comerciominho_14021878_750.xml
- conteúdo
-
EDITOR
E
PROPRIETÁRIO
JOSÉ
MARIA
DIAS
DA COSTA,
RUA
NOVA
N.°
3
E.
PREÇO
DA
ASSIGNATURA
PREÇO
DA
’
ASSIGNATURA
6.°
ANNO
Braga,
12 mezes..............................
1&600
»
6
»..........................
850
PUBLICA-SE
Províncias,
12
mezes.
....
2&000
»
fi
»............................ 1$0
í
>0
N.®
750
Correspondências
partic.
cada
linha
40
Annuncios
cada
linha
....................
20
Repetição....................................
D>
AS TERÇÃS, QUINTAS
E SABBADOS.
»
sendo
duas
assignaturas
3&600
Brazil,
12
mezes,
moeda
forte.
.
3&600
Folha
avulso
.
........................... 10
BRAGA
—
QUIXTT
A-FEIHA
U »K
FEVKREIHO
S»E
1»9»
«A
Europa
está armada
até
aos den
tes»,
disse
ha
poucos dias
um dos
mi
nistros
britânicos no
parlamento
inglez.
«A
Ausiria
solicita
um
congresso
Eu
ropeu
para
assentar
os
destinos
da
guerra
da
Rússia»,
dizem
varias
folhas
estran
geiras.
«Estabeleceu-se
um
armistício
entre
os
’
dois
impérios
belligerantes emquanto
se
não
fizer
a
paz definitiva,
cujos
preli
minares
dependem
da
acceilação
dos
ven
cidos»,
noticia
esta,
que
ninguém
des
mente.
Mas
emquanto
isto
se
diz,
e
se
pas
sa,
a
Rússia
aproxima-se
de
Constanti
nopla,
que
tem
quasi
bloqueada
por
to
dos
os
lados; occupa
todas
as
praças
que
podiam
servir-lhe
de
estorvo
á
conquista
da
capital
otomana;
prepara
exercnos
de
reserva.
A
Grécia
e
o Monlenegro
con
tinuam
a
sua
marcha
invasora,
e
guer
reira,
imitando
o
burro
da
fabula
contra
o
leão,
moribundo.
A
Prussia
prepara
os
seus
exercitos,
e
a
Inglaterra
exige
enor
mes
subsídios
pecuniários
para
intervir
nas
questões
de
mão
armada.
Qual
será
o
resultado
d’
esta
tragédia,
e
d
’
esla
dança
de
espíritos
malignos,
que
agitam
e
ameaçam
o
mundo
?
A
Rússia
cobriu-se
com
a mascara
de
prcteclora
dos
chrislãos
do
Oriente,
li
gou-se
com
a
Pi
us-ia
e
com
a
Áustria,
e
iranspoz
o Danúbio
sem
obstáculo:
mas
as
ultimas
circulares
do
cardeal Si-
mioni
aos
núncios
existentes
nas
cortes
da
Europa,
põem
em
evidencia
a
mentira
d
’aquella
protecção
e
d
’
aquplla
peneira,
com
que
a
diplomacia
moscovita tapou
os
olhos
dos
governos
estranhos
1
A
Áustria
entrou
no
triumviralo
de
certo
illudida;
porque
a
Áustria
tem
neste
século
de
perseguições religiosas desen
volvido
o nobilíssimo emprego
de
prote-
ctora
dos
opprimidos: as apparencias
illu-
diratn-n
’a,
e
o segredo
ficou,
e
está fe
chado
nas mãos
do
grande
autocrata,
e
do
grande
chanceller
de
Guilherme
I.
Pe
las
diligencias
que
aclualmente
faz
para
a
reunião
do
congresso,
como
tribunal
de
ultima
instancia
para
a
decisão d
’este
ne
gocio
supremo,
em
que estão
envolvidos
os interesses
das
nações,
é
facil
presumir
que
ella
conhece o
laço
em
que
caiu.
Reunir
se-ha
o
preconisado
congresso?
Estará
a
Rússia
pelo
que n’
elle
se
de
cidir
?
E
no
caso
contrario, entrará
ella
na
giierra
contra
a
Rússia
de
accordo
com
a
Inglaterra,
e
com
a
Italia
!
Taes
são.
no
meu modo de
ver.
as
alternativas
d
’ésla
grande
questão,
algu
mas
de
cujas
influencias
perniciosas
podem
cá
chegar.
Bismark
é
o
genio mau,
que o
das
trevas
inspira,
anima,
e
impelle
contra
a
Egreja,
e
contra
os chrislãos;
é
o
percur
sor
do
anli-Christo:
o
autocrata
não
é
menos
intolerante,
nem
menos
inimigo
dos
chrislãos:
e
a
Polonia
que
o diga.
A
annunciada
protecção,
que
serviu
de
pretexto
á
guerra,
bem
depressa
se
con
verterá
em dispor
todo
o Oriente
para
a
sementeira
do
protestantismo,
e
dos
seis-
mas
moscovitas,
emquanto
no Occidenle
giram emissários espalhando
biblias
luthe-
rapas
apregoando
a
palavra
de
Deus
!
A
Inglaterra
não
olha,
ne
n
encára
a
guerra
pela sua
verda
leira
face; á
uma,
porque
é
protestante
na
sua maioria; c
á
outra
porque a
sua
política
é
o
aú-
gmento
dos
seus
interesses
materiaes,
e
do
seu
poderio
commercial;
poderio
que
ella
lera
sabido
estender,
e
firmar
enfra
quecendo
as
nações
com
as
revoltas
da
política,
e
com
os manejos
da
maçonaria,
do
que
ella
tem
a chave
de
Pausanias
Se
a
Inglaterra
se
intrometer
de
mão
armada,
achar-se-ha
só,
e
será
ven
cida.
A
Áustria
não
póde
auxilial-a,
porque
a
Prussia lh’o
não
consentirá: e
a
Ita-
lia,
se
«ntrar
na
contenda,
ficará
esma
gada.
A
Rússia, e
a
Allemanha
aspiram
ao
Império da
Europa,
e
se
o
conseguirem,
dispntal-o-hão
entre
si,
e
esta
guerra
será
a
ultima
do mundo,
e
da
qual
é
preludio
a
que se
está
passando.
Só
um
meio
ha
para
restituir,
e
as
segurar
a
paz
das nações,
e
dos
povos;
e
ninguém
está
em
melhores
circumstan
cias
de
dezenvolvel-o,
do
que
a
Ingla
terra.
Este meio
consiste
em
propagar o
christianismo
em
toda
a
pureza
das
suas
doutrinas:
Sim:
não
será
o
protestantismo,
nem
as seitas,
que
decepem
as
cabeças
da
hy-
dra
revolucionaria, que
traz
as
nações
era
desordem
permanente,
e
que
se
ceva
no
sangue,
e
com
as
entranhas
das
vicli-
mas.
A historia
dos
oitenta
e
cinco
annos
decorridos
depois
da
revolução
franceza,
deve
abrir
os
olhos
á diplomacia,
aos
di
plomatas, aos
políticos,
aos
philosophos,
e
aos
povos.
Amar
a
Deus,
e
ao proximo como
a
nós
mesmo,
eis
a panaceia
unica,
com
que se
curam
os
males
do
mundo.
Quem
o
duvida?
Só
o
diabo,
porque
assim
lhe
faz
conta.
José
de
Freitas
Amorim
Barbosa.
§®reee«.
— Ctmeçaram ante-hontem
nas
egréjas
da
cidade
as
preces
publicas
pela
eleição
do
novo
Sutnmo
Pontífice,
na
conformidade
das
determinações
do
snr.
arcebispo Primaz.
M
ímm
.
—
O
snr.
padre
Senna
Freitas,
tenciona
celebrar,
hoje por
9
horas
da
ma
nhã,
uma
missa,
em
nome
da
Conferencia
de
S
Vicente
de
Paulo,
pelo eterno
des-
canço
de
S.
Santidade
Pio
IX. Alguém
se
lembra
de pedir
ao
snr.
padre
Senna
Freitas
que n’
aquelle
acto
diga
algumas
palavras
sobre
o grande Pontífice.
Como
é
o
primeiro
oitavo
dia
anni-
versa io,
haverá
absolvição
e
responsos.
Pede-se
a
assistência
de
lodos
os
so-
cios
e
famílias,
assim
como
dos
fiei».
Kxequina
por Suo Sonti dndr.—
A
Associação
Catholica,
d
’
esta
cidade,
re
solveu
na
sessão
do
dia
9
celebrar so-
lemnes
exequias
pela
alma
do
SS.
Padre
Pio IX,
acceitando
qualquer
offurecimenlo
que
para
este
fim
seja
feito.
« »
*
Confereneia «le
S. Vicente de
Paulo,—
Todis
’
as
quartas-feiras,
por
6
1/2
hoias
da
tarde
teem
continuado
as
conferencias
de
S.
Vicente
de
Paulo,
em
casa
do
seu
digno presi lente.
A
’
de
hon
tem
assistiu
o
seu
Direclor
espiritual.
Eamola».
—
Na
noticia
que sob
esta
epígrafe publicamos
em
o
n.°
anterior,
dêmos
d
’
algum
modo
a
entender
que
a
iuiciaiva
do
grande
acto
de
caridade
alli
referido
fóra
só
do
ex.
mu
snr.
