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-
FOLHA RELIGIOSA.
A
Hí NOTICIOSA.
REDACTRRES
—D. Miguel Solto-Major e Dr.
Custodio Velloso.—DIRECTOR—Antonio Joaquim de Mesquita Pimentel.
ASfX.TXS^j
9B
6.°
ANNO
PREÇO
DA ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes
...............................
1&600
»
6
»
..............................
Correspondências
partic.
cada
linha
Annuncios
cada
linha
....................
8õ0
40
20
10
PUBLIGA-SE
ÃS
TERÇAS,
QUATAS
E SARBADOS.
PREÇO
DA ASSIGNATUBA
2Í000
U0B0
3&6í»0
3&600
10
Províncias,
12
mezes
.....................
»
6
»
.....................
»
sendo
duas
assignaturas
Brazil,
12 mezes,
moeda
forte.
.
Folha
avulso
................................
N.®
874
Annuncio:
/ Repetição
SABBADO
14 DE DEZEMBRO DE 4878
Está
salva
a
patria.
Custou
a
acertar
com
o
remedio;
mas
agora
não ha
que
duvidar,
o
registro
ci
vil
vae
fazer entrar
indo
na
ordem.
Desapparecerão
em
breve todas
as
nossas
difliculdades
financeiras.
Os
escândalos
e
tropelias
que
accusa-
vam uma baixa
grande
na
moralidade
publica,
cessarão
dentro
em pouco,
por
que
a
causa
de
todos
esses
males vae
ser
removida
com o
novo regulamento,
verdadeira
panacêa
para
todas
as
nossas
enfermidades.
Eslava reservada
esta
gloria
mais
pa
ra
o
actual ministério.
E
’
ainda
um florão
que
faltava
en
gastar
na
corôa
que
ha
de
laurear
o
consulado
do snr.
Fontes.
O
famoso
estadista,
percorrendo
uma
parte
do
paiz,
não
só
estudou
a
precei
to
as
necessidades
do povo,
mas
fez
mais,
porque
descobriu
um
meio
eílicaz
de
as
destruir.
Graças,
pois,
á
dedicação
do
snr.
Fon
tes,
e
ás
suas
locubrações
d
’
espirilo,
se
remos
todos
d
’
oravante
felizes,
tal
é
a
virtude
que
os
apologistas
do registro
civil
lhe
attribuem.
Havia
quem
supposesse
um
mal
gra
víssimo
—
a desunião
que
lavrava entre a
familia
portugueza—engano.
O verdadeiro
mal
consistia
em
se
con
servarem
ainda
alguns
vínculos
de
união,
que
o
registro
civil
vem
agora destruir.
O
incenso
da
egreja
devia
incommodar
certos
cerebros
já
escandecidos,
e
poris-
so
o
snr.
Fontes,
na
plenitude
do
seu
poder,
decretou
e
mandou,
que,
para
os
mais
nervosos,
quando
houvessem de ce
lebrar
alguns
d’
esses
actos
públicos,
que
servem
de base
á
constituição
da
familia,
a
egreja
fosse
substituída
por
casa
alca
tifada
do
empregado
civil.
Custará
a
reforma
alguns
reaes
a
inaior,
é
verdade;
mas
o
presidente ministro
já
prometteu
a
compensação,
pois
jurou
aca
bar
com
o
philloxera.
E
assim
caminhamos!
E assim
imos indo
de
salto
em
salto,
até
nos
despenharmos no
abysmo.
Quanto
maior
é
a desmoralisação,
quan
to
mais
augmenta
a
corrupção, maior in
cremento
lhe
procuram dar
os
governos.
E
somos
tão
desgraçados,
é
tão
gran
de
a
nossa
infelicidade,
que
nem
com
o
exemplo dos
outros aprendem
os
que
to
maram
á
sua conta
este
malfadado
paiz.
Que necessidade
havia
do
registro
ci
vil?
Que
razões o
justificam, que motivos
o
imposeram?
Foi
só
para
lisongear
esses
poucos
desgraçados,
para
os
quaes
Deus,
patria
e
familia
nenhum
valor
tem?
Que
loucura, que cegueira!
Vertem na
consciência
dos
povos
toda
a
desmoralisaçào
de
que são
capazes,
le-
galisam
a
libertinagem,
e
depois
espan
tam-se
de
que
appareçatn
os Passavantis
e
Moncasis...
Â
justiça
de
Deus
não falta.
M.
MARINHO.
A’
IletZaeção
«io
«Comoiercio
«lo
Minho».
Londres,
28
de
Novembro,
4878.
«P
arodia
-
em
P
rosa
.
[Continuxçuo]
«RUMORES
TEMPESTUOSOS.
(Ninguém
se
assuste
com os
rumores
d
’
esta
tempestade,
que
é
muito
mais
in
significante
e
ridícula
do
que
a
chamada,
por
Voltaire,
se
bem
me
lembro,
—
Une
lampéie
dans
une
verre
d’
eau—
«Tempes
tade
n’
um
copo
d
’
agoa»).
II
«O
tempo
já
passou d’essa
ficção
«De
um Deos
todo iracundo,
«Que arrojava
o
terror
e
a maldição
«Com
furia sobre
o
mundo.
«E
que
dava
aos
ferozes
crentes
seus
«O
poder
de
sustar
o
sol
nos
ceus.»
«O
tempo
já
passou»,
dizes-te
infa-
luado
Pateta,
da
crença
em um
Deos
vingador
—
que é
o
só
sentido razoavel
em que
se
póde
tomar (por
fazer-lhe
fa
vor) a
sua
expressão
de
«Um
Deos
todo
iracundo».
O
poetastro quer
evidentemente
en
tender
o Deos
verdadeiro,
o Deos da
Bíblia;
que
este
Insecto
tem
a petulância
de
tratar
como
qualquer
conto
da
ca
rochinha!
E
vejam
como
é
contradiclo-
ria,
a
inconstância do
toleirão;—
Diviniza,
Newton,
Galileo,
Copérnico,
Herschell,
porque
(no
tempo
que
a
Providencia
Di
vina
o determinou)
descobriram
algumas,
e
importantes,
das
muitas
verdades
scien-
tiíicas,
que
o
Creador
Quiz deixar
ao
ho
mem,
para
exercício
de
sua
actividade
mental
e
physica
—
para
que
tivesse
com
que
se
entreter,
ganhar
merecimento,
en
tre
seus
semelhantes,
etc.
Teremos
occa-
sião
de
analysar
isto
melhor:
vamos
a
estes
seis
preciosos
versos acima
copia
dos
para
texto
de hoje: —
«Essa
ficção de
um
Deos
todo
iracundo»,
além
de
ser
uma blasphemia,
é
uma
men
tira,
filha,
ou
de uma ignorância
incon
cebível, ou
de
má
fé
descarada.
A
igno
rância
faria
suppor,
que
o
homem
nunca
leu
a
Biblia, e
falou do
Deos
de Israel,
por ouvir
dizer;
pois
nas
mesmas
Escri-
pturas
se
encontram
vastos
exemplos
da
Summa
Bondade
e
clemencia
do
Altissi
mo;
que
este
cabeça
d’
estopa
designa
«Deos
lodo
iratundo».
Mas
onde
este
grande
inventor
de
«ninhos
d
’egoa»
(com
ovos
e
tudo),
se
gundo
a
expressão
proverbial
Ingleza,
se
persuade
ter
mellido
lança
em
África, é
em
negar
ao
Todo
Poderoso,
ao
Creador
e Regulador Omnipotente de
tudo;
aD
que
creou
a
própria
luz
por
um
simples
acto
de
Sua Vontade;
«O
poder
de
sus
tar
o
Sol nos
Céos».
Implica, ja
se
vê,
o
soberano
despre
zo
com
que fala este
insecto,
de
tudo,
quanto
não
pensa
como
elle,
o
não
acre
ditar na
proiongação
do
<iia
para
Jesué
poder
ultimar
a
sua
victoria.
Bem,
se o
homem
diz:
«Não
creio»,
está
no
seu
di
reito
(ou no
seu
torto};
mas
então,
não
nos
venha
divinizar,
como
o
faz,
Copér
nico,
Galileo,
Newton,
etc.,
que
acredi
tavam
em
Deus,
no
Deus
da
Biblia,
e
no
Seu
Poder
infinito,
e
nos
Seus
milagres,
pela
mesma
Biblia
relatados.
Quanto
a
Newton,
é sabidíssimo,
que
elle
—
que,
sem
duvida
conhecia
d<s
céos,
e
de
astronomia,
pelo
menos
tanto
co
mo
este pobre
paléla,
—
dizia;
—Que
nin
guém,
sabendo
astronomia,
podia
duvidar
da
existência
de
Deos;
e que o
mais
con
vincente
argumehto
de Sua existência,
eslava nas
palavras
do
Salmo:
—
Coeli
enar-
rant
gloriam
Dei,
et
opera
manuum
Ejus
annuntial Firmamenlum.
