comerciominho_14051878_786.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA
COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3 E.
___
Ci
^Z<^3eMaK>3!Xi'.
grfSUC.
■afia»
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PHEÇO
DA
ASSIGNATURA
Braga,
12
mezes..............................
1&600
6.° ANNO
j
»
6
»
..........................
850
;
Correspondências
partic.
cada linha
40
’
Annuncios
cada
linha
.....................
20
'
Repetição
.....................................
10
PUBLIGA.-SE
ÁS
TERÇÃS,
QUINTAS
E
SABBADOS.
Províncias,
12
mezes.............
2^000
»
6
»
............
1&030
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda forte.
. 3&600
Folha
avulso
...................
10
N.° 786 3
caridade
e
á beneficencia,
sido
subtraídas
á
salutar
direcção
da
Egreja;
d
’
ahi
emfim
essa
liberdade
desenfreada
e
perversa
de
tudo
ensinar
e
de
tudo
publicar,
quando
pelo
contrario se
viola
e
coarcia,
por
to
dos
os
modos, o
direito
que
a
Egreja tem
de
instruir
e
educar
a
mocidade.
Foi
tam
bém
isto
o
que
tiveram
em vista,
quando
se
apoderaram
do
poder
temporal,
que a
Divina
Providencia
tinha
concedido,
ha
longos
séculos,
ao
Pontífice
romano,
.para
que
elle
podesse
livremente
e
sem
obstá
culos
usar,
para
a
salvação eterna
dos po
vos,
do
poder
que
Jesus
Christo
lhe
liaria
conferido.
Recordando-vos,
Veneráveis
Irmãos,
es
te
funesto
acei
vo
de
males,
não
é para
augmentar a
tristeza
que
um
tão
deplorá
vel
estado
de
coisas
vos
infunde
no
ani
mo
;
mas
porque
entendemos
que
á
vista
d
’
esla
cópia
de males
vós
reconhecereis
como é
extraordinária
a
gravidade
das
coi
sas
que
reclamam
o
Nosso
ministério,
e
o
Nosso
zelo,
e
com
quanto
cuidado
nós
devemos
trabalhar
para
defender
cora
to
das as
Nossas
forças
a Egreja
de
Jesus
Christo
e
a
dignidade
da
Sé
Aposlolica,
atacada
por
tantas
calumnias,
sobretudo
nos
corrompidos
tempos
em
que
vivemos.
E
’
bem
claro
e
evidente,
Veneráveis
Irmãos,
que á
causa
da civilisação
faltam
fundamentos
solidos,
se
não
se
apoia
so
bre
os eternos princípios da
verdade
e
sobre
as
leis
immutaveis do
direito
e
da
justiça;
se
um
amor
sincero
não
une
en
tre
si
as
vontades
dos
homens,
e
não re
gula
a
dislineção
e
os
motivos
de seus
de
veres
recíprocos.
Quem
ousará
negai-o?
Não
foi
a
Egreja
quem,
prégando
o Evan
gelho
entre
as
nações,
fez
brilhar
a
luz
da
verdade
no
meio
dos
povos selvagens,
e
entregues
a
superstições
vergonhosas;
quem
lhes
levou
o
conhecimento
do Divino
Auctor
de
todas
as
coisas,
e o
respeito
a
si
mesmos?
Não
foi
a
Egreja
que, fa
zendo
desapparecer
a
calamidade
da es
cravidão,
elevou
o
homem
a
toda
a
di
gnidade da
sua
própria
natureza?
Não
foi
ella
que,
arvorando
o
estandarte
da
Re-
dempção
em
todos
os
confins
da
terra,
cobriu
com a sua
prolecção
todas
as
scien-
cias
e
artes,
e
que pelos
seus
excellentes
institutos
de
caridade,
onde
todos
os
in
fortunios
encontram
allivio,
e
pelas
suas
fundações,
tendentes
sempre
a
civilisar
os
costumes
particulares
ou
públicos,
tirou
a
humanidade
da
miséria,
empregando
todos
os
cuidados
para
lhe
dar
um
genero
de
vida
conforme
á
sua
dignidade
e
destino?
E,
todavia,
se
um
homem
de
espirito
compara
a
epoca
em
que
vivemos,
tão
hos
til
á
religião
e
á
Egreja
de
Jesus
Christo
com esses
tempos
tão
felizes
em
que
a
Egreja
era
venerada pelos
povos
como
Mãe,
convencer-se-ha
completamente
de
que
esta
epoca, cheia
de
perturbações
e
desregramentos,
se
precipita
no
abysmo,
e
pelo
que
esses
tempos
floresceram
tanto
mais
pelas
suas
excellentes
instituições,
pela
tranquilidade
publica,
pelas
riquezas,
e
pelas
prosperidades,
quanto
mais
sub
missos
os
povos
se
mostraram
ao
dominio
da
Egreja
e
mais
observadores
de
suas
leis
De
forma
que,
se
os
numerosos bens
que
acabamos
de
recordar,
e
que deve
ram
a
sua
origem
ao ministério
da
Egreja
e
á
sua influencia
salutar,
são verdadei-
ramenle
as
glorias
da
civilisação
humana
;
como
se
diz
que
a
Egreja
de
Jesus
Christo
repelle
a
civilisação,
quando
pelo
contra
rio
foi
ella
a
sua mãe,
a
sua
creadora,
e
a
sua
mestra
?
Essa
especie
de
civilisação que repu
gna
ás
santas
doutrinas
e
ás
leis
da
Egreja,
pelo
contrario
não passa
de uma
civilisa
ção
falsa,
e
deve
considerar-se
como
um
nome
vão,
e
sem
realidade.
E
’
esta
uma;
Carta
ewicyclica
do A
o
8
ho
SantiD-
gimo
S
‘a<ii'<‘, o E
*
apa
!.eã«
XIII.
Aos
Veneráveis
Irmãos,
Palriarchas,
Pri
mazes,
Arcebispos
e
lodos
os
Bispas
do
mundo
calholico
que
estão
em
graça e
em
communhão
com a Sé Aposlolica,
LEÃO XIII
Veneráveis
Irmãos, saude
e
bênção
aposlolica.
Logo
que
fomos
elevado,
por
um
ines
crutável
conselho
de
Deus,
e
sem que
livessemos
merecimento
para isso,
ao
las-
tigio
da
Dignidade
Aposlolica,
sentimos-
Nos
impellido
por
um
vivo
desejo
e
por
uma
necessidade
de
Nos dirigirmos
a
vós,
não
só
para
patentearmos
os
sentimemtos
do
Nosso
profundo
aflecto,
mas
especial
mente
para
desempenhar
ante vós
os
de
veres do
cargo
que
Deus
Nosso
Senhor
Nos
confiou,
animando-vos,
a
vós,
chamados
a
participar
a
Nossa
solicitude,
a
susten
tar
comnosco
a
lucta
dos
tempos
acluaes
pela
Egreja
de
Deus
e pela salvação
das
almas.
Desde
os
primeiros
momentos
do
Nosso
Pontificado
o
que,
effectivamenle,
jse
offe-
receu
á
Nossa viola
foi
o
triste
especta-
ctdo
dos
males
que
por
toda
a
parte
af-
ftigem
o
genero
humano.
Nós
vemos
essa
tào
completa
subversão
das verdades
su
premas,
que
são como
os
fundamentos
so
bre
que se
apoia
a
ordem
social
; essa
audacia
dos
espíritos
que
não podem
sup
portar
nenhuma
auctondade
legitima;
essa
causa
perpetua
de
discórdias,
d
’
onde
nas
cem
os
conílictos
intestinos,
e
as
guer
ras cruéis
e
sangrentas
;
o
despreso
das
leis que
regulam
os
costumes
e
protegem
a
justiça ;
a
insaciável
ambição
das
coisas
ephemeras,
e
o
esquecimento
das
coisas
eternas
levado
por
muitos até
á
insania
que
os
induz,
desgraçados,
ao
suicídio;
Nós
vemos
ainda
o
despreso
da
adminis
tração,
a
prodigalidade e
malversação
dos
di
nheiros
públicos;
assim
como
a
impudên
cia d’
aquelles
que
commellem
as
maiores
perfídias
para
falsamente
se
chamarem
defensores
da
liberdade
e
de
todo
o
di
reito
;
vemos,
finalmente,
essa
especie
de
febre
mortífera
que
apo
lerando-se
dos
membros
da.|sociedade
humana,
lhe
tira
o
repouso
e
lhe
presagia
novas
revoluções
e
funestos
resultados.
Nós
estamos
convencidos
de
que estes
males
leem
a sua
causa
principal
no
des
preso
e
esquecimento
da
santa
e
augusta
auctoridade
da
Egreja,
que
governa
o
ge
nero
humano
em nome
de
Deus,
e
que
constituo a
garantia
e
apoio
de toda
a
au-
Cloridade
legitima.
Assim o
leem
bem com-
prehendido,
os
inimigos
da
ordem
publica,
e
eis
a rasão
porque
pensaram
que
nada
é
mais
proprio
para destruir
os
fundamen
tos
da
sociedade
que
atacar
sem
tregoas
a
Egreja
de
Deus,
fazendo-a
odiosa
e
abor
recida
por
meio
de
abomináveis
calumnias
;
representando-a
como
inimiga
da
verdadeira
civilisação
; enfraquecendo
a
sua
força
e
a
sua
auctoridade
com
feridas
sempre
novas,
e
abatendo
o
supremo
poder
do
Ponliíice
Bomano,
que
é
na terra o
guarda
e
o
defensor
dos
regras
immutaveis
do
bem e
do
justo.