Rodrigues
Valle,
o
que não
é
pei
feitainente
exacto.
Com este
cavalheiro
associaram-se
para
aquede
fim
os
ex.
mos
snrs.
conego
Figuei
redo
e Fernando
Castiço.
Esperamos
que
todos
tres
continuem
na
empreza
que
se
propozeram.
e que
não
só
as
pessoas
que
teem
concorrido
continuem igualmente,
assim
como
mais
algumas
almas
caritativas
os
auxiliem;
A. r»U VBI.AY
0
CONDE
DE
TREAZEK
ROMANCE.
Versão portugueza.
II
Um
original.
—
Entrei
n
’
uin
negocio
industrial
im
portante,
onde
empenhei
lodo
o
patrimó
nio,
que
me
tocou.
0
meu
socio, filho
d
’
um
rico
fabricante
de
vidro
cuja
for
tuna
se
fizera
na
industria
que
nós
con
tinuávamos,
devia
occuparse
da
parle
commercial,
aprovisionar
as
matérias
pri
mas,
vender
os
produclos,
e
superinten
der
na contabilidade.
Eu,
como
chimico
dirigia
a
fabrica
e
velava
pela
fabricação.
Parecia
pois
serem
bem
iniciados
os
nos
sos
negocios;
bastava
depois
seguir
as
tradicções
e podíamos
até
lisongear-nos
de
os poder desenvolver,
ajudados
pela
experiencia
e
sábios
conselhos de
nosso
predecessor. Infelizmente
o
soccorro
d
’e»la
sabedoria
veio a
faltar-nos
repenlinamen-
te.
Como a
maior
parte
dos
negociantes
que creem
poderem
repoisar
gosando
do
fructo
do
seu trabalho,
aquelle
achou
na
mudança de
regime,
que
lhe dava o
re-
poiso, a causa d’
uma
morte
súbita.
Dei-
xára
elle
tomar
a
seu
filho
habítos
de
luxo e dissipação, relevando-lhe.'
todas
as
estroinices, não
o
obrigando
ao
estudo
e
á pratica
dos
negocios senão
pela
rama
e
«pio
forma».
O
desgraçado
mancebo
igno
rava
inleiramente
o
preço
do
dinheiro
que
em nada
contribuíra
a
ganhar,
e por
morte
de
seu
p;e
julgou-se
á
tesia
d
’
uma
fortuna
inexgotavel.
Era
um
bello
rapaz,
de
humor
jovial
e
coração
aberto, não
sabendo
desconfiar
de
perfídias
de
que
elle
era
incapaz.
E porisso fraco
morador,
desprovido
das
aptidões
necessárias
para
as
luctas
do
commercio, e
sem
defesa
contra
os
en
godos
dos
agentes
de
negocios.
Por
este
motivo
a fabrica
era
fornecida
de
prodii-
ctos
que,
ao
mau
grado
e
contra
todas
as manipulações
chiinicas,
dava
mais
pre-
juisos
que proveito.
Mas
era
facil
reme
diar
este
inconveniente,
basiava
eu
pro-
prio
encarregar-me da aequisição de
ma
teriaes,
e tomei
este
partido;
d’
oravante
podia
estar
seguro
das minhas
opera
ções.
No
entretanto
uma
coisa
me
inquieta
va;
as
nossas
operações faziam-se
pouco
regularmente; desde
o
começo
nos
viamos
em
dillicuidades para
os
pagamentos,
e
ao
fim
d
’
aiguns
mezes
d
’exercicio
sómenle
tínhamos aberto
um
credito importante
no
nosso
banqueiro.
Eu
não
podia
explicar-me
uma
tal
situação,
que
as
nossas
perdas
prováveis
mas
com
certeza
insignificantes
não
bastavam
a
motivar.
Ainda
que
pouco
versado
no
manejatnento
dos
capilaes
e
das
contas,
resolvi
me
a
participar
fran
camente
ao
meu
socio
o aspecto
pouc®
lisongeiro.
que
me parecia
apresentarem
os
nossos
negocios.
Respon
leu-me que eu
estava
louco;
que as
casas
mais
solidas
podiam
expe
rimentar
um
abalo accidental;
que
talvez
tivéssemos
equilibrado
mal
as
nossas en
tradas
e
as
saidas;
mas
que
nós
éramos
bastante
ricos
para
que
nos
inquietasse
este detalhe,
de
que elle depois
se
occu
paria
no
seu
regresso
de Paris
aonde
era
obrigado
a
ir.
Acendeu,
rindo,
um
ci
garro,
bateu
me
amigavelmente
no
hom-
bro,
e
partiu
com
o
ar
mais
despreoecu-
pado do mundo.
Emquanto
a
mim,
fiquei
tão
pouco
so-
cegado
que,
aproveitando-me
da
sua
au
sência,
fechei-me
no
escriptorio,
em
o
qual
pedi
explicações
precisas
sobre
o
es
tado
da
nossa
caixa
e sobre
o
emprego
que s«
fizera
do
capital
de
fundação.
.
.
Crel-o-has,
meu
caro?... O
resultado
d’
este
exame,
foi
que
nós
eslavamos
ar
ruinados
!
.
.
.
Comparadas
a
sumula das
nossas
obri
gações
e
as facturas
ficava
claramente
es
tabelecido
que
dentro
em
quatro
mezes
deveríamos
abalroar
com
i/ina
suspensão
de
pagamentos.
As
mercadorias
em
deposito
chegavam
apenas
para representar
a
cifra
do
nosso
alcance
perante
o
banqueiro.
Liquido
se
ficava o
valor
do nosso
ma
terial,
para
fazer
face
ao déficit
que
as
entradas
a
realisar
não
cobririam.
Quanto
ao
capital numerário,
isso
era
outra,
cousa;
tinha
saido
do
commercio,
por
ordem do
meu
socio,
para
as
opera
ções
estranhas.
.
.
—
Mas
elle
não
tinha
o direito
de o
fazer,
exclamou
o
conde.
—
Bem
o
sei,
meu
amigo;
e
porisso
nunca
vi
rapaz
mais
honesto
e
mais
ad
mirado, quando
lhe
puz
debaixo
dos
olhos
este inventário... Eu
já
l
’
o
disse,
elle
julgava
exgotar-se
n
’um fundo
inexgotavel.
Por
esse
motivo
caucionara
por
cem
mil
francos
a
conta
d
’
um dos seus amigos
em
casa
do
nosso
banqueiro,
o
qual
amigo
se
lembrou
de
fallir
quinze
dias
depois;
arriscára duzentos
mil
francos
n’
um
ne
gocio
que
só
deveria dar
taes
quaes resulta
dos
d
’
ahi a emeo,
seis
ou
mais
annos,
s«
os
desse
algum
d a;
cem
mil
francos
esta
vam
dispersos
em
varias
parles,
sem
fal
lar
da sua conta absorvida trez
ou
quatro
vezes
pelas
despesas
pessoaes
d
’
elle.
—
Mas
visto
isso,
o
teu
socio
era
lilte-
ralmente
louco.
—
Não,
meu
caro;
era
um
rapaz
en
cantador
e
esl^navel,
mas
que
via
o
com
mercio
como
outros
veem
a
política,
illu-
soriamente.
—
Que
comparação
impossível
vaes
tu
buscar
!
—
disse
o conde.
—
Fallo
por
experiencia
própria, por
que
eu
lambem
durante
muito tempo
vi
a
política,
do
modo
porque
a
vê
todo
o
mundo.
—
E
agora encaral-a individualmente?
Estou
anceoso
por
te
vêr
chegar ao ca
minho
de
Damas,
onde
a
luz
feriu
teus
olhos.
(CtiKt iua)
pois
quanto
mais
se
fôr
prolongando
a
vida
d’
aquellas
senhoras,
tanto mais
serão
precisos
os
soccorros.
Partida.—
S.'
exc.
a revd.
ma
o
snr.
arcebispo
Primaz, partiu,
no
comboio
da
tarde
de
terça-feira,
para
Lisboa.
S.
exc.
a
demorar-se-ha
em
sua
casa em
Coimbra
uns
tres
dias.
lembrança.
—
O
corresponden
te
de
Braga para o
«Coinmercio
Porto
guez»,
apreciando
o
modo
porque
os
dif
ferentes jornaes
d
’
esta
cidade
manifestaram
a intensidade
do
seu
sentimento
pela
morte
de S, Santidade
Pio
IX, diz
o
seguinte
a
respeito
do
«Diário
do
Minho»;
...
o «Diário
do Minho»
não
pôde
ti
rar
á sua
profundíssima
dôr
mais
do
que
estas
notaoilissimas
palavras,
que ficarão
modelo
eterno, dolorosa
synthese,
para
expressão
das
mais
lancinantes
agonias.
Diz elle
assim
em
leltras
gordas
entaladas
entre
dois
filetes
largos
e
escuros:
<Eslá
de
crepes
a
Egreja
Calholica.
Falleceu
S.
S.
o
Papa
Pio IX
Christãos
'oremos,
por
elle, a
Deus».
Csnaoreí».—
Celebrou-se
na
capella
do
Paço,
enj
Victorino
das
Donas,
o
ca
samento
do
snr.
dr.
Antonio
de
Maga
lhães
Barros
d
’Aranjo
Queiroz,
distincto
advogado
e
digno
presidente
da
camara
municipal
de
Ponte
do
Lima,
com
a
snr.
a
D.