Um
homem
que tivemos em
Portu
gal,
que
era
um
verdadeiro prodígio
de
talento, de
saber
e
de
memória, o cele
bre
«Bispo Santo»,
como
vulgarmente
o
chamavam
na
Província
ao
Bispo
de
Bra
gança,
em
1811,
dizia:
—
«Ninguém
póde
ler
a
ideia
mais
approxi
nada
que
ao
ho
mem
é
possível
conceber
do
Poder
e
sa
bedoria
de
Deus,
sem
saber
Astronomia,
e Anatomia».
Isto
disse
elle
proprio a
meu
Pai (que
era
homem
também
de
algum
10
FOLHETIM
A
GUERRA
00 ORIENTE
fl878->878
A
revista de Kicheneff.—Mani
festo do imperador.
O
imperador
Alexandre
II
sahiu
de
S.
Petersburgo
em
20
de
abril,
e
depois
de
ires
dias de
jornada,
chegou
a Bir-
sula,
onde
encontrou
as
primeiras
tropas do
exercito
do
Sul.
Ia
acompa
nhado
do
grau-duque
herdeiro,
do
minis
tro
da guerra
general
Milouline,
e
do
general
Ignatieff.
O
estado-maior
foi
adian
te
d
’elle,
e
a
partir
de Birsula,
passou
revista a
Iodas
as
tropas
que encontrou
no
caminho
até
Ungheni,
á
excepção
de
Kicheneff,
onde
não
parou,
porque linha
de
lá
voltar
para
assistir á
grande
cere-
monia
do dia
24.
Em
Birsula
disse
elle
aos
ofliciaes:
«Quando
encontrardes
o
inimigo,
sede
bravos,
mantendo
a gloria
de
vossos
re
gimentos.
Entre
vós,
ha
soldados
novos
que
nunca
entraram
em
fogo;
conto
que
não
ficarão atraz,
e
que
se
exforçarão
por
egualar
em
bravura
os
meus
velhos
soldad
s.
Espero
que
haveis
de
regres
sar
brevemente ornados
com
os
louros
da
glcria.
Adeus,
amigos!»
E dirigindo-
se ás
tropas:
«Adeus,
meus
filhos!»
Em
Tiraspol,
protestou
o
seu
amor
pela
paz,
de
que
era
obrigado
a
arredar-se,
a
pri
meira
vez,
no seu
longo
reinado
de
vinte
e
dons
annos:
«Sentia
muito
mandar-vos
para
o
campo
de
batalha,
e
retardava
o
mais possível
o momento
de
dar
essa
ordem,
porque
não
queria
fazer
verter
o
vosso
sangue.
Mas logo
que
a honra
da
Rússia
é
ameaçada,
estou
persuadido que
saberemos
mantel-a
até
á
ultima.
Deus
seja comnosco!»
Em
toda
a
parte,
não
obstante
a
chuva
fria
e
penetrante
que
empapava o
terreno
e
molhava
os
solda
dos,
achou
as
tropas
cheias
de
enthu-
siasmo
e
de
tal aspecto,
que o
satisfez
completamente.
Kicheneff.
que,
em
tempo
normal,
é
uma
tristíssima
cidade, negra
e lamacen
ta,
estava
bem preparada, havia alguns
dias,
para
a
recepção
do
sen
soberano:
tinham-se
caiado
as
cazas,
limpado
as
ruas,
e
o
conselho municipal
tinha
man
dado
vir,
a
toda
a pressa,
de
Odessa,
a
salva
de
prata
em
que,
consoante
o
velho
costume slavo,
devia
ser
oflerecido
o
pão
e
o
sal
ao
czar
Quando
este
vol
tou
á
cidade,
era
meia
noite,
repicaram
todos
os
campanarios.
e
em
todo
o
tra-
jecto da
gare
á
residência
que
lhe
esla
va preparada, achou
as
cazas
illuminadas,
embandeiradas
e
ornadas
de
grinaldas
de
flores.
Cuidava-se,
geralmtnle,
que
o
czar
esperava
o
dia
29, seu
sexagésimo
anni
versario
natalício,
para
declarar
a
guer
ra,
e
que
o
dia
24,
que
recordava
um
anniversario
d
’
oulra
especie,
o
da
morte
de
seu íilho
primogénito, o
czarwilhc
Nicolau.
seria
consagrado, como era
até
então,
á
oração
e
ao
recolhimento,
mas
a
força
das
cousas
não
permillia
que
houvesse
demora
n
’
estas
considerações
de
sentimento. Recordando
uma
phrase
no
tável:
linha
chegado
o
momento
psycho-
logico.
No
dia
seguinte,
logo de
madrugada,
espalhou-se
o
boato
de
que
a
grande
re
vista
que
o
imperador
ia
passar,
havia
de
effectuar-se
n’
aquelle
dia,
e
logo
toda
a população
se
apinhava
pelas ruas su
jas
e
estreitas
do
bairro
dos
judeus,
e
se
ajuntava
no
valle
de
Briskhova,
onde
uma
parte
das
tropas
já
eslava
reunida
O
terreno
era
admiravelmente
escolhido
no
flanco,
d
’um lado em
que
os
solda
dos
das
fileiras
do
exercito
estacionavam
uns acima
dos
outros,
como
n
’um
pano
rama, e
os
espectadores
podiam
d
’uma
só
vista
d
’
olhos
observar
tudo.
O
tempo
melhorou
desde
a vespera,
a
manhã
es
tava
magnifica
e
o
sol
brilhante; e
os
uniformes
variados,
as
imponentes
linhas
de soldados,
as
bayonetas
dos
soldados,
o
itnmenso
raio
de
luz que
reflectia
nu
aço
polido
dos
canhões,
tudo
isto
formava
um
conjuncto grandioso
no
quadro
das
col-
imas
cireumjacenles
em
que
íluctuavam as
primeiras
brizas
da primavera.
O
exercito
esperou
mais
de
uma
hora,
n’
tssa
immobilidade
completa
tam
cara-
cteristica
das tropas
russas.
Um
longo
siiencio
se
conservava
no
exercito e
na
multidão
que
o
rodeava;
toda
a
gente
eslava
presa
da
indefinível
auguslia
a
que
não
resistem
os
mais
valentes,
quando
um
povo
se lança
nos
azares
da
guerra.
A
’
s
dez
horas
e
meia
chegou o
czar
com
o
gran-duque
herdeiro,
e
passando
na
frente
dos
regimentos,
passou
a
revista.
Notou-se que
elle
ia
muito pallido,
e
de
physionomia
abatida
e
alterada.
Havia
um
boato,
senão
aullientico,
pelo
menos
muito
espalhado,
de
que o czar
Nicolau,
antes
de
morrer
—
alguns
allirmam,
antes
de se
suicidar—
desesperado
dos
resultados
da
guerra
da
Grimêa,
chamára
seu
filho
Ale
xandre,
e
o
fizera jurar que nunca
de
clararia guerra
emquanto
reinasse.
Foi
esse
seu
juramento
que,
violado
pela
força
das cousas,
lhe
sobrevinha
ao
espirito?
Foi
simplesmente
o horror
da
guerra
que
lhe
entristeceu
a
alma,
esstnciâl-
mente
pacifica?
A
preoccupação
do
czar
aggravava-se
com
a
legenda
dos
Roma
noff, popularíssima
na
Rússia,
o
paiz
das
legendas
por
excellencia?
Segundo
essa
legenda,
nunca
um
Romanoff
pôde,
nem
poderá
atlingir
a
edade
de
sessenta
an
nos.
E’
certo
que
foi
entre
os
cincoenta
e
sessenta
que
morreram
os
ires
impe
radores
precedentes:
Paulo
1, Alexandre
I
e
Nicolau.
A
irmã
do
imperador actual,
a
gran-duqueza
Maria
faikceu
em
1876.
na
edade
de
37
annos;
e
quando
estava
a
morrer recordou
a
seu
irmão
a
iegendi
zdos
Romanoff,
e
diz
se
que
esta
entre
vista
in
extremis
com
sua irmã
seusibilisou
muito
Alexandre
II
(
*
)
(*)
O
imperador
fez
60
annos
a
29
de
abril
ultimo
(1877)
e
não
parece
de
modo
algum
disposto
a
morrer.
A
legenda
mentia
d
’
esta
vtz.
(Continua)
saber, mas
que
ficou
abismado
com
o
do
líispo, quando
foi
conhecer
d
’
elle
por
or
dem
do
Governo,
em
1811,
ou
12).
Ora
o
Poetastro
que
escreveu
os
taes
«Rumo
res
Tempestuosos»,
que
cheira
muito
a
medico
e
anatómico,
lira
da
Anatomia,
e
Astronomia
as
conclusões
oppostas
ás
do Bispo
-e
lambem
ás
de
Leverrier,
um
dos
maiores
Astronomos
do
nosso
tem
po,
Director
do
Observatório
era
Paris,
etc ;
e
que ha pouco
morreu
como
o
mais
crente
e
pio
Calholico.
Uabua,
t*
de
dezembro
de 1999.
(Do
bosso
correspondente».
Antes
de
partirem
para
as
caçadas
de
Villa
Viçosa
os príncipes, que
habi
tam
o
palacio
d
’
Ajuda,
quiz
a
policia
do
concelho
de
Belem parodiar
as
festas
ve-
natorias
da
lapada,
onde
os
duques
de
Bragança
d
’oulr’
ora
colhiam
gamos,
cor
sas
e
coelhos.