D
’
ahi
derivam
essas
leis
que
aba
lam
a
divina
constituição
da
Egreja
catho-
lica,
e
cuja promulgação temos
que de
plorar
na
'
maior parte
dos
paiz.es
;
d
’
ahi
leem
emanado
o
desprestigio
do
poder
epis
copal,
os
obstáculos
postos
ao
exercício
do
ministério
ecclesiastico,
a
dispersão
das
ordens
religiosas,
a confiscação
e
a
venda
em
hasla
publica
dos
bens
que
ser
viam
para
a
sustentação
dos
ministros da
Bgreja
e
dos pobres
;
d
’ahi, também
o
te-
ífcni
as
instituições
publicas, consagradas
á
verdade
de
que
nos
fornecem
provas
evi
dentes
os
povos
que ainda
não viram
bri
lhar
a
luz
do
Evangelho
;
na
sua
vida,
pódem-se
notar
alguns
indícios d
’
oma edu
cação
mais
ou
menos
cultivada,
mas
ne
nhum
dos
verdadeiros
e
solidos bens da
civilisação
teem
ahi prosperado.
Não
se
póde
effcctivamente
considerar
como
uma
perfeição
da vida
civil
o despreso
insen
sato
de
lodo o
poder
legitimo
;
nem
se
deve
saudar
com
o
nome
de
liberdade
aquella
que tem
por
cortejo
vergonhoso
e
miserável
a
desenfreada
propaganda
dos
erros,
a
livre satisfação
dos
mais
perversos
desejos,
a
impunidade
dos
crimes
e
a
op-
pres<ão
dos
bons
cidadãos.
Taes
princí
pios
são
erroneos,
perve
sos
e
falsos,
que
não
podem
ter
a
força
de
aperfeiçoar
a
natureza humana
e
de
a fazer
prosperar,
porque
o
peccado
torna
os
homens
miserá
veis (1);
pelo
contrario,
depois
de
terem
corrompido
os
espíritos
e
os
corações,
es
tes
princípios,
pela
sua
própria
gravitação,
precipitam
os
povos
em
toda
a
especie
de
infelicidades,
calcam
aos
pés
toda a ordem
legitima,
e
conduzem
mais
cedo
ou
mais
tarde
a
situação
e
a
tranquillidade
publica
á
sua
perda
total.
Se,
por
outro
lado,
se
contemplam
as
obras do
pontificado
romano,
póde
haver
maior
iniquidade
que
negar
que
os Pon
tífices
Romanos teem sempre
bem-mere
cilo
de
toda a
sociedade
civil,
que
lhes
deve
os
mais
nobres exforços
e sacri
fícios
?
Os nossos predecessores
querendo
as
segurar
a
felicidade
dos
povos,
emprehen-
deram
luctas
de
todo
o
genero,
suppor-
taram
arduas
fadigas,
e
nunca
hesitaram
em
aflrontar
as
maiores
difiiculdades
;
com
os
olhos
fitos
uo
céo, não
abaixavam
jamais
a
fronte
ás ameaças
da
perversidade,
nem
commellerain
a
baixeza
de
se
deixar aífas-
tar
do
seu
dever pelas
adulações,
ou
pe
las
promessas.
Foi
esta
Sede
Aposlolica
que juntando
os
restos
da
sociedade
des
truída,
a
organisou
de
novo;
foi
o
facho
benefico
que
illuminou
a
civilisação
dos
tempos
christãos;
a
ancora
de
salvação no
meio
das
mais
horríveis
tempestades
que
tem
agitado
a
especie
humana
;
o
vinculo
sagrado
de
concordia
que
une
entre
si
nações
longínquas
e
de
costumes
tão
di
versos
;
foi,
emfim,
o
centro
commurn
onde ao
mesmo
tempo
se
encontrava
a
doutrina
da
fé
e da
religião,
os
auspícios
da paz
e
o
conselho
para
dirigir
as
ac-
ções.
Foi
sempre
uma
gloria
para
os
Pon
tífices
Romanos opporem-se,
como
um
muro
de
bronze,
a
que
a
sociedade
re
caísse
nas
superstições
e
na
antiga
bar
baridade.
Emquantoo
Céo
permittiu
que
esta
au-
ctoridade
salutar
não
fosse
desprezada
ou
repudiada,
o
poder
civil
não
perdeu
a
au
reola
augusta
e
sagrada
que
o
distinguia,
que
a
religião
lhe
tinha
dado,
unica
que
póde
tornar
a
obediência
nobre
e
digna
do
homem;
não
se
viam
então
surgir
tan
tas
sedições
e
guerras
que teem
sido
cau
sa
funesta
de
calamidades
e
mortes;
tan
tos
reinos,
n
’
outr
’
ora
florescentes,
caidos
hoje
do auge
da
prosperidade,
não esta
riam
enterrados
na
mais
espantosa
des
ventura.
Ternos
ainda
o
exemplo
das
des
graças
a
que
leem
sido
arrastados
os po
vos
orienlaes
por
terem
regeilado
a
aucto
ridade
da
Egreja
;
despedaçando
os
laços
suavíssimos que
os
unia
a
esta
Sé
Apos
tólica,
perderam o
esplendor
da
sua
anti
ga
grandeza,
a gloria
das sciencias
e
das
leltras,
e
a
dignidade
do
império.
Ora
estes admiráveis
benefícios
que
a
Sé
Aposlolica
tem
espalhado sobre
todas
as
regiões
do
mundo,
e
de
que
dão
testi-
(1)
Prov.
14
—
34.
munho
os
mais
illustres
monumentos
de
todos
os
tempos,
foram
especialmente
go-
sados
pela
nação
italiana,
que
tirou do
Pontificado
Romano
fructos
tanto
mais
abun
dantes
quanto,
pelo
facto
da
sua
situa
ção,
se achava
mais
proximo
d’elle.
Aos
Pontífices
Romanos
póde
a
Italia
reco
nhecer-se
devedora
da
gloria
e
da
grande
za
com
que brilhou
entre
as
outras
nações.
A
sua
auctoridade,
a
sua
prolecção
pater-
uai
por muitas vezes a protegeram
con-
ira
violentíssimos
ataques
de
seus
inimi
gos;
foi
d
’elles
que
a
Italia
recebeu o
allivio
e
soccorro
necessários, para
que
a
fé
catholica
fosse
sempre
conservada
incorru
pta
nos
corações
dos
italianos.
Estes
m
ritos
de
Nossos
Predecessores
p3i<i
não
citar
outros,
nos
sio
especial
mente
atteslados pela
historia
dos
tem-
pos
de
S.
Leão,
o
Grande,
de
Alexan
dre
III,
de
Innocencio
III,
de
S.
Pio
V,
de
Leão
X
e
de
outros
Pontífices
pelos
cuidados
dos
quaes
e
sob
cujos
aus
pícios
a
Italia
escapou
a
uma
suprema
ruí
na,
de que
estava
ameaçada
pelos harbá-
ros,
conservou
intacla
a
antiga
fé,
e nomeio
das
trevas
e
do
obscurantismo
da
mais
bar-
b
ra
epoca
desenvolveu
a
luz
das
scien
cias
e
o
esplendor das
artes,
conservando-
as
florescentes
São
nos
atteslados
espe
cialmente por esta nossa querida
cilade
séde
dos
Pontífices,
que
d
’
elles
tirou
à
grandíssima
vantagem de
ser
não
só
a
mais
forte
cidadella
da fé,
mas
ainda
a
de
ter
obtido
a admiração
e
o
respeito
do
mundo
inteiro, tornando-se o
asylo
das
beilas
artes,
a
morada
da
sciencia,
a ma
ravilha
e
inveja
do
mundo. Como’
a gran
deza
d
’
essas
coisas
foi
transmittida
á
lem
brança
eterna
da
posteridade
por
monu
■
mentos
históricos,
é
facil
comprehender
que
só
por
uma
vontade
hostil
e
uma
in
digna calumnia,
empregadas
uma
e
outra
com o
fim
de enganar
as
multidões,
se
ILes
fez crer, pela palavra
e
pelos
escri
—
ptos,
que
esta
Sé
Aposlolica
era
um
obstáculo
á
civilisação
dos
novos
e
á
fe
licidade
da
Italia.
[Continúa)
BlHiíA
— fFKÇi-líIlU li 3SE
MAiO OK
A’
Hedaeçito sS® iCosmiser
e
io J
q
Minho».
Londres,
4
de
Maio, 1878.
Esta
cópia
da
minha
carta
ao
Aposto
lo,
ainda que
não pôde
ir
mais
cedo,
em
razão
de
ser-me
necessário
fazel-a
trasla
dar
da
cópia
maquinal,
creio
contém
bas
tante
em
que
interessar
os leitores,
do
Commercio
do
Minho.
A
estas
horas,
parece-me
que
devem
ter
consideravelmente esfriado
as
expecta
ções
parvas
da
liberangada,
que
contava
cousa
certa,
o
voltar
o
novo
Pontífice
as
costas
inteiramente
a
Seu
ultimo
Prede
cessor;
e que
iria ao
Quirinal
abraçar
o
Usurpador,
e
agradecer-lhe
os
seus
fa
vores,
de
que
a brecha
infame,
perlo
da
Poria
Pia,
dá
teslimunho
solemne.
Quando
o
fallecido
Pontífice
fôra
elei
to,
e
que
a
Liberangada
e
Pedreirada
lhe
faziam
hypocritamente
tanta
festa;
emquan-
to
Elle
honradamente
acreditava
na boa
fé
dos
que
o
victoriavam;
EI
Rei
o
Snr.
1).
Miguel
I,
que
Deus
lenha
em
Gloria
percebeu
logo,
como
Elle
mesmo
me
dis
se,
a hypocrisia
da
canalha.