Maria
José
d
’
Abreu
de
Lima
Pereira
Coutinho.
Moeie«S»<lei«
nnoiiyanai»
—O
proje-
cto
de*
lei
das
sociedades
an
mymas
pres
creve
ás
sociedades
o
credito
de varias
obrigações
quanto
á
publicação
de
seus
actos;
obrga
os
estabelecimentos
novos
a
procederem
logo depois
de
constituídos,
á
eleição
dos
corpos
gerentes;
prohibe
os
empréstimos
sobre
as
próprias
acções
dos
bancos
e
dá ao
governo
o
direito
de
íis-
calisação
Prefeeía
—
Em
agosto
de
1860
pu
blicaram
alguns
jornaes a
seguinte
profe
cia,
que
segundo
consta
foi
encontrada
na Bibliolheca
de
Santo
Agostinho
em
Roma:
«No
3
0
quartel
do século 19
dar-se-
hão
tumultos
em
todas
as
partes
da Eu
ropa
e especialmente em
França,
na
Hel
vécia,
e
em
Italia;
organisar-se-hão repu
blicas.
desapparecerão
diversos
monarchas
e
prelados,
e
os
religiosos
abandonarão
os
seus
conventos;
a
fome,
a
peste
e
o
terremoto destruirão muitas
cidades.
Roma
abdicará
o
seu
sceptro
em presença
dos
ataques
dos
falsos
pbilosophos.
O
Papa
serâ
captivo
de
seus
súbditos,
e
a
Egreja
de
Deus,
que
será
despojada
dos
seus
bens
temporaes,
veree-ha
na
condição
de tri
butaria.
Pouco
depois
morrerá
o
Papa.
Um
monarcha
do
Norte
com
numeroso
exer
cito
percorrerá
a
Europa,
destruirá
as
republicas
e
exterminará
todos
os
rebel
des;
a
sua
espada, movida
por
Deus,
de
fenderá,
eílicazmente
a
Egreja
de
Jesus
Christo;
combaterá
em
favor
da
fé
ortho-
doxa
e
atacará
o
império
mahometano.
Um
signal
celeste
acompanhará
o
novo
Pastor
da
Egreja,
que
terá
boa
alma
e
ensinará
ao
povo a doutrina
de Jesus
Chrislo,
e
restabelecer
sé-ha
a paz
nas
nações».
titierrr* do ílrãesite.—
Os últimos
telegrammas
relativos
á
guerra
do Oriente,
são
os
que seguem:
Londres
9
—Derby
disse
hontem
que a
Inglaterra
não pediu
ao sultão
um
novo
firman
para
a
entrada
da
esquadra
in-
gleza
nos
Dardanellos,
pois
que
conside
rava
suíliciente o primeiro.
Derby
não
cré
que
Inglaterra possa
julgar-se
entrada
em
qualquer
acção
militar
pela
simples
pre
sença
da
esquadra
nos
estreitos. Accrescen-
tou
que
não
julga
terminada a
crise,
pois
que
considera
diflicil
o accordo da
Euro
pa.
O
«Morning-Post» exige
energicamente
que
a Inglaterra
se
não
apresente na
con
ferencia
sem
ler
garantias
materiaes,
por
que
de
outra
fórma
s«rá
burlada,
e
alvo
de
irrisão.
Arcrescenta
que
a
occupação
do
mar
Negro
pela
esquadra
ingleza deve
ser
a condição absoluta
para a
Inglaterra
tomar
parte
na
conferencia.
S.
Pelersburgo
9
—A
agencia
russa
diz
que
a
entrada
da
esquadra
ingleza
no
Bos-
phoro,
dá á
Rússia
liberdade
de
acção.
A
Rússia
regulará
as
suas
acções
com
a
In
glaterra.
Paris
10
—A
Rússia
revogou o
decreto
que
prohibia
a
exportação
de cereaes.
A
Turquia
e
a
Bussia
não
se
oppoem
á
eutrada
de navios
extrangeiros
no Bos-
phoro.
Desmenle-se
o boato
de
que
os
cou
raçados
francezes
tenham
recebido
ordem
de
partir
para
Constantinopla.
Londres
10
—
O
«Dady
New»
publica
um
despacho
de
Berlim
dizendo
que
Gorts-
chkoíí
notificou
as
potências
que
visto
a
Inglaterra
enviar a
esquadra
ao
Bospho-
ro,
com o
fim
estensivo
de proteger os
christãos.
a
Rússia tenciona
occupar
Cons
tantinopla
com
o
mesmo
fim. do
lado
de
terra.
O
«Standarl»
diz que
foram hon
tem
enviados ao
mar
Mirmora
marinhei
ros
russos
para
tripularem
alguns
navios
turcos
que
devem ser
entregues.
Constantinopla
10
—
A
esquadra
ingleza
ainda
não
passou
os
Dardanellos.
Os
de
legados
de
paz em
Andrinopla
são
da
par
le
dos
turcos
os
pachás
Lavfet
e
Namik,
e
da
parte
da
Rnssia
Ignalieíl
e
Nelidofl.
Não
é exacto
que
os
russos
occupem
Bon-
lair.
Os
circassianos
massacraram
13
al
deias
gregas
nos
arredores
de
Constan
tinopla.
Paris
11
—
Confirma-se
que
a
Rússia
declarou
ás
potências
que
em
vista
da
re
solução
da
Inglaterra
enviar
a
esquadra
ao
Bosphoro
afim
de
proteger
os
christãos
e
a
lenção
de outras
potências
seguirem
o
exemplo,
lambem
a
Rússia
decidiu
entrar
em
Constantinopla
afim
de
proteger
os
christãos.
Londres
II
—
E’
falso que
a
esquadra
ingleza
regressasse a Besika
Deve
reunir
hoje
o
conselho
de
mi
nistros.
O arsenal
de
Chatan
recebeu ordem
urgente
do almirante
afim
de determinar
que
os
operários
tenham
trabalho
supple-
menlar para
acabamento
dos
navios
em
construcção.
Aorthcote
disse
na
camara
dos
depu
tados
que
a
esquadra
ingleza
recebera
or
dem
de
marchar
para
Constantinopla
Athenas
1f—
O
exerciio
foi
mandado
retirar afim
de
obter
o
apoio
das
potên
cias.
Londres
12
—
Os
jornaes
conservadores
inglezes
mostram-se
muito
bellicosos.
O
«Times»
diz
que
se
deve
perguntar
se
depois
da
declaração
de
Gorlschakofl
não
foi
transposto
limite
de
interesse
aos
inglezes;
em
tal
caso
é
indispensável
que
a
esquadra
ingleza
parta
para
Constanti
nopla.
Os
despachos
dos
jornaes
fazem
pre
ver
a
entrada
dos
russos
em
Constanti
nopla.
Crê-se
que
a
Turquia
admitia
d
’
aqui
para
o futuro que
possam
estacionar
em
Constantinopla
dois
navios
de
guerra
de
cada
potência.
Berlim
11
—0
imperador
da
Allema-
nha,
recebeu
lo
a
presidência
do Reichstag,
disse
que
a
situação
é
critica,
mas
que
não
se
desespera
de
conseguir
a paz
ExpoBiçffo
de 1998—
Foram
nomea
dos
commissarios
technicos,
por
parle
de
Portugal,
para
as
secções, 5.“
,
6,
a
,
7.
a,
e
8.*
da
Exposição
Universal de
Paris,
o
snr.
J<
ão
Ignacio
Ferreira
Lipa,
e
para
as
secções
l.
a
,
2.
a,
3.
a e
4.
a
da
mesma
ex
posição
o snr
Antonio
Augusto
de
Aguiar.
Foi
nomeado
secretario,
junto
do
snr
visconde
de
Villa
Maior,
commissario
regio
por
parte
de
Portugal
na exosiçao Univer
sal
de
Paris,
o
snr.
Francisco
Antonio
de
Vasconcellos.
O
snr.
Luiz
Andrade
Corvo
foi
no
meado
para
acompanhar
e
vigiar
os
pro-
ductos
coloniaes
destinados
a
cçmcorrer
á
Exposição
de
Paris;
e
o
snr
João
Folga
do
Moreno
para
fiel
de
todos
os
productos
que
Portugal
envia á
mesma
Exposição.
Terrivel
eataitrogihe
—
Com
este
titulo,
diz
um
periodico
Estados-Unidos:
Uma
ponte
do
caminho
de
ferro
de
Conneclicut,
sobre
o
rio
Farmington,
foi
submergida
ao
passar
um
trem
de
passa
geiros
por
excessivo
peso
d’este
e
má
cons
trucção
d’
aquelle.
O
trem
levava
600
pes
soas,
das
quaes
morreram
14
instantanea
mente,
ficando
20
feridas de
gravidade,
e
muitas
mais
levemente.
l*orluguezea
falleci<lo«.
