parã
acceiles.
Por
outro
lado,
o
capítal metálico
eleva-se
a
845:863
libras
e os titulos
do
governo
e
outros
a
2.296:839.
egualmenle. ainda
que
sem
occasionar
grandes
prejuizos.
Ilma
MuetoritlAde,
eomo
ha
mui
tas...
—
Escrevem
de
S.
Paulo,
áo «Apo
stolo»:
No
dia
16 de julho, em
S.
Bento
de
Sapucahy-mirim,
á
estação
da
Missa
pa-
rochial,
o
revd.
0
snr.
vigário, conego
Bento
de
Almeida,
leu uma
Pastoral de
s.
exc.
*
revd.
raa
o
snr.
bispo
Diocesano,
e
terminada
a leitura, convidou
a
seus
parochianos
a
assistirem
no
dia
20
á so-
lemnidade
da renovação
dós
-votos do ba-
ptismo,
que
seria
celebrada
com a
possível
pompa.
O
delegado
de
policia
(cuja
razão,
pa
rece,
se
perdêra
com
o
receber
a
noticia
da
concessão
de.
habeas .coreus,'ao
súbdito
italiano
Viclorio^)
informado dè$sa
commu-
nição
do
vigário,
mandou'
intimar
grande
numero
de
cidadãos
’
dê dívórSbs
bairros,
para
que nqo
dia~!$r
^é;
appresentassem
ar
mados.
'
"
A
população
ficou
aterrada
çpín a no
ticia
"de
ordem
tão
extravagante.
Compa
receram
cerca
de
l^O
Jos
intimados,
e
muitos destq?
declararão)
fraiicamante
ao
delegado
que,
njio
^bedeçiaifí,
se
'prè^fí-
(lia
elle
praticar
álgiim
(acto'orfeòsivòí'á
religião.
’
m
o
.
-
mm
• :
Oqtros
cidadão» tjqh^ni.
feftebic^o
ordem
de apresentarem-se
qa
tardg
jjè
49;
estes
foram
aquartelados
:
qa
.çc^eja,.
onde
pas
saram a
noite
,em
ç.oqjtpieta'
orgia,
N%
.xpjn.hãjíjje
50
japresenum
-se íe-
legado
pa.porja'
da
jcadpia.
’ píssou revista
á multidão
qpe
retinira,
deu
diversos
vi-
vag
,e>
também
ordenou
que
se
lhe.
dessem
vivas
á
elle
!
!
.
,
. ,
'
■
Tprtpjuada
a.jfexistq,
mandou-
píjr
á
disposição
da
tropa
alguns
tyarris
de
agda«t
*
dente
;
,
,
'
t .7...
Era
plapo
.do (delegado,
que
-p^
étàr^os
fossem
perturba?
-a
sqlenipidáde jjçljgíqisa,
senão
irpppjJil-a, e
t
yêr
se
cout
meip
procurava
conflictos com
o
revd,
vigá
rio.
A
extremai;
prudUnoiap
dftjV.stlpcte
sa
cerdote
foi ainda
umiaj .JíeajobsJtaçBlo á
realisação
dos'loucos
pfojectos
da
arbitraria
auctori.dade.
,T~7?
*™
**
"
“*
TELEGRAMMAS.
—
.
—<g.
í
77
Londfês
1Ó
—Dizem
de
Slmlafi'qbè
o
generáT
Bosso
deve
hoj^a^Cttr
iíavak’.
Londres
11
—O
governo
inglez
recebeu
a
confirmação
de
lerem
as
t-ropas
russas
suspendido
a sua
retirada
(1 os
arredores
de Constantinopla.
f
Decidiu
portanto
pedir
explicações
á
Rússia lufoniípb
!Ô;
a<
.pólencias,
pedindo
lhes
ao
mesmo
tempo
que
se
jun
tem
á
Inglatetra para adámesfar
a
.Tur
quia
sobre
a
morbandsíde;
dós,
chfistãos.
Informações
de
Bqjqbaim..
ico.nsideram
inevitável
a
guerra.;
i
O
«Standart»
d:z
quejas ilropíisiringle-
zas
penetraram
já ivo
(tairitad-iito.
de
Khi-
ber.