Referiu-me
que
ao
passar,
n
’
es
e
tem
po, a
populaça
pela
rua
de
Ripella, onde
Sua
Magestade
morava,
gritando,
á
noi
te:
—
ilume!
lume!»
isto
era,
que
:ozes\-.in
luminárias
nas
janellas,
quando
passavam
com
a
introducção
do
Protestantismo,
e
favor
pira
com
pessoas
ou
personagens
que ajudaram
a
essa
introducção. Sendo
a
consequência
resultante
o
escravisar os
Calh<dicos
na
Irlanda, que
tinham
ficado
reduzidos
quasi
a
verdadeiros
Hotes
—
e
le
galmente
assim
continuáram,
até
á
Eman
cipação,
que
teve logar
poucos
dias
de
pois
de
minha
primeira chegada
a Ingla
terra, ha
49
annos.
Nos
districtos
e
terras
assim
perten
centes,
a
estes
senhoraços,
ha
pequenas
povoações,
quintas,
casaes,
habitados
por
paisanos,
que sam
caseiros
arrendatarios
das
terras d
’
estes
Senhores,
e
lhes
pagam
renda
de
suas
porções
de
terreno
que
ama
nham
e
cultivam.
Estám
porém
estes
co
mo
servos
da
gleba
inteiramente
á
mercê
dos
Landlords
ou
Senhores
proprietários;
que
pódem
a
seu
arbítrio,
augmentar-lhes
as
rendas
ou
pensões;
fazel-os
sahir
dos
casebres
que
habitam,
.para
ir
com
suas
pobres
familias
procurar
asilo e
subsislen-
tencia
onde
quer
que
possam,
ou
não
possam
encontral-os
Semelhante
condição
de
cousas
a
nin
guém
admirará
que
occasione
e
produza
rancores;
misérias,
vinganças,
e
scenas
as
mais
deploráveis
e
ami-chrisiãs.
Imagine-
se
(e
d
’isto
ha centos
d
’exernplares)
uma
pobre
família
de
5,
6,
ou
mais
passoas,
homens, mulheres,
velhos, crianças, nas
cidos,
creados
em
seu
modesto,
em
seu
pobre
tugúrio, a
que
chamavam
sua
casa
(bem
que pagando módica
renda
ao
Se
nhorio
da
propriedade
ou districto),
rece
bendo,
talvez no
meio
de
rigoroso
inver
no,
ordem
e
notificação
peremptória
de
sahir
de
seu
pobre
ninho,
sem
saber
pa
ra
onde,
sem
meios
alguns
até
de
pro
curar
outro
asilo,
dizendo
adeus
a
todas
as
associações
locaes, da
infancia,
e
de
muitos
annos!
Tem-se
visto
proprietários
despedirem,
expulsarem
assim
aldeias
inteiras,
e des
telharem,
demolirem
immediatamente
as
tristes
cabanas
á
força
para
expellir
os
pobres
inquilinos!
Estes
landlords
ou proprietários, por
via de
regra,
Protestantes,
e
os
paisanos
Catholicos, é
fácil
vêr
quanto
esta
diffe-
rença
contribuirá
lambem
para aggravar
o
azedume
contra
os
expul
sadores
donos
ou
senhores
do
terreno
e
districto.
Se
um
semelhante
estado
de
coisas
se
desse
n
’um
paiz
estrangeiro,
que
censu
ras,
que declamações
incessantes,
não
le
ríamos
de
lêr continuamente
nas
folhas
Inglezas
contra
es as
tyranmas,
essas
op-
pressões,
essas
violências
inauditas, essas
barbaridades
sem
exemplos!
Mas,
como
is
to
se
passa
n’um
paiz
«constitucional»,
não
ha
nada
a dizer contra,
especialmen
te
sendo
as
victimas
d
’
estas
amabilidades
apenas
alguns
ignorantes
e supersticiosos
Papistas,
que
convinha
exterminar,
poden
do
ser,
para
honra
e gloria
do
moralíssi
mo
Henriques VIII,
e
de
sua
amavel
fi
lha
Isabel.
Convém ter
em
vista
estes
factos
e re
flexões,
para
justamente
apreciar
a
philau-
cia
Ingleza,
que vê
continuamente o
ar-
gueiro
no
olho
alheio,
sem
perceber
a tra
ve
no
seu.
Mas
principalmente
quando
se
considera
o
facto,
de
que,
á
excepção
d
’
esta classe
de
ressentimentos
e
crimes,
a
que,
por
sua
própria
natureza,
aqui
se
denominam
«deleilos
agrarios»
(como
re
sultantes
das
condicções
da
possessão
do
terreno),
o
numero
dos
crimes
e
deleitos
na
Irlanda
é
incomparavelmente
muito
me
nor
que
na
Inglaterra
própria. O
que,
to
davia,
não
obsia,
a
que
de
continuo a
imprensa
Ingleza
declame
contra
a
«in
lluencia», o
«predomínio»,
do
clero
Ca-
tholico
Irlandez,
como
sendo
uma
das
pra
gas
do
paiz!
E
quem
quiz.er
julgar
devidamente
dos
eíleitos
e
factos
da
doutrina
Protestante,
política
e
religiosa
(que
a
primeira
é fi
lha
da
segunda), compare
a
moralidade
iberanga
vogante
actualmente
em
Portu
gal,
por
exemplo,
com
a culliplicação
dos
suicídios,
com
os
besliaes
«enterros
ci
vis»,
com
o
descaramento
e
crescença da
rrostituição,
com
a
multiplicação
dos
cri
mes,
com
a
licenciosidade
da
imprensa,
com
o
desprezo
do culto
religioso,
com
o
favor
mostrado,
e liberdade
permittida
ao proselytismo
Protestante;
com
a
des
vergonha
dos proprios
Ministros do Es
tado.
(Cont.
iua)
A.
R
SARAIVA.
os
«
pitriotas
»,
clamavam
ao
mesmo tem
po
derisoriamente: —
«V
iva
P
io
?...
N
o
...
No...» (em
vez
de
Pio
N
ono
.)
Isto
era:
«
Viva
Pio?...
Não! Não!»
E
apopavam,
ao
mesmo
tempo,
com
selvagens
algazar
ras.
El-Rei
percebeu
logo
a
burla
e
falsi
dade,
que não
tardou
a
manifestar
se,
quan
do
os
«leaes» patriotas (no
sentido
do
cé
lebre
Dr.
Johnson—que
como
auctor
do
grande
Diccionario conhecia
bem
o
senti
do
das
palavras)
pouco
depois, matáram
com
um
tiro,
um
dos
Ecclesiasticos
do
serviço
de Sua
Santidade,
ao
apparecer
á
janelh,
no
mesmo
Quirinal,
infestado
ho
je
pela
Magestade
Buzzurra
de
Turim.
Leão
XIII
está
mui
longe
de
querer
fazer
a vontade
á
Buzzurrada.
A.
II. SARAIVA.
SUMMARIO.
I.
—
Terrível
e
cobarde
assassinato
de
Lord Leiltim,
na
Irlanda;
symptoma da
vicio
social,
reclamando
remedio
legisla
tivo.
IL
—
O
Cruzado
(The
Crusader),
orgão
da
Liga
de
S.
Sebastião.
III.
—
A
primeira
excedente
Allocução
do
Santo
Padre
Leão
XIII,
desmentindo
as
prophecias,
insinuações,
e
desejos
da ma
çonaria
e
da
liberangala.
Leão
XIII
con
tinuação
de
Pio
IX.
IV.
—
Últimos
telegrammas
de
Roma.
Fallecimento
do
Cardeal
Berardi.
—
Depu
tação
Polaca
recebida
pelo
Santo
Padre.
—
Visita
esperada
de
Momignor Capei,
com
Estudantes
do
Coliegio
de
que
é
Reitor
—
Resposta
do
Imperador
Germânico
á
car
ta
do
Papa, dando-lhe este
parte
de
sua
elevação
ao
Pontificado.
V.
—
Sobre
a
questão
Anglo-Russa.
L
—
Começarei
por
um
ponto
qu?,
tal
vez
á
primeira
vista,
pareça
ter
menos
relação
com os
objeclos
de
ordinário
por
mim
introduzidos
no
Apostolo;
isto
é,
quan
do
acontecimentos
assim
sem
factos
iso
lados,
nascidos
de
rixas ou
rancores
par
ticulares;
ou
crimes
individuaes,
filhos
de
paixão
repentina, ou
avidez
de
roubo,
etc.
O
caso
de
que
vou
fallar
tem
raiz
mais
transcendente,
ou
maior
alcance;
e
como
toca
em
muito
grande
parte
aos interes
ses
Catholicos,
merece
aqui
logar
especial
mente.
Na
terça-feira,
2
do
corrente,
o
Con
de
de
Leilrim,
Par
e
rico
possuidor
de
terras
na
Irlanda,
Condado
de
Donegal,
onde
senhoreava
largos
districtos
lerrilo
riaes,
ia,
em
algum
negocio
ou
diligencia
de
seu
interesse,
em
uma
carruagem
cam
pestre,
com
um
seu feitor
ou
escreven
te,
e
o
cocheiro
que guava
o
vehiculo.