—
De
16
a
22
de janeiro, falleceram no Rio
de
Janeiro
os
seguintes
súbditos
porlugue-
zes:
Luiz
Emilio
Bello,
60
a.,
c.;
Francisco
Merides
Rodrigues,
66
a.,
s.;
Maria
Qui
teria
de
Oliveira,
60
a.,
c.;
Domingos
José Jorge,
50
a.,
s.;
Carlota
da
Silva
Benta,
59
a.,
c.;
João
Fernandes,
23
a.,
s
;
Maria
Candida
Luderia, 49
a.,
c.;
Francisco
Figueiredo
Silveira,
55
a.,
c.;
João
Pereira
de
Sousa,
43
a.,
c.;
Anlo-
nio
Pereira
Pollo,
53 a.,
c.;
Cesar
Au
gusto
de
Azevedo,
25
a.,
s.;
Luiz
Ribeiro,
50
a , s.;
Antonio Nogueira Pinto, 61
a.,
v.;
José
Dias
da
Silva,
33
a.,
s.;
Antonio
da
Silveira
Avila,
48
a.,
c.;
Manoel
de
Jesus
Almeida,
48
a.,
c,;
José
Francisco
Nogueira
25
a.,
s.;
José
Car
doso,
61
a.,
s.;
Zeferino
Moreira,
40
a.,
c.;
Francisco
Luciano
de
Medeiros 26
a.,
s.;
Antonio
Lachour,
56
a.,
v.;
Caetano
4a
Silva,
52
a.,
c.
Luiz
Borges,
55
a.,
c.;
Manoel
Mon
teiro
Machado,
50
a.,
c.; Alfredo
Borges,
42
a.,
s.;
Joaquim
da
Cunha
Guimarães,
25
a.,
s.;
Manoel da
Costa
Novaes,
12
a.,
s.;
Maria
do
Carmo
dá
Assumpção
Machado
56 a.,
v.;
Francisco
Augusto
de
Barros,
13
a.,
s.;
Francisco
Machado.
18 a.,
s.;
Antonio
da
Costa
25
a
,
s.:
João
Francisco da
Silva,
20
a
,
s.;
An
tonio
Pereira
de Sousa,
46
a.,
s.;
Ma
noel
Rodrigues
Vieira,
13
a
, s.,
Jesuino
Fernandes
da
Cunha,
22
a.,
s.; Antonio
Maria
Alves
Pacheco,
31
a.,
s.;
Ricardo
Augusto
Guerra
Velho,
14 a.,
s.;
João
da
Costa
Machado, 25
a.,
s.;
Alexandre
Ferreira
de Lemos,
19
a
,
s
;
Laora
da
Camara,
19
a.,
s.;
Manoel
José de
Bar-
cellos,
36
a.,
c.;
João Fernandes de Sousa,
25
a.,
c.
Appelo
á
earidnde. —
Pedimos
ás
almas
caridosas
uma
esmola
para
o
pobre
Antonio
Joaquim
da
Motla,
oflicial de sa
pateiro,
morador
nas
Carvalheiras,
n.°
22;
acha-se
no
ultimo
grau
de
pobreza, não
podendo,
pelo
seu
mau
estado
de saude,
ganhar
meios
para
sua
subsistência,
de
sua
mulher
e filhos.
V
mesma,—
Recommendamos
á
ca
ridade publica,
Antonio
de
Passos,
mo
rador
na
rua
das
Palhotas
n.°
57.
,4’s pessoii»
euritntivau.—
Na
rua
Direita, da
freguezia
de
S
Pedro
de
Ma-
ximinos,
n.°
18,
existe
uma
entrevadinha,
de
16
annos
de idade,
e
(ilha
de
paes
extremamente
pobres,
que
conlinuamente
soffre
dôres
tão
acervas,
que
só
as
almís
bemfazejas
lhe
podem
dar
algum
allivio,
soccorrendo
a
com
uma
esmola
pelo
divino
amor
de
Deus.
nlmns
earitloana. —
Recommen
damos
ás
almas
caridosas
uma
infeliz
viuva,
moradora
na
rua
de
S.
Bernabé,
n.°
18, (solão). Tendo
80
annos
d
’edade,
o
porisso
sem
poder
applicar-se
a
qualquer
rabalho, luela com a
miséria
exirema.
C0KRESPOXDEMCIA
Explicaçií«»
ao
publico
(Continuado
do n.° antecedente.)
Para
esclarecimento
dos
leitores
re
montarei
á
origem
d
’
esta
questão.
Se
nunca
fiz
bem,
também
nunca
fiz
mal
ao
snr.
Mengo.
Que
razão
leve
elle,
pois,
para
tra
tar-me
assim?
Só
pelo
facto
de
me
bater
não
deu
elle,
sob
nenhum
ponto
de
vista,
boa
ideia
de si;
mas
eu
sou
o primeiro a
conven
cer-me
de
que
me
não
bateu
simples
mente
para
ter
o gosto
de
dar o
escân
dalo
de
bater
n’uin
padre.
Allegou
que
o
levara
a
isso
a
gran
de
irritação
em
que
o
deixara
a
leitura
d
’
um
artigo
que n’aquel.e dia
ou
no
an
tecedente
fôra
publicado
na
«Palavra»,
e
no
qual
se
criticava
um
livro
que
elle
acabava
de
editar.
Nada
direi sobre
esse
artigo; quem
quizer ajuisar
delle
confronte-o
com
o
livro,
lendo lambem
em
vista
que o
exem
plar
mandado á
redacção
levava
uma
de
dicatória
provocadora
e
insultanle.
Eu,
porém,
não
era
o
auctor
do
ar
tigo.
Mais ainda:
nem
sequer
o
linha
li
do.
De
modo
que,
quando
o
snr.
Men
go
me
bateu,
tive
de
reílectir
um pou
co
para
atinar
com
a
causa,
«o
menos
pro
vável,
de
seu
reprehensivel
proceder.
Aquelle
artigo
era
o
segundo
que
já
se
publicava
sobre
o
mesmo
livro.
Eu
não
havia
lido
nem
um
nem ou
tro.
Era
director
litterario
do
jornal,
e
não
noticiarista
como
lá
disseram
no
tribu
nal.
Estava
determinado
que
eu
visse
to
dos
ou quasi todos
os
originaes
antes
de
passarem
á
typographia; mas
quando
se
tratava
de
escriptos
que
eram
entregues-
ou enviados
por
pessoas
que
me
mereciam
absoluta
confiança,
eram
perfeitamenle
co
nhecedoras da indole
do
jornal,
e
tinham
na
casa
grande
aucloridade
como
bem
conhecidos
e
assíduos
collaboradores da
folha;
em
tal
caso
forrava-me
a
esse
tra
balho,
como desnecessário.
Foi
exactamente o
que
succedeu
com
aquelles
dous
artigos,
porque
seus
aucto-
res
estavam
nas
condições
que
acabo
de
indicar.
Ainda
mesmo
que
os
houvera
li
do,
lel-os-ia mandado
publicar
como
es
tavam
escriptos,
sem
fazer-lhes
alteração
alguma.
Corrigil-os
ou
alleral-os
não
ca
bia
era
meu
arbítrio,
dado
mesmo
que,
quanto
á fórma, ou
quanto
á
ideia,
me
não
conformasse
com todo
o
seu conteú
do.
Seus auctores
receberiam
bem quaes
quer
observações
minhas,
mas
estavam
no
direito
de
as
não
acceitar,
pois
erain pes
soas
de
cujas lições
e
conselhos
eu ne
cessitava,
mas
que não
precisavam
dos
meus.
Por
outro
fado,
d
’esses
ou
de
quaes
quer
outros
escriptts,
não
assignados
por
mim, não
era
perante
a
lei
ou perante
o
publico
minha
a
responsabilidade.
Pe
rante
a
junta
consultiva
e
proprietária
do
jornal,
cujo
primeiro empregado
de
con
fiança
na parte
litteraria
era
eu,
tam
bém,
pelas
razões
que
ficam
expostas,
a
responsabilidade,
a
havel-a,
não
era
mi
nha,
mas
de
seus
auctores.
Finalmente,
havendo
a cada
passo
si
do
publicadas
na
«Palavra»
analyses
ou
juisos críticos
de
livros,
ora
favoráveis,
ora
desfavoráveis
a
seus
respectivos au
ctores
e
editores,
nem
pelo
pensamento
me
passava que
um
pequeno
artigo
d
’
es-
se
genero
que
me
traziam
de
fóra,
e
que
eu,
por
saber
quem
o
escrevera,
man
dava
immediatamente,
e
sem
lêl-o,
para
a
typographia,
me
havia
de
ser
attribuido
e
dar
logar ao
insulto
queseffri.
Não
escrevi,
pois,
o
artigo
de
que
se
trata.
Li-o
só
depois
que
o
snr.
Men
go
me
bateu;
entendo
não
ter incorri
do
em
falta
alguma
não
o
lendo .an
tes.
Se
o snr.
Mengo
se
julgou
offendido
por
esse
artigo,
e
se.
suspeitando
que fô
ra
eu
o
auctor
d
’
e'le,
resolveu
tirar
da
offensa
desforço
pessoal,
salta aos
olhos
que
antes
de
aventurar-se
a
passo
tão
grave,
lhe
corria
a
mais
estreita
obriga-
gação
de
saber
com
certeza
que
eu
es
crevera
esse
artigo.
Tinha o
snr.
Mengo
essa
certeza?
Não:
não
podia
tel-a;
e eu
desafio-o
desas-
sombradamente
ajque prove
o
contrario.
Quem
eram
essas
pessoas
dignas
de
credito
que aflirmaram
ao
snr.
Mengo
ha
ver
eu
escripto
esse
artigo?
Pessoas de
casa não
podiam
ser.