Pelas
2
horas
da
manhã de
7
docor-
sanie
uma
força de
50
homens,
com
tres
oíficiaes
de
infanteria
1,
alguns
lanceiros,
uns
tantos
guardas
civis,
e
cabos
dé po
licia com
o
regedor
d
’
Ajuda
dirigiam-se,
em
silencio
sepulchral,
ás
abas
da
serra
de Monsanto,
onde
ha
uns
íornos
de
cal,
e
varias
pedreiras,
e
cavernas
no
intui
to
de
caçarem
genie
suspeita
.
que,
segun
do
denuncias,
alli
pernoitava,
dividida
em
djflerentes grupos.
Effeciivamente,
depois
de estabelecido
um
cordão
em
volta
dos
coitos,
onde
se
esperava
colher
de
supi-
10
os
que
tinham
de
cahir
na
mão
da
policia,
em
breves
momentos,
dirigiram-se
alguns
soldados
d
’
infanleria
sob
o
com-
man
1-9
do
alferes
Felix
Soeiro,
e
subal
terno
mais
antigo
da
força,
aos
fornos,
e
pedreiras, para
em
continente
surpre-
henderem
aqui trinta
e
quatro
maltra
pilhos,
sem
eira
nem
beira,
e
alguns
d
’
el-
!es
desertores.
Alguns
pretenderam
reagir,
mas
cede
ram
logo.
Pouco
depois
eram
presos
mais
5
infelizes,
sendo
todos
conduzidos,
sob
a
vigilância
de
uma
força de
cerca
de
quarenta
homens
do
allulido regimento,
ao quartel
do
Carmo,
para
serem
entre
gues
ao poder
judicial.
Dizem-me
que
é
muito maior
ainda
o
numero
dos
indivíduos
a
quem
a
policia
pretendia
capturar,
com
o
tira
de
limpar
os
sitios
d
’
Ajuda,
Alcolena,
Belem
de
tão
amaveis
hospedes.
0
regedor
da
Ajuda,
e a
força
de in-
fínteria,
e
de
lanceiros,
prestáram,
real
mente,
um
bom
serviço
a
favor
da
se
gurança
publica.
Esta
caçada
vale
de
certo
alguma
cou
sa
mais
do
que
as
das
gallinholas,
e
pombos; não
é
verdade?
—
Passando
á política,
lá
d’
elles,
pare
ce
que
o
governo
tem
de
luclar,
com
um
inimigo
assaz formidável em
S. Bento.
0
corrilho
do
snr.
Dias
Ferreira
dizem-me
que
já
se
compõe
de
cerca
de
30
depu
tados,
grande
parle
d'elles
surripiados
á
regeneração.
Não
deixarão
de
ser
profícuas
aos
cré
dulos
as
próximas
sessões,
pois a
oppo-
sição,
que
devéras conta
alguns
oradores
hábeis,
ha-de
necessariamente
desenrolar
o
§udario
dos
erros,
mais
ou
menos
pal
mares,
e
dos
crimes,
mais
ou
menos
ab-
jectos,
do
poder
contra
a
nação,
cuja
totalidade
quasi
responderá:
sic
valeas
uí
farina
es.
O
governo
não
poderá
usar
senão da
arma
do sophisma,
mais ou
menos
tran
sparente,
contra
as
arguições
da
opposi-
çào;
esla,
porém, tem
o
passado
a de
nunciar-lhe
eguaes
culpas,
e
disparates.
Todos
cursaram a
mesma
escola.
—
As
festas
da
Immaculada
foram
em
algumas
egrejas
d
’
esla
cidade
verdadeira
mente
expiendidas.
mormente
no
Soccor-
>o.
Na
Sé
Palriarchal
esteve
o
snr.
D.
Luiz
e
sua
augusta
esposa.
Os commen-
dadores
eram
rari
nanles.
Quantos
mais
ha,
menos
se
deixam
ver...
nos
templos
catholicos.
entende-se,
e
vós
meu
amigo,
bem
me percebeis.
O
movimento
do
mercado
monetário
continua
frouxo.
Nota-se
um
certo
receio,
muito
parente
da
geral
desconfiança
dos
capitalistas,
o
que não
depõe
muito
a
lavor
da,
moral
publica,
perigosamente
en
ferma,
na
opinião
de toda
geute.
Para
que
vejaes
até
que ponto se
vae
familiarisando
n
’esta
capital
o
publi
co,
com
a
innocente
maçonaria
é bom
que
saibais
que,
indo
eu,
no dia
7,
apre-
çV
um cepo
de
marfim
a
uma
das
lojas
de
torneiro,
vi
lá uns
massosinhos,
primo-
rosamenle
acabados.
Perguntei que
fim
tinham,
e
respondeu-se-me:
«são
massos
maçonicos».
Pois
já
isto
anda
por
aqui
á
venda!
Vêde
a
que
chegou
a
fidelíssima
nação
portugueza!
Dizem
que
no
principio do
anno
de
1879
deve
de
estar
em
exercício
o
re
gistro
civil para
os
não
catholicos.
Velemos
o
rosto
para
occultarmos o
rubor,
que
nos
escalda
as
faces.
Para
os
portuguezes
não
catholicos,
meu
amigo!
A
revolução
tripudia,
folga,
applaude
estrepilosamente;
o
velho
Portugal,
porém,
chora
sobre
as
rumas da
antiga
religiosi
dade
d
’
este
povo,
a
quem
a
liberdade
tem
estragado tanto
que
já
se
ousa
legislar
para
uma
parte
d’
elle
afastada
dos prin
cípios acceites exclusivamente
pela
Egreja
de
Roma!
«Credite,
posteri!!»
O
mal
avança,
e ameaça temerosa
ca-
tastrophe
no campo da
Religião,
e
da
moral
publica;
e
a
responsabilidade
não
está
tanto
nos
fautores dos
erros,
que
ahi
se
propagam,
e se
desenvolvem
pro-
digiosamente,
como nos que podem
em-
braçar
o escudo,
e
descer
á
arena
a
com
batei-os.
Mas
a
tibieza,
a
cobardia,
e
ainda
a
indifferença
pódem
n
’
elles
mais
do
que
o
brado
da
consciência,
dizendo-lhes:
Eial
á
liça!
Balamo-nos,
porque
a
causa
é de
Deus, é d
’
esta
nação,
grande emquanlo
foi
devéras calholica,
emquanlo
foi
dirigi
da
pela auctondade dos
seus
reis
fide
líssimos,
em
quanto
a
não
fizeram
cur
var-se
ao
poder
das ideias
deleterias,
que
uma
facção
patricida
veiu
implantar
no
solo
do
velho
e
pobie
Portugal!
Meu amigo;
se
isto
continua
como
vae,
adeus
independencia!
E,
todavia,
dormem!
E,
todavia,
con-
lemporisam!
E,
todavia,
conspiram, sein
o
sentirem,
contra
a
exislencia
d’
esta
na
ção,
que
para
o ser,
fez
milagres
de
he
roísmo
—
A
apathia,
meu
bom
amigo,
não
é
de
certo,
menos
eíficaz,
ás
vezes,
a
favor
do
inimigo,
do
que
a
mais
energica
ac-
çáo.
Uns
morrem,
porque
se
não
pódem
furtar
ao
golpe
do
punhal
homicida,
ou
tros,
porque
cruzam
os
braços,
entregan
do-se,
sem
o
menor
vislumbre
de
resis
tência.
ao sacrifício.
Por
hoje,
basta.
Todo
vosso
A.
KEVÍST
a
estrangeira
que
será
para
a
diocese
uma
grande
glo
ria
..........
>
A
17
do
passado
teve
logar
no pa
lacio apostolico
do Vaticano
a
postula
ção
da
causa
da
beatificação
do Vene
rável
Servo
de Deus
Pompilio Maria
Pirotli,
padre
professo das Escolas
Pias. Depois
da
leitura
do decreto
da
Sagrada
Congre
gação
dos
Ritos
que
declara
reconhecida
a
existência
das
virtudes
theologaes
e
car-
deaes
do
Venerável
Servo
de
Deus,
o
rev.9
padre
Casanovas
dirigiu
a
Sua
Santidade
os
mais
vivos
agradecimentos.
Sua
Santidade
pronunciou
então
um
extenso
e
eloquente
discurso.
—
O
congresso regional
de Bergamo
acaba
de
adoptar
as seguintes
propostas
com
relação
ás
peregrinações:
«A
primeira
assembleia
lombarda
da
Obra dos
Congressos
Catholicos, convida
os
catholicos e
associações
catholicas:
i.° A
dar
um
impulso
vigoroso e
ar
rojado
ás pereginaçôes
approvadas
pela
auctoridade
ecclesiastica,
tomando
parle
n
’ellas
em
grande
numero.
2.
9
A
lomar
parle
lambem
em
gran
de
numero
na
peregrinação
italiana
ao
tumulo
de S.
Pedro,
ao
tumulo de
Pio
IX
e o throno de
Leão
XIII,
que
se
fará
no
dia
de
Epiphania
do
anno
proximo,
1879.
—
O
governo
ilaliano
sempre
houve
por
bem
conceder
o
exeqnalur
a
Mgr.