Ao
passarem
um
sitio encoberto,
foram
atacados
com
tiros
que
sobre elles
dispa
raram;
e
parece
haver
se
ainda
seguido
algum
conflicto,
pois
além
das
feridas
dos
tiros,
acharam-se
outras
na
cabeça
que
não
pareciam
de
bala;
e
lambem se
en
controu
uma clavina
quebrada,
parecendo
ter
servido
para
mais
que
para tiro
O
que
acho
peior
n’
esle
crime
é
o
ser
victima também
o
pobre
cocheiro;
pro
vavelmente,
só
para
não
poder
servir
de
accusador
ou
testimunha
contra
os
assas
sinos. A
outra
pessoa
que
ia
com o
Con
de
no
vehiculo,
poderia
quiçá
ter
sido
julgada como
apoiadora
dos
procedimentos
do
Lord;
mas
o
pobre
homem
que
só
ali
se
achou para
guiar
os
cavallos,
não
de
via
ser
assim
sacrificado.
Escolheram
os
assassinos
muito
bem
o
0
theatro
de
sua tragédia;
pois
ninguém
mais
senão
elles
póde tesiímunhal-a; e
crê-se que
ha
de
ser
muito
diíficil
des
cobrir
e
punir
os
perpelradores
do
cri
me,
em
razão
das
circumstaneias
que,
sem
duvida
d
’
elle
foram
cansa,
como
agora ex
plicarei;
e
que
me
induziram a
referir
o
caso,
sobre
que
vou
comrnenlar
um pou
co,
pela
relação
que
tem,
infelizmente,
com
difierenças
religiosas
de
Catholicos
e
Protestantes.
Parece
que
Lord Leitrim
possue lar
gos
estados
territoriaes em
Donegal; on
de
habitam
os paisanos
que
povoam
as
aldeias contidas
nos
districtos
pertencen
tes
ao assassinado Lord—
que
devem
ser
muito vastos,
pois
os
vejo
avaliados
em
nada
menos
que cem mil
acres
ou
gei
ras.
Com
que titulo
este
e
outros
proprie
tários
(de
ordinário
Protestantes)
adquiri
rara
estas
vastas
possessões
senhoriaes,
não
sei,
nem
tenho
desejo
ou
vagar
de
ir
examinal-o;
mas parece
me,
que
tão
grandes
propriedades
devem
ter
dependi
do
de
confiscações,
de
um
lado,
e
de
con
cessão
ou doações,
do
outro,
connectas
S.
Luiz Gonzaga.—
Gom
todo
O
esplendor
festejou-se
no
domingo,
na
ca-
GÀZ1TILHA
pella
do
Paço
archiepiscopal,
a
Imagem
de
S.
Luiz
Gonzaga,
protector
da
mocidade
estudiosa.
Precedendo
vesperas
solemnes
com
Exposição,
no
sabbado;
por
10
horas
da
manhã
de
domingo,
exposto
o
Santíssimo
Sacramento,
cantou-se
Tercia
por
cêrca
de
300
vozes, achando-se
no centro
todos
os
seminaristas,
de
cotas,
e
aos lados
os
estudantes
externos
de
theologia
e alguns
do
Lyceu
com
tochas.
()
recolhimento
e
fervor
com
que
estes
jovens
em
tão
cresci
do
numero
entoavam
assim
louvores
a
Deus,
infunde
na
alma
uma
sarna alegria;
e
punha
bem
ás
claras
o
quanto
vão
fru
ctiticando
os
esforços
d
’
aquelles
que
tanto
estão
concorrendo
para
que tenhamos
um
clero á
altura
da
sua
missão
sublime.
Seguiu-se
a
missa
cantada, sendo
ce
lebrante
o
incançavel
e
bondoso sacerdote,
o
revd.mu
vice-reitor
do
Seminário
Con
ciliar,
padre João
Rebello
Cardoso
de
Me
nezes.
De tarde
houve
sermão pregado
pelo
estudante
de
theologia,
Joaquim
Ant
mio
da
Silva,
que
muito
satisfez.
Depois
can
tou-se
o
Te-Deum.
terminando
a
funcção
com
a bênção
do
SS., que esteve
exposto
lodo
o dia
até
ás
7 e
meia da
tarde.
S.
exc.
a
revd.
ma o
snr.
arcebispo
as
sistiu
da
sua
tribuna
a
todos
estes
actos.
Toda
esta
festa
solemnissima
teve
a
particularidade
de
ser
.feita
só
pelos
es
tudantes,
cantando elles
a
missa,
acolitan
do,
dirigindo
as ceremonias, etc.,
apenas
o
organista
e
os que
tocavam
os instru
mentos d’
acompanhamento
eram
estranhos.
O
Te-Deum
foi sobre tudo magestoso,
pois
era
a
coros
de musica
e
canto-chão.
A
capella
achava-se
ricamente adorna
da,
com grande
profusão
de
luzes
e
flo
res.
Festa da Rosa.—
No
domingo
a
confraria
de
N.
Senhora do
Rosário
feste
jou
na Sé a
Imagem
da Virgem
d’
qsta
invocação,
—
festa
que
foi
mudada
de
ou
tubro
para
o
2.°
domingo
de
maio,
em
razão
de
ser
costume
adornar
se
o
templo
com flores,
especialmente
rosas,
e
porisso
se
denomina
festa
das
Rosas
ou
de
N.
Senhora
da
ilosa.
Os
jovens mordomos
esmeraram-se
este
anno
para que
a
festividade
fosse
pompo
sa.
O
templo
achava-se
lindamente
deco
rado
com
jarras
e
festões.
Continuou
a
haver
Exposição
do
SS.,
ha annos
intro
duzida,
com
vesperas
a
grande
instrumen
tal.
Orou
o
esclarecido
conego
do
Porto,
dr.
Alves Mendes.
E’
para
lamentar
que
o
sussurro
do
povo
pouco
reverente
nos
templos,
e
mais
ainda
a
algazarra
feita
á
porta,
onde
tinha
logar
uma
festa
ao
Se
nhor
dos
Perdidos, não
consentisse
que
fosse
bem ouvida a
palavra mimosa
e
fluentíssima
o
’
aquelle
distincto
orador
sa
grado.
Seguiu-se
a
procissão,
que
este
anno
foi
augmenlada com
cêrca
de
trinta
ir
mãos
da
confraria
do
SS.,
que
alli
com
pareceram
a
convite
da
Mesa
festeira.
No
couce
ia a
banda
d
’
infanteria 8.
Como a
tarde
esteve
chuvosa,
a
pro
cissão
não
deu
a
volta
que
estava
des
tinada.
Audiesaeius
ges-aes.—
Nos
dias
abai
xo
designados foram
julgados
os
reus
se
guintes:
Dia
10
—Anlonio
Rodrigues, o
Coen
tro.
da
freguezia
de
Parada,
accusado
do
crime
de
roubo
e
aliciação;
absolvido.
—
Anlonio
Gomes, da
mesma
freguezia,
ac-
cusado
do
mesmo
crime;
cundemnado
em
3
annos
de prisão
e
trabalhos
na cadeia,
e
nas
custas.
Dia
11.
—
Quiteria
de
Barros,
da
fre
guezia
de
Pedregaes,
comarca
de
Villa
Verde,
por
cumplicidade
na
falsificação
d
’
uma
letra
de cambio,
e
furto:
absol
vida.
Faiieeiment».
—
Falleceu
ba dias
o
pae
do
honrado
negociante
d
’esta
cidade,
o
snr.
João
da
Silva
Moura, a quem
en
viamos
os
nossos comprimentos.
Sufifragios. —
Consta
nos que
a
Meza
da
S.
Casa
da
Misericórdia
vae
fazer
ce
lebrar
exequias
por
alma
do
finado
Lou-
renço
Magalhães.
Alves Nlendes.—
Temos a
agradecer
a
este
distincto
cavalheiro,
conego
e
lente
no
Seminário
do
Porto,
o
offerecimenlo
delicadíssimo
d
’
um exemplar
do
seu
livro
A
Ilalia,
recentemente
dado á
estampa,
e
a
que
nós
alludimos em
o
n.°
antece
dente.
Por
boje não
podemos
dizer
ex-
lensamenle ácêrca
d
’
esta
producção
do
notável
escriptor,—
o
que
faremos
oppor-
tunamente.
Diremos,
comtudo,
que
o
nome
do
au
ctor
nos
basta como
recommendação,
e
que,
por
alguns
capítulos
que
lemos,
deve
ser
um
trabalho
de
muita
utilidade para
o
viagante
nas
circumstaneias
actuaes.
ICecspção brilhante.—
No
Comboio
das 1f
horas
da
manhã
d
’anle-honlem.
che.
gou
a
esta
cidade,
vindo
de
Lisboa,
o
snr.
doutor
Jeronymo
Pirnentel,
deputa,
do
por
Barcellos,
na
legislatura
finda.
S. exc.'
foi
esperado
por
grande nu-
mero
de
cavalheiros
seus
amigos e por
muitíssimo povo,
que o acompanhou
r|
}
estação
até
ao
seu
palacete,
no campo
das
Carvalheiras.
Ao
chegar
o comboio
subiram
ao
ar
centenares
de
foguetes,
e
tocaram
junto
da
estação
duas
bandas
de
musica, que
depois
continuaram
a
tocar
defronte
da
casa do
snr.
Pirnentel.
Foi
uma
recepção
das
mais brilhantes que
se
leem feito
nesta
cidade.
A’ noite
ropeliram-se
estas
demons
trações
de sympathia
para
com
aquelle
prestantíssimo
cavalheiro,
sendo
lambem
numerosa
e
escolhida
a
concorrência de
pessoas
aos
seus
salões.
O
Curei.
—
Os
jornaes
ca
tholicos
estrangeiros
publicam
o
seguinte
documento
no
qual
o
padre
Curei faz,
por
6
um
modo
solemne, a
retractação
de lo
dos
os
seus
escriplos
e
actos
menos
res
peitosos
para
com
a autoridade
da
Egreja.