Ainda
mesmo
que
eu
o houvera
escripto,
faço
justiça e
não
favor
a
todos
os
empregados
da
casa
em
reputal-os
incapazes
de
tal
abuso de con
fiança.
Não
o
havendo
eu escripto,
e
sendo
bem conhecidas
de
todos
os
ty-
pographos
e dos demais
empregados
a
minha
lettra
e
a
do
autographo
do
mes
mo
artigo,
aflirmo
por
maioria
de
razão
que
nenhum
era
capaz
de
commelter
a
perversidade
de
asseverar
ao
snr.
Mengo
que
eu
o
escrevera.
Se
não
foi,
pois,
informado
por
pes
soas
de
casa, muito
menos
o
podiam
in
formar
pessoas
de
fóra.
O
snr.
Mengo,
não
tinha,
por
conse
quência,
a
certeza
de
que
eu fosse o
auctor
do
artigo.
Não
tinha,
nem
podia
ler
ao
menos
uma
presumpção
bem
fun
dada.
Fundada
em
quê?
Em
eu ser reda-
ct
r da
«Palavra»?
cm
eu
ser
padre,
e
pa
dre
dos que
certa gente
acoima
de
reac-
cionarios?
Honro-me
muito
de
ter
sido
redactor
da
«Palavra»
durante
quatro
annos;
hon
ro-me
de
ser
padre,
e
de
ser
um
dos
chamados
reaccionarios,
porque
sei
bem
o
que
este
epitheto
significa
na
bocca
de
quem
o
emprega.
Mas
seria
bem fundada
a
presumpção
baseada
em
taes
dados?
Por
certo
que
não.
Isso
só
não bastaria
nem
para
o
mais apaixonado inimigo
da
«Palavra»
e
dos
padres.
Sendo
porém,
certo, que
o
snr.
Men
go
não
sabia
que
eu
era
o
auctor
do
artigo,
concedamos-lhe
que
por
motivos,
embora
fúteis
mas
que
eu
ignoro,
presu
mia
que
o
era.
Que
devia
fazer
n
’
esse
caso? Não
de
via,
antes de
bater
me, perguntar-me
se
eu era
com
efifeito
o
auctor
do
artigo,
e
se
tomava
como
tal
a
responsabilidade
d
’
elle?
Sim,
devia;
e
tanto
elle
sabe
que
era
esse
o
seu
dever,
que,
para
se
lhe
não
levar
em
conta
a circumstancia
tão
aggravante
de
o
haver
omittido,
disse
no
tribunal,
e
com elle
disseram
e
jura
ram
suas
teslimunhas,
que
realmente
me
fizera
essa
pergunta, mostrando-me
até
o
jornal
aberto,
e
que,
só
depois de
eu
ha
ver
respondido
inconveniências
ou
inso
lências,
se
não
conteve
que
me
não
ba
tesse.
Mas
isso
não
foi
assim, nem o
snr.
Mengo
me
fez
pergunta
alguma,
nem
eu
respondi
insolências,
que não
sou capaz
de as
responder
a
ninguém.
O
snr.
Mengo
não
me
dirigiu
sequer
uma
palavra;
dirigiu
me
só
murros
até
que
eu
me
recolhi
a uma
loja.
Se o
snr.
Mengo
me
tivera
pergunta
do
se
eu
era
o
auctor
do
artigo,
eu não
lhe
teria
respondido
insolências,
ter-lhe-ia
dito que
não
era
o
auctor
d’
elle,
que
nem
o
havia lido
ainda,
e
que
ao
mes
mo
tempo
lhe
afliançaria,
mesmo
sem
consentimento
do
auctor,
que
se
lhe
da
riam
no
jornal
todas
as
satisfações
que
quizesse
n
’
aquillo
em
que
julgasse
o
mes
mo
artigo
offensivo
para
a sua pessoa.
7
de
fevereiro
de
1878.
(Continua)
Padre Manoel
Joaquim
de Mesquita Pi-
mentel.
«ASCO MESSCANflíI.
»E BRAGA
SOCIEDADE
AN0NYMA DE
RESPONSABILIDA
DE
LIMITADA
Resuno
do
aclivo
e passivo
d
’este
Banco
era
31 de Janeiro
de
4878.
Aetivo
Caixa
......
23:0270874
Letras
descontadas,
toma
das
e
a
receber . .
.
144:6040461
Cartas
de
credito
.
.
.
5000000
Empréstimos
sob
penhores
93:2660080
Créditos
caucionados
em
c/c
75:18
10377
Operações
a
longo
prazo,
com
hypotheca
.
.
.
21:0840330
Agencias
no
Remo
e
Ilhas
45:5790019
Agencias
no
estrangeiro
.
3.0530799
Devedores
diversos. .
.
10:1020131
Tilulos
de
D.vida
Publica
11:4010420
Valores
flucluantes.
.
.
81:0120090
Effeitos
depositados
.
.
25:3700000
Installação
.
.
. .
.
4:0000000
Moveis
e
utensílios.
.
.
1:4130500
Gastos
geraes e
commissões.
5450236
Liquidações.............................
1:1960930
Acções
recolhidas
....
200:0000000
741:3410415
Passivo
Capital...................................
600:0000000
Fundo
de reserva
....
3:5090127
Depósitos
a
praso
.
.
83:4310041
»
á
ordem. .
.
14:4040175
Credores
d
’
effeitos
deposita
dos
...................................
25:3700000
Letras
em
deposito.
.
.
1:3120500
Letras
por
pagar .
.
.
1410500
Credores
diversos
.
.
.
1:0570855
Dividendos
a
pagar. .
.
10:8520500
Lucros
e
perdas.
.
.
.
1:2625717
741:3410415
Braga
31 de
Janeiro
de
1878.
Os
Directores,
José Antonio
Rebello
da
Silva.
João
da
Costa
Palmeira.
BANCO
DA
COVILHÃ.
Sociedade
anonyma—
Responsabilidade
li
mitada
Capital
3.OOO:OI»»0»»»
reis
1.3
emissão
—
reis
750:000^000
dividi
lo
em
7:500
acções
de
1008000 reis cada
uma.
Balanço
em
31
de
Janeiro
de
1878.
Aetivo
Leltras
descontadas
e
a
receber
.............................
350:2530911
Empréstimos
s.
penhores.
163:2100735
Contas
corrent.
com
caução
295:2090642
Effeitos
depositados
. .
.
12:0000000
Papeis
de credito. .
. .
9:4670800
Agencias
no
paiz.
.
.
.
24:2480)85
Ditas
no
estrangeiro.
•
.
14:8020617
Diversos
devedores
.
.
.
10:6740107
Mobília
e
utensílios.
.
.
1:8400304
Despezas d
’installação
.
.
2:5250875
Caixa...................................
30:5300818
Contas
interinas
....
130500
Valores
em
liquidação.
.
.
6:3350152
921:1120926
Passivo
Capital
.................................
750:0000000
Fundo
de
reserva.
.
.
.
7:5430745
Funio
para o edifício
do
Banco
.................................
1:5000000
Depositos
á
ordem
. .
.
17:3730802
Ditos
a
praso......................
89:1950135
Devidendos
a
pagar.
.
.
20:1800500
Credores
d
’
efleitos
deposi
tados
.......................... .....
Diversos credores .
.
.
Agentes
no
paiz
.
.
.
Agentes
no
estrangeiro.
.
Ganhos
e perdas
....
12:0000000
13:8030670
4:3730457
6920910
4:4490707
921:1120296
Covilhã
31
de
Janeiro
de
1878
Os Directores
J.
d
’
A.
Vaz
de
Carvalho.
J.
T.
M.
Megne
Reslier.
Resumo do aclivo e passivo do
Banco
Commercial, Agrícola
e
Industrial
de Villa Real, em
31
de janeiro
de
1878.
Aetivo
Caixa,
dinheiro
existente
.
Letras
descontadas
.
.
.
Leiras
caucionadas
Leiras
em
liquidação.
.
.
Letras
protestadas
.
.
.
Obrigações
a
receber.
.
.
Empréstimos
sobre
penhores
Operações
a
longo prazo
.
Papeis
de
credito
.
.
.
Contas
correntes
com
gara
ntia
.*
........................
Atentes
no
paiz,
dinheiro
e
letras
a cobrar. .
.
Agentes
no
estrangeiro
.
Diversos
devedores
.
.
.
Moveis
e
utensílios
.
.
.
Despezas
de
installação
11:4650546
663:1540224
47:7420000
6:6080472
4:2150310
2:4370124
4:0950500
15:8910982
15:5700000
7:7750760
71:8450770
12:3030240
8:1420170
6100400
1:6060000
873:4570698
Passivo
Capital
do
Banco.
.
.
.
800:0000600
Deposito
á
ordem.
.
.
.
2:9800718
Deposito
a
prazo.
.
.
.
20:7550834
Dividendos
a pagar
.
.
.
25:6830950
Fundo
de
reserva.
.
.
.
9:4200000
Quantia
destinada
para
o
imposto
industrial.
.
.
5:3000000
Reserva
para
prejuízos
even-
luaes.................................
4:0000000
Ganhos
e
perdas.
.
. .
5:3170196
873:4570698
Villa
Real,
4 de
fevereiro
de
1878.
Os
gerentes,
Francisco
Ferreira
da
Costa Agarez.
Joaquim José
d
’
Oliveira Guimarães.