Sanfelice,
arcebispo
de
Nápoles,
por
oc
casião
da
viagem
d’
Hu<nbeilo
I
e
da rai
nha
Margarida.
E’ de
presumir
que
o
fim
do
governo
era
dar,
por
occasião
da
che
gada
do
rei,
uma satisfação
aos
Napoli
tanos que amam
o
seu
novo
arcebispo
e
que
lhe
fizeram
uma
recepção
irium-
phal
quando
elle
entrou na cidade.
—A
Europa
inteira
está
sobre
um
vulcão.
Ha
muitos,
annos, desde
que
o
mons
tro
do
liberalismo
invadiu
as
nações,
que
os
filhos da
Egreja
Calholica
lodos
os
dias
ininterrompidamenie
bradam
no
de
serto
annunciando
os
castigos
e
os
ma
les
que estão
imminenles sobre
a
socie
dade,
mas
a
sua
voz
prophelica
e
con
vincente
lem
sido escutada
com o
mes
mo
cynismo,
indiflerença
e
zombaria
com
que
a
humanidade
corrompida
d
’
outr
’ora
escutava
os
avisos
e
advertências
de
Noé
e
seus
filhos,
então
verdadeiros
repre
sentantes
da
Egreja
de
Deus
que
é
tão
antiga
como
o
mundo.
Os
leitores sabem
ha
muito
que
mais
uma
tentativa
d
’
assassinato
leve
logar
contra
um
dos reis
do
liberalismo.
Depois
de
Hoedel,
Nobiling
e
Mon-
casi,
veio
Passavanti,
um
cosinheiro
ila
liano,
de edade
de
29
annos,
que
a
17
do
mez
proximo
passado
arremeteu
de
faca
em
punho
sobre
o
rei
Humberto,
em
Nápoles.
O
rei
foi
apenas levemente
ferido,
mas
leve
que
se
defender
contra
o
regicida,
lendo
sido
mais gravemente
ferido
o
ministro
Cairoli.
O
rei
dTtalia
que
viajava
por
paizes
roubados
aos
seus
legítimos
soberanos,
já
linha
evitado
Génova,
onde
se
havia
descoberto
uma
çònspiração
conlra a sua
vida e
julgava-se,
sem
duvida
mais se
guro
em
Nápoles
onde,,
todavia,
seu
pae
linha
entrado
em
triumpho
ao
lado
de
Garibaldi,
o
qual
acabava
de expedir
um
decreto
era
que
glorificava
Agesilau
Mi-
lano
pelo crime d
’uma
tentativa
d’
assas-
sinalo
conlra
o rei
e
preparaVa-se
para
enlrar
em
Roma,
onde
uma
terrivel
inun
dação
recorda
a
entrada
de
Viclor
Ma
nuel
em 1871.
0
perigo
que
o
rei Humberto
acabou
de
correr
allrahiu-lhe
ovações
que
alé
alli
não
encontrava,
o
que
tão
sómente
prova
que
nem
tudo
está
contaminado
ainda
pela
Revolução ou
Liberalismo;
mas
nos
antros
das
sociedades secretas
Pas
savanti
vae
tornar
se
um heroe
como
os
Nobilings,
os
Moncasis
e
os
Agesilans
Milano.
Comprehendei-o
pois,
ó reis, e
vêde
bem
aonde
conduzem
as
doutrinas com
que
deixaes
envenenar
o
nosso
povo,
e
vêde
egualmente se, pactuando
com
a
Revolução,
desarmaes
o
Seu
braço
e
abraudaes
o
odio
que
elle
consagra a
tudo
quanto
representa
a
auctoridade!
Os
revolucionários
de lodos
os
mati
zes
e
de
todos
os
paizes procuram
decli
nar
de
si
toda a
responsabilidade
tanto
n’
estes
grandes altenlados,
como
em
muitos
outros
ma.es
da
sociedade.
Pro
testam
tanto
mais
alto,
quanto
melhor
sabem
que
as
doutrinas
que
pregam
não
são
innocenles.
Essas
doutrmas
são
talvez
peiores
que
os
homens,
que
ainda
conservam uns
res
tos
d
’educaçào
dada
durante
séculos pela
Egreja
á
Europa;
mas
que
juizo
havemos
de
fazer
d'aquelles,
que,
para
se
descul
parem,
tem
a
inconcebível
ousadia
de
apon
tar
no
punhal
regicida
um
punhal
catho-
lico
?
Pois
eis
—
aqui
o
que
se lê
na
«Re
publica
franceza»,
jornal
de
M.
G tnbet-
ta.
actual
chefe
do
republicanismo
fran-
cez:
«O
assassino
declarou
que
não
per
tence
a
nenhuma
seita
política.
Isto
quer
certamente
significar
que
o
sociali
uio
e
o
internacionaiismo
não
lem
parte
algu
ma
no altentado; mis
náo
leríamos
motivos
para
ficar
surprehendidos,
se
examinando
bem
este
facto,
não
devisassemos
n’
eile a
mão
de
reacção
calholica
e
dos
Bourbons.
Um
rei amado
do
seu
povo,
conto
é
o
rei
dTtalia,
não
pôde
ser
ferido por
um
italiano, mas
sómente
por um seide do
partido
que
se
lisongeia
de
não
ter
pa-
tria».
Esta
insinuação
é
simplesmente
uma
infaraia,
como
se
exprime
o
jornal
d
’
onde
extraímos
esta
noticia.
Fazecnol-a
conhe
cer
só
para
mostrar
alé
onde
póie
che
gar
o
odio
ao catholicismo,
que
n
’esse
jornal
é
designado
pelo
seu
proprio
no
me,
não
se
importando
já com
o
nome
de clericalismo,
que
lambem
já
não
póde
illudir
pessoa
alguma.
Occupamo-nos
ainda
d
’
este
assumpto
porque tem
sido
a ordem
do
dia
em
toda
a
parle
e
principalmente
nos
paizes
onde
se
lem
commellido
esses
horríveis allen-
tados.
Uitimarnente,
o
interrogalorio
feito
a
Passavanti
e
vários
successos
que
se
tem
dado na
llalia
tem
levado
as
auctori
dades
a
proceder
a
uma
infinidade
de in
vestigações,
e
d’
ellas
ha
resultado
a
prisão
de
grande
numero
de
pessoas,
a
appre-
hensão
de
muitos
documentos
valiosos,
e de
muitas provas
manifestas
donde
só
os
cegos
poderiam
deixar
de
deprehender
a existência
d
’uma vastíssima
e
universal
conspiração
contra
a
sociedade
e
contra
a
Egreja,
para
debe'Iar
a
qual
improfí
cuos
são
todos
os
meios
que
não
sejam
os
contrários
dos
que
alé
hoje tem
em
pregado
os governos
do
liberalismo.
—
Na
França,
a
camara
dos
deputa
dos tem
gasto
as suas
sessões
em
in
validar
as
eleições
dos
deputados
catholi
cos.
As
sessões
tem
corrido
animadíssi
mas,
respirando,
por
um
lado,
o
odio
revolucionário
no
seu
maior
augj
,
por
outro,
fazendo
sobresair
valentes,
enér
gicos
e
eloquentíssimos
discursos
dos
de
fensores
da
fé, os
quaes
a
esquerda
não
tem
tido
em
conta
alguma.
Entre
esses
discursos
inspirados
pela
justiça
espesi-
nhada
e
pelas
crenças
ultrajadas
avulta
o
do
Conde
Alberto
de
Mun,
cuja
eleição
foi
afinal
invalidada,
como
já
se
espe
rava.
Os
nossos leitores
já tem
conheci
mento
da
maneira
como
o
Grande
Henrique
V
apreciou
o
eloquentíssimo
discurso
que
Conde
Alberto
de
Mun
proferiu
nas
ca
ntaras
francezas
por
occasião da
invalida
ção
da
sua eleição de
Pontibry.
(Conclue)
AG
K A DEC1H
ESTO
O
redaclor d
’
esla
folha,
a
quern
o
exc.'119
snr.
Pinho
Leal honrou
dedican
do
lhe
a'
sua
excellente
parodia
aos
ver
sos
—
Visões
do fuluro
—
agradece
a sua
ex a
,
penhoradissimo,
esta
prova
de
ião
benevola
como
i
umerecldá
consideração,
que
se
dignou
dispensar-lhe.
GAZETILHA
POR
CAUSA
DO
SNR.
DA
FA
ZENDA
A
’
s 5
horas
da
tarde
d
’
hoje,
sab-
bado,
reune
em
assembleia
geral
ex
traordinária
a
Associação
Commer-
cial,
d
’esta
cidade,
para
accordar
nos
meios
a
empregar-se
contra
as
ille-
galidades,
vexações,
e
outras
genti
lezas
do
snr. da
fazenda,
e
também
fixar
o
dia
em que
sc
realisará o
«meeting» popular
contra
o mesmo
sujeito,
que
o
governo
deve
mandar
dc
presente
para...
as
Berlengas.
Se
o
«meeting» tiver
logar
ama
nhã,
dil
o-hemos
em
supplemcnto.
Sua
Santidade
goza
boa
saude.
Ha
pouco
tempo
dirigiu um
breve
aos
RR.