Este
documento
que
faz
grande
honra
ao
Padre
Curei,
é
o seguinte:
S
antíssimo
P
adre
O
Padre
Carlos
Maria Curei,
sabendo
que
alguns
de
seus
escriplos
e
actos
leem
sido occasião
de
escandalo,
segundo
lhe
leem
observado
pessoas
piedosas
e
instruí
das,
desejoso
de
affastaraté
a
sombra
d
’
el-
le, vem
prostrar-se
aos
pés
de
Vossa
San
tidade,
para
declarar
sua
adhesão
plena
e
sem
restricção
alguma,
d
’
alma e
cora
ção.
a
todos
os
princípios e
prescripções
da
Egreja
Catholica.
e
em
particular
a
quanto
os
Soberanos
Pontífices,
e recen-
temente
Vossa Santidade
na
Encyciica
In-
crustabili
etc.
ensinam
acerca
do
poder
temporal
da
Santa
Sé.
Deplora
a dor
que
os
seus
escriplos
e
os
seus
actos
tenham
podido
causar
a
Vossa
Santidade
e
a
seu Predecessor,
ten
do
abrigado
sempre
os
mais
sinceros sen
timentos
de
filial
homenagem
e
doei!
obe
diência
ao
Vigário
de Jesus
Christo, ao
qual
submelle
o
seu
critério, como
unico
juiz
legitimo
e
competente
de
quanto
per
tence
á verdadeira
utilidade,
e
ao verda
deiro
proveito
da
Egreja
e bem
das
al
mas. Esta
declaração
a
(az
como
since
ro
calholico,
que
sempre
tem
sido
e
é,
e
ao
mesmo
tempo
retira quanto
Vossa
Santidade
julgue
digno
de censura,
e
se
põe
de novoe plenamente em
Vossas
mãos,
prompto
a
seguir,
em 'udo
e
sempre,
o
Vosso
Infallivel
Magistério.
Carlos Maria Curei.
Roma,
20.
9e
*
paeliog,
—
Por
decretos
de 2
do
corrente
eflectuaram-se
os despachos
se
guintes:
O
presbytero
Manuel Gomes Pires,
pa-
rocho
collado
na
egreja
de
Santa
Maria
Magdalena
da
Bemposta,
diocese
de
Cas-
teilo
Branco
—
apresentado
na
egreja
pa-
rocbial
de
Nossa
Senhora
do
Pranto
do
Panascoso,
da
mesma
diocese.
O
presbytero
Manuel
Martins,
parodio
coitado
na
egreja
de
S.
João
Baptista
de
Gaífete.
diocese
de Lisboa
—
apresentado
na
egreja
parochial
de
S
Silvestre
do
Souto,
diocese de
Castello
Branco.
Declarados
sem eífeito,
a
requerimento
do
interessado,
o
decreto
de
18
de
ou
tubro
de
1877,
e
carta
regia
de
21
de
fevereiro
ultimo,
que
apresentára
o
pres
bytero
José
Marques
da
Silva Neves,
pa
*
rocho
collado na egreja
de
S.
Mari
nho
de
Chaves,
diocese
de
Lamego,
na
egre
ja
parochial
de
S. Gens,
arcebispado de
Evora.
Cyelone.—
Um
violento
cyclone,
ou
tufão,
causou grandes
desastres
em
mui
tas
ilhas do
grande
oceano
Pacifico,
no
dia
15
de
fevereiro
ultimo.
De
Papetlir,
capi
tal
do archipelagoda
sociedade,
dizem que
as
ilhas
de
Kankura,
Raiatea,
Aura, Ka-
roia
e
Ana, foram
invadidas
pelo
mar que
destruiu
plantações
inteiras de
coqueiros,
palmeiras,
bannaneiras,
canna
d
’
assucar,
etc. Muitos
navios
foram
levados
á
cos
ta,
e
foi
grande
o
numero
de mortos.
^eoemerito.
—
Legou
a
maior
parte
da
sua
fortuna,
para a
formação de
um
asylo
de
infancia
desvalida,
na
villa
da
Rb
beira
Grande,
ilha
de
S.
Miguel,
o
abas
tado
capitalista
alli
residente,
snr.
Ber
nardo
Manoel
da
Silveira
Estrella,
ha
pou
co
fallecido.
Pasta agem «le Mercúrio
pelo
gol
_
Teve
lugar
no dia
7
do
corrente
nelas
3
horas
e
20
minutos
da
tarde,
a
passagem
de
Mercúrio
pelo
disco
solar.
Em
rasão
do
tempo
coberto que
es
teve
n’
aquelle dia
em
Paris,
não
pôde
ter
lugar
a
observação.
Isto
é
para
sen
tir,
pois
com
as
lunetas que
se achavam
coílocadas
nas
praças
podiam observar
se
Ijem
todas
as evoluções do
phenomeno.
A
ultima
passagem
visivel
em
Paris
foi
em
4
de
novembro
de 1868,
obser
vável
ao
apparecer
do
sol.
Apenas
se
pôde
observar
o
fim
da
sobreposição.
Quando
o
astro
appareceu
no oriente,
estava
visinho
do
centro do
sol.
D’es-
ta
ultima
vez
estava
visinho do
mesmo
centro,
na
occasião
em
que
desapparecia
no
occidente.
Em
grande parte
dos
observalcrios
astronomicos
estrangeiros
eslava
tudo
pre
parado para
a
observação,
que
não
pôde
verificar.
Em
Lisboa
succedeu
outro tanto,
pois
as
nuvens
não deixaram
também
fazer
as
observações
completas.
As joias.
—
O
celebre
mestre,
Rabbi-
Meir,
demorou-se
um
sabbado
inteiro
n
’
uma
synagoga,
prégando
e
ensinando
ao
povo
a
íei
do 'Senhor.
N
’este
meio
tempo
dois
filhos
que
ti
nha
de
extremada
gentileza,
e
instruídos
na
sciencia
de
Deus, vieram
a
morrer.
E
sua
mãe
os
levou para uma
alcova,
deitou-os
sobre
o leito
nupcial,
e cobriu-os
com
uma
cobertura branca.
Ao
cair
da noite
Rabbi-Meir
voltou para
tre
amor.
E
’
verdade
que
o primeiro
amor
é
o
primogénito
do
coração;
porém
a
vontade
sempre
livre
não
tem
os
seus
tens
vinculados.
Seja
o
primeiro,
mas
não
jor
isso
o maior.
A
primeira
vez
que
Jonathas
se
affei-
çoou
a
David,
diz
a
Escriplura
sagrada
que
lhe
fez
juramento de
perpetuo
amor,
^assaram
depois
d’
isto
alguns
tempos
de
firme
vontade,
posto que
de
varia
fortu
na:
torna
a dizer
o
texto
que
Jonathas
fez
segundo
juramento a
David
de nunca
altar a
seu amor.
Pois
se
Jonathas
tinha
sua
casa.
«Onde
estão
meus
filhos?
perguntou
quero
dar-lhes
a minha
bênção.
Por umas
poucas
de
vezes
corri
com os
olhos
to
da
a
synagoga,
e
nunca
os
pude
enxer
gar».
Então
sua
mulher
lhe
apresentou
um
copo
com
vinho:
elle
deu
graças ao
Senhor;
bebeu,
e
tornou
a
perguntar:
—
«Onde
es
tão
meus
filhos?
—
Porque
não
vem
beber
na
taça da
bênção
paterna»?
«Não
estarão
muito
longe»
tornou
a
mulher:
e pôi-lhe
deante
alguma cousa
para
elle
comer.
Meir
estava
de
bom
animo
e
alegre,
e
quando
acabou
a
refeição
sua mulher
lhe
disse:
—
«Rabbi,
has
de-me
dar
licença
que
te
pergunte uma
cousa».
—
«Pergunta
o
que
quizeres»
—
replicon
o marido.
—
«Geria
pessoa,
haverá
uns
dias,
pôz
em
minhas
mãos
varias
joias,
para
que
111
’
as
guardasse: pedem
’
as
agora;
devo
acaso
restituir
lh
’
as»?
—
«Pergunta
é essa
que minha
mulher
me
não
devia
fazer;
disse Rabbi-Mair.
Ha
que hesitar
em
restituir
a
cada
um
o
que
é
seu»
?
—
«Não,
replicou
ella;
porém
não
o
quiz
fazer
sem
te dar
parte
primeiro».
Então
o
conduziu
para
a
alcova,
e
che
gando-se
ao
leito tirou
a
cobertura
branca
de
cima
dos
dois
cadaveres.
«Meus
filhos,
meus
pobres
filhos!
ex
clamou
Rabbi-Meir;
filhos,
luz
de meus
olhos; luz
de
meu
entendimento
!
—
Eu
era
vosso
pae;
mas
vós
podieis
ser
meus
mestres
nos
caminhos
de
Deus!
E
a
mãe
se
voltou
para outra
banda;
e
chorava amargamente.
Po
fim,
apertou
as
mãos
de
seu
marido
entre as
suas,
e
disse-lhe:
—
«Rabbi,
não
me
ensinaste
a
resti
tuir
sem reluctancia.
o
que
nos
foi
da
do
a
guardar?
—O
Senhor
nô!-os deu, o
Senhor
nôl-os
tirou:
bemdilo
seja
o
seu
nome»
!
—
«Bemdilo
seja o seu
nome,
atalhou
Rabbi-Meir,
e
mil
vezes bemdilo
porque
te
creou
a
ti
Certo,
com
verdade
está
escripto:—
O
que
achou
mulher
virtuosa,
achou lhesouro
mais
rico
do
que
peroLs
de
grande valia:
quando ella
falia,
da
sua
hocca
mana
a
sabedoria;
e
a
lei
da
bran
dura
e
do amor
encontra-se
nos
seus
lá
bios».