.1
j
;;
.
A
arlilheria
dos afgháuehé
tinuito
forte.
Constantinopla
10
—Saiyfeír.Hachá
pediU
a
demissão,
mas
foj-lhe
recusada.
. São
todavia
possiveiS algumas
níódificâíões
*
mt-
nisteriaes.
.
•
,1
A
resposta
do
conde
A;p<írassay
(
.
á
cir
cular
turca
é concebida
gm
,
termos
mo
derados.
,
■■
((,-
Madrid
11—E’
falso
o
boato
qixe
se
espalhou
de
ter
apparecitió
ai
febre
ama
rella
em
Malága.
Londres
11
—0
«‘
Dâíl^
’
‘
Newsl»
publica
um
despacho
de
Vie-nna,
annnuciando
que
Osman-Pachá
com
ISO
mil
homens, irá
provavelmente
a
Novi-Bazar,
onde
já
se
acham
71
batalhões
turcos
e
J5:OCO
al-
banezes.
Constantinopla
12—A
.Porta
recebeu
noticia de
que
os
austríacos
não
continua
ram
a
avançar.
Estãô,
pois,
afastados
lodos
os
perigos
do
coníliplo
Lohdr.es
12
—
Os
russos
querem
perma
necer
em
Andrinopla
até
á
assignatura
do
tratado
particular
e
definitiva:
com
a
Tur
quia.
1
Em
Liverpool
durante
u
n
..-concerto
houve
um
terror
e
pânico
motivado
pelos
grilos
de
fogo.
A multidão
tratou
de
fu
gir
precipiladamente,
o
que
deu
em
resul
tado
ficarem
37
pessoas
mortas e
mui
tos
feridos.
A6W
cv
:
í
.
í
;
os
ecclesiaslicos
e
entre
estes
os
dignos
ca-
pellães
da
Real
irmandade
de
Santa
Cruz,
e
illm.
*
’
e
exm,os
snrs.
e
senhoras,
que
não
só
se dignaram
cumprimental-os
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
muito
presada
e
estremosa
esposa,
e
mãe,
e
assistiram
no
real templo
de
Santa
Cruz
aos
oílicios
de
corpo
presente,
e o
acom
panharam
junto
com
as irmandades e
con
frarias
ao
cemiterio
publico,
vem
por
es
te
meio
agradecer a
lodos,
tão
distinctas
provas
de
amisade
e
consideração
e
preq-
tar-lhes
a
sua
indelevel
gratidão.
Braga
7
de outubro
de
1878.
João
d’
Oliveira
e
Silva
Maria Rosa da Silva
Rosa Maria
da
Silva
(2042)
Maria
da
Purificação
e
Silva.
Os
abaixo
assignados,
por
não pode
rem
agradecer
pessoalmenle a
todos
os
amigos
que
os
cumprimentaram,
e
acom-
panliaram
os
restos mortaes
de seu mui
to
presado
marido,
genro
e
conhado,
Ma
noel
José
Gomes
de
Sa,
o
fazem por
este
meio,
e
a
todos
testimunham
seu
eterno
reconhecimento.
Lodovina
Rosa
Mendes
de
Sá
Bento
José
da Silva
Manoel
José d
’
Abreu.’
(2039)
ria
Martins,
que
continuará
com
o
mesmo
ramo
de
negocio
debaixo
de
sua
firma
in
dividual.
f
■
Braga
12
dp
outubro
de
187,8.'
D.
Maria da'
Conceição
Gomes
Pereira
da
Rocha (viuva"
de
Manoel
W
Gomes
da
Rocha).
(2046)
Joayuún
Maria
Martins.
Os
abaixo assignados
extremamente
re
conhecidos
para
com todos
os illm.os
e
excm.°
s
snrs.
e senhoras,
que se
digna
ram
cumprimentai
os
por
occasião
do
fal-
lecimento
de
seu
presado
pae
e
sogro,
especialisando
o
muito
revd.0
parocho
de
Crespos,
e
bem
assim
aos
que
assisti
ram
a
uma
missa
no
dia
9
do
corrente
para
soffragar
a
alma
do
finado,
veem
pór
este
meio
agradecer
tão
distinctos
obséquios
e
manilestar-lhes
sua
indelevel
gratidão.