SáflOE Á TODOS
sem medicina,
pur
gantes,
nem
despezas,
com
o
uso da
delicio
sa
farinha
de
saúde,
DU
BARB.Y
de
Londres.
30
d
’invariiível
gueíesee
4
Combatendo
as
indigestões
(dispe
psia)
gastrica,
gastralgias,
flegmas,
arro
tos,
ventos,
flatos, amargor
na bocca,
pi-
tuilas,
nauseis,
vomitos,
irritação
intesti
nal.
bexigas, diarréa,
desenteria,
cólicas,
tosse,
asthma.
falta
de
respiração,
opressão,
congestões,
mal
dos
nervos,
diabethes,
de
bilidades,
todas
as
desordens
no
peito, na
garganta,
do
alilo,
dos
bronchios,
da
be
xiga,
do
fígado,
dos
rins,
dos
intestinos,
da
mucosa,
do
cerebro
e
do
sangue. 85:000
curas, entre
as
quaes
contam-se
a
do
du
que
de
Pluskow
e
da
extn.a
snr.a
mar
queza
de
Brehan,
da
snr.a
duqueza
de
Cas-
tlesloard,
do
Lord
Suíard
de
Decies,
par
d’
Liglalerra
,
do
doutor e
professor
Wur-
zer,
etc.,
etc.
Cura
n.°
48:614.-8
snr.
a
marqueza
de
Brehan,
de sete
annos
de
doença
do
ligado,
d’
estomago,
emmagrecimeolo,
pal
pitações
nervosas
em
todo
o
corpo,
agita
ção nervosa
e
tristeza
mortal.
Cura
n.°
62:986.
—
Mie
Martin,
de
sup-
pressão
da
menstruação
e
dança
de
São
Guido,
declarada incurável, perfeitamente
curada
pela
Mevaleseière.
Cura
n.
Q
65:112.—E.
Payard,
de
gas
tralgia
e
vomitos.
Não
podia
suster-se
de
pé,
nem
dormir,
lendo
sempre
a cavida
de
do
eslomago
inlurnecida.
Cura
n.°
62:845.—M.
Boillet,
cura,
de
36
annos
de
aslhma
com
suffocações du
rante
a
noite.
Cura
n.°
70:421.
—
M.
A.
Spadaro,
de
uma
constipação obstinada
de
nove
annos.
Era
terrível,
e
distinctos
médicos
tinham
declarado
que não
havia
meio
de
cu-
ral-a.
E
’seis
vezes
mais
nutritiva
do
que
a
car
ne,
sem
esquentar,
economisa
cincoenta
vezes
o
seu
preço
em remedios.
—
Preços
lixos
da
venda
por
miudo
em toda
a
pe
nínsula
:
Em
caixas
de
folha
de
lata,
de
*/*
kilo,
500
; de
*/,
kilo
800
rs
;
de
um
kilo,
10400
res;
de
2
*/j
kilos,
30200 reis; de
6
ki
los,
60400;
e
de
12
kilos,
120000
rs.
Os
biscoitos da
Revalesciére
que
se po-
iem
comer
a
qualquer
hora,
vendem-se
em
caixas
a
800
a
10400
reis.
O
melhor
chocolate
para
a saúde
é
a
SSevaíesetère
eh««3oBa4ada |
ella
res-
titue
o
appettite,
digestão,
somno,
energia
e
carnes duras
ás
pessoas,
e ás
creanças
as
mais fracas,
e
sustenta
dez
vezes
mait
que
a
carne,
e
que
o
chocolate ordinário,
sem
esquentar.
Em pó e
em
paus,
em
caixas
de
folha
de
lata
de
12
chavenas,
500
reis;
de
24
chave
nas,
800
reis;
de
48
chavenas,
10400
;
de
120
chavenas,
30200
reis,
ou
25
reis
cad:
chavena.
BARRA
£.
’
I.IVIITE». —
Piace
Vendòme,
26,
Paris.
77
Regtnt-
Street,
Londres.
Valverde,
1,
Madrid.
Os
pharmaceuticos,
droguistas,
mer-
cieiros,
etc.,
das
províncias
devem
diri
gir
os
seus
pedidos
ao
deposito
Central
;
snr. Serzedello
&
C.
a
Largo
do
Corjo
Santo
16,
(por
grosso
e
miudo)
;
Azevedo
Filhos,
praça
de
D.
Pedro,
31,
32,
Barrai
<5c
Irmãos, rua
Aurea,
12
—
Po#-
t©>
J.
de
Sousa
Ferreira
&
Irmão,
rua
da
Banharia,
77.
DEPOSITOS
ENTRE
DOURO
E
MI-
NHO.
—Aveiro,
F. E.
da
Luz
e
Costa,
pharm.
—
Barcelioa,
Antonio
João
de
Sousa
Ramos,
phaun.,
Largo
da
Ponte.
—
Braga,
Domingos
J.
V.
Machado,
drog.,
praça
Municipal,
17 —
Antonio
A.
Pereira
Maia,
Pharm.,
rua
dos
Chãos
31
—
Pipa
à
Irmão,
rua do
Souto.
—Vianna
do
Cas-
teiEo,
Aflonso
drog.,
rua
da
Picota;
J.
A.
de
Barros,
drog.,
Rua grande,
149.
—
SuimarSes
A.
J.
Pereira
Martins,
pharm.
—
Antonio
d’Araujo
Carvalho,
Cam
po
da
Feira,
1;
José,
J.
da
bilva, drog.,
Rua
da Rainha,
29 e
33.
—
Miranda,
pharm.
—a’orto
M.
J.
de
Sou
sa
Ferreira &
Irmão,
Rua
da
Banha
ria,
77;
J.
R, de
Sequeira,
pharm.,
Casa
Vermelha;
E.
J.
Pinto,
pharm.,
Largo
dos
Loyos,
36; Viuva
Desirè
Rahir,
Rua
de
Cedofeita,
160;
Fontes
&
C.
a
,
drogs.,
Pra
ça
de
D.
Pedro, 105 a
108; Antonio
J.
Salgado,
Pbaimaci»
Central,
Rua
de San
to
Antonio,
225
a
227.
—
Ponte
d®
Id-
«
mus
,
A.
J.
Rodrigues
Barbosa, pharm.
—
Povtm «5®
Vtsrxàm,
P.
Machado
de
Oliveira,
pliarma.
—Valença
do
Minho,
Fiancisco
José de Sousa,
pharm.
—WãSBa
d«
Conde,
a
.
L.
Maia
Torres,
pharm.
ãímimotos
H
íá
Já
áis
íá
sá
xá
*á te
«
H
João
Maria
Araújo Esmeriz,
e
sua
mu
lher,
Roza
de
Lima
Araújo
Esmeriz,
agradecem
em
extremo
a
todas
as
pes
soas
que
os
cumprimentaram
por
oc
casião
do
fallècimento
de
sua
innocente
filhinha
Lucinda,
e
bem
assim
a
todas
as
pessoas
que
a
acompanharam,
e
assistiram
ao
respondo
de
gloria
que
teve
logar
na
noite
de 9
do
corrente
no
real
templo
de
Santa Cruz, protestando
a
todas
o
seu
indelevel
reconhecimento.
(756)
D.
Thereza
de
Jesus
Vieira
Machado,
achando-se
quasi
restabelecida,
dos
in-
commodos de
sua
saude
porque
tem
pas
sado;
Bem
por
este
meio
agradecer
a
lo
dos os
exc.'
n
"
s
snrs.
e
exc.Iuas snr.
33
e
mais
pessoas,
que
tiveram
o
incommodo
de
por
muitas
vezes
saber
de
suas
me
lhoras, e
a
todos
protesta
seu
vivo
reco
nhecimento.
(755)
José Narciso da
Silva,
morador
na
rua
dos
Pelames,
e
seus
filhos,
agradessem
por
esta
fórma,
a
todas as pessoas
que
lhe
prestaram
serviços
e
os
cumprimenta
ram por occasião
do
fallecimento
e interro
de
sua
sempre saudosa esposa
e
mãe.
A
todos
protestam
seu
indelevel reconheci
mento.
(757)
ANNUNCIOS
MONTE-PIO
DE
S.
JOSÉ.
O
presidente
e
mais
membros
da
Me
za
provisória,
elegida
e
auctorisada
pela
Assembleia
Geral,
de 10
do
corrente,
convidam
todos
os
socios
que
estejam
no
goso
dos
seus
direitos
a
comparece
rem
nos
baixos
do
edifício
do
lyccu,
d
’
esta
cidade,
no
dia
17
do
corrente
ás
9
horas
da manhã, afim
de se
a
proceder
á
eleição definitiva,
de
harmonia
com
as
disposições
dos respectivos
Estatutos.
O
presidente—
Antonio
Domingues
AI-
vim.
Vice-presidente
—
Antonio
José da
Silva
Mello.
1.
°
secretario
—
José
Antonio
Peixoto
Braga.
2.
°
secretario
—Antonio
Luiz
Rodrigues.
(760)
declaração
Antonio
Thomaz
Lopes
d
’
Azevedo
Gui
marães,
tabellião na
comarca
de
Villa
Ver
de,
tendo
conhecimento
do
annuncio
pu
blicado
no
«Commercio
do
Minho»
n
*
745,
em
nome
de
D.