—
Tradições
dos
Rabbinos.
O58í
»l «mor
é
ihrís
preeioso,
®
primeiro o«i o segundo?—
Questão
d
curiosa
n’
esta
philosophia
qual
seja
mais
precioso
e
de
maiores
quilates;
se
o
pri
meiro
amor
ou
o segundo?
Ao
primeiro
ninguém
pode
negar
que
é
o
primogénito
do
coração,
o
morgado
dos
affectos,
a
dor
do
desejo
e
as
primícias
da
vontade.
Eomtu
lo,
eu reconheço
grandes
vantagens
no
amor
segundo.
O
primeiro
é
bizonho,
0
segunho e
experimentado:
o primeiro
é
aprendiz,
o segundo
é
mestre:
o
primeiro.
Pode
ser
impeto,
o,
segundo
não
póde
ser
senão
amor.
Emfim
o
segundo
amor,
porque é
segundo,
é
confirmação
e
rali-
oação
do
primeiro;
e por
isso
não
sim-
*>es
amar,
senão
duplicado,
e
an>r
so-
á
feito
um
juramento
de
amar
a
David,
porque
faz agora
outro? Por
ventura
que
brou
o
primeiro,
para
que
fosse
necessá
rio
o
segundo?
E
’
certo
que
o
não
que
brou:
porque
não
fora
Jonathas
o
exem
plo
maior
da
amizade,
se
o
não fôra
também
da
firmeza.
Pois
se
o
amor
es
tava
jurado ao
principio,
porque
o
jura
outra
vez
agora?
Porque
foi
mui differen-
te
matéria
jurar
o
amor
antes
de
conhe
cido,
ou jural-o
depois
de
experimentado.
Quando
Jonathas
jurou
a primeira
vez
não
sabia
ainda
o
que
era
*
mar,
porque
o não
experimentara:
quando
jurou
a se
gunda
vez, já tinha
larga
experiencia
do
que
era,
e
do
que
custava,
pelo
muito
que
padeceu
por
David: e
era
tão
diffe-
renle
o
conceito
que
Jonathas
fazia
ago
ra
de
um
amor
a
outro,
que
julgou
que
o
juramento
do
primeiro
não
o
obrigava
a
guardar o
segundo.
Pois para
que
a
ignorância passada
não
diminuísse
o
me
recimento
presente,
por
isso
fez
juramen
to
de
novo
amor.
Não
novo,
porque
dei
xasse
de
amar
alguma
hora;
mas
porque
era
pouco o que d
’antes
promettera
em
comparação do
muito
que
haja
amava.
Enião
prometleu
como
conhecia,
agora
promellia
como experimentara.
Que
Jo
nathas
se
resolvesse
a
amar
a
David,
quando
não
conhecia
as
paixões
d
’
este
tyranno
affeclo,
não
toi muita fineza;
mas
depois
de conhecer
seus
rigores,
depois
de
soffrer
suas semrazões, depois
de ex
perimentar
suas
crueldades,
depois
de
padecer
suas
tirannias,
depois
de
sentir
ausências,
depois
de chorar
saudades,
de
pois
de
resistir
contradições,
depois
de
atropellar
difficuldades,
depois
de
vencer
impossíveis;
arriscando
a
vida,
despre
zando
a
honra,
abatendo
a
auctoridade,
revelando
secretos,
encobrindo
verdades,
desmentindo
espias,
entregando
a
alma,
suscitando
a
vontade,
captivando
o alve
drio,
morrendo
d
’
entro
em
si
por
tormen
to e
vivendo
em
seu
amigo por
cuidado:
sempre
triste,
sempre
aííligido,
sempre
inquieto,
sempre constante
apezar
de
seu
pae
e
da
fortuna
de ambos
(que todas
estas
finezas
diz.
a
Escriplura
fez
Jonathas
por David); que
depois,
digo,
de
tão
qualificadas experiencias
de
seu coração
e
de
seu
amor se
resolvesse
segunda
vez a
fazer
juramento
de
sempre
amar?
Isto
sim, isto
é
amor.
—
(iDo
Chrysostomo
Portuguez»).
^siestwo «lo Oriente.—
Os
últimos
telegrammas
relativos
á
questão
do
Oriente,
são
os
que
seguem:
Londres 9—
Henry
Faweel
annunciou
na camara
dos deputados
que
apresentará
uma
moção declarando
que
a camara
re
jeita
o
chamamento
das
tropas
indianas
a
Malta
sem
communicação
previa
no
parlamento.
O marquez
Hartington
perguntará se
gunda-feira
quando
será
discutido
o cre
dito
supp
!
ementar
da
expedição
indiana.
Um
despacho
de
Vienna
para
o
«Daily
Telegraph»
diz
que
o
conde
Schouvaloff
tem
simultaneamente
a
missão
da
Áustria,
re
novar
as
objecções
d
’
esta
potência
e
cha
mar
a
altenção da
Rússia
para
o
estado
intolerável
das
fronteiras
austríacas.
Constantinopla
9—
Os
russos
parecem
dispostos
a
evacuar
S.
Stcfanio;
teem
re
cuado
até
Andrinopla.
Londres
10
—
Um
despacho
de Vienna
para
o
«Times»
assegura
que
a
Inglaterra
exige
a
retirada
do
exercito
russo
para
alem
dos
Balkans,
como
garantia
das
pro
messas da
Rússia
á
Inglaterra,
e
que
lam
bem
retirará
a
sua
esquadra.
Chegou
a
Panamá
a
esquadra
ingleza
do
Pacitico,
afim
de
vigiar
os
movimentos
tios
marinheiros
russos.
A
pedido
do
go
verno
foi
adiada
a
resposta
que
elle
devia
dar
ás
perguntas
da
opposição.
Constantinopla
10
—
Os
insurgentes
mu-
sulmanos
da
Romelia
dirigiram
um
ap-
pello
aos
christãos
da Thessalia e Macce-
donia
convidando-os
a
combater
o
inimigo
commum
e
defender
a
patria
commum.
Dizem
de
Batoum
que
houve um
con-
ílicto
em
Leoana
entre
a
população
mu-
sulmana
e
os
russos
que
foram
obrigados a
entrar
á
força
na
cidade.
Paris 10—
0
fira
da
missão
de Schou-
valofl
é
o
estabelecimento
do accordo
pre
liminar
sobre
as
bases
do congresso.
Berlim
10
—
Schouvaloff
chegou
a
Ber
lim
hoje
ás
4
e meia
da
tarde, regressan
do
de
Triedrichnuke,
onde
conferenciou
com
o
príncipe
de
Bismark.
Schouvaloff
parte
esta
noite
para S.
Petersburgo.
S.
Petersburgo
10—A
agencia
russa
de
clara
que
não passam
de
simples con-
jecturas
todas
as
suppostas
revelações
ácer-
ca
da
proposta
de que
é
portador
Schou
valoff.
timamente
ter
havido
faltas imperdoáveis
nos
convites
que
em meu
nome
se fize
ram.
devo declarar
que
me
não
póde
ser
attribuida
similhante
omissão
e apenas
des
cuido
e pouca
pratica
a quem deslribuiu
as
cartas
de
convite.
Em
todo
o
caso peço mil
desculpas
Braga
9
de maio
de
1878.
O
Delgado
do
P.
R.
Rodrigo
Lobo
d'A
vila.
O governo russo
ignora
completamen
te
o sentido
d
’
essas
propostas,
o
que
não
impede
porém
de continuar
a
esperança
da
solução
pacifica.
Londres
11
—
Dizem
de
Vienna
ao
«Dai
ly
Telegraph»
que
o
príncipe
Bismark
informou
o
conde
Schouvaloff
de que a
paz
é
não
sómente
desejável
para
a
Eu
ropa,
mas
absolutamente necessária
para
a
Rússia,
e
que
está
disposto
a
fazer
to
do
o
possível
para
que
se
chegue
a um
accordo.
Um telegramma
de
Vienna
para
o
«Ti
mes»
diz
que lord
Beaconsfield,
antes
da
partida
de
Schouvaloff,
teria
insistido
na
necessidade
de resolver a
questão
orien
tal
com
o
concurso
da
Europa,
nhecimento
d
’este principio
é
a
todo o
accordo
ulterior.
As
irmãs, sobrinhos
e
cunhados
do
fallecido
abbade
de
Santa
Eulalia
de
San-
de,
do
concelho
de
Villa
Verde,
em
ex
tremo
reconhecidos
para
com
todos
os
snrs.
ecclesiasticos
e
seculares,
que
se
dignaram
assistir
aos
funeraes
d’
aquelle
seu
estremoso
irmão,
thio
e
cunhado, a
todos
agradecem
cordealmente.
e
com
es
pecialidade
aos
snrs.
ecclesiasticos
pelas
muitas
finezas
que
d
’elles
receberam
por
occasião
do
enterro
d
’
aquelle
seu
saudo-
sissimo
parente.
(882)
0
reco-
base
de
exequias
!de
Pio
IX,
no
dia
23
de
março,
na
egreja
parochial
de
S
Julião
de
Lisboa
pelo
eminente
orador
catholico
padre
Sea-
bra,
vende-se
no
escriptorio
da
adminis
tração
d
’este
jornal
pelo
preço
de
100
reis.
SermSo.