DILIGENCIAS
DIARIAS
Manoel
Rodrigues
Santa
Marinha
e
An-
lonio
do Couto
da cidade
de
Guimarães
fasem
publico
que
continuam
com
as suas
diligencias
diarias
de
Guimarães
a
Braga,
a.
sahir
de
Guimarães
ás 5
horas
da
ma
nhã
e
12
do
dia,
chegando
a
Braga
ás
8
da
manhã e
3
da tarde;
e
de
Braga
para
Guimarães
ás 5
horas
da
manhã e
2
da
tarde, chegando
a
Guimarães
ás
8
da
manhã
e
5
da
tarde.
Estabelecem
outra
carreira
nova
d’
esta
cidade
até
ao
Arco
a
sahir
de
Guimarães
para
Braga
ás
11
horas
da manhã,
que
é
quando
chegam
as diligencias de
Fafe
e
Arco, e chega
a
Braga
ás
2
da
tarde;
e
sahe
de Braga para
Guimarães
ás
6
horas
da
manhã, chegando
as
9;
tendo
esta
seu princio no
dia 16
do
corrente.
Preços:—
Dentro
300
reis
e fóra
240
reis.
Os bilhetes
vendem-se
em
Braga
na
mesma
casa
do
bem conhecido
Ribeiro
Braga,
em
direitura
ao Arco.
Braga,
10
de outubro de
1878.
Pelos
annunciantes—Ribeiro Brrga.
(2044)
'
r
Companhia Commercial
e Viníco
la
da
Bairrada
Venda em hasla publica
tf.
'
Pelo
juizo
de
direito da
comarca
dé
Braga
e
cartorio
do
escrivão
Gonçalues,
no
dia
tres,
de
novembro proximo
seguin
te
por
dez
horas
da
manhã,
á
porta
do
{Hbunal
de justiça
silo
no
largo
de
San
to Agostinho
da
•
cidade de
Braga, tem
de
procedéf-se
á
venda em hasla publi
ca,
a
propriedade
Ridinho
das
Oliveiras,
sito
no
logar
do
Corgo,
freguezia
de
Adau-
fe,
da
mesma
comarca,
no
valor
de
cento
oitenta
e
seis
mil
seiscentos
vinte
e tres
reis,
descriplo
no inventario
orphanologi-
co
do
finado
Antonio
Fernandes
Lopes,
morador
que foi no
logar
da
Pegada, da
dita
freguezia,
em
que é
inyentariante
Josefa
da
Silva,
viuva
,do
dito
finado,
moradora
no
mesmo
logar
e freguesia; e
por este
mesmo
annuncio
são
citados
quaes-
quer
credores
incertos
para
os
fins
designa
dos
na
Lei.
Braga
8
de
outubro
de
1878.
O
eNcrivão
Antonio
José
Gonçalves.
Verifiquei.
(2038)
A.
Carneiro
de Sampaio.
COMPRAM-SE
Acções
dos
Bancos
de
Villa
Real,
Dou
ro,
Commercial
de
Guimarães,
Mercantil
de
Braga,
e
do
Minho.
Rua
de
S.
Victor
n.°
64.
(1087)
Na
rua
de
S.
Vicente
desta
cidade de
Braga,
vendem-se
as
casas
n.
09
34
—
34
A,
e
as
de
n.°
35,
com seu
quintal,
com
sa
bida para
a
rua
da
Escoura.
<2016)
SORTIDO
COMPLETO
A^ROVEITEM-SE
Vende-se
a
bonita
casa construída de
novo,
na
rua
de
S.
Marcos
n.,°
53,
tem
como
os
moveis que
a
adornam,
em
ra
zão
de
seu
dono
se
ausentar
para
Boe-
uos-Ayres;
podendo
o.
comprador
ficar
com
a
araetade
do
preço
a
juro
de 4
p.
c
com
hypotheca na
mesma
casa,
por
tem
po
de um anno.