Narcisa
de
Sousa
Araújo
Menezes,
viuva,
da
cidade
de
Bra
ga
insinuando, que
a
escriptura
feita
na
sua
Nota aos
vinte
e
seis
de fevereiro de
1877,
contém
uma doação
em
favor
de
D.
Thereza
da
Graça Domingues
de
Lima,
solteira,
de maior
edade,
da
mesma cida
de,
em
vèz d
’
uma
obrigação
da
quantia
de
940800;
protesta
contra
a
falsidade
de
si-
milhanle
matéria,
porisso
que
o
acto
foi
expressado
em
harmonia
com a
formal
vontade
da
annunciante.
E
como
esta
pro-
mette
propor
acção
em juiso,
aguarda
o
respondenle
essa
acção,
depois
da
qual,
ou
na
falta
da
qual,
usará
dos
meios
que
lhe compelem
contra
similhante
calumnia.
Villa
Verde
6
de fevereiro
de
1878.
Antonio Thomaz
Lopes
d
’
Azevedo
Guimarães.
(750)
VENDA DE
PROPRIEDADES.
Quem
quizer
comprar
os
bens
de
José
Martins
de
Carvalho,
sitos
na
freguezia
de
Santa
Eulalia d
’Arnozo,
pode
compa
recer
nos
domingos i7
e
24 do
corrente
por 2
horas
da
tarde.
Trata-se
com
o
mesmo
snr.
(759)
DIILIR4ÇÃO
Thereza da
Graça Domingues
de
Li
ma,
moradora
na
rua
de
S.
Vicente,
af-
firma
e
declara
ser
falso
e
calumnioso
o
que nos
jornaes
d
’esta
cidade
veio
an-
nunciar
I).
Narcisa
da
Sousa
Araújo
Me
nezes,
como
facilmente
se
provará
no
tri
bunal
competente
Previne pois
o publico
para
suspender o
seu juiso
até
que
os
tribunaes
decidam
da
validade
e
legalida
de do
acto
a
que
allude
a
dita
senhora.
AGRADECIMENTO
E
DECLA
RAÇÃO.
Bernardo
José
de
Faria,
morador
na
ma
do Conselheiro
Januario
d
’esla
cidade
agra-
desse
por
esta
fórma,
a
todas
as
pessoas
qtle,
por
occasião
do
incêndio
que
soífreu
na
noule
de
7
do
corrente
concorreram
ao
local
do
mesmo
para
o
extinguirem
e
protestar
a todas
a
sua
indelevel
grati
dão.
Por
tal,
occasião, devido
ao
susto
em
que
se achava,
queixou-se
que
lhe
fal
tava
uma
certa quantia
de
dinheiro,
cuja
mais
tarde
encontrou
guardado
em
uma
gaveta
do
que,
na
occasião
era
impossí
vel
lembrar-se.
Faz
pois
esta
declaração
em
abóno
da
verdade.
(753)
AKREHATA0O.
No
dia
24
do
corrente,
pelas 11 horas
da
manhã, no adro
da
egreja
de
S.
Pedro
de
Maximinos,
d’esta
cidade,
será
arre
matada
a
construcção
da
fronlaria
da
dita Egreja,
segundo
o
desenho,
á
vista
na
secretaria
da
junta
de parochia,
resi
dência
parochial.
Braga,
9
de fevereiro
de 1878.
O
presidente da
junta,
Manuel
José
d'Oliveira
Guimarães.
(754)
DECLARAÇÃO.
Antonio
José Gonçalves
Nvgueira,
de
clara,
para
lodos
os
eífeitos,
que
por
escriplura
publica
feita
em
24
de
janeiro,
na
nota
do tabellião
Bastos,
d
’
esta
cidade,
foi
disso!vidada
a
sociedade,
que
havia
formado entre
si,
e
os
snrs.
Joaquim
Au
gusto
de
Carvalho e
João
Augusto d
’
Oli-
veira
Braga, sob
a
firma
de
Carvalhos
«5c
C.
a
da
qual
era
primeiro
socio
capita
lista,
recebendo,
e
cada
dos
referidos
snrs.,
o
que
lhe
pertencia
nos
haveres
da
refe
rida
sociedade.
E declara
mais,
que
continúa
com
o
mesmo remo
de
negocio,
e
com
as
mesmas
garantias
como
até
hoje, sob
a
sua
unica
responsabelidade
e
firma
de seu
nome,
na
sua
casa
da
rua
do
Souto
n.°
9.
Braga 9
de
feveriro
de 1878.
(758)
Aos
mestres
sapateiros
No novo
armazém
de
sola
na
rua
dos
Chãos
n.°
13,
encontra-se
um variado
sortimento
de
sola de
todas
as
qualida
des,
grande
sortido
de
atianados, bezer
ros
francezes
pretos
e
brancos,
bernizes
pretos,
ditos
da
Bussia,
magiz,
chagrins,
pellicas,
capas,
camurças, pelles
de
cô-
res,
carneiras
pretas
e
de
côres,
couros
tamanca,
elásticos
de
diversas
côres
e
qualidades,
linhol
francez,
licom
de
cô
res,
perzilhas,
carros
para
machina,
grai-
xa e
prego
e
cravo
de
diversas
qualidades,
e muitos
outros
generos
proprios
do
dito
estabelecimento,
o que
tudo
vende
por
preços
excessivamente
baratos.
(747)
ALVIÇARAS
Tendo-se
desencaminhado
em 2
do
cor
rente
mez,
pelas
4
horas
da
terde,
uma
egoa
ao
parocho
da
freguezia
d
’
Armil,
concelho
de
Fafe,
a
pessoa
que
da
mes
ma
possa
dar
relações
concorrendo
para
que
a
dita
egoa lhe
seja entregue, será
remunerado
do
seu
trabalho.
Fafe, freguezia
d
’
Armil, 7
de
fevereiro
de
1878.
O
parocho,
(748)
Raymundo
de
Barros
Franco.
JQSÈ.
ANTONIO
FERREIRA
GOMES.
ã, Rtwa Kova,
ã
BRAGA
Com
estabelecimento
de
pregagem
de
todas
as
qualidades,
mercear
a,
papel
e chá—
cartonagem
para
dezenho,
íloragem
e
aprestes.
para
llôres
—
steaiina,
pós
tinos
para
gomma, etc.,
etc.
N
’
este
antigo
e
acreditado
estabeleci
mento
se
encontra
um
completo
sortimen
to
de
livros
em
branco,
proprios para
escripturação
mercantil,
bera-como papeis
e
artigos
para
escriptorio.
Também
se
encontra
um
sortido
de chá
hyson desde
800 a
l$400
rs.
459
gram.,
e muitos
ou
tros
artigos
proprios
de
seu
negocio
que
tudo
vende
por
preços
commodos.
(725)
BANCO
COMMERCIAL
DE
BRAGA.
São
convidados
os
snrs. accionistas do
Banco
Comum
rcial
de
Braga
atim.
de
no
dia
1!
de março
proximo,
pelas
II
e
meia
horas
da manhã, reunidos
em
as
sembleia
geral
extraordmaria
na
casa do
mesmo
Banco,
procederem
ás
eleições
de
2
secretários,
1
director,
3
supplentes,
e
1
membro do
Conselho
Fiscal,
visto
No
Deposito
de Vinhos do
B
oh
-
r®
—
rtla
Je
S.
Marcos
n.°
15
— ha
as
seguintes
qualidades
de vinhos
:
Palhete,
—
Meza
n.°
1.
Estes
vinhos
teem,
atigmento
de
10
reis
e
garrafa.
$em augineiito
d<*
preço
t
—
F.
n.°
I
;
F.
n.°
2
;
F.
n.°
3;
F.
n.°
5.
=
V.
n.°
I
;
V.
n.°
2
;
V.
u.“
3
;
V. n.u 4
“
Bastardo
de
1863
=»
Vinho
branco
n.°
1
;
=
Vinho
branco
n.
‘
2. Vinho
branco
de
1863.
=■
Moscatel
n."
I
;
Moscatel
n.
u
2
; Moscatel
secco
■=
Malvasia
adamada
n.°
2
=
Malvasia
secca.
==>
Geropiga
loira
; Ge-
ropiga
branca.
=•
Lagrima
branca
n.°t
l;
Lagrima
loira.
r.ii>pre^ii,tMK
<:u.u
.. u.gni.i
sticeetíbo,
ilepoin
i;i
õs
lie
4:>
.'limos por a
maior
pre te
ilus
médicos
por curar a
r.lilorosix
i/ht.ro
branco}
doança
das
mancebas
filhas
e
to
das
as
moléstias
chloróticas. Eis
aqui
a
opinião
dos
mais
eminentes
mediets
que
as
leni
experimentado
:
«
Depois tinos que
exerço
a
medicina,
■'
lenho
reconhocido
a este
medicamento
E
-
1
‘
liulas
de
Illaud)
vantagems
incorilesta-
B
•> veis sotire
lodos
os outros
ferreos
e
ril
g
‘
•»
mi
“
''orno
o
melhor
anti-cblorólicm.
»
D' DOUBLE,
er-presidente
da
Academia
<ie
Medicina.
Vende
papeis
pinta
dos para
guarnecer
sallas,
lindíssimos
gostos,
a
prin
cipiar
em
8U
reis
a
peça.
Vende
olio,
tintas
e
vernizes para
pinturas
<ie
casas,
tudo
de
boa
qnali-
dade.e
preços
muito
resu
midos.