—
0
prégado
nas
dia
23
de
Anlonio
José
Gonçalves,
serve-se
deste
meio
para
agradecer
a
todas
as
pessoas
de
sua
amisade
e
relações,
tanto
eccle-
siasticos
como
seculares,
os
obséquios
que
he
dispensaram
por
occasião
do
falleci
mento
de
sua
irmã
Joaquina
Maria
da
Conceição,
e
assistiram aos
officios
fú
nebres
que
por
alma
da
mesma se
cele-
iraram
no
real
templo
de
Santa
Cruz
no
dia
7
do
corrente.
A
todas
protesta
sua
gratidão.
Braga
10
de
maio
de
1878.
(881)
BANCO
MERCANTÍE BE
BRAGA
SOCIEDADE AN0NYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resumo
do
activo
e
passivo
d
’este
Banco
em
30
de
Abril
de
1818.
Actàvo
Caixa...................................
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber
.
.
.
Empréstimos
sob
penhores
Créditos
caucionados em c/c
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
. .
Agencias
uo
Reino
e
Ilhas
Agencias
no
estrangeiro
.
Devedores diversos.
.
.
Acções
recolhidas.
.
.
.
Valores
fluctuantes.
.
.
Títulos
de
Divida Publica
Effeilos
depositados
.
.
Installação
........................
Moveis
e
utensílios.
.
.
Gastos
geraes
e
commissões.
Liquidações
.............................
16:1815671
139:3175072
91:6885113
73:3355762
20:6905160
50:1335211
4:2865466
7:2925860
200:0005000
81:0125090
11:4015420
23:3705000
4:0005000
1:4135500
2:2225969
1:1965930
729:7625226
Passivo
Capital
....
Fundo
de
reserva
.
Depositos
a
praso
»
á
ordem.
Credores
d
’
effeitos
deposita
dos ....
Letras
em
deposito.
Leiras
a
pagar
.
Credores
diversos
.
Lucros
e
perdas.
.
. 600:0005000
. .
3:3095127
81:2425336
9:3825980
.
23:3705000
2865143
2865910
3:7335810
5:7305
418
729:762-5226
de
1878.
Braga
9
de
Maio
Os
Directores,
José Anlonio
Rebeilo
da
Silva.
João
da
Cosia
Palmeira.
ÃSUDECIMÍMTOS
Anlonio
José Gonçalves
Nogueira,
ex-
treraamente
penhorado
para
com
todas
as
jessoas
da
sua
amisade,
que
se
digna
ram
visilal-o
e
cumprimenlal-o
por
occa
sião
do
fallecimento
de
sua
chorada
mãe,
vem
por
este
meio
agradecer, tributando
a
todos
o seu
indelevel
reconhecimento
e
gratidão.
(879)
ONUNCIO
KU1TO8
BE
30 RIAS
Pelo
juizo
de
direito
da
comarca
de
Braga e cartorio
do
escrivão do
6°
offi-
cio
José
Luiz
d
’
Oliveira
Pessa,
se
procede
a
inveniario
orfanologico
por
fallecimento
de
Luiz
Ferreira,
viuvo,
morador
que
foi
no
logar
do
Outeiro,
freguezia
de
S.
Paio
d
’Arcos, da dita
comarca,
e
no
dia
10
do
corrente
mez
de
maio
se
affixararn
editaes
com
o
praso
de
30
dias
a contar
do
2.°
destes
annuncios,
pelo
lheor
dos
quaes
são
citados,
chamados
e
requeridos
todos
os credores
desconhecidos
do
casal
inventariado,
e legatários ou
residentes
fóra
da
sobredita
comarca,
para
assisti
rem
querendo
aos lermos do
dito inven
tario
e
virem
deduzir
e
allegar
seu
di
reito,
pena
de
se
proseguir
á
sua
revelia
quando
não
compareçam Braga
10 de
maio
de
1878.
E
eu
José
Luiz
d’Oiiveira
Pessa, escrivão
o
subscrevi
e
assigno.
Verifiquei
a
A.
(886)
José
exactidão.
Carneiro
de
Sampaio.
O
escrivão
Luiz
d’
Oliveira
Pessa.
Por
dever
de
gratidão
e
corlezia
apres
so-me
a
agradecer
em
meu
nome
e
dos
infelizes
prezos
a
todas as
pessoas, que
concorreram
com
as
suas esmolas
e
pre
sença
para
abrilhantar
o
acto solemne
e
religioso, que
ha
poucos
dias
teve
logar
na
cadeia civil
d
’
esta
cidade.
A
quaesquer
outras
pessoas
que
dal
gum
modo
me
coadjuvaram
para
o
luzi-
mento
e
boa
ordem
da festa
e
do jantar,
a
todos em geral
manifesto
o
meu
reco
nhecimento.
Outro
sim
e
constando-me
ul-
ARREMATAÇÃO
Pelo
Tribunal
do
commercio
de
pri
meira
instancia,
e
cartorio
do mesmo
Tri
bunal,
no
dia
19
do
corrente
mez
de Maio,
pelas
10
horas
da
manhã,
na
praça
pu
blica
das
arrematações
judiciaes,
colloca-
da
no
largo
de
Santo
Agostinho. d
’
esta
mesma,
se
tem
de
proceder
a
arremata
ção
de
todos os
créditos
aclivos,
perten
centes á massa
do
fallido
Oliveira
&
Fi
lho;
os
quaes
já
foram
hasteados
em
pra
ça
publica,
pela
sua
totalidade,
e de
novo
voltão
por
ametade
do
seu
valor,
e
quando
assim,
ainda
não
tenham
lançador
serão
postos
em
praça,
no
indicado
dia,
por todo
e
qualquer preço que
offereci-
do fôr,
na
conformidade
da
lei.
Braga
10
de
Maio
de
1878.
O
escrivão
do
comraercio
José
Firmi.no
da
Costa
Freitas.
(887)
Kg»?Wg.«Kj<
KS-ÍSSS^
EMPREGO
Pretende-se
um
mancebo
de
13
até
la
annos
d
’
edade
para
um
emprego
forense
a
10 kilometros
ao
norte
do
Porto.
Exi
ge-se
caligraphia
e
orthographia regula
res,
agilidade
e
irreprehensivel
compor
tamento.
Para
mais
esclarecimentos
caria
a
Abílio
Augusto
Monteiro.
—
Maia.
(888)
F.BITOS
BE
30 BIAS
Pelo
juízo
de
direito
d
’esla cidade
e
comarca
de
Braga,
e
cartorio
do
escri
vão
do
quarto
officio,
Gaspar
Augusto
de
Oliveira
Faria
Bastos,
correm éditos
de
30
dias
a citar,
chamar
e
requerer
to
das as
pessoas
incertas
e
quaesquer
cre
dores
e
legatários
desconhecidos
ou
resi
dentes
fora
d
’
esta comarca,
que se
julguem
com
direito
e
acção
ao
casal dos
falleci-
dos
José Cerqueira,
e
mulher,
Narcisa
Machado,
moradores
que
foram
na
fregue-
zia
de
Santa
Lucrecia, d
’
esta
comarca,
pa
ra
que
venham
deduzir
e allegar
no
di
to
praso
que
começará
a
correr
na
fôr
ma
da
lei, assistindo
aos
termos
do
in
ventario,
a
que
por
seu
fallecimenlo
se
procede
por
este
juizo
e cartorio
do
re
ferido
escrivão,
sob
pena
de
revelia
e
não
mais
serem ouvidos.
Braga
6
de maio de
1878,
e
oito.
O
escrivão
do
4.°
oflicio,
Gaspar
Augusto
d
’
Oliveira
Faria Bastos.
Verifiquei
a
exaclidão.
(889)
A.
Carneiro
de
Sampaio.
Arrematação
Pelo
Tribunal do
Commercio
de
pri
meira
instancia,
e
cartorio
do
escrivão
do
mesmo
Tribunal,
no
dia
26
do
corren
te
mez
de
maio, pelas 10
horas
da
ma
nhã,
na praça
publica das
arrematações
judiciaes, collocada
no largo
de Santo Agos
tinho,
d’
esta
mesma,
se tem
de
proceder
á
arrematação
dos
bens
da
massa
fallida
de
Joaquim
José
Gonçalves
Loureiro
(co
mo
já
se
acha
annunciado)
d
’
aquelles
que
não
foram
pertencentes
ao
dote
da mulher
do
dito
fallido,
Dona
Joaquina
Josepha
da
Esperança,
que
no acto
da
praça
se
de
clarará
quaes
dos
ditos
bens
tem
a
ser
arrematados;
e
isto
na
conformidade
do
accordado
na
ultima
reunião
de
credores.
Braga
11
de
maio
de
1878.
O
escrivão
do commercio,
(890)
José Firmino da
Costa
Freitas.
NGVO
HORÁRIO
Santa
Marinha,
Antonio
do
Couto,
Nar-
cizo
José
Marques
e
Torquato,
fazem
pu
blico
t|ue
as
suas
diligencias que
de
Bra
ga
saem
para
Guimarães
ás
5
horas da
manhã
das
casas
dos
snrs.
Ribeiro Bra
ga, Narcizo José
Marques
e
Francisco
Pe
reira
Leite
de
Castro,
ás 3
horas
da
manhã,
desde
o
dia
lo
do corrente
fi
cam
a
sair
ás
4
e
meia e de
tarde
con
tinuam
a
sair
ás
2,
exceptuando
o carro
do
snr.
Leite
e
Castro
que fica
saindo
ao
meio
dia.
VOLTA.
—Sae
de
Guimarães
da
casa
dossrs.
João de Mello
ás
4
e
meia,
5
da
manhã
e
2
da
tarde,
da
casa
de
José
Antonio
Ferreira
Guimarães
ao
meio
dia,
e
da
ca
sa
de
Francisco José
de
Sousa
Guima
rães
ás
4
e
meia
da
manhã
e
I
da
tarde.