Para
vèr-se,
de
manhã,
das 9 ás
11—
e
de
tarde,
das 4
ás
6-podendo tratar-
se
com
o
snr.
Francisco
José
Ferreira
Torres,
na
mesma
rua,
,
que
se
acha
au-
ctorisado.
'
.
.
(1061)
DINHEIRO
A
JURO.
A
irmandade
do
Martyr
S.
Vicente
tem
em
ser
a quantia
de
800-3000
reis
para
mutuar
por
hypotheca
de
raiz.
______________
(1056)
-í.7'v
Vende-se
uma
morada
de
casas
JijigL
si,a
na
rua
d
a
Cruz
de Pedra
n.
*
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotto,
quintal
e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo,
morador
na
mesma
rua.
ca
sa
n.°7, contígua
áquella.
(862)
HÕvrcÃsTHÃVmZÃ
CAMPO
DE SAiNTAjNNA
(
esquina
da
bua
das
aguas
)
BRAGA
GRANDE
DEPOSITO
DE TABACOS
NACIONAES E
ISTHAVI.EIKOS
Grande reducção
de preços nos
rapés de
XABREGAS
•
Thereza
Augusta
de Araújo Machado
Manoel
Lòurenço d
’
Araujo
Braga.
(2040)-'
O
aperfeiçoamento
dos
vinhos
d’
esla
companhia,
é
já
conhecido.
A
compa
nhia
quer
estabelecer
seus
depositos
de
venda,
nas
principaes
terras
do
Minho,
principalmenle
em Braga,
Vianne,
Guima
rães,
Penafiel,
Villa
do
Conde,
Povoa,
Barcellos,
etc.
Recebem-se
propostas
garantidas
na
sua
séde
—
Mealhada.
(2037)
DILIGENGIAS
DIARIAS
Francisco
Mesquita,
d
’
esla
cidade,
e
Joaquim
Alves Vinagreiro,
da
Povoa
de
Lanhozo,
fazem
publico, que estabelecem
mais
uma carreira
nova
diaria
de
Braga
á
Senhora do Porto
a
sahir
de
Braga ás
12
horas
da
manhã
do
dia
13 do
corrente,
chega ás 3
e
meia
horas
da tarde, e
sae
da
Senhora do-
Porto
para
Braga
ás
5
horas
da manhã
e
chega
as
8
e
meia.
Prpços:
—
Dentro
300
reis
e
fóra
240
reis.
Os
bilhetes
vendem-se
em
Braga na
mesma
casa
do
bem
conhecido
Braga,
e
na
Senhora do Porto
em
casa
do
snr.
Joaquim
Rego.
Braga
10
de outubro
de
1878.
Pelos
annunciantes
—
Ribeiro
Braga.
(2043)
NOVO
HORÁRIO.
Narcizo
José
Marques,
faz
publico
que
as
suas
diligencias
que saem
para
Guima
rães
ás
4
e
meia
da
manhã
ficam
saindo
desde
o dia
17
inclusive,
ás
5
horas
da
manhã.
Os
bilhetes
vendem-se
em
casa
de
José
Antonio Marques
à
C.
*
Braga 14
de
outubro
de 1878.
(2045)
DECLARAÇÃO
Os
abaixo
assignados
fazem
saber que,
por
escriplura
publica,
lavrada
nas notas
do
Tabellião
João
Marcos
d
’Araujo Ri
beiro,
dissolveram
de
commum
accordo
a
sociedade
que
girava
n
’
esta
praça
sob
a
firma Rocha
&
Martins,
ficando
desde
29
de
agosto
proximo
findo
lodo o aclivo
e
passivo
a
cargo
do
socio
Joaquim
Ma
NOTÍCIA
JULIA
CANDIBA DA COSTA BRAGA
MODISTA
DO PORTO
Acaba de
abrir
um attelier
de
costu
ra
n’esla
cidade,
no
largo
do
Barão
de
S.
Martinho
n.°
2,
aonde
se
executam
toiletts
completos
para
noivas.
Vestidos,
capas,
plalós
para
senhora
e
meninas,
tudo
pelos últimos figurinos
de Paris.