PP.
Camillo
Mazellá
e
Emilio
M.
de
An-
gustinis,
professores
no
Collegio
de
Woodsíock,
na
America.
N
’
esse
Breve
faz
o
elogio
de
varias
obras
theologicas compostas
pelos
mesmos
professores
e
não
perde
a occasião
de
lhes
récommendar
com
toda
a
instancia
que
sigam
sempre
a
doutrina
de
S
Tho-
maz,
que
o
tenham
na
dogmatica
como
proprio
doutor
e
que
se
exforcem
porque
este
grande
doutor
da
Egreja seja
amado
e
querido de
todos
os
seus
discípulos.
Leão
XIII
não
recommenda
com
me
nos
instancia
o
dinheiro
de
S.
Pedro,
tão
necessário
para
prover
actualmente
as
urgentes
necessidades
da
Egreja.
A
4
dó
mez
passado,
respondeu com um
breve
á
remessa
d
’
uma
quantia
de
150:000
francos recolhida
na
sua diocese
pelo
car
deal
Regnier,
arcebispo
de
Cambraia.
Esse
breve
de
Leão
XIII
principia
as
sim:
«Podestes
aífirmar com
bom
direito,
caríssimo
filho,
que
jámais se
extinguia
o
zelo
que
o
nosso
clero
e
fieis mani
festam em
soccorrer
a
Sé
Aposlolica,
pri
vada
a
tanto
tempo não
só
dos
seus Es
tados
temporaes,
mas
ainda
de
todos
os
rendimentos
que
tão
necessários
lhe
eram
para o
governo
da
Egreja.
A
vossa diocese,
na
verdade,
sempre
se
caracteúsou
pela
liberalidade
com
que
tem
pago
este
tributo
de
piedade
filial.
E
elle
é
tanto
mais
louvável
na acção
que
acaba
de
praticar
para
com
esta
Santa
Sé,
quanto
é
certo que, ao
passo
que
assim
procedia
para
com
esta
Santa
Sé,
dispendia
sommas
enormes
para
a
creação
da
Universidade Calholica,
desti
nada
a
dar
á
mocidade
um
ensino
são
e
solido
e
a
defender
os
interesses
da
Religião
e
da
Patria,
ao
mesmo
lempo
querem
Nantn
Duzia.
—
Festejou-se
hontem
nos
claustros
da
Sé
a
Imagem
de
Santa
Luzia.
De
manhã
houve
missa
cantada
a gran
de
instrumental,
e
de tarde sermão pelo
reverendo
reitor
da
freguezia
de
Ferreiros.
Deagraçi
*
.
—
Caiu ha dias
das
obras
da
Arcada
da
Lapa
um
trabalhador,
e
falleceu
ante-honlem no
Hospital
de
S.
Marcos.
O
tnr.
da
fazenda.
—
Do
«Amigo
do
Povo»,
L°
anno,
1877,
n.°
9,
1
de
março,
transcrevemos
o
seguinte:
«Ao
SNR.
ESCRIVÃO DE FAZENDA.—
lemos
recebido
numerosas
queixas
con
tra
o
modo
porque
o
snr.
escrivão
de
fa
zenda
manda
fazer
as
citações,
que
con
ta
nas
execuções
de
fazenda.
E
’
com
profundíssima
tristeza,
com
sincera
magoa,
que
nos atrevemos
a trans
por os
umbraes
do
recinto,
onde
vive e
amontoa
algarismos
o
snr.
escrivão
de
azenda;
porque
temos
por
s.
exc.
a
toda
a
deferencia, que
nos
inspira
o seu
ca
rácter
delicadíssimo,
o
seu
espirito
alla-
menle
liberal,
que,
coin uma
egualdade
admirável, tão
admiravelmente
distribue
allenções
e
excellencias,
pelo povo,
pela
nobreza,
e
pelo
clero.
O
regulamento de
4
de
janeiro
de
1S70,
manda
intimar
os
proprios devedo
res,
quando
as
dividas
procedam
de
tri
butos
pessoaes,
residindo
elles
no
con
celho;
e
quando
residam
fóra,
ordena
qne
se
passem
deprecadas
para os
concelhos,
onde
estiverem,
exceptuanlo
unicamente
n
’aquellas
dividas,
que
procedam
de
tri
butos lançados
a
bens
immoveis;
porque,
n
este caso,
achando-se
ausentes
os deve
dores,
podem
ser
intimados
os
rendei
ros,
feitores,
e
administradores
dos
ditos
iens.
Ora,
o
snr.
escrivão
de
fazenda,
ou
aorque
intenda
que
a
lei
é
como
a
bua
,
que
se
presta
a
trezentas
mil
terprelações,
ou
porque
supponha
escrivão
de
fazenda
não fique
sympatisan-
do
altamente
eom
as
nossas
observações;
se
assim
acontecer, mil
perdões».
Incendi».
—
Houve
na
Foz um gran
de incêndio
que
reduziu
a
cinzas
um
pa
lacete
habitado
pela snr.’
baroneza
do
Corvo.
Os
prejuízos são avultadissimos,
pois
que
arderam
cerca
de
8
contos
de
reis
em
notas,
e
perdeu-se
grande
nume
ro
de
joias
de prata
e ouro,
algumas
das
quaes
foram
depois tiradas
das
cinzas
completamente
deterioradas
em
virtude
de
se
lerem
derretido.
O
snr.
Ferraz
d
’Albergaria,
marido
da
snr.
d
baroneza
estava
muito doente,
e
foi
tal
a
commoção
que
lhe
produziu
es
te
incidente,
que
falleceu
horas
depois.
Movimento
do Hoopitol
de S.
«areos.
—
Doentes
existentes
em
1 de
dezembro:
81
homens
e
98
mulheres.
Entraram
durante
a
semana
finfa:
17
homens
e
14
mulheres.
Sahiram:
20
homens
e
14
mulheres.
Falleceram:
3
homens
e
4
mulheres.
Ficaram
em
tratamento
em
7
de
de
zembro
75
homens
e 94
mulheres.
pessoas,
que
lhe fizeram
a
honra
de se
interessar
pela
sua
saude
durante
a gra
ve
enfermidade
que
soífreu,
e
a
todo»
protesta
a
sua
indelevel
gratidão.
Os
abaixo
assignados
servem-se
d’
este
meto por lhes
ser
impossívelfazel-o
pes
soalmente
como
muito
desejavam,
agra
decendo
a
todas
as
pessoas
que as cum
primentaram
e lhes
p
estaram
serviços
por
occasião
do
fallecimento
de
sua
so
brinha
e
irmã,
e
em
3
do
corrente as
sistiram
aos
officios
que
por
alma da
mes
ma
tiveram
lugar
na
capella
de
S. Mi-
guel-o-Anjo
d
’
esta
cidade,
decem
levei.
lhes
p
estaram
serviços
e
em
3
do
corrente
as-
e
A
todas
agra-
lhes
tributam sua
gratidão
inde-
(2152)
Manoel
José
Pereira
Braga
Custodio
José
Leite.
ANNUNCIOS
SECÇÃO
DE
COMMUJnCiDOS
Snr.
redactor.
Ninguém
deixará
de
comparecer
no
«meeling»;
porque se
tracta
alli
dos
interesses
de
todos; porque de
vemos
demonstrar, SOB A
ALÇADA
DA
ORDEM
E
DENTRO
DOS
LI
MITES
DA
PRUDÊNCIA,
que
Braga
sabe
vindicar
os
seus
foros
de
cida
de
civilisa.da;
devemos
demonstrar,
A
’ SOMBRA
DA
LEI,
que
o escri
vão
de fazenda
não
passa d
’
um
me
ro
serviçal
dos
contribuintes,
e não
póde
ser
E
NÃO
SERÃ d
’
oravante,
um
déspota,
um
tyrannete,
um
op-
pressor
sem
qualificação;
porque
de
vemos demonstrar
que
não
nos
dei
xamos
espesinhar passivamente
por
qualquer
aventureiro
que
se
lembrem
de
nos
mandar
para
aqui.
Lembre-se
o
governo,
de
que
um
escrivão
de
fazenda
como
o
snr.
Antonio
da
Costa
Moraes,
é-lhe
mais
prejudicial
do
que
todas as opposi-
ções
imaginadas,
e por
imaginar.
Deve
comprehender-nos.
Por
agora
mais
nada.
A<gui
del-rei
eantra
o
enerivdn
de
fazenda! —
Que
corja
d
’
infames!
Agora
mesmo
sae
a
porta do
nosso
escriptorio
uma
pobre
viuva,
que
entre
lagrimas
nos
pediu
que
erguessemos
a
nossa
voz
contra
as
ladroeiras
inqualifi
cáveis
de
que
é
viclima
por
parle
da
cor
ja
da
fazenda.
Bradam ao
ceo
estas
patifarias,
estes
CRIMES,
qne não
devem,
que
NÃO
HÃO
de
ficar
impunes.
Governos
que
conservam
em
certos
cargos
homens
como
o
escrivão
de
fa
zenda
do concelho
de
Braga,
ANTONIO
DA
COSTA
MORAES,
é
porque
exasperar
o
povo.