Preços
os
mesmos
já
annunciados.
N.
B.
Dia
13
do
corrente
principia
a
carreira
para
Vizella
a
sair
de
Braga
ás
4
e
meia da
manhã
e
2
da tarde; preço
500
reis;
cada passageiro tem
10
kilos
de
bagagem e
paga
20
reis
por
cada
um
kilo
que
tiver
de excesso.
Os
bilhetes
vendem-
se
em
casa do Ribeiro
Braga.
Braga
12
de
maio
de
1878.
(891) Pelos
annunciantes=Z?i6eúo
Braga
Fallencia da Caixa Economica
Penhorista
—Sociedade anony-
ma de
responsabilidade limi
tada.
A
curadoria
fiscal,
d
’
armonia
com
a
commissão
representante dos accionislas,
faz publico
que
no
dia
13
do
corrente
principia
a
entrega
dos
penhores
existen
tes
na
mesma
filial,
nos
dias
não santi
ficados,
e. continúi
até ao
dia
23
do
cor
rente,
desde as
9
horas
da
manhã
até
ás 2
da
tarde,
mediante
o
pagamento
do
debito,
e
apresentação
das
cédulas.
Braga
13 de
maio
de
1878.
O
sollicitador,
(892)
Custodio
Ferreira
Pinto
Felgueiras.
DE
4§2OO
A
5S000
REIS.
Chegou novo
sortido
ao
estabelecimen
to
de
Manoel Ignacio
da
Silva Braga,
Praça
d
’
Alegria,
n.°
11.
(883)
Rapaz
para
mercearia
Offerece-se
um com Ires
annos
de
pratica
de
mercearia
e
tem
bom desem
baraço
para
retalho;
não
exige
outro
qual
quer
ramo
de negocio.
Quem
pretender
falle
com o
caixeiro
do
snr.
Manoel
José
Gomes
de
Sá,
na
rua da
Boa
Vista
n.°
4.
(883)
VACGIN 1
As
pessoas
que
pertenderem
vaccina
em
tubos
para
fóra
da cidade
—
e
as
que
quizerem
vaccinar
seus filhos,
pódem
re
correr
ao
consultorio
do
snr.
Alves
Pas
sos,
no
campo
de
Santa
Anna,
todos
os
dias,
desde
as
7
até
ás
10
horas
da
ma
nhã.
Para
os
necessitados
—
grátis.
PIAKO BE HEZ.4
Vende-se
um
de
7 oitavas,
em
muito
bom
uso.
Trata-se
na
rua
Nova
n.°
53,
em Braga.
(872)
LOJA DE CERA
4 1,
Hua
Xovo «la
Sousa, 43
BRAGA
Cera
em
flôr
ou
grumo,
de
muito
su
perior qualidade; vende-se
por
junto
no
estabelecimento
de cereeiro, por
preços
muito commodos.
(878)
../ç..
Vende-se
uma
morada
de
casas
sita
na ,ua
da
Cruz
de Pedra
n.°
6
a
6
A,
de
2
andares,
aguas
furtadas,
lojas,
sotlo,
quintal e
agua.
Trata-se
com
Francisco
Martins
da
Silva
Araújo, morador
na
mesma
rua,
ca
sa
n.°7,
contígua
áquella.
(862)
27,
27
A—
PRÀÇADO
BARÃO DE
S.
MA.RT1NHO
—
27
B
e
27
C.
José
Apparicio
dos
Santos,
participa
ao
publico
bracarense
que
no
proximo
dia
11
do
corrente
abre
o
seu
novo
estabelecimento,
onde se
encontrará
um
variado
sor
limento
dos
objeclos
seguintes:
Chapéus
modelos
para
senhoia
Chapéus
para
creança
Flores,
folhagens
e
plumas
Flores e
plantas
para
adornar salões
e
ca
sas
de
jantar
Mantas
para
senhora
Ditas
para
homem
Leques
Livros
de
missa
Brincos,
broches
e
pulseiras
Carteiras
e
bilheteiras
Álbuns
para
retratos
Botões
para
travesseiras
Escovas
de difierentes
qualidades
Babeiros
para
creança
Brinquedos
para
creança
Pentes para
alizar
e
para
caspa
Ganchos
para
cabello
Agulhas e
alfinetes
Dedaes
d
’
osso
e d’
aço
Retroz
preto
e de
cores
E
grande
sortimento
de
ferragens
e
quinquilharias
que
vende
para
revender,
por
preços
convidativos
Í»KEÇO FIXO
VENDAS
A
DINHEIRO-
LE CONSEILLER DES DAMES ET DES
DEMOISELLES.
AN
l
NO
XXIX.
Periódico ilustrado.
ANNO
XXIX
Publica-se
no
dia
l.°
de
cada
mez.=Não se
recebem
assignaturas por
menos
de
um
armo.
Graças
aos innumeraveis
melhoramentos
suceessivamenle
introduzidos, é
hoje
este
jornal
de
modas
uma
verdadeira
inciclopedia
de todos
os lavores proprios para
senhoras.
A
utilidade
e
esmerado
estillo
de
sua
redacção,
as
preciosas
gravuras
de
figurinos,
já
em
preto, já
a
cores;
os
padrões
riscados
em
tamanho
natural,
de
modo
a
permittirem
a
qualquer
pessoa executar
todos
os
toilettes
publicados;
os
modelos
de
tapeçara,
coloridos
com
admiravel
mestria,
e
de
facil
reprodueção;
grandes
tiras
de
bordados
com
as
iniciaes
das
suas
assignantes;
numerosos
traba
lhos
de
crochet,
guipure,
trieot,
etc.;
penteados,
chapéus,
rouparia,
musicas,
agua
relas,
rendas,
enigmas
pittorescos,
guarnições
para
vestidos,
e
desenhos
de
passama-
nería, tornam
esta
publicação
a
mais sedutora e completa,
que
uma
senhora
ou
uma
menina
podem
desejar.
Le
Conseiller
des
Dames
et
des
Demoiselles
é
o
unico periodico
que
póde,
pela
ex
tensão
de
seu
texto,
dar
uma
explicação
minuciosa
dos
desenhos
e
padrões, com
tal
clareza,
que
possam
copiar-se
com
a
maior facilidade.
PREÇO
PARA PORTUGAL,
POR
ANNO
2^100
REIS.
Para
facilitar
as
assignaturas,
o
director
do Le
Conseiller
des Dames
et
des
Demoiselles,
entendeu-se
com
a
administração
d’
este
jornal,
em
Braga,
rua
Nova,
3,
para onde
podem
ser
dirigidas,
acompanhadas
do
seu
importe.
Também
se
encarrega,
mediante
pequena
retribuição,
de remetter
ás
senhoras
assignantes
os
bíindes que
escolherem.
®
BIWP MS M»
TRATAMENTO
(sem
necessidade
de
repoiso
nem
regímen)
por
Mad. Lachapelle,
professora
parteira,
das
enfermidades
das mulheres,
inílammações,
ulceras,
consequên
cias
do
parto, desarranjo
dos
orgãos,
causas frequentes
e
ás
vezes
ignoradas
da
es
terilidade,
languidez,
palpitações, debilidade,
doenças
nervosas,
enlraquecimenio
e
muitas
enfermidades
reputadas
incuráveis
—
Os
meios
de
cura
que
emprega
Mad. La
chapelle,
simples
e
infalliveis,
são o
resultado
de
assíduos
estudos
e
observações
pra
ticas.
Consubações
das
3
ás
5
—Rue
Monthebor,
27,
perto
Tolherias,
Paris.
(40-~íj
Linimento
Bí)V ER - MIGUEL para caval-
fo
'
'..z,-'
<íe fogo e não deixando
vi
1
do si-n emprego
M
ichel
,
phafnn-
ce..:;.,o cm
.11» (na Provença)
França.
—
Preço
reis.—Em
Lisboa
o snr
Barreio,
Loreto,
n.°
28
—
30.
(25)
JOSÉ ANTONIO FERREIRA
GOMES
—5
Bua
Nova
de
Souza
5
—
Com
estabelecimento
de
mercearia,
pregagens
e
objectos
para flores
e
de
es-
criplorio.
Vende
pregos
de
arame
de
todas
as
dimenções.
(843)
Quem
quizer arrendar
a
casa
n,°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle com
Joaquim
Antunes
Alves,
na
rna
do Cam
po, d’esta
cidade,
que está auctorisado
para
este
fim.
(713)
Faqueiros
Facas, garfos
e
colheres
Thezouras
finas
Bandejas
Garrafas,
copos
e
cálices
Oleados
para
mezas
Candieiros
para
petroleo
Ditos para
azeite
Jarras
de
vidro
e
procelana
Castiçaes
de
vidro
e
procelana
Objectos
para
escriptorio
Papel
e
envelops
Bilhetes
de
visita
Botões
para
punho
e
collarinhos
Coroas e
ramos
para
cemiterio
Sapatos
de
liga
Tinta
para marcar
roupa
Perfumarias
Algodões
de
diversas
qualidades
Siphões
para
fazer
gazosas
C55URGIû BENTKST.A
DA
Escola
Americana
Consultorio
a
toda
a
hora,
tanto
de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S.
Francisco)
n.°
22.
(84a)
Cll&SO
PRATICO
E
GWmTICAL
DA
SegsiEado
o plano da
professor
Ah®
POR
ALBINO A. COELHO
Vende-se
em
Coimbra,
e
no
escriptorio
d
’
esle
jornal,
e
nas
principaes
livrarias
do
reino.
Preço
......................
500
rs.
BRAGA,
TYPOGRAPHIA
LUSITANA—1878.
Parte de Comércio do Minho (O)