Vende
cimento
roma
no
para
vedar
aguas,
ges
so
para
estuques
de
ca
sas,
tudo
de
primeira
qua
lidade.
acharem-se
vagos
estes
cargos
em
vir
tude
das
recusas
apresentadas.
Braga 1
de
fevereiro
de
1878.
No
impedimento
do
presidente
O
vice-presidente
Antonio.
Brandão
Pereira.
Baneo
Mercantil
de Braga
Desde
o
dia
6
de
fevereiro
por
dian
te
está
aberto
o pagamento
do
2.°
se
mestre
de
1877,
á
razão
de
2 1|2
p.
c.
ou
l$250
por
acção
na
lhesouraria
d
’este
Ban
co,
em
todos
os
dias desde
as
10
horas
da manhã
até
á
uma
da
tarde,
e no Por
to
na
sua
agencia
na Praça
de
D.
Pe
dro.
ÍERIBGIÀO
«EBTTISTA
APPROVADO
PELA ESCOLA MEDICO-CIRURGI-
CA DO
PORTO
Rua
de S.
Marcos
n.°
19.
BR
a
GA.
Faz
tudo
quanto diz respeito
á
sua
arte
e
continúa
operando
grátis, pobres e
soldados.
(688)
CIIIURCIIÃO
DEXTISTA
DA
Solicitador
—
A.
Lopes
da Gama
Kseriptorio
—Taypajs
n.°
&
—
Porto
(613)
Escola
Americana
Consullono
a
toda
a
hora,
tanto de
dia
como
de
noite.
Rua
do
Campo
(antiga
Porta
de
S. Francisco)
n.°
22. (687)
ESPECIALIDADES
Vinho de
1840
—
Alvaralhão
de 1840—
Roncão
de 1820
=
Lacrima-chrisli.
Vinhos
de diíferentes
proeeden-
eins
:
Collares
;
Madeira,
de
diversos
pre
ços
e
muito
baratos
;
Xerez;
Moscatel
de
Setúbal
;
vinho
de
Valdepena
;
Bordéus ;
Champagne.
NO
MESMO
ESTABELECI
MENTO
HA
:
Doce
de
toda
a
qnalidade
de frucla,
tanto
em
sêcco
como
em
calda
;
licores
francezes
;
massas
para
sopa
;
farinha
de
diversos
legumes
; conservas
;
mostarda
;
peixe
d
’escalreche
;
sardinhas
de
Nantes;
ostras
frescas
em
latas
;
amêndoas
de di
versas
qualidades,
com
caixas
de
cartão
muito
bonitas
para
as
mesinas
;
chocolate
hispanhol
;
chá
Hysson
e preto
;
bolacha
ingleza
de
diversas qualidades ;
biscoito
vallongense,
o
melhor
que
st
fabrica
;
quei
jo
londrino,
papel, llamengo
e
suiço.
E
muitas
outras
coisas
próprias
para
o
Natal.
NO
ME>MO
ESTABELECI
MENTO
Ha
um
excellente
restaurante,
e se
apromplam
consoadas
de
qnalquer comi
da,
tanto
em
carne,
como
em
doce.
—
Tem
sempre
fiambre,
e
aos
dorniugos
fazem-se
alli
pastelinhos
de
massa
á frariceza,
tanto
de
carne
como
de
diversos
doces
== Mor-
cellas
de
lombo
de porco
e
de
doce:
aprom-
tan
io-se
também
caixas
enfeitadas.
15
—
RUA
DE
S.
MARCOS
—
15
(643)
i
!><•
iodas
as preparações
ferreas
que
<
nos
hão
dado
bons
resultados no
tra
’a-
■>
mento da.-
alteicões
chloróticas,
as
pilu-
«
las
de parece-nos
devem
estar
na
«
primeira
lila.
»
—
iiiccivnario
m
»-
c
.
-ir
Medicina.
I.
11.
pajze
99.
Corno
prova da aulhenticidade,
<-
nome
do inventor esta gravado solo,
cada
pílula
como
aqui
junto
Depositos:
Paru,
S,
r.
Paj/rnne.
Em
Lisboa, snr. Barreto, Lorêto
n.’ 28—30
(27 •)
SALLA
E
LOJA.
Aluga-se
junto
ou em
separado na
rua
do
Souto.
O
pretendente
falle
na
mesma rua
e
vestimenleria Rocha.
(739)
DINHEIRO
A
JURO
A Confraria
de
Santo
Amaro
da
Sé
tem
dinheiro
para
dar
a
5
0/0
sobre
hvpo-
theca.
(706)
ÊvMIA TÕSSIih
Os
Hehiifadog mytiiàesM,
de na
tureza
balsamica,
calmante,
peitoral
e
ex-
pectorante,
são
o
melhor
dos remedios
até
hoje
conhecidos
nas
doenças tossicolosas..
Caixa 200 reis.—
Meia
caixa
100
reis.
Unico
deposito:
PHARMACIA
CEN
TRAL,
rua
de
Santo
Anlonio,
227,
no
Porto.
Em
Braga:
PHARMACIA
DOS
OR-
PHÃOS,
praça
Municipal.
(621)
Quem
quizer
arrendar
a
casa n.°
7,
no
campo
das
Carvalhheiras,
falle
com
Joaquim
Antunes
Alves, na
rna
do
Cam
po, d
’esta
cidade,
que
eslá
auctorisado
para
este
fim.
(713)
E
ím
»
«loa
CapeiHstaa,
Ê3
RAPAZ.
Necessita se
d’
um
rresla
cidade para,
loja de
DROGAS
E
PHARMACIA.
Falla-se
no
escriptorio
d’
este
jernai
(741)
Defronte
da Alfandega.
Tem
no
seu
estabelecimento
os
seguin
tes
objectos
abaixo
exarados
pelo
menos
preço
possivel,
a saber;
chilas
largas
bem
sortidas,
finas
em
côr,
e
bom panno, a
80,
90,
100
e
110
o
covado; ha linda
len-
çaria
de
seda
e
selim,
tanto
para
senho
ra,
como
outros proprios
para
assoar;
guardasoes
de
seda, para homem
e
se
nhora-;
castiçaes
de
metal,
e
vidro;
jarras
de
procelana;
agoas
de
colonia;
collarinbos
e
punhos
para
homem;
madopolões;
me
rinos
brancos;
pannos
crús;
lenços de
cambraela
de
linho
para
bolso;
jarras
pra
teadas,
em
difíerentes
tamanhos;
adere
ços
e
brincos;
sapatos
de
borracha, pelli-
ca;
trança,
ourello;
gravatas
de
seda,
ou
gorgoião.
largas,
para
homem,
modernas;
lençaria
de côres em
algoção,
cassa,
sarja,
melim,
e d
’
oulras
qualidades;
lunetas de
grau
e
oculos;
sabonetes sortidos; livros
de missa; peitos
de
bertanha
de
linho;
colchas
brancas,
para
cama;
pós
d
’arroz
em
caixinhas
de
vidro.
N
’
este
estabelecimento
ha
um
sortido
completo
de
tudo
e barato.
(606)
BREVE
COMPENDIO
DE
ORAÇÕES
E
DEVOÇÕES
ADOPTADAS
PELOS MISSIONÁRIOS
QUARTA
EDIÇÃO
Novamente
correcta e
muito
augmentada
com
novas orações
e
deveções
indul-
genciadas, e
concedidas
pôsterior-
mente
á
ultima
Raccolta.
Com
approvação
de
S.
Exc.* Rev.m*
o
Snr.
D.
João Chrysostomo
de
Amorim
Pessoa,
Arcebispo Primaz.
Vende-se
em
Braga,
na
rua
Nova
n.°
3
E,
e
nas
principaes"
livrarias;
e
no
Porto
na
Livraria
Calholica, Praça
de
D.
Pedro,
e
na
Portuense de
Manuel
Malheiro,
rua
do
Almada.
Preço
em
brochura.
.
.
.
160
reis
»
encadernado
....
240
»
DINHEIRO
A
JURO.
A Iimandade
de Santa Maria
Magda-
lena,
da
Falperra, tem
paia
dar
a juro
l:35Ò$000
reis.
Braga
2
de
fevereiro
de
1878.
O
secretario
—
Padre
Luiz
Gomes
da
Silva.
(735)
CAIXA
PAKA AZEITE
No
largo
de
S. Miguel-O-Anjo,
n.°
14,
ha
para
vender
uma
caixa
em
muito
bom
estado
que
leva
cinco
pipas,
e
toda
forrada
de
castanho.
(700)
RAPHAEL
ou o
WeiBino
devoto e in«truida
Collecção
de
orações
e
meditações,
com
um
dialogo
entre
um
sacerdote e
aquelle
me
nino;
extraclos
das
obras
de
vários au
do
res
sábios
e
piedosos,
COORDENADOS
PELO
PADRE
J.
J.
C.
DE
SEQUEIRA
Acha-se
á
venda
unicamente
no
escri
ptorio
da
«Palavra»,
Cim de
Villa
n.°
25.
Preço,
120
reis
—peio
correio,
1
40.
—
Encardernado,
220—
-pelo
correio,
2
40
rs.
E
’
pago
adiantado.
BRAGA,
TYPOGRAPBIA LUSITANA —
1
8’
8.
Parte de Comércio do Minho (O)