Todo
o
concelho
de
Braga, de
que
somos
interprete
fiel,
exige
que
o
escri
vão
de
fazenda,
Antonio
da
Costa
Moraes,
seja DEMITT1D0,
PROCESSADO
E
PUNIDO.
Não
nos
contentamos
com
simples
transferen
cias,
—
que
isso
seria
uma caçoada
a
nós,
povo
do
Minho,
e
o
supremo insulto
á
desgraçada
terra
para
onde fosse
transfe
rido
o
escrivão
de fazenda
do
concelho
de
Braga,
ANTONIO
DA
COSTA
MO
R
a
ES.
Oiçam
o
seguinte
facto:
Maria
Joaquina
de Faria,
viuva
de
S.
Barlholomeu
de
colhendo
ha
tempos
a
casa
liada
de
11
lo,
do nada
que
mando
-do
escrivão
de
fazenda.
Fizeram-lhe
saber
que
a penhora,
isto
é
a invasão
do
seu
domicilio,
o
roubo
dos
seus
haveres,
era
para pagamento
d
’
uns
foros
em
divida
ha
34
annos.
Ora
taes
foros
eram
devidos
—
se
o eram—
por
um
tal
Manoel
Gomes,
da
freguezia
de
Pris
cos,
indivíduo
que
a
pobre
mulher
nem
ao
menos
chegou
a
conhecer
de
nome,
e
de
que
ninguém se
lembra
na
fregue
zia
referida!!!!!!!!
Ha
34
annos
nem
a
pobre
mulher
era casada,
nem possuia
nada.
Dirigiu-se então
a
viclima
de
taes
in
famias ao escrivão
de
fazenda,
e
obser
vando-lhe
isto,
foi
perguntada
pelo
déspo
ta
descaroado
e
cynico:
—
Você
não
sabe
quem
possue
a
priedade
que era
de
Manoel
Gomes?
—
Não
sei,
nem
isso
é
já
do
tempo,
—
respondeu
lhe.
—
Pois
va-se
embora,
e
emquanto
xlisser
o
possuidor, ha
de pagar.
Que
infamia!
E
ha
quatro
mezes
que
a pobre
va
se
vê
privada
do
que
lhe pertence,
com
gravíssimos damnos
e
prejuízos!
Além
4
’
ísso,
já anda
por
uns
14^000
reis
o
que
ella tem
gastado,
com as reclamações,
justificações etc.!
Digam-nos,
por
Deus,
se
isto
é
tole
rável?!
Não podemos
continuar hoje.
Tal
in
dignação
sentimos,
que
receamos
que
a
penna
salte
por
cima de
todas
as
conside
rações,
e
diga
sem
ambages
tudo
nos
vae
n'alma.
Cavalheiros,
de
cuja seriedade
licito
duvidar,
asseveram
nos
que
da
fazenda
costuma
dizer
amiudadas
vezes:
-«VIM
PARA BRAGA
PARA
Ailll
íiW
MIM
E
NÃO
PARA
ARRANJAR
AMIGOS»
-
Eis
o
homem!
uma
pobre
Tadim,
re
viu
se
espo-
possuia,
por
pro
meu
não
viu
o
que
não
é
o snr.
Bi-
in-
r,____
que
esta
cidade
não
passa
d
’oma
succursal de
Castro
Laboreiro,
não
obra
assim.
Segundo
nos
informam,
s,
exc.
a
man
da um
seu supplente a
casa
do
deve
dor,
o
qual
supplente
bate
á
porta
da
victima,
e
n
’
um
tom
de
voz
imperioso,
diz
assim
a
qualquer
creado,
que
lhe
appareça:
sou
supplente
do escrivão de
fazenda,
percebe? ..
Venho
aqui
para
o
avisar,
de
que
se
deve pagar
isto
dentro
de
cinco
dias,
e
quando
assim
não
faça,
conte
com uma
penhora.
—
E
o
feroz sup
plente
entrega
um oitavo
de
papel
im
presso,
no
qual
o
snr.
escrivão
faz saber
ao
devedor,
que
fica
intimado.
Lavra-se
d
pois
certidão
de
intimação,
com
duas
testimiinhas,
que
são
quasi
sempre
os
taes supplentes,
e junta-se
a
execução.
Se
a
pessoa
que recebe
o
papelucho,
o
entrega,
bem está;
porque
o
devedor,
pallido
como
a
luz
que
nos
alluinia,
cor
re
á
repartição
de
fazenda,
e paga tudo,
depois
de
ler
ouvido dez dúzias
de
excel
lencias
e
outras
cousas elegantemenle
ur
banas;
mas
se
o devedor
não
recebe a
intimação,
é
vexado
com uma
penhora,
sem
de nada ter
conhecimento,
porque
muitas
vezes
as dividas
são
dos
seus
ve
nerandos
antepassados!
E
todavia,
estamos
em
Braga
3.
’ ci
dade
do
reino,
aonde
ha
um
governador
civil e
um
delegado
do
thesouro!
O
logar
que
o
snr.
escrivão
de fa-
exerce
está
perfeitamente
remune-
zeuda
rado;
e portanto,
julgamos
que
o
serviço
pó
le
posições dos
regulamentos.
Uma
citação
custa
500
reis,
vinte
e
cinco
vinténs, ao
executado,
e
por
consequência
póde
fa
zer-se
como
ordena a
lei.
Tenha
v.
exc.
a
homens
dignos,
pa
gue-lhes
bem,
e
terá
sempre
um
serviço
excellente.
Ter
os
supplentes
a
meia
ra
ção,
dar-lhes sómenle
metade dos
emo
lumentos,
e
exigir
que elles
cumpram
rigorosamente
com o
seu
dever,
é pedir
pa
lavras
a
um
mudo,
poemas
a
um urso,
amor
a
um
tigre, seriedade
ao
«Jornal
do Minho», intelligencia
a
um
tubarão,
e
dinheiro
ao thesouro hespanhol.
Bom
serviço
por pouco
dinheiro,
não
pode ser,
nem tão
pouco
muito
dinheiro
por
mau
serviço.
Se
o
logar
que v.
exc.a
occupa,
está
magnificameme
remunerado,
é
para
que
o
serviço
seja
bom.
Ao
digníssimo
e
sympathico
adminis
trador
d’este concelho,
pedimos-lhe,
que
use
das
disposições
do
n
0
5
do
artigo
9
do
supra
citado
regulamento,
que,
obran
do
assim,
declinaria
de
si
a
responsabi
lidade
que
lhe cabe,
como
juiz
e
contador
das execuções.
E
’
possível,
e
até
provável,
que
o
snr
fater-se
em
harmonia
com
as
dis
No
«Commercio
do
Minho»
de
quin
ta-feira,
5
de
dezembro,
deparei
com
uma
declaração,
assignada
por
Antonio
José
Cerqueira
da
Silva,—
em
que
este
senhor
nos diz: que alguém mal
intencionado
andava
propalando
que
elle
hypothecára
as suas
propriedades;
—
que
protestava
contra
semelhante
calumnia,
—
e
qne
des
afiava o supposto calutnniador
a
que o
desmentisse,
á
face
de
qualquer
certidão
extrahida
dos
livros
do
registo
hvpothe-
cario.
Não
sei
quem
é
o
tal
calumniador,
mas como
talvez
o
snr.
Silva
Braga
se
queira referir
a
mim,
—
é
do m^u
dever
declarar
também
que
o
que
o
dito
se
nhor
allirma com
referencia
a
não
ter
hypothecado
as
suas
propriedades a
divi
da
alguma,
é
em
todo
o
ponto
verdadei
ro,
e
por
uma razão
muito simples,
por
que
ninguém
lhe
conhece
propriedades,
nem
do
mappa
da
contribuição
predial
consta
qne
as
tenha.
E’ verdade
que,
em
tempos
que lá
vão,
teve
uma
quinta,
mas
essa
vendeu
a,
e
até
por
doas
vezes,
sendo
ao
snr.
Igna-
cio
Jose
Fernandes
Braga,
com
o
qual
teve
pendente
uma
questão
nos
tribu-
naes
n
’esla cidade.
N
’esta questão
pre
tende
que
fique sem
effeito
aquelfa
pri
meira
venda,
para que
fique subsistin
do
a
segunda
—
para
elle
mais
vantajosa.
Diz-se
também
que o mesmo
senhor
comprou
uma
quinta
em
nome
da sogra
D
’
onde
sahiria
o
dinheiro
para
esta
com
pra?
Sahiria
realmente
da
sogra?
ou
sa-
liria
da —
Fabrica
Social
Bracarense
de
Chapéus
de
Pello
—
,
de
que
eu,
infeliz
mente,
sou
ainda
o
primeiro
socio?
não
me
admiraria
que
assim
fosse,
—
porque
é
tal
a
irregularidade
com que
esta
fa
brica
é
administrada,
que
ainda
até
hoje,
desde
o mez
de
fevereiro,
me
não
de
ram
os
meus
consocios
o
minimo conhe
cimento
do
estado,
andamento
e
admi
nistração
delia;
—e
que
teem
sido
taes
as
desconsiderações
que
alli
lenho
soflri-
do,
que ha
mais
de
seis
mezes
que
dei-
isto
que,
por
varias
ve
em
presença
dos
hon-
d’
esta
cidade,
os snrs.