Todas
as
excm.
as
snr.as que
se digna
rem
honrar
este
attelier
com
as
suas
or
dens
enconlrar.ão
bom
gosto e
economia.
(2036)
Achando-se
vago
no
Hospital
de
S.
Marcos
o
logar
de
segundo capellão,
que,
conjunctamente
com
o
capellão
mór,
tem
de
fazer
o
serviço
alternadamente
por
se
manas,
convidam-se
os
revd.
*
8
Sacerdotes
que
pertenderem
o
dito
logar
a
requere
rem
á
Meza
da
Santa
Casa
da
Misericór
dia
até
ao
dia
16
do
corrente.
Prestam
se
esclarecimentos na
secreta
ria
do
mesmo
Hospital.
Braga
6
de outubro
de 1878.
O
escrivão
<2031)
Domingos Moreira
Guimarães.
FOGÃO
Vende-se
um
de ferro
em
muito
bom
uso
Para
tratar
com
Manoel Antonio
Go
mes.
Rua
do
Souto
n.°
13.
(2032)
ATTENÇÃO
Na
rua
das
Aguas
n.°
55 d’esta
ci-
de,
offerece-se
commodos para
poder
hos
pedar
2
ou
3
ecclesiasticos,
mediante
preço
convencional.
(2041)
Dlípqssro
DE TABACOS
Nacionaes e
estrangeiros
Vendas
a
retalho
e
por grosso
eom
vantajoHOM
descontos
NOVA
CASA
HAVANEZA
BRIGA
CAMPO
DE
SANTANNA
Esquina
da rua das Aguas.
(2034)
Grandes descontos
aos
snrs.
ESTAN
QUEIROS.
(2018)
Meio
grosso
em
250
grm.
.
Cruz
de
Malta
b
»
.
.
Rezerva
b
>
.
.
Princeza
b
b
.
.
Pacotinhos
de
25 grm.
.
.
350
reis
380
>
440 >
420
b
35
b
D#
Lealdade
Meio
grosso
em
250
grani.
.
Vinagrinbo
»
b
.
.
Pacotinhos
de
25
grm.
.
.
280
reis
280
>
30
b
Declaração
D.
Maria
Julia
da
Silva
Braga,
declara
para
os
devidos
effeitos,
que
achando-se
habilitada
para
negociar,
por
escriplura
que
se
acha
registada
no Tribunal
Com
mercial
d’
es
‘
a
cidade,
passou
procuração
com
todos
os
poderes
a seu
marido
Do
mingos
José
Alves
Braga,
que
também se
acha
registada
para
a
representar
em
to
dos
os
negocios
que
achar
convenientes;
e
delara
mais
que
já
abriu o
seu
estabele
cimento
de
sola
e
cabedaes,
e
mais
ar
tigos
concernentes ao
mesmo
negocio,
o
que
tudo
vende
pelos
preços
mais
resu
mido
possível.
(1026)
VENDA
DE
CASAS
â
No
largo
da
Ponte
de
S.
João
ao entrar na
rua
do
Paemante (la
do
esquerdo)
vendem-se
as
duas
moradas
de
casas
construídas
de noyo,
juntas
ou
separadas;
trata-se
na
rua
de
S.
Marcos com
Antonio
Silverio
de Paiva.
Arrenda-se
na
rua
de
S. Marcos, o
andar
superior
da
casa
que
habita
Anto
nio Silverio
de
Paiva,
em
frente
ao
con
vento
dos
Remedios.
Prefere
se
uma
se
nhora
de
probidade
com
creada, ou
eccle-
siastico
idoso.
Póde ver-se
a
qualquer
hora.
(916)
I
í
IIZ
HíllVEVTlKV
ESTEVES
4
—
Rua
do
Castello
—
4
BRAGA
Além
do
seu estabelecimento
de mer-
ciaria
que
já
tem,
addicionou
lhe
mais
vinhos
engarrafados
e
aquartilhados,
e
doce de
diversas
qualidades,
que
tudo
vende
por
preços
muitíssimo
resumidos.
(2009)
RESPONSÁVEL
—
Luiz
Baptista da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITÃIU
—
1878.
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Parte de Comércio do Minho (O)