Faria
e
Francisco
Mar-
Azevedo,
amigavelmente
N
’esta questão
pre
xet
de
lá
ir.
Foi
por
tudo
zes,
e
uma
até
rados negociantes
José
Antonio
de
ques
Soares
de
pedi
a
minha
exclusão
da
sociedade,
o
que
não
consegui,
sendo
porisso
obriga
do
a
propor
judicialmente
a
minha re
nuncia
—
renuncia
a
que
também
se
que
rem
oppôr,—
porque
precisam
do
meu
ca
pital,
e
da
minha firma,
para
a
sujeitar
á
responsabilidade
dos
aclos
que
praticam,
e
que
reprovo.
E
’
isto o
que
me
apraz
dizer
em
resposta
á declaração
do snr.
Antonio
Jo
sé
Cerqueira
da Silva
Braga.
Braga, 10
de
dezembro
de 1878.
José Baptisla
da
Silva
Taxa.
(Segne-se
o
reconhecimento).
(1165)
presença
dos
hon-
ÀGUDECIMEITOS
José
Firmino
da
Costa
Freitas, agra
dece
muitíssimo
penhorado
a
todas
as
Pelas
10
proximo
tribunal
Arrematação
horas
da
manhã
do
dia 15
futuro
mez
de
dezembro,
judicial
d’
esta
cidade
e
co-
do
no
.
____
_____
marca
de
Braga
e salla
onde
se
costumam
fazer as
arrematações
judiciaes,
se
tem
de
proceder á
arrematação
dos
bens
moveis
penhorados
a
José
Antonio
da.
Silva Graça
e
mulher,
sapateiro,
do
I
rgo
de
São
Miguel o-Anjo,
d’esta
cidade,
para
paga-
mento
da
execução
por quantia certa
que
lhes
move
Antonio
José
Fernandes
Bra
ga,
negociante
de
solla, da
Praça
da
Alegria,
desta
mesma
cidade,
os
quaes
bens sao
os
seguintes:
Uma
mesa
velha
com
uma
gaveta
e
chave,
louvada
na
quantia de
200
reis.
—
Um
banco
d’
encos-
to.
de
pinho,
louvado
na
quantia
de
16)
reis.
Uma
mesa
de
ceregeira
em
meio
uso
com
duas
gavetas
e chaves,
louvada
na
quantia
de
600
reis.
-
Uma
cadeira
de
ceregeira
com
assento
de
pau,
louvada
na
quantia
de
100
reis.
—
Um lavatorio
de
castanho
com
uma
gaveta,
louvado
na
quantia
de 120
reis.—
Uma
meza
de
cas-
tanho
com duas
gavetas,
louvada
na
quantia
de 500
reis.
—
Tres
cadeiras
de
ceregeira
em
meio
uso,
sendo
uma
com
assento
de palhinha
e
duas
com assento
de
pao,
louvadas
na
quantia
de 300 reis.
Uma
mesa
de
castanho
com
uma
ga
veta
o
pés
torneados,
louvada
na
quantia
de
600
reis.
Braga
27
de
novembro
de
mil
oito
cen
tos
setenta
e
oito.
O
escrivão
do
processo
Gaspar
Augusto
d'Oliveira Faria
Bastos.
Verificado.
(2164)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Vende-se
a
casa
n.
e
12
na
rua
dos
Sapateiros,
com
frente para
o
largo da
Porta
Nova
n.°
9
Quem
pretender
falle
com
seu
dono
José
Antonio
Ramos,
no
dito
largo
n.°
8.
rnxos
vsado
!»
Pianos
de
mesa
construcção
a
mais
solida,
e
de
7
oitavas
completas,
tendo
sido
seu
cus
to
vindos
da
fabrica
a
80
e
100
libras-
quem
pretender
comprar
falle
com
o
ser
vo
do Sacramento da
Sé
qne
indica
quem
os
vende,
hoje
por
muito
menos
de
metade.
(2161)
Ar
rema
ação
voluntária
Na
rua
de
S.
Marcos
e
casa
da
As
sembleia
Bracarense,
ha
para
vender
em
hasta
publica
um magnifico piano
verti
cal.
de
sele
oitavas,
da
acreditada
casa
de
Paris,
Maugeot Frères &
C.
a
,
e
quast
novo.
Póde ser
visto
e
experimentado
to
dos
os
dias
até
15
do
corrente
mez,
em
qne
terá
logar
pélas
doze
horas
do
’
dia
a
arrematação na
referida
casa,
e
será
en-
tiegue.
quando
convenha
a
quem
maior
lanço
oflerecer.
(2147)
PURO
VINHO
DO
DOURO
Luiz
Pinto
da
Cunha
e
Sousa,
tem
á
venda
a
60
e
70
reis,
na
rua
do Farto-
n.°
9
e 9
A.
(Traz
da
Sé).
(2169;
!
Em
13
|
sss o
■*»jÉi&'Saiísáj
MALA
MAL
HGLEZ1
(INCORPORADA
POR CARTA REAL EM 1840)
PAQUETES
A
VAPOR ENTRE
Lisboa,
portos
do
Brazil
e
Hio
da
Prata
0
paquete
de
13
faz
escala
por
S.
Víeente,
Fernantbueo, Hahia,
Rio
de
Janeiro
e
Santo».
0
de
28
vae
de
LiMboa
a
Pemanburo,
lUaeeió,
Hahia,
Rio
de
Ja
neiro
e
Sonto».
Ambos
estes
recebem
lambem
passageiros
de
3.
a
.classe
para muitos
outros
por
tos
com
trasbordo.
Em 29
ou
30
toca
em
Carril
e
Vigo
lambem
um
paquete
d'esta
companhia
e
de
lá
segue
em
direitura para
Montevideu
e
Buenoe
Ayre»,
para
evitar
quarentena.
______________
PAQURTES
A
SUK
HE
LISBOA
MINHO......................
em
29
de Novembro
NEVA......................
TAGUS
.....................
em
13
de Dezembro
MONDEGO...............
GUADIANA
....
em
28
de
Dezembro
ELBE...........................
em
13
de
Janeiro
em
28
de
Janeiro
em
I
í
de
Fevereiro
SIF.
CARRIL
E
VIGO
THAMES
em
3»
de
Dezembro
corrente
Os
paquetes
d’
esla
Companhia
que
sahem
de
Lisboa
a 13
e
28
levam
a
bor
do
criados
e
cosinheiros
portuguezes,
e
os que
sahem
de
Carril
e
Vigo
a
29
ou
30,
levam-os
hespanhoes
para
melher
commodidade
de
todos
os
passageiros.
Sendo
as
passagens
pagas
na
Agencia
Central
no
Porto
ou
em qualquer
correspon
dência
provincial,
a
conducçào
para Lisboa
e
Vigo
é
por conta
da
Companhia.
A
bordo
<t«
posaoseiro»
toem
gratig
cama,
roupa de coma,
co
mida feita
por
eoainteeiroN
portuguezes
e
heipaiihor», vinho
duos
ve
zes
por
dia, ausiuteneia
medica,
serviço
de
eriados
e
outra»
deapezag.
A
EXPERIENCIA
de
mais
de
27
annos tem
feito
com
que
os
paquetes
d
’
esta
companhia
(a
mais
antiga
na
carreira do Brazil) sejam conhecidos
pela
regularidade,
velocidade
«segurança
excepcional;
além
d
’isso
pela
limpesa,
boa
ordem,
bom
tratamento
e
accomodações
«
bordo,
e
pelos
melhoramentos
mais modernos
tanto
para a hygiene
como
para
a commodidade
dos
passageiros.
ISTO
É
COMPROVADO
pela
grande
concorrência
que teem
de
passageiros
e
pelos
innu-
meros
agradecimentos
que
ha
archivados
em
varias
agencias.
SÃO
ESTES
OS
PAQUETES
preferidos pelo
Governo
Inglez
para a
conducçào
das
malas
do
correio,
e
por
este
serviço
recebe
a
companhia
um
importante
subsidio.
TIVERAM
ES1ES
PAQUETES
a honra
de
conduzir Suas
Magestades
o
Imperador e
Impe
ratriz
do
Brazil,
como também S.
A. o Infante D.
Augusto.
Para
mais
informaçõ?»
e bilhstes
de passagem:
agente
no
Porto,
Guilherme
c.
Tnit,
rua
dos
Inglezes,
23:
e
nas
províncias
nas
correspondências
estabelecidas
em todas
as
principaes cidades
e
vil
las.
>
Gran
êxito
en
Paris
r
VELOUTINE
GH
Ies FAY
POLVO DE
ARROZ
ESPECIAL
PREPARADO
CON
BISMUTO
|
INVISIBLE
X
ADHERENTE, dá al cútis frescura / trasparencia.
I
nventor
CHARLES
FAY,
9,
rue
de
la
P
aix
,
PARIS
Ik
S«
vende
en
las
Farmacias,
Perfumerias, Beluqnerias y tiendas de ipiincalla.
Desconfiar
de
las
íalsificaciones.
MAG
a
SIN
DES DEMOISELLES
Publica-se a
10
e
25
de
c
ida
mez,
por
fascículos
in-8.°
grande
Gravura»»
de moduM
e
modelou de tapeç^rõa
coloridos; a agun;
gravado»
o
preto; nuvidiidr»
para
piano
e
eante;
albunu
de
Savorez,
folhai»
de
ronfeeçõeK;
erochet
e
rendae; riucou,
ete.
O
magauin
de»
asemoiuelírs,
graças
ás
importantes
reformas
que
introduziu
na
sua
publicação,
é
h<qe
o
in
ais
elegante,
o
único que dá
mensalmenle
um
trecho
de
musica,
e
retine
o
duplo
atlraclivo
de
um
periódico
litlerorio
interessante
e
um
periódico
de
modas
cm pleto,
inteiramente
independentes
um
do
outro.
.
<>
*
>,’
*
‘
*
”
par»
s*
>
rtugal
(as
assignaturas
fazem-se
por
um
anuo
principiando
no
í.°
de janeiro)
rs.
.
n
r
,a
"',
h
2"
se
ac
Ç
ei
!a!"
sssignainras
separadamente
de
cada
edição:
edição
do
dia
10.
—
2^8
’10
reis; edição
do
dia
25,—
Já7()0
rs.
8ubscreie-se
na
administração
d
’esle periódico.
com
o mais
grão
successo,
depois
mais de 40 annos
por a maior parte
dos
médicos
por curar a chlorosis (/luxo
branco)
doança
das mancebas lilhas e to
das as moléstias
chloróticas. Eis aqui a
opinião
dos mais eminentes médicos que as
tem experimentado
:
«
Depois 35
annos
que exerço a medicina,
«
tenho reconhocido a este medicamento
«
(Pilulas de
Blaud)
vantagems
incontesta-
«
veis sobre todos os outros ferreos e eu
«
o miro como o melhor anti-chlorótico. »
D
r
DOUBLE,
ex-prísidente da
Academia
de
Medicina.
<i
De todas as preparações ferreas que
«
nos hão dado bons resultados no trala-
«
mento
das affeições chloróticas, as pilu-
«
las de i.laud parece-nos
devem estar na
«
primeira
fila. » — Diccionario
unir. de
Medicina,
1.11,
page 99.
Como
prova
da authenticidade, o
nome do inventor
está gravado sobre
cada pílula
como
aqui
Junto
Depositos:
Paris,
8,
r.Payenne.
Em
Lisboa,
snr.
Barreto, Lcrêto
n.°
18
—3
(27
*)
|
los. fazendo as vezes de fogo
e não deixando
vestígios
do
seu emprego
M
ichbl
,
pharma-
*
ceutico
em Aix
(na
Provença) França. —
Preço
1,000 reis.—Em
Lisbuaosnr
B.u
reli.,
L< reto, n
0
28
— 30.
(.2
DINHEIRO
A
JURO
A
confraria
de
Santo
Amaro
da Sé
Prjmaz.
tem
para
mutuar,
a
quantia
de
500^000
reis.
(2(»65)
£&■ COFRE DE FERRO
-Quem
o
tenha
|
para
vender,
lalle
na
tua’
Nova
n.°
4.
;
.
GRANDE
RIFA
LOTERICA
QUE SE EXTRAHIRÁ POR
MEIO DA
PROSPECTO
DOS
PRÉMIOS
1
de
Um
piano,
novo
e
garantido,
do conhecido auclor «Gaveau»,
modelo
n.®
1,
com
o
n.°
8612,
comprado
e
depositado
no
muito
acreditado
armazém
da
viuva
de
José
de
Mello
Abreu,
para o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que sahir o primeiro prémio
de
2.500:000
pesetas.
1
de Uma
nova
e
excellente machina de
costura,
para
família.
do
afamado
auctor
«Singer»,
para
o
bilhete
que
contiver
o
numero
em
que
sahir
o segundo
prémio
de
1.250000
pesetas.
1
de
Um
relogio
d
’ouro,
experimentado,
para
homem,
do
fabricante
eJnlien
Gene-
ve»,
com
uma
excellente
caixa
d
’
ebano,
para o
bilhete
que
contiver
o
nu
mero
em
que
sahir
o
terceiro
prémio
de
750:000
pesetas.
2
de
Um
par
de
castiçaes
de
prata,
para
cada
um dos bilhetes
que
contiver qual
quer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
2
prémios
de
25<':000
pesetas.
4
de
Uma
duzia
de
colheres
de
prata,
para chá,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que sahirem
os
4
prémios
de 125:000
pesetas
20
de
Um
talher
de
prata,
composto
de
faca,
garfo
e
colher,
com a
competente
caixa,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os 20 prémios
de
50:000
pesetas.
30
de
Uma bolsa
de
prata,
para
homem
ou senhora,
para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
numeros
em
que
sahirem
os
.,0
prémios de
25.000
pesetas.
40
de
Uma
entrada
para
a
Habilitação
Loterica,
com
direito
a uma
cautela
de
600
reis,
em
séries
de 6
loterias,
no
valor
cada
entrada,
de
3$600
reis, para
cada
um
dos
bilhetes
que
contiver
qualquer
dos
40
numeros
cujas 3
ultimas
leltras
sejam
iguaes
ás
3
ultimas
leltras
do
numero
em
que
sair
o prémio-
de
2.500:000 pesetas
99
prémios.
CADA
BILHETE PARA ESTA RIFA CONTÉM
20 NUMEROS
E
CUSTA 700 REIS
Os
preinios annunciados
n
’
este
prospecto,
acham-se
desde
já
patentes
no Es
tabelecimento
de
Loterias,
de
Lourenço
Marques d’
Almeida,
na
rua
das
Flores
n.
ft
112,
para
onde
deve
ser
dirigida
qualquer
encommenda
de
bilhetes.
IV.
R.
A
quem
enniprar
de
&
bilhetes
para
eima,
concede
se
o
abatimento
de
IO
por
cento.
(2100)
APPAR1CI0
&
MILHEIRO
81,
Praça do
Barão
de
S.
Marti-
nho,
8Í
Receberam
grande
sortimento
de:
Chapéus
modelos
para
snr.®
e
creança.
Flores,
plumas
e
cascos
para
chapéus.
Malhas de
lã
para
creança.
Toucas
para
senhora
e
creança.
Colarinhos
e
punhos.
Colarinhos
de
bretanha
de
linho para
militares,
duzia
a
l$000
e
1$200
rs.
Meias
de
lã
em
cores.
Copos,
cálices
e
garrafas.
Jarras
de
differentes
qualidades.
Faqueiros
para
meza.
Machinas
para fazer
a
barba,
a
700rs.
Chavenas
e
pires.
Oleados
para
mezas.
Serviço
para
quarto.
PREÇOS
FIXOS
Vendas
» dinheiro.
declaração
Constando
ao
abaixo
assigna-
do,
proprietário
do
armazém
de
vinhos
do
Douro,
na rua
do
Sen
to
n.°
2, que
se
propala
por
ahi
que
no
seu
estabelecimento
fo
ram
encontrados
vinhos
adul
terados,
declara
solemnemente
e
sem receiar
contestações,
que
todos
os
seus
vinhos
maduros
foram
considerados
bons
e
sem
confeição
alguma,
sendo
unica
mente
de
uma
pipa de
vinho
verde
vedio
tirada uma
amos
tra
para
ser
devidamenle ana-
lysada.
O
baixe
assignado
nada
receia d
’essa
analyse:
a
sua
con
sciência
permanece
tranquilla.
O
vinho
verde
foi comprado
n
’
uma
respeitável
casa
de S.
Jeronymo.
Braga,
6
de
dezembro
de
1878.
(2151)
Ãntomo
J< sé
Alves.
Manoel Pereira Martins, morador na
rua
de
D.
Pedro
V
n
0
25,
d
’
esta
ci
dade
de
Braga, constando-lhe
que
ha
gran
de
falsilicação
de vinhos,
pede
á
aucto-
ridade
competente
para
que
seja
exami
nado
o
mais
breve
possível
o
seu arma
zém,
para
que
o
povo
lique desenganado—
na
rua
acima
mencionada.
Braga 6
de
dezembro
de
1878.
(2146)
Manoel
Pereira
Martins.
ALUGAM-SE as
casas
n.°
21,
no
Campo
Novo
do
Reduto,
nobres e
com
muitos
commodos. Trata-se
na
casa
imme-
diata
n.°
22.
(981)
cOSlMiiíIllO
No
Collegio
dos Orpliãos
precisa-se
de
um
cosinheiro
e
de
um
ajudante
de
co-
sinha.
Quem
pretender,
falle
no mesmo
Collegio.
(2124)
Dinheiro
a
juro
Ha
na
confraria
de
Santo
Antonio
da
Praça
Municipal
a
quantia
de
650$00Ó
reis
para
mutuar.
O secretario—
Padre
Fran
cisco
Maria.
(2117)
LECCIONAÇÀÕ
-
Na
rua
Direita
da Cruz
de
Pedra,
n.°
38
lecciona-se
PHILOSOPH1A,
RHETO-
R1CA
e
FRANCEZ.
Habilita-se
para
exame.
RESPOÃSAVEL—Luiz Éaplish da Silva.
BRAGA,
TYPOGRAPUIA LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
